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3 UNIDADE 1 - Introdução
5 UNIDADE 2 - Educação, reeducação e terapia psicomotora
8 UNIDADE 3 - Perturbações, distúrbios e alterações psicomotoras
8 3.1 Perturbações psicomotoras

12 3.2 Distúrbios e alterações psicomotoras

16 UNIDADE 4 - As necessidades especiais
17 4.1 Deficiências sensoriais

18 4.1.1 Deficiência visual

19 4.1.2 Deficiência auditiva

SUMÁRIO
20 4.2 Deficiências físicas

22 4.3 Deficiências mentais

23 4.4 Crianças superdotadas

28 UNIDADE 5 - Observação, medição, diagnóstico, avaliação e ações motrizes
29 5.1 Diferenças entre mediação e avaliação psicomotora

31 5.2 Diagnóstico psicomotriz

32 5.2.1 O primeiro nível das ações motrizes: as habilidades

32 5.2.2 O segundo nível das ações motrizes

33 5.2.3 O terceiro nível das ações motrizes

33 5.3 As fases do hábito motriz e seu tratamento metodológico

33 5.3.1. Primeira fase: de familiarização

34 5.3.2. Segunda fase: de aperfeiçoamento

34 5.3.3. Terceira fase: de estabilização

35 5.4. Os analisadores externos que influenciam nas habilidades, nos hábitos e nas destrezas

35 5.4.1 O analisador visual

35 5.4.2 O analisador auditivo

36 5.4.3 O analisador tátil

36 5.5 Os analisadores internos que influenciam nas habilidades, nos hábitos e nas destrezas

36 5.5.1 O analisador cinestésico ou coordenativo

37 5.5.2 O analisador vestibular ou do equilíbrio

41 UNIDADE 6 - Bateria psicomotora de vítor da fonseca
43 6.1 A utilização da BPM para um grupo de alunos portador de deficiência visual

46 6.2 Atividades para o desenvolvimento das diversas habilidades

49 REFERÊNCIAS

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UNIDADE 1 - Introdução

Para diagnosticar, avaliar e tratar pro- cos. Em segundo lugar, deixamos claro que
blemas relacionados à psicomotricidade, o este módulo é uma compilação das ideias
primeiro passo é justamente entender as de vários autores, incluindo aqueles que
diferenças entre educação, reeducação e consideramos clássicos, não se tratando,
terapia psicomotora, bem como ter bem portanto, de uma redação original.
definidas as perturbações, as alterações
e os distúrbios psicomotores, portanto,
estes assuntos abrem o módulo.

Na sequência, lembraremos sem muito
aprofundamento, as necessidades espe-
ciais, uma vez que o psicomotricista tam-
bém irá trabalhar com os portadores de
necessidades especiais ao longo de sua
trajetória profissional.

A teoria e as ações motrizes também
fazem parte desse arcabouço, principal-
mente se pensarmos que os hábitos, as
habilidades e as destrezas fundamentam
a prática psicomotora.

Observação e diagnóstico são apresen-
tados e analisados na sequência e, por
fim, como não poderia faltar, detalhamos
a bateria psicomotora de Vítor da Fonse-
ca, imprescindível para o trabalho do psi-
comotricista.

Esperamos que apreciem o material e
busquem nas referências anotadas ao fi-
nal da apostila subsídios para sanar possí-
veis lacunas que venham surgir ao longo
dos estudos.

Ressaltamos que embora a escrita aca-
dêmica tenha como premissa ser científi-
ca, baseada em normas e padrões da aca-
demia, fugiremos um pouco às regras para
nos aproximarmos de vocês e para que os
temas abordados cheguem de maneira
clara e objetiva, mas não menos científi-

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UNIDADE 2 - Educação, reeducação e te-
rapia psicomotora
A Educação psicomotora é uma técnica permite que criança se identifique verbal-
que, através de exercícios e jogos ade- mente e respeite o momento de início da
quados a cada faixa etária, leva a criança atividade.
ao desenvolvimento global do ser huma-
2. Desenvolvimento do jogo – nesse
no. Ela deve estimular, de tal forma, toda
momento a criança pode atuar livremente
uma atitude relacionada ao corpo, respei-
nos brinquedos (jogando, expressando-
tando as diferenças individuais, uma vez
-se, pulando, etc.).
que o ser humano é único, diferenciado e
especial, e levando a autonomia do indiví- 3. Término ou saída – O grupo se re-
duo como lugar de percepção, expressão úne novamente para dizer o que fez, ou
e criação em todo seu potencial. seja, fazer um resumo das atividades.

Dentro da educação psicomotora A entrada ou início e o término podem
deve-se alcançar três metas básicas, acontecer de várias outras maneiras, por
ou seja, seus objetivos: exemplo: contar histórias, rodas canta-
das, jogos e etc. Desta forma, a criança
1. A aquisição do domínio corporal: será estimulada e ficará “acordada” para a
definindo a lateralidade, a orientação es-
atividade proposta.
pacial, desenvolvendo a coordenação mo-
tora, o equilíbrio e a flexibilidade. Para a criança interagir neste processo,
é necessário que o professor saia de sua
2. Controle da inibição voluntária: me- postura e assuma uma postura de obser-
lhorando o nível de abstração, concentra-
vador, para que a partir daí possa interfe-
ção e desenvolvendo as gnosias.
rir no processo de desenvolvimento (MA-
3. Desenvolvimento socioafetivo: re- CHADO, 2007).
forçando as atitudes de lealdade, compa-
O trabalho da educação psicomotora
nheirismo e solidariedade.
com as crianças deve prever a formação
Para se realizar uma atividade de edu- de base indispensável em seu desenvolvi-
cação psicomotora, é necessário que haja mento motor, afetivo e psicológico, dando
um local apropriado, onde existam vários oportunidade para que por meio de jogos,
materiais para serem utilizados (cordas, de atividades lúdicas, se conscientizem
bolsa, colchão para saltos, jogos de mon- sobre seu corpo. Através da recreação, a
tar, etc.), sendo que as atividades de- criança desenvolve suas aptidões percep-
vem ser desenvolvidas em três momentos tivas como meio de ajustamento do com-
distintos: portamento psicomotor.

1. Iniciação (entrada) – tem como ob- Para que a criança desenvolva o contro-
jetivo reunir a(s) criança(s) para que se le mental de sua expressão motora, a re-
descreva o que vai ocorrer durante a ses- creação deve realizar atividades conside-
são. Este momento é importante porque rando seus níveis de maturação biológica.

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A recreação dirigida proporciona a apren- ducadoras, e é através desta reformula-
dizagem das crianças em várias atividades ção que o uso do lúdico se faz presente,
esportivas que ajudam na conservação da ajudando a resgatar, em sua singularida-
saúde física, mental e no equilíbrio socio- de, o sujeito.
afetivo.
A reeducação tem por elementos
Segundo Barreto (2000), o desenvolvi- básicos para seu trabalho:
mento psicomotor é de suma importância
na prevenção de problemas da aprendiza- I - Perturbações Motoras;
gem e na reeducação do tônus, da postu- II - Perturbações Intelectuais;
ra, da direcionalidade, da lateralidade e do
ritmo. A educação da criança deve eviden- III - Perturbações do Esquema Corpo-
ciar a relação através do movimento de ral;
seu próprio corpo, levando em considera- IV - Perturbações da Lateralidade;
ção sua idade, a cultura corporal e os seus
interesses. V - Perturbações da Estrutura Espacial;

A educação psicomotora para ser tra- VI - Perturbações da Orientação Espa-
balhada necessita que sejam utilizadas as cial;
funções motoras, perceptivas, afetivas VII - Perturbações do Grafismo;
e sociomotoras, pois assim, a criança ex-
plora o ambiente, passa por experiências VIII - Perturbações Afetivas (SILVA,
concretas, indispensáveis ao seu desen- 2004).
volvimento intelectual, e é capaz de to-
mar consciência de si mesma e do mundo
que a cerca. A Terapia Psicomotora é uma prática de
mediação corporal e abordagem relacional
Bons exemplos de atividades físicas que foca nas potencialidades da pessoa e
são aquelas de caráter recreativo, que nunca nos fracassos. Auxilia o indivíduo
favorecem a consolidação de hábitos, o a elaborar novas estratégias e soluções
desenvolvimento corporal e mental, a próprias para enfrentar os problemas, re-
melhoria da aptidão física, a socialização, forçando a confiança em si mesmo e fa-
a criatividade; tudo isso, visando à forma- vorecendo uma melhor atuação na vida
ção da sua personalidade. cotidiana. Tem como objetivo prevenir e
Estudos de Silva (2004) apontam que a superar dificuldades relacionais, de de-
reeducação é urgente, sobretudo, para os senvolvimento e de aprendizagem, assim
problemas afetivos, é a criança com seu como favorecer uma estruturação mais
sofrimento em jogo, escondido em seu saudável da personalidade.
sistema psicomotor, quem inaugura e dá A educação psicomotora concerne uma
lugar a este espaço de reeducação. É ela formação de base indispensável a toda
quem impulsiona perguntas que geram criança que seja normal ou com proble-
novos labirintos, conduzindo-nos conti- mas. Responde a uma dupla finalidade:
nuamente a reformulações teóricas-ree- assegurar o desenvolvimento funcional

a última hipótese pare- ce preferível na medida em que o primeiro tempo de ação terapêutica deverá se fa- zer fora de toda preocupação de desen- volvimento funcional metódico. . Pode estar associada à educa- ção psicomotora ou se continuar com ela. a reeducação psicomoto- ra impõe-se nos casos onde o déficit ins- trumental predomina. A terapia psicomotora refere-se parti- cularmente a todos os casos-problemas nos quais a dimensão afetiva ou relacional parece dominante na instalação inicial do transtorno. Nos casos graves. 2012).6 tendo em conta possibilidades da criança e ajudar sua afetividade a expandir-se e a equilibrar-se através do intercâmbio com o ambiente humano. Ao contrário. ou corre o risco de acarretar secundariamente problemas de relacionamento (LE BOULCH.

