You are on page 1of 76

ISSN 1808-9569 - ASSOCIADA À ABEC

Presidente da Fundação Oswaldo Cruz: Paulo Gadelha
Diretos de Far-Manguinhos: Hayne Felipe da Silva
Coordenador do NGBS: Glauco de Kruse Vilas-Bôas
Coordenação e Gestão do Projeto Fitos: Rosane de Albuquerque dos Santos Abreu e
Preciosa de Jesus Meireles de Oliveira
Revisão Prévia: Priscila Fabiana Paulo dos Santos
Escritório e correspondência: www2.far.fiocruz.br/redesfito
e-mail: revistafitos@far.fiocruz.br
Impressão e Distribuição: Milmar Gráfica – Rio de Janeiro

Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde - NGBS
Complexo Tecnológico de Medicamentos – CTM – Farmanguinhos - Fiocruz
Av. Comandante Guarani Nº 447
CEP: 22775-610
Jacarepaguá - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3348-5050 (Far-Manguinhos)
Tels.: (21) 3348 5370 / 3348 5598 (NGBS)

Objetivos:
A Revista FITOS é um periódico multidisciplinar dedicado à publicação de trabalhos científicos ori-
ginais, e artigos de divulgação, revisão e atualização sobre a biodiversidade vegetal brasileira, tais
como química, farmacologia, legislação, gestão, inovação, monografia, etnofarmacologia, cultivo,
farmacognosia, revisão, educação, política científica, políticas públicas, biotecnologia, botânica,
etc. Por ‘monografia’ será entendida os trabalhos escritos segundo o padrão estabelecido pela
OMS para a descrição das plantas medicinais. Trabalhos resultantes da conclusão de cursos de
graduação, especialização, dissertações de mestrado e teses de doutorado, serão divididos de
acordo com as categorias acima.
Análises, críticas, resenhas e revisões de livros recentes de qualquer das áreas mencionadas se-

Editor: Lucio Ferreira Aves
Editor-Associado: Davyson de Lima Moreira

CORPO EDITORIAL

Adrian Martin Pohlit - Departamento de Produtos Naturais - INPA
Alaíde Braga de Oliveira – Faculdade de Farmácia - UFMG
Alphonse Kelecom - Instituto de Biologia - UFF
Ângelo da Cunha Pinto - Instituto de Química - UFRJ
Armando Cáceres - Departamento de Citohistologia – Universidad de San Carlos de Guatemala
Benjamin Gilbert - Far-Manguinhos - Fundação Oswaldo Cruz
Clélia Akiko Hiruma-Lima - Instituto de Biociências - UNESP - Botucatu
Edeltrudes de Oliveira Lima - Departamento de Ciências Farmacêuticas - UFPB
Elfriede Marianne Bacchi - Faculdade de Ciências Farmacêuticas - USP
Elsie Franklin Guimarães - Unidade de Botânica Sistemática - JBRJ
Emídio Vasconcelos Leitão da Cunha - Laboratório de Tecnologia Farmacêutica - UFPB
Glauce Socorro de Barros Viana - Departamento de Fisiologia e Farmacologia - UFCE
Glyn Mara Figueira - CPQBA - UNICAMP
João Batista Calixto - Departamento de Farmacologia - UFSC
João Carlos Palazzo de Mello - Departamento de Farmácia e Farmacologia - UEM
João Ernesto de Carvalho - CPQBA - UNICAMP
José Maria Barbosa-Filho - Laboratório de Tecnologia Farmacêutica - UFPB
Humberto Bizzo - EMBRAPA - Rio de Janeiro
Lauro Xavier Filho - Instituto de Biologia - Universidade Tiradentes
Lígia Maria Marino Valente - Instituto de Química - UFRJ
Lin Chau Ming - Faculdade de Ciências Agronômicas - UNESP - Botucatu
Luis Carlos Marques - Faculdade de Farmácia - UNIBAN
Luis Vitor Sacramento - Faculdade de Ciências Farmacêuticas - UNESP - Araraquara
Luiz Claudio Di Stasi - Instituto de Biociências - UNESP - Botucatu
Mahabir Gupta - Faculdade de Farmácia - Universidad de Panamá
Maria Aparecida Medeiros Maciel - Departamento de Química - UFRN
Maria Auxiliadora Coelho Kaplan - NPPN - UFRJ
Maria Cristina Marcucci Ribeiro – Faculdade de Farmácia - UNIBAN
Mary Ann Foglio - CPQBA - UNICAMP
Nídia Franca Roque – Faculdade de Farmácia - UFBA
Paulo Cézar Vieira - Departamento de Química - UFSCar
Pedro Melillo de Magalhães – CPQBA - UNICAMP
Pedro Ros Petrovick - Faculdade de Farmácia - UFRS
Rivaldo Niero - Curso de Farmácia - UNIVALI
Rosendo Augusto Yunes - Departamento de Química UFSC
Suzana Guimarães Leitão - Faculdade de Farmácia - UFRJ
Valdir Cechinel Filho - Universidade do Vale do Itajaí
Valdir Florêncio Veiga Junior - Departamento de Química - UFAM
Vanderlan da Silva Bolzani - Instituto de Química – UNESP - Araraquara
Wagner Vilegas - Instituto de Química - UNESP - Araraquara

Índice

05 LEGISLAÇÃO / LEGISLATION
Regulação Brasileira em Plantas Medicinais e Fitoterápicos
Brazilain Regulation on Medicinal Plants and Herbal Medicines
Ana Cecília B. Carvalho; Patrícia F. Branco;
Liliane A. Fernandes; Robelma F. de O. Marques; Simone C. Cunha e João Paulo S. Perfeito

17 MONOGRAFIA / MONOGRAPHY
Cordia verbenacea DC
Boraginaceae
Benjamin Gilbert; Rita Favoreto

26 ETNOFARMACOLOGIA / ETHNOPHARMACOLOGY
Plantas Medicinais Cultivadas e Utilizadas na Associação Casa de Ervas Barranco
da Esperança e Vida (ACEBEV), Porteirinha, MG
Medicinal Plants Used in Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida Association
(ACEBEV), Porteirinha-MG
Cindy V. Leite e Gisele L. Oliveira

37 FARMACOLOGIA / PHARMACOLOGY
Avaliação da Administração Crônica de Mucuna pruriens sobre Parâmetros Bioquímicos e
Hematológicos e de seus Efeitos Neuroprotetores, em Modelo de Doença de Parkinson
Evaluation of Chronic Administration of Mucuna pruriens on Biochemical and Hematological
Parameters and its Neuroprotective Effects on a Parkinson’s Disease Model
Amanda A. Lopes; Fábio A. Pereira; Maria G. Queiroz; Márcia V. Pitombeira; Luzia K. A. M. Leal; Glauce S. B. Viana

44 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO / RESEARCH AND DEVELOPMENT
Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes
Exploitation of Bioactive: Partnerships and Patents
Ingrid E.M. Gutiérrez, e Aristóteles Góes-Neto

50 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO / RESEARCH AND DEVELOPMENT
Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos:
Relatos de Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional
Research and Development of Phytomedicines:
Report of Experience on a Brazilian Pharmaceutical Company
Luis C. Marques e Carlos M. Souza

67 FITOQUÍMICA / PHYTOCHEMISTRY
Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de Própolis Verde
Standardization of an Ethanolic Sample of Green Propolis
Cristina F. Nunes; Paula F. Finger; Geferson Fischer; Clarissa C. Castro; Silvia O. Hübner;
Niraldo Paulino; Maria Cristina Marcucci;
Oseraldo Vieira; Pedro E. Martes;
Gilberto D. Vargas

73 Resenha de Livro

74 Instrução para os Autores

facili- tando a consulta pelos interessados. bem com as instruções aos autores. instigada pelos próprios órgãos de fomento. legislação. publicadas no primeiro número da cada volume. história. ex- clusivamente. 7. este processo foi interrompido. a periodicidade constante. a Fitos se posicionou como um novo veículo para publicação de artigos nas áreas de inovação e gestão de fitomedicamentos. à formatação dos artigos. Até a presente data. Foi gratificante constatar que a grande maioria aceitou o desafio. Depois de seis anos à frente da Re- vista. convidei destacados pesquisadores da área de fitoquímica e plantas medicinais para colaborarem com a Revista. uma vez que a dificuldade em submeter artigos a um periódico nos primeiros anos de sua existência é uma praxe quase universal. com a ampliação do seu escopo. só pode sobreviver se houver quatro pré-requisitos fundamentais e de igual importância: a submissão de artigos. a Fitos passou por transformações. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos Editorial A Revista Fitos foi lançada em junho de 2005. promovendo a oportunidade de a Fitos ocupar seu lugar no rol das publicações científicas da Fiocruz. A partir do volume 6. abrangendo as mais diversas áreas da pesquisa com plantas medicinais. o periódico não é indexado porque não tem artigos. destacaram a importância da parceria entre ambos. A Revista convida todos os pesquisadores envolvidos nesses processos a submeterem seus artigos nas suas páginas. Lucio Ferreira Alves 4 Revista Fitos Vol. Ministro da Ciência e Tecnologia e Presidente da ALANAC (Associação Nacional dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais). No seu primeiro número. A Direção de Farmanguinhos assumiu formal- mente sua institucionalização. Eduardo Campos e Josimar Henrique. que ocupou o cargo até 2010. respectivamente.janeiro / março 2012 . da colaboração de toda a comunidade científica. através do Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde (NGBS). é fundamental acreditar na revista e romper o círculo vicioso segundo o qual o pesquisador não submete um artigo a determinado periódico científico porque o mesmo não é indexado. etc. de maneira que o contato. Sociais e Políticas. Outras modificações realizadas dizem respeito à numeração das páginas. etnofarmacologia. A Revista Fitos já é uma realidade e a sua qualidade reconhecida por todos que a conhecem. Nesse sentido. compreenden- do 7 volumes e quinze números. farmacologia. que passa a ser seqüenciada. tendo à frente Antonio Carlos Siani como Presidente do Conse- lho Editorial. quando necessário. ela representa uma opção para a publicação dos trabalhos com plantas medi- cinais realizados nas diversas instituições de ensino e pesquisa espalhadas pelo Brasil. na época. um sistema de distribuição eficiente e um apoio institucional e financeiro. Contudo. Com o apoio do NGBS e da REDESFITO (Sistema Nacional de Redes Fito) esperamos que este projeto se consolide cada vez mais. dificultando a periodicidade que a revista vinha mantendo. Nesse sentido. química. dezembro de 2011. cultivo. assim como as Ciências Agrícolas. Desde o seu primeiro número. entretanto. possa se tornar mais ágil. A periodicidade só será mantida se houver a submissão de artigos e isto depende. foram publicados cerca de 130 artigos. Econômicas. normalmente ausentes em outras publicações do gênero.nº 01 . mas também no meu relacionamento pessoal com cada um deles. tais como monografias. Uma modificação no corpo de Conselheiros foi realizada acompanhando o realinhamento do escopo. o Siani deixou o cargo que passou a ser exercido por mim. A partir de 2010. a Fitos passou a contar com o apoio institucional e financeiro de Farmanguinhos/Fiocruz. Entretanto. Uma revista desse porte. Essa modificação foi baseada não apenas na capacidade acadêmica dos novos membros.

regulação. regulation. drogas vegetais notificadas. which is coordenated by Nacional Health Surveillance Agency (ANVISA). sendo largamente realizado no Brasil. CEP: 71205-050 Gerência de Inspeção e Certificação de Medicamentos e Insumos farmacêuticos (GIMED/GGIMP/ANVISA). Existem diversas formas possíveis de regulamentação para os fitote- rápicos: plantas medicinais. In the other hand. ANVISA.nº 01 . 3 Brasília – DF. CEP: 71205-050 *Correspondência: e-mail: anacecijp@yahoo. Marques. e. é regulamentado nacionalmente pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). Dinamizados e Notificados (COFID/GGMED/ANVISA). Brasília – DF. Branco. Revista Fitos Vol. As diferentes categorias regulatórias e as normas específicas para cada uma destas são discutidas nesse artigo. Resumo O uso de plantas medicinais para a manutenção ou recuperação da saúde é difundido em todo o mundo. CEP: 71205-050 Gerência Geral de Alimentos (GGALI/ANVISA). fitoterápicos. Abstract Medicinal plants are worldly spread deal to keep or to recover the health.br Palavras chave: plantas medicinais. Área especial 57. eficacy or quality defined in law. fora da área farmacêutica. industrialized or manipulated herbal medicines. Setor de Indústria e Abastecimento. as plantas medicinais possuem possibilidade de uso como cosmético ou alimento. medicinal plants could be used in manufacturing of cosmetics and foods. herbal medicines. 1Robelma F. 1 Simone C. Regulação Brasileira em Plantas LEGISLAÇÃO / LEGISLATION Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos Regulação Brasileira em Plantas Medicinais e Fitoterápicos Brazilain Regulation on Medicinal Plants and Herbal Medicines 1 *Ana Cecília B. Cunha e 1João Paulo S. 1 Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). ANVISA. including in Brazil where they are widely used. Perfeito Coordenação de Medicamentos Fitoterápicos. 3Liliane A. eficácia e qualidade para o produto. O controle sanitário desses produtos pela ANVISA difere de acordo com a forma que é preparado o produto obti- do de plantas medicinais ou com o grau exigido de segurança. Fernandes. medicamento fitoterápico manipulado e industrializado. The different categories and the specific regulation for this products are discussed in this article. Área especial 57. denominados fitoterápicos. Brasília – DF. Keywords: medicinal plants. 2Patrícia F.com. de O. The health control for these products by ANVISA is different and depend on how they are produced or their exigency degree related to safety. As a pharmaceutical product. coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Products obtained from medicinal plants are regulated by the National System of Health Surveillance.janeiro / março 2012 5 . O uso de produtos obtidos de plantas medicinais. Carvalho. 2 Setor de Indústria e Abastecimento. 7. Área especial 57. there are many ways to classify phytotherapics: medicinal plants. Setor de Indústria e Abastecimento. notificated vegetal drugs.

tem como missão “ Promover e proteger a e portanto. não podem ter indicação terapêutica na saúde da população e intervir nos riscos decorrentes embalagem. Várias normas já foram publicadas. de plantas medicinais (Brasil. mas não em drogarias (Brasil. ambas publicadas em 2006 (Brasil. dos medicamentos fitoterápicos desde 1967 (Bra- sil. 2010a). rasuradas. inicialmente naturais e Discussão posteriormente também sintéticos. Desde os tempos remotos o homem tem empregado uma variedade de produtos. podem ser secas. para ade. 1973). dentre diversos papéis. Comércio de plantas medicinais Entretanto. Essas normas foram sendo ajustadas ao As drogas vegetais notificadas têm origem nas plan- desenvolvimento científico tecnológico ao longo dos tas medicinais e. sejam íntegras. 2006a. medicamen. ainda plantas medicinais que podem ser regulamen. que estabelece o controle sanitário sobre a qualidade.janeiro / março 2012 . Porém. drogas vegetais notificadas. 1967).nº 01 . ANVISA. 6 Revista Fitos Vol. a ANVISA passou a quarem-se as mesmas. plantas medicinais compete ao Food and Drug Administration (FDA) to. responsáveis pela ação terapêutica. ou classes de substâncias. 2009g). são dos registros sanitários de insumos. no Brasil este papel cabe. não há restrição sobre quem produz e a que contro- taria Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da le as plantas medicinais estão submetidas. são definidas do as modificações implementadas no país pela Po. desde 1999. Possui. liberando-as para utilização pela população na medicinais. (Brasil. após processos plementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde de coleta ou colheita. autorizando o funcionamento de empre. (PNPMP) e a Política de Práticas Integrativas e Com. sintéticos e fitoterápicos. o comércio e o uso de drogas ve- legislativo para regulamentação das classes: plantas getais. em todo o território nacional. trituradas ou pulverizadas Essas duas políticas promoveram modificações na re. As plantas medicinais são conceituadas como toda e qualquer planta. 1973). os municípios e o Distrito Federal. Por intermédio da RDC 10/2010. medicamentos seguros e eficazes tenham acesso ao mercado. Esta agência. foi só a partir de meados do século XX que começou de fato a se instituir um controle do Estado A lei 5991/1973. do comércio de drogas. abrangendo um arcabouço regular a produção. medicamentos. Saúde. de acordo posologia e restrições de uso (Brasil. quer (SUS). que lítica Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos contenham substâncias. como sendo plantas medicinais ou suas partes. de acordo com a Resolução de anos e foram recentemente republicadas. onde farmácias e ervanárias. para os quais são tos fitoterápicos manipulados e industrializados. segurança e tradicionalidade de uso. o órgão regulatório que sucedeu a Secre. medicamen- tos biológicos. Há estabelecidos e controlados requisitos de qualidade. segurança e eficácia de medica. o controle de me. utilizada pelo ho- O Brasil possui normas específicas para o registro mem com propósitos terapêuticos (Brasil. Diretoria Colegiada (RDC) 10/2010. 1973). em ação coordenada com os mesmas sejam utilizadas como medicamentos.b). gulação de plantas medicinais e fitoterápicos. como na de alimentos e cosméticos. como estados. em farmácias. 2002). com os princípios do Sistema Único de Saúde. forma de produtos industrializados. ou ain- da produção e do uso de produtos e serviços sujeitos da informações que possam dar a entender que as à vigilância sanitária. ra”. 7. consideran. nem mesmo em folhetos anexos. Cosméticos e Drogas vegetais notificadas alimentos também são produtos sob controle sanitário da ANVISA (Brasil. ou atualizadas. prevê a comercialização de plantas medicinais em A exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos. que são estabelecimentos que realizam a dispensação dicamentos. embaladas e dispensadas nesses mar as providências necessárias para que apenas estabelecimentos (Brasil. 9782/1999. Assim. para aliviar dores e outros sintomas. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos Introdução tadas na ANVISA em áreas diversas da farmacêutica. 2010a). para a melhoria da qualidade de vida da população brasilei. macêuticos e correlatos. cultivada ou não. estabilização e secagem. criada pela publicação da Lei tais produtos não são considerados medicamentos. Além das ervaná- sas e concedendo os certificados de Boas Práticas de rias as plantas medicinais podem ser comercializadas Fabricação e Controle (BPFC) necessários à conces. 1999a). insumos far- mentos (Simões. curar ou prevenir enfermidades. A mesma Lei 5991/73 também definiu as Ervanárias. a Como não há regulamentação para essa categoria.

g. através do disposto na RDC 17/2010 (Bra- cura de doenças. O registro sanitário de medi- dram sob esta categoria. 2010a). conforme dispõe para controlar. acompanhar e avaliar produtos determina a RDC 14/2010 (Brasil. inclusive os impor- infusões. 2010d). que apre. a Lei 6360/1976 vamente na forma de plantas secas para o preparo de enfatiza que nenhum produto. tados. tos fitoterápicos. eficácia e mento e de que ele produzirá o efeito pretendido.janeiro / março 2012 7 . 7. não podem indicar ANVISA. A qualidade é a garantia da identidade do medica- cinais e dos seus critérios de segurança. devem ser utilizados como referência São considerados medicamentos fitoterápicos indus. principalmente no que se refere à padronização das plantas medi. de controle da qualidade e de eficácia e segurança lidos. da cadeia de produção. qualidade deve trazer relevante impacto para a indús. devendo ser submetidos a camentos é a ferramenta que a vigilância sanitária registro como medicamentos fitoterápicos. trializados aqueles produtos tecnicamente elaborados ou qualquer uma das farmacopeias reconhecidas pela a partir de matérias-primas ativas vegetais. por via oral pública. A regularização das drogas vegetais. Neste sentido. Revista Fitos Vol. ANVISA por meio da RDC 37/2009 (Brasil. devendo ainda ser disponibilizadas exclusi. fornece informações quanto às características das sionais da saúde. tomada como base as informações obtidas pelo uso documentações técnico-científicas ou evidências clí- tradicional e referendadas por estudos científicos. mas. 2009d). A certificação é a comprovação de enças de baixa gravidade. compêndios oficiais. todas mente estabelecidas referente a BPFC. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos Soares e Mendonça (2010) referem que essa norma é sentam reprodutibilidade e constância de sua qualida- um importante marco legal na diferenciação do uso da de e cuja eficácia e segurança são validadas por meio droga vegetal com finalidade alimentícia ou medicinal. 2010a). tinturas. A RDC 14/2010 é a legislação em vigor que dispõe cional no Brasil na forma de drogas vegetais. sob seu regime. sil. como cápsulas. das matérias-primas ativas (droga e derivado vegetais) até o produto acabado As drogas vegetais notificadas só podem ser produ. o relatório de controle da qualidade tria farmacêutica e de drogas vegetais. matérias-primas e do produto acabado. As drogas vegetais no. podem registrar e produzir medicamen- gens alegações para tratamento sintomático de do. válido para a linha de só. além de responsável técnico. poden. Saliente-se ain. para os profis. (o medicamento fitoterápico). exposto à venda da que produtos disponibilizados sob formas farma.nº 01 . produção de drogas vegetais. 2010b). Para estes ensaios. Assim. poderá ser industrializado. far- macêutico. O relatório de produção contém informações detalha- tificadas só podem ser comercializadas em farmácias das relativas à forma farmacêutica e formulação do e drogarias (Brasil. Dessa forma. ou com certificação de BPFC específica para (Brasil. decocções ou macerações. Um total de 66 plantas medicinais foram reconheci- das pela ANVISA como de utilização medicinal tradi. conforme estabelece parâmetros de controle de cada etapa RDC 10/2010. e que possui as drogas vegetais são isentas de prescrição médica condições técnicas e operacionais para a produção (Brasil. O dossiê de registro é zidas por empresas farmacêuticas com certificado de composto primordialmente do relatório de produção. nicas (Brasil. No Brasil. BPFC para medicamentos. 1976). Ela do ser notificadas para comercialização. As drogas vegetais notificadas somente podem ser Devido à sua finalidade e importância para a saúde utilizadas durante curto período de tempo. 2010b). ou entregue ao consumo antes de ser registrado na cêuticas. como a Farmacopeia Brasileira. de utilização. à descrição das etapas de produção e ao controle em processo. etc. habilitado. portanto. ANVISA (Brasil. conforme norma ainda a ser publicada pela ANVISA. bem como para a população geral. sobre o registro de medicamentos fitoterápicos. medicamento. padronizadas para cada que a empresa cumpre com normas internacional- uma das espécies selecionadas. de medicamentos. extensa regulamentação. 2009c. Compreende exigências mínimas de ensaios que devem ser reali- Medicamentos fitoterápicos industrializados zados em cada etapa do processo de produção. podem ter em suas embala. 2010b). os medicamentos fitoterápicos são alvo de ou tópica. as drogas vegetais não são enquadradas Apenas indústrias farmacêuticas certificadas pela como medicamentos e. não se enqua. de levantamentos etnofarmacológicos.

nº 01 . 2009a). obrigatoriamente e integralmente. necessidade da identificação do medicamento através dade de medicamentos” (Brasil. ou outras pu. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos Sempre que não forem utilizadas referências oficiais. 2010c). apresentando à ANVISA toda a blicações. que aprova o regulamento para riormente em vigor que versava sobre o registro de realização de pesquisa clínica. norma e de forma a padronizar as informações dis- líticas tem o objetivo de demonstrar a qualidade das poníveis a pacientes e profissionais. a base de espécies com bula padronizada deverá bilidade do medicamento na embalagem em que ele adotar. a camento desde sua produção até a sua dispensação. o dispos- está contido durante todo o período de validade pro. a partir de ensaios toxicológicos e far. com métodos analíticos validados de acordo textos de bula de medicamentos para pacientes e com a Resolução Específica (RE) 899/2003 (Brasil. deven. publicada como Ins. deve ser apresentada descrição detalhada de mas específicas. 2008a). a traz o “Guia para a realização de estudos de estabili. relacionadas a segurança e eficácia do documentação que comprove a segurança e eficácia produto por um período igual ou superior a 20 anos. picos publicadas no bulário eletrônico da ANVISA. gência da avaliação de aflatoxinas. Assim. Assim. notificações e cancelamen- seguintes alternativas: tos. que contempla o “Guia a) pontuação em literatura técnico-científica . conforme RE comprovar a existência de um sistema de farmacovi- 90/2004 (Brasil. e somente poderão ser implementa- referenciados na “Lista de referências bibliográ. 7. estabelece regras para o formato e conteúdo dos lidade. que monografias oficiais ou a literatura apontem ne- 8 Revista Fitos Vol. ou renças em relação à sua antecessora destacam-se: d) presença na “Lista de medicamentos fitoterápi. Adicionalmente. posto. ficas para avaliação de segurança e eficácia de medicamentos fitoterápicos”. todo medicamento fitoterápico produzido É fundamental também que seja comprovada a esta. e as Boas Práticas medicamentos fitoterápicos. 2004a) que contem o “Guia para gilância para monitoramento de falhas terapêuticas e a realização de estudos de toxicidade pré-clínica efeitos colaterais indesejáveis de acordo com a RDC de fitoterápicos”. cinco anos. a empre- – através de estudos etno-orientados de utilização. 36 espécies vegetais para as quais é dispensada desde que apresentada comprovação de segurança e a comprovação de segurança e eficácia. A RDC 47/2009 (Brasil. seis pontos em estudos de fitoterápicos”. alternativas ao controle da qualidade de cada etapa cos de registro simplificado”.apre. a RDC 71/2009 de validade estão contemplados na RE 1/2005 que (Brasil. sa detentora do mesmo deverá manifestar o desejo documentações técnico-científicas. ambas do Con- selho Nacional de Saúde (CNS) e RDC 39/2008 A RDC 14/2010 é uma atualização da norma ante- (Brasil. 2009f) estabelece. confirmando que determinado 18 bulas padronizadas de medicamentos fitoterá- método é apropriado para as análises pretendidas. Entre as principais dife- de Pesquisa Clínica. para realização de alterações e inclusões pós-registro sentação de. Bulas. 1997b). 1976). exi- que o solicitante do registro siga todos os parâ. há atualmente medições químicas.janeiro / março 2012 . norma brasileira prevê quatro possibilidades. 1996) e 251/1997 (Brasil. desde eficácia através de ensaios pré-clínicos e clínicos. 2008b). caso não tenha sido previamente c) evidências. possibilidade de registro de medicamen- 5/2008 (Brasil. no mínimo. das após manifestação favorável da ANVISA. 4/2009 (Brasil. devem seguir os procedimentos especificados na RE 91/2004 (Brasil. profissionais de saúde. 2005a). As alterações pós-registro de medicamentos fitoterá- do a empresa solicitante de registro optar por uma das picos. 2009e) todas as metodologias utilizadas no controle da qua. publicada como IN de produção. to em sua bula padrão. e Resoluções 196/1996 (Brasil. lista esta que contempla to fitoterápico contendo drogas vegetais como ativo. dentre outras diretrizes. de sua renovação. 2004b). apresentada (Brasil. As condições e os testes a que os medicamen- tos devem ser submetidos a fim de definir seu prazo Quanto a embalagens e rotulagens. Complementarmente a esta 2003). do medicamento. rotulagens e embalagens de medicamentos ou quando a empresa desenvolve método analítico fitoterápicos devem atender ao disposto em nor- próprio. O registro tem prazo de validade pré-determinado de trução Normativa (IN) 5/2010 (Brasil. deve-se macológicos pré-clínicos e clínicos. para os casos em metros especificados no anexo da norma. no primeiro semestre do último b) levantamentos etnofarmacológicos ou de utilização ano do quinquênio de validade do registro. do sistema Braille e a existência de mecanismos de segurança que garantam a rastreabilidade do medi- Quanto à comprovação da segurança e eficácia. O processo de validação de metodologias ana. tais como inclusões.

Farmácias (BPMF). para fins do atendimento de regulamentação das intituladas Farmácias Vivas. do paciente. Com o avanço Esta norma enfatiza a responsabilização em caso de tecnológico. inclu- sive de origem vegetal. medicinais. a norma também traz. avaliação farmacêu- mento prescrito. manipulação e uso de plantas matérias-primas utilizadas. objetivando a regulamentação de toda cadeia A partir de então. 2007). critérios de qualidade para que fossem manipulados por meio de A fim de nortear a observação dos requisitos neces- regras específicas. com a comprovação de documentação legal. responsáveis. aos critérios de Boas Práticas de Manipulação em criadas pela Portaria MS 886/2010. manipulação de medicamentos homeopá- gas. dispensação das preparações. manipulação A Resolução RDC 67/2007 classifica as farmácias em e dispensação de preparações magistrais e oficinais seis grupos de atividades. 1973). 2010b). de acordo com a complexi. possibilidade de registro de fungos mul. (Brasil. camentos a partir de insumos/matérias-primas. manipulação de medicamentos fórmulas magistrais e oficinais. tais critérios. estarão sujeitas às penalidades previstas na legisla- dicamentos manipulados. prescindível a regulamentação dos produtos de origem gistrais e oficinais para uso humano em farmácias”. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos cessidade. até então. as farmácias são trole especial.nº 01 . 7. que a legislação não definia. vas”. a ANVISA publicou a RDC 67/2007. uma vez e racional (Brasil. suas instalações. traduzidos em formato de danos causados aos consumidores. vegetal. sem prejuízo das responsabili- dades civil e criminal cabíveis aos responsáveis. uma vez compro- normas. passando pelo armazenamento. foram sendo atualizados. de plantas medicinais e fitoterápicos em Farmácias Vi- dade do processo de manipulação e das característi. no ano de 2007. 2007). que atende à necessidade específica aquisição e controle da qualidade da matéria-prima. ticos. e manipulação de doses unitárias e unitariza- latos. a partir de modelos e experiências exis- lidade da Farmácia. todo o sistema de qua. manipulação de antibióticos. Esta CP foi publicada baseada na necessidade cas dos insumos utilizados. manipulação de substâncias de baixo definidas como estabelecimentos de manipulação de índice terapêutico. fixando o “Regulamento técnico sobre Com a publicação da PNPIC e PNPMF. e uso de plantas medicinais e fitoterápicos. além da atenção farmacêutica aos usuários ou seus A diversidade da manipulação de medicamentos tam. estéreis. compreendendo a dispensação dos mesmos ção de dose de medicamentos em serviços de saúde (Brasil. fracionamento. Toman- onde os estabelecimentos devem atender a critérios do o rumo da construção do marco regulatório para de qualidade que perpassam desde a aquisição de produção. manipulação em farmácias deve seguir esta norma específica. cos às indústrias farmacêuticas e que foram incor- porados com as chamadas BPFC. a manipulação de medicamentos produtiva destes: produção. que pode ser projeta. servação. evitando desperdícios e exposição tica da prescrição. citostáticos e substâncias sujeitas a con- Vivas Regidas pela Lei 5991/1973. Medicamentos fitoterápicos manipulados e Farmácias hormônios. alavancando a necessidade cada vez preparações magistrais e oficinais. que dispõe sobre “Boas práticas de armazenamento de plantas medicinais. bém possibilitava a associação de matérias-primas segurança. tornou-se im- Boas práticas de manipulação de preparações ma. que as definiu Revista Fitos Vol. manipulado na dose exata do trata.janeiro / março 2012 9 . e incrementados vados os desvios da qualidade na manipulação de a cada versão. medicamentos. insumos farmacêuticos e corre. manipulação. visando à garantia de sua qualidade. distribuição. a RDC 67/2007 instrui to de vista da sua finalidade. em seu anexo VII. que as farmácias devem observar as condições desde do. sários ao cumprimento das BPMF. sonalizado. ção sanitária vigente. até a dispensação e transporte tentes no Brasil. Fixando os requisitos mínimos. São elas: manipulação de medi- ticelulares e algas conforme a norma (Brasil. em qualquer forma farmacêutica. distribuição. a ANVISA publicou a Consulta Públi- (Brasil. de comércio de dro. 2007). O medicamento manipulado é conveniente do pon. equipamentos e recursos humanos. para ser um medicamento per. o roteiro de inspeção em far- Para fabricação de medicamentos industrializados mácia que se inicia com a caracterização da empresa foram estabelecidos critérios de qualidade específi. via prescrição. con- a dosagens desnecessárias. ca (CP) 85/2010. transporte. Foi então que. e. onde as farmácias mais premente de aplicar a mesma filosofia aos me. efetividade e promoção do seu uso seguro variadas.

são objetos de averiguação minunciosa du- ção do tratamento (Brasil. as BPFC rápicos oriundos de horta/horto oficial ou comunitário de medicamentos fitoterápicos. Itens a respeito de todo o sistema nal e do fitoterápico deve ser feita exclusivamente por de qualidade da empresa. avaliada nais e fitoterápicos (Brasil. os IFA’s aquisição e controle da qualidade da matéria-prima. armazenamento de diretrizes que orientam todas as operações envol- de plantas medicinais. fabricar medicamentos. sistema de ar adequado e a qualidade da água uti- cinal. 2005c). Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos como aquelas instituídas no âmbito do SUS. das nesta norma. fraudes e adulterações contando com a A autorização concedida pelos órgãos sanitários para cooperação técnica dos Estados. São averiguados por meio da execução de uma da ao status de Resolução. do Distrito Federal e uma indústria farmacêutica fabricar medicamentos. expe. dida pelo órgão de vigilância sanitária local. incluindo ainda as utilidades. incluindo o recebimento. contemplando a processamento.janeiro / março 2012 . dos e embalados seguindo as diretrizes estabeleci- ção das preparações. conservação. manipulação e dispensação de vidas no processo produtivo. 17/2010. em seu Título VIII. norteada por conhecimen- plantas medicinais e fitoterápicos oriundos de horta/ tos técnico-científicos. vem seguir a fim de produzir medicamentos seguros. modo de usar e a dura. o marco regulatório atualizado das BPFC de paração e manipulação de plantas medicinais e fitote. equipamentos e recursos humanos. como ca seguida da denominação popular da planta medi. não sendo permitida sua comercialização e que. nas áreas de competência. lizada. deixava a ANVISA em situação que destoava do ce- quiridas de fornecedores qualificados (Brasil. 7. rante as inspeções nas empresas produtoras tanto de IFA`s quanto nas fabricantes de medicamentos A CP informa que a licença de funcionamento. Por meio da publicação da RDC 249/2005. coleta. acoplando. da qualidade. processados. 2006b). e que se traduz no cum- preparações magistrais e oficinais de plantas medici. como por exemplo 10 Revista Fitos Vol.nº 01 . A ausência de uma legislação específica para o tema as matérias-primas de origem vegetal poderão ser ad. ticos Ativos (IFA) e medicamentos fitoterápicos - Contexto das Boas Práticas de Fabricação e Certi. medicamentos. (Brasil. a serem dispensados no âmbito do SUS. mediante a aplicação do instrumento de regulação (Brasil. 2010f). que re. padrões está habilitada e que as atividades de cultivo e coleta e requisitos da saúde pública que as empresas de- devem atender à legislação do órgão competente. transporte e dispensa. deve ex- plicitar as atividades para as quais a Farmácia Viva As BPFC contêm um conjunto de medidas. e como citado anteriormen- Há expectativa que tão logo publicada e sendo eleva. segurança. 2010f). estabelecimento. e também harmonizar e aprimorar as ou uma indústria farmoquímica fabricar IFA`s resulta ações. trazendo. 2010f. também devem ser coletados.g). composição. nário internacional e nacional. o governo federal incentiva a Foi tomado como base as diretrizes para farmácias de utilização de medicamentos fitoterápicos que devem manipulação descritas na RDC 67/2007. extraí- armazenamento. Este Regulamento Técnico enfatiza que as dispo- sições descritas nesta CP aplicam-se somente aos No Brasil. te. ser fabricados com padrões de segurança. rios avaliados pelos órgãos reguladores com o fim de concessão de autorização para indústria farmacêutica Regulação e fiscalização de Insumos Farmacêu. ação isolada e estanque. A prescrição da planta medici. mas sim. A constatação do cumprimento horto oficial ou comunitário a serem dispensados no das BPFC compõe um elo de ligação dentre os crité- âmbito do SUS. uma prática de efetividade e promoção do uso seguro e racional das observação sistemática. posologia. controle da qualidade e a garantia nomenclatura botânica do produto. forma farmacêuti. esta CP possa atingir seu inspeção sanitária que não se trata apenas de uma objetivo que visa à garantia da qualidade. caso necessário. a ANVISA publicou recentemente a RDC estabelecimentos que realizam as atividades de pre. como requisitos mínimos exigidos para instalações. eficácia e -se itens específicos ao correto manejo deste tipo de qualidade comprovados (Brasil. 2010d). primento das BPFC dos produtos fabricados. As ações de inspeção/fiscalização nos estabeleci- ficação das plantas produtoras mentos fabricantes visam ainda apurar possíveis fal- sificações. profissional do SUS em receituário. dos Municípios. eficazes e de qualidade. uma vez que após a publicação da PNPMF. da avaliação criteriosa do cumprimento de uma série alizam as etapas de cultivo.

