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Fı́sica Experimental III

SALAS 413 e 415

2017–1

Conteúdo

I Experimentos – Roteiros 7
1 Noções de circuitos elétricos 8

1.1 Material 8

1.2 Introdução 8

1.3 Voltagem 8

1.4 Corrente elétrica 9

1.5 Resistência 9

1.5.1 Associação de resistores em série 10

1.5.2 Associação de resistores em paralelo 11

1.6 Leis de Kirchhoff 12

1.6.1 Lei das correntes de Kirchhoff 12

1.6.2 Lei das tensões de Kirchhoff 12

1.7 Introdução ao uso dos equipamentos 13

1.7.1 Fonte de alimentação DC 14

1.7.2 Amperı́metro 15

1.7.3 Voltı́metro 15

2

1.7.4 Multı́metro digital: medidas de tensão e corrente 16

1.7.5 Protoboard 16

1.8 Procedimentos Experimentais 17

1.8.1 Procedimento 1: Lei de Ohm 17

1.8.2 Procedimento II: Lei das tensões de Kirchhoff e associação em série 19

1.8.3 Procedimento III: Lei das correntes de Kirchhoff e associação em pa-
ralelo 20

2 Gerador de funções e osciloscópio 22

2.1 Material 22

2.2 Introdução 22

2.3 A onda quadrada 22

2.4 Gerador de funções 24

2.4.1 Operação básica 24

2.4.2 Representação do gerador em um diagrama 25

2.5 Osciloscópio digital 25

2.5.1 Tela do osciloscópio 26

2.5.2 Informações básicas sobre operação 26

2.5.3 Representação do osciloscópio em um diagrama 32

2.6 Procedimentos Experimentais 33

2.6.1 Procedimento I: seleção dos parâmetros da forma de onda no gera-
dor de funções e medida de amplitude. 33

2.6.2 Procedimento II: ajuste automático e controle de “trigger”. 34

2.6.3 Procedimento III : execução de medidas com diferentes escalas. 35

2.6.4 Procedimento IV: utilizando o menu de medidas. 36

2.6.5 Procedimento V: usando os cursores. 37

4 Circuitos RC 44 3.1 Material 58 4.1 Material 42 3.1 Material 69 .5 Procedimento V 56 4 Circuitos RLC com onda quadrada 58 4.6 Procedimento VI: observação de 2 formas de onda simultaneamente.6.6.7 Procedimentos experimentais 51 3.2 Procedimento II: transição do regime sub-crı́tico para o regime super- crı́tico.3 Procedimentos experimentais 66 4.3 Capacitores 42 3.4 Procedimento IV 55 3.3.7 Procedimento VII: adicionando valores constantes aos sinais.1 Procedimento I: constante de tempo e frequência de oscilação do cir- cuito RLC 66 4.2 Procedimento II 53 3.7. 40 2. 67 5 Circuitos resistivos com onda senoidal 69 5.7.6 Circuitos RL 49 3.5 Indutores 48 3.7.7.7. 3 2.2 Introdução 58 4.3 Procedimento III 55 3.1 Procedimento I 51 3.2 Introdução 42 3. 41 3 Transientes em circuitos RC e RL 42 3.3.

4 Procedimentos experimentais 85 6.2 Introdução 78 6.3 Filtros usando circuitos RC 96 7.2.2 Introdução 95 7. 78 6.3 Circuitos RC 80 6.2.8 Procedimentos experimentais 94 6.1 Filtro passa-baixa 97 7.4.8.2 Introdução 69 5.7 Circuitos RL 90 6. 4 5.1 Sinais senoidais 70 5.1 Procedimento I: verificação do análogo da lei de Ohm para capacitores 85 6.1 Material 78 6.3. A.3.1 Procedimento I: uso do multı́metro e do osciloscópio para medidas de tensão alternada 74 5.2 Resistores em corrente alternada 73 5.3 Procedimentos experimentais 74 5.1 Procedimento II: medida da diferença de fase e da reatância indutiva de um circuito RL 94 7 Filtros de frequência 95 7.2 Filtro passa-alta 97 .5 Material 87 6.3.6 Introdução 88 6.2 Procedimento II: circuitos resistivos com tensão senoidal 75 6 Circuitos RC e RL com C.3.1 Material 95 7.

4 Circuitos RLC em paralelo 113 8.2 Procedimento II: filtro passa-baixa 102 8 Circuitos RLC com corrente alternada: ressonância 104 8.3 Circuitos RLC em série 105 8.5.2 Procedimento II: análise da amplitude de corrente no circuito RLC em paralelo 118 8.2 Introdução 104 8.1 Material 104 8.4 Transmitância e diagrama de Bode 100 7.1 Procedimento I: análise da amplitude de corrente no circuito RLC em série 116 8.1 Potência média 109 8.4 Procedimentos Experimentais 101 7.5.4. 5 7.5.3 Frequência de corte 98 7.3.5 Procedimentos experimentais 116 8.3.1 Procedimento I: filtro passa-alta 101 7.4.3 Procedimento III: determinação da frequência de ressonância pela diferença de fase 118 II Relatórios e Pré-relatórios 124 .3.

Os responsáveis por este material são os professores Irina Nasteva e Kazu Akiba. oferecido pelo Instituto de Fı́sica . Introdução Esta apostila contem o material completo para o curso de Fı́sica Experimental III (FIN 231). que tem como objeto de estudo os fenômenos elétricos e magnéticos. iniciado no final de 2012 pela Coordenadoria do Ciclo Básico. pelos endereços kazu@if.UFRJ. . os pré-relatórios e os relatórios. tais como resistores. RL e RLC). Este curso experimental tem um escopo um pouco mais restrito (porém não menos inte- ressante).br.br e irina@if. O que se espera ao final desse curso é que os estudantes sejam capazes de montar circui- tos elétricos simples e realizar medidas sobre eles. capacitores e indutores. e que tenham assimilado os principais conceitos relacionados ao seu funcionamento. a quem correções e sugestões devem ser enviadas.ufrj. Ele aborda conceitos relacionados à medição de grandezas elétricas e à observação de propriedades básicas de alguns elementos simples usados em circuitos elétricos. Este material faz parte de um amplo processo de reformulação das disciplinas básicas de Fı́sica Experimental. como do ponto de vista experimental. bem como as caracterı́sticas básicas de circuitos resisti- vos simples (circuitos RC. O material inclui os roteiros para os procedimen- tos experimentais. tendo por objetivo o estudo de circuitos elétricos simples. tanto do ponto de vista teórico.ufrj. O curso pretende ser complementar ao curso de Fı́sica III.

PARTE I EXPERIMENTOS – ROTEIROS .

ganhamos energia potencial! Com .2 kΩ. o solo terá um potencial negativo. ou seja. Podemos definir como zero de energia potencial o solo. Se definirmos o potencial zero como sendo o nı́vel da mesa. Mesmo as- sim. Noções básicas de circuitos elétricos e Lei de Ohm 1 1.1 Material • multı́metro digital. Para mover a massa do chão até um ponto situado sobre uma mesa a energia potencial é alterada. é o custo em energia. Vejamos a seguir algumas definições.3 Voltagem A voltagem. • fonte de alimentação. Essas grandezas podem ser constantes ou variáveis no tempo. e neste caso estaremos ganhando energia potencial gravitacional. 1. tensão ou diferença de potencial entre dois pontos. • amperı́metro. o trabalho necessário para mover uma carga unitária de um ponto com um potencial elétrico mais baixo a outro de potencial elétrico mais alto. O conceito de potencial elétrico é muito similar ao conceito de potencial gravitacional. 1. Mover uma carga de um ponto cujo potencial é menor para outro ponto de potencial maior é um processo similar a mover uma massa de uma altura a outra. ao mover a massa no sentido do chão para a mesa. • resistores 10 kΩ e 2.2 Introdução Existem duas quantidades que normalmente queremos acompanhar em circuitos elétricos e eletrônicos: voltagem e corrente.

Costuma-se definir esse ponto de referência como sendo a terra (o ponto onde a altura é zero). Usamos a letra R para indicar a resistência de um material. Temos que definir um ponto de referência.1. O sı́mbolo para indicar uma resistência em um circuito elétrico é mostrado na figura 1. Fica claro que só há sentido em definir voltagem ENTRE DOIS PONTOS. A unidade de medida de corrente é o ampère (1 A = 1 cou- lomb/segundo). é uma unidade muito grande para as aplicações do dia-a-dia. tais como o quilovolt (1 kV = 103 V). Os materiais são classificados. 1. levando-as de um potencial mais baixo para outro mais alto. em relação à passagem de corrente elétrica. os condutores. as medi- das que realizamos correspondem às diferenças de potencial elétrico entre a referência e um outro ponto qualquer do espaço. e frequentemente é expressa em múltiplos.4 Corrente elétrica Usualmente identificada pelo sı́mbolo i. menor o fluxo de cargas para uma dada diferença de potencial. que não oferecem quase nenhuma resistência à passagem de corrente elétrica. Quanto maior a resistência. . como o milivolt (1 mV = 10−3 V) e o microvolt (1 µV = 10−6 V). e a unidade de medida desta grandeza é o ohm (Ω). O trabalho realizado ao se mover uma carga de 1 coulomb através de uma diferença de potencial de 1 volt é de 1 joule. O ampère. a corrente é o fluxo de carga elétrica que passa por um determinado ponto. células solares (conversão fotovoltaica da energia dos fótons da luz incidente). em geral. os portadores de corrente elétrica são cargas positivas que fluem de potenciais mais altos para os mais baixos (embora o fluxo de elétrons real seja no sentido contrário). micro-ampères (1 µA = 10−6 A) ou nano-ampères (1 nA = 10−9 A). geradores de usinas hidrelétricas (energia potencial da água armazenada na represa). em três cate- gorias básicas: os isolantes.5 Resistência Para que haja fluxo de cargas elétricas são necessários dois ingredientes básicos: uma diferença de potencial e um meio por onde as cargas elétricas possam circular. As diferenças de potencial são produzidas por geradores. que são aqueles que oferecem alta resistência à passagem de cargas elétricas. portanto. e os semicondutores que se situam entre os dois extremos menciona- dos anteriormente. Para uma dada voltagem. o fluxo de cargas dependerá da resistência do meio por onde essas car- gas deverão passar. as correntes são geralmente expressas em mili-ampères (1 mA = 10−3 A). Por convenção.4 Corrente elétrica 9 o potencial elétrico ocorre o mesmo. ou em submúltiplos. A voltagem entre dois pontos.1. Por isso. é a diferença que existe entre os potenciais desses pontos. 1. que são dispositivos que re- alizam trabalho de algum tipo sobre as cargas elétricas. A unidade de medida de diferença de potencial é o volt (V). Isso é o que ocorre em dispositivos como baterias (energia eletroquı́mica).

1 é uma das representações da Lei de Ohm. A resistência de um material condutor é definida pela razão entre a voltagem V apli- cada aos seus terminais e a corrente i passando por ele: V R= . (1. (1.3) Para a associação em série de resistores temos então: R = R1 + R2 . e no resistor R2 .4) . Através dela vemos que no SI a unidade de resistência é definida por 1 Ω = 1 V/A. a corrente i1 passando por R1 e a corrente i2 por R2 são a mesma corrente i passando pela associação: i = i1 = i2 .1: Representação esquemática de um resistor colocado entre os pontos A e B de um dado circuito. Na associação em série de resistores. Na figura 1. Num circuito elétrico os dois resistores ligados em série têm o mesmo efeito de um resistor equivalente de resistência Rs . V1 = VAB .2 mostramos uma associação em série dos resistores R1 e R2 . 1. etc. somadas são iguais à voltagem da associação VAC : VAC = VAB + VBC = V1 + V2 .2) As voltagens no resistor R1 . Na montagem de circuitos elétricos e eletrônicos dois tipos de associações de elementos são muito comuns: associações em série e em paralelo. V2 = VBC .1 Associação de resistores em série Elementos de um circuito elétrico (como por exemplo resistores) são ditos ligados em série se conduzem a mesma corrente.1) i A equação 1. (1.1. (1.5 Resistência 10 A B R Figura 1. e será muito utilizada nesta disciplina.5.

(1.3: a) Associação em paralelo de resistores.3 mostramos uma associação em paralelo dos resistores R1 e R2 . e R2 . Na figura 1. b) Resistor equivalente. e portanto têm a mesma tensão em seus terminais.2 Associação de resistores em paralelo Elementos de um circuito elétrico são ditos ligados em paralelo. V1 .2: a) Associação em série de resistores. soma da corrente i1 passando por R1 e da corrente i2 por R2 é a corrente total i passando pela associação: i = i1 + i2 . (1. 1. a resistência equivalente Rp será: 1 1 1 = + . são a mesma voltagem da associação VAB : VAB = V1 = V2 . (1. V2 . se estão ligados entre o mesmo par de nós. Num cir- cuito elétrico os dois resistores ligados em paralelo têm o mesmo efeito de um resistor equivalente de resistência Rp . Na associação em paralelo de resistores.5) As voltagens nos resistores R1 .7) Rp R1 R2 A A a) b) R1 R2 Rp C B Figura 1. .5.6) Para a associação em paralelo de resistores. b) Resistor equivalente.5 Resistência 11 A B C a) R1 R2 A C b) Rs Figura 1.1.

. Segmentos de condutor não con- tam como elementos ou ramos. indutor.2 Lei das tensões de Kirchhoff A segunda Lei de Kirchhoff. 1. Logo. capacitor. ou lei das tensões (LTK) afirma que a soma algébrica de todas as tensões ao longo de qualquer caminho fechado em um circuito é igual a zero.6 Leis de Kirchhoff 12 1. Nós podemos usar a LCK ao analisar circuitos em paralelo. 1.6. Esta lei de Kirchhoff é baseada na conservação de energia.4 a).6. Aqui.1.1 Lei das correntes de Kirchhoff A primeira lei de Kirchhoff. ou lei das correntes (LCK). • Nó – o ponto em qual dois ou mais elementos se unem. Há cinco elementos básicos ideais de circuitos: resistor. i3 e i5 ) são atribuı́dos sinais algébricos positivos e às correntes que saem do nó (i2 e i4 ) são atribuı́dos sinais negativos. • Laço (loop) – um caminho fechado simples num circuito passando somente uma vez em cada nó e voltando ao nó de partida. ou que não há acúmulo de carga numa junção e cargas não são perdidas nem criadas: a carga total en- trando num nó é exatamente igual à carga deixando o nó. definimos o sentido de referência para a corrente da seguinte maneira: às correntes que entram no nó (i1 . i1 − i2 + i3 − i4 + i5 = 0 . e fonte de corrente. afirma que a soma algébrica de todas as correntes em qualquer nó de um circuito é igual a zero: isaı́da + ientrada = 0. • Malha (mesh) – um laço que não contém nenhum outro laço dentro.6 Leis de Kirchhoff Para enunciar as leis de Kirchhoff para circuitos é necessário darmos algumas definições da teoria de circuitos: • Elemento de circuito – um componente que tem dois terminais e pode ser descrito em termos de tensão e corrente. 1. Para que a corrente flua dentro ou fora de um nó de um caminho de circuito fechado deve existir. • Ramo – um caminho entre dois nós consecutivos. Essa lei pode ser entendida como uma lei de conservação das cargas. • Circuito – a ligação entre elementos de circuitos. de modo que formem pelo menos um caminho fechado para a corrente fluir. Vamos ilustrar a LCK usando o exemplo de nó mostrado na Fig. fonte de tensão.

que iremos utilizar é o osciloscópio. e sinal negativo aos aumentos de tensão. que nos permitem realizar essas medidas.7 Introdução ao uso dos equipamentos 13 Figura 1. Teremos a oportunidade de trabalhar com osciloscópios um pouco mais à frente na disciplina. Um outro instrumento. existem diversos instrumentos. Para aplicar a LTK. Para isso.4: Exempos das Leis de Kirchhoff: a) Lei das correntes. ou . No exemplo mostrado na Fig. Com ele podemos literalmente ver voltagens em função do tempo em um ou mais pontos de um circuito. ou por um mostrador digital. Definimos o sentido de referência para as tensões: vamos atribuir sinal positivo às quedas de tensão. Note que VDA = −VAD . devemos escolher o sentido em que vamos percorrer o laço (horário ou anti-horário). Podemos sempre usar a LTK ao analisar circuitos em série.1.4 b). ou seja invertendo os pontos de medida. a tensão troca de sinal. quando utilizarmos correntes e voltagens que variam no tempo. percorrendo o laço no sentido horário. 1. Mais precisamente. e que diz respeito diretamente ao nossa disciplina. Inicialmente vamos nos restringir a correntes e voltagens que não variam no tempo. devemos conhecer as correntes e as voltagens que ocorrem no circuito. a LTK dá VAB + VBC + VCD + VDA = 0 .7 Introdução ao uso dos equipamentos de medida da ban- cada Um ponto importante. mais versátil. 1. b) Lei das tensões. Optamos pelo sentido horário e sempre vamos percorrer os caminhos neste sentido. é que para verificar as relações entre as diversas grandezas que participam de um circuito elétrico devemos medi-las. Esses instrumentos indicam o valor medido através do movimento de uma agulha ou ponteiro em uma escala (mostradores analógicos). como o voltı́metro e o am- perı́metro.

1. Para as voltagens e correntes que variam no tempo damos o nome genérico de corrente alternada. Os equipamentos disponı́veis para nossas medidas na aula de hoje são o multı́metro e uma fonte de alimentação DC (corrente contı́nua). Elas são classificadas como contı́nuas. Há ainda uma bancada com diversos resistores e capacitores que serão utilizados nas montagens experimentais.1 Fonte de alimentação DC A fonte de alimentação DC (corrente direta do termo original em inglês) na bancada é um equipamento utilizado para transformar a corrente alternada que existe na rede normal de distribuição em corrente contı́nua. + VB - Figura 1. e pode ser usada nos circuitos apenas conectando os cabos nos conectores de saı́da da fonte.7. Num circuito elétrico a fonte DC é um elemento polarizado. A voltagem desejada pode ser ajustada no painel frontal da fonte. isto significa que a corrente sai de seu terminal positivo (B) e entra em seu terminal negativo (A). que possuem um valor constante. Usamos o termo genérico corrente contı́nua quando nos referimos a voltagens e correntes que não variam no tempo.7 Introdução ao uso dos equipamentos 14 seja. a voltagem nos terminais pode ser variada entre 0 V e algumas dezenas de volts. Vamos intro- duzir o uso de todos esses equipamentos através de experimentos que serão realizados no decorrer da disciplina.1. As fontes utilizadas nesta disciplina serão fontes de voltagem variável. .5.5: Representação de uma fonte DC cuja tensão pode ser ajustada. Se a polaridade não for respeitada. identificados como saı́da positiva (potencial mais alto) e negativa (potencial mais baixo). ou seja. alguns componentes do circuito podem ser danificados. Representamos uma fonte de tensão contı́nua pelo sı́mbolo mostrado na Figura 1. onde a seta inclinada indica que a tensão por ela produzida é variável.

Esta corrente poderá ser medida pelo galvanômetro e convertida em tensão usando o valor . um tor- que é gerado fazendo com que haja a deflexão de uma agulha. Sendo a resistência do voltı́metro muito alta. como o nome diz. podemos verificar que ele se comporta exatamente como um imã. ou amperı́metro.3 Voltı́metro O voltı́metro.6 é utilizado frequente- mente para indicar um medidor de corrente. Ao fazermos passar uma corrente elétrica por um condutor. Se este condutor for enrolado na forma de uma espira (ou várias delas). ou como uma agulha de uma bússola. é montada de tal maneira que quando passa uma corrente por ela. O sı́mbolo mostrado na Figura 1. + - Figura 1. Sua construção também é baseada no princı́pio do galvanômetro. é um instrumento que mede voltagens ou diferenças de potencial. Este é o princı́pio de funcionamento básico do galvanômetro: uma bobina muito leve formada por muitas espiras de fio de cobre. Os primeiros amperı́metros construı́dos eram aparelhos analógicios e seu funcionamento se baseava em um instrumento chamado galvanômetro. O voltı́metro deve ser ligado em paralelo com o elemento de circuito cuja tensão estamos medindo. a corrente passando por ele será pequena e não afetará o funcionamento do circuito.7 Introdução ao uso dos equipamentos 15 1. causando e sofrendo forças e torques devido a interações com outros imãs. ou campos magnéticos externos. em série com uma resistência de valor alto.1. A deflexão da agulha é proporcional à corrente elétrica que passa pela bobina. Galvanômetro é o nome genérico de um instrumento capaz de acusar a passagem de uma corrente elétrica. O amperı́metro é baseado em um galvanômetro montado em paralelo com uma re- sistência de desvio. com diâmetro da ordem da espessura de um fio de cabelo. 1.2 Amperı́metro Medidas de correntes elétricas podem ser feitas com o uso de amperı́metros. quando duas resistências são ligadas em paralelo. gera- mos um campo magnético à sua volta. Seu princı́pio de funcionamento é baseado nos efeitos magnéticos das correntes elétricas. Como sabemos. a diferença de poten- cial em cada resistência é a mesma da associação e a corrente que passa em cada uma das resistências dependerá do valor da resistência.7. Ele é polarizado e deve ser inserido em série no ponto do circuito onde se deseja medir a corrente.6: Representação esquemática de um medidor de corrente.7.

+ V - Figura 1. O multı́metro digital é um instrumento que permite medir digitalmente voltagens. com alto grau de precisão e acurácia. Trata- se de um equipamento sensı́vel e com o qual se deve tomar.1. usam-se conversores analógico-digitais para detectar diferenças de potencial. . quando vamos efetuar uma medida de uma grandeza des- conhecida.7. voltagem alternada. Por questões de segurança. resistência elétrica. os mesmos cuidados observados com os instrumentos analógicos. uma boa regra é mantermos o aparelho ligado sempre na MAIOR escala possı́vel e irmos dimi- nuindo o valor da escala até obtermos a medida com menor incerteza possı́vel. 1. ca- pacitância. Por isso. entre outros. O proto- board contém alguns pontos que são interligados entre si e outros pontos independentes. o que o torna um instrumento ideal para as medidas usuais de diferenças de potencial. Com este instrumento podemos medir voltagem contı́nua. temos que tomar um certo cuidado para não submeter o aparelho a grandezas cujas intensidades sejam demasiadamente grandes e que podem danificá-lo. corrente contı́nua.7: Representação usual de voltı́metros em circuitos elétricos.7 é frequentemente utilizado para representar um voltı́metro em circuitos elétricos.7. por isso. 1 tera = 1012 .5 Protoboard Um dos equipamentos que iremos utilizar durante todo a disciplina será o protoboard. estão sendo substituı́dos gradualmente por aparelhos digitais que apresentam algumas vantagens extremamente importantes. É nele que ligamos os componentes eletrônicos e os instrumentos de medição. como no caso dos instrumentos analógicos. 1. O sı́mbolo apresentado na Figura 1. O princı́pio de medida também é diferente.4 Multı́metro digital: medidas de tensão e corrente Os voltı́metros e amperı́metros das formas descritas acima apresentam muitas limitações e. na sua utilização. Em primeiro lugar. pois ao invés de interações entre correntes e campos magnéticos. a resistência interna do voltı́metro passa de algumas dezenas de kΩ para alguns TΩ (T significa tera. cor- rentes e diversas outras grandezas derivadas.7 Introdução ao uso dos equipamentos 16 conhecido da resistência em série (usando a lei de Ohm). além do prefixo tera usamos também com frequência o giga = 109 e o mega = 106 ).

8 Procedimentos Experimentais Serão feitos 3 procedimentos experimentais. Certifique-se que a tensão é 0 (zero).8) Iremos montar um circuito formado por um resistor (R1 = 10 kΩ ). comprovando a relação: V = Ri (1.8 Procedimentos Experimentais 17 Os pontos independentes servem para inserir um componente de um ponto ao outro do circuito e desta maneira completar a ligação. Lei das tensões de Kirchhoff 3.8: Diagrama esquemático do protoboard. Veja a Figura 1. uma fonte de tensão. Lei das correntes de Kirchhoff 1. Lei de Ohm 2.1 Procedimento 1: Lei de Ohm O objetivo desse experimento é confirmar a lei de Ohm. 1.8. 1. 1. um amperı́metro e um voltı́metro. .1. Ligue a fonte de tensão.8. Figura 1. O valor da voltagem é fornecido entre os terminais “+” e “−”.

Meça os valores de i e VAB e anote-os na Tabela 1. Monte o circuito indicado na Figura 1. Figura 1.9.8 Procedimentos Experimentais 18 Figura 1.9: Circuito a ser montado para o Procedimento I. O resistor não possui polaridade e poderá ser usado sem preocupação quanto ao sentido da corrente que o atravessa.10 como guia.1. Note que se o amperı́metro. Conecte o voltı́metro entre os terminais do resistor de modo a medir a voltagem entre os pontos A e B. o valor dado no mostrador trocará de sinal. medir a voltagem com o voltı́metro e medir a corrente passando pelo circuito com o amperı́metro. Iremos variar a voltagem fornecida pela fonte. .10: Como montar o circuito da Figura 1. Ajuste a voltagem da fonte para 1 V. 2. Utilize a Figura 1. Observe que VAB é a voltagem aplicada pela fonte.9 no protoboard. Conecte o amperı́metro ao circuito de modo a medir a corrente que passa por R1 no ponto B. ou o voltı́metro tiverem seus terminais invertidos. 3.

8 Procedimentos Experimentais 19 4.1.2. no ponto A. 7. Inverta as posições do amperı́metro e resistor.8.11: Circuito a ser montado para o procedimento 1. No circuito da Figura 1.2 Procedimento II: Lei das tensões de Kirchhoff e associação em série Iremos verificar experimentalmente a lei das tensões de Kirchhoff fazendo medidas de voltagem e corrente numa montagem de resistores em série. Dessa mesma forma. Escolha valores de voltagem entre 1 e 2 V.8. Determine graficamente (isto é. Note que . 1. Será feito o ajuste da função V = Ri. Faça um gráfico de VAB (eixo y) contra i (eixo x). Tenha atenção com as unidades de medida dos valores usados no ajuste da reta. VAB ). 6. sem o uso de computadores) o coeficiente angular da reta que melhor se ajusta aos seus pontos experimentais. Estime também a sua incerteza σR . Faz alguma diferença na medida a posição em que você insere o amperı́metro? Por quê? 5. onde V deve estar em volts e i em ampères. Figura 1. Complete a Tabela 1 com outros cinco pares de pontos (i. já que a soma de todas as tensões num circuito fechado deve ser nula. ou seja. Meça o valor da resistência de R1 e sua incerteza usando um multı́metro digital. Anote o valor de VAB medido pelo voltı́metro e seu correspondente valor da corrente i medido pelo amperı́metro.11 temos que: VAB + VBC + VCA = 0 . Note que agora a corrente está sendo medida antes do resistor. Não se esqueça de anotar também os valores das incertezas de suas medidas. e a partir dele o valor da resistência R. Utilize a fonte regulável (botão giratório) para variar a voltagem no resistor. para que tenhamos R em ohms. a corrente que atravessa todos os elementos desse circuito deve ser a mesma.

VBC (entre B e C) e VAC (entre A e C). Figura 1. Tome como exemplo o diagrama do protoboard da Figura 1. Monte o circuito mostrado na Figura 1.12: Guia de montagem do procedimento 1. Ligue a fonte de alimentação e ajuste a voltagem para VB = 0 V antes de iniciar a mon- tagem do circuito. 1.2. 3. o que depende do ponto de medida do multimetro. .14.8. Note que ao inverter o lugar do am- perı́metro com o de R1 . Meça as correntes nos pontos A e B e as voltagens VAB (entre A e B).12. Ligue a fonte de tensão e ajuste a voltagem para VB = 0 V antes de iniciar a monta- gem do circuito. Para comprovar esta suposição iremos realizar o procedimento abaixo.11.1. Tome como exemplo o diagrama do protoboard da Figura 1. usando o voltı́metro.3 Procedimento III: Lei das correntes de Kirchhoff e associação em paralelo Iremos verificar experimentalmente a lei das correntes de Kirchhoff fazendo medidas de voltagem e corrente numa montagem de resistores em paralelo. medimos a corrente no ponto A. Complete as Tabelas 2 e 3 com estes valores e suas respectivas incertezas.8 Procedimentos Experimentais 20 VCA = −VAC .8.13. Monte o circuito mostrado na Figura 1. Ajuste o valor da voltagem na fonte para VB = 5 V. 1. medimos a corrente no ponto C. trocando a posição do amperı́metro com R2 . Da mesma forma. 2. 1.

