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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ

NEORLEY BATISTA CARVALHO

A IMPORTÂNCIA DOS ELEMENTOS SHCUMPETERIANOS NA
INTERNACIONALIZAÇÃO PRODUTIVA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS.

ILHÉUS – BAHIA

2014

1

NEORLEY BATISTA CARVALHO

A IMPORTÂNCIA DOS ELEMENTOS SCHUMPETERIANOS NA
INTERNACIONALIZAÇÃO PRODUTIVA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS.

Monografia apresentada à
Universidade Estadual de Santa
Cruz, como requisito para
conclusão do curso de
especialização em Economia de
Empresas.

Orientador: Professor Dr. Pedro
Lopes Marinho.
Área de concentração: Economia
Internacional

ILHÉUS – BA
2014

2

DEDICATÓRIA

Dedico a Deus,
A meu pai,
A minha mãe,
A minha noiva Rafaela,
Aos parentes e amigos.

incentivo e educação que me proporcionaram e a minha irmã. 3 AGRADECIMENTO Agradeço a Deus por me conceder mais essa vitória. A minha família. Ao professor Pedro Lopes Marinho pelas orientações e aprendizados durante esse período. A minha noiva Rafaela pelo companheirismo e incentivo em todos os momentos difíceis e alegres dessa jornada. em especial aos meus pais Claudionor e Nilza pelo apoio. .

e do regime tecnológico elaborado pela Yomamini e Gonçalves (2010). Financiamento. O financiamento é considerado um fator importante para o processo de internacionalização. foi verificada a utilização do financiamento na internacionalização das empresas brasileiras e analisada a inovação tecnológica das empresas brasileiras através da taxonomia do Nassif. criou a partir de 2002 uma linha para internacionalização das empresas brasileiras. De acordo com a classificação das empresas no regime tecnológico é constatado que as empresas brasileiras em sua maioria são autônomas em tecnologia e não dependem de tecnologias externas. Internacionalização empresas brasileiras. Com relação a taxonomia as empresas brasileiras são classificados em sua maioria em baseada em recursos naturais e em ciência. Palavras Chave: Global Players. que é baseada na concepção de Pavitt (1984). Desta forma o apoio do BNDES se caracteriza importante estratégia para colocar as empresas brasileiras como principais players mundiais. Inovação. o BNDES além de contribuir indiretamente com financiamentos de apoio ao fortalecimento da produção doméstica. 4 RESUMO O presente trabalho buscou analisar a utilização dos elementos schumpeterianos pelas empresas mais internacionalizadas do Brasil segundo a Fundação Dom Cabral. Para isso. .

..................1 Apoio indireto a internalização das empresas pelo BNDES………….........…………………... 20 4. 22 5 Conclusão…………………………………………………………………….. 26 ..............................…………………………………….... 11 3 Análise Tecnológica das empresas brasileiras ........................................2 A Taxonomia de Nassif………………. 17 4 Financiamento…………………………………………………………………......... 6 2 Shumpeter e os elementos de desenvolvimento econômico .................2 Apoio direto a internacionalização das empresas pelo BNDES …………......... 20 4....... 15 3.. 5 SUMÁRIO 1 Introdução…………....1 Regimes Tecnológicos de Yomamini e Gonçalves. 15 3..................

O modelo Uppsala descreve o processo de internacionalização como um processo incremental atingindo primeiro o mercado interno. as firmas começam suas operações no exterior primeiro com exportação ou em países relativamente próximos. A teoria da o nome de distância psíquica a soma dos fatores que interferem no fluxo de informações entre os países. recursos naturais abundantes além de melhorias e expansão de novos mercados. por sua vez. visando reduzir os custos de transporte e evitar as pesadas obrigações previstas na importação de seus produtos. 6 1. pode gerar barreiras a entrada. nível de desenvolvimento. As estruturas de mercado de países distantes ou com grau de desenvolvimento diferente. Dessa forma. o modelo Uppsala e o Paradigma Eclético de Dunning. escritórios de vendas até a produção local. devido as incertezas e imperfeições das informações. Naquele momento as multinacionais nasciam em países desenvolvidos como EUA. e expandiam-se em busca de mão de obra barata. entre as quais as denominadas teorias tradicionais. Europa e depois Japão. tem sua explicação baseada na racionalidade econômica. diferenças culturais e correlatos. A internacionalização das empresas passou a ganhar maior dimensão após a Segunda Guerra Mundial (1945). mais conhecido como Paradigma de OLI. esse processo gradual pode ser realizado através da exportação por meio de representantes. como o grau de exigência dos clientes. O processo de internacionalização pode ocorrer de maneiras distintas. nível educacional. O modelo Uppsala busca explicar esse processo através da análise comportamental. INTRODUÇÃO As primeiras empresas transnacionais surgiram após a Segunda Revolução Industrial quando um grupo de empresas decidiu construir fábricas fora de seus países de origem. levando a existência de diversas teorias que explicam como as empresas se internacionalizam. os costumes e práticas locais e entre outros que são desconhecidos pela firma que . as legislações. o Paradigma de Dunning. que podem ser a língua.

Marinho. fazendo com que o processo dependa única e exclusivamente da disponibilidade de informação para a tomada de decisão. muitas corporações. Location and Internalization) a internacionalização é guiada por decisões racionais buscando a eficiência econômica e alicerçada pela pesquisa do ambiente empresarial e do mercado.56. de regulação e de competição semelhantes. ou seja. Logo. inclusive pequenas e médias. O paradigma de OLI é composto por três sub- paradigmas que são: Ownership que corresponde ás vantagens da empresa. de maneira gradual. o que permite às empresas experimentarem novas formas de atuação. fundamentam sua expansão internacional na busca de ativos para sustentar suas opções estratégicas. em relação às empresas dos países desenvolvidos. por último a Internalization que corresponde à forma de aproveitamento das vantagens anteriores. a aversão ao risco direcionaria as decisões sobre para onde expandir e como expandir. com o surgimento da globalização essa realidade mudou. Location está relacionado ao estudo da localização adequada para se expandir. Estudos recentes centraram a atenção sobre a importância da busca dos ativos intangíveis para o sucesso da internacionalização das novas multinacionais. diferentemente das antigas. No paradigma de OLI (Ownership. inclusive dos países em desenvolvimento. Contudo. As empresas dos países em desenvolvimento apoiam sua internacionalização com base em vantagens que compensem sua relativa fragilidade. o Know-how. domínio de tecnologia. essas empresas engajam- se em investimento direto estrangeiro. este tipo de estratégia tem sido impulsionado pelas novas oportunidades surgidas através da globalização. 7 pretende entrar no novo mercado. 57). segundo o modelo. Os investimentos estrangeiros diretos. As novas multinacionais. têm nascido já internacionalizadas e provenientes de diversos países. pressupõem um esforço moderado de adaptação às características do país. especialmente tecnológica. com o objetivo de adquirir tais ativos (MARINHO. . vêm acontecendo principalmente através de fusões e aquisições em outros países. 2013 p. desde 1990. a estratégia de entrada em países com estruturas de mercado. assim. estabelecendo os melhores caminhos para a internacionalização. 2013 afirma que ocorreu uma quebra de paradigmas no processo de internacionalização das empresas.