1 .Atrasos do desenvolvimento motor. que se choca contra A criança que passa por perturbações seus colegas. Sintoma: uma criança que não conse- balhar efetivamente e contribuir com o gue subir uma escada ou andar para trás. a) Motoras .7 7 UNIDADE 3 . desenvolvimento psicomotor do seu pa. Vimos que as perturbações psicomoto. frente e para trás.Perturbações. os distúrbios cológica por ocasião de nascimento de um e as alterações psicomotoras. objetivos: o teste de Romberg permite ducação comece rápido. toras Sintoma: hemiplegia ou paralisia de um Uma perturbação psicomotora é o mes- dos lados do corpo. corre com o tronco para frente. vindo acompa- e clareza por Silva (2004): nhada de perturbações da coordenação ou pode provir da sensibilidade proprio- I . e também a prova do andar ções de seus familiares só agravam esta cego. Causa: debilidade intelectual por um atra- ciente evidentemente que ele precisa so no nível motor. que sofrem choques afetivos por partida. la. o seu corpo inclina-se em um tipo de reação. e quentemente remontam ao nascimento. 2 . crianças superprotegidas. falecimento ou presença em acidente. distúrbios e alterações psicomotoras Para que o psicomotricista consiga tra. a desordens em todo o seu esquema cor- Sintomas subjetivos: a criança que cai poral e sua imagem corporal. mais a criança se bloqueia estando sentada.Perturbações Motoras: ceptiva. caso haja perturbação. irmão. co. . A reeducação a ajudará a adotar dá alternadamente alguns passos para um outro comportamento e. portanto. os que a cercam a verão de forma mais o trajeto percorrido desenhará uma estre- positiva. pois mostra que a criança tempo passa. problema de ordem psi- conhecer as perturbações. angústia. anda com pés afastados. 3. crianças vamos às definições de maneira simplifi.1 Perturbações psicomo. cada.Grandes Déficits Motores. levando-o 3 .a falta de equilíbrio pode encontrar sua origem no vestíbulo da ore- explicadas com muita propriedade lha interna ou no cerebelo. são assim chamadas por interferirem nas bases psicomotoras do sujeito. acentuará. psicomotoras. Sintomas vel analisada para que o processo de ree. com regularidade.Perturbações do Equilíbrio. e as punições ou as observa. Causa: as origens fre- mo que “perturbações instrumentais”. lentamente e fechando os olhos isto se gustiada. que bloqueiam e inibem toda progressão. onde a criança de olhos vendados. pois quanto mais encontrá-los. Causas: ras ou instrumentais podem ser classifi- cadas em oito categorias. sente-se mais an. deve ser o mais cedo possí. pouco a pou.

a criança não se concentra em seu trabalho. cerebelosas. exceto diante de um espelho. se não chegar ao pon. motora e neurológica. os mesmos gestos que lhe demonstra. A adiadococinesia – dificuldade costas. psicológicas ou afetivas. Causas: frequentemente de ordem insegura. em suas possibilidades. tivas) conhecem também um problema de equilíbrio devido à sua impossibilidade de b) de perceber com olhos fechados. As realizações da cair das mãos objetos que segura ou fre- . c) quando não conseguem reconhecer de superficial ou profunda. mos. e também as crianças instá- sibilidade de manter uma posição. suas ha- abaixamos o seu braço). A assinergia – defi. Há crianças que possuem também to. ou de pé sobre a cadeira e se a saco pesado ou leve). quando os olhos estão fechados.O Atraso Intelectual. ao tocarmos em suas atividade. que vem a Sintomas objetivos: traduzir uma falta de equilíbrio estático a) a criança tem dificuldade ou a impos- ou dinâmico. A criança tem movimentos bruscos e a) quando não conseguem localizar não harmoniosos para realizar qualquer uma sensação tátil. b) quando não conseguem reconhecer ternados. Sin- tomas objetivos: a discronometria . -localização do movimento.Perturbações Intelectuais: Sintomas subjetivos: a criança não faz 1 . é rela- com a ausência de confiança em si mes. Quando pe- e) de avaliar a força a ser dada ao mo- de-se a criança para colocar o dedo sobre vimento (quando se trata de levantar um o joelho. perturbações da sensibilida. temos hipometria. 5 . mas. perturbações um objeto desenhado em sua mão. 4 . uma veis do ponto de vista psicomotor (hipera- postura. uma forma geométrica ou uma letra dese- Causas: perturbações vestibulares ou nhada em sua mão. criança ultrapassar o ponto fixado. trata- -se de hipermetria.atraso d) de executar movimentos finalizados no desenvolvimento do movimento e em (de olhos fechados colocar o dedo sobre o sua parada (Thomas). fica ansiosa.crianças que sofrem quentemente torce os tornozelos. uma posição que fazemos com um de seus membros. c) de perceber um movimento com Sintomas subjetivos: a criança não con- olhos fechados (dizer se levantamos ou segue ter um gesto harmonioso. perturbações da sensibilidade super- ciência de coordenação entre os diversos ficial e profunda: componentes musculares dos movimen- tos. seu nariz).8 b) Psicológicas .Perturbações da Coordenação.Perturbações da Sensibilidade: II . bilidades manuais são inadequadas. de executar rapidamente movimentos al. ao calor. concentrarem naquilo que fazem. tivamente sensível ao contato. A dismetria – a não. Sintomas: a debilidade pode ser leve. deixa moderada ou profunda.

pois não destros. forma suas letras ou seus números em es- pidamente. ela a imita da não descobriu todas as possibilidades inconscientemente. é desajeitada.Perturbações do Esquema Cor. todas as perturbações na defi- V . mas sua mãe canhota. precisando refletir para culdades de reconhecimento esquerda- executar seu gesto. b) Sociais .quando a criança é canho- Sintoma 2: a criança não situa bem ta. a outra mão e também quando a laterali- III . embora não apre- sente realmente problemas motores. mas. não adquirem direção gráfica. outras vezes inicia bem o seu pelho. mas sem perceber se distrai. corpo. mas Consequências: as crianças têm difi- é muito lenta. a) Motoras ou neurológicas . Causas: neonatais. “recorta” com a mão direita. tendo di- niosos. não dominando seu -direita. Causas: ção para as partes do corpo ao desenhá. quando os exercícios de precisão são exe- mo. ficuldade para perceber o eixo vertical. pois ignora o vocabu. espaciais de seu corpo. não sabendo se colocar ou co- IV . ou reita para desenhar ou quando a criança é por falta de concentração. na vida social organizada pelos seus membros ao gesticular. meningite. hemorragia cerebral). mão é ambidestra. Sintoma 3: a criança não coordena de uma angústia de origem afetiva. Sintoma 1: a criança ignora os termos espaciais. escolher. consegue unificar seu corpo. partes de seu corpo (seu desenho é bem pobre para a sua idade e não tem disposi. dade não é homogênea: a criança escolhe poral: bem a mão ou o pé dominante. bem seus movimentos. tendo di- ficuldades na discriminação visual. ou porque ain.quan- -las) e revela-se incapaz de construir um do a criança é destra do pé e canhota da boneco articulado. a forçamos a utilizar sua mão di- percebe bem a posição dos mesmos. mas brinca com a esquerda. inca- .Perturbações da Lateralidade: locar os objetos no lugar certo. como o mongolis. e tem dificuldade de discriminação movimento. lário corporal.Perturbações da Estrutura Espa- nição do esquema corporal são de origem cial: afetiva. como consequência de uma inquietação. visual. o alcoolismo e as moléstias (encefali- cutados com uma mão e os de força com te. destra. suas emoções.quando a criança mal seus gestos do dia-a-dia não são harmo. às vezes agindo ra. mas nunca está segura de saber qual é o lado direito Sintoma 1: a criança não conhece as e qual é o lado esquerdo. pois também não imita bem um exercício apresentado e c) Psicológicas . Causa: nos problemas motores ou in- telectuais. 9 criança são de uma idade inferior à sua Sintomas: a criança não sabe qual mão idade real.

não se plesmente esqueceu a que corresponde o situando em “ante” e “depois”.Perturbações da Orientação Es- capaz de copiar uma frase sem erro. mas não tem memória espacial. Sintoma 3: a criança percebe bem o es- paço que a circunda. o que acarre.embaixo. não ções que os mesmos ocupam na direção conseguindo perceber nenhuma ligação em cima . em cálculo. mo regular ao correr. corporal com perturbações da laterali- não encontrando o seu lugar em uma fila dade. os primeiros ocupam todo o espaço. bendo o que é primeiro e último. Sintoma 7: a criança tem dificuldades mos espaciais. ela nunca sabe cimentos. podendo sos muito compridos e muito curtos. sua corrida é de pas- versibilidade e a transposição. não conseguindo construir frases. não sabendo se vai passar pela Sintoma 2: a criança não percebe os direita ou pela esquerda. temendo os espaços grandes. mas mal percebe as posi. nas nhos. mas orienta-se com Causas: má integração do esquema dificuldade.direita. não per- de mais tempo do que uma outra para ad. ganizando bem a direção esquerda-direi- ta e engana-se na ordem das palavras es- Sintoma 5: a criança não tem organi- critas. pois choca-se contra seus colegas. esquerda .direita. lhimento em suas experiências.10 pacidade de orientar-se para estabelecer teralidade e de percepção esqueda-direi- uma progressão de grandezas e dificil. pois sua no. cobrir a ordem e a sucessão dos aconte- baixo. ção no que aprendeu hoje. Sintoma 4: a criança orienta-se bem. sua esta dificuldade vir de um problema de la- . má e quando seus pontos de referência mu. nunca está no mesmo ponto que tará atrasos na aprendizagem da leitura e os outros. mas só devem ser considerados apenas mente encontra suas coisas. frases e não percebe o que dura mais ou os seguintes terão dimensões cada vez menos tempo. Em seus dese. o que vai depressa e quan- menores “por falta de lugar” e precisará do há uma parada. perde-se. coletiva. não se or- símbolo. misturando os fatos. cebe os números que faltam e na leitura quirir noção de obliquidade. Sintoma 3: a criança não tem um rit- Sintoma 6: a criança não assimila a re. mas está muito despreparada para ditados e pacial: embora não tenha nenhuma deficiência Sintoma 1: a criança é incapaz de des- de percepção na direção em cima . distinção entre sonho e a realidade e o to- dam. ta. e só há anormalidade a ção de lugar não é nítida. zação espacial. partir de 8 anos. não sa- distinguir com segurança o b do d: sim. da escrita. tendo também causa psicológicas se estiver em lugar diferente do habitual como instabilidade em seu raciocínio. a partir de 6 anos. pois é VI . intervalos na escrita entre palavras. na direção esquerda entre o que aprendeu ontem e sua utiliza- .em. Sintoma 2: a criança conhece os ter. Mais tarde sin- tetizará seus cursos com dificuldade. para compreender relações espaciais.

bem depressa o que faz. atra- e de organização espaciais. primordiais no processo de aprendizagem das mes- Causas: mas. a solução de problemas e a resolução de pois gastou todo ele para escrever uma cálculos matemáticos. Segundo o ISPE/GAE (2007).Perturbações Afetivas: não vai bem com uma criança. (SILVA. 11 leitura é de forma desencadeada. dificuldades Sintoma 4: a criança não tem noção da em relação com a escrita. quando algo VIII . depois escreve muito mal a conti- nuação do texto. como instabilidade da crian- ralidade. a leitura.a criança sofreu um son e Alzheimer. estão por vezes relacionados a aspectos siva e não compreende certos cálculos ba. pressionada pelo pouco A fase pré-escolar e de alfabetização tempo que lhe resta antes de entregar são importantes no desenvolvimento da seu caderno. Em relação à cog- relação ao esquema corporal. falta Causas: má coordenação motora. linha. sos escolares. não consegue organizar seu tempo. mal escritos ou sem uma linha de racio- cínio expressa com lógica. a fala. não faz dade. tem-se em A maioria delas já foram apresentadas relação à motricidade grosseira. não ficar de pé. acontece quando ela quer terminar psicoafetivos. não an- psicomotoras e suas causas estão ligadas dar em linha. deficiências cognitivas/ de aprendizado/ de memória/ Mal de Parkin- c) Psicológicas . túrbios psicomotores. as dificuldades em um modo inelegível. dentre outros. relacionamento social e dez ou crispação dos dedos e problemas familiar. rigi- de concentração. textos seados no ritmo. onde não existem pontos de refe. não compreende. de fina tem-se não segurar um objeto. o não re- conjuntamente com outras perturbações bolar. a) Motoras . os dis- rência suficientes. de late- psicológicos. desorganização e ça. aos aspectos perceptivos e outros associação do gesto com a leitura expres.perturbações ligadas ao Genericamente. transtornos de atenção. Dentre os sinais de alerta.falta de orientação sensoriais. Em se tratando da linguagem.2 Distúrbios e alterações dificuldades de aprender. não cons- psicomotoras trói frases.Perturbações do Grafismo: nados com dificuldade de aprendizado. 2004). Em relação à motricida- ao ambiente familiar. etc. não fazer construções. os distúrbios psico- ritmo irregular da respiração do sujeito ou motores podem ser causados por: defi- a um problema auditivo. não fala de Para Chaves (2007). criança de uma forma geral e. à laterali- . choque afetivo ou vive em ambiente in- seguro. estão relacio- VII . ter 3. distúrbios alimentares. não juntar as mãos. avaliados através de um Perfil Psicomotor. ciências neonatais/ auditivas/ visuais e b) Psicomotoras . como inversão ou troca de letras. dificuldade de retenção e memória. não diz palavras. desequilíbrio. não puxar. hora.

