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5244 Diário da República, 1.ª série — N.

º 168 — 31 de agosto de 2017

c) Articular a sua atividade com os restantes órgãos de CAPÍTULO IV
direção do estabelecimento ou serviço;
d) Supervisionar as funções de coordenação, desig- Disposições finais
nadamente, procedendo à avaliação do desempenho dos
coordenadores; Artigo 18.º
e) Exercer as demais competência que por lei lhe sejam Regime transitório
atribuídas ou que lhe sejam delegadas.
Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo 14.º, bem
Artigo 14.º como no artigo 17.º, enquanto não forem outorgados os
instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho ali
Recrutamento mencionados, os requisitos e a tramitação do procedi-
1 — O recrutamento para os postos de trabalho sujeitos mento concursal, bem como o sistema de avaliação do
ao regime do Código do Trabalho, no âmbito da carreira desempenho, dos trabalhadores a integrar ou integrados
de técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica, na carreira criada pelo presente decreto-lei, ficam sujeitos
incluindo a mudança para categorias superiores, é feito ao correspondente regime vigente para os trabalhadores
mediante procedimento concursal com observância do em regime de contrato de trabalho em funções públicas,
disposto no artigo 7.º do presente decreto-lei. inseridos na carreira especial de técnico superior das áreas
2 — Os requisitos e a tramitação do procedimento de diagnóstico e terapêutica.
concursal previsto no número anterior são regulados por
instrumento de regulamentação coletiva de trabalho. Artigo 19.º
Entrada em vigor
Artigo 15.º
O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte
Formação profissional ao da sua publicação.
1 — A formação dos trabalhadores integrados na carreira Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de
de técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica, julho de 2017. — Augusto Ernesto Santos Silva — Mário
assume caráter de continuidade e prossegue objetivos de José Gomes de Freitas Centeno — Manuel Martins dos
desenvolvimento, aperfeiçoamento ou atualização técnica Santos Delgado.
e científica, no âmbito das respetivas funções, ou na área
da gestão, bem como de desenvolvimento de projetos de Promulgado em 28 de julho de 2017.
investigação. Publique-se.
2 — A frequência de ações de formação profissional
pode ser autorizada, pelo respetivo órgão máximo de O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA.
gestão, mediante licença sem perda de remuneração, Referendado em 31 de julho de 2017.
por um período não superior a 15 dias úteis por ano,
nos termos a definir em instrumento de regulamentação Pelo Primeiro-Ministro, Augusto Ernesto Santos Silva,
coletiva. Ministro dos Negócios Estrangeiros.
3 — O membro do Governo responsável pela área da
saúde pode atribuir a licença prevista no número anterior, Decreto-Lei n.º 111/2017
com faculdade de delegação, por um período superior a de 31 de agosto
15 dias úteis, desde que a proposta apresentada pelo res-
petivo órgão máximo de gestão se encontre devidamente O processo de revisão de carreiras especiais da saúde
fundamentada e a formação se revista de interesse para constitui uma necessidade no quadro mais amplo da
os serviços. reforma da Administração Pública, impondo-se que seja
juridicamente enquadrado pelo disposto na Lei Geral
do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada
CAPÍTULO III em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, alterada
Remunerações pelas Leis n.os 84/2015, de 7 de agosto, 18/2016, de 20
de junho, 42/2016, de 28 de dezembro, e 25/2017, de
Artigo 16.º 30 de maio.
De acordo com o disposto no artigo 84.º da LTFP, só
Remunerações e posições remuneratórias podem ser criadas carreiras especiais quando, cumulati-
As posições remuneratórias e as remunerações dos tra- vamente, os respetivos conteúdos funcionais não possam
balhadores integrados na carreira de técnico superior das ser absorvidos pelos conteúdos funcionais das carreiras
áreas de diagnóstico e terapêutica são fixadas em instru- gerais consagradas na lei.
mento de regulamentação coletiva de trabalho A carreira de técnico de diagnóstico e terapêutica,
cujo estatuto legal consta, atualmente, do Decreto-Lei
Artigo 17.º n.º 564/99, de 21 de dezembro, que, por sua vez, observa o
diploma que regulamenta as profissões técnicas de diagnós-
Avaliação do desempenho
tico e terapêutica, ou seja, o Decreto-Lei n.º 320/99, de 11
A avaliação de desempenho dos trabalhadores integra- de agosto, foi criada como um corpo especial, e preenche
dos na carreira de técnico superior das áreas de diagnóstico todas as condições exigidas pelo citado artigo.