a formação dessas empresas globais iniciou em 1970. O desenvolvimento de novas tecnologias é fator fundamental para colocar o país em um patamar mais alto de desenvolvimento. entre outros fatores. através da inovação pode-se gerar um grande impulso econômico. o governo vem apoiando a inovação empresarial e proporcionando acesso ao crédito através do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). A economia mundial pode ser vista como uma rede mundial de conexões entre empresa. em geral caro e insuficiente que gera dificuldade de criar ou implementar novas tecnologias capazes de tornar o pais competitivo internacionalmente. como o trabalho realizado por Marinho (2012) que abordou a inserção produtiva internacional das empresas brasileiras no período de 2007 a 2009. Portando. conhecer o nível de desenvolvimento tecnológico e os canais de financiamento das multinacionais brasileiras é importante como mecanismo de conhecimento do seu processo de internacionalização. O objetivo do presente trabalho é analisar a utilização dos elementos schumpeterianos pelas empresas mais internacionalizadas do Brasil segundo a Fundação Dom Cabral (FDC). provedoras ou parceiras em inovação. O intuito é poder contribuir com o meio acadêmico gerando material de estudo para realização de novos trabalhos e comparações com outros resultados alcançados. grande dificuldade em competir internacionalmente. Países em desenvolvimento como o Brasil possuem. No Brasil. Essa nova realidade da internacionalização das empresas brasileiras nos leva ao problema desse estudo: Qual a importância dos elementos schumpeterianos (crédito e tecnologia) na internacionalização das empresas brasileiras? Este trabalho encontra justificativa no fato de ser o Brasil um país em desenvolvimento que enfrenta restrição de acesso ao crédito. O crédito é responsável por gerar poder de compra requerido pelos empresários para promoverem a difusão da inovação. a final. Para isso. no governo militar. o trabalho irá completar estudos já realizados anteriormente. Para atingir o objetivo principal do trabalho foram . Além disso. passando a ter maior significância a partir de 1990 quando a internacionalização passou a constituir uma estratégia das empresas e do governo. 8 Evidencia-se uma tendência de desverticalização das empresas para dar lugar a terceirização e para formação de alianças com outras firmas que operam como clientes.

O segundo apresenta a análise tecnológica das empresas brasileiras. além dos aspectos metodológicos do trabalho. O índice consiste na avaliação de três indicadores empresariais. O primeiro capítulo versa sobre os aspectos teóricos que fundamentam o trabalho. A hipótese do trabalho é que o financiamento bem como a inovação contribui fortemente na internacionalização das empresas brasileiras. 9 delineados dois objetivos específicos: 1º) a utilização do financiamento através do BNDES a internacionalização de empresas brasileiras. 2º) a inovação tecnológica das empresas brasileiras através de uma taxonomia e de um regime tecnológico. No terceiro capitulo trata-se do financiamento. essa análise é realizada através de duas perspectivas. O trabalho está estruturado em quatro capítulos e inicia com a presente introdução. neste tópico é abordada a concepção schumpeteriana a cerca do desenvolvimento econômico. Funcionários (número de funcionários no exterior/número de funcionários total). . Para analisar a inovação tecnológica das empresas foram utilizadas uma taxonomia e regimes tecnológicos. compõe o grau de internacionalização das empresas brasileiras: Receitas/vendas (receitas brutas de subsidiárias no exterior/receitas totais). neste último caso através de dados secundários. neste capítulo são abordados os aspectos históricos do BNDES e os apoios indiretos e diretos do BNDES as empresas brasileiras mais internacionalizadas. Por último é elaborada considerações finais do trabalho de acordo com os resultados alcançados. do regime tecnológico da Yomamini e Gonçalves (2010) e de acordo com taxonomia do Nassif (2006) que foi elaborada com base na taxonomia de Pavitt (1984). Para cada um dos três indicadores utilizados é calculado um índice que reflete a proporção no exterior sobre o total. A classificação das empresas da Fundação Dom Cabral utilizadas neste trabalho se fundamenta na metodologia da United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD). que. Foi realizada a avaliação separadamente para depois realizar comparação entre os resultados. o problema e a justificativa do trabalho. Ativos (valor dos ativos no exterior/valor total dos ativos da empresa). onde é feita uma abordagem inicial evidenciam-se os objetivos. agregados. calcula-se a média dos três índices para se compor o índice geral de transnacionalidade de cada empresa (grupo empresarial). A pesquisa realizada neste trabalho é bibliográfico e documental. Posteriormente.

que utiliza como base Pavitt (1984) que elaborou uma taxonomia para países desenvolvidos. de uso e de atividade principal da firma inovadora ser ou não o mesmo. Um aspecto central da taxonomia do Nassif é a de classificar as inovações de cada setor de acordo com o setor de produção. . A taxonomia a ser utilizada foi a elaborada pelo Nassif (2006). Os dados levantados estão apresentados em forma de tabelas e os resultados apresentados em porcentagem para melhor visualização e compreensão. As informações para levantamento da utilização de financiamentos realizados pelas empresas tiveram como fontes os relatórios do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). 10 Os regimes tecnológicos elaborados por Yonamini e Gonçalves (2010) utiliza uma análise multivariada com dados da PINTEC (Pesquisa de Inovação e Tecnologia) realizada pelo IBGE. diferenciada e baseada em ciência. Folha UOL e o blog do deputado Rui Falcão. intensivo em trabalho. Após apresentação dos dados foram realizadas comparações entre a taxonomia e o regime tecnológico. relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrevistas do presidente do BNDES a revistas e programas como o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicos (Ibase). Os fatores tecnológicos são classificados em 6 clusters que se dividem em 2 grupos principais conforme a tabela dos regimes tecnológicos em anexo. Nessa taxonomia as firmas são dividas em baseada em recursos naturais. intensiva em escala.

