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PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO

CADERNO PEDAGÓGICO GEOGRAFIA

CADERNOS PEDAGÓGICOS DE ENSINO FUNDAMENTAL 1

CURITIBA PARANÁ

2008

PEDAGÓGICO GEOGRAFIA CADERNOS PEDAGÓGICOS DE ENSINO FUNDAMENTAL 1 CURITIBA — PARANÁ 2008 Secretaria da Educação

Secretaria da Educação

APRESENTAÇÃO

Prezados professores e professoras

Nas sociedades em que as transformações culturais ocorrem intensivamente, os processos educativos têm papel fundamental na atualização das condições dos cidadãos de participar ativa e criticamente dos novos modos produtivos e de convivência. Essa atualização depende de diferentes iniciativas das instituições, que se voltam para a formação continuada de seus profissionais e do empenho destes no aperfeiçoamento de suas ações.

Por entendermos a importância da ação docente na educação básica da população e a necessidade de apoio à busca autônoma dos profissionais da educação pelo aperfeiçoamento das ações didáticas, elaboramos estes Cadernos Pedagógicos. Trata-se de um instrumento paradidático, que vem compor o conjunto de recursos de que dispõem as equipes de nossas escolas para o planejamento de processos de ensino.

Desejamos que este material, mais do que uma amostra de possibilidades didáticas para as diferentes áreas do conhecimento, seja motivo para estudo e aprimoramento de metodologias e práticas pedagógicas compatíveis às necessidades de nosso tempo.

Bom estudo a todos.

Eleonora Bonato Fruet

Secretária da Educação

Curitiba. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da Educação. Caderno pedagógico: geografia/Secretaria Municipal da Educação. – Curitiba: SME, 2008. – 69 p. (Cadernos pedagógicos de Ensino Fundamental 1)

il. color.

1. Geografia (Ensino Fundamental). I. Título.

CDD-372.89

Bibliotecária responsável: Josiane Maria Voi Silva CRB – 9/484

Sem autorização prévia e formal do editor, esta publicação não poderá ser gravada,

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fotocopiada, reproduzida por meios mecânicos ou outros quaisquer. Excetua-se a utilização de

fotocopiada, reproduzida por meios mecânicos ou outros quaisquer. Excetua-se a utilização de

trechos, imagens ou citações para fins didáticos, desde que mencionada a fonte.

trechos, imagens ou citações para fins didáticos, desde que mencionada a fonte.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA Beto Richa

SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO Eleonora Bonato Fruet

SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA Jorge Eduardo Wekerlin

SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL Meroujy Giacomassi Cavet

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL Ida Regina Moro Milléo de Mendonça

DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL Nara Luz Chierighini Salamunes

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA E DIFUSÃO EDUCACIONAL Maria Marilda Confortin Guiraud

COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ÀS NECESSIDADES ESPECIAIS Iaskara Maria Abrão

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

11

 

UNIDADE 1

13

TEMA: REPRESENTAÇÃO DA SALA DE AULA

13

OBJETIVOS

13

CONTEÚDOS

13

PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO

14

1. CONSTRUÇÃO DA MAQUETE DA SALA DE AULA

14

2. PLANIFICAÇÃO DA MAQUETE: DO TRIDIMENSIONAL AO BIDIMENSIONAL

16

3. PLANTA DA SALA DE AULA

17

4. LEGENDA

20

 

AVALIAÇÃO

21

TEMA: ORIENTAÇÃO ESPACIAL

23

OBJETIVO

23

CONTEÚDOS

23

PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO

24

1.

ORIENTAÇÃO PELO SOL

24

AVALIAÇÃO

27

TEMA: ANÁLISE DO ESPAÇO MEDIANTE O TRABALHO DE CAMPO

29

OBJETIVO

29

CONTEÚDOS

29

PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO

30

1. AULA DE CAMPO

30

2. PLANTA DO BAIRRO

32

3. CONSULTANDO O MAPA DA CIDADE

34

 

AVALIAÇÃO

38

UNIDADE 2

39

TEMA: REPRESENTAÇÕES DO ESPAÇO

39

OBJETIVO

39

CONTEÚDOS

39

PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO

39

1. VISÕES OBLÍQUA E VERTICAL

39

2. ORIENTAÇÃO

45

3. ESCALA DO MAPA

46

4. GRÁFICOS

48

 

AVALIAÇÃO

52

TEMA: REPRESENTAÇÃO E ORIENTAÇÃO

53

OBJETIVO

53

CONTEÚDOS

53

PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO

54

1. LOCALIZANDO O ESTADO DO PARANÁ NO BRASIL

54

2. PRODUZINDO TEXTO

56

3. OS CÓDIGOS DO ESPAÇO

56

AVALIAÇÃO

65

REFERÊNCIAS

67

REFERÊNCIAS DOS ANEXOS

68

ANEXOS

INTRODUÇÃO A Geografia estuda as dinâmicas da sociedade e da natureza e as relações entre

INTRODUÇÃO

A Geografia estuda as dinâmicas da sociedade e da natureza e as relações entre elas. Por essa razão, a ênfase do ensino recai sobre a investigação de como a sociedade ocupa, organiza e transforma em espaço geográfico o lugar onde vive.

Para que ocorra a compreensão do espaço geográfico, é necessário trabalhar

, representações da vida dos estudantes, inter-relacionando conteúdos escolares e conhecimento do cotidiano. É de fundamental importância provocar situações de aprendizagem que valorizem as referências que resultam das experiências dos estudantes.

com

, assim como com as

os

eixos

sociedade

espaço

e

natureza

A construção do conhecimento geográfico se efetiva por meio da

sistematização da noção de espaço, que se processa em três níveis de compreensão: do vivido, do percebido e do concebido, simultaneamente. O espaço vivido é o espaço físico vivenciado através do movimento e do deslocamento. É o espaço do cotidiano infantil, onde a criança estabelece

relações topológicas elementares, tais como: dentro/fora, ao lado, frente/atrás, perto/longe. O espaço percebido é aquele em que a criança estabelece relações entre espaços e objetos, utilizando outros referenciais além do seu próprio corpo. É quando ocorre a descentração, ou seja, o processo de reversibilidade, no qual a criança consegue, gradativamente, ir alterando o ponto de referência de si própria para outras pessoas, objetos e espaços para

se localizar. O espaço concebido é aquele em que são estabelecidas conexões

que favorecem a percepção das relações euclidianas e a utilização de referenciais abstratos dos sistemas de coordenadas, tais como: distância, comprimento, superfície. É quando ocorre a construção do mapa no nível da abstração.

São instrumentos básicos do saber geográfico os conteúdos/conceitos:

localização, orientação, distribuição e representação dos fenômenos socionaturais, paisagem, lugar, região, limite e território, como também a alfabetização cartográfica, que instrumentaliza o estudante para ser, em primeira instância, mapeador ativo (alguém que constrói seus mapas) e, assim, leitor de mapas feitos por cartógrafos.

A educação geográfica pode ser entendida como educação para a consciência

do espaço, utilizando-se de recursos que possibilitem o desvelamento da

realidade (além das aparências) e dos discursos sobre ela, desenvolvendo ações que auxiliem os indivíduos e os grupos sociais a construírem atitudes conscientes com relação ao ambiente local e global.

