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Agregados

Visão geral
AGREGADO: material de construção granular empregado
juntamente com um meio cimentante para formar um
concreto ou uma argamassa de cimento hidráulico;

 Representa 60 a 80% do volume do concreto;
 vantagem econômica: o agregado custa menos que o
cimento;
 Maior estabilidade dimensional e melhor durabilidade do
que pasta de cimento pura;
 Exemplos de agregados: areia lavada de rio, areia
proveniente do britamento de rocha, seixo rolado, pedra
pedra britada.
2 Seixo

 O agregado não é inerte na exata concepção da
palavra: suas propriedades físicas, térmicas e,
às vezes, também químicas, têm influência no
desempenho do concreto;

 Se o agregado for de boa qualidade, não altera a
resistência da argamassa ou do concreto de
resistência normal, pois terá resistência superior
à da pasta de cimento .

 Pode influenciar a resistência do concreto e também
comprometer a durabilidade e o desempenho
estrutural do concreto se apresentar propriedades
indesejáveis.

3

Requisitos de Agregados para Concreto

 Resistência elevada aos esforços mecânicos

 Grãos duros, compactos, estáveis, duráveis e limpos

 Não conter substâncias nocivas em quantidades que
possam afetar a hidratação e o endurecimento do cimento, a
proteção da armadura contra a corrosão, a durabilidade ou,
quando requerido, o aspecto visual.

 Exemplo de substâncias nocivas: material pulverulento
(silte, pó de pedra e argila), torrões de argila, materiais
friáveis (piritas ferrosa, macassitas), materiais carbonosos
(carvão, linhito, madeira, matéria vegetal sólida) e impurezas
orgânicas (húmus, argila orgânica, dejetos, açúcares)
4

intermediários e menores) 5 .  Não se decompor sob ação de ar e água (durabilidade e resistência química)  Apresentar forma satisfatória: arredondada para grãos naturais e cúbica para grãos britados  distribuição granulométrica contínua (composta por grãos maiores.

Distribuição Granulométrica dos grãos dos agregados: miúdo e graúdo Contínua Uniforme Descontínua 6 .

Distribuição granulométrica x volume de pasta 7 .

granitos. arenitos quatizíticos:  RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO: ~100 a 300 MPa  MÓDULO DE ELASTICIDADE : ~60 a 90 GPa  RESISTÊNCIA À ABRASÃO (Los Angeles): ~15 a 20%  propriedades inter-relacionadas  propriedades influenciadas pela porosidade 8 . Exemplos Para calcários. basaltos.

 fragmentadas por processos naturais de intemperismo e abrasão. Classificação quanto à origem 1. basalto. areia lavada. granito. pedregulho.  Os agregados naturais representam mais de 90% do total dos agregados usados na produção de concretos.  por britamento. • seixo britado. • pedra britada (calcário. xisto). Ex. 9 . seixo rolado.NATURAIS: Materiais procedentes de jazidas naturais. • areia britada.

com.com. em 08/09/2014.shtml&source=iu&fir=Ib1NsAwgW3s6VM%253A%252CY1V34RvnVr9Y7M%252C_&usg=__TWeQ9CjTkAr5_z2kObgAR4jBkjE%3D&sa=X&ei=ybcNVPOP O4TpggSU1oDQDA&ved=0CB8Q9QEwAA#tbm=isch&q=areia+de+quartzo+foto&facrc=_&imgdii=_&imgrc=0x9BjidhOCqM2M%253A%3BXFkQn6d8OSvTkM%3Bhttp%253A%252F%252Fbmrc.Jazida de areia de quartzo rosa (areia natural para concretos e argamassas) Consulta na Internet.png%3Bhttp%253A%252F%252Fbmrc.br%252Fwp-content%252Fuploads%252F2013%252F08%252Fjazida-de-quartzo1.google. no endereço : https://www.brispedra.com .br%252Fblog%252Fboa-jazida-de-quartzo%252F%3B1300%3B504 .br/search?q=areia+natural+rosa+foto&espv=2&biw=1920&bih=955&tbm=isch&imgil=Ib1NsAwgW3s6VM%253A%253BY1V34RvnVr9Y7M%253Bhttp%25253A%25252F%252 52Fwww.com%25252FBrispedra.