só o faz continuamente.. segundo ele o crédito é fundamental para realização das inovações. Schumpeter é posto como um estudioso da função da inovação na sociedade. de forma que tais mudanças não podem ser captadas por uma análise do fluxo circular da renda. ele coloca que a mudança revolucionaria é um dos pontos chaves para desenvolvimento econômico. Para Schumpeter (1985) a vida econômica transcorre monotonamente. para ter sucesso na vida econômica o empresário precisa primeiro ser um devedor para depois se tornar um credor. esse fluxo circular e os seus canais alteram-se com o tempo e aqui abandonamos a analogia com a circulação do sangue. No livro “A Teoria do Desenvolvimento Econômico”. mas em seguida abandona essa semelhança. Pois embora esta também mude ao longo do crescimento e do declínio do organismo. e sempre muda dentro do mesmo limite. em que cada bem produzido encontra o seu mercado período após período. p. 1985. Essa analogia ajuda compreender a questão da ruptura do fluxo circular da renda. Schumpeter faz uma analogia do fluxo circular da renda com a circulação do sangue em um organismo animal. o próprio curso tradicional.. afinal. a evolução econômica se caracteriza por rupturas do ciclo que acontecem com a introdução de novidades na maneira do sistema funcionar. por fazer dessa variável um elemento fundamental no desenvolvimento econômico. 45). Ora. é estabelecido o problema teórico do . levando ao rompimento do equilíbrio alcançando. Essas mudanças não podem ser compreendidas por nenhuma análise do fluxo circular (. mas experimenta outras que não aparecem continuamente e que mudam o limite. dessa forma. A inovação e o financiamento são dois elementos apontados por Schumpeter como cruciais para o desenvolvimento econômico. porém ele destaca a existência de mudanças descontinuas que altera o curso tradicional das relações entre os agentes do sistema econômico. por menor que seja. As inovações transformadoras devem ser imprevisíveis. ou seja. Assim. ou seja. 11 2 SHUMPETER E OS ELEMENTOS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.) (SCHUMPETER. muda por etapas das quais podemos escolher um tamanho menor do que qualquer quantidade definível. A vida econômica também experimenta tais mudanças.

a mudança começa no lado da oferta através de maneiras distintas de produzir. Schumpeter ainda destaca o “Processo de Destruição Criadora” mostrando que embora guerras e revoluções políticas possam condicionar as principais mudanças do capitalismo. Na fase do chamado capitalismo trustificado. colocar em prática as boas ideias e novas descobertas para gerar desenvolvimento e lucros extraordinários. Para as empresas alcançarem uma ou mais dessas modalidades listadas por Scchumpeter. que é o rompimento do equilíbrio alcançado devido a mudanças ocorridas dentro do próprio sistema. logo o progresso técnico tende a ser congregado pelas empresas já postas no mercado. é necessário investir em tecnologias que são capazes de mudar o mercado que tende alcançar um equilíbrio ou acomodação através das formas e métodos já estabelecidos anteriormente. Segundo Schumpeter as combinações inovadoras abrangem cinco modalidades: I – Introdução de um novo produto. estes processos permanecem em constante mutação. IV – Obtenção de novas fontes de matérias – primas. causando uma necessidade de aquisição do novo produto. estas inovações estão nas mãos de grandes organizações sendo desenvolvidas por especialistas. Schumpeter vai contra o conceito de que as inovações se originam dos desejos e demandas dos consumidores. ou seja. V – Estabelecimento de novas formas de organização econômica. promovendo revoluções nas estruturas econômicas. 12 desenvolvimento econômico. incrementando um diferencial através dos serviços agregados ao produto e até mesmo com a propaganda que “modifica” o pensamento dos consumidores fazendo com que os produtos antigos percam valor em relação aos novos. Diferentemente do que muitos imaginam. III – Abertura e exploração de novos mercados. II – Introdução de novos métodos de produção e distribuições. estas estão longe de serem os fatores mais influentes das mudanças. Em fases anteriores. embora este seja importante. o papel do empresário caracterizado por Schumpeter foi fundamental para transformar invenção em inovação. . destruindo as antigas e substituindo por outras novas. as inovações se davam principalmente através da formação de novas empresas. Os principais fatores são os processos de produção e os de circulação de mercadorias.

as decisões devem ser tomadas sem a elaboração de todos os detalhes do que deve ser feito. uma vez que. 53). Além disso. mas da criação de novo poder de compra a partir do nada – a partir do nada mesmo que o contrato de crédito pelo qual é criado o novo poder de compra seja apoiado em garantias que não sejam elas próprias meio circulante que se adiciona à circulação existente. considerando assim que o crédito é necessário para concretização das novas combinações. então. Shumpeter defende que o crédito deve ser disponibilizado apenas para empresário. Schumpeter defende a importância dos bancos no processo de desenvolvimento. mas especificamente um tipo de inovação. E essa é a fonte a partir da qual as novas combinações freqüentemente são financiadas e a partir da qual teriam que ser financiadas sempre. Logo. que em algumas situações devem ser tomadas determinadas decisões estratégicas mesmo que todos os dados potencialmente obteníveis não estejam disponíveis. p. no entanto o empreendedor necessita do poder de compra para ter acesso aos recursos. o crédito para consumo é excluído de sua análise. ficando o sucesso dependente da intuição do empresário e da forma de enxergar as coisas. afinal. 13 Para Schumpeter. Para Schumpeter (1985) o empreendedor precisa ter algumas características que são fundamentais para o desenvolvimento empresarial. 1985. quando o produtor termina seus produtos ele os vende imediatamente e começa uma nova produção com o resultado dessa venda. pois através das instituições financeiras os empresários podem ter acesso aos recursos sem a necessidade de herdar ou acumular riquezas anteriores. se os resultados do desenvolvimento anterior não existissem de fato em algum momento (SCHUMPETER. Ele faz uma analogia com a ação militar. para ele não faz parte da natureza econômica de qualquer indivíduo ou do processo produtivo incorrer em dívidas para o consumo próprio. É sempre uma questão. a inovação tecnológica. O empresário é o indivíduo que toma a iniciativa da mudança. são as invenções que propiciam o desenvolvimento. não de transformar o poder de compra que já existe em propriedade de alguém. apesar de reconhecer toda a sua importância prática. Outros dois pontos comportamentais apontados por Shumpeter é o do pensamento humano que costuma trilhar o mesmo caminho buscando poupar . tomar e conceder crédito não faz parte da sua rotina. Na análise do fluxo circular. Assim também deve ser na vida econômica. portanto.

. 14 energia realizando as atividades de forma “automática” e o outro consiste na reação do meio ambiente social que vai contra aquele que deseja fazer algo novo.

