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Uma professora de 28 anos foi intimada para depor na tarde desta quinta-feira

(26) suspeita de abusar sexualmente de um aluno de 13 anos dentro de uma escola
particular em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A
Polícia Civil teve acesso a vídeos e imagens que comprovam o relacionamento entre
eles. A professora pode responder por estupro de vulnerável, com pena de até 15
anos de prisão. Ela nega tudo.

De acordo com as investigações, a mãe do garoto denunciou o caso à polícia há
poucos dias. O inquérito descreve que ela notou um comportamento estranho do
filho somado à fissura pelo celular. Segundo ela, em uma distração do menino
conseguiu ver as mensagens trocadas, por meio do aplicativo WhatsApp, entre ele e
a professora.

Ao se passar pelo filho, a mãe recebeu um vídeo em que a professora se
masturbava e, então, pressionou o garoto para que ele contasse o que estava
acontecendo entre eles. Chocada, a mãe procurou a polícia.

Segundo o delegado Luiz Carlos de Oliveira, de Campina Grande do Sul, há indício
de que professora e o adolescente tiveram relações sexuais durante o tempo de
relacionamento. “Um caso de conjunção carnal no banheiro ao lado da sala de
professores e outras vezes sexo oral na biblioteca do colégio”, explicou à Banda B.

De acordo com o delegado, não estão descartadas medidas cautelares, como uma
prisão preventiva. “Nós pegamos o interrogatório da professora e ela negou tudo.
Falou exclusivamente que era professora e foi evasiva nas respostas. Eu acredito
que fica difícil ela negar a materialidade, embora ela afirme que o aparelho não
esteja mais com ela. Ou seja, tudo o que poderia ser periciado não temos, mas
temos o vídeo dela e vamos enviar para perícia. Vamos investigar se houve outros
casos com essa professora. Estamos na fase inicial de investigação e acreditamos
que em breve o inquérito estará esclarecido”, afirmou.

Por fim, o delegado fez uma critica à postura da sociedade. “O que nós tivemos
oportunidade de constatar é que o fato de ser uma professora para um aluno choca
menos do que se fosse de um professor a uma aluna, mas isso é errado, porque o
crime é o mesmo”, concluiu.

De acordo com a Lei nº 12.015, de 2009, é crime de estupro de vulnerável ter
conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos (art. 217-A).
A pena para o crime é de reclusão, de oito a quinze anos.

Outro lado

A Banda B esteve na delegacia acompanhando o depoimento da professora. Os
advogados dela preferiram não gravar entrevista, afirmando que vão esperar terem
acesso ao inquérito policial.