You are on page 1of 53

TERAPIA DAS OBSESSÕES

Sobre a Prevenção, Instalação e Terapia das ObsessõesTerapia das Obsessões 1*
Edição 1994 — 1a ao 5® milheiro Revisão:
Hilda Fontoura Nami Ariovaldo Cavarzan
Capa:
Nori Figueiredo
Diagramação e Arte: Matheus R. Camargo
---------- Ficha 'Catalográfica ----------- -
Pinheiro, Luiz Gonzaga
Terapia das Obsessões, Luiz Gonzaga Pinheiro, 1* edição 1994, Capivari-SP,
Editora EME.
126 p.
1 — Espiritismo 2 — Obsessão 3 — Terapia

Dedicatória
Dedico este meu primeiro trabalho aos meus filhos, Lívia e Victor Emmanuel.
Quando eu o escrevi, você filha, estava mudando os dentinhos. Tinha uma
porteirinha pela qual, dizia eu, passar muitos bois.
Gostava de lhe dizer: diz aí farofa! e você dizia. Então eu continuava. Agora diz:
Adolfo! e você repetia, porque tinha a certeza que eu gostava de sentir o ar
escapando pela porteirinha.
Você Victor Emmanuel, nem sequer estava mudando os dentes. Eles eram bem
branquinhos, apesar de eu constantemente lhe presentear pirulitos, o que você
adorava. Nossa brincadeira era medir forças, no que eu sempre vencia, pois lhe
fazia cócegas deixando-o cansado de tanto rir.
Projetando o pensamento pelo futuro, vejo-os integrados na Doutrina Espírita,
estudando este livro, e interpretando com fidelidade o raciocínio e o sentimento
daquele a quem Jesus proporcionou a felicidade de ser chamado de pai!
Que Deus os abençoe!

Luiz Gonzaga Pinheiro.

Tentação e Remédio
Qual acontece com a árvore, a equilibrar-se sobre as próprias raízes,
guardamos o coração na tela do presente, respirando o influxo do passado.
Emmanuel (Chico Xavier) Religião dos Espíritos (FEB)

Se Tiveres Amor
Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio
coração em chama divina a dissipar as trevas...
Emmanuel (Chico Xavier) Religião dos Espíritos (FEB)

Sumário
Sobre o autor ................................9
Prefácio ...................... ..... ................... 13
Introdução ....................... ........... ..v 15
Prevenção .................................... 18
Instalação .................................. 19
Terapia ...................................... 20
Primeira Parte
Prevenção Contra as Obsessões21
Clientela Espírita....................... 23
Prevenção .................................. 25
O Trabalho................................ 28
A Oração ............ .. .......... sí.i*a* 30
Aprimoramento .......................... 32
Segunda Parte
Instalação das Obsessões ...... 35
O Pensamento ............................ 37
O Obsessor........ 7............... .. .... 141
O Obsedado.. ...................... ........ 45
Obsessão Simples ..................... 48
A Fascinação ............................. 53
A Subjugação ............................. 55
A Obsessão Pós-Desencame ... 59
A Obsessão em Crianças .............. 62
A Obsessão nos Médiuns ......... 65
A Auto-obsessão 70Terceira Parte

Terapia das Obsessões ...
0 Grupo Espírita ...............
Desdobramentos dos trabalhos
Doutrinação .......................
Fluidoterapia .....................
Evangelhoterapia ..............
Assistência Familiar .... ! ..
Quarta Parte
Terapia Psiquiátrica .......
O Neurótico, O Psicótico, O Obsedado..
Sintomas Novos. Causas Antigas
A Ansiedade ......................
A Depressão ......................
Reação de Pesar ...............
Ideias Paranóides.............
Delírios .................
Alucinações ........................
Esquizofrenia ....................
Psicose Maníaco-depressiva
O Suicídio ..........................
Conclusão............................
Bibliografia

Sobre o Autor
Conheci o autor deste livro, ainda pequeno, quando juntos, pelos campos que
hoje são praças do Bairro de Fátima, jogávamos bola com outros meninos. Porém,
aquele ponta direita driblador, tinha algo de notável. Não só driblava muito bem os
seus marcadores, como eu, mas sobretudo as dificuldades de um viver, no qual, os
recursos financeiros não eram grandes. Todavia, complementados pelo carinho de
sua adorável mãe e do amor familiar, o menino Luiz adentrava pela vida,
descobrindo-a e construindo-a, de maneira tal, que nela houvesse cheiro de terra,
pestana de lua e cores de arco-úis, posto que já nascera poeta e compositor.
Mas, o seu grande gol de placa, foi ter vencido na vida com humildade, aliando a
sua mais bela virtude, a força de vontade, com a perseverança; apanágio dos que
vencem.
Contudo, muito mais apegado aos livros do que à bola, Luiz Gonzaga Pinheiro foi
vencendo cada degrau de sua vida escolar, até concluir com raro brilhantismo o
curso de Engenharia de Pesca, o curso de Ciências, e de estar apenas alguns meses
distanciado do seu terceiro curso, o de Matemática. Se a bola foi o seu brinquedo
predileto na infância, se o violão, o seu instrumento carinhoso de fazer os outros

felizes e de conseguir namoradas para os amigos, os livros foram e são a sua
eterna paixão de vida, e o estudo . o seu maior lazer.
Assim, quando um belo dia, tocado pela mensagem da consoladora Doutrina
Espírita, começou a frequentar a Mocidade Espírita Mário Rocha, do Círculo de
Renovação Espiritual, os livros espíritas adquiriram um fecundo leitor, e o
Espiritismo, um dos seus mais assíduos estudiosos.
Ainda jovem, o autor mergulhou fundo nos estudos espíritas, questionando,
analisando, discutindo, estudando todos os princípios desta doutrina de luz e amor.
Quando, também movido pelo aroma irresistível do Espiritismo, passei a
frequentar o mesmo templo espírita que ele, e a ler as obras básicas da
Codificação, já encontrei no meu amigo, um mestre que muito me ensinou e ensina,
assim como também, a todos os que estão sob o seu comando, no cargo de diretor
mediúnico do nosso Círculo de Renovação Espiritual.
Sabemos que a espiritualidade é pródiga e sábia, e que nada nos vem nesta vida
terrena sem uma razão de ser. Ao ingressar no templo espírita, o meu amigo
encontrou não só as respostas que o cientista Luiz procurava, como igualmente,
aquela que viria a ser. sua companheira, Nádia Gadelha, e com ela construir um lar
no qual o exemplo de amor, a cada momento se transmite aos seus adoráveis filhos:
Lívia e Victor Emmanuel. Como amigo, não posso negar a alegria que sinto ao vê-lo
em constante atuação doutrinária. Ministrando cursos, proferindo palestras,
ouvindo a clientela obscura e anônima já desencarnada, na qual procura firmar a
esperança nossa de cada dia, sob a égide de Jesus, o que faz tom todo dinamismo
e com toda a garra.
Terapia das Obsessões é o resultado não só da disciplina, da renúncia, da
tenacidade, do estudo, da capacidade e do talento do autor, mas, sobretudo, é um
espelho de uma vida, no qual o trabalho espírita ocupa lugar de relevo.
Como conhecedor profundo do tema que desenvolve, Luiz Gonzaga ministra uma
aula de conhecimento a todos aqueles ávidos de aprendizagem espírita e propicia
ao movimento espírita do Ceará a oportunidade ímpar de escrever com maestria o
seu nome no cenário espírita nacional.
Ler este livro não 6 só um deleite, mas obrigação de todo aquele que quer
conhecer e se aprofundar na Doutrina Espírita.
Antes de completar quatro dezenas de anos, Gonzaga já desenvolveu muitos
dos talentos que o Mestre Maior lhe confiou. Para isso precisou exercitar outras
virtudes que tão bem desenvolve como professor que é, e como homem voltado ao
estudo e à pesquisa.
Como modesto estudioso do Espiritismo e seu discípulo, sinto-me honrado em
destacar a vitória do meu melhor amigo, ao lançar o seu primeiro livro, de uma
série de muitos que virão, na certeza de que, conhecendo-o como acredito que o
conheço, esta obra servirá sobretudo de estímulo para que o seu trabalho, o
trabalho de um homem bom, continue a dar alegrias a todos nós.

Dr. Fernando Lopes de Souza da Cunha

Prefácio
Falar sobre obsessão e a sua interferência no comportamento humano, é
assunto de rara complexidade. Na leitura que fiz do livro em pauta, detectei uma
visão bastante clara sobre a prevenção, instalação e terapia desse angustiante
drama que fustiga o mundo. Nosso companheiro, trabalhador devotado ao estudo e
à prática desobsessiva, ilustra com clareza estelar, o que os Espíritos imperfeitos
são capazes de causar aos encarnados e desencarnados que se lhes fazem
dependentes. Somos amigos e companheiros na mesma luta e, de há muito, estamos
irmanados nesse ideal que abraçamos, qual seja, a cura das obsessões.
A influenciação perniciosa dos Espíritos ignorantes sobre os encarnados é um
mal de longa data: do tempo em que o homem abrigou o egoísmo, o orgulho, a
vaidade e o ódio em seu coração. Mas, da mesma época, são os chamamentos do
Senhor da Vida, através de suas legiões incansáveis, para a transformação de tais
vícios em virtudes, maneira única de materializar o milagre por todos ansiados, a
paz, que nos vem como conquista pessoal e intransferível, das moedas do suor, do
trabalho e da prece. Sem tais valores éticos, desguarnecido o Espírito, instala-se a
sintonia com essas mentes viciadas, que, através de intercâmbio oneroso e
doentio, estabelecem o clima bélico, tão propício aos pensamentos de vingança e
desarmonia. Contudo, são apenas irmãos infelizes, e, como bem sabemos, o remédio
ministrado há dois mil anos por Jesus deve ser a receita habitual das casas
espíritas: a caridade.
Amigo Luiz: Sinto uma grande honra em participar do teu trabalho. É muito
dignificante. Todavia, tu o sabes, reservo-me a ficar apenas como um trabalhador
que se preocupa com essa chaga do mundo—a obsessão, deixando os conceitos
filosóficos para os mais capacitados.
Para finalizar, a minha recomendação para os que se dedicam ao labor
desobsessivo: VIGIEM E OREM! AMEM AOS INFELIZES COMO SE FOSSE A SI
PRÓPRIOS. E aos que se encontram em influenciação obsessiva, a terapia:
ESTUDO E VIVÊNCIA DO EVANGELHO DE JESUS, TRABALHO E RENOVAÇÃO
SEMPRE.
Teu irmão, amigo e companheiro Chico Lopes

Introdução
A obsessão é um problema inerente ao ser humano, ainda profundamente
distanciado da solidariedade preconizada e vivenciada por Jesus. Convive com
numerosa parcela da humanidade, a responder golpe por golpe, ofensa por ofensa,

culmina na mordomia de alguns. Estabelecem-se assim. amargurados. que nos fazem tímidos apreciadores da ética cristã. levas de inconformados. Esquecidos de que. na alienação de religiosos. na ânsia de poder de outros. material e espiritual. estabelecendo a discórdia com ideias sutis. promessas fictícias de liberdade plena. precipitam-se impacientes. privilégios inalcançáveis e políticas salvadoras. oferecendo subsídios para distlngui-los e auxiliá-los. Desse imenso atritar de interesses. segundo eles. o neurótico e o psicótico. Outros mesmo sem receberem agressões. em gestos tribais. sofrendo e fazendo sofrer. havendo sido. que só será possível com a erradicação dos processos obsessivos do cenário terreno. pela possibilidade de elástica atuação e penetração dos planos. na marginalização de massas proletárias. é que resulta ser a terra um planeta de cobranças. pungentes e vingativos contra seus ofensores. que funciona como buril diamantino. no abandono do cidadão comum. pela fragilidade e indigência moral. ao trabalho de renovação de hábitos. trazendo portanto chagas na intimidade. enfim. todos sequiosos da paz do Cristo. homicidas. dos quais ninguém que haja infringido a lei. traduzindo-se em . agraciados com a confiança e o carinho de seus irmãos. à retirada de arestas cristalizadas pelo orgulho e egoísmo. mas paralíticos na sua prática. e. existente na maioria dos habitantes deste planeta de duras provas. inclusive. de perdoar hostilidades como condição de paz interior. aberração tola de mente infantil ou acovardada. jóia rara e escassa neste antigo mundo. suicidas. Esse vasto acervo de ideias pegajosas e cáusticas para quem as escolhe. que rebentam a tempo previsto. o bem-estar’ exaustivamente esperado por todos. mostrando carantonhas de ódio. entre o obsedado. Que Jesus nos ajude em tal desiderato! Nesse trabalho. lapidando em metal nobre para tomá-lo gracioso. bem como os mecanismos desenvolvidos na sua instalação. onde a dor e a lágrima constituem pagamentos obrigatórios. que estabelecerão. fomentam o ódio. Eis o grande problema da humanidade nos dias atuais: a aquisição de paz íntima. Estabelecemos ainda um paralelo. a angústia e a dor em vastas populações e comunidades. por conselho piegas. atormentadores de si mesmo. consegue subtrair-se. ao rigor da disciplina mental e moral. aquele que deve. deve à lei. tanto a nível de atendimento espiritual como psiquiátrico. ou mesmo sabedores de que ninguém consegue burlar a lei nem é forte fora dela. constituindo-se em vasta população sob o guante da dor. mas com muitos de braços cruzados frente ao esforço de pesquisa sobre as próprias leis que regem a vida. fatores por demais relevantes e opositores da instalação da fraternidade. e na sua terapia. pela dificuldade de conciliar vivência e virtude. perseguidores e perseguidos. mostramos caminhos seguros para a prevenção das obsessões. que em grande número de casos devem ser aplicados paralelamente.tomando a receita de Jesus. filosofias alienadoras.

é preciso expulsar o fluido mau com a ajuda de um fluido melhor. que agasalha e vitaliza sob a natural acomodação dos complexos e recalques.bálsamo para o espírito e para o corpo. viciada ou rebelde. logo registra a interferência e. Aceita a indução. psicografado por Divaldo Franco. Do livro "Entrevistas" Chico Xavier. Mas um mau fluido não pode ser repelido por outro da mesma espécie. Essa é a que podemos chamar de ação mecânica. de certo modo. Por uma ação semelhante a que o médium curador exerce nos casos de doença. E necessário livrá-lo deste fluido. em regime de intercâmbio psíquico. com o qual se deve falar com autoridade. 10 e 11. e diante da complexidade e do crescente avanço das obsessões nesse final de tempos. que produz. Quanto maior for esta. Pág. O Evangelho Segundo o Espiritismo. o obsedado está como que envolvido e impregnado por um fluido pernicioso que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. também necessário e acima de tudo. Terapia Nos casos de obsessão grave. forma-se uma tomada para a ligação com a sombra. menores serão sempre as nossas possibilidades de ligação com as forças desequilibradas das sombras. págs. recebe o impulso da ideia. Do livro "Nas Fronteiras da Loucura"de Philomeno de Miranda. porque se não ajusta a um programa educativo da vontade. agir sobre o ser inteligente. sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral. Allan Kardec. Faz-se. mas não é suficiente. . o efeito de um reagente. elaboramos apresente obra. Prevenção Os bons espíritos são unânimes em afirmar que quanto mais nos melhorarmos em espírito. esperando que dela resulte melhor atendimento e alívio aos irmãos inclusos no tema versado. permitindo. aprimorando assim as oportunidades de serviço com que Jesus nos tem premiado. dos comportamentos pessimistas ou exaltados. <úp. tanto maior será a autoridade.-se aceitar a sugestão perturbadora.66 Instalação Assaltada por vibrações negativas. que são peculiares a cada um. Sabendo das dificuldades dos centros espíritas nesse setor. XXVIII item 82. a mente ociosa ou indisciplinada.

quando o centro espírita lhes receita trabalho. mas a dor. Falta-lhes a ação. neles pousando como hóspede indesejável. Contudo. e cujas lições inicialmente surgem a conta gotas. quando apenas um voltou-se em agradecimento. sendo o maior deles a restauração da fé em si e em Deus. a porcentagem destes é menor que a evidenciada por ocasião da cura dos dez leprosos por Jesus. que funciona através de didática imperiosa e necessária. Tomam as palavras de Francisco (é dando que se recebe) como verso de um poema romântico e permanecem dè mãos estendidas ao Senhor da vida. estampa-se a urgência pelo milagre. Estes. a pressa pelo imediato e a avidez pela saúde. afastam-se para a rotina em que sempre viveram. combustível das engrenagens da casa espírita. Sem esta força. fechando-as quando o mesmo Senhor lhes solicita ou lembra os artigos do código fraterno na figura de um irmão necessitado. adentrando-lhes os domicílios. ânimo e coragem propulsoras. mas se sondarmos seus corações. encontraremos a inércia. No rosto aflito e cansado de muitos. constituem. voltam-se em agradecimento dinâmico. caso não tratadas de então. nem a receita da casa espírita. na intimidade. impulsionam o trabalho. A maioria observa o trabalho. renovação e fé. à preguiça mental e desregramentos vários. a obsessão e a miséria rondam as portas de muitos. a casa espírita ainda por muito tempo será a oficina de trabalho para poucos.-se em força motriz da fraternidade. na tentativa de evitar cirurgias e amputações vindouras. primórdios de grandes crises. sem absorver nem a lição da dor. desejos inconfessáveis relacionados à indisciplina moral. temporariamente adormecidos pela ação da dor. o templo de adoração para alguns e a hospedaria para muitos frequentadores. a exigência do bem-estar não conquistado e portanto não merecido. oferecendo de si. . Cessadas as primeiras lições educativas. Claro que muitos são sinceros em suas visitas e após os benefícios recebidos. Sabemos que a fé para materializar-se em luminescência requer um combustível chamado ação participativa no bem. mas aceito. PRIMEIRA PARTE PreVenção contra as Obsessões Clientela Espírita Os centros espíritas estão repletos de aprendizes. motivados pela renovação de hábitos. Carregam ainda. o que realmente caracteriza o aprendiz espírita. relicários dos tesouros dos homens. dá-lhes aprovação e nega-lhes participação.