R1 e R2 . Por sua vez. res- pectivamente. . Meça as correntes nos pontos A. J3 . usando o voltı́metro. Ajuste o valor da voltagem na fonte para VB = 2 V.13: Circuito a ser montado para o procedimento 1.3. Os elementos J1 . 2.3. J2 .14: Guia de montagem do procedimento 1. a corrente que entra no cı́rculo é igual à soma das correntes que saem do cı́rculo. as correntes iB e iD são iguais às correntes que atravessam. Note que a corrente total no cı́rculo trace- jado é igual a iA − iB − iD = 0. são conectores de junção para fechar o circuito e as setas têm tamanhos diferentes para mostrar que suas magnitudes são também diferentes. Complete as Tabelas 4 e 5 com estes valores e suas respectivas incertezas. Figura 1.8.8 Procedimentos Experimentais 21 Figura 1.8. 3. VBC e VDE . B e D e as voltagens VAC .1. ou seja.

Esta aula contém uma breve introdução ao funcionamento e operação destes dois equi- pamentos. a resposta elétrica de alguns ele- mentos de circuito que utilizaremos está relacionada com correntes e voltagens variáveis no tempo.1 Material • Osciloscópio digital. No entanto.1 mostra o gráfico desta forma de onda.2 Introdução Na aula anterior utilizamos instrumentos de medida (amperı́metro e voltı́metro) e fon- tes de energia (fonte de voltagem DC) para estudar o comportamento de correntes elétricas e voltagens estacionárias. Para detalhes do funcionamento dos instrumentos que estão à disposição na sala de aula. Gerador de funções e osciloscópio 2 2. com o tempo no eixo . como veremos a partir da próxima aula. mas na 1a parte do curso utilizaremos apenas a onda quadrada. com a descrição geral das funcionalidades que serão utilizadas neste curso. Assim. consulte os manuais de operação especı́ficos. Em nosso curso utilizaremos um gerador de funções (também conhecido como gerador de sinais) para gerar voltagens variáveis com o tempo e um osciloscópio digital para observá-las e medi-las. que não variam com o passar do tempo. A figura 2. para estudá-los devemos ser capazes de gerar e observar correntes e voltagens com essas caracterı́sticas. ou seja. 2.3 A onda quadrada Existem diferentes formas de onda. 2. • Gerador de funções.

podemos também definir a tensão pico-a-pico Vpp como sendo a diferença (em módulo) entre o valor máximo e o valor mı́nimo de voltagem do sinal. é a frequência f . simetricamente dispostos em torno de seu valor médio Vmed = 0. medido em relação ao valor Vmed = 0. A segunda caracterı́stica é que a voltagem da onda oscila entre dois valores. Além da amplitude V0 . o milivolt (1 mV = 10−3 V). definido como 1 Hz = 1 s−1 . Sua unidade SI é o segundo (s) e neste curso serão comuns seus submúltiplos. Alternativamente.2. isto é.1: Forma de onda quadrada com perı́odo T = 1 ms e amplitude V0 = 1 V.a amplitude V0 : é o valor máximo de voltagem que a onda assume. esta onda pode ser descrita como possuindo .3 A onda quadrada 23 horizontal e a voltagem no eixo vertical. A primeira caracterı́stica que podemos observar é que se trata de um sinal periódico. Como os patamares superior e inferior da onda quadrada estão simetricamente dispostos em torno do valor Vmed = 0 V. (2. temos a representação gráfica de uma onda quadrada com perı́odo T = 1 ms e amplitude V0 = 1 V. Uma onda quadrada pode ser inteiramente definida por 2 parâmetros: . o número de oscilações que ocorrem num dado intervalo de tempo. como o milissegundo (1 ms = 10−3 s) e o microssegundo (1 µs = 10−6 s). um sinal que se repete após um dado intervalo de tempo. Na figura 2. Uma terceira grandeza. Sua unidade SI é o Volt (V) e neste curso será comum um de seus submúltiplos. (2. a tensão pico-a-pico é o dobro da amplitude da onda: Vpp = 2V0 . .1) T A unidade SI para a frequência é o hertz (Hz).o perı́odo T : é o intervalo de tempo necessário para que a onda se repita. A partir desta definição.2) Figura 2. diretamente relacionada ao conceito de perı́odo.1. é fácil perceber que a frequência é o inverso do perı́odo: 1 f= .

deve ser utilizado um INSTRUMENTO DE MEDIDA apropriado (osciloscópio). triangular ou senoidal. . é possı́vel gerar uma forma de onda quadrada.4 Gerador de funções O gerador de funções. é um aparelho que gera voltagens Vg variáveis como função do tempo t.2. A figura 2.1. senoidal ou triangular). Figura 2. é importante ressaltar que o valor mostrado no visor representa apenas uma INDICAÇÃO da frequência do sinal. é possı́vel selecionar a forma de onda desejada. podemos iniciar o ajuste pela definição da forma de onda desejada. Ele possui várias funcionalidades. Em muitos modelos existe um fre- quencı́metro acoplado.2: Painel frontal de um gerador de sinais tı́pico.4 Gerador de funções 24 uma frequência f = 1 kHz e uma tensão pico-a-pico Vpp = 2 V. que é denominada de GND (do inglês “ground”) ou terra. ou de sinais. e em alguns modelos é possı́vel visualizar o valor ajustado em um visor. presentes na maioria dos modelos de geradores de sinais. Faremos uma breve descrição das funcionalidades princi- pais. quando for solicitada uma medida da frequência. O ajuste da frequência é feito em seguida. 2. equivalentemente. Nos aparelhos disponı́veis no laboratório. seu perı́odo) e sua amplitude. a voltagem gerada assumirá valores positivos ou negativos em relação a uma referência.2 mostra uma imagem do painel frontal de um gerador de sinais tı́pico. A seguir passa- mos ao ajuste da frequência. caso contrário é preciso o auxı́lio de um osciloscópio para isto. e um visor digital mostra o valor de frequência ajustado. algumas das quais não serão utilizadas no curso. e para isto selecionamos inicialmente o botão correspondete à faixa de frequência desejada. seme- lhante aos que utilizaremos no curso. dentre as opções disponı́veis (quadrada.1 Operação básica Ao ligarmos o gerador de sinais. com diversos valores de frequências e amplitudes de voltagens. Como mostrado na figura 4. sua frequência (ou. e sugerimos a consulta ao manual de operação do equipamento disponı́vel na bancada. 2.4.

2) ou “Amplitude”. Para conectar o sinal produzido pelo gerador a um circuito ou a um instrumento de medida.2 Representação do gerador em um diagrama Num circuito.3: Representação esquemática de um gerador de funções num circuito elétrico. normal- mente um conector do tipo BNC. na figura 2.3 significa o mesmo que referência ou terra. é utilizado para a determinação de amplitudes e frequências dos sinais de voltagem. bem como para comparação entre sinais diferentes. 2. representamos o gerador de funções pelo sı́mbolo indicado na figura 2. A figura 2.4. é preciso medi-la com um equi- pamento adequado (osciloscópio). Muitas são suas funções e é fundamental para o bom andamento deste curso que o estudante se familiarize com as principais. Para tanto. Neste caso o sinal gerado é uma onda quadrada. uma breve descrição de seu princı́pio de funcionamento e principais funções serão a seguir apresentados. A fim de obter familiaridade com o gerador de funções e o osciloscópio iremos conectá- los e a partir de exemplos de aplicação os efeitos dos vários controles nas saı́das das formas de onda fornecidos pelo gerador de funções e dos recursos de medição do osciloscópio podem ser observados. basta utilizar um cabo com um conector compatı́vel com a saı́da do sinal. O sı́mbolo dentro do cı́rculo representa a forma de onda gerada. mostrando um gráfico bidimensional com a voltagem no eixo vertical e o tempo no eixo horizontal. que pode ser chamado “Output Level” (botão 4.5 Osciloscópio digital 25 A variação da amplitude do sinal de saı́da é feita através de outro botão de ajuste.5 Osciloscópio digital O osciloscópio é um instrumento empregado para visualizar voltagens que variam com o tempo.3. GND na figura 2. 2. Figura 2. No exemplo da figura 2. Normalmente não há indicador da amplitude da onda gerada no visor.3 a forma de onda gerada é quadrada.2.4 mostra o esquema do painel frontal de um osciloscópio que usaremos como .

5. os controles horizontais e os controles de gatilho (também chamados de controle de “trigger”). Este painel está dividido em 4 áreas funcionais facilmente identificáveis: a tela. 2. Tela Controle de Controles horizontais verticais Controles “trigger” Figura 2. a tela apresenta muitas informações sobre os sinais ob- servados e sobre as configurações de controle do osciloscópio. os controles verticais. 2. Os osciloscópios utilizados neste curso possuem 2 canais de entrada. No caso de um sinal de perı́odo T . não deve ser difı́cil migrar para outros modelos.5.2 Informações básicas sobre operação Ao conectarmos um sinal periódico qualquer numa das entradas do osciloscópio. Neste texto apresentaremos uma visão geral rápida dos controles e das informações exibidas na tela.4: Painel frontal do osciloscópio mostrando as principais áreas funcionais.5 Osciloscópio digital 26 exemplo. Já os controles horizontais definem o quanto da evolução temporal do sinal será mostrado: isto é chamado de base de tempo. por exemplo) ou atenuado (no caso em que queremos compará-lo com um outro sinal de maior amplitude.2. Uma imagem tı́pica observada na tela do osciloscópio está representada na figura 2. Outros modelos possuem caracterı́sticas e operações muito semelhantes. sua tela passará a mostrar um gráfico da voltagem do sinal em função do tempo. por exem- plo). podemos . o que significa que até 2 sinais elétricos indepen- dentes podem ser visualizados ao mesmo tempo.5.1 Tela do osciloscópio Além de exibir as formas de onda. Os controles verticais permitem alterar a maneira como o sinal é mostrado na tela: ele pode ser ampli- ficado (no caso em que queremos examinar algum detalhe seu. e uma vez que se conheça o princı́pio básico de operação.

Ao longo do eixo vertical ela é normalmente composta por 8 ou 10 divisões. Controles verticais A Figura 2. da esquerda para a direita: é por isso que nos referimos à “varredura” do osciloscópio. utilizada para fazer medidas sobre a forma de onda (seja de voltagem ou de tempo) de maneira rápida e intuitiva. utilizar uma base de tempo bem maior que T para confirmar a periodicidade. impedindo qualquer tipo de medida) ou que nenhuma forma de onda seja mostrada. A tela do osciloscópio é dividida num conjunto de retı́culos chamados de gratı́cula.6 mostra os botões disponı́veis para o controle da escala vertical. mas esta posição pode ser ajustada pelo usuário). O controle de trigger define qual a condição para que o gráfico seja redesenhado a cada vez: caso esteja mal ajustado. Quando a forma de onda termina de ser desenhada (normalmente no centro da tela. na verdade as formas de onda estão sendo continuamente “desenhadas” pelo osciloscópio.5 Osciloscópio digital 27 Figura 2. pode ocorrer que a tela mostre várias ondas simultâneas (que ficam “correndo” pela tela do osciloscópio. É importante entender que mesmo quando a tela do osciloscópio exibe uma imagem fixa (“parada”). devemos utilizar uma base de tempo bem menor do que T. enquanto ao longo do eixo horizontal podemos ver 10 divisões. mas se qui- sermos examinar algum detalhe da forma de onda. a “caneta” (ou o cursor) está pronta para reiniciar a varredura. estamos usando como exemplo um osciloscópio que possui .5: Imagem tı́pica da tela do osciloscópio. Como mencionado anteriormente.2.

. Atenção. ajustar a escala e a posição verticais. . Ao girar o botão para a direita ou esquerda a forma de onda é deslocada para cima ou para baixo.botões “1” e “2” (Menu): a função primordial destes botões é habilitar ou desabilitar a exibição do respectivo canal (há um menu para cada canal). As escalas selecionadas para cada canal aparecem na parte inferior da tela do osciloscópio (figura 2. Quando apertado. Ao girar o botão para a esquerda ou direita. . Cada canal possui um indicador na tela do osciloscópio mostrando a posição de seu 0 V (na lateral esquerda da tela. pois se você deslocar excessi- vamente a forma de onda ela pode sair da tela do osciloscópio.botão de posição: determina em que linha da tela do osciloscópio será desenhada a posição de 0 V da forma de onda de cada canal.2. se a forma .5). Figura 2.6: Comandos disponı́veis para controle da escala vertical. Os controles verticais permitem ha- bilitar ou desabilitar a apresentação das formas de onda na tela.5). enquanto a cor azul é utilizada para o canal 2. uma vez que a posição do zero volts é alterada. . figura 2.botão de escala: seleciona fatores de escala verticais e assim amplia ou atenua o sinal de entrada do canal. até os valores máximo e mı́nimo possı́veis. aumentando ou diminuindo o tamanho vertical da forma de onda.5 Osciloscópio digital 28 2 canais: a forma de onda do sinal conectado ao canal 1 é sempre representada pela cor amarela.botão “Math”: permite fazer operações matemáticas sobre as formas de ondas dos 2 canais: soma. definir os parâmetros de entrada e até mesmo realizar operações matemáticas entre os sinais. veremos que o fundo de escala (o valor em Volts representado por cada divisão vertical da gratı́cula) aumenta ou diminui gradativa- mente. subtração. produto e Transformada de Fourier.

O objetivo é que cada vez que a forma de onda for desenhada na tela do osciloscópio.5 Osciloscópio digital 29 de onda está sendo exibida ela desaparece da tela. ao girar o botão de escala só podemos selecionar as escalas 5 V. 1. A função secundária é ativar o menu do respectivo canal na tela do osciloscópio. 10 mV. e um sinal de voltagem de referência (terra) é aplicado. . • CC (corrente contı́nua) . Sonda: aplica um fator multiplicativo à voltagem do sinal de entrada. já que todos os valores de voltagem medidos estarão multiplicados pelo fator escolhido. Para fazer este sincronismo. 50 mV. 2 V. e é preciso estar atento com as configurações automáticas (como aquelas obtidas usando o botão “Autoset”). suas opções aparecem no canto direito da tela. caso ela não esteja sendo exibida. de modo que as suces- sivas formas de ondas mostradas na tela apareçam como uma imagem parada. etc. CC e AC.o sinal é mostrado sem nenhum processamento. Limite da Largura de Banda: deve estar normalmente desligado. que corta as frequências inferiores a 10 Hz. Inverter: quando está ligada a forma de onda é invertida em relação ao nı́vel de V = 0 V. . ela volta a aparecer na tela. Controles de “Trigger” ou de gatilho O sistema de gatilho (“trigger”) determina a condição para que o osciloscópio inicie a varredura para exibir uma forma de onda. que é con- tinuamente monitorado pelo osciloscópio: ao finalizar a exibição de uma forma de onda. como resultado os componentes DC do sinal são eliminados e não são mostrados na tela do osciloscópio. Quando um menu é ativado. v. é possı́vel selecionar escalas intermediárias. • CA (corrente alternada) .02 V. 500 mV.2. Acoplamento: cada canal pode ter 3 tipos de acoplamento: GND. neste curso devemos usar sempre a opção “1X Voltagem”.o sinal de entrada é desconectado. iv. Pode ser utilizado quando se deseja medir um sinal muito baixo. com todos os componentes AC (dependentes do tempo) e DC (constantes no tempo). Na opção “Fino”. 20 mV.o sinal é submetido a um filtro. 200 mV. 100 mV. ela o seja da mesma maneira. o osciloscópio exibe uma linha horizontal (voltagem constante de 0 V). Ganho variável: se a opção “Grosso” estiver selecionada. 5 mV e 2 mV. 1 V. utilizamos um sinal elétrico (chamado de sinal de “trigger”). como 1.04 V. iii. • GND .opções do menu de canal: i. ii.

botão do menu de “trigger”: ao apertar este botão as opções do menu do “trigger” são exibidas na lateral direita da tela. Mesmo quando este menu está desabilitado. cada varredura desenhará sempre o mesmo gráfico e a forma de onda aparecerá “parada” na tela.botão de nı́vel: este é o botáo que define o nı́vel do “trigger”. Este valor é mostrado no canto inferior direito da tela e é também indicado por uma seta na lateral direita (figura 2. . São elas: i. iii. como mostrado na fi- gura 2. ii. será o canal 1 (“CH1”) ou o canal 2 (“CH2”). . Desta maneira. a escolha natural para o sinal de “trigger” é o próprio sinal que queremos observar. a aquisição ocorrerá de maneira automática (com as formas de onda rolando na tela) ou simplesmente não ocorrerá. Se quisermos observar um sinal periódico no osciloscópio.5 Osciloscópio digital 30 a varredura só é reiniciada quando este sinal atinge um certo valor.2. o nı́vel deve estar ajustado de maneira que fique contido entre os patamares superior e inferior da onda.5).7: Comandos disponı́veis para controle de “trigger”.5.5). isto é. o sinal utilizado como “trigger” é indicado no canto inferior direito da tela (figura 2. Tipo: deve ser sempre “Borda”. Origem: define qual o sinal que será utilizado como “trigger”. Se utiliza- mos uma onda quadrada como sinal de “trigger”. Figura 2. ela só será reiniciada quando o sinal de“trigger” atingir este mesmo valor. é preciso escolher um sinal de “trigger” adequado para disparar a varredura. Caso o nı́vel do “trigger” esteja ajustado acima do patamar superior ou abaixo do patamar inferior da onda quadrada. cada vez que a varre- dura terminar. o valor do sinal de “trigger” que uma vez atingido inicia a varredura. normalmente será um dos dois sinais de entrada (canal 1 ou 2). Sempre que desejarmos observar um ou mais sinais no osciloscópio. Inclinação: digamos que escolhemos uma onda quadrada de amplitude V0 = 1 V como sinal de “trigger” e colocamos o nı́vel do “trigger” exatamente na “metade” da onda .

2.5 Osciloscópio digital 31

quadrada, em 0 V. Ora, num perı́odo uma onda quadrada passa pelo zero 2 vezes, quando
passa do patamar inferior para o superior e quando passa do superior para o inferior, o que
resultaria num disparo do “trigger” a cada meio-perı́odo. O ajuste de inclinação define se
o “trigger” ocorre quando o nı́vel é atingido na subida ou na descida. A opção selecionada
também é indicada no canto inferior direito da tela (figura 2.5).

iv. Modo: no modo automático, ao fim de cada varredura o osciloscópio espera por
um certo intervalo de tempo (chamado de tempo de espera ou “holdoff”); ao fim deste
perı́odo, mesmo que a condição de “trigger” não tenha sido satisfeita a varredura será
reiniciada. Neste modo, mesmo que o “trigger” esteja mal ajustado, sempre haverá uma
forma de onda sendo exibida (é claro que no caso do “trigger” mal ajustado as formas de
onda estarão “correndo” pela tela...). No modo normal, a varredura só é reiniciada quando
a condição de “trigger” for detetada; enquanto isso não ocorrer, nenhuma forma de onda
será exibida (a tela exibirá somente a última forma de onda adquirida).

v. Acoplamento: permite filtrar o sinal que será transmitido ao circuito de “trigger”. O
acoplamento CC não realiza nenhuma filtragem e deve ser utilizado sempre que possı́vel.
As opções CA, Rej. de Ruı́do e Rej. AF podem ser utilizadas caso o ajuste do “trigger” não
consiga resultar na exibição de formas de onda estáveis.

- botão “Set To 50%”: o osciloscópio ajusta automaticamente o nı́vel do “trigger” para
a metade entre os nı́veis máximo e mı́nimo do sinal utilizado como “trigger”.

- botão “Force Trig”: caso o sistema esteja aguardando um “trigger” (como no modo
“Normal”) faz a aquisição do sinal, independente de um sinal de “trigger” ter sido rece-
bido.

- botão “Trig View”: enquanto pressionado, exibe o nı́vel do “trigger” como uma linha
tracejada e o sinal utilizado para o “trigger” como uma forma de onda na cor azul escuro.

Controles horizontais

A figura 2.8 mostra os botões disponı́veis para o controle da escala horizontal. Mesmo
quando 2 formas de onda estão sendo exibidas, a escala horizontal (base de tempo) é a
mesma para ambas; não é possı́vel usar bases de tempo independentes para cada uma
delas. Os controles horizontais permitem ajustar a escala e a posição horizontais, escolher
qual parte da tela será exibida e definir o tempo de espera do “trigger”.

- botão de escala: similar aos botões de escala do controle vertical, este botão seleciona
fatores de escala horizontais. Desta forma podemos mostrar na tela um intervalo mais
longo ou mais curto da evolução temporal do sinal medido: a forma de onda se “contrairá”
ou se “expandirá” em torno da posição do “trigger” (ver abaixo). Ao girar o botão para a
esquerda ou direita, veremos que o fundo de escala (o valor em segundos representado por
cada divisão horizontal da gratı́cula) aumenta ou diminui gradativamente, até os valores
máximo e mı́nimo possı́veis. A escala de tempo selecionada aparece na parte inferior da

2.5 Osciloscópio digital 32

Figura 2.8: Comandos disponı́veis para controle da escala horizontal.

tela (figura 2.5). O fundo de escala horizontal é também conhecido como base de tempo
ou velocidade de varredura.

- botão de posição: este botão seleciona a posição horizontal a partir de onde a forma
de onda será desenhada, ou seja, onde será o inı́cio da contagem do tempo. Tem funciona-
mento bastante intuitivo: quando girado para a direita a forma de onda é deslocada para
direita, e quando girado para a esquerda a forma de onda é deslocada para a esquerda. A
posição do “trigger” é indicada por uma pequena seta vertical no topo da tela e seu valor é
mostrado também acima da tela (figura 2.5): um valor positivo indica que o “trigger” está
à esquerda do centro da tela, enquanto um valor negativo indica que ele está à direita.

- botão de menu horizontal: ao apertar este botão as opções do menu horizontal são
exibidas na lateral direita da tela.

- botão “Set to Zero”: faz com que a posição horizontal do “trigger” volte ao centro da
tela.

2.5.3 Representação do osciloscópio em um diagrama

Num circuito, representamos o osciloscópio pelo sı́mbolo indicado na figura 2.9. Ao contrário
das medidas de voltagem realizadas com um multı́metro, em que podemos fazer medidas
entre quaisquer dois pontos do circuito, os osciloscópios sempre realizam medidas entre
um ponto e o terra do circuito (que deve estar no mesmo potencial que o terra da rede
elétrica).

Como exemplo de uso do osciloscópio para medidas de amplitudes e perı́odos de sinais
periódicos no tempo, considere que o mostrador do osciloscópio seja aquele apresentado

2.6 Procedimentos Experimentais 33

Figura 2.9: Representação esquemática de um osciloscópio num circuito elétrico. As setas indicam
onde devem ser conectados os sinais dos canais CH1 e CH2.

na figura 2.10, e que tenham sido utilizadas a escala vertical 1 DIV = 5 V e a escala horizon-
tal 1 DIV = 1ms. Vemos que a forma de onda é senoidal. Para determinarmos o perı́odo
e a amplitude dessa forma de onda, utilizamos o reticulado da tela do osciloscópio como
régua. Observe que cada retı́culo, ou seja, cada DIV está subdivido em 5 divisões menores.
Assim temos para este caso que a amplitude V0 = (1, 7 ± 0,1) DIV, ou seja, V0 = (8,5 ± 0,5)
V. Também temos que o perı́odo T = (5,1 ± 0,1) DIV, ou seja, T = (5,1 ± 0,1) ms.

Figura 2.10: Exemplo de sinal na tela do osciloscópio que é discutido no texto.

2.6 Procedimentos Experimentais
Esta seção apresenta uma série de exemplos de aplicações. Esses exemplos simplifica-
dos destacam alguns dos recursos do osciloscópio e do gerador de sinais e dão idéias de
como usá-los para solucionar seus próprios problemas de testes e medidas.

2.6.1 Procedimento I: seleção dos parâmetros da forma de onda no gera-
dor de funções e medida de amplitude.

1. Monte o circuito da figura 2.11. Observe que esse circuito corresponde a escolher a
forma de onda quadrada e a ligar diretamente a saı́da do gerador de sinais ao canal

e anote as opções selecionadas para o canal 1. Se o gerador de sinais utilizado for equipado com um frequencı́metro e um visor. descreva o quê cada uma delas significa. O osciloscópio identifica a forma de onda e ajusta seus controles para garantir uma exibição útil do(s) sinal (sinais) de entrada. Pressione o botão que habilita a exibição do menu do canal 1 na tela. Utilizando a rede de gratı́culas. Se o gerador não possuir um visor. Este será o circuito utilizado para todos os procedimentos experimentais desta aula. Ajuste a amplitude do sinal de saı́da para que seu valor esteja próximo de 4 V. Pressione o botão “Auto Set” e espere até que a forma de onda esteja estável na tela. mas sempre utilize a leitura de frequência feita pelo osciloscópio para fazer o ajuste fino do valor desejado. meça a amplitude da onda quadrada.11: Circuito a ser montado com um gerador de sinais e um osciloscópio. utilize-o para fazer o ajuste inicial da frequência. . 2.6.2. 2. 1. Para tanto você deve selecionar o botão de faixa de frequência para “1K” ou “10K” e em seguida ajustar o valor desejado de frequência. O botão Auto Set é bastante útil quando se deseja visualizar rapidamente uma dada forma de onda no osciloscópio.2 Procedimento II: ajuste automático e controle de “trigger”. Indique também a escala vertical utilizada. 4. Ligue o gerador de sinais e selecione a forma de onda quadrada através do botão correspondente. 3. ob- servando a forma de onda na tela do osciloscópio. Ajuste a frequência do gerador para 1 kHz. Utilize os controles verticais de posição e escala do canal 1 para exibir os patamares superior e inferior da onda qua- drada na tela. Figura 2.6 Procedimentos Experimentais 34 CH1. ajuste a frequência diretamente a partir da leitura de seu valor na tela do osciloscópio. 2.

ou seja. Tabela 1 Escala vertical V0 ± σV (V) σV /V 1. . O que ocorre? Explique. Com o ajuste automático. A indicação do nı́vel de “trigger” estará ajustada aproximadamente no valor médio da forma de onda do canal 1. Utilize as escalas de voltagem de 1 V e 5 V por divisão e faça a leitura das amplitu- des. Estas medidas devem ser feitas pelo sistema de gratı́culas.0 V/DIV Altere as escalas de tempo para 0. Retorne o nı́vel do “trigger” até o valor médio da forma de onda para prosseguir com as medidas. as incertezas das medidas feitas serão calculadas como metade da menor divisão das gratı́culas. o osciloscópio define automaticamente as escalas vertical e hori- zontal. através da leitura do número de divisões e posterior multiplicação pelo valor da escala.6. Novamente as medidas devem ser feitas pelo sistema das gratı́culas.6 Procedimentos Experimentais 35 3. 4.5 ms por divisão e apresente os valores do perı́odo e da frequência na tabela 2.2. Neste caso. Pressione o botão que habilita a exibição do Menu de “trigger”. e as incertezas serão metade da menor divisão. o que na prática corresponde a 10 % do valor da escala. 2. Com o botão de nı́vel. ajuste manualmente esses controles.1 ms e 0. 10 % do valor da escala. Anote a escala vertical da voltagem e a base de tempo selecionadas automaticamente. Se você deseja alterar ou otimizar a exibição da forma de onda.0 V/DIV 5. aumente o nı́vel do “trigger” até ele ficar acima do patamar superior da onda quadrada.3 Procedimento III : execução de medidas com diferentes escalas. Apresente os valores na tabela 1.

se no do canal 1 ou no do canal 2. pelo sistema de gratı́culas. você poderá esco- lher em qual sinal será feita a medida.2. o sinal estará fora da faixa de medição. é preciso que ao menos um perı́odo da onda esteja sendo mostrado. é importante notar que as medidas são realizadas na forma de onda que aparece na tela. frequência. para medidas da estrutura temporal do sinal. Pressionando o botão do menu de medidas automáticas. e que tipo de medida será realizada.6.5 ms/DIV Quais escalas de voltagem e de tempo proporcionam uma medida com menor incerteza relativa? 2. NOTA: se aparecer um ponto de interrogação (?) na leitura de valor. Assim sendo. e para medidas de valores médios de voltagem.4 Procedimento IV: utilizando o menu de medidas. Para medidas de voltagem. etc. tensão pico-a-pico. é configurar o osciloscópio para fazer medições automáticas. o perı́odo. como perı́odo.1 ms/DIV 0. amplitude. é preciso ajustar na tela do osciloscópio múltiplos inteiros de um comprimento de onda.6 Procedimentos Experimentais 36 Tabela 2 Escala horizontal T ± σT (ms) σT /T 0. tanto de volta- gens quanto de tempo. Meça a frequência. Uma alternativa à medida “visual”. até que o ponto de interrogação deixe de ser mostrado ao lado do valor medido. . os limites inferior e superior da forma de onda devem estar visı́veis. Ajuste a escala vertical do canal adequado para ou altere a configuração da escala horizontal. a voltagem pico-a-pico. Também é possı́vel realizar medidas na forma de onda resultante de operações matemáticas que tenham sido feitas entre as ondas dos canais 1 e 2. Há vários tipos disponı́veis de medições. o tempo de subida e a largura positiva do sinal quadrado inicial e complete a tabela 3 com valores medidos. “Measure”..