bem como a correta aplicação das cas. no ano de 2005. na atualização das biológica. Fabricação de Medicamentos”. remete a requerimentos de produção e con- lacionadas às condiçoes de armazenamento. produção. além dos cuidados de reutilização de necessidades até de estrutura física da planta fabril. fabricação do insumo.nº 01 . caracterizam cuidados especiais devido à natureza complexa dos um desafio para as autoridades sanitárias aprimora. uma vez que uma planta produz uma rem os processos de trabalho na área de inspeções grande diversidade de compostos químicos que ne- com enfoque de risco. como a qualidade A Resolução RDC 17/2010 traz itens constantes do da água. terápicos. sendo incorporados ao ordenamento jurídico nacional. sazonalidade. uma vez que são utilizados como matéria-prima na fabricação dos medicamentos fitoterápicos. fitoterápicos. outras características dos componentes se- consequência do desenvolvimento de novas tecnolo. nunca havia sido publicada nenhuma norma es. “WHO Expert Commitee for specifications for Pharma- ceutical Preparations”. pelo mercado produtor. como ativos. foram utiliza. desde antes da criação da ANVISA. trole de qualidade distintos. clima. sensíveis à luz e calor. controle de mudanças e revisões periódicas da técnicas analíticas (Simões. no do em consideração que. cujas diretrizes são descritas dos os documentos base da OMS. além de Mediante a identificação dos requisitos específicos. 2003). solventes (Brasil. 7. cundários do extrato. regulamentando as “Boas Práticas de as diretrizes para fabricação de medicamentos. criticidade e especificidade (Brasil. trabalho específico para o tema. 2000). que compila diversos requisitos Os extratos são matérias-primas variáveis uma vez e guias. devem ser considerados. Como objeto concreto dessas atualizações da OMS. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos os IFA`s e os medicamentos. validação dos com padrões de referência das matérias-primas e de processos produtivos e de metodologias analíti. e principalmente o “WHO guidelines on good manu. com o efetivo contro- Estando os medicamentos fitoterápicos em franco le de toda a cadeia de produção. incluindo os fitoterápicos. O fruto desta internalização é a Re- picos.janeiro / março 2012 11 . As indústrias produtoras de medicamentos e insumos fitoterápicos precisam seguir critérios específicos. mos. COSUL. fitoterápico. 2005c). no ano de 2003. 2010d). que podem traduzir em gem. de medicamentos passou a ser observada com mais atenção. pu. toda. confirmar a cadência de ações da agência brasileira torna-se necessária a aplicação de instrumento de com o plano internacional (Brasil. 2007). como a higroscopicidade nas gias. e que esteja em consonância cessitam ser extraídos (Simões. no âmbito do MER- via. BPF brasileiras. iniciando-se com a incentivo de sua produção e utilização. As novas tecnologias e o desenvolvimento contínuo Tais critérios da norma advém da necessidade de do tema BPFC no âmbito internacional. do tema inspeção sanitária em medicamen- pecífica para a fabricação de medicamentos fitoterá. forma de de todo o mundo. bem como a capacitação e facturing practices (GMP) for herbal medicines”. pu- No Brasil. por força de acordo Mercosul. como descrito na RDC 17/2010 (Brasil. a ANVISA publicou a RDC 249/2005 A problemática da fabricação dos medicamentos fito- que norteia a fabricação dos IFA`s. sistemas de garantia de qualidade. qualidades de produtos. 2009). 2002). formas farmacêuticas sólidas. cuida- Relatório 37. comuns a todas as classes de medicamentos. Somente após a criação da ANVISA esta classe solução RDC 17/2010. como validação de limpeza. com questões re. 2010d). Relatório 37/2003 pela já mencionada RDC 249/2005 (Brasil. sejam eles de origem blicado em 2007 (OMS. fitoterápica ou sintética. desenvolvimento de recursos humanos e coopera- Revista Fitos Vol. sendo que sua composição fica à mercê da composição do um marco referencial para os organismos reguladores solo. 2010d). 2005c). embala. fez com que o grupo de experts da OMS publi. a então blicado por meio da Resolução GMC 15/2009 (MER- SNVS vinha ao longo dos anos tentando regulamentar COSUL. consequentemente o Brasil tações. produto acabado. fatores ambientais. ou a baixa solubilidade cassem. para a formulação de um Mercosul e em outros países. torna-se necessária a padronização dos mes- (OMS. além da solubilidade e a estabilidade dos princípios Esta necessidade de atualização das normas. 2002) e. sobre os temas específicos de BPFC. por exemplo. incluindo os países pertencentes ao cultivo. tos fitoterápicos. também distintos das demais categorias de medica- mentos entre outros requerimentos. ainda levan- com uma política de inspeções no âmbito nacional. Mediante essas consta- Grupo do Mercosul. o Relatório 37 sobre BPF nas formulações líquidas (Sharapin. e.

em 1999. quanto para novos instituído por meio da Resolução RDC 460/99 (Bra. o modelo regulatório brasileiro de novos alimentos não Regulamentação de plantas como alimentos exige que seja comprovada a eficácia da finalidade a que o novo alimento se destina. algumas substâncias farmacológicas rica são alguns exemplos de produtos que foram in. base dessas plantas também podem ser comerciali- to superiores aos atualmente observados nos ali. distrital e municipal. a documentação científica submetida para identificados desvios de qualidade nas linhas de fabri. relacionada com auxílio na redução do risco de doen- blicado pela Portaria 354/2006 (Brasil. 2006c). podendo causar engano aos somente podem ser comercializados se forem ava. duto a base de proteína de soja. na execução das atividades da alegação de propriedade funcional e ou de saúde de inspeção sanitária para verificação do cumpri. estão descritas na RDC 267/2005 e RDC 219/2006 12 Revista Fitos Vol. Alegação de tão permitidas para o preparo de chá como alimento propriedade funcional é aquela relativa ao papel me. e suplementos nos Estados Unidos da Amé. O CBPF tem validade de 2 anos. conforme determina. Nesse consumidas como alimentos.nº 01 . desde a não pode ser diferente dos dizeres aprovados para década de 90. as partes e espécies vegetais que es- funcional e ou de saúde para alimentos. Contudo. como os fitoesteróis extraídos de óleos ve- sil. No entanto. tem no crescimento. os alimentos por alimentos que possuam benefícios adicionais em que apresentam alegação funcional devem ser regis- virtude do crescente desenvolvimento de alimentos trados na categoria de alimentos com alegação de com diversos apelos de saúde. cura. a publicidade de alimentos legal brasileiro (Brasil. de acordo com nutenção do corpo humano. e outras funções normais do organismo humano. Portanto. ou aqueles com utilizadas para o preparo de chás. produtos a substâncias adicionadas ou utilizadas em níveis mui. 1969). zadas como novos alimentos nas formas de cápsula. avaliação da ANVISA não tem sido suficiente para de- cação ou em produtos específicos. de uso conforme as diretrizes definidas na Resolução 17/1999 (Brasil. a ANVISA publicou a Resolução extraídas da soja. Apesar do grande número de estudos científicos so- do pela Lei 11. desenvolvimento. 1999c.d). 2009b). por exemplo. 1999b). consumidores em todo mundo buscam sua rotulagem (Brasil. estão presentes em plantas que são tradicionalmente troduzidos rapidamente no mercado global. sendo este processo de trabalho tanto para alimentos tradicionais. prevenção ou tratamento de doenças. mentos utilizados na dieta regular. foram publicadas as Resoluções 18/1999 e biodiversidade brasileira. nenhuma alegação é aprovada para o produ- energia e nutrientes para o desenvolvimento e ma. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos ção técnicocientífica entre os atores que executarão a tabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente ação de fiscalização. A eficácia al. alimentos. Enquanto a alegação de propriedade de saúde está De acordo com o Regimento Interno da ANVISA. de acordo com o marco o Decreto-Lei 986/1969. Esses produtos tabletes ou comprimidos. que define como novos alimentos aqueles tes de cacau e antioxidantes das folhas de plantas sem histórico de consumo no país. Specified Health Uses) no Japão. to classificado como novo alimento e. cafeína do guaraná e das semen- 16/1999.janeiro / março 2012 . getais (Brasil. um grande número de es- 19/1999 que estabelecem as diretrizes básicas para pécies vegetais é ofertado no mercado para infusão. tais como isoflavonas contexto.972/2009 e poderá ser suspenso caso a bre os efeitos relacionados ao consumo de extratos empresa deixe de cumprir com as BPFC e caso sejam de plantas. 1969). FOSHU (Food for propriedade funcional e ou de saúde. pode ser demonstrada para qualquer tipo de alimento. mento das BPFC.f). consumidores devido à similaridade desses produtos liados e aprovados pela ANVISA quanto à segurança com medicamentos (Brasil. nutracêuticos na Europa. pro- impactante na concessão do certificado de BPFC. pu. cabendo à ANVISA a coordena. 1999e. comprovação da eficácia de alegação de propriedade No entanto. sendo necessária Alimentos são produtos que podem ser consumidos apenas a comprovação da segurança de uso. O mesmo problema pode ocorrer com plantas uti- lizadas para o preparo de chás. 7. Nesse in natura ou processados com o objetivo de fornecer caso. problemas esses monstrar a eficácia de muitas alegações funcionais que podem expor a população à risco (Brasil. cabe ça ou condição relacionada à saúde. Por outro lado. manutenção ção dessas ações. 1999c). Em virtude da rica Ademais. pleiteadas pelas indústrias de alimentos. Assim. Ressalta17 se à Gerência Geral de Inspenção de Medicamentos e que a alegação de saúde não pode fazer menção à Produtos (GGIMP) articular-se com os níveis estadu.

finalidade de empresa. que possuem indicações específicas. 2010a). 2005). por possuírem propriedades básicas ou elementares. A ANVISA ainda não regulamen. previstas também como drogas vegetais pela RDC Isso é demonstrado através do registro do uso de bál- 10/2010 (Brasil. deve ser realizado o comunica. alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom Os alimentos de competência da ANVISA estão divi. sificação foram definidos em função da probabilidade do de início de fabricação/importação no órgão de de ocorrência de efeitos não desejados devido ao uso vigilância sanitária da região onde está localizada a inadequado do produto. modo e ou de saúde (Brasil. conforme procedimentos descritos nas Re. estão sendo Os procedimentos para licenciamento sanitário das redescobertos pela indústria cosmética (Elsner e indústrias de alimentos não são uniformes no Brasil. perfumá-los. ras corporais e faciais. nou-se tarefa de uma corporação leiga. pele. seu modo de usar e suas restrições de uso. bem como informações e cuidados. 2005b). com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los. alimentos infantis. 2005d. Revista Fitos Vol. etc. e não requeiram informações detalhadas quanto ao alimentos para nutrição enteral.janeiro / março 2012 13 . 2010e). Essas categorias estão relaciona- das nas “listas de tipos de produtos”. que precediam a maquiagem de alimentos deve ser previamente licenciado pela do corpo e rosto. que guardava tou “Autorização de Funcionamento” para empresas ciosamente suas fórmulas e vendia muito caro seus na área de alimentos e o documento equivalente é a inúmeros produtos (Jazdzewski et al. cujas carac- ingredientes. 2010a). 2005b). resina. ervadoce (Pimpinella anisium). 2005d. embalagens com no. 1997a). restrições de uso. se o produto samos. a civilização. Atualmente os produtos com obrigatorieda. 2000a. entanto. industrialização de alimentos de acordo com a Porta. didos entre produtos com registro obrigatório prévio à comercialização e produtos isentos de registro confor. 2006d). No Segundo a ANVISA. que originalmente era monopólio dos municipal. cuja comprovação não seja inicialmente necessária priedade funcional e ou de saúde. No entanto. são largamente conheci. Tais produtos encontram-se também divididos por ca- me anexos II e I. lábios. toda pessoa física ou jurídica que possua es. distrital ou pre perfumados. lecimentos produtores ou que realizam o processo de dentes e membranas mucosas da cavidade oral. de de registro são: alimentos com alegações de pro. e substâncias bioativas e probióticos terísticas exigem comprovação de segurança e/ou isolados com alegação de propriedades funcional e eficácia. tor- rá (Brasil. anexas a RDC As demais categorias de alimentos são isentas de 211/2005 (Brasil. Os critérios para esta clas- registro. que se caracterizam 27/2010. 2000b). sem- autoridade sanitária competente estadual. ria 326/1997 (Brasil. “produtos de higiene pessoal.nº 01 . Maibach. mediante a expedição de licença ou alva. Muitos extratos de origem vegetal. Para estes. A utilização de cosméticos é quase tão antiga quanto hortelã (Mentha piperita). A preparação dos cosméticos. sua formulação. utilizados antigamente de forma tradicional. rapêutica em sua rotulagem ou publicidade (Brasil. argilas. o ho- das pelas suas propriedades farmacológicas e estão mem se preocupou com o tratamento de seu corpo. há relatos de rituais. respectivamente. óleos vege- Todo estabelecimento que exerce atividade na área tais. distrital ou municipal. cosméticos e perfumes. que faziam parte dos hábitos o mesmo não pode veicular qualquer alegação te. áreas do corpo a que se destinam e cuidados a soluções 22 e 23/2000 (Brasil. são preparações constituídas tabelecimento no qual sejam realizadas atividades na por substâncias naturais ou sintéticas. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos (Brasil. como banhos e massagens. No Egito antigo. sistema ênicosanitárias e de BPFC definidas para os estabe. 2000). estado” (Brasil. de uso externo área de alimentos deve apresentar as condições higi. visto que os Órgãos de Vigilância Sanitária possuem diferentes formas de condução desse trabalho.b). sacerdotes e estava ligada aos ritos mortuários. 7. da Resolução RDC tegorias de grau de risco: Grau 1. unhas. óleos fragrâncias. dos povos mais antigos (Guirro e Guirro. Desde os tempos mais remotos. 2002). novos alimentos e novos 2. e Grau vas tecnologias (recicladas). capilar. Regulação de plantas como cosméticos como a camomila (Matricaria recutita). serem observados quando de sua utilização. uso. sabões e até mesmo pintu- for intencionalmente comercializado como alimento. utilizando ervas aromáticas.. órgãos genitais externos. 1969. licença ou alvará sanitário expedido pela autoridade sanitária competente estadual. nas diversas partes do corpo humano. erva-cidreira (Melissa oficinalis). Algumas dessas espécies.

de 11 de novembro de 1999. a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. as drogas. e dá ou- tras providências. de 19 de dezembro produtos de higiene pessoal.Portaria nº 326 de 30 de julho de 1997. A legislação evoluiu desde a publicação das duas po. espécies brasileiras.Resolução no 18 de 30 de março de ou coletiva. de 30 de outubro de 1967. desde a sua ob. ção do produto como droga vegetal notificada. princi- palmente as de uso tradicional.Lei nº 9782.Resolução no 196 de 10 de outubro de estar adequados ao arcabouço legal vigente para os 1996. de 27 de janeiro de 1999. zes básicas para análise e comprovação de proprie- dades funcionais e ou de saúde alegadas em rotula- Brasil 1973 . Regulamento técnico de procedimentos para registro de alimentos e ou novos ingredientes. gem de alimentos. porém. e dá outras providências. não devem conter. Verifica-se. Brasil 1999a . Sobre a defesa e a proteção da saúde individual Brasil 1999e . repu- Referências blicada em 03 de dezembro de 1999. Regulamento técnico que estabelece as diretri- ções fitoterápicas. a proibição de planta alguma (Brasil. vacinas e testes diag- gorias possíveis atualmente.Resolução no 17 de 30 de março de 1967. de 14 de setembro de legislação nacional para desenvolverem estudos 1999. ras de pesquisa envolvendo seres humanos. no entanto. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujei- tos os medicamentos. ainda. posteriormente alterada pela RDC gas. zes básicas para avaliação de risco e segurança dos alimentos. de 21 de outubro de 1969. cosméticos. medicamento fitoterápico. Regulamento técnico que estabelece as diretri- tenção até o seu consumo. humanos para a área temática de pesquisa com no- mentadas na legislação. BRASIL 1967 – Portaria no 22 de 30 de outubro de Brasil 1999d . 2009.Decreto-Lei no 986 de 21 de outubro de 1969. de 01 de agosto de 1997. de 26 de janeiro de 1999. republicada em 03 de dezembro Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de dro. 2009. Aprova normas de pesquisa envolvendo seres Também é necessário divulgar as modificações imple. diversas formas de produção de fitoterápicos. Brasil 1969 .Resolução no 251 de 07 de agosto de 1997. para estabelecimentos produtore/industrializadores mentadas ainda não são suficientes para englobar as de alimentos. alimento ou cosmético. 2009. que há necessidade de que os pesquisadores e a indústria brasileira entendam a Brasil 1999b . cria pico. de 23 de setembro de 1997. 1996 . republicada em 03 de dezembro de 1999. bro de 1976. as quais são de grande nósticos. Brasil 1997b . Brasil 1999c . considerando que as categorias regula. os insumos farma- Embora o uso de ativos vegetais seja largamente cêuticos e correlatos. Conclusão Brasil 1997a . ainda há higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação muito a fazer. saneantes e outros utilizado pela indústria cosmética. fitoterá. Estabelece normas para o emprego de prepara.RDC no 460. vos fármacos. interesse dos produtores. 7. e a comprovação produtos. apresenta a “Lista de substâncias que os latos e dá outras providências. 14 Revista Fitos Vol. de 24 de setem- científica esteja referendada para diversas espécies. insumos farmacêuticos e corre- 38/2011.Lei no 5991 de 17 de dezembro de 1973. exceto nas condições e com as restrições estabelecidas”.nº 01 . considerando todas as cate. cosméticos e perfumes de 1973. Institui e aprova o Certificado de Boas Práticas voltados à comprovação da segurança e eficácia de de Fabricação. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos A RDC 16/2011.Lei no 6360 de 23 de setembro de 1976. ainda não está definida uma legislação es- pecífica para produtos fitocosméticos. de 1999. medicamentos. A dissemi- nação de tal conhecimento auxilia na correta classifica. no tocante a alimentos. Aprova as diretrizes e normas regulamentado- produtos cosméticos.janeiro / março 2012 . Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.b). fiscais e população. 2011a. no Brasil. medicamentos. não especifica Brasil 1976 . de modo que realmente se de- senvolva a cadeia de plantas medicinais e fitoterápi. devendo estes Brasil. de 16 de outubro de 1996.Resolução no 16 de 30 de março de cos no Brasil. Aprova o regulamento técnico sobre as condições líticas (PNPIC e PNPMF) em 2006.

de 02 de junho de 2003. tais e parte(s) de espécies vegetais para o preparo de chás constante da Tabela 1 do Anexo desta Resolu- Brasil 2003 .Lei no 11. de 8 de julho de 2009. Revista Fitos Vol. de 26 de setembro de 2005.janeiro / março 2012 15 . Brasil 2009c . Regulamento técnico para procedimentos para Aprova a Política nacional de práticas integrativas e registro de alimentos com alegação de propriedades complementares no SUS. de 11 de dezembro riza ad referendum. de 21 de agosto de 2006. de 2008. Es. 7.IN no 05 de 11 dezembro 2008. Brasil 2005d . de 26 de janeiro de 1999. para dispor sobre as Certificações de Boas Práticas para Brasil 2005c . Brasil 2006b . Apro- Brasil 2004b .Portaria nº 354 de 11 de agosto de 2006. de 6 de julho de 2009. de 18 de março de 2004.RE no 1 de 29 de julho de 2005. de 11 de fevereiro de 2009. funcionais e ou de saúde em sua rotulagem. de 01 de agosto de 2008. medicamentos fitoterápicos”.RDC no 249 de 13 de setembro de os produtos sujeitos ao regime de vigilância sanitária.RDC no 04 de 10 de fevereiro de 2009. gistro e dispensa da obrigatoriedade de registro de produtos importados pertinentes à área de alimentos. cosméticos e perfumes.Consulta pública no 36 de 23 de junho belecidas no Regulamento técnico das Boas Práticas de 2009. Aprovar a inclusão do uso das espécies vege- 16 de março de 2000. Determina a todos os estabelecimentos fabri. de 04 de maio de 2006. Brasil 2009a . cantes de produtos intermediários e de insumos far- macêuticos ativos. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos Brasil 1999f . de 23 de 2000.Portaria no 971 de 03 de maio de 2006. Brasil 2007 . e dá outras providências. republi- cada em 10 de dezembro de 1999. Regulamento técnico de espécies vegetais para Trata da admissibilidade de Farmacopeias internacio- o preparo de chás.RE no 90 de 16 de março de 2004. 2005. de 18 de março de 2004. de higiene pessoal. Deter.RDC 211 de 14 de julho de 2005. Brasil 2006c . confor- me Anexos I e II desta Resolução.972. Aprova a Política nacional de plantas medici- Brasil 2000a . Dispõe sobre boas práticas de manipulação de pre- Brasil 2004a . a publicação do Guia para a re. Dispõe sobre o manual de procedimentos bá- sicos para registro e dispensa da obrigatoriedade de Brasil 2006d . de 22 de setembro de 2005. 2009. junho de 2006. de 06 de julho de 2009.RDC no 219 de 22 de dezembro de registro de produtos pertinentes à área de alimentos.RE no 899 de 29 de maio de 2003.Resolução nº 22 de 15 de março de nais e fitoterápicos e dá outras providências. 16 de março de 2000. rápicos de registro simplificado”.nº 01 . va o regulamento para a realização de pesquisa clínica Dispõe sobre o “Guia para realização de alterações.782. de 18 de julho Brasil 2009b . 2000.RDC no 67 de 08 de outubro de 2007. de 2005. Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os Brasil 2005b . Auto. o cumprimento das diretrizes esta. de 09 de outubro de 2007. parações magistrais e oficinais para uso humano em põe sobre o “Guia para os estudos de toxicidade de farmácias. Proposta de Resolução-RDC que dispõe so- de Fabricação de produtos intermediários e insumos bre boas práticas de fabricação de drogas vegetais farmacêuticos ativos. Altera a Lei no 9. mina a publicação do “Guia para validação de métodos analíticos e bioanalíticos”.Resolução nº 23 de 15 de março de providências. sujeitas a notificação. Aprova e promulga o Regimento interno da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras Brasil 2000b . de 26 de dezembro de 2006. notificações e cancelamento pós-registro de fitoterápicos”. inclusões. de 01 de agosto de 2005. 2006.RDC no 39 de 05 de junho de 2008. Brasil 2008b . ção.RDC no 37 de 06 de julho de 2009. detentores de registro de medicamentos de uso hu- tabelece a definição e a classificação de produtos mano. alização de estudos de estabilidade. Brasil 2008a . de 23 de junho de 2009.Resolução no 19 de 30 de março de Brasil 2006a . Dispõe sobre os procedimentos básicos de re. Dis.Decreto no 5813 de 22 de junho de 2006. Deter- mina a publicação da “Lista de medicamentos fitote- Brasil 2005a .RDC no 267 de 22 de setembro de Brasil 2009d .RE no 91 de 16 de março de 2004. 2005. nais.

RDC no 71 de 22 de setembro de 2009. L. Cosaf Naify Edições.. C. E. MERCOSUL. de 12 Tecnologia para o desenvolvimento. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos Brasil 2009e . Rousso.G. Dispõe sobre as categorias de alimentos e practices (GMP) for herbal medicines. World Health Organization WHO Technical Report Series. no. Mentz. Brasil 2011b .Fisioterapia dermato tos. Mohrt. a RDC 16 de 12 de abril de 2011. 7. Recebido em Outubro de 2011. Brasil 2009g .IN no 9 de 17 de agosto de 2009.Fundamentos de tecnologia de Brasil 2010f .M. J.. Editora Taylor & Francis. C.CP no 85 de 10 de agosto de 2010.Chá ou fitoterápi- va o Regulamento técnico MERCOSUL sobre “lista co? Um resgate histórico de como a legislação sanitária de substâncias que os produtos de higiene pessoal.mercosul. São Paulo.Portaria no 886 de 20 de abril 2010. de 10 de abril de 2010. de Saúde (SUS). publicação e disponibilização de bulas de medicamentos para pacientes e para profissionais de Elsner.Good Brasil 2010d . encara a planta medicinal desde o Brasil colônia... OMS 2003 . 4ª edição. Editora da UFRS e UFSC.gov. 93 p. Dis. 908.RDC no 16 de 12 de abril de 2011. n. Editora Manole. manufacturing practices for pharmaceutical products: põe sobre as boas práticas de fabricação de medica. põe sobre a relação de produtos permitidos para dis. de 05 for Pharmaceutical Preparations. 20-31.) 2002 . Sharapin. de 22 de abril de 2010. and active cosmetics: drugs versus cosmetics. Simões. Gosmann. Nova York. Estabelece regras para a rotulagem de medicamen. Brasil 2010c .RDC no 38 de 4 de agosto de 2011. p. Disponível em: <http://www.1/2. P. F. de 5 de agosto de 2011. culo. 400 p. 2000 .RDC no 10 de 10 de março de 2010. E. Dis.Far- Institui a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único macognosia . Guirro. Altera Estabelece regras para elaboração. Genebra. Soares.WHO Guidelines on good manufacturing de 2010.Da planta ao medicamento. E. Mello. 2003. Genebra. condições e com as restrições estabelecidas” e dá ou- tras providências. funcional. Aceito em Janeirto de 2012 16 Revista Fitos Vol. Brasil 2011a . de 10 de Medicamentos” no âmbito do MERCOSUL o Rela- março de 2010.. -09?searchterm=gmc+15%2F09>. Jazdzewski. Brasil 2009f ... R. Report.RDC no 14 de 30 de março de 2010.nº 01 . Brasil 2010g . de 6 de agosto de 2010.I.C. normativa/resolucao/2009/mercosulgmc-res-nb0-15- cos. de 30 de março de 2010. Organização Mundial da mentos. do Sul.P. Dispõe sobre Adotar como re- Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto gulamento sobre “Boas Práticas de Fabricação de à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. F.2. Publicação do convênio An- práticas de processamento e manipulação de plantas drés Bello e Programa Iberoamericano de Ciência e medicinais e fitoterápicos em Farmácias Vivas.br/ Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápi.R. Rio de Janeiro. e Maibach. de 08 de setembro de 2009. tro sanitário. 2ª edição. Apro. N. F. 2010 . São Paulo. Schenkel. P. Boas produtos fitoterápicos. M. rias. 2000 .Resolução RDC nº 27 de 5 de agosto OMS 2007 ..O. Porto Alegre/Florianópolis.Beleza do sé- pensação e comercialização em farmácias e droga. 2009 . 02 de julho de 2009. de 23 de dezembro de 2009. tório nº 37 da OMS (WHO Technical Report Series 908).Resolução – GMC n° 15 de Brasil 2010a . H. main principles WHO. G.IN no 05 de 31 de março de 2010. Organização Mundial da Saúde. Lista de referências bibliográficas para avaliação de segu. 2011. (eds. de agosto de 2010. 3ª edição. e Mendonça.-P. Grupo Mercado Comum Brasil 2010b . Pers- cosméticos e perfumes não devem conter exceto nas pectivas da Ciência e Tecnologia. atualização. L.I. Annex 4 . Thirtyseventh de abril de 2010. Saúde.WHO Expert Committee on Specifications rança e eficácia de medicamentos fitoterápicos.Cosmeceuticals saúde. Chahine. 2003. e Guirro.) 2005 . Vormese.RDC no 17 de 16 de abril de 2010..P. embalagens isentos e com obrigatoriedade de regis. v.janeiro / março 2012 .RDC no 47 de 8 de setembro de 2009. Acesso em: 14 nov. harmonização. 2002 . de 25 de abril de 2011. de 18 de agosto de 2009. Lannelongue. N. (org. Brasil 2010e . publicado em 2003.A. e Petrovick.

O óleo essencial das folhas é o preferido para produção industrial. pharmacology.fiocruz. Sinonímia Cordia salicina DC.br Palavras chave: Cordia verbenacea.Farmanguinhos/FIOCRUZ. camarinha. hastes e raízes. farmacologia e toxicologia visando o desenvolvi- mento de um medicamento fitoterápico. A base científica deste uso é descrita em termos de botânica. Rita Favoreto Laboratório de Química de Produtos Naturais. 2002).Rio de Janeiro. catinga-de-barão. Lithocardium salicinum Kuntze. erva-baleeira. erva-baleeira. 21041-250 . Lithocardium verbenaceum Kuntze (Lorenzi e Matos. maria-preta. Keywords: Cordia verbenacea. erva-balieira. farmacognosia.. Nomes comuns Baleeira.&Schult. 100 - Manguinhos . pharmacognosy. (veja abaixo). planta medicinal. trans-caryophyllene. catinga-preta. -humulene. mariarezadeira. pharmacology and toxicology with a view to the development of a phytotherapy drug. RJ – Brasil *Correspondência: e-mail: gilbert@far. Rua Sizenando Nabuco. Lithocardium fresenii Kuntze. maria-milagrosa. cordia.) Roem.nº 01 .janeiro / março 2012 17 . salicinia. The scientific basis for this use are described in terms of botany. 7. Cordia verbenacea DC MONOGRAFIA / MONOGRAPHY Monografia / Monography Boraginaceae Cordia verbenacea DC Boraginaceae *Benjamin Gilbert. 2002). trans-cariofileno. Resumo As partes aéreas de Cordia verbenacea são usadas tradicionalmente como um antiinflamatório. farmacologia. -humuleno. balieiracambará. erva-baleeira. Cordia cylindristachya (Ruiz & Pav. medicinal plant. Cordia curassavica Jacq.CEP. erva-preta. Definição da droga vegetal Há três derivados da planta em uso medicinal: folhas. camaramoneira-do-brejo (Lorenzi e Matos. Revista Fitos Vol. Abstract The green parts of Cordia verbenaceae are traditionally used as an antiinflammatory drug. Instituto de Tecnologia em Fármacos .

ocorrendo na Austrália. (Barroso et al. Cordia monosperma Jacq. Os fru- História tos quando maduros apresentam a coloração vermelha. 1997) e provavelmente por outros fatores. Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae Variedades e espécies correlatas A espécie Cordia verbenacea é nativa do Brasil. aromáticas.. de 5-9cm de comprimento. 1997). 2004). Cordia ferencialmente na faixa de 500 a 1000m do litoral sellowiana Cham.23% (v/w) de óleo essencial. Caledônia.. globular e reniforme.5-2.7%). onde é considerada planta daninha. como tem controvérsias porque há diferenças morfológicas os flavonóides.. Distribuição geográfica trans-cariofileno O gênero Cordia é distribuído nas regiões tropical e Uma análise das folhas frescas de C. Os indígenas utilizavam o extrato bruto das partes aé- Ventrella e colaboradores (2008) desenvolveram um reas da Cordia verbenacea em processos antiinflama- estudo morfológico e histoquímico dos tricomas glan- tórios por aplicação tópica. 7. 2009). entre elas (Carvalho. O desenvolvimento industrial. flavonóides e ácidos graxos. pois 1989. Guiana e no Brasil (Rapi- apresentando como maiores constituintes o a-pineno sarda et al. Existem várias publicações Montes Claros . 1990 nesses horários obteve-se maior produção. Folhas simples.nº 01 . pode sofrer alterações no teor do princípio ativo em função da variação genética existente (Lameira. América Central. (2009). Descrição da planta Arbusto muito ramificado. a partir desta planta foi desenvolvido o antiinflamatório de uso tópi- Componentes químicos principais co Acheflan® pelo Laboratório Ache que causou um impacto importante no cenário da indústria farmacêu- Nas análises fitoquímicas foram identificados mono- tica brasileira (Queiroz et al. tem sido utilizada em substituição a C. 2008).5m. Nova mostrou a presença de 0. (Basile et al. com has- tes cobertas por casca fibrosa e com altura de 1. mas ainda exis- ela contém principalmente compostos fenólicos.. As flores são pequenas. DC. Os tricomas Em 1819 foi identificada a espécie Cordia curassa- globulares caracterizam-se pela secreção de um óleo vica. pre- Cordia superba Cham.. Cordia myxa L. verbenacea subtropical do mundo. 1988. ereto e aromático. reconhe- cendo duas classes. 1997.. et al.6%). en- contrando-se do Ceará ao Rio Grande do Sul. sesquiterpenos. alternas.MG. Sertié et al. em doenças da bexiga e como antiinflamatória (Souza Cultivo e propagação et al.. transcariofileno (25%)... Cordia rufescens A. Rapisarda et al. verbenacea. trabalhando com material de tarem usos medicinais. Atlântico. bran- cas e dispostas em inflorescências racemosas de 10- 15cm de comprimento (Lorenzi e Matos. Material vegetal usado O gênero Cordia é mencionado por Pio Corrêa (1952) por ser produtor de substâncias empregadas como Folhas medicamentos e por inúmeras espécies apresen- Souza et al. mostraram que o melhor horário científicas na área de ensaios farmacológicos e toxi- para coleta das folhas para extrair o óleo essencial da cológicos para Cordia verbenacea DC..janeiro / março 2012 . alo-aromadendreno (10%) e a-humuleno (4. planta é das 09 às 12 h e por volta das 18:00 h. Propagada usualmente por sementes. algumas classificações consideram esta planta essencial terpenóide. enquanto que nos reniformes como sinonímia a Cordia verbenacea. terpenos. sempre acompanhando as áreas abertas da orla do 2009. Costa et al. coriáceas. (29. e 1991). 2002). dulares das folhas de Cordia verbenacea. 2010). Também foram obser- 18 Revista Fitos Vol. triterpenos.

na medicina tradicional como antiinflamatório. Foram investigados o efeito antiinflamatório e toxici- Ácidos e ésteres dade dos extratos em vários modelos experimentais O ácido rosmarínico foi encontrado no extrato hidro. reumatismo e problemas de municípios paulistas.. Tam. Em outro trabalho Santos et al. Além do trans-cariofileno foram coluna (Silva Jr. Dos nas dosagens de 0.janeiro / março 2012 19 . Atividade antiinflamatória Duas maneiras de administração são descritas . 2002. Em ensaios sobre o granuloma óleos (Miller et al. incomum entre tais nificamente o edema.tópi- ca e oral. O mesmo óleo contém o induzido por chamuscos de algodão onde foram utili- ácido gama-linolênico. Ventrella et al..98 mg/kg. et al. d-cadineno. cionais de medicina que têm apoio experimental liaram o teor mínimo 2. planta fresca.63 a 2. em ratos Wistar. 7..5%). Panizza. (2006) encontraram no óleo essencial das folhas: monoterpenos (47.. como compressa ou em forma (Ameira et al. como tônico e cicatri- zante. (-)-trans-cariofileno Usos apoiados em dados clínicos (12. o qual inibiu sig- ácidos graxos 43% são de C-20. res (artrite.. (1983) mencio- nam o chá das folhas como hemostático e no trata- mento de tumores. aumento da permeabilidade vascular osanimais rece- Revista Fitos Vol. o chá de suas folhas é empregado na cicatrização de feridas exter- nas e úlceras (Lorenzi e Matos.9%). em quatro forma de chá para artrite. entre os quais a-pine- no (20. folhas de Cordia verbenacea como antiinflamatório bém há outros flavonóides presentes descritos por em forma de infuso. 1998. O extrato inibiu a formação de granulo- Notável também neste óleo é a presença de um lipí. Vaz et al.. O ácido caféico e ácidos graxos são encontra. 1970). No modelo do edema induzido por alcoólico das folhas da espécie descrita (Hage-Melim. 1970). b-elemeno. 2004).8%) como compos. biciclogermacreno. inclusive em ferimentos provocados por peixes. A Cordia verbenacea é administrada internamente na do em Cordia verbenacea. Lorenzi e Matos (2002) identificados triterpenos do grupo damarano como a descrevem seu emprego em doenças osteoarticula- cordialina A e B (Velde et al. carregenina foi administrado por via oral o extrato hi- 2009). Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae vados b-felandreno.1%). et al. 1982).. 1968). O a-humuleno é um importante constituinte do óleo da Cordia verbenacea e foi designado como principal Usos descritos em farmacopéias e sistemas tradi- marcador químico do mesmo. metilacrolein-cianidrina em que as duas hidroxilas são b-gurjuneno. (2006) ava. liofilizado a partir do primeiro dia de implantação até o sexto dia.nº 01 .. Conhecida como erva-baleeira.54% zadas as dosagens diárias de 1. talvez esta a origem do nome comum. citronelol acetato. (2002) em Cordia verbenacea.3%) Usos medicinais e sesquiterpenos (43.. Flavonóides O Formulário Nacional Fitoterápico da Farmacopéia Artemetina foi identificada por Sertié et al. b-pineno (13. esta espécie é utilizada tos predominantes.4%) e biciclogermacreno (13. nevralgias e contusões. com valores de 0. 2008). espa.24mg/kg do extrato (Arrebola et al. (1990) e Brasileira (ANVISA. Akisue et al. que é um diéster graxo de hidroxi. 1995). Em testes de medição de deo cianogenético. droalcoólico a 70% das folhas de Cordia verbenacea dos no óleo das sementes (Seigler et al. gota. 2008). 2009). dores musculares e da coluna). Usos descritos na medicina popular não apoiados em evidência experimental ou clínica Diversos autores citam o uso tradicional em prosta- tites. 2004). mas nos animais tratados. analgésico e antiúlcera (Ventrella et al. esterificadas com ácidos graxos predominantemente tulenol e epoxicariofileno (Carvalho Jr. de pomada.59 a 2.3% de a-humuleno encontra. C-20 (Seigler et al. 2011) descreve o uso tópico das por Bayeux et al.