vermiculita  2.4 Agregados selecionados de rejeitos urbanos. Ex. cinza volante. argila. 2. Ex.ARTIFICIAIS: Materiais produzidos industrialmente  2.1 Processados termicamente. lixo doméstico processado. xisto e ardósia expandidos. lodo de esgoto misturado com argila 11 . escória de alto forno  2. Ex. Ex.2 Agregados de rejeitos industriais. entulho de construções de concreto demolidas  2.3 Agregado de concreto reciclado.

 exploração de pedreiras. 12 .  problemas com a disposição de entulhos de demolição.  Uso de agregados artificiais:  Requer tratamento.  Exige estudo tecnológico especializado  Muitos ainda não estão normalizados.  Considerações de natureza ecológica agregados naturais:  abertura de cavas.  problemas com despejo de resíduos domésticos.

2.1 .Agregados processados termicamente: Argila Ardósia Vermiculita expandida expandida 13 .

Agregados de rejeitos industriais: cinza volante Termoelétrica: produção de cinza volante Cinza volante As cinzas volante (em pó) são usadas nas indústrias de cimento e de asfalto. 14 . 2.2 .

• Com sobra de cinza volante tem-se procurado utilizá-la na produção de agregados leves. Agregado de cinza volante • A cinza volante: essencialmente pequenas partículas esféricas de vidro silicoaluminoso. produzidas pela combustão do carvão pulverizado em usinas termoelétricas. • A cinza é peletizada (prensado em forma de bolas) e depois sinterizada em forno rotativo a temperaturas entre 1000 a 1200ºC. • Principais problemas no controle de qualidade: variações na finura e no teor de carbono 15 .

2.2 . são usadas nas indústrias de cimento.Agregados de rejeitos industriais: escória de alto forno Escória liquida Escória de alto forno Granulada Escórias de alto forno (em pó). resfriada bruscamente. 17 .

como blocos de alvenaria. • São usados na fabricação de elementos pré-moldados de concreto. • As propriedades do agregado variam com a composição e velocidade de resfriamento da escória. para obtenção de partículas densas e resistentes. canais. 18 . Agregados de escória de alto forno: • Proveniente do resfriamento lento da escória em grandes moldes... •As escórias de alto forno têm sido utilizadas para produção de agregados leves: escória expandida. . podendo ser moído e graduado. apropriadas para uso como agregado para concreto.

infraestruturaurbana.3 .google.empresascity.com.br%252Fsustentabilidade%3B760%3B428 https://www.com.br/search?q=seixo+rolado&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=BosuUs_mMYzY8gTVyYCQDQ&sqi=2&ved=0CC4QsAQ&biw=1920&bih=955#q=agregado+de+c oncreto+reciclado&tbm=isch&facrc=_&imgdii=_&imgrc=c1lAZ059V3srOM%3A%3BYLeQKA_a6rQU8M%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.asp%3B500%3B189 20 .com.empr esascity.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.google.com.br%252Fsolucoes-tecnicas%252F7%252Fartigo235507-1.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.com.concrecity.com.br%252Fsolucoes- tecnicas%252F7%252Fimagens%252Fi295180.concrecity. 2.br/search?q=seixo+rolado&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=BosuUs_mMYzY8gTVyYCQDQ&sqi=2&ved=0CC4QsAQ&biw=1920&bih=955#q=agregado+reciclado&tbm=isch&facrc=_&i mgdii=_&imgrc=s_xCUMAxutGKTM%3A%3Bhhn3frLCsQtzrM%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.Agregados de concreto reciclado: https://www.br%252Fupload_pic% 252Fimages%252FCONCRECITY-Sustentabilidade-Agregado-2-(do-Video-2).infraestruturaurbana.

restos de tijolo normal 3. 2.com lodo de tratamento de esgoto 4 .4 .Agregados de rejeitos urbanos: para fazer blocos e tijolos Do que são feitos esses blocos? 1.resto de incineração de lixo doméstico 2.Compostagem e entulhos 21 .

Obtenção dos agregados naturais  Areia lavada de rio Extração de areia lavada de rio 22 .