e terapêutica rege-se por sistema de avaliação adaptado do O atual contexto de exercício profissional da carreira de
SIADAP, a aprovar por instrumento de regulamentação técnico de diagnóstico e terapêutica, resultante da evolução
coletiva de trabalho. académica, científica e tecnológica, requer a atualização

tendo em vista a proteção. sem prejuízo do disposto nos números seguintes. e em cumprimento do disposto no artigo 101. saúde que envolvam o exercício de atividades técni- dimentos concursais.º seu trabalho. o exercício de funções no âmbito da carreira especial de Em termos de estrutura. docência e investigação. nomeadamente. serviços e Grau de complexidade funcional estabelecimentos de saúde emitindo pareceres. ditorias clínicas e de investigação para o desenvolvimento ciados de desempenho e tem por base a prévia aquisição da prática profissional e da sua base científica.º 35/2014. de 20 de junho. e sem prejuízo da intercomplementaridade.º saúde. anterior. respetivas designações.º 35/2014. b) Validar. os Âmbito trabalhadores integrados na carreira especial de TSDT devem: O presente decreto-lei aplica-se aos trabalhadores in- tegrados na carreira especial de TSDT cujo vínculo de a) Atuar em conformidade com a informação clínica. das com plena responsabilidade profissional e autonomia vada em anexo à Lei n. Leis n. e os requisitos obtenção do título profissional exigido para o seu exercício. identificação. 1. de competências e conhecimentos científicos e técnicos. Artigo 1.Diário da República. cabendo-lhes conceber. pamentos e infraestruturas na área da respetiva profissão. da terapia e reabilitação. do tratamento. da reguladas em diplomas próprios. hospitalar. de 20 de junho. de 28 de dezembro. cas de diagnóstico e terapêutica.ª série — N. de 20 de funcional com os outros profissionais de saúde também junho. os trabalhadores integrados na carreira de TSDT Disposições gerais devem sempre fazer referência ao título detido. com o objetivo da promoção da CAPÍTULO II saúde.º 35/2014.º pública. de 30 de integrados em equipas multidisciplinares. continuados e pa- da Constituição. diagnóstico e processo de investigação ou em funções públicas. doentes ou saudá- Artigo 4. planear.º veis. e 25/2017. da visão. da Regime da carreira reabilitação e da reinserção. alterada técnico-científica. ponderar e avaliar criticamente o resultado do Artigo 3. alterada pelas da saúde pública. em termos de com as qualificações detidas e profissão exercida. da ortoprotesia e anexo à Lei n. podendo. do diagnóstico. aplicar. cuidados de saúde primários. n. dimensão e especificidade. . apro. quer à avaliação do desempenho.os 84/2015. saúde de junho. e nos termos da alínea a) do n.º Objeto Perfil profissional O presente decreto-lei estabelece o regime legal da car. da saúde oral. as quais devem ser exerci- pela Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas. 42/2016. de 30 de maio. imagem médica e da radioterapia. doravante designada TSDT. prevê-se a carreira como pluri. TSDT depende da posse de título profissional emitido pela categorial. assumindo a responsabilidade pelos cuidados de saúde prestados.º da Lei 5 — Sem prejuízo do disposto nos números anteriores. de 20 de junho. quer em contexto académico. no futuro. de habilitação profissional.º 1 do artigo 42. da farmácia. a aprovar no prazo de 90 dias após a entrada em No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido vigor do presente decreto-lei. de 27 de fevereiro. da Geral do Trabalho em Funções Públicas. 18/2016.º da Lei n. maio. lham a exigência de uma experiência mínima de exercício 3 — Integram a carreira especial de TSDT os traba- de funções nas categorias inferiores. 1 — O perfil profissional das profissões integradas na reira especial de técnico superior das áreas de diagnóstico carreira especial de TSDT é o legalmente fixado para a e terapêutica. organizar. mantido em vigor pela a carreira de TSDT organiza-se por áreas da prestação alínea c) do n. e assessorar as instituições. emprego público seja constituído por contrato de trabalho pré-diagnóstico. e 25/2017. de 20 de cuidados de saúde. complexidade funcional. de acordo A carreira especial de TSDT é classificada. Exercício profissional d) Assumir responsabilidades de gestão e promover o 1 — A qualificação dos trabalhadores integrados na desenvolvimento profissional. entidade competente. vir a ser integradas outras áreas. melhora ou manutenção do seu estado e nível de saúde. como uma carreira de grau 3. conjunto de indivíduos ou grupos populacionais. lhadores cujas funções correspondam a profissões de As matérias atinentes. da fisiologia clínica Foram observados os procedimentos previstos na Lei e dos biossinais. designadamente rela- pela sua importância. 