para sermos aprisionados por ocasião do seu acolhimento. 8) Quando passamos o dia a exigir sacrifícios alheios. Esquece que a glória em qualquer angulação da vida requisita o afastamento do egoísmo e a renúncia da acomodação. pela qual nos lembramos de Deus. herdeiro das constelações e viajante universal. Exige o sacrifício pessoal que impõe exaustiva batalha na aquisição da paz íntima. ingenuamente continua chumbado ao orbe terrestre em seu "habitat" purgativo. recebendo lições continuadas. A honra que. pois geralmente não é respaldada nas abençoadas lições da fraternidade e da solidariedade. pelo qual nos esquecemos de nós". 10) Quando julgamos que o dever é apenas dos outros. O primeiro é a oração. até que lhe venha a reparação com a consequente alforria. a ele se escraviza. Pois é sabido que aquele que faz o mal. através . Chico Xavier: "Nosso querido Emmanuel habituou-me a dois métodos de libertação gradativa. acautelar-se contra o quê? perguntarão alguns. muitas vezes o desonra. A felicidade que se traduz em infelicidade. 6) Quando reclamamos apreço e reconhecimento. sem prestar o mais leve serviço. pela qual a ele nos vinculamos de início. e escravizados através de sua prática. direi.Prevenção Desejaríamos saber a sua opinião sobre a melhor maneira de nos isolarmos contra os espíritos perseguidores. Busca a glória que não o glorifica. sem que antes tenha havido um comprometimento de nossa parte através de uma sintonia. 3) Quando passamos a ver ingratidão nos amigos. Prevenir significa acautelar-se. vasta parcela de quedas e fracassos são eventos iniciados. Nenhum mal nos atinge. Melhor advertência que a mencionada por Jesus no sentido de o homem caminhar escudado pela vigilância e pela oração é impossível. Contra si próprio. o homem. 5) Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa. se observarmos o mundo a nossa volta. 7) Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo. urgentes e necessárias para o seu despertamento. Dez sinais vermelhos indicativos de queda provável na obsessão segundo a entidade espiritual Scheilla: 1) Quando estamos na faixa da impaciência. 9) Quando pretendemos fugir de nós mesmos através do álcool ou do entorpecente. Contudo. instalados e culminados com a colaboração da nossa invigilância. Pois. 2) Quando acreditamos que a nossa fé é a maior. Mas. e o segundo é o serviço. 4) Quando imaginamos maldades nas atitudes dos companheiros. diante de Deus.

comum. tal qual a direção. pois difícil se toma a qualquer um. que Deus jamais cessou de trabalhar e ele mesmo. O trabalho." André Luiz Tudo no universo é dotado de dinamismo. tem dois sentidos. encontrando-se a palavra repouso em nossos dicionários. constituindo-se para q espírito. uma ficção inventada pela mente daqueles que valorizam a insensatez que é o afastamento do trabalho. O Trabalho "Qual o limite do trabalho? O limite das forças.do doar para enriquecer. Se queremos o caminho iluminado. Este. —No ar. E que Jesus nos dê a força. É o trabalho que movimenta o átomo e as galáxias. o ânimo e a coragem para jamais olhar para trás. não peraute a desagregação das rochas tomando-o imprestável à agricultura. Fugir ao trabalho constitui-se atitude infantil. nossa localização será mais fácil e mais raras nossas quedas por pensamentos e ações importunas. — No fogo. precisamos nós mesmos acender pequena luz. encontra sempre a dor pela retaguarda. e o oposto. vetores de doenças várias. favorecendo vida aos anaeróbicos. encontrar algo que seja na sombra. de quem modela seus pensamentos em tomo de um mundo de fantasias. o melhor método de prevenção contra as obsessões." 0 Livro dos Espíritos (683). Sábio é aquele que faz do trabalho instrumento de libertação. o que trabalha e se faz prisioneiro do trabalho feito. Deus deixa o homem livre. Seja o nosso caminhar para a frente e para o alto. O natural. uma necessidade moralizadora e propulsora a dinamismos mais profundos. e tolo. perfeitamente admissível nas . que deságua sempre no bem e no belo. Nas bênçãos do serviço. de resto. que desemboca no erro e na ignorância. — Na água. foi o exemplo maior do trabalho a benefício de todos. — No solo. a servir como mero referencial. propicia a criação de lodo e miasmas pestilenciais. para melhor entendimento das ciências. traz a morte dos aeróbicos. Observemos como o trabalho amortecido em seu sentido construtivo se robustece no sentido inverso. "Quem foge ao trabalho sacrificial da frente. não favorece a maleabilidade dos metais. O livre-arbítrio decide o sentido que tomamos. da carpintaria de Nazaré à cruz em Jerusalém. imunizando-nos contra as eventuais investidas dos nossos irmãos inferiores. A inércia é portanto. ficando os mesmos imprestáveis ao uso. Lembrou-nos Jesus.

e o encontraremos em constantes colóquios com Deus. mas incongruente para a mente adulta. através de energias balsâmicas e harmoniosas. que faculta uma autoridade moral. incentivado pelo obsessor. ou através do trabalho. pode. proporcionando resultados imunoldgicos. * Edificação da paz de espírito. Infelizmente. o jejum acima referido. antídotos contra as obsessões e remédios eficazes para a harmonização e criação de clima de prosperidade.Item 5 "Por que o não podemos nós expulsar? —Esta casta não pode sair por coisa alguma. Sem estes requisitos. única forma de ascendência sobre os espíritos infelizes e ignorantes. Façamos o nosso destino." Novo Testamento Marcos: IX: 28-29 OBS. menosprezando-lhe a utilidade. mas adaptados somente à atmosfera por nós criada. Como sempre. crede que as haveis de ter." Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. mas observando o enfoque evangélico. * Modificação de nosso tom vibratório. * Revitalização do metabolismo perispiritual.. com o teor de salubridade com que nós a poluímos. é o das más ações. * Criação de aura específica que nos envolve como couraça protetora. busquemos o modelo de nossas vidas. que materializamos nossos sentimentos e idealizamos nossas emoções. * Saturação no clima psíquico ambiental. . A oração praticada tal qual aconselhou Jesus.crianças. realinhando moléculas e funções ao ritmo saudável da vida. rechaçando formas-pensamentos e vibriões-mentais. seja mental. pensamento este. uma das atitudes iniciais do obsedado. considerado igualmente como uma forma de prece visível. E através da ação contínua. Jesus. senão pela oração e pelo jejum. por não acreditar-se dela necessitado. antes desejá-lo e amá-lo são pontos concretos a serem perseguidos em nossa jornada diária.. entre outros benefícios gerar os seguintes: * Suprimento de forças morais. e que assim vos sucederão. profiláticos e terapêuticos. em clima de instrospecção e revestida de compromisso emocional. Não temer o trabalho. A Oração "Por isso vos digo: Todas as coisas que vós pedirdes orando. assim como colher frutos brotados sempre nos será exigido. XXVII . de que lançar sementes ao solo nunca nos será impedido. * Libertação de mentes viciadas dos clichês perniciosos e propiciadores das neuroses e psicoses. é a desconsideração para com a prece. ou por duvidar de sua eficácia. estamos descredenciados para transpor o portal dos mundos de perenes alegrias. Oração e trabalho são portanto.

XVI: item 2) Claro. Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo". (Marcos: X-17 a 25)" Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. Através do exercício diário na seleção dos pensamentos. Não regateemos quanto à oração. guardando-se as proporções relativas ao nosso estado evolutivo. a caridade. das reflexões sadias. A busca do aprimoramento exige uma abertura em leque. sejamos dela praticantes. As dificuldades valorizam as conquistas. estaremos nos habilitando às escolas de aperfeiçoamento espalhadas na vastidão do cosmo. Ser pessimista é ausentar-se das glórias do esforço e entravar os passos largos que clareiam a visão nos dias nebulosos. que remove arestas e remodela o nosso espirito nas bases do amor. mãe de todas as virtudes. e terás um tesouro no céu. no capítulo XVII podemos observar quais os caracteres da perfeição. pois. Antes. restringe seu espaço e diminui sua mobilidade nas caminhadas evolutivas. permanecendo por demais clementes com as nossas próprias imperfeições. onde o indivíduo exercitará as virtudes próprias às situações vividas. Mas. Busquemos incessantemente o nosso aprimoramento. onde terá papel primordial. .A oração possui a propriedade de arrebatar as almas deste mundo. lógico e evidente que jamais atingiremos a perfeição de Deus. da solidariedade e da tolerância. Aprimoramento "Sede vós. ainda que. caso perseverem em ânimo e fé. e fazê-las entrever as bem-aventuranças que lhes estão reservadas. respaldadas pelos ensinamentos de Jesus. perfeitos. se existem a boa vontade e a perseverança. Estaremos. ao contrário daquele que. Esperamos perfeição nos outros. vai. tomando-a hábito salutar e companhia inseparável. vende tudo que tens. e dá-o aos pobres. não deve ser levada em conta no desafio. onde Allan Kardec delineia as diretrizes para o homem de bem. devemos procurar a perfeição naquilo em que estamos empenhados. da auto-critica. portanto alargando a nossa visão e área de atuação. do cultivo do otimismo. XVII: item 1) "Se queres ser perfeito." (Mateus: V-44-48) Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. através das intervenções corretivas da dor. como também vosso Pai Celestial é perfeito. A opinião geral de que isso é difícil. por sua invigilância.

mesmo sem saber. A antena que sintonizar a frequência correspondente à onda. a cor é determinada pela qualidade. materializam clima sombrio e assustador. constituída de matéria de natureza sutilíssima. Ocorre que. negro. Constituem-se de matéria sutilíssima e são dotadas de funções específicas impostas pelo emissor. variando apenas em nuanças e nitidez. amarelo agressivo. vinculando. ■tal qual a onda sonora. com predominância do vermelho ígneo. que. Ás ciaaões ao além. que em qualquer lugar lance ao espaço uma forma-pensamento de amor ou paz. e as cores obscuras. Em qualquer pensamento. As-onáas-pensamentos vão -se riebilitando-à proporção que se distanciam do seu emissor. esta terá sempre o mesmo colorido.-nos às injunções débito-crédito no campo espiritual." O Livro dos Espíritos: 459 "O homem é responsável pelo seu pensamento? —Ele é responsável diante de Deus.. quanto maior potência tiver a fonte emissora. Podemos concluir de tal raciocínio. Como regra geral. ou a onda produzida na água calma Aquando inquietada pelo choque de um objeto em sua supferfície. Só Deus podendo conhecê. A mente. poderá captar a. o condena ou o absolve segundo sua justiça. ^materializa uma onda que se propaga em todas as direções.mensagem. poderemos ser causadores indiretos de quedas ou ascensões de outros espíritos. . E. impulsionada pela função de pensar. a forma. coléricos e inferiorizados.pétreas e oleosas. cujo teor balsâmico ou corrosivo.. ao efetuar uma vibração. ondeie reúnem espíritos agressivos. em razão das correntes mentais ali vigentes. colorido e duração determinados pela força e persistência de quem as emite. para os pensamentos inferiores. Dessa maneira. que levam sons e imagens. qualquer espírito. à semelhança das ondas de uma antena de televisão." O Livro dos Espíritos: 834 0 pensamento é uma vibração da mente. maior distância ela percorrerá. as ondas-pensamentos igualmente levam as chamadas formas- -pensamentos. Estas possuem amplitude. portal motivo. vigor. temos as cores claras e límpidas para os pensamentos amorosos. pela precisão. pela essência e a nitidez de formas.-lo. sendo lógico que. etc. SEGUNDA PARTE Instalação das Obsessões O Pensamento "Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e nossas ações? —A esse respeito sua influência é maior do que credes porque frequentemente são eles que vos dirigem. certamente influirá (caso haja persistência no canal) na conduta de quem a acolhe.

como também pode ter sido amado. empecilho à sua locomoção. do bairro. quase sempre. o ar é asfixiante e a atmosfera é escura e sufocante. somos emissores e receptores do nosso próprio pensar. gerando resíduos que são incorporados ao perispírito. Os estados de melancolia. efêmera ou constante. não sendo este. cidade. Pelo egoísmo. levada a efeito. sem deixar resíduos tóxicos no perispírito de quem os emitiu ou acolheu. pressionando as ondas mentais a gravitarem ao nosso redor. despoluindo a atmosfera. presto. protegido ou auxiliado pelo seu atual antagonista. já que somos introrsos em nossas aspirações. resta-nos sanear a casa mental. ódio. imprimindo direção. sendo portanto de penetração inferior às ondas acima mencionadas. criam preocupações em seus próprios emissores. pelo nosso excesso de egoísmo. Somos o que pensamos. perseguido. mergulhados em um mundo de ondas. apresenta-se com mudança de posição e de sentimentos. produzem ondas longas.” (Mateus. tradutores do ódio.-se. onde somos fontes receptivas de correntes mentais que se identificam com as nossas aspirações. onde a profusão de ondas geradas por monoideias. que agora. Lembramos ainda que. exigindo posterior drenagem. gerando pensamentos deprimentes. Os pensamentos sublimados produzem ondas de alta frequência que passam indenes ao magnetismo inferior contido na atmosfera. como se fosse absorvida pelos planos superiores. outrora pode ter sido um obsedado. através de desarmonias físicas. determinando o clima doméstico.Tal ocorre também no Vale dos Suicidas. É um cobrador antigo. via egoísmo. mágoa. mesmo depois de haver deixado a Terra." Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. Os pensamentos inferiores. gerando um ambiente de pavor. egoísmo e similares. centralizamos o pensamento no eu. agitação. A energia utilizada na elaboração de tais ondas não consegue de todo volatizar-se devido sua densidade. de baixa frequência. Podemos até dizer que. . ciúme. inveja. pensamentos desarmônicos ou encharcados de pungente pesar. A energia utilizada na produção desses pensamentos dissipa. nitidez e emoção positivas ao nosso pensar. através dos seus somatórios. conhecendo-se os pensamentos de alguém. Como as formas-pensamentos possuem a duração que se lhes impõe. e que este pode persegui-lo com o seu ódio. XII: item 5) O espírito obsessor. O Obsessor "Reconcilia-te com o teu adversário enquanto estás a caminho com ele. desespero. através de um fluxo de retorno. manifestam-se num clima onde o solo é lodoso. humilhado ou traído. Vivemos assim. V:25-26) "O espírita sabe que a morte só pode livrá-lo da presença material do seu inimigo. matéria prima usada na fixação de tais estados mórbidos. identificaremos os tipos de companhias a ele vinculadas. alcançando assim distâncias inimagináveis. país ou orbe.

uma reparação naquilo em que se julga vitimado. deixando-o frustrado e em estado desesperador. em atitude introspectiva e determinada de que vingar-se é uma necessidade vital e inadiável para conseguir a paz. e em . Essa reparação implica em seu ofensor passar pela mesma dor na qual ele se demora. Julga erroneamente que. por julgar que toda culpa de sua tragédia deveu-se ao seu opositor. será removido da sua mente e de seu coração o fogo abrasador do ódio que o consome. Seu aspecto diversifica quanto à intensidade do seu ódio. caso isso venha a ocorrer. como colheita sua. O perseguidor. este lhe escapa sob resgate das falanges socorristas . a sensação de vazio por ter perseguido por elásticos anos um objetivo malogrado e que culminou em acréscimo de sofrimentos e débitos para si. como muitas vezes acontece. minutos. Nessa disputa. sem dar-se conta de que. gênero de morte. no que aproveita para lhe atribuir algumas vezes. intentando apaziguar. fome. segundos. a favor do obsedado. dependendo do processo cármico do invasor. ele pode sentir os rigores do frio. não o libertando para refazer o seu próprio destino. que o obsessor planeja meticulosamente o método mais atroz de vingança. advirá de imediato. após o ato culminado. sem oferecer trégua ou descanso. alia-se a espíritos trevosos. que adentrou o portal do túmulo em estado de alienação. Às vezes. muito comum em todos nós que não cultivamos a autocrítica de nossos atos.No caso obsessivo há sempre um comprometimento. é tido como inimigo e lançado a campo como alvo de imediatos projéteis que podem ou não provocar danos pessoais. pois a ele imanta-se em processo de intercâmbio. como sempre. o obsessor é apenas um doente e como tal. o ódio é tamanho. dores superlativas advindas de sua sintomatologia. caiu na monoideia da vingança. para seu intento. ou de ambos. decidindo muitas vezes pela aplicação do suicídio como punição ao seu ofensor. obedece às diretrizes cármicas a nós atreladas. Seu estado é agravado ainda mais. exige. necessitado de medicamentos e atenção fraternal. mesmo quando alistados nos exércitos do bem. E. onde o tempo e a dor funcionarão como desejadas brisas na fornalha do descontrole. uma vinculação que não conseguiu sobrepor-se aos obstáculos intercalados entre os anseios dos protagonistas. Estes. Pois tudo que nos acontece de oneroso. Todavia. quando. passando parte dessa carga letal para aquele a quem subjuga. Nada tem contra os circunstantes. é um perseguido intimamente. sede. Quer apenas. sem pesquisar as causas profundas que culminaram na deterioração do relacionamento dos litigantes. juros e correções por conta da longa espera e tormentosa guerrilha. passam a usar o obsedado em suas tarefas doentias. deteriorando-se em sequelas fixadas pela incapacidade de perdoar. Quando alguém se interpõe no cenário da luta. culminada a vingança planejada e alimentada. Começa então o seu suplício. Geralmente não é mau. que atribuem a si competência de justiçar os infratores do código da vida. Nesse seu intento aplica todos os esforços. e através de um mecanismo de transferência.