(2009) avaliaram a atividade antiinflamatória em cida por artemetina não mostrou atividade. p38. da interleucina IL- beram a dose de 1. onde os níveis de dosagem óleo essencial das folhas e de alguns constituintes maiores inibiram o edema num grau comparável com ativos presentes no óleo. da prostaglandina PGE2. 2007). Ticli et al. neuropeptídeo associado com estresse psicológico. 45...4. A ausência de infla. rosmarínico. enquanto a fração enrique. também exercia efeitos semelhantes embora não ini- mação gástrica distingue o extrato da maioria dos bisse interleucina IL-1b. a ram sinais farmacotóxicos. do fator de necrose de tumor TNFa. Um o óleo essencial (300-600mg/kg.09mg/orelha ral. via oral) demonstraram flamação pelo extrato etanólico a 70% das folhas que. 2005).6. verbenacea. espécie que os autores afirmam ser por LPS e nenhum dos dois interferiram com as qui- sinonímia de C. 2007). avaliaram o efeito antiinflamatório e a toxicidade sub. Em ensaio de edema o a-humuleno ocasionava uma redução da produção induzido por nistatina nas patas os animais rece.4. Assim a alergias respiratórias e o efeito de mediador da via presença de um outro componente com atividade an. et al. tanto oral e tópico. Outras observações da inibição de edema de pata com o extrato hidroalcoólico em Extendendo os estudos destes dois sesquiterpe- ratos. os quais receberam 20 Revista Fitos Vol. 2007). e os pesquisadores do grupo de Calix- to mostrou a importância do óleo essencial e espe- Na suposição que o principal componente antiin. foram observados a redução da migração de neutrófilos e da ativação de NFkB. Passos et al. Os resul. Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae beram o extrato (1. nases das classes proteína mitógeno ativada . na inflamação induzida na pata por carragenina.07mg/kg-1.24mg/kg) na dose de 0.07mg/kg-1 não demonstra. carragenina e. 2007. e os dois sesquiterpenos se antiinflamatórios sintéticos em uso. de ciclooxigenase.janeiro / março 2012 . -aguda da artemetina. No ensaio do edema induzido por carragenina em ratos Wistar foram administradas Passos e colaboradores (2007) avaliaram a ativida- as doses de 30. O transcariofileno em relação ao grupo controle. diclorometânico nas doses de 300 a 1000mg/kg. 57 e 45%. 102. confirmaram estes resul. substância P – um 153. via oral em ratos efeito semelhante foi observado no ensaio do gra. mostrou atividade antiedematogênica reduzindo Continuando o estudo dos sesquiterpenos. No modelo de edema de pata extracelular ativada . (2005) demonstraram vascular e resposta para histamina.nº 01 . induzido por ovalbumina. Passando à equivaleram a dexametasona usada como controle administração tópica foi examinado o efeito do ex. LPS em pata do rato. subseqüentes concentraram atenção nestes sesqui- vonóide artemetina Sertié e colaboradores (1990) terpenos (Fernandes et al. (2002) que avaliaram a atividade an. e cJun Nterminal – induzido por carragenina em camundongos o extrato JNK (Medeiros et al. Nos experimentos foram tiinflamatória na planta ficou evidenciada.. o edema na pata e o tiedematogênica do extrato bruto da parte aérea de aumento da expressão de receptores B1 induzidos C. Os sesquiterpenos não ini- trato sobre edema induzido por óleo de croton em biam a migração de neutrófilos para a cavidade pleu- orelha de camundongos. verbenacea em ratos. 7. (Fernandes et al. e trans-cariofileno (50mg/kg. Foi observada a ação antiinflamatória do fenilpropanóide e do ácido baixa toxicidade do extrato (Sertié et al. pro-inflamatórias TNF e IL-1b.MAP. da ciclooxigenase COX-2. tendo como resultado redução da permeabilidade do grupo de Sertié. Trabalhos flamatório das folhas de C. de redução da inflamação.ERK. verbenacea fosse o fla. O tratamento sistêmico com o controle (fenilbutazona de cálcio a 50mg/kg).. -1b.24mg/kg do extrato por via oral. e de uma fração enri. do óxido nítrico sintase Os resultados apontaram uma significante redução iNOS. 68. histamina e o fator de ativação de plaquetas. Estudos com os componentes sesquiterpênicos.kg-1 e DL50 67. 1988). a-humuleno Sertié e equipe (1991) avaliaram a inibição da in. via oral. utilizados camundongos BALB-C. bradiquinina. nos na inflamação induzida por lipopolissacarídeo – tados (Sertié et al. em camundongos inibiu a atividade tados dos experimentos com artemetina na dose de de mieloperoxidase.9mg. Rogério os edemas 42. um efeito positivo com superou aquele do controle naproxeno um inibidor a dexametasona. de C.9mg/kg-1 de antiinflamatória e as propriedades antialérgicas do de artemetina. 2007. via oral. quecida de artemetina. ativa segundo as observações kg). curassavica.5ml (25mg/ Além da artemetina. Medeiros et al. cialmente o trans-cariofileno e humuleno. Resultados de alta discrepância são registrados por Entretanto somente -humuleno reduzia as citocinas Bayeux et al. O efeito de 0. e camundongos) reduziu o edema de pata e outros nuloma induzido por chamuscos de algodão a uma efeitos associados com a inflamação induzida por dose diária de artemetina de 67.6 e 153.

rosmarínico com as fosfolipases mostraram o encaixe sagem de 50mg. Simulações da interação de ácido verbenacea em animais de laboratório não foram ob- Revista Fitos Vol. (LT)B4 e NF-kB]. 7. O acúmulo nos órgãos como o fígado foi observado e demonstrou-se Atividade antiofídica que ultrapassa a barreira sangue-cérebro.p. e em menor grau da outra fosfolipase BthTX. Foram observadas atividades CCL11. duas de Bacillus) e contra fungos (oito espécies Sertié et al. albicans. liofilizado. sultados indicam atividade sobre os vermes adultos in vitro e possivelmente alguma ação in vivo (Frezza et Atividade analgésica al. Pseudomonas aeruginosa. verbenacea as doses utilizadas foram de 200 a 800 vezes maio. uma delas S. Farmacocinética verbenacea. Klebisiella pneumo- duzidas por estresse.48mg/kg (Sertié et al. ratos foram tratados com a Visto que a atividade antiinflamatória de C. avaliando a velocidade de absorção e excreção após (2008) não acharam efeitos analgésicos significantes administração oral. essencial total da planta (1g/kg oral).nº 01 . O extrato inibiu a ação grande parte oxidado a vários epóxidos pelos citocro- hemorrágica do veneno bruto. concentração de humuleno é significante sendo em cussu. verbenacea contra tópica de fórmulas como o creme ou o spray também veneno de cobra. uma delas C. (parte não especificada da planta) contra Schistoso- res (250 a 1000mg/kg). (2008) realizaram um estudo quantitativo dose de a 2. de camundongos contra lesões induzidas por etanol e etanol-ácido clorídrico. importante efeito de proteção à mucosa gástrica. e equipe (2004) avaliaram a atividade nas vias respiratórias e reduzindo o recrutamento de antimicrobiana do óleo essencial das partes aéreas eosinófilos. várias cepas. mas não teve ação sobre o efeito edematogênica Na série de trabalhos sobre a farmacologia de Cordia destas fosfolipases. re.24 ou 2. 2010). possuía um ro de Gram-negativas (Protium mirabilis e P. O ácido rosmarínico. Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae doses diárias de a-humuleno e trans-cariofileno na do. Ticli ou a-humuleno (1mg. Escherichia coli.. A biodisponibilidade por via oral é de 18%. e duas espécies de mostraram que o extrato também protegia o estômago Salmonella) foram resistentes. 2009.24mg/kg via oral em ratos. A absorção em camundongos na dosagem de 250mg/kg via oral do humuleno é rápida alcançando a concentração nos modelos de placa quente (56oC). via oral). e co 70% das folhas de Cordia verbenacea. de Enterobacter. mos.) e teste de retirada da cauda de kg) e após 30min quando administrado como óleo água a 51ºC.6% a 10mg/kg i. In vivo -II.. Um discreto efeito analgésico foi observado com a Chaves et al. A aplicação Seguindo um uso tradicional de C. foi examinado o efeito do extrato resultou em rápida absorção. endovenosa e tópica.kg-1 (de cada dos terpenos). Em ensaio com o objetivo de avaliar a atividade anal- gésica do extrato etanólico a 70% das folhas de C. da expressão de moléculas de adesão térias Gram-positivas e Gram-negativas pelo método e da ativação de fatores de transcrição [INFg-. 2005).janeiro / março 2012 21 . de difusão em ágar. Roldão et al.48mg/kg (peso corpo. et al. vulgaris). (1991) mostraram que o extrato etanóli. aureus – ATCC Atividade antiúlcerogênica 5051. Bothrops jararacussu. enquanto os demais gram-negativos (duas espécies duzindo em 34% o número de lesões gástricas pro. mas contra apenas um gêne- ao nível de 1. cea foi associada principalmente com a-humuleno. via oral da molécula do ácido nelas (Hage-Melim. Roldão e colaboradores (2008) niae. Os re- do extrato. IL-5. ventiva por 22 dias. ácido acético máxima no plasma após 15min por via oral (150mg/ (0. 2005). Carvalho Jr. Observou-se a redução de mediadores da e folhas da espécie Cordia verbenacea frente a bac- inflamação. liofilizado uma de Cryptococcus). Os autores atribuem o efeito ma mansoni foi avaliada in vitro (vermes acasalados como possivelmente associado à ação antioxidante em meio de cultura) e in vivo (camundongos). positivas contra bactérias Gram-positivas (duas espé- cies de Staphylococcus. O grau de proteção alcançado Atividade esquistossomicida era o dobro do registrado por Sertié e equipe quando A atividade de uma fração etanólica de C. verbena- dosagem de 1. de Candida. O a-humuleno se revelou como o produto eficaz neste modelo de alergia respiratória Atividade antimicrobiana murina exibindo uma ação antiinflamatória marcada. isolado do extrato metanólico das folhas também ini- biu a hemorragia como também a citotoxicidade e a Toxicologia miotoxicidade do componente fosfolipásico do veneno BthTX-I. Após 4h a redução da hidroalcoólico da folhas contra o veneno de jarara.ml-1 via aerosol) como dose pre.

tendinite e dor miofascial quando aplicado no local da lesão a cada 8 horas. O tratamento com o diclofenaco dietila- ou fertilidade deles. o creme de Cordia e diclofenaco-dietilamôneo (emul- Bayeux et al..3-2.5%).2% por via oral a ratos fêmeas ou machos antes do aca. 2008)..5% do óleo essencial de folhas de Cordia melhora foi moderada. 2007. duplo-cego e te reumatóide.6% a 0. Já nos estudos de fase III com 268 pacientes. nevralgias e contusões. 2005). dietilamônio (emulgel). comparativo. 7. pois o quadro permaneceu dos fetos. 2000 e 2001). verbenacea (0. Ambos os Ensaios Clínicos tratamentos apresentaram excelente segurança. maturação sexual inalterado. em apenas 1. mutagenese de Cordia verbenacea foi eficaz no tratamento de Não foram encontrados relatos de efeitos. em menor proporção quando Nos estudos de fase I (Calixto e Vergnanini 2000. 2005). com os mesmos produtos nas mesmas prostatites. 1998. caso de evento adverso (prurido no local de aplicação).. os resultados indicaram que o creme Carcinogenese. realizado com 81 pa. artri- Em estudo clínico fase III. observou-se que mais de 60% dos casos tra. Formas de dosagem e Posologia Entre aplicações para o alívio de reumatismo. tados com Cordia apresentaram eficácia considerada ótima ou muito boa. conforme citação na Enciclo. (ANVISA.5%) em traumas foi demonstrada.7% dos pacientes apresentaram uma melho- que o extrato hidroalcoólico liofilizado administrado ra acentuada após os 10 dias de tratamento e 18.. 1990. 1989.2% o quadro clínico apre- verbenacea por aplicação tópica são seguras e não sentou uma discreta melhora e em 8.5% até 2.8% dos casos o tou o ciclo das fêmeas nem o desenvolvimento normal medicamento foi ineficaz. dosagem de até 7.janeiro / março 2012 . possivelmente relacionado ao medicamento. sinal de toxicidade para o feto (Sertié et al. as seguintes for- condições (aplicação tópica de 8/8 horas durante dez mas de apresentação são recomendadas: dias.3% tiveram salamento ou nas fêmeas durante gravidez não afe. nem a estrutura óssea. Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae servadas níveis significantes de toxicidade aguda nos traumáticas)..44mg/kg não apresentou qualquer clofenaco para os casos de tendinite crônica. pédia Médica descrita nas referências bibliográficas.9% de a-humuleno. tiveram melhora moderada.. fase II e fase III (Refsio et al.5% o quadro apresentaram qualquer reação alérgica ou irritativa permaneceu inalterado.nº 01 .5% com diclofenaco Conforme relatado acima. Precauções Nos estudos de fase II para avaliar o uso da Cordia verbenacea de aplicação tópica no tratamento da dor Gerais miofascial e da tendinite crônica. Basile et al.. A avaliação comparativa do Efeitos sobre a fertilidade creme de Cordia verbenacea 0.5% de óleo essencial padronizado em Em geral não foram encontrados relatos de efeitos 2. (2005) mostraram pois 72. fascial e mesmo quando consideradas as afecções associadas (Refsio et al. Os pacientes foram divididos em 2 gru- extratos ou nas substâncias isoladas nem por via oral pos de 55 e 59 pacientes recebendo respectivamente nem tópica (Sertié et al. dietilamônio 1%. dores musculares e da coluna. via oral. em que Cordia apresentava eficácia semelhante ao do di. mônio (emulgel 1%).. aleatório. em pacientes portadores de contusões e lesões 22 Revista Fitos Vol. gota. 2005) que demonstraram ação antiinflamatória e excelente Efeitos adversos tolerabilidade da Cordia verbenacea na forma de cre- me contendo 0.7% dos casos a melhora foi acentuada. 2002. 1991 e 2005. não havendo diferença estatística significante de tolerabili- Em estudos clínicos de fase I realizados por (Calixto et dade entre os dois medicamentos (Brandão et al. Passos et al. apenas 7. 2006). adversos com exceção do caso isolado acima citado. 18. dor mio. 10. sob forma de emulgel. demonstrou administrado por 45 dias consecutivos. o extrato etanólico a 70%. al. A eficácia do tratamento com o creme de Cordia al. 2011).. enquanto o mesmo foi observado Genotoxicidade em apenas 40% dos casos tratados com diclofenaco Não foram encontrados relatos de efeitos adversos. Roldão et al. comparado a Cordia verbenacea (0. O tratamento deve ser suspenso em caso de alergia cientes. sendo que 2001) foram comprovadas que as concentrações de 62. Sertié et al. melhora discreta e. Oliveira et al. porém. 2004. O estudo detectou apenas um nos voluntários sadios que participaram do estudo.. também demonstrou a eficácia do mesmo. Carvalho et gel). 1988.

7. 18(1). v.P. J. 2008. Brasileira de Farmacognosia. Depois de coada a tintura é e de Cordia myxa L. 11-15. v. M. A. Formulário de Fitoterápicos. no da tintura é indicada para uso em adultos na dose de 10ml. 5. Revista Brasileira Plantas Medicinais. nopharmacology. M. David. M. tica de penetração do fármaco Cordia verbenacea p..E.. S.E.L. 1678-1683. D. M. p. and Cordia rufescens A. 2004.O.M. J. p..S. (Boraginaceae). G. M.. R. J.. K. Estudos feita com 10mL da tintura feita com álcool a 70% e pré-clínicos em roedores e cães e clínicos de fase I - 100g de base de lanolina e vaselina. 2000 – 2001. em pacientes portadores de contusões.. DC. F. A. Caracterização farmacognóstica da droga e da tintura de Cordia verbenaceae Al. M. T.de O. 408-415. O uso inter. Revista Brasileira de Medicina.de O..C. v... e Carvalho.B. Soares. 3 vezes ao dia.. comparativo para avaliar a eficácia e Saúde. Memento terapêutico. Revista Brasileira de Farmacognosia.F. A. Queiroz. 2011) descreve uma pomada Calixto J. Carvalho. P. Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae Infusão: o Formulário (ANVISA.P. das folhas frescas ou secas à sombra e recomenda Brazilian Journal of Medical and Biological Research.. P. J. dos componentes lipídicos das sementes de três es. v. para as crianças 5 ml.B. RJ.. Cardoso.. Programa de Ameira. Caracterização far- menda 3 colheres de folhas em uma xícara de álcool macognóstica dos frutos de Cordia sellowiana Cham. Santos. S. p. M. 14(1). Sertie. Panizza. Arrigo. p.O.K.. Oliveira. 62. Calixto.nº 01 . 74. Ro. Miranda. Mancini. entorses.B. Moraes. 28 e 110. Baseado em da.C. Evaluation of the antiedematogenic activity de água fervente. 60. Oshiro. C.C.P. R. Estabelecimento de cultura de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade Vale do células em suspensão e identificação de flavonóides Paraíba. L. p. 3 vezes ao dia. Farmaco.. Referências bibliográficas Chemical composition and antimicrobial activity of the essential oil of Cordia verbenacea DC.janeiro / março 2012 23 .. O Formulário (ANVISA. Leal.. Chaves. F.M & Shimizu.B.. 2009.. 2004. F.R. Giulietti. Estudo fase III.A. p. Arquivo Central do Laboratório Aché. Topical anti-inflammatory activity and toxicity of Cordia verbenacea.D. v. Journal of Eth- Akisue. Costa. p. Análise fotoacústica da ciné- raginaceae. Botucatu.V. L. aleatório.A. Pinto. C.B.R. p. 2006. J. 2008. Sawaya. p. sileira de Farmacognosia. Tintura: para aplicação tópica Panizza (1998) reco. 1998.. 63(8). 1983. J. v. O.F. 2002). Brasília – DF.S. preparar a infusão com 3g de folhas secas em 150mL J. Pharmacokinetics and Tissue Distribution of the ANVISA. Fitoterapia. Revista Brasileira de Medicina... Caly. O. B. Rodrigues. 1ª. J. plant species native from Brazilian semi-arid.. P.H. duplo- copo d’água (Panizza. 57-65. Panizza (1998) indica a utilização of artemetin isolated from Cordia curassavica DC. Enciclopédia Médica citada por Refsio.C..C. 260-263. Pós-Graduação em Bioengenharia do Instituto de ni-Blank. 19(2A). M. diluído em 1/2 P.3 e 2. Brandão.T. 2011. David. por 5 dias em maceração.. Planta Médica. DC.... tolerabilidade da Cordia verbenacea e do diclofenaco dietilamônio. Bastos.H. 1998). 297-301. Jesus-Garcia. Arrebola. Dissertação de Mestrado. diluída em 1/2 copo d’água e Brandão. 69-82. p.M. Oliveira. Cordia superba Cham. R.B.F. dos clínicos acima esta pomada teria que ter um teor de humuleno entre 2. uma xícara de chá 1-3 vezes ao dia. Sesquiterpene α-humulene in mice. Marques.T. traumas e lesões musculares. Foflio. v. 95. v. (Acheflan) na pele humana (massagem versus fonoforese)..G.. v. em Cordia verbenacea DC. (Boraginaceae Jussieu). Revista aplicada de 4 em 4 horas no local afetado.. Carvalho.P. Basile. 2009. Estudo A.A. M. v. DC Bo.F. Faria. Pianowisky. D. 35.A. Peterlin. Fernandes. 11(1). p. 2002..A.. Vergnanini. péia Brasileira. M. 2005. E. Secretaria Municipal de cego. I. 1989. M. 458-470. Em compressas pode também ser usada empregando fo. 1229-1232.9%..S.. 7-11. Akisue. Barroso. Revista de Ciências Farmacêuticas. 2011) recomenda Bayeux. drigues. Immunomodulatory activity of extracts from pécies do gênero Cordia (Boraginaceae). Carvalho Jr. Revista Bra.F.C. com início lhas previamente aquecidas por exposição a vapor d’água inferior a 24h. 2010. v. Revista Fitos Vol. 40-45. G. J.M.M... R. Ed. A. em um pano e aplicada durante a noite (Panizza.

Instituto de Biologia. S.. Iauk. v. 7. 110(2). 16. Witaicenis. A. sado. p. G.. Pianowski.. 1968. p. G.. Ação da fração etanólica de Cordia verbenacea na sobrevida de Schistosoma Refsio. J.. Ma.. 1998.. Estudo das interações entre Clinical assessment of efficacy and safety from Cordia fosfolipases A2 e o inibidor vegetal ácido rosmarínico verbenacea standartized extract in tendinitis and de Cordia verbenacea (Boraginaceae) por cocristali.P. 158. Memento terapêutico. Fitoterapia. C. I. M. Tese de doutorado em Medicina. Campos.. Da Cunha. Gamba. DC.A. Leite.S. Roldão.A.P.. Wolff.A. v.M.M. Vitor C. M. . Brandão.F.G.. Hematological evaluation of the ethanol extract of Cordia verbenacea leaves. Effect of two active compounds obtained from the essential oil of Cordia verbenacea on the acute Queiroz. verbenacea. S. S.S.E.. de segmento nodal de Cordia verbenacea L. 1997. p. Plantas Medicinais receptors in the resolution of inflammation. Avaliação clínica da eficácia e segurança do v. Nunes. mic Botany.. 385-391.W. v. Earle. uso de extrato padronizado da Cordia verbenacea em pacientes portadores de tendinite e dor miofascial / Hage-Melim. Pianowski. Campos. Sertié. 2007. J. Smith Jr. R. 2009. Plantas que Curam (Cheiro de Mato).. p. 2008. p. Larvicidal Activity of the Essential Oils of Cordia Lipids. R. RDF – Revista de Fitoterapia. .. E.P. Melo. Calixto..M.P.. 323-333. 1027-1030. 147-161.J.L. Santa Maria. F. São Paulo. pounds α-humulene and (-)-trans-caryophyllene isola- ted from the essential oil of Cordia verbenacea. Fer- php?sec=6&list=1&item=5444). p. 4. versidade brasileira como fonte de novas drogas: pas- British Journal of Pharmacology..M.R.L. 2007. F. . J. 2010. Rehder.. Pessoa. E. E.M..C. 124.B. K... 27(2). 43-45. carvão ativado e do meio físico no desenvolvimento v. D. Odessa SP.. R..A.S.L. Econo- Frezza. zzuco.. Oliveira. L. 151(5).S. V.enciclopediamedica. C.. Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae http://www. lergic inflammation. J. p. chronical miofacial pain patients. Preventi- no Brasil.B. Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto/USP.. Rogerio. 65. D. Korukian. Passos. Rapisarda. v. p. J.A.. J.. ve and therapeutic anti-inflammatory properties of the sesquiterpene α-humuleno in experimental airways al- Medeiros.. Revista Brasileira de zação e modelagem molecular. p.janeiro / março 2012 . Calixto. Ed.R.. H.. v. Medeiros. v. 618-27. R. D. acesso em 04/01/2012. 2005.M. 2ª edição. L.F. M. A. Programa de Fitoterapia. Calixto. Journal of Ethnopharmacology. Menezes. J. Plantarum.A.F. S.cl/movil/index. R. 387–390.S. Chemical Composition and Search for new seed oils.C. phological Study on Leaves of Some Cordia (Boragi- naceae) species used in tradicional medicine. E.. p. 51(4). 228-236. G..D. 280pp.F. 3(1).. A biodi- inflammatory responses elicited by LPS in the rat paw. 31-35. R. A. Toxicologia. 569. v. L.S...F. Figueiredo. Bonfigliori.F. IBRASA. G. Abdalla. Passos.. Calixto. Seed oil. v. Ferreira.J. p. R. and Physics of Lipids. L. Nery. Oils of Boraginaceae. J.P.. Ciência Rural. Evaluation of the antiulcero- Lameira. leucomalloides and Cordia curassavica from the Northeast of Brazil.F. Wolff. 94-98.S. A.L. v. J.. C.S. F. British Journal of Pharmacology. E.I. R. C.B.R. Passos.A.N. XV.H. Journal of Ethnopharmacology. F. lipid from Cordia verbenacea DC. Seigler.. Structure and Reactions of a cyanogenetic Panizz. G. Brandão. 4 (Esp. Santos. Micromor- ropean Journal of Pharmacology. 1997. p. Chemistry 3ª. Themed section: mediators and Lorenzi. G. 1074-1087. M.P. M.A. L.M. T. 17(5). Pianowski.. . Pinto. L. Simões.. 2007.A.. Silveira. A. . Revista Saúde. E.B. 9(1). p. Santiago.F. v. Arrigoni-Blank.. e Matos. Journal Brazilian Chemistry Oliveira. 2002. A. M.L. Di Stasi. p.A. L. C. 189-192..E. Anti-inflammatory effects of com. O.. Campos. presente e futuro.. logia Animal/Parasitologia. T.B. Allegretti. I. Hiruma-Lima. Fernandes. Faro.1)... R. F. Anti-inflammatory and anti-allergic properties of Fernandes. 2009. 62(1/2).P. 1970.nº 01 . 2006.C. Departamento de Bio. v.G. reira. Garcia.. p. L. Andrade.. O. Nascimento. 2002. . 119. D. C.A. Society. Eu. Mikolajczak. Barclay. 2009.. E. M.F.. Ragusa. Efeito de compostos fenólicos.F. (Boraginaceae). UNICAMP.R. 24 Revista Fitos Vol.. Seito.. Miller. 1998. the essential oil and active compounds from Cordia F.A. Koepp.F. Cunha.. Secretaria Municipal de Saúde RJ. 40-46. mansoni. genic and analgesic activities of Cordia verbenacea Cardoso. v.

7-10..P. Anti-Inflammatory Activity and de Cordia verbenacea em diferentes horários de cole- Toxicity of the Crude Extract of the Leaves. a new snake venom phospholipase Sertié. Plantas zza. Chemistry Society. Pharmacological Assay of Cordia C. Wiezel. 1990.G. Revista Fitos Vol. Basile. Sertié.. Florianópolis. Matida. (Boraginaceae) leaves.A.R.R. A. sa e composição química de genótipos melhorados 2005. v. Matos. J. Planta Medica.S. A.S. G.. P. 31.E. A.A.. 318-327.. R. 338-344.. v. 54. Matida. Cordia verbenacea DC Monografia / Monography Boraginaceae Sertié... R. p.. A2 inhibitor from Cordia verbenacea (Boraginaeae): Azzolini.C. Fontes. Hage. Magalhães. Manganotti.A. Marinho.. Morphology E. two new triterpenes medicinais. A. A.A. 2697-2700. S. Schapoval. 31(3). 7. G. Brasileira Botânica.V. Nery. p. v. V.K.G. 869-872.. Boletim Técnico. L. R.. T. v. França. J. Ethnopharmacological and histochemistry of glandular trichomes of Cordia studies of antimicrobial remedies in the south of Bra. S.A..C. R. Basile. 36-40. 90. P. p. Rosmarinic acid.P. toxicity of artemetin. Toxicon.A. 68.K.S. 2672- Medica.. Figueira. Giglio. Pharmacological anriserum action potentiation and molecular assay of Cordia verbenacea III: oral and topical anti. M. Perkin Trans. Basile. 2008.C.S. v. Rodrigues. v. A.S. R. E. Biomas- Sertié. Journal of Ethnopharmacology. G. Penna.. p.M. Pharmacological assay of Cordia verbenacea V: de espécies medicinais cultivadas em quatro muni- oral and topical anti-inflammatory activity.J... P. Panizza. A.. e Pani- Silva Jr. Pereira.. v. Revista Brasileira de Agroecologia. 46(3). M... v. Revista zil. Haas. A.A. M. Poser.C. Elisabetsky. 1991. Cordialin A and B...L.. 2005. R. Martins.. S. Journal of Ethnopharmacology... A. Souza.. C. p.. P. S.janeiro / março 2012 25 . C. 1995.. J..J. S. S...I. p. Cambraia. A. M. Woisky. p. 457-467. Vizzoto.A.F.K. C. M. Stabeli.M.. L. Giorgi.. inflammatory activity and gastrotoxicity of a crude leaf extract.. v. Part 1.R. Soares.T.C. Lavie. 2004. Phytomedicine. A. p. J. V.. E. 239-247.A.. Velde. Antiinflamatory activity and sub-acute Magro. F. 2675.nº 01 . A. Vaz. Planta ta.. S. A. A. v. Zelnik.A. 135-143. Zelnik.K. Resumos VI CBA e II CLAA. 2009.V. Panizza.C. Ventrella. effect and fetus toxicity of a crude leaf extract. 4(2)..12(5).. verbenacea DC. from Cordia verbenacea DC J.. p.. Souza. Pesquisa Agropecuária Brasileira. Scaranari.. EPAGRI. analgesic cípios paulistas. 71p. J. S. E.R. 2006. Matida. Zelnik. 1982. . Conteúdo de óleo essencial verbenacea. Sampaio.C. 1988.C. D.R. interaction.. 41(5). Batista. 1. Oshiro.. p. Sartoratto. Panizza. G. 56(11). Ticli. caracterização e cultivo.

). Lamiaceae. para obtenção das informações. Oliveira Faculdade de Saúde Ibituruna. Ciências Biológicas. 7. Os usos mais descritos estão relacionados às doenças infecciosas. Asteraceae.0) showed higher relative importance. transtornos do sistema nervoso e transtornos do sistema gastrintestinal. no município de Porteirinha. Porteirinha. MG. founder and responsible for ACEBEV in order to obtain the information.) and Lamiaceae (15 spp. 39400-089. Lamiaceae. Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Vegetal.). Aloe vera (2. Os re- sultados do estudo mostram a importância da ACEBEV para a população local. Keywords: Medicinal Plants. destacando-se a Asteraceae (15 spp. 99.com Palavras chave: planta medicinal. MG Plantas Medicinais Cultivadas e Utilizadas na Associação Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). Bloco K. The aim of this study was gather information about the plants grown and used for medicinal purposes at Associação Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). The results show the importance of ACEBEV for the local population.0) and Kalanchoe brasiliensis (2. da pele e tecido sub-cutâneo. Av.0). As plantas medicinais são manipuladas de forma artesanal e comercializadas como medicamento natural. 26 Revista Fitos Vol. Brasil 1 2 Universidade Federal do Rio de Janeiro. *Correspondência: e-mail: gibiologia2@hotmail. O objetivo deste trabalho foi levantar informações sobre as plantas cultivadas e utilizadas para fins medicinais na Associação Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). tanto como apoio à saúde quanto para valorização e preservação dos recursos na região. This study registered 74 medicinal species.janeiro / março 2012 . nervous system disorders and disorders of the gastrointestinal system. Aloe vera (2.0). Ibituruna. distribuídas em 33 famílias. known as Sister Mônica. Ricinus communis (2. Brazilian Cerrado. in the municipality of Porteirinha. Medicinal plants are manipulated in a handmade product and marketed as natural. Centro de Ciências da Saúde. Este estudo mostrou que são cultivadas na ACEBEV 74 espécies medicinais. etnobotânica. Asteraceae. ETNOFARMACOLOGIA / Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação ETHNOPHARMACOLOGY Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). Rio de Janeiro – RJ. Brasil. MG. locally known as ACEBEV. Cerrado. Montes Claros. both as support for health and for recovery and preservation of resources in the region. diseases of the skin and sub-cutaneous tissue. Porteirinha. Cidade Universitária.0) e Kalanchoe brasiliensis (2. MG. standing out Asteraceae (15 spp. distributed in 33 families. Porteirinha-MG 1 Cindy V. It was used a semi-structured interviews and informal dialogue with the Religious Mônica. Resumo O conhecimento sobre uso tradicional de plantas medicinais pode auxiliar na descoberta de princípios ativos com alguma ação farmacológica. Sala 032.) e Lamiaceae (15 spp. freira fundadora e responsável pelo local. Realizou-se uma entrevista semi-estruturada e diálogos informais com a Irmã Mônica. Abstract The study about traditional use of medicinal plants can help in the discovery of active principles with some pharmacological activity. Nice. Ilha do Fundão. The most common uses are related to infectious diseases. 21941-590. Ricinus communis (2. MG Medicinal Plants Used in Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida Association (ACEBEV).nº 01 . 2º andar.0) apresentaram os maiores valores de Importância Relativa. Leite e 2* Gisele L. ethnobotany.

tivas ao atendimento das necessidades básicas de saúde das populações periféricas. doenças parasitárias (DP). provocados pelos mesmos. de. da nutrição e do metabolismo (DGNM). levando muitas comunidades ao uso tradi- cional de plantas para o tratamento de doenças. Com o obtido por uma determinada espécie. transtornos do sistema visual conhecida como Irmã Mônica. do um questionário semi-estruturado e diálogos infor- des (Vieira e Martins. individualizada. Martins et O estudo foi realizado na Associação Casa de Ervas al. assim. Calculou-se a importância relativa (IR) das espécies -se um trabalho de conscientização e orientação na citadas com base na proposta de Bennett e Prace produção de gêneros alimentícios com agricultores (2000). Norte de Minas Ge- Mas apesar de o uso terapêutico ser largamente di. possuindo uma grande biodiversidade fecciosas (DI). somente há poucos anos os estudos de iden. seus usos e preparos. transtor- lho de assistência aos doentes e crianças desnutri. o município de Porteirinha. o conhecimento popular nasce do contato direto ao longo do tempo. ratório de Botânica da Faculdade de Saúde Ibituruna. através de oficinas na zona rural. utilizan- A constante elevação de preços dos medicamentos do uma linguagem particular. com remédios caseiros. lular subcutâneo (DPTS). e castigada Montes Claros (MG). tanto urbana quanto rural. 7. localiza- da no município de Porteirinha. doenças da pele e tecido ce- dada em 1998 pela freira Porcina Amônica de Barros. localizado nesta re. das. transtornos do sistema geniturinário vido às necessidades locais. 2000). doenças do sistema osteomuscular e e Vida (ACEBEV). transtornos do sis- das. iniciou. tificar a espécie mais importante. tecido conjuntivo (DSO). Esta iniciou um traba. por isso. local ou industrializados e a ocorrência de efeitos colaterais regionalizada. após seis anos de traba. utilizan- ação farmacológica no combate a várias enfermida. transtornos do sistema gas- orientação às famílias. (TSV). 2002): doenças in- do e Caatinga. Corporais (Almeida e Albuquerque. obtiverem os valores mais altos são consideradas as lho. 2006. doenças do sangue e dos órgãos hemato- A Associação Casa de Ervas Barranco da Esperança poiéticos (DS). trintestinal (TSGI). apresenta como bioma um ecótono entre Cerra. foram realizadas visitas destinadas ao entrosamento tificação de espécies medicinais tem sido realizados e ao consentimento formal para a realização do es- em Minas Gerais e na região do Cerrado e o conhe. ACEBEV foram enquadradas nos seguintes Sistemas gião. doenças das pouco estudada. das plantas é uma importante fonte para a descoberta suas indicações terapêuticas. doenças sexualmente transmissíveis (DST). Muitas enfermidades eram conseqüências da má ali- mentação e do uso de águas poluídas. transtornos do sistema nervoso (TSN). localizada neste município. rente. Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). nos do sistema circulatório (TSC). Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). pela seca. Além As indicações terapêuticas das plantas medicinais da disso. e utilizadas para fins medicinais na Associação Casa dos com a desarticulação de políticas públicas rela.nº 01 . tudo. (TSGU). mais. na qual o valor “2” é o máximo que pode ser familiares. ampla e rica na diversidade peculiar e. foi fun. de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). a divulgação das vantagens da fitoterapia foi levantar informações sobre as espécies cultivadas e a busca por uma forma de vida mais natural soma. cujo objetivo é sistemas corporais. são responsáveis Material e Métodos pelo aumento do consumo de espécies medicinais pelas populações (Azevedo e Silva.. do ponto de vista sócio-econômico. de junho a outubro de 2008. de. e levadas ao Labo- vem ser estimulados. o objetivo desse estudo antibióticos. 2000). glândulas endócrinas. fundou-se a associação com o apoio da Prefeitura mais versáteis e indicadas para um maior número de e a criação de uma “Farmácia Viva”. MG Introdução Segundo Nogueira (2007). para identificação taxonômica. afecções não definidas ou dores não definidas (AND). Porteirinha. As espécies que envolvimento da população. rais. a 582 Km de Belo Horizonte. No Norte de Minas Gerais ainda são raros os estudos As espécies indicadas como medicinais foram coleta- que foquem o conhecimento popular e. a resistência bacteriana a diante das informações acima. O uso desta técnica permite iden- cuidar da saúde utilizando espécies vegetais. onde inicialmente fundido.janeiro / março 2012 27 . de princípios ativos vegetais capazes de exercer uma realizaram-se entrevistas com a irmã Mônica. pois trata-se de uma região ca. com o auxílio da informante. quando ela é mais Revista Fitos Vol. Para obtenção de informações sobre as plan- cimento tradicional de grupos sociais que fazem uso tas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação. segurança alimentar e tema respiratório (TSR).

capeba e tansagem. 2008). Para a Irmã.). aos da ACEBEV (Tabela 1). eviden- associação. Pesquisas realizadas em outras partes do mundo e no Brasil revelam que os sistemas corporais mais No local. seguindo o princípio da teoria da sarna suprimida. ra farmácia natural sendo a relação homem-natureza ceae (15 spp. As plantas cultivadas estão São diversas as enfermidades tratadas com as ervas sujeitas à condições ambientais desfavoráveis. canteiros em um quintal.janeiro / março 2012 . carvão vegetal e é enviada para uma cisterna onde é como a grande quantidade de indicações para Trans- utilizada para irrigação superficial. litros e a água é utilizada para lavar panelas. A IR é calculada duas famílias em destaque possuem distribuição cos- utilizando a fórmula IR= NSC + NP. sendo bem representadas no Brasil. Esta técnica foi oficializada na agro. 2004). a água da chuva é aproveitada através de tratados com a utilização de plantas medicinais são calhas que captam e abastecem uma caixa de 200 mil o Respiratório e o Gastrintestinal (Amorozo. 2005. destacando-se as famílias Astera. 2005). distribuídas em 33 farmácia. desta forma. A homeopatia é uma alternativa usos medicinais mais descritos estão relacionados compatível com a visão orgânica. “os remédios que curam não estão na Mônica revelou uma relação de 74 espécies de uso medicinal cultivadas na ACEBEV. passando por uma canaleta. trou que. Medei- materiais utilizados na elaboração dos medicamentos ros et at.). Os valho et al. com relativa. As profunda e intensa”. guaco.) e Lamiaceae (15 spp. que utiliza preparados para estimular as e Tecido Celular Subcutâneo (33 spp. a Caatinga e o Cerrado são uma verdadei- famílias botânicas. ciando.00) podem serem Resultados e Discussão consideradas as mais versáteis dentre as cultivadas na ACEBEV. Ricinus communis (IR = 2. temas corporais (Almeida e Albuquerque. Este estudo apresentou uma dife- é reaproveitada. Transtornos defesas naturais dos organismos (Andrade. saião. Bueno et al. 2002.) e Transtornos do De Vita.). holística. 2001). 7. NSC o número de sistemas corporais obti. pois está relacionada com a quali- dade do material vegetal. pecuária orgânica. Doenças da Pele e ecológica. copos e Begossi e Silvano. por serem indicadas para tratamento de da espécie (NPE) e o número total de propriedades doenças que atacam variados sistemas corporais. caixas com areia e brita além de duas caixas com que pode ser decorrente do estilo de vida moderna. As espécies indicadas pela irmã Mônica Cultivo como. duas rença nesse padrão de uso de espécies medicinais. 28 Revista Fitos Vol.. Porteirinha. as doenças são derivadas de três problemas Plantas medicinais da ACEBEV principais: alergias. número total de sistemas corporais tratados pela es- pécie mais versátil (NSCEV). O NP é a razão entre o O cálculo da importância relativa (Tabela 1) mos- número de propriedades atribuídas a uma determina. enquadrando-se em 14 sis- parasitas animais e vegetais e aos predadores (Car. pois pelo menos duas (babosa e e doenças que agridem as plantas utiliza-se o método saião) realmente apresentaram os maiores valores da homeopatia. Sistema Nervoso (30 spp. A entrevista semi-estruturada realizada com a Irmã Segundo ela. 300 gêneros e 2000 espécies para a família Astera- do pela razão entre o número de sistemas corporais ceae e 26 gêneros e cerca de 350 espécies para a tratados por uma determinada espécie (NSCE) e o família Lamiaceae (Souza e Lorenzi.nº 01 .. Não é utilizado nenhum adubo químico. sistêmica a Doenças Infecciosas (35 spp.00) e Kalanchoe brasiliensis (IR = 2. aparentemente. IR é a importância mopolita. as mais importantes foram: As plantas medicinais da ACEBEV são cultivadas em babosa. fáfia. 2002). Casali e do Sistema Gastrintestinal (31 spp. tornos do Sistema Nervoso e Doenças da Pele. calêndula. de importância relativa. derivações sifilíticas e gonorréia. em 1999 (Rossi.00). pelo Ministério da Agricultura. MG versátil (Silva e Albuquerque.) (Tabela 1).. 2005). 2004). Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). onde está situada a sede da capim gordura. A forma de cultivo de plantas medicinais e aromáticas Sistemas corporais é muito importante. 2002. atribuídas à espécie mais versátil (NPEV). Aloe vera (IR = 2. hortelã. mulungu. um conhecimento profundo das somente adubo orgânico e para o combate às pragas espécies utilizadas.