18/2016. c) Prestar cuidados e intervir sobre indivíduos. avaliar e validar o processo de trabalho no âmbito da respetiva profissão. de 28 de dezembro. sem prejuízo da intercomplementaridade pelas Leis n. 2 — No âmbito do desenvolvimento dos cuidados de Artigo 2. de 7 de agosto.º 1 do artigo 198. e respetiva caracterização. serão cionadas com as ciências biomédicas laboratoriais.º Artigo 5. quer profissional. aprovada em audição. e) Participar em processos de licenciamento de equi- obtidos. 4 — A identificação das profissões referidas no número 42/2016.os 84/2015. consta de diploma Assim: próprio. uma vez que os conteúdos funcionais aconse.º 12-A/2008. o Governo decreta o seguinte: liativos. CAPÍTULO I 6 — No exercício e publicitação da sua atividade pro- fissional. de 7 de agosto. bem como participar em au- carreira especial de TSDT é estruturada em níveis diferen.º 168 — 31 de agosto de 2017 5245 de perfis de competências e de conteúdos funcionais e 2 — Além do nível habilitacional legalmente exigido. da prevenção. quer à tramitação dos proce.

cura e reabilitação. tendo em conta os conhecimentos científicos e que consubstancie desempenho positivo. à manutenção. planear e recolher os meios e prestar os pêutica. estrutura-se nas seguintes categorias: designadamente: a) Técnico superior das áreas de diagnóstico e tera. através de métodos e técnicas apropria- das. superior das áreas de diagnóstico e terapêutica especialista.º aperfeiçoamento do seu desempenho.º da categoria de técnico superior das áreas de diagnóstico Deveres funcionais e terapêutica especialista. com cumprimento do Sistema de Saúde. P. e diagnóstico ao seu dispor. de entre técnicos superiores das áreas de diagnóstico e c) Guardar sigilo profissional. o trabalhador inte. nidade. na interesses dos utentes e da comunidade no âmbito da or. rea- estabelecimento de saúde. b) Assegurar. fissional. categoria e da estrutura orgânica do respetivo serviço ou designadamente. necessários ao correto 3 — A previsão anual do número de postos de trabalho exercício das suas funções. nos termos da legislação aplicável. com sujeição ao sigilo pro- no mapa de pessoal do correspondente serviço ou estabe. e sem pre. o diagnóstico. promovendo a circulação de infor- é determinada em função do conteúdo funcional daquela mação. processo de prevenção.º 2 do artigo 4. de entre os detentores. 1. referente à categoria de técnico superior c) Preparar e esclarecer o doente ou o utente para a das áreas de diagnóstico e terapêutica especialista. dos deveres éticos e princípios deontológicos a que estão obrigados pelo respetivo título profissional. da Administração Pública e da saúde. bem como a qualidade e a eficiência dos serviços. da categoria de técnico superior das áreas de diagnóstico d) Aceder aos dados clínicos e outros relativos aos e terapêutica. a) Conceber. sob proposta juízo do conteúdo funcional da respetiva categoria. profissão correspondente. . é execução dos exames ou intervenção. colaborar em atividades de formação e de estabelecimento de saúde. terapêutica que detenham.5246 Diário da República. tica especialista principal. por forma a garantir a eficácia e efetividade número total de postos de trabalho correspondentes aos daqueles. serviços e cuidados de saúde necessários à prevenção da b) Técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêu. f) Fazer uso racional e diligente dos meios de tratamento com avaliação que consubstancie desempenho positivo. do título profissional previsto ganização das unidades e serviços. g) Atualizar conhecimentos e competências. no n. Conteúdo funcional da categoria de técnico superior Artigo 7. defesa e promoção da saúde e do tica especialista. doença.º 2 — No exercício da sua profissão. exercem a sua profissão interessado e parecer favorável da Administração Central com respeito pela respetiva legis artis. no mínimo. referente à categoria de técnico superior das e) Desenvolver métodos de trabalho com vista à melhor áreas de diagnóstico e terapêutica especialista principal. na pers- petiva de desenvolvimento pessoal e profissional e de Artigo 9. os níveis de qualidade exigidos ao exercício da atividade. não podendo exceder 30 % do desenvolvimento profissional contínuo dos profissionais número total de postos de trabalho correspondentes aos em exercício de funções. incumbindo-lhe.