Obtenção dos agregados naturais  Areia de cava Extração de areia lavada de cava 23 .

com .google.br/search?q=areia+natural+rosa+foto&espv=2&biw=1920&bih=955&tbm=isch&imgil=Ib1NsAwgW3s6VM%253A%253BY1V34RvnVr9Y7M%253Bhttp%25253A%25252F%252 52Fwww.br%252Fwp-content%252Fuploads%252F2013%252F08%252Fjazida-de-quartzo1.shtml&source=iu&fir=Ib1NsAwgW3s6VM%253A%252CY1V34RvnVr9Y7M%252C_&usg=__TWeQ9CjTkAr5_z2kObgAR4jBkjE%3D&sa=X&ei=ybcNVPOP O4TpggSU1oDQDA&ved=0CB8Q9QEwAA#tbm=isch&q=areia+de+quartzo+foto&facrc=_&imgdii=_&imgrc=0x9BjidhOCqM2M%253A%3BXFkQn6d8OSvTkM%3Bhttp%253A%252F%252Fbmrc.png%3Bhttp%253A%252F%252Fbmrc.com.com%25252FBrispedra. no endereço : https://www.com. em 08/09/2014.Jazida de areia de quartzo rosa (areia natural para concretos e argamassas) Consulta na Internet.brispedra.br%252Fblog%252Fboa-jazida-de-quartzo%252F%3B1300%3B504 .

Obtenção dos agregados britados  Extração 25 .

Obtenção dos agregados britados
 Extração

26

 Britagem

27

 Britagem

Britador tipo cone

28

 Britagem

Britador tipo
martelo

29

 Britagem Britador de impacto 30 .

 Classificação (peneiras de tamanhos diferentes) 31 .

Separação dos agregados por granulometria 32 .

Transporte Pátio 33 .

8 mm (passam na peneira 4. Ex: silte (entre 60 µm 2 µm).  AGREGADO MIÚDO:Partículas menores que 4. MATERIAIS PULVERULENTOS : materiais menores do que 0.8 mm.8 mm) e maiores que 0. argila (partículas menores que 2 µm). Classificação quanto à dimensões  AGREGADO GRAÚDO:Materiais cujos grãos passam pela peneira de malha 76 mm e ficam retidos na peneira 4.075 mm (que é a peneira Nº 200 da série de Tyler) .15 mm. 34 .

: areia.80 g/cm3 Uso: produção de concretos usuais Ex.00 g/cm3.  Uso: produção de concretos pesados como o usado em blindagem de radiação nuclear Ex: minério de bário.60 e 2. A maioria dos agregados naturais tem esp entre 2. Classificação quanto à massa específica (esp) AGREGADOS NORMAIS: esp entre 2. 35 .00 e 3. xisto).00 g/cm3.granito. minério de titânio. minério de ferro. pedra britada (calcário. seixo rolado. AGREGADOS PESADOS: esp maior que 3. basalto.

 A menor massa é devida à microestrutura altamente porosa ou celular.130 g/cm3 ). AGREGADOS LEVES: esp menor que 2.20 e 1.  Uso: produção de concretos leves.0 g/cm3 .06 e 0. Ex: vermiculita (esp entre 0. argila expandida (esp entre 1. escória de alto forno expandida peletizada (esp= 0.80 g/cm3). cinza volante peletizada e sinterizada (esp =1.50 g/cm3).00 kg/m3). OS AGREGADOS LEVES PODEM SER NATURAIS OU ARTIFICIAIS (PRODUZIDOS INDUSTRIALMENTE) 36 .

Boas características isolantes. Agregados Leves Naturais Encontrados apenas em algumas partes do mundo. elevada absorção e grande retração Ex: diatomita. Seu uso remonta à antiguidade. Aplicação: o Coliseu e o Panteão 37 . Não são muito usados. pedra pome. cinzas vulcânicas e os tufos (de origem vulcânica). escória.

Coliseu Panteão 38 .

Agregados Leves Naturais Pedra pome – rocha Terra diatomácia - vulcânica esqueleto de algas pré- históricas 39 .

Agregados Leves Naturais Vento patagônico levanta cinza vulcânica emitida por um vulcão Escória vulcânica Cinza vulcânica 40 .