onde a posição de vítima se dilui. apresentava-se sempre ao seu oponente com um punhal encravado na garganta. No entanto. que o obsedado faça. a seu turno. aquilo que é necessário para destruir. É a sua maneira de decidir. não basta murmurar algumas palavras para obter o que se deseja. Tudo é válido para ele. o tenha perdoado. crede bem. mostravam-se sempre com estigmas generalizados. perdão. para ter paz consigo mesmo. ele precisa perdoar a si próprio. pois a consciência e a vida se encarregam das cobranças. para que sua capacidade de aceitação se fortaleça e o inscreva na lista dos vitoriosos sobre si mesmos nos séculos futuros. o que lhe subtrai as reclamadas credenciais para atirar pedras em seus irmãos de infortúnio. mas companheiros de caminhada de quem podem dispor em seu infortúnio. chicotes." Livro dos Espíritos: 479 Obedecendo à lei da semeadura e da colheita. portando chifres. a qualquer . em si mesmo. quando se tem vontade firme. E então que se identifica a seu inimigo no campo das necessidades comuns de paz e renovação. descontrole e prejudique ao ser odiado. havendo sido escravos. No entanto. o obsedado é alguém que precisa ceifar aquilo outrora cultivado. perpetrados outrora por aquele a quem persegue. a conversação afetuosa e a sinceridade de propósitos. desde que aumente o medo. Conhecemos casos em que o obsessor. o que outrora feriu pode estar consciente de que. Outros. a causa qua atrai os maus espíritos. Basta apenas viver. mediante atitudes assumidas por ele. havendo'praticado o suicídio. sem a necessidade de juízes em causa própria. gosta de mostrar-se tal qual era quando foi prejudicado. tridentes e instrumental de flagelação. afastar os maus Espíritos e se libertar de sua dominação? — Pode-se sempre sacudir um jugo. pois. terminam por convencê-lo na grande maioria das vezes. Segue então aos hospitais-escolas do plano espiritual. de que não somos seus inimigos. Livro dos Espíritos: 475 "A Prece é um meio eficaz para curar a obsessão? — A prece é um poderoso socorro em tudo. pelo desatino perpetrado. Pois. Entende que nada fica impune. O Obsedado "Pode-se por si mesmo. caracterizando-o como similar ao seu oponente. as citações evangélicas e preces.obediência à sua vontade. para avivar cada vez mais as lembranças e o pavor do seu subjugado. mesmo que aquele a quem hája prejudicado. A dor paga-se com a dor. Deus assiste àqueles que agem e não àqueles que se limitam a pedir. É necessário. Temos espaço então para um retorno aos eventos passados. de imediato não lhe vencem a couraça de aparência invulnerável. mas. Os pedidos de trégua. Como essa lei converge a um mesmo cenário cobrador e devedor. Alguns tomam aparência de demônios. onde planejamentos futuros o aguardam.

bem como os amigos . tanto quanto distorcê-la a seu proveito. independente de condição e tempo. burlar a lei se toma impossível. cor. carimbo personalizado. no mundo espiritual ou material. sintonia ou motivos para prolongarem uma guerra sem oponentes. ele distribuirá com seus irmãos os talentos de que é portador (e se não é. possa escolher a moeda vigente nos planos da vida para tais pagamentos: o amor ou a dor. Sendo nosso pensamento indutor para o bem ou para o mal. mas ligam-se a ele através de uma antipatia. ou por ser ainda adolescente. As vezes. após vinte ou trinta anos de exercício mediúnico ou não. as promissórias chegarão às suas mãos. seus contrários não encontrarão receptividade. Havendo-se negado o pagamento pelo amor. borracha dos pecados. enérgico cobrador para que lhe dobre a cerviz. emissores de petardos comburentes de ódio. não renunciando às oportunidades de serviço. um obsedado é fator de angústia. É tolice pensar que. o devedor traz em seu perispírito matrizes vigorosas que o identificam. Ocorre que. pois em verdade é um combate com armas mais poderosas pois o amor e o perdão são artefatos perfeitos para a bomba da paz. o nosso pensar nos capacita. a tolerância e outros. expulsando a paz andrajosa que ali se internara. muita coisa pode ocorrer nos últimos metros. Como brigar diante da recusa não acovardada do outro? Essa recusa é dinâmica. mas aos vizinhos. à inscrição na contabilidade divina como credores ou endividados. aqueles que lhe partilham a convivência. de dedos em riste. etc. em uma viagem de cem quilômetros.. aquele que deve. ter outras feições. devido à mudança de sexo. ao bairro ou à área maior de atuação do mesmo.0 trabalho assistencial e meritório do centro espírita. que funcionarão como moedas para quitação de suas promissórias. um ódio que não entendem. nos planos divinos as portas de saída para a misericórdia são inúmeras e facultado é que. espécie de marca registrada. a solidariedade. ao reencarnar.. É assim que. a paciência. Através da sua atuação caridosa. Pelo amor. em aviso de que o resgate é iminente e intransferível. estamos vacinados ou imunizados contra as obsessões. quando o voluntário é assíduo e disciplinado. modificam o panorama. Como afirma André Luiz. provavelmente outrora co-autores ou co-participantes em sua ação infeliz. Acompanham-no no resgate. que trate de conquistá-los) tais como: a fraternidade. depressão e medo não somente aos seus familiares. o fortalece para os embates. Lembremos os endemoninhados que moravam em um cemitério e impunham pavor a toda a região circunvizinha. Muitos não identificam de imediato o seu antigo desafeto. Isso ocorre porque. e tudo fazem para prejudicá-lo. que. nas fileiras espíritas. segundo a citação evangélica. a vida impõe ao espírito negligente. É então que o seu lar é invadido por figuras estranhas e hostis do mundo espiritual. armas em punho. . a qual concorre hoje para a sua punição. perfeitamente reconhecível por aquele que o busca em condições bélicas. religião ou país. mesmo que ele mude de sexo.tempo. outra linguagem.

e como tal reclama pagamento. Caso não haja esse respaldo. possui sustentáculos de defesa que geralmente lhe resguarda a integridade. a favor de si mesmo. forçando-a à luta para expulsá-los. A mente disciplinada. com consequente queda vibratória. haverá um gasto excessivo de energia vital. as trevas nos visitam. adornada pelas virtudes básicas. sede de nossas aspirações. essa simples influência de ordem moral é o início da obsessão simples. de que são objetos quase todos os habitantes destas plagas terrestres. O visitante então. toma-se presa fácil do assédio e aprisionamento. Aí então somente Deus. que determina nossos tipos de amizades ou antipatias. Isso tudo obedecendo a sua ficha cármica. por uma outra mente. formadores de trincheiras contra as investidas habituais dos irmãos inferiores. no que é impelida ao trabalho renovador. ou ceda terreno a bombardeios de ideias inferiores. desde a simples influência de ordem moral sem sinais exteriores perceptíveis. Ora. Apresenta características muito diversas. onde a trégua e o descanso são escassos. e na maioria da vezes tem sua origem nas relações do obsedado com o obsessor. Sem a proteção do trabalho. generalizando-se a obsessão. imantando-nos aos afins e aos antípodas em relações harmônicas e desarmônicas. desguarnecida a mente dos valores éticos da vida. a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral. até a completa perturbação do organismo e das faculdades mentais. que dá acesso a um mau espírito. No trabalho regenerador. terá sido mestre. XXVIII: item 81) Evangelho Segundo o Espiritismo Segundo Kardec. Obsessão Simples "A obsessão é quase sempre a ação vingativa de um Espirito. .. nem sequer cogitados por seus algozes. nossa mente estando ocupada e preenchida pelas ideias a ele atinentes." (cap.. pode ampará-lo e fortalecê-lo para o embate. passageiras ou demoradas. se o mesmo for objeto de desregramentos.espirituais funcionam como guarda-costas no tocante às investidas das trevas. É sabido que. XXVIII: item 81) "Assim como as doenças são o resultado das imperfeições físicas. É assim que. pelas horas vazias. não oferece campo a que seja dominada. Dívida é dívida. para centralizar o fogo cerrado longe do impacto defensivo. o viajante despercebido quanto aos perigos da caminhada. apesar de não estar imune às investidas trevosas. em existência passada." (cap. sondando o ponto vulnerável de nossa conduta. a obsessão é a ação persistente de um mau espírito sobre uma pessoa. A mente ociosa candidata-se a hospedar visitantes hostis. sendo a sintonia com entidades vingativas facilitada. prove‘dor de bênçãos e alívio. o devedor está a descoberto e somente forte suporte moral amenizará seus sofrimentos. passado o curso a que se habilitaram os protagonistas. o que toma o corpo acessível às influências perniciosas do exterior. pois suas dores e necessidades reparatórias não lhe serão subtraídas. Modelando essés cenários aglutinantes no mundo físico e extra-físico está a mente. e a dor a lição ministrada.

. de tanto ouvi-la. do que não se pode furtar a vítima. nesse duelo de mentes. não gostando de uma música. desatrela as comportas mentais. a mente desguarnecida recebe ideias. não possa promover tais quadros através de sua ação intelectiva. as quais atestam a culpabilidade de sua ação. Começa então o intercâmbio psíquico. na certeza de que. Lembramos que o obsessor reconhece as matrizes vibratórias contidas no perispírito de sua vítima. suas débeis defesas serão rompidas e o campo ficará aberto ao domínio. Aqui o duelo não é na área do intelecto. não sendo o obsessor dotado de recursos intelectuais. misturando-se às sensações do momento. não desprezemos a atuação do pensar. se rompem. no processo de ganhar cada vez mais domínio. O obsessor trata de acomodar tais informações do inconsciente às situações vigentes. onde o otimismo. o invigilante forneceu uma tomada a que o invasor se Jiga. A ligação do invasor com o oprimido. pois ao aceitar a indução. Essas matrizes facultam a assimilação da ideia obsidiante. A simples onda de pensamento odiento do obsessor. implantando um processo de aceitação do quadro. ainda que a sua regência seja apenas o ódio cáustico. caso a invigilância perdure como quase sempre ocorre. ao mesmo tempo que devolve energias deletérias em processo de duplo prejuízo para o hospedeiro. recebendo energia vital. ampliando sua área de domínio. que ao cabo de algum tempo. onde velhos diques. aprofunda a ideia imposta. permitindo que os envolvidos na tragédia. sendo a sua atuação facilitada pela debilidade da autocrítica do invadido. incessante. mas sim no campo das emoções.se a persistência da ideia. facultando aberturas no inconsciente. pois o seu invasor estudou-lhe os pontos frágeis e suas preferências. que imprime a este uma queda no tom vibratório específico. A mente invigilante termina por aceitar e incorporar a ideia obsidiante. depressões. se aproximem e se vinculem pelo processo da sintonia automática e inevitável. Fugir? Para onde? Em que direção? Se o mesmo já nasce com as marcas identificativas em seu perispírito. trazendo a si os personagens do drama vivenciado. Ora. culpas. são atraídos pelos condicionamentos da consciência culpada que não se perdoa. até a cantarolar suas notas em regime de absorção. portadores de dramas angustiosos. através de suas emanações psíquicas que altera a psicosfera ambiente. podendo. em trabalho contínuo. desaguando no inconsciente. que confunde com suas próprias. Pode-se pensar que. tomando-o debilitado e submisso. medos. o ânimo e a coragem não se fazem presentes. Segue. Mesmo à sua revelia. amoldando-a a seu desorganizado conjunto de pensamentos. poderá caracterizar uma fascinação de difícil retomo. passa a aceitá-la e. às vezes. impor o rumo perigoso da monoideia. por estar em sintonia com o seu algoz. ritmado. assim como alguém que. o quadro se delineia. Mesmo os espíritos desconhecedores dessa vinculação imposta pelas matrizes. cujas defesas eram mínimas.A princípio. como também a lhe vitalizar. assimilada pelo devedor.

Sem forças de reação e obedecendo a sua constituição temperamental apática ou excitada. derrama-lhe o veneno na taça. Á essa altura a obsessão está instalada e bem evidente se toma nas atitudes daquele que lhe sofre a constrição. ressente-se do adensar da psicosfera reinante que o asfixia. Dessa neurose inicial. O obsedado agora. ou toma-se agressivo. aquele que se entrega a essa paixão cega e fatal quase nunca se vinga às claras. trabalho voluntário e oração. ou seja: depressão e excitação. quanto a falsidade e a vileza são suas companheiras assíduas. diante de situações idênticas. subtraí-las preventivamente como medida reacionária. assume uma atitude hipócrita. precipita-se como uma fera sobre o que considera seu inimigo. cercado por fluidos perniciosos. dissimulando no mais profundo do seu coração os maus sentimentos que o animam. Essa diversidade de comportamento." . sem dar-se conta de que leituras edificantes. censura e omissão da mesma. instala-se o seu criador.. porém. Ocultando-se. o procedimento é similar. submetendo-o a aclives e declives. as superava sem incômodo. No mais das vezes. hidráulicos. pois onde está o pensamento. sanitários. pela continuada exposição do mesmo ao desgaste provindo de sua instabilidade emocional. sem que este desconfie. se não houvesse permitido ao seu antagonista.tomando-o. A Fascinação "A vingança é um sentimento tanto mais funesto. e quando surgè a ocasião. Instalada a ideia. No caso.. em virtude das ideias infelizes que se faz receptáculo. danificaria os sistemas elétricos. equilíbrio e distonia. quando anteriormente. normalidade e excentricidade. está também o espírito que o gerou. então. toma-se melancólico. como também pelo afloramento das cenas pessimistas advindas do inconsciente. termina por danificar seu sistema nervoso. a sua cólera e o seu ódio. Que faz um homem quando penetrou na casa desguarnecida de outro a quem odeia e a quem quer prejudicar? Fácil deduzir que ele quebraria os móveis. Toma. prepara-lhe ciladas odiosas. o irmão invigilante poderá deixar aprofundar-se o processo obsessivo. gerando a insegurança pessoal e enfermidades várias. de início. caso não haja o abençoado concurso dos bons espíritos. evidenciada por comportamentos contraditórios. explosivo. violento. alienado. refletindo-se em sequelas físicas e psíquicas. pois basta vê-lo para que se inflamem a sua paixão. etc. Com efeito. pois o espírito invasor produz um clima geral de desânimo. vigia-o sem cessar. e aguarda o momento propício para feri-lo sem perigo. muitas vezes. depressivo. aprofundando-o em crescente perturbação interior. atormentado. caminhos escuros. não lhe permitindo a horizontalidade nas atitudes. aproximação e afastamento dos seus. seriam as armas usadas em tal atmosfera. inquietação e desconfiança. Quando é mais forte. seguindo o inimigo na sombra.

às vezes. onde o mais forte se sobrepõe ao mais frágil. A ascensão gradativa do obsessor impele o obsedado a aproximar-se cada vez mais . muitas tentativas de auxílio ao fascinado. dominando-o e impondo o império do seu querer. A Subjugação "Pode-se pois ter inimigos entre encarnados e os desencarnados." Novo Testamento (Marcos 9:18) A subjugação é a etapa final do processo obsessivo. rebatendo-lhes as críticas e tomando-as como inveja pelos seus sucessos no campo intelectual. A maioria dos fascinados se insurge contra seus conselheiros. como sendo as únicas expressões da verdade. Frustram-se.-lo em seu retomo à normalidade. pois. e que representam uma variedade das provas da vida. favorece a regressão do quadro para uma obsessão simples com consequente libertação. Mas isso. objetivam um afastamento do fascinado de tudo e todos que possam auxiliá. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações. Combate decisivo. e ele espuma. autodenominar-se missionário. Ocorrem atitudes bizarras.Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. o obsessor estabelece um quadro peculiar. despedaça-o. Além disso. discernimento. Quando existe uma ascendência demasiada do espírito invasor sobre o fascinado. a quem se nega à oportunidade de recuperação. tais como assumir uma personalidade com facetas místicas. bem como com o espicaçar das atitudes menos dignas. e em outros casos. tomar-se fanático. atitudes que. XII: item 9) A fascinação é um produto da ampliação do domínio do invasor na casa mental do invadido. E onde quer que o apanha.. podendo levá-lo a aceitar as doutrinas mais absurdas e as teorias mais falsas. em verdade. e vai-se secando. cego conduzido por cego — tido como irrecuperável. pode arrastá-lo a ações ridículas. Em alguns casos de fascinação. tidas como perfeitamente lógicas pelo fascinado. o convencimento do fascinado de que foi ludibriado. cultuar uma filosofia inócua." (cap. assim. noção do ridículo e humor sofrem variações comprometedoras. E um da multidão disse: Mestre trouxe-te o meu filho que é possesso de um espirito mudo.— que pela sua rebeldia em reconhecer-se enganado e manipulado. é difícil devido a dois pontos capitais. com êxito. isolar-se. na verdade. a que tantas pessoas estão expostas. XII: item-6) Evangelho Segundo o Espiritismo . dirige sua vítima como um cego.". a falta de humildade do obsedado em reconhecer-se logrado que é exacerbada pela ação do hóspede indesejável. nesse caso. comprometedoras e até mesmo bastante perigosas. O espírito invasor. e eu disse a teus discípulos que o expulsassem e não puderam. e range os dentes. Através da fragilidade moral e mental encontradas e do ressurgir de fatos passados trazidos à tona sob o seu comando. é muito difícil auxiliar.. onde o nível de censura.