6.13). meça o perı́odo da oscilação da subida da voltagem. após a subida o sinal apresenta algumas oscilações. que são atenuadas após um certo tempo e o sinal atinge seu valor “estacionário”. e também seu tempo de subida. Como exemplo de aplicação dos cursores. Note que a “subida” da onda quadrada não é vertical.2.6 Procedimentos Experimentais 37 Tabela 3 Grandeza Valor ± σ f T V0 Vpp Lpos 2.12: cursores do tipo “Voltagem” (à esquerda) e do tipo “Tempo” (à direita). Diminua a base de tempo de maneira que apenas a subida da onda quadrada esteja na tela (você deve observar um gráfico semelhante àquele mostrado na figura 2. como visto com a base de tempo inicial. 1.13). Os cursores são pares de linhas que podem ser exibidos na tela para facilitar a medição de grandezas de voltagem (cursores horizontais) ou de tempo (cursores verticais). vamos medir a frequência e a amplitude das oscilações presentes na onda quadrada quando ela passa de um patamar para outro. Utilizando os cursores de “tempo” (barras verticais. Para isto posicione o cursor 1 no primeiro pico .5 Procedimento V: usando os cursores. além disso. Figura 2. como na fig. 2.

conforme a figura 2.frequência de oscilação Cursor 1 Cursor 2 ∆t 1/∆t 2. en- quanto a leitura de 1/∆t dará o valor da frequência desta oscilação. selecione agora tipo “Amplitude”.14. 4. a diferença de voltagem entre os pontos onde cada cursor cruza a forma de onda.6 Procedimentos Experimentais 38 Figura 2. Tabela 4 Tipo Tempo . Meça a amplitude dos picos da oscilação posicionando o cursor 1 no topo do primeiro pico e o cursor 2 na base do segundo pico.2. 3. Tabela 5 Tipo Amplitude .amplitude dos picos da oscilação Cursor 1 Cursor 2 ∆V . da oscilação.13). Anote todos este valores e preencha a Tabela 5. Aparecem 2 linhas horizontais na tela.13: Figura que deve ser observada para medida do perı́odo de oscilação. A leitura da diferença de tempo da leitura de cada cursor. Ainda usando os “Cursores” na tela. dará o perı́odo. Anote todos este valores e preencha a Tabela 4. Agora no menu “Cursores” faça a leitura da grandeza ∆V. ∆t. e posicione o cursor 2 no segundo pico da oscilação (veja a Figura 2.

preencha a Tabela 6. mede-se o tempo de subida entre os nı́veis 10% e 90% da forma de onda. Ajuste a escala vertical de maneira que a amplitude da forma de onda seja próxima de 5 divisões. A leitura ∆t no menu “Cursores” é o tempo de subida da forma de onda.15: Figura que deve ser observada para medida do tempo de subida.15). Gire o botão “Position” para centralizar a forma de onda verticalmente.6 Procedimentos Experimentais 39 Figura 2. 5 divisões Figura 2. 10. e selecione a opção de “Ganho variável Fino”. 6. 9. Ajuste a escala vertical de maneira que a amplitude da onda quadrada seja exata- mente 5 divisões (ver figura 2. 8. . Usando os cursores do tipo “Tempo” posicione o cursor 1 no ponto em que a forma de onda cruza a segunda linha da gratı́cula abaixo do centro da tela (ver Figura 2. 5. Pressione o botão “1” (que habilita a exibição do menu do canal 1 na tela). Vamos agora medir o tempo de subida do “pulso” positivo da onda quadrada. 7. Esse é o nı́vel de 10% da forma de onda.15).5 divisões abaixo da linha horizontal central.2. Esse é o nı́vel de 90% da forma de onda. Posicione o cursor 2 no ponto em que a forma de onda cruza a segunda linha da gratı́cula acima do centro da tela. 11. posicione a linha de base da forma de onda (patamar inferior da onda quadrada) 2.14: Figura que deve ser observada para medida da amplitude de oscilação. Em geral.

Selecione uma base de tempo que permita a visualização de ao menos um perı́odo completo da onda quadrada. As formas de onda se deslocam horizon- talmente na tela? 7. Varie o valor do nı́vel do “trigger”. veja qual sinal está sendo utilizado como “trigger” (é a opção “Origem”). Vamos utilizar essa capacidade para observar 2 formas de onda produzidas pelo gerador de ondas. 1. Conecte com um outro cabo coaxial a saı́da auxiliar do gerador de funções (pode estar identificada como “TTL/CMOS” ou “Sync”. dependendo do modelo utilizado) ao canal 2 do osciloscópio.6. sem no entanto levá-lo acima (abaixo) do valor máximo (mı́nimo) da onda senoidal. e ajuste a frequência e a amplitude do sinal para 1 kHz e 4 V. Novamente varie o valor do nı́vel do “trigger”. 2.2. Desta vez as formas de onda se deslocam horizontal- mente na tela? Explique. respectivamente. .6 Procedimentos Experimentais 40 Tabela 6 Tipo Tempo . 4. Caso as 2 formas de onda não estejam aparecendo na tela do osciloscópio. Note que a seta que indica o nı́vel do “trigger” na tela tem a cor do sinal selecionado como origem. 3. Selecione agora o sinal do canal 2 como o sinal do “trigger”. No lado esquerdo da tela.tempo de subida Cursor 1 Cursor 2 ∆t 1/∆t ∆V 2. O aluno deve ver 2 formas de onda diferen- tes.6 Procedimento VI: observação de 2 formas de onda simultaneamente. dependendo do modelo utilizado) ao canal 1 do osciloscópio. os osciloscópios disponı́veis no laboratório têm a a ca- pacidade de mostrar simultaneamente 2 formas de ondas independentes. Selecione uma forma de onda senoidal. 5. 6. sem no entanto levá-lo acima (abaixo) do pata- mar superior (inferior) da onda quadrada. cada uma mostrada com uma cor. use o ajuste automático (botão “Autoset”). Conecte com um cabo coaxial a saı́da principal do gerador de funções (pode estar identificada como “Output” ou “Main”. Como mencionado anteriormente. Selecione o sinal do canal 1 como o sinal do “trigger” (caso esta opção já não esteja selecionada). Pressione o botão que habilita a exibição do Menu de “trigger”.

selecione uma forma de onda quadrada e.7 Procedimento VII: adicionando valores constantes aos sinais. Mantendo o mesmo arranjo do procedimento anterior. desabilite a exibição do canal 1. Aperte o botão “DC Offset” e varie o valor somado ao sinal periódico com o botão gi- ratório “DC Offset”. selecione a opção “CA”.2.6. O quê ocorre com a forma de onda? Explique. você deverá puxar o botão “DC Offset’ e então girá-lo. Ajuste o valor do “offset” de maneira que o patamar inferior da onda quadrada esteja sobre a linha de 0 V. 3. no osciloscópio. dependendo do modelo do gerador. 1. Normalmente o operador pode escolher o valor deste “offset”. na opção “Acoplamento”.6 Procedimentos Experimentais 41 2. . Agora habilite a exibição do menu do canal 2 e. 2. Os geradores de funçẽs permitem que se some um valor constante (“offset”) às formas de onda produzidas.

Transientes em circuitos RC e RL alimentados com
3
onda quadrada

3.1 Material
• Gerador de funções;

• osciloscópio;

• multı́metro;

• capacitores de 100 nF e 1 µF;

• resistores de 56 Ω, 1 kΩ e 10 kΩ;

• indutor de 10 a 40 mH.

3.2 Introdução
O objetivo desta aula é estudar o comportamento de capacitores e indutores acoplados
a circuitos resistivos em tensão constante. Serão realizadas medidas das constantes de
tempo para os circuitos RC (resistor e capacitor em série) e RL (resistor e indutor em série).

3.3 Capacitores
Sabemos que podemos armazenar energia sob a forma de energia potencial de diversas
formas. Podemos armazenar em uma mola estendida, comprimindo um gás ou elevando
um objeto com uma determinada massa. Uma outra maneira de armazenar energia na
forma de energia potencial é através de um campo elétrico, e isso se faz utilizando um
dispositivo chamado capacitor.

3.3 Capacitores 43

O capacitor (ou condensador) é um dispositivo formado por duas placas condutoras,
contendo um material dielétrico entre elas, cuja caracterı́stica principal é o fato que quando
aplicamos uma dada diferença de potencial entre esta placas, há o acúmulo de uma quan-
tidade de cargas elétricas nelas, positivas (+q) em uma e negativas (−q) na outra. A quan-
tidade de carga elétrica acumulada q é proporcional à diferença de potencial aplicada. A
constante de proporcionalidade entre a carga adquirida e a diferença de potencial aplicada
é chamada de capacitância e depende das dimensões do capacitor (como a área das placas
condutoras e a separação entre elas) e da permissividade elétrica do isolante. Podemos
então escrever a equação caracterı́stica do capacitor como:

q = CVC . (3.1)

Essa definição pode ser considerada como uma definição estática ou instantânea, rela-
cionando a voltagem no capacitor em um dado momento e o módulo da carga acumulada
em cada uma de suas placas. Como, em geral, medimos voltagens e correntes, podemos
reescrever a equação acima em função da corrente que passa no circuito do capacitor. Basta
lembrarmos que

dq
i= . (3.2)
dt

Substituindo a equação 3.1 na equação 3.2 temos:

dVC
i=C (3.3)
dt

A equação 3.3 mostra que somente teremos corrente no circuito se houver uma variação
da voltagem no capacitor V. Dito em outros termos, se o capacitor estiver se carregando ou
descarregando teremos corrente circulando. Num circuito elétrico, usamos dois segmen-
tos de reta paralelos, representando duas placas paralelas condutoras, como sı́mbolo do
capacitor (figura 3.1).

C

Figura 3.1: Representação esquemática de um capacitor.

A unidade de capacitância no sistema internacional é o farad, representado pela letra
F. O farad é uma unidade muito grande e por isso os dispositivos disponı́veis comerci-
almente são designados por submúltiplos do farad, como o picofarad (1 pF = 10−12 F),

3.4 Circuitos RC 44

nanofarad (1 nF = 10−9 F), o microfarad (1 µF = 10−6 F) e o milifarad (1 mF =10−3 F).

3.4 Circuitos RC
Como foi mencionado anteriormente, se conectarmos uma bateria aos terminais de um
capacitor, aparecerá uma corrente elétrica no circuito enquanto a diferença de potencial
aplicada ao capacitor estiver variando no tempo, ou seja, enquanto o capacitor estiver se
carregando (equação 3.3). Isso ocorrerá durante o breve intervalo de tempo em que a
bateria estiver sendo conectada. Esse tempo no jargão da eletrônica consiste de um “tran-
siente”. Após o transiente, a voltagem se torna constante e a corrente será nula.

Isso corresponde ao caso ideal. Na prática, um capacitor nunca é utilizado isolada-
mente. Sempre existe um resistor associado em série com ele, mesmo que seja a resistência
interna da bateria ou da fonte de alimentação. Por isso, o capacitor não se carregará “ins-
tantaneamente”, mas levará um certo tempo, que dependerá das caracterı́sticas elétricas
do circuito. Aliás, a utilidade prática do capacitor baseia-se no fato de podermos controlar
o tempo que ele leva para se carregar totalmente e a carga que queremos que ele adquira.
Esse controle é obtido associando-se um resistor em série no circuito do capacitor, como
mostrado na figura 3.2.

A

+ B R

VB C
-

Figura 3.2: Diagrama de um circuito RC.

Se conectarmos a chave na posição “A”, o capacitor se carregará. Pela lei das malhas,
que é equivalente à lei da conservação da energia no circuito, teremos:

VB = VR + VC . (3.4)

Qualitativamente ocorrerá o seguinte: se o capacitor estiver completamente descarre-
gado no instante inicial (o instante em que a chave é virada para a posição “A”), VC = 0 V
e, portanto, VB = VR = R i0 , onde i0 é a corrente no circuito no instante t = 0 s. À medida
que o tempo passa VC vai aumentando, pois o capacitor estará se carregando, e VR conse-
quentemente vai diminuindo (equação 3.4). Isso significa que no instante inicial (t = 0 s),

tendo como solução geral t VC (t) = VC (∞) + [VC (0) − VC (∞)] e− τ .5. Assumindo que a voltagem nas placas do capacitor é nula em t = 0. (3.4 se torna: q dq q dVC VB = Ri + = R + = RC + VC . Usando a lei das malhas. como não existe bateria ligada no circuito.7 mostra que o tempo necessário para o capacitor se carregar dependerá do produto RC. o que ficará claro quando estudarmos circuitos com excitação senoidal. (3.6) onde VC (∞) é a voltagem no capacitor quando o tempo tende a infinito (capacitor comple- tamente carregado). Se nesse momento passarmos a chave para a posição “B”.5) C dt C dt que pode ser integrada.8) A equação 3. (3.9) . pela lei das malhas. a equação 3. obtemos o valor de VR : t VR (t) = VB − VC = VB e− τ . VC (∞) = VB . ao final desse tempo o capacitor estará totalmente carregado e teremos VC = VB . VR + VC = 0. Se a chave ficar ligada na posição “A” por um tempo relativamente longo (o signifi- cado de “relativamente longo” logo ficará claro).3. (3. haverá um refluxo das cargas acumula- das no capacitor. no caso. Nesse caso. a corrente inverterá o sentido e o capacitor se descarregará. Essa defasagem entre voltagem e corrente no capacitor tem um papel fundamental na teoria dos circuitos elétricos. (3.4 Circuitos RC 45 o valor de VC é mı́nimo (VC = 0 V) e o valor de VR é máximo (VR = VB ).7) onde novamente τ = RC . No caso da equação diferencial descrita pela equação 3. Substituindo as expressões para VR e VC por suas equações caracterı́sticas. VC (0) é a voltagem no capacitor no instante t = 0 e τ = RC. A voltagem no capacitor. O produto RC é conhecido como constante de tempo do circuito e inclui todas as resistências presentes no mesmo. variará de VB até zero. ou VR = − VC . VB = 0 V e. encontramos  t  VC (t) = VB 1 − e− τ . mais longo será esse tempo. Quanto maior for esse produto. VR = 0 V e a corrente cessará de passar.

10) e t VR (t) = −VB e− τ . no .13) Isto significa que na descarga τ é o tempo necessário para o capacitor atingir 37% do valor inicial da voltagem (isto é. t1/2 .3. Uma outra maneira de obtermos τ consiste em determinarmos um outro tempo carac- terı́stico.5. (3. fazendo VB = 0 e assumindo que o capacitor está completamente carregado no instante inicial t = 0.13 para a determinação de τ . pois nesse caso podemos definir a origem do tempo (t = 0) e VB é a voltagem que o sistema possui naquele momento. τ é o tempo necessário para que a voltagem em um capacitor. a metade do valor de VB . Por isso. A primeira delas decorre diretamente da sua definição: é o tempo necessário para o argumento da exponencial se tornar “−1”. atinja 63 % do valor final da tensão da fonte que o carrega. tanto na carga como na descarga. seria necessário esperar um tempo muito longo para VC chegar até VB . Caso contrário. 63 VB . 37 VB . não dispomos. No caso presente. Encontramos: t VC (t) = VB e− τ (3. Ele é definido como o tempo necessário para a grandeza medida cair à metade do seu valor inicial. O processo é bastante simplificado na descarga do capacitor. Para a descarga. (3. será o tempo necessário para a voltagem do capa- citor atingir. que ocorre em todos os processos exponenciais.12) ou seja. Por exemplo. (3. teremos algo semelhante: VC (τ ) = VB e−1 = 0. inicialmente descar- regado.11) A constante de tempo que caracteriza o circuito pode ser obtida experimentalmente de algumas maneiras diferentes. em t = 0). chamado de meia-vida do sis- tema. em geral usamos a equação 3. Somente podemos determinar a constante de tempo no processo de carga se o capacitor estiver descarregado para t = 0 s e conhecermos a priori o valor de VB . tempo esse que. e teremos para a carga: VC (τ ) = VB (1 − e−1 ) = VB (1 − 0. 37) = 0.4 Circuitos RC 46 Para o estudo da descarga do capacitor temos que resolver a equação diferencial descrita na equação 3. eventu- almente.

16 é novamente obtida. escolhendo a forma de onda quadrada para simular o chaveamento do circuito. Assim. o patamar superior da onda quadrada (VB = V0 ) irá representar o circuito com a chave na posição “A”.17) 2 τ ou t1/2 = τ ln 2. Isso é possı́vel se utilizarmos um gerador de sinais. com uma frequência muito grande. (3. e vice-versa.15) 2 τ Aplicando-se logaritmos naturais a ambos os lados dessa equação.2.3. da ordem de kilohertz. (3. de acordo com a figura 3. mostrando que tanto na carga como na descarga a constante de tempo pode ser obtida a partir do tempo de meia-vida a partir da equação t1/2 τ= . determinando- se o tempo necessário para o valor inicial da voltagem cair à metade.19) ln 2 Utilizaremos elementos de circuito com valores de capacitância e resistência que levam a tempos de relaxação da ordem de milissegundos. para observarmos a variação da voltagem será necessário chavear o circuito da posição “A” para a posição “B”.14) 2 τ ou 1 t1/2 = exp(− ). Nesse caso. ou seja: VB t1/2 VC (t1/2 ) = = VB exp(− ) (3.4 Circuitos RC 47 processo de carga teremos: VB  t1/2  VC (t1/2 ) = = VB 1 − exp(− ) (3. (3. encontramos: t1/2 = τ ln 2 .18) e a equação 3. (3. . e o patamar inferior (VB = 0 V) irá representar o circuito com a chave na posição “B”.16) A constante de tempo também pode ser obtida no processo de descarga.

3: Representação esquemática de um indutor em circuitos elétricos. . é uma unidade muito grande. Como os indutores são fabricados com fios condutores. No caso de correntes alternadas. A constante de proporcionalidade en- tre Φ(t) e i(t) é chamada de auto-indutância . a voltagem induzida (também chamada de força eletromotriz) somente estará presente no circuito enquanto a corrente elétrica estiver variando. O sinal negativo representa o fato da voltagem induzida gerar um fluxo magnético de forma a se opor à variação do fluxo original. Num circuito elétrico representamos o indutor pelo sı́mbolo mostrado na figura 3.5 Indutores Um indutor é um solenóide ou bobina.20) dt dt Nessa equação VL é a voltagem induzida pela taxa de variação do fluxo Φ(t) = Li(t) no interior do solenóide. em geral os indutores que aparecem nos equipamentos do nosso dia-a-dia são representados por sub-múltiplos do henry: mili-henry (mH) e micro-henry (µH). como veremos mais adiante. aparece uma voltagem induzida nos seus terminais.do indutor. o indutor está sempre atuando como tal. Figura 3.3. em geral com resistência bastante baixa. correspondendo à resistência do fio condutor com o qual ele é fabricado. O uso do indutor em circuitos elétricos está baseado na lei de Faraday-Lenz que diz que quando ocorre uma variação do fluxo magnético Φ através das espiras do solenóide. construı́do por várias voltas (ou espiras) de fio de metal condutor enrolado em uma forma que permite a geração de campos magnéticos axiais. Isto é expresso pela equação caracterı́stica do indutor: dΦ di VL (t) = − = −L . neste caso. a taxa de variação do fluxo está associada à taxa de variação da corrente que passa pelo indutor.20). A unidade de indutância no sistema internacio- nal é o henry (H) que.3.ou simplesmente indutância . (3. Por isso. após esse transiente o efeito da indutância desaparece e ele se comporta apenas como um condutor ôhmico. assim como no caso de capacitores.5 Indutores 48 3. de modo a se opor a essa variação de fluxo. Já no caso de cor- rentes contı́nuas a lei de Faraday atuará apenas durante o transiente correspondente ao tempo que o sistema gasta para entrar em equilı́brio na nova voltagem aplicada. Observe que. Como pode ser verificado a partir da equação caracterı́stica do indutor (equação 3.

(3.5).4. (3.22) dt Esta equação diferencial para a corrente é semelhante à equação diferencial que encon- tramos para a carga q nas placas do capacitor (equação 3. quando ligamos a chave na posição “A”.21) e.23) R .4: Diagrama de um circuito RL. é dada por: VB  t  i(t) = 1 − e− τ .3. Figura 3. Sua solução. Generali- zando. a lei das malhas nos diz que VB = VR + VL (3. e teremos a situação real representada pelo circuito da figura 3.6 Circuitos RL 49 3.6 Circuitos RL No caso real. utilizando as expressões para a queda de voltagem no resistor e no indutor. obtemos que di(t) VB = Ri(t) + L . podemos associar qualquer outro resistor em série com a resistência do indutor. o fato do indutor possuir uma resistência ôhmica. onde R pode ter qualquer valor a partir do valor da resistência interna do indutor. assumindo que para t = 0 a corrente também é igual a zero (i(0) = 0). No caso representado na figura 3.4. faz com que ele possa ser pensado como um indutor ideal (resistência nula) em série com um resistor.

6 Circuitos RL 50 onde L τ= .4 é comutada para a posição “A” e a voltagem da fonte passa de zero volt a VB . Também neste caso. (3. que será a constante de tempo do circuito RL. a voltagem da fonte.29) . (3.27) dt A condição inicial neste caso passa a ser i(0) = VB /R e a solução da equação diferencial descrita na equação 3. VL cai a zero e VR se torna igual a VB .27 será dada por: VB − t i(t) = e τ . todos os resultados obtidos para os capacitores se aplicam também aos indutores. Após um intervalo de tempo muito maior que τ . Se nesse momento. Nesse intervalo de tempo. A equação 3. Em função desses resultados e usando também a lei das malhas obtemos:   − τt VR (t) = VB 1 − e (3.25 e 3. τ é o tempo necessário para o argumento da exponencial chegar a -1. enquanto no indutor ela tem valor próximo de VB . uma nova equação diferencial passa a governar o comportamento do circuito: di(t) 0 = R i(t) + L .4 for comutada para a posição “B”. a corrente atinge 63% do seu valor máximo quando a chave da figura 3.26) As equações 3.28) R Teremos então neste caso: t VR (t) = VB e− τ (3. (3.25) e t VL (t) = VB − VR (t) = VB e− τ . a chave da figura 3.26 nos mostram que para tempos próximos de zero.23 é análoga ao caso do capacitor e. (3.3. a voltagem no resistor é próxima de zero.24) R o que nos mostra que a evolução da corrente no circuito depende do valor da razão L/R. portanto.

com uma frequência muito grande. Isso é possı́vel se utilizarmos um gerador de sinais. esco- lhendo a forma de onda quadrada para simular o chaveamento do circuito. ajuste a onda quadrada para que seu patamar inferior corresponda a 0 V.1 Procedimento I 1) Monte o circuito da figura 3.19). (tempo definido como t = 0 s). enquanto τ é o tempo necessário para VC chegar a 37% desse valor inicial. A voltagem no indutor descrita na equação 3.7 Procedimentos experimentais 3. da ordem de kilohertz.5 a seguir com C = 100 nF e R = 10 kΩ.7.3. Através da função “DC Offset” do gerador de sinais.3 V e + 3 V. Vimos que t1/2 é o tempo necessário para que a voltagem no capacitor durante a des- carga atinja a metade do valor que tinha no inı́cio do processo. 2) Ajuste agora as escalas do osciloscópio de modo a colocar na tela um perı́odo com- pleto da onda quadrada. e meça os valores de t1/2 e τ . e vice-versa.7. como indicado na figura 3.26 tem a mesma expressão que a voltagem no capacitor quando o mesmo está descarregando (equação 3. Com os cursores de amplitude . uma linearização e uma regressão linear. 3. observando o intervalo de tempo que leva para a voltagem no resistor atingir 63% do valor máximo ou a voltagem no indutor cair a 37% de seu valor inicial. Ajuste no gerador de sinais uma onda quadrada de frequência f = 200 Hz e tensão pico-a-pico Vpp = 6 V. da ordem de milissegundos. utilizaremos elementos de circuito com valores de in- dutância e resistência que levam a tempos de relaxação muito pequenos. Você pode fazer estas medidas usando os cursores do osciloscópio.6 na tela do osciloscópio. (3. que oscila entre . Assim.7 Procedimentos experimentais 51 e t VL (t) = −VB e− τ . para observarmos a variação da voltagem será necessário chavear o circuito da posição “A” para a posição “B”. Você deverá obter uma imagem semelhante à da figura 3. Você consegue isto somando um sinal constante de 3 V à onda quadrada inicial. Assim.30) Como no caso do circuito RC. c) utilizando medidas de VL em função de t. podemos determinar τ : a) diretamente a partir da tela do osciloscópio.13). b) medindo diretamente o tempo de meia-vida t1/2 e utilizando sua relação com τ (equação 3. A determinação dos tempos caracterı́sticos de um circuito RL pode ser feita de ma- neira análoga à de um circuito RC.

7.5: Montagem de um circuito RC simples usando um gerador de sinais e um osciloscópio. 3) Compare os valores que obteve para a constante de tempo τ .7 Procedimentos experimentais 52 Figura 3.6: Imagem semelhante à que você deve obter na tela do osciloscópio. Para isso devemos ligar o canal 1 (CH1) do osciloscópio no ponto “A” e o canal 2 (CH2) no ponto “B” do circuito. meça o tempo transcorrido entre o inı́cio da queda desta voltagem e o momento em que ela atinge 50% de seu valor máximo para obter t1/2 . . com os cursores de tempo. meça a voltagem máxima no capacitor.3. Note que você deverá medir um tempo relativo a partir do inı́cio da descarga conforme indicado na figura 3. ambas em relação ao terra. Figura 3. e o tempo transcorrido entre o inı́cio da queda da voltagem no capacitor e o momento em que a voltagem atinge 37 % de seu valor máximo para obter τ . Essa montagem permite a medida da voltagem na fonte (VG ) e no capacitor (VC ).19). através da medida direta de seu valor e através da medida de t1/2 (3. Em seguida. em relação aos 0 V definidos na onda quadrada.

na descarga do capacitor. Nesta configuração medimos no canal 2 do osciloscópio a voltagem VR no resistor. Use os mesmos valores de C = 100 nF e R = 10 kΩ. variando entre 0 V e + 6 V.7.7: Voltagem no capacitor mostrando. 2) Para obtermos uma curva de VR em função de t com boa resolução devemos fazê- .9 na tela do osciloscópio. ele corresponde ao circuito da figura 3. como medir a constante de tempo τ e o tempo de meia-vida t1/2 . Figura 3. Essa montagem permite a medida da voltagem no resistor em relação ao terra (VR ).37 V Figura 3. Com isto podemos fazer medidas simultâneas da tensão no gerador e no resistor. mas com frequência f = 100 Hz.7 Procedimentos experimentais 53 t1/2 V  0.5 com as posições do capacitor e do resistor trocadas. Ajuste no gerador de sinais uma onda quadrada semelhante à do procedimento anterior. Com o auxı́lio de um multı́metro meça os valores de R e C.5 V 0.3.8.8: Montagem de um circuito RC simples usando um gerador de sinais e um osciloscópio. Para isso devemos ligar o canal 1 (CH1) do osciloscópio no ponto “A” e o canal 2 (CH2) no ponto “B” do circuito.2 Procedimento II 1) Monte o circuito da figura 3. Você deverá obter uma imagem semelhante à da figura 3. 3.

Deverá aparecer na tela do osciloscópio uma figura semelhante à figura 3. Para tanto você deve efetuar os seguintes passos: a) desloque a posição horizontal do sinal de voltagem para que o decaimento comece na linha vertical mais à esquerda da tela. e diminua a escala do canal 2 para o menor valor em que ainda seja possı́vel ver o máximo da curva. 3) A partir da curva ajustada no canal 2 do osciloscópio.9: Imagem semelhante à que você deve obter na tela do osciloscópio. b) ajuste o nı́vel “zero” da voltagem VR de forma que ele coincida com a linha inferior da tela.7 Procedimentos experimentais 54 Figura 3.10: Maximização na tela do osciloscópio da voltagem VR na carga do capacitor.3. usando os cursores ou fazendo leitura direta na tela (método das gratı́culas).10. Para isso devemos ajustar os controles do osciloscópio e do gerador de sinais para que apareça na tela apenas o intervalo de tempo correspondente à carga do capacitor. la ocupar a maior região possı́vel da tela do osciloscópio. Figura 3. Se for necessário ajuste um pouco a frequência do gerador. escolha seis pares de valores de t e VR . é possı́vel que você tenha que utilizar a opção “Ganho variável: fino”. Anote .