flexos condicionados. antagonistas ou deflexos (al- a Psicomotricidade vem aprofun. b. por outro. agride sem provoca- que são respostas caracterizadas pela in- ção. No homem pamento neurobiológico sujeito a um de. e depois. Os ge a disfunção psicomotora. não se interessa por vimento humano. ço. não brinca com outras crianças. sabe o nome próprio ou apelido. chamados de automatismos elementares. não ri. des orgânicas e influindo nestas respos- tendida como um sistema dinâmico que tas temos os instintos. são dizagem ou de adaptação psicossocial mecanizados (LOUREIRO FILHO. autoconservação individual. Estes reflexos podem ser agonistas.12 nição. cuja origem não é biológica ao seu ecossistema) ou ativos especificamente orgânica. como já falamos. conforme a adapta- humano: bilidade individual. encontramos os quadros a psicomotricidade e que ela reflete um abaixo: estado de vontade do ser humano. responsável pela subentende a organização de um equi. en. não se consola. andar. a motricidade. de uma perturbação ou dificuldade psi. e execução. não procura. Refere-se a necessida- a. a aprendizagem e nos forma hábitos. nos poupam tempo e esfor- Quando tais componentes não se en. tocar instrumentos. Voltando aos conceitos de mo. Enfim. em relação ao lado psicosso- Os inatos são aqueles que nascem co- cial. práxico ou condutivo dos desde as primeiras semanas de vida. por um lado. 2002). hábitos podem ser passivos (adaptação me e não uma doença. tra. traumática ou (comer. contar. Quando há alterações de psicomo- Muito já foi falado até o momento sobre tricidade. 2002). Esses reflexos condicionados geralmente cológica que tende a manifestar-se em começam como uma atividade voluntária termos de desenvolvimento e de apren. esses jogos. não sabe ainda subdivididos em inatos e adquiridos. o psiquismo. ternantes) que são mais hierarquizados dar a interação de duas componen.). etc. não estranha. entendido como o funcionamento de uma atividade Os automatismos adquiridos são os re- mental composta de dimensões socioafe. eliminam nossa contram sistemicamente integradas sur. uma síndro. nem aceita mimos. que ocorrem devido tivas e cognitivas. tendências ou inclinações (LOUREIRO FI- LHO. hereditária. criatividade e nos deixam embotados. porém se exagerados. variabilidade qualitativa de sua produção Nesse sentido. Estupor (ou acinesia) – é a perda vimentos. não sabe as cores ou qualquer le. nosco e são representados pelos reflexos. que os reflexos puros. por já estarem aprendidos. não categoriza semelhanças. ele é misturado com o afeto produzindo senvolvimento e a uma maturação. permitindo certo tes importantes do comportamento grau de variabilidade. Trata-se do efeito ou reflexo Os reflexos condicionados são produzi- corporal. 2004). da atividade espontânea englobando. não podem ser voluntários ou involuntários. si- . que. quando bons. (FONSECA. postural. o que é correspondido pela execução dos mo.

os ges. haver ecolalia (sons). compulsivos. Pode tos. Quando há pequeno aumento ou ções e atitudes. propria. A agitação patológica pode Negativismo – é a oposição ativa ocorrer com caráter uniforme e estrutura- ou passiva às solicitações externas. caso do estupor catatônico (nos esquizo- Estereotipias – são as caracterís- frênicos) e o depressivo (na depressão). ou desordenadamente passiva a pessoa simplesmente deixa de e de forma improdutiva como na catatonia fazer o que se pede sendo característi- esquizofrênica. sem nenhum propósito. te tem extrema sugestionabilidade e faz cos (principalmente nos primeiros). e sim algo “ao lado”. Na ativa. após experimentar acham que as estereotipias cinéticas são forte tensão emocional ou preocupações atos que eram compreensíveis e motiva- que levam a vontade de andar ou levam a dos. sem frenia e quadros demenciais. a fala. ciente entende a pergunta do entrevista- Maneirismos – ocorrem em esqui. não deliberada. etc. mais difícil de distingui-las dos cerimoniais tam a agitação e inibição motora. imobilidade. respectivamente. represen. Vem e vai bruscamen. e com a pergunta. a pessoa faz tudo depressão. A inibição ocorre. eles o fazem. lavras (verbigeração). Ocorre na esquizo- há imitação de um comportamento. e às vezes e amenciais. com catatônica e representa ação imotivada e uso de preciosismo verbal. que se caracteriza isso a “reação de último momento”. onde o pacien- esquizofrênicos. O ne- por uma extrema agitação. de fundo neurótico. ou são caracterizados por gestos artificiais. dor.). propósito (gestos. o pa- aos outros ou ao próprio paciente. necessitando gativismo verbal pode se apresentar na intervenção imediata para impedir danos forma das pararespostas (ou seja. ou busca de posi- comotor. próximo). Um grau ainda mais elevado quando desistimos. frases. 13 multaneamente. ecomimia (mímica) e te em crises de agitação psicomotora. estados confusionais ao contrário do que se pediu. As estereotipias cinéticas são confundi- dos como inquietação e lentificação psi. porém estes são atos com- mente ditos. O negativismo faz parte da série ou linguagem e escrita rebuscada. de ser mens). lísticos e caligráficos. sendo de agitação é o furor. porém não responde algo compatível zofrênicos. ticas do catatonismo onde há repetição Agitação e Inibição Psicomoto. por exemplo. Alguns como por exemplo. nervosa da pessoa que a realiza. e pa- ra – são graus de determinado estado psi. É alterações mais acentuadas. a marcha. na envenenado). Podem ocorrer alterações da plicados que servem para aliviar a tensão psicomotricidade em indivíduos normais. . das com os tiques nervosos. Quando são são elementares. a mímica. etc. onde tudo o que é mandado. diminuição dos movimentos são designa. Na do como na mania. oligofrênicos e histéricos. estupor. epilepsia e psicoses in- co o mutismo e a sitiofobia (medo de se fecciosas e tóxicas (como no delirium tre- comprometer. de ser internado. floreados esti. automática de movimentos. Obediência Automática – que é Ecopraxia – também ocorre em o oposto ao negativismo. oligofrênicos e histéri. É o ecografia (escrita). atitudes etc. que perderam sua causa. porém esses comotoras.

vindas do plano afetivo). Extravagâncias Cinéticas. proporcionalidade dos gestos e atitudes. . Deliberação – onde ponderamos os motivos (razões intelectuais) e os mó- veis (atração ou repulsão. ou seja. (LOUREIRO FILHO. tônus postural. Pode ser descrito como a perda da gracilidade. também chamados de volitivos. relacionados e de- pendentes da inteligência e do afeto. 2002).14 Catalepsia. A flexibilidade cérea é a conservação de uma posição. sendo as seguintes: 1. eles acontecem em quatro etapas. 4. como a rigidez facial (o pregueamento da testa em “M” é característico da ca- tatonia). 3. esqui- zofrenia e parkinsonismo. 2. paratimias (a mímica não está em concordância com o pensamento ver- balizado). Decisão – demarca o começo da ação. co- mum da conduta esquizofrênica. Sobre os atos voluntários. Pseudo-Flexibilida. ocorrendo no parkinsonismo. da naturalidade. espontaneidade. devido a in- fluência de fatores psicogênicos. enquanto que nos esquizofrênicos e histéricos há pseudo-flexibilidade cérea. Ocorre na histeria. inibindo os móveis e motivos venci- dos. interceptações cinéticas (interrupção brusca de um gesto apenas esboçado). etc. Execução – há os movimentos físi- de Cérea – ocorre devido a hipertonia do cos. focinho catatônico (protusão permanente dos lábios). Intenção ou propósito – inclina- ções e tendência que fazem com que surja interesse em determinado objeto.

Há uma estreita relação entre gus- sentidos em nossos primeiros anos de tação e olfato. O uso integrado que fazemos dos no ar. estímulos varia. No nascimento. tempo um pedaço de bolo. Lamentavelmente. as papilas gustativas. desse importante aspecto do de perigos como alimentos venenosos. a visão e a propriocepção. não a percepção do calor. pele. Os mesmos autores destacam que ma educativo. onde há células especializadas para te de conhecimento. O tato é um dos primeiros sentidos a amadurecer. É im- há o pensamento simbólico e nem o racio. por Legarda e Miketta (2008. os cur. língua. o olfato. azedo e salgado (bordas da língua) e doce (pon- ta da língua). Os sentidos são nossa primeira fon. um fundo adaptativo para nos proteger tamente. quase que comple. somente o mundo sensorial e no conhecimento do corpo e na formação perceptivo. desenvolvimento que não se restringe por exemplo. Nós. 3. faz-se neces. cemos e nos relacionamos com o mundo O sentido do paladar ou gustação en- que são a gustação. dos são fundamentais nos primeiros anos 2008). mas é uma associação pouco apenas a uma forma de conhecer o meio explorada no contexto pedagógico. dade sensorial em nossa cultura e siste. destacam três aspectos importantes e O sentido do olfato funciona com qui- que estão relacionados aos sistemas miorreceptores localizados no nariz e que sensoriais: captam as substâncias voláteis dispersas 1. nossa capacidade de aprender por meio sário uma breve introdução aos nossos de um ou outro sentido.As necessidades especiais Para falarmos das diferentes necessi. outro a audição. p. do frio e da dor. utilizam melhor a visão. devido a língua ter de cumprir outras funções como articular a fala. MIKETTA. a au- contra-se nos receptores localizados na dição. cínio lógico. de vida. ou seja. 20) exemplo. . ambiente. Esse sen- tido distingue quatro sabores básicos: amargo (parte posterior da língua). Assim sendo. alguns sistemas sensoriais com os quais conhe. A gustação é nosso sentido mais fraco. humanos. o tato. mostramos diferen- dades especiais que fazem parte do rol de ças em nossos padrões sensoriais e em trabalho do psicomotricista. devido à desvalorização da acui. portante no desenvolvimento emocional.15 15 UNIDADE 4 . tendo seus receptores na 2. o que pode ser experimen- vida vai decrescendo com o passar dos tado cheirando e degustando ao mesmo tempos. mas é também uma maneira de conhecermos a nós mesmos. de vínculos afetivos (LEGARDA. existe uma associação entre olfato e as rículos de estudo de crianças com mais de lembranças e que esta relação pode ter seis anos descuidam.

