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LOBITOS MANUAIS

R.A.P.

PROJECTO EDUCATIVO
- RENOVAÇÃO DA ACÇÃO PEDAGÓGICA -

I SECÇ
ÃO
Versão
1.1

MANUAL DO DIRIGENTE
(Mai.20
17)

1
PERTENCE A : __________________________________________

AGRUPAMENTO: ________________________________________

REGIÃO: _______________________________________________

BAIRRO/RUA ONDE VIVO: ________________________________

CONTACTO: _____________________

COLECÇÃO DE MANUAIS ‘FLOR-DE-LIZ’ (DIRIGENTES)
DIRIGENTES
- Projecto Educativo - Manual comum às Secções (260 pág.)

LOBITOS - I Secção
- Projecto Educativo da I Secção (178 pág.)
- Sistema de Progresso (130 pág.)
- Caderno de Animação da Alcateia (modelos) (40 pág.)

JÚNIORES - II Secção
- Projecto Educativo II Secção (174 pág.)
- Sistema de Progresso (76 pág.)

SÉNIORES - III Secção
- Projecto Educativo da III Secção (198 pág.)
- Sistema de Progresso (74 pág.)

CAMINHEIROS - IV Secção
- Projecto Educativo da IV Secção (174 pág.)

FICHA TÉCNICA
AUTOR: Secretariado Nacional para o Programa de Jovens
EDIÇÃO: ASSOCIAÇÃO DE ESCUTEIROS DE ANGOLA
DIRECÇÃO: AEA – Departamentos Nacionais da lª, IIª, IIIª e IVª Secção
Redacção, designer gráfico e paginação: P. Rui Carvalho, Missionário Passionista
e Assessor do SNPJ para Publicação e Método
ENDEREÇO: Associação de Escuteiros de Angola
Junta Central, Nova Urbanização do Cacuaco, n.º 1

Colabora connosco enviando sugestões, dúvidas e correcções para:
b.satula@gmail.com; simoesgunza@hotmail.com; ruicarvalho20@gmail.com;

Associação de Escuteiros de Angola
2
MANUAIS
R.A.P.

“A criança não aprende o que os mais
velhos dizem, mas o que eles fazem!”
B.P.

3
GLOSSÁRIO PEDAGÓGICO
A.A PROPOSTA EDUCATIVA – declaração das finalidades
últimas da A.E.A., expressando a sua intenção
educa­tiva.
É baseada na análise das necessidades e aspi-
rações dos jovens num determinado tempo e num
contexto sócio-cultural específico, e serve de:
- ideal para os jovens;
- referência para a acção continuada dos Diri-
gentes;
- “cartão de visita” para a Sociedade Civil.

ÁREA DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL – dimen­
sões consideradas fundamentais na identidade in-
dividual, nas quais cada Escuteiro deve progredir
para atingir o seu máximo potencial.
As 6 Áreas consideradas são: Física, Afectiva,
Carácter, Espiritual, Intelectual e Social (FACEIS).

OBJECTIVOS EDUCATIVOS – capacidades (Conhec-
imentos, Competências e Atitudes - CCA) a serem
adquiridas por um jovem no final de um processo
edu­cativo.

OBJECTIVOS EDUCATIVOS DE SECÇÃO – Objecti­
vos Educativos a serem atingidos por altura da
passa­gem à Secção seguinte.

OBJECTIVOS EDUCATIVOS FINAIS – Objectivos
Edu­cativos a serem atingidos no final do percurso
escutista (ao fazer a ‘Partida’ do Clã).

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OPORTUNIDADES EDUCATIVAS – conjunto de todas as Actividades
usadas para que cada criança/adolescente, ou jovem, possa desen-
volver-se nas 6 Áreas de Desenvolvimento, e que contribuem para ir
alcançando os Objectivos Educativos adoptados em cada uma das
Secções.

ACTIVIDADES – iniciativas e acções, planeadas e desenvolvidas pe-
los Escuteiros, com acompanhamento adulto, que consubstanciam
o jogo escutista e respondem às suas aspirações de descoberta e
reali­zação, contemplando uma sequência nas fases da escolha, pla-
neamento, concretização e avaliação.

SISTEMA DE PROGRESSO (PESSOAL) – conjunto de Oportunidades
Educativas (Actividades), procedimentos e instrumentos que são
postos à disposição de cada Escuteiro para incentivo e reconheci-
mento do seu Progresso Pessoal (PP).

PROJECTO EDUCATIVO (PE) – conjunto de objectivos e métodos, tra-
duzidos em Oportunidades Educativas, que contribuem para a cons­
trução de um percurso de desenvolvimento pessoal das crianças e
jovens.

O PROJECTO EDUCATIVO GLOBAL da A.E.A. é composto por 4 Pro-
jectos complementares, correspondentes a cada umas das Secções.

MÉTODO ESCUTISTA – sistema de auto-educação progressiva basea-
do em:
• Lei e Promessa;
• Aprender fazendo;
• A vida em pequenos grupos (Sistema de Patrulhas);
• Progressão Pessoal e avaliação (Sistema de Progresso);
• Vida na natureza;
• Mística e Simbologia;
• Relação educativa.

PROGRAMA EDUCATIVO – totalidade daquilo que os jovens fazem no
Escutismo (as Actividades), como é feito (o Método Escutista - ME) e
a razão porque é feito (a finalidade).

5
6
A

ACÇÃO
PEDAGÓGICA

7
(R ENOVAÇÃO DA A CÇÃO P EDAGÓGICA )
Renewed Aproach to Programme
Proposta da Organização Mundial do Movimento Escutista (OMME)
para que as Associações renovem a forma como abordam o programa
educativo no Escutismo e repensem a sua oferta pedagógica aos jovens.
É mais conhecida pela sigla R.A.P.. Em Angola, o nome desta proposta
teve a seguinte adaptação: "Renovação da Acção Pedagógica"
Uma das faces mais visíveis desta renovação é o novo Sistema de
Progresso.