3 Procedimento III Além dos parâmetros do sinal de saı́da. desejamos que o tempo de aplicação da tensão (isto é. Utilize o valor esperado para τ para calcular a frequência da onda quadrada. enquanto a parte imaginária representa o efeito de componentes capacitivas e indutivas. com valor de 50 Ω. comparando com o valor esperado. Vamos agora utilizar um circuito RC para medir a resistência interna do gerador.7 Procedimentos experimentais 55 os valores medidos com suas respectivas incertezas. Monte um circuito RC com um resistor com R = 56 Ω e um capacitor com C = 1 µF . 1) Monte o circuito da figura 3. Para fazer a medida de τ . Por estas razões a impedância interna corresponde a uma resistência interna. Ajuste no gerador de sinais uma forma de onda quadrada de frequência f = 5 kHz e com tensão pico-a-pico Vpp = 6 V. através da medida de τ . com a parte real correspondendo a uma componente resistiva. 3. utilizando o mesmo método do Procedimento I. Calcule qual o valor de τ esperado para este circuito.7. 3. Utilize um dos métodos descritos acima (no procedimento I ou II) para medir τ e a partir deste valor calcule o valor de RG .4 Procedimento IV Vamos estudar um circuito RL e obter experimentalmente o valor de sua constante de tempo τ . . marcando os pontos medidos e traçando à mão livre a curva que melhor se ajusta aos pontos experimentais. Seu significado ficará claro na segunda parte do curso. Anote também as escalas de tempo e voltagem utilizadas. o gerador de funcões pode ser representado como um gerador “ideal” em série com uma resistência RG de 50 Ω. Alimente agora o circuito com uma onda quadrada com amplitude de 4 V (oscilando entre Vmin = 0 V e Vmax = 8 V) e com a frequência calculada acima. A partir da curva traçada no retı́culo milimetrado. Os geradores de função (como este que utilizamos no curso) normalmente têm uma impedância interna real e independente da frequência.11 utilizando um resistor R = 1 kΩ e um indutor de L = 23.3. T /2) seja aproximadamente igual a 3 vezes o valor de τ . variando entre Vmin = 0 V e Vmax = 6 V. 2 mH. Faça um gráfico de VR versus t no retı́culo milimetrado disponı́vel na folha de seu re- latório. mas por en- quanto basta dizermos que trata-se de uma grandeza complexa cujo valor pode variar com a frequência do sinal produzido.7. lembrando que RG = 50 Ω. obtenha o valor de τ . toda fonte de alimentação (como a fonte de tensão DC ou o gerador de funções) é também caracterizada por uma grandeza chamada im- pedância interna.

10.7 Procedimentos experimentais 56 Figura 3. a partir de um gráfico desta função. ajuste nova- mente o osciloscópio para apresentar na tela uma imagem semelhante à que é mostrada na figura 3. VL . gratı́cula ou cursor. 2) Faça a medida de t1/2 e τ para o circuito RL montado usando o método descrito no Procedimento I acima. vamos linearizar a equação 3. com suas respectivas incertezas. VL . através da medida do tempo necessário para a tensão no indutor. e considere que o indutor possui uma incerteza de 10 % no valor nominal de sua indutância. para medir sete pares de valores de t e VL .7.19.5 Procedimento V 1) Utilizando o mesmo circuito utilizado para o Procedimento IV. obter o valor da constante de tempo τ através de um ajuste. será visualizado no canal 2. fazer uma mudança de variáveis que . Anote também os valores das escalas de tempo e voltagem utilizadas nas medidas. respectivamente. VB . 3) Os pontos obtidos correspondem à função 3. Compare com o valor obtido através da medida direta da constante de tempo. 2) Utilize um dos métodos de medida. calcule o valor de τ com sua incerteza. Meça o valor de R usando um multı́metro. Observe que o sinal da fonte de tensão. ou seja. figura 3. será visualizado no canal 1 do osciloscópio e o sinal da tensão no indutor. Anote os valores obtidos em uma tabela. isto é.3. Para facilitar este trabalho. Anote os valores obtidos com suas incertezas.11: Montagem a ser realizada para medidas da constante de tempo do circuito RL. cair à metade e a 37% de seu valor inicial. 3. 3) A partir do valor medido de t1/2 e usando a expressão 3.26.26. Queremos.11.

24. .31) τ 4) Faça o gráfico de ln(VL /Volt) versus t e obtenha o valor de τ fazendo um ajuste linear.3. com a seguinte forma: t ln(VL ) = ln(VB ) − . dado pela equação 3. (3. Os valores de VL são divididos por 1 volt para que o argumento do logaritmo seja uma grandeza adimensional. 5) Compare o valor medido da constante de tempo com seu valor nominal.7 Procedimentos experimentais 57 irá torná-la uma equação linear.

1 Material • Gerador de funções. Circuitos RLC alimentados com onda quadrada 4 4. a fonte é desconectada. uma voltagem VB é aplicada ao circuito e quando a chave vai para a posição “B”. 4. as . • multı́metro. como o mostrado na figura 4. • capacitor de 10 nF.1 a seguir. • indutor de 10 a 50 mH. • resistores de 100 Ω. A voltagem no capacitor (inicialmente descarregado) é zero e vai aumentando à medida que o tempo passa. um capaci- tor e um indutor em série em um circuito. • osciloscópio. • potenciômetro. A taxa com que a voltagem (ou a corrente) varia em cada circuito depende de sua constante de tempo caracterı́stica. O que vamos estudar agora é o que se passa quando colocamos um resistor.2 Introdução No capı́tulo anterior estudamos o comportamento da voltagem em circuitos RC e RL quando alimentados por uma voltagem constante que muda subitamente de valor. enquanto que a voltagem no indutor começa com o valor máximo e vai caindo à medida que o tempo passa. No instante que viramos a chave para a posição “A”. Neste caso. Vimos que o capacitor e o indutor possuem comportamentos opostos quando um transiente posi- tivo de tensão é aplicado.

ou seja: q p (t) = CVB . (4.2 é: d2 q dq q L 2 + R + = 0. (4. que ao ser substituı́da na equação 4.1) dt C Substituindo i = dq/dt na equação 4. cargas se movem usando a energia que foi armazenada no indutor e no capacitor.2 é q p = aVB . pela lei das malhas temos que: di q VB = L + Ri + .2 Introdução 59 Figura 4. (4.2) dt dt C Como se trata de uma equação diferencial não-homogênea. encontramos: d2 q dq q L 2 + R + = VB . Quando a chave é colocada na posição “A”. quando a fonte estava ligada.3) A solução particular da equação 4.1: Circuito RLC.4) A equação homogênea associada à equação diferencial 4.5) dt dt C . (4. com uma solução particular qp (t) da equação completa: q(t) = q h (t) + q p (t) . (4. sua solução geral será a soma da solução geral qh (t) da equação homogênea associada.4.1.2 leva a a = C.

11) LC O parâmetro α é chamado de constante de amortecimento (seu significado se tornará óbvio nas páginas seguintes). (4.6) onde b e r são constantes.9) onde definimos os parâmetros R α≡ (4. As funções que satisfazem a essas condições são a função exponencial e as funções seno e cosseno.10) 2L e 1 ω0 ≡ √ . (4.7) dt e d2 q h = r2 q h (t) . Como podemos representar as funções seno e cosseno por exponenciais complexas. enquanto ω0 é chamado de frequência natural (ou frequência de ressonância) do circuito RLC (sua relevância será compreendida quando estudarmos circuitos RLC alimentados com tensões senoidais).2 Introdução 60 Para encontrarmos a solução desta equação diferencial. observemos que ela envolve funções cujas derivadas primeira e segunda são proporcionais a elas mesmas.8) dt2 Assim. (4.5 seja satisfeita devemos ter r2 + 2αr + ω02 = 0.4. para que a equação diferencial descrita na equação 4. . vamos supor uma solução geral do tipo: q h (t) = b ert . (4. de forma que: dq h = r q h (t) (4.

encontramos para r os seguintes valores: q r1 = −α − α2 − ω02 (4.1).14 e substituindo as condições iniciais. Para t → ∞.2 Introdução 61 Resolvendo a equação 4.16) Como a voltagem VC no capacitor é proporcional à carga (equação 4.12) e q r2 = −α + α2 − ω02 . Na equação 4. a solução pode ser escrita como: q(t) = CVB [1 − e−αt cos(ω 0 t)]. Tomando a parte real da equação 4. dependendo dos valores de α e ω0 : • regime super-crı́tico: neste caso α > ω0 e a solução corresponde à soma de duas exponenciais que decaem com o tempo.4. podemos escre- . (4. r1 = r2 e a solução corresponde à soma de uma exponencial que decai com o tempo com uma função linear em t. As constantes c1 e c2 são determinadas a partir das condições iniciais do problema.9. portanto. por exemplo.2 como: 0 0 q(t) = CVB + e−αt (c1 ejω t + c2 e−jω t ). (4. portanto. (4. q(0) = 0 e i(0) = 0. podemos associá-lo à carga máxima que o capacitor pode acumular.13) Temos. e a solução corresponde a oscilações amortecidas. podemos escrever q = CVB .14) √ com j = −1 e q 0 ω = ω02 − α2 . Para o caso sub-crı́tico podemos escrever a solução geral da equação 4. as raı́zes r1 e r2 são complexas. • regime sub-crı́tico: neste caso α < ω0 . (4.15) Apenas no regime sub-crı́tico oscilações são observadas no sistema. três regimes diferentes de operação.14 o termo CVB corresponde ao valor da carga para um tempo muito grande e. • regime crı́tico: neste caso α = ω0 .

gera uma onda quadrada com amplitude variando de − V0 a + V0 . a voltagem (em módulo) terá caı́do a 0. Durante um certo tempo a carga do capacitor mostra um comportamento oscilante que decai ex- ponencialmente. Esta figura mostra um aspecto muito interessante. carregando novamente o capacitor e dissipando parte dessa energia através do resistor.15 seja modificada para: q(t) = CV0 [1 − 2e−αt cos(ω 0 t)] (4.37 de seu valor inicial ∆V . para observarmos as oscilações no regime sub- crı́tico devemos usar um gerador de sinais. o indutor descarrega a energia armazenada no ciclo anterior.4. (4.14 e 4. que é a carga que o capacitor terá após cessado o efeito do transiente. modulada por uma função exponencial decrescente. Isto faz com que a solução descrita pelas equações 4. cuja frequência f 0 = ω 0 /2π tem um valor próximo do valor da frequência de ressonância. A determinação experimental de α pode ser feita usando-se os mesmos métodos em- pregados para a determinação dos tempos de decaimento de circuitos RC e RL: quando t = 1/α.2 Introdução 62 ver também: VC (t) = VB [1 − e−αt cos(ω 0 t)]. parte de sua energia é transferida para o indutor e parte é dissipada pelo resistor. Per- cebemos por essa figura que a voltagem oscilante corresponde aos máximos e mı́nimos das oscilações em torno da voltagem do gerador de sinais. Depois que o capacitor é completamente descarregado.17) A equação 4. como assumimos em toda a discussão do problema. à medida que o capacitor se descarrega. que é amortecida pelo resistor. (4. que ao invés de gerar uma voltagem no circuito variando de V = 0 a V = VB . temos uma transferência periódica de energia entre o capacitor e o indutor. próprio de circuitos RLC operando em regime sub-crı́tico. como assumimos na discussão anterior. com o capacitor carregado com o valor máximo de carga. .18) e VC (t) = V0 [1 − 2e−αt cos(ω 0 t)].2 mostramos uma imagem aproximada do que deve ser visto na tela do osciloscópio quando utilizamos uma onda quadrada alimentando um circuito RLC. que tende a zero. Após esse tempo. Uma parte é oscilante. Dessa forma. Por isso α é chamado de constante de amortecimento.16 nos mostra que a carga no capacitor é composta de duas partes. A nova condição inicial para a carga do capacitor quando o circuito é chaveado para a posição “B” passa a ser q(0) = − CV0 e não “zero”. o circuito sai do regime transitório e entra no regime permanente.19) Na figura 4. chamada de transiente. Como no caso dos circuitos RC e RL. A outra parte é fixa. O efeito dessa mudança altera a condição inicial do problema.

(4. nos pontos de máximo ou mı́nimo da função “cosseno”. podemos escrever: |VC (tn )| = ∆V e−αtn .). (4. Assim. 1. ou seja: T0 tn = n (n = 0. . C indicados na mesma.22) ω0 Note que T 0 é o perı́odo das oscilações da voltagem no capacitor.21) 2 com 2π T0 = . A parcela da carga total que oscila no tempo.23) com ∆V = 2V0 . . 2. .2 Introdução 63 Figura 4. (4. A figura 4.4. Um outro parâmetro também é utilizado para caracterizar o comportamento do circuito . para os instan- tes de tempo tn . (4.20) onde q0 = 2CV0 e os instantes de tempo tn são aqueles que fazem cos(ω 0 tn ) = ±1. 3. L.3 mostra a representação dos instantes de tempo tn . é dada em módulo por: q oscilante (t) = q0 e−αt .2: Figura aproximada que deve ser obtida na tela do osciloscópio para um circuito RLC operando em regime sub-crı́tico com os valores de R.

menor a perda fracionária de energia por ciclo. Note que ω’ é sempre menor que a frequência ω0 . Para o circuito RLC em série pode ser mostrado que: L Q = ω0 (4. 1 Qα = ω0 (4. As oscilações são amortecidas exponencialmente com a constante de tempo τ ≡ 1/α.3: Representação esquemática de tn .2 Introdução 64 Figura 4.26) 2α e portanto ω’ também pode ser definido em função deste fator: r 1 q 0 ω = ω02 − α2 = ω0 1 − .24) Energia dissipada por ciclo Quanto maior o fator Q. Conhecido como fator Q ou fator de mérito. Este fator é definido como sendo: Energia armazenada Q = 2π .4. e não há . RLC.27) 4Q2 Se o fator de mérito Q > 1/2 (regime sub-crı́tico) então o circuito oscila com a frequência natural de oscilação ω’. escrevendo de outra forma.25) R ou. Se o fator de mérito Q < 1/2 (regime super-crı́tico) então ω’ é imaginário. (4. (4.

É interessante notar que no caso de amortecimento sub-crı́tico. Podemos então escrever que QN = N × π. (4. Figura 4.2 Introdução 65 oscilações. No caso de amortecimento sub-crı́tico a voltagem no capacitor oscila.28) onde N é o número de oscilações contadas dentro do intervalo de tempo τ . 3). 5) e super-crı́tico (direita Q = 0. Se Q = 1/2 temos o caso do amortecimento crı́tico e ω’ é nulo. Para amortecimento crı́tico o capacitor se carrega em tempo mı́nimo sem exceder a voltagem de entrada em nenhum instante. A voltagem no indutor é sempre descontı́nua em t = 0. Este fato é muitas vezes utilizado para estimar rapidamente o Q do circuito. pp é a voltagem pico a pico da onda quadrada. super-crı́tico e crı́tico).4: Transientes no circuito RLC em série para os casos de amortecimento sub-crı́tico (es- querda). amortecimento crı́tico (direita. .4 mostra as voltagens sobre o resistor. o número de oscilações dentro de uma constante de tempo τ é Q/π.4. capacitor e indutor nos três regimes (sub-crı́tico. Esta é uma caracterı́stica de todo circuito excitado por uma função degrau. excedendo a vol- tagem da fonte. Q = 0. A figura 4. pelo menos uma das voltagens da soma deve ser descontı́nua. Como a soma das voltagens sobre todos os elementos do circuito em série deve ser igual à voltagem da fonte.

4. Meça os valores de R e C usando um multı́metro e anote o valor nominal de L para a bobina utilizada. Ajuste no gerador de funções uma onda quadrada com amplitude de V0 = 4 V e frequência aproximada f = 500 Hz.5: Circuito RLC a ser montado para o Procedimento I. Indique as escalas utilizadas.2).3 Procedimentos experimentais 66 4. um capacitor de C = 10 nF e um indutor de L = 23. Compare com o valor nominal. Coloque o patamar superior da onda quadrada do canal 1 no meio da tela e aumente a sua duração de modo a obter apenas o primeiro semi-ciclo da onda quadrada. Você deve ser capaz de visualizar na tela do osciloscópio o circuito operando no modo sub-crı́tico. Monte o circuito da figura 4. 3. 2. 4. Preencha a tabela 1 com os valores de |VC (tn )| e tn . . Figura 4. Ajuste as escalas de tempo e tensão do osciloscópio de modo a maximizar a imagem de meio perı́odo da onda quadrada na tela.1 Procedimento I: constante de tempo e frequência de oscilação do circuito RLC 1. Meça o perı́odo T’ das oscilações da voltagem no capacitor.5 com um resistor de R = 100 Ω.2 mH.3. com ao menos 5 ciclos de oscilações da voltagem no capacitor (semelhante à figura 4.3 Procedimentos experimentais 4.

• número de oscilações N dentro de um intervalor τ = 1/α e o fator de mérito Q (equações 4.23.3 Procedimentos experimentais 67 Figura 4.26). 4.6: Circuito RLC com um potenciômetro a ser montado no Procedimento II. por conseguinte.4. Tabela 1 tn ± σtn |VC (tn )| ± σ|VC (tn )| (V) ln(|VC (tn )| /1V ) σln(|VC (tn )|) 5. O potenciômetro é um elemento de cir- cuito com resistência variável. Varie a resistência do potenciômetro de modo a identificar o valor crı́tico de re- sistência para o qual o circuito passa do regime sub-crı́tico ao regime super-crı́tico. Determine a partir das medidas tabeladas os valores dos parâmetros: • α e ∆V da equação 4.24. Meça R crı́tica usando um multı́metro.6. 2.25 e 4.2 Procedimento II: transição do regime sub-crı́tico para o regime super- crı́tico. 1. No circuito montado para o Procedimento I.3. como mostrado na figura 4. 4. a potência fornecida a determinado circuito elétrico. . Ele é muito utilizado em situações que se deseja variar a corrente e. substitua o resistor por um potenciômetro (R pot = 5 kΩ).

Expli- que porque isto não ocorre. O amortecimento persiste? Neste caso não deveria haver amortecimento e o circuito deveria ser um oscilador hamônico simples. Descreva o que acon- tece com a voltagem no capacitor. Ajuste o potenciômetro de modo que ele tenha resistência nula.4. .3 Procedimentos experimentais 68 3.

voltagens que variam no tempo descre- vendo uma função seno. Essas observações só foram possı́veis graças ao uso do osciloscópio. faremos uma breve introdução a respeito dos sinais senoidais. • osciloscópio.54. estudaremos o comportamento de resistores. • resistor de 1 kΩ.1 Material • Gerador de funções. • multı́metro. Estudaremos como a amplitude da tensão sobre cada um dos ele- mentos varia com a frequência do sinal de excitação. A partir desta aula. capacitores e indutores quando submetidos a voltagens senoidais. 5. Introduziremos o con- ceito de impedância para compreendermos os comportamentos observados. ou seja. com valores da ordem de milissegundos. Mostraremos também as condições em que ocorrem diferenças de fase entre a corrente e a voltagem. Inicialmente. capacitores e indutores quando excitados por uma tensão que oscila bruscamente entre 2 valores. caracterizados por constantes de tempo curtas. . • indutores de 9. Observamos comportamentos transientes. Circuitos resistivos alimentados com onda senoidal 5 5.2 Introdução Nas aulas anteriores estudamos o comportamento de circuitos compostos de resisto- res. 23.2 e 50 mH.

é o valor máximo da voltagem gerada. A partir dessa definição.5. ou seja.2 Introdução 70 5. e seu valor é sempre positivo.1) onde V0 é o que chamamos de amplitude da forma de onda. sinais senoidais são voltagens que variam no tempo descrevendo uma função do tipo senóide. Esta é uma constante arbitrária que é utilizada para determinar o valor . V0 é o valor da voltagem quando a função seno é igual à unidade. e θ é denominado de constante de fase.1 Sinais senoidais Quando estamos lidando com circuitos elétricos. (5.3) onde f é a frequência linear (ou simplesmente frequência) da senóide.2. Alternativamente. (5. Por- tanto um sinal senoidal oscilará entre os valores extremos − V0 e + V0 e a diferença entre esses valores é o que chamamos de “valor pico-a-pico” da voltagem. obtemos a relação entre frequência e perı́odo: 1 f= .4) T O argumento da função seno (ωt+θ) é chamado de fase da senóide. Como o perı́odo T da onda repre- senta o tempo necessário para a realização de uma oscilação completa. A figura 5. normalmente repre- sentado por VPP . A amplitude também é chamada de “valor de pico” da função.1 ilustra essas definições. (5. representando o número de oscilações realizadas por unidade de tempo. (5. Quando a função seno atinge o valor −1.2) Para determinarmos a amplitude de um sinal senoidal utilizando um osciloscópio. Esses sinais podem ser produzidos por um gerador de ondas (como aquele utilizado nos experimentos anteriores) e são repre- sentados em sua forma mais geral por uma função do tipo VG (t) = V0 sen(ωt + θ). fica óbvio que VPP = 2 V0 . a voltagem tem seu valor mı́nimo − V0 . O sı́mbolo ω representa a frequência angular da senóide e é definida por ω = 2 πf. pode-se simplesmente medir a diferença (também em módulo) entre os valores máximo e mı́nimo da função (que vem a ser a tensão pico-a-pico) e dividir o valor por dois. é preciso medir a diferença (em módulo) entre o máximo valor que a voltagem assume e o “zero” da função (o “zero” do canal ao qual o sinal está conectado).

2 Introdução 71   Figura 5. esta será nossa função de referência. Dizemos então que a fase de V2 (t) está adiantada.1 vê-se imediatamente que V (t = 0) = V0 sen θ). o sinal representado por V02 sen(ωt+θ) possui uma diferença de fase θ. sejam V1 (t) e V2 (t) duas voltagens que variam senoidalmente em função do tempo com a mesma frequência.5. A tı́tulo de exemplo.1: Figura que mostra os parâmetros que definem uma forma de onda senoidal. Em nossos procedimentos experimentais definiremos a função que representa o sinal produzido pelo gerador como aquela representada pela linha sólida da Figura 5. que assume o va- lor zero em t = 0. Quando VG (t) passa pela linha de zero volt com derivada positiva (isto é. temos V0 = 5 V.1. crescendo) V2 (t) tem um valor positivo e V1 (t) tem um valor negativo. Nesse caso a constante de fase θ serve essencialmente para determinar a diferença de tempo que uma senóide leva para chegar à mesma fase de outra senóide tomada como referência. da função em t = 0 (a partir da equação 5. (o que significa que VPP = 10 V) e T = 1 ms (o que equivale a dizer que f = 1 kHz). Isso significa que para esse sinal escolhemos arbitrariamente θ = 0 na equação 5. Se elas atingem seus respectivos valo- res máximos em instantes de tempo diferentes é porque existe uma diferença de fase entre elas. Essas três funções podem ser representadas pelas seguintes .2 a linha contı́nua representa a voltagem de referência. Na prática o valor da constante de fase só é relevante se estivermos comparando duas (ou mais) funções senoidais. uma apresentando uma defasagem de + π/4 radianos (ou + 45◦ ) e a outra apresentando uma defasagem de − π/4 radianos (ou − 45◦ ) Na figura 5. enquanto a fase de V1 (t) está atrasada (ambas em relação ao sinal de referência). A figura 5. Note que θ = 0.2 mostra duas funções defasadas em relação a um sinal VG (t) tomado como referência.2. Portanto se representamos o sinal de referência como V01 sen(ωt). No exem- plo apresentado.

2 Introdução 72   Figura 5. e também as mais simples de serem tratadas matematicamente.2: Voltagens que possuem a mesma amplitude e frequência. (5. Tomando o sinal representado pela linha contı́nua como referência.7) com V0 = 5 V e T = 1 ms. mas com diferenças de fase entre si.6) V2 (t) = V0 sen(ωt + π/4). incluindo circuitos elétricos lineares.5. Por isso são as formas de onda mais comu- mente encontradas: a voltagem presente nas tomadas das residências é senoidal. e por isso chamada de “corrente alternada”.5) V1 (t) = V0 sen(ωt − π/4). expressões: VG (t) = V0 sen(ωt). A eletricidade produzida por geradores em usinas hidrelétricas é resultado de voltagens induzidas pela rotação de turbinas. voltagens essas descritas por funções senoidais. (5. (5. Voltagens do tipo senoidal são as mais simples de serem produzidas. . a linha pontilhada (V1 ) representa um sinal com uma defasagem de −π/4 radianos. enquanto o sinal representado pela linha tracejada (V2 ) possui uma defasagem de +π/4 radianos. Uma das grandes vantagens da utilização de senos (ou cossenos) para representar sinais elétricos vem do fato que essa classe de funções são soluções de equações diferenciais que descrevem muitos fenômenos encontrados na natureza.

5. Além disso. para um sinal com amplitude V0 = 5 V e perı́odo T = 1 ms. (5. 5. podemos notar que não há nenhuma diferença de fase entre a voltagem e a corrente. uma vez que se conheça suas limitações. o sinal passa por um dis- positivo chamado “retificador de onda completa”. que é definido como a raiz quadrada do valor médio do quadrado de V (t):  Z T  21 1 V0 Vef = [V0 sen(ωt)]2 dt =√ . e que oscila com a mesma frequência da tensão aplicada.2 Resistores em corrente alternada Circuitos lineares. quando utilizamos a opção “V a.9) R R onde definimos i0 ≡ V0 /R. Pela Lei de Ohm a corrente no resistor será dada por: VG (t) V0 i(t) = = sen(ωt) = i0 sen(ωt).2.9 mostra alguns fatos interessantes: a corrente que atravessa o resistor também é uma sinal senoidal. Esse é o valor eficaz. são aqueles nos quais as voltagens e cor- rentes se relacionam de forma linear. Entretanto voltı́metros (ou multı́metros digitais) também podem ser utilizados.3 mostra os gráficos para corrente e voltagem em função do tempo. Isso foi verificado nos ex- perimentos anteriores.8) T 0 2 Por exemplo. é o caso de resistores. Portanto suas medidas só são confiáveis para sinais com frequências próximas deste valor.” de um voltı́metro. e são geralmente calibrados para a frequência de 60 Hz (frequência da rede elétrica). Essas são caracterı́sticas de circuitos lineares. como o próprio nome indica. para os quais a Lei de Ohm (estudada na primeira aula) mostra que a tensão aplicada é proporcional à corrente. que transfoma a função V0 sen(ωt) em V0 |sen(ωt)|. Note que a partir da definição de i0 . para resistores submetidos a tensões constantes. Consi- dere um resistor com uma resistência R = 1 kΩ submetido a uma tensão VG (t) = V0 sen(ωt).2 Introdução 73 O instrumento ideal para a observação e medida de sinais elétricos alternados é o osci- loscópio.c. o valor da voltagem na rede elétrica doméstica é 127 V. que só assume valores positivos. Multı́metros sempre medem valores eficazes de tensão. A figura 5. Como um sinal alternado possui um valor médio nulo. Nesse caso o valor medido para a volta- gem é chamado de valor eficaz. mas a Lei de Ohm também vale para os casos em que os resistores estão sujeitos a tensões alternadas. (5. 6 V. com a constante de proporcionalidade sendo chamada de resistência. podemos calcular a resistência em termos das am- . o quê significa que a amplitude da tensão na rede é V0 = 179. A equação 5.

5. plitudes de tensão e corrente: V0 R= . Conecte também o multı́metro digital de bancada ao gerador para medir sua voltagem.3: Voltagem (linha sólida) e corrente (linha tracejada) para um resistor de R = 1 kΩ sub- metido a uma tensão alternada com 5 V de amplitude e 1 kHz de frequência. Selecione uma frequência próxima de 60 Hz e faça as seguintes medidas com o sinal produzido: . (5.3.5.10 mostra que a amplitude de corrente não depende da frequência do si- nal aplicado.3 Procedimentos experimentais 5. este é um resultado extremamente importante. de acordo com a figura 5.3 Procedimentos experimentais 74   Figura 5.1 Procedimento I: uso do multı́metro e do osciloscópio para medidas de tensão alternada Selecione a forma de onda senoidal com amplitude de 4 V no gerador de sinais e conecte sua saı́da ao canal 1 do osciloscópio. pois nos permite determinar a amplitude de corrente num circuito simplesmente medindo a amplitude de tensão no resistor e dividindo este valor pela resistência.10) i0 A equação 5.4.

5.3 Procedimentos experimentais 75

 
Figura 5.4: Circuito a ser utilizado no Procedimento I.