UNIDADE 1TEMA: REPRESENTAÇÃO DA SALA DE AULA OBJETIVOS Sistematizar a noção espacial, percebendo a proporção, a

TEMA: REPRESENTAÇÃO DA SALA DE AULA REPRESENTAÇÃO DA SALA DE AULA

UNIDADE 1 TEMA: REPRESENTAÇÃO DA SALA DE AULA OBJETIVOS Sistematizar a noção espacial, percebendo a proporção,

OBJETIVOS

Sistematizar a noção espacial, percebendo a proporção, a distância e a direção dos objetos, por meio da observação, representação e localização destes em diferentes espaços.

Utilizar

as

categorias

espaciais

(topológicas,

projetivas

e

euclidianas)

para

construir

representações (tridimensional e bidimensional) legendadas dos diferentes espaços conhecidos.

legendadas dos diferentes espaços conhecidos. CONTEÚDOS Observação de objetos em relação a tamanho e

CONTEÚDOS

Observação de objetos em relação a tamanho e forma.

Representação dos objetos nas visões frontal, oblíqua e vertical.

Localização dos objetos no espaço: lateralidade, anterioridade e profundidade.

Observação da organização dos espaços vividos (a sala de aula).

Identificação das semelhanças e diferenças entre objetos do espaço a ser representado.

Reconhecimento da função de cada objeto.

Representação de espaços conhecidos (a sala de aula), utilizando medidas não convencionais

(passos, palmos) – bidimensional e tridimensional. Construção de legendas.

bidimensional e tridimensional. Construção de legendas. CONVERSANDO SOBRE O espaço pode ser representado de várias

CONVERSANDO SOBRE

O espaço pode ser representado de várias maneiras, como por meio de mapas, cartas, plantas, fotos,

desenhos ou maquetes. O início do trabalho escolar com a representação espacial ocorre com a construção da maquete da sala de aula, um espaço de vivência comum a estudantes e professor,

que permite explorar as relações espaciais de vizinhança (lateralidade), ordem, proximidade, interioridade/exterioridade, inclusão/exclusão, fundamentais para a leitura eficiente e a compreensão de mapas.

O reconhecimento do espaço em que vive é importante para que o estudante se perceba como parte

dele e compreenda que o espaço é transformado pela sociedade à medida que esta o produz para

satisfazer suas necessidades.

O trabalho com o espaço de vivência do estudante objetiva desencadear um estudo da realidade

local, sempre relacionado a realidades mais distantes. Partindo do momento presente, é importante

voltar ao passado, muitas vezes, buscando explicações para as configurações espaciais atuais.

PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO 1. CONSTRUÇÃO DA MAQUETE DA SALA DE AULA Este é um trabalho

PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO

1. CONSTRUÇÃO DA MAQUETE DA SALA DE AULA

Este é um trabalho que demanda tempo, não se esgota em um dia, pois muitas noções espaciais serão exploradas e construídas durante a elaboração da maquete, que é a síntese da apreensão de vários conteúdos.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Caixa de papelão no formato aproximado da sala de aula (quadrada ou retangular). Caixas de fósforos vazias (uma por estudante). Sucata diversificada para representar os elementos da sala (mesa, armário, cadeira, lixeira, quadro- de-giz, janelas, portas, etc.). Cola, tesoura, caneta hidrocor ou pincel atômico, pincel. Plástico transparente na medida da caixa.

portas, etc.). Cola, tesoura, caneta hidrocor ou pincel atômico, pincel. Plástico transparente na medida da caixa.
portas, etc.). Cola, tesoura, caneta hidrocor ou pincel atômico, pincel. Plástico transparente na medida da caixa.
portas, etc.). Cola, tesoura, caneta hidrocor ou pincel atômico, pincel. Plástico transparente na medida da caixa.
portas, etc.). Cola, tesoura, caneta hidrocor ou pincel atômico, pincel. Plástico transparente na medida da caixa.

Antes de iniciar a construção da maquete, explique aos estudantes que eles irão representar o

espaço da sala de aula e os elementos que nela existem. Para isso, é necessário observar (habilidade que deve ser bem explorada) tudo o que faz parte da sala – a forma dos objetos, o

tamanho que possuem (relação de proporção) e o lugar que ocupam no espaço, ou seja, a localização.

Solicite a cada estudante para trazer uma caixinha de fósforos vazia, com o seu nome escrito nela,

para representar a sua carteira.

Explique que a caixa representa a sala da aula e que cada caixinha de fósforos, uma carteira. Peça a

cada estudante que cole a sua caixinha no lugar correspondente ao espaço real que ocupa. Caso os

estudantes sentem agrupados, devem reproduzir essa realidade. A maquete deve ser fiel ao espaço real representado.

Na seqüência, os demais elementos serão representados com sucata. Solicite aos estudantes que

observem todos os detalhes.

Quando a maquete estiver concluída, é hora de explorar as relações topológicas elementares

esquerda de, à direita de, próximo, distante, ao lado de, em frente, atrás, em cima, embaixo). Faça perguntas para que os estudantes respondam oralmente.

Explore oralmente também a função dos objetos indagando: Para que servem? Também é possível

trabalhar com a classificação dos elementos naturais e culturais, explicando que, na sala de aula, a maior parte dos elementos veio de um recurso natural que já foi transformado pelos seres humanos.

Outro conceito a ser trabalhado é o de

limite

– as paredes estabelecem os limites da sala. Indague

Qual o limite da nossa sala à direita? E à esquerda?

:

Enfatize que a maquete é a representação tridimensional do espaço real em tamanho reduzido.

Para representar os elementos do espaço, os estudantes utilizaram símbolos. Por exemplo: as carteiras foram representadas por caixas de fósforos; a lixeira, por uma tampinha de creme dental, e assim por diante.

Quando os estudantes já dominarem as noções exploradas, cole o plástico transparente na parte superior da caixa, como se fosse um telhado.

Explore com eles como os objetos são vistos de cima para baixo, ou seja, na visão vertical.

Solicite a alguns estudantes que contornem, no plástico, a forma dos objetos representados na maquete. Mostre que essa forma se apresenta bem diferente.

Aproveite a oportunidade para mostrar como objetos da própria sala são vistos nas visões frontal, oblíqua (apresentam profundidade) e vertical. Peça aos estudantes para desenharem alguns objetos nessas visões. Questione: Como ficaria a lixeira se representada na visão vertical? Apenas um círculo? E um apontador, como ficaria?

Depois de explorar muito todas essas noções na maquete, é possível passar para a próxima etapa:

a planificação. Essa será a primeira planta construída pelos estudantes.

passar para a próxima etapa: a planificação . Essa será a primeira planta construída pelos estudantes.

15

2. PLANIFICAÇÃO DA MAQUETE: DO TRIDIMENSIONAL AO BIDIMENSIONAL

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Papel-bobina. Pincel atômico ou giz

Papel-bobina. Pincel atômico ou giz
RECURSOS NECESSÁRIOS Papel-bobina. Pincel atômico ou giz Primeiramente, é preciso abrir as laterais da caixa onde

Primeiramente, é preciso abrir as laterais da caixa onde a maquete foi construída.