Ex: vermiculita. reduzindo a massa específica anterior ao aquecimento. A estrutura porosa se mantém com o resfriamento. 41 . quando ocorre a expansão do material devido à expansão de gases aprisionados em uma massa tornada plástica pela ação do calor. argila e ardósia expandidas.  Agregado Leve produzido industrialmente Obtenção: aquecimento adequado em forno rotativo até a fusão incipiente (temperatura entre 1000ºC e 1200ºC).

150ºC 42 .200ºC ardósia em fornos a 1. Agregado Leve produzido industrialmente Ardósia expandida Argila expandida – (stalite) – produzida produzida artificialmente triturando-se a pedra em fornos a 1.

uma amostra representativa é constituída de porções retiradas de diversos pontos do todo.  Uma amostra nessas condições é denominada representativa.  É necessário assegurar-se de que a amostra represente as propriedades médias de um agregado. necessitando alguns cuidados para sua obtenção. Amostragem para ensaios  Os ensaios de diversas propriedades dos agregados são executados com amostras do material (representando um lote de agregado). 43 . O número mínimo é estabelecido em norma.  Numa tomada de amostra de campo para laboratório.

Para cada material a ser analisado. O objetivo é que a amostra de ensaio seja a mais representativa possível da amostra de campo. cada um. ao final do processo. metade da amostra devidamente misturada. Essas calhas conduzem frações diversas do agregado para dois recipientes. que armazenam. 44 . utiliza-se um separador com largura de calhas adequada ao tamanho dos grãos. O separador mecânico é um instrumento dotado de calhas através das quais deve passar o material da amostra.

4. 19 mm  A composição granulométrica consiste em separar uma amostra de agregado em várias dimensões. aprox.2 mm esc. 1:1 45 . um agregado apresenta 32 mm grãos de diversos tamanhos. correspondentes ao 9. Caracterização dos agregados: Composição Granulométrica  Normalmente. 1.8 mm  Cada fração do material retido em uma peneira consiste de grãos de tamanho aproximadamente iguais.5 mm tamanho das aberturas de várias peneiras.

12.150 mm - .075 mm 46 . 64 mm .2 mm - 0.5 mm 9. 6. 50 mm 38 mm - . A norma brasileira estabelece: Série Normal Série Intermediária 76 mm - .300 mm - 0.5 mm - . 25 mm 19 mm - .8 mm - 2.3 mm 4. 0. 32 mm .4 mm - 1.600 mm - 0.

. . .15 141. - Módulo de Finura: 12. . . . - Dmáx (mm): 6.21 25 51 35-70 Massa específica (g/cm³) 0.9 100 - Totais 1000 100 265 - (1) Precisão de 1 casa decimal e (2) Número inteiro .075 37.7 98 - Observações: Fundo 18.8 26 20-50 0.33 29.15 3.6 250.5 .0 4 0-10 2. . .76 1.65 9. . - 2.1 2 0-7 4.Exemplo de composição granulométrica: agregado miúdo Material % Retido Limites Identificação do material: Abertura (mm) % Retido (1) Retido (g) acumulado (2) NBR 7211 Areia lavada Rio Corumbá 38 .3 20.9 10 0-25 Massa unitária (g/cm³) 1.2 157.93 15.53 14.1 94 90-100 0. - Classificação do agregado: 25 .5 80 65-95 0.8 4.4 58.7 5. .65 2.8 19. - Miúdo Zona utilizável 19 . - 32 .3 295.74 2.5 . . .

Classificação segundo NBR 7211/09 Limites da distribuição granulométrica de agregado miúdo Porcentagem Retida Acumulada Peneira (mm) (em massa) Zona ótima Zona Utilizável 9.50 0.30 20 .5 0 0 6.100 .55 35 .20 10 .18 5 .150 85 .3 50 .3 0 0-7 4.36 0 .6 15 .70 0.95 0.75 0-5 0 -10 2.85 65 .95 90 .25 1.

Limites da distribuição granulométrica de agregado miúdo (NBR 7211/2009) Refazer gráfico colocando zona ótima e zona utilizável) 49 .