Autores como Law e Cantwell e Tolentino defendem linhas diferente com relação a tecnologia das empresas oriundas destes países. Desta maneira. devido à transformação de estrutura industrial que se processou nestes países através de distintas formas de aprendizagem e à própria internacionalização. 3. 15 3 ANÁLISE TECNOLÓGICA DAS MULTINACIONAIS BRASILEIRAS. e que podem ter surgido de adaptações ou melhoramento na tecnologia de processos ou produtos. A questão tecnológica das transnacionais de países em desenvolvimento tem propiciado importante debate. De acordo com Law (1983) a internacionalização dessas empresas está associada a algum tipo de vantagem que elas construíram sobre tecnologias amplamente difundidas. essas vantagens levariam as firmas dos países em desenvolvimento a expandir suas atividades não apenas para países de um mesmo nível de desenvolvimento. Segundo os autores. foram utilizados os regimes tecnológicos elaborado por Yonamini e Gonçalves (2010) e a taxonomia elaborada pelo Nassif (2006) baseada no trabalho de Pavitt (1984).1 Regimes Tecnológicos da Yomamini De acordo com Yonamini e Gonçalves (2010) os setores industriais brasileiros são classificados em seis regimes tecnológicos. o grupo que possuí tecnologia autônoma: . sendo que estes seis regimes foram divididos em dois grupos: o grupo dos setores industriais dependentes de tecnologia desenvolvida fora do país. habilidades de gestão. em setores tecnologicamente mais complexos. mas também para países desenvolvidos. conhecimento especial de mercado. Em contra partida Cantwell e Tolentino (1990) defendem que as transnacionais com origem em países em desenvolvimento possuem tecnologias genuinamente inovadoras. para realizar a análise tecnológica das quarenta e sete empresas brasileiras classificadas pela Fundação Dom Cabral .FDC (Anexo A) no ano de 2013.

duas empresas foram classificadas no regime 2.67 4 14 46. Regimes Tecnológicos Número de Empresas Percentagem 1 2 6.67 5 0 0. Do total de quarenta e sete empresas constantes no ranking da FDC.33 TOTAL 30 100. nos quais a maioria das empresas foram classificadas.80% das empresas conforme tabela 1. ou seja. . são definidos por Yanomine e Gonçalves (2010) como: . 63.67 2 2 6. A primeira atividade a ser realizada para analisar a tecnologia das quarenta e sete maiores empresas transnacional brasileiras foi classificá-las de acordos com os seis regimes tecnológicos. cerca de 83.00 Fonte: Elaboração dos autores a partir dos dados da Fundação Dom Cabral De acordo com os dados da tabela.00 6 1 3. A maioria delas. 4 e 6. e apenas uma empresa no regime 6.Classificação das Maiores Transnacionais Brasileiras por Regime Tecnológico – 2013. devido a transformação de estrutura industrial que se processou no país através das formas de aprendizagem.34%. nenhuma empresa foi classificada no regime 5. Possuem tecnologias genuinamente inovadoras. Tabela 1 .Regime tecnológico 3: dependente em informação e cooperação – o regime é caracterizado pelo uso de fontes internas de informação e financiamento público de atividades inovativas. foram classificadas nos regimes tecnológicos 3 e 4.3 e 5. Apresentam os valores mais altos de cooperação. apenas trinta puderam ser classificadas. Os regimes tecnológicos 3 e 4.  Autônomo: Inclui os clusters 2. A internacionalização das empresas está associada a algum tipo de melhoramento na tecnologia de processos ou produtos das empresas de outros países. 16  Dependente: Inclui os clusters 1.67 3 11 36.

Diferenciada e Baseada em ciência. pois depende de outros países. embora apresente baixo nível de cumulatividade. 17 financiamento público à atividade inovativa e informação de usuário no mercado internacional. financiada por instituições públicas.Regime tecnológico 4: Autônomo em P&D com uso de informação internacional – apresenta atividade interna de P&D. Intensiva em trabalho. Ressalta-se que. três não foram classificadas e apenas duas são dependentes. 3. possuindo cerca de 43. cinco são autônomas. Os regimes 1. com cerca de 56. de acordo com a tipologia sugerida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e é inspirada na taxonomia clássica do Pavitt (1984). Essa taxonomia associa cada tipo de tecnologia ao fator preponderante que molda o posicionamento competitivo das empresas e setores no curto e no longo prazo. Analisando a variável tecnologia através dos regimes tecnológicos de Yonamini e Gonçalve (2010) pode-se definir que a maioria das empresas brasileiras são autônomas. afinal os regimes 2. Este regime apresenta os valores mais altos de consultoria em P&D e informações sobre treinamento profissional e assistência técnica internacional. Intensiva em escala. não pode alcançar altos níveis de oportunidade tecnológica. . sendo estes regimes considerados como os autônomos em relação a tecnologia internacional. Esses fatores levam os setores industriais deste regime a serem independentes de tecnologia de outros países. É caracterizado por alto nível de oportunidade e apropriabilidade. 3 e 5 são classificados como dependentes em relação a tecnologia internacional.67%. entre as dez empresas mais internacionalizadas de acordo com a FDC (2013).33% das empresas classificadas. Desta maneira.2 Taxonomia Nassif A taxonomia do Nassif (2006) classifica a indústria por tipo de tecnologia. 4 e 6 foram o que tiveram maior número de empresas classificas. Apesar de apresentar altos níveis de apropriabilidade e cumulatividade. as empresas são classificadas em cinco setores principais que são: Baseada em Recursos Naturais. .

35 Intensiva em trabalho 0 0. observam-se os seguintes resultados em ordem decrescente: Baseada em recursos naturais (32. apesar dela ser dependente de recurso natural. e Diferenciada. Intensiva em escala.47 TOTAL 34 100. 18 Nessa taxonomia foram classificadas 78.59%. Não houve empresa classificada como intensiva em trabalho. Considerando a tabela 2.44% são da área da informática e em segundo lugar com 33.Classificação das Maiores Transnacionais Brasileiras pela Taxonomia. Neste setor é relevante destacar a presença da Petrobrás. .35%).47%). Tabela 2 . isso faz com que as empresas brasileiras tenham grande competitividade devido a abundancia de recursos naturais encontrados.00 Intensiva em escala 7 20.00 Fonte: Elaboração dos autores a partir dos dados da Fundação Dom Cabral O grande número de empresas classificadas como baseada em recursos naturais pode ser justificado pela vasta extensão territorial do país. ambas com 20.33% as empresas de distribuição de energia elétrica. Baseada em ciências (26. O percentual elevado de empresas brasileiras nesse setor se deve principalmente as ligadas ao ramo de informática. principalmente na perfuração de poços de petróleo no mar. e pela grande diversidade de riquezas naturais notavelmente encontradas no Brasil. onde das nove empresas classificadas neste setor 44. possui domínio tecnológico e está na ponta em relação às outras multinacionais do setor.72% das empresas listadas pela Fundação Dom Cabral (2013). Setores Industriais Total de Empresas Porcentagem com Tecnologia Baseada em recursos naturais 11 32.59 Diferenciada 7 20.59 Baseada em ciência 9 26. Empresas dos setores baseada em ciência tem como principal fator competitivo a rápida aplicação das pesquisas científicas às tecnologias industriais.