TSC pressão. Espécie Nome Vernacular Indicação Terapêutica IR SC Partes Usadas Alismataceae Echinodorus Chapéu de Couro Diurético. Folha inflamatório.83 DP. Folha alergias internas. doenças infeciosas. Folha Vill. Folha uterinos. Coqueiro Hidratante.71 TSN. liberta TSC. DPTS. TSN. Folha uterinos. Folha (Less. estômago. Folha tório genitália. os poros. DSO artrites e reumatismos Artemisia vulgaris L.88 DP. problemas TSGI.71 AND. Artemisia canphorata Cânfora Descongestionante. 0. DPTS. DI. coluna. 0. folha Bernh. Veludo Vermífugo. Brasil. imunoprotetora. Pfaffia paniculata Fáfia Energizante completo. Artemisia sp. Arctium minus (Hill) Bardana Alimento.) Micheli.janeiro / março 2012 29 . Amaranthaceae Alternanthera sp. TSGU. TSGU. TSGU. ant-térmico. 0.92 TSGI.63 TSGI. vermífugo.63 DPTS. TSC.92 TSGI. TSN Folha (Mart) O. 0.) DC. DSO artrites e reumatismos Baccharis trimera Carqueja Problemas hepáticos. da bexiga. antireumático. 0. anti- estresse. anti-inflama. 0. DSO alérgicas Continua Revista Fitos Vol. antireumática DSO Calendula officinalis L. TSN Semente. 0. contra ematomas. Arecaceae Coccus nucifera L. antitus. DI. DP. Raiz. Porteirinha – MG. 7.nº 01 . tônico.13 TSR. fratura exposta. Artemisia Problemas hepáticos. Losna Vermífugo. gripes TSN. AND hepáticos. Artemisinha Problemas hepáticos. sígeno. bronquite. odor nas axilas. flor. digestivos. anti.96 DPTS. DI. DGNM & Schltdl. Folha e flor antiinflamatório TSN garganta. ácido úrico. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). digestivos. Calêndula Alergias. problemas DSO. raiz e folha. DI.92 AND. pu. Artemisia absinthium L. Terramicina Cicatrizante. antidepressivo. DGNM digestivo. Celosia cristata L. fortalecedor. abre 1. DSO. TSGI. DI. flor da dependência química TSN Asteraceae Achillea millefolium L. DI. controla pressão. TSR. colesterol. cardiovasculares. doenças pulmonares. Fruto. chulé. 0. 0. TSV rifica vias respiratórias. analgésico. Kuntze. MG Tabela 1 – Espécies medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Casa de Ervas Barranco da Espe- rança e Vida (ACEBEV). AND. folha. Mil em Ramas Analgésico. 0.17 TSC. problemas 1. 0. Porteirinha. Folha grandiflorus (Cham. descongestiona canais lacrimais.83 TSGU. AND.

infecção DSO raiz nos rins. DI tre. Mamão Verde Anti-tussígeno. DI artrite. pulmão.) Rauschert sonífera. anti. folha Meyen cortes. DSO. TSGI. Girassol calmante.63 TSR.00 DPTS. 1. Crista de Galo Diurético. 1. anti-trauma. cicatrizante DPTS Chenopodiaceae Beta vulgaris L. feridas. flor (L.janeiro / março 2012 . DI. TSGI estômago. 1. DP. Folha feridas e manchas TSGU uterinas. infecção do estômago.25 DPTS. depurativo do 0. DSO. TSGI. 7. azia. Folha (L. analgésica Helianthus annuus L. 0.92 TSN. 0. mioma.) Smith gastrite. sarampo. evita câncer do TSGU. angústia. flor Cham. fígado. úlcera.) Cabrera inflamatório. reumatóide Solidago chilensis Arnica Desajuste. hepático. ventre. digestivo.42 TSGU. 0. DPTS tor da pele. cicatrizante. 0. furúnculo Continua 30 Revista Fitos Vol. dores DSO. 0. Vernonia condensata Boldo ou Boldo do Digestivo. caule e Backer Chile antireumático. DPTS. DSO. Folha. sapinho Boraginaceae Heliotropium indicum L. TSGI Folha. áfitas. úlceras. Acelga Cicatrizante.92 AND. DI. TSN. 0.04 DI. AND hepáticos.29 TSN Folha. DI ouvido Pluchea sagittalis Quitoco Anti-térmico. H. imunoprotetora. flor vermífugo. prote. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). Confrei Cicatrizante. Caricaceae Carica papaya L. & Schltdl. TSN musculares. DI. Folha gastrite. semente sivo descascada Mikania glomerata Guaco Expectorante. DP. massagem. Folha Weber antiinflamatório. digestivo. anti-depres.79 TSR. Brassicaceae Coronopus didymus Mentrusto Antireumático. vo. prisão de ven. depressão. garganta. Porteirinha. pâncreas. Folha Spreng. Symphytum officinale L.92 TSN.88 DPTS. Fruto. 0. pilori Caprifoliaceae Sambucus australis Sabugueiro Anti-térmico. pele. TSGI. câncer crianças e adultos. TSGI. digesti.nº 01 . gastrite. relaxante Taraxacum officinale Dente de Leão Cicatrizante. DI. AND Folha sangue. Folha (Lam. fibroma. TSGI.96 TSGI.58 TSN. prisão de 0. 0. MG Continuação Espécie Nome Vernacular Indicação Terapêutica IR SC Partes Usadas Chamomilla recutita Camomila Tranquilizante. Folha. vermífugo. Flor.

unha encravada. cicatrizante.janeiro / março 2012 31 . Pau Ferro Tônico. sico. gastrites. 0. Mamoninha folha Furúnculo. Mastruz Antiinflamatório. cólicas dos recém nas- cidos. prisão de ventre. DI tônico. TSGI. limpeza uterina. gastrite. AND. te. 2. DI. DI. Porteirinha. febres tropicais DS Continua Revista Fitos Vol. vaginais. amídalas. AND úlcera. frebite. problemas DSO. cosméti. adenóide. prisão de ventre. mífugo. imunida- de em crianças desnu- tridas. 1.00 DSO. de ouvido. herpes DGNM. DST. pele Euphorbiaceae Jatropha sp. mastite Crassulaceae Kalanchoe brasiliensis Saião Antiinflamatório. AND. roxa co. fruto sinusite. gonorréia TSC. & Sessé ex DC. TSGU Convolvulaceae Ipomoea batatas (L. (Guajakan) malária. semente. MG Continuação Espécie Nome Vernacular Indicação Terapêutica IR SC Partes Usadas Chenopodium am. TSN.79 TSGI. Folha. vermífugo.nº 01 . Folha Heynh Senhora alimentação.75 DSO. prisão de ventre. úlce.96 DI. rachaduras nos pés. di) Burk. úlceras. herpes. cv. antiinflamatório.25 AND. cicatrizante. 2. ras externas. DSO. bronquite Sedum dendroideum Bálsamo Problemas estomacais. TSR. anti-reumático. den- te inflamado. enzipra. TSGU. DST purpurea Tradescantia zebrina Capa de Nossa Gonorréia. TSGI. analgé. Mertiolate Cicatrizante 0. úlcera. artrites. DGNM. anti-térmico. feridas. refrescan. Folha brosioides L. parasitas. Folha Lam. DI. TSGI. adenóide. gastrite. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). espi- nhas. dores nos joelhos. DP. Folha Moc. 0. DPTS.21 DPTS Caule Fabaceae Caesalpinia para. alimento. TSN. DST. 7. DP. esporão Commelinaceae Tradescantia pallida Manto de Viúva Cicatrizante. ouvido.29 TSGI. 1.83 DPTS. Folha (Rose) Hunt. ver. Tegumento da guariensis (D. quimioterapia e radioterapia. DPTS. DI lábios e cotovelos. TSN queimaduras. DPTS. verrugas. casca. AND.) Batata Doce Gastrite. Folha Camb.00 DI. 1. Paro. 0. DPTS. DGNM frieiras. depressão pós-parto Ricinus communis L. dor TSR. DI.

articula- ções. TSR. DPTS pessoas que fazem qui- mioterapia e radiotera- pia. folha rins. Folha. DPTS.71 TSN. TSGI. expectorante. 0. 0. Levante Expectorante. 1. AND. Alfazema digestiva. sinusites Mentha x villosa Hortelã menta ou Calmante. pri. digestiva. DSO. TSGU. TSR fortalece a pele Mentha viridis L. congestão nasal. Folha mas hepáticos. DGNM. depressão. Hortelã da Índia Calmante. cicatrizante. sinusite. Alfafa Calmante. alí.janeiro / março 2012 . 1.63 DI.13 TSGI. expectoran. Folha (L. 0. amídalas. reumatismo. artrites reumatóides. TSR. dor de TSN. Folha L. cicatrizante. abre apetite. te. crescer os cabelos Senna occidentalis Sene Febre. descon- gestionante. infecção TSGI intestinal Lamiaceae Glechoma hederacea Erva terrestre Descongestionante. folha uterina. DPTS. contra tosse. neutralizan. entre- Mart.92 TSN. 7. Vick Descongestionante. TSV. proble. MG Continuação Espécie Nome Vernacular Indicação Terapêutica IR SC Partes Usadas Erytrina mulungu Mulungu Sonífero. fortalece a pele Ocimum basilicum Manjericão roxo Alimento. Folha. TSC. DI congestionante.00 TSR.38 DGNM. rachadura pés Mentha sp. vio das dores.) Link são de ventre. Hortelã miúdo vermífugo. gota. Poejo emoliente. coluna. expectorante. 0. DPTS manchas e sinais de espinhas Hyptis sp. cicatrizante. Folha antiinflamatório. 0. DP. TSN casca. cicatrizante. flor equilibra pressão. sinusite Mentha pulegium L. inflama. ex Benth. aumenta leite nutrises.92 TSN. DI. Caule. DS. 0. digestivos TSGI Mentha arvensis L.63 TSGI. des. DSO. DPTS. pneumonia. Porteirinha.25 TSN. tônico geral.nº 01 . inflamação 0. 1. sonífera TSN e flor Leonurus sibiricus L. DSO desinteria. reumatismo. Folha vermífugo. DP vermífugo (ameba). órgãos vitais. Folha Huds. Rubinho Problemas estomacais. abrir os poros. 1.71 AND.92 DPTS. DI. TSR cabeça. gás intestinal Marrubium vulgare L.13 TSR. 0. Boldo Miúdo Anti-reumático. DGNM. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). Folha L. Folha ções reumáticas.33 TSR Folha antiinflamatório de ade- nóide. DP. 1. Flor. ansiedade Continua 32 Revista Fitos Vol. DSO. TSR te. semen- te Medicago sativa L. AND. AND.

coração 0. 0. fortalece os flor neurônios. 7. 0. Passifloraceae Passiflora edulis Maracujá Sonífero.92 DP. Folha. pressão. DPTS. Bananeira Bronquite. cicatrizan.83 AND. sonífero. semente cardiovascular.21 TSR Folha Ocimum sp. DSO. Folha. Flor. Cravo Favaca Aparelho respiratório 0. prática da ventosa Rosmarinus officinalis Alecrim Repelente. Araçá Rins. calmante. 0. Folha L. flor L. Folha (Lour.21 DI Fruto (Leite) Musaceae Musa paradisíaca L. dores reumáticas. dores 0. 1. TSC Folha Nyctaginaceae Mirabilis jalapa L. AND te. protetor solar.nº 01 .25 TSN. MG Continuação Espécie Nome Vernacular Indicação Terapêutica IR SC Partes Usadas Ocimum gratissimum L. DI. mal hálito. TSC angústia.42 DP.88 TSN. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). TSGI.63 TSR. raiz psuríases Papaveraceae Argemone mexicana Cardo Santo Vermífugo. TSC. Folha áfitas. folha picadas de escorpião e TSC cobras venenosas Myrtaceae Psidium guajava L. Bonina Vermífugo.) Codd. AND. reumáticas Liliaceae Aloe vera (L. 2. bronquite 0.42 TSN. folha. Figueira Contra verrugas 0. TSR Folha.janeiro / março 2012 33 . repelen. Sims. ou temperão gestionante. frieira. úlcera. ansiedade Continua Revista Fitos Vol. raiz. TSN (ouvido). cândida. Porteirinha. DSO reumatismo. Semente. TSR. enfermidades do couro cabeludo Malvaceae Gossypium hirsutum Algodão crioulo Contra inchaço. DSO Folha (Hochst. vermífugo. TSC Casca. AND flor.00 DPTS.) Spreng. taquicardia Tetradenia riparia Mirra Analgésico. dor de cabeça Moraceae Ficus carica L. pele. TSN calmante. TSGI. Babosa Cicatrização. te. 0. DP. garganta.) Burm. controle da 1. folha. repelente. he- morróidas. cálculos renais. AND. digestão. gastrite. TSGU.71 AND. angústia. descon. Alfavaca Sujeira do olho. má 0. flor L. analgésico TSR.42 TSGU. pressão Plectranthus amboinicus Hortelã pimenta Expectorante.00 TSR. DI.f. analgésico.

TSV cabeludo. Raiz próstata. psuríase Rosaceae Rubus brasiliensis Amora Inflamação garganta. problemas 0. DS gico. Porteirinha. hemorragia nasal. genitália DGNM. purifi. TSGU.71 TSGI. Folha hydropiperoides cutâneos. 0. Caiçara Remédio hepático. TSR. Arruda Inflamações uterinas. amídalas. DST. Folha hepáticos. DST.42 TSC. DI Folha Mart. íngua na virilha. TSR. TSGI. TSV. cortes Melinis munitiflora Capim Gordura Rejuvenecedor. ácido úrico. Folha umbellata (L. anti-hemorrá. 1. equizema. infecção uterina. enfermidades oculares. Michaux fortalecedor do couro TSGU. TSGU. 1. AND. anti. caxumba Rutaceae Ruta graveolens L. problemas vaginais (coceiras).47 AND. Tanchagem Anti-inflamatória. Folha garganta. imunidade. unhas fracas. 0. TSGI. antiinflamató- rio das genitálias Continua 34 Revista Fitos Vol.36 TSGU Folha Senhora bexiga. TSGU. DPTS Plantaginaceae Platnago major L. Lágrima de Nossa Infecção urinária. MG Continuação Espécie Nome Vernacular Indicação Terapêutica IR SC Partes Usadas Piperaceae Pothomorphe Capeba Rins. infecção das TSN genitálias. AND cabeludo.nº 01 . Capim Açum Cicatrizante.58 TSR. ressecada. eritema. couro DPTS. DGNM síflis. protetor e DPTS. aumentar leite Polygonaceae Polygonum Erva de Bicho Hemorróidas. DI.71 TSGU. alergias.63 DSO.) Miq. 0. pele 0. reumático. Folha controla apetite sexual. uretra Cymbopogom sp. tumores. DPTS brotoejas Solanaceae Solanum sp. catarata. 7. DI. aparelho gênito urinário.janeiro / março 2012 . saúde bucal.71 AND. Folha Beauv cador sangue. feridas cronitizadas Poaceae Coix lacruma-jobi L. 0. tuberculose. DI. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). enzipra. problemas 1.71 DPTS.

doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos. a quan- tidade deve ser de ½ xícara pequena de café até 1 Das 74 espécies de plantas medicinais cultivadas na xícara por dia e adultos podem ingerir ½ xícara média ACEBEV. Além Shan e Souza (2001) afirma que é indicado para o disso. da nutrição e do metabolismo. Folha. cicatriz. tica.E. DS . renais e digestivos. Para isso. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV). em uma sala reser. DPTS. qualidade. raízes.75 DGNM. TSGU . TSGI. as tinturas-mãe são armazenadas Algumas informações obtidas são confirmadas na lite- sempre em vidros com tampas de cortiça ou cana de ratura. 0. Para comunidade. de 6 meses até 3 anos. Folha Vell. tinturas. xampus e sa- bonetes. DI . diurético.) Nicolson & C. SC – Sistemas Corporais. DPTS. também para que o vegetal possa atuar com toda a efi- ta. Porteirinha. local arejado e seco.transtornos do sistema nervoso. as plantas secas devem ser guardadas em as dosagens dos remédios caseiros.transtornos do sistema gastrintestinal. cicatrização. 7. e de acordo com Martins e colaboradores (2000). incluindo os chás. TSGI .25 DSO. gastrite. DSO .janeiro / março 2012 35 . AND rite. TSC . uso contínuo de uma mesma planta deve ser evitado e vada. TSC. uma pequena parte é comercializada “in na. DP . Jarvis DST Zingiberaceae Costus spiralis Cana do Brejo ou Infecções. TSV . 1. machucado. garrafadas. xaropes.50 DI.transtornos do sistema respiratório. DGNM equilibra ácido úrico Vitaceae Cissus verticillata Insulina Diabetes. neutraliza efeitos colaterais Tropaeolaceae Tropaeolum majus L. per- mitindo que o organismo “repouse” ou desacostume e O armazenamento das folhas se dá de maneira corre. aparelho urinário IR – Importância Relativa. Shan e Souza (2001) afirmam que o milho isoladas da luminosidade.doenças da pele e tecido celular subcutâneo. realmente devem variar de acordo com a idade. Cardoso. lados por um período de descanso entre 4 e 7 dias.nº 01 . a entrecasca ou casca deve a pessoa deve parar de consumir por 5 dias e de. pomadas. MG Continuação Espécie Nome Vernacular Indicação Terapêutica IR SC Partes Usadas Solanum cirnuum Panacéia Anti-inflamatória. Medicamentos da ACEBEV nenhum tipo de chá.doenças das glândulas endó- crinas. para não ficar tóxico. DI. mas. mas deve sempre ser e ser ingerido no dia seguinte.transtornos do sistema genito-urinário. controla pressão. peso da pessoa – atualmente existem crianças que e comercializadas como medicamento natural para a apesar de pouca idade tem o peso de um adulto.04 AND. para o consumo de tura”. o consumo de chás deve ser zar a entrecasca.doenças sexualmente transmissíveis. gases. interca- disponível no local. chamado de “sala limpa”. TSGI. Segundo Martins e Santos (2007). problemas 0.doenças infecciosas. problemas hepáticos. desde a planta desidratada e acondicio. acondicionadas em sacos plásti. to. ser colocada em um copo de água fervente a noite pois pode retornar o consumo. AND . depurativa 1. caule (L. Entretanto. cascas e outras Revista Fitos Vol. TSGU. TSN . diuré. Cardoso.doenças parasitárias. folha do sangue. na qual só se entra descalço ou com sandália recomendam o uso máximo entre 21 e 30 dias. TSR .) Roscoe de Macaco renais.doenças do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo. acompanhado por uma alimentação saudável. herpes DPTS.transtornos do sistema visual. gastrente. TSGU Folha (Jacq. Capuchinha Alimento. chás sempre deve ser observada a necessidade e o em um pequeno laboratório.afecções não definidas ou dores não definidas. consumir nada em sacos plásticos até preparados em forma de somente de 3 a 5 dias. o chá não deve ser feito por decoc- feito por somente 15 dias consecutivos no máximo. de chá até 1 xícara diária. DST . DGNM . crianças com até seis meses não devem ingerir preparo utilizando sementes. Flor. se utili- Segundo a Irmã Mônica. Para o preparo dos chás com folhas desidratadas a Irmã recomenda ¼ da mão do consumidor e. DPTS . TSGU. A grande maioria é manipulada artesanalmente. cos que além de econômicos dificultam a entrada de umidade e preservam a coloração original das plantas.transtornos do sistema circulatório. para se garantir a cácia.

S. Acta Bota- nica Brasilica. Segun. G. N. e feiras livres no Rio de Janeiro. Montes Claros.G.P. Castilho. Nova Odessa. p. Scheidt.185-194. Montes Claros. v.3.D.Agricultura Vitalista ..S.E. In: Albuquerque. Costa. manejo e tado de Pernambuco (Nordeste do Brasil): um estudo manipulação de plantas medicinais: uma experiência de caso. D. a medicina convencional deveria se preocupar M. p.M. própria Irmã. Interciencia.V. Brazil. em rede. Pott. Cabe ressaltar que nenhum medicamento é indicado sem uma “consulta” prévia (gratuita).19. Mangaratiba.. 2001 .C.M.O. p. Casali.33-36. J. M.Introduced plants in the indigenous pharmacopoeia of Northern South America. ção de dados. CESAHO – Centro de Estudos Andrade. In: Amorozo.V. Estudos em Homeopatia Medicina – Veterinária – Far- mácia – Agronomia. Carvalho.nº 01 . RJ.M.F. Edito- no local. Souza. Acesso em: 01 nov 2008 de cumarina em chambá (Justicia pectoralis Jacq. 2004 . e Silvano. R.). R.20. v. (ed). p.com. Disponível em: <www. na ACEBEV. V.P. nas potências centesimais. A Irmã acredita que os “remédios da natureza” são eficazes e que dela tudo podemos aproveitar. Coordenadoria de Área de Ciências ticos de plantas medicinais do cerrado: uma compila- Biológicas.R. ser utilizado no mesmo dia do seu preparo. e que. e Batista. F. Editora UFMG/ICA. V. Revista Brasileira de Plantas Medicinais. neira de se difundir o conhecimento sobre as plantas medicinais.M. p. v. Brasil. Este saber é repassado pela Irmã Mônica Medeiros.F.M. R. E. Homeopatia Aplicada na Agricultura.. Revista Brasileira de Plantas Medicinais.M.54. Casali.189-203. (ed. In: Capacitação de agricultores e extrativistas conservação de plantas e animais medicinais no es.Técnicas para análise de dados etnobotânicos. v.R. S.K. v. 2002 . 2007 . evidenciando desta Acta Botanica Brasilica. 2005 . Castellani.. 7. e Silva.A. H. Shan. No caso das tinturas.F. U. Editora Livro Rápido/ NUPEEA.R.P. In: Martins. com amor incondicio- da Reserva Rio das Pedras. Vieira. D.4.M. etnoecologia e conservação.A. Brasil. os sumos são mais fáceis do or. UFLA/ FAEPE. é indicado no máximo um litro e no mínimo um copo americano.7.79-93. C. v.M. v. p. Lisboa. não somente na sua utilização para a manutenção de 2004 . A. os valores cobrados pelos medi. Revista Brasileira de Plantas Medici- nais. p.Recursos Gené- 128. Porteirinha.. e Dias. M. 2001 - de 10 a 30 gotas de acordo com o peso e a necessidade. p.br>. Métodos de coleta e análise de dados em teno- biologia. 2007 . UNESP/CNPq. 2006 . Editora UFV.R.H. Referências Nogueira. e Souza. etnoecologia e disciplinas correlatas. v.63-88. existem vários integrantes res de produção. e De Vita. A. G. M. Brasil. nais e de uso religioso comercializadas em mercados p. 2000 .. Recife. (ed). R. Fitoquímica e química de produtos naturais. M. Silva. 2008 .M. e Martins. Avançados em Homeopatia.. V.Plantas Medicinais.S. 2005 .391-399.90-102.C.Cultivo de Plan- manutenção da própria associação. emergência. L. Viçosa. M. B. Plantas medicinais cultivadas e utilizadas na Associação Etnofarmacologia / Ethnopharmacology Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (ACEBEV).C. U. Instituto Plantarum.J. 2000 . 36 Revista Fitos Vol. M. F.C. B.).T. P. V. MG partes mais resistentes a ação da água quente e deve Bueno. Pott.Plantas medicinais e seus usos pelos sitiantes uma boa saúde.N.19-27. em boas práticas populares de produção. Angiospermas da flora brasileira baseado em APGII.A Ciência da medicinais em Santo Antônio do Leverger. Efeito de homeopatias no crescimento e na produção cesaho. Bennett. A.A. Rio Claro. e Prance. do ela. e Lorenzi. realizada pela Martins.. MT. constituindo desta forma uma importante ma- ra UFMG/ICA. Castro.18. Métodos e Técnicas na Pesquisa Etnobotância. Lavras. Fonseca.Medici- nal plants used by the Kaiowá and Guarani indigenous Segundo informações.D.W.P. camentos são simbólicos e totalmente voltados para a Martins.Ecologia huma.B. Azevedo. e Cecon. . Souza... p. E. 29-37. J.C.W.M.R. Economic Botany. Capacitação de agricultores e extrativistas em boas práticas popula- Atualmente.B.Botânica e a experiência de interação da universidade com a comunidade Medi- Almeida. U.279-285.39-44. I Encontro Sobre Acta Botanica Brasilica.S. Acta Botanica Brasilica. 2000 . e Andreata. consome-se Cardoso.P. M. I.Uso e cinais.27. populations in the Caarapó Reserve.A. sobre plantas de maneira que ele próprio reforce as suas defesas de artemísia. v. para depois passar por procedimentos cirúrgicos. e Albuquerque. na.16. 2002 .C.Efeito da homeopatia Arni- em um primeiro momento em fortalecer o organismo ca montana. E. RJ.K.Y. R.Botânica Sistemá- tica: guia ilustrado para identificação de famílias de Begossi.Uso e diversidade de plantas ROSSI.Plantas medici.. p.C.janeiro / março 2012 . A..13-36. forma sua importância e preservação. nal pelo Cerrado e pela Caatinga. Amorozo. e Santos. mas também. Mato Grosso do ganismo assimilar e devem ser utilizados em casos de Sul. 93. V. p.T. e Albuquerque. manejo e manipulação de plantas que aprendem e participam dos trabalhos realizados medicinais: uma experiência em rede. V. 2002 . tas Medicinais. 2005 .R. pp.A.

Avaliação da Administração Crônica de Mucuna Pruriens
FARMACOLOGIA / PHARMACOLOGY
Farmacologia / Pharmacology
sobre Parâmetros Bioquímicos e Hematológicos e de
seus Efeitos Neuroprotetores, em Modelo de Doença de
Parkinson

Avaliação da Administração Crônica de Mucuna
pruriens sobre Parâmetros Bioquímicos e
Hematológicos e de seus Efeitos Neuroprotetores,
em Modelo de Doença de Parkinson

Evaluation of Chronic Administration of Mucuna pruriens on
Biochemical and Hematological Parameters and its
Neuroprotective Effects on a Parkinson’s Disease Model
1
Amanda A. Lopes; 2Fábio A. Pereira; 1Maria G. Queiroz; 3Márcia V. Pitombeira; 1Luzia K. A. M. Leal;
1
*Glauce S. B. Viana

1
*Departamento de Farmácia, Universidade Federal do Ceará, Rua Cel. Nunes de Melo, 1127. CEP 60430-270
- Fortaleza, CE.

2
Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal do Ceará, Av. Cel. Nunes de Melo, 1127
- Rodolfo Teófilo - CEP 60430-270 - Fortaleza - CE

3
Departamento de Patologia e Medicinal Legal, Universidade Federal do Ceará, Rua Monsenhor Furtado,
s/n - Rodolfo Teófilo - CEP 60441-750 - Fortaleza - CE

*Correspondência: e-mail: gbviana@live.com

Palavras chave:
Mucuna pruriens; L-DOPA; Doença de Parkinson; Neuroproteção.

Keywords:
Mucuna pruriens; L-DOPA; Parkinson’s disease; Neuroprotection.

Resumo
A doença de Parkinson (DP) é uma patologia neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurô-
nios dopaminérgicos na substância negra. Os sinais cardinais da doença são bradicinesia, tremor de repouso e
instabilidade postural. É a segunda doença neurodegenativa mais comum, após a doença de Alzheimer. Os tra-
tamentos disponíveis são apenas sintomáticos, não evitando a progressão da doença, e a L-DOPA, considerada
padrão-ouro, apresenta efeitos colaterais sendo a discinesia um dos mais sérios. Mucuna pruriens é utilizada
na medicina tradicional, principalmente na Índia, para o tratamento de DP. Essa espécie contém entre os seus
constituintes bioativos a L-DOPA e parece apresentar um potencial discinésico menor do que aquele da L-DOPA
sintética. No presente trabalho, observou-se que a administração de L-DOPA durante 14 dias aumenta as con-
centrações de dopamina no estriato, após a lesão unilateral por 6-OHDA em ratos. Nas doses usadas (50 e 100
mg/kg, p.o.), equivalentes a 25 e 50 mg/kg de L-DOPA, nenhuma alteração foi observada nos níveis de NE,
5-HT ou de seu metabólito 5-HIAA. Além disso, nenhuma alteração significativa foi demonstrada nos parâmetros
bioquímicos ou hematológicos, após administração crônica de M. pruriens, nas doses de 250, 500 e 1000 mg/
kg durante 90 dias. Os resultados são indicativos de efeitos neuroprotetores e confirmam o potencial benéfico
de M. pruriens no tratamento de DP.

Revista Fitos Vol. 7- nº 01 - janeiro / março 2012 37

Avaliação da Administração Crônica de Mucuna Pruriens
sobre Parâmetros Bioquímicos e Hematológicos e de
Farmacologia / Pharmacology
seus Efeitos Neuroprotetores, em Modelo de Doença de
Parkinson

Abstract
Parkinson’s disease (PD) is a neurodegenerative disease that causes a selective loss of dopaminergic neurons in
the substantia nigra. The cardinal signals of the disease are bradykinesia, resting tremor and postural instability.
It is the second most common neurodegenerative disease, after Alzheimer’s disease, for which there is no
neurorestorative treatment. Mucuna pruriens is used in traditional medicine especially in India to treat PD, since it
is known to contain L-DOPA among other bioactive constituents, still considered a gold-standard for the treatment
of PD. In the present study, we observed that the daily oral administration of the extract of M. pruriens for 14 days
(50 and 100 mg/kg) increases the DA concentrations in the striatum after the unilateral 6-OHDA lesion in rats. At
the doses used, equivalent to 25 and 50 mg/kg synthetic L-DOPA, no changes were observed in striatal contents
of NE, 5-HT or its metabolite 5-HIAA. In addition, no significant alterations were demonstrated in biochemical
or hematological parameters after the extract administration, at the doses of 250, 500 and 1000 mg/kg up to 90
days. Our results point out to a neuroprotective effect and confirm the potential benefit of M. pruriens for the
treatment of PD.

Introdução conhecida popularmente como feijão-mucunã, alusão
ao formato de suas sementes (Corrêa, 1984). É uma
A doença de Parkinson é um distúrbio progressivo re- leguminosa nativa da Índia e Antilhas e todas as par-
lacionado com a idade, caracterizado pela degenera- tes da planta possuem propriedades farmacológicas,
ção dos neurônios nigroestriatais dopaminérgicos do sendo assim utilizada como planta medicinal para
gânglio basal, que resulta em bradicinesia, tremor de o tratamento de várias enfermidades (Vidal e Silva-
repouso e rigidez muscular. Apesar da sua etiologia -López, 2010). Na Índia, há pelo menos 4500 anos,
desconhecida, sabe-se que existe uma destruição das as sementes de M. pruriens são utilizadas nos trata-
terminações dopaminérgicas nigroestriatais, levando mentos de DP, diabetes, hipertensão e distúrbios se-
a 80% de redução nos níveis de dopamina, quando xuais (Rathi et al., 2002; Grover, Rathi e Vats, 2002;
então os sintomas começam a manifestar-se (Deu- Manyam, Dhanasekaran e Hare., 2004a,b). Dentre os
mens, Blokland e Prickaerts, 2002). principais constituintes bioativos da planta estão a L-
-DOPA e os alcalóides mucunina, mucunadina, mucu-
O tratamento atual está restrito ao alívio sintomático adinina, prurienina e nicotina, além de componentes
da doença, pois ainda não existem drogas capazes de outros como o beta-sitosterol, glutationa, leucina, áci-
inibir a degeneração neuronal. O tratamento com levo- dos venólico e gálico (Vidal e Silva-López, 2010).
dopa (L-DOPA) ou com drogas agonistas dopaminér-
gicas é inicialmente eficaz, mas, após seu uso crônico Estudos toxicológico e farmacológico pré-clínicos do
e com a evolução da doença, a terapia dopaminérgica extrato de M. pruriens demonstraram a sua baixa toxi-
se torna inviável (Richardson, Kase e Jenner, 1997). cidade (Thipathi e Upadhyay, 2002), bem como a sua
Tratamentos alternativos têm sido utilizados, usando capacidade de aumentar o teor de dopamina no cór-
outras drogas, como antagonistas de receptores co- tex cerebral de ratos (Katzenschlager, Evans e Man-
linérgicos muscarínicos ou inibidores da monoamino son, 2004) além de propriedades antidiabética (Rathi
oxidase, no entanto, essas tentativas terapêuticas et al., 2002; Grover, Rathi e Vats, 2002) e antioxidante
são limitadas. Consequentemente, outras alternativas (Tripathi e Upadhyay, 2002). Estudo clínico mostrou
para o tratamento da doença de Parkinson têm sido que o extrato de feijão-mucunã (HP 200) apresenta
pesquisadas, principalmente baseadas em drogas efeitos benéficos na DP, sem efeitos colaterais impor-
não-dopaminérgicas (Hurley, Mash e Jenner, 2000). tantes (Katzenschlager, Evans e Manson, 2004)
A lesão nigroestriatal unilateral induzida por 6-OHDA
(6-hidroxidopamina) tem sido largamente usada como Os objetivos do presente trabalho foram: avaliar os
um modelo animal da DP. Agonistas de receptores do- efeitos da administração crônica de extrato de M. pru-
paminérgicos, agindo nos receptores supersensíveis riens sobre os parâmetros bioquímicos e hematológi-
do estriato lesionado, induzem comportamento rota- cos e estudar seus possíveis efeitos neuroprotetores
cional contralateral ao lado lesionado. em modelo de DP em ratos (lesão estriatal unilateral
com 6-OHDA). Ao final do experimento, os animais
A espécie Mucuna pruriens L. é uma planta trepadeira foram submetidos a testes comportamentais (com-
da família Fabaceae que ocorre em climas tropicais, portamento rotacional na presença de apomorfina)

38 Revista Fitos Vol. 7- nº 01 - janeiro / março 2012

Avaliação da Administração Crônica de Mucuna Pruriens
sobre Parâmetros Bioquímicos e Hematológicos e de
Farmacologia / Pharmacology
seus Efeitos Neuroprotetores, em Modelo de Doença de
Parkinson

e sacrificados para a determinação de monoaminas diariamente durante 14 dias, os animais foram admi-
(NE, DA, DOPAC, 5-HT, HVA e 5-HIAA) em núcleo nistrados com o extrato aquoso das sementes de M.
estriado, por cromatografia em fase líquida de alta efi- pruriens. Os testes comportamentais e a dissecação
ciência (CLAE). das aéreas cerebrais foram realizados 24 h após a
última administração da droga.
Material e métodos
Dissecação das áreas cerebrais para determinação
Drogas e reagentes de monoaminas por CLAE
A droga em pó, preparada a partir de sementes de M. Após os testes comportamentais, os animais foram
pruriens, foi fornecida pela empresa PVP S/A (Parna- decapitados com uma guilhotina (Harvard, USA) e os
íba, PI) e continha em torno de 50% de L-DOPA. Os encéfalos retirados rapidamente e colocados sobre
demais reagentes foram de grau analítico, sendo em papel alumínio numa placa de Petri com gelo. Em se-
sua maioria adquiridos da Sigma-Aldrich (USA). guida, acompanhando-se a fissura sagital mediana, a
camada cortical cerebral foi liberada das leptomenin-
Animais ges com a ajuda de uma pinça reta de microdisseca-
Utilizaram-se ratos machos da linhagem Wistar, com ção. Assim, o córtex foi divulsionado delicadamente
peso variando entre 180 e 220g, provenientes do Bio- em toda a sua extensão fronto-occipital e rebatido
tério do Departamento de Fisiologia e Farmacologia para os lados, expondo assim parte do corpo estria-
da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do. O corpo estriado (caudado, putamen e globo pá-
do Ceará. Os animais foram mantidos em caixas plás- lido) foi então isolado das estruturas circunjacentes
ticas (5 a 6 animais por caixa), em ambiente com tem- por divulsionamento com tesoura de microdissecção,
peratura controlada, em ciclo claro/escuro de 12 h e sendo sua retirada orientada pelo diâmetro da porção
com livre acesso a água e alimento até o momento tuberosa visível desses núcleos após o rebatimento
do experimento. Realizaram-se os experimentos de lateral do córtex.
acordo com o “Guide for the Care and Use of Labo-
ratory Animals from the US Department of Health and Determinação de monoaminas e metabólitos
Human Services”. As concentrações das monoaminas noradrenalina
(NE), dopamina (DA), serotonina (5-HT) e de seus
Toxicologia crônica metabólitos, DOPAC (ácido dihidroxifenilacético),
Administraram-se diariamente por via oral aos ani- HVA (ácido homovanílico) e 5-HIAA (ácido 5-hidroxi-
mais (8 por grupo), mantidos em gaiolas metabólicas, -indolacético) foram analisadas em homogenatos de
doses do extrato de M. pruriens (Ext.MP) variando núcleo estriado a 10%, preparados em tampão con-
entre 250 e 1000 mg/kg, durante 90 dias. Ao grupo tendo ácido perclórico (0,1 M), após centrifugação. As
controle foi administrada água destilada. Os animais amostras (20 μl) foram injetadas em um equipamento
foram pesados semanalmente e, ao final do período, de CLAE (Shimadzu, Japão), utilizando-se para isso
coletaram-se amostras de sangue do plexo retroorbi- uma coluna CLC-ODS (25cm x 4,6mm, 3 µm d.i.). A
tal para determinações dos parâmetros hematológi- fase móvel continha tampão ácido cítrico 0,163 M,
cos e bioquímicos do sangue. pH 3,0 e ácido octanosulfônico sódico 0,69 M (SOS),
como reagente formador do par iônico, acetonitrila
Cirurgia estereotáxica e lesão estriatal com 6-OHDA 4% v/v e tetrahidrofurano 1,7% v/v. NE, DA, DOPAC,
Injetaram-se tiopental (30 mg/kg, ip) e hidrato de cloral HVA, 5-HT e 5-HIAA foram eletronicamente detecta-
(200 mg/kg,ip) aos animais que receberam em segui- dos, usando-se um detector amperométrico (Modelo
da duas injeções estereotáxicas (injeções unilaterais L-ECD, Shimadzu, Japão) pela oxidação em eletrodo
de 1 µl cada, em um dos lados do corpo estriado direi- de carbono vítreo, fixado em 0,85 V relativamente a
to) de 6-OHDA (dissolvida em salina contendo 0,2% um eletrodo de referência de Ag-AgCl.
de ácido ascórbico, em uma concentração final de
12 µl/ml). As injeções foram processadas de acordo Análise estatística
com as seguintes coordenadas: AP 0,9/1,4, ML 3,8, Para a análise dos parâmetros bioquímicos e hema-
DV 3,3, a partir do bregma (Paxinos e Watson, 1986), tológicos, os resultados foram submetidos a Análise
usando-se uma seringa Hamilton de 5 µl. A seringa foi de Variância (One Way ANOVA) e Student-Newman-
deixada no local de aplicação por 2 min, para assegu- -Keuls como teste post hoc. No caso das determi-
rar que seu conteúdo foi injetado corretamente (Kim et nações das concentrações de monoaminas e me-
al., 1998). Uma hora antes da cirurgia estereotáxica e tabólitos, utilizou-se o teste t de Student pareado,

