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CONTEÚDO

PROFº: EDILSON VIANA

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A Certeza de Vencer

As principais correntes teóricas e as possibilidades de análise científico dos problemas sociais.
Jackyu30/01/08.

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I. AS CORRENTES TEÓRICAS E SUAS PROPOSTAS DE ANALISE: 1. Positivismo: O primeiro pensador a utilizar com regularidade o termo Sociologia foi o intelectual francês Augusto Comte (1798 - 1857), para muitos o fundador dessa ciência. A teoria sociológica de Comte está diretamente relacionada a dois princípios: a lei dos três estados e a perspectiva dos progressos Augusto Comte através da manutenção da ordem. Para este, o conhecimento está sujeito a passar por três estados distintos. O primeiro estado é o teológico, em que o pensamento sobre o mundo é dominado pelas considerações do sobrenatural, religião e Deus; o segundo estado é o metafísico, em que o pensamento filosófico é primordial além do conhecimento da matemática e da lógica; e o terceiro estado é o positivo, em que a ciência, ou a observação cuidadosa dos fatos empíricos tornam-se modos dominantes. A sociedade como um todo também pode ser enquadrada nestes postulados. É importante ressaltar que para Comte este processo evolutivo só será possível naquela sociedade em que a ordem (em todos os seus aspectos) for mantida. 2. Funcionalismo: O pensamento funcionalista esta relacionado ao pensador francês Émille Durkheim (1858-1917), de acordo com os relatos foi o primeiro intelectual a introjetar a Sociologia como disciplina acadêmica, para ele cada indivíduo exerce uma função específica na sociedade e sua mal execução significa um desregramento da própria sociedade. Sua interpretação da sociedade está diretamente relacionada ao estudo do fato social, que para ele apresenta características específicas: exterioridade e a coercitividade. O fato social é exterior na medida que existe antes do próprio indivíduo e coercitivo na medida em que a sociedade impõe tais postulados, sem o consentimento prévio do indivíduo.

a natureza fundamental do universo social, mas ele foi praticamente forçado a determinar o termo híbrido grecolatino, Sociologia. “ As múltiplas controvérsias entre os sociólogos” praticamente desaparecem quando se trata de determinar a “ paternidade” de sua disciplina. Quase todos eles concordam que a Sociologia começam com a obra de Auguste comte. Além de cunhar o nome da nova ciência, foi de Comte a primeira tentativa de definir o objeto, seus métodos e problemas fundamentais, bem como a primeira tentativa de determinar-lhe a posição no conjunto das ciências”(GALLIANO, 1981. P.30) O problema central para a Sociologia era aquele que tinha sido articulado pelos pensadores mais antigos do iluminismo: como a sociedade deve ser mantida unida quando se torna maior, mais complexa, mais variada, mais diferenciada, ami8s especializada e mais dividida? A resposta continua, de comte foi de que as idéias e as crenças comuns precisavam ser desenvolvidas para dar a sociedade uma moralidade “ universal”. Essa resposta nunca foi desenvolvida, mas a preocupação com os símbolos da cultura como uma força unificadora para manter a essência do conceito sociológico francês, existe até os dias de hoje. Uma tática que comte empregou para fazer com que a Sociologia parecesse legítima foi postular a lei doas Três Estados, na qual conhecimento está sujeito , em sua evolução, a passar por três estados diferentes. O primeiro estado é o teológico, em que o pensamento sobre o mundo é dominado pela consideração do sobrenatural, religioso e Deus; o segundo estado é o metafísico, em que as atrações do sobrenatural são substituídas pelo pensamento filosófico sobre a essência dos fenômenos e pelo desenvolvimento da matemática, lógica e outros sistemas neutros de pensamento, e o terceiro estado é o positivo, em que a ciência, ou a observação cuidadosa dos fatos empíricos, e o teste sistemático de teorias tornam-se modos dominantes para se acumular conhecimento. E com o estado positivo o conhecimento pode ter utilidade prática afim de melhorar as vidas das pessoas. A sociedade como um todo, bem como um o pensamento sobre cada domínio do universo evolui sobre estes três estágios, mas em velocidades diferentes: a Astronomia e a Física primeiro, depois a Química e a Biologia, e finalmente a Sociologia surge como último modo de pensar para entrar no estado positivo. Na visão de Comte, a análise da sociedade estava pronta para ser reconhecida como ciência- uma reivindicação que era desafiada na época de Comte, assim como ainda hoje. E como as leis da organização humana eram desenvolvidas, Comte acreditava que elas poderiam ser usadas para melhorar a condição humana- novamente, um tema tão controverso hoje quanto na época de Comte. Uma segunda tática legítima empregada por Comte foi postular a hierarquia das ciências, na qual todas as ciências eram ordenadas de acordo com a sua complexidade e seu desenvolvimento no estado