51 e 52). 2012). Apesar de encontrar apenas um financiamento voltado para a linha de internacionalização das empresas. O BNDES tem contribuído para internacionalização das empresas brasileiras de duas formas: i) no apoio indireto ao processo. 4. e ii) no financiamento direto às operações de internacionalização das empresas (ALÉM e GIAMBIAGI.80% das empresas classificadas pela FDC adquiriram algum tipo de empréstimo ao banco. mas também ser o responsável pela modernização do país (PAIVA. Os primeiros projetos financiados pelo banco foram voltados principalmente para setor enérgico. Através de consultas aos dados dos financiamentos diretos realizados pelo BNDES desde 2010 até o terceiro trimestre de 2013. Uma importante experiência de financiamento visando à internacionalização de empresas de um país em desenvolvimento é a atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil. 2012). . 2010. FINANCIAMENTO Nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. p. O banco assumiu um papel estruturante e de agente direto nos setores que exigiam investimentos de longo prazo. coube ao estado não apenas garantir e promover a industrialização. mediante o financiamento da expansão da capacidade produtiva doméstica das empresas. 19 4. construção de estradas e portos (PAIVA. Além do respaldo financeiro. o governo brasileiro criou o BNDES em 1952.1 Apoio indireto a internalização das empresas pelo BNDES. é importante destacar que nesse período o banco realizou diversos empréstimos para aumento da capacidade produtiva interna. Com a finalidade de promover a indústria no Brasil. Assim. o BNDES tinha como objetivo realizar análises econômicas e identificar os principais gargalos do país. foi constatado que 46. os incentivos à internacionalização de empresas através de crédito ou estão ausentes ou se apresentam de forma escassa. As empresas brasileiras mais internacionalizadas têm sido clientes assíduas do BNDES na contratação de financiamento para a expansão de sua capacidade produtiva doméstica. definindo sua linha de ação.

RJ. como mostra a tabela a seguir.938.482. onde três empresas do ranking FDC adquiriram financiamento pelo BNDES totalizando pouco mais de 340 milhões. como é explicado pelo modelo Uppsala.487. Votorantim cimentos Implantação de uma nova unidade de moagem 34.855 Fonte: Dados do BNDES.371. O financiamento indireto foi importante para fortalecer as empresas brasileiras internamente e posteriormente se internacionalizarem. 20 Os dados mais recentes são do ano de 2012 (anexo F) e dos três primeiros trimestres de 2013. O financiamento indireto fez com que grande parte das empresas aumentasse sua capacidade produtiva e investisse em P&D. 27.A.tubos e normas regulamentadoras Nr12 e Nr17 nas 49. de cimento em Santa Helena.043. adquirindo. Construção de infraestrutura para lavrar Votorantim metais reserva de zinco silicatado na mina de 67.554 zinco S. Joinville .SP.312.SC e Escada . assim. Votorantim siderurgia Projeto restauring nas unidades de Resende e 68.000 expansão da capacidade e financiamento de capital de giro. adaptados pelos autores. maior know-how e solidez para alcançar o mercado internacional.000 S.000 conexões unidades fabris de Rio Claro .438 S. Vazante.A. de cimento em Laranjeiras. Financiamento de atividades voltadas ao desenvolvimento de novos produtos e à Indústrias ROMI S.863 zinco S. .PE.A. SE.000 N/NE S.Financiamentos Realizados pelo BNDES às Empresas do Ranking da FDC nos Primeiros Três Trimestres de 2013. Votorantim metais Ampliação e modernização da planta de 26.690.A. SP. Barra Mansa. com destaque para a Votorantim que foi responsável pela maior parte dos financiamentos. Valor Cliente Descrição do Projeto Contratado (R$) Implantação do sistema SAP e adequação às Tigre S. MG.762.A.A. Camaçari - BA. Vazante.A. Tabela 3 . . MG (projeto extremo-norte) Votorantim cimentos Implantação de uma nova unidade de moagem 65. TOTAL 340.

A primeira operação de financiamento de acordo com a sua nova linha de financiamento só aconteceria em 2005. No ano de 2003 foi apresentada uma nova legislação para o banco relativa ao seu papel como agente financiador das empresas brasileiras. O Estatuto do Banco. O aspecto mais interessante sobre o papel do BNDES no processo de internacionalização das empresas brasileiras é a mudança na filosofia da instituição. o BNDES estaria tomando providências para preparar no exterior uma estrutura cada vez maior que permita prestar apoio efetivo às empresas brasileiras que queiram se internacionalizar.3% da empresa argentina Swift Armour S. inciso II. promovendo o incremento das exportações brasileiras. 21 4. . p. recebeu US$ 80 milhões do BNDES para comprar 85. 2005. prevê que o apoio a investimentos diretos no exterior deve beneficiar exclusivamente empresas de capital nacional. A ideia é aumentar a presença da instituição junto ao mercado financeiro e a investidores internacionais para poder servir como ponto de referência para informação sobre ambiente de negócios brasileiros e facilitar a internacionalização das empresas nacionais.A. maior empresa frigorífica de carne bovina do país.2 Apoio direto a internacionalização das empresas pelo BNDES. no seu artigo 9º. 2010). a diretoria do BNDES aprovou as diretrizes para o financiamento aos investimentos de empresas brasileiras no exterior. Essas diretrizes tinham dois objetivos: i) orientar a criação de uma linha capaz de estimular a inserção e o fortalecimento de empresas no mercado internacional. o BNDES constituiu uma subsidiária no Reino Unido com objetivo essencial de implementar políticas de apoio à internacionalização de empresas brasileiras. o incentivo ao investimento no exterior acontecia de forma indireta. A Friboi. chefe da área internacional do Banco. nas quais. foi instalado um escritório de representação do BNDES em Montevidéu no Uruguai. ii) apoio à implantação de investimentos ou projetos a serem realizados no exterior. 71). Em seguida à instalação do Escritório de Montevidéu. Em meados de 2002. De acordo com Leonel Botelho (citado por GANDRA. O apoio através do BNDES à internacionalização das empresas brasileiras estava restrito até início de 2002 aos financiamentos realizados mediante operações de renda variável. O valor total da operação foi estimado em US$ 200 milhões (ALEM e CAVALCANTI. Nesse sentido. inaugurado em 27 de julho de 2009.

