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Movimento estudantil de Servigo Social: parceiro na construgao coletiva da formagio profissional do(a) Assistente Social brasileiro: Sémya Rodrigues Ramos? Silvana Mara Morais Santos* “Sempre em frente Nao temos tempo a perder (..) ‘Somos tao jovens” (Renato Russo) Nas duas titimas décadas, no Brasil, © proceso de organizagiio da sociedade civil tem revelado uma ampliagdo dos espagos de partici politica que se evidencia por uma diversidade de manifestagbes de sujeitos coletivos. Compée esse cenério uma ago ofensiva do capital através do projeto neoliberal que, entre outros aspectos, se materializa no “desmonte” 1, As reflexes cootidas neste teat fam paste das anise sitematzads na daeragso de estado inttlads Apo poiica do Movimento Estudantl de Servigo Social: caminhos hatdricos allangar com ouras sjetior coletios, de asoria do Sina Rodagues Ramos e no tabalho O [ME nat anor 80: uma breve ondlise, de sutra ce Silvana Mara, Morals Savos. 2. Professora Arsistente da Universidade Regional do Rio Grande do Nore, Mestre em Servigo ‘Soca, Ex-Coosdenadora Geral da SESSUNE ( gesto-90/1) © atmal assessor da Cooréenagio [Nacional di ENESSO. 3. Profesor Assistente da Universidade Fede do Rio Grande do Nowe, Mosse em Secviso ‘Social, Ex-Coordenadora Regional da SESSUNE (2 getio 8990) e asl assssora do CA-UFRN da Coordenagio Nacional da, ENESSO, Cademos ABESS ~ 14 do Estado para 0 enfrentamento da questo social ¢ no agravamento da deterioragio das condigées de vida das classes subalternizadas. Inserida nessa complexa conjuntura de metamorfoses da sociedade brasileira, a profissio de Servigo Social vivencia um amplo e rico oceeen de renovagio. Verifica-s da profssdo, A ABESS cumpre um papel relev te6rico-politico acerca da discussiio da formacio pi marco a aprovagao e implementago do Novo Currf ‘© CFESS, drgio responsdvel pela garantia do ex: redefinir a sua concepgio de fiscalizagio, de luta com o objetivo de fazer valer um ex Em 1983, surge a ANAS, entidade politi ical, que contrit uma maior participago dos(as) Assistentes Sociais no movimer tendo como referéncia a perspectiva do novo sindicalismo def cur. esse contexto de articulagao das éntidades representativas do Servigo Social, o Movimento Estudantil de Servigo Social (MESS) cria a sua entidade nacional, em 1988, assumindo uma maior organizagéo e, con- seqiientemente, intervindo mais qualitativamente nos debates sobre os ramos da profissao. Esse texto objetiva resgatar a trajet6ria do MESS, a partir da criago da executiva nacional dos(as) estudan articulagdo dessa entidade estudantil junt a ABESS, nesses iltimos anos. sentido, abordaremos, inicialmente, 0 entendimento sobre pela sua entidade ni esfera da formagao profissional. 142 ‘Cadernos ABESS Movimento Estudantil: revisitando nogdes para o seu entendimento Partimos da compreensio de que 0 ME tem um caréter histérico fe, neste sentido, seu papel social altera-se de acordo com a conjuntura, processo de organizagio e mobilizagio, em contextos historicamente determinados. esse sentido, nfo podemos attibuir aos MS’s © ao ME “(..) um carter genérico © imutével, co nentes” (MARTINS FILHO, 1 cardter © 0 contetido da sua aco cada conjuntura histérica, a manei ‘bem como a postura politico-ideolégica assumida por seus dirigentes € as aliancas que estabelece com outros sujeitos Entendemos ago politica como um processo histérico, humano, pela qual se articulam e se opdem a politica operéria, de seus problemas ¢ podermos atribuir ao ME uma tinica concep, vista a heterogeneidade politica dos setores sua ago pol 10 contexto no qual ele esté inserido. sentido, o ME alinha-se a perspectiva politica da classe média, recente, no Brasil. Segundo BOSCHI “(...) novos valores, novas formas de organizago © um potencial de estimulo & mudanga Cademnos ABESS va