Texto Complementar
AUGUSTE COMTE – (1798 – 1857) O FUNDADOR DA SOCIOLOGIA A herança francesa e as ondas de que da revolução francesa levaram Auguste Comte em seu 5º volume do curso de filosofia positiva ( 1830 –1842) a examinar solicitação por uma disciplina dedicada ao estudo científico da sociedade. Comte quis chamar esta disciplina de “ Física social ” para enfatizar que estudaria

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positivo.Na parte inferior da hierarquia estava a Matemática, a língua de todas as ciências mais altas na hierarquia, e no topo, surgindo da Biologia estava a Sociologia, que no momento de êxtase, Comte definiu como “ Ciência da Humanidade” coroamento de toda formação científica. Pois, se a Sociologia foi a última ciência surgir, era também a mais avançada em relação ao seu assunto, como um modo legítimo de questionamento. A TRADIÇÃO FRANCESA: ÉMILLE DURKHEIM (18581917): O que marca a contribuição de Durkheim à Sociologia é o reconhecimento de que os sistemas de símbolos culturais – ou seja, valores, crenças, dogmas religiosos, ideologias, etc. -são uma base importante para a integração da sociedade ( J. Turner, 1981). À medida que as sociedades se tornam complexas e heterogêneas a natureza de símbolos culturais, ou o que Durkheim denominou de consciência coletiva muda. Em sociedades simples, todos os indivíduos têm uma consciência coletiva comum que regula seus pensamentos e ações, ao passo que em sociedades mais complexas a consciência coletiva deve também mudar se a sociedade deve manterse integrada. Deve tornar-se mais “generalizada” e “ abstrata” afim de fornecer alguns símbolos comuns dentre as pessoas em atividades especializadas e separadas ao passo em que outro nível se tornam também mais concreta para assegurar que as relações entre, e interiormente, as posições especializadas e organizações nas sociedades complexas sejam reguladas e coordenadas. A condição social , entretanto, é possível em sociedades grandes, complexas, quando há alguns símbolos comuns que todos os indivíduos partilham, juntamente com grupos específicos de símbolos que guiam as pessoas em suas relações concretas com os outros (J.Tuner, 1990). Esse equilíbrio observado entre os aspectos abstratos e específicos ou os gerais e concretos da consciência coletiva não é observado, então várias patologias se tornam evidentes (Durkheim). Durkheim estudou posteriormente a sociedade no nível mais interpessoal, procurando entender a formação da consciência coletiva. Em seu estudo sobre a religião dos aborígines australianos, Durkheim estava menos interessado na religião do que nos processos interpessoais que produzem a consciência coletiva. O que ele descobriu foi o significado da interação entre as pessoas, como isso produzia o sentimento de que há uma “força “ sobrenatural acima e além delas. Ao compreender o poder desta força que nascia da animação e energia das interações, os aborígines construíram totens e se engajaram em rituais para honrar as forças sobrenaturais, agora simbolizadas pelos totens. Dessa observação, Durkheim concluiu que a adoração aos deuses e ao sobrenatural é, na realidade, a adoração da própria sociedade e dos vínculos gerados pela interação entre as pessoas. Assim, a “ cola” que mantém unida a sociedade é sustentada pela interações concretas entre os indivíduos.

EXERCÍCIOS 01. (J.Rendeiro) O pensamento sociológico surge como conseqüência das Revoluções Burguesas do século XVIII, mas no entanto, é no século seguinte que a Sociologia consolida-se enquanto ciência. Para muitos especialistas é com o pensador francês Augusto Comte que o termo Sociologia é aplicado regularmente pela primeira vez. A partir deste autor a sociologia organiza sua primeira escola de pensamento, o Positivismo. Sobre está corrente de analise sociológica é correto afirma que: a) Adquiriu características revolucionárias, quando percebeu na classe dos proletários um poder transformador. b) Admite as constantes mudanças e transformações sociais, como sendo fundamentais para o desenvolvimento de uma civilização. c) Identifica uma perspectiva conservadora na sociedade, que buscaria naturalmente a ascensão para a etapa teológica. d) Acredita que o pensamento do ser humano e a sociedade alcançariam um processo de evolução gradativa com a manutenção da ordem. e) Estabelece um processo evolutivo, com a lei dos três estados, consolidando-se na fase positiva,. graças a luta de classes. 02. (J.Rendeiro) "Fato social é toda maneira de fazer, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, ou então que é geral em toda a extensão de uma dada sociedade, embora tendo existência própria, independente das suas manifestações individuais" Les Reglés de la methode sociologique, p-14 Sobre o pensamento durkheimiano e sua compreensão de fato social é correto afirmar que: a) É exterior na medida em que é fruto do pensamento religioso e está introjetado na vida individual. b) É coercitivo pois exerce no indivíduo uma pressão inconsciente, obrigando-o a se enquadrar na estrutura estabelecida c)É exterior e coercitivo pois possibilita ao indivíduo a livre aceitação de tais pressupostos na construção de sua realidade. d) É apenas coercitivo, pois a sociedade cria os mecanismos de pressão social enquadrando o ser humano em uma dada realidade e) É somente exterior, haja vista estabelecer critérios imediatos que com rapidez e dinâmica são reconstruídos socialmente.

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