Solicite a um estudante que coloque a caixa aberta sobre o papel-bobina e trace o seu contorno com giz ou pincel atômico.

Isso deverá ser feito com todos os elementos representados, inclusive portas e janelas que, por estarem nas laterais da caixa, ficaram com forma e posição diferentes.

Na seqüência, cada estudante descolará a sua caixinha de fósforos (carteira) da maquete e traçará o seu contorno no papel-bobina, respeitando a localização correta.

Feito o contorno de todos os elementos, explique que essa é a planificação dos elementos da maquete da sala de aula.

3. PLANTA DA SALA DE AULA

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Plástico transparente na medida da caixa.

Planta de casa ou apartamento.

Planta do bairro ou da cidade.

Para construir a planta da sala de aula, cole um plástico transparente na parte superior da caixa,

como se fosse o telhado, e solicite que os estudantes contornem os elementos.

Mostre o resultado e compare-o com uma planta de casa ou apartamento, facilmente encontrada

em jornais.

É interessante também mostrar a planta do bairro ou a da cidade. Todas são representações

bidimensionais da realidade que, para serem compreendidas, dependem do trabalho com a visão

vertical dos elementos.

Explique que todos os mapas e plantas são feitos na visão vertical.

REPRESENTAÇÃO DOS OBJETOS NAS DIFERENTES VISÕES

Esse conteúdo pode ser explorado por meio de desenhos, de fotos e de materiais de diferentes

formas e tamanhos. É importante que os estudantes percebam que um mesmo objeto pode ser

representado de várias maneiras, conforme o ângulo de visão do observador.

maneiras, conforme o ângulo de visão do observador. No início da escolarização, o estudante costuma combinar

No início da escolarização, o estudante costuma combinar as diferentes visões quando representa

um determinado espaço, como a escola ou a rua da escola, por exemplo. Cabe à escola sistematizar o

trabalho com as diferentes visões, o que facilitará para o estudante a compreensão do mapa, que é a

representação do espaço na visão vertical.

Legenda Edificações Caminhos, estradas Mata nativa Água Campo Áreas de cultivo Áreas de cultivo (solo

Legenda

Edificações Caminhos, estradas Mata nativa Água Campo
Caminhos, estradas Edificações Mata nativa Água Campo
Mata nativa Edificações Caminhos, estradas Água Campo
Água Edificações Caminhos, estradas Mata nativa Campo
CampoEdificações Caminhos, estradas Mata nativa Água

Áreas de cultivoLegenda Edificações Caminhos, estradas Mata nativa Água Campo Áreas de cultivo (solo aparente) 18

Áreas de cultivo (solo aparente)Legenda Edificações Caminhos, estradas Mata nativa Água Campo Áreas de cultivo 18

Edificações Caminhos, estradas Mata nativa Água Campo Áreas de cultivo Áreas de cultivo (solo aparente) 18

Utilize fotos, imagens de revistas e o próprio desenho do estudante para explorar os diferentes tipos

de visão.

Mostre aos estudantes como os objetos ganham formas e aspectos diferentes quando vistos verticalmente.

DICAS DA ÁREAformas e aspectos diferentes quando vistos verticalmente. Uma atividade interessante é traçar o contorno do corpo

Uma atividade interessante é traçar o contorno do corpo dos estudantes. No pátio da escola, organize a turma em duplas para que um colega contorne o corpo do outro que estará deitado. Eles poderão observar como são diferentes entre si. Aproveite para trabalhar as noções de tamanho (maior/menor), distância (próximo/distante) e localização (direita/esquerda).

Construa um jogo da memória com objetos na visão frontal e na visão vertical.

Observe quando o estudante desenha: é muito comum a combinação das visões frontal e vertical, até mesmo no Ciclo II. A utilização da visão oblíqua aparece com o desenvolvimento da noção de perspectiva (projeção), que envolve não somente o treinamento do olhar, da observação. Requer a análise do emprego das noções de tamanho, distância e localização e o estabelecimento reflexivo de relações entre elas por um extenso período escolar. Note que muitos adultos não têm a noção de pespectiva desenvolvida! É um longo e necessário percurso para o estudante.

Professor, uma atividade interessante é organizar um glossário geográfico ilustrado pelos estudantes. Esse glossário estará sempre em construção, e, à medida que novas palavras são aprendidas, serão nele acrescentadas. O glossário poderá configurar um portfólio da turma sobre Geografia e assim se tornar um acervo bibliográfico. Outra opção é construí-lo virtualmente.

APROFUNDE SEU CONHECIMENTObibliográfico. Outra opção é construí-lo virtualmente. Consulte “O espaço geográfico: ensino e

Consulte “O espaço geográfico: ensino e representação”, de Rosângela D. de Almeida e Elza Passini, da Editora Contexto, 1998, que aborda a construção da noção do espaço e sugere atividades para realizar a representação gráfica do espaço, sempre resgatando as vivências espaciais do estudante.

Consulte também o endereço <http://educar.sc.usp.br/cartografia.htm>, que oferece um acréscimo a sua fundamentação teórica no exercício de preparar e/ou instrumentalizar o estudante para a leitura e interpretação de mapas elaborados por outros. Há artigos e sugestões de atividades sobre construção das primeiras representações (corpo e espaços conhecidos), como também das noções de referência espacial, entre outros.

Confira o trabalho com a representação do espaço e a criação de legendas em “O Tesouro dos

Mapas”, publicado na seção Caderno de Atividades da revista Nova Escola n.º 150, 2002.

no site <http://revistaescola.abril.com.br>.

Acesse-o

4. LEGENDA

ACOMPREENSÃO DAS LEGENDAS: LEITURADALINGUAGEM CARTOGRÁFICA

Os mapas oferecem uma visão da síntese das relações espaciais e da distribuição dos diferentes elementos

que compõem o espaço. Tal visão está baseada no uso de símbolos. Esses devem se aproximar o máximo possível

da imagem real, ser exatos no que diz respeito às convenções, assim como se apresentar uniformes em toda a

representação.

É muito difícil representar simbolicamente a realidade em uma carta (representação das linhas de

navegação aérea; imagem da terra mediante convenções cartográficas em uma superfície plana (mapa), pois o real

é tridimensional, e a carta é plana (bidimensional). Essa situação deve ser considerada nas codificações dos mapas.

Com o emprego de símbolos e signos utilizados na confecção das representações, tem-se a legenda.

Os símbolos e signos são geralmente convenções e sinais gráficos. As cores são empregadas conforme

determinadas áreas: planimétricas, quando representam aspectos localizados na superfície terrestre, e

altimétricas, quando indicam a altitude ou a profundidade de uma área.

A representação do mundo necessita de simbolização cartográfica. A simbolização considera a relação

entre a dimensão a ser representada e a necessidade de sua redução; a passagem do tridimensional para o

bidimensional e a multiplicidade de informações a serem representadas.