as operações financeiras de apoio a internacionalização atingiram 137 bilhões de reais no ano de 2009. em março de 2008 a Friboi tomou um empréstimo maior. elas estão comprando outras empresas já instaladas e que estão passando por dificuldades financeiras. Através dos dados das operações diretas do BNDES. assim. passados três anos. uma das principais estratégias das empresas brasileiras é a aquisição de outras já existentes no exterior. realizar a aquisição da empresa americana Logic Controls nos EUA. é realizada analises individualmente e não há divulgação pública sobre os critérios específicos. 22 especialmente com a chegada do economista Luciano Coutinho à direção do banco. pôde-se averiguar que a última operação de crédito voltada para a internacionalização de empresas do ranking da FDC foi para a Bematech. Desta forma. como dito anteriormente. as informações são que os valores de financiamento e . e demonstrar que o projeto internacional gera vantagens para o país. porém. em 25 de março de 2010 o banco emprestou quase 30 milhões para. tem sido claro e agressivo o apoio do BNDES à formação de grandes grupos nacionais para competirem internacionalmente. o que muitos economistas afirmam é que esse período tem sido de oportunidades para as empresas nacionais. A Friboi. afinal. ao invés de construírem uma nova planta. Não é possível afirmar se houve apenas o financiamento de apoio a internacionalização para a Bematech durante os últimos três anos. foi a primeira empresa a realizar empréstimo nessa linha em 2005. quase três bilhões e meio de reais. 2010). todos voltados para investimentos no âmbito da estratégia de internacionalização da empresa. De acordo com relatórios do BNDES. em dezembro de 2009 voltou a tomar novo empréstimo ainda maior. Após Coutinho assumir a presidência do banco. o que tudo indica é que houve aumento desses números nos últimos anos (ALÉM. os dados encontrados no site do BNDES não relatam a total realidade do papel do financiamento na internacionalização das 47 empresas mais internacionalizadas do Brasil. os pedidos das empresas devem apresentar uma gestão estruturada. termos e valores dos projetos financiados. pelo contrário. Importante destacar que são poucas as informações divulgadas sobre os financiamentos para essa linha de crédito. um pouco mais de um bilhão de reais. um número considerado pequeno com relação ao total de desembolso do BNDES. entre outros propósitos.

nesta entrevista Coutinho deixa claro que a política das “campeãs nacionais” não foi encerrada. o que mostra a importância do financiamento para inserção destas empresas globalmente. segundo ele o banco atende a mais de 80% das empresas mais internacionalizadas do país. afirma em entrevista para o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) que a política de internacionalização apoia a pequenos grupos. Para o setor de bens de capital. mesmo com linha específica para o investimento estrangeiro direto como os aportes do BNDES Participações S. a utilização de capital próprio é a opção de preferência. Em maio de 2013 o presidente do BNDES concedeu entrevista para o blog do deputado estadual Rui Falcão.A. o economista do Instituto de Pesquisa Aplicada do Brasil (IPEA) Mansueto de Almeida. não apenas a um pequeno grupo como alguns acusam. Apesar dos relatórios e os números apresentados pelo BNDES apresentarem o banco como importante impulsionador da internacionalização das empresas brasileiras. Em suas entrevistas Luciano Coutinho expõe que essa política visa estimular a internacionalização das empresas. deixando evidente que ainda há possibilidades de novos empréstimos diretos para internacionalização de empresas brasileiras. Coutinho afirma que a política de internacionalização foi mal compreendida. Mansueto defende que o BNDES deveria focar em financiamentos com elevado retorno sociais. o presidente afirma que “Se ainda existirem coisas pelo mérito de que o país desenvolva empresas de expressão internacional. um de seus questionamentos ao BNDES é “de que forma os empréstimos do banco para os grandes frigoríficos ajudaram. no entanto. Em entrevista no mês de abril de 2014 para programa a Folha e a UOL. elas podem ser examinadas”. mas que a iniciativa precisa partir do controlador privado e que para isso a empresa precisa ter competência suficiente para se lançar no mercado internacional. Em contra partida. aos milhares de pecuaristas que participam da cadeia de produção”. deixando com que as grandes empresas busquem empréstimos através dos bancos privados. alternativa . o relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de 2012 apresenta que o BNDES não é a opção mais importante para empréstimos. o uso de capital próprio divide a preferência com a contração de empréstimos no exterior. por exemplo. Na tabela a seguir nota-se que tanto para o setor industrial como para o de serviços. 23 o número de empresas apoiadas são ainda maiores.

(Em %) Financiamento Bens de Bens Bens de Serviços consumo intermediários capital BNDES 10.00 20. 24 também utilizada por quase um terço das empresas de bens de consumo (CNI. .00 15. Tabela 4 .60 40.80 Capital próprio 50.40 Banco no exterior 10.00 4.60 Dívidas no exterior 30.00 6.60 40.00 53.80 0.00 28.00 47.00 Fonte: SOBEET/Valor Econômico Nota: Elaboração – CNI.00 19.Formas de Financiamento das Empresas Brasileiras por Atividade. 2012).00 23.

o banco contribuiu para que algumas empresas brasileiras se colocassem como grandes desafiadoras globais. por exemplo. foi pesquisado através das operações de financiamento realizadas pelo BNDES. como exemplo da Petrobras. De acordo com os regimes tecnológicos de Yonamini e Gonçalves (2010) a maioria das empresas classificadas no Ranking da FDC são autônomas em tecnologia. seja através do financiamento direto e do indireto. levando em consideração as operações diretas para internacionalização das empresas e as indiretas para aumento da capacidade produtiva interna.47%). O regime 4. É caracterizado por alto nível de oportunidade e apropriabilidade. Com a linha de financiamento direto para internacionalização. a final. contudo. esse regime apresenta os valores mais altos de consultoria em P&D e informações sobre treinamento profissional e assistência técnica internacional. algumas empresas baseadas em recursos naturais. como exemplos da JBS Friboi. a maioria foram classificadas nos regimes 2. Esses fatores levam os setores industriais deste regime a serem independentes de tecnologia de outros países. foi o que obteve maior número de empresas classificadas (46. o segundo elemento. Na taxonomia de Nassif (2006) foi constatado que a maioria das empresas brasileiras é baseada em recursos naturais (32. não perderam em vista os investimentos em novas tecnologias. o principal elemento schumpeteriano. evidencia-se a importância do BNDES na promoção das multinacionais brasileiras. que utilizou o financiamento do . possuem tecnologia de ponta e grande competitividade internacional. Em relação ao financiamento. cerca de 56. mas. 4 e 6. Através da taxonomia é possível afirmar que as empresa brasileiras mais internacionalizadas são na maioria dependentes dos recursos naturais disponíveis no país. 25 Conclusão Este trabalho analisou a importância dos elementos schumpeterianos para empresas mais internacionalizadas do Brasil segundo a classificação da Fundação Dom Cabral. o crédito. A tecnologia. embora apresente baixo nível de cumulatividade. que são classificados como grupos independentes em tecnologia.67%).67%. elas são considerados autônomas em P&D com uso de informação internacional. foi analisado utilizando o regime tecnológico de Yonamini e Gonçalves (2010) e a taxonomia de Nassif (2006).35%) e em ciência (26.

. De acordo com os resultados alcançados aceitasse a hipótese de que o financiamento bem como a inovação contribui fortemente na internacionalização das empresas brasileiras. Desta forma. tal elemento na maioria dos países em desenvolvimento é escasso e ou caro para este tipo de operação. considera-se o apoio através do financiamento um elemento importante para o desenvolvimento das multinacionais brasileiras. 26 BNDES para se promover internacionalmente tornando-se umas das maiores empresas mundiais do ramo e uma das mais internacionalizadas do Brasil.