PORQUÊ?
A finalidade

PROGRAMA
DE
COMO? JOVENS O QUÊ?
Método As Activi-
Escutista dades

O PROGRAMA DE JOVENS, conforme o definido pela OMME, é a totalidade de:
O QUE os jovens fazem no Escutismo (Oportunidades Educativas: as activi-
dades e acções). Todas as experiências e situações em que os jo-
vens podem aprender no Escutismo, tanto de uma forma planeada
como espontânea;
COMO isso é feito (o Método Escutista);
PORQUE é que isso é feito (Programa Educativo); o Objetivo Educativo do
Escutismo, de acordo com o propósito e os princípios do Movimento.
8
OS DESTINATÁRIOS
A.0 DA ACÇÃO PEDAGÓGICA

A finalidade do Escutismo é, de acordo com o artigo
nº1 da Constituição da Organização Mundial do Movi-
mento Escutista, contribuir para o desenvolvimento de
crianças e jovens, ajudando-os a realizarem-se plena-
mente no que respeita às suas possibilidades físicas,
intelectuais, sociais e espirituais e a crescerem como
pessoas, como cidadãos responsáveis e ainda como
membros das comunidades locais, nacionais e inter-
nacionais.

Assim sendo, para implementar o Programa Edu­
cativo da Associação de Escuteiros de Angola de
maneira progressiva e adequada a cada Secção, é
importante o Dirigente conhecer as características es-
pecíficas de cada grupo etário. Isto justifica-se porque
os desafios, vivências, interesses, expectativas e ma-
turidade que existem nos elementos de cada um dos
grupos etários que constituem as nossas Secções são
diferentes de grupo para grupo.

Por essa razão, os Dirigentes que desenvolvem a
sua acção pedagógica numa determinada Secção de-
vem saber caracterizar globalmente os elementos des-
sa faixa etária, reconhecendo sinais identificadores e
característicos do seu nível de desenvolvimento, para
lhes poderem proporcionar experiências educativas
enriquecedoras e estruturantes.

No entanto, isto não é suficiente: é também
necessário conhecer cada elemento individualmente.
Tal como dizia o nosso fundador, Baden-Powell, o Di-
rigente deve conhecer “todos em geral e cada um em
particular”.
De facto, e ainda que o desenvolvimento se pro-
cesse de forma global e gradual, com ritmo diferente

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de elemento para elemento, é necessário caracterizar estes últimos em
várias dimensões da personalidade, para que, no Escutismo, se consi­
gam trabalhar as diferentes parcelas do ser. Assim, no final, a soma das
parcelas será superior ao todo.

Estas são as dimensões da personalidade a ter em conta: o desen-
volvimento Físico, desenvolvimento Afectivo, o desenvolvimento do
Carácter, o desenvolvimento Espiritual, o desenvolvimento Intelectual
e o desenvolvimento Social. Poderíamos descrevê-las, de forma breve,
assim:

A área do desenvolvimento FÍSICO está relacionada
com a responsabilização pelo crescimento e bom funcio-
namento do organismo de cada um.

O desenvolvimento AFECTIVO está relacionado com os
sentimentos individuais e a capacidade de os expressar
de modo a obter e manter um sentimento de liberdade,
equilíbrio e maturidade emocional.
A Área de Desenvolvimento do CARÁCTER diz respeito
às responsabilidades para consigo mesmo e ao direito ao
auto desenvolvimento, à aprendizagem e ao crescimento
em busca de felicidade, respeitando os outros. Relacio-
na-se ainda com a escolha de Objectivos e a definição de
acções e opções que permitem concretizá-los.
A Área de Desenvolvimento ESPIRITUAL prende-se
com o aprofundamento do conhecimento espiritual e a
compreensão da herança moral da nosso Grupo Sénior,
descobrindo a realidade Mística que dá significado à vida
e retirando conclusões para o dia-a-dia, mantendo o res-
peito pelas opções religiosas dos outros.
O desenvolvimento INTELECTUAL integra o desen-
volvimento da capacidade de raciocínio, de inovação e do
uso original da informação, relacionando-se ainda com a
capacidade de adaptação a novas situações.
O desenvolvimento SOCIAL diz respeito à compreensão
do conceito de interdependência social e ao desenvolvi-
mento da capacidade de cooperar e liderar.

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No desenvolvimento integral das crianças e jovens, é importante que
as actividades escutistas contemplem todas estas dimensões e que as
experiências que lhes são proporcionadas e lhes permitem obter mais
valias em termos educativos, sejam efectuadas num ambiente seguro,
que permitirá a cada elemento adquirir confiança em si próprio, nos ou­
tros e no mundo. Neste processo, os Dirigentes são sempre, e em todas
as situações, o garante do ambiente seguro em que as actividades se
desenrolam e não podem em nenhuma circunstância demitir-se deste
papel. Ao fazê-lo estariam a colocar em causa a confiança que os di-
versos parceiros (os pais, o próprio elemento, A.E.A., Igrejas/Credos)
neles depositam e que neles investiram através dos vários momentos
do percurso formativo para se ser Dirigente da A.E.A.

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- APONTAMENTOS -
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A CRIANÇA DOS 6 AOS 10 ANOS
A.1
AS 6 ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO

Desenvolvimento Físico

Por volta dos seis anos, começa um período de
grande agitação física. Nesta fase, a criança dese-
ja expressar-se com o corpo, gostando de saltar e
trepar. O jogo acaba por ser, assim, o meio privilegia-
do de expressão e libertação de energia, permitindo o
desenvolvimento da habilidade motora. Nesta idade,
no entanto, existe ainda alguma dificuldade a nível da
lateralidade (não estando completamente definida, há
dificuldade em reconhecer a direita e a esquerda) e
da destreza das mãos e pontas dos dedos, pelo que é
importante serem desenvolvidas actividades manuais.

Cerca dos oito anos de idade, a energia na cri-
ança é inesgotável e ela começa a melhorar o seu
desem­penho a nível motor e a adquirir orientação es-
pácio-temporal, melhorando a sua noção de perspecti-
va e proporção do corpo humano.

A partir dos nove anos, a capacidade motora encon-
tra-se plenamente desenvolvida, aparecendo a força
muscular e o equilíbrio. É nesta fase que a competi-
tividade atinge o auge, o que torna a criança capaz de
grandes esforços físicos e apreciadora de brincadeiras
marcadamente físicas (gosta de se ‘fazer de forte’), em
que mede a sua força e destreza em comparação com
os outros.
Globalmente, o período entre os seis e os dez anos

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é ainda marcado pela consolidação dos hábitos de higiene e por um
aperfeiçoamento da autonomia nessas tarefas. Esta é, por fim, uma
fase em que a criança mostra grande interesse por temas sexuais,
reve­lando especial curiosidade sobre a relação entre os sexos, as
diferen­ças anatómicas e a reprodução.

