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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

RESUMO DOS CÁPITULOS 29, 30 E 31 DO LIVRO: Física III
Eletromagnetismo do autor Sears & Zemansky, 12ºEdição.

PONTA GROSSA
JUN/2016

. 3 1.................................... CIRCUITOS R-L .............................................3..... CIRCUITO R-L-C ............ INDUTORES E AUTO-INDUTÂNCIA ................. 10 2..........2.........................7.... 10 2.........................................................................................................................1........5.......................... ENERGIA DO CAMPO MAGNÉTICO....... INDUTÂNCIA MÚTUA .............................. 4 1............................................... CORRENTES DE FOUCAULT ........................2............... 5 1............................ 15 .............................4.. 8 1..................4.................................... 6 1...............................7............................................................ 8 1. 11 2..... 14 3.............................................1.......... CAPÍTULO 29: INDUÇÃO MAGNÉTICA..................... 9 2........... TRANSFORMADORES ............................................... SENTIDO DA FEM INDUZIDA.1 LEI DE FARADAY .... CIRCUITOS L-C . 6 1.................................. SUMÁRIO 1...2................................3..........5.....1. POTÊNCIA EM CIRCUITOS DE CORRENTE ALTERNADA...6. CÁPITULO 31: CORRENTE ALTERNADA....................................................... 12 2. 14 3.. 7 1.... INDUTOR EM UM CIRCUITO CA ....................... 11 2.................... CÁPITULO 30: INDUTÂNCIA.......................................................... 13 3.................................................................................................................................................. LEI DE LENZ ................. 12 2................................ RESISTOR EM UM CIRCUITO CA ...6................. CORRENTE DE DESLOCAMENTO E EQUAÇÃO DE MAXWELL ...................... EQUAÇÕES DE MAXWELL PARA O ELETROMAGNETISMO .......................... 12 3. CAMPOS ELÉTRICOS INDUZIDOS .......4...... 14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .... 13 3..3...................................... FORÇA ELETROMOTRIZ PRODUZIDA PELO MOVIMENTO ...

que cargas elétricas em movimento davam origem a um campo magnético. Em seguida. ou seja: a variação de campo magnético deveria gerar uma corrente elétrica. a corrente tem sentido anti-horário. porém. Observe na figura: A partir desse experimento. nesse momento. Faraday realizou o descrito a seguir: Inicialmente se conecta uma espira condutora. 3. não surge corrente. Esse fenômeno passou então a ser conhecido como indução eletromagnética e foi descrito teoricamente e matematicamente pela Lei de Faraday. aproxima-se dessa espira um imã em forma de barra. Se o polo sul do imã é . Se o polo norte do imã é aproximado da espira. Se o imã ficar em repouso. é possível chegar às seguintes conclusões: 1. desconectada de uma fonte de tensão. a um amperímetro (aparelho usado para medir corrente elétrica). indica a passagem de uma corrente elétrica pela espira. descobriu com os seus estudos. O amperímetro. Quando o imã é afastado da espira. a corrente tem sentido horário. Entre os experimentos utilizados para demonstrar essas teorias. mas quando o polo norte afasta-se da espira. A comprovação dessa proposição foi feita em 1931 pelo professor de física dinamarquês Michael Faraday. A comprovação dessa teoria levou vários cientistas a acreditar que o contrário também deveria ocorrer. CAPÍTULO 29: INDUÇÃO MAGNÉTICA O professor de Física dinamarquês. Quanto mais rápido o movimento do imã.1. 2. maior a corrente. em sentido contrário. Hans Christian Oesterd. O sentido da corrente elétrica dependerá do polo magnético e da direção do imã que está interagindo com a espira. em 1820. a corrente aparece novamente. A corrente elétrica somente é observada no caso de haver movimento entre a espira e o imã.

Assim. Essa lei é muito utilizada na fabricação de geradores elétricos. entre outros). . O desenvolvimento da teoria da indução eletromagnética foi responsável pelo surgimento de instrumentos importantíssimos. a corrente tem sentido anti-horário. Denominamos a corrente gerada na espira de corrente induzida. que é responsável pela corrente induzida no circuito. chamada força eletromotriz. a Lei de Faraday enuncia que: O valor da força eletromotriz induzida em uma espira de área A é igual à taxa de variação do fluxo magnético através dessa espira. a corrente tem sentido horário. ela não determina o sentido da corrente elétrica. A Lei de Faraday relaciona a força eletromotriz ε induzida na espira com a taxa de variação do fluxo magnético através desta espira. 1. e o processo utilizado para produzir a corrente e a força eletromotriz recebe o nome de indução. Cabe lembrar que no Sistema Internacional de Unidades (SI) a unidade de medida da força eletromotriz é dada em volts (V). bombeadores de água. a Lei de Faraday pode ser escrita como: Embora saibamos que a Lei de Faraday nos permite calcular o valor da força eletromotriz induzida. aproximado da espira. motores de geladeira. responsáveis em transformar energia mecânica em elétrica. como o motor elétrico. O trabalho executado por unidade de carga para produzir essa corrente é chamado de força eletromotriz induzida.1 LEI DE FARADAY Sabemos que quando uma diferença de potencial é aplicada sobre um circuito há o surgimento de uma corrente elétrica induzida.podemos perceber que o fluxo magnético sofre variação sempre que há variação na intensidade do . Fazendo uma análise na equação do fluxo magnético. que serve como base para o funcionamento de vários aparelhos (liquidificadores. ventiladores. caso o polo sul esteja se afastando do imã. Matematicamente.