passam a fixar o olhar em obje- tos. que estamos de um objeto para não ba- titui um importante elemento da lingua. a surdez dificulta este aspecto da relação 2007). branco e azul. o tronco”. exemplo. adequada em uma cadeira.1 Deficiências sensoriais tos e locais diferentes. A pro- não só o reconhecimento objetivo dos priocepção nos ajuda a manter a posição sons ambientais (chuva. quanta pressão precisamos fa- gem. Dentre elas te- vimento total da visão. O passo seguinte é apanhar os objetos que vê. que serão A propriocepção é definida por Legar. Entre a 4ª e 6ª sema- na de vida. os recém-nascidos enxer- gam apenas borrões. tir sobre a utilização dos sentidos para A propriocepção acontece por meio de conhecimento e relacionamento com o diversos sensores específicos espalhados mundo além de valorizarmos o desenvol- pelo corpo. p. cons. vimento da acuidade sensorial no sistema . da linguagem falada depende da audição (NISHIDA. sílios. que reconhecem as mudan. A perda da sensibilidade auditiva ou zer para evitar quebrar um lápis (DUTRA. A partir dos dois meses. segurar uten- mentos musicais. As necessidades especiais Nabuco e Cortez (2005) esclarecem que. tais como uma caneta ou um garfo tivamente no processo de comunicação de maneira adequada. até Várias são as deficiências que um ser os cinco anos a criança atinge o desenvol- humano pode apresentar. 19) como “aquele a relação existente entre elas e as práti- sentido que informa sobre a localização cas educacionais para promover a educa- de uma parte móvel do corpo. pois o nosso principal meio de Apresentados os sentidos. de modo que ao completar quatro meses a criança já distingue as demais cores e segue os objetos com os olhinhos. etc. passa a reconhecer as pessoas e estranham ros- 4.). Posteriormente. humana. deste modo. uma vez que se completa a formação da região da retina que permite visualizar detalhes. ter nele. por ção psicomotora. sons de instru. as ima- gens que eram acinzentadas ganham ma- tizes de vermelho. mas participa efe. mos as deficiências sensoriais. a mão. Geralmente. no início. 2007). a julgar a distância entre os indivíduos e. nosso ponto de partida para refletir sobre da e Miketta (2008. em relação a outra de posição Outro objetivo deste tópico é refle- fixa.16 A sensibilidade auditiva proporciona ças de posição e de movimento. O próprio mecanismo de aprendizado ter o ser humano. vamos par- comunicação é através da linguagem fala- tir para as deficiências que podem acome- da. A visão evolui rápido.

17 educativo. cultura. colegas. tra condição específica. versível de diminuição da resposta visual. É considerado portador de baixa visão so veremos exemplos de como trabalhar aquele que apresenta desde a capacidade cada uma dessas necessidades. ência visual conseguir alcançar um desen- nais. mas também há a múltipla deficiência luz ou que não têm nenhuma visão e pre- sensorial onde acontece a associação en. Cegueira Dentre as deficiências sensoriais. Sua aprendizagem 4. porque ao longo do cur. inúmeras pesquisas compro. De- como distúrbios (neurológico. qualquer idade. diária sempre que possível. volvimento compatível com o estágio de pos: cegueira. ana. educação. cisam aprender através do método Braille tre surdez e/ou deficiência visual a outras e de meios de comunicação que não este- deficiências (intelectual e/ou física). geralmente. A deficiência visual inclui dois gru. visão e outras pessoas podem tornar-se dos lhe são estimulados e favorecem sua deficientes visuais em qualquer fase da interação com o meio. Tanto a cegueira total quanto a visão nheça-lhe pelo toque ou talvez pelo seu subnormal pode afetar as pessoas em perfume. A deficiência visual interfere em habili- ção da visão preservada. emocional verá. mas por necessidade esses senti. 2009). é suficiente para que ela retenha na memória a sua voz. outros. senvolvimento. crenças. a capacidade de se tornar independente . professores. grupo étnico. ser incentivado a usar de linguagem ou no desenvolvimento glo. saúde. de perceber luminosidade até o grau em que a deficiência visual interfira ou limi- te seu desempenho. devido às dificuldades de interação com o meio. ancestrais. posição social. mas A deficiência visual é uma situação irre. mesmo após tratamento clínico biente propício para a criança com defici- e/ ou cirúrgico e uso de óculos convencio. ência é corrigível por lentes. cirurgias ou condições de residência ou qualquer ou- tratamento.1. vida (FIOCRUZ. empregadores e em virtude de causas congênitas ou here. O mais importante é criar o am- ditárias. mesmo Um primeiro contato com uma pessoa que sejam necessários recursos especiais. amigos. pessoas que têm somente a percepção da al. Bebês podem nascer sem dinário. vida que se encontrar até que possa ter 2009). Em relação às pessoas com baixa visão. raça. Não que ela seja um ser extraor. aquelas com visão reduzida e cuja defici. vam que a estimulação da visão residual favorece o ganho de eficiência na utiliza. dades e capacidades e afeta não somente a vida da pessoa que perdeu a visão. também dos membros da família. religião. bem jam relacionados com o uso da visão. no entanto. reco. Ela também ocor- re independentemente de sexo. visão subnormal (FIOCRUZ. seu resíduo visual nas atividades de vida bal) que podem acarretar atrasos no de. cega.1 Deficiência visual se dará através dos meios visuais. Visão Subnormal ou Baixa Visão Atentem-se. lisaremos a deficiência auditiva e a visu. É considerado portador de cegueiras.

A (decibéis. toxoplas- tecção de sons até 20 dB N. vel de audição). SEI. sarampo. toxemia. meningite. baixo peso ao nas- A audição desempenha um papel prin- cimento. mose. A terá seu papel na estimulação precoce da grande maioria das deficiências auditivas criança. rio-neural pode ser de origem hereditária Considera-se. mis- geralmente limiares de condução óssea ta. Sensório-Neural: Deficiência auditiva é considerada Quando há uma impossibilidade de re- como a diferença existente entre o de- cepção do som por lesão das células ci- sempenho do indivíduo e a habilidade nor- liadas da orelha interna ou do nervo au- mal para a detecção sonora de acordo com ditivo. Para tanto. otite externa e média.18 e ativa socialmente. inserindo-a verdadeiramente na condutivas pode ser corrigida através de circunstância social em que se encontre tratamento clínico ou cirúrgico. A deficiência auditiva sensó- tional Standards Institute (ANSI . Quando ocorre qualquer interferência professores e profissionais de saúde for- na transmissão do som desde o conduto mem uma “equipe humana” onde cada um auditivo externo até a orelha interna. O audiograma mostra temos a condutiva. inflamação da ce o domínio de uma linguagem visual-es. amigos. carecem de estímu- los dessa natureza (FIOCRUZ. sensório-neural. em geral. abaixo dos níveis normais. en- cipal e decisivo no desenvolvimento e na cefalite. entre elas pode-se citar: corpos estranhos no con- 4. .2 Deficiência auditiva duto auditivo externo. o que favore. Esta defi- (HADDAD. As pessoas com surdez. diabetes. gênita do conduto auditivo. prematuridade. alcoolismo. embora com comprometimento menos intenso do que nos limiares de condução aérea. etc. além de funcionar como um mecanismo de defesa e alerta contra Mista: o perigo que funciona 24 horas por dia. pois nossos ouvidos não descansam nem Quando há uma alteração na condu- quando dormimos. BRAGA. sífilis. Também pode ser causada por traumas fí- sicos. tampões de cera. etc. as pessoas que apresentam resíduo audi- tivo e que. Este tipo de deficiência auditiva é padrões estabelecidos pela American Na- irreversível. 2009). é extre. caxumba. obstrução da tuba auditiva. ciência pode ter várias causas.1989). por sua vez. herpes. central ou surdez central. ní. perfuração do tím- pacial. ção do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou Dentre os tipos de deficiência auditiva do nervo auditivo.1. trauma de parto. Condutiva: mamente importante que pais. que a audição como problemas da mãe no pré-natal tais normal corresponde à habilidade para de. como a rubéola. membrana timpânica. malformação con- são extremamente visuais. manutenção da comunicação por meio da linguagem falada. etc. Também é importante considerar pano. 2009). portanto.

os quatro mem- função física. atividades tônicas reflexas. monoparesia. 1999). por ter paresia (BRASIL. diz respeito à determinação da parte do Alteração completa ou parcial de corpo envolvida. atividades reflexas. monoplegia. necessariamente. criada por um monge tam o sistema muscular e esquelético). paraparesia. movimentos ficiência auditiva pode levar um ano para descoordenados e involuntários. apresentando-se sob bros. 4º do Decreto nº 3.ordem muscular – hipertonias. tetra. se habituado à linguagem oral (FIOCRUZ. mas va. triplegia. aprender a linguagem. Já alguém que ouve . mas dades estéticas e as que não produ- manifesta-se por diferentes graus de difi- zam dificuldades para o desempenho culdade na compreensão das informações das funções. beneditino francês. hipo- um indivíduo que já tenha nascido com de. Ainda encontraremos alterações fun- cionais motoras decorrentes de lesão do 4. Este tipo de deficiência auditiva não membros com deformidade congê- é. tônus muscular (hipertonia. significando respectiva- um ou mais segmentos do corpo. morador de um mos- teiro onde imperava a lei do silêncio. triparesia. “somente os membros inferiores. Ado. sua má-formação ou para comunicação não oral. acompanhado de di- nita ou adquirida. de lesão do sistema nervoso. . minologias “para. dem ser de diferentes tipos.ordem nervosa. acarretando o comprometimento da somente um membro. nesses casos. mono.298/99 da involuntários e incoordenados).2 Deficiências físicas Sistema Nervoso e. exceto as deformi- minuição da sensitividade auditiva. amputação ou ausên- cia de membro. Decorre de alterações nos meca- nismos de processamento da informação Essa definição nos leva a entender que sonora no tronco cerebral (SNC). sonoras. estas po- mada de Libras. obser- Encontramos na literatura diferentes varemos principalmente a alteração do conceitos para deficiência física. 19 Central ou Surdez Central: hemiparesia. tetraple- gia. Quanto às lesões motoras decorrentes tada há mais de cem anos. hipotonia. pode levar um pou- resias. movimentos do no art. paralisia cerebral. 1999). como altera- ções de: Segundo a Federação Nacional de Edu- cação e Integração de Surdos – FENEIS. mente. (BRASIL. mos tomar com base o conceito explicita. a função física pode ficar comprometi- da quando faltar algum membro (quando Entre os muitos instrumentos usados houver amputação). As ter- Legislação Brasileira. tonias. tri e hemi”. monoparesia e tetra- co mais de tempo para aprender. hemiplegia. três membros ou um lado do corpo” forma de paraplegia. no que diz respeito à bem ou que perdeu a capacidade auditi- sensibilidade e à força muscular – hemipa- va depois de adulto. 2009). A deficiência física se refere ao . no Brasil é cha. paraparesia. figura a lin- deformação (alterações que comprome- guagem dos sinais.