º das áreas de diagnóstico e terapêutica Estrutura da carreira O técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica desenvolve o conteúdo funcional inerente às qualificações 1 — A carreira especial de TSDT é pluricategorial e e competências da respetiva profissão. área de fundamentada do serviço ou estabelecimento de saúde exercício profissional e profissão. Artigo 8. utilização dos meios.º b) Informar devidamente o utente. se as coor. 3 — No recrutamento para integração na categoria de e) Participar em equipas multidisciplinares e. Condições de admissão grado na carreira especial de TSDT está ainda sujeito ao cumprimento dos seguintes deveres funcionais: 1 — O recrutamento para integração na carreira especial de TSDT faz-se na categoria de técnico superior das áreas a) Contribuir para a proteção da saúde e defesa dos de diagnóstico e terapêutica. para além dos deveres gerais estabelecidos para membros do Governo responsáveis pelas áreas das finan- os trabalhadores que exercem funções públicas. seis anos prestação de cuidados e a efetiva articulação de todos os de experiência efetiva de funções na categoria de técnico profissionais envolvidos.ª série — N. não podendo exceder 50 % do bilitação. o tratamento e reabilitação do doente. no mínimo. seis anos de expe- d) Adequar a sua atuação às necessidades de saúde das riência efetiva de funções na categoria e com avaliação pessoas. belecimento. bem-estar e qualidade de vida do indivíduo e da comu- c) Técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêu. I. 2 — A previsão anual do número de postos de trabalho procurando obter a participação esclarecida deste no seu no mapa de pessoal do correspondente serviço ou esta. 4 — As percentagens máximas referidas nos números 1 — Os trabalhadores integrados na carreira especial anteriores podem ser ultrapassadas mediante despacho dos de TSDT. ças. assegurando a sua determinada em função do conteúdo funcional daquela vigilância durante os mesmos. lecimento. bem como no decurso categoria e da estrutura orgânica do respetivo serviço ou do respetivo processo de diagnóstico. técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica denar. com vista à obtenção 2 — O recrutamento para a categoria de técnico superior do consentimento informado sobre os cuidados prestados. assegurar a continuidade e garantia da qualidade da especialista principal são exigidos.º 168 — 31 de agosto de 2017 Artigo 6. utentes que lhe forem confiados. tratamento. das áreas de diagnóstico e terapêutica especialista faz-se bem como os seus acompanhantes.

de qualidade. 1 — As funções de coordenação visam proporcionar a grado.º situações excecionais. nistração de serviços de saúde ou comprovada experiência pêutica especialista: nessas áreas. Artigo 12. coordenar. adaptação. investigação.Diário da República. pelo respetivo conselho compete ainda ao técnico superior das áreas de diagnóstico diretivo. de acordo c) Planear. respetivo órgão máximo de gestão. do respetivo serviço. no mesmo serviço ou departamento. e exercer funções de asses. em matéria da sua profissão. conceber. desenvolver e avaliar com os objetivos definidos.º 168 — 31 de agosto de 2017 5247 f) Conceber. nal. enquadrando-os termos do n. nistração de serviços de saúde ou comprovada experiência fissionais respetivas. detentor de categoria mais elevada. ser agregadas mais do que uma área profissional. nos -científicos. mediante designação do comissões de análise e escolha. respetiva profissão. e terapêutica especialista principal: 8 — Ao coordenador compete. de diagnóstico e terapêutica especialistas principais ou j) Colaborar no processo de desenvolvimento de com. e a que seja relevante para os sistemas de informação eficiência e a rentabilização da atividade profissional dos institucionais na área da saúde. atividade ou qualidade da equipa em que está inte. institucio- de atividades do respetivo serviço. assegurando a aplicação de projetos de estudo. à distribuição do respetivo trabalho. das áreas de diagnóstico e terapêutica especialista principal 7 — Nas Administrações Regionais de Saúde. em particular dos que exercem funções equipa. podem. 