As armas dessa guerra são as mais variáveis. fazemos a nós mesmos. pois as repercussões da agressão do obsessor igualmente lhe causam mal-estar. na qual parasita e hospedeiro se imantam. como uma desaceleração no processo. em regime de interdependência. Contudo. notou que estava respirando o seu clima orgânico e que debilitando-a era debilitar-se igualmente). por parte do algoz. Acontece que essa proximidade perispiritual e esse intercâmbio fluídico. caiu nas armadilhas brutais do sexo sem amor. onde a razão e o discernimento encontram-se no controle do obsessor. produzem em ambos uma intimidade emocional onde se estabelece uma transferência de sintomas e de sensações. em vinculação violenta que. Isso funciona às vezes. caso não se desarticule. completando-se o quadro de um autocídio a largo prazo. trazido à luz por Philomeno de Miranda. em si mesmo bastante enfraquecido. fatalmente levará o hospedeiro ao desencarne. que o infeliz caiu naquele exato momento em subjugação pertinaz. em seu livro: Paineis da Obsessão. tomando os conflitos partilhados. — É a certeza de qúe o mal que fazemos a outrem. produziu sintonia tão perfeita e tão imediata dominação psíquica. advinha-lhe o desejo de um cigarro inocente ou de um aperitivo sem consequência. embora prejudiciais ao obsedado. quando a onda mental do obsessor é acolhida e incorporada aos pensamentos próprios do obsedado. para depois instalar-se-lhe uma volúpia obsessiva pelo tabagismo e pelo alcoolismo em altas doses. o obsessor absorve fluidos. conhecendo algumas técnicas de subjugação e. um forte impulso.da loucura. Conversando certa feita com uma imã desencarnada em atitude vingativa.nos que o choque sentido por Roberto Domênico (em estado de fascinação) ao ver o seu genitor morto pelo comparsa que escolhera. com que se compraziam os inditosos verdugos da sua paz. Simultaneamente. em atitude passiva. desarticulando de vez as engrenagens mentais que são tomadas de assalto pelo domínio vigoroso que se impõe. bastando muitas vezes um último empurrão. caminhando a largos passos para um desfecho onde não existem vencedores. até a vampirização. que lhe sacrificam o organismo. sentindo-se como se fosse humanizado novamente pelo acúmulo do fluido vital drenado a seu favor. indo desde a instalação de. deixa-se desvitalizar. um quadro pessimista. porque já estou sentindo muita fome". que o complementa com vibrações nocivas. (após deixá-la sem alimentar-se alguns dias. vitais do obsedado. Os seus algozes. que. o qual aliena-se em fixações do pensamento. que assim narra: "A princípio. Vejamos um caso bastante ilustrativo. Senhor absoluto da situação. identificando-lhe as preferências no comportamento moral. no que nos disse: — "agora vou deixar que ela coma um pouquinho. de certo modo. e que perseguia uma outra encarnada. desarticulando as reservas físicas e facilitando a invasão de vasto espectro de micróbios. criando para si um mundo isolado. na . o obsessor usurpa em definitivo o domínio físico de sua vítima. Victor Hugo conta. Essa parasitose intensifica-se.

tolhido por sono demorado. como é óbvio. conforme referido. onde a vitalidade usurpada se diluirá. enquanto não pagares o último ceitil. e sejas mandado para a cadeia. que antes de qualquer oferta depositada no altar sacrossanto dos nossos sentimentos. pela insânia que cultiva. X: item 5) "Como fazem os maus espíritos para tentarem os outros espíritos visto que não têm o socorro das paixões? —Se as paixões não existem materialmente. Em verdade te digo que não sairás de lá. segue para morte. em face da sua ligação continuada." Livro dos Espíritos: 972 Obsessões há. E então bloqueado em suas ações. para as necessárias reflexões sobre sua tenaz atuação. Mas de outras vezes. invigilante. pelo excesso de fluido vital próprio do encarnado.existência anterior. perturbado pelo misto do ódio e assimilando as descargas das sensações que a vítima experimentava na usança do sexo em desconcerto. no exercício de sempre oferecer novas oportunidades de soerguimento. sofrendo. a creditou a nossa conta. e o perdão sem tomar-se comprometido. um processo de transformação perispiritual como sói acontecer nos mecanismos da reencarnação. arrastando suas vítimas para os lugares onde elas têm o espetáculo dessas paixões e tudo o que as pode excitar. a nossa Ruth Maria engravidou e. o ser obsidiante termina. mediante cujo recurso lhe anularam as poucas resistências morais e abrindo campo para a instalação da enfermidade que a consome. o desenlace pode ser fatal. enquanto estás a caminho com ele. havendo a separação de ambos pelo desencarne. O obsedado. ao tempo em que lhe comprimindo a genitália e em especial os ovários. Diante do exposto. pela falta dq fluido vital. Na alucinada vingança. despertando-lhe insofreável prazer pelo fumo e pelo álcool. e que o juiz te entregue ao ministro. em face das tendências atuais. tal qual pétala caída no tapete aveludado da natureza. De certo modo. vale lembrar. Neste caso a tragédia foi amenizada pelas leis soberanas da caridade. inconsciente. devemos tirar a mágoa daquele que. a pouco e pouco foi-se-lhe alojando na madre. que o toma semelhante a um pós-desencamado ainda vitalizado. Os maus mantêm esses pensamentos."(Mateus V:25-26) Evangelho Segundo o Espiritismo (cap. que valoriza o silêncio sem haver-se omitido. desequilibraram-lhe a função sexual. que põe em falência seus mecanismos fisiológicos. e seguir pelos caminhos do mundo. elas existem ainda no pensamento dos espíritos atrasados. para que não suceda que ele te entregue ao juiz. O obsessor. passaram a obsidiá-la fisicamente. que não havendo ponto final em seu processo enquanto o . A Obsessão Pós-desencarne "Conserta-te sem demora com o teu adversário. sendo vítima das ciladas e sofrendo-lhe os efeitos. Nesse comenos. é impelido ao basta da providência divina. aí temos o perseguidor-mor atado à perseguida". Francis.

Por fim. continuam mais acirradas no plano espiritual. Fácil é reconhecê-lo. julgando-o e condenando-o a severos castigos. Quando esses subjugados são surpreendidos e levados a reuniões desobsessivas. Acorda para pagar!" Algum tempo depois. Em processo de subjugação. As vezes. sabem que serão torturados. pois não consegue pronunciar palavras. perdurando esta situação por largo período. induzindo-o a formas animalescas. visando um apressamento do desencarne do obsedado. Ainda não começaram teus sofrimentos. onde ouvia ladridos de cães misturados a gritos de desespero de prisioneiros. seu padrasto (Duque Di Bicei) aliado a outra jovem também assassinada por Girólamo. no que seus inimigos ficam a esperá-los fora do cordão de isolamento do centro. ocasião em que o aguardam para complementação da vingança. forçando o médium a absorver o ar a longos haustos. no que são contidos pela palavra enérgica. que após demorada e complexa operação desligou os últimos liames perispirituais e tomando de uma corda atou-lhe as mãos. julgamentos sumários. mediante o fracasso. levam-no ao suicídio. mas amorosa do dirigente. Através de processos hipnóticos. processos hipnóticos indutores de zoantropia. açoitando-o. chegando às reuniões desobsessivas rosnando e arranhando a mesa como animal. e o fizeram rastejar até o lugar do julgamento naquele dia. Serás julgado e punido. Culminam em verdadeiros embates. perseguições crueis. que lhe oferece pausa para descanso. surge em sua frente ameaçador. abriram a porta da cela e dois guardas arrancaram-no. flagelações. e após a ação dos vorazes vampiros sugadores do seu fluido vital. tomando a palavra o duque. O . sob o som da chibata em seus dorsos. e do sofrimento atroz de decomposição celular. relata-nos o drama de Girólamo. temem o retomo a seu mandante. Victor Hugo. encarceramento em fumas infectadas. e mil outros métodos engendrados por espíritos perversos que se autodenominam justiceiros. colocando-os a seu serviço. quando os laços perispirituais se afrouxaram sob o açodar de dores acerbas. — "Somos teus atuais juízes. pois. traça diretrizes a serem cumpridas pelo obsessor. Em seu romance "Párias em Redenção". levando-o prisioneiro. Esse tipo deí obsessão é ainda mais rigoroso. o obsessor filia-se a uma agremiação trevosa. levam o réu a deformações perispirituais. que após estudar antecedentes e consequentes do processo em pauta. Em muitos casos. pois o perseguido não dispõe mais do esconderijo da carne. tentam nos agredir. através da psicografia de Divaldo Franco. que assassina seus familiares para usufruir de herança que passa a pertencer-lhe.obsedado está encarnado. onde sentia o picar de milhares de vermes rasgar-lhe a intimidade. É comum espíritos perversos subjugarem outros. até que seja recolhido. Os dedos curvados em formas de garras e o seu rosnar dizem de sua condição. Outros nos chegam cansados. o duque apareceu com estranho grupo. dizendo-se vítimas de perseguições ultrizes. Quando o desgraçado despertou estava num cárcere muito semelhante aos da Terra.

A Obsessão em Crianças O Novo Testamento "E trouxeram-lho. abatido e sonolento. espelhos. segurando o desgraçado.primeiro a apresentar-se foi o duque. é destituída de autenticidade. neste ou noutro mundo. pois em nosso estágio dores sempre haverão. durante os quais se sentia envolvido em chamas. que o acusou de todos os seus nefastos crimes. aplicou-lhe. em perseguição encarniçada. Como vemos. presa de pesadelos terríveis. as primeiras sevícias. bem como as porcelanas dos armários. quando a encarnação se completa. desfeito em choro histérico ou presa de gargalhadas suspeitas. sem sofrer solução de continuidade. verdadeiramente possesso pelas entidades trevosas. De outras vezes. que até os setes anos. Pereira. transferindo-se do além túmulo à esfera carnal. Essa afirmativa. receoso de esbordoá-lo ejnatá-lo sob o peso de sua cólera. nada há de mal que se tenha praticado. Após o julgamento ergueu-se o magistrado e bradou: — "Prisão perpétua! que seja entregue ao prejudicado maior para que este o suplicie". quando a criança é graciosa e gentil. onde as agressões não cessam. embora respeitável. quebrava os consolos e aparadores de sua mãe. para avançar pela noite a dentro. desde a mais tenra idade. impróprio para uma criança. ou encarcerado em . que seu pai saía à rua. Era assaltado continuamente por crises depressivas. um paraíso de delícias? A voz do profeta não soa ainda nos vossos ouvidos? Não clamou ele que haveria choro e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores?" Dizem alguns espíritas. às vezes a horas adiantadas da noite. vidraças. caindo por terra revolvia-se espumando. no centro de uma fogueira imensa. Dramas da Obsessão. V . sofria anormalidades morais e psíquicas impostas por seus obsessores. o duque acercou-se e. ou sofás. caía em prostração surpreendente. a criança não é assediada por obsessores em virtude de uma proteção ostensiva do seu anjo guardião e demais espíritos fiadores do seu regresso à carne. antigo inquisidor de Portugal reencarnado no Brasil. psicografado por Ivonne A. constituindo-se na retidão do caráter o passaporte para o país onde a dor é mais amena. Munido de relho longo e cortante." (Marcos IX:20) (cap. e quando o viu. escandalizando aos circunstantes. quando colérico e de olhos injetados de sangue o expulsava. pois farta é a literatura espírita que esclarece casos intrincados de obsessão. logo o espírito o agitou com violência e. E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância.item 19) O Evangelho Segundo o Espiritismo "Vossa terra é por acaso um lugar de alegrias. ali mesmo no tribunal. relata-nos em seu livro. que Leonel. que não surja à tona em forma de recuperação. Revoltava-se contra o médico e recusava-se a ingerir as drogas receitais. escondendo-se debaixo das camas. E tantos eram os seus desatinos. com violentas dores-de-cabeça. Bezerra de Menezes. que o arrastavam ao desespero. Após tais procedimentos.

. De quando em quando. antes do parto. o que não consumava. cada dia e cada hora. reconduzindo artistas e cenários de dramas pungentes à paz 'que perseguem através de largas portas. de origem em nossos desregramentos." . experimentando verdadeiro horror ante os quadros que presenciava. como desforço insano pelos sofrimentos antigos que experimentaram. a renúncia." Série Informação Espírita n° 4: pergunta 5 "Qual a solução mais simples ao problema obsessivo? — Consagremo-nos à construção do bem de todos. de outro modo poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo.. deixou-se tomar por imensa compaixão. não sendo outra a enfermidade." A obsessão é fenômeno de profunda reflexão. desencadeando o desequilíbrio na parte emocional. torturado por azorragues e mil e outras impressões que a custo se dissipavam. em seu livro. senão o resultado do assalto dos vingadores que a atingiram. segundo a diagnose médica. pois. A Obsessão nos Médiuns "Qual a maior necessidade do médium? -<á Emmanuel: — A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias. percebendo o grupo de espíritos hostis. que o agrediam fortemente. porque o recém-nascido. graças a disfunção orgânica. buscava. saindo com a criança em direção ao lar dos irmãos. captava as cenas hediondas que lhe projetavam os desencarnados que. a mãezinha experimentou o transe da psicose-puerperal.prisões infectas.. Desde a chegada do pequeno Roberto. Nessas oportunidades. sendo que somente o amor. Árdua Ascensão-. que o martirizavam. a caridade sem máculas poderá amenizá-lo.. porquanto caminhar entre espíritos nobres ou desequilibrados. na prece. Armindo dedicava largas horas de assistência carinhosa ao sobrinho limitado. o reconforto. padecia a sanha dos inimigos desencarnados que o afligiam. quando somente a estreiteza do caminho apontado por Jesus poderá construí-la. além da anomalia física que o deformava. conversando com ele. psicografado por Divaldo Franco. de Roberto.. Armindo quando visitou o sobrinho debilitado. em detrimento de sua missão. Victor Hugo. porque sem a perda total da razão. relata o drama de Roberto.. que chorava quase sem cessar. personagem da revolução francesa em reencarne no Brasil. usando chuços pontiagudos que produziam dores a refletir-se no corpo frágil como estertor ou convulsão. indiretamente falando aos impiedosos algozes. numa programação bem urdida para interromper-lhe a reencarnação. pelo fenômeno de ideoplastia. "Um novo calvário se erguia naquele humilde lar. era tomada pela ideia de estrangular o filhinho. sofreram a sanha homicida. chibateando-o. Armindo observava como os verdugos agrediam o espírito em processo reencarnatório. será sempre questão de escolha e sintonia.

7) Necessidade incessante e inoportuna de escrever. causados por ele ou tendo-o por alvo. 4) Aceita'ção pelo médium dos elogios que lhe fazem os espíritos que se comunicam por seu intermédioi 5) Disposição para se afastar das pessoas que podem esclarecê-lo. muito concorrem na retirada do incômodo ocupante. 8) Qualquer forma de constrangimento físico. O médium é considerado obsedado. 2) Ilusão que. desvinculando-o da autocrítica .-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar sem querer. mostrando-se mais paciente do que ele. sob nomes respeitáveis e venerados. Esse tipo de obsessão é de mais fácil tratamento. o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações recebidas. queira ou não o médium. Esses dois métodos o farão certamente afastar-se. O espírito nesse tipo de obsessão não é considerado um mistificador. os amigos espirituais. pela tiptologia etc. 0 médium deve portar-se neste caso. 9) Ruídos e transtornos contínuos em redor do médium. Fascinação Igualmente no processo descrito anteriormente. em O Livro dos Médiuns. secundado pelo esforço de quem de direito. provando ao espírito que não foi nem será enganado por ele e cansando-lhe a paciência. às vezes. estará na condição do doente que já se encontra no hospital com o aparato médico a seu favor. agindo em nome da caridade e da necessidade de transformar aquele trabalhador em peça útil às engrenagens do centro. 3) Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos espíritos que se comunicam e que. o obsedado. Outrossim. não obstante a inteligência do médium. segundo AUan Kardec. pois não se mascara sob outra personalidade. a prece e o apelo aos bons espíritos fortalecem o clima da vitória. apesar dos esforços contrários na desobstrução da via. Reveste-se de uma maior gravidade. em obsessão simples.ce-se a obsessão pelas seguintes características: 1) Insistência de uip espírito em comunicar-se. 6) Levar a mal a crítica das comunicações que recebe. opondo-se a que outros espíritos o façam. quando um espírito lhe barra as comunicações e se apropria do canal mediúnico. pois ninguém gosta de ficar em um lugar onde não é escutado. pois o obsessor cria uma espécie de ilusão no pensamento do médium. demorada. Paralelamente. pela escrita. pela audição. pois o médium filiado a um centro espírita. a fascinação é o ato contínuo à obsessão simples. dominando. nem esconde seu intento em dificultar a transferência do canal mediúnico a outros ocupantes. reconhe.(Emmanuel) Série Informação Espírita n° 5: pergunta 13 Segundo Kardec. o qual somente ele usa. dizem falsidades ou absurdos. .