Revista Fitos Vol. 7- nº 01 - janeiro / março 2012 39

5 e 10 g/kg.0±237.01. estudo recente (Kasture Falso Op.. Assim. Avaliação da Administração Crônica de Mucuna Pruriens sobre Parâmetros Bioquímicos e Hematológicos e de Farmacologia / Pharmacology seus Efeitos Neuroprotetores. 2009) mostrou que a administração aguda de NL 2950. 2010). no trato nigroestriatal.7±69. ocorrem nas sementes de M.b) não houve nenhuma alte- mg/kg (41%).7 872.0±203.0±245. NL 4225. 5-HIAA.6 756. mostrando que a droga aumentou de modo significativo as concentrações tetor no modelo de lesão estriatal com 6-OHDA em de L-DOPA. centrações corticais de dopamina. NL 3370. L = lado (núcleo estriado) lesionado com 6-OHDA.6±54.MP 50 e 100 representam os grupos tratados com 50 e 100 mg/kg.0±299. sua administração prolongada não parece Ext. dade do complexo 1 mitocondrial no cérebro.0±290. no tratamento da DP. Ext.4* 1631.janeiro / março 2012 . foram significativamente mais elevados in vitro a atividade da monoamino oxidase (MAO).5 na medicina tradicional indiana.2 NL 4472.3 estar associada ao aparecimento de discinesia. do que aqueles observados com o grupo lesionado e Segundo estes autores.0±804. em outro dicais livres. serotonina ou no valores de HVA. É pos- orofacial induzida por haloperidol em ratos.MP) sobre as concentrações de dopamina e de seus metabólitos em núcleo estria- considerados significantes quando apresentaram um do de ratos valor de p < 0. Contudo.9±85. as comparações metabólito desta. pruriens. conside- lesionados com 6-OHDA e não tratados com o Ext. ao con- tratados com Ext. NADH e Coenzima Q-10 que também apresentam efeitos benéficos na DP e que tratado com a maior dose de Ext.05.0±206.4 2296. tribuído para os efeitos da droga. nenhuma ra os sintomas do parkinsonismo.0±223. nas mostrou.9 2529. 2004b) avaliou-se a atividade neuroprotetora de extrato preparado com cotiledône- Os resultados do presente trabalho mostraram que os de M.2 733. 7.0±630. apresentou um potencial Manyam e colaboradores (2004a) mostraram em ra- discinésico menor do que aquele da L-DOPA sintética.MP (23%). pruriens. equivalentes a 25 e 40 Revista Fitos Vol..2±85. antagonizou os dé. estudo (Mayam et al.o. pruriens (HP-200).. 2004a. na dose de 48 mg/kg (equiva.0±234. tos submetidos a lesão nigroestriatal com 6-OHDA e Mais recentemente.nº 01 .7 velmente por conta de outros componentes bioativos (5) (5) (8) presentes na planta. lente a 6 mg/kg de L-DOPA). não lesionado. extrato de M.. porém não afetou MP (45%). serotonina ou dopamina e seus metabólitos (Pathan et al. Os resultados foram na pruriens (Ext. Não houve alteração significativa nos ração nos níveis de norepinefrina.0** 1686. nas doses de 50 (38%) e 100 trário daqueles demonstrados em outros estudos (Mayam et al. do extrato das sementes de M.MP. possi. nigroestriaral por 6-OHDA). lado não lesionado. portanto.5* 1566.1 (4) (4) (4) extrato de M.5. Em todos os casos.7* 783. sível que os constituintes químicos presentes nesse extrato sejam diferentes daqueles presentes no extra- mente devido a sua capacidade seqüestradora de ra- to preparado com os cotiledôneos. após a administração do foram feitas entre os valores obtidos com o núcleo es.0±288. pruriens devido ao seu alto teor de L-DOPA é (6) (8) (6) utilizada em várias partes do mundo. com risco reduzido alteração foi observada nos teores de L-DOPA.MP50 L 2474. em Modelo de Doença de Parkinson comparando-se o valor do lado lesionado com o do Tabela 1 .. unilateral de 6-OHDA em roedores. no modelo de DP em ratos (lesão o extrato de M. v. presente trabalho são.8±55. esse efeito foi até mais intenso nos grupos lesionados e Nossos resultados mostraram também que.9** 693. A administração *p<0. norepinefrina e serotonina na ratos. Mostrou-se também pinefrina. pruriens melho.7±105. pruriens. na dose de 16 mg/kg (equi- Os valores são médias ± EPM do número de animais em parênteses.0±63. em modelo experimental de DP.MP100 L 2864. pruriens. dopamina. dos nos grupos lesionados e não tratados (27%). Grupo DA DOPAC HVA Resultados e Discussão Controle L 2443.0±255. **p<0. Assim.4 1690.0±35.0±863. DOPAC e 5-HIAA. comparado ao lado não lesionado.0±774.Efeito do extrato de sementes de Mucu- não-lesionado.0±791. as doses utilizadas no (contralateral) de cada animal e de cada grupo. Como a nossa preparação cor- triado lesionado (ipsilateral) e aquele não lesionado responde a 50% de L-DOPA. pruriens apresenta efeito neuropro..1 (5) (5) (7) Contudo.0 698. podem ter con- enquanto os níveis de DOPAC foram também reduzi.1 1839. Contudo. em cada grupo. pruriens. efeito significativo nas con- ministração do extrato aquoso de M.5 et al. A droga aumentou também a ativi- nos níveis de dopamina (DA) nos grupos controles. NL 4566.9** 514. valente a 2 mg/kg de L-DOPA). tendo-se em vista que o percentual de redução substancia negra. outro grupo de pesquisadores sob administração durante 52 semanas de formulação à base do endocarpo de M.1 A M. possivel.9 691. nore- de discinesias (Lieu et al.0±204. principalmente Ext. NL = contralate- ficits comportamentais induzidos pela administração ral. comparado ao subcrônica do extrato.6 2752. rada reduzida neste modelo de DP. 2011) que a droga atenua a discinesia HVA.05. que a ad- doses de 2.

danos ao AST/TGO 60.64 ± 0.4 ± 0. du.MP500 e Ext.3 ± 0.6 LEU (103/ 10.2 ± 9.4 2.7± 80.2 35.1 rante 90 dias.3 ± 0.0 ± 10.5 909 ± 49.02 0. É possível que alterações mais Tabela 4 .9 18.2 ± 1. Ext.7 1014 ± 59. em estudo clínico envolvendo portadores de DP.4 NL 350. 500 e 1000 mg/kg.9 RDW (%) 15.8 43.6 ± 0.5 ± 0. Avaliação da Administração Crônica de Mucuna Pruriens sobre Parâmetros Bioquímicos e Hematológicos e de Farmacologia / Pharmacology seus Efeitos Neuroprotetores.3 66.1 oito pacientes com DP (Katzenschlager.5 ± 8..2 ± 0.5 ± 0.3 ± 0.4 9. Ext. pruriens.5 VCM (fL) 51.Efeito do extrato de sementes de M.2 L = lado (núcleo estriado) lesionado com 6-OHDA. com relação aos valores (103/mL) observados para os grupos controles (administrados PLT 778.7 115.3 NL 479.3 15.1 19.0 ± 0.4±0.1 ± 61.9 (mg/dL) nio cerebral.0 ± 51.5 ± 2.7 ± 4.3 com água destilada) ou com relação aos valores de (103/mL) referência para a espécie animal estudada.3 14.2 dL) Ext.64 ± 0.2 66.3 34.6 ± 2.MP) sobre as concentrações de nora- drenalina e de 5-HT e seu metabólito (5-HIAA) em Parâmetro Ext. respectivamente.5 266.Efeito do tratamento por 90 dias com intensas possam ser observadas com doses maiores.19 ± 0.9 ± 0. 2002). pru.2 18.9 (g/dL) NL 156. 2004). gue de ratos riens (Ext.0 ± 7.1 99. não apresentou 0.5 69.3 63.6 ± 47.2 0.5 ± 0.2 17.1 ±105.MP1000 representam os grupos administrados dia.4 ± 0. associada a segurança e menor incidên- Revista Fitos Vol.5 (4) (4) (4) mL) Os valores são médias ± EPM do número de animais em parênteses.1 35. Hussain e Manyam.8±0.1 ± 0.6 53.5 207. 7.5 DNA e morte neuronal (Spencer et al.janeiro / março 2012 41 .4 ± 0.2 ± 31. com relação a preparações conven- Colesterol 70.7 ± 52. em Modelo de Doença de Parkinson 50 mg/kg de L-DOPA.7 dL) NL 531.25 ± 0. pruriens. (103/mL) 0.MP 250. pruriens (MP) dos com doses diárias em torno de 45 g (equivalentes nos parâmetros bioquímicos do sangue de ratos a 1.0 ± 1.9 518.01 0.0 192.4 ± 36.19 ± 0.1 18.6 375.9 366.2 ± 0. não houve alteração ponderal significativa em MP 500 e Ext.MP250. (103/mL) não lesionado.6 7.2 ± 105.2 18.9 ± 65. v.6 ± 3. M.6 ± 0.02 0.0 502.3 Conclusões Os valores são médias ± EPM de 8 animais por grupo.nº 01 .7 ± 2.02 0. respectivamente. disso. BAS 0.1 ± 74.3 ± 44. pruriens administradas aos dL) Creatinina pacientes oferecem vantagens.05 0. mostrou que doses de 15 e 30 g de extrato 62. 7.3 ± 3.MP Ext.9 ± 72.2 19.2 0. A tolerância dos portadores de DP ao tratamento com riamente com 250.0 ± 7. Além Os valores são médias ± EPM de 8 animais por grupo. pruriens. Ext.8 ± 78.5 ± 40.3 ± 84.6 12.9 275.4 ± 0.2 ± 193.8.0 209.2 ± 48.3 ± 7.5 7. NEU 2.0 ± 1.o.68 ± 0. 1997).4 ± 0.MP 90 Controle 250 mg/kg 500 mg/kg 1000 mg/ va (Manyam. levando à peroxidação lipídica.68 ± 0. sabe-se também que esta droga Triglicérides induz a ativação das caspases e o aumento de oxigê- 95.3 CHCM (6) (7) (6) 34.o. Evans e Man- (mg/dL) Uréia (mg/ son.7 666. pruriens.0 68.7 ± 0.6 ± 1.2 0.6 ± 0.4 ± 3. da fração rica em L-DOPA (FRL).7 44.4 1. Outro kg estudo clínico duplo cego.9 ± 84.3 8.MP pruriens e que demonstraram uma melhora significati- Parâmetro Ext.3 ± 62.04 0.8 ± 2.8 10.05 0.1 HTC (%) 46.5 898.3 ± 45.5 10.7 ± 0. v.03 (U/L) de discinesias.MP 1000 representam os grupos tratados com 250. Ext.03 (103/mL) nenhuma alteração significativa nos parâmetros bio.02 ± 0.97±0.MP 50 e 100 representam os grupos tratados com LIN 50 e 100 mg/kg.7 207.3 51.4 seco de sementes de M.MP Ext. 1990.6 260.7 ± 0. v. quando do manejo prolongado de (mg/dL) HDL (mg/dL) 69. sem maior incidência 0. NL = contralateral.1 100.4 ± 7.4 ± 1.6 97.8 314.9 ± 27. (U/L) ALT/TGP (U/L) 21. trata- trato seco obtido das sementes de M. Estes resultados experimentais foram corroborados Tabela 3 – Efeito do tratamento por 90 dias com ex. de doses elevadas (250. aleatório e controlado.5 g de L-DOPA) de extrato de sementes de M.MP100 L 154. Ext.8 ± 0.3 71.9 50.MP50 L 333.3 96.7 42.3 ± 0.2 Ext.7 96.0 ± 0. do extrato das sementes de M.4 (6) (6) (8) HCM 17.41 ± 0.7 ± 2.5 ± 0.8 20. respectivamente.43 ± 0.7 ± 7.0 ± 2..5 HGB (g/ (9) (11) (11) 15.MP núcleo estriado de ratos Controle 1000 mg/ 90 250 mg/kg 500 mg/kg kg Grupo NE 5-HT 5-HIAA HEM (g/ 8.3 ± 57.4 ± 6.19 químicos ou hematológicos. Por outro lado.61 ± 0.3 (g/dL) Falso Op.7 60.0 ± 0.1 8.5 23. nenhum dos grupos controles ou tratados durante o período de experimentação (dados não mostrados).4 1.1 Controle L 595.7 ± 0.63 ± 0.6 ± 7.MP Ext. 500 e 1000 mg/kg.1 81..5 (103/mL) MON Além disso.1 ± 1.3 166.3 ± 159.10 ± 0.1 0.3 ± 6.9 ± 0.. extrato seco obtido das sementes de Mucuna pru- riens (MP) nos parâmetros hematológicos do san- Tabela 2 .16 ± 0.1 ± 36.1 ± 23.7 ± 2.3 15. com Glicose 114.3 ± 2.9 108.9 ± 0.7 ± 0.9 DP.1 ± 0.1 ± 0.1 cionais de L-DOPA. a administração crônica por via oral.5 ± 3.o.7 ± 0.2 8.4 ± 15.46 ± 0.9 554.6 ± 0.9 125. 500 e 1000 EOS mg/kg) do extrato de M.2 65. do extrato das sementes de M. NL 685.5 0.1 74.0 95. Ext.

e Kasture. 54-58.Melatonin protects against 6-OHDA- DP. Rathi. v . Ministério da Agricultura. Pathan. Hurley. Assim.. p. P.M. S. p. 458-465. pruriens para a Neurosurgery and Psychiatry.V.V. e Morelli. 1998 .. T. T. 2003 Manyam. 75. p. e Watson. K. J. 9. 2002 . Blokland. D.A. O trabalho contou com o suporte finan. 764-771. Pinna. Spina. Baik. W. Manyam. 2004b - Effect of antiparkinson drug HP-200 (Mucuna pruriens) Deumens. 1672-1677.. P. em Modelo de Doença de Parkinson cia de discinesias. Phytotherapy Research. p. M.Mucuna pruriens attenuates haloperidol- Grover. deling Parkinson’s disease in rats: an evaluation of Phytotherapy Research. sine A2A receptor mRNA expression in Parkinson’s 2002. e Subramanian. 1984 . 2387-2390. 25. Ballero. Manyam. e Jenner. e Del Tredici. Y.Mo- on the central monoaminergic neurotransmitters. M. IBDF. S. 97-101 6-OHDA lesions of the nigrostriatal pathway. v. 2009 .. v. C. L.. T. Iranian Journal of Kasture. Journal of Neurology. Cho. Mucuna pruriens and Tinospora cordifolia) extracts.4. N. B. 774-777. pruriens provides long-term amelioration of parkinsonism with reduced risk for dyskinesia. Rathi. 517-536. 1990 . Movement which vulnerable neuronal types may be subject to Disorders. Jin.A. Tharakan et Mucuna pruriens in Parkinson’s disease: A double blind al. e Prickaerts.K. Gupta. 2010 . U. 110. p. v. e Mazumder. v. Venkiteswaran.H. e degenerados na substancia negra. -induced neuronal death of nigrostriatal dopaminergic pêutica para o tratamento desta patologia. Mash. 40.S. as evidências da literatura reforçam clinical and pharmacological study. H.. em portadores de Park.R.H.P. v. Braak. o benefício dos extratos secos de M. p.janeiro / março 2012 . 47-48. p. Parkinsonism & Related Referências Disorders. e Manson. 2011 .E. A. Y. S. v.Idiopathic Parkinson’s disease: possible routes by “Ayurveda” ancient Indian medical treatise.. 1044-1053. Kase. p.Amelioration of induced orofacial dyskinesia in rats. Hussain.L.C.. Vi- lani Rodrigues Bastos e a revisão ortográfica do Prof. N. New England Journal of Medicine. 16. Paxinos. J. H. Simola. e Lozano. p. e enfatizam a droga como excelente opção tera. 1998 .K. 32-35. 1997 - efficacy of Mucuna pruriens seed extract in rodent Adenosine A2A receptor antagonists as new agents 42 Revista Fitos Vol..P. favorecem a utilização dos extratos de M. M.. Gupta e Mazumder..A.nº 01 .A... 2004 - (Rajeshwar. Neuroscience Letters. B.419-423. H.Parkinson’s Disease. M. pruriens re- lativamente às preparações convencionais de L-DOPA Katzenschlager R..Adeno. coordinates. Journal of Manyam.Dicionário das plantas úteis do Brasil.B. 303-317. Pharmacology & Therapeutics. v.. e Jenner. Os autores agradecem a contribuição técnica de M. 339. 2ª edição.Mucuna pruriens proves more effective than L-Dopa in Parkinson’s disease Rajeshwar. system.. v.R. A.. The rat brain in stereotaxic Indian Journal of Experimental Biology. Y. C. 2000 . 16. Pontis.246. 18. p.K. v.. 2005. Kasture. Agradecimentos Lang. Grover.S. K. v. M. Kunselman. 5. 15. Experi- mental Neurology. Evans A. 2007).A. Phytotherapy Research. v. R. B.. e Hare.Prevention of experimental diabetic cataract disease. Lieu. 1997 . Rüb. p. Vikrant. Longoni. Viana.706-712 Corrêa. M. Natural Product experimental diabetic neuropathy and gastropathy in rats Research. e Biswas. Gai..S. Avaliação da Administração Crônica de Mucuna Pruriens sobre Parâmetros Bioquímicos e Hematológicos e de Farmacologia / Pharmacology seus Efeitos Neuroprotetores. V. by Indian Ayurvedic plant extracts.. J.6. v. efeito adverso mais importante da models of Parkinson’s disease. B.J.K. p. administração prolongada de L-DOPA.. 2004a - Neural Transmission. e Hare.P. M. 2002 . p. U. Neurotoxicity Research. 18.. W. N. J. Schintu.A water extract of Mucuna ceiro da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).Assessment of symptomatic and neuroprotective Richardson. restauração funcional dos neurônios dopaminérgicos Kim. In vitro lipid peroxidation and antimicrobial activity of Mucuna pruriens seeds. Neuroprotective effects of the antiparkinson drug Mucuna pruriens..S. 2005 - animal model. v. 7. A. C.S.G. Phytotherapy Research. A. B. Nova York. volune V.V.W.. 291. Joo. 1986. p.V. Neuroreport. following oral administration of plant (Eugenia jambola- na. 175. B. são fatores que v. Mohan. M. v.Paralysis agitans and levodopa in . Dhanasekaran. V.. G. R. e Vats. neuroinvasion by an unknown pathogen.. A.. Dhanasekaran. Academic Press. 273-276. S. p. M. p.V. A. p. e Manyam.O.. A. G. S. 111-122.

21. alcohol extract of the seeds of Mucuna pruriens duce damage..5-s-Cysteinyl-conjugates of catecholamines in.. Whiteman. DNA damage. 34-42. Jenner. 2007. Vidal.Effect of the 2002 . 338-344. 2002. v.janeiro / março 2012 43 .P.Anti-Parkinson botanical Mucuna Revista Fitos Vol. 2010 .18. R. em Modelo de Doença de Parkinson for the treatment of Parkinson’s disease. Neurochemistry.K. p. p. e Silva-López. B.B. 5.M. P. 81. Dhanasekaran.V. p.Mucuna pruriens Tharakan. J.122-129. 16. B. v. e Halliwell. e Upadhyay. p.nº 01 . Manyam. Journal of Phytotherapy Research. B. 1124-1126. A. v.. Trends in pruriens prevents levodopa induced plasmid and genomic Pharmacological Science. Y. e (L. 534-8. 7. Phytotherapy Research. extensive DNA base modification and on free radicals and oxidative stress in albino rats. M. J. Avaliação da Administração Crônica de Mucuna Pruriens sobre Parâmetros Bioquímicos e Hematológicos e de Farmacologia / Pharmacology seus Efeitos Neuroprotetores. Mize-Berge.. Revista Fitos. M. p. v.E. Tripathi.) DC (Leguminosae). v. N. Spencer. increases in caspase-3 activity in neurons.

University.janeiro / março 2012 . Farmácia.nº 01 . Abstract This study aimed to evaluate the level of partnerships and Brazilian patents on herbal drugs in the business sector and university. Universidade. as well as a closer in the business sector with academia. Pharmacy and Biotechnology in the country. CEP 44036-336 *Correspondência: email: far_gutierrez@yahoo.br Palavras chave: Fitoterápicos. 1Aristóteles Góes-Neto Universidade Estadual de Feira de Santana. 44 Revista Fitos Vol. Gutiérrez. It is evident the need for awareness of patentability by the academy and national firms. 7. s/n . Feira de 1 Santana-BA. Forecasting Resumo Este estudo objetivou avaliar o nível de parcerias e patentes brasileiras acerca de produtos naturais no setor em- presarial e acadêmico. Empresa. e então relacioná-lo com o panorama de investimentos e recursos humanos destinados a área de Química.Bairro Novo Horizonte. The survey was conducted in patent public banks in Brazil. O levantamento foi realizado nos bancos públicos de patentes do Brasil.M. PESQUISA E DESENVOLVIMENTO / RESEARCH AND/ DEVELOPMENT Pesquisa e Desenvolvimento Research and Development Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes Exploitation of Bioactive: Partnerships and Patents 1 *Ingrid E. Fica evidente a necessidade de incentivarmos a cultura da patenteabilidade por parte da academia e empresa nacionais. que são imprescindíveis para as atividades de bioprospec- ção com o objetivo de descobrir princípios ativos de interesse para a saúde humana a partir da biodiversidade. the United States and Europe and on the websites of agencies that support research and human resources in the country. Transnordestina. Pesquisa e Desenvolvimento. and then list it to the investment outlook for human resources and the Chemistry. Farmácia e Biotecnologia no país. Estados Unidos e Europa e nos sites dos órgãos de fomento à pesquisa e recursos humanos no país. Company. with regard to products and processes arising from biodiversity. Research and Development.com. tornando-se imprescindível uma mudança brusca na atual legislação que regulamenta o seu acesso. no tocante a produtos e processos ad- vindos da biodiversidade. assim como uma maior aproximação do setor empresarial com o acadêmico. Pharmacy. wich are essential to bioprospecting activities in order to discover the active ingredients of concern to human health from biodiversity. Prospecção Tecnológica Keywords: Herbal medicines. making it essential to a sudden change in current laws governing your access. Av.

2004). lançado no mercado em 2005 devi. a política ativos. 2011). principalmente devido à necessidade de inser. assim Metodologia como a criação recente da Lei de Inovação (Brasil. o poder da genialidade. institutos tecnológicos e empre- sas nacionais (Brasil. 2005). testes clínicos. propriedade intelectual. capitalização. exploratória com relação à capacidade científica e nais e fitoterápicos (Brasil. Para o levantamento de patentes envolvendo prepa- volvimento do mercado de fitoterápicos no país. 2005). que favore. realizada através do levantamento acerca dos Pro- gica no Brasil (Matias-Pereira e Kruglianskas. muitos dos pesquisadores a optarem por trabalhar na financiamento. 2008). da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de gicas e ao desenvolvimento de projetos cooperativos Nível Superior (CAPES) e da Plataforma Lattes. o sur- gimento de colaborações com as áreas biotecnológi- Assim. inserção da inovação aberta na sua gestão. proposto em 2003 por Henry Chesbrou- leiro é o Acheflan®. onde a área de P&D busca encontrar soluções megadiversidade do país. como exemplo O presente trabalho objetivou realizar uma pesquisa a criação das políticas públicas para plantas medici. sobre um determinado assunto (Tapscott e Williams. Química e Biotecno- logia. Atualmente. É sabido que a investimentos em P&D.janeiro / março 2012 45 . pressupõe que as empresas possuem suas frontei- do ao grande investimento em P&D pela maior indústria ras permeáveis às idéias e ao capital humano externo. assim. assim como avaliar as redes de cooperação nacional da biodiversidade (Brasil. como pesquisa científica atividades de pesquisa ou de bioprospecção. apoio e estímulo à constituição de alianças estraté. foram utilizados os sites do Conselho Nacional A Lei de Inovação contempla diversos mecanismos de de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). gh. O conceito de ino- O primeiro caso de um fitoterápico genuinamente brasi. Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes Introdução O compartilhamento de propriedade intelectual acadê- mica/empresarial é cada vez mais emitente à medida A Associação Brasileira de Empresas do Setor Fito. à biodiversidade no país (Brasil. a socialização de experiências. comunidades e redes de inovação. ponentes da nossa biodiversidade. farmacêutica nacional. que relata entre setor empresarial e acadêmico na área mencio- os componentes básicos para a demanda relacionada nada e realizar a prospecção tecnológica a respeito à biodiversidade em ciência e tecnologia do país: co. vação aberta. rações medicinais contendo materiais de constituição Revista Fitos Vol. manufatura. destaca- ficuldades criadas pela atual regulamentação ao acesso -se a Indústria Farmacêutica (Bianchi et al. validadas em países estrangeiros e quando fabricados no país a matéria-prima muitas vezes é importada. no qual ocorre Saúde (ABIFISA) estima que o mercado de fitoterá. levando e tecnológica. 2001). 2006. gramas de Pós-graduação. 2005). e. que surge como um instrumento institucional O trabalho baseou-se em uma pesquisa exploratória relevante para apoiar as políticas industrial e tecnoló. ações recentes por parte do governo foram tomadas. que a pesquisa e as publicações científicas aderem- terápico. 2001). 2002). sem uma interação com de gerar US$ 5 bilhões anualmente (Acesso. Suplemento Alimentar e de Promoção da -se ao novo conceito de acesso aberto. O percentual pode ser considerado baixo diante da 2007). 2011). A longa tramita. da com- realizadas com grandes instituições de pesquisa do petência coletiva. o Achè Laboratório. das preparações medicinais a base de bioativos. outros agentes externos – colaboradores voluntários. distribuição (Judice e Baêta. de doutores e projetos de pesquisas na área de Farmácia. Uns Dentre as empresas de alta tecnologia propícia para a dos inúmeros gargalos que explicam esse fato são as di. marketing e irregularidade (Marques. aumentando a eficiência dos seus sul e sudeste do país (Natercia. dessa forma o país deixa através dos próprios esforços. 7. 2011). Diferindo do clássico modelo de inovação fe- relação da indústria nacional de medicamentos e da chada. consequentemente ganhando maioria dos fitoterápicos comercializados é de plantas competitividade no mercado (Huizingh. 2010).nº 01 . cas tem beneficiado grandemente o desenvolvimento ção do Brasil nas estratégias da OMS sobre medicina de insumos e de medicamentos a base de produtos tradicional e à necessidade do conhecimento dos com. institucional do país nas áreas do conhecimento que ce o desenvolvimento desses medicamentos para a se relacionam diretamente com a exploração dos bio- Atenção Básica em Saúde (Boorhem. 2010).. 2004). informações e idéias picos no país cresça algo em torno de 12% ao ano. 2010). naturais (Fundação Biominas. pois dificilmente uma só entidade será capaz de for- ção para ser aprovado o pedido de autorização ao aceso necer todo o conjunto de necessidades das empre- acaba impossibilitando o pesquisador de realizar suas sas participantes do setor. em parcerias explorando. nhecimento. o que favorece o desen. conservação e utilização sustentável de seus componentes (Marinoni e Peixoto. entre universidades.

do país. Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes indeterminadas derivados de algas. realizou-se as de Química e Farmácia pelo país. Profissional e Acadêmico e Doutorado Recomen- dados e Reconhecidos pela CAPES na área de Com relação ao levantamento de patentes para a CIP Química. Os dados obtidos foram apresentados na forma de tabelas e gráficos de barras.8% dos pedidos dentre os países estrangeiros (da- dos não mostrados).2% (3. na quarta semana de dezembro ensino superior e (B) no setor empresarial (Fonte: de 2011. enquanto que no Esses dados justificam a produção científica elevada setor empresarial. patenteabilidade e a aversão aos negócios por parte dos pesquisadores brasileiros (Marques e Gonçalves- Figura 1 . (A) no setor de uma busca avançada.767 no EPO. Com relação à distribuição de doutores não foi possível quantificá-los para a área de Biotecnologia. foram encontradas 68 patentes no INPI.janeiro / março 2012 . 02/12/2010). pois a Plataforma Lattes não classifica essa área de conhecimento separadamente das outras. 53. Entre as em- presas associadas listadas. prevalecendo a maior parte deles 87. Farmácia e Biotecnologia (Fonte: Mapa A61K 36/00 referente a preparações medicinais con- de Investimentos do CNPq em 21/07/2011 e Rela.6% são nacio- nais e as demais patentes são de países estrangeiros. o que pode ser esclarecido por to. Farmácia e mais recentemente a de Biotecnologia. 46 Revista Fitos Vol. 730 no USPTO e 30. Resultados e Discussão As áreas do conhecimento que se destacam para o desenvolvimento de medicamentos a base de pro- dutos naturais são as de Química. a falta de cultura da cos doutores (16) atuantes nesse setor (Figura 2B). no entanto não explica o baixo número de gados no país para as mesmas áreas do conhecimen.nº 01 . ropean Patent Office (EPO). ou deri- pela CAPES em 24/08/2011) vados dos mesmos. fungos Figura 2 .Número de Projetos de Pesquisa apoia- dos pelo CNPq e Relação de Cursos de Mestrado -Neto. existem 4410 doutores na área de Farmácia e Química. 2007). nos bancos públicos de patentes do Instituto Estatística da Base de Currículos da Plataforma Lat- Nacional de Propriedade Industrial (INPI). apenas 42. Vale ressaltar que a atualização desses bancos públicos de patentes é semanal. do United tes – Ranking de Instituições por Área de Atuação em States Patent and Trademark Office (USPTO) e do Eu. são re- gistrados atualmente 212 cursos de pós-graduação reconhecidos pela CAPES e 900 projetos de pesquisa apoiados pelo CNPq para as áreas do conhecimento mencionadas (Figura 1). sendo que das depositadas no INPI. tendo materiais de constituição indeterminadas. deri- ção de Cursos Recomendados e Reconhecidos vados de algas. prevalecendo os Estados Unidos com a maior parte.A61K 36/00. diversos motivos. No Brasil. percebendo-se o número reduzido de farmacêuti. patentes nacionais. Portanto. 7. ou derivados dos mesmos. vinculados ao setor de ensino superior. dentre eles. foram verificadas as que trabalhavam diretamente na produção de fitoterápicos e as suas parcerias com instituições de ensino e pes- quisa no país. apenas 118 doutores estão empre. através da Classificação Internacional de Patentes (CIP) para o referido grupo . fungos ou plantas.Número de Doutores distribuídos nas áre- ou plantas.845) no setor público (Figura 2A). E posteriormente analisou-se as empre- sas que faziam parte da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC). líquenes. líquenes.

5%). O fato é que. tanto para patentes na- cionais quanto para de outros países (Fonte: INPI 21/12/2011). Para as 29 patentes nacionais depositadas no INPI. o Brasil possui grande parte da sua biodiversidade inexplorada e enorme potencial na geração de produtos e processos que podem ser pa- tenteáveis na área de produtos naturais. Uma vez que a propriedade intelectu- al é necessária no aproveitamento do potencial para o desenvolvimento econômico de um país (Sahoo. 1996). frente às outras instituições e órgãos de fomento.1%) nos países desenvolvidos. dis- te. enquanto que para a re- geralmente pesquisadores de universidades (Figura gião norte nenhuma patente foi encontrada e no nor- 3A). Apesar do processo de proteção e comercialização das criações de pesquisas nacionais terem sido estimuladas por políticas recentes (Oliveira e Velho. ela perde Figura 4 – Porcentagem de patentes nacionais de- o direito de explorar e comercializar o objeto da paten- positadas no INPI para o grupo A61K 36/00. se univer- (Fonte: INPI 21/12/2011). 2011). a eco- nomia ou a sociedade como um todo (Serafini. 2009). De acordo a Lei de Propriedade Industrial. a instituição deixa de ser a titular da patente. pertence região sudeste detém a titularidade da maioria delas à pessoa jurídica (87. sidade ou empresa (B). é neces- sário que as universidades e empresas brasileiras atentem para a importância da utilização de patentes como instrumento competitivo frente ao mercado glo- balizado (Ferreira.nº 01 . dis- segundo a sua titularidade. Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes Percebe-se que a maioria das titularidades das paten.janeiro / março 2012 47 . sendo o estado de São Paulo o são depositadas a maioria por pessoa física (65. quando deste apenas duas para a referida CIP (Figura 5). os pesquisadores dificilmente conseguirão arcar sozinhos com os custos do depósito da patente (Brasil. Figura 3 . Estudos de mapeamento de patentes são ferramen- tas de prospecção tecnológica que são capazes de influenciar de forma significativa uma indústria. e.2%). 7. Com relação às patentes de titularidade de pessoa jurídica. maior depositante no país. a maior parte delas é depositada por empresas (97. enquanto que no Brasil a maio- ria é depositada pelas universidades (60%) (Figura 3B). Silva e Araujo. distribuídas positadas no INPI para o grupo A61K 36/00. enquanto que as brasileiras (55. para a referida CIP. a tes estrangeiras no INPI. Esses dados mostram a necessidade de as empresas brasileiras investirem mais em pesquisa e inovação. 2011). Guimarães e Contado. dessa forma.2%) (Figura 4). 2009). se pessoa física ou tribuídas segundo o estado brasileiro depositante jurídica (A) e quando pessoa jurídica.Porcentagem de patentes depositadas Figura 5 – Porcentagem de patentes nacionais de- no INPI para o grupo A61K 36/00. Revista Fitos Vol. diversas são as desvantagens para tribuídas segundo a região do país depositante ambas as partes. as instituições perdem visibilidade (Fonte: INPI 21/12/2011). Manchikanti e Dey.

pesquisa da região sudeste do país. M. através das pesquisas realizadas em parceria com o sendo que 10 estão envolvidas na produção de me. 2. vimento incentivarem as atividades de bioprospecção vel detectar 30 empresas farmacêuticas cadastradas. IGTF para fitoterápicos e fitoterapia no Brasil. mini- dicamentos de origem vegetal (Tabela 1). 2011). assim ficará mais fácil desvendar o real potencial químico da flora Tabela 1 – Relação das empresas produtoras nacional. 1996. destacam-se a YBIOS e a NATURA. Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes Por conta disso. UFRB. de 14 de maio de 1996. Brasil 2001 . Acesso em: 22 nov. v. Cavaliere.279. uma vez que o não supre os 500 fitoterápicos registrados na ANVISA número de patentes na área não reflete o potencial no ano de 2010 (Brandão. Revista Fitos. UNB.br/noticias_ ver. pirataria que sofrem pelos países desenvolvidos.. foi utilizado para a busca de em. por desenvolverem produ. ambas Brasil 1996 . brasileiros depositantes de patentes referentes à CIP tências para a promoção da cadeia produtiva farma.Normas recentes e as políticas TKS (Goiânia-GO) UFGO.Organisational modes for Open In- Jesus-BA) FAMAM novation in the bio-pharmaceutical industry: An explo- UFC. Geolab (Anápolis-GO) NI Disponível em: <http://abifisa. evidenciada nesse trabalho. empresarial e governamental. Diante desse levantamento. elaboração e gestão de projetos em parcerias. p. A. 7.Lei nº 9. NAC. a associação de esforços e compe. o que naturais. A61K 36/00.. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade tos inovadores a partir da biodiversidade através da industrial. Brandão. com certeza..22-28. refletem exatamente a maior capacidade cêutica de fitoterápicos e plantas medicinais através de investimentos em termos de infra-estrutura. 2010 . A. 2011 . ratory analysis. Chiaroni. DF.4. associadas a ALA. Destacamos a necessidade dos países em desenvol- Através da lista de associados da ALANAC foi possí. NI – não informado as instituições em parcerias. UFRN. no qual foram listadas 10 em. Hypermarcas (Barueri-SP) NI Luper (Bragança Paulista-SP) NI Bianchi. produ- da inovação aberta. Referências Empresa (Matriz) Universidades Parceiras Apsen (São Paulo-SP) NI Acesso Mercado e Políticas Públicas de Medica- mentos. e suas respectivas parceiras com insti- tuições de pesquisa. Nesse sentido assim a análise desse importante setor de mercado é necessário repensarmos em desburocratizar a atual no país. a repartição de benefícios e o acesso à 48 Revista Fitos Vol. tornou-se ponto estratégico no ção científica e recursos humanos nas instituições de modelo de negócios de diversas indústrias e empre. o que permite alavancar a exploração de no- de fitoterápicos no país.1. 16 jun.22-33. sas farmacêuticas.janeiro / março 2012 . 2010. Kley Kertz (Porto Alegre-RS) NI asp?news=3619>.186-16. UFBA. V. Hebron (Caruaru-PE) UFAL. Diante dessa dificuldade. 2011 . setor acadêmico. Brasília. UNIBAN e Chiesa.18-20.nº 01 . v.org.81. vos nichos no setor de mercado de produtos naturais. UNI- FESP. outro banco de dados. simples ou em associação. Technovation. no país com relação à patenteabilidade em produtos -se a pequena lista de empresas cadastradas.MP nº 2. Questões burocráticas e falta de recursos Biolab (São Paulo-SP) NI para inovação causam entraves à produção nacio- Brasterápica (Atibaia-SP) NI nal de medicamentos fitoterápicos. presas farmacêuticas. percebe. UFPE. UFPB. a Plataforma Lattes.L. n. Frattini. Pharmacia Brasileira. UNICAMP Boorhem. e Natulab (Sto Antônio de UEFS. UFRJ. assim como dos estados associado. de 23 de agosto de 2001. Sen- não sendo contabilizado suas diferentes formas de do necessário para isso o combate a falta de cultura apresentação. Dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético. 2010. D. A distribuição geográfica das indústrias nacionais a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional produtoras de fitoterápicos. localizadas em São Paulo. n. n. p. presas privadas com vinculação de doutores farma- cêuticos. legislação de acesso à biodiversidade.31. seja para o aporte de recursos financeiros ou intelectuais. F. p. ficando evidente a da flora brasileira e muito menos a capacidade insti- dificuldade de organização da categoria dificultando tucional e científica instalada no país. USP. produzindo mizando assim as perdas advindas das ações de bio- ao todo 38 fitoterápicos. R. UPE.Fitoterapia.