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143 24 Votorantim 0.166 23 Cia Providência 0.059 33 Ultrapar 0. 29 Anexo A – Ranking das empresas multinacionais brasileiras de acordo com Fundação Dom Cabral em 2013.364 8 Odebrecht 0.306 12 Vale 0.208 19 Marcopolo 0.349 9 Sabó 0.128 27 Agrale 0.333 10 Minerva Foods 0.194 21 DMS Logistics 0.457 5 Marfrig Alimentos 0.589 2 Gerdau 0.433 6 Metalfrio 0.129 26 Natura 0.185 22 Indústrias Romi 0.271 15 BRF 0.427 7 Ibope 0.138 25 Andrade Gutierrez 0.542 3 Stefanini 0.Unibanco 0.496 4 Magnesita Refratários 0.081 32 Banco do Brasil 0.031 .283 13 Weg 0.035 36 Randon 0.280 14 Suzano 0.032 37 Gol 0. Posição Empresa Índice de Transnacionalidade 1 JBS 0.109 29 Bematech 0.320 11 Tigre 0.090 30 Petrobras 0.231 18 Ci&T 0.035 35 BRQ IT Services 0.083 31 CZM 0.195 20 Artecola 0.250 17 Embraer 0.050 34 Bradesco 0.271 16 Camargo Corrêa 0.126 28 Itaú .

equipamentos para automação industrial.001 46 Eletrobras 0.Dias Branco 0.020 43 Porto Seguro 0. . instrumentos de precisão e ópticos.024 42 OI 0.000 Anexo B – Regimes tecnológicos. Regimes Setor Tecnológicos 1 Fabricação de máquinas e equipamentos 2 Fabricação de produtos não-metálicos Fabricação de produtos químicos Fabricação de artigos de borracha e plásticos Fabricação de máquinas para escritório e equipamentos de informática 3 Fabricação de máquinas.024 41 M.030 39 TOTVS 0.Cassab 0. aparelhos e materiais elétricos Fabricação de material eletrônico e de aparelhos e equipamentos de comunicação Fabricação de equipamentos de instrumentação médico- hospitalares.009 44 Tegma 0.000 47 M. cronômetros e relógios.025 40 Eliane 0. 30 38 Alusa 0.004 45 Cemig 0.

5 Reciclagem 6 Fabricação de produtos de metais Fonte: Yomamini e Gonçalves (2010) Regimes tecnológicos dependentes em relação à tecnologia internacional = 1. BRF . . . - Providência . . 31 Fabricação de produtos alimentícios e bebidas Fabricação de produtos de fumo Fabricação de produtos têxteis. . artigos de viagem e calçados e fabricação de produtos de madeira Fabricação de móveis e indústrias diversas Fabricação de celulose. . Weg Sabó . impressão e reprodução de gravações Metalurgia básica Fabricação de coque. elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool Fabricação e montagem de veículos automotores e carrocerias Fabricação de outros equipamentos de transportes. Ci&T . Artecola Suzano . - Cia . Tigre .Classificação das empresas de acordo com os regimes tecnológico da Yomamini. papel e produtos de papel 4 Edição. - Foods . Regimes 1 2 3 4 5 6 Tecnológicos Indústrias Romi Votorantim Stefanini JBS . - Alimentos por regime .4 e 6 Anexo C . - Refratários Empresas Marfrig classificadas . refino de petróleo. confecção de artigos de vestuário e acessórios Preparação de Couros e fabricação de artefatos de couro. Vale Magnesita CZM Metalfrio Gerdau .3 e 5 Regimes tecnológicos autônomos em relação à tecnologia internacional = 2. - tecnológico Minerva .

de Petróleo. Marcopolo . e borracha e e bebidas de metal cronômetros aparelhos plástico (exceto e relógios. - Services . OI Petrobras . . . - M. elétrica Aparelhos Extração Equipamento e de s de instrument Produtos minerais Calçados instrumentaç os de químicos não ão médico. . Fabricação Instrumentos Máquinas Artigos de Alimentos de produtos ópticos. ntos de impressão e empresa. . - . TOTVS Agrale . - Branco Fonte: Elaborado pelo autor. Principais Material Equipame Edição. Ultrapar . . . . comunicação. - . metálicos hospitalares teste e controle. . de . - BRQ IT . Baseada Setores Intensiva Baseada em Intensiva Industriais com em Diferenciada em Recursos em escala tecnologia: trabalho ciência Naturais Produtos cerâmicos Extração e para Máquinas e Produtos carvão Têxteis construção equipamento farmacêuti mineral civil e para s cos usos diversos Extração Máquinas de Fabricação Máquinas. . 32 . Anexo D – Taxonomia tecnológica elaborado por Nassif. - . . tos de relacionad papelão informática os. . de viagem e aparelhos e distribuiçã reprodução minerais artefatos de equipamento o de de metálicos couro s de energia gravações. medida. atividades da Extração Artigos para eletrônico. Bematech Embraer . de produtos aparelhos e escritório e gás e Vestuário e artefatos materiais equipamen serviços de papel e elétricos.Dias . Randon .

. 33 máquinas e automação equipament industrial os) Equipame Móveis e Vidro e nto de Produtos Indústrias produtos de . pastas . transporte do fumo diversas vidro aeronáutic o Preparaçã Metalurgia . - de madeira s Equipament Fabricação os de de papel e transporte outras ferroviário. Automotore . . Fabricação de coque e . . . - para outros fabricação (exceto de papel aeronáutico s). . . - de Álcool Metalurgia de não. - ferrosos Cimento e outros produtos . - minerais não metálicos Fonte: Nassif (2006). - refino de petróleo Produção . . . . . naval e . - o do couro básica Veículos Produtos . .

Valor Cliente Descrição do Projeto Contratado R$ Implantação de linha de laminação de planos e GERDAU 2§ veio na Gerdau Acominas.032.693. Artecola Metalfrio Alusa Magnesita BRQ IT . . renovação TUBOS E tecnológica das unidades no brasil e 30. minerva dawn farm em MINERVA S. Expansão de capacidade produtiva e modernização das unidades industriais de bataypora(MS).731. 59. em ouro branco 776. Marcopolo CZM Embraer por setor. Cemig Votorantim . Gerdau Sabó Empresas Providência classificadas Ultrapar . .000 CONEXOES lançamento de novos produtos.100 Barretos(SP). TIGRE S. Setores Baseada Intensiva Industriais em Intensiva Baseada em em Diferenciada com Recursos em escala ciência trabalho tecnologia: Naturais Indústrias Petrobras . . .A.Financiamentos realizados pelo BNDES as empresas do ranking da FDC no ano de 2012. Agrale Weg Ci&T Alimentos Minerva . Randon Oi TOTVS Foods Suzano . . - Fonte: Elaborado pelo autor. bem como modernização da gestão corporativa para implantação de sistema integrado de gestão. . Eliane Stefanini Romi Vale .616.A.MG ODEBRECHT Apoio a capital de giro vinculado a contratos 20. Campina Verde(MG).000 OLEO E GAS S/A de prestação de serviços.380 ACOMINAS S/A . Aumento da capacidade produtiva. . Tigre Bematech Refratários Services Cia JBS . Goianésia(GO)e José Bonifácio(SP). Eletrobras BRF . Anexo F . palmeiras de Goiás(go). . Marfrig . 34 Anexo E – Classificação das empresas de acordo com a taxonomia do Nassif.