Temos acima descrito. Conseguir manter-se firme em seu dorso. entregando. a ajoelhar. Na fascinação o espírito se deixa dominar. Este. o induz ao pensamento de não estar equivocado em suas mensagens. Na subjugação física. mesmo usando instrumentos outros que não a caneta." A fascinação é. não exercendo análise sobre suas atitudes. esgares. poluindo e poluindo-se movido a cordões mentais qual marionete.atinente às suas comunicações. No médium escrevente. planeja fazê-lo em três fases. humildade e amor a Deus servem."Na fascinação. Porque ele só pode enganar e se impor usando máscara e uma falsa aparência de virtude. por sua vez ausente da vigilância rigorosa. em paredes. era constrangido por uma força irresistível a cair de joelhos diante de uma jovem que não lhe interessava e pedi-la em casamento. o espírito subjugador age sobre os órgãos materiais do subjugado. impor sua vontade à do animal direcionando-o. que só o fascinado não percebe. As palavras como caridade. E como alguém que tenta domar um cavalo selvagem e para tal. o médium torna-se dócil instrumento em mãos hábeis. que se cuide. a fascinação e a subjugação. provocando manias. No caso moral. Kardec escreve: . com teorias fantasiosas. A Subjugação Segundo Kardec. pondo-se em atitude agressiva. Essa ausência de observar-se. ou em qualquer lugar. De outras vezes. em excesso de confiança a quem se não conhece.. braçal. O provar se o espírito veio de Deus não é aí observado. ardiloso e profundamente hipócrita. ou por temor em ofender o comunicante. caso alguém tente fazê-lo desobedecer. ainda quando portadoras de disparates ostensivos ao bom senso. a etapa mais sutil do processo obsessivo. um homem vítima de uma obsessão.-se a um hipnotizador que ditará roteiros a serem seguidos de maneira criteriosa. sentia nas costas e nas curvas das pernas uma forte pressão que o obrigava..-se e beijar a . creditando às mesmas uma fidelidade absoluta. nomeando-se porta-voz de fonte estagnada. que acaba por dominar o pensamento do médium. o espírito para chegar a tais fins deve ser esperto. apesar de sua resistência. por assim dizer. a subjugação pode ser moral e física. portas e outros locais inadequados.-lhe de carta de fiança. trejeitos. Segundo Kardec. o espírito procura impor o seu pensamento. Na fascinação. a obsessão simples. Impressionável com nomes pomposos ou venerados. pois terá contra si. que afasta a credibilidade gratuita. ou por ignorância do terreno onde pisa. Em O Livro dos Médiuns. e cavalgar com segurança. tiques nervosos e permanentes estados de irritação. fascinado e fascinador exigindo-lhe o afastamento sob pena de agressões mais severas. portanto. produz uma necessidade imperiosa de escrever a qualquer hora. visto que na fase simples o trabalho foi mais árduo. tudo ocorre como se o médium estivesse fascinado. Mas através de tudo isso deixa passar os sinais de sua inferioridade.

pelo não burilamento dos instintos. o autor de seus próprios infortúnios. com elevada probabilidade de suicídio. nelas se deleitando. o que no entanto não ocorre. Que se precavenha o médium de tais situações embaraçosas. a obsessão é clara. Desse procedimento resulta um estacionamento pernicioso. num grande número de casos. por argamassarem um sistema nervoso deficiente e instável. provocam mudanças temperamentais bruscas em clima de instabilidade que toma os nervos em . reencarnação. trabalhando continuamente. V: item 25) " A quem portanto. sabendo que o estudo e o trabalho." (cap. ligado ao corpo que lhe serve de prisão. como se carregasse em si. o induz muitas vezes a uma necessidade de autopunição. Só que ele próprio é o seu obsessor. O inconsciente profundo. sob descargas emitidas em descontrole emocional. (cap. A sua mente culpada. que o mantêm magnetizado às falsas prioridades. são afetados. Seria de esperar que. mesmo sem o escafandro carnal. V: item 4) O Evangelho Segundo o Espiritismo Por ocasião do desencarne o espírito desperta sob o açodar das impressões marcantes em sua personalidade. refletindo-se em perturbações e neuroses várias. se cansa em vãos esforços para escapar. lhe norteassem a mente. devem todas essas aflições. fatalmente sofrerá o impacto.terra nos lugares públicos. O reencarnante trará em sua mente perturbada eventos depressivos. Será portador de personalidade ciclotímica e comportamento ambíguo. a exigir-lhe reparação. parecendo seguir-lhe impiedoso obsessor. saneando ideias e aprimorando a mente. assim. A Auto-Obsessão "Sabeis porque uma vaga tristeza se apodera por vezes de vossos corações e voz faz sentir a vida tão amarga? E o vosso Espírito que aspira a felicidade e à liberdade. diante da multidão. mas. libera dos arquivos as lembranças marcantes. perda de auto-estima. cumprindo sua missão com dignidade. senão a si mesmos? O homem é. Acompanhar-lhe--á notória dicotomia em suas áreas de ação. as noções de imortalidade. frente a uma realidade mais palpável. intercalados por períodos regulares de calma. a oração e a vigilância são suas defesas contra as obsessões. sem a necessária força para criar novos condicionamentos. de melancolia demorada e às vezes. I. Se alberga o ódio ou o crime em sua intimidade. E é. os delicados tecidos do seu perispírito. a normalidade e a excentricidade. Para muitos. ou mesmo causa e efeito. que serão suas diretrizes na nova esfera. coléricos. a saúde e a doença. o que equivale dizer. que a futura forma humana assumida por tal forma defeituosa. gerador de ideias fixas que o faz gravitar em tomo de suas reminiscências. retomando aos pontos interrompidos de suas ações. que uma vez no consciente. apresentando semelhante anormalidade. a unicidade e a ambivalência.

detonarão o incêndio de sua vindita. pela procura por parte dos bons espíritos. Sem esses requisitos. (cap. ameaças ou situações de pungente sofrimento. em consequência dos males que eu teria feito outrora. excitantes. a solidariedade enfim. propiciadora de uma sintonia de realce. passes. Esse pensamento deve induzir-nos a uma autocrítica quanto ao nosso trabalho. meu Deus.-lhe o mal com o bem. Nessa condição. o quadro do auto-obsedado. retribuindo. propiciadora de uma ação capaz de esculturar o conjunto. psicótico. para que tenha o respaldo dos instrutores espirituais e possa ampliar a sua faixa de atuação. TERCEIRA PARTE Terapia das Obsessões Terapia das Obsessões "Meu Deus. Possa o meu arrependimento me fazer merecedor do vosso perdão e da minha liberdade! Mas. Este. podem surgir inimigos desencarnados que. esquizofrênico. permiti aos bons espíritos me livrarem do espírito malfazejo que se ligou em mim. será prejudicada. encaminhá-lo a melhores sentimentos". o conhecimento de si próprios. Mas podemos tomá-los menos imperfeitos a cada dia que passa. mas paralelamente a isso. antidepressivos. de que se desviou pelo pensamento de fazer o mal. de meu lado. O tom reinante entre os componentes do grupo deve ser a fraternidade. atado à fé dinâmica em si e em Deus libertará do seu passado. e receitará barbitúricos. XXVIII: item 82-0 Evangelho Segundo o Espiritismo) O Grupo Espírita 0 grupo de desobsessão deve comportar médiuns adestrados. não . Facilita-lhe Senhor. seja qual for o motivo. Se é uma vingança que ele pretende exercer. que somente o trabalho redentor a serviço do próximo. água fluidificada e esclarecimentos sobre si mesmo.frangalhos. Instado a buscar um psiquiatra. nele aparando arestas desagradáveis. e eu sofro por minha própria culpa. a senda do progresso. Não temos no Espiritismo grupos perfeitos. no estudo e na moral. vós o permitiste. a harmonia do conjunto. este lhe batizará de nomes tais como hipocondríaco. aproveitando o campo já minado. neurótico. na resolução de complexos dramas exigentes de uma responsabilidade e segurança confiáveis. concorrendo na deterioração do quadro. Cada componente do grupo deve esforçar-se por manter um equilíbrio interior capaz de. ele necessitará também dos cuidados de um centro espírita que complemente o tratamento com preces. Possa eu. mesmo frente às questões materiais. Temos grupos em aperfeiçoamento. suplico a vossa misericórdia para ele. frente às agressões.

caso se verifique o desequilíbrio. Adotemos o parecer evangélico segundo o qual. confiança nos amigos espirituais e fé em Jesus. tudo o mais é vã conversação e desperdício de tempo. Não se curam feridas. aquele ou aqueles espíritos a ele ligados anteriormente. O que mais prejudica o trabalho desobsessivo quando presentes essas virtudes básicas. procuramos introduzir na tela mental. Envolver-se emocionalmente. auxiliando seremos auxiliados. Tenhamos elevação de propósitos. como resgate de velhos débitos. Amparando seremos igualmente amparados. As reuniões de desobsessão são muitas vezes carregadas de emoções graves. Da presença e atuação do médium depende o atendimento de doentes graves. nem critica com insensatez. Desdobramento dos Trabalhos Citando o nosso caso específico. o que fará convergir nossos pensamentos para a mesma. Não se combate sombra com sombra. como doutrinador de um grupo mediúnico. é a falta de assiduidade. introduzimos como exercício de concentração e mentalização. E doutrinando acabaremos sendo doutrinados. eduquemo-nos na racionalidade do serviço. que igualmente o utilizam como motivo de meditação. só pela angulação da caridade. implorou para desempenhar. ou são submetidos à improvisação com outros médiuns. a fixação do pensamento sobre uma paisagem.se deixar desequilibrar. Em muitas dessas ocasiões. o que. Retomam em suas macas e ficam a esperar que o médium possa volver ao seu compromisso assumido que. retratando paineis da natureza. o que refletirá na sintonia e enfraquecimento da corrente mantenedora. ficam sem atendimento. facilitando em muito a sintonia pela não dispersão ou fragmentação de forças mentais. visando melhorar a concentração dos médiuns. onde o discernimento. e em substituição aos quadros mórbidos a que se entregam os doentes presentes. os videntes observam a ampliação do quadro pelos espíritos. Para tais concentrações habituamo-nos a três pontos principais: a) Afastar do campo mental toda e qualquer preocupação. ideias fixas ou pensamentos de qualquer natureza. Afora isso. às vezes. conduta moral equilibrada. desocupando a mente. Por dez minutos. muitas vezes transportados em macas até o centro por equipes espirituais. quando amarmos aquilo que fazemos. Quando o médium falta. é como penetrar vasta região agressiva e insalubre sem mapa ou referenciais de retomo. amor ao estudo e ao trabalho. Seremos bons médiuns ou bons doutrinadores. qual página em branco . Adentrar-se pelos caminhos desobsessivos sem tais ferramentas. Se queremos servir. a paisagem escolhida. reflexo da não coerente escala das prioridades no dia da reunião. não culmina em sucesso. a qual deverá preencher nossos pensamentos enquanto não houver comunicações ostensivas. na maioria da vezes. a confiança e o amor ao próximo são exigidos como requisitos da própria condição de ajudar. pois a claridade é o objetivo de tais reuniões. que não toma partido. colocando-se ácido sobre as chagas do refazimento.

financeiros.. construímos um posto de emergência para onde levamos os enfermos. para adentrar-nos no vale dos suicidas e lá resgatarmos irmãos em condição de saída. Lembro-me de um irmão. juntamente com o gênero do suicídio. voltam-se em agradecimento. a quem após praticar o suicídio três encarnações sucessivas. O livro tem essa função específica.. a fazer cursos e estágios no Hospital Maria de Nazaré. Nosso trabalho com os suicidas é intenso. rádios e outras fontes. Uns pensavam em Jesus. Hoje temos força concentrada. b) Introduzir o objetivo de nossa concentração com cores vivas e detalhes. data e local do mesmo. a fé.. as forças impressas em nosso próprio pensamento. Para esse trabalho noturno. em flagrante evasão de forças. cascatas. c) Irradiar para nossos irmãos espirituais.. Iniciou-se quando em 1980 em pequeno livro de vibrações começamos a colocar nomes de suicidas. os espíritos nos levaram durante o sono. confiança e consolo nos emociona em cada reunião. vento. vastos panoramas com eventos vários. e na despedida veio a nos dizer: —Estou envergonhado. profissionais. através do motivo mentalizado e vitalizado. é lida mensagem específica. que imagem e som da mensagem chegam ao vale dos suicidas. outros pensavam no lar. nossos problemas familiares. gotículas. uníssona e direcionada aos irmãos necessitados.pronta para a escrita. Muitas são as homenagens de ex-suicidas que.. O primeiro minuto da reunião é dedicado aos suicidas. nuvens. pássaros. bem como um hospital em grande área florida e verde e uma . auxiliados por nosso grupo. E trabalho é o que não falta. por isso mesmo integrando-se às demais atividades da casa espírita. evangelização de crianças no nosso querido Vale das Flores. O grupo desobsessivo deve ter esse vínculo unindo todos os membros. por nós escolhida (Salmo 23 de Davi) cujo teor impregnado de esperança. a figura de Jesus. mentalizamos os demais companheiros. foi permitido nos acompanhar por alguns meses. outros oravam. que é o amor ao trabalho. São os escravos que se julgam ainda perseguidos. homicidas arrependidos. Sob os acordes da Ave-Maria. Para o resgate. onde aquele minuto é esperado com grande expectativa e emoção. convergente. Temos então flores. crianças abandonadas. Quando vamos dormir. ex-viciados. tínhamos pensamentos dispersos e fragmentados. em colóquios comoventes e cheios de lições de vida. oramos e nos colocamos à disposição para o trabalho noturno. Doamos aquilo que temos. outros mentalizavam flores. Posteriormente. Averiguou nossas lutas. grande batalhadora por esses irmãos. nos filhos. sentindo inclusive o aroma das paisagens. dispomos de um grande ônibus e outros veículos. Disseram-nos os espíritos. etc. antes. e ainda outros percorriam com seus pensamentos durante a reunião. nossa vida religiosa. Por muito menos eu me matei! Ajudem-me na minha falta de fé. a perseverança. retirados de jornais. como exercício de observação e aprendizagem..

para que a nós delineasse tal diretriz nos abafados caminhos deste mundo. levando-as na conta do desespero de quem já se sente derrotado e usa como última arma a .Evangelho Segundo o Espiritismo) Consideramos doutrinação. XVII: item 9 . pois responderá pela boa ou má orientação que der". feitas no interesse de sua educação moral. vômitos e até sintomatologias cardíacas. processo gerador de um clima de solidariedade em nossos espíritos. (cap. Eis o que Kardec espera de nós: amor e instrução. oferece o concurso da sua vontade e das suas preces". conscientes de que o exercício mediúnico não se prende às paredes do centro. tais como dor-de-cabeça. febre. Esta é a função precípua da doutrinação. o que facilita a educação mediúnica pela prática da teoria estudada. desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo. (cap. nossos sonhos são os mesmos. mas. mas complementa-se pela vivência diária do "estar no mundo sem ser do mundo". Não levei a sério. E o que Jesus inspirou a Kardec. Mas quando nos reunimos e comentamos. a conversa com o espírito obsessor. sem favoritismo ou concessões descabidas. XXVIII: item 81-Evangelho Segundo o Espiritismo) "O depositário da autoridade. trazendo-os à doutrinação. com riqueza de detalhes. os obsessores nos tomam como inimigos e abrem guerra contra os médiuns e doutrinadores. será com sua filha. um deles me lançou uma ameaça dizendo: se não for com você. pois já as escutara às centenas. como moderador. Cita Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo". exigindo vigilância redobrada em nossas atividades. de qualquer extensão que esta seja. julgam favorável ao seu oponente e contrária a sua pessoa. hospitais e asilos. elaboramos calendário de visitas fraternas a leprosários. não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas. compreendendo a sua situação. Doutrinação "A tarefa se torna mais fácil. pois os mesmos usam pessoas a nós relacionadas na área profissional ou doméstica para nos desequilibrar e nos fazer faltar à reunião. quando da interferência dos amigos espirituais nos casos obsessivos. Muitos podem pensar que são fantasias da nossa imaginação criativa. que para assegurar a libertação do obsedado é preciso convencer o espírito perverso a renunciar aos seus maus intentos. Provocam sintomas vários. agindo não como advogado do obsedado. através de instruções habilmente dirigidas. é a solidariedade humana posta em ação. Certa feita. na esperança de deter a nossa ação que. Armam verdadeiro cerco. utilizando de todos os meios disponíveis para afastá-los do seu caminho. despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem.equipe disposta. quando o obsedado. Como educação emocional. com a ajuda de evocações particulares. atento às duas partes. cuja maneira de encarar o que nos espera é o otimismo. o que é sempre confirmado pelos amigos espirituais. o que mais nos aproxima dos nossos irmãos de infortúnio na vivência da doutrina de Jesus. Ocorre que.