1. meça a frequência do sinal senoidal com o osciloscópio (lembre-se que isso pode ser
feito de 2 maneiras: usando o sistema de gratı́culas para medir o perı́odo e utili-
zar a equação 5.4 ou então utilizar o menu “Medidas”); lembre-se também que a
frequência mostrada pelo gerador de funções representa apenas uma indicação de
frequência;

2. meça a amplitude do sinal senoidal com o osciloscópio (seja utilizando o sistema de
gratı́culas ou o menu “Medidas”);

3. meça a voltagem com o multı́metro (selecione a opção “Voltagem AC”);

Repita agora essas medidas para uma frequência de 3 kHz, apresente seus resultados
na Tabela 1 e comente os resultados obtidos. Ao mudar a frequência, verifique pelo osci-
loscópio se a amplitude do sinal do gerador continua igual a 4 V e, caso ela tenha mudado,
corrija para o valor inicial.

Tabela 1
f ± σf V0 ± σV0 (V) V ± σV (V)

5.3.2 Procedimento II: circuitos resistivos com tensão senoidal

Neste procedimento estamos interessados em verificar que a Lei de Ohm de fato se aplica
a um resistor quando submetido a voltagens e correntes senoidais. A idéia é realizar com
o osciloscópio medidas simultâneas das amplitudes de tensão e corrente e verificar grafi-
camente se existe uma relação linear entre V0 e i0 , como previsto pela equação 5.10. Caso
essa relação seja observada, será possı́vel obter o valor da resistência e comparar com outra
medida (como aquela obtida utilizando um multı́metro digital, por exemplo).

5.3 Procedimentos experimentais 76

 
Figura 5.5: Circuito a ser utilizado no Procedimento II.

Lembre-se que o osciloscópio mede voltagens, portanto para medir a amplitude de cor-
rente utilizamos um expediente muito comum, que é inserir um segundo resistor em série,
medir a amplitude de tensão sobre ele e calcular a corrente como i(t) = V (t)/R.

1. Monte o circuito da figura 5.5, usando os resistores R1 = 1 kΩ e R2 = 100 Ω. R1
é o resistor para o qual desejamos verificar a Lei de Ohm enquanto R2 é utilizado
para calcular a amplitude de corrente. Meça os valores das duas resistências com o
multı́metro, e anote seus valores com as respectivas incertezas.

2. Selecione um sinal senoidal no gerador de funções, com uma frequência próxima de
500 Hz. Você deve observar uma figura semelhante à figura 5.3. Com o osciloscópio
meça a frequência do sinal do gerador, com sua incerteza. O sinal da corrente possui
frequência igual ou diferente? Há diferença de fase entre esses dois sinais?

3. Ajuste a amplitude da tensão no gerador de modo que a amplitude de tensão sobre
o resistor R2 (medida no canal 2) seja V0R2 = 0, 30 V e com esse valor calcule a
amplitude de corrente como i0 = V0R2 /R2 . Note que o sinal medido no canal 1 é
a tensão do gerador (com amplitude V0G , medida no canal 1) e para construirmos o
gráfico desejado precisamos da amplitude de tensão sobre o resistor R1 , que pode ser
calculada simplesmente como a diferença

V0R1 = V0G − V0R2 . (5.11)

4. Repita agora a medida para outros cinco valores de V0R2 , sempre ajustando a ampli-
tude de voltagem no gerador para que a amplitude V0R2 aumente em intervalos de
0,10 V. Complete a Tabela 2 com esses dados.

5. Faça um gráfico de V0R1 versus i0 e comente sobre o comportamento observado. Ob-
tenha o valor de R1 a partir desse gráfico e compare com o valor obtido na medida
direta com o multı́metro, comentando seu resultado. Este resultado seria diferente se
a frequência do sinal do gerador fosse diferente de 500 Hz?

5.3 Procedimentos experimentais 77

Tabela 2

V0R2 ± σV0R2 i0 ± σi0 (A) V0G ± σV0G (V) V0R1 (V) σV0R1 (V)

0,30

0,40

0,50

0,60

0,70

0,80

• gerador de sinais.1) dt Se aplicarmos uma voltagem alternada VG = V0 sen(ωt) a este capacitor. a equação caracterı́stica do capacitor ideal é dada por d i(t) = C VC (t). (6. Circuitos RC e RL com Corrente Alternada 6 Parte A: Circuitos RC com corrente alternada 6.2 µF. ele se carregará com uma corrente i(t) dada por d  π i(t) = C [V0 sen(ωt)] = ωCV0 cos(ωt) = ωCV0 sen ωt + .2) dt 2 . • resistor de 10 Ω. • capacitor de 2.2 Introdução Como vimos na aula sobre capacitores.1 Material • osciloscópio. • multı́metro digital. (6. 6.

7) temos a corrente dada pela expressão  π i(t) = i0 sen ωt + .4) Dessa forma.8) 2 mostrando que a corrente está adiantada de π/2 radianos em relação à voltagem da fonte. a relação entre as amplitudes de tensão e corrente pode ser escrita como 1 V0 = i0 = XC i0 . (6. (6.5) ωC A equação 6. (6. A equação 6.6) ωC tem dimensão de resistência e é chamada de reatância capacitiva. ela desempenha um papel semelhante à resistência na Lei de Ohm.2 Introdução 79 A corrente então pode ser escrita como  π  π i(t) = ωCV0 sen ωt + = i0 sen ωt + . com a importante diferença de ser inver- samente proporcional à frequência. o que significa que sinais de alta frequência pas- sam pelo capacitor sem serem atenuados.3 mostra que em um capacitor ideal. Esta proprie- dade dos capacitores é utilizada para a construção de filtros de frequência.5 é o equivalente da Lei de Ohm para capacitores com correntes alternadas. a corrente e a voltagem estão defasa- das de π/2 radianos: para uma tensão do gerador dada por VG = V0 sen(ωt) . .6.3) 2 2 onde definimos a amplitude de corrente i0 como i0 ≡ ωCV0 . A grandeza definida por 1 XC ≡ (6. Já para frequências muito baixas o valor da reatância aumenta e sinais de baixa frequência serão fortemente atenuados. (6. (6. Para frequências muito altas o capacitor se comporta como um curto-circuito (resistência nula).

espera-se que a cor- rente também varie senoidalmente com o tempo e com a mesma frequência de VG (t). (6.3 Circuitos RC Para circuitos RC como o mostrado na figura 6.12) C A equação 6.11. encontra- mos que i0 ωV0 cos(ωt) = sen(ωt + ϕ) + ωRi0 cos(ωt + ϕ) . a aplicação da lei das malhas leva a VG (t) = VC (t) + VR (t) (6.10) C sendo VG (t) a tensão produzida pelo gerador.6. (6.1: Circuito RC alimentado por uma fonte de tensão senoidal.9) q(t) V0 sen(ωt) = + Ri(t). Após algumas .10 em relação ao tempo e fazendo uso da equação 6.12 pode ser reescrita expandindo-se as funções sen(ωt + ϕ) e cos(ωt + ϕ) e em seguida reagrupando os termos que envolvem cos(ωt) e sen(ωt). (6.3 Circuitos RC 80   Figura 6. Como este circuito é composto apenas de componentes lineares. Derivando a equação 6. 6.11) onde ϕ representa a diferença de fase entre a voltagem do gerador e a corrente no circuito.1. tendo como forma geral i(t) = i0 sen (ωt + ϕ) .

17) 1 + tan2 ϕ e 1 cos ϕ = p . 2 µF. a diferença de fase tende a π/2 radi- anos. (6. o que significa que duas equações devem ser satisfeitas simultaneamente:   i0 (Ri0 ) cos ϕ + sen ϕ = V0 .16) ωCR R A Figura 6. (6.13 deve valer para qualquer instante de tempo.14 pode ser resolvida utilizando-se as seguintes relações trigonométricas: tan ϕ sen ϕ = p . (6. já para valores de ω tendendo a infinito. a diferença de fase tende a zero (corrente e tensão em fase).3 Circuitos RC 81 manipulações algébricas obtemos     i0 i0 cos(ωt) ωV0 − (ωRi0 ) cos ϕ − sen ϕ + sen(ωt) (ωRi0 ) sen ϕ − cos ϕ = 0 . para um circuito RC com R = 10 Ω e C = 2.15) ωC Da equação 6.6. (6.14) ωC e   i0 (Ri0 ) sen ϕ − cos ϕ = 0 .15 obtemos diretamente a expressão para o ângulo de fase ϕ: 1 XC tan ϕ = = . Já a equação 6. (6. (6. O gráfico possui escala semi-logarı́tmica para permitir uma melhor visualização da de- pendência de ϕ. Para valores de ω tendendo a zero.13) C C Como a equação 6.2 mostra o comportamento da diferença de fase ϕ (em radianos) em função da frequência angular (em rad/s). os coeficientes dos termos cos(ωt) e sen(ωt) devem ser individualmente nulos.18) 1 + tan2 ϕ .

18 na equação 6. √ Note que utilizamos a letra j para representar o valor −1. num circuito com corrente alternada a impedância desempenha um papel análogo ao da resistência em circuitos com corrente contı́nua.19) i0 Definimos então uma grandeza chamada impedância do circuito RC (Z) como sendo esta razão entre amplitudes: V0 q Z≡ = R2 + XC2 .3).17 e 6. obtemos a relação entre as amplitudes de corrente e de tensão do gerador: V0 q = R2 + XC2 .20) i0 Note que Z tem dimensão de resistência e.20 nos permitem imaginar uma representação gráfica na qual a impedância do circuito RC é representada por dois eixos ortogonais no plano: o eixo ho- rizontal representa o valor de R enquanto o eixo vertical representa o valor de XC . como se fossem as duas componentes de um vetor ou as partes real e imaginária de um número complexo (veja figura 6. Observe também que a impedância do circuito não é simplesmente a soma de R e XC . Note que se tivéssemos definido Ze como R + jXC a analogia permaneceria válida.6. Após utilizarmos as equações 6.16 e 6.2: Variação da diferença de fase entre corrente e tensão em função da frequência angular em um circuito RC. mas sim a raiz quadrada da soma dos quadrados de R e XC .14 e utilizarmos a equação 6.20 representa o módulo da impedância complexa Ze ≡ R − jXC .3 Circuitos RC 82   Figura 6. As equações 6. isso é feito para que não . mas a razão para termos escolhido o sinal negativo para a parte complexa ficará clara abaixo. (6.15. (6. Nesse caso a impedância Z definida na equação 6. como V0 = Zi0 .

3: Representação da impedância Z de um circuito RC como o módulo de um número complexo Ze = R − jXC .3 Circuitos RC 83   Figura 6. qualquer número complexo obedece a relação ejθ = cos θ + j sen θ. e a tensão do gerador pode ser escrita como h i VG (t) = Im VeG (t) . (6.22) onde definimos a voltagem complexa VeG (t) como VeG (t) = V0 ejωt .21) De acordo com a fórmula de Euler. para este circuito com apenas o gerador e o capacitor a cor- rente é dada por  π i(t) = i0 sen ωt + . (6.24) 2 com i0 = ωCV0 . Essa analogia com grandezas complexas tem uma boa razão para ser feita. pois circuitos com correntes alternadas podem ser tratados utilizando o formalismo de números comple- xos. a tensão do gerador é dada por VG (t) = V0 sen(ωt) .2. Considere um circuito composto apenas por um gerador e um capacitor. (6.6.23) Como vimos na seção 6. podemos representar a . representada pela letra i. haja confusão com a corrente no circuito. (6. Da mesma forma que fizemos com a voltagem.

e (6.14 e 6.25) onde a corrente complexa ei(t) é dada por ei(t) = i0 e j(ωt+π/2) . uma vez que as grandezas complexas estejam definidas. que sempre adianta a corrente em relação à tensão da fonte. (6.15 podem ser re-escritas na forma V0R cos ϕ + V0C sen ϕ = V0 . (6. (6.30) Portanto as equações 6. (6. podemos expressar a diferença de fase ϕ e a amplitude de tensão do gerador em termos dessas grandezas. sabemos que a amplitude de tensão no resistor é dada por V0R = R i0 . basta utilizarmos uma relação análoga à Lei de Ohm para resolvermos o circuito: Ve (t) = Ze ei(t) . (6.28) ei(t) ωCV0 e ωCe jωC Fica clara portanto a razão de termos escolhido a componente capacitiva da impedância complexa do circuito RC como sendo −XC : o sinal negativo decorre do comportamento do capacitor.3 Circuitos RC 84 corrente em termos de uma grandeza complexa: h i i(t) = Im i(t) . (6.5: V0C = XC i0 .27) Como já temos as expressões para Ve (t) e ei(t). A partir das expressões para a amplitude de tensão no circuito RC.31) . Pela Lei de Ohm. podemos encontrar a impedância com- plexa para este circuito puramente capacitivo: VeG (t) V0 ejωt 1 1 ZeC = = j(ωt+π/2) = jπ/2 = = −jXC .6.29) enquanto a amplitude de tensão no capacitor é dada pela equação 6.26) A grande vantagem do uso do formalismo de números complexos é que.

32) Tomando o quadrado de cada equação e somando membro a membro.4 Procedimentos experimentais 6. Não se esqueça de utilizar o valor de f1 medido no item anterior. (6.1 Procedimento I: verificação do análogo da lei de Ohm para capaci- tores Queremos verificar a validade da relação V0C = XC i0 .4. Observe que existe uma diferença de fase ϕ1 entre os dois sinais.6. 3. . Com o osciloscópio meça a frequência do sinal com sua respectiva incerteza. o que fica claro pela diferença de tempo entre 2 pontos similares em cada forma de onda (veja a figura 6.33) E uma simples manipulação algébrica da equação 6. medida no canal 2 do osciloscópio) seja próxima a 0.4 Procedimentos experimentais 85 e V0R sen ϕ − V0C cos ϕ = 0 . Meça com o multı́metro digital os valores de R e C e em seguida monte o circuito da figura 6. meça ∆t1 e sua incerteza.34) V0R 6.32 nos permite obter uma expressão alternativa para a diferença de fase: V0C tan ϕ = . Em seguida calcule a diferença de fase entre a tensão no resistor VR e a tensão do gerador VG como ϕ1 = 2πf1 ∆t1 . 1. (6. ligue os equipamentos e ajuste o gerador para alimentar o circuito com uma tensão senoidal de frequência próxima de f1 = 1 kHz. A diferença de fase pode ser medida a partir da medida dessa diferença temporal ∆t1 : escolha 2 pontos similares em cada forma de onda.5 ∆t é a diferença de tempo entre 2 pontos onde as formas de onda passam pelo zero. verificando o comportamento da reatância capacitiva com a frequência. Como exemplo. (6. na figura 6.3 V. calcule também sua incerteza. 2.5). Ajuste o gerador para que a amplitude de tensão sobre o resistor (V0R . obtemos: V0 2 = V0C2 + V0R2 .4. Lembre-se de utilizar no osciloscópio a escala que permita a medida com a maior precisão.

A linha contı́nua representa a voltagem da fonte VG e a linha tracejada representa a voltagem no resistor VR . Nessa figura VR (que é um sinal proporcional à corrente.6. pois num resistor tensão e corrente estão em fase) está adiantada em relação a VG . como deve sempre ser num circuito RC. .5: Ilustração da medida da diferença de fase no circuito RC.   Figura 6.4: Circuito a ser utilizado no procedimento I.4 Procedimentos experimentais 86   Figura 6.

5 Material 87 4. • multı́metro digital.50 0. i0 e obtenha o valor da reatância capacitiva XC para a frequência f1 .40 0. Parte B: Circuitos RL com corrente alternada 6.6.5 Material • osciloscópio. A partir do valor obtido para ∆ϕ1 . Ajuste agora a amplitude do gerador de modo que a amplitude de tensão sobre o resistor seja de 0.80 7. utilizando a Lei de Ohm: i0 = V0R /R (lembre-se de utilizar o valor de R medido com o multı́metro). Anote todos os valores na primeira linha da Tabela 1. 5.30 0. calcule o valor da reatância capacitiva XC para a frequência f1 .70 0. . meça a amplitude de tensão do gerador (V0G . Compare com o valor obtido a partir da diferença de fase e com o valor nominal. Sem alterar o ajuste do gerador. A partir dos dados da Tabela 1.4 V e repita as medidas do item anterior. Meça agora a amplitude de tensão sobre o resistor V0R e sua incerteza. Tabela 1 Valores V0B ± σV0B i0 ± σi0 (A) V0G ± σV0G (V) V0C (V) σV0C (V) sugeri- dos para V0B 0. Com os valoresp de V0R e V0G .60 0. 2 6. faça um gráfico de V0C vs. calcule o valor da amplitude de tensão no capacitor como: V0C = V0G − V0R2 . • gerador de sinais. Em seguida repita todo este procedimento para todos os valores de V0R indicados na Tabela 1. medida no canal 1 do osciloscópio). Calcule a amplitude de corrente no circuito.

37) Escrevendo cos(ωt + ϕ) como cos(ωt)cosϕ − sen(ωt)senϕ.38) V0 = −(ωLi0 ) senϕ . Portanto a . na parte A. Veremos que as soluções formais das equações do circuito RL e RC são as mesmas. Substituiremos então essa expressão para i(t) na equação 6. (6. e obtemos duas equações: ωLi0 cosϕ = 0 . • indutor de 23.2 mH. seguiremos o mesmo procedimento utilizado no estudo dos circuitos RC.6 Introdução Para entendermos o papel dos indutores em circuitos RL alimentados com tensões alter- nadas. (6. enquanto que a equação 6. pode ser expressa como i(t) = i0 sen(ωt + ϕ) .36) Note que estamos deixando aberta a possibilidade de haver uma diferença de fase ϕ entre a corrente e a tensão. L. esperamos que a corrente que o atravessa também seja uma função senoidal. Isso significa que se a tensão do gerador for descrita como VG = V0 sen(ωt). o que significa que se aplicarmos uma voltagem senoidal de uma dada frequência a ele. lembrando que como só temos esses dois elementos no circuito. oscilando na mesma frequência da voltagem. 6. A equação caracterı́stica de um indutor ideal é: di(t) VL (t) = L .39 indica que ϕ deve ter o valor − π/2. (6.38 mostra que ϕ = ± π/2.6. em sua forma mais geral.6 Introdução 88 • resistor de 100 Ω.35. uma vez que V0 .35) dt Considere um circuito composto apenas de um gerador de ondas e um indutor. (6. podemos comparar os dois lados da equação termo a termo.39) A equação 6. (6. VL (t) = VG (t): V0 sen(ωt) = ωLi0 cos(ωt + ϕ) . a corrente. i0 e ω são todas grandezas positivas. O in- dutor é um componente linear.

(6. (6. Se a tensão do gerador é dada por VG (t) = V0 sen(ωt).41 obtemos que a relação entre as amplitudes de tensão e corrente pode ser escrita como V0 = ωL i0 = XL i0 . Vamos agora aplicar o formalismo de números complexos a este mesmo circuito.40) com V0 i0 = .41) ωL Note que a corrente está atrasada de π/2 radianos em relação à voltagem. (6.44) de maneira que a tensão que tem sentido fı́sico (ou seja.46) . mas com valor diretamente proporcional à frequência angular do sinal.6 Introdução 89 corrente num indutor ideal é dada por i(t) = i0 sen(ωt − π/2) . (6. A grandeza chamada de reatância indutiva é definida por XL ≡ ωL.42) A equação 6.43) tem dimensão de resistência e desempenha papel análogo ao da resistência na lei de Ohm. podemos definir uma tensão complexa VeG (t) como VeG (t) ≡ V0 ejωt .42 é o equivalente da Lei de Ohm para indutores com correntes alternadas.6. (6. a grandeza que pode ser medida) VG (t) pode ser obtida como h i VG (t) = Im VeG (t) . A partir da equção 6. com- posto apenas de um indutor ideal e um gerador. (6. (6.45) Para esse circuito vimos que a corrente é dada por i(t) = i0 sen(ωt − π/2) .

Aplicando a lei das malhas a este circuito obtemos: VG (t) = VL (t) + VR (t) (6. quando este circuito é alimentado por uma tensão VG (t) = V0 sen(ωt). 6. como mostrado na figura 6. mas para circuitos alimen- tados com correntes alternadas: VeG (t) = Ze ei(t) .6. (6.48) Assim como vimos no caso dos circuitos capacitivos. (6. podemos encontrar Ze para este circuito puramente indutivo: VeG (t) V0 ejωt ωL ωL ZL = e = j(ωt−π/2) = −jπ/2 = = jXL . resultado do comportamento do indutor.6. que sempre causa um atraso de fase da corrente em relação à voltagem da fonte. esperamos que a corrente tenha como forma mais geral . podemos definir uma grandeza complexa associada à corrente.7 Circuitos RL Um circuito RL é uma associação em série de um resistor e um indutor. Como no caso da voltagem.50) ei(t) (V0 /ωL) e e −j Vemos portanto que para um indutor a impedância complexa é um número imaginário puro positivo. Essa corrente complexa é ei(t) ≡ i0 ej(ωt−π/2) . este formalismo de números com- plexos nos permite escrever uma relação análoga à Lei de Ohm.52) dt Como possui apenas componentes lineares. (6.51) di(t) V0 sen(ωt) = L + Ri(t).49) onde Ze é a impedância complexa.47) e a corrente que tem sentido fı́sico pode ser obtida como h i i(t) = Im i(t) . e (6. (6. Como já temos as expressões para Ve (t) e ei(t).7 Circuitos RL 90 com i0 = V0 /(ωL).

6.6: Circuito RL. é necessário que os coeficientes dos termos em sen(ωt) e cos(ωt) sejam nulos.7 Circuitos RL 91   Figura 6.53) onde ϕ representa a diferença de fase entre a corrente e a tensão da fonte. Substituindo a expressão para i(t) na equação 6.52 encontramos V0 sen(ωt) = ωLi0 cos(ωt + ϕ) + Ri0 sen(ωt + ϕ) . o que nos leva a duas igualdades: (Ri0 ) cos ϕ − (ωLi0 ) sen ϕ = V0 . (6.55) Para que a equação seja satisfeita.54) Mas a equação 6. (6.57) Resolvendo a equação 6. i(t) = i0 sen(ωt + ϕ) . obtemos que a diferença de fase entre a corrente e a volta- . e obtemos h i h i sen(ωt) Ri0 cosϕ − ωLi0 senϕ − V0 + cos(ωt) ωLi0 cosϕ + Ri0 senϕ = 0. (6.56) e (ωLi0 ) cos ϕ + (Ri0 ) sen ϕ = 0 .57.54 pode ser reescrita após aplicarmos identidades trigonométricas sim- ples. (6. (6.

mostrando que num circuito RL a corrente sempre está atrasada em relação à tensão da fonte.60) 1 + tan2 ϕ Substituindo essas relações na equação 6.58.6.53 pode ser simplificada escrevendo sen ϕ e cos ϕ em função de tan ϕ utilizando as relações tan ϕ sen ϕ = p .58) R R A figura 6.61) i0 Esta razão entre as amplitudes de tensão e de corrente é o que definimos como a im- .56 e fazendo uso de 6.7: Variação da diferença de fase entre corrente e tensão com a frequência angular. obtemos V0 p 2 = R + XL 2 . gem é dada por ωL XL tan ϕ = − =− . (6. (6.59) 1 + tan2 ϕ e 1 cos ϕ = p .7 Circuitos RL 92   Figura 6. Pode-se observar que ϕ pode assumir valores entre − π/2 (frequências mais altas) e 0 (frequências mais baixas). (6. (6.7 mostra a variação da diferença de fase com a frequência angular para um certo par de valores R e L. para um circuito RL com R = 10 Ω e L = 10 mH. Já a equação 6.

um papel análogo ao da resistência em circuitos com corrente contı́nua.62) i0 Assim como no caso do circuito RC.8: Componentes real e imaginária da impedância complexa Z.6.8): Ze = R + jXL .65) V0R . Por último. Isso sugere que postulemos a existência de uma impedância complexa. (6. com a parte real igual à resistência e a parte imaginária igual à reatância indutiva (veja a figura 6. resistor e indutor) V0 2 = V0R2 + V0L2 . em circuitos com corrente alternada.62 nos permitem obter uma relação entre as amplitudes de tensão nos três componentes do circuito (gerador. (6.58 e 6. a impedância do circuito RL tem a dimensão de resistência. (6.64) e uma forma alternativa para calcular a diferença de fase a partir das amplitudes de tensão: V0L tan ϕ = − . (6. e novamente vemos que a impedância desempenha.7 Circuitos RL 93   Figura 6.63) As equações 6. R e XL é uma equação que tem a mesma forma da relação entre o módulo de um número complexo e suas componentes real e imaginária. note que a relação entre Z. e pedância do circuito RL: V0 q Z≡ = R2 + XL2 .

Utilizando o mesmo método empregado no circuito RC.6. 2. ligue os equipamentos e ajuste o gerador para que ele alimente o circuito com uma tensão senoidal com frequência próxima a f2 = 500 Hz e uma amplitude próxima a 4 V. 1.8. Não esqueça de utilizar o valor de f2 medido no item anterior. A partir do valor obtido para ∆ϕ2 . Meça com um multı́metro o valor de R e anote o valor nominal de L.8 Procedimentos experimentais 6. calcule o valor da reatância indutiva XL para a frequência f2 e compare com o valor nominal. Observe que existe uma diferença de fase ∆ϕ2 entre o sinal do canal 1 (tensão do gerador) e o sinal do canal 2 (tensão sobre o resistor). . com sua incerteza. meça a diferença de fase entre a corrente e a tensão do gerador. Com o osciloscópio meça a frequência do sinal com sua respectiva incerteza.8 Procedimentos experimentais 94 6. verificando a diferença de fase entre a corrente que flui no circuito e a tensão aplicada pelo gerador.1 Procedimento II: medida da diferença de fase e da reatância indu- tiva de um circuito RL Vamos caracterizar um circuito RL. 3. Em seguida monte o circuito da figura 6. Poderemos então calcular a reatância indutiva para a frequência escolhida e comparar com seu valor esperado.6.

atenuando todos os sinais com frequências acima e abaixo deste valor.2 Introdução Vimos que a reatância capacitiva depende da frequência: quanto maior a frequência do sinal que alimenta um capacitor. Aplicando as definições de reatância capacitiva e impedância discutidas anteriormente. • osciloscópio. ao passo que aqueles que cortam sinais com frequências acima de um dado valor chamam-se “filtros passa-baixa”. • resistor de 1 kΩ. desta forma o filtro define uma banda passante. Essa propriedade pode ser utilizada para a confecção de filtros de frequência que atenuem sinais com certos valores de frequência num dado circuito elétrico. • multı́metros digitais (de mão e de bancada). as amplitudes das voltagens no capacitor (V0C ) e no resistor (V0R ) em um circuito RC em série podem ser escritas como: XC V0C = V0 (7.1) Z . menor será a resistência que o componente oferecerá à passagem da corrente. • capacitor de 100 nF. Circuitos RC e filtros de frequência 7 7. Os filtros que cortam os sinais com frequências abaixo de um certo valor são chamados de “filtros passa-alta”. 7.1 Material • Gerador de funções. A combinação dos dois tipos de filtros pode resultar num outro tipo de filtro (chamado de passa-banda) que deixa passar somente sinais com frequências próximas de um certo valor.