35 TIGRE S. denominado projeto cln 150 Investimentos na estrada de ferro Carajás (EFC) com aumento de capacidade.000 ponta da madeira (tfpm) e ampliação do terminal marítimo da ponta da madeira (tmpm). ramal ferroviário para ligação a efc. em 117 mil e 65 mil t/ano. ampliação do terminal ferroviário da 1.200 toneladas mensais 25. ampliação do terminal ferroviario da 2. ramal ferroviário para ligação a EFC.000 CONEXOES e ampliação do leque de produtos. de 120 para 1.635. Modernização do complexo produtivo de VALE S/A 3. respectivamente (e suplementação).626. de produção de 1.000 S/A produção de concentrado fosfático em tapira - MG e catalão . denominado projeto CLN 150 Expansão da produção de acido fosfórico e sulfúrico.593 mil t/ano na unidade industrial de FERTILIZANTES Uberaba .492 E CELULOSE S/A infraestrutura de apoio necessária a futura operação da nova planta e investimentos sociais e ambientais na área de influencia. melhorias operacionais e de qualidade. para 905 mil t/ano VALE e para 2. Investimentos na estrada de ferro Carajas (EFC) com aumento de capacidade./ano de celulose branqueada de eucalipto em SUZANO PAPEL Imperatriz-MA.320. bem como implantação da 530. respectivamente.000 E CELULOSE S/A manutenção da capacidade de produção. aquisição de VALE S/A vagões.709.000 ELETRICOS S A Construção de uma nova unid.721.562.235.go.A. bem como expansão da 88. Investimentos florestais para o atendimento das necessidades operacionais da empresa e SUZANO PAPEL investimentos industriais visando a 490.000 ponta da madeira (TFPM) e ampliação do terminal marítimo da ponta da madeira (TMPM). aquisição de VALE S/A vagões. .000 Itabira WEG EQUIPAMENTOS Investimentos em inovação tecnológica.059. industrial com capac. Expansão da capacidade produtiva de caixas TUBOS E d'agua.4 milhão de ton.865.628.MG. 11. .207.

638. para 4. Estudo e desenvolvimento de novos produtos.692. produtos.100.650. bem como em 16. Construção de um novo centro de distribuição NATURA agregando um conjunto de processos COSMETICOS 17. localizados no município de Benevides (PA). treinamento e qualidade.500. sistemas administrativos e gerenciais. INDUSTRIA E Estudo e desenvolvimento de novos produtos.000 S.000 COSMETICOS âmbito da comunidade e da empresa. no âmbito do programa BNDES prosoft-empresa.000 inovadores.600.BRASIL expansão em 28 unidades da empresa. bem como a implantação de uma COMERCIO DE planta piloto de P&D e projetos sociais no 141. NATURA Estudo e desenvolvimento de novos produtos. corpo e sabonete. 36 Utilização do limite de credito contratado para aquisição de matrizes de frangos. corpo e sabonete. todos NATURA LTDA.161 FOODS S. para TECNOLOGIA DE 8. inclusive aquisição de maquinas e equipamentos nacionais necessários a execução do projeto.200. NATURA nas categorias cabelo.140. VOTORANTIM Remoção de rejeitos da unidade de três METAIS ZINCO 94.A. modernização e BRF . CI&T SOFTWARE marketing e comercialização. perus e suínos e implantação. INOVACAO E nas categorias cabelo.A. corpo e sabonete. para COSMETICOS 4. .000 de três prédios que irão compor o novo espaço S/A natura (nen). 811. visando melhorar a gestão do seu S/A sistema de logística.000 o lançamento-piloto de uma nova linha de S/A produtos.000 COSMETICOS o lançamento-piloto de uma nova linha de NATURA LTDA.000.000 o lançamento-piloto de uma nova linha de PRODUTOS produtos. LTDA Implantação da primeira fase de construção do INDUSTRIA E eco parque.000 Maria/MG S/A Implantação de um novo centro de distribuição NATURA (cd) em São José dos Pinhais-PR e a reforma COSMETICOS 17. Investimentos em infraestrutura. COMERCIO DE nas categorias cabelo. pesquisa e desenvolvimento.

PETROBRAS Suplementação de recursos para aquisição de TRANSPORTE dois navios tanque tipo produtos claros.178. abrangendo expansão e melhoria OI S/A da qualidade da rede atual e implantação de 1.692.484.259. com capacidade de 1. presidente Getúlio Vargas (repar).199. do BRASILEIRO S/A planalto (replan). duque de Caxias (reduc). de um gasoduto terrestre e .PETROBRAS indústria de petróleo e gás. com capacidade de 70 mil ton/ano e 2. Implantação da unidade de fertilizantes PETROLEO nitrogenados iii. 2012 .827/2001 do conselho monetário nacional e suas alterações. 60.PETROBRAS um gasoduto marítimo para interligação a malha de dutos existentes.106. composta por uma planta de BRASILEIRO S/A amônia.PETROBRAS uma planta de produção de ureia.346 S/A identificados por cascos m-199 e m-200.310.549 BRASIL S/A distrito federal. Apoio ao plano de investimentos de três anos.223 mil ton/ano.000 .000 todos os santos.191.2014. 37 Modernização das refinarias Gabriel passos PETROLEO (regap).296.000. TRANSPETRO Construção de um terminal de gaseificação de gás natural liquefeito (gnl) na Bahia (trba).000 infraestrutura necessária para novas tecnologias.980. PETROLEO constituído por um píer tipo ilha. Abertura de credito pelo BNDES aos bancos públicos federais para que estes atuem como agentes operadores da linha de credito BANCO DO destinada a empréstimos para estados e 6.801. Presidente Bernardes rbpc) e Landulpho Alves (rlam) da Petrobras PETROLEO Apoio a projetos de pesquisa e BRASILEIRO S/A desenvolvimento em diversos setores da 400.150.100 . de 7. TOTAL 28.128 Fonte: BNDES .PETROBRAS Capuava (recap). prevista pela resolução n§ 2.000 . na baia de BRASILEIRO S/A 584.