a febre cedeu e tudo voltou à normalidade. promovia esforços louváveis. e apesar de exames e antitérmicos vários. Paralelamente atuam no obsedado. contabilizando esse agravamento por conta do seu tratamento espírita. na reunião de desobsessão. mudam de técnica ensejando-lhe uma falsa liberdade. volvendo aos hábitos anteriores. não conta!?" Perguntam-nos raivosos e sentidos. Na mesma reunião foi também trazida a irmã suicida que nos pediu perdão. que. para construir. por quase duas semanas não recuperou a saúde. é necessário a força que os fracos não possuem. De outra feita. levar um outro ao suicídio. loucos. mas não é para vocês ficarem ajudando a ele não! Ele tem que se virar sozinho". os loucos passam a residir no lar para onde são levados permanecendo alienados. Havia ele levado uma irmã desencarnada que se suicidara ateando fogo às vestes. por sua sensibilidade mediúnica. deixando-a ao lado de minha filha de cinco anos que. e os mercenários recebem conforme o contrato anterior preconizava. iniciando inclusive o culto do evangelho no lar. psicologia. sentia as vibrações doentias da suicida. quando são trazidos imobilizados ao diálogo forçado. Encaminha também ao lar daqueles a quem perseguem. Continuamos nossa ajuda e a obsessão veio mais pertinaz. como do seu . dizendo não saber o mal que causava à garota. ocasião em que o obsedado se crê curado. sabemos que aquilo que nos acontece. Contudo. Os viciados recebem como pagamento o objetivo do seu vício. Assim é o trabalho doutrinário. descompromissados com a ética evangélica. Certa ocasião. desocupados e oportunistas. relatou seu plano. compareceu o irmão que. O mais visado é sempre o doutrinador.ameaça. por sentir agravado o seu estado. pois não sabem da realidade gerada pela sua ação. Pois. que tentando renovar-se. sem saber que. amenizando o cerco outrora pertinaz. No dia seguinte. Lembro que ali sou seu advogado. que possibilitam a atuação dos mesmos como fatores concorrentes para os nossos tropeços. personificado na pessoa de inimigo. No décimo segundo dia de febre. conversando com um irmão que procurava. induzindo-o a não mais buscar o centro espírita. quando retoma seu oponente e diz secamente: — "Eu dei a trégua. na qual ele permaneceria vigilante. minha filha adoeceu de febre prolongada. Passado um mês. Passamos a orientar o obsedado. Muitos nos acusam de olhar somente para as atuais vítimas. conseguimos obter dele uma trégua. em processo obsessivo. se abatido. compreensão da dor aiheia. tomando o clima doméstico pernicioso e hostil onde os invigilantes tratam de transformá-lo em campo de batalha. Muitos desses irmãos são apenas instrumentos involuntários. com nova tentativa de suicídio. os demais abandonarão o campo. provocando-lhe pioras súbitas com consequente desânimo. suportando parte do pesar. "E o que ele me fez. deixando-os livres. em gargalhadas e zombarias. Conversação. seu algoz aguarda a oportunidade do golpe final. tida e reconhecida como a arma dos fracos. não é determinado por esses pobres irmãos e sim pelas nossas fichas cármicas. postado em vigília. bêbados.

que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. o afastamento do obsessor. pode provocar doenças. a impressão é penosa”. o pensamento sobre o pensamento e o fluido sobre o fluido. que o obsessor permaneça ligado. (cap. Para livrá. Sabemos que o pensamento. nos casos de subjugação. que a vida dispensa a figura do juiz em causa própria.-lo desse fluido pernicioso. XXVHl: item 81 . que devemos uns aos outros. abundantes nos códigos justiceiros da vida. Passado o efeito fluídico.oponente. é necessário administrar um fluido saudável. para que este neutralize o efeito daquele. para volver sobre os próprios passos na construção e conquista da paz. (cap. sendo a vítima de hoje o algoz de ontem transferido no tempo. o processo de resgate da dívida se fará através de outros processos de cobrança. se são maus. E que preciso lembrar a ele. agindo sobre o fluido. que não se beneficia. o obsedado está como envolvido e impregnado por um fluido pernicioso. sob o comando do seu oponente. Assim é. sob o chamamento daquele que muitas vezes. Se os eflúvios são de boa natureza. algumas vezes. ou seja levado a adormecer. aquilo que lhe compete em favor da harmonia geral. este. citando "O Evangelho Segundo o Espiritismo" quando prescreve que aquele que diz odiar a seu irmão. XIV: item 18 . que doutrinar é amar e. sente a sua falta. a radiação age sobre a radiação. reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. a seu turno. Fluidoterapia "Nos casos de obsessão grave. sob a . culminando muitas vezes no abandono da luta inglória. quando trabalhado pelos bons espíritos. ambos carentes e necessitados da caridade. Pode acontecer também. pela imantação perispiritual.Evangelho Segundo o Espiritismo) "Atuando estes fluidos sobre o perispirito. o corpo ressente uma impressão salutar. Retomamos com ele no tempo através de regressão de memória. geralmente ele volta. onde ele observa seus atos igualmente equivalentes aos sofridos. fazendo cada um a sua parte. o bom fluido promove. e não juiz. mesmo sensibilizado o agressor. por impor-se refratário a sua assimilação. embora distanciados da plenitude evangélica. portanto. É necessário livrá-lo desse fluido". como tal. que. já condicionado a sua presença incômoda. o que o toma disponível a uma revisão de proceder. está proferindo a sua própria condenação. que o obsedado é pressionado por descargas fluídicas. e bem-estar. retirando-se da pugna. quando manipulado pelos obsessores. Sabemos pois. é estender a ação doutrinadora a obsessores e obsedados. Ao ministrarmos passes no obsedado. Os mecanismos divinos não necessitam de infratores para corrigir outros igualmente infratores. A norma.A Gênese) Pela lei da correspondência vibratória. que desarmonizam suas forças vitais. em processo solidário de redenção conjunta. que aquele que agride está sempre abaixo daquele que perdoa. devemos agir. Lembramos ainda.

distende a mensagem da fé. A água sendo um fluido onde as moléculas possuem espaços que podem ser penetrados e preenchidos por outros fluidos mais sutis. à maneira de medicamento sutil. esse fluido salutar pode ser ingerido com água. toma-se ótimo coadjuvante no tratamento. o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde . ou gerais do perispírito. Quando a família ora. coloca água pura. por transferência de energia. ingerido por via oral. procede uma dispersão ou concentração fluídica para posterior retirada. impregnando-se e saturando-se deles. muda o comportamento de suas moléculas. Médico dos médicos. necessário se faz. o passe. como doentes de todos os matizes. A fluidoterapia é portanto. abre o evangelho. Prepara a mesa. Quando o lar se converte em santuário. o crime se recolhe ao museu. Pois congelar ou fervê-la. além da ingestão. trabalho e tolerância para não cairmos sob o contágio ulceroso das moléstias obsessivas. beneficiando obsessor e obsedado pela formação de clima desintoxicado por algumas horas. à temperatura ambiente. pela não observância do seu evangelho redentor. A permanência desse clima depende dos gladiadores. Quando os corações se unem nos liames da fé. motivando uma desagregação do fluido com prejuízos na sua finalidade. enlaça a família e ora. Jesus virá em visita. como aspirar o ar fumarento exalado de excrementos citadinos. Funciona tal fluido. No geral. a obediência à dieta prescrita. objetiva uma revitalização a nível perispiritual. com reflexos no organismo material. neutralização e limpeza do perispírito e introduz fluidos revitalizantes. podem trazer benefícios e malefícios igualmente numerosos. possuindo os fluidos propriedades inúmeras. devem fazer uso de tal medicamento. Ao mesmo tempo. Água Fluidificada Igualmente ao passe. aliviando momentaneamente a carga aflitiva que curva os ombros do socorrido.ação de fluidos calmantes e dulcificantes. para convivência de ambos. Jesus se demora em casa. como tratamento desobsessivo. que tanto podem criar atmosfera campestre. não se cansa em receitar-nos oração e vigilância. disseminando- -se pelo perispúito. Pois. sem contra-indicações ou efeitos colaterais. Como todo medicamento. atua no corpo denso. Tanto obsedados. mais um medicamento que o divino médico nos coloca ao dispor. o esforço exaustivo e continuado na auto-renovação age como complemento urgente e necessário ao restabelecimento. É preferível que se faça uso da água fluidificada em seu estado natural. Evangelhoterapia "Dedica uma das sete noites da semana ao "culto do evangelho no lar"a fim de que Jesus possa pernoitar em sua casa. direcionado a zonas específicas. quando abdicamos da convivência com a saúde. onde os fluidos podem ser absorvidos pelo paciente na imposição das mãos. No caso em pauta. que por sua vez.

praticar o evangelho. o tratamento desobsessivo resultará inócuo. Sem a dinâmica evangélica. formadas pelos bons espíritos. Joanna de Ângelis: Messe de Amor pág. Jesus 0 Evangelho de Jesus é um hino à vida. No dizer de Emmanuel. quando o seu condutor perdeu os mapas. que apossando-se da embarcação a impele a rumo perigoso. se constitui no farol de nossas vidas em mares calmos ou revoltos. Á obsessão nada mais é do que o barco à deriva. torna nula a possibilidade de naufrágios ou desvios de rotas para portos menos seguros. na condição de bons timoneiros observamos as regras acima. aconselhando a prece como bússola e o trabalho como mapa.derrama vinho de paz para todos". e os mapas. pedireis tudo o que quiserdes e vos seria feito". contagiando. "o homem evangelizado adquire compreensão e amor. que é Jesus. de grandes varreduras terrestres e aéreas. para que jamais tenham sede ou fome. favorecendo uma penetração a nível de inconsciente das lições otimistas. quando ainda não subjugado. na antiguidade o homem consultava o céu para orientar-se. que certamente será combatida de início pelos obsessores. se. que é a prece. Nosso barco só será capaz de vencer as grandes vagas. pois qualquer um de nós redobramos as forças quando encontramos desafios em nosso caminho. Tomando-se a vida como uma grande viagem. hoje. Evangelizar-se. iluminando seus caminhos em trânsito para vida superior". posteriormente. a bússola. volvam a singrar os mares com segurança. que aconselhando e provendo as necessidades. as mesmas retomem ao consciente incentivando uma reação positiva.-se com a sua beleza e imensidão. mas que não trazem o céu até nós. quais sejam. a família procederá com a implantação do evangelho no lar saneando o clima.. quiçá agravado ante as agressões pela disputa encetada. o pão e a água viva. mesmo ante os vendavais. O obsessor é o pirata. é imunizar-se contra as obsessões. Obsessor e obsedado necessitam das patrulhas de salvamento. Nessa viagem. o que lhe dava clima de calmaria. desde que sejam aceitas por amor de Deus". Código moral perfeito. Devemos observar que. contentamo-nos com aparelhos elétricos computadorizados. para que. entrando em sintonia com ele. e as minhas palavras estiverem em vós. 174 "Se vós estiverdes em mim. cheia de tormentas e de "icebergs". E quando subjugado. O obsedado deve. procurando vivenciá-lo. . podendo resultar em naufrágio onde ambos correm perigo. a bússola e o instrumental de orientação. precisamos observar o céu.— escutai bem — são quase sempre o indício de fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do espírito. portanto. que são as oportunidades de serviço. O farol. Assistência Familiar "As grandes provas. que é a nossa vida. muitas vezes.

etc. tem sua moral fortalecida. . todos estão incursos no mesmo processo obsessivo. caso o obsedado não haja se renovado. E necessário que a família não atribua toda a culpa da situação ao enfermo da alma. no sentido de libertarem o companheiro. melhoram. Unidos por esse traço. tal como distribuir mensagens espíritas. O Livro dos Espíritos: 886 Paralelo ao tratamento espírita. enfim. autores intelectuais ou monitores da tragédia alheia e da sua própria. atenuantes. Abandoná. o etemo vigilante de nossas almas. que se traduz em poder. De bom alvitre. mesmo porque. havendo uma piora. encaminhar pessoas ao passe. fortalecedores. e que a sua dor não é a única nem a maior. contra suas recaídas. E que Jesus. sem o esforço ostensivo do querer. onde cada um veja que. sentindo-se útil e necessário. apressando-o a adiantar-se. libertando-se igualmente do acúleo que funciona qual espora afiada em animal preguiçoso. como terapia de grupo. Muitas vezes. por ocasião de sua volta. devem envidar todos os esforços. alguns obsedados. chamados a procedimentos mais dignos. dificulta que a mesma seja dominada pela mente obsessora. encarar seus problemas com otimismo. para que possamos sempre pugnar pela vitória do bem em nós. ao mesmo tempo em que. — a obsessão—os enfermos podem discutir entre si meios preventivos. deverá instá-los a informar ao enfermo sobre a problemática em si.-lo é comprometer-se. onde foram co-participantes. e os meios terapêuticos geradores de libertação através de encontros feitos. sem esperar a mágica imediatista do milagre. Devem. é que o obsedado. Se o centro espírita dispuser de um psicólogo ou psiquiatra. nos fortaleça. para internamento ou veraneio. Irmanados por necessidades evolutivas.Evangelho Segundo o Espiritismo — "Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade tal como a entendeu Jesus? — Benevolência para com todos. Estando com a mente ocupada. em caso de não subjugação. ligados por vínculos passados. ao afastarem-se do lar. não apenas ele sofre de algum problema. Ignorá-lo é perder-se. deve seguir o apoio familiar ao obsedado. levar um copo com água para alguém. ocupe-se em tarefas no centro espírita. pois saúde é privilégio de poucos nesse mundo. indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas". em virtude da diminuição dos fatores incidentes sobre o grupo levado a efeito pelos cobradores desencarnados.

— Conhecedor do seu estado de dominado por outra mente mais forte que a sua. sendo produtivo e levando a vida praticamente ou aparentemente normal. em seu desenvolvimento. mas que não tem relação com a loucura ordinária. saberão fazer esta distinção e curarão maior número de doentes do que os fazem com as duchas". O Obsedado. O Obsedado é: — Portador de doença de cunho espiritual que pode manifestar-se e instalar-se como doença física e/ou psíquica. Quando os médicos conhecerem bem o Espiritismo. 0 Neurótico é: — Portador de distúrbio nervoso sem lesão aparente.Livro dos Médiuns) O Neurótico. Entre os que são tratados como loucos há muitos que são apenas subjugados. O Psicótico. com sequência lógica e coerente em suas ações. a uma espécie de loucura cuja causa é desconhecida do mundo. QUARTA PARTE Terapia Psiquiátrica Terapia Psiquiátrica "Asubjugação corpórea. — Dono do pensamento fragmentado e sem sequência lógica. —Tolhido em seu pensamento. —Dono de pensamento criativo. —Na maioria das vezes desconhecedor do seu estado patológico. (cap. poderia levar à loucura? — Sim. sendo este direcionado pelo obsessor. XXffl pág 289 . — Levado a criar um mundo para si. profundamente enraizados na infância. — Portador de alterações perceptíveis da realidade e do auto-controle. —Possuidor de conflitos intra-psíquicos geralmente inconscientes. O Psicótico é: —Possuidor de grave doença emocional com desordem de conduta. — Agredido física e moralmente por um antagonista que o odeia e não faz . enquanto os tomam loucos verdadeiros com os tratamentos corporais. —Integrado na sociedade. — Consciente do seu estado mórbido. isolando-se da sociedade. Necessitariam de um tratamento moral.

em efeito contundente a exigir urgência na medicação. não conhecem a função específica de libertar a mente da ignorância pelo esclarecimento da verdade.-se o mesmo lugar variadas vezes. acham difícil um comprometimento com a renovação e decepcionam-se quando descobrem que o nosso Jesus é o mesmo das outras religiões. Bem ingênuo será se prometer a cura. quando urge a caminhada rápida em sentido certo. e outros alegram-se como se houvessem descoberto algo ansiosamente buscado e esperado.esforço em esconder-se. buscando curas através de remédios mágicos. bloqueiam-se. onde cultuam. psicológico. — Tomado. ariscos. Aqueles. etc) por ele ou não empreendidas e obstaculadas por uma força oponente. social. moral. financeiro. até que pela escassez de suprimentos. — Alguém que não soube usar a oração e a vigilância em sua vida. procedendo como meros espectadores. — Avesso ao tratamento espírita. Entendem muitas vezes. identificam no companheiro o mal de origem fisiológica. Muitos que buscam o centro espírita. mas nem sempre põem as mãos no arado ceifando as ervas daninhas do terreno inculto dos corações. e faz as mesmas restrições ao eiro e à acomodação. Chegam temerosos. quando o problema é o seu próprio remédio. nada parece dar certo. para o usufruto de uma vida sem problemas. escudo contra qualquer ameaça à paz e ao espírito. descompromissados pelo corpo ético das ideias evangélicas. escrevam fórmulas anti-males. Chamados à conversação fiança sobre as atividades da casa. as suas atitudes anteriores de apatia frente ao dinamismo da vida. pois . Muitos são os que batem às portas do centro espirita arrastando famiuares subjugados. de melhoras repentinas por ocasião do tratamento espirita. Esses. sentem-se impossibuitados de aferir o instrumental de orientação e ficam à deriva. consertam a bússola e ativam os torpedos da fé e se fazem a mar alto em busca das pérolas da esperança. após exaustiva via-sacra sem êxito na bbertação dos mesmos. às vezes. onde reprisa. Desconhecedores das leis justas de causa e efeito. muitas vezes. —Cerceado em suas tentativas de ajustamento (físico. sejam impulsionados pela fome a lançarem suas redes na água do mar revolto. a ociosidade mental. quando a causa é passada. deve armar-se da caridade e da técnica para melhor ajudar na cura ou melhora de tais enfermidades. em lentidão angustiante. subtrai-se do ciclo reencarnatório milenário. Aquele que atende a esses irmãos. Para ele. vindos de outras religiões. a indiferença pelos postulados que adotaram. sacudidos pela dor. Muitos caem em profundo desânimo frente ao tempo perdido. Disse Jesus que a verdade nos libertaria. transportada via espírito para hoje. seguido de recaídas pela volta do obsessor. Quem conhece a verdade e lhe segue as pegadas. do esforço e da reconstrução. Adentram esses irmãos no centro espírita. exigindo muitas vezes que os familiares mortos ou espíritos outros.