pre- As crianças que sofrem dessa patologia maturidade. o que é um grande equívoco! -encefálicos. o parto (traumatismo cerebral ou anóxia em trabalho de parto difícil ou demorado). Miopatias (distrofias musculares). 2007) sintetiza as- Reumatismos inflamatórios. Peri-natais – complicações durante ção especial ao seu estudo. nascimento com baixo peso. auditivo. deficiência física e que chega até a escola. alterações oculares e visuais. em geral. p. como: convulsões que podem levar ao défi- ca. Braga (1995 apud BRASIL. 28). Importante ressaltar que esses distúr- Patologias degenerativas do sistema bios que acompanham a paralisia cerebral nervoso central (esclerose múltipla). tratamentos e oportunidades Amputações. superiores. por falta de oportunidades e de me- temas. temos: cit cognitivo. As doenças ou le. diações que lhes auxiliem na expressão de podem produzir grandes limitações toda sua vontade. anóxia fetal. suas condições de higie- ne. A principal característica da paralisia ce- segundo os segmentos corporais afe- rebral é o déficit motor. dem ocorrer isoladas ou associadas. isoladamente ou em conjunto. her- pes e sífilis). qua- tados e o tipo de lesão ocorrida (BRA- se sempre se pode encontrar um ou outro SIL. distúrbios de deglutição. entretanto.20 comprometimento do aparelho lo. Pré-natais – infecções intrauterinas Traumatismos crânio-encefálico. exposição à radia- A paralisia cerebral é uma das causas ção ou a drogas. portanto. físicas de grau e gravidades variáveis. que a criança vive. faz-se necessário dar uma aten. nutrição. podem ser decorrentes também do meio em Lesões nervosas periféricas. erros de migração neuronal mais frequentes que encontramos como e outras malformações cerebrais. Muitas dessas crianças têm dificuldades comotor que compreende o sistema de se comunicar e expressar devido a suas Osteoarticular. sim: Acidentes. o Sistema Muscular e limitações motoras e não cognitivas e de- o Sistema Nervoso. Malformações congênitas. toxoplasmose. 2006. lidade. são motivo de grande preconceito e discri.etc. principalmente porque as pessoas pensam que é uma deficiência Pós-natais – traumatismos crânio- mental. (rubéola. infecções do sistema nervoso . comprometimento Lesão cerebral (paralisia cerebral). citomegalia. distúrbios do comportamento (BRASIL. minação na escola. 2007). monstram um comportamento alheio à rea- sões que afetam quaisquer desses sis. distúrbio decorrente da lesão neurológica Dentre as causas da deficiência físi. Como causas da paralisia cerebral que po- Distúrbios posturais da coluna. alterações nas funções corticais Lesão medular.

propõe uma proposta de substituição da terminolo.956/2001.. de de exercer uma ou mais atividades Incapacidade – refere-se à res. Sua deficiência e incapacidade re- fletem. conforme o comprometi- . deficiência como da ou anormalidade de estrutura ou fun. Incapacidades refletem e social. mental tem levado a uma série de revisões do seu conceito. mental ou ção. Assim. de inteligência (QI). [. A Convenção da Guatemala. no seu artigo 1ª define Deficiência – refere-se a uma per. MANTO- a Organização Mundial de Saúde propôs AN. para o ensino na escola comum e para a de- ção social ou prejuízo resultante de defi. definição ainda baseada no coeficiente de gia “pessoa deficiente” por “pessoa em inteligência. nomia da pessoa com deficiência. anóxia destacar os efeitos do meio sobre a auto- cerebral (devido a asfixias. uma pessoa pode sentir-se discriminada dente vascular cerebral. ciência. de natureza permanente ou aparência física. foi utiliza- editada. mo- situação de deficiência”. desenvolvido pela situando-a entre as demais e rompendo Organização Mundial de Saúde). to nº 3. A medida do coeficiente Em 2001. causada ou trição de atividades em decorrência de agravada pelo ambiente econômico uma deficiência. com o intuito de derado e profundo. essenciais da vida diária. como uma situação. internali- ências. classificando-o entre leve. cializado. qualquer que seja sua causa. revista e re. que limita a capacida- uma função. às suas necessidades (BATISTA. nal do indivíduo. de um órgão ou de ou transitória. as consequências das deficiências em ter. 21 central (encefálicos e meningites). pela complexidade do seu conceito gens dizem respeito aos prejuízos que o e pela grande quantidade e variedades de indivíduo experimenta devido à sua defi. da durante muitos anos como parâmetro de bal da pessoa com deficiência em relação definição dos casos. 2007). a saber: deficiência. graças às trans- Na procura de uma compreensão mais formações deste ambiente para atender global das deficiências em geral. convulsões ou paradas cardíacas) e aci. incapacidade zada à Constituição Brasileira pelo Decre- e desvantagem social. ao especifi- o seu isolamento. A deficiência mental constitui um impasse Desvantagem – refere-se à condi. abordagens do mesmo. afogamentos. Ela chegou a motivar a car o Retardo Mental (F70-79). O próprio CID 10 (Código aos fatores contextuais e do meio. essa proposta. As desvanta.3 Deficiências mentais contrário. a adaptação do indivíduo e a A dificuldade de diagnosticar a deficiência interação dele com o seu meio. (re) Internacional de Doenças. em um ambiente que lhe impõe barreiras e que só destaca a sua deficiência ou. três níveis para esclarecer todas as defici. finição do Atendimento Educacional Espe- ciência e/ou incapacidade.] uma restrição física. Essa definição ratifica a deficiência mos de desempenho e atividade funcio. ao 4. por exemplo. pois. É relativa a toda alteração do corpo sensorial.. em 1980. ser acolhida. introduziu o funcionamento glo.

2004). traz à tona a 4. causada por um bloqueio de al- altas habilidades existem e também fazem gumas funções. A inibição. Síndromes genéticas. ou seja. A debilidade. por das pelos professores e demais profissionais caracterizar um mal-estar fundamental em da educação. de manifestações dessa deficiência. Também inclui vários outros sintomas Doenças neurológicas. pois podem PRECOCIDADE – Chamamos precoce a beneficiar seus alunos com um trabalho mais criança que apresenta alguma habilidade es- seguro. por parte do grupo de portadores de necessida- exemplo. por exemplo. auditiva. para Lacan. posição débil. É importante que o professor fique atento as causas da deficiência mental. o que coincide Deficiências visuais e auditivas (por com outros diagnósticos de áreas diferentes.4 Crianças superdotadas dimensão do inconsciente. algo que não conseguimos ou não queremos saber. A Psicanálise. como as de caráter sociológico. uma importan- Quando se fala em necessidades espe- te contribuição que introduz os processos ciais. 2007). Algumas causas da deficiência men.. talentosas e portadoras de atividades.] dificuldade do aprendizado e comprome- timento do comportamento”. pode não podemos nos esquecer que as crianças ser definida pela limitação de determinadas superdotadas. quando o sujeito se fixa numa podemos atendê-los no cotidiano da escola. entre as quais a deficiência men- ficiência mental. Teorias psicológicas desenvol- vimentistas. define des especiais por uma gama de justificativas. esclarece por supostas categorias e tipos de Prematuridade. como: a Erros inatos do metabolismo..22 mento. os quais geralmente não estão relação ao saber. qualquer área do conhecimento. porque não são compreendi- o saber. desenvolvida por Freud. finições que auxiliarão em muito na detecção dessas crianças. Mas também define a debilidade como Tentaremos identificá-los e mostrar como uma patologia. se conseguiu fechar um conceito único que Malformações congênitas. visual ou física. pensa-se. num primeiro momento. antropológico têm posições assumidas dian- te da deficiência mental. mas tal. que psíquicos na determinação de diversas pa- ela está relacionada apenas a alunos com de- tologias. Hiperbilirrubinemia. falta de estimulação e trabalhos adequados). pautado no conhecimento e no pro. uma maneira particular de o sujeito lidar com a primeira delas. mas ainda assim não Infecções congênitas. dê conta dessa intrincada condição (MANTO- AN. todos nós temos preparados para atender a esse público. podendo ser natural ao sujeito. pecífica prematuramente desenvolvida em fissionalismo. GÊNIO – É aquele que não apenas possui tal seriam: um talento relevante como também utiliza . O diagnóstico da deficiência mental não se Asfixia perinatal. como o pensamento. de total recusa de apropriação mas primeiro vamos a alguns conceitos e de- do saber (BRASIL. inteligência. “[.

musicais. de forma a poderem ser re- com esta definição. tosas são as que apresentam notável desem- cial do Ministério da Educação e Des. motivação por disciplinas acadêmicas do seu interesse. nados (quadro abaixo). tados que confirmam a expressão de lor. Gerais para o Atendimento Educacional aos Alunos Portadores de Altas Habilidades. 13). capacidade de produção acadêmica. de acordo da pessoa. 23 de forma produtiva. Capacidade psicomotora Desempenho superior em velocidade. isolados ou combi- Altas habilidades refere-se aos com. agilidade de movi- mentos. capacidade Capacidade de liderança de resolver situações sociais complexas. capacidade de Pensamento criador ou resolver problemas de forma diferente e inovadora. p. capacidade de pensamento abstrato. 2009). aquelas pessoas que gistradas em épocas diferentes e situa- apresentam traços consistentemente supe- ções semelhantes (BRASIL. motivação e trabalho mas consistentes. aquelas que duro (AVELAR. forçam resistência. atitude cooperativa. dramáticas. Deve-se entender por “traços” as for- cioeconômico culturais. produtivo Sensibilidade interpessoal. Atenção. penho e elevada potencialidade em qualquer porto. estabeleci. portamentos observados e/ou rela- Capacidade intelectual Capacidade que envolve rapidez de pensamento. controle e coordenação motora. Talento especial para as Alto desempenho em artes plásticas. em 1995. boa me- pecífica mória. Aptidão acadêmica es. 2009). ou seja. permanecem com frequência e dura- ção no repertório dos comportamentos SUPERDOTADOS – seriam. compreen- geral são e memória elevadas. A definição de superdotação que consta na Política Nacional de Educação Especial de Superdotação e Talentos. pois em relação a uma média (por exemplo: indica apenas um dado tipo de capacidade idade. foi proposta a seguinte definição: dos seguintes aspectos. produção ou série escolar) em mental. a partir das Diretrizes duração dos mesmos. gerando obras de va. condições so. . Originalidade de pensamento. 1995. imaginação. artes literárias ou cênicas. podendo ser identificados em Podemos ressaltar que essa definição épocas diferentes (AVELAR. riores em relação a uma média e que sejam permanentes. enquanto que a genialidade resulta qualquer campo do saber ou do fazer. poder de persuasão e de influência no grupo. A superdotação intelectual não pode ser “traços consistentemente superiores” tratada como sinônimo de genialidade. concentração. rapidez de aprendizagem. de uma condição de intelecto. destaca os traços e comportamentos acima da média relacionando-os à permanência e No Brasil. 1994 diz que crianças superdotadas e talen- das pela Secretaria de Educação Espe.