813. A.289–297.Os Novos Alexan- de informação tecnológica.3. 1. RAE-eletrônica. Tecnologia e Insumos Estratégicos.3. 2001. Portaria in. R. e Peixoto. e Dey.1. A. v. uma discussão necessária.The Bra- conservação e utilização. e Velho.2. p. 2009 . zilian system of innovation in biotechnology: a preli- Brasília. 2011 . Matias-Pereira. G. e Kruglianskas. p. 2004. v. Judice. Revista de Administração Contemporânea. DF.K.Ministério da Saúde. 171-191..M.R. M.32-37. 2009 .189-226.R. Ethnopharmacology. Revista Fitos Vol.S. Rio de Janeiro. Technovation. e Williams. 2007 . v. 2005 .C. V. Manchikanti.F. E. n.2. n. Aprova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e cria o Comitê Nacional de Plantas Serafini. v. p. e dá outras providências. Brasil 2006 . N. nam setor farmacêutico.. A. De.A. p. C. v. v. Ensaio: avaliação e políti- nal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos . A. 209-221. DF. A. D. Guimarães.960.1.1. Ciência e Cultura.4. L.anbio. 2007 . DF.pdf> Acesso em: 15 maio 2011.28-33.M. Journal of Technology Management & Innovation. p.62.Benefícios e riscos da partamento de Assistência Farmacêutica. Journal of terministerial nº. e dá outras providências. 03 dez. n.Parcerias e inovação impulsio- Seção 1. F. J. drinos. R. n.Pros- Medicinais e Fitoterápicos.. n. Huizingh. 2. In: Tapscott. Pesqui- mentação da Política Nacional da Biodiversidade. 2011 . v. Dispõe sobre incentivos à inovação e à pes.Open innovation: State of the art and future perspectives. L. 2005 .25-54. 1. drug patenting in India: IP potential. Inovação Uniemp.D.339.Herbal Brasil 2008 .Emaranhado Burocrático. e Araujo. Oliveira. p. I.54-57.16. v. dez.973.Gestão de Brasil 2004 .H.janeiro / março 2012 49 .L. e Gonçalves-Neto. 2005 .D. Gestão de Inovação e Investimentos de Venture Capital em Empresas de Biotecnologia no Brasil. v. 2010 . p. Natercia. minar study.org. n. e Baêta. 72 p.179. Belo Horizonte. Brasil 2002 . Brasil.As coleções bioló- gicas como fonte dinâmica e permanente de conheci- mento sobre a biodiversidade. de 22 de junho de 2006.R. F. 1. Revista GEINTEC. Brasília.55-63.C. Brasília.137. Wikinomics: n. de 02 de dezembro de inovação: a lei de inovação tecnológica como ferra- 2004.A. 2001. Brasília. Brasil.Lei nº 10. Secretaria de Ciência. p. 2011 . 2001 . pecção tecnológica: Morinda citrifolia e indústria far- macêutica. Silva. 2011 . p. menta de apoio às políticas industrial e tecnológica do quisa científica e tecnológica no ambiente produtivo Brasil.17. Política Nacio. Diário Oficial [da Repúbli- ca Federativa do Brasil]. cas públicas em educação.nº 01 .2.2-9. J. p. e Williams. de 22 de agosto de 2002.E.Decreto nº 4. E. como a colaboração em massa pode mudar o seu ne- gócio. p. n. DF. n. 22-31. DF. Marques. A. Ferreira. de 9 de dezembro de 2008.9. Fundação Biominas. D. Sahoo. S. Brasília. Art. p.Parque Nacional de Em- presas de Biotecnologia. Nova Fronteira. Marinoni.M. 62.M. e Contado.Patente como instrumento competitivo e como fonte Tapscott. Gestão & Produção. Decreto proteção e comercialização da pesquisa acadêmica: nº 5. v. sa Fapesp. n. Disponível em: < http://www.18. 7.PNPMF. Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Exploração de Bioativos: Parcerias e Patentes tecnologia e a transferência de tecnologia para sua Marques. Institui princípios e diretrizes para a imple.Ministério da Saúde.Modelo Em- presarial. 2-4. P.br/pdf/2/ mct_parque_nacional_empresas.31.

Como resultados desta atividade profissional foram desenvolvidos cinco fitoterá- picos: cápsulas duras com extrato de isoflavonas agliconas de soja (Glycine max). cápsulas gelatinosas moles com óleo essencial de hortelã-pi- menta (Mentha piperita) recomendadas na fase espástica da síndrome do intestino irritável.com Palavras chave: Pesquisa e desenvolvimento.Cj. mon- tou-se uma equipe técnica e buscou-se o desenvolvimento de uma linha fitoterápica a partir de literatura cientí- fica. isoflavona aglicona. Keywords: Research and development. tablets of standardized extract of devil’s claw (Harpagophytum procumbens) given in rheumatic diseases. São Paulo – SP. was set up a technical team and we sought to develop a line of phytomedicines from scientific literature. 5º andar. São Paulo – SP CEP 01228-200 2 *Correspondência: e-mail: luis. peppermint oil.Mestrado Profissional em Farmácia. effective and quality levels compatible with the national and international regulatory requirements. tablets standardized extract of frankincense (Boswellia serrata) indicated in inflammatory bowel diseases. Nesse período. garra do diabo. pomada com extrato padronizado das cascas de barbatimão (Stryphnodendron adstringens) indicada como cicatrizante em escaras de graus I e II. Rua Maria Cândida 1813. aproveitamento de estudos nacionais já realizados bem como com ajustes de pesquisas internacionais ao padrão regulatório brasileiro. Higienópolis. óleo de hortelã-pimenta. comprimidos de extrato padronizado de incenso (Boswellia serrata) indicados em patologias inflamatórias intestinais.. As a result of this professional activity included five herbal drugs: hard capsules with the extract of soy aglycones isoflavones in interaction with other company and university. e. Despite the difficulties and complexity of compliance with the requirements of the chain of research and development. During this period. com geração de produtos fito- terápicos seguros. eficazes e de qualidade compatível com as exigências regulatórias nacionais e internacionais. Herboflora Produtos Naturais Ltda. Marques e 2Carlos M. por fim. comprimidos de extrato padronizado de garra do diabo (Harpagophytum procumbens) indicados em patologias reumáticas. 7. and finally ointment with standardized extract from the bark of barbatimão (Stryphnodendron adstringens) as indicated in healing of decubitus ulcers stages I and II. Abstract It is reported five years of professional experience in a Brazilian pharmaceutical company. o presente relato mostra ser possível esta atividade. frankincense. resultado de parceria com outra empresa e universidade. Apesar das dificuldades e complexidade de cumprimento dos requisitos da cadeia de pesquisa e desenvolvimento. barbatimao. devil’s claw. with the generation of herbal products with safe. PESQUISA E DESENVOLVIMENTO / Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de RESEARCH AND/ DEVELOPMENT Pesquisa e Desenvolvimento Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Research and Development of Phytomedicines: Report of Experience on a Brazilian Pharmaceutical Company 1 *Luis C. Resumo Relata-se experiência profissional de cinco anos em uma empresa farmacêutica brasileira. CEP 02071-013.marques08@hotmail. 74. Angélica. incenso.nº 01 . barba- timão. Av. soft gelatin capsules with essential oil of peppermint (Mentha piperita) recommended in spastic phase of irritable bowel syndrome. use of national studies already made adjustments as well as international research at the Brazilian regulatory standard. Vila Guilherme. aglycon soy. 2632 .janeiro / março 2012 . this report shows that activity is possible. 50 Revista Fitos Vol. Souza 1 Universidade Bandeirante de São Paulo .

85 74.8 5º Plantaben 4.7 13º Equitam 1. e mais recentemente dólares em 2011 (Saklani e Kutty.9 15º Serenus 1. consolidaram-se mercado brasileiro pelo faturamento no ano de 2006. participação de cerca de 2. plantas é estimado para de cerca de 26 bilhões de na officinalis. tem se modificado. há inúmeros casos relevantes como sionais nutricionistas (Brasil. também o segmento fitoterápico é concentrado em al- a partir do impulso gerado pelo financiamento do gumas empresas e produtos. 2006a. dentre inúmeros outros exemplos. como a digoxina. 2007). com a participação de empresas farmacêu- A natureza tem sido uma fonte inesgotável de subs. 2008). 2007). assim.29 12. 2010). De modo similar ao mercado farmacêutico sintético.06 32.4% Demais produtos (± 340) Faturamento de 32.45 13. do segmento (Freitas. Rk Produto % milh/R$ Rk Produto % milh/R$ 1º Tamarine 13.37 34. frente a tâncias químicas importantes à vida humana. Petasites hybridus.81 9.3 6º Abrilar 3.21 17. apresentam-se programa de plantas medicinais da extinta Central na tabela 1 os valores dos vinte principais produtos do de Medicamentos nos anos 1980. 2008).nº 01 . ingredientes cosméticos. no ano de 2006.3 4º Tebonim 4. taxol.19 17. Tabela 1 . novos prescritores. corantes.2 18º Climadil 1. as sementes do guaraná e mais recentemente.68 9. ticas modernas (Mukherjee e Houghton..41 7.53 8.6 14º Giamebil 1. novas áreas sendo abertas. e como medicamentos fitoterápicos destacam-se os à O mercado mundial de medicamentos derivados de base de extratos clássicos de Panax ginseng.2 20º Hemovirtus 1.1 8º Pasalix 3. substâncias farmacologicamente ativas e amplamen- te presentes em medicamentos. forne.janeiro / março 2012 51 . 2009).3 17º Valeriane 1.1 7º Metamucil 3. nesse cenário de desenvolvimento farmacêutico.0 bilhão O Brasil tem algumas poucas espécies relevantes (Carvalho et al. como a inclusão da fitote- cendo alimentos.39 18.04 11.68 9.4 12º Tanakan 2. Dados de Mercado morfina.0 3º Naturetti 6. pro- jetando-se um faturamento na faixa de R$ 1.55 24.52 8.6 20 principais produtos Faturamento de 67. no entanto. Ao mercado brasileiro estima-se uma tros (Marques.72 9. como tem ocorrido com os profis- mentos. como os casos das espécies ipeca e jaborandi. rapia no Sistema Único de Saúde e o envolvimento de bem como sendo imprescindível na área de medica. 7.3 9º Passiflorine 2. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Introdução Esse cenário.8 11º Vecasten 2.24 22.6% Fonte: Adaptado de Freitas (2007) Revista Fitos Vol. dentre ou. algumas espécies genuinamente nacionais como a responsáveis por mais de 67% do faturamento global espinheira-santa e o guaco.57 13.4 2º Eparema 6. CFN.5% do valor mundial. presenta apenas cerca de 3% do mercado global de doides. etc.3 16º Novarrutina 1.2 10º Maracugina 2.90 10. Hedera helix. valor que re- medicamentos à base das espécies Pelargonium si.Ranking dos vinte principais fitoterápicos do mercado brasileiro e seu faturamento em percentual e em reais. embora lentamente.9 19º Calman 1. medicamentos. Assim. Valeria. Ginkgo biloba.

. muito abaixo do valor estratosférico citado anteriormente. Tabela 2 . e pelos comenta sobre este tema: ansiolíticos. com a 2ª co. para mento a investir na descoberta de novos medi- insuficiência venosa cerebral. desenvolvido por interação uni.4% e 13. que é tituindo um desserviço ao esforço nacional na área de freqüentemente colocado com base em produtos sin. por fim. European Federation of Pharmaceutical terápicos parecem ser possíveis a qualquer empresa Industries and Associations.4 terebenthifolius Fonte: IMS.nº 01 .7 Acheflan Cordia verbenacea aerosol 195. 544). pesquisa e desenvolvimento de medicamentos. con. apesar da indiscutível predominância de es. p. to de um produto anti-inflamatório tópico à base do pécies exóticas no mercado brasileiro. 2010). produzido a partir de ex. respectivamente. o valor investido nas pes- versidade . téticos no padrão extremo de sofisticação e estimado na casa dos 800 milhões de dólares (Calixto e Siquei. NAFAR. Forma Produto Espécie Farmacêutica Unidades Us$ milhões Giamebil Mentha crispa comprimidos 487.4 Schinus Kronel gel vaginal 50. tem rele- tratos da espécie Mentha crispa L. e que necessita ser eliminado Apesar dessas iniciativas. com o 1º. embora de fato não seja o primeiro fitoterápico O medicamento Giamebil®.000 3. destaca-se o espaço ocupado por tido.000 1. para parasitoses vância tanto pela qualidade da suas pesquisas quanto intestinais. Exemplos ticamente impeditivo para a maioria das empresas de desenvolvimentos nacionais recentes têm confir- farmacêuticas nacionais. mado esse conceito (Tabela 2) e constituem-se em tanto. farmacêutica a custos reais e acessíveis. 2010). de ação fito-hormonal.Produtos fitoterápicos genuinamente nacionais desenvolvidos nos últimos anos e seu respec- tivo faturamento. 2008. cons- custo do desenvolvimento de medicamentos. apenas um camentos devido aos custos proibitivos” (Kandil. e. é certamente o fitoterápico pioneiro do pelo exemplo concreto do custo real de um desenvol- mercado brasileiro. De fato.5 Schinus Kronel sabão líquido 400. 7. quisas desse produto tem sido divulgado na faixa de tando com um faturamento expressivo na casa dos 10 R$ 15 milhões e executado no prazo de 7 anos (FE- milhões de reais por ano (Marques.1% do total do mercado fitoterápico “O exagero no custo do desenvolvimento de me- nacional. bem como também nhias farmacêuticas de países em desenvolvi- os produtos à base de extratos de Ginkgo biloba. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Desse quadro. a esse campo inovador. o que seria pra. 2004. Kandil (2004). com mais de 200 milhões de reais de fatu.3 terebenthifolius Imunomax Uncaria tomentosa gel labial 11.000 4.000 3.empresa na região nordeste do país. dicamentos serve aos interesses internacionais ramento. A experiência brasileira recente de desenvolvimen- Assim. genuinamente nacional como se apregoa. A presença de um produto para problemas de duas formas: para justificar os altos preços de hepatobiliares é igualmente marcante. um pesquisador do mundo árabe.janeiro / março 2012 . produto para infecções das vias respiratórias e outro 2004. no en. uma das grandes dificul.6 Acheflan Cordia verbenacea creme 479. vimento nacional. dos discursos dos formadores de opinião desta área dades nesta área de P&D sempre foi o mito do alto por ser equivocado e politicamente manipulado. 52 Revista Fitos Vol. a pesquisa e desenvolvimento de fito- ra Jr. Nesse sen. produtos laxativos.000 0. 3º e 5º lugares. Desse modo. Esse valor mitificado.000 0. 2011). os quais respondem. já é visível a óleo essencial da espécie Cordia verbenaceae (Ache- presença de iniciativas em P&D com plantas nativas. tem sido desconstruído por vários segmentos e fatores de estímulo a que novas empresas adentrem colocado em níveis bem mais acessíveis. por 27. flan®). seus medicamentos e para desencorajar compa- locação e excelente faturamento.

montou-se uma equipe técni. caminhos para a ousada tarefa de desenvolver pro. mas ra. Esse perfil parecia relacionar-se à baixa aderência ca a parceria envolvendo profissional da academia e das pacientes à terapêutica com produtos de isoflavo- empresas farmacêuticas. conseguindo digerir a isoflavona. absorvidas Assuntos Fitoterápicos a partir de janeiro de 2004. definiu-se a isoflavonas têm sido feitas. inicialmente produtos frente à expectativa do número de pacientes. 7. mantendo-se a conhecida heterogeneidade de c) ajustar ofertas internacionais ao padrão regulató.. dutos inovadores e criar uma linha fitoterápica numa Esforços para liberação das formas aglicônicas das empresa farmacêutica nacional. sal. efeitos sobre os sintomas do climatério (Carneiro et rio brasileiro. o fitoterápico foi esta. lência de quadros de disbiose intestinal (Almeida et ca com a contratação de dois outros farmacêuticos. A solução foi. na de soja. Assim. a linha Fitomedicina. importantes. por serem moléculas heterosídi- administrativa da empresa. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Uma contribuição efetiva para esses desenvolvimen. mostrando tente de processo da Universidade de Campinas. as pacientes provavelmente não estavam ambos com experiência anterior em empresas fabri. então. Aproximação com o Segmento Far. de forma pontual..empresa envolvendo a hidrólise prévia das moléculas de iso- Revista Fitos Vol. – de 2010. diminuída nos quadros de dis- biose. denominado Diretoria de cas. um fato desejado. Estudo clínico comparativo a) aproveitar a literatura nacional e internacional do uso de extrato comum versus extrato adicionado para registro simplificado. valorização do emprego dos chamados fito-hormônios presentes principalmente na soja e em outras espécies. al. então. encontrada num pedido de pa- criando-se. macêutico Um levantamento de mercado realizado em 2004 mos- trou a existência de produtos diversos nessa área. iniciado em 1995 com a Portaria SVS nº 6 e seqüenciado com as Resoluções Anvisa Descritivo dos Produtos Desenvolvidos RDC 17 de 2000. obviamente sem produzir os chás alimentícios. O passo seguinte foi a definição dos efeitos esperados. No aproximação com empresas farmacêuticas interessadas entanto. que acabava sen- cantes e distribuidoras de extratos e de plantas para do eliminada nas fezes. Aprofundando o tema. tais como a adição da en- seguinte estratégia de pesquisa e desenvolvimento: zima beta-glicosidase. al. pos. Os riscos mostrados pelo ou pontuação por literaturas recomendadas (Carvalho Women’s Health Initiative Study (2002) aumentaram a et al. bem produtos de mercado (Marques. Desse modo. 1998) levou à como alguns produtos fitoterápicos registrados. e o desenvolvimento de fitoterápicos inovadores a tos tem sido a construção do marco regulatório fito. valores abso- Uma empresa farmacêutica nacional propôs consul. terápico brasileiro.janeiro / março 2012 53 . necessitam ser digeridas para. tan- A atividade profissional voltada à P&D e com foco em to alimentos de várias formas e apresentações. seguida por um contrato fixo men. Leguminosae) belecido no Brasil como medicamento com adaptação das exigências às peculiaridades técnicas dessa clas. 2007). ser possível a aproximação universidade . Uma das áreas de interesse da empresa era a gine- se e também com algumas flexibilidades importantes. decorrente de alguma provável heteroge- ramente efetivado. Em todos esses atos.. 1992. de 2004 a 2008 foram desenvolvidas várias atividades e registrados cinco fitoterápicos. de enzima (Isoflavin beta e Isoflavin beta plus – em- b) prospectar desenvolvimentos nacionais não apro. 2006) e mostrando não ser esse o caminho tecno- lógico ao problema das isoflavonas. enfim. custos acessíveis.nº 01 . lutamente abaixo da importância terapêutica desses toria a um dos autores no ano de 2003. o que nos levou à busca de produtos para como o conceito de tradicionalidade via lista positiva os sintomas do climatério. Essa consolidação se concretizou neidade de efeitos. foi possível consolidar na práti. e promoverem os efeitos terapêuticos. verificou-se na oferta para compor um cargo criado na estrutura que as isoflavonas. Nesse período. a comercialização à época era de cerca de 500 mil unidades e US$ 8 milhões. presa Galena) não mostrou diferenças entre os gru- veitados industrialmente. a extratos de soja. cologia. Como na idade onde se estabelece o climatério ocorre grande preva- Como primeira medida. 2009). RDC 48 de 2004 e a atual RDC 14 Isoflavona aglicona de soja (Glycine max L. apesar da presença de marcas de empresas em ocupar esses espaços para produtos inovadores.

Por outro lado. – Burseraceae) Figura 1 . 60-70% de resina e 27- 35% de gomas. tendo inclusive um medicamento à base do fár- maco sulfasalazina. ties à universidade e aos pesquisadores envolvidos. 1997. tecnologia foi depositada como patente e licenciada a uma empresa farmacêutica chamada Steviafarma Incenso (Boswellia serrata Roxb. definiu-se por ambas espe- sucesso terapêutico pretendido. similar a outros nérica e também tendo em vista a definição clínica existentes em mercado. porém garantindo-se ao mesmo. formalizou-se contrato de promoção e comercializa. 2001). Remedies Private Limited (Boswellia. a principal isoflavona aglicônica presente resina que apontasse os requisitos de qualidade a na soja (Figura 2). ser seguidos. 55% em À época. houve rompimento ciências digestivas e garantindo-se. retornando o produ- efeitos clínicos do produto (Park et al. O extrato comercial era adquirido de empresa indiana via distribuidor/importador nacional e a matéria prima vinha padronizada em. Trata-se de um extra- to padronizado da gomo-resina do incenso. A busca por extratos junto aos importadores mostrou ção do produto. inexistia monografia oficial sobre a gomo- genisteína. 60% de ‘ácidos totais’. Essa to Aglicon-soy à empresa Steviafarma Farmacêutica. Colebr. na fração resinosa estão presentes triterpenos pentacíclicos denominados ácidos boswélicos. em vista disso. que foi lançado na forma de cápsulas oferta de possibilidades. mi- lenarmente utilizada na medicina Ayurvédica indiana como produto de ação anti-inflamatória. teoricamente. cificações em conjunto (ácidos min. cialização. dos quais destaca-se o ácido 3-acetil-11- ceto-beta-boswellico (AKBA) como marcador e ativo farmacológico principal (Figura 3). do fitoterápico chamado Aglicon-soy®.7% solver um problema de absorção. – Burseraceae. ex Colebr. movia a geração da cadeia produtiva e gerava royal.7%) para os lotes de matéria prima (extrato seco). con. Relata- se nesse documento a presença nessa droga vegetal de 3-8% de óleos essenciais.. evitando-se as defi. e tendo em vista a existência de inúmeros estudos comprovando efeitos dessa planta Assim. decidiu-se por seu desenvolvimento.Cartucho da apresentação comercial do principalmente a monografia da empresa Natural produto Aglicon-soy® 60 cápsulas. por motivos comerciais. no mínimo. Como a empresa atua fortemente na área da procto- logia. fundamental para o (Gupta et al. os do contrato de parceria comercial. ex Industrial. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional flavonas glicosiladas com enzima beta-glicosidase. buscou-se uma parceria comercial com a em- como anti-inflamatório em doenças inflamatórias in- presa licenciante. Figura 2 . Desse modo. 0. liberando-se as isoflavonas agliconas diretamente no Apesar de tal perspectiva. mas inovador por focar e re. 7. 2001). mas com contradições nas de extrato seco padronizado a 40% em isoflavonas. como tal padronização é absolutamente ge- Tratava-se de um produto simples.Cromatogramas de extrato glicosilado (esquerda) e de extrato aglicônico (direita). espécie Boswellia serrata Roxb. 2001). da cidade de Maringá (Bueno. 2004). no mínimo. pro. 60% e AKBA min. 54 Revista Fitos Vol. após dois anos de comer- extrato a ser ingerido (figura 1). a qual estava em fase de montagem de equipe de promoção médica para o lançamento testinais.janeiro / março 2012 . da presença do marcador AKBA em. realizou-se a montagem das especificações a partir da literatura disponível. O segundo produto da linha Fitomedicina foi registra- forme Park e colaboradores (2001). do com o nome de Védica®. no mínimo 0..nº 01 . especificações de qualidade das matérias primas.

desenvolvido em paralelo ao pri.nº 01 . Condições Cromatográficas: Cromatógrafo Varian 9012 com injetor automático e detector de arranjo de diodos mod. seguido em Revista Fitos Vol. te frente a concorrentes de ação anti-inflamatória.alibaba. A falta de monografia oficial levou ao acréscimo pulmonar obstrutiva crônica (Ammon. princi- palmente da COX2. de aço inoxidável. náuseas. Boswellia ser- Houve desenvolvimento e validação de metodologia rata inibe também a enzima elastase leucocitária. (Peres. onde os inibidores das ciclooxigenases. particularmente na doença cador. deixando-se tais 350 mg de extrato seco.com/countrysearch/IN/boswellic-acid> Extratos de B. pro- analítica realizada em parceria com a Universidade tease dos leucócitos envolvida na destruição crônica Federal do Paraná. atual. artrite e enfisema. fase estacionária co- luna Varian Res Elut C18. mentos gordurosos. tanto para método titulométrico de de tecidos associada à inflamação. produtos que atuam diferentemente tendem a destacar-se. 7. Os estudos clínicos re- exigisse a ampliação do número de marcadores no comendam a administração de 3 comprimidos ao dia produto (Figura 4). 2009). Tais dados compuseram uma tese junto às refeições e estas preferencialmente com ali- de doutorado dessa instituição (Perez. serrata mostraram-se ainda capazes de promover inibição específica da 5-LOX. se porventura o órgão regulador AKBA/comprimido (figura 5). 9065. podendo promover gastrite e refluxo gas- desse modo a síntese da classe dos leucotrienos. queimação retroesternal. tamanho de poro de 90 Ä. Figura 4 . ácidos totais quanto por cromatografia líquida de alta o que lhe permite atribuir potencialidades terapêuticas eficiência utilizando-se a substância AKBA como mar. de outra substância (ácido beta boswélico) como um segundo marcador. sem inter- ferência nas COX e outras LOX.Cromatograma de CLAE dos padrões ácido 3-acetil-11-ceto-b boswéllico em ~ 7 minutos e o ácido b-boswéllico em ~ 17. pois seu mecanismo de ação direciona-se à inibição o extrato de B. flatulên- particularmente o LTB4 (Ammon. 2009).6 mm de diâmetro interno. 150 mm x 4. 3-acetil-11-beta boswélico Disponível em: <http:// com fluxo de 1 ml/min. 2004). 1996).0 minutos (l= 210 nm) em curva de calibração a partir de 5 mg em me- tanol. serrata é contra-indicado na gravidez e seletiva da enzima 5-lipoxigenase (LOX). troesofágico. 1996). 5 μm. inibindo-se amamentação. Este fitoterápico apresenta um diferencial interessan. dor epigástrica. anorexia e dermatite. que fornecem 2. Além disso. No contexto cia abdominal. O produto foi finalizado na forma de comprimidos com meiro.45 mg de dados em reserva. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Figura 3 . na área da pneumologia.Estrutura química do AKBA – ácido step gradiente para 100% de acetonitrila em 2 min. Em termos de contra-indicações e reações adversas. perfil que diminui o risco de efeitos adversos. www. fase móvel: acetonitrila:água 80:20. por ser majoritária no extrato. modo isocrático em 22 min.. o que promove maior absorção dos ativos (Sterk et al.janeiro / março 2012 55 . encontram-se desacreditados por riscos e efeitos adversos graves.

etc. declara conter 200 mg de extrato seco por comprimi- do. uma dose absolutamente abaixo do limite mí- sente em diversos registros no banco de dados da Anvi. mente de iridóides (0. Tal extrato foi encontrado num fornecedor da Alemanha. conforme site da empresa produtora. por dia. 7. Fiebich et al. tal produto Avaliando-se o mercado de produtos à base de garra do oferta aos pacientes de 6. matórias. expressa na presença principal- co e terapêutico. correspondendo a 10 mg de iridóides totais calcu- lados como harpagosídeo. tail-flick. É de origem africana. em conjunto. camos extratos concentrados no marcador farmaco- blema interferente na sua evolução em mercado. 1997). está mo. correspon- da PGE2. Em termos de mecanismos de ação. formalina. gosídeo.0%). vendo-se cuidadosamente a literatura (ex.2 g de extrato por dia. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Portanto. sídeo (mais de 10% em iridóides totais). pre. situação aparen- tante de várias farmacopéias. Trata-se de uma droga vegetal oficial cons- ca e comercialmente insignificantes. apresenta como pelo menos 30 estudos clínicos em patologias densa tradicionalidade em várias regiões. re- Figura 6 . Assim. lógico. mente gastrointestinais (Stewart e Cole. com inibição das vias enzimáticas das ciclo e lipoo- xigenases. o produto expressa ações anti-infla- fato de suas sementes serem grandes e espinhosas.biochemtek.6 mg de harpagosídeo diabo. Apresenta mecanismo de ação seletivo ça. com o qual se fechou contrato para for- O conjunto de estudos disponíveis na literatura sobre necimento de extrato padronizado a 5% em harpago- esta espécie é denso. 1999. devendo consolidar. regiões da Namíbia e muito presentes no deserto do os produtos à base desta espécie se mostravam clini- Kalahari. comparada a de fármacos sintéticos usuais. Um dos produtos registrados na Anvisa e amplamente comercializado. mas prin- nais.Estrutura química da substância harpa. cos (em edema de pata. . diminuição do efeito de metaloproteinases. no entanto. Ingerindo-se 1 comprimido 2-3 vezes ao dia. Os estudos mostram eficácia patologias reumáticas e doenças inflamatórias intesti. com inúmeros estudos pré-clíni. 2001). marcador da droga vegetal garra do dia. analgesia por redução Este produto foi denominado Arpadol®. reumáticas como osteoartrite e lombalgias. tais ex- tratos ofertam apenas 1.) bem rata um fitoterápico de grande potencial. não é propagado junto aos prescritores e não aparece Para solucionar tal evidente problema técnico. analgésicas e citoprotetoras articulares. nome decorrente do tanto.. ser. além de outras possibilidades terapêuticas a ser cipalmente maiores benefícios em termos de seguran- completadas. de 50-100 mg por dia. Os extratos comerciais disponí- veis no Brasil apresentam-se com especificações de 5% em iridóides totais expressos em harpagosídeo.6% do mesmo. Por- conhecida como ‘garra do diabo’. conforme recomendado. bus- nos levantamentos de mercado. sendo 15 dernamente estudado. no entanto.C. nota-se ser um fitoterápico antigo no Brasil.5-3. 2005). supressão da expressão da óxido nítrico sin- procumbens D. exigindo-se ingestões de 3. de composição química temente incompatível com seu potencial farmacológi- bastante conhecida.janeiro / março 2012 . entende-se ser a gomo-resina de B. com ocorrência de efeitos adversos leves principal- e específico (5-LOX e elastase). sa. evidenciava algum pro. Com essa 56 Revista Fitos Vol. nota-se a recomendação da oferta de produtos bo (Disponível em: <http://www. nimo recomendado cientificamente.: ESCOP. bem como também por atividade antioxidante dendo às raízes tuberosas da espécie popularmente (Chrubasik e Eisenberg.4 a 9. equivalente ao que chamaríamos no Brasil de ‘car- rapicho’. principalmente das Apesar desse ‘padrão ouro’ em termos documentais. inibição de citocinas pró-inflamatórias. parecem ser do tipo Garra do diabo (Harpagophytum misto. é difícil de ser encontrado nas farmácias.1 a 6. devendo apresentar no mínimo 1% do iridóide harpagosídeo. especificamente sobre esse ativo.nº 01 .Pedaliaceae) tetase.net/ que forneçam doses diárias de harpagosídeo na faixa html/classdetail. -se na fitoterapia brasileira e mesmo mundial. com eficácia comprovada em revisões sistemáticas.asp?id=101>). o ativo marca- O estudo dessa situação levantou a hipótese de pro- dor químico e principal agente farmacológico da droga blemas de dosagens dos extratos secos.

uma patologia comum Figura 7 . tendo sido comercialmente denominado esta espécie mostra também artigos científicos com de Mentaliv®.. principalmente. glesa. os quais. da hortelã. síndrome do intestino irritável. o que a princípio levanta dú. 20 seg Fase básica Máx..nº 01 . Em termos de indicações. Cumpri- essencial torna-se muito mais expressivo. Hortelã-pimenta (Mentha piperita L. o efeito antiespasmódico Portanto. os quais com administração de produtos via oral. do mercado brasileiro.Resultados do teste de desintegração O óleo essencial foi adquirido de distribuidores gerais de duplo pH de um dos lotes de comprimidos gas. Os estudos clínicos do óleo de hortelã nessa sín- drome existem num volume surpreendente para o padrão fitoterápico comum. Evans e Rhodes (1984). da com propriedades digestivas e antiespasmódicas. ramente que o harpagosídeo é um fitofármaco com instabilidade em meio ácido. Um sendo talvez uma das plantas medicinais de mais am- desses materiais (Soulimani et al. lã. 60 minutos > 60 min.. 7. embora o Brasil tenha sido. Tyler e Schultz. inexistindo no país fornecedor de matéria prima local. dose dentro da faixa ideal para obtenção dos efeitos terapêuticos. HCl 0. no óleo dos de 400 mg gastroresistente (Figura 7). produto Arpadol® 60 comprimidos. mentol e mentona. 1999). tais como os estudos de Dew. a conferência da literatura sobre piperita L. após compressão. 30-55% e a mentona com 14-32% (WHO.Cartucho da apresentação comercial do tratada clinicamente na gastroenterologia (Hänsel. a espécie contém taninos e flavonói- alguns estudos não se conseguem efeitos positivos des. no passado. Pittler e Ernst (1998).janeiro / março 2012 57 .1 N Esses lotes foram avaliados segundo monografia da Fase ácida Min.. Este produto corresponde a cápsulas gelatinosas moles de óleo essencial de hortelã pimenta (Mentha Em outro aspecto. um dos Fases do teste Condições Resultados grandes fornecedores mundiais de hortelã pimenta.). utilizando-se es- 15 min. Esta espécie é mundialmente utiliza- resultados negativos. 60 e 90 comprimi- obtido dos chás comuns de folhas da planta. o sucesso comercial avaliado clinicamente na fase espástica da chamada deste desenvolvimento é potencial. 1994) mostra cla. há a recomen- dação técnica de que sejam formulados em cápsulas gelatinosas moles com gastrorresistência (Kline et al. Esse óleo essencial é constituído de vários mono e troresistente. No entanto. mas. 1997). 45 seg volvimento e validação de metodologia de controle de Tampão pH 7. Tabela 3 . com monografias o produto a tal característica. do tipo antagonista de cálcio. Para adequar constituem matéria prima específica. finalizou-se o desenvolvimento do produto. tendo sido dos todos os requisitos técnicos. facilmente lançado em apresentação com 30. dentre outros. 2002). incluindo-se o teste de desintegração de sesquiterpenos. fornecem 60 mg de harpagosídeo. vidas sobre a efetividade dessa droga vegetal. de um polímero gas. como no produto anterior. incluiu-se na formulação distintas da droga vegetal sumidades floridas de horte- a aplicação. 48 seg ses dois marcadores. pla e disseminada tradição de uso. Evans e colaboradores (1982). obtendo-se lotes de origem in- trorresistentes de garra do diabo (Arpadol). British Pharmacopoeia (1998).. 2001. publicados em revistas médicas conhecidas e respeitadas. com mais de 10 estudos clínicos disponíveis. dos quais destacam-se o mentol com duplo pH no teste de estabilidade (tabela 3). explicando porque em Quimicamente. óleos essenciais. que ocorre em função do efeito relaxante do óleo essencial sobre o Revista Fitos Vol. 30 minutos 22 min.5 qualidade por cromatografia gasosa. – primidos de 400 mg. realizando-se desen- 10 min.. Os motivos dessa exigên- cia decorrem do efeito colateral azia. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional matéria prima formulou-se produto na forma de com. ofertados três vezes ao Labiatae) dia. Liu et al.

Assim. os três lotes pi.Como todos os testes farmacológicos foram re- visa RE 89 (Brasil. mentol e mentona. as dos marcadores deve estar compreendido nesta 200 mg de óleo essencial. demonstran- O assunto foi avaliado pelos técnicos da Catef. do junto à CATEF – Câmara Técnica de Fitoterápicos. este assunto demonstrou a necessidade mg de mentona. os do as dificuldades tecnológicas na produção de cáp- quais julgaram tal novidade técnica de expressão de sulas gelatinosas moles gastrorresistentes. 40 e 60 unidades. vel. decidiu-se aceitar a padronização do extrato A resolução RE 89. ativos segundo o racional próprio da área. 7. Tal formulação envolveu a aplicação de um polímero sintético sobre a cápsula gelatinosa mole. nização de um óleo essencial em dois marcado- res. O pro- marcadores. a equipe decidiu questionar essa posição torna-se intolerável em tratamento prolongado. para o controle das matérias primas quanto na mo- sulas. emitindo-se o parecer com o seguinte teor: Em relação às doses do produto. como óbvia e clássica solicitando que o tema fosse avalia- exigido no tratamento da síndrome do intestino irritá. em apre- de 90-110%. talvez pelo fato das cápsulas serem flexíveis nografia da própria RE 89. não pode ser per- duto. 30.. faixa. se esta- Apenas na terceira produção. a regulador. como usual para qualquer medicamento. e certamente mais aberta à discussão técnica hetero- doxa que se haveria de realizar. tanto tanto. os estudos clínicos existentes levaram à sua inclusão na Resolução An- “. coerência neste assunto. torna-se obrigatória a formulação do produto na composta por pesquisadores de instituições públicas forma gastrorresistente. 58 Revista Fitos Vol. a partir do que ocor. com medidas extremas ria adotando um requisito acima do exigido naque- no controle de umidade da sala de revestimento e am- les regulamentos. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional esfíncter gastroesofágico inferior. realizada Um questionamento formal foi enviado às Anvisa em empresa terceirizadora dessa tecnologia. O teor derivado colocada na forma farmacêutica.janeiro / março 2012 .. exige que se expresse a corres. 2004a). no caso. numa dúvida técnica inédita: como para a fase espástica da síndrome do intestino irritá- expressar um valor fixo de marcadores se a matéria vel com recomendação da ingestão de uma cápsula 3 prima os exprime em faixas? vezes ao dia (Figura 8). que regula o registro de alizados com óleo essencial padronizado em dois produtos fitoterápicos de registro simplificado. indicadas Entrou-se.nº 01 . Assim. 1). a quem parabenizamos pela flexibilidade e avaliação desses dados gerou uma diligência es. dentre outros itens. pliação da concentração de plastificante no polímero. com base na espe. 2007. foi desenvolvido na forma de cápsulas mitida a padronização do extrato em apenas um gelatinosas moles gastrorresistentes contendo 200 marcador. No entanto. sentações de 10. Entendendo tratar-se de um tema novo aos envol- rem as eructações tão comuns após a ingestão de vidos. 20. p. nas monografias farmacopêicas oficiais adotadas loto sofreram trincas no polímero sobreposto às cáp. questionando a forma adotada para a expressão de ativos e exigindo sua Desse modo. tanto à empresa quanto aos técnicos da área chás de hortelã. durante a etapa de estabilidade. 30-55% e mentona 14-32%) calculou-se como pre- sentes no produto 60-110 mg de mentol e de 28-54 Portanto. Ao definir-se um ponto qualquer da faixa. como tal efeito adverso regulatória. pecífica. em mentol e mentona. e Catef baseado nos próprios regulamentos. Conscientes da dificuldade da padro- mg de óleo essencial. faixas para os dois marcadores do óleo de menta. bem como em toda a pleitos. No en. o produto foi registrado como de venda definição em um determinado valor fixo com variação livre (sem prescrição médica obrigatória). faixa farmacopêica e de acordo com a RE 89/04 pondência em marcador contida na quantidade de (30-55% de mentol e 14-32% de mentona). ambas estabelecendo e os polímeros formarem uma camada sólida rígida. os resultados adequados foram obtidos. encaminhando-os para discussões amplas e documentação do dossiê para registro. conforme determinam outras re. assim. tanto nas empresas quanto no órgão Ao ser peticionado o pedido de registro à Anvisa. portanto. coerentes à busca do progressivo acúmulo de experi- ências na área. desde a liberação dos lotes até o final do cificação dos marcadores citada na resolução (mentol prazo de validade” (CATEF. esses dados foram incluídos clara de se fundamentar adequadamente os temas e em bula e cartucho do produto. com os valores dentro da gras legais da área.