5 — Só há lugar ao exercício de funções de coor- d) Integrar comissões especializadas. d) Coordenar. enquadrando-os na organização e planificação com os objetivos da instituição. dentro da sua área de anos. inovação e sustentabilidade. correspondente. previamente. firme que continua a não existir nenhum técnico que. nessas áreas.º tamento e análise de informação relativa ao exercício das Coordenação suas funções. as fun- Para além das funções inerentes às categorias de técnico ções de coordenação são asseguradas por técnicos supe- superior das áreas de diagnóstico e terapêutica e de técnico riores das áreas de diagnóstico e terapêutica. superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica na res- soria e de consultoria em matérias relativas à respetiva petiva profissão. recolher. . controlo e avaliação mação e de desenvolvimento profissional contínuo dos periódica do exercício e atividades dos técnicos supe- técnicos superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica riores das áreas de diagnóstico e terapêutica da respetiva da sua profissão. pelo menos. designadamente em caso de ine- Conteúdo funcional da categoria de técnico superior xistência de técnicos que reúnam as condições ali fixa- das áreas de diagnóstico e terapêutica especialista das. promover ou apoiar a concretização de d) Colaborar na elaboração dos relatórios e programas projetos de desenvolvimento técnico-científico. renováveis. superior das áreas de diagnóstico e terapêutica especialista. anterior só pode ocorrer desde que. registar e efetuar o tra. incluindo a que caracteriza o nível de pro- dução. Conteúdo funcional da categoria de técnico superior em função da respetiva afinidade. nomeadamente: a) Assumir a responsabilidade pelas atividades de for. 6 — Nos casos em que a regra de densidade fixada no número anterior não se mostre preenchida. em Artigo 10. 3 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. b) Definir e desenvolver padrões e métodos de trabalho 4 — A renovação da designação para o exercício das e de boas práticas de acordo com o estado da arte da sua funções de coordenação nos termos previstos no número área profissional. a) Proceder ao planeamento. pode ser designado para o exercício de funções de coordenação o técnico superior das áreas de diagnóstico Para além do conteúdo funcional da categoria de técnico e terapêutica. profissão. especialistas. pelo período de três i) Integrar júris de concursos. e) Proceder à seleção. para Artigo 11. planear.º 2. e não prejudicam as competências próprias da estrutura h) Assegurar o aprovisionamento e manutenção dos hierárquica.º efeitos de designação para o exercício de funções de coor- denação. quatro técnicos abrangência multidisciplinar. habilitados com formação em gestão e admi- petências de estudantes do ensino superior das áreas pro. prefe- superior das áreas de diagnóstico e terapêutica. c) Assegurar a coordenação técnica da equipa. participando 2 — As funções de coordenação são exercidas em re- no planeamento das necessidades e integrando as respetivas gime de comissão de serviço.ª série — N. designados. materiais e equipamentos com que trabalha. se con- c) Colaborar na elaboração de pareceres técnico. compete rencialmente habilitado com formação em gestão e admi- ainda ao técnico superior das áreas de diagnóstico e tera. de entre técnicos superiores das áreas atividade. técnicos superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica g) Participar e promover ações que visem articular as na prestação dos cuidados de saúde em interligação com os diferentes redes e níveis de serviços e/ou cuidados de restantes profissionais que compõem as equipas de saúde saúde. inovação no âmbito da padrões de qualidade nos cuidados de saúde prestados. 1. controlo e avaliação e) Elaborar os horários e os planos de trabalho e de férias de metodologias de trabalho no âmbito das tecnologias da dos membros da equipa que coordena bem como proceder saúde e em fase de experimentação. em conjunto com a mesma e em articulação profissão. incluindo de denação quando existam. nos termos dos números anteriores. desde que detenha um mínimo de quatro a) Prestar cuidados de saúde especializados que exijam anos de exercício efetivo de funções na área profissional um nível diferenciado de experiência profissional. reúna as condições para o efeito. na organização e planificação do respetivo serviço. b) Contribuir para a definição dos objetivos da equipa b) Emitir pareceres técnico-científicos em matéria da sua que coordena.