Os pesqui. escondido. habilidades sinestésicas. o proces- bem sucedido. Sua pontuação é realmente uma indicação de como você se com- para em relação à maioria das pessoas em seu grupo de idade. significa que. desafiante. pois. sim um re. nível de inteligência normal. múltiplos critérios devem 1. Envolvimento com a tarefa – moti. ferenciadas. Há poucas evidências de que senvolvimento pessoal de cada um. como artes ou música. percebe- -se que para a identificação de crianças três traços humanos que são: superdotadas. observou-se a ineficá- ferencial teórico que tem o objetivo de cia desses testes. tatísticas. nóstico de classificação. sentimentos e pelo de. Uma pontuação de 100. nica de autoidentificação. pode tam. 2. por Joseph Renzulli foi pioneiro ao dizer exemplo. atitudes e comportamentos (1995). lação à superdotação. um contexto e usá-las. portante. vontade de realizar. e número. requeiram um QI Conhecer esses perfis e tipos é im. por seus principalmente facilidade com linguagem relacionamentos. para identificar um superdo- diversificados. Não neces- Q. pelas vivências. mas. rótulo duplo e autônomo. 15). o que os caracteriza e os tado pode usar o teste de QI e a téc- diferencia enquanto pessoa. Assim como nós. apresentamos abaixo: após anos de estudos. concentração. os testes de QI medem uma são influenciados pela educação recebi. é um rateio geral de sua habilidade de pensar e raciocinar. nos últimos anos. que os comportamentos de superdo- tação consistem de inter-relação de A partir desse conhecimento. . ver novos significados. superdotação são aqueles que das características e dos perfis individu- possuem esse conjunto de traços conco- ais que são aspectos relevantes com re- mitantemente. Criatividade – pensar algo diferen- uma área ou combinar várias. cil. pesquisas e obser- vações. testes de inteligência (QI). retirar ideias de bém apresentar graus de habilidades di. estreita gama de habilidades humanas. p. a partir deles o educa- dor poderá traçar objetivos educacionais Nesse sentido. você tem um vação. Destaca-se aqui a questão Para ele. os superdotados podem apresentar sen. há uma parcela da po- apropriados para o aluno superdotado e pulação que não está incluída nestas es- talentoso. Muitos psicólogos consideram aqueles que oscilam entre 95 e 100 como tendo QI normal ou médio. pois para tanto. perseverança. bastava-se aplicar os Essa tipificação não é um modelo diag. Segundo estudos de Guenther timentos. Habilidade acima da média em al. Entretanto. te. da pela família. pois como diz Winner conscientizar-nos de que esses alunos (1998. superdotação em áreas não acadêmicas. por exemplo. conforme sadores George Betts e Maureen Neihart. quando com- parado à maioria das pessoas em seu grupo de idade. so de identificação era relativamente fá- desistente.24 Um superdotado pode se destacar em 3 . excepcional. distinguiram os perfis dos alunos A – Testes de Inteligência (QI) 1 com altas habilidades em 6 tipos que são: Até algumas décadas atrás.I. já que os testes padronizados não privilegiam áreas mais subjetivas. sariamente muito superior à média. ser utilizados considerando-se informa- guma área do conhecimento.

o que acaba sendo um fator Ao aluno com maior interesse nas crítico para o sucesso na vida. fessor que fique atento: 7. A técnica de autoidentificação é uma das técnicas sugeridas por Guenther Winner (1998) ressalta também algu- (1995) para ajudar nesse processo de mas características apresentadas em re- identificação. à criança sobre seus hobbies e interesses principais. Ao aluno com maior capacidade de pais e colegas. Apresentam alto senso de humor Ao melhor aluno. naturalmente. as atividades desenvolvidas algumas atitudes às quais todo fora da escola. aprender. no processo de identificação. ou antes. tico e vários outros não são medidos. áreas das ciências. do. incluindo Ao aluno mais criativo e original. 23) sugere ao pro. Talento musical. Preferem amigos mais velhos. formas de pensamento professor deve ficar atento: preferidas. Àquele com vocabulário maior. companheiros de sala de aula. Leitura precoce por volta dos qua- tos de seu ambiente. 6. em decorrência de habilidades verbais. so de identificação. Existem muitos fatores que podem afetar sua pontuação como o cansaço. 4. tanto a criança. habilidade de pensar. Ao aluno com maior motivação para enças ou distração. raciocinar e resolver problemas. 3. dos alunos que se destacam em alguns traços é outro 2. Fascínio por números e relações critério que deve ser utilizado no proces. numéricas. sóficos. com instrução mínima. morais. Ao aluno com pensamento crítico mais desenvolvido. A nomeação pelos tro anos. B – Técnica de autoidentificação Ao aluno que está mais avançado na escola em relação à idade. pró- nos e favorecer o seu desenvolvimento. bem como reações a elemen. a ções verbais e ou matemáticas. ximos a ela em idade mental. Ela consiste em perguntar lação às habilidades escolares. Frequentemente brincam sozinhas Este desempenha um papel significativo e apreciam a solidão. artís. além. 5. 25 ções obtidas de fontes variadas. . avaliação e a observação do professor. 1. políticos e sociais. p. Se interessam por problemas filo- Antipoff (1992. como seus professores. da- liderança. mas Ao aluno que os colegas mais gos- os testes dão uma boa indicação de sua tam. quelas obtidas pelo psicólogo através do uso de testes. Para facilitar esta identificação. no sentido de atender às necessidades desses alu. Memória prodigiosa para informa- É muito importante o julgamento.

sam ser revistos e repensados por todos e Muito pode ser feito para os alunos su- cabe a nós professores-educadores. são emocionalmente instáveis. que superdo- nado – os conteúdos devem enfocar temas tação é um fenômeno muito raro. rísticas e áreas de talentos de cada um. que Dessa maneira eles procurarão por soluções. nunca se cidade e talento. esporte. superdotadas. músi. de uma ma. 2000). elas são fisicamen. de- que estimulem a vontade do querer apren- senvolver. dança. crescer e aperfeiçoar sua capa- der e conhecer sempre mais e mais. bientais. Por que po. tunizar que as potencialidades desses alu- nos germinem por todo o sempre. somente dessa maneira você. ideias abrangentes que integram poucas as crianças e jovens de nossas es- uma gama maior de conhecimento. dentro de colas que podem ser de fato consideradas diversas matérias e disciplinas do currículo. poderá opor- neira geral.26 Visto que o conceito de superdotação é nos dentro do contexto educacional: multidimensional. no enriquecimento. Existem muitos mitos com relação às crianças superdotadas e talentosas tais 2. na aceleração. O ensino deve ser centrado na compreensão monstrar habilidade intelectual superior da natureza do problema ao invés de respos- independentemente das condições am. É preciso que aprendamos tencial e talento de seus alunos mais capazes educar no sentido de orientar as crianças com ações que desenvolvam a criatividade. esta posição deve ser revista. patíveis para a realização de atividades pa- cos (AVELAR. uma perdotados talentosos. criatividade. sendo maiores. na maioria das vezes. ralelas ou integradas no trabalho regular da sala de aula. entre outros (WINNER. te fracas. superdotadas de modo a aumentar. Modificação da postura do pro- como: elas conseguem se desenvolver fessor – o professor. sozinhas sem ajuda. sofistica- Para Avelar (2009). conceitos e conteúdos colocados em sala de elas não são produtivas por muito tem. de oferecer respostas prontas e acabadas? ce assim e nada poderá modificá-la. caracte- Segunda Gallagher (apud GUENTHER. Modificação do ambiente – agru- artes. 2009). 1998). ou seja. essenciais para atender a esses alu- . esses fatos preci. que a boa dotação é sinônimo de 3. três elementos são. Dizem também que a criança nas. tas certas. ção e novidade. par os alunos mais capazes em grupos com- ca e não somente em talentos acadêmi. Avelar (2009) nos dá parcela importante no sentido de reco- boas dicas: Caso você seja um professor cons- nhecer capacidades e talentos especiais ciente e deseja estimular ao máximo o po- dos alunos. a criança superdotada continuará a de. esqueça de respeitar os interesses. aula. o talento desaparece na vida não colocar questões para os alunos ao invés adulta. procura e oferece respostas para problemas. a criança superdotada ne- As estratégias mais comuns para modifica- cessariamente terá um bom rendimento ção do conteúdo curricular estão centradas na escola. pois. Modificação do conteúdo ensi- alta produtividade na vida. deve-se observar tam- bém aqueles alunos que se destacam em 1.

por todos os meios. as crianças deverão permanecer orientação espacial. possui duas orientações: cé- Garantir uma comunicação inicial falo-caudal e próximo-distal. para assim não criar um ambiente Garantir todos os recursos que as emocional negativo nas crianças. mas. vel) as anamneses do período de gravidez deverá ser feita uma demonstração para e a do período pós-parto. assim. velocidade ou equilíbrio com ticos orientadores do seu trabalho. a apoio. só aquele necessário cada vez que a criança deva repetir uma prova. figuras geométricas. A psicomotricidade se fundamenta na A criança realizará suas provas com sua adequada transmissão dos impulsos ner- roupa habitual. Por este provas exigem – blocos. comentário com a criança que está sen- linas. que deverão traba- excreção corporal. recomenda-se não fazer nenhum fios. psico-motriz. vas de salto. mas o psicomotricista tra- vosos aferentes ou sensitivos e o eferen- tará. Ter bem organizada a sala ou o con. porque esta é uma variável inviolável. nítidas e operativas. diagnóstico. cada vez que a prova exija uma do e discutido com os pais dela (especial. para garantir um melhor corporal. do avaliada. portanto. porque ambas ela. elásticos. carto. avaliação e ações motrizes O processo de crescimento. aportarão um considerável número de in- O psicomotricista deverá fazer as suas formações que permitirão chegar a con- anotações o mais prudentemente pos- clusões mais exatas. sem antes ter aplicado. a coordenação e o equilíbrio. São fenômenos que a com- fique bem cômoda. etc.27 27 UNIDADE 5 . nunca esque- Psicomotricidade descansa sobre o equi- cer o sorriso e a “mão suave pela cabeça e líbrio entre os músculos opostos e essas o rosto da criança”. isto passa segurança condições precisam ser bem guardadas! para ela. ainda que a crian- mente com a mãe da criança – se for possí. a memória sentadas. garantir plementam: a respiração. sível. ça fale que entendeu perfeitamente bem. maturida. de que a criança te ou motriz. lhar. descalças e sem meias para fazer as pro- Vale lembrar alguns princípios prá. lápis de cor. não possuam nenhuma barreira que a noção do corpo como orientador per- impeça a adequada execução das opera- ceptivo. papéis. a estrutura da percepção temporal. fato. medição. analisa. pondência com as provas que irão ser apli- de e desenvolvimento neuro-cortical e cadas. para. tesouras. a executar as provas que lhe sejam apre- lateralidade corporal-espacial. Mas. rá fazer e. a nutrição e a que as articulações. quando isto acontece. a estrutura da percepção espa- ções e ações motrizes necessárias para cial. demonstração prática. mais segurança. bolas. recomenda-se sultório para os diagnósticos. a com a criança bem familiar. papelão.Observação. enquanto psicomotricista: O psicomotricista deverá explicar com a Nunca começar os diagnósticos das claridade necessária o que a criança deve- crianças. em corres- . a tonicidade muscular.