. grama de Plantas Medicinais da Central de Medicamen. Essa droga vegetal está inscrita cascas. parâmetros indicativos dos efeitos cicatrizantes para tratos hidroalcoólicos (a 30%) das cascas e os pa. deixando o ferimento não Este produto. 2001. o qual patrocinou estudos químicos e farmacológicos junto ao Programa de Pós. melho- fitoterapia brasileira. Mello e Mello (1998) confirmava -graduação em Biotecnologia da Universidade de Ribei. Farmacopéia. 1988. 1959). úlceras gástricas. com os dados riores mostravam também efeitos antiinflamatórios usuais de caracterização botânica e testes fitoquími- à casca. Outro estudo (Palazzo et al. toxicologia e também de coleta de germoplasma e ção. 7. Os estudos ante- copéia. e ainda antimicrobianos (Neves et Os estudos iniciais partiram de financiamento do Pro. embora sem detalhes quanto à concentração na Farmacopéia Brasileira 1 e 2ªs edições (Pharma- adequada para que tal ocorresse. empregando-se reagente de Folin-Ciocalteau para fenóis totais e precipitação com pó-de-pele levemente cromado para os taninos totais (Farmacopéia. e citada desde os tempos do império. a universidade produziu ex.nº 01 . 6 e 10% (m/m). apre. presente em praticamente todos rando o processo cicatricial de modo mais efetivo que os livros de uso popular de plantas medicinais de o grupo controle. [Mart. 1992.UNAERP. 1959).. dronizou em fenóis totais e taninos. Assim. 2001) avaliou o efei- avaliação da variabilidade genética e química. particularmente nas áreas de química. a formu- Barbatimão (Stryphnodendron adstringens lação de 1% não mostrou eficácia frente ao controle. dos. concentrações de mínimo 60% em fenóis totais dos quais. Panizza et al. O estudo de cicatrização em roedores mostrou resul- tados muito interessantes e peculiares. De modo distinto. trato seco de barbatimão. de cos direcionados à classe dos taninos. al. as concen- barbatimão. de tecido de granulação. mente denominadas ‘uabatimó’. bem como efeitos cicatrizantes de pele. neocapilarização. Vários estudos foram realiza. Desse modo. Revista Fitos Vol. elabo- rou-se o produto na forma farmacêutica pomada. Mitsui et al. em decorrência de sua A literatura já apontava a esse efeito cicatrizante das forte adstringência. A metodologia utilizada para tais avalia- ções foi a farmacopêica. refere- cicatrizado abaixo desta. 1926.5% de ex- rão Preto . Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Figura 8 . o quinto da linha em discussão. o qual geralmente infectava se a uma pomada com extratos das cascas de e tornava-se purulento. mostrando serem esses bons Em termos químicos. to cicatrizante em termos de metáfases e extensão da área reepitalizada.. sob a coordenação da Profa.. esta espécie (Figura 9).Cartucho do produto Mentaliv®. 2003). Todas essas quatro formulações foram testadas em modelos de cicatrização em roedores. A peculiaridade desse achado em- nosso país..] Coville – Leguminosae) a de 10% mostrou cicatrização rápida por formação de uma crosta superficial. pelo menos. farmacolo. tos do Ministério da Saúde. Hernandes et al. expressos nas sentação 30 cápsulas. 2001).janeiro / março 2012 59 . obtendo-se resultados dis- tintos de acordo com os teores. proliferação de fibroblastos. Dra. original- propriedades cicatrizantes (Oliveira. produção de colágeno e reepiteliza- gia. in- corporando-se à mesma o extrato de barbatimão nas concentrações de 1. com aumento na formação Suzelei de Castro França. basou pedido de patente da UNAERP para formula- ções contendo extrato das cascas de barbatimão com É uma espécie típica do cerrado brasileiro. 80% deles representado por ta- ninos totais. 3. termo indígena que significa ‘casca que aperta’. o efeito cicatrizante de uma pomada a 2. uma das espécies mais tradicionais da trações de 3 a 6% mostraram-se adequadas. O estudo de Viera.

apresentando conceitos bá. acesso autorizado a tais recursos documentação de propriedade da terra. elaborou-se forma farma.nº 01 . série de benefícios não financeiros. tório farmacêutico. a empresa de- cientes do Sistema Único de Saúde. críticas mais contundentes que lhe é feita. O pedido tramitou durante gislação da biodiversidade – Medida Provisória 2186 um ano. repassando-se à UNAERP um determina. ramento e intervenção. Dessa experiência. Fez-se coleta de exsicata. a inexistência de natura atual à autorização informal feita pelo proprietá- laboratório industrial certificado em termos de boas rio da terra onde a espécie foi originalmente coletada. de vendas do medicamento. tais como ajuda bem como a respectiva produção e comercialização na montagem de uma coleção de espécies nativas. ocorreu o licenciamento de pedido de O contrato de repartição de benefícios foi formalizado patente dessas informações da UNAERP ao labora. no entanto. estabilidade e registro junto à Anvisa. dando condi. a quem coube finalizar os estudos com o dono da terra. impossibilitou a concretização desse anseio. Desse modo. citada pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Ge- zou-se proposta de parceria à UNAERP. que realizou as pesquisas iniciais. 7. com cópia au- 60 Revista Fitos Vol. dos técnicos tão bem elaborados pela universidade. montou-se o processo com os documentos Durante a finalização do desenvolvimento. Com os resultados obtidos. 2001). tentativa de vigorar de forma retroativa. aquisição de al- do percentual de royalties decorrentes do lucro líquido guns equipamentos de secagem. ou seja. cidiu atender às suas exigências. motivada pelo conjunto de resultados.janeiro / março 2012 . totais e realizou-se uma avaliação clínica direcionada a escaras de decúbito. nético – CGEN. do produto. montou-se peticionou pedido de registro de medicamento fitote. a equipe exigidos e peticionou-se ao Ministério do Meio Am- confrontou-se com outro desafio: o atendimento à le. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Figura 9 . treinamento em recursos humanos. notou-se sicos referentes à propriedade dos recursos naturais ser crucial ao sucesso do pedido a regularidade da pelo próprio país.Resultados da pomada de barbatimão sobre número de metáfases e área epitelizada em pelo de roedores (adaptados de Palazzo et al. inexistia à época do início da pesquisa. Assim. formali. e sendo esta uma das de um ambulatório de escaras e ao seu referencia. 2001). etc. pedidos de autorização de acesso à biodiversidade. MP. definindo-se em conjunto uma de formulação. pela universidade. Como o TAP – Ter- mo de Anuência Prévia. Os resultados clínicos foram Apesar da pesquisa com o barbatimão ser anterior à tão expressivos que permitiu à UNAERP a montagem vigência da medida provisória. com vistas à repartição dos benefícios originados do cêutica (pomada) na concentração de 3% de fenóis seu uso. contrato de repartição de benefícios remetendo a assi- rápico junto à Anvisa. documento inicial exigido pela A UNAERP. órgão encarregado de gerenciar os ções de aproveitamento industrial ao conjunto de da. tituição. Tal norma teve origem na Convenção pessoalmente por membro da equipe para monito- da Diversidade Biológica.. depósito em herbário fiel depositário e buscou-se toda a documentação soli- Ao se tomar conhecimento desse contexto. a mento regional para atendimento de escaras de pa. sofreu duas exigências e foi acompanhado (Brasil. biente para tramitação. práticas de fabricação dentro das instalações da ins.

o que de ou alterações nos testes laboratoriais ou histopato- colocava em cheque todo o futuro do projeto. específico. produtora a elaboração de um dossiê toxicológico pré-clínico de extratos secos. vias oral e dérmica irracional. Assim foram realizados os seguintes estudos: 2006b). que porventura sejam feitas à parte de forma terceiriza- da. tais etapas complementares ao desenvolvimento de produtos foram entendidas por alguns membros como um novo acesso à biodiversidade. desse modo contri- Revista Fitos Vol.Toxicologia aguda em ratos. Profa. com respaldo legal do Ibama. Buscou. mortalida- em utilização encontra-se em risco de extinção. o qual foi anexado ao acesso a volume de cascas suficientes para 3 anos de processo de registro à Anvisa (UNAERP.Teste de irritação ocular em coelhos tos fitoterápicos brasileiros. Por outro lado. embora se trate de uma legislação . ra da UNAERP da área de agronomia. que realizou viagens para coleta de sementes. pré-clínica do produto. .Teste de irritação dérmica em coelhos exeqüível para permitir o desenvolvimento de produ.janeiro / março 2012 61 . que partiu à busca da matéria pri. Assim. formalizou-se parceria com pesquisado. obvia- mente complicando e protelando inoportunamente a autorização necessária. completando-se algumas eta- (retroativo) de acesso à biodiversidade e desenvolvi- pas do estudo anterior. Figura 11 . burocrática e totalmente inadequada à . realizou-se também novo estudo liado. Todos os experimentos confirmaram a total segurança Superado esse obstáculo de porte. macêutica. Tal ativida- de desdobrou-se em patrocínio a uma Oscip chamada Ecocerrado Brasil. que recebia as sementes ou mesmo as mudas obtidas pela UNAERP. totalmente documentado com resultados ma (cascas) e obteve. em questão. Assim. duas exigências Após essas etapas. expressa na Deliberação nº 163 (Brasil. completava seu desenvolvimento e fazia sua dissemi- nação em propriedades da região. mão (gentileza: prof. consideradas limites para a se- pontuais e duas reuniões onde o processo foi ava- quência do projeto. após um ano de tramitação. por parte de membros do CGEN.Fotos de animais utilizados no estudo toxicológico pré-clínico com pomada de barbati- Em paralelo. via dérmica realidade brasileira. notou-se a dificuldade de entendimen- to. bem como a exata buindo à manutenção da espécie e à sustentabilidade indicação de onde se localiza tal propriedade. a experiência citada mostra ser . frente às exigências regula- mento tecnológico. exigidas pela legislação de registro. via dérmica possível. 2006).nº 01 . particularmente da Resolução RE 90 (Brasil. Ana Maria Soares Pereira). Lucélio Couto). as quais foram estudadas em termos de germinação e desenvolvimento de mudas. a inclusão de croqui elaborado localmen- Figura 10 . a equipe confron. laboratoriais e histopatológicos. no caso do projeto (Figura 10). das etapas de produção de extrato seco ou validação de controle de qualidade. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional tenticada do título de propriedade. com DL50 acima de 5 g/kg e tou-se com outro desafio: a espécie de barbatimão ausência de manifestações de toxicidade. o seu cumprimento em prazo . Esse conjunto de dados permitiu -se parceria com a empresa Centroflora. 7. o que exigi- ria novo pedido de autorização e novo trâmite. em conjunto com a empresa far- tórias. 2004b). Ana Ma- ria Soares Pereira.Toxicologia de 90 dias em coelhos.Toxicologia de 90 dias em ratos. mão (gentileza: Profa.Equipe da Oscip Ecocerrado Brasil. mesmo assim. em Minas Gerais. a UNAERP obteve aprovação de seu pedido toxicológico pré-clínico. lógicos (Figura 11). pesquisas e mesmo de produção industrial. te mostrando detalhes e limites exatos da propriedade parceira no desenvolvimento do projeto Barbati- facilitaram a avaliação pelos técnicos do CGEN.

Assim. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Em relação à parte clínica. recuperando a extensa base tradicional das cascas de barbatimão. mas na média gerando à empresa valores substanciais que tanto recuperaram O projeto foi aprovado em comitê de ética institucio- o investimento quanto permitem contribuição efetiva nal.item 8.000 da RE 88 de 2004 (2 pontos). com maior eficácia nas escaras de nível I e II. dentre inúmeros diversas áreas.000 65.000 550. apresentação de estu. compondo um volume subs- física gerando úlceras de pressão ou decúbito. no mínimo. tação de 50 g. possível desenvolver fitoterápicos no Brasil. recuperando a extensa base tradicional das Conclusões cascas de barbatimão – presentes nos principais li. 2004. farmacologia e clínica escaras. pela Anvisa. bra. Mentaliv 15. o desenvolvimento do produto foi fina.924 12. 60 mg/g dos próprios conforme RDC 48 de 2004 . cumpriu a expectativa projetada.377. Portanto. se fosse efe.000 2. a custos catrização existentes na literatura em modelos in vivo acessíveis e em empresas nacionais de porte médio.346. 30 e 50 g.811 176.000 1. que são ferimentos surgidos por compressão disponíveis na literatura. tendo em vista os investimentos necessá- vações clínicas realizadas pela UNAERP ao longo de rios. 2010). produção de lotes piloto e estudo de estabi. embora 100% das lesões Faturamento previsto Faturamento executado tenham cicatrizado completamente no período de tra. Aglicon-soy 35. e em tecidos.000 bem como dezenas de referências diversas sobre ramento 62 Revista Fitos Vol. com valores maiores ou menores que o esperado.748 2. em bisnagas no cotidiano de todas as pessoas. Tais ferimentos mostram-se em vários níveis (I a IV) conforme sua gravidade e profundidade.e com os vários estudos pré-clínicos de ci.janeiro / março 2012 . de grande tradição. 20.739 1. dentre inúmeros outros. Em termos de faturamento. a linha igualmente muitos anos em seu ambulatório de escaras.000 411.000 desconti. 285. tancial de documentação técnico-científica para o re- to presentes em pacientes acamados. idosos. sendo comercializado na forma mente para ferimentos leves e superficiais ocorrentes de pomada 60 mg do extrato por grama. O registro foi peticionado à Anvisa com base em vários pontos da legislação.600 ± 8. Produto Unid/ano Fat R$/ano Unid/ano Fat R$/ano tamento (UNAERP.2. no faturamento geral (Tabela 4). apresentando um total de 51 úlceras.000 3. O produto recebeu a denominação co- tivo em tais ferimentos.000 270. Simões e colaboradores.000 1.925.600 790. ao produto 30 comp acabado. foi emitido graus mais leves.. Minatel et al.Faturamento da linha Fitomedicina no período setembro 2010 a setembro 2011(IMS. 7.000 lizado com validação analítica ao extrato. Arpadol 180.222 ± 16.510. aos quais apli- cou-se a pomada com o extrato seco de barbatimão. Raul A partir desse conjunto enorme de dados das mais Coimbra. vros da fitoterapia brasileira como Pio Correa.355.000 60 comp lidade.775. mercial de Fitoscar®. o registro deste pro- Assim. em dezembro de 2007. tetraplégicos. 2011). o foco do produto eram botânica. Tabela 4 . de 10. Simões e colaboradores. para e gistro de fitoterápico tradicional.000 69. compondo um perfil Védica 5. Raul Coim. O estudo confirmou ser a pomada efetiva na cicatri. Assim. decidiu-se aproveitar dados das ob- servações clínicas realizadas pela UNAERP ao longo de muitos anos em seu ambulatório de escaras. agronomia. zação das escaras dos pacientes.nº 01 . com base também nos vários estudos pré-clínicos de cicatrização existentes na literatura em modelos in vivo e em tecidos. buscou-se avaliar o produto nas escaras de duto inovador nacional. mui. química. Total fatu. decidiu-se aproveitar dados das obser. tenta-se mostrar que é totalmente outros . presentes nos principais livros Figura 12 . evidentemente o seria igual.860. entendendo-se que.038. recomendada para uso tópico 2 a 3 vezes ao dia (figura 12). envolveu 27 pacientes de faixa etária variada.Cartucho do produto Fitoscar. apresen- da fitoterapia brasileira como Pio Correa.000 60 comp documental global envolvendo referências constantes Fitoscar 50. descontinu- 60 cps nuado ado Desse modo.

H. mas certamente a demora na fi. alínea “j”.nº 01 .Ministério do Meio Ambiente. sória no. apesar do sucesso no desenvol. 10. 10/05/2001. R. mas sem um compromisso específico com a Oficial da União. 15 e vimento dos produtos e na obtenção dos respectivos 16. 8o. 1996 . e dá outras providências. a repartição de benefícios e o acesso à tecnologia e transferência de tecnologia para sua Essa desestruturação teve vários motivos.allianceingredients. nº 163 de 28. 1. a estrutura da área foi extinta em 2009. com literatura publicada e matérias pri. Brasil 2006b . em especial à lho de Gestão do Patrimônio Genético. 1. Concede à Universidade de bem como aos fornecedores de serviços e produtos. 16 de E.HMSO. Publica regulamento para estudos de nais mostram-se às vezes motivadas com a biodiver. 369-370. v. European Journal of Medical Bueno. Resolução . equipe técnica da empresa de todas as áreas. a proteção e o acesso ao conhecimento tradicio- sem grande distinção em termos de origem fitoterápica. Agência Nacio- nal de Vigilância Sanitária. não são antecipáveis pela comple. por fim. controle. alíneas 3 e 4 da Convenção sobre Diversidade registros.janeiro / março 2012 63 . sob a coorde- Agradecimentos nação do Ministério da Saúde. Publica lista de produtos fitoterápicos senvolvidos. 1323-1324. n. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Os prazos. produ. março de 2004. de acordo com os termos do projeto Referências intitulado “Estudo clínico com forma farmacêutica fitoterápica contendo extrato de planta do gênero Almeida. porém. Nutrição Clínica. v. Regula- menta o inciso II do § 1o e o § 4o do art. mais uma fonte de junho de 2006. Medicinais e Fitoterápicos e institui Grupo de Trabalho Interministerial. dispõe sobre o acesso ao patrimônio gené- incorporação dos produtos à linha usual da empresa. British Pharmacopoeia 1998 .Ministério da Saúde. Deliberação farmacêutica Cecília Elena de Figueiredo Ognibene. etc.. alínea “c”. 2009 . foi possível notar que as empresas nacio. 24. sob a coordenação da pesquisa- V. de 16 de internacionais que oferecem produtos totalmente de. Stryphnodendron”..Salai Guggal – Boswellia serra. L. Em paralelo. elaborar o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. alguns conservação e utilização. com Biológica. 2186-16 de 23 de Agosto de 2001. Boswellia Serrata Master Document.Presidência da República. o que esmorece a intenção inicial de investimentos em desenvolvimentos locais. p..UNAERP.RE 89. o que protelou a obtenção Disponível em: <www. março de 2004.Disbiose intestinal.com/pdfdocs>. Ammon. Diário Oficial da União.B. garantia da qualidade. nal associado. Ribeirão Preto . Resolução RE 90. ta: from an herbal medicine to a non-redox inhibitor of leukotriene biosynthesis. etapas da cadeia de P&D. médica e regulatória. 1o. C. licencia 1ª patente: Steviafarma vai comercializar Revista Fitos Vol. Brasil 2004b . toxicologia pré-clínica de produtos fitoterápicos. 225 da Cons- Em outro aspecto. Conse- ção. Diário Oficial da União. a finalidade de bioprospecção e desenvolvimento tecnológico.Decreto Presidencial nº 5813 de 22 de entendimento de que é. 58-65. Souza. autorização de acesso a sem as quais estas atividades de desenvolvimento amostra de componente do patrimônio genético para não seriam possíveis.T. Agência Nacional as empresas nacionais são assediadas por empresas de Vigilância Sanitária. mas acessíveis. Medida Provi- do setor de marketing. Brasil 2004a .B.S.2006. dos registros para 3-4 anos após o início das ativida. Londres. Diário sidade. tituição. com seu potencial gerador de riqueza e nacio- nalidade. Acesso em: 07 ago 2006. Marinho. bastante subjetivos. Diário Agradecemos e reconhecemos a colaboração da Oficial da União. no prazo de 120 dias. Revista Brasileira de dora Dra. para registro simplificado. des e o lançamento da linha completa para outros tan- tos anos. 2001 . vendas. p.P. e Cheib. 7.B. os arts. nalização decorrente da complexidade do desenvolvi- mento foi um dos aspectos envolvidos. permanecendo predominantemente com o Brasil 2006a . tico.P. Suzelei de Castro França.Agência de Inovação Unicamp Research. Aprova a Política Nacional de Plantas matérias primas para novos produtos.Bangalore xidade técnica envolvida em praticamente todas as (Índia): Natural Remedies Private Limited. p. C. área.Ministério da Saúde. em decorrência de estratégias específicas Brasil 2001 . apenas. 2004 .09. far- macotécnica.

M. J. A.C.. A503.br em 01. v. C. v. 1. Singh. lated primary human monocytes by Harpagophytum extract SteiHap 69. Mayberry. e Ammon.E.C. Rhodes. Carvalho. Publicada European Scientific Cooperative on Phytotherapy em 10 de junho 2004. Parihar. 67. FENAFAR .Federação Nacional dos Farmacêuticos. suplemento 1.S.G. Cardiff.País deixa de gerar US$ 5 bi por ano com fito- pessoal). J. L. A. L. 1997 . em feridas cutâneas. Hiller. B.11. Gupta. Paler- mo. D.nº 01 . Nunes.M. Shu.C. B. P. Acesso em: 18 jul 2011. Ministério da Saúde / OPAS. em: <http://www.M.. Safayhi. p. G. São Paulo. p.A highly regulated in. 394-398.Aspectos da Lüdtke. ppermint oil capsules in irritable bowel syndrome. n. 2006 . v.S.Peppermint cutânea: aplicação de pomada com extrato de barba- oil for the irritable bowel syndrome: a multicentre trial. n. 2011.K. e Perfeito. I.W. 78.Effects of gum n. Disponível dinavian Journal of Gastroenterology. T&C Amazônia..CFN 2007 . p. 2. Evans. E.B. v. E. Levine. v. e Eisenberg. of Boswellia serrata gum resin in patients with ulce- cos. Carvalho. Disponível em: <http://www. Exeter.M.F. e Mar.B. raquara (SP): estudo aberto e preliminar. Mensagem recebida por luis. 121.P. J. 1999 .Situação do registro de medicamentos Freitas.J. Gazeta Médi.br/ apsen. 26-32. European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (EFPIA) 2011 . v.Q.D.T. Harpagophytum procumbens.. Hernandes.. Pallazo. R. Malhotra. 2008 . B. Indústria Gráfica Siqueira. Disponível em: <http://www. Pain Clinic. Câmara Técnica de Fitoterápicos (CATEF)/online 2007.. 2008 . 314-319.Multicentre trial of pe- to de Medicamentos no Brasil: Desafios. 2007 . Carneiro. n.P.The worl- dustry. Resposta a questionamento sobre concentra. 17. Evans. (ESCOP). rative colitis.Inhibition of TNF-alpha synthesis in LPS-stimu- Brasileiro de Fitomedicina. J. mas farmacêuticas.Estrutura de mercado do segmento fitoterápicos no Brasil..marques@ terápicos.J.Desenvolvimen. p.B. P.. ou como droga vegetal nas suas diferentes for. Conselho Federal de Nutricionistas .shtml> of plant drugs. e Siqueira Jr.efpia. Maringá. timão [Stryphnodendron adstringens (Martius) Coville] The British Journal of Clinical Practice. V. Phytomedicine. v. 2001 . Tyler.M. Malhotra. D. racional: um guia de fitoterapia para as ciências da cas. 1997 -Effects legislação no controle dos medicamentos fitoterápi.unicamp.. Acesso em: 20 Jul 2011. 5. 391-395. p. p. p. e Rhodes. v..Re- solução CFN Nº402/2007..K. 2002. A. 28-30.br/index. W. Calixto... In: Houghton. R. 2ª edição. Part Gupta.br/report/news-isoflavona. D. S. Revista Brasileira de Farma.J.G. Houghton. UK: ESCOP. Diário Oficial da União do dia 06 ago. Francisco.O..org. 2011. T.fenafar. J.R. Gupta. 171-178. A.. H.html>. 1984 . Safayhi. P. ques.C.A. 2007.L. M.Fitoterapia x cicatrização Dew. 38. e Netto. 2.. e Ammon. p. e Schultz.org/content/ dwide Phenomenon of Increased use of Herbal Pro- Default. 64 Revista Fitos Vol.S.. H. Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil.F. 11. p. 1959.. 2001 . Parihar.E.P. Editora Manole. cêutica brasileira. H. Brasília.. E. 1982 . 8. J.Treatment of rheumatic pain with kampo medicine in Europe. 2009 . R. S. L. portal/medicamentos/62-medicaments/527-pais-dei- xa-de-gerar-us-5-bi-por-ano-com-fitoterapicos. 4... L. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional isoflavona desenvolvida por Yong Kun Park.janeiro / março 2012 . São Paulo. e Kammerer. Baratelli.P..98-106. H. e Mukherjee. European Journal of Medical Research..B. 73. saúde.php/gmbahia/ article/viewFile/269/260> Acesso em: 20 de abr. p. Fiebich.K.. 7.gmbahia. Heinrich.08.. V.A. Rees. F. Planta Medica. qair.. Lüdtke..com. Fitoterapia fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura fres.. K. e dá outras providências. 18. J.2007. Balbino.S..S. Maciel. A. v. resin of Boswellia serrata in patients with chronic colitis. 37-43. 1. I.Monographs on the medicinal uses inovacao. e Mello.Jornal 2001 . Chrubasik. Scan- ca da Bahia. de fitoterápicos no contexto atual da indústria farma- cognosia. 2007 . 3.M. p. ção de marcadores de óleo de menta (mensagem 2010 . Franco. Disponível em: <http://www. Pereira. P. seção I.ufba. 11-15.Avaliação sintomática de pacientes usuárias de isoflavonas da Farmácia Reativa de Ara.J. Acesso em: 20 abr. III Seminário do Centro de Ciên- cias da Saúde da UEM. P.asp?PageID=361>. T.C. P. ducts: Opportunities and Threats.. JBF . N. A. N. Regulamenta a prescrição Hänsel.

M. so de Pós-graduação em Botânica. Drug Discovery Today. C. 1998 .nº 01 . n.. 125-128.K...C. Londres. O. R. Revista de Ciências Farmacêuti- of irritable bowel syndrome: a prospective randomized cas.Plant-derived com- (Mart.International Medical Statistics 2004 . 232p. O. 2001 . 543-545.Formulação de Medicamento Na- IMS .Biotransformações de isoflavonas de fitoterápicos no Paraná: uma abordagem de vigilância soja.M. depo- Kandil. v. Companhia Editora Nacional.A.. p. v. Mello.C. Dissertação (Mestrado) Cur.J. P. 2010 . p.P. C.The pharmaceutical industry in sitada em 25/02/2003.. the Arab world challenger..M.R. F. H.Avaliação da ação adaptógena das matéria-prima e produto contendo Boswellia serrata raízes de Pfaffia glomerata (Spreng. 6. The Journal of Pediatrics. 3-4.. 1997 . e Kutty. Curitiba. 7. E. G. IMS. J.K. 1998 .J.C.P. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional e Mukherjee. Journal of Gastroenterology. e Mello. Palermo.E. pounds in clinical trials. 138. L. e Lepera. C. M.Z. Canadian adstringens (barbatimão). (ed.F. v. v. 12. 7.P. Pós-graduação em Química. L. 10. n.C. n.Stryphnodendron barbatiman (Vello- Liu.L.H. Filho. In: Haraguchi.M.Proliferação celular em feridas cutâneas de Kline.. pH-dependent peppermint (barbatimão). p. p. Suiça Oliveira.H. L. R.C. J. D. J. 2003 .. R. Pereira. Toledo. J. e Franca. e controle de qualidade de Marques.B.) Pedersen – Ama. seu processo de preparação e sua aplicação).. Revista Fitos Vol. São Paulo. Aguiar. C.P. 1ª Carvalho. e Souza-Silva.. Park. Universidade Federal do Paraná. Iniciação Científica da UEPG. Poon. Curitiba. Mitsui. ratos Wistar tratados com Stryphnodendron adstringens 2001 . B.M. Younos. Pharmaceutical Press. v. syndrome in children. Ciência & Desenvolvimento. Tese (Doutorado) . p.. Estudo clínico para validação da eficácia de pomada contendo barbatimão (Stryphnodendron adstringens Saklani. 765-768.F. va.C. v. 20. L.Peppermint oil for irrita- Minatel. 9. 1998 .H.P.F. e Scamparini. sanitária.S. v.N.. e Barbero. Couto. E. Oliviera. T.The role of stomachal digestion on the in vitro das subfrações obtidas de Stryphnodendron pharmacological activity of plant extracts. Nakamura.P. R.12..janeiro / março 2012 65 . D. Mortier. B. 67.Enteric-coated. São Paulo. Yeh.J. J. n..M. pal do Verde e do Meio Ambiente.B.L. edição.C. Lia.K. Chiaratti.. 2001 . 1992 . p. E.) Coville) na cicatrização de úlceras de decúbito. S. A. M. Secretaria Munici. Di Palma. S. X Encontro Anual de Iniciação Científica oil capsules for the treatment of irritable bowel da UEPG. e Hernandez. Perez.Pharmaceutical pósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. p. D.Z. L. F. 1131-1135.Pharmaceutical tural (Composição para uso tópico contendo extrato Market Brazil. p. p.V.Fitoterápicos: perspectivas de novos e antigos produtos.K.L. Programa de Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo. Cintra. 2001. Ifa. X Encontro Anual de Journal of Physiology and Pharmacology. e Ernst.International Medical Statistics 2011 . Pas.) Evaluation of herbal medicinal Neves. A. C. 1994 . n.. 145p. 72.K.B. 2004 .G.. Ponta Grossa.. 101-106.. Drug Discovery Today... Bezzon. The American Journal of Gastroenterology. Ponta Grossa. 1992 . Suiça. cap.. 93. 2008 . Market Brazil. Gecchi. ble bowel syndrome: a critical review and metaanaly- qualin. E. de planta do gênero Stryphnodendron. Marques.R. Panizza. Setor de Ciências Biológicas.C.E. L. Universidade Federal do Paraná.Enteric-coated capsules in the treatment dade cicatrizante. R. e Derrieu.Produção e comercialização de A. PI0300440-6. p. Fracasso. 161-171. so) Martius: teor em taninos na casca e sua proprie- S. 250 -256. Biotecnologia. IMS. e Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 1926.. sis.) DC. 1. Curitiba. S. 13. M. C. M. Chen.Atividade antibacteriana C.Escola analíticas por CLAE.. Roxb. trial. v. J. Rocha. n. 2010 . 1532-1536. 2001 . Dias Soulimani.Estudo dos Efeitos Farmacológicos de Hamamélis e Barbatimão. Setor de Ciências Exa- tas. J. v. 32. G. Sil- products. Alencar.: desenvolvimento e validação de metodologias ranthaceae. Revista Brasileira de Medicina. Pittler. mai/jun.M.P. Palazzo.. Tese (Doutorado). São Paulo. Y.. Plantas medicinais. 2009 . C.C. XII Sim- IMS . Huang.Obtenção de extrato padronizado de Mucuna pruriens (L. 12-14. L. Kline. A. 7. Marques. J. controversies and future outlook. R. Neto.A.. 13. S..

n. 100. Vieira.janeiro / março 2012 . e Mello. pomada a 3% em polifenóis totais. F.The commercial har. p. B.C. Planta adstringens [Mart. p. Women’s Health Iniciative. te_ht2002.Cica- vest of Devil´s claw (Harpagophytum spp. Estudo toxicológico WHO. 2005 . ção do barbatimão (Stryphnodendron polyphyllum e Disponível em: <http://www. E.) in southern trização cutânea após aplicação tópica de Nebace- Africa: the Devil´s in the details.1. T.Effect of pré-clínico em ratos e coelhos de extrato seco padro- food intake on the bioavailability of boswellic acids nizado das cascas de barbatimão (Stryphnodentron from a herbal preparation in healthy volunteers. Geneva: boratório Experimental Animal. v. v.S. 207.nih.C. Ribeirão Preto. Pesquisa e Desenvolvimento de Fitoterápicos: Relatos de Pesquisa e Desenvolvimento / Research and Development Experiência em Indústria Farmacêutica Nacional Sterk.] Coville) isolado e formulado em Medica. 66 Revista Fitos Vol. v.V. ceras isquêmicas.P.nº 01 . 2004 .> Acesso em: 10 maio 2011. 2006 .Whi HRT Update. Journal of Ethnophar. V. Stewart. 225-236. e Simmet. e Cole. 70. 1998 . 12. Ribeirão Preto. World Health Organization (WHO). 188-198. Büchele. 1999 . 2004 . Monographs on selected medicinal plants. Encontro Anual de Iniciação Científica.UNAERP. D. e histológico.pdf. tin e barbatimão em feridas de ratos: estudo clínico macology. Mello.gov/whi/upda- Stryphnodendron adstringens) na cicatrização de úl. p.. J. 1155-1160. 7.UNAERP. Universidade de Ribeirão Preto .. p.Ambulatório de escaras.nhlbi. Maringá.M. 3. Estudo clínico da utiliza. n.WHO Universidade de Ribeirão Preto . 2002 . K.La.

Este trabalho descreve a padronização de um extrato etanólico de própolis verde. Livestock and Supply. caracterização fitoquímica por cromatografia em cama- da delgada (CCD). Keywords: HPLC.05% respectively) as shown by HPLC. 3Pedro E. two classes phytochemicals. antiviral e virucida. CEP. 1Clarissa C.05% respectivamente). polyphenols and flavonoids. with 9. antioxidant activity with EC50% of 9. teor de sólidos solúveis.SP – Brasil. sólidos solúveis. fenóis totais. The ethanol extract of green propolis (EEPV) will be discussed later studied as a virucidal agent. 2Niraldo 1 Paulino. The results show that this EEPV is within the standards required by the Ministry of Agriculture. Universidade Federal de Pelotas – UFPel – CP 354. phytochemical characterization by thin layer chromatography (TLC). Revista Fitos Vol. 1Paula F. 2 Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Biomedicamentos do Programa de Mestrado Profissional em Farmácia da Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN .janeiro / março 2012 67 . Hübner. Brasil. atividade antioxidante com CE50% de 9. Castro.80 mg/mL. hydroxycinnamic acid diprenyl. Martes. 96010-900. Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de FITOQUÍMICA / PHYTOCHEMISTRY Fitoquimica / Phytochemistry Própolis Verde Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de Própolis Verde Standardization of an Ethanolic Sample of Green Propolis *Cristina F. RS.2-diphenil-1-picrylhydrazyl (DPPH). which are assigned the antibacterial. Resumo A própolis.80 µg/mL. 1Geferson Fischer. a resinous substance produced by honeybees from exudates collected from different plant parts have been used for centuries in folk medicine due to its therapeutic properties.2-dife- nil-1-picrilhidrazil (DPPH).SP – Brasil Laboratório de Produtos Naturais do Programa de Mestrado Profissional em Farmácia da Universidade 3 Bandeirante de São Paulo – UNIBAN . tem sido utilizada há séculos na medicina popular devido as suas propriedades terapêuticas. soluble solids. Nunes. derivados do ácido cinâmi- co). duas classes fitoquímicas. altos níveis de fenóis e flavonóides totais (12. 3Oseraldo Vieira. os quais são atribuídos as propriedades antibacteriana. high levels of phenolics and flavonoids (12.35% of total soluble solids. Vargas 1 Laboratório de Virologia e Imunologia. Finger. teor de fenóis e flavonóides totais e atividade antioxidante por 2. acid derivatives cinamics). onde foram identificados os compostos químicos por CLAE (Cromatografia líquida de alta eficiência). Abstract Propolis. Este extrato etanólico de própolis verde (EEPV) analisado posteriormente será estudado como agente virucida. total flavonoids. polifenóis e flavonóides.São Paulo .com Palavras chave: CLAE.nº 01 . apresentando 9. antioxidante. total phenols. o qual identificou altas concentrações de ácidos fenólicos (ácido p-cumárico. identificadas pela CCD. comprovados por CLAE. uma substância resinosa produzida pelas abelhas melíferas a partir de exsudatos coletados em diferentes partes das plantas. phytochemical characterization. *Correspondência: e-mail: tinavet_@hotmail. 7. Pecuária e Abastecimento.35% de teor de sólidos solúveis. 1Silvia O.93 e 6. which identified high concentrations of phenolic acids (p-coumaric acid.São Paulo . flavonóides totais. antiviral and virucidal. phenols and flavonoids and total antioxidant activity 2. where the chemicals were identified by HPLC (high performance liquid chromatography). Pelotas. Os resultados encontrados evidenciam que este EEPV está dentro dos padrões requisitados pelo Ministério da Agricultura. soluble solids. ácido diprenil-hidroxicinâmico. 1Gilberto D.93 and 6. 3Maria Cristina Marcucci. identified by TLC. caracterização fitoquímica. antioxidant. This work describes the standardization of an ethanol extract of green propolis. Faculdade de Veterinária.