A este nível, a vida em Alcateia deve ajudar os Lobitos:
- a desenvolver a habilidade corporal e manual, através da rea­
lização de jogos de coordenação e de actividades manuais
variadas;
- a consolidar hábitos de higiene (ou a criá-los, no caso de quem
os não tem), promovendo a progressiva autonomia individual;
- a usufruir de uma alimentação adequada, incutindo em cada
criança hábitos alimentares salutares (como comer a horas
certas e com moderação e ingerir alimentos saudáveis e varia­
dos). Assim se evitam problemas alimentares como a má nu-
trição e a obesidade.

Desenvolvimento Afectivo

Ao longo do período em que se encontra na Alcateia, a necessidade
de afecto e protecção da criança é imensa e constante. De facto, a
passagem de um mundo conhecido (família) para um mundo novo e
inseguro pode levá-la a atravessar uma fase de insegurança, de afir-
mação de si mesma e de comparação com os colegas. Nesta altura,
a criança apresenta um humor estável (por norma é muito alegre), por
norma só alterado por emoções fortes e contraditórias, mas que pode
desaparecer com a mesma rapidez com que surgiu.

Entre os seis e os sete anos, a criança é muito espontânea e re­
vela-se muito sensível à humilhação e às repreensões. Como valoriza

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muito o adulto, não aprecia a sua censura e pode mesmo fazer coisas
contrariada, apenas com o intuito de agradar.

Entretanto, começa a revelar uma grande necessidade de coo­
peração e companheirismo.
Com o crescimento, o grupo torna-se o foco central dos seus inter-
esses e ocupa o lugar que antes pertencia à família.

A este nível, a Equipa de Animação deve:
- criar um ambiente saudável e tranquilo, em que os Lobitos se
sintam seguros afectivamente e sejam capazes de revelar o
que pensam sem medo de chacota ou repreensões;
- ajudar os Lobitos a desenvolver a cooperação e companheiris-
mo no seu Bando e na sua Alcateia, através da competição
entre Bandos e da entreajuda entre todos;
- ajudar os Lobitos a assumir Àquêlà e restante Equipa de Ani-
mação como amigos e modelos a seguir.

Desenvolvimento do Carácter

O carácter é a dimensão que constrói a identidade pessoal e, nesta
Etapa da infância, começa a ser apurado nas suas várias dimensões.

Relativamente aos adultos, a criança desta faixa etária estabelece
relações de grande proximidade com os mais velhos, que idealiza e vê
como seus modelos, e pode ser muito influenciada por eles. Nesta Eta-
pa, o desenvolvimento moral constrói-se nas relações interpessoais:
boa conduta é a que agrada aos outros. A criança tenta, assim, viver de
acordo com o que as pessoas próximas esperam de si, necessitando
da sua aprovação.

Para além disto, desenvolve a sua consciência crítica e o sentido de
justiça, na medida em que dá valor ao que faz, gosta de ser reconheci-

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da pelos outros e sabe distinguir o bem e o mal, embora tendo por base
as consequências das suas acções.

A estas características junta-se ainda uma grande sinceridade, que
leva as crianças, sobretudo as mais novas, a não ter pudores em reve­
lar o que pensam.

A este nível, a vida em Alcateia deve levar os Lobitos a con-
struir a sua personalidade de forma coerente, progressiva e
desafiante, ajudando-os:
- a desenvolver a sua consciência crítica, nomeadamente através
da avaliação das actividades e dos seus comportamentos;
- a analisar os seus actos, tomando consciência das suas con-
sequências e da necessidade de modificar comportamentos
(através da recordação constante da Lei e Máximas, das con-
versas em Bando e em Conselho de Alcateia, etc.);
- a respeitar a opinião alheia, aceitando pontos de vista dife­
rentes.

Desenvolvimento Espiritual

A dimensão espiritual está relacionada com o significado da vida. Para
além disso, não se desenvolve de forma independente das relações
que estabelecemos com os outros e connosco mesmos, mas baseia-se
na sociabilidade, inteligência e afectividade. Assim sendo, e porque a
vida da criança, nesta altura, gira muito à volta da família, é nela que a
imagem de Deus começa a tomar forma: é ao tomar consciência das
imperfeições dos pais que a criança começa a distingui-los de Deus.

Por volta dos seis e sete anos, e porque a capacidade de abstracção
ainda não está muito presente, Deus não é visto de forma simbólica. É,
sim, olhado como um homem grande e poderoso, com barbas brancas,

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o Criador do mundo que a criança conhece. Mais próxima é a imagem
de Jesus enquanto criança, que funciona como modelo a seguir.

Depois, a partir dos oito anos, a presença divina personaliza-se e há
uma valorização moral do bem e do mal no seu comportamento e no
dos outros. Surge ainda, de forma marcada, a noção de justiça.

A este nível, a vida em Alcateia deve ajudar cada Lobito:
- a identificar-se com o Menino Jesus e a vê-lo como exemplo
(através de histórias e da reflexão sobre o comportamento que
Jesus assumiria em diversas situações);
- a analisar os diversos comportamentos que assume, ensinan-
do-o a escolher entre o bem e o mal.

Desenvolvimento Intelectual

A criança de seis anos apresenta uma curiosidade activa, um imen-
so desejo de saber e uma grande capacidade de observação dos de­
talhes. É nesta fase que aprende a ler e a escrever, o que lhe dá um
maior acesso à informação e lhe permite, sozinha, descobrir mais cois-
as acerca de temas do seu interesse, como a vida dos animais e a
Natureza em geral. É também atraída por histórias e narrações. A este
nível, a sua visão do mundo é caracterizada por um objectivismo ingén-
uo, que a leva a ter dificuldade em separar de forma clara o mundo real
e a fantasia. Possui ainda desejo de se expressar de múltiplas manei-
ras, mas ainda não consegue pôr em prática as suas ideias.