A categoria símbolos, signos e legendas é responsável pela leitura da linguagem cartográfica. Todo leitor

necessita buscar informações adicionais além das possíveis leituras feitas através da ligação entre o significante e o

significado, que são os dois componentes do signo mapa. O significante é o traço, o desenho, a representação

cartográfica. O significado é o conteúdo do desenho. No caso do mapa, o conteúdo é o espaço.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

CONSTRUINDO SIGNOS FORMANDO LEGENDAS

Inicialmente, leve para a sala de aula diferentes mapas, cartas e plantas e trabalhe com os símbolos

convencionais. Proponha aos estudantes a "decodificação" da legenda de cada representação, assim como a

avaliação dos símbolos para verificar se eles se aproximam do real.

Num segundo momento, proponha um trabalho de campo em uma área próxima à escola. Pode ser em uma

quadra, um quarteirão, uma propriedade rural ou um parque de diversões. Solicite que, durante o trajeto, anotem

todos os elementos fixos que observarem em uma folha de papel previamente orientada (direita/esquerda).

Retornando à sala, os estudantes devem ser orientados para contar o que viram a um correspondente que não

entende o idioma português.

Discuta com os estudantes as possibilidades de enviar tais informações.

Escreva no quadro todos os elementos vistos, seguindo a orientação. Proponha aos estudantes que construam

uma simbologia para cada elemento. Eles deverão ainda criar critérios para avaliar os símbolos que serão enviados

e escolher quais deles serão empregados na mensagem que será enviada ao correspondente.

novamente o trajeto, agora com uma planta baixa muda (planta com o traçado dos caminhos percorridos)

Realize

fornecida aos estudantes. Eles deverão preencher a planta com os símbolos escolhidos e construir, abaixo da

planta, uma legenda com os códigos empregados. Discuta a necessidade de manter as relações de proporção em

todos os elementos representados.

(CASTROGIOVANNI, 2003, p. 49.)

os elementos representados. (CASTROGIOVANNI, 2003, p. 49.) HOTEL FORO HOSPITAL SUPERMERCADO BANCO DO ESTADO
HOTEL FORO HOSPITAL SUPERMERCADO BANCO DO ESTADO CÂMARA DE L VEREADORES PARADA DE ÔNIBUS BANCO
HOTEL
FORO
HOSPITAL
SUPERMERCADO
BANCO DO ESTADO
CÂMARA DE
L
VEREADORES
PARADA DE ÔNIBUS
BANCO DO BRASIL
E
ESTACIONAMENTO
BIBLIOTECA
PREFEITURA
G
MERCADO
E
GALERIA
IGREJA
CENTRAL
N
RODOVIÁRIA
PRAÇA X
PRAÇA Y
D
A

Fig.11: Planta baixa da área urbana. Escala 1:10.000

D A Fig.11: Planta baixa da área urbana. Escala 1:10.000 AVALIAÇÃO (CASTROGIOVANNI, 2003, p. 52.) A

AVALIAÇÃO

(CASTROGIOVANNI, 2003, p. 52.)

A avaliação é um processo contínuo, tem caráter formativo e deve ser uma prática constante, com o

objetivo de diagnosticar as dificuldades e/ou sucessos no desenvolvimento de habilidades e na

construção de conhecimentos pelos estudantes e assim referendar a continuidade ou a retomada do

trabalho pedagógico.

Esta unidade contempla conteúdos e habilidades que podem ser avaliados oralmente e/ou por meio

de desenho, texto escrito e jogos, dependendo do estágio de desenvolvimento do estudante, com a

utilização de estratégias variadas.

O QUE AVALIAR

Verificar se o estudante:

- Estabelece relações entre o espaço real e a sua representação (no caso, por meio da construção da maquete).

- Percebe a diferença entre as visões frontal, vertical e oblíqua.

- Estabelece relações topológicas e projetivas (perto/longe, junto/separado, frente/atrás, dentro/fora, antes/depois, esquerda/direita) para localizar objetos no espaço.

- Identifica os elementos do espaço de vivência.

- Constrói o conceito de limite ao trabalhar com a maquete e com o espaço real da sala de aula.

- Elabora e lê símbolos relacionando-os aos significados (legenda).

- Entende que a planificação da maquete resulta no mapa e que maquete e mapa são dois tipos de representação do mesmo espaço real.

TEMA: ORIENTAÇÃO ESPACIAL OBJETIVO Reconhecer e utilizar os referenciais de localização e orientação espacial para

TEMA: ORIENTAÇÃO ESPACIAL

OBJETIVOTEMA: ORIENTAÇÃO ESPACIAL Reconhecer e utilizar os referenciais de localização e orientação espacial para se

Reconhecer e utilizar os referenciais de localização e orientação espacial para se deslocar diferentes espaços.

orientação espacial para se deslocar diferentes espaços. CONTEÚDOS nos Localização e orientação espacial.

CONTEÚDOS

nos

Localização e orientação espacial.

Referenciais espaciais: particulares (pontos de referência utilizados pelos estudantes no espaço

vivido) e locais (pontos de referência no bairro). Orientação pelo sol e pela bússola.

Referenciais geográficos (direções cardeais Norte, Sul, Leste, Oeste).

geográficos (direções cardeais Norte, Sul, Leste, Oeste). CONVERSANDO SOBRE Qualquer lugar na superfície terrestre é

CONVERSANDO SOBRE

Qualquer lugar na superfície terrestre é possível de ser localizado. Para isso, os seres humanos criaram alguns sistemas de localização. As coordenadas geográficas, formadas pelos paralelos e meridianos, possibilitam localizar qualquer ponto na superfície da Terra. Mas apenas essas coordenadas não são suficientes, é preciso ainda conhecer a direção dessas linhas. Por essa razão, os seres humanos também criaram uma convenção para orientar a direção de um lugar.

A orientação é um procedimento fundamental na localização dos lugares. Orientar-se é ir à procura do oriente, lugar onde o sol nasce (Leste). No sentido geográfico, é o mesmo que rumo ou direção. A orientação é uma categoria fundamental para a ciência geográfica, pois estabelece pontos diferenciais para que os elementos formadores do espaço possam ser situados, encontrados facilmente. Para o domínio de diferentes possibilidades de localização, há um longo caminho a ser percorrido pelas crianças. O primeiro procedimento na orientação é saber a direção em que está o lugar a ser localizado. Aseguir, deve-se determinar a exata posição.

(CASTROGIOVANNI, 2003, p. 41.)

PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO 1. ORIENTAÇÃO PELO SOL ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO RECURSOS NECESSÁRIOS Uma haste ou um

PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO

1. ORIENTAÇÃO PELO SOL

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Uma haste ou um cabo de vassoura.

Giz.

Pátio ou espaço aberto onde seja possível demarcar as direções.

Para trabalhar a orientação espacial por meio das direções cardeais, é fundamental que o estudante

domine a lateralidade (esquerda/ direita). Sugerimos iniciar o trabalho com uma atividade no pátio da escola, como descrevemos a seguir.

Essa atividade só pode ser realizada em um dia ensolarado.

Conduza os estudantes para o pátio e solicite que um deles segure uma haste (pode ser um cabo de vassoura).

Se

a atividade for realizada pela manhã, escreva na base da haste LESTE.

Se

a atividade for realizada no período da tarde, escreva na base da haste OESTE.

O sol projetará a sombra da haste no chão. Solicite a um estudante que trace, com giz, uma linha

exatamente sobre a sombra.