50 . na qual fica retida acumulada uma porcentagem igual ou imediatamente inferior a 5% da massa total do agregado. da série normal ou intermediária. Dimensão Máxima Característica (Dmáx)  Dmax é a abertura da peneira (em mm).

8 do espaçamento entre armaduras horizontais. 1. Dmax < 0. 51 . 1/4 do diâmetro da tubulação de bombeamento do concreto. Limitações de Dmax: 1/3 da espessura da laje.2 do espaçamento entre armaduras verticais. 1/4 da distância entre as faces da fôrma.

STJ em Brasília-DF Dmáx precisa ser menor que 0. Dmáx deve atender ao espaçamento entre as armaduras Armadura do prédio dos Plenários . 52 .8 do espaçamento entre armaduras horizontais.

em cada uma das peneiras da série normal (ver tabela). Quanto maior o MF.  É o índice de finura do agregado. mais graúdo é o agregado.  É muito usado para a verificação de agregados e para a dosagem de concretos. Módulo de Finura . 53 .MF  MF – é a soma das porcentagens retidas acumuladas do agregado.  É expresso com duas casas decimais. sendo esta soma dividida por 100. em massa.

que é o constituinte mais caro do concreto.  O que uma boa curva granulométrica acarreta ao concreto ou à argamassa? – Economia no consumo de pasta de cimento. pois os vazios deixados pelos grãos maiores são parcialmente preenchidos pelos grãos menores – Mínimo de segregação 54 .

 a trabalhabilidade da mistura. A granulometria está relacionada com:  o volume relativo ocupado pelo agregado. 55 .  a área superficial do agregado (quanto maior.  a tendência à segregação.  Custo. maior a quantidade de água necessária para molhagem completa dos grãos).

- Classificação do agregado: 25 0 0 0 0-5 Zona 9. 100 - 0. 100 - Massa específica (g/cm³) 0. 100 - 0.5/25 19 997 9.3 . .3 100 - Totais 10000 100 704 - 56 (1) Precisão de 1 casa decimal e (2) Número inteiro .9 10 2-15 Módulo de finura: 12.6 0 .5 2826 28.8 581 5.7 66 40-65 7. - 32 . 100 - Observações: Fundo 27 0.8 100 95-100 2. 94 92-100 25 4.5 5569 55. . .3 94 80-100 Dmáx (mm): 6.075 0 .15 0 .04 9. 100 - Massa unitária (g/cm³) 1.4 0 . . Exemplo de composição granulométrica: Agregado Graúdo Material % Retido Limites Identificação do material: Abertura (mm) % Retido (1) Retido (g) acumulado(2) NBR 7211 Agregado Graúdo 38 .3 0 . .2 0 . 100 - 0.

5 .5 25/50 37. 0-5 5 . - 9.5 . 0-5 75 .25(2) 87 .100 .100 .5/35 19/31.30 90 .5 .95 95 .5 0-5 40(2) . 2 . - 6. .65(2) 92 . .100 25 .100 . .3 40(2) . .100 95 .100 37. . Classificação segundo NBR 7211/09 Limites da distribuição granulométrica de agregado graúdo Porcentagem Retida Acumulada (em massa) Peneira (mm) Zona granulométrica d/D(1) 4.100 - 12. 5 -30 50 .65(2) 92 .5 2 – 15(2) 80(2) . - . . - 2.75/12. 0-5 75 . . .100 - 19 .100 .4 95 . . .100 95 .100 31. . .100 95 . . . .15(2) 65(2) .100 . - 4.5/75 75 .5 9. 0-5 63 .8 80(2) .

5/35) 58 . Limites da distribuição granulométrica de agregado graúdo segundo a NBR 7211/2009 (Refazer com limites para faixa 9.

3 a 3. Classificação dos Agregados (no mercado): valores médios Graúdo Unidade Miúdo (em cm) Classificação Módulo de Finura Classificação Dmax Fino < 2.4 a 3.4 Brita 0 4.9 59 .5 Médio 2.8 a 9.5 a 19 Grosso 3.3 Brita 1 9.9 Brita 2 19 a 25 Muito Grosso >3.