Observe que o termo “resistência” aplica-se somente ao resistor. e se quisermos eliminar frequências baixas.3 Filtros usando circuitos RC 96 e R V0R = V0 . Esta amplitude aumenta com o aumento da frequência.3 Filtros usando circuitos RC Quando alimentamos um circuito RC em série com uma voltagem alternada de frequência angular ω e amplitude V0 . 7. de acordo com a faixa de frequências que queremos eliminar do sinal de entrada. (7. Para o capacitor utiliza-se o termo “reatância capacitiva” e para a “resistência total do circuito” empregamos o termo “impedância”. V0C → 0. e no limite em que ω → ∞. (7. (7. No ca- pacitor.7. R é a resistência e Z = R + XC a impedância do circuito. devemos utilizar o sinal de tensão no capacitor como saı́da (filtro passa-baixa). a amplitude V0C → V0 quando a frequência angular ω → 0. Os filtros deixarão passar certas faixas de frequência dependendo da escolha de qual disposi- tivo será usado para obter o sinal de saı́da do filtro. V0R → V0 . XC = 1/ωC é a reatância ca- 2 2 pacitiva. Para eliminarmos frequências altas. a razão V0C /V0 vai diminuindo.3) Z 1 + (ωRC)2 e R ωRC V0R = V0 = p V0 . Para frequências baixas a amplitude V0R é baixa. as amplitudes das voltagens no capacitor (V0C ) e no resistor (V0R ) serão dadas por: XC 1 V0C = V0 = p V0 . e de seus valores de capacitância e resistência. escolhemos o dispositivo de onde iremos extrair o sinal de saı́da. No resistor observamos o comportamento oposto. Conforme a frequência aumenta. Assim.4) Z 1 + (ωRC)2 Vemos então que V0C e V0R dependem da frequência ω. mas de maneira oposta. capacitor ou resistor. e no limite de frequências muito altas.2) Z onde V0 é a amplitude da voltagem p de alimentação do circuito. . usamos o sinal do resistor como saı́da (filtro passa-alta).

representando a razão entre as amplitudes de tensão de entrada e saı́da. à medida que a frequência cresce.2 Filtro passa-alta Vamos analisar agora um circuito RC em série atuando como um filtro passa-alta. somente sinais com frequências muito baixas não terão suas amplitudes diminuı́das. Isto será feito montando o circuito mostrado na figura 7. alimentado com corrente alternada.1. fornecido pelo gerador de funções. a amplitude da voltagem no capacitor V0C é dada pela equação 7.2. Para isto devemos comparar o sinal de entrada. a voltagem no capacitor diminui. A razão entre as amplitudes V0C e V0 será chamada de APB .3. extraı́do do capacitor.1 simplesmente invertendo as posições do resistor e do capacitor. com o sinal de saı́da. Para este circuito apresentado.7. Se tomarmos o limite da frequência tendendo a infinito.3.5 mostra que para frequências próximas de zero. e será expressa como: V0C 1 APB ≡ =p . 7. ou seja. a voltagem no capacitor tem a mesma amplitude que a voltagem do gerador (APB ∼ = 1). Isto é feito montando o circuito mostrado na figura 7. De- vemos agora comparar o sinal fornecido pelo gerador de funções com o sinal de saı́da extraı́do do resistor.1: Representação esquemática de um filtro passa-baixa construı́do a partir de um circuito RC em série. 7. Por sua vez. .5) V0 1 + (ωRC)2 A equação 7. Ele é ob- tido a partir do circuito da figura 7. Portanto.3 Filtros usando circuitos RC 97 Figura 7.3. a amplitude APB tende a zero e neste caso a voltagem no capacitor é totalmente atenuada. o sinal não é atenuado. o que significa que esta voltagem apresenta uma atenuação em relação ao sinal do gerador.1 Filtro passa-baixa Vamos analisar um circuito RC em série atuando como um filtro passa-baixa. (7.

Esta frequência (ωc ) é definida como aquela que torna a reatância capacitiva igual à resistência do circuito. ou seja. É costume definir para estes filtros uma frequência.3 Filtros usando circuitos RC 98 Figura 7. Definimos a razão entre as amplitudes V0R e V0 como sendo APA .3 Frequência de corte Nas seções anteriores. chamada de frequência angular de corte. mas ao utilizarmos este tipo de expressão devemos especificar em relação a qual valor é feita a comparação. (7. que pode ser expressa na forma: V0R ωRC APA ≡ =p . 7. (7. que especifica a faixa de frequências a ser filtrada. Para este circuito a amplitude da voltagem no resistor V0R será dada pela equação 7. o valor de ω que satisfaz a condição XC = R. falamos de frequências “muito altas” e “muito baixas”. alimentado com corrente alternada.2: Representação esquemática de um filtro passa-alta construı́do a partir de um circuito RC em série.7) ωc C .6) V0 1 + (ωRC)2 A equação 7.6 mostra que o filtro passa-alta tem uma dependência com ω oposta àquela observada no caso do filtro passa-baixa. Usando esta definição encontramos 1 XC = = R. Sinais com frequências baixas são fortemente atenuados enquanto os sinais com frequências muito altas são transmitidas com pequena (ou nenhuma) atenuação.3.7.4.

Note que o eixo x está em escala logarı́timica.9) 2πRC Na frequência de corte. dada por: 1 fc = . (7.3 onde mostramos o comportamento de APA e APB com a frequência angular para um circuito RC. (7. A frequência angular de corte para este caso é ωc = 104 rad/s.8) RC A partir da equação 7.8 obtemos a frequência linear de corte. tanto APB quanto APA tem o mesmo valor: √ 2∼ APA = APB = = 0. . Isto pode ser visto na figura 7.10) 2 Na frequência de corte a voltagem do sinal no capacitor ou no resistor atinge 70. ou simplesmente frequência de corte.7.3: Curvas caracterı́sticas dos filtros passa-alta (APA ) e passa-baixa (APB ) construı́dos com um circuito RC que utiliza R = 1 kΩ e C = 100 nF. o que nos leva a: 1 ωc = .3 Filtros usando circuitos RC 99 Figura 7. com R = 1 kΩ e C = 100 nF. 707 . Este tipo de gráfico é denominado curva caracterı́stica do filtro. VB representa V0R para o filtro passa-altas e V0C para o passa-baixas. (7.7% do seu valor máximo.

3 Filtros usando circuitos RC 100 7. as transmitâncias são dadas respectivamente por: 1 TPB (ω) = . ωc = 1/RC. A partir da função de transferência definimos então a transmitância de um filtro T (ω) (também chamada de resposta em potência) como sendo o quadrado da razão entre as amplitudes de saı́da (V0S ) e de entrada (V0E ):  2 V0S (ω) T (ω) = . (7. como o mostrado na figura 7. Esta é uma função complexa.11) V0E (ω) Grandezas como a transmitância (que é uma razão entre voltagens ao quadrado) são comumente expressas em termos de decibéis (dB) da seguinte maneira: TdB (ω) = 10 log[T (ω)]. mas também pode ser representado por uma grandeza chamada função de transferência. Há três caracterı́sticas a serem observadas neste diagrama para um filtro passa-baixas: .12) em função do logaritmo de ωRC. Na frequência de corte.14) 1 1+ (ωRC)2 Tomemos como exemplo o filtro passa-baixa. (7.4. Como toda grandeza complexa. a transmitância cai à metade do máximo.12) Para os filtros passa-baixa e passa-alta baseados no circuito RC. (7. chamado diagrama de Bode. dependendo do filtro utilizado) e a tensão (complexa) de entrada (a voltagem do gerador). Este compor- tamento é mais fácil de ser visualizado em um gráfico que apresenta a transmitância em decibéis (ver equação 7. definida como a razão entre a tensão (complexa) de saı́da (a voltagem sobre o resistor ou sobre o capacitor. Muitas das vezes estamos mais interessados nas amplitudes do que na diferença de fase.3. há informação tanto em seu módulo (que será simplesmente a razão entre as amplitudes dos sinais) quanto em sua fase (que será a diferença de fase entre os sinais). este filtro possui transmitância máxima Tmax = 1 para ω = 0 e cai para zero como 1/(ωRC)2 na medida em que ω → ∞.13) 1 + (ωRC)2 e 1 TPA (ω) = .4 Transmitância e diagrama de Bode O funcionamento de um filtro pode ser descrito por sua curva caracterı́stica.7. (7.

a resposta do filtro é praticamente plana e a transmitância é de 0 dB. Diagramas de Bode para filtros passa-alta terão caracterı́sticas semelhantes.2.4: Diagrama de Bode para filtros passa-baixas. O filtro passa-altas também apresenta transmitância de −3 dB em ω = ωc . Neste ponto temos log(ωc RC) = log(1) = 0. Monte o circuito da figura 7.4 Procedimentos Experimentais 7.5). Meça com o multı́metro os valores de R e C. realizar medidas para traçar sua curva caracterı́stica e a partir dela obter o valor da frequência de corte. utilizando um resistor de 1 kΩ e um capacitor de 100 nF.1 Procedimento I: filtro passa-alta Neste procedimento vamos montar um filtro passa-alta.4 Procedimentos Experimentais 101 • Para ω  ωc . 7. Para ω  ωc a transmitância sobe a uma taxa de 20 dB/dec. 1. com 10 log[1/(ωRC)2 ] = −20 log(ω) + const. Figura 7. • para ω  ωc . • para ω = ωc . e para ω  ωc ela é aproximadamente constante com valor TdB = 0 dB (ver figura 7. comparando com seu valor nominal. . A faixa de frequências entre 0 e ωc é chamada largura de banda do filtro.4. mas inver- sas em relação à frequência de corte. a transmitância é −3 dB (10 log(1/2) ∼ = −3.7. 010). a transmitância cai a uma taxa de −20 dB/dec (decibéis por década). No diagrama de Bode a dependência com 1/ω 2 em alta frequência (para o filtro passa-baixas) é muito mais evidente do que em um gráfico em escala linear.

3. anotando o valor na Tabela 1. 10 kHz. medido no canal 1). utilizando os valores de f . Lembre-se que o valor de frequência mostrado no gerador é apenas uma indicação. 20 kHz e 50 kHz.4. ajuste o gerador para que ela volte a ter o valor inicial. para medı́-lo deve ser utilizado o osciloscópio. Repita este procedimento para as frequências de 1 kHz. No retı́culo milimetrado do seu relatório. 5 kHz. 2 kHz. anotando ambos os valores na Tabela 1.5: Diagrama de Bode para filtros passa-altas. 5. repita as medidas e os cálculos realizados no item anterior. 6. Meça a amplitude de tensão no resistor (V0R . Com a amplitude ajustada. Caso esta amplitude tenha se alterado. Mude a frequência do sinal do gerador para 500 Hz e verifique se a amplitude de tensão do gerador permanece igual a 4 V. faça o gráfico dos valores medidos de APA vs.7. 7. R e C medidos. Inclua também uma outra curva para os valores esperados de APA . realizar medidas para traçar sua curva caracterı́stica e a partir .2 Procedimento II: filtro passa-baixa Neste procedimento vamos montar um filtro passa-baixa utilizando os mesmos compo- nentes do procedimento I. Compare os valores experimen- tais com os valores esperados. Calcule também o valor esperado para APA . Complete a primeira linha da tabela calculando o valores de log(f ) e de APA . Meça a frequência do sinal do gerador.4 Procedimentos Experimentais 102 Figura 7. 4. Ligue os equipamentos e ajuste o gerador para que ele alimente o circuito com um si- nal senoidal com uma frequência de cerca de 200 Hz e amplitude próxima a V0 = 4 V. 2. medido no canal 2) e a amplitude de tensão no gerador (V0 . log(f /Hz) e obtenha o valor da frequência de corte para este filtro.

A partir dos valores de log(ωRC) e de TdB da Tabela 2. Monte o circuito da figura 7. Compare este valor com seu valor nominal e com o valor obtido para o filtro passa-alta. a amplitude de tensão no capacitor (V0C ) e a amplitude de tensão no gerador (V0 ).1. de APB e de TdB . 500 Hz.4 Procedimentos Experimentais 103 dela obter o valor da frequência de corte. Repita o procedimento utilizado com o filtro passa-alta. Valores sugeridos para a frequência: 200 Hz. obtendo os valores da frequência de corte e da inclinação da curva de transmitância para ω  ωc . Lembre-se que toda a vez que a frequência for alterada deve-se verificar que a amplitude de tensão do gerador continua em 4 V. 10 kHz. 3. meça: a frequência da tensão do gerador (f ). Obtenha os valores da frequência de corte (comparando com o valor obtido a partir da curva caracterı́stica) e da inclinação da curva para ω  ωc (comparando com o valor esperado). 1 kHz. 5 kHz. 20 kHz e 50 kHz. utilizando os mesmos componentes do procedimento anterior. 5. Para cada frequência suge- rida abaixo. 2. A partir destes mesmos dados. 4. 2 kHz. No mesmo retı́culo milimetrado onde foi feito o gráfico de APA . Calcule o valores de log(f ). faça o gráfico de APB vs. e anote os valores na Tabela 2. Ligue os equipamentos e ajuste o gerador para que ele alimente o circuito com um sinal senoidal com uma amplitude próxima a V0 = 4 V. log[ωRC]) para este circuito. alterando sua tensão de saı́da se necessário. log(f /Hz) e obtenha o valor da frequência de corte para este filtro. . traçaremos também o diagrama de Bode.7. 1. faça o diagrama de Bode (gráfico de TdB vs. log(ωRC). comparando com seu valor nominal e com o va- lor obtido no procedimento anterior.

Quando a frequência desta perturbação se aproxima de uma das frequências preferenciais de oscilação do sistema. As frequências para as quais observa-se este aumento na resposta do sistema são chamadas de frequências de ressonância. • indutor de 23. Faremos medidas para caracterizar o comportamento ressonante do circuito e mediremos (de diferentes maneiras) sua frequência de ressonância. sejam eles mecânicos. Se uma perturbação excita o sis- tema numa destas frequências. comparando com as . A ressonância se manifesta em diversos sistemas fı́sicos. • multı́metros digitais (de mão e de bancada). mesmo forças de baixa intensidade são capazes de produzir oscilações de grande amplitude. • osciloscópio.1 Material • Gerador de funções. observa-se um significativo aumento da amplitude de oscilação. • capacitor de 10 nF.2 mH. Neste experimento (dividido em 2 aulas) veremos como a ressonância se apresenta num sistema elétrico em particular. Circuitos RLC com corrente alternada: ressonância e 8 filtros passa-banda e rejeita-banda 8.2 Introdução A ressonância é um fenômeno caracterı́stico de sistemas oscilatórios sujeitos à uma perturbação periódica. 8. acústicos ou eletromagnéticos. • resistor de 1 kΩ. o circuito RLC alimentado com tensão senoidal.

8. (8. (8. 8. Já na segunda aula o foco será a identificação do comportamento ressonante pela observação das diferenças de fase. VC (t) e VR (t) dados por: di(t) VL (t) = L . e discutiremos como calcular a potência elétrica transmitida em circuitos.3) C e VR (t) = R i(t).1: Representação esquemática de um circuito RLC em série. . vere- mos também que. dependendo de como o circuito for montado. Aplicando a lei das malhas ao circuito. (8.3 Circuitos RLC em série A figura 8.4) Figura 8. (8. Na primeira aula nos concentraremos no comportamento da amplitude dos sinais. obtemos VG (t) = VL (t) + VC (t) + VR (t).3 Circuitos RLC em série 105 previsões teóricas. ele poderá se comportar como um filtro passa-banda ou rejeita-banda. ao qual conectamos um osciloscópio para medir a tensão do gerador (no canal 1) e a tensão sobre o resistor (no canal 2).1) com VL (t).1 mostra o esquema de um circuito RLC em série.2) dt q(t) VC (t) = .

3 e 8.1. determinando a impedância do circuito.9) com ei(t) = i0 ej(ωt+ϕ) .8. tendo como forma geral i(t) = i0 sen(ωt + ϕ). e a tensão do gerador pode ser escrita como h i VG (t) = Im VG (t) . (8. e resolver a equação diferencial resultante. (8.10) . (8. (8. Podemos proceder de duas maneiras: • substituir a expressão para i(t) nas equações 8. ela é a parte imaginária de uma tensão complexa dada por VeG (t) = V0 ejωt . • usar o formalismo de números complexos. De acordo com a√fórmula de Euler. dada pela equação 8.6) Precisamos encontrar i0 e ϕ a partir da equação do circuito. e seguire- mos a segunda opção.2. 8.1. Deixamos como exercı́cio a determinação de i0 e ϕ a partir da primeira opção.3 Circuitos RLC em série 106 Com a voltagem de excitação dada por VG (t) = V0 sen(ωt).7) isto é. e (8. ejθ = cos θ + jsen θ (lembre que usamos j para representar o complexo −1).5) esperamos que a corrente no circuito seja também uma função senoidal que oscila na frequência angular ω.8) A corrente i(t) também pode ser escrita como a parte imaginária de uma grandeza com- plexa: h i i(t) = Im ei(t) . e então na equação 8.4. (8.

8 e 8.15) Zejθ Z  1 2 R2 + ωL − ωC Como a corrente i(t) é a parte imaginária de ei(t) (equação 8.3 Circuitos RLC em série 107 Seguindo esta notação. para o capacitor ZeC = −jXC e para o indutor ZeL = jXL .8. (8.1 os três elementos estão associados em série. podemos escrevê-la na forma polar. (8. (8.14) R R Substituindo as equações 8.11) onde Ze é a impedância total do circuito. Assim. (8.17) .16) Z e ϕ = −θ. onde p Z= R2 + (XL − XC )2 . A associação de impedâncias complexas do circuito é feita da mesma forma que a associação de resistências. temos que: V0 i0 = . temos: 1 Ze = ZeR + ZeC + ZeL = R + j(XL − XC ) = R + j(ωL − ).9).13 na equação 8. lembrando que para o resistor temos ZeR = R.13) e (XL − XC ) (ωL − 1/ωC) tan θ = = . a expressão análoga à lei de Ohm será VeG (t) = Ze ei(t). encontramos: jωt j(ωt−θ) ei(t) = V0 e = V0 ej(ωt−θ) = r V0 e (8. (8.12) ωC Como a impedância total Ze é um número complexo. (8. No circuito mostrado na figura 8. Ze = Zejθ .11.

19 nos dá a diferença de fase entre a voltagem do gerador e a corrente no circuito. esta frequência é chamada de frequência angular de ressonância e é dada por: 1 ωR = √ .22) 2 2  ω (RωC)2 + 1 − 2 ωR .8. • na frequência em que as reatâncias são iguais (XC = XL ).3 Circuitos RLC em série 108 Ou seja.19) R R A equação 8. V0 i0 = p . O fato novo introduzido pelo circuito RLC é que a impedância terá um comportamento diferente dependendo da frequência: √ • para baixas frequências (ω < 1/ LC). (8. elas se cancelam mutua- mente.18) R2 + (XL − XC )2 e (XL − XC ) (XC − XL ) tan ϕ = − = . e o circuito terá caracterı́sticas indutivas.20) LC A frequência linear de ressonância. teremos XC > XL . fazendo com que o circuito apresente propriedades puramente resistivas. ou simplesmente frequência de ressonância.21) 2π LC Sabemos que a amplitude da voltagem no resistor está em fase com a corrente. (8. é então escrita como: 1 fR = √ . Assim. √ • para altas frequências (ω > 1/ LC). (8. para este circuito temos: RωC V0R = s V0 . (8. teremos XC < XL . Isto significa que medir VR (t) é observar o comportamento da corrente no circuito. (8. o circuito terá caracterı́stica predominantemente capacitiva.

No caso de tensões e correntes constantes. o circuito tem comportamento indutivo.1 Potência média A potência elétrica transmitida num circuito (isto é. a diferença de fase tende a +π/2.3 Circuitos RLC em série 109 e 1  ω2  tan ϕ = 1− 2 . para um circuito RLC com R = 1 Ω. quando ω = ωR . 8.9 kHz.8. V0R Figura 8. V0R se aproxima de V0 . ϕ = 0. na maioria das vezes) em . este é o número que nos interessa.23) RωC ωR Quando a frequência angular ω é muito maior ou muito menor do que ωR . o circuito tem comportamento capacitivo.2: Comportamento esperado para a amplitude de VR em função da frequência angular do sinal do gerador. Conforme ω se aproxima de ωR . neste caso o circuito assume um caráter puramente resistivo. a amplitude V0R também tende a zero. Na figura 8. Mas no caso de circuitos alimentados por tensões alternadas. L = 10 mH. a energia transmitida por unidade de tempo) é dada por P = V i. teremos P (t) = V (t) i(t) e a potência será um função que oscila (rapidamente. Na figura 8. ou seja. Para este caso temos ωR = 100 krad/s e fR = 15. quando a frequência angular tende a zero.3 é mostrado o comportamento esperado para a diferença de fase em função da frequência angular. (8. Quando a frequência angular tende a infinito.2 mostramos o comportamento esperado para a amplitude de VR em função da frequência angular do sinal do gerador. Já para a diferença de fase ϕ. a diferença de fase tende a −π/2. C = 10 nF e a voltagem de pico do gerador V0 = 5 V.3. Finalmente. ou seja.

para o mesmo circuito da figura 8. Para tensões e correntes senoidais que oscilam com frequência angular ω.3: Comportamento esperado para a diferença de fase φ em função da frequência angular do sinal do gerador.25) R 2R onde utilizamos a expressão para a tensão eficaz no resistor V0R Vef R = √ . Ao calcular P (t0 ) para um dado instante de tempo teremos a potência instantânea. (8. já que não há dissipação no capacitor e no indutor (se desprezar- mos a resistência interna deste último). função do tempo. respectivamente.24) onde Vef e ief são.26) 2 A expressão para hPR i(ω) pode ser escrita em função da resistência R e das reatâncias .8. que não traz informação sobre o comportamento periódico do sistema. esta potência transmitida pelo gerador deve ser igual à potência dissipada no resistor (através do efeito Joule). a potência média transmitida do gerador para o circuito é função de ω e pode ser escrita como hP i(ω) = Vef ief cos ϕ. A potência dissipada pode ser escrita como V ef R 2 (V0R )2 hPR i(ω) = R i2ef = R = . Num circuito RLC.3 Circuitos RLC em série 110 Figura 8. (8. a tensão eficaz do gerador e a corrente eficaz no cir- cuito. É muito mais instrutivo calcular a potência média trasmitida num ciclo de oscilação hP i.2. enquanto ϕ é diferença de fase entre a corrente e a tensão no gerador. (8.

8. apresenta um máximo em ω = ωR . (8. (8. ao reescrever esta última expressão em termos da frequência de ressonância: 1 R V02 ω 2 hPR i(ω) = . ou seja Z(ωR ) = R. (8.28) 2 ω 2 R2 + L2 (ω 2 − ωR2 )2 Figura 8.30) .4.29) • a reatância total X = XC − XL é nula. isto é X(ωR ) = 0. • sua impedância é mı́nima. (8. Na ressonância o circuito apresenta as seguintes caracterı́sticas: • um comportamento puramente resistivo.4: Potência média transferida por um gerador de Vef = 1 V para um circuito RLC com diferentes valores de R. mostrado na figura 8.3 Circuitos RLC em série 111 capacitiva XC e indutiva XL : R Vef2 1 R V02 hPR i(ω) = R i2ef = 2 = .27) R + (XL − XC )2 2  1 2 R2 + ωL − ωC É fácil verificar que o gráfico de hPR i(ω).

Quando a saı́da é no capaci- tor temos um filtro passa-baixas. na linha tracejada da curva inferior da figura 8.5a) temos um filtro passa-banda. No filtro RLC a transmitância cai com o logaritmo da frequência a uma taxa de −40 dB/dec.33) L O fator de mérito Q do circuito em série ressonante caracteriza a curva de ressonância e é dado por: r ωR L 1 L Qsérie = = ωR = . Quando a saı́da é no resistor (figura 8. portanto. ∆ω cor- responde à amplitude à meia-altura da curva hPR i vs.5 mostra dois filtros ressonantes em série com as suas respectivas curvas de transmitância. V0R i0 (ωR ) = .34) ∆ωR R R C A figura 8. enquanto que no RC a queda é de −20 dB/dec. . ou seja. ω. (8. (8. máxima. Este filtro rejeita as altas frequências melhor que o filtro RC passa-baixa. (8.3 Circuitos RLC em série 112 • a corrente que passa no circuito é.31) R • a potência transferida ao circuito é máxima e dada por V02 hPR imax = .32) 2R A largura de banda da ressonância é definida como o intervalo de frequências dentro do qual a potência hPR i(ω) é maior ou igual à metade do valor máximo. Para uma melhor comparação entre os filtros passa-baixas RLC e o RC.8. ou seja. Longe da res- sonância a transmitância cai a uma taxa de 20 dB por década.5 representamos também a transmitância de um filtro RC com a mesma frequência de corte. (8. Isso significa que pode ser escrita como R ∆ωsérie = .

(8. A impedância complexa total do circuito resso- nante RLC paralelo é L/C ωL   Ze = R + =R+j .5: Curvas de transmitância para circuitos RLC: (a) transmitância quando a saı́da é tomada no resistor.35) 1 − ω 2 LC onde ω é a frequência angular do gerador. (b) transmitância quando a saı́da é tomada no capacitor.4 Circuitos RLC em paralelo Um circuito RLC em paralelo está representado na figura 8.8. (8.6. 8. Para este circuito a im- pedância complexa da associação LC em paralelo é: ωL ZeLC = j( ).36) 1 1 − ω 2 LC jωL + jωC e podemos deduzir que a corrente complexa é dada por: jωt ei(t) = V0 e = V0 ej(ωt−θ) = s V0 ej(ωt−θ) 2 . (8.37) Z ejθ Z  ωL R2 + 1 − ω 2 LC .4 Circuitos RLC em paralelo 113 Figura 8.

i(ωR ) = 0.8.4 Circuitos RLC em paralelo 114 L Figura 8. onde V0 é a amplitude de voltagem no gerador e a fase da impedância Z é dada por: ωL tan θ = . • a corrente que passa no circuito é mı́nima.38) R(1 − ω 2 LC) Para este circuito a potência média hP i(ω) dissipada no resistor será: 1 R V02 hPR i(ω) = Vef ief cos ϕ = R i2ef = i2 . • a reatância total X é infinita. (8. X(ωR ) → ∞.39) 2 h ωL R2 + 1 − ω 2 LC A condição de ressonância é a mesma do circuito RLC em série. . Z(ωR ) → ∞. (8.6: Representação esquemática do circuito RLC paralelo. (8.40) LC Na condição de ressonância no circuito RLC em paralelo verificamos que: • sua impedância é máxima. ou seja: 1 ωR = √ .

para dife- rentes valores de Q.45) Qsérie A figura 8. (8. exceto para valores próximos de ωR . faixa na qual a potência transmitida decai rapidamente.43) RC O fator de mérito Q do circuito em paralelo ressonante caracteriza a curva de res- sonância.4 Circuitos RLC em paralelo 115 • a potência transferida ao circuito é mı́nima.7 mostra o gráfico da potência média normalizada em função de ω. e se ω → ∞ toda a corrente passa pelo capacitor.8.44) ∆ωparalelo É interessante notar que o fator de mérito do circuito em paralelo é o inverso do fator de mérito para o circuito em série: 1 Qparalelo = . Esta largura pode ser escrita como: 1 ∆ωparalelo = . indo a zero quando ω = ωR .41) Para ω = 0 ou ω → ∞ a potência dissipada no resistor é máxima e igual a V02 hPR imax = . (8. (8.42) 2R Se ω → 0 toda a corrente passa pelo indutor. A largura de banda da ressonância é definida como o intervalo de frequências dentro do qual a potência média hP i(ω) é menor ou igual à metade do valor máximo. hPR imin = 0. e é dado por: ωR Qparalelo = ωR RC = . (8. A partir desse gráfico fica claro que o circuito RLC em paralelo (com voltagem de saı́da no resistor) corresponde a um filtro rejeita-banda: a potência de saı́da tem um valor constante para todos os valores de frequência. . (8.

Com o auxı́lio do osciloscópio.21 e a largura de banda pela equação 8.5. C = 10 nF e L = 23. Escolha cerca de 10 valores de frequência. Nesta situação. 2.8. Dessa forma. Meça e anote os valores de R e C utilizados. 3. 1. variamos a frequência do gerador e observamos no osciloscópio para qual valor da mesma a ampli- tude V0R é máxima (V0R = V0 ). ajuste a tensão de saı́da do gerador para uma onda senoidal com amplitude V0 = 4 V e frequência f = 1 kHz. com suas respectivas incertezas.1 Procedimento I: análise da amplitude de corrente no circuito RLC em série Vimos que a ressonância ocorre quando as reatâncias capacitiva e indutiva se anulam mu- tuamente (XC = XL ).5 Procedimentos experimentais 8. Observe que a frequência de ressonância é dada pela equação 8. Monte o circuito da figura 1 com R = 560 Ω.2 mH. consequentemente.33. na frequência de ressonância a amplitude de corrente será mı́nima e. metade deles abaixo da frequência de ressonância nominal calculada e metade acima. a amplitude de voltagem no resistor também será mı́nima. . a impedância do circuito é mı́nima e a amplitude de corrente atinge seu valor máximo. Complete a tabela 1 com os valores das amplitudes de voltagem no resistor (V0R ) obtidas para cada frequência utilizada. Para o circuito em paralelo ocorrerá o oposto. anote o valor nominal de sua indutância e considere uma incerteza relativa de 10 %. 8. Esse valor de f será a frequência de ressonância do circuito. Para o indutor. para o circuito em série.7: Potência normalizada para diferentes valores de Q em um circuito RLC em paralelo.5 Procedimentos experimentais 116 Figura 8. 4. Calcule o valor nominal da frequência de ressonância a partir dos valores anotados para L e C.