Ao atingir novos níveis de compreensão e expressão, começa a ter
mais facilidade em se colocar no lugar do outro, reconhecendo que
ele poderá ter interesses, necessidades e sentimentos diferentes dos
seus. Pouco a pouco, começa assim a conseguir ter em conta pontos
de vista diferentes do seu e aprende que nem sempre pode fazer as
coisas segundo a sua vontade.

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Cerca dos sete anos, a inteligência intuitiva sofre uma profunda
transformação. A partir daqui, a criança vai além das aparências e das
observações fortuitas, passando a reflectir e a tentar compreender a
lógica dos objectos e dos acontecimentos. Começa assim a sentir ne-
cessidade de organizar o real através das classificações, comparações
e hierarquizações. Isto revela-se, por exemplo, no seu gosto por colec­
ções (coleccionar algo do seu gosto).

Depois dos oito anos, continua a curiosidade insaciável em conhecer
o mundo e a criança revela grande capacidade de memorização. Pou-
co a pouco, acaba por se tornar autónoma num grande número de
tarefas rotineiras, muitas vezes exigindo fazê-las sozinha.

A este nível, a vida em Alcateia deve ajudar os Lobitos:
- a desenvolver o gosto pelo conhecimento em geral e
pela natureza em particular (através da observação
da vida animal e vegetal, da preparação de colecções,
etc.);
- a desenvolver a criatividade, ajudando-os a explorar a
sua imaginação (através da narração de histórias, da
criação de poemas e canções, da realização de danças
e peças teatrais, etc.);
- a aprender a partilhar pontos de vista e a respeitar a
vontade alheia (através da apresentação e votação de
sugestões para as Caçadas, da realização de reuniões
de Bando e Conselhos de Alcateia, etc.)

Desenvolvimento Social

Os seis anos de idade constituem um marco importantíssimo na vida
da criança, dado que a entrada num ambiente escolar mais estruturado
leva ao aparecimento das primeiras condutas de responsabilidade. É
também nesta altura que a criança começa a integrar-se em grupos, de

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forma espontânea, para jogar, realizar tarefas e crescer a nível social:
há uma busca da aprovação do grupo e muitas vezes surgem tenta-
tivas de imposição aos companheiros, o que revela o egocentrismo
infantil (‘eu é que sei, eu é que mando’). Geralmente a criança tende a
colocar-se do lado do educador.

A partir dos oito anos, ao superar o egocentrismo, a relação com o
grupo começa a assumir importância vital e torna-se necessária a exis­
tência de uma hierarquia e de papéis bem definidos. A criança começa
então a participar em jogos colectivos, com regras já existentes e ou­
tras inventadas pelo grupo e que este faz cumprir. Esta experiência em
pequeno grupo é fundamental para a sua socialização e manter-se-á
ao longo da sua vida como experiência significativa de integração pes-
soal.

A criança começa, assim, a descobrir a vida em sociedade, afastan-
do-se progressivamente do adulto: deixa de necessitar que este es-
tabeleça as regras, passando a criar e a fazer respeitar as regras do
grupo. Diminui assim a necessidade da protecção dos pais e, conforme
tenha sido vivida esta relação parental, assim se projectará no grupo de
forma segura ou insegura.

A este nível, a vida em Alcateia deve ajudar os Lobitos:
- a participar em actividades que estimulem a cooperação
(como actividades de Bando, os jogos e as Caçadas
vividas com os outros Lobitos);
- a desenvolver a responsabilidade para com o grupo
(através, por exemplo, da atribuição de cargos indivi­
duais).

19
20
B
PROJECTO
EDUCATIVO
QUE O ESCUTISMO
OFERECE
21
22
B2 ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO,
E OBJECTIVOS EDUCATIVOS

O Escutismo considera muito importante o desen-
volvimento integral de todos os aspectos da perso­
nalidade das crianças e dos jovens. Neste sentido,
e depois de analisadas as intenções do fundador do
Movimento Escutista e as diversas dimensões da per-
sonalidade humana, foram estabelecidas seis Áreas
de Desenvolvimento pessoal que são, assim, o instru-
mento para a aplicação prática da Proposta Educativa.

São elas:

Incentiva o conhecimento e
Desenvolvimento físico
desenvolvimento do corpo. F
Favorece a equilibrada orientação
Desenvolvimento afectivo
dos afectos e a valorização pessoal. A
Promove o aperfeiçoamento de va-
Desenvolvimento do carácter
lores ede atitudes e o ser mais. C
Desenvolvimento espiritual Aprofunda o sentido de Deus. E
Desenvolvimento intelectual Fomenta a exploração e criatividade. I
Estimula o encontro,
Desenvolvimento social
a partilha e o sentido do outro.
S

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Em cada uma das Áreas de Desenvolvimento Pessoal (ADP) estão
identificadas prioridades que tomam em conta as necessidades e aspi-
rações das crianças. São, assim, caminhos de crescimento a trabalhar
em cada área que definem os Objectivos de crescimento a atingir no
final do tempo vivido na Primeira Secção.

Estão constituídos por um conjunto de Objectivos Educativos (OE)
que têm em conta as necessidades de crescimento e aspirações das
crian­
ças e procuram ajudá-las a desenvolver as suas capacidades
[Conhecimentos, Competências e Atitudes - CCA].

Neste sentido, foram criados Objectivos Educativos Finais, que são
os Objectivos a serem atingidos, em cada Área, no final do percurso
edu­cativo (ou seja, à saída da IV Secção).
Os Objectivos Educativos de Secção constituem metas intermé-
dias a serem cumpridas aquando da transição de uma Secção para a
seguinte.

Na Iª Secção, os Lobitos são chamados a percorrer, para cada Etapa
de Progresso, um conjunto de Objectivos que devem procurar atingir.
Só se considera uma Etapa cumprida quando o elemento conseguiu
crescer a ponto de cumprir todos os 12 Objectivos daquela Etapa.

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ÁREAS Os Objectivos de cada Etapa relacionam-se com:
A área do desenvolvimento FÍSICO:
u rentabilizar e desenvolver as suas capacidades; destreza
física; conhecer os seus limites;
u conhecimento e aceitação do seu corpo e do seu processo de
maturação;
u manutenção e promoção: exercício; higiene; nutrição; evitar
comportamentos de risco.