Umidade absorvida e umidade livre Fonte: Neville. Adam. Propriedades do Concreto pág 145 60 .

Umidade absorvida e umidade livre Onde: h% = teor de umidade Ph = peso do agregado úmido Ps = peso do agregado seco Ph – Ps = peso da água 61 .

Precisa ser determinada para corrigir a quantidade de água e de areia em traços de concretos e de argamassas. Tipos de determinação de umidade:  secagem em estufa (100oC a 110 oC) (umidade total)  secagem ao fogo (frigideira ou álcool) (???)  frasco de Chapman (umidade livre ou superficial)  Speedy moisture tester Umidade livre e superficial (h%) é a água aderente à superfície dos grãos por tensão superficial. É expressa em % da massa do agregado em relação à massa do agregado seco. Frasco de Chapman 62 .

63 .  Lembrar que a resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água/cimento.  A quantidade de água adicionada ao concreto deve ser diminuída da umidade superficial presente no agregado miúdo e  a massa de agregado miúdo deve ser aumentada de igual quantidade.

Massa Específica (  esp) Normalmente os valores variam entre 2.  Massa Específica é a relação entre a massa do agregado seco em estufa (100oC a 110oC até a constância de massa) e o volume ocupado por esse agregado incluindo somente os vazios no interior dos grãos onde a água não consegue alcançar (os poros impermeáveis) 65 .6 a 2.8 g/cm3  A Massa Específica é o volume de sólidos. Não inclui os vazios entre os grãos e nem os vazios da superfície dos grãos (ambos vazios permeáveis) ou seja. as descontinuidades na superfície externa do grão que podem reter água.

 Os cálculos com referência ao concreto geralmente se baseiam na condição saturada superfície seca (SSS) do agregado porque a água contida em todos os poros do agregado não toma parte nas reações químicas do cimento e pode ser considerada como parte do agregado. A exceção é o concreto massa onde a massa específica mínima do concreto é condição para a estabilidade da estrutura.  O valor da massa específica não é uma medida da qualidade dos agregados e não deve ser especificada.  Uso: Cálculo de produção de concreto ou das quantidades necessárias para um dado volume. 66 .

 Massa unitária é relação entre a massa de uma amostra de agregado (seco ou úmido) e do seu volume.7g/cm3. Ex. incluindo TODOS os vazios: os permeáveis (os vazios entre os grãos e vazios da superfície dos grãos) e os impermeáveis (os vazios no interior dos grãos. A massa unitária é assim relativa ao volume ocupado por ambos: agregados e vazios. agregado dentro da padiola 67 .  O fenômeno da massa unitária surge porque não é possível empacotar as partículas dos agregados juntas de tal forma que não haja espaços vazios. onde a água não consegue alcançar).3 e 1. Massa Unitária ( unit ) ocorre para materiais granulares Normalmente os valores variam entre 1.

a massa unitária é alterada . pois sua arrumação será mais densa devido ao efeito do inchamento. pois o grau de adensamento influencia o valor da massa específica : – No estado solto (NBR 7251) – No estado compactado (NBR 7810)  A relação entre a massa unitária solta e adensada geralmente se situa em torno de 0.96.  Se o agregado contiver água superficial.  A norma brasileira estabelece dois procedimentos para determinação das massas unitárias de agregados.87 e 0. 68 .

Partículas de um tamanho único podem ser adensadas até um certo limite. Exemplos: M = 100 kg de areia corresponde a um volume.  Uso: transformar quantidades em massa para quantidades em volume. igual a 100/ unit areia M = 150 kg de agregado graúdo corresponde à um volume. em litros. igual a 150/ unit agreg. em litros.  A distribuição de tamanhos dos grãos também interfere na massa unitária. mas podem ser adicionadas partículas menores nos vazios entre as maiores aumentando assim o valor da massa unitária.  A forma das partículas influencia muito a compacidade da arrumação que pode ser obtida. 69 .

Onde: Ci = Coeficiente de inchamento. aumentando o volume de uma dada massa de areia. Vh = volume da areia úmida. Onde: I = Inchamento. 70 . Vs = volume da areia seca. Inchamento do Agregado A tensão superficial da água mantém as partículas afastadas.