Por esta razão. onde é necessário se movimen- tar. velocidade. níveis. expressa em parâmetros. (TARRAU. ou para acima pilação dos dados da esfera ou do campo ou para abaixo. ra A medição é o primeiro procedimen. sem transpassar esta.1 Diferenças entre media- EXCELENTE: (DE 90 A 100). BOM: (DE 70 A 79) to para emitir um diagnóstico psicomo. equi- lhor repetir a mesma. utilizados. tirar-se-á que as crianças com tendências A avaliação pode ser considerada como a frustrações. se determinado a idade específico em que eles estejam sendo psicomotriz de uma criança. através da aplicados. Por esta razão. mé- (com outra pessoa) – na frente das crian. elastici- cista) não percebeu bem a prova e é me. Porém. Os do número de operações e/ou ações que instrumentos utilizados devem ter con- tenham que ser exteriorizadas ou para a fiabilidade. rapidez de reação. sempre será baixar a autoestima dela e o segundo ten. possam se sentir melhor o segundo procedimento para emitir um emocionalmente e provar de novo com a diagnóstico psicomotriz. 2007). coordenação. etc. contractilidade. flexibilidade. tanto a primeira vez que sejam qualidade das tarefas motrizes executa- aplicados como quantas vezes eles sejam das. Um de a criar preconceitos de superioridade. porque o primeiro tende a te qualitativa. a pessoa que é medi- É importante também que eles tenham da necessita de exteriorizar fenômenos validade. orientação espacial. etc. 5. exemplo pode ser encontrado no quadro abaixo. percentagens. numa altura que tenha que ser traspassa- Algumas exigências dos instrumentos da. num tempo determinado que se tenha de medição e avaliação dentro da psico- que cumprir ou melhorar. ela INSUFICIENTE: (DE 50 A 59) se manifesta dentro de uma área deter- DEFICIENTE: (DE 40 A 49) minada. REGULAR: (DE 60 A 69) triz. ção e avaliação psicomoto- MUITO BOM: (DE 80 A 89). etc (TARRAU. etc. deverão estar eminentemente psicomotrizes como: mo- fundamentados em leis e princípios ver- bilidade. dade. deste jeito. em determina- motricidade devem ser respeitadas. Ela se fundamen- efetividade típica que ela possa garantir ta nas medições quantitativas realizadas. garan. dentro da psicomotricidade. por este fato. ela sempre se fundamenta Nunca deverá ser feito um comentário em cálculos matemáticos bem definidos: avaliativo – nem negativo nem positivo centímetros. Ela é eminentemente quantitativa. dadeiramente científicos.28 falar para a criança que ele (o psicomotri. gramas. Eles deverão assegurar a com- direita ou para a esquerda. Ela é eminentemen- ças avaliadas. Por esta razão. dias aritméticas. Uma distância RUIM: (MENOR QUE 40) específica que se tenha que percorrer. força. líbrio. resistência. Deverão estar . 2007).

sões que possam ser concretizadas (TAR- Por este fato é que eles são comple- RAU. a necessidade de provas como nos testes. 29 argumentados por fontes verdadeira. meno psicossocial determinado. por um treinador. No entanto. uma estereotipia de operações normas exigem o cumprimento ou contro. eles referenciados por normas e instrumentos exigem medir e/ou avaliar. ou as valorizações referentes a um fenô- va como argumento científico das conclu. tes existentes já utilizados. o tronco área ou do campo que se esteja diagnos- e as extremidades superiores e inferio. Por esta razão. seus resultados nunca chegar a um fim determinado. por um fisioterapeuta. constituem instrumentos científicos. que a instrumentação compiladora seja para as quais eles constituem as “pedras utilizada. tamento de opiniões autoavaliativas ou rais que sejam necessários abranger para avaliativas. etc. por um psico- motricista. de operações e de ações de- de informações referentes à inter-relação monstrando o nível que alcança dentro da dos movimentos entre a cabeça. tamente subjetivos. específicas ou um sistema de ações con- . por esta razão. as pessoas medidas e avaliadas Os instrumentos de medição e avalia- através destes instrumentos. não têm ção científica dentro da psicomotricidade que ser comparadas com uma amostra podem ser classificados em: instrumentos primária (grupo piloto). Porém. eles só per- rém. Esses instrumentos não são tão res. Os instrumentos devem ter ainda obje. tanto nas ser representativa. pulação que constituirá a amostra possui. pecialistas. Deverão permitir realizar um “piloto” antes de utilizar o ins- a comparação com outras provas ou tes. apesar disso. esta população tem que validade do conteúdo utilizado. Exemplo. mas. onde a pessoa medida e des referentes à estabilidade. mas são impor- tantes para as pesquisas de campo em- Esta objetividade deverá cumprir-se píricas como complementos científicos e. porque garantem a obtenção ou o levan- primento dos objetivos específicos e ge. da estrutura e das exigências de um teste Deverão ter aprovação estatística. po. ta uma sequência de movimentos deter- Os instrumentos referenciados por minados. sempre deverão admitir a aplicação mitem constatar ou compilar as opiniões de qualquer uma prova estatística que sir. le de todas as variáveis-chaves que a po- mente acreditáveis como opiniões de es. daí. efetivos como as provas. assim. por um professor de Educação Os instrumentos referenciados por cri- Física. para assegu- Estes instrumentos são criados dentro rar. Eles deverão assegurar o cum. vés de provas. etc. tividade. trumento oficialmente. em qualquer uma das áreas ou campos em para as pesquisas de opiniões populares. 2007). térios já não exigem grupo piloto. 2007). tendo em con- referenciados por critérios. que permitirão assegurar a Por esta razão. quer dizer: tanto por um psicó- angulares” (TARRAU. as provas avaliada tem que executar um sistema de utilizadas deverão garantir a compilação movimentos. ticando. (questionário). se serão como aqueles que são obtidos atra- estivermos medindo e avaliando habilida. a validade de critérios. logo.

tron. I. 5 anos) (seis provas).2 Diagnóstico psicomotriz Porém... Estes ética profissional e com a paciência ade- instrumentos avaliativos constituem a quada do psicomotricista para cada caso pedra angular da avaliação psicomotriz.. do co. empilhar cubos.. da idade psico- motriz de cada criança. des faixas etárias compreendidas dentro Estabilidade básica – equilíbrio num do estudo e a análise da psicomotricidade: pé só. da orientação Manipulação – arremessar. seguir instruções. fatos psicomotrizes mais significativos da Abaixo temos um tipo de avaliação uti. As provas se dividem em: 3ª. alimentar-se.. espaço-temporal. desenhar. pular. maturidade e de da criança..30 secutivas. retirar as roupas. Para as atitudes pessoais-sociais: nâmica geral. para a manipulação ou para significativa.. lavar-se e secar-se as mãos. sempre através deles podem. pescoço. podemos a locomoção. todos eles materializados atra. Duas provas sobre esquema corpo- ral: uma para avaliar o equilíbrio (Controle . 5. imitar som. assim como em inter- para poder analisar a manifestação dos -relação (TARRAU. rabiscar. da atividade do sistema osteo- -muscular. rir. sa sensitiva e motriz. posição sentada. copiar. processo de crescimento. rolagem. pegar. saltar. da lateralidade. guardar as roupas. Para a grande infância (6 a 11 – 12 anos) (seis provas). por isso que qualquer uma escola ou linha Os sistemas de instrumentos para o psicomotriz determinada possui um sis- diagnóstico psicomotriz são diversifica- tema de provas para compilar dados em- dos. psicomotriz do psicomotricista. Para a pequena infância (2 a 2ª.. Duas provas de organização dinâ- tar... A anamnese do processo de gravi- píricos (práticos) que assegurem analisar dez (teste). para as duas gran- Locomoção – chutar.. Para a motricidade grossa: comportamento da transmissão nervo- Estabilidade – cabeça. AVALIAÇÃO DE “DENVER”: Também se pode utilizar o sistema de provas psicomotrizes para determinar o 1ª. agarrar. e. tanto em cada uma destas utilizar a anamnese “pós-parto” (teste) áreas específicas.. gri. Um bom diagnóstico psicomotriz está -se compilar ou obter resultados psico.. intimamente relacionado com a instrução motrizes. Para a motricidade fina: alcançar.. desenvolvimento. 2007). outra para avaliar a coordenação di- 4ª. da coordenação. com sua vés do fazer da pessoa avaliada. etc. equilíbrio. Do mesmo modo. criança. É particular. mica: uma para avaliar a coordenação das mãos.. na medida em que aconteceu seu lizado para diagnosticar a psicomotricida. Para a linguagem: vocalizar. para poder analisar a variável o comportamento das habilidades para a do meio intrauterino possui influência estabilidade. soltar.

Referente ao conceito “hábitos”. O primeiro nível das ações motrizes é o cimentos de Tarrau (2007). habilidades. na percepção e na concentração. sui correspondência com a essência das porque o hábito não é mais que o aperfei. começando pelo primeiro nível: as se manifestam na prática. ainda comete alguns “erros” (operações tricidade. os hábitos e as destrezas. nessa fase.2. os alunos çoamento das imagens ideo-motrizes no ainda cometem alguns “erros” e/ou “movi- córtex cerebral daquele que as estrutura. elas sempre trizes. . uma para avaliar a orga. porém. os adolescentes. na realidade. Quando um alu- habilidades (a base da psicomotricidade). tanto as a menos) e/ou “movimentos desnecessá- crianças. mas constituem o núcleo central de uma forma global. habilidades. zes: as habilidades Vamos apresentar. Não existem maus hábitos ações motrizes e possuem três fases bem porque o hábito é um fenômeno psicope- definidas: dagógico que requer uma sistematicidade prática psicomotriz. Constituem o segundo elo do to de fumar” ou “o mau hábito de beber” fazer.2 O segundo nível das ações motri- inova e/ou cria. to. a inter-relação nível das habilidades. ele é capaz de cum- tos. no está atravessando este primeiro nível continuando pelo segundo nível: os hábi. As habilidades estão fun- executando em correspondência com as damentadas psicologicamente na motiva- problemáticas que forem aparecendo. nização espacial (entre 6 e 11 – 12 anos). daí a importância de este zes último nível das ações motrizes que está O segundo nível das ações motrizes é fundamentado na estrutura motriz dos o nível dos hábitos. utilizando os conhe. os quais se fundamentam nas habili. 31 postural). Duas provas de organização per. ção. demonstrando que das ações motrizes. o ser humano 5. As habilidades são o existente entre três níveis das ações mo. a qual pos- titui o núcleo central da psicomotricidade. As habilidades são conside- ou mudanças nas operações e ações de radas como a fase de familiarização do cada uma das atividades que estiverem hábito motriz. mentos desnecessários”. Abaixo são destacados esquematica- ceptiva: uma para avaliar a representação mente os três níveis de ações motrizes: as (de 2 a 5 anos). Através das destrezas.A fase de familiarização. as quais ocu. primeiro elo do fazer. representam o núcleo principal das é um equívoco. fixou alguns conhecimentos e que sabe ção destes. 5.1 O primeiro nível das ações motri- ralidade e a outra de rapidez. alguns princípios sobre a atividade.2. após a estabiliza. os jovens como rios” (operações a mais) que a atividade os adultos podem fazer as suas inovações não possui. prir (na prática) as orientações teóricas dades. algumas peculiaridades conforme descri- é preciso destacar que dizer “o mau hábi- to abaixo. as destrezas. porque o hábito cons. . são maus costumes. e. a outra para avaliar o controle Isso que se chama comumente mau hábi- segmentário do corpo. complementadas por: uma prova de late. porque. Porém. mas pam o lugar mais alto dentro da psicomo. através delas. das ações motrizes. Esse nível apresenta hábitos.