Tolo se mostrará. identificando-nos e caracterizando-nos como tais. com as sequelas geradas por tais comportamentos. Sintomas Novos. muitas vezes de difícil origem e identificação. Constitui-se hoje. Para isso. como complementação. precisa igualmente do tratamento corporal e espiritual. A confiança nos amigos espirituais é louvável. Creio mesmo que os espíritos proveriam um medicamento similar. psicóticos. o que caracteriza a doença. candidatos a auxiliares de tais irmãos. depressivos. a transfusão sanguínea ou terapias de grupos? Preparemo-nos pois. tecnologia específica (aparelhos) e técnicas de hipnotismo. São neuróticos. cujo esforço ainda não argamassou um caráter nobre. delirantes. tendo o homem corpo e espírito. além da fluidoterapia. da psiquiatria. Causas Antigas. Mas. lógico e evidente. ultrapassando os umbrais do túmulo. mas entendendo-se que os mesmos são apenas espíritos e não mágicos. alucinados. a anestesia. não possuem espíritos a lhes ditar normas de conduta. o orgulho ou o ciúme.obsessões há. frente à elasticidade do conceito de doença. mas inevitáveis no cidadão comum. margeando e ultrapassando a linha da loucura. Passados esses instantes. atua perispiritualmente. no momento. da quimoterapia. quando as causas são aplicáveis na área material médica. mais de um tratamento psiquiátrico do que de um tratamento desobsessivo. e que necessitam. se desprezar os recursos médicos. levar o obsedado ao sofrimento. que ultrapassou há muito a área física. Claro. confiança não ahcerçada na razão e na lógica. o soro. A maioria das subjugações objetivam. A mágoa. em sua vingança. pois muitos desses que nos buscam. em incursões indesejáveis. que possam fazer surgir ou cessar efeitos. Como usar o eletrochoque. integrando-se à psíquica. que aqui o tratamento espírita segue paralelo. mas seus próprios espíritos é que são atormentados. grande dificuldade reconhecer ou definir o indivíduo normal. que necessita. Depreende-se de tais conceitos que. em muitos instantes da vida. à loucura ou ao suicídio. nós espíritas. prejudicando órgãos físicos do obsedado. Somos assim temporariamente loucos ou obsedados. através de recursos fluídicos. que prescrevem que. mas a custo de dificuldades extremas na sua aplicação. em complexo emaranhado de sintomas correlatos. paranóicos. desafiando o buril do tempo e da dor. o obsessor. em excesso de confiança nos amigos espirituais. volvemos à normalidade. a inveja. que podem ser dias. no sentido de reconhecermos uma obsessão e encaminhá-la a tratamento. que se perpetuam. sedimentado no ser manso e . sofrendo pelos sofrimentos que causamos. agimos como loucos. da psicologia e de outros tratamentos correlatos. podem ser classificados como fatores predisponentes de distúrbios de profundidade no comportamento humano.

quando a criança é nossa. impressionável. os golpes desferidos contra nossos sensores cerebrais. Diante da sala de parto. É importantíssimo. Para esses irmãos. São apenas conselheiros. as cenas mórbidas fixadas. rebelde. a exigir reparações. pois suas próprias mentes são seus algozes. receoso ou estigmatizado por suspeitas e desconfianças que procedem dos arquivos dos atos passados. Predisposto à loucura. portanto. pois as causas determinantes já habitavam a mente transtornada do enfermo a quem persegue. e se exterioriza obedecendo ao processo de reparação espiritual. Essa é uma . A véspera do jogo do Brasil na copa do mundo. de difícil retomo. se transfere de uma para outra vida. traduzidos nas imperfeições morais. mais credenciados e especializados no tratamento do corpo. A consciência exerce. a nossa conduta ou algo que temos em conta de grande estima. Nos sintomas e doenças relacionados. O psiquiatra tratará do seu corpo com reflexos na sua alma diremos.pacífico aconselhado por Jesus. reconhecer se o paciente que busca o centro espírita é obsedado ou auto-obsedado. Por outro lado. diante das quais se aturde e adoece sob alta carga de emoções descontroladas. No caso obsessivo. os entes queridos. imantando o homem às energia perniciosas. informando-o preliminarmente que tal médico. inútil será buscar-lhes obsessores. incluindo-nos na longa Jjsta dos que trazem os nervos em sobressalto e as emoções em desalinho. Tais condicionamentos. em cujo campo se movimenta. que podem ou não ser problema obsessivo. os haveres. desgastam as defesas da individualidade. o obsessor agiu apenas como fator concorrente. o comportamento do indiviso gerando condicionamentos profundos. Como recurso auxiliar transcrevemos aqui. existe a necessidade de um aconselhamento ao paciente. renascendo distônico. os atentados dissolventes da razão. Quando esses instantes de loucura se sucedem com frequência. impondo que se repitam os gravames. agressivo. pois tal é a função de sua medicina. faltam-lhe apenas os fatores que lhe ultrapassem a capacidade de resistência para arrojar-se ao desespero. Ansiedade A ansiedade é uma reação normal a algo que nos ameaça o corpo. que devem ser superadas mediante a supremacia dos valores íntimos. a supremacia da má ideia em detrimento do otimismo. e o centro. auto-obsedados. É impelido a repetir as experiências malogradas. aí. porque. São os pacientes cuja alienação se encontra na intimidade do ser. sentimo-nos também ansiosos. a§ atitudes costumeiras. não tem como função tratar de loucos ou débeis mentais. produzem desequilíbrios e similares que o tornam alienado em si mesmo. no sentido de que ele busque um psiquiatra. alguns sintomas psiquiátricos comuns e comportamentos psicóticos. ficamos ansiosos. com o seu esforço (do paciente) tratará de sua alma com reflexos no seu corpo. a função de juiz implacável. terminam por desorganizar nosso equilíbrio psicossomático.

Quando a ansiedade tem como causa os fatores culturais. O indivíduo quando se torna ansioso por razões insignificantes. inseguro. certamente funciona como demolidor da ansiedade . permaneça infeliz. apoiando-se na pessoa que o atendeu e lhe inspirou confiança. Um estado ansioso pode tomar o indivíduo em alerta máximo. A ansiedade nos médiuns e demais trabalhadores do centro. Poderá ainda tomá-lo super-dependente. devido ao seu nível de censura julgar o desejo como proibido de realização. reduz o desejo inicial. quando se apresenta ostensiva. sublimando-lhe as ideias. educação castrativa e regressiva. muitas vezes substituindo-o por outros mais puros e sadios para o espírito. nada absorvendo que lhe faculte melhora. que lhe abre as portas para novos mundos e imensos trabalhos. mas porque a mente está ocupada usando a sua criatividade. mesmo sendo velho frequentador e atuante na comunidade espírita. não por fuga. embora o indivíduo. não se realizando no seu desejo. ou refratário. mostrando o caminho da responsabilidade individual. por excessiva preocupação com seus problemas. ou atitude irresponsável. onde ele poderá substituir aquilo que lhe traria o máximo de satisfação material. não mais retomando. O seu desejo anterior era fruto de um mundo diminuído em que aquela ideia matriz gravitava dominando as demais. é possível a ocorrência de um conflito constante entre o desejar e o não concretizar. esquecemos dos nossos. prejudica a memória e outras áreas psicomotoras. precisa de um psiquiatra. por aquilo que lhe dará o máximo de alegria espiritual: servir a Jesus. o que imprimirá uma regressão no conflito. científica e filosófica. o Espiritismo como religião dinâmica. o centro espírita mostrará nesse ponto. Anula em muitos casos a concentração na mesa mediúnica.ansiedade normal e até benéfica. o evangelho de Jesus. a ausência de dogmas. apressando-nos em solucioná-los. Devemos tomá-lo consciente desse conflito. De outra feita. fortalecendo-o e incentivando-o a resolvê-lo através de decisão firme. inquieto ou fazê-lo imóvel aparentemente. dependendo da sua intensidade. pois estimula o indivíduo a ações que facultam um bom desempenho da sua personalidade. já que seu interior encontra-se tenso. onde o avistar e participar dos problemas alheios em doação e fraternidade. com consequente queda da produtividade. Quando o estado ansioso toma-se crônico. Pois. O evangelho mostra outro mundo. a obrigatoriedade da colheita nas plantações regadas e o espírito como artífice do seu próprio destino. duração e das circunstâncias que o provocam. Esse estado de ansiedade pode ultrapassar o limite da normalidade. por considerar o centro incapaz de solucionar sua problemática. irritável. Paralelamente à Psiquiatria. restringe suas atividades. e essa ansiedade toma-se persistente. dá-lhe a conformação e ajuda na superação da crise ansiosa. no que se desvincula do núcleo que a prendia e subjugava. fazendo-o buscar o núcleo espírita por somenos. quando começamos a lembrar dos problemas dos outros. valores absorvidos em instituições religiosas.

o paciente não se' sente doente. apoio e aprovação. devemos mostrar a sua crueldade para consigo mesmo. às vezes. Muitos psiquiatras relacionam a depressão com uma forte dependência do paciente. o paciente sente-se realmente doente. o mundo já não apresenta os mesmos atrativos de antes. Na depressão suave. Como o dependente desaponta-se constantemente pela não satisfação do seu grau de dependência. principalmente nos momentos de crises. até que a segurança venha habitar a conduta do enfermo. na qual o paciente sente desespero e desconforto físico. indagando-se francamente ao paciente sobre suas inclinações. relacionam-se à perda da auto-estima.por tais origens. Quando a depressão passa a acentuar-se. mas também não está satisfeito òu confortável. valores e talentos positivos. Em outras ocasiões. Em psiquiatria. Para auxiliar esse tipo de paciente. constantemente necessitado de proteção. inutilidade e insegurança. necessitando-se um esforço adicional para conseguir sempre menos prazer naquilo que se empenha. Ele pode apresentar um retardo no pensar. desejáveis por qualquer pessoa. sem contudo gerar uma dependência. como também proceder de maneira inquieta tal qual o ansioso. pode o depressivo apresentar cólera. em virtude de uma perda real ou simbólica. pois aqueles dos quais depende. que ativou uma consciência muito arbitrária e severa para consigo mesmo. o apoio fraterno. O centro espírita poderá dar apoio e esclarecimento a tais pessoas. onde ele. recolhe-se. e que anteriormente era motivo de alegria. pois geralmente se doamos. Em alguns casos o risco de suicídio deve ser avaliado. Esse estado de revolta agrava seu problema. o que leva à insônia e a atitudes hipocondríacas. as explicações para a origem da depressão. sentimentos de inutilidade ou culpa. passa a sentir forte frustração e revolta pela sua fragilidade. é necessário fazê-lo compreender a natureza da perda desencadeante. Aquilo que era espontâneo. especialmente vulnerável à perda. Seguem-se as queixas de dores. Está sempre fatigado e ruminando preocupações à proporção que o ânimo. levando-o a detectar em si. ingressando em fase de tristeza. Mostrar enfim. afastam-se. Depressão A depressão manifesta-se pelo desinteresse do cotidiano. No centro espírita a orientação doutrinária deverá ter como complementação. incutindo a confiança. mas para si. não admite separações daquilo que lhe constitui valor. e que ele dispõe de bênçãos . falar e agir. a coragem e a esperança vão enfraquecendo. podendo perder a auto-estima. no sentido de mostrar a transitoriedade da crise. pesar ou sintomas físicos ou mentais. resultando em depressões caracterizadas por culpas. julgando-o ingrato e intragável. A sua aparência e procedimento podem parecer normais. a imensa legião de seres que se situam à retaguarda em condições piores. fadigas. Se for necessário. queremos receber de volta as gentilezas.

Nesse caso. é no sentido de modificar esse vínculo. o esclarecimento do centro. onde a conduta apresenta as seguintes variações. falta de força. prejudica o desencarnado. sensação de vazio no abdôme. Não nos preparamos para as perdas. surge um aperto na garganta. sem ser atraído a cada lamento ou lembrança dos que o amam deseducadamente. forçando-o a uma vida de dupla preocupação. a certeza da vida além da morte com reencontro dos afins ou não. A reação de pesar constitui-se. um sentimento de irrealidade e uma acentuada distância emocional de outras pessoas. nem da vida material. notadamente o de ser livre. por não haver se portado como o desencarnado esperava.suficientes para conseguir uma felicidade relativa ao planeta em que vivemos. o numerar das prioridades corretamente. a meditação. Se a reação de pesar tiver procedência de culpa. Muitas vezes é libertar. que transcrevemos abaixo. com agitação. O paciente investiga o período antes da morte. Reação de Pesar A reação de pesar é motivada pela perda. nem dos haveres. em busca de ocasiões em que possa ter falhado quanto a uma conduta apropriada em relação ao desaparecido. constituem excelentes ideias que amenizam o momento da separação dos entes queridos. A educação. e desconforto físico. suspiros. tais como no dia do aniversário do falecido. por morte. respiração entrecortada. em chamamento do desencarnado. vão desaparecendo. desatenção. o estudo doutrinário e outros procedimentos. assim. Esses sintomas. Isso pode durar entre 20 minutos a uma hora de cada vez. que se vê obrigado a esforços extremos para transitar livremente no mundo que ora habita. acompanhada por uma sensação de confusão. com forte vinculação mental. Isso leva o indivíduo a apresentar um quadro definido. bem como preparar o paciente para a perda. 1) Ao lembrar a pessoa falecida. Amar não é reter. 4) Desconcertante perda de calor no relacionamento com outras pessoas. 2) Intensa preocupação com a imagem do falecido. quer mantendo-se alheio ou irritável e revoltado. 5) Perdas de padrões normais de conduta. de uma pessoa a qual muito se amava. mais uma . tomando-o mais forte à proporção que o enfraquece. Nem a perda da vitalidade. alheamento e uma desagradável falta de capacidade para iniciar ou manter padrões organizados de atividade. retiradas do "Manual de Psiquiatria" de Philip Solomon e Vemon Patch. Esse procedimento que envolve o guardar pertences do falecido e remoer suas memórias. no que gera uma necessidade de punição. que não se libera dos vínculos que o prendem ao lar e aos seus. surgindo ligeiros ecos em eventuais ocasiões. 3) Sentimento de culpa. à proporção que o tempo elastece. pois liberdade pressupõe respeito aos anseios que todos cultivamos.

gerada pela ameaça que paira sobre ele. gerando um quadro semelhante à obsessão comum. Mostrar que suas ideias são falsas. onde o indivíduo sonha possuir muito dinheiro ou sonha ser uma figura importante e respeitada. Podem igualmente associar. bem como nos delírios eróticos. pensa em mudar de sexo. fonte perene de paz e consolação. se o mesmo compreender que a conquista desta.vez o ensinamento espírita poderá erradicá-la pelo esclarecimento de que é portador e a prece de que é conselheiro.-se em conquistas amorosas. sendo extremamente difícil a persuasão do iludido sobre a falsidade que vive. são seus concorrentes que o perseguem. e a prece que traz a lembrança de Deus.-se à depressão. como tendência de transferirmos aos outros as causas dos nossos tropeços e de nossas quedas. é comum a ideia delirante. à sensação de culpa e à perda da auto-estima. Ajudêmo-lo com nossas preces e demais recursos do centro espírita. O portador da ideia paranóide vive sob constante tensão. Conversando com portadores de tal doença. O Espiritismo. por sermos alvos constantes de inimigos ocultos. quando habituais. doenças cerebrais e outras. Delírios 0 delírio apoia-se em uma falsa convicção daquilo que se está observando ou vivendo. na esquizofrenia e nos estados depressivos dos psicóticos. Existem ainda os delírios de grandeza. delineando um quadro onde a vida não vale mais a pena ser vivida. Se é negociante. de nada adiantam. Falta-lhe a paz que faculte uma descontração e relaxamento. firmando em nossa mente o estado de alerta. não dispensa o trabalho que traz esquecimento de si. seguido ou mesmo influenciado por mentes estranhas. podendo o mesmo tomar nossa participação como mais um agente do seu delírio. Todos temos ideias paranóides em certas ocasiões. através de argumentação e lógica dos fatos. As ideias paranóides podem estar inclusas em doenças tais como: esquizofrenia. de encontrar-se frente a frente com o seu inimigo. Ideias Paranóides Na ideia paranóide. muito lhe ajudará. este mesmo pode persegui-lo em tentações. Essas ideias passam a ser inoportunas. Se é político são seus adversários. degeneração senil. é comum o indivíduo sentir-se perseguido por alguém ou por grupos que querem prejudicá-lo. na . com tendência ao suicídio. incompatibilizando-se conosco. como doutrina propiciadora de paz. Os delírios podem apresentar-se junto às ideias paranóides. ou ainda ser um infiel enveredando. Se é religioso e acredita na existência do diabo. onde o indivíduo sente-se observado. Nos estados paranóides. O tipo de perseguição é determinado pelo aspecto social e cultural da pessoa. ou ser amado por uma estrela famosa. encarando com serenidade suas histórias. não devemos desacreditá-los em suas narrativas.