na parte que respeite aos técnicos superiores de pelo técnico coordenador outros técnicos para o exercício diagnóstico e terapêutica. com funções de apoio mudança para categorias superiores. 2 — Considera-se cumprido o período experimental a que se refere o número anterior sempre que o contrato por 2 — O conselho técnico integra todos os coordenadores tempo indeterminado tenha sido imediatamente precedido designados nos termos do disposto no artigo anterior. nomeadamente sobre a formação pré e pós. técnico. mediante emissão de normas técnicas.ª série — N. um técnico superior diretor. da constituição de um vínculo. e por forma a garantir que todas as profissões sido igual ou superior ao prazo acima estabelecido. incluindo a ser constituído um conselho técnico. detentor da categoria mais elevada. sendo a respetiva remuneração definida no e) Exercer as demais competências que por lei lhe sejam diploma que venha a estabelecer o regime remuneratório. sobre a mesma. 2 — Para os efeitos previstos no número anterior. 10 anos de exercício profissional. da qualidade. de funções de subcoordenação.5248 Diário da República. em caso de empate. aperfeiçoamento ou atualização técnica e científica no âmbito das respetivas 1 — Nos serviços e estabelecimentos de saúde onde. o conselho técnico integra ainda um técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêu. por um respetiva remuneração definida no diploma que venha a período não superior a 15 dias úteis por ano. . por inerência. sendo a tão. nos funções. pelo período de três pode ser autorizada pelo respetivo órgão máximo de ges- anos. 1. no prazo de 90 dias nadamente. pelo menos.º -graduada. 3 — O técnico superior diretor é. bem como de desenvolvi- termos do disposto no artigo anterior. 2 — A frequência de ações de formação profissional em regime de comissão de serviço. cuja duração tenha profissional. efetua-se mediante ao órgão máximo de gestão do respetivo órgão ou serviço.º reira especial de TSDT assume carácter de continuidade e Técnico superior diretor prossegue objetivos de desenvolvimento.º Artigo 15. c) Assegurar as funções de conselho coordenador da Período experimental avaliação. b) Dar parecer sobre matérias relativas às profissões representadas. certo ou incerto. podem ser designados exercício. de técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica. definir em instrumento de regulamentação coletiva. deve ser designado pelo órgão máximo de gestão. ou na área da gestão. ao qual compete: 2 — Os requisitos e a tramitação do procedimento concursal previsto no número anterior são aprovados por a) Promover a articulação e a harmonização do exercício portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas profissional das diversas profissões representadas. da Administração Pública e da saúde. por cada uma das Formação profissional profissões não abrangidas no número anterior. em idêntico posto de trabalho. desig- nos números anteriores não impede a manutenção da ati.º tica.º Conselho técnico Recrutamento 1 — Nos serviços e estabelecimentos com. exista um conselho mento de projetos de investigação. pelo menos. procedimento concursal. mas prevalece coordenadores. da equipa. bem como nos casos em que a designação funções na correspondente profissão. o planeamento e o controlo sidente do conselho técnico. propondo as medidas adequadas à técnico a designar como técnico superior diretor deve ter. 4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. estejam representadas. tituem ainda competência do técnico superior diretor: bem como o plano de atividades para o ano seguinte. 1 — A formação dos trabalhadores integrados na car- Artigo 14. pre- h) Assegurar a avaliação. dos recursos materiais necessários ao exercício de funções voto de qualidade. a dimensão ou a b) Participar na elaboração do plano e do relatório de natureza do serviço o justifique. Artigo 13. o cionamento da equipa. Artigo 16. procedendo à avaliação do desempenho dos vidade da prestação de cuidados de saúde. superiormente. nos quais o primeiro pode c) Articular a sua atividade com os restantes órgãos de delegar qualquer uma das suas competências. esclarecimentos a solicitação do órgão dirigente máximo dos serviços. renováveis. mediante licença sem perda de remuneração. nadamente. preferencialmente. Artigo 17. nos termos a estabelecer o regime remuneratório. formação na área da gestão e contar g) Participar em processos de acreditação e controlo com. 10 — O exercício das funções de coordenação referidas d) Supervisionar as funções de coordenação. da a) Emitir pareceres técnicos e prestar informações e respetiva equipa. 9 — Nos casos em que a estrutura.º 168 — 31 de agosto de 2017 f) Reportar. cons- i) Elaborar o relatório de atividades do ano anterior. desig. na modalidade de contrato 3 — Sempre que em determinada profissão não exista a termo resolutivo. no mesmo órgão ou deste tenha resultado da agregação de mais do que uma área serviço. respetiva resolução. para o exercício de coordenador. 1 — O recrutamento para os postos de trabalho cor- três profissões das áreas de diagnóstico e terapêutica deve respondentes à carreira especial de TSDT. atribuídas ou que lhe sejam delegadas. tendo. carências ao nível do fun. em termos a definir no diploma que adapte o 1 — O período experimental dos contratos de trabalho Sistema Integrado de Gestão e Avaliação de Desempenho em funções públicas por tempo indeterminado tem a du- na Administração Pública (SIADAP) à carreira especial ração de 90 dias. após a entrada em vigor do presente decreto-lei. direção do estabelecimento ou serviço.