4 r1 Ci médio r2 1.2 1. Inchamento do Agregado + = Ci r3 1.3 2 1.1 1 1 0 1 2 3 4 5 umidade crítica 6 7 8 9 h% 71 .

4 kg/l Volume h = 5% (l) CI = 1. Exemplo de traço: Cimento (kg) Areia (kg) Água (kg) Estado do grão de areia Massa Seca em 390 2178 282 estufa absorção da areia = 1% Massa SSS 390 2200 260 Massa h = 5% 390 2310 150 Volume seco (l) 390 1556 282 γunit seco = 1.3 390 2023 150 72 .

Ps = 2178 Kg  1b) Peso de água (Pa) Pa = Psss – Ps Pa = 2200 – 2178 = 22 Kg . Traço em massa seca em estufa  1a) Peso de areia seca em estufa (Ps) A = 100 x (Psss – Ps)/Ps . então peso de água no traço será: 260 + 22 = 282 Kg 73 . se a absorção da areia = 1% então: 0.01 = (2200 – Ps)/Ps .

Traço em massa para h = 5%  3a) Massa areia úmida: h = 100 x (Ph – 2200)/2200 . então peso de água do traço = 260 – 110 = 150 Kg 74 . então: 100 x (Ph – 2200)/2200 = 5 então: Ph = 2310 Kg  3b) Massa de água: Pa = Ph – Psss . Pa = 2310 – 2200 = 110 .

se γunit seco = 1. Traço volume seco  4a) Volume areia seca em estufa γunit seco = M seco / V seco .4 = 1556 L  4b) Água do traço Idem ao item 1b) 75 .4 Kg/L V seco = 2178/1.

3 x 1556 = 2023 L  5b) Água do traço Idem ao item 3b) 76 .3 CI = Vh/Vseco . Traço em volume para h = 5%  5a) Volume de areia para h = 5% e CI = 1. então Vh = 1.

Coeficiente de Vazios (CO) O coeficiente de vazios é a relação entre o volume de vazios e o volume total de agregados. Conceitualmente: Onde: Vt = volume total Vs = volume dos sólidos Vt – Vs = volume dos vazios Ou de outra forma: 77 .

Forma das Partículas A forma do agregado tem um efeito apreciável sobre a trabalhabilidade do concreto. esférica arredondada alongada Forma (geralmente naturais) achatada angulosa cúbica (geralmente britados) alongada achatada 78 .

Forma das Partículas Equidimensional Alongada Achatada 79 .

 Partículas angulosas exigem mais água que as arredondadas para uma mesma trabalhabilidade.  NBR7809/2008 Índice de forma – método de ensaio NBR7211/09 Especificação – estabelece máximo 3 80 .  Para agregados graúdos a forma eqüidimencional (esférico ou cúbico) é preferível sobre as lamelares (alongadas ou achatadas). Essas últimas têm maior área superficial e se acomodam de modo anisotrópico. acumulando água de exsudação e bolhas de ar sobre elas. Nota- se este efeito principalmente nos agregados miúdos. Podem prejudicar a durabilidade do concreto. pois as partículas lamelares tendem a se orientar segundo um plano.

cinza volante sintetizada. Também tem influência sobre a demanda de água da mistura. Liso requer menos água que áspero 81 .  Tem influência sobre a aderência ao cimento. especialmente no caso do agregado miúdo.  Não há método para sua determinação. Textura Superficial das Partículas  A textura superficial é definida pelo grau de quanto a superfície do agregado é lisa ou áspera:  lisa: areias. A avaliação é visual. pedregulhos (seixos).  áspera: pedras britadas.  celular ou porosa: escória expandida.

 A forma e textura superficial do agregado têm influência sobre a resistência do concreto. devido à esta propriedade). Do mesmo modo uma área superficial maior significa que pode ser desenvolvida uma maior força de aderência (Dmax). 82 .  Possivelmente uma textura mais áspera resulta em maiores forças de aderência entre as partículas de agregado e a matriz do cimento. (A resistência à flexão sofre mais influenciada que a resistência à compressão.