regressivo ou bizarro. hebefrênico (frívolo. as cenas podem ser amenas ou trágicas. isolado). e frequentemente alucinações e ideias delirantes. Na alucinação visual. sem contudo encontrar suporte para explicá-las. O texto acima foi extraído do Manual de Psiquiatria de Philip Solomon e Vemon Patch. qualquer um dos cinco sentidos pode estar envolvido como agente captador do estímulo. regressivo)". o que leva o indivíduo a interpretar erroneamente a realidade. Nesses instantes de sono parcial.certeza de que. levam a estados de alucinação que.. agindo separadamente ou em conjunto. pois o indivíduo durante o instante da alucinação está parcialmente ciente do seu ambiente. cessadas as causas. As alucinações diferem dos pesadelos e dos sonhos. O estado alucinatório cessa quando ele consegue mover algum músculo. isolamento prolongado e fome excessiva. céreo ou bizarro. humor e comportamento. o alucinado sente-se aterrorizado pois não pode mover-se. bem como a estafa física. excitado. inadequação e falta de harmonia entre pensamento e afetividade. semelhante ao desdobramento. embora indesejadas. delirante).. bem como na auditiva as vozes podem ser suaves ou agressivas. Os distúrbios do pensamento promovem alterações de conceitos. A Esquizofrenia MA esquizofrenia é a mais comum das doenças mentais e se caracteriza por distorção do senso de realidade. Uma consulta aos amigos espirituais pode ser de grande valia no diagnóstico em questão. ao cabo de alguns segundos. encaminhando-o à educação mediúnica. As alucinações são constantemente confundidas no centro espírita como fenômenos mediúnicos. simples (apático. Nos centros espíritas devemos ter o cuidado de não catalogar o alucinado como portador de mediunidade ostensiva. catatônico (mudo. Os psiquiatras definem a esquizofrenia como um grupo de desordens que se manifestam por distúrbios característicos do pensamento. Alucinações As alucinações são percepções sensoriais espontâneas. infantil. que vê e ouve cenas do mundo espiritual. psicoses várias. responder emocionalmente de maneira inadequada às situações vividas e à perda de empatia. havendo a sensação de que o transe durou horas ao retomar à realidade. a ajuda não tardará a amenizar o quadro. estuporoso. A ingestão de drogas. O comportamento pode ser de isolamento. sentidas como se originadas de fora. O esquizofrênico é portador de um conflito . igualmente cessam os efeitos. As mudanças de humor se caracterizam pelo fato de o indivíduo dar igual expressão a impulsos e sentimentos contraditórios e opostos. a necessidade e o merecimento. Na alucinação. adentrando o mundo real para todos nós. onde o alucinado é tido como médium deseducado ou obsedado. conforme a urgência. Os principais tipos são: paranóide (perseguido).

na criação de ideias. e como tal necessita urgente misericórdia e apressado amor. Com tal soma de decepções. provocados pelas transformações nocivas do quimismo cerebral. Passa então ao isolamento. pensamento e linguagem e nas funções de síntese que possibilitam ao indivíduo unir. onde as imagens e o sofrimento imprimiram em sua mente a perturbação geradora dos quadros esquizofrênicos. incompreensível e excessivamente fragmentado. intenção. quando intemamente movimentá-se em seu mundo irreal. frivolidade. Segundo BLEULER os sintomas fundamentais da esquizofrenia são: . . No pensamento predomina a desordem. criando um mundo só para si. é deixá-lo manco. Respostas emocionais inadequadas ao conteúdo do pensamento. redundando na perda da auto- -estima. isolamento e regressão. atitudes. impassibilidade até o embotamento afetivo. onde a deficiência ou anormalidade no funcionamento mental. o humor é geralmente inconsistente ou exagerado.intrapsíquico. no controle de impulsos. delírios ou alucinações. com ele relacionando-se através de processos internos. Participemos na obra assistencial ao irmão.Sentimentos. Enviá-lo ao psiquiatra somente. variando da indiferença. A criação desse mundo irreal é motivada pela sua não adaptação ao mundo real. Esse tipo de conflito leva ao enfraquecimento do ego. que fecha-se em mutismo externo. Os psiquiatras chamam a isso de autismo. Pensamento predominantemente subjetivo e endógeno. Retê-lo no centro apenas. constrição. organizar e formar configurações de suas vivências. Falta de sequência lógica de um pensamento para o outro. O indivíduo apresenta-se tão preocupado com suas fantasias. pessoa ou situação. a consciência e a realidade externa. para não gerar dependências nocivas a ambas as partes. para ele agressivo. desejos ou ideias contraditórias em relação a um dado objeto. sem ser o seu fiscal. Apenas ouvindo-o falar sobre o que ele acha importante para sua vida. percepção. na habilidade para estabelecer e manter relacionamento harmônico com outras pessoas. saído da zona purgatorial. cujas origens se prendem a nossos excessos e desregramentos. que pode regredir para níveis anteriores do funcionamento psíquico. é praticar meia caridade e a meia caridade é . Nesse caso. . A esquizofrenia é uma doença cármica. sem dirigi-lo. É um doente da alma e do corpo. sem contudo entrarmos em processo de socialização ostensiva com o mesmo. fortalecendo-o com o nosso apoio e vibração. pois corpo e alma estão doentes. o impede de solucionar os conflitos gerados pelos seus impulsos instintivos. certos de que estamos auxiliando a alguém desequilibrado em virtude de seus próprios débitos passados. Ao recebermos um desses irmãos no centro espírita. . as frustrações são inevitáveis. sem expor nossos pontos de vista. conversemos com ele. medicamentos de todos os males e curas. Nota-se o enfraquecimento na percepção com a realidade.

Recolhe-se então ao . debilitada auto-percepção e tendência em culpar aos outros pelo que faz de insucesso. sem sequência ou encadeamento lógico. a tristeza. seu comportamento caracteriza-se pela excitação.Nenhuma deterioração intelectual ou de personalidade. podendo envolver pessoas menos avisadas em empresas extravagantes. o paciente encontra-se alheio à realidade e a sua fala é incoerente. Quando o portador da PMD é do tipo maníaco. no qual o pensamento está em harmonia com o humor. Pode variar da excitação à depressão severa. fluência verbal e aumento da atividade motora.Fatores psicológicos desencadeantes. Arquiteta mil e um planos. No tipo delirante. mas planejadas com muitos detalhes lógicos. . sexo e demais atividades. Nesse caso. Psicose Maníaco-Depressiva A Psicose Maníaco-Depressiva (PMD) é caracterizada por distúrbios ostensivos do humor.A ocorrência de casos similares em familiares. humor instável. .indigna do centro espírita. pois não se reconhece doente nem necessitado de medicamentos. e quando adormece desperta breve. a perplexidade. segundo ele. desinibido e com traços de genialidade. morrer por exaustão. O paciente brinca arrebatadamente com bom humor desenfreado até que a frustração o contenha. Sua atividade apesar de ser ininterrupta é desordenada e sem propósito. Ciência e religião. Ele é excessivamente alegre. eufórico. perdeu no sono. caso não haja tratamento. advindo-lhe daí a intensa melancolia aliada à cólera dirigida contra si próprio. a ausência da auto-crítica. Essa é a exata medida do atendimento integral. Um outro tipo grave da PMD é a do tipo depressivo. Na depressão o diagnóstico das PMD toma como base para afirmar-se presente os seguintes fatos: . Perde a esperança e a confiança em si e na vida. . Acompanha-o nesse quadro. Caracteriza-o o desânimo. motivada pela sua incessante atividade mental e motora que lhe nega o sono. a agitação.Crises bem definidas. tomando-o à conta de inútil em uma existência inútil. Caracteriza-se pela fluência de fala e aumento da atividade motora na excitação e tristeza e diminuição de apetites relacionados com alimentos. dominando a mente e o comportamento do paciente. pode ocorrer a presença de alucinações e delírios. irrelevantes ou insuficientes para justificarem o grau da doença. sono. .Um distúrbio físico nítido e marcante do afeto. Fazê-lo entender que está enfermo e submetê-lo a tratamento é dificultoso. no que ele toma-se irritável. tomando-o perigoso. a fuga de ideias. o paciente apresenta-se deprimido e retardado em seu pensamento e suas ações. podendo inclusive. o desespero e o desamparo. ansioso por recuperar o tempo que. para ele todos infalíveis. violento e agressivo. Já no tipo delirante. Esse dinamismo exagerado acaba por levar-lhe a uma exaustão física.

a chama luminosa da fé. regadas a suor e sacrifícios. amigos e das atividades habituais. desolados. Viver e se necessário. sementes selecionadas. Tem . A depressão. como tratamento complementar ao tratamento psiquiátrico. Estimular na conversação o otimismo. a receita para todos os males do corpo e da alma. Eis então. Sustentar que nenhum milagre existe que não seja consubstanciado através de esforço e da busca exaustiva. adicionando-se ao combustível da ação. exercendo-as sob intensa supervisão. 2) Aqueles que são idosos. esse tipo de paciente possui uma paralisia da vontade. visto que o mesmo condenara-se à clausura. objetivando adentrar o mundo isolado em que aquele se encontra. caracterizando a perda da auto-estima e a sensação de que a vida perdeu todos os seus atrativos. desligando-se da família. adaptação. até sofrer por amor a Jesus Cristo. O Suicídio Nem todas as tentativas de suicídio são movidas por processos obsessivos. E então alguém que procura anular-se fugindo de si. Schneidman e Farberow classificaram os suicidas em quatro tipos gerais: 1) Aqueles que acreditam que o suicídio seja uma transição para uma vida melhor. apontando a oração como tônico fortalecedor do seu ego e revitalizador da esperança. a fé em Jesus. Fazê-lo optar acertada-mente pelo arado. a confiança. pois é quase sempre assim a difícil caminhada do seguidor do Cristo no mundo. no que materializamos o trabalho. procurando a longo prazo auxiliá-lo na percepção. e a esperar no futuro a resposta da vida através do tempo que tudo acomoda em seus lugares verdadeiros. Apesar de estar com a memória e a orientação intactas. ou doentes e que consideram o suicídio uma libertação. a psicose atuai ou passada. Dorme pouco e em muitos casos existe a possibilidade de suicídio. 3) Aqueles que são psicóticos e se matam em resposta à alucinações e delírios. estabelecer e manter um relacionamento confiante. principalmente quando o desespero e o pessimismo tomam vigor e sobressaem-se como variáveis dominantes do quadro. O suicídio não é fruto de uma deliberação e de uma execução instantâneas. mas sempre defrontado consigo mesmo. Fazê-lo ver que o problema da doença é sempre grave. quando o doente é o grave problema. ou maneira de salvar a sua reputação. interpretação e movimentação do mundo real. o atendente do centro espírita deverá. No portador da PMD. 4) Aqueles que se matam por despeito: os outros sofrerão com isso e eles de algum modo presenciarão este sofrimento. e apontar terrenos férteis. dificultando a realização de atividades simples como levantar-se ou trocar de roupas. senha e passaporte para a libertação. em contraposição à ociosidade mental. são fatores desencadeantes do suicídio.seu interior.

mostrando-lhes as outras noventa e nove portas abertas. a morte perde o seu significado doloroso de aniquilamento. onde a falta de fé. a chuva e o sol não discriminam em suas funções. preferimos as perdas espirituais. de poder.a sua bistória anterior. é impulsivo e desconfiado. tais como perda da saúde. o amor que salva. Mencionemos ainda. de dinheiro. Como não somos educados para as perdas materiais. assim como Deus movimenta estrelas e quasares. sono e atividade. de status. que redime e afasta da morte. Estejamos atentos no centro espírita para com esses irmãos de infortúnio. de independência. quando temperado no aço da esperança e no diamante da fé.Quando psicótico. a verdade e a vida? Busquêmo-lo. * Perdas dos quatro apetites: fome. Deixem-se consumir pelo amor.. Não nos disse Jesus que veio para que todos tivéssemos vida? Não é ele o caminho. * Desejo de auto-punição. Amemos a vida. o paciente é considerado em risco grave de suicídio nos casos abaixo: .Quando afirma repetidamente que prefere estar morto. perguntando: de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma? Podemos considerar o suicídio como resultado final de progressivo fracasso na adaptação com a vida. quando afirmava: "A verdadeira religião é amar a vida. apresentando medo ou pânico. a importância de doarem suas vidas. Com Jesus. de pessoas amadas.Quando depressivo e portador dos seguintes sintomas: * Culpa em relação a mortes de pessoas amadas. a sensação de inutilidade e a falência do instinto de conservação e sobrevivência são predominantes. que nos são geralmente desconhecidas e de cobranças posteriores. de dignidade. . Lembremos a esses irmãos que já não querem mais viver. * Sentimento de perda do valor pessoal e de desespero. ." Conclusão Assim como a primavera nunca desaponta os passarinhos. * Agitação e ansiedade exageradas. altíssimo investimento que jamais pode ser desprezado. sexo. . que facultá o crescimento das emoções positivas. . Nesse estado. e reveste-se de alvorada límpida de reencontros e realizações. Jesus já advertia aos que detinham valores. cujo pensamento ingênuo e egoísta procurava retê-los. geralmente ligada a perdas graves. ou ouvindo vozes que lhe ordenam suicidar-se. doando-se a outros irmãos que padecem mais que eles.etc. quando ele apenas enxerga a única fechada. que o corpo é instrumento divino. Pensemos como Albert Schwitzer. cientes de que ela é a mais alta manifestação de Deus entre nós. de beleza.. * Isolamento e melancolia.

. tal como a paz. Bahia: Alvorada. Rio: FEB.o trabalho desobsessivo embasado no amor e na persistência mobiliza as forças do bem gerando a luz. A prece.A Gênese. . o amor. V. no entanto. embora dela procure isolar-se através de máscaras e antíparos.Árdua Ascensão. o esforço contínuo são pré-requisitos da ação desobsessiva. o passe. pois. Vigiar amando e orar servindo são antídotos valiosos contra qualquer tipo de obsessão.-se da luz divina. Bibliografia Hugo. pois sua meta é invariavelmente a supremacia da razão. Alvorada.Párias em Redenção.. Hugo. pois ninguém. O obsessor. A. V. ausenta. V.. isso é inegável. forçando o recolhimento de valores garimpados sob toneladas de cascalhos. Trabalhemos pois na erradicação do ódio. Nele a dor generaliza-se como reação de cada ação dos envolvidos e passa a ser o resumo das atitudes vivenciadas. 1985. 1975. 1981. . o esclarecimento. sem medir esforços e os mensageiros espirituais responderão com a assistência necessária e a medicação precisa. Quando alguém quebra as algemas que para si foijara. cicatriza. mas que também lapida. Vigiai e orai é o conselho maior. mesmo que legiões do mal tentem bloqueá-lo com paredões de ódio e trevas. sutura. posto que. na paz ou na guerra. o sentido Deus-Espírito em qualquer ponto da trajetória evolutiva é canal livre e navegável pelas forças superiores. ferindo e ferindo-se. Em casos tais a dor é sempre mestra e o sofrimento a sua invariável lição. E o processo obsessivo escolha infeliz de quem o pratica e remédio amargo a quem se aplica. queima. Estamos imersos em Deus. Gira em círculo no restrito espaço de sua monoideia com imensa dificuldade na locomoção e na visão. .Calvário de Libertação: Bahia. o preço da luz acesa é a constante doação do combustível que a alimenta. instrumentos que o tempo a dor desgastam e destroem. 1971. que a princípio embrutece. É portanto inútil bloquear-se para Deus. fustigando para o alto. crentes que seremos em tudo assistidos quando por nossa luz assistirmos aos nossos irmãos. Sejamos valentes mas dóceis nesta luta. ela nunca comparece sem ser chamada. Rio: FEB. sofrendo e provocando sofrimento. Kardec. agride. a liberdade não se afigura como o mais preciso dos bens? O diamante encontrado abaixo de montanhas removidas a suor e lágrimas não é o mais belo entre muitos outros? A dor é assídua nos processos obsessivos. na semi loucura que é tomar a vingança como diretriz de sua vida. Assim é. Hugo. cauteriza. esquecido dessa realidade procura fugir da luz divina refúgiando-se na penumbra devassável pelo amor vigilante do bem. .

Kardec. A. Rio: FEB.Paineis da Obsessão. . Bahia: Alvorada. 1978. . . 1975.e Patch. Pereira.P. Rio: LAKE.Grilhões Partidos. A . Miranda. .Manual de Psiquiatria. Miranda.Nas Fronteiras da Loucura. Kardec. . 1975. 1984. - Dramas da Obsessão. 1982. 1980. Rio: LAKE.P.Kardec. V. Miranda. . M.O Livro dos Espíritos. Bahia: Alvorada. Solomon. M. M. A. 1985.P. 1976. Bahia: Alvorada. São Paulo: Atheneu. A. P. . Y. Rio: FEB.O Evangelho Segundo o Espiritismo.O Livro dos Médiuns.