O desenvolvimento AFECTIVO:
u auto-expressão; intereducação; valorização dos laços familia­
res; opção de vida; sentido do belo e do estético;
u saber lidar com as emoções ( controlar/ exprimir ); manter um
estado interior de liberdade; maturidade;
u conhecer -se; aceitar -se; valorizar-se.

A Área de Desenvolvimento do CARÁCTER:
u a tornar-se independente; capacidade de optar; construir o
seu quadro de referências;
u ser consequente; perseverança e empenho; levar a bom
termo um Projecto assumido;
u viver de acordo com o seu sistema de valores; defender as
suas ideias.

A Área de Desenvolvimento ESPIRITUAL:
u disponibilidade interior; interiorização progressiva; busca do
transcendente, no específico cristão;
u dar testemunho pelos actos do dia-a-dia; viver em comuni-
dade; estar aberto ao diálogo inter-religioso;
u integração e participação activa na Igreja a que pertence;
participar na construção de um mundo novo; evangelização.

O desenvolvimento INTELECTUAL:
u desejo de saber; procura e selecção de informação; iniciativa;
auto-formação;
u capacidade de análise e síntese; utilização de novas técnicas
e métodos; selecção de estratégias de resolução; análise
crítica da solução encontrada; capacidade de adaptação a
novas situações;
u apresentação lógica de ideias; criatividade; discurso adequado.

O desenvolvimento SOCIAL:
u direitos e deveres; tolerância social; intervenção social;
u serviço; interajuda; tolerância;
u assertividade; espírito de equipa; assumir o seu papel nos gru-
pos de pertença.

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OBJECTIVOS EDUCATIVOS - I Secção
PROGRESSO PESSOAL
O Progresso Pessoal dos Lobitos está dividido em quatro Etapas:
PATA TENRA (ADESÃO), 1ª Dentada: LOBITO ENTRA NA ALCATEIA
(Bronze); 2ª Dentada: LOBITO VIVE NA ALCATEIA (Prata); 3ª Dentada:
LOBITO NA SELVA (Ouro).
Só pode fazer a Promessa quem completou a Etapa de Adesão, depois
de, na Promessa, ter conquistado o tão desejado Lenço Amarelo; a sua
Progressão ainda não terminou, pois ainda deve crescer muito como Es-
cuteiro e como pessoa.
E, à medida que vai progredindo, vai conquistando várias Insígnias que,
todas juntas, formam uma única Insígnia maior, símbolo do seu cresci-
mento pessoal.

ETAPAS do PROGRESSO PESSOAL
ADESÃO 1ª Dentada:
LOBITO
2ª Dentada:
LOBITO
3ª Dentada:
LOBITO NA
Insígnia completa
PATA TENRA
ENTRA NA VIVE NA SELVA
ALCATEIA ALCATEIA (Ouro)
(Bronze) (Prata)

Para que possa completar o seu Progresso Pessoal, deverá desen-
volver as suas capacidades em seis Áreas distintas e muito FACEIS
(Física, Afectiva, Carácter, Espiritual, Intelectual e Social). Cada Área
tem vários Objectivos, divididos por 3 Etapas, que deverão ser atingidas
ao longo da sua caminhada enquanto Lobito; mas existem regras:
- As Etapas têm uma ordem (PATA TENRA; LOBITO ENTRA NA
ALCATEIA (Bronze); LOBITO VIVE NA ALCATEIA (Prata); LO-
BITO NA SELVA (Ouro)), não é possível saltar Etapas!
- É o Lobito que decide a altura de atingir os Objectivos (já definidos
pela AEA), no seu Progresso dentro de cada uma das 3 Etapas
(Dentadas), em conjunto com o seu Bando e a sua Equipa de
Animação.

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ÁREAS Os Objectivos nas 3 ETAPAS do PROGRESSO

O desenvolvimento FÍSICO
(O corpo)

I - LOBITO ENTRA NA ALCATEIA
u F1. Participo em actividades físicas que me ajudam a ser
mais ágil.
u F2. Conheço os principais órgãos do meu corpo, sei onde
estão localizados.

II - LOBITO VIVE NA ALCATEIA
u F3. Conheço as principais diferenças do corpo das meni-
nas e dos meninos.
u F4. Sei o que devo e não devo comer e que tenho que
descansar.

III - LOBITO NA SELVA
u F5. Cuido do meu corpo e do meu aspecto.
u F6. Sei que há comportamentos e produtos que me podem
fazer mal.

O desenvolvimento AFECTIVO
(Os sentimentos e as emoções)
I - LOBITO ENTRA NA ALCATEIA
u A1. Escolho as minhas amizades e dou-me bem com todos.
u A2. Escuto e respeito os mais velhos, tendo os pais como
exemplo.

III - LOBITO VIVE NA ALCATEIA
u A3. Distingo aquilo que gosto e não gosto e consigo falar
sobre isso.
u A4. Sei que meninos e meninas comportam-se de maneira
diferente e respeito isso.

III - LOBITO NA SELVA
u A5. Sou capaz de falar daquilo que sinto.
u A6. Sei quais são as minhas qualidades e os meus defeitos.

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A Área de Desenvolvimento do CARÁCTER
(A atitude)
I - LOBITO ENTRA NA ALCATEIA
u C1. Sei a Lei e as Máximas da Alcateia.
u C2. Tenho em conta a opinião dos mais velhos quando tomo
decisões.

II - LOBITO VIVE NA ALCATEIA
u C3. Participo em Actividades que me ajudam a apreender
coisas novas.
u C4. Cumpro as tarefas que me são dadas, porque sei que
isso é importante.

III - LOBITO NA SELVA
u C5. Não desisto, mesmo quando as tarefas são difíceis.
u C6. Reconheço que as minhas acções têm consequências.

A Área de Desenvolvimento ESPIRITUAL
(O sentido de Deus)

I - LOBITO ENTRA NA ALCATEIA
u E1. Conheço as primeiras histórias do Livro Sagrado que a
minha Igreja/Credo usa.
u E2. Sei a história do Enviado/Profeta/Mensageiro maior da
minha Igreja/Credo.

II - LOBITO VIVE NA ALCATEIA
u E3. Sei que a minha Igreja/Credo é uma família a que eu
pertenço.
u E4. Sei que a oração diária é uma maneira de falar com
Deus.