- . • a largura de banda. Todos os resultados experimentais devem ser apresentados com suas respectivas in- certezas. de C pelo multı́metro e L indicado pelo fabricante. - . Calcule os valores teóricos para a potência média hPR i empregando a equação 8. Calcule os valores de hPR i pela equação 8. f (por exemplo.27 . . - . - . entre 1 kHz e 20 kHz). Faça medidas num intervalo de frequências suficientemente amplo para mostrar nitidamente o máximo da curva de hPR i vs.8. A amplitude da voltagem do gerador deve ser monitorada pelo canal 1 do osciloscópio. certifique-se também que as amplitudes de voltagens no resistor (V0R ) no primeiro e no último valor escolhido para f sejam muito menores do que na ressonância.25 e coloque-os na tabela 1. Utilize para isto os valores medidos de f pelo osciloscópio.5 Procedimentos experimentais 117 Antes de começar a anotar os resultados. - 7. 6. Certifique-se que a amplitude do sinal do gerador permaneça constante (V0 = 4V) para todos os valores de frequência utilizados. - .27 para os três pontos indicados na tabela. - . 5. Determine a partir do gráfico traçado os seguintes parâmetros: • a frequência de ressonância. ωR . Tabela 1 f (Hz) log (f /Hz) V0R ± σV0R PR ± σPR (mW) PR (mW) Discrepância (%) (V) experimental equação 8. ∆ω. 8. A partir dos dados da tabela 1 trace a curva da potência média (dados experimentais) dissipada no resistor em função do logaritmo da frequência f . - .

e pela observação da voltagem no resistor (canal 2 do osciloscópio) determine a frequência de ressonância para este circuito.3 Procedimento III: determinação da frequência de ressonância pela diferença de fase Há várias maneiras de se determinar a frequência de ressonância de um circuito RLC. 2 mH. considerando- se os valores de R.5. Nos procedimentos anteriores determinamos a frequência de ressonância através da dependi- encia da amplitude da voltagem no resistor com a frequência.5 Procedimentos experimentais 118 • o fator de mérito. Q. 8. Meça e anote os valores de R e C utilizados.8. 9.2 Procedimento II: análise da amplitude de corrente no circuito RLC em paralelo 1. • a potência média no máximo.5.6 com R = 2. 3. Monte o circuito da figura 8. 2. Faça uma varredura rápida em frequência abrangendo a faixa entre 1 e 20 kHz. Para isto faça medidas rápidas de V0R para alguns valores de frequência. L e C usados. C = 10 nF e L = 23. Certifique-se que a amplitude do sinal do gerador permanece constante (V0 = 4 V) para todos os valores de frequência utilizados. Faça um esboço da curva da voltagem no resistor (V0R ) em função da frequência para este circuito. hPR imax . 2 kΩ. ajuste a tensão de saı́da do gerador para uma onda senoidal com amplitude V0 = 4 V e frequência f = 1 kHz. Escreva seus resultados na tabela 2. A introdução de indutores . A amplitude da voltagem do gerador deve ser monitorada pelo canal 1 do osciloscópio. 4. Compare os resultados obtidos no item 8 com os valores nominais esperados. Com o auxı́lio do osciloscópio. Tabela 2 Parâmetro Experimental Modelo Discrepância ωR ∆ωsérie Q hPR imax 8. tendo o cuidado de tomar pontos ao redor da ressonância medida no item anterior.

montamos o circuito mostrado na figura 8. Na figura. enquanto que para um circuito indutivo (RL) ela se atrasa. observando os dois canais simultaneamente no osciloscópio (figura 8. ∆t é diferença de tempo entre dois máximos.1 e variamos a frequência. já circuitos puramente resistivos não apresentam diferença de fase alguma. nesse caso o circuito se comporta como puramente resistivo. a corrente se adianta em relação à vol- tagem. Para frequências abaixo da frequência de ressonância a voltagem do resistor (canal 2) se encontra adian- tada em relação à voltagem da fonte (canal 1).5.8). a diferença de fase. A ressonância ocorre quando XC = XL . em radianos.3. Para frequências acima da frequência de ressonância ocorre o contrário. Essa será a frequência de ressonância.8. Vimos que no caso de um circuito capacitivo (RC). Desse modo. a voltagem no resistor fica atrasada em relação à voltagem da fonte. enquanto o contrário ocorre quando o circuito tem caracterı́sticas indutivas.46) T onde T e f são o perı́odo e a frequência do sinal do gerador. Observando os sinais senoidais de corrente e tensão através do gerador. Quando o circuito RLC possui carac- terı́sticas capacitivas.5 Procedimentos experimentais 119 e capacitores em circuitos elétricos alimentados com corrente alternada tem como resul- tado o surgimento de diferencas de fase entre a corrente e a voltagem aplicada no circuito. Neste método.8: Diferença de fase entre a tensão do gerador e a corrente no circuito. . variando-se a frequência podemos determinar com segurança a frequência na qual a diferença de fase vai a zero. Baseados nessas considerações. A frequência de ressonância é aquela para a qual a diferença de fase é nula. e ∆t é o deslocamento relativo entre os sinais i(t) − proporcional a VR (t) − e V (t). respectivamente. 8. (8. XC é maior que XL . entre os dois sinais é dada por: 2π∆t ϕ1 = = 2πf ∆t.1 Método da diferença de fase Figura 8. podemos conceber dois outros métodos para determinação da frequência de ressonância de um circuito RLC. que serão descritos a seguir.

8. E é possı́vel determinar a diferença de fase entre esses sinais a partir da geometria da figura de Lissajous observada. Figura 8.48) Z Escrevendo Vy como função de Vx encontramos:   R q 2 2 Vy = cos(ϕ)Vx + sen(ϕ) V0 − Vx . (8.47) e R Vy = V0 sen(ωt + ϕ). temos: Vx = V0 sen(ωt). o osciloscópio também pode mostrar em sua tela o gráfico da voltagem no canal 2 em função da voltagem do canal 1 (configuração conhecida como modo X-Y). (8. Quando os sinais medidos pelo osciloscópio são senoidais.9: Figura de Lissajous (elipse) resultante da composição de 2 sinais senoidais defasados. um no eixo horizontal (canal 1) e outro no eixo vertical (canal 2): essas figuras são chamadas de figuras de Lissajous.9.2 Método das figuras de Lissajous Os osciloscópios digitais utilizados nesse curso possuem 2 canais. Para o caso do circuito RLC. a figura observada será uma elipse.5.49) Z . permitindo a observação simultânea de 2 sinais independentes.3.5 Procedimentos experimentais 120 8. Se esses sinais senoidais possuem a mesma frequência e uma diferença de fase não-nula. (8. Mas além de permitir a observação de gráficos de voltagem versus tempo (configuração chamada de modo Y-T). aplicaremos a voltagem do gerador ao canal 1 (eixo x) e a voltagem do resistor ao canal 2 (eixo y). Sendo Vx a voltagem do gerador e Vy a voltagem no resistor. como pode ser visto na figura 8. as figuras geométricas observadas na tela são o resultado da composição de 2 movimentos oscilatórios.

49. C = 10 nF e amplitude de tensão do gerador V0 = 5 V. Na figura 8.50 se reduz à equação de uma reta. Na figura 8. respectivamente:  2  2 ZVy Vx + = 1. a equação 8.10 mostramos a figura de Lissa- jous esperada para um circuito RLC para 2 situações diferentes: diferença de fase arbitrária e diferença de fase nula. podemos determinar o módulo da diferença de fase entre a voltagem do gerador e a corrente pela .50) Z Para ϕ = ±π/2. (8.8. Usando a equação 8. a elipse se torna excêntrica.10: Circuito RLC com R = 1 kΩ. Assim. (8. Linha tracejada: figura de Lissajous observada para frequência igual à frequência de ressonância. observamos que quando Vx = V0 temos b = V0 e quando Vy = 0 temos a = V0 |sen(ϕ)|. Nessa situação o sistema se encontra em ressonância. Linha contı́nua: figura de Lissajous para frequência diferente da frequência de ressonância. sua excentrici- dade será máxima quando ϕ = 0. Figura 8. e a figura de Lissajous observada será uma reta.10 mostramos também 2 parâmetros (a e b) que podem ser utilizados para medir a diferença de fase usando a figura de Lissajous. a equação 8. L = 10 mH.49 se reduz à equação de uma elipse com os eixos maior e menor ao longo dos eixos x e y.5 Procedimentos experimentais 121 Para ϕ = 0. com uma inclinação dada por R/Z: R Vy = Vx .51) RV0 V0 Para valores de ϕ diferentes de 0 ou ± π/2.

8. Complete a tabela 3 com os valores de diferença temporal (∆t) entre a voltagem do gerador e a corrente do circuito para 10 valores de frequência.38 e os valores medidos para R. Meça os valores de R e C e anote o valor de L dos dispositivos utilizados.21. 4.5. varie a frequência até que a elipse na tela do os- ciloscópio se transforme numa reta.8. (8. dado pela equação 8. temos |sen(ϕ)| = 3. A partir do valores medidos para ∆t. utilizando a equação 8. Para a situação mostrada. calcule os valores da diferença de fase ϕ. Todos os resultados experimentais devem ser apresentados com suas respectivas incertezas. 8. Ajuste a saı́da do gerador de funções para uma frequência f = 5 kHz e meça os parâmetros a e b da figura de Lissajous formada (vide fig. calcule os valores esperados (nominais) para a diferença de fase (ϕN ). Na Tabela 3. 5/5 = 0. Com o auxı́lio do osciloscópio. . 2 mH.10).10.3. 6. Monte o circuito da figura 8. Utilizando o método da figura de Lissajous identifique a condição de ressonância do circuito. Compare o valor medido de fR com o valor esperado. Certifique-se que a amplitude do sinal do gerador permanece constante (V0 = 4 V) para todos os valores de frequência utilizados.52) b onde a e b são parâmetros representados na figura 8. com suas incertezas (considere incerteza relativa de 10% para o valor nominal da indutância). C = 10 nF e L = 23. A partir dessa condição determine a frequência de ressonância fR e sua respectiva incerteza.5 Procedimentos experimentais 122 expressão: a |sen(ϕ)| = . 2.3 Medidas da diferença de fase 1.1 com R = 1 kΩ. L e C. No modo de operação X-Y. ajuste a tensão de saı́da do gerador para uma onda senoidal com amplitude V0 = 4 V e frequência f = 1 kHz. 8 rad. 5. 7 ⇒ ϕ = 0. 3. A partir destes valores determine a diferença de fase para esta frequência. Lembre-se que no resistor a corrente está em fase com a voltagem e que para frequências abaixo da ressonância. metade deles abaixo da frequência de ressonância determinada e a outra metade acima. Use para isto o valor da frequência de ressonância encontrado pela figura de Lissajous. 0 < ϕ < +π/2 e para frequências acima da ressonância −π/2 < ϕ < 0.

.8.5 Procedimentos experimentais 123 Tabela 3 f (Hz) log(f /Hz) ∆t ± σ∆t ϕ ± σϕ ϕN (ms) (rad) (rad) 7) Faça o gráfico da diferença de fase ϕ versus log(f /Hz). Obtenha do gráfico traçado a frequência de ressonância fR .

PARTE II RELATÓRIOS E PRÉ-RELATÓRIOS .

. Veja como fazer isso na Figura 1.5 pontos) Conecte o voltı́metro entre os terminais do resistor e ajuste a voltagem de saı́da da fonte a 1 V.5 ponto) Monte o circuito indicado na Figura 1. Meça também o valor de R1 usando um multı́metro digital. Relatório: Experimento 1 Nome 1: Assinatura 1: Nome 2: Assinatura 2: Nome 3: Assinatura 3: Nome 4: Assinatura 4: Turma: Procedimento I: Lei de Ohm Q1 (0.10. Q2 (1.9 do roteiro de experiências. Faz alguma diferença na medida a posição em que você insere o amperı́metro? Justifique sua resposta. Complete a Tabela 1.i e suas incertezas. Varie o valor da tensão entre 1 a 2 V para tomar seis pares de pontos VAB . Conecte o amperı́metro ao circuito de modo a medir a corrente que passa por R1 (pontos A ou B).

Estime também a sua incerteza σR e compare os 2 valores obtidos para R1 . Determine graficamente (isto é. Não se esqueça de incluir as incertezas das grandezas representadas em ambos os eixos.0 pontos) Faça um gráfico de VAB versus i no retı́culo milimetrado disponı́vel na página seguinte. a=( ± ) b=( ± ) R1(gráfico) = ( ± ) . 2 Tabela 1 N i ± σi (mA) VAB ± σV (V) 1 2 3 4 5 6 R1(multı́metro) = ( ± ) Q3 (2. e a partir deles o valor da resistência R. sem o uso de computadores) os coeficien- tes angular e linear da reta que melhor se ajusta aos seus pontos experimentais.

Monte o circuito mostrado na Figura 1.11 do roteiro. 3 Procedimento II: Lei das tensões de Kirchhoff e associação em série de resistores Ligue a fonte de alimentação e ajuste a voltagem para VB = 0 V antes de iniciar a montagem do circuito.12. medindo seu valor com o voltı́metro. . Veja como fazer isso com Figura 1. Ajuste o valor da voltagem na fonte para VB = 5 V.

VBC e VAC . o que podemos dizer sobre as correntes e vol- tagens nos elementos de uma associação em série de resistores? A corrente é maior ou menor que na situação com apenas 1 resistor? .5 ponto) A partir de suas medidas. Complete as Tabelas 2 e 3 com estes valores e suas respectivas incertezas.5 pontos) Meça as correntes nos pontos A e B e as voltagens VAB . 4 Q4 (1. Tabela 2 Ponto no circuito i (mA) σi (mA) A B Tabela 3 Pontos no circuito V (V) σV (V) AB BC AC Q5 (0.

Veja como fazer isso com Figura 1. Ajuste o valor da voltagem na fonte para VB = 2 V. medindo seu valor com o voltı́metro. Tabela 4 Ponto no circuito i (mA) σi (mA) A B D Tabela 5 Pontos no circuito V (V) σV (V) AC BC DE . 5 Q6 (1. utilize a lei de Ohm para obter a resistência equivalente do circuito.5 pontos) Meça as correntes nos pontos A.13 do roteiro. Procedimento III: Lei das correntes de Kirchhoff e associação em paralelo de resistores Monte o circuito mostrado na Figura 1. VBC e VDE .14. Q7 (1. B e D e as voltagens VAC .0 ponto) A partir dos valores medidos da corrente total que atravessa o circuito e a tensão aplicada. Complete as tabelas 4 e 5 com estes valores e suas respectivas incertezas.

6

Q8 (0,5 ponto) A partir de suas medidas, o que podemos dizer sobre as correntes e volta-
gens nos elementos de uma associação em paralelo de resistores?

Q9 (1,0 ponto) A partir dos valores medidos da corrente total que atravessa o circuito e a
voltagem aplicada, utilize a lei de Ohm para obter a resistência equivalente do circuito.

Relatório: Experimento 2

Nome 1: Assinatura 1:

Nome 2: Assinatura 2:

Nome 3: Assinatura 3:

Nome 4: Assinatura 4:

Turma:

Procedimento I: seleção dos parâmetros da forma de onda no gerador de
funções e medida de amplitude.

Monte o circuito da figura 2.11 do roteiro desta aula. Ligue o gerador de sinais, selecione a
forma de onda quadrada com uma frequência de 1 kHz e uma amplitude próxima de 4 V.

Q1 (0,5 ponto) Utilizando a rede de gratı́culas, meça a amplitude da onda quadrada. Indi-
que também a escala vertical utilizada.

V0 = ( ± )

Escala vertical:

Procedimento II: ajuste automático e controle de “trigger”.

Q2 (1,0 ponto) Pressione o botão “Auto Set” e espere até que a forma de onda esteja estável
na tela. Pressione o botão que habilita a exibição do menu do canal 1 na tela, e anote as
opções selecionadas para o canal 1; descreva brevemente o quê cada uma delas significa.

2

• Acoplamento:

• Ganho variável:

• Sonda:

• Inverter:

Q3 (1,0 ponto) Pressione o botão que habilita a exibição do Menu de “trigger”. Aumente
o nı́vel do “trigger” até ele ficar acima do patamar superior da onda quadrada. O que
ocorre? Explique. O quê ocorreria se o nı́vel do “trigger” ficasse abaixo do patamar infe-
rior?

Retorne o nı́vel do “trigger” até o valor médio da forma de onda para prosseguir com
as medidas.

Q4 (0,5 ponto) Anote a escala vertical da voltagem e a base de tempo selecionadas auto-
maticamente.

Escala vertical:

Escala horizontal:

Procedimento III : execução de medidas com diferentes escalas.

Q5 (1,5 ponto) Utilize as escalas de voltagem de 1 V e 5 V por divisão e faça a leitura das
amplitudes. Apresente os valores na tabela 1 e calcule os valores das incertezas relativas.

Tabela 2 Escala horizontal T ± σT (ms) σT /T 0.1 ms e 0. Q7 (1.1 ms/DIV 0.5 ms por divisão e apresente os valores do perı́odo e da incerteza relativa na tabela 2.0 V/DIV Altere as escalas de tempo para 0. a amplitude.5 ms/DIV Q6 (0.5 ponto) Quais escalas de voltagem e de tempo proporcionam uma medida com menor incerteza relativa? Procedimento IV: utilizando o menu de medidas. a voltagem pico-a-pico e a lar- gura positiva do sinal quadrado inicial e complete a tabela 3 com valores medidos.0 V/DIV 5.0 ponto) Meça a frequência. 3 Tabela 1 Escala vertical V0 ± σV (V) σV /V 1. . o perı́odo.

enquanto a leitura de 1/∆t dará o valor da frequência desta oscilação. Agora no menu “Cursores” faça a leitura da grandeza ∆V.14 do roteiro. Anote todos este valores e preencha a Tabela 5. meça o tempo relativo à posição de cada cursor.frequência de oscilação Cursor 1 Cursor 2 ∆t 1/∆t Selecione agora cursores do tipo “Amplitude” e meça a amplitude dos picos da oscilação posicionando o cursor 1 no topo do primeiro pico e o cursor 2 na base do segundo pico. conforme a figura 2. a diferença ∆t representa o perı́odo. 4 Tabela 3 Grandeza Valor ± σ f T V0 Vpp Lpos Procedimento V: usando os cursores. . Anote todos estes valores e preencha a Tabela 4.0 pontos) Utilizando os cursores de “tempo”. Q8 (2. Tabela 4 Tipo Tempo . a diferença de voltagem entre os pontos onde cada cursor cruza a forma de onda.

sem no entanto levá-lo acima (abaixo) do patamar superior (inferior) da onda quadrada. Q9 (1. Tabela 6 Tipo Tempo .amplitude dos picos da oscilação Cursor 1 Cursor 2 ∆V Usando os cursores do tipo “Tempo” posicione o cursor 1 no ponto em que a forma de onda cruza a segunda linha da gratı́cula abaixo do centro da tela (ver Figura 2. 5 Tabela 5 Tipo Amplitude .15). Esse é o nı́vel de 10% da forma de onda. As formas de onda se deslocam hori- zontalmente na tela? Selecione agora o sinal do canal 2 como o sinal do “trigger”. Esse é o nı́vel de 90% da forma de onda.tempo de subida Cursor 1 Cursor 2 ∆t 1/∆t ∆V Procedimento VI: observação de 2 formas de onda simultaneamente. A leitura ∆t no menu “Cursores” é o tempo de subida da forma de onda. Posicione o cursor 2 no ponto em que a forma de onda cruza a segunda linha da gratı́cula acima do centro da tela. preencha a Tabela 6.0 ponto) Varie o valor do nı́vel do “trigger”. sem no entanto levá-lo acima (abaixo) do valor máximo (mı́nimo) . Novamente varie o valor do nı́vel do “trigger”.

Procedimento VII: adicionando valores constantes aos sinais. . Desta vez as formas de onda se deslocam horizontalmente na tela? Explique. Q10 (1. 6 da onda senoidal.0 ponto) O quê ocorre com a forma de onda (a qual foi adicionado um valor cons- tante) quando escolhemos a opção “CA” para o acoplamento do canal? Explique.

5 ponto) A partir do valor encontrado para t1/2 . Apresente também a expressão utilizada para calcular a incerteza. determine o valor de τ do circuito RC com sua incerteza.5 ponto) Compare os valores que obteve para a constante de tempo τ . através da medida direta de seu valor e através da medida de t1/2 . Relatório: Experimento 3 Nome 1: Assinatura 1: Nome 2: Assinatura 2: Nome 3: Assinatura 3: Nome 4: Assinatura 4: Turma: Procedimento I Q1 (0. τ =( ± ) Expressão para στ = Q3 (0. com suas respectivas incertezas: τ =( ± ) t1/2 = ( ± ) Q2 (0. .5 ponto) Apresente os valores experimentais encontrados para τ e t1/2 do circuito RC.

0 ponto) Com o auxı́lio de um multı́metro meça os valores de R e C. Escala vertical: Escala horizontal: Tabela 1 N t ± σt (ms) VR ± σV (V) 1 2 3 4 5 6 . usando os cursores ou fazendo leitura direta na tela. Anote também as escalas de tempo e voltagem utilizadas. Calcule o valor nominal de τ . Anote os valores medidos com suas respectivas incertezas na Tabela 1. R=( ± ) C=( ± ) τ =( ± ) Expressão para στ = Q5 (1. 2 Procedimento II Q4 (1.0 ponto) Meça seis pares de valores de t e VR . isto é. Indique também a expressão utilizada para calcular a incerteza. o valor calculado a partir dos valores medidos de R e C.

considere o valor nominal como o valor de referência). .0 ponto) Preencha a Tabela 2 com os valores encontrados para τ do circuito RC nas questões 1.0 ponto) Faça um gráfico de VR versus t no retı́culo milimetrado abaixo. 4 e 6 (com suas respectivas incertezas). 3 Q6 (1. τ =( ± ) Q7 (1. utilizando o mesmo método do Procedimento I. obtenha o valor de τ e sua incerteza. 2. A partir da curva traçada. assim como as incertezas relativas e as discrepâncias relativas (no cálculo das discrepâncias. marcando os pontos medidos e traçando à mão livre a curva que melhor se ajusta aos pontos expe- rimentais.

4 Tabela 2 Questão τ ± στ (ms) στ /τ (%) Discrep.5 ponto) Utilize um dos métodos utilizados acima (no procedimento I ou II) para medir τ e a partir deste valor calcule o valor de RG . τmedido = ( ± ) RG = ( ± ) .5 ponto) Calcule o valor de τ esperado para o circuito RC montado e sua incerteza. Qual a medida mais precisa? Qual a mais acurada? Procedimento III Q8 (0. (%) Q1 Q2 Q4 − Q6 Compare os 4 valores obtidos para τ e comente sobre as vantagens e desvantagens de cada medida. Utilize este valor para calcular a frequência da onda quadrada a ser utilizada. comparando com o valor esperado. rel. lembrando que RG = 50 Ω. τesperado = ( ± ) f= Q9 (0.

e anote-os também na tabela.5 ponto) Apresente os valores experimentais encontrados para τ e t1/2 do circuito RL.5 ponto) A partir do valor encontrado para t1/2 . utilizando o mesmo método do procedimento I. Não se esqueça de anotar os valores das escalas de tempo e voltagem utilizadas nas medidas. Apresente também a expressão utilizada para calcular a incerteza e compare com o valor obtido através da medida direta da constante de tempo. τ =( ± ) Expressão para στ = Procedimento V Q12 (1. 5 Procedimento IV Q10 (0. com suas respectivas incertezas. Calcule os valores de ln(VL /Volt) e suas incertezas. . determine o valor de τ do circuito RL com sua respectiva incerteza.0 ponto) Meça sete pares de valores de t e VL e anote os valores obtidos na Tabela 3. com suas respectivas incertezas. τ =( ± ) t1/2 = ( ± ) Q11 (0.

6 Escala vertical: Escala horizontal: Tabela 3 N t ± σt (ms) VL ± σV (V) ln(VL /Volt) ± σlnV 1 2 3 4 5 6 7 Meça o valor de R usando um multı́metro.26 do roteiro desta aula. obtenha os valores dos coeficientes linear e angular e. que tem como resultado t ln(VL ) = ln(VB ) − .5 ponto) Faça o gráfico de ln(VL /Volt) versus t no retı́culo milimetrado abaixo. e considere que o indutor possui uma incer- teza de 10% no valor nominal de sua indutância. obtenha o valor de τ . τ Q14 (0. Apresente esses valores e calcule o valor nominal de τ . R=( ± ) L=( ± ) τ =( ± ) Expressão para στ = Q13 (0. a partir destes valores. Note que este gráfico corresponde a uma linearização da equação 3. com sua incerteza. Apresente também a expressão utilizada para calcular στ .5 ponto) Utilizando um dos programas de regressão linear disponı́veis.

7 a=( ± ) b=( ± ) τ =( ± ) Q15 (0. considere o valor nominal .5 ponto) Preencha a Tabela 4 com os valores encontrados para τ do circuito RL nas questões 10. 11. 12 e 14 (com suas respectivas incertezas). assim como as incertezas rela- tivas e as discrepâncias relativas (no cálculo das discrepâncias.

rel. (%) Q10 Q11 Q12 − Q14 . Qual a medida mais precisa? Qual a mais acurada? Tabela 4 Questão τ ± στ (ms) στ /τ (%) Discrep. Compare os 4 valores obtidos para τ e comente sobre as vantagens e desvantagens de cada medida. 8 como o valor de referência).

.0 ponto) Apresente os valores medidos com o multı́metro para R e C. T0 = ( ± ) Diagrama: Q2 (1. Relatório: Experimento 4 Nome 1: Assinatura 1: Nome 2: Assinatura 2: Nome 3: Assinatura 3: Nome 4: Assinatura 4: Turma: Procedimento I Q1 (1. assim como o valor nominal de L (considere que o indutor possui uma incerteza relativa de 10%).0 ponto) Qual foi o valor medido para o perı́odo T 0 das oscilações de voltagem no capacitor e sua respectiva incerteza? Explique como foi realizada a medida através de um simples diagrama.

. faça um gráfico de ln(|VC (tn )| /Volt) em função de tn . Essa função pode ser linearizada. obtendo-se a relação ln(|VC (tn )|) = ln(∆V ) − αt. Anote também as escalas utilizadas. A partir dos dados da Tabela 1.5 ponto) A função que descreve o decaimento das oscilações da tensão no capacitor num circuito RLC é dada por: |VC (tn )| = ∆V e−αt . 2 R=( ± ) L=( ± ) C=( ± ) Q3 (1.0 ponto) Apresente os dados obtidos para |VC (tn )| e tn na Tabela 1. Escala vertical: Escala horizontal: Tabela 1 tn ± σtn |VC (tn )| ± σ[|VC (tn ]| (V) ln(|VC (tn )| /1V ) σ(ln(|VC (tn )|) Q4 (1.

faça um ajuste linear do gráfico da questão 4. a=( ± ) b=( ± ) Q6 (1.0 ponto) A partir dos resultados da Questão 5. Não se esqueça das unidades. determinando seus coeficientes linear e angular. com suas respectivas incertezas. assim como suas incertezas. Indique também as expressões utilizadas para calcular as . 3 Q5 (1. determine os valores de α e ∆V .0 ponto) Utilizando o método dos mı́nimos quadrados.

Ao calcular αN você considerou a resistência total do circuito? αN = ( ± ) Expressão para σ(αN ) = Q8 (1. τ =( ± ) . meça o número N de oscilações e calcule o fator de mérito Q. Calcule também o fator Q por outras 2 maneiras: a partir dos valores de ω0 e α e a partir dos valores de ω0 .0 ponto) A partir do valor experimental de α obtido na Questão 5. 4 incertezas. L e C. α=( ± ) ∆V = ( ± ) Exp. para σα = Exp. para σ(∆V ) = Q7 (1. determine o valor nominal de α (αN ) e sua incerteza. A partir da imagem na tela do osciloscópio. L e R. Apresente todos os valores e as discrepâncias na Tabela 2 (considere o último valor como sendo o valor de referência). Indique a expressão utilizada para calcular a incerteza.0 ponto) A partir dos valores de R. calcule a constante de tempo τ = 1/α e sua incerteza. Compare este valor nominal com o valor obtido na Questão 6: os valores são compatı́veis? Calcule a discrepância relativa.

Valor medido: R crı́tica = ( ± ) Valor esperado: R crı́tica = ( ± ) Q10 (0. L. Explique o significado fı́sico da resistência crı́tica.0 ponto) Qual foi o valor medido para a resistência crı́tica e sua respectiva incer- teza? Compare com o valor esperado (lembre que no regime crı́tico α = ω0 ). 5 Tabela 2 Parâmetro para o cálculo Q Discrepância (%) N ω0 .5 ponto) O quê você observou na tensão do capacitor quando ajustou o potenciômetro para resistência nula? Era isso que você esperava? Explique! . R - Procedimento II Q9 (1. α ω0 .