Em seguida, outro estudante deverá se posicionar sobre a linha traçada, com o braço direito

estendido para o leste. O braço esquerdo estará apontando para o oeste.

À frente, teremos o norte. O estudante estará olhando para o norte.

Às costas, teremos o sul.

Peça que tracem uma linha perpendicular àquela já existente no chão, na direção norte – sul.

Se a atividade for feita no período da tarde, o procedimento é o mesmo, só que na base da haste

teremos o oeste. A linha traçada sobre a sombra ligará o oeste ao leste. Assim, o estudante deverá se

posicionar sobre a linha de modo que o seu braço esquerdo aponte para o oeste. Logo, o braço direito indicará o leste. Os demais procedimentos são os mesmos.

Pronto! Foram encontradas as direções cardeais, tendo como referência o pátio da escola.

DICAS DA ÁREA 1. BÚSSOLA COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO Confira com os estudantes as direções

DICAS DA ÁREA

1. BÚSSOLA COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO

Confira com os estudantes as direções cardeais encontradas no pátio da escola com a utilização de

uma bússola escolar. Caso não disponha desse instrumento, é possível confeccioná-lo com os

estudantes.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Um pires branco. Água.

Uma agulha imantada.

Uma rolha.

Ímã para imantar a agulha.

Uma agulha imantada. Uma rolha. Ímã para imantar a agulha. Esfregue a agulha no ímã para

Esfregue a agulha no ímã para imantá-la.

Coloque água no pires.

Corte uma fatia da rolha e atravesse-a com a agulha já imantada.

Coloque a rolha no pires. Ela flutuará e apontará para o norte.

Assinale, no pires, com caneta, o norte indicado pela agulha.

Com o norte assinalado, é possível encontrar e registrar as outras direções.

2. DIREÇÕES CARDEAIS EM MATERIAL PERMANENTE

Essa é uma sugestão bastante simples, mas que será bem utilizada no trabalho com mapas e

plantas nos Ciclos I e II. Trata-se da rosa-dos-ventos confeccionada em plástico transparente.

Veja como é fácil construí-la.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Um quadrado de plástico transparente medindo 7cm X 7cm para cada estudante. Uma caneta de retroprojetor.

Um quadrado de plástico transparente medindo 7cm X 7cm para cada estudante. Uma caneta de retroprojetor.

Cada estudante deverá traçar uma cruz com caneta de retroprojetor e representar as direções norte/sul, na linha vertical, e leste/oeste, na linha horizontal.

O

N

O N S L

S

L

Na intersecção das duas linhas, coloque um ponto, que sempre será o seu referencial.

Consideramos esse material como permanente porque poderá ser utilizado em várias atividades no

decorrer dos Ciclos I e II, como na que segue com a planta da cidade dividida em bairros.

3. AS DIREÇÕES CARDEAIS E OS BAIRROS DA CIDADE

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Planta de Curitiba.

Rosa-dos-ventos confeccionada em plástico.

Problematização: Você está no centro de Curitiba. Se você quiser chegar a Santa Felicidade, que

direção você deve seguir?

Para a descoberta, solicite ao estudante para colocar o ponto central da rosa-dos-ventos no lugar

onde ele está e movê-la na direção do local que deseja chegar.

No início do trabalho com esse conteúdo, procure utilizar somente as direções cardeais, evitando

escolher lugares que se situem nas direções colaterais ou subcolaterais, que serão exploradas

posteriormente.

Com esse trabalho, o estudante fica conhecendo os bairros da cidade, os municípios vizinhos, os

estados e capitais de uma forma lúdica, agradável, sem a necessidade de memorizar, pois ele

aprenderá a localização à medida que procura as direções e os locais solicitados.

O espaço está repleto de referências. Referências são marcos visuais que de alguma maneira

identificam um lugar. Uma referência pode ser particular, local ou global, dependendo da escala

espacial que adotamos. Em geral, a imagem dos marcos visuais nos remete ao lugar ao qual eles

pertencem, mesmo que nunca tenhamos estado nesse lugar. Observe algumas referências:

tenhamos estado nesse lugar. Observe algumas referências: A banquinha de jornais é uma referência pessoal,

A banquinha de jornais é uma referência pessoal, particular. Muitas vezes utilizamos referências particulares para explicar um endereço.

O Jardim Botânico é uma referência local. A sua imagem lembra Curitiba. A Torre Eiffel

O Jardim Botânico é uma referência local. A sua imagem lembra Curitiba.

A Torre Eiffel é uma referência global. No mundo inteiro a sua imagem é associada a Paris, mesmo pelas pessoas que nunca estiveram lá.

Uma atividade interessante é fazer com que os estudantes expliquem o trajeto casa – escola, oralmente, por meio de desenho ou de texto escrito, se já estiverem alfabetizados. Provavelmente aparecerão muitas referências particulares.

Essa atividade também retoma as relações topológicas elementares e é uma ótima oportunidade para avaliar se os estudantes dominam essas relações.

APROFUNDE SEU CONHECIMENTOpara avaliar se os estudantes dominam essas relações. Consulte o site

Consulte o site <http://www.cdcc.usp.br/cda/ensino-fundamental-astronomia/parte1a.html>. Ele

oferece material didático para professores do ensino fundamental, trazendo atualizações tanto de

acordo com os PCNs quanto com a visão mais recente que a Astronomia tem sobre o cosmos. Oferece

ainda seções como: “histórias que não aprendemos na escola” e “curiosidades”.

AVALIAÇÃOque não aprendemos na escola” e “curiosidades”. A avaliação é diagnóstica e inclusiva. Ou seja, à

A avaliação é diagnóstica e inclusiva. Ou seja, à avaliação interessa o que estava acontecendo antes, o que está acontecendo agora e o que acontecerá depois com o educando, na medida em que a avaliação da aprendizagem está a serviço de um projeto pedagógico construtivo, que olha para o ser humano como um ser em desenvolvimento, em construção permanente. Para um verdadeiro processo de avaliação, não interessa a aprovação ou reprovação de um educando, mas sim sua aprendizagem e, conseqüentemente, o seu crescimento; daí ela ser diagnóstica, permitindo a tomada de decisões para a melhoria; e, conseqüentemente, ser inclusiva, enquanto não descarta, não exclui, mas sim convida para a melhoria. Dentro dessa perspectiva, o que caracteriza o ato de avaliar é ele ser um ato de investigar e, conseqüentemente, de intervir. Desse modo, nesse contexto, o pecado da escola, ao acompanhar a aprendizagem do educando, é examiná-lo em vez de avaliá-lo.

(LUCKESI, 2000, p. 8.)

27

O QUE AVALIAR

Verificar se o estudante:

- Desenvolve a habilidade de orientação pelo sol utilizando as direções cardeais norte, sul, leste e oeste e compreende o mecanismo da bússola.

- Consegue localizar a si mesmo como também outros elementos do espaço utilizando diferentes

referenciais: particulares,

locais e universais (N, S, L, O).

- Elabora pequenos trajetos e é capaz de representá-los graficamente.

- Compreende e decodifica uma legenda.