III - LOBITO NA SELVA
u E5. Imito o Enviado/Profeta/Mensageiro maior da minha re-
ligião.
u E6. Sei que existem diferentes religiões.

28
O desenvolvimento INTELECTUAL
(A inteligência)
I - LOBITO ENTRA NA ALCATEIA
u I1. Proponho à Alcateia temas e assuntos novos para
pesquisar.
u I2. Sei onde procurar e guardar novas informações.

II - LOBITO VIVE NA ALCATEIA
u I3. Sou capaz de escolher o que mais gostava de fazer e
aprender.
u I4. Sou desembaraçado e uso as coisas que aprendo para
resolver problemas.

III - LOBITO NA SELVA
u I5. Sei dizer quando há um problema e o que é preciso fazer
para o resolver.
u I6. Gosto de imaginar e fazer coisas novas.

O desenvolvimento SOCIAL
(A integração social)
I - LOBITO ENTRA NA ALCATEIA
u S1. Conheço as regras de boa educação que me fazem dar
bem com os outros.
u S2. Participo da melhor vontade em todas as Actividades.

II - LOBITO VIVE NA ALCATEIA
u S3. Respeito aquilo que é de todos.
u S4. Não me aborreço/chateio quando perco nas votações.

III - LOBITO NA SELVA
u S5. Procuro ser útil aos outros no meu bairro.
u S6. Sou capaz de escutar e dar importância às opiniões dos
outros, aguardando a minha vez de falar.

29
Validação dos OBJECTIVOS

Auto Hetero Hetero Hetero
Validação Validação Validação Validação

• Conselho • Conselho • Chefe
• Individual
de Alcateia de Guias de Alcateia

- Para validar um OBJECTIVO, é o próprio Lobito que
propõe a sua vali­dação.

Validação das ETAPAS

Áreas de 1ª Dentada 2ª Dentada 3ª Dentada
Desenvolvimento LOBITO ENTRA NA ALCATEIA LOBITO VIVE NA ALCATEIA LOBITO NA SELVA

FÍSICO 2 2 2

AFECTIVO 2 2 X
CARÁCTER 2 X X
ESPIRITUAL 2 2 2

INTELECTUAL 2 2 2

SOCIAL 2 2 X
ETAPA
ETAPA COMPLETA ETAPA INCOMPLETA
Para Completar uma INCOMPLETA Apesar de faltarem Objecti-
Etapa necessita de per- Se faltar validar vos da Etapa anterior, pode
fazer doze Objectivos, uma Área de continuar o seu Progresso
(dois por cada Área de Desenvolvimen- Pessoal. Contudo, só muda
Desenvolvimento). to, a Etapa não de Etapa quando a anterior
está completa. estiver completa.

30
3ª DENTADA

LOBITO NA SELVA

1ª DENTADA 2ª DENTADA

LOBITO ENTRA LOBITO VIVE
NA ALCATEIA NA ALCATEIA

ADESÃO

PATA-TENRA

31
Desenvolvimento FÍSICO

Dimensão da personalidade: o corpo

Objectivos
Educativos
Finais

(ver página 34 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

(Oportunidades Educativas / Pistas)
ACTIVIDADES E ACÇÕES EDUCATIVAS

(ver página 25 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

No Manual ‘Sistema de Progresso - I Secção’, encontrarás Suges­
tões de Acção Educativa específicas (Actividades) para esta
Área de Desenvolvimento, para cada uma das Etapas do Pro-
gresso. Consulta esse Manual e terás muitas e boas ideias!

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (CÁ DEFENDE MÁUGLI DOS BÂNDARLOUGUES)
DESEMPENHO [rentabilizar e desenvolver as suas capacidades, destre-
za física; conhecer os seus limites]

u (CÁ MUDA DE PELE)
AUTO-CONHECIMENTO [conhecimento e aceitação do seu corpo e do
seu processo de maturação]

u (MÁUGLI BRINCA COM CÁ)
BEM-ESTAR FÍSICO [manutenção e promoção: exercício; higiene;
nutrição; evitar comportamentos de risco]

32
ATITUDES EDUCATIVAS para validar na I SECÇÃO
(ver página 40 a 56 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

CORPO
• Ser capaz de cumprir as orientações dos adultos sobre
os cuidados a tomar com o corpo bem como medir os
riscos das acções que realiza.
• Ser capaz de demonstrar que conhece a localização dos
principais órgãos do seu corpo, bem como entender o
funcionamento dos grandes sistemas do organismo.
• Ser capaz de identificar as grandes enfermidades de
que pode ser vítima, bem como as suas causas.
• Ser capaz de participar de actividades que desenvolvam
a coordenação motora, o equilíbrio, a força, a agilidade,
a velocidade e a flexibilidade.
• Ser capaz de mostrar o seu desagrado sem reacções
físicas.

IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES
• Ser capaz de praticar os principais hábitos de higiene
pessoal.
• Ser capaz de realizar pequenas tarefas que contribuam
para a ordem, a limpeza do lar e dos locais onde desen-
volve actividades.
• Ser capaz de comer todo o tipo de alimentos, respeitan-
do os horários das refeições.

APTIDÃO
• Ser capaz de respeitar as horas de sono apropriadas à
sua idade.
• Ser capaz de participar das actividades ao ar livre orga-
nizadas pelo Bando.

33
Rakcha
Desenvolvimento AFECTIVO

Dimensão da personalidade:
os sentimentos e as emoções

Objectivos
Educativos
Finais

(ver ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

(Oportunidades Educativas / Pistas)
ACTIVIDADES E ACÇÕES EDUCATIVAS

(ver página 29 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

No Manual ‘Sistema de Progresso - I Secção’, encontrarás Suges­
tões de Acção Educativa específicas (Actividades) para esta
Área de Desenvolvimento, para cada uma das Etapas do Pro-
gresso. Consulta esse Manual e terás muitas e boas ideias!