Relatório: Experimento 5 Nome 1: Assinatura 1: Nome 2: Assinatura 2: Nome 3: Assinatura 3: Nome 4: Assinatura 4: Turma: Procedimento I: uso do multı́metro e do osciloscópio para medidas de tensão alternada Q1 (1. meça com o osciloscópio (pelo sistema de gratı́culas ou pelo menu “Medidas”) sua frequência e sua amplitude. Anote todos os valores medidos na Tabela 1. levando em conta os seguintes aspectos: para essas medidas. . Tabela 1 f ± σf V0 ± σV0 (V) V ± σV (V) Q2 (1.0 ponto) Para um sinal senoidal de 60 Hz. qual é o instrumento mais confiável? Por que a discrepância entre as medidas é maior em 3 kHz do que em 60 Hz? Pode-se utilizar um multı́metro para medir a tensão da rede elétrica? Justifique todas as suas respostas. Em seguida mude a frequência do sinal para 3 kHz e refaça as medidas. meça também a voltagem do gerador com o multı́metro digital de bancada.0 ponto) Comente os resultados obtidos.

R1 = ( ± ) R2 = ( ± ) Q4 (0. 2 Procedimento II: circuitos resistivos com tensão senoidal Q3 (0.5 ponto) Selecione um sinal senoidal no gerador de funções. Q5 (0.5 ponto) O sinal da corrente possui frequência igual ou diferente da frequência da tensão produzida pelo gerador? Isso é esperado? Explique! Q6 (0. com uma frequência próxima de 500 Hz.5 ponto) Há diferença de fase entre esses dois sinais? Isso é esperado? . e anote seus valores com as respectivas incertezas. O sinal do canal 2 é a corrente no circuito? Explique. Você deve observar 2 ondas senoidais na tela do osciloscópio.5 ponto) Meça os valores das resistências R1 e R2 com o multı́metro.

a amplitude de tensão sobre o resistor R1 pode ser calculada pela equação 5.0 pontos) Faça um gráfico de V0R1 versus i0 no retı́culo milimetrado a seguir. A relação observada é aquela prevista pela equação 5. .30 0.0 pontos) Ajuste a amplitude da tensão no gerador de modo que a amplitude de tensão sobre o resistor R2 seja V0R2 = 0.40 0. 3 Q7 (2. sempre ajustando a ampli- tude de voltagem no gerador para que a amplitude V0R2 aumente em intervalos de 0. 30 V e com esse valor calcule a amplitude de cor- rente como i0 = V0R2 /R2 . Complete a Tabela 2 com esses dados.70 0. Repita agora a medida para outros cinco valores de V0R2 .60 0.80 Q8 (2.10 do roteiro desta aula? Explique.50 0.10 V. Tabela 2 V0R2 ± σV0R2 i0 ± σi0 (A) V0G ± σV0G (V) V0R1 (V) σV0R1 (V) 0.11 do roteiro desta aula. Como o sinal do canal 1 é a tensão do gerador (com amplitude V0G ).

4 Q9 (1.0 ponto) Utilizando um dos programas de regressão linear disponı́veis. a=( ± ) b=( ± ) R1 = ( ± ) . obtenha o valor de R1 . obtenha os valores dos coeficientes linear e angular e. a partir destes valores.

Este resultado seria diferente se a frequência do sinal do gerador fosse diferente de 500 Hz? .0 ponto) Compare o valor obtido do gráfico com o valor obtido na medida direta com o multı́metro. 5 Q10 (1. comentando seu resultado.

0 ponto) Anote os valores medidos para a frequência e para o atraso temporal.5 ponto) Anote os valores medidos para R e C.0 ponto) A partir do valor obtido para ϕ1 . R=( ± ) C=( ± ) Q2 (1. com suas respectivas incertezas. A partir desses valores calcule a diferença de fase e sua incer- teza. calcule o valor da reatância capacitiva XC . Indique a expressão para a incerteza de ϕ1 : f1 = ( ± ) ∆t1 = ( ± ) ϕ1 = ( ± ) Expressão para δϕ1 : Q3 (1. Relatório: Experimento 6 Nome 1: Assinatura 1: Nome 2: Assinatura 2: Nome 3: Assinatura 3: Nome 4: Assinatura 4: Turma: Procedimento I: verificação do análogo da lei de Ohm para capacitores Q1 (0.

0 ponto) Apresente os resultados obtidos na Tabela 1.60 0.50 0. 2 para a frequência f1 . XC = ( ± ) Expressão para δXC : Q4 (1. Indique também as expressões utilizadas para calcular as incertezas σi0 e σV0C .0 ponto) Faça um gráfico de V0C versus i0 no retı́culo milimetrado a seguir.30 0.70 0.80 Q5 (1. Expressão para σi0 = Expressão para σV0C = Tabela 1 Valores V0B ± σV0B i0 ± σi0 (A) V0G ± σV0G (V) V0C (V) σV0C (V) sugeri- dos para V0B 0.40 0. . para as medidas feitas na frequência f1 .

obtenha o valor de XC . a=( ± ) b=( ± ) XC = ( ± ) .0 ponto) Utilizando um dos programas de regressão linear disponı́veis. obtenha os valores dos coeficientes linear e angular e. a partir destes valores. 3 Q6 (1.

0 ponto) Compare os valores de XC obtidos nas questões 3 e 6 com o valor nominal.5 pontos) Se esse experimento for realizado a uma frequência diferente de f1 . (%) Q3 Q6 Nominal − Q8 (0. e anote os valores na Tabela 2. comentando seu resultado. 4 Q7 (1. Calcule as discrepâncias relativas e as incertezas relativas. rel. Qual a medida mais precisa? Qual a medida mais acurada? Tabela 2 Questão XC ± σXC (Ω) σXC /XC (%) Discrep. . o valor obtido para XC se alteraria? Caso sim. quantifique a variação deste valor.

. o valor obtido para XL se alteraria? Caso sim. calcule o valor da reatância indutiva XL para a frequência f2 . com suas respectivas incertezas. 5 Procedimento II: medida da diferença de fase e da reatância indutiva de um circuito RL Q9 (0. A partir desses valores calcule a diferença de fase e sua incerteza.5 pontos) Se esse experimento for realizado a uma frequência diferente de f2 . R=( ± ) L=( ± ) Q10 (1.5 ponto) Anote o valor medido para R e o valor nominal de L (considere que a incerteza relativa no valor da indutância seja 10%). Indique a expressão para a incerteza de ϕ2 : f2 = ( ± ) ∆t2 = ( ± ) ϕ2 = ( ± ) Expressão para δϕ2 : Q11 (1. XL = ( ± ) Expressão para δXL : Q12 (0. quantifique a variação deste valor.0 ponto) Anote os valores medidos para a frequência e para o atraso temporal.0 ponto) A partir do valor obtido para ϕ2 .

2 kHz. Relatório: Experimento 7 Nome 1: Assinatura 1: Nome 2: Assinatura 2: Nome 3: Assinatura 3: Nome 4: Assinatura 4: Turma: Q1 (1. 1 kHz. 20 kHz e 50 kHz.0 ponto) Apresente os valores medidos e calculados para o filtro passa-alta na Tabela 1. 500 Hz. 10 kHz. Os valores sugeridos para a frequência são: 200 Hz. 5 kHz. Tabela 1 f ± σf log(f /Hz) V0 ± σV0 V0R ± σV0R APA ± σAPA APA (Hz) (V) (V) (experimental) (modelo) .

20 kHz e 50 kHz. Adicione a este gráfico também os valores de APA calculados a partir do modelo. 500 Hz. 10 kHz. Identifi- que claramente no gráfico cada uma das curvas.5 ponto) Anote os valores medidos para R e C. σAPA = Q2 (0. R=( ± ) C=( ± ) Q3 (1. 2 Apresente também a expressão utilizada para calcular σAPA .0 ponto) Apresente os valores medidos e calculados para o filtro passa-baixa na Tabela 2. Explique por que os circuitos utilizados podem ser vistos como filtros de passa-alta e passa-baixa. 2 kHz. apresente os gráficos de APA versus log(f /Hz) e APB versus log(f /Hz) (coloque as 2 curvas no mesmo gráfico). . 1 kHz. Os valores sugeridos para a frequência são: 200 Hz. 5 kHz.0 ponto) Utilizando o retı́culo milimetrado na página seguinte. Tabela 2 f ± σf log(f /Hz) V0 ± σV0 V0C ± σV0C APB ± σAPB TPB (Hz) (V) (V) (experimental) (dB) Q4 (2.

3 Q5 (1. determine as frequências de corte para os .0 ponto) A partir do gráfico da questão Q4.

(%) fcPA fcPB fcnominal − . utilizando os valores medidos de R e C. rel. Coloque todos os valores medidos e calculados na Tabela 3. fcnominal = ( ± ) Expressão paraσfcnominal Tabela 3 Frequência fc ± σfc (Ω) σfc /fc (%) Discrep. calculando o erro relativo e discrepância relativa. 4 filtros passa-alta e passa-baixa e estime suas incertezas. explique como foi estimada/calculada a incerteza.0 ponto) Determine o valor nominal da frequência de corte (fcnominal ) e sua respectiva incerteza a partir da equação 7. Faça também uma comparação entre os valores.9. fcPA = ( ± ) fcPB = ( ± ) Q6 (1.

ωcPB = ( ± ) α=( ± ) . Compare os valores obtidos com os valores esperados.0 ponto) Apresente no retı́culo milimetrado abaixo o diagrama de Bode (gráfico de TPB (em dB) versus log[ωRC]) para o circuito passa-baixa. calculando as discrepâncias relativas e apontando as prováveis causas para possı́veis discrepâncias. Anote abaixo os valores obtidos e uma es- timativa das incertezas. determine a frequência angular de corte ωcPB e a inclinação α da curva para ω  ωc (esta última pode ser calculada graficamente ou utilizando um dos programas de ajuste linear). 5 Q7 (1. Q8 (1.0 ponto) A partir do gráfico da questão Q7.

Para os valores de R. Encontre também a expressão de APA para ω = ωc . escreva a expressão para V0R levando em conta a resistência RG . c) Calcule o valor de APA no limite ω → ∞. Calcule o valor numérico de APA neste limite. b) A partir da equação 7.0 ponto) Vamos agora estimar o efeito da resistência interna do gerador de funções no comportamento de um filtro passa-alta. C e RG utilizados no item c. considerando R = 1 kΩ. .5 ponto) A partir do princı́pio de funcionamento de filtros utilizando circuitos RC. encontre os valores numéricos para ωc . d) Lembrando que ωc é a frequência angular que satisfaz Rtotal = XC (com Rtotal = R + RG ).4. Compare este valor com o que foi observado no gráfico de APA versus log(f /Hz) na questão Q4. encontre a expressão para a frequência de corte. fc e para APA (ω = ωc ). a) Escreva a impedância Z de um circuito RC alimentado por um gerador com re- sistência interna RG . C = 100 nF e RG = 50 Ω. 6 Q9 (1. como podemos utilizar filtros passa-alta e passa-baixa para montar um filtro passa-banda? Desenhe o diagrama do circuito. Q10 (0.

3 ponto) Anote os valores medidos para R e C. e o valor nominal de L (considere uma incerteza relativa de 10% do valor nominal). Calcule também sua incerteza e indique a expressão utilizada para este cálculo.5 ponto) Calcule o valor nominal da frequência angular de ressonância utilizando os valores de C e L anotados no item anterior. R=( ± ) C=( ± ) L=( ± ) Q2 (0. ωR = ( ± ) Expressão para σωR : . Relatório: Experimento 8 Nome 1: Assinatura 1: Nome 2: Assinatura 2: Nome 3: Assinatura 3: Nome 4: Assinatura 4: Turma: Procedimento I: análise da amplitude de corrente no circuito RLC em série Q1 (0.

Q5 (1. - Q4 (0. Tabela 1 f (Hz) log (f /Hz) V0R ± σV0R PR ± σPR (mW) PR (mW) Discrepância (%) (V) experimental equação 8. - . A partir desse gráfico.8 ponto) Apresente os resultados que você obteve na Tabela 1. - .5 ponto) Houve concordância entre os valores experimentais e os previstos pelo modelo? Justifique. - . - . - . obtenha os valores da frequência angular de .5 ponto) A partir dos valores experimentais obtidos na Tabela 1. faça um gráfico PR × log[ω/(rad/s)].27 . - . - . 2 Q3 (0.

3 ressonância ωR . ωR = ( ± ) ∆ω = ( ± ) hPR imax = ( ± ) Q=( ± ) . da largura de banda ∆ω e da potência média no máximo hPR imax . Calcule a partir desses valores o fator de mérito Q do circuito.

R=( ± ) C=( ± ) fR = ( ± ) Q9 (0. Tabela 2 Parâmetro Experimental Modelo Discrepância ωR ∆ωsérie Q hPR imax Q7 (0.0 ponto) Compare os resultados obtidos na questão 5 com os valores nominais esperados. . e o valor encontrado para a frequência de ressonância no circuito RLC em paralelo estudado. Escreva seus resultados na tabela 2. Procedimento II: análise da amplitude de corrente no circuito RLC em paralelo Q8 (0. considerando-se os valores de R e C (medidos) e L (nominal).4 ponto) Apresente os valores medidos para R e C utilizados no procedimento. 4 Q6 (1.4 ponto) O circuito RLC em série corresponde a que tipo de filtro? Justifique.3 ponto) Faça um esboço do comportamento da amplitude da voltagem no resis- tor em função da frequência para o circuito RLC em paralelo montado.

O circuito RLC em paralelo corresponde a que tipo de filtro? Justifique.5 ponto) Qual foi valor encontrado para a frequência de ressonância fR usando a figura de Lissajous? Apresente o gráfico da figura de Lissajous para a frequência de ressonância. . calcule a diferença de fase para esta frequência. 5 Q10 (0. fR = ( ± ) Q12 (0.Quais os valores medidos dos parâmetros a e b da figura de Lissajous para a frequência de 5 kHz? A partir desses valores.3 ponto) . Procedimento III: determinação da frequência de ressonância pela dife- rença de fase Q11 (0.5 ponto) .

Tabela 3 f (Hz) log(f /Hz) ∆t ± σ∆t ϕ ± σϕ ϕN (ms) (rad) (rad) Q14 (1. 6 a=( ± ) b=( ± ) ϕ=( ± ) Q13 (1. Q15 (0. Nesse mesmo retı́culo milimetrado.0 ponto) Apresente os resultados que você obteve na tabela 3. Não se esqueça de representar o erro na variável y do gráfico.0 ponto) A partir dos dados da tabela 3.A partir do gráfico traçado obtenha o valor experimental para a frequência de ressonância do circuito e sua respectiva incerteza. faça um gráfico de ϕ versus log(f /Hz) no retı́culo milimetrado abaixo. faça também o gráfico de ϕN em função de log(f /Hz).5 ponto) . .

Como o valor nominal se compara com os resultados obtidos nas questões Q11 e Q15? Calcule a discrepância relativa dos valores experimentais fR em relação ao valor nominal. Use os valores medidos de R e C e assuma que L possui incerteza relativa de 10%.Calcule o valor nominal da frequência de ressonância do circuito e sua respectiva incerteza. 7 fR = ( ± ) Q16 (0. . Justifique possı́veis diferenças.5 ponto) .

Qual o mais preciso? Qual o mais acurado? . 8 R=( ± ) C=( ± ) L=( ± ) fR = ( ± ) Tabela 4 fR ± σfR Discrepância Q11 Q15 Compare os resultados obtidos pelos dois métodos.

perı́odo e frequência? Q3 . .Liste os parâmetros básicos de um sinal que podem ser selecionados no gerador de funções.O quê é um gerador de sinais ou de funções? Q2 . Q1 .O quê é uma forma de onda e o que são sua amplitude. Pré-relatório: Experimento 2 Nome: Assinatura: Turma: Leia atentamente o texto do capı́tulo sobre gerador de funções e osciloscópio e responda às questões a seguir.

A figura abaixo corresponde à imagem na tela do osciloscópio obtida de um ex- perimento onde foram utilizadas as escalas 1DIV = 2 V para a deflexão vertical e 1 DIV = 0. Identifique as formas de onda V1 e V2 e determine quais são seus perı́odos e amplitudes. com as respectivas incertezas. Q7 .O quê são a base de tempo no osciloscópio e a escala vertical? Q5 .Desenhe o circuito que será utilizado no Procedimento I. .5 ms para a base de tempo.Como funciona o sistema de “trigger” do osciloscópio? Q6 . 2 Q4 .

determine as frequências das formas de onda V1 e V2 e suas respectivas incertezas. . 3   Formas de onda V1 e V2 . Q8 .A partir das respostas da questão 7.

Suponha que no instante inicial (t = 0 s) a fonte esteja desligada e o capacitor totalmente descarregado.Para a mesma situação do item anterior. suponha que esperou-se um tempo suficiente para que o capacitor se carregue totalmente e então (num tempo que podemos escolher como t = 0 s) desligou-se a fonte.O quê é um capacitor e qual sua equação caracterı́stica? Q2 . Q4 . Quais as equações para a variação das voltagens no capacitor e no resistor? Faça um esboço dos gráficos VC × t e VR × t. qual a expressão que descreve a evolução temporal da tensão no resistor? Faça um esboço do gráfico dessa função. Q3 .Considere um circuito RC conectado a uma fonte de tensão que produz uma vol- tagem constante VB . Pré-relatório: Experimento 3 Nome: Assinatura: Turma: Leia atentamente o texto do capı́tulo sobre circuitos RC e RL alimentados com onda quadrada e responda às questões a seguir. . Q1 . qual equação que descreve a variação da voltagem no capacitor VC em função do tempo? Faça um esboço do gráfico VC versus t.Para o mesmo circuito da questão 2. Quando a fonte é ligada.

Q9 . qual equação que descreve a variação da voltagem no capacitor VL em função do tempo? Faça um esboço do gráfico VL versus t. Q6 . qual a expressão que descreve a evolução temporal da tensão no resistor? Faça um esboço do gráfico dessa função. suponha que esperou-se um tempo suficiente para que a corrente atinja seu valor estacionário e então (num tempo que podemos escolher como t = 0 s) desligou-se a fonte.Considere um circuito RL conectado a uma fonte de tensão que produz uma vol- tagem constante VB . 2 Q5 . .O quê é um indutor e qual sua equação caracterı́stica? Q7 . Quando a fonte é ligada. Suponha que no instante inicial (t = 0 s) a fonte esteja desligada e a corrente no circuito seja nula. Quais as equações para a variação das voltagens no indutor e no resistor? Faça um esboço dos gráficos VL × t e VR × t.Para a mesma situação do item anterior.Para o mesmo circuito da questão 7.Qual a expressão para o tempo de relaxação τ de um circuito RC? Como ele pode ser medido? Calcule seu valor para um circuito com R = 10 kΩ e C = 10 nF. Q8 .

Qual a relação entre o tempo de relaxação τ e o tempo de meia-vida t1/2 ? .Qual a expressão para o tempo de relaxação τ de um circuito RL? Como ele pode ser medido? Calcule seu valor para um circuito com R = 10 kΩ e L = 10 mH. 3 Q10 . Q11 .

C = 10 nF e L = 10 mH? Q3 . Q1 .Descreva sucintamente os três regimes possı́veis num circuito RLC alimentado por uma onda quadrada. explicando como se caracteriza cada um deles.Qual é o significado de α e qual sua expressão? Qual o seu valor para um circuito RLC com R = 100 Ω. . Faça um esboço das soluções encontradas em cada regime para a carga q(t) do capacitor. C = 10 nF e L = 10 mH? Q2 .O quê é a frequência de ressonância ω0 e qual sua expressão? Qual o valor de ω0 para um circuito RLC com R = 100 Ω. Pré-relatório: Experimento 4 Nome: Assinatura: Turma: Leia atentamente o texto do capı́tulo sobre circuitos RLC alimentados com onda qua- drada e responda às questões a seguir.

C = 10 nF e L = 10 mH? Q5 . 2 Esboços: Q4 . C = 10 nF e L = 10 mH? Q6 . .Desenhe o circuito que será utilizado no Procedimento I e faça um esboço do gráfico esperado para a voltagem no capacitor VC em função do tempo.Qual é o significado de T 0 e de tn . Q7 . qual é o valor de resistência R crı́tica que fará um circuito RLC montado com esses componentes trabalhar no regime crı́tico? Lembre-se que no regime crı́tico α = ω0 .Para C = 10 nF e L = 10 mH.Qual é o significado de ω 0 e qual sua expressão? Qual o seu valor para um circuito RLC com R = 100 Ω. e quais são suas expressões? Quais são os seus valores para um circuito RLC com R = 100 Ω.

3 Q8 . como será identificado que o circuito está operando no regime crı́tico? Q9 . crı́tico e super- crı́tico? .No Procedimento II.Qual a definição do fator de mérito Q? E qual sua relação com o número de oscilações dentro de um intervalo de tempo τ = 1/α? Quais são os valores que o fator Q deve assumir para caracterizar um circuito RLC nos regimes sub-crı́tico.

5 ms para a deflexão horizontal. determine o perı́odo dos sinais 1 e 2 com suas respectivas incertezas. VG (t) = V0 sen(ωt + θ). Pré-relatório: Experimento 5 Nome: Assinatura: Turma: Leia atentamente o texto do capı́tulo sobre circuitos resistivos alimentados com onda senoidal e responda às questões a seguir.Ainda com relação à mesma figura da questão anterior. Q2 .Explique o significado de cada um dos termos da equação que define um sinal senoidal. Q3 . Q1 . . isto é. Determine as amplitudes dos dois sinais e suas respectivas incertezas.A figura a seguir corresponde à imagem na tela do osciloscópio obtida de um experimento onde foram utilizadas as relações 1 DIV = 1 V. para a deflexão vertical e 1 DIV = 0.

Qual a diferença entre a amplitude V0 . 2   Figura mostrando 2 sinais senoidais na tela do osciloscópio. tomando esta última como referência? Q5 . Q4 . a tensão pico-a-pico VPP e a voltagem eficaz Vef ? .Seja um circuito resistivo de resistência R alimentado por um gerador cuja voltagem é dada por VG (t) = V0 sen(ωt). Quais são a amplitude de corrente (i0 ) e a diferença de fase entre a corrente e a voltagem do gerador (∆ϕ).

3 Q6 .Faça um desenho do circuito utilizado no Procedimento II. Coloque as duas funções no mesmo gráfico. você acha que obterı́amos o mesmo valor? Justifique. qual grandeza que é medida? Explique.Quando utilizamos a opção “Voltagem AC” para medir uma tensão senoidal. Q8 .Se utilizarmos a função “Voltagem AC” de um multı́metro para medir uma tensão senoidal que possui uma frequência de 60 Hz e uma amplitude de 10 V. em função do tempo. qual valor seria obtido? E se a frequência desse sinal fosse muito maior do que 60 Hz. Faça também um esboço do gráfico esperado para a corrente e para a voltagem aplicada ao circuito. . Q7 .

Pré-relatório: Experimento 6 Nome: Assinatura: Turma: Leia atentamente o texto do capı́tulo sobre circuitos RC e RL alimentados com onda senoidal e responda às questões a seguir.Para uma frequência de 5 kHz.Qual a expressão para a impedância (real) de um circuito RC? E para um circuito RL? Como essas impedâncias se relacionam com as amplitudes de tensão e corrente no circuito? . Q1 .a reatância capacitiva de um circuito RC com R = 1 kΩ e C = 100 nF. Q3 .a reatância indutiva de um circuito RL com R = 1 kΩ e L = 10 mH. calcule: .Quais as expressões que definem as reatâncias capacitiva e indutiva? Por que pode- se dizer que as reatâncias desempenham papel semelhante ao da resistência? Q2 . .

Q5 . 2 Q4 . . Escreva as expressões para a amplitude de corrente i0 e para a diferença de fase ϕ entre a tensão e a corrente. Escreva as expressões para a amplitude de corrente i0 e para a diferença de fase ϕ entre a tensão e a corrente.Considere um circuito RC alimentado por uma tensão senoidal dada por VG = V0 sen(ωt). Q6 . calcule o valor das impedâncias para os circuitos RC e RL da questão 2.Considere um circuito RL alimentado por uma tensão senoidal dada por VG = V0 sen(ωt).Para uma frequência de 5 kHz.

Faça um outro esboço do gráfico de ϕ versus frequência para um circuito RL. Q8 . Faça um outro esboço do gráfico de i0 versus frequência para um circuito RL.Faça um esboço do gráfico de VG (t) e VR (t) em função do tempo para um circuito RC (coloque as duas funções no mesmo gráfico). . Q9 . 3 Q7 . Faça um outro esboço do gráfico de VG (t) e VR (t) para um circuito RL.Faça um esboço do gráfico da amplitude de corrente i0 em função da frequência para um circuito RC.Faça um esboço do gráfico da diferença de fase ϕ entre a tensão e a corrente em função da frequência para um circuito RC.

Q2 . .Desenhe o circuito de um filtro passa-baixa baseado em um circuito RC. alimentado por um gerador de sinais. Q1 . R e C. Pré-relatório: Experimento 7 Nome: Assinatura: Turma: Leia atentamente o texto do capı́tulo sobre filtros de frequência baseados em circuitos RC e responda às questões a seguir.Qual o significado de APB ? Defina APB em função de ω. Inclua as ligações circuito-osciloscópio necessárias para fazer a leitura do sinal do gerador no canal 1 e do sinal filtrado no canal 2.

Qual o significado de APA ? Defina APA em função de ω. Q7 . 2 Q3 . . Q6 . R e C. Indique os valores que essas grandezas assumem quando a frequência é igual à frequência de corte.Calcule os valores de APA e APB na frequência de corte. Calcule o valor de fc para um filtro com R = 1 kΩ e C = 100 nF.O que é a frequência linear de corte (fc ) de um filtro passa-alta ou passa-baixa? Defina fc em termos de R e C. Q5 .Faça um esboço dos gráficos de APB e APA como funções da frequência angular (ω) do sinal. alimen- tado com um gerador de sinais. Q4 .Desenhe o circuito de um filtro passa-alta construı́do com um circuito RC. Inclua as ligações circuito-osciloscópio necessárias para fazer a leitura do sinal do gerador no canal 1 e do sinal filtrado no canal 2.

. 3 Q8 . a partir de um diagrama de Bode.Descreva como se determina. a largura de banda e as taxas (em dB/dec) de subida e descida nos filtros passa-baixa e passa-alta. Q10 . Q9 .Defina a transmitância ou resposta em potência. a frequência de corte.Escreva a expressão para a transmitância para os filtro passa-baixas e passa-altas.

Qual o significado da impedância de um circuito RLC? Como ela é calculada? Calcule-a para um circuito formado por um resistor de 1 kΩ. alimentado com um sinal de frequência 5 kHz. um capacitor de 10 nF e um indutor de 23.2 mH.Qual o significado da frequência de ressonância fR de um circuito RLC? Qual a sua expressão? Calcule seu valor para o circuito da questão anterior. Pré-relatório: Experimento 8 Nome: Assinatura: Turma: Leia atentamente o texto do capı́tulo sobre circuitos RLC em corrente alternada e res- ponda às questões a seguir. . Q1 . Q2 .

2 Q3 . Demonstre a expressão para a diferença de fase entre a corrente e a voltagem no gerador. Qual será seu valor na ressonância? Q6 .Para um circuito RLC em série. para um circuito RLC em série e em paralelo. faça um esboço do gráfico esperado para a diferença de fase entre a corrente e a voltagem aplicada ao circuito.Seja um circuito RLC em série.Qual a expressão para a amplitude de corrente em um circuito RLC em série. . alimentado por uma tensão alternada dada por VG (t) = V0 sen(ωt). ali- mentado por uma tensão alternada dada por VG (t) = V0 sen(ωt) ? Q4 .Faça os esboços dos gráficos esperados para a amplitude de voltagem no resis- tor V0R em função da frequência do sinal aplicado. em função da frequência do sinal aplicado. Q5 .

3 Q7 . Q9 . Q8 . Indique no esboço a frequência de res- sonância e a largura de banda.O quê é uma figura de Lissajous? Como ela pode ser observada num osciloscópio? .Os circuitos RLC em série e em paralelo correspondem a que tipos de filtros? Ex- plique. um menor que 1 e outro maior que 10. Q10 .Demonstre a expressão para a potência média dissipada no resistor para um cir- cuito RLC em série.Faça um esboço do gráfico da potência média em função da frequência para dois fatores Q.

Q12 . .Desenhe a figura de Lissajous esperada para um circuito RLC em série na frequência de ressonância. 4 Q11 . com uma diferença de fase (entre corrente e tensão no gerador) diferente de 0 e de ±π/2. Apresente a expressão para ϕ em função dos parâmetros a e b da figura de Lissajous.Faça um esboço do gráfico da figura de Lissajous esperada para um circuito RLC em série.