dΦB/ dt e algumas regras simples. no valor da área A ou na orientação relativa entre a área e o campo (Փ).campo magnético (B). através da área delimitada pela espira. SENTIDO DA FEM INDUZIDA Podemos determinar o sentido de uma fem induzida ou uma corrente induzida aplicando a equação ε = . Assim o enunciado da lei de Faraday da indução é: A fem em uma espira fechada é dada pela taxa de variação do fluxo magnético. Vejamos aqui o procedimento: Figura 1: Sentido da fem induzida.2. Usando símbolos a lei de Faraday é escrita na forma: 1. Se ΦB é o fluxo magnético através de cada espira. com o sinal negativo. a fem induzida total em uma bobina com N espiras é dada por: 𝑑𝛷𝐵 ε = −N 𝑑𝑡 A fem induzida desempenha papel primordial na geração de energia elétrica para o uso comercial. .

4. E = ʋB. FORÇA ELETROMOTRIZ PRODUZIDA PELO MOVIMENTO O módulo da diferença de potencial Vab = Va-Vb é igual ao módulo do campo elétrico E multiplicado pelo comprimento L da haste. contudo ela é mais difícil de ser aplicada. portanto: Vab = EL = ʋBL Em que o ponto a possui um potencial maior que o do ponto b. opondo-se à vaiação do campo B para cima. pois pode ser deduzida a partir da Lei de Faraday. Ela sempre conduz ao mesmo resultado obtido quando usamos as regras de sinais introduzidas junto a lei de Faraday. O campo magnético adicional Binduzido criado por ela é orientado de cima para baixo. A lei de Leinz também nos ajuda a adiquirir conhecimentos intuitivos dos diversos efeitos de indução e do papel desempenhado pela conservação da energia. A lei de Lenz não constitui um princípio independente. 1. A Lei de Lenz está relacionada diretamente à conservação de energia. O módulo da força eletromotriz do movimento é: .3. A lei de Lenz afirma que: O sentido de qualquer efeito de indução magnética é tal que ele se opõe à causa que produz esse efeito. se observada de cima para baixo. Ela sempre conduz ao mesmo resultado obtido quando usamos as regras de sinais introduzidas junto a lei de Faraday. LEI DE LENZ A Lei de Lenz é um método alternativo para determinar o sentido da fem ou da corrente induzida.1. Figura 2: A corrente induzida produzida pela variação de B possui sentido horário.

de acordo com a lei de Faraday. O Fluxo magnético dado através da espira é dado por: Quando a corrente do selenóide varia com o tempo o fluxo magnético também varia e. mesmo quando o condutor não forma um circuito completo. CAMPOS ELÉTRICOS INDUZIDOS Quando um condutor se mov em um campo magnético. Para qualquer espira condutora fechada a fem é dada por: 1.5. a fem induzida na espira é dada por: . ε = ʋBL O sentido da fem pode ser obtido pela Lei de Lenz. conforme descrito: Figura 3: Um disco condutor girando com velocidade angular em um campo magnético. podemos entender a fem induzida com base nas forças magnéticas que atuam sobre o condutor.

correntes parasitas ou correntes de Foucault. Nessas circunstâncias podem surgir correntes induzidas que circulam ao longo do volume do material. Logo. com o sinal negativo. através de uma espira. elas são chamadas de correntes de redemoinho. possui a fórmula abaixo: Contudo podemos escreve-la de fórmula generalizada: . CORRENTES DE FOUCAULT Diversas partes de equipamentos elétricos possuem massas metálicas que se deslocam no interior de campos magnéticos ou estão localizadas em campos magnéticos variáveis. Figura 4: Correntes de Foucault induzidas em um disco metálico giratório. Como essas correntes volumétricas são semelhantes aos redemoinhos das águas de um rio.7. De acordo com a Lei de Faraday a fem é dada pela taxa de variação do fluxo magnético. CORRENTE DE DESLOCAMENTO E EQUAÇÃO DE MAXWELL A lei de Ampère. para esse caso podemos escrever a Lei de Faraday na seguinte forma: 1. 1.6.

7. A primeira é simplesmente a lei de Gauss para o campo elétrico: A segunda é a relação análoga para o campo magnético: A terceira é a lei do Ampère que inclui a corrente de deslocamento: A quarta é a Lei de Faraday: .1. particularmente ao prever a existência de ondas eletromagnéticas. EQUAÇÕES DE MAXWELL PARA O ELETROMAGNETISMO Maxwell não descobriu as quatro equações. porém reuniu e explicou o significado delas.1.