TEMA : ANÁLISE DO ESPAÇO MEDIANTE O TRABALHO DE CAMPO OBJETIVO Compreender que o espaço

TEMA: ANÁLISE DO ESPAÇO MEDIANTE O TRABALHO DE CAMPO

OBJETIVOTEMA : ANÁLISE DO ESPAÇO MEDIANTE O TRABALHO DE CAMPO Compreender que o espaço geográfico é

Compreender que o espaço geográfico é ocupado por várias sociedades, que se organizam de formas diferenciadas e compõem o espaço global.

de formas diferenciadas e compõem o espaço global. CONTEÚDOS O lugar de vivência: o entorno da

CONTEÚDOS

O lugar de vivência: o entorno da escola.

Paisagem do lugar de vivência: elementos componentes da paisagem (naturais e culturais).

Os códigos criados pela sociedade para organizar o espaço – sinalização de trânsito: vertical,

horizontal, placas de orientação (nomes de rua e praça, indicação de direções, entre outros). Os diferentes lugares do bairro: tipos de moradia, casas comerciais, templos, áreas de lazer e

cultura (parques, áreas verdes, áreas degradadas, escolas, teatros, cinemas, bibliotecas, entre outros). Transformação das paisagens: mudanças e permanências dos elementos naturais e culturais da paisagem no processo de transformação do espaço e os efeitos da ação antrópica no processo de transformação.

efeitos da ação antrópica no processo de transformação. CONVERSANDO SOBRE O LUGAR DE VIVÊNCIA – O

CONVERSANDO SOBRE

O LUGAR DE VIVÊNCIA O ENTORNO DA ESCOLA

Optamos por abordar uma aula de campo porque esta é uma prática essencial nas aulas de Geografia. Ela possibilita a construção de conceitos geográficos por meio da observação, representação, descrição e análise da paisagem.

A paisagem é tudo aquilo que vemos. Ela é formada por elementos naturais e culturais, ou seja,

fabricados pela sociedade, o que lhe confere um caráter histórico. Segundo SANTOS (1991),

“paisagem é a acumulação desigual de tempos e nada tem de fixo, de imóvel, pois cada vez que a

sociedade passa por um processo de mudança (

novas necessidades da sociedade”.

a paisagem se transforma para se adaptar às

)

A aula de campo é uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento de habilidades como a

observação sistemática, orientada e explorada pela intervenção do professor, bem como a

descrição dos elementos observados, que pode ser vista como a capacidade intelectual de

selecionar, ordenar e organizar informações. A representação desses elementos é outra habilidade

que viabiliza o exercício da criatividade, seja na produção textual oral ou escrita, seja no uso de

desenhos, croquis, maquetes, fotos ou imagens.

Antes de uma aula de campo, é importante explicar aos estudantes a seriedade do trabalho,

diferenciando a atividade de um simples passeio.

Os estudantes devem ser orientados para o que observar e como registrar as observações. Elabore

com eles uma relação de itens a serem alvo de destaque. Para isso, o trajeto escolhido deve ser

percorrido com antecedência pelo professor, para que este planeje com segurança o foco, o registro e

a duração da aula de campo.

O trabalho com o espaço de vivência do estudante objetiva desencadear um estudo da realidade

local, sempre relacionado a realidades mais distantes.

Partindo do momento presente, é importante voltar ao passado, muitas vezes, buscando explicações

para as configurações espaciais da atualidade. Também é interessante refletir sobre o futuro.

atualidade. Também é interessante refletir sobre o futuro. PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO Um guia de percurso tem

PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO

Um guia de percurso tem sido visto, geralmente, como material auxiliar ao visitante (e mesmo ao morador) que

pode, com ele, acompanhar um determinado trajeto munido de informações que lhe permitem um razoável

conhecimento do local e uma avaliação das formas construídas que visualiza. No entanto, esse mesmo roteiro

pode transformar-se em excepcional recurso de apoio aos professores que, atuando nos mais diferentes níveis de

ensino, trabalham com a cidade para atingir objetivos específicos de aprendizagem. Para RIBEIRO (1980, p.116),

esses guias de percurso resultam em sugestões de caminhadas a serem feitas, por exemplo, com classes de

escolas primárias, no sentido de desde cedo aprenderem a cidade como um fenômeno sociocultural, mas também

imagético.

(GELPI; SHÄFFER, 1999.)

1. AULA DE CAMPO

Esta é uma atividade que possibilita o estabelecimento de múltiplas relações com outras áreas do conhecimento, que permite aos estudantes opinarem e apreciarem criticamente o espaço, problematizando fenômenos observados. Possibilita ainda o resgate do passado do local, o que leva

à compreensão da organização e da funcionalidade atual do espaço.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

Explique aos estudantes o que é uma aula de campo para que eles não a confundam com um

passeio. A Geografia possui um vocabulário próprio, e o estudante precisa se familiarizar com ele.

Fale sobre o trajeto (itinerário) a ser percorrido, que provavelmente será em torno da escola.

É importante iniciar o trabalho didático focado em Geografia, procurando saber como os estudantes se situam no espaço em que vivem, que elementos dele conseguem perceber e que relações já estabelecem entre tais elementos.

Estabeleça algumas regras para a aula de campo em conjunto com a turma.

Elabore previamente um guia, orientando para o que os estudantes devem fazer.

Especifique o que os estudantes deverão levar, como lápis, papel, talvez uma máquina fotográfica

para efetuar os registros.

Se, por acaso, a escolha recair sobre o percurso da rua da escola, oriente os estudantes para que

observem e registrem o que vêem do lado direito e do lado esquerdo da rua.

Trabalhe com a ordem (sucessão) dos elementos do espaço. Você estará ajudando o estudante a

construir as relações espaciais projetivas, que envolvem o referencial do observador, ou seja, a

perspectiva. É a constatação de que a localização de elementos fixos do espaço pode ser diferente

em relação à posição do observador, isto é, o estudante percorreu a rua e percebeu a ordem das

edificações: farmácia, açougue, revistaria, escola. Na volta do percurso, essas edificações

aparecerão na ordem inversa, embora não tenham mudado de lugar. O que mudou foi o referencial do

observador.

de lugar. O que mudou foi o referencial do observador. Na volta da aula de campo,

Na volta da aula de campo, solicite aos estudantes que representem, por meio de desenhos, tudo o que observaram. Provavelmente nem todos representarão os mesmos elementos. Solicite também que expliquem suas representações.

Explore as noções topológicas por meio de perguntas.

Peça aos estudantes para classificarem os elementos observados e representados em culturais e naturais. Essa classificação pode ser feita por meio de desenho, da construção de um painel ou mesmo oralmente.

Explore a “comunicação” existente no espaço: placas com nomes de rua, numeração das edificações, outdoors, semáforos, faixa para travessia de pedestres, outros sinais de trânsito, placas de estabelecimentos comerciais, propaganda em geral.

31

Questione: Que infra-estrutura pode ser observada no local? Há telefone público, pavimentação, coleta de lixo, iluminação pública, rede de esgoto, correio, transporte, entre outros serviço? Quem presta esses serviços à comunidade?