Com isso não se pode empregou-se uma coluna com 18 cadeias de carbono relegar a própolis a uma categoria de modismo tera- em fase reversa (Lichrochart Lichrospher 100 RP 18. Neste sentido o Cromatografia em camada delgada.) e devolvido ao shaker para uma desconhecidos. 1999). Para determinar a com- cina humana quanto na área veterinária.5 x 0.. No entanto. de São Paulo . devido às suas várias propriedades terapêuticas máximo de análise foi de 60 minutos e a detecção foi e biológicas. 2001. 2007. imunomoduladora. antitumoral.DAD Manager). a pró. te. Kujumgiev et al. foi demonstrada a tipificação das amostras de pró. estes des terapêuticas (Fischer et al. 1987). triterpenos (re- Materiais e Métodos ação de Liebermann-Buchard) (Costa. para a redução do teor propriedades bioativas (Sforcin. embora overnight.UNIBAN.a. 1996. tida no filtro) foi seca em uma capela com ventilação. diâmetro de partícula de 5µm Merck) e cidas há séculos. em cromatografia de camada de Produtos Naturais do Programa de Mestrado Pro- delgada em placas de sílica gel 60G. Bankova. cumarinas (reação com KCl). que poste- substâncias naturais: flavonóides (reação com AlCl3). deve-se estabelecer Station . a própolis apresenta diversos com- postos. 2008). 7. Prodapys. tor de rede de diodos na detecção dos picos. LaChrom. Jesus e Marcucci. Uma quantidade de 150 mg do extrato mole foi so- polis no Brasil. riormente será estudado como agente virucida. O volume injetado foi de 20 µL.a. através do conhecimento de sua composição e em freezer por 1 a 2 horas. polifenóis e taninos. Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de Fitoquimica / Phytochemistry Própolis Verde Introdução Obtenção do extrato etanólico da própolis verde (EEPV) A própolis. metanol e água acidificada com 5% de ácido fórmico.) (ou na culos na medicina popular devido as suas proprieda. a própolis tem sido objeto de intensos estudos de 160 rpm a uma temperatura de 40ºC por 18h. Helfenberg. Repetindo o procedimento. Merck-Hitachi modelo D-7000 (Chromatography Data cuária e Abastecimento (MAPA). sendo que na denominada de “verde” estão Identificação dos compostos da amostra. antifúngica. segundo trabalhos científicos do mundo efetuada em comprimentos de onda de 280 e 340 nm. de alta eficiência (CLAE) utilizando-se o cromatógrafo polis é utilizada freqüentemente tanto na área da medi. 68 Revista Fitos Vol.20 μm) e armazenada em um “vial”. Quimicamente. 2 mL desta amostra específicas (Ribeiro. Foi utilizado um detec- -se de uma medicina alternativa. com base de fissional em Farmácia da Universidade Bandeirante alumínio e indicador fluorescente. antiviral. entre outros. alcalóides (reagente de Dragendorff). Recentemen. sendo relatadas em muitos trabalhos que demonstram diferentes tipos de atividade biológica um gradiente linear (fluxo de 1 mL/min. tendo em vista que suas virtudes são reconhe- 12. pêutico. Nos últimos 30 permaneceram em um shaker orbital a uma agitação anos. A atividade e os componentes da pró- polis variam de acordo com sua origem geográfica nova extração. 2005). hetero- sídeos cadioativos. para a análise por cromatografia líquida Além de todas as características mencionadas.4 cm. 2002. de bons resultados terapêuticos. a amostra foi armazenada des. com obtenção posição química da amostra da própolis por CLAE. foi filtrada em filtro Millipore (0.) composto de e aplicações em diversas terapias (Pereira et al. Iinuma e Kato. tem sido utilizada há sé. Junto às porções insolúveis foi adicionado muitos dos seus mecanismos de ação ainda sejam álcool etílico (p. Obteve-se os Os experimentos foram desenvolvidos no Laboratório perfis cromatográficos. com 250 mL de álcool etílico (p.. Após esse procedimento. Cromatografia líquida de alta eficiência do EEPV. modelo D-70005. chamada de Apitera. 1908. Pe.nº 01 . a fim de ser O programa utilizado para a análise de dados foi o aceito oficialmente pelo Ministério da Agricultura. et al. anti-infla- separação da porção insolúvel. A porção insolúvel (re- matória. a identidade e os requisitos mínimos de qualidade do extrato de própolis para que se garanta a segurança e Caracterização fitoquímica do EEPV eficácia (Brasil. saponinas (anisaldeído). antioxidantes. O solven- (Markham. mesma proporção) em erlenmeyers de 500 mL.janeiro / março 2012 . Lustosa et al. Trata. 1982). objetivo deste trabalho foi determinar a padronização As análises foram realizadas em relação às seguintes de um extrato etanólico de própolis verde. Mizuno. 2007). 2008). te foi evaporado em rotaevaporador a temperatura de 70°C até a obtenção do extrato mole da própolis.. associando-as a atividades biológicas lubilizada em 5 mL de metanol. farmacológicos e químicos no controle de enfermida. de gordura no extrato e posteriormente filtrada para a 2008) tais como atividade antibacteriana. O tempo pia. inteiro (Coloni et al. virucida. uma substância resinosa produzida pelas O EEPV foi obtido através da mistura de aproximada- abelhas melíferas a partir de exsudatos coletados em mente 75 g de própolis bruta triturada fornecida pela diferentes partes das plantas. presentes vários compostos fenólicos.

K3Fe(CN)6 1% + Taninos ácido acético e EEPV nheira Santa FeCl3 2% + luz UV água. e 60ºC até a secura.05 % sólidos solúveis (m/v) = (m1-b)x100 g do extrato seco. O becker foi retirado e resfriou-se a leitura por espectrofotometria.nº 01 . a ser seco. após mento foi realizado em triplicata. da seguinte forma. O solvente com o grupo fitoquímico que foi pesquisado. Os sistemas de para a observação da fase móvel). Transferiu-se uma secagem. A linha de chega- as mesmas foram introduzidas nas cubas previamen. rou-se uma solução estoque. contendo fase móvel adequada. A partir deste ponto o procedi- m1 = massa final do becker com o extrato seco. os compostos menos adsorvidos na fase estacionária. separando-os dos mais adsorvidos.janeiro / março 2012 69 . Extrato de Espi. ácido fórmico. Extrato de EEPV Reagente de Kedde cardioativos metanol e água Espirradeira Clorofórmio. Após a aplicação das amostras sobre as placas. constante. Anilsadeido + 5 min Saponinas Extrato de Carqueja EEPV metanol e água a 105°C Hexano e acetato Extrato desidratado K3Fe(CN)6 1% + Polifenóis EEPV de etila de Própolis Verde FeCl3 2% + luz UV Tolueno. Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de Fitoquimica / Phytochemistry Própolis Verde Para a preparação das amostras. para facilitar sua eluentes empregados foram selecionados de acordo saturação com os vapores do solvente. Este método funciona o mesmo. O procedimento foi realizado em triplicata. Foram utilizadas cubas de vi. amostras analisadas e agentes reveladores utilizados. ácido Flavonóides Extrato de Calêndula EEPV AlCl3 1% + luz UV acético glacial e água Acetato de etila. Ao ascender. dissolvido em etanol. alíquota de 0. da da fase móvel foi marcada e a placa foi colocada te saturadas. necessária para inibir a oxidação do reagente. volumétrico de 10 mL. utilizando o reagente Folin-Ciocalteau. Reativo de Drag- Alcalóides Extrato de Jaborandi EEPV metanol e água gendorf Hexano e acetato Óleo Essencial de Reativo de Lieber- Triterpenos EEPV de etila Citronela mann-Buchar Heterosídeos Acetato de etila. para em local arejado para ocorrer a secagem e posterior cada classe fitoquímica. o volume com água. para um balão Va = Volume da alíquota do extrato. Prepa- Para fins de cálculo foi utilizada a fórmula abaixo. revelação. Tabela 1 . Para a quantificação de fenóis totais utilizou-se o mé- to e depositou-se no becker e este levado à estufa a todo de Folin. 7. Os eluentes e reveladores utilizados estão dro com fundo chato com as paredes laterais internas descritos na tabela 1. sobe por capilaridade até que esteja a 2 cm da ex- tras analisadas foram aplicadas a aproximadamente tremidade superior. As amos. pilar. Amostras Analisadas Classe fitoquímica Eluente Agente revelador Amostra padrão Amostra avaliada Tolueno e éter sa- Cumarinas turado com 10% de Extrato de Guaco EEPV KOH 10% + luz UV ácido acético Acetato de etila. 0. o solvente arrasta 1 cm da base inferior da placa.Demonstração das classes fitoquímicas. eluentes. Determinação de fenóis totais Com auxílio de uma proveta mediu-se 20 mL do extra. Pesou-se e repetiu-se a operação até peso através da quantificação da substância a ser testada. n-butanol. Teor de sólidos solúveis da própolis verde Análises espectrofotométricas Pesou-se um becker de 50 mL e anotou-se o peso. transferindo-o Va para um balão volumétrico de 25 mL e completou-se Onde: b = massa do becker. contendo aproximadamente 5 Revista Fitos Vol. com auxilio de um ca. 1 mg do EEPV foi recobertas com papel filtro (deixando uma abertura solubilizado em 1 mL de metanol.2 mL da solução estoque.

7.97 0. A partir da solução estoque do procedimento ante- rior.92 µL e colocou-se em um balão volumétrico de 10 mL e hidroxicinâmico completou-se com etanol.73 7. atividades biológicas espectrofotômetro a 760 nm. retirou-se uma alíquota de 0. Agitou-se por alguns segundos e no intervalo de 1 a 8 minutos acrescentou-se 1. Retenção no EEPV(mg/g) As análises foram feitas em triplicatas.12 3. uso de padronização interna por meio de cromato- lão volumétrico com água até próximo ao menisco.05 hidroxicinâmico (derivado 2) estoque a 1%. como por exemplo. apenas DPPH e etanol.5-diprenil-4- 25.janeiro / março 2012 .98 Atividade antioxidante . Ácido 3.91 ro tubo. Após 30 minutos da adição de DPPH no primei- Ácido cinâmico (derivado 1) 30. A leitura foi feita a 425 nm.5-diprenil-4- extrato seco da amostra.49 20. Artepillin C e derivados do ácido cinâmico. 2. contendo aproximadamente 5 mL de metanol.11 6. fez-se o ajuste do volume final a 20ºC. Segundo agitando-se por alguns segundos e fez-se a leitura no Akao e colaboradores (2003). realizada através de medidas 12.88 0.0002% da seguinte nil-2H-1-benzopirano forma.47 de intervalo entre cada amostra.46 A atividade antioxidante foi avaliada empregando. Completou-se o volume do ba.2 mL da Cromatografia líquida de alta eficiência do EEPV solução tampão carbonato-tartarato de sódio a 20% Os compostos fenólicos foram quantificados com o (carbonato de sódio). em triplicata. altas concentrações de ácido p-cumárico. sempre obedecendo 1 minuto dimetil-8-prenil-2H-1. ati- vidade virucida de extratos etanólicos desse tipo de Determinação de flavonóides totais própolis podem ser atribuídas principalmente à pre- A quantificação do teor de flavonóides totais foi reali.5 7.52 2. Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de Fitoquimica / Phytochemistry Própolis Verde mL de água destilada e adicionou-se o reagente de Resultados e Discussão Folin-Ciocalteu. 1. desta solução estoque tomou-se 100 Ácido 3-prenil-4- 19.5-diprenil-4-hidroxi- 25. hidroxicinâmico (Artepillin C) 27. O perfil cro- A solução foi mantida em um banho-maria a 20ºC.14 5. Ácido cafeico 2. organizou-se 9 tubos enumerados de 0 a 8. volume de injeção 20 µL. Ácido cafeico (derivado 2) 9.46 po. como reagente de deslocamento.2 mL desta solu- ção e transferiu-se para um balão volumétrico de 10 mL. benzopirano 70 Revista Fitos Vol. Agitando os tubos de tempo em tem. na Ácido cafeico (derivado 3) 14.nº 01 . A partir do Ácido 3. Preparou-se diferentes di.2- 517 nm. tempo de retenção baseia-se na propriedade do cátion alumínio de for.DPPH Ácido cafeico (derivado 1) 7.87 Ácido p-cumárico 4.2-dimetil-6-carboxiete- 20. O método Figura 1 Resultados do CLAE: 150 mg/5mL de meta- nol.61 hidroxicinâmico (derivado 1) espectrofotométricas do consumo do radical. realizou-se a leitura no espectrofotômetro a Ácido 6-propenóico-2. evitando a interferência de outras substâncias fenólicas. preparou-se uma solução 17. Apresentando os no- espectrofotométrico para quantificar flavonóides totais mes dos compostos químicos.13 9.2-difenil-1-picrilhidrazil) em Ácido 3.32 -se o radical DPPH (2. ou Ácido 3.54 adicionando álcool. e concentração dos compostos químicos no EEPV.91 0.5-diprenil-4- até o tubo 8.5-diprenil-4- 22. sença destes ácidos fenólicos.86 27. extremamente importantes.94 11. grafia de fase líquida de alta eficiência.91 luições do extrato de própolis a 0.88 cinâmico (derivado 4) seja. Ao adicionar o DPPH no tubo zero. Agitou-se a solução e esta foi mantida em ba- nho.2 mL de cloreto de alumínio (AlCl3) e completou-se o volume até próximo ao menisco com metanol. 31.maria por 30 minutos a 20ºC. mar complexos estáveis com os flavonóides. O tubo de número zero foi o controle. solução de própolis e DPPH em hidroxicinâmico (derivado 3) cada tubo. Nota-se. zada por espectrofotometria utilizando-se cloreto de alumínio.82 hidroxicinâmico (derivado 5) DPPH no segundo tubo e assim sucessivamente Ácido 3.5-diprenil-4- amostras de própolis. Adicionou-se 0. contou-se 1 minuto e adicionou-se o Ácido 3.2 1. Após esse período Tempo de Concentração Nome fez-se o ajuste do volume.27 presença de substâncias antioxidantes. matográfico da amostra está apresentado na figura Após 2 horas.69 1.

.93% (m/m). sendo estas Figura 2 . Estas características Bankova.Cell growth inhibitory effect of cin- experimento a CE50 da amostra do extrato etanólico foi namic acid derivatives from propolis on human tumor de 9. atendendo as normas em vigor. Ohguchi. 114 – 117.5% Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN - pelo treinamento prestado. Akao et al. Apis Nativa Produtos Naturais Ltda – Pro- Teor médio ± Requisito do Análise Desvio Padrão Ministério dapys – Araranguá... antioxidante Da mesma forma ocorreu com o teor de flavonóides e antiviral (Volpi e Bergonzini. anel aromático presente na estrutura destas substân- nóis e flavonóides. 100. tioxidante. 2006). por tanto. 2007a). Agradecimentos Tabela 2 . Revista Fitos Vol.. Avaliando-se o resul- tado obtido para a análise do teor de sólidos solúveis percebe-se que a amostra apresenta 9. são aceitáveis valores acima de 7% (Brasil. Y.. 2005 . que é de 5%. Ministério da Agricultura é de 0. H. que na amostra investigada apresentou o valor apto a ser utilizado para a determinação da atividade de 6. Maruyama. concentrações de ácidos fenólicos. K. Y. A dos padrões requisitados pelo MAPA. 1057-1059. Y. o que indica uma ótima atividade an. Análises espectrofotométricas Determinação de fenóis e flavonóides totais A tabela 2 traz os resultados dos ensaios espectrofo.. n. Matsumoto. nólicos deve-se principalmente às suas propriedades redutoras e estrutura química. Neste Nozawa. agindo tanto na etapa de iniciação como Cromatografia em camada delgada (CCD). Journal of ou seqüestro de radicais livres e quelação de metais Ethnopharmacology. frente ao DPPH drão (Sousa et al. 2001). v.. Araki. os quais são atri- sito mínimo do Ministério da Agricultura. S. Teor de sólidos solúveis da própolis verde Quanto ao teor de sólidos solúveis. com altos ní- média do teor de fenóis totais encontrado na amostra veis de fenóis e flavonóides totais. A atividade antioxidante de compostos fe. sua CE50 e maior a sua atividade antioxidante..Resultado das análises de fenóis e flavo- nóides totais e limites estabelecidos pelo Ministério Somos gratos à Coordenação de Aperfeiçoamento de da Agricultura. na propagação do processo oxidativo. 26.06 Mínimo de 5% Programa de Mestrado Profissional em Farmácia da Flavonóides totais 6. buídos as propriedades antibacteriana. atendendo ao requi. Quanto maior o Akao. 1-2. Referências cer a concentração inicial de DPPH em 50% é deno- minada concentração efetiva (CE50).DPPH A quantidade de antioxidante necessária para decres. K. são relativamente estáveis. Sakamoto. Laboratório de Produtos Naturais do Fenóis totais 12. baseadas cias (Sousa et al.nº 01 . V.048% (m/m). Os intermedi- Ao realizar a leitura das placas.05 ± 0. 2003 . pelo fornecimento da própolis bruta.5% (Brasil. Conclusão tométricos realizados com a própolis para determina- Pode-se concluir que o EEPV avaliado está dentro ção de seus teores de flavonóides e fenóis totais.35% de teor de sólidos solúveis.Comportamento do extrato etanólico iguais e de mesmo tamanho que das amostras pa. Pecuária e Abastecimento..janeiro / março 2012 71 .Chemical diversity of propolis desempenham um papel importante na neutralização and the problem of standardization. v. p. 2001. As análises por CCD. 2007b). p. sendo a classe dos polife. consumo de DPPH por uma amostra. Pessoal de Nível Superior (CAPES) – pelo suporte financeiro.61 Mínimo de 0. K. 2003). n. devido à ressonância do dários no EEPV avaliado. T.93 ± 1.. sendo que o requisito mínimo do virucida a ser pesquisada posteriormente. Atividade antioxidante. na comparação das manchas reveladas. 7. Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de Fitoquimica / Phytochemistry Própolis Verde Caracterização fitoquímica do EEPV de transição. menor será a Nishizawa. Biological & Pharmaceutical Bulletin. SC – Brasil. Mishima. 7.. observou-se apenas ários formados pela ação de antioxidantes fenólicos a presença de duas classes de metabólitos secun. está totais. considerando a me- todologia utilizada. cell lines.80 µg/mL. o que indica altas investigada foi de 12.

Imunomodulação pela própolis... J. 1982.B. e Bastos. v. p. A. e Bergonzini. 2001. v. 2008 .E.Useful in- mativa nº 3 – ANEXO VI – Regulamento técnico para gredients and biological activity of propolis. Química Nova. R.D.G.S. 321-326. Christov. Soares. Seixas. L. dical Analysis. S. e Marcucci. v. E. S.Extrato etanólico de própolis sobre o ganho de peso. Journal of Ethnopharmacology. 2ª edição. Phytochemistry. Brasília. Galindo. n. 2007 . J. geographic origin.K. Mizuno. Brandão. v. Markham. 85-93. 2010 . 987.. 42. p. e Lu. J. Brazilian Journal of Pharmacognosy.. Y. 20.D.C. Helfenberg.S.pdf. Jesus.. Biotemas. 1-14. Oficial da República Federativa do Brasil..3.. p. A. P. 31.1. 59-64. p.P e Rolim Neto. N.. J. Ministério da Agricultura. n. e Kato. 2002 . E. n. Arquivos do a review.Zeitung. Lustosa. K.. P. F.> Acesso em: 27 jun. e K. Journal of Ethnopharmacology.M. 1999 . Perspectivas Futuras.M. G. n. Vargas. Nunes. Chemiker . Brasil. Instrução Nor.B.C. p. Hübner.. Zanato.P. n. Diário Journal. Barros. I. n. Cavalcante. L. A. v.Perfis físico-químico e cromatográfico de amostras de própolis produzidas Kujumgiev. 30. 7.. Revista Brasileira xidante de cinco plantas medicinais.P.Com- em crescimento. 72 Revista Fitos Vol. Iinuma... R.C. 1908. F. Química Nova.. Daldy. E..3. Tsvetkova. 2007b . parâmetros de carcaça e pH cecal de coelhos Ribeiro.E. 205 – 211.. ciacao_cientifica/pdf/ciencias_vida/farmacia/composi- cao_tipificada. e Silva. Vieira-Jr. Araújo. P. Santos. F. A. p. Volume 3. v. L.T. p. Padronização de uma Amostra de Extrato Etanólico de Fitoquimica / Phytochemistry Própolis Verde Brasil 2001.A.. posição química e atividade biológica da própolis ti- pificada – I Jornada de Iniciação Científica UNIBAN Costa. . R.D.S. H. Mitchel.J. 42.B.S. p. p. 354-361.C.F. 18. Lui.L. Fischer.. Journal of Pharmaceutical and Biome- lis. Propolis. M. 2.. 2006 . 20-28. N. 113.M. Sforcin. n. M. 19 jan. L. C. Lisboa. Araújo.M.nº 01 ... I. 2.Analysis of flavonoi- A. n.Fenóis totais e atividade antio- sobre a química e a farmacologia. A. Fragrance fixação de identidade e qualidade de própolis.R. e Popov.H..HPLC and GC-MS. 2010.C. K.R. M. M. M. A. V. M. Wilkins. Jorge. S. 25.Propolis and the immune system: 2008 . n.E. 2007a . 17.. 1996 . 64. Serkedjieva. nas microrregiões de Franca (SP) e Passos (MG). v.Própolis: atualizações Chaves..L.. Pereira.uniban. M.S. Cavalcante Neto. 2. T. 235 – 240.J. A. Y..1. J.D. 247-253. 15. Costa. Furtado.Antibacterial. Identification of ds from propolis by on-line HPLC-electrospray mass the major organic constituents in New Zealand propo. v. D. F.C.. J. G. Banko. v. Randau. K. Silva. G. Malheiros. A. The Analysis of Beeswax und Sousa.br/pesquisa/ini- Fundação Calouste Grilbenkian. n.. Ayres. J. e Aquino Neto. Volpi. p. n. 75.C. 2.M. 351-355. cap. 447-454.B.I. Sousa C.. A. Instituto Biológico.janeiro / março 2012 .. e Vidor.. v..Própolis: 100 Anos de Pesquisa e suas Coloni. 3.Disponível em <http://www. v.. va.O.R. de Farmacognosia.R. 2. spectrometry. Farmacognosia. 2007 . 1987 .D. antifungal and antiviral activity of propolis of different p. G.

principalmente nos seus aspectos químicos e farmacológicos. apesar da sua imensa biodiversidade e da capacidade técnica e científica de seus cientistas. não apenas vegetais superiores. Acaba de ser lançado pela editora John Wiley o livro Plant Bioactives and Drug Discovery: Principles.janeiro / março 2012 73 . Espanha.nº 01 . mas também microorganismos. Panamá. algas e organismos marinhos. editado pelo professor Valdir Cechinel Filho. Os capítulos 3 e 4 discutem a importância dos produtos naturais na descoberta para a química medicinal. Suíça e Uruguai. antimicrobianas e no tratamento do câncer e diabetes. Itália. A influência dos fatores ambientais (bióticos e abióticos) na produção dos metabólitos vegetais pode ser vista no capítulo 12. Brasil. Practices and Perspectives. A síntese de produtos bioativos aparece no capítulo 13. como agentes anti-infecciosos. Inglaterra. As ações dos constituintes dos vegetais superiores sobre o sistema nervoso central. Este livro deverá se tornar uma referência obrigatória no campo da produção de produtos com atividade terapêutica oriundos da biodiversidade. Resenha de Livro Legislação / Legislation Regulação Brasileira em Plantas Medicinais e Fitoterápicos Este ano começa com uma boa notícia para todos os interessados no estudo das plantas medicinais. Os dois últimos capítulos versam sobre dois tópicos de extrema importância para um país como o Brasil. Os testes clínicos com plantas medicinais são tratados no capítulo 11. O tema do capítulo 10 é a inovação sobre a tecnologia farmacêutica das plantas medicinais. 8 e 9 respectivamente. a produção de fitomedicamentos não ultrapassa 5% do mercado mundial: os direitos de propriedade intelectual (capítulo 15) e a cooperação entre a indústria e a academia (capítulo 16). antiúlcera e antitumoral são abordados nos capítulos 5. da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). O capítulo 2 trata das técnicas modernas na descoberta de novos compostos naturais. 6. A obra consta de 16 capítulos escritos por 60 pesquisadores da Argentina. O capítulo 14 mostra métodos modernos de screening de drogas vegetais com propriedades anti-inflamatórias. O capítulo 1 apresenta as técnicas mais recentes de drogas obtidas a partir de produtos naturais. 7. Estados Unidos. Lucio Ferreira Alves Revista Fitos Vol. 7. onde.

Estes deverão estar escritos em negrito com sejam adequados às normas editoriais da Revista. previamente. mesmas regras do item 2. desenhos etc. Deve-se assinalar o nome do autor principal com um 74 Revista Fitos Vol. fonte Os trabalhos que não forem selecionados para tipo Times New Roman. plena autoridade para decidir sobre a pertinência de sua aceitação. sobrenome devem ser por extenso.janeiro / março 2012 . sendo permitida a apresentação simultânea para fotografias.3 Os trabalhos poderão ser redigidos em português. A Revista sugere que os concisas. espaço duplo.4 Filiação dos autores: antes do nome de cada autor deverá constar um número arábico. 3. deverão ser outros periódicos. 1.3 Autores: o primeiro nome de cada autor deve autores. manuscritos em seu poder. Normas Gerais 1. P. e que dispõem de figuras. gráficos. sobrescrito. a primeira letra de cada palavra em maiúscula. tamanho 14. autori¬zando tais estudos.2 e não podem ser fechadas por linhas laterais.1 Os trabalhos submetidos poderão abranger qualquer aspecto da pesquisa com plantas medicinais 2.2 As figuras. 3. No caso de vários humanos ou animais deverão estar acompanhados autores. 1. assinada neste sentido. e perfazendo o total de.1 Os originais deverão ser redigidos na ortografia Fitos. quadros. tamanho 12.7 Todos os trabalhos envolvendo estudos em (ex. sem abreviaturas e localizadas na parte autores cuja língua materna não seja o inglês ou superior das mesmas. incluindo a sua reprodução por qualquer meio. no mínimo. podendo. arábicos.6 Qualquer conceito emitido nos trabalhos publicados será de responsabilidade exclusiva dos 3.3 As tabelas (dados numéricos) deverão seguir as inglês ou espanhol como primeira língua.). incluindo permanecerão em sigilo absoluto. O nome e o último Editor-Responsável e do Conselho Editorial. 5 pági¬nas. revisão. caso abaixo dos nomes dos autores.). pertencerá à Revista 3. 7.com. não refletindo obrigatoriamente a opinião do vir abaixo do títu¬lo.1 Os autores deverão manter uma cópia dos pesquisa e desenvolvimento. tabelas e quadros. cujos nomes no máximo. em caso de eventual política científica. Formatação Inicial do Trabalho seja eletrônico ou impresso. que solicitará aos autores uma declaração oficial e digitados em folhas de papel tamanho A4.7 Os artigos aceitos para a publicação deverão ser indicando seu lo¬cal de trabalho. fonte tipo Times New Roman. seus nomes deverão ser separa¬dos por dos Pareceres dos Comitês de Ética de Pesquisa em ponto e vírgula. à esquerda. cultivo. gestão.5 Todos os manuscritos serão submetidos à cada um dos quatro lados. etnofarmacologia. apreciação de consultores ad hoc. contrário a aceitação do mesmo será cancelada.br 1. As respectivas legendas deverão ser claras. Deverão também publicação serão devolvidos aos autores. estruturas químicas. farmacologia. etc. 20 e. Instrução para os Autores Legislação / Legislation Regulação Brasileira em Plantas Medicinais e Fitoterápicos 1. tabelas. ou a um especialista na área com o 2. os direitos autorais de todos os artigos. legislação. Seres Humanos ou em Animais das instituições a que pertencem os autores. Os demais sobrenomes devem conter apenas a primeira inicial 1.2 Título e subtítulo: deverão estar de acordo com o aos autores com sug¬estões para que sejam feitas con¬teúdo do trabalho. extravio daquele enviado à revista.nº 01 . 2. não 2. com endereço devolvidos ao Editor com as recomendações feitas completo (inclusive CEP) e deverá aparecer logo pelos referees no prazo máximo de dois meses. políticas públicas. Normas para Publicação (química. inseridas pelos próprios autores nos locais adequados e numeradas consecutivamente em algarismos 1.9 Os trabalhos deverão ser enviados on-line para o Editor no endereço ograndetimoneiro@uol.2 Os trabalhos enviados deverão ser inéditos. levando em conta o âmbito da as alterações necessárias e/ou para que os mesmos Revista. margem de 2 cm em 1. José Carlos F. aparecer em inglês.4 Uma vez aceito. 1. monografia. com texto jus-tificado. reapresentá-los 3. mas em tamanho 12. farmacognosia. espanhol o submetam. com as mesmas características. inglês ou espanhol. Oliveira. também à esquerda. educação. inclusive. 1. a uma empresa especializada.

1999). Lima e Sousa.janeiro / março 2012 75 . 4 Formatação do Trabalho No final da citação.6 Referêcias Dever-se-á dar destaque ao Re¬sumo como tópico do trabalho. com o ano de publicação pessoal e. deverá ser enviada. 4.1 Introdução: deverá estabelecer com clareza do ano. a página.b). deverá obedecida inglesa. separando os dois de 6 (seis). Por em número de 6 (seis) e separados por ponto e vírgula. para o qual toda correspondência inferências não baseadas nos mesmos. e técnicas já publicados. (máximo de 200 palavras). com o obje¬tivo de localizar e “Amoroso.2 Citação textual: colocar.6. p. São impor¬tantes para levantamentos primeiros autores por meio de vírgula.4 Discussão: deverá ser restrita ao significado dos COSTA.1 Referência dentro do texto: 3. 2000). também. porém suficientemente clara para possibilitar a perfeita compreensão e a reprodução do trabalho.5 Agradecimentos: este item é opcional e deverá de maior importância. Quando houver tenham sido apresentadas. Permitirá avaliar o interesse pelo artigo.. cidade. Obs. 1998).2 Materiais e Métodos: a descrição dos materiais exemplo. Evitar traduções literais. deverá ser mencionado apenas o nome do primeiro. seguido 3.7 Palavras-chave: deverão identificar/representar do extrato de Psidium guajava”. ser acompanhados sempre após o nome do último autor. Ex. expondo metodologia. No caso de três autores.3. (1999) descreveu a atividade ansiolítica de Lippia Providenciar também versão do título para a língua alba” . mais de três autores. A. (Silva. (Silva et al.F. (Castro e literatura deverão ser substituí¬das por referências Silva. Ex. 7. ano.24) sido extensamente modificados. em caixa baixa e em ordem crescente o mínimo possível de discussão ou interpretação de data de publicação.5 Resumo em português: deverá apresentar concisa¬mente o trabalho. estes deverão ser separados pela partícula trabalhos na mesma área. Observar o limite máximo regra será semelhante à anterior. Para três autores. consultar pessoas qualificadas. título do livro em itálico. Deverão vir separados propriedade analgésica de toxicologia da Lippia por ponto e vírgula. Por exemplo. Quando não houver baixa. 1999) ou (Silva et al. Extensas revisões da ‘e’ e ser obedecida a ordem alfabética. 1996. evitando-se Calouste Gulbenkian..3 As Referências no final do artigo deverão ser ordenadas alfabeticamente pelo sobrenome do 4. Processos 4.3 Resultados: deverão ser apresentados com primeiro autor. a ordem alfabética dos autores e seguido o seguinte padrão: “Castro e Silva (1998) analisaram a toxicologia 3. Lisboa Revista Fitos Vol. Ex. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos asterisco sobrescrito. Os dados. 4.1 Livro com um autor: Autor. deverá ser mencionado apenas o nome do primeiro. Devem-se levar de tabelas e figuras ade-quadas. quando em consid-eração as seguintes ocorrências: pertinentes. Quando houver dois autores. Silva e colaboradores (1999) confirmaram o efeito broncodilatador de Mikania glomerata.8 Keywords: Palavras-chave em inglês. 4. onde estas revisões (Albuquerque. pre¬scindindo de sua leitura na íntegra. “Pereira domínio deste idioma. Fundação dados obtidos e resultados alcançados. a o conteúdo do artigo. alba” No caso de mais de três autores. Autor em caixa baixa seguido 4. seguido do ano entre parênteses. resultados e con¬clusões. Por 4. destacando as informações 4. sempre que possível.6. vir an¬tes das Referências. e do ano. deverão ser refer¬enciados por citação. 4. e dos métodos usados deverá ser breve.6 Abstract: versão do resumo para a Língua No início da citação. Nome do(s) autor (es) em caixa Inglesa. Resultados e Discussão poderão ser apresentados num único item. deverão ser submeti¬dos a uma análise estatística. editora.6. 3. amenos que tenham (Silva. Costa e Soares (1997) descreveram a valorizar o artigo em questão. Ex. Farmacognosia.6. 1995a. 4. Também de e colaboradores e do ano entre parênteses. 1999. Quando houver dois o objetivo do trabalho e sua relação com outros autores. em banco de dados. seguido de et al. exemplo.nº 01 .: Eventualmente. a regra será às publicações mais recentes.

2009 Editora Argos.br/cgibin/ ano.6. nome do evento. Revista Brasileira Pandemic (H1N1) 2009 Influenza and other Influen- de Farmacognosia. 2009. cidade.B.P. 1986. S.int/csr/resources/publications/ 4. Deverão ser citados os nomes de todos os autores. título do livro em itálico.Influência da ação dos raios solares de agosto de 2001. Porto Alegre/Florianópolis. M..F. 83-102. página inicial e final.. e lijima..6. Antiallergic e Perspectivas no Desenvolvimento de Novos flavone glycoside from Kalanchoe pinnatum.J. 91 p. (org. Editions Emile Désormeaux.3. bray cubano. e Petrovick.6.. cidade. PEREIRA. editora. Fort-de-France.A. PN-003.1977. Regulação Brasileira em Plantas Legislação / Legislation Medicinais e Fitoterápicos 4.3. Criando um Novo Andrés. p. 2009.396. itálico. Seminários. UFRGS/Editora da UFSC.3. que regulamenta a Medida Provisória no 2.B (ed.Plantas medicinales del Escam- Autores. de Melo. Mundo. Rodrigues.9 Patentes: Devem ser identificadas conforme Furlan.F. e Chaves. Itajaí. Tese (Doutorado). completa.Literatura 4. Editora da Abstracts 105: 178423q. P. Disponível em: <http://bases.186-16. páginas inicial e final. nome de 2003.P. Gosman. e Cechinel Filho. volume. M. Título do trabalho.11 Banco/Base de Dados dual de Campinas.) 2001 – Plantas Medicinais sob a Ótica da Química Medicinal Moderna. V. BIREME.who.T . nome completo do periódico em wxislind.3 Livro editado Deverão ser citados os nomes de todos os editores Wax E. apud Germosén-Robineau. ano. itálico. TRAMIL VII. Editora da Autor(es). 1995 . Universidade Esta. 2010 . v. São Paulo.946 de 31 de dezembro Autor. D.L. Islã San SANTOS.. Decreto no 3. Ferreira.2 Livro com dois ou mais autores: Carballo. M.M.3. – Fenóis totais e atividade antioxidante e citotóxica de extratos das folhas de Lecynites pisonis. ogura. título do capítulo.Farmacopea Vegetal Caribeña. ano.127-130.H. ano. R. Colômbia. 2009 modelo abaixo.Antiulcer effect of the pepper 4. p. E. tí. revoga e acrescenta dispositivos ao da Faculdade ou Instituto.6. – Biossíntese de Produtos Naturais: Atualidades Ichikawa. cidade. e Tabach.3.) 2003. tulo do livro em itálico. R.A. Apuntes científicos. apud Nat Editor(es) ou organizador(es).M. 4. Yunes.588-593. Centro Latino-Americano e do Caribe de In- formação em Ciências da Saúde. Faculdade de Ciências Agrárias. Universidade do Vale do Itajaí.A. título do livro ou do periódico. N. editora. 7. 32ª 4.bireme.20.140-146. Martinica.3. J. cidade de realização do evento. nome da Universidade.3. 1978. J Braz Biol Res 41: 77-82.6. título do livro em Prod Abs 23.12 Homepage/Website trees Schinus terebinthifolius Raddi (aroeira-da. Antimicrobial activity of Brazilian ou organizadores. G.8 Eventos científicos (Congressos. E. Disponível em: <http://www. medicinal plants. ano. J.C. Lilacs . título do artigo.pdf>.6. F.O. Química de Produtos Naturais: Novos Fármacos Kokai Tokkyo Koho JP 61. L.R. editor (ou organizador). M. de 23 Lima. de 28 de setembro de 2001. nº do evento.. Guidelines for Pharmacological Management of Anacardiaceae (aroeira-do-sertão). 20 August 2009.).. editora.7 Citação indireta: swineflu/h1n1_guidelines_pharmaceutica As duas citações devem ser mencionadas de maneira l_mngt.A e Calixto.nº 01 . Acesso em: 27 ago.4 Capítulo de livro: Reunião anual da Sociedade Brasileira de Química. 1991 . ano. Mentz. In: Yunes. 4. Altera. R.. com autor.6. Autor(es).A.945. p. xis&base=LILACS&lang=p>. 4.C.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.6 Artigo de periódico: Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde. (ed) 1996 .10 Leis. 76 Revista Fitos Vol. J.. Atheneu.6. E.3. Schenkel..6. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO).118. Simpósios e outros): Farmacognosia: da Planta ao Medicamento. na germinação do nabo selvagem. za Viruses. Resoluções e demais documentos 4. T.L.6. WHO praia) and Myracrodruon urundeuva Allemao. (org.3. Palazzo 4. E. Acesso 28 ago. identificação do trabalho ou resumo. título da tese ou dissertação em itálico. 4.3. Simões.5 Tese ou Dissertação: BRASIL 2003 – Decreto nº 4. e Kato. I. Fármacos. Fortaleza. Bergamo. apud Chemical e a Moderna Farmacognosia. Jpn. Chapecó. Oliveira.3. 1995. ano.janeiro / março 2012 . Duarte-Almeida. cidade. J.6. p. M. Carlini. L. C. G.