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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AMBIENTAL E CIVIL – DECA
DISCIPLINA: PESQUISA APLICADA A ENGENHARIA
ALUNO: JOSÉ INÁCIO MEDEIROS MARINHO MATRICULA: 11324632

TRABALHO AVALIATIVO DA DISCIPLINA PESQUISA APLICADA A
ENGENHARIA.

TITULO: AMEAÇAS INVISÍVEIS NA NOSSA ÁGUA: O ESTUDO DE UM
PROBLEMA SILENCIOSO

OBJETIVO.
O alerta presente neste trabalho pretende ajudar na reflexão sobre nosso modo de
vida e de consumo, exibindo quão grave são os problemas causados pelas substancias
chamadas destrutoras endócrinas, fazer uma breve revisão do estado atual do
conhecimento relativo a este tipo de substâncias e de qual o seu impacto na saúde
infantil e juvenil, ademais de sugerir a necessidade de medidas que alterem o rumo da
lógica perversa de nosso estilo de desenvolvimento e de nosso conceito de progresso.

JUSTIFICATIVA.
“Pela primeira vez na história do mundo, agora todo ser humano está sujeito ao
contato com substâncias químicas perigosas, desde o instante em que é concebido até
sua morte”, escreveu a bióloga americana Rachel Carson, mais de cinco décadas atrás,
em Primavera Silenciosa, livro que daria início a uma revolução global na defesa do
meio ambiente. O vilão da história, lançada em 1962, era o pesticida DDT (sigla para o
quase impronunciável nome diclorodifeniltricloroetano), utilizado em larga escala após
a Segunda Guerra Mundial.
O livro, Nosso Futuro Roubado, escrito por Theo Colborn, Dianne Dumanoski e
Pete Myers, reuniu, pela primeira vez, as alarmantes evidências, obtidas em estudos de
campo, experimentos de laboratório e estatísticas humanas, para tratar em termos
científicos, mas acessíveis para todos, o caso deste novo perigo. Este livro começa onde
terminou a Primavera Silenciosa, revelando as causas primeiras dos sintomas que tanto
alarmaram a Rachel Carson. Baseando-se em décadas de pesquisa, os autores

submetendo humanos e animais a uma contaminação em doses pequenas. transtornando os processos normais de reprodução e desenvolvimento. problemas comportamentais e neurológicos. melhor torna-se a possibilidade de se encontrar soluções que possam vir a resolver ou amenizar a problemática levantada. têm uma frequência respiratória mais elevada. entre outros. torna-se importante as pesquisas relativas a tais agentes. é responsável pela regulação e controle das funções do nosso corpo. No decurso das suas atividades lúdicas com facilidade contatam diretamente com o solo e plantas que os podem expor. porém de longa duração. Na prática. Como em muitas outras situações. como uma panela de teflon ou um simples copo de plástico descartável podem conter substâncias em sua composição que. cada ser vivo presente no meio afetado vai concentrar essa substância em seu organismo em um processo sucessivo e contínuo. Seus efeitos na saúde incluem disfunções da tireoide. outros produtos sintéticos e alguns metais pesados. por isso.apresentam um impressionante informe que segue a pista de defeitos congênitos. Suas artimanhas? Elas imitam o funcionamento dos hormônios e. O que os torna nocivos é a capacidade que muitos têm de resistir aos processos naturais de decomposição. redução da função do sistema imunológico e aumento de doenças infecciosas. atrofia dos testículos. de forma inadvertida. pois. o que condiciona a possibilidade . Entre elas se encontram substâncias persistentes. também nesta em particular as crianças constituem um grupo de maior risco. a doses elevadas de alguns destes produtos. Por se tratarem de elementos tão nocivos ao sistema humano. herbicidas e inseticidas) e as substâncias químicas industriais. que se acumulam principalmente no tecido adiposo dos seres vivos. além de poluir o meio ambiente. o que acaba por expor toda a cadeia alimentar. bioacumulativas e organohalógenas. As crianças. Muitas populações de animais já foram afetadas por estas substâncias. É o que os cientistas chamam de bioacumulação. Artigos comuns do dia a dia. com maiores quantidades de informação. Um grande número de substâncias químicas artificiais que foram colocados no meio ambiente. diminuição da fertilidade. tem o potencial para perturbar o sistema endócrino dos animais. ao ambiente e aos animais. anomalias sexuais e falhas na reprodução. A literatura científica reúne vastas evidências dos efeitos deletérios na saúde pela exposição a essas substâncias. têm potencial de interferir no funcionamento dos organismos dos seres vivos. são capazes de levar à loucura o sistema endócrino que. PROBLEMATICA. Eles estão por todos os lados. deformidades no nascimento. inclusive os dos seres humanos. quando um desregulador endócrino contamina o ambiente. até encontrar sua origem: substâncias químicas que substituem os hormônios naturais. sobretudo as mais jovens. abortos. que incluem alguns agrotóxicos (fungicidas. assim como algumas substâncias naturais. na gordura. evidenciados em populações silvestres. Eles se acumulam no meio ambiente e nos organismos. em conjunto com o sistema nervoso.

Seu objetivo são os hormônios. terem uma maior inalação de eventuais produtos tóxicos. Atacam os mensageiros e os substituem. . Nos níveis em que se encontram normalmente no nosso ambiente. Algumas substâncias químicas hormonalmente ativas apresentam pouco risco de câncer. nem carcinogênicos típicos. que sabotam as comunicações vitais.de. os mensageiros químicos que se movem constantemente dentro da rede de comunicação do corpo. Funcionam por regras diferentes. bloqueando a ação hormonal. justifica que haja uma maior quantidade relativa de ingestão de substâncias tóxicas. As substâncias químicas sintéticas hormonalmente ativas são como delinquentes da autopista da informação biológica. ocupando seu lugar. mediante algum dos três mecanismos seguintes: substituindo os hormônios naturais. aumentando ou diminuindo os níveis de hormônios naturais. Os disruptores endócrinos interferem no funcionamento do sistema hormonal. em ambientes contaminados. O fato de a relação entre o volume de líquidos e de alimentos ingeridos e o peso corporal ser superior ao verificado nos adultos. as substâncias químicas disruptivas hormonais não matam células nem atacam o ADN. As substâncias químicas disruptoras endócrinas não são venenos clássicos.