Questione ainda: Esse espaço sempre foi assim ou já foi diferente. Que transformações ocorreram? Essas mudanças trouxeram benefícios ou não? O que permanece de outros tempos? Assim, haverá condições para o estudante ir construindo a noção de transformação, de permanência e de simultaneidade. Será possível trabalhar com questões ligadas à história do lugar, além de analisar as transformações, que nem sempre são para melhor. Essas perguntas possibilitam uma discussão sobre a realidade observada e as relações entre sociedade e natureza. Sabemos da complexidade desses conteúdos, no entanto, nas etapas iniciais, é possível adequá-los ao nível de compreensão do estudante.

Os estudantes poderão entrevistar algum morador antigo do bairro, procurar fotos ou reportagens sobre o local e depois relatar para a turma o que descobriram.

Para finalizar o trabalho da aula de campo, organize a turma em grupos e solicite que cada um deles apresente para os colegas a sua “leitura”, a sua “representação” do espaço em questão.

É possível também fazer algumas problematizações acerca do que foi observado pela turma. Questões ligadas à conservação e à preservação do ambiente possibilitam debates interessantes.

2. PLANTA DO BAIRRO

possibilitam debates interessantes. 2. PLANTA DO BAIRRO Fonte: IPPUC <http://www.ippuc.org.br>

Fonte: IPPUC <http://www.ippuc.org.br>

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Fotocópia da planta do bairro (1 cópia para cada estudante).

Planta da cidade de Curitiba.

Lápis de cor.

Para esta atividade, é interessante que cada estudante tenha em mãos uma cópia da planta do

bairro.

É possível localizar a escola e outros locais que sejam referência para os estudantes, como uma

igreja, um estádio, uma praça, por exemplo.

Trabalhe com o endereço da escola. Nomes de rua são referências importantes. As ruas próximas

(que formam a quadra da escola) podem ser coloridas.

Nesta etapa do trabalho, a noção de inclusão de espaços precisa ser enfatizada. Conceitos como

bairro, município (cidade), estado e país ainda são muito abstratos para os estudantes, pois ainda

estão em construção. Uma boa estratégia é utilizar caixas de tamanhos variados e formatos iguais, de

modo que uma caiba dentro da outra. A caixa menor, que representará a unidade espacial menor, no

caso o bairro, será colocada dentro da caixa maior (representando o município), que será colocada

dentro da outra caixa maior (representando o estado) e assim sucessivamente.

Todas as escolas possuem a planta de Curitiba elaborada pelo IPPUC. O ideal é utilizar cópias fotocopiadas para que cada estudante trabalhe com um referencial oficial.

Localize o trajeto percorrido na planta oficial utilizando lápis de cor. Localize a escola. No caso de

estudantes que residam no próprio bairro, solicite que localizem a rua onde moram. Explore entre que

ruas a escola está situada. Trabalhe os conceitos de quadra, de ruas paralelas, bem como as

noções espaciais topológicas.

Com base na planta, invente um trajeto para que o estudante possa traçá-lo como se estivesse

procurando um endereço. Utilize as noções de esquerda e direita, próximo e distante, etc.

Depois de explorar bem a planta do bairro, volte a trabalhar com a planta de Curitiba. Mostre a

quantidade de bairros que existe na cidade. Sempre com a planta no chão, deixe que os estudantes a

explorem.

Trabalhe com a localização do bairro em relação ao centro e aos bairros vizinhos. Neste momento, é

possível explorar o conceito de limite (fronteira).

é possível explorar o conceito de limite (fronteira). DICAS DA ÁREA No site do IPPUC (Instituto

DICAS DA ÁREA

No site do IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de

Curitiba), é possível encontrar o mapa de Curitiba com a divisão em

bairros, as plantas de todos os bairros individualmente, além de

mapas temáticos sobre Curitiba. Todos disponibilizados para

download <http://www.ippuc.org.br>.

3. CONSULTANDO O MAPA DA CIDADE

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

 

Rosa-dos-ventos construída em plástico transparente.

Apresente os seguintes questionamentos e solicitações:

-

Em relação ao centro da cidade, em que direção se localiza o bairro da sua escola?

-

Escreva o nome desse bairro.

-

Escreva o nome da rua onde se localiza a sua escola.

-

Localize, na planta do bairro, essa rua e pinte o seu traçado de vermelho.

-

Isso tudo é suficiente para localizar a sua escola?

-

Que outra referência é necessária?

-

Escreva o endereço da sua escola.

-

Procure, na planta, e registre o nome das demais ruas que formam o quarteirão da escola.

-

Contorne, na planta, todo o quarteirão da escola em vermelho.

-

Existe alguma referência importante que identifique o bairro onde está localizada sua escola? Qual?

-

A sua casa está localizada no mesmo bairro da escola?

-

Se você mora em outro bairro, qual é o nome desse bairro?

Se você mora em outro bairro, qual é o nome desse bairro? APROFUNDE SEU CONHECIMENTO O

APROFUNDE SEU CONHECIMENTO

O MAPACOMO POSSIBILIDADE DE REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO

É importante saber ler o espaço, e uma das formas é através do mapa, pois "um leitor crítico do espaço é aquele capaz de ler o espaço real e sua representação, o mapa”.

(PASSINI, 1994, p. 17.)

Os mapas, em geral, representam uma coisa meio mágica e até, de certa forma, incompreensível, embora sejam usados por muitas pessoas e em situações diversas. Cabe-nos, na Geografia, conseguir trabalhar com o mapa como o resultado da síntese de um determinado espaço, seja produzindo-o a partir de observações, de informações e de dados coletados, seja fazendo sua leitura para conhecer determinado lugar. Ele sempre será uma fonte de informação.

O mapa, em suas variadas possibilidades de informar o conteúdo geográfico, o faz de forma gráfica, possibilitando ao leitor visualizar a organização do espaço de forma ampla e integrada às relações de mundo. A sua linguagem é monossênica, ou seja, não é ambígua. É uma linguagem de comunicação visual, sintética e rápida.

(PASSINI, 1994, p.19.)

Sempre se diz que para conseguir ler o mapa e entendê-lo, é necessário que ocorra alfabetização cartográfica, quer dizer, que a pessoa seja, antes, um mapeador. Ser um fazedor de mapas é conseguir dar conta de passar para o papel a representação de lugares ou de fatos e fenômenos que ocorrem em determinados lugares. Desenhar trajetos, percursos, desenhar plantas da sala de aula, da casa, pode ser o início do aprender a fazer mapas. Uma ressalva, no entanto, é necessária, se quisermos construir o conhecimento, procurando desenvolver a cidadania: estes mapeamentos devem ser feitos a partir de dados reais, concretos, da realidade vivida, para que possam desencadear o conhecimento e a reflexão. Neste processo, o aluno aprenderá o que é a legenda, o que significa a escala, poderá entender que a forma de representação é uma escolha e como tal seletiva. Ele poderá compreender o significado do espaço construído. Segundo PASSINI (1998), os mapas devem ser instrumentos metodológicos para se compreender os conteúdos com o que se está trabalhando, pois o sujeito é levado a pensar de forma lógica e a utilizar o raciocínio espacial, seja: fazendo comparações para diferenciar, classificar, ordenar; estabelecendo relações e correlações: objeto X espaço; compreendendo as extensões, delimitações e repartições dos fenômenos, particularizando ou generalizando-os; fazendo a síntese e chegando à essência do conteúdo.

