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2 PROF:.

IMPACTO: A Certeza de Vencer!!!
O ÉTER E A EXPERIÊNCIA DE MICHELSON-MORLEY A velocidade das ondas eletromagnéticas no vácuo foi calculada teoricamente por Maxwell. O valor obtido, c = 3 . 108 m/s, é exatamente igual à velocidade da luz no vácuo (Maxwell já supunha que a luz fosse uma onda eletromagnética) e foi amplamente confirmada por inúmeras experiências, o que colocava fora de dúvida a validade desse resultado. No entanto, suas deduções não tocavam num elemento fundamental da mecânica newtoniana: o referencial. A necessidade do referencial para medir uma velocidade, tão marcante na mecânica newtoniana, parecia irrelevante para o eletromagnetismo, o que intrigava os físicos. Para os físicos da época, haveria um fluido denominado "éter" preenchendo todo o universo, e que a velocidade da luz encontrada por Maxwell era medida em relação a ele. Logo, poderia ser medida a velocidade da Terra em relação ao éter. Criou-se, então, no mundo da física, uma expectativa geral em torno dessa possibilidade. Quem seria o primeiro a medir a velocidade da Terra em relação ao éter. Porém, Michelson, com a colaboração de Edward Morley, montou um dispositivo, chamado interferômetro, para medir essa velocidade e o resultado... foi insatisfatório!!! Tal impasse foi solucionado por Albert Einstein ao lançar a ousada Teoria da Relatividade Restrita, onde a velocidade da luz não dependeria de referencial, o que contrariava Galileu e Newton. Logo, não existia esse fluido chamado “éter”!!! 4. POSTULADOS DE EINSTEIN PARA A TEORIA DA RELATIVIDADE RESTRITA (OU ESPECIAL) 1º) As leis da física são as mesmas para qualquer referencial inercial. 2º) A velocidade da luz no vácuo tem o mesmo valor “c” para qualquer referencial inercial. CONSEQÜÊNCIAS DA RESTRITA DE EINSTEIN TEORIA DA RELATIVIDADE
E

RELATIVIDADE
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
KL 210510 PROT: 3906

12
D , Δts Δts E E d , Δtv

D = c . Δts

NOSSO SITE: www.portalimpacto.com.br

F

v

Δtv

v

Como a distância D medida no referencial do solo é maior que a distância d medida no referencial do vagão, concluímos que o tempo medido no solo (Δts) é maior que o medido no vagão (Δtv)! Isto é, o tempo depende do referencial adotado. O tempo medido no solo, Δts, é dado por: Fator de Lorentz: γ = 1 Δts = γ . Δtv 1– v ² c O tempo medido no solo é chamado de tempo inercial, Δt, e o tempo medido no vagão, de tempo próprio, Δto. Substituindo, temos: Δt tempo inercial Δt = γ . Δto Δto tempo próprio OBS1: Se a velocidade (v) do vagão for muito menor que a da luz (v << c), o fator de Lorentz será 1 (γ = 1) e os tempos medidos no solo e no vagão serão iguais (Δt = Δto). Isto é, para velocidades do nosso cotidiano, os efeitos relativísticos não são percebidos. OBS2: À medida que a velocidade do vagão se aproxima da velocidade da luz, os efeitos relativísticos se tornam cada vez mais acentuados (Δt > Δto). PARADOXO DOS GÊMEOS Um clássico exemplo dos efeitos da dilatação temporal é o paradoxo dos gêmeos, onde um dos gêmeos embarca numa nave espacial para fazer uma longa viagem, com velocidade próxima à da luz. Quando retorna, seu irmão gêmeo, que permaneceu na Terra, estará mais velho do que ele.
ANTES DA VIAGEM DEPOIS DA VIAGEM

, onde γ ≥ 1

a 1 ) DILATAÇÃO TEMPORAL Na relatividade de Galileu e Newton, o tempo é absoluto; não depende de referencial. Entretanto, como a velocidade da luz é constante na relatividade de Einstein, veremos que o tempo depende do referencial adotado. Considere um vagão com velocidade constante v relativamente ao solo. Dentro do vagão, uma fonte F emite um feixe de luz, que incide num espelho E fixo no teto. Para um observador dentro do vagão, o feixe percorre a distância d em um tempo Δtv em relação ao vagão. Sendo c a velocidade da luz no vácuo, temos:

Portanto, concluímos que o tempo na nave espacial passa mais lentamente.
a 2 ) CONTRAÇÃO ESPACIAL Na figura 1, o comprimento próprio, Lo, do segmento AB, no solo, coincide com o comprimento próprio do vagão (em repouso). Na figura 2, como o tempo medido no vagão, com velocidade próxima à da luz, é menor, um observador nesse vagão medirá um comprimento, L, menor para o segmento AB. E a recíproca é verdadeira! Um observador no solo também medirá um comprimento, L, menor para o vagão.