A maioria das impurezas encontram-se em jazidas de agregados naturais e são muito menos freqüentes em agregados britados. PARTÍCULAS FRACAS. 83 . exceto o pó de pedra. IMPUREZAS ORGÂNICAS HÚMICAS. ARGILASE OUTROS MATERIAIS FINOS.

Materiais finos (partículas entre 2 m e 60 m ): Silte: material fino encontrado em agregados extraídos de jazidas naturais.  ARGILAS E OUTROS MATERIAIS FINOS Argila: (partículas menores que 2 m): pode estar presente no agregado na forma de películas superficiais. Interfere na ADERÊNCIA entre o agregado e a pasta de cimento. mais raramente. Pó de pedreira: material fino formado durante o processo de fragmentação da rocha para obtenção de pedra britada (ou. de seixo para obtenção de agregado miúdo) 84 . A boa aderência é fundamental para assegurar resistência e durabilidade satisfatórias.

NM 49/2005 85 . Encontrados com mais freqüência na areia de rio do que nos agregados de rocha britada. aparecendo na forma de húmus e argila orgânica. Podem interferir nas reações de hidratação Ensaio de Qualidade . onde são facilmente laváveis.  IMPUREZAS ORGÂNICAS HÚMICAS São produtos da decomposição de matéria vegetal (principalmente ácido tânico e derivados).

(Podem provocar falhas ou escamação do concreto. 86 . Ex: carvão.  PARTÍCULAS FRACAS Não conseguem manter a integridade (friáveis). gravetos. macassitas. piritas ferrosas. sofrem expansão e desagregação quando expostas à água. mica. torrões de argila. carvão. Em teores elevados comprometem a resistência do concreto).

contato com a água 87 . Esta reação produz um gel expansivo que pode provocar expansão. A reação mais freqüentemente observada é entre a Sílica Reativa do agregado e os álcalis do cimento. tem sido observado um número crescente de reações entre o agregado e a pasta de cimento hidratada que o envolve. fissuração e desagregação da pasta de cimento hidratada. Reação Álcali-agregado: RAA A partir da década de 60. Bloco de fundação - Estrutura de concreto O único meio eficaz para interromper a reação é ganha fissuras devido à a secagem do concreto e o impedimento do reação provocada pelo contato com a água.

produto da reação realizando então. sugando ainda mais água para o interior do concreto Gel microcristalino. produto da reação .  O gel funciona como esponja. Gel liso. uma reação contínua. O gel expansivo se forma ao redor das pedras ou dos grãos de areia.

 A reação pode acarretar redução de 40% a 60% na resistência à compressão. o primeiro passo é a injeção de resina epóxica ou microcimento. redução de 60% a 80% na resistência à tração e iguais índices de redução no módulo de elasticidade. .  Para recuperar a estrutura afetada.

com limites de expansão estabelecidos para as idades de 16 e 28 dias  Método das barras de concreto: ASTM 1293 e CSA A23. Principais métodos de detecção de RAA  Análise petrográfica: ASTM C-295 e NBR 7389  Método químico: ASTM C-289 e NBR 9774  Método da barras de argamassa: ASTM C-277 e NBR-9773  Método acelerado das barras de argamassa: ASTM C-1260. Fonte: Comitê de Especialistas do Ibracon para Reações Expansivas em Estruturas de Concreto/2º semestre de 2005 90 .2. com limites de expansão de prismas de concreto para a idade de um ano.

. está elaborando o "Guia para avaliação da reatividade potencial e medidas preventivas para uso de agregados em concreto“. o CB-18 da ABNT. Classificação  A reação álcali-agregado tem sido comumente divida em três tipos: Reação Álcali-Sílica (RAS). Reação Álcali-Silicato (RASS) e Reação Álcali-Carbonato (RAC).Norma  Dentro dos esforços para diagnóstico e solução da RAA. a consequência principal é a expansão continuada do concreto e sua consequente fissuração. Em todos os casos. por meio da Comissão de Estudos de Requisitos e Métodos de Ensaios de Agregados.

menor a umidade necessária para ocorrer a reação) 93 .  Condições para ocorrência da reação álcali-silica:  presença de sílica reativa (normalmente no agregado)  teor elevado de álcalis no cimento  umidade elevada (e quanto maior a temperatura.