ՓB2 varia. CÁPITULO 30: INDUTÂNCIA 2. O campo magnético é proporcional a i1.2.1. essa grandeza caracteriza completamente a fem induzida pela interação entre as duas bobinas. Logo chamaremos esse valor comum simplesmente de M. INDUTÂNCIA MÚTUA Figura 5: Uma corrente i1 na bobina 1 produz um fluxo magnético através da bobina 2. de modo que ՓB2 também é proporcional a i1. Assim a indutância mútua M é: . dada por: Introduzindo uma constante de proporcionalidade M21. Quando i1 varia. mesmo quando as bobinas não são simétricas. esse fluxo magnético variável induz uma fem ε2 na bobina 2. chamada de indutância mútua das duas bobinas. Uma corrente i1 na bobina 1 induz um campo magnético (indicado pelas linhas de campo) e algumas das linhas de campo passam através de cada espira da bobina 2 produzido pela corrente i1 na bobina 1. escrevemos: Assim temos que a indutância mútua pode ser escrita na forma: Contudo M12 é sempre igual a M21.

A energia total U fornecida enquanto a corrente está aumentando de zero até um valor final I é dada por: Quando a corrente diminui de I até zero. Por analogia definimos auto-indutância L do circuito do seguinte modo: De acordo com a Lei de Faraday para uma bobina com N espiras. Se interrompermos repentinamente o circuito. 2.2. a fem induzida fica muito grande e a energia pode ser descarregada. a fem auto-induzida é dada por: O sinal negativo na equação decorre da Lei de Lenz. abrindo uma chave ou puxando rapidamente o plugue da tomada da parede. INDUTORES E AUTO-INDUTÂNCIA Uma fem auto-induzida pode ocorrer em qualquer circuito. ENERGIA DO CAMPO MAGNÉTICO Podemos calcular a energia total U necessária para estabelecer uma corrente final I em um indutor com indutância L. o indutor atua como uma fonte que fornece a energia total 1/2LI2 para o circuito externo. pois sempre existirá um fluxo magnético através de espiras fechadas em circuitos que conduzem uma corrente. A densidade de energia magnética em um material é definida pela equação: .2. supondo que a corrente inicial seja igual a zero.3. a corrente diminui rapidamente.

o aumento e o decréscimo da corrente são dados por uma função exponencial. um indutor e a fonte de fem. CIRCUITOS L-C Um circuito L-C com indutor e um capacitor.5. executa oscilações elétricas com uma frequência angular que depende de L e de C. Tal circuito é análogo a um oscilador harmônico.4. indutância e capacitância realiza oscilações amortecidas quando a resistência é suficientemente pequena. CIRCUITO R-L-C Contém resistência. L e C. Figura 6: Circuito R-L. com um tempo característico denominado constante de tempo. 2. A frequência angular das oscilações amortecidas depende dos valores de R. contendo um resistor. sendo a indutância L análoga a massa.6. 2. CIRCUITOS R-L Em um circuito R-L.2. . Esse valor forcene o intervalo de tempo necessário par que a corrente atinja um valor igual a 1/e de seu valor final.

3. A amplitude da corrente é I. De acordo com a lei de Ohm. RESISTOR EM UM CIRCUITO CA Inicialmente consideremos um resistor com resistência R através do qual passa uma corrente senoidal dada. O sentido positivo da corrente é anti-horário em torno do circuito. considerando qualquer número de ciclos. a diferença de potencial instantânea entre um ponto a e um ponto b é dada por: Contudo podemos escrever como: . O valor médio retificado de uma corrente senoidal é: Um método mais útil para a descrição de qualquer grandeza positiva ou negativa consiste em usar o valor quadrático médio da respectiva grandeza. O valor quadrático médio ou valor eficaz é: 3. seria igual a uma corrente contínua que possuísse o mesmo valor Irm.1. CÁPITULO 31: CORRENTE ALTERNADA A corrente retificada média Irm é aquela que. Figura 7: Circuito subamortecido (R pequeno).

há diferença de potencial entre os terminais a e b do indutor.2.3. Para um transformador ideal que não perde nenhuma energia.4. Embora não exista nenhuma resistência. dando origem a uma fem auto-induzida. 3. POTÊNCIA EM CIRCUITOS DE CORRENTE ALTERNADA A curva da potência para um resistor puro é simétrica em torno de um valor igual à metade de seu valor máximo. circuito ca como VL=IXL. os valores das amplitudes das duas voltagens são relacionados com a equação abaixo: . INDUTOR EM UM CIRCUITO CA Trocando um resistor por um indutor puro com indutância L e resistência zero. logo a potência média é dada por: 3. porque a corrente varia com o tempo. quando a bobina do primário possui N1 espiras e a bobina do secundário possui N2 espiras. TRANSFORMADORES Um transformador serve para transformar correntes e voltagens em um circuito.3. Temos portanto: Podemos definir reatância indutiva de um indutor como: E a amplituded de voltagem através de um indutor.

FÍSICA III ELETROMAGNETISMO. . Pearson. 2014. Figura 7: Exemplo de transformador. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS EARS & ZEMANSKY. São Paulo. 12ª ed.