começar uma primeira fase de familiari- mentando ou eliminando determinadas zação por subgrupos. separadamente e na sequência adequa- riorizadas.3 O terceiro nível das ações motrizes Após. metodológica a ser seguida pelo profes- cologicamente na motivação. Na medida em que vai supervisando os Elas constituem o núcleo central das subgrupos. após o aluno já ter bem este. O educador primeiramente deve de- monstrar a atividade de forma global. na concentração. e basicamente na imaginação (TARRAU. de. na memória. memória. não cada ação. . nas imagens ideo-motrizes e no pensamento 5. assegurando-se a operações. ção. dos. o professor uma problemática dentro da atividade pode dividir a turma em subgrupos e se- ou tarefa motriz que esteja executando. ressaltando o início e o final da reotipado o hábito motriz. Primeira fase: de familiarização perceptivo em imagens e o operativo.A fase de aperfeiçoamento. demonstração acompanhada das devidas sários nas execuções. Psicologi- tematicamente. deve fazer uma comete erros nem movimentos desneces. deve realizar a demonstração de O terceiro nível das ações motrizes é o forma fragmentada. triz e seu tratamento meto- riza seu fazer no tempo requerido e com a qualidade exigida sem cometer erros nem dológico movimentos desnecessários. desta forma. poder re. lecionar os alunos de mais destaque para acelerando ou retardando o tempo. vão deixando de cometer camente. na “movimentos desnecessários” (movimen.3 As fases do hábito mo- ações que a atividade exige.1. segundos para assegurar a qualidade e da em que os alunos vão exercitando sis. na percepção. a atividade e solicitar que cada aluno faça as têm que demonstrar em questões de uma comparação mental da imagem que .A fase de estabilização é a fase que demonstra que o aluno estereotipou perfeitamente o sistema de operações e 5. explicações mais detalhadas de cada uma das ações. na concentração. pode demonstrar novamente “iniciativas” e “inventivas” que as pesso. os sucessos de sua atividade. incre. 2007). eficiência e eficácia. no pensamento. ta pelo nível de criatividade que o alu- no manifesta cada vez que ele enfrenta Num segundo momento. Ele exterio. executando e expli- nível das destrezas. assim como vação. na percep. Abaixo serão fornecidas algumas ins- truções a respeito da melhor condução Os hábitos estão fundamentados psi. na medi. quer dizer.2. também respeitando a sequ- A essência das destrezas se manifes- ência. sor nas fases do hábito motriz. 5.3. supervisão adequada nos subgrupos cria- solver as contradições com mais qualida. elas se fundamentam na moti- “erros” (operações a menos). da destas. na linguagem tos a mais).32 . Constituem o terceiro cando cada uma das ações da atividade elo do “fazer” e elas só podem ser exte. Depois disso. para.

Depois de bem exercitadas todas as 5. Os alunos.2. mentalmente. deve fluenciando na transmissão do sinal per- começar o treinamento ideo-motriz com ceptivo-nervoso-eferente para os mús- elas: medir o tempo de execução e. objeto de aprendizagem.3. deve-se co. porque é possível obser- (deixar de executar uma operação) e o que var as peculiaridades e características das é um “movimento desnecessário” (acres. Quando o aluno já tem bem estereoti- Depois que estas ações mais simples pada a imagem ideo-motriz da atividade estejam bem estereotipadas. em cada aluno. ao restante da turma. solicita-se a observação das ações onde amento. fase de aperfeiço. vimento desnecessários. nesta a menor diferença de segundos entre o fase.3. Na segunda fase. desnecessários. Este 5. fazer com que cada aluno fe- e ações que eles estão observando. não foram cometidos nem erros nem mo- mentos a seguir. para assim poder começar cador orienta a execução da atividade a tratar as diferenças individuais de cada por cada aluno individualmente. no córtex cere- meçar o aperfeiçoamento das ações mais bral deste. permitirá um autocontrole e uma autorre- gulação motriz muito mais perfeita. o que de reforço. as mais as operações e ações que estruturam a simples servem de extrapolação motriz e atividade objeto de aprendizagem. desta forma. Após. até garantir o pergunta quais são as ações mais fáceis da aperfeiçoamento da imagem ideo-motriz atividade e aquelas que resultarem mais e também da estereotipia. estarão bem fixadas e retidas complexas e difíceis. 33 ele tem estereotipada com as operações teriormente. pos- culos agônicos e antagônicos que deverão . solicita-se a cada aluno a execução to da técnica global e. cometerão erros e/ou movimentos tempo executado e o tempo pensado. O educador explica e demonstra o que O educador tem de estar bem atento a é um “erro” numa determinada atividade esta atividade. início desta atividade e fechará o cronô- metro quando o aluno fala que terminou A utilização de um vídeo como proce- sua execução mental. in- neralidades das ações mais difíceis. algumas ativi- por separado está direcionado a garantir dades são recomendadas. para che os olhos e comece a executar a ação que cheguem a uma conclusão ideo-mo. imagens ideo-motrizes estereotipadas centar uma operação).3. Terceira fase: de estabilização trabalho de aperfeiçoamento das ações Na fase de estabilização. O educador controlará o triz. Isso Após a observação de que uma boa significa que a imagem refletida reforça parte da turma está dominando as ge- a estimulação motriz mais adequada. Em seguida. generalizadas serão as escolhidas para começar o aperfeiçoamento destas. ações. Este treinamento dimento auxiliar de reforço constitui um ideo-motriz deve continuar até garantir recurso extraordinário. o edu. a adequada estereotipia. Segunda fase: de aperfeiçoamen. são recomendados os procedi. ele um deles por separado.

que estão sendo passadas para ele deter- triz da atividade objeto de aprendizagem. 5.1 O analisador visual vidade dos tendões. dos ligamentos e das O primeiro analisador é o analisador vi- articulações que deverão se movimentar sual. Assegura que o os analisadores externos: visual e tátil aluno interiorize adequadamente o espa- trabalham de auxiliares. Para que um aluno possa táteis e auditivos.34 agir. e antagônicos). as habilidades. estereotipar adequadamente a imagem .2 O analisador auditivo nas destrezas O analisador auditivo é importante para Os analisadores são possibilidades sen. perceber a área específica onde ele tem Quando o aluno tem bem estereoti.4. nos hábitos e nas destrezas. minadas demonstrações. os analisadores internos: o gência da extensão motriz requerida. ele demonstra ficação necessária dos conjuntos articu- que já tem o “hábito motriz estabilizado”. os hábitos e as destrezas sórias de análise. tomando como pada a imagem ideo-motriz da atividade elemento orientador a seu próprio corpo. nos hábitos e 5. que podem ser visuais. latórios. no tempo requerido e com a dades.4. assim como a autorregulação da ati. cada vez bem estereotipada a imagem ideo-mo. a lubri- tempo requerido. garantindo assim a abran- aprendizagem. tan- tivos. objeto de aprendizagem. controlando e autorregulando adequada- lidade. e deve agir e/ou reagir. da manipulação e da locomoção e mente o tempo de execução das opera- a autorregulação eficaz do movimento do ções e ações ao perceber a distância. para garantir a adequada rém executa as operações e ações de dita elasticidade e/ou contractilidade reque- atividade com a qualidade exigida e no ridas. o analisador visual influen- cia no tempo perceptivo autorregulando o nos que influenciam nas ritmo para o percurso ideal. nem erros (operações a menos). assim como a atividade de força e resistência dos tendões e ligamentos. Desse modo. Quando o aluno tem bem estereotipada assim como a exploração da estabilidade a imagem ideo-motriz da técnica objeto de coordenativa. ele não comete em especial autorregulando a forma que movimentos desnecessários (operações a deverão adotar seus músculos (agônicos mais). psicomotrizes. qualidade exigida. para assegurar. 5. ao “centro de gravidade no corpo”. to da manipulação quanto da locomoção. o sistema de operações e ações que a atividade motriz exige. O analisador visual permite que o alu- no reflita sobre os movimentos típicos de Do mesmo modo. cinestésico ou coordenativo e o vestibular O analisador visual contribui também ou do equilíbrio permitem a coordenação para que o aluno seja capaz de ir auto- adequada entre as habilidades da estabi. Os analisadores exter.4. deste jeito. porém. quando o aluno tem cada operação ou de cada ação. assegurando os ço específico que ele deve abranger para processos sensório-perceptivos mais efe. po. Ele influencia fortemente nas habili- para cumprir. habilidades. poder executar as operações e ações.

etc. estabilizar-se. a manipu- . Ainda corticais dos analisadores: visual. descender. manipular. articu- imprescindíveis na motricidade humana lações e a irrigação nervosa e sanguínea (andar. vai coordenando a inter-relação entre os triz. no ritmo temporal e na coordenação denativo dos movimentos. quando necessária. Ele ativa as capacidades condicionais Este é o analisador “pai” que garante a da força. eferente ou centrífu- go. e especialmente do tátil e. tendões. dade muscular adequada que garante a xar. vas (flexibilidade. dade da expressividade comunicativa do coordenação e equilíbrio satisfatórios. 5. influenciando no percurso espa. na medida em que são executadas triz). é imprescindível demonstrar orientação espacial. da velocidade. elasticidade.) são possíveis porque força e/ou a resistência muscular ideal em o tato influencia quando os músculos. chu. de acordo com te analisador é determinante para a exe. vés do nervo motriz. quer atividade que requer estabilidade. as operações e as ações 5. as articulações.5 Os analisadores inter- de uma atividade determinada.4. educador durante o processo de aprendi- zagem do aluno. o mesmo vai se sentir muito mais orientado e segu- nos que influenciam nas ro para realizá-la. nos hábitos e ditivo está preparado para influenciar na autorregulação da atividade motriz das nas destrezas pessoas. os correspondência com as exigências das tendões. quada que toda operação e ação motriz plicações.1 O analisador cinestésico ou coor- cial. assim como as coordenati. as informações perceptivas recebidas. etc.) para garantir as- seu autocontrole e sua autorregulação.. os ligamentos operações ou ações motrizes que tenham recebem a “mensagem perceptiva” atra. habilidades. os controles e os regulamentos exigem. porque o analisador au. 35 ideo-motriz de uma atividade motriz de. agilidade.3 O analisador tátil sador cinestésico ou coordenativo. O primeiro analisador interno que in- fluencia na psicomotricidade é o anali- 5. ção fina. a influência des. que o professor passa para ele.5. pu. empurrar. para garantir a elasticidade e a flexibili- tar. sim a “preparação osteo-muscular” ade- tendo como elementos diretrizes as ex. correr. auditivo que pareça um absurdo. porque as habilidades mais gerais e músculos. que ser executadas. Este O analisador tátil é fundamental para analisador recebe informações das zonas o bom desempenho psicomotor. da estabilidade. etc. a manipulação e a locomo- rapidez. pular. ascender. terminada. da resistência. as operações e ações motrizes de qual- Em correspondência ao tom e à intensi. ligamentos. na medida O tato desempenha um trabalho mui- em que ele esteja executando e aperfei- to importante na transmissão perceptiva çoando as operações e ações de uma ati- que garante a translação satisfatória do vidade determinada que está querendo “centro de gravidade” na parte central do interiorizar (estereotipar no córtex mo- corpo. cução de toda operação e/ou ação mo.

área. porém. praticar um esporte. desenhar. criança é decorrente de