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (RAKCHA ACOLHE MÁUGLI NO COVIL)
RELACIONAMENTO E SENSIBILIDADE [auto-expressão; intereducação;
valorização dos laços familiares; opção de vida; sentido do belo e do estético]

u (RAKCHA DEFENDE MÁUGLI DE XERCANE)
EQUILÍBRIO EMOCIONAL [saber lidar com as emoções “controlar/exprimir”;
manter um estado interior de liberdade; maturidade]

u (RAKCHA AMA MÁUGLI COMO ELE É)
AUTO-ESTIMA [conhecer-se; aceitar-se; valorizar-se]

34
ATITUDES EDUCATIVAS para validar na I SECÇÃO
(ver página 40 a 56 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

DESCOBERTA DO EGO
• Ser capaz de expressar espontaneamente os seus sen-
timentos e emoções.
• Ser capaz de aceitar com tranquilidade separar-se dos
pais por curtos períodos, por ocasião de acantonamen-
tos e outras actividades.
• Ser capaz de aceitar com bons modos as críticas que
lhe sejam feitas no âmbito do Bando.

AUTODOMÍNIO
• Ser capaz de aprender a reflectir antes de agir.
• Ser capaz de aceitar as distintas opiniões dos seus
companheiros.
• Ser capaz de adaptar-se com facilidade às relações de
afecto que se desenvolvem na Alcateia.

PARTILHA E DISPONIBILIDADE
• Ser capaz de estar geralmente disposto a compartilhar
com todos.
• Ser capaz de ajudar os companheiros mais novos a in-
tegrarem-se na Alcateia.
• Ser capaz de demonstrar interesse por todos os com-
panheiros sem distinção de classes sociais ou económi-
cas.
• Ser capaz de assumir com naturalidade as diferenças
físicas entre o homem e a mulher.
• Ser capaz de conhecer os processos de procriação e
nascimento e o papel neles reservado ao homem e à
mulher.
• Ser capaz de receber com interesse a informação sexu-
al apropriada às suas inquietações, proporcionada pes-
soalmente e com toda a verdade pelos pais.

35
Desenvolvimento do CARÁCTER
Dimensão da personalidade: a atitude Bálú

Objectivos
Educativos
Finais

(ver página 36 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

(Oportunidades Educativas / Pistas)
ACTIVIDADES E ACÇÕES EDUCATIVAS

(ver página 31 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

No Manual ‘Sistema de Progresso - I Secção’, encontrarás Suges­
tões de Acção Educativa específicas (Actividades) para esta
Área de Desenvolvimento, para cada uma das Etapas do Pro-
gresso. Consulta esse Manual e terás muitas e boas ideias!

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (BÁLÚ ENSINA A LEI DA SELVA)
AUTONOMIA [tornar-se independente; capacidade de optar; construir o
seu quadro de referências]

u (BÁLÚ AJUDA A CUMPRIR A LEI)
RESPONSABILIDADE [ser consequente; perseverança e empenho; le-
var a bom termo um Projecto assumido]

u (BÁLÚ ORGULHA-SE DE MÁUGLI)
COERÊNCIA [viver de acordo com o seu sistema de valores; defender as
suas ideias].

36
ATITUDES EDUCATIVAS para validar na I SECÇÃO
(ver página 40 a 56 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

IDENTIDADE
• Ser capaz de apreciar aquilo que é capaz de fazer.
• Ser capaz de reconhecer e aceitar os seus erros.
• Ser capaz de valorizar o significado das suas conquistas.

AUTONOMIA
• Ser capaz de aceitar as sugestões de pais, professores e
Velhos Lobos destinadas a corrigir os seus erros.
• Ser capaz de propôr-se a pequenos desafios para superar
os seus defeitos.
• Ser capaz de compreender a importância das tarefas que
assume para ampliar as suas conquistas.

COMPROMISSO
• Ser capaz de conhecer e compreender a Lei e a Promessa
do Lobito.
• Ser capaz de comprometer- se com os valores expressos
na Lei e na Promessa do Lobito.
• Ser capaz de demonstrar que se esforça para dizer sempre
a verdade.
• Ser capaz de descobrir progressivamente que os seus va-
lores de Lobito se reflectem nas suas atitudes ante os seus
colegas, amigos e familiares.
• Ser capaz de participar de jogos, narrativas e represen-
tações (peças de teatro) que destacam o valor da verdade.

ALEGRIA DE VIVER E SENTIDO DE DIÁLOGO
• Ser capaz de aceitar de bom ânimo as dificuldades.
• Ser capaz de compartilhar a alegria das suas conquistas e
das conquistas dos colegas.
• Ser capaz de manifestar o seu humor sem zombar dos
colegas.
• Ser capaz de escutar os seus colegas de Bando, os Velhos
Lobos e os seus pais.
• Ser capaz de manter boas relações com os seus colegas
de Alcateia.

37
Desenvolvimento ESPIRITUAL
Dimensão da personalidade: o sentido de Deus

Objectivos
Educativos
Finais

(ver página 36 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

(Oportunidades Educativas / Pistas)
ACTIVIDADES E ACÇÕES EDUCATIVAS

(ver página 30 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

No Manual ‘Sistema de Progresso - I Secção’, encontrarás Suges­
tões de Acção Educativa específicas (Actividades) para esta
Área de Desenvolvimento, para cada uma das Etapas do Pro-
gresso. Consulta esse Manual e terás muitas e boas ideias!

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (HATI CONTA A HISTÓRIA DE THA)
DESCOBERTA [disponibilidade interior; interiorização progressiva; bus-
ca do transcendente no específico cristão]

u (HATI GUARDA TODA A SABEDORIA DA SELVA)
APROFUNDAMENTO [dar testemunho pelos actos do dia-a-dia; viver
em comunidade; estar aberto ao diálogo inter-religioso]

u (MÁUGLI APRENDE COM HATI A SABEDORIA DA SELVA)
SERVIÇO [integração e participação activa na Igreja; participar na con-
strução de um mundo novo; evangelização]

38
ATITUDES EDUCATIVAS para validar na I SECÇÃO
(ver página 40 a 56 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

SENTIDO DO DIVINO
• Ser capaz de admirar e reconhecer a natureza como
obra de Deus.
• Ser capaz de observar e reconhecer as boas acções
dos seus companheiros.
EXPRESSÃO E VIVÊNCIA DA FÉ
• Ser capaz de manifestar interesse por conhecer a re-
ligião da sua família.
• Ser capaz de integrar-se nas actividades de formação
religiosa adequadas à sua idade desenvolvidas pela
sua Igreja/Credo.
• Ser capaz de cooperar nas celebrações religiosas reali­
zadas na Alcateia.
• Ser capaz de descobrir personagens históricos que se
destacaram por viverem de acordo com a fé que pro-
fessavam.
• Ser capaz de descobrir progressivamente que os va-
lores da sua fé se manifestam nas suas atitudes.
ORAÇÃO
• Ser capaz de compreender o sentido das orações pro-
feridas na Alcateia.
• Ser capaz de praticar as orações habitualmente rezadas
na família e na Alcateia.
• Ser capaz de conduzir ocasionalmente a oração na Al-
cateia.
ECUMENISMO
• Ser capaz de compreender que a bondade das pessoas
não depende de professarem a mesma religião.
• Ser capaz de valorizar igualmente todos os seus com-
panheiros, sem distingui-los pelas suas ideias religio-
sas.
• Ser capaz de reconhecer as principais religiões exis-
tentes em Angola.