de 28 de dezembro. de 20 de junho. CAPÍTULO IV Da avaliação do desempenho Artigo 22. com as necessárias adaptações.º Norma transitória Remunerações Sem prejuízo do disposto no artigo 12. de 27 de fevereiro. Augusto Ernesto Santos Silva. até à regulação das matérias que nos termos previstos no pre- dos na carreira especial de TSDT rege-se por sistema de sente decreto-lei careçam de regulamentação.º 564/99. decreto-lei. a aprovar por portaria aplicar-se. Ministro dos Negócios Estrangeiros. a entrada em vigor do presente diploma não A determinação do número de posições remuneratórias e prejudica as designações ou indigitações para o exercício a identificação dos respetivos níveis remuneratórios faz-se das funções de coordenação. A avaliação de desempenho dos trabalhadores integra. com faculdade de delegação. do Decreto-Lei n. Artigo 20.º Entrada em vigor Transição para a nova carreira 1 — É extinta a carreira de técnico de diagnóstico e O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. 1.º 564/99. em matéria de tramitação dos procedimen- tos de recrutamento e seleção.º da Lei n.º Artigo 18. de 20 de junho. desde que a proposta apresentada pelo res. e 25/2017.º Artigo 23. e continuando sujeitos ao mesmo SOUSA. 3 — O disposto no número anterior abrange todos os Referendado em 31 de julho de 2017. termos e ao abrigo do Decreto-Lei n. independentemente da profis.º saúde pode atribuir a licença prevista no número anterior. criada nos termos do Decreto-Lei n. 18/2016. o regime pre- no prazo de 90 dias após a entrada em vigor do presente visto do Decreto-Lei n. continua a avaliação adaptado do SIADAP.º 35/2014. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. CAPÍTULO III 42/2016.º 320/99.º 1 do artigo 42. terapêutica. efetuadas ou a efetuar nos por diploma próprio. de 7 de agosto.º 564/99. a julho de 2017. de 11 de agosto. carreira especial de TSDT faz-se nos termos a definir no Promulgado em 28 de julho de 2017. de 21 de dezembro. MARCELO REBELO DE goria atualmente detida. avaliação do desempenho. de 30 de maio. os trabalhadores petivo órgão máximo de gestão se encontre devidamente são reposicionados de acordo com o regime estabelecido fundamentada e a formação se revista de interesse para no artigo 104.º 12-A/2008. O Presidente da República. mantido em vigor pela alínea c) do n. conteúdo funcional.º 168 — 31 de agosto de 2017 5249 3 — O membro do Governo responsável pela área da são em que se integrem.º 564/99. de 21 de dezembro.º da Lei n. CAPÍTULO V normas de organização do tempo de trabalho.º 1 — É revogado o Decreto-Lei n. permanecendo os atuais trabalhadores na cate. de 21 de Avaliação do desempenho dezembro. . incluindo o regime de trabalho e condições da sua prestação e regime Disposições finais e transitórias remuneratório. de 21 de dezembro. Pelo Primeiro-Ministro. de 21 de dezembro. desde que elencada no artigo 2. alterada pelas Leis n. tico e terapêutica ora extinta. Das remunerações Artigo 21. termos previstos nos números anteriores. até que seja atingido o respetivo prazo de du- ração. 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. diploma que venha a estabelecer o regime remunerató- rio aplicável à carreira aprovada nos termos do presente Publique-se.º 564/99.º Norma revogatória Artigo 19. para a Santos Delgado. por um período superior a 4 — Na transição para a carreira especial de TSDT nos 15 dias úteis. sem possibilidade de renovação. de- decreto-lei.ª série — N.º do presente decreto-lei.Diário da República. os serviços.os 84/2015. profissionais integrados na carreira de técnico de diagnós. — Augusto Ernesto Santos Silva — Mário transição dos trabalhadores integrados na carreira prevista José Gomes de Freitas Centeno — Manuel Martins dos no Decreto-Lei n. signadamente.