E E d , Δtv

d = c . Δtv
v

F

v

Para um observador parado no solo, o fenômeno é visto como na figura abaixo. De acordo com Einstein, a luz percorre a distância D, com a mesma velocidade c, em um tempo Δts em relação ao solo. Assim:

A

Lo

B

A

L

B

CONTEÚDO - 2011

1

Lo

2

fosse constatado que: ΔtAndré = 2 . Uma espaçonave passa sobre a Terra com velocidade igual a 0. Qual a diferença substancial desses conceitos para as duas teorias? Física newtoniana Teoria da relatividade Alternativas Espaço Tempo Espaço Tempo a) absoluto absoluto dilata contrai b) dilata absoluto contrai dilata c) absoluto contrai dilata absoluto d) absoluto absoluto contrai dilata e) contrai dilata absoluto absoluto 02.8. b) igual a L0. para se obter esse resultado. tiveram de ser revistos. na qual c é O gráfico abaixo representa a relação entre γ e c a velocidade da luz no vácuo. se não for feito esse tipo de correção. nesse caso. é necessário corrigir relativisticamente o intervalo de tempo medido pelo relógio a bordo de cada um desses satélites.com. O tripulante observa a pista de pouso de um aeroporto – orientada paralelamente à direção do movimento da nave – que. medida segundo o referencial da Terra. Qual a idade real de Carlos? a) 7. Imagine que. ΔtRegina . um relógio a bordo não marcará o mesmo intervalo de tempo que outro relógio em repouso na superfície da Terra.) A Teoria da Relatividade Restrita nos diz que. b) ele ficará cada vez mais adiantado em relação ao relógio em terra. d) a velocidade de propagação da luz no vácuo não depende do sistema de referência inercial em relação ao qual ela é medida. d) 80% maior do que L0. para um outro observador que está em outro referencial inercial. c REVISÃO IMPACTO . a 04. b 05. é dado por: L = Lo c) ele se atrasará em relação ao relógio em terra durante metade de sua órbita e se adiantará durante a outra metade da órbita. entre eles o espaço e o tempo. Se não for feita a correção relativística para o tempo medido pelo relógio de bordo: a) ele se adiantará em relação ao relógio em terra enquanto ele for acelerado em relação à Terra. Usando essas informações. alguns conceitos básicos da Física newtoniana. a velocidade v teria de ser aproximadamente: a) 50% da velocidade da luz no vácuo. onde c é a velocidade da luz no vácuo. a velocidade da nave deverá ser de: a) 2√2 .2010 . a uma velocidade v = 0. Ou seja. Quando retorna à Terra. Farias está com 37 anos de idade. é na vertical. Considere que dois irmãos gêmeos sejam separados ao nascerem e um deles seja colocado em uma nave espacial que se desloca com velocidade v pelo espaço durante 20 anos. Nos dias atuais. realizadas as medidas e comparados os resultados. e) 36% menor do que L0. Nessa relação. 03. Carlos e Farias são irmãos gêmeos.NOSSO SITE: www. O módulo dessa velocidade é v.A CERTEZA DE VENCER!!! CONTEÚDO .80c. enquanto o outro permanece em repouso na Terra. Farias parte para uma missão espacial a bordo de uma nave. APLICAÇÃO 01. d 2. o intervalo de tempo medido por André (ΔtAndré) está relacionado ao intervalo de tempo medido por Regina (ΔtRegina) através da expressão: ΔtAndré = γ . A relatividade do tempo é conseqüência do fato de que: a) a Teoria da Relatividade Especial só é válida para velocidades pequenas em comparação com a velocidade da luz. REVISÃO 01. há um sistema de navegação de alta precisão que depende de satélites artificiais em órbita em torno da Terra. que se move com velocidade (vetorial) constante em relação ao primeiro. sendo c a velocidade da luz no vácuo. após ser refletido por um espelho. André e Regina vão medir o intervalo de tempo entre dois eventos que ocorrem no local onde esta se encontra. o intervalo de tempo transcorrido entre o instante em que um pulso de luz é emitido por uma lanterna na mão de Regina e o instante em que esse pulso volta à lanterna.br Concluímos que os corpos sofrem uma contração em relação ao tamanho que têm quando medidos em repouso. André está parado com relação a um referencial inercial e Regina está parada com relação a outro referencial inercial.c 9 e) 2 . c) a Teoria da Relatividade Especial não é válida para sistemas de referência inerciais. b) 87% da velocidade da luz no vácuo. A Teoria da Relatividade Especial prevê que. Em (I) a contração do livro é na horizontal e em II. (Por exemplo. com 25 anos de idade. c) 40% menor do que L0. v . b) a velocidade de propagação da luz no vácuo depende do sistema de referência inercial em relação a qual ela é medida. mesmo sabendo-se que ambos os relógios estão sempre em perfeitas condições de funcionamento e foram sincronizados antes do satélite ser lançado. c 3 1 . Para que não haja erros significativos nas posições fornecidas por esses satélites. a letra gama (γ) denota o fator de Lorentz.portalimpacto. d) ele ficará cada vez mais atrasado em relação ao relógio em terra. d) 20% da velocidade da luz no vácuo.c. L.c b) 2 c) 8 . Gabarito da Revisão 01. O comprimento da pista observado pelo tripulante será: a) 60% maior do que L0. é possível estimar-se que. 05. podem acontecer no mesmo instante. ΔtRegina.2 anos c) 45 anos b) 37 anos d) 50 anos e) 55 anos d) c 04. A Teoria da Relatividade Especial ou Restrita prediz que existem situações nas quais dois eventos que acontecem em instantes diferentes. c) 105% da velocidade da luz no vácuo. possui comprimento L0. Para que o irmão que ficou na Terra tenha 60 anos no momento do reencontro entre eles. para um observador em um dado referencial inercial. a noção de tempo é relativa e não absoluta. 02. d 03. Com o advento da teoria da relatividade de Einstein. O comprimento contraído. c γ L comprimento contraído (em movimento) Lo comprimento próprio (em repouso) v (I) v OBS: (II) A contração ocorre sempre na direção do movimento.