Neste processo de aprendizagem, pode-se fazer o mapeamento de algo que seja importante para cada aluno. De preferência, fazer a representação de um lugar conhecido, do dia-a-dia dos alunos.

Após fazer o desenho destes mapas propostos, vejamos o que se pode refletir, tentando responder as indagações que estão a seguir:

- Como se pode descrever o que foi mapeado?

- Que comparações são possíveis estabelecer?

- Quais as diferenças que existem?

- Como se pode classificar e ordenar o que aparece?

- Quais as relações e as correlações entre a representação feita e o espaço que está sendo representado:

1. Qual a extensão?

2. Quais os limites?

3.Quais os fenômenos significativos que aparecem e como é possível contextualizá-los no

espaço maior?

Ao fazer um mapa, por mais simples que ele seja, o estudante estará tendo oportunidade de realizar atividades de observação e de representação. Ao desenhar o trajeto que percorre diariamente, ele verificará até aspectos que não percebia, poderá levantar questionamentos, procurar explicações, fazer críticas e até tentar achar soluções. Além do trajeto, podem ser mapeados espaços de extensão diversas, como a casa, a sala de aula, o pátio da escola, as vizinhanças, uma indústria e até áreas maiores. Vários conceitos passam a ter significado para os alunos, a serem melhor entendidos, e ao mesmo tempo desenvolvem-se muitas habilidades. A capacidade de o aluno fazer a representação de um determinado espaço significa muito mais do que aprender Geografia, sendo um exercício que favorecerá a construção do conhecimento e o desenvolvimento da criatividade.

(CASTROGIOVANNI, 2003, p. 92.)

PAISAGEM DO LUGAR DE VIVÊNCIA NA SALA DE AULA

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

RECURSOS NECESSÁRIOS

Duas imagens de paisagens diferentes.

RECURSOS NECESSÁRIOS Duas imagens de paisagens diferentes. Arquivo: SME Disponível em:

Arquivo: SME

NECESSÁRIOS Duas imagens de paisagens diferentes. Arquivo: SME Disponível em: <http://www.webshots.com> 36

Disponível em: <http://www.webshots.com>

Para efetivamente estudar um lugar, uma região, um país ou o mundo, não basta apenas descrever suas paisagens, é preciso ir além, pois a simples descrição não nos fornece elementos suficientes para a compreensão do espaço. Portanto, analisar uma paisagem é investigar as razões que a determinaram tal qual ela se apresenta no seu aspecto visível, na sua aparência. É descobrir o invisível da paisagem, ou seja, a sua essência.

Por que as paisagens são tão diferentes?

Essa é a primeira pergunta que sugerimos fazer aos estudantes quando queremos analisar determinado espaço. Ao comparar as duas imagens, não podemos deixar de indagar os motivos que determinaram uma paisagem desta ou daquela maneira, tão diferentes uma da outra. "Por trás de toda paisagem temos, necessariamente, uma dinâmica social que a determina, que a constrói, que a mantém com aparência mais natural ou mais artificial. Assim, estudar hoje geograficamente o mundo, no todo ou em parte, é buscar entender de que forma, como e por que as paisagens nas quais vivemos apresentam as características que observamos. A nossa abordagem, portanto, não se limita à descrição da realidade aparente; mas vai além: propomo-nos a investigar de que modo a sociedade produz o espaço geográfico. Este, então, passa a ser entendido como aquilo que vemos (paisagem) e aquilo que determina o que vemos (dinâmica social)".

(PEREIRA,1987. p. 3.)

A dinâmica social compreende as relações econômicas, políticas e culturais estabelecidas entre os seres humanos. Dessas relações resultam as diferentes configurações espaciais.

Para analisar uma ou mais paisagens, providencie duas imagens que retratem paisagens completamente diferentes. Pode ser uma paisagem do espaço urbano e uma do rural. Com elas, provoque situações ou questionamentos que levem os estudantes a refletirem sobre cada uma delas.

Questione sobre o que a figura da paisagem urbana expressa; se é correto afirmar que há necessidade de muitas pessoas habitarem um espaço reduzido; que razões criaram essa necessidade ou que hipóteses podem ser levantadas acerca dessa problematização (espaço insuficiente para acomodar sua população em habitações térreas, valor econômico dos terrenos, preferência das pessoas em habitar grandes arranha-céus).

Prossiga questionando o que mostra a imagem do espaço rural. Será que a falta de espaço para moradia ainda não é um problema? Existe muito espaço, mas poucos habitantes? Supõe-se que a atividade produtiva ali desenvolvida é bem diferente da que se pratica no local retratado na primeira imagem.

Será que os habitantes dos dois lugares produzem as mesmas necessidades? Será que a demanda de prestação de serviços é igual nos dois locais? E os hábitos culturais dos diferentes habitantes, seriam os mesmos? Essas questões nos auxiliam a conhecer a essência da paisagem, que é transformada continuamente pela sociedade para atender às suas necessidades.

Para o trabalho com a transformação da paisagem ao longo do tempo, permanências e mudanças

no espaço, providencie duas imagens da cidade de Curitiba em épocas diferentes (passado e

presente). As imagens antigas podem ser obtidas no acervo da Casa da Memória ou no jornal Gazeta

do Povo, edição de domingo, na seção Nostalgia.

Questione:

A

sociedade curitibana da década de 30 possuía necessidades muito diferentes da sociedade

curitibana atual? Qual era a demanda de energia elétrica na época? Que eletrodomésticos e eletroeletrônicos eram utilizados? Como era o sistema viário da cidade? E as estradas? Que veículos circulavam por elas? E os meios de comunicação, quais eram?

Com o passar do tempo e o aumento da população, novas necessidades foram criadas. Basta pensar nos meios de transporte, no sistema viário e na velocidade dos meios de comunicação na década de 30 e atualmente.

Este é apenas um exemplo de como trabalhar a paisagem com os estudantes. Como já alertamos, existem outras formas e pode-se criar outras mais.

existem outras formas e pode-se criar outras mais. AVALIAÇÃO Para a prática de avaliar necessitamos de

AVALIAÇÃO

Para a prática de avaliar necessitamos de um currículo centrado no desenvolvimento, na construção, na experiência

da igualdade e da democracia, no seu mais preciso sentido.

(LUCKESI, 2000.)

O QUE AVALIAR

Verificar se o estudante:

- Compreende que a localização de elementos fixos do espaço pode ser diferente em relação à

posição do observador.

- Classifica os elementos do espaço em naturais e culturais.

- É capaz de analisar de maneira simplificada a paisagem do lugar de vivência.

- Utiliza os referenciais do espaço de vivência, tais como nomes de rua, números, edificações

conhecidas pela comunidade, nas atividades de localização e representação.

- Decodifica sinais elementares de trânsito.

- Constrói as noções de transformação, permanência e simultaneidade nas questões relacionadas ao

espaço geográfico.

- Compreende o significado de uma planta e a utiliza para localizar diferentes lugares com o auxílio da

rosa-dos-ventos.

38

- Está construindo a noção de inclusão de espaços.