39
Desenvolvimento INTELECTUAL
Dimensão da personalidade: a inteligência
Báguirá

Objectivos
Educativos
Finais

(ver página 34 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

(Oportunidades Educativas / Pistas)
ACTIVIDADES E ACÇÕES EDUCATIVAS

(ver página 27 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

No Manual ‘Sistema de Progresso - I Secção’, encontrarás Suges­
tões de Acção Educativa específicas (Actividades) para esta
Área de Desenvolvimento, para cada uma das Etapas do Pro-
gresso. Consulta esse Manual e terás muitas e boas ideias!

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (MÁUGLI E BÁGUIRÁ CAÇAM JUNTOS)
PROCURA DO CONHECIMENTO [desejo do saber; procura e selecção
de informação; iniciativa; auto-formação]

u (BÁGUIRÁ RESPONSABILIZA MÁUGLI)
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS [capacidade de análise e síntese; uti-
lização de novas técnicas e métodos; selecção de estratégias de re­
solução; análise crítica da solução encontrada; capacidade de adap-
tação a novas situações]

u (BÁGUIRÁ DEFENDE MÁUGLI NA ROCHA DO CONSELHO)
CRIATIVIDADE E EXPRESSÃO [apresentação lógica de ideias; criativi-
dade; discurso adequado]

40
ATITUDES EDUCATIVAS para validar na I SECÇÃO
(ver página 40 a 56 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

ANÁLISE E TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
• Ser capaz de manifestar a sua impressão diante do que lhe
parece surpreendente ou estranho.
• Ser capaz de participar de actividades que desenvolvam
habilidades de busca e indagação.
• Ser capaz de narrar com alguns detalhes episódios e situa­
ções extraídos das suas leituras.
• Ser capaz de relacionar de maneira apropriada situações
de fantasia com factos reais.
• Ser capaz de narrar com detalhes pequenas histórias ou
situações vividas na Alcateia.

DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES
• Ser capaz de integrar-se nos trabalhos manuais desen-
volvidos na Alcateia.
• Ser capaz de identificar as ferramentas que utiliza, descre-
vendo o seu uso.
• Ser capaz de demonstrar interesse por conhecer as cau-
sas dos fenómenos que observa.
• Ser capaz de descrever o uso e aplicação dos objectos que
conhece.
• Ser capaz de descrever de um modo geral as funções
desenvolvidas nos ofícios e profissões conhecidos.
• Ser capaz de participar de actividades relacionadas com
os ofícios e profissões.

COMUNICAÇÃO E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
• Ser capaz de manifestar-se de maneira habitual por meio
das artes.
• Ser capaz de expressar-se aceitavelmente por meio da lin-
guagem.
• Ser capaz de descrever soluções para pequenos prob-
lemas.

41
Desenvolvimento SOCIAL
Dimensão da personalidade: a integração social

Objectivos
Educativos
Finais

(ver página 35 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

(Oportunidades Educativas / Pistas)
ACTIVIDADES E ACÇÕES EDUCATIVAS

(ver página 28 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

No Manual ‘Sistema de Progresso - I Secção’, encontrarás Suges­
tões de Acção Educativa específicas (Actividades) para esta
Área de Desenvolvimento, para cada uma das Etapas do Pro-
gresso. Consulta esse Manual e terás muitas e boas ideias!

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (ÀQUÊLÀ ORIENTA AS REUNIÕES NA ROCHA DO CONSELHO)
EXERCER ACTIVAMENTE A CIDADANIA [direitos e deveres; tolerância
social; intervenção social]

u (ÀQUÊLÀ AJUDA FAO)
SOLIDARIEDADE E TOLERÂNCIA [serviço; inter-ajuda; tolerância]

u (ÀQUÊLÀ AJUDA MÁUGLI A GUIAR OS BÚFALOS)
INTERACÇÃO E COOPERAÇÃO [assertividade; espírito de equipa;
assu­mir o seu papel nos grupos de pertença]

42
ATITUDES EDUCATIVAS para validar na I SECÇÃO
(ver página 40 a 56 do ‘Programa Educativo da AEA’-2013)

RELACIONAMENTO COM OS OUTROS
• Ser capaz de manifestar respeito pelas opiniões alheias.
• Ser capaz de identificar e descrever os principais di­
reitos da criança.
• Ser capaz de mostrar-se disponível para as tarefas da
Alcateia.

COOPERAÇÃO E LIDERANÇA
• Ser capaz de identificar e compreender a autoridade no
lar, na escola e na Alcateia.
• Ser capaz de colaborar com os companheiros investi-
dos de autoridade.
• Ser capaz de respeitar a autoridade dos pais e dos pro-
fessores.
• Ser capaz de identificar e respeitar as normas básicas
de comportamento social.
• Ser capaz de demonstrar que está a desenvolver a sua
capacidade de criticar as normas a que está submetido.

SOLIDARIEDADE E SERVIÇO
• Ser capaz de identificar os principais serviços dis-
poníveis na sua comunidade.
• Ser capaz de demonstrar boa vontade no cumprimento
das tarefas rotineiras no seu lar/casa.
• Ser capaz de dar a sua colaboração em campanhas de
assistência social.

CIDADANIA
• Ser capaz de identificar os símbolos da Pátria e manifes­
tar respeito por eles.
• Ser capaz de apreciar os diferentes símbolos da sua
cultura e as formas como se manifestam.
• Ser capaz de participar adequadamente de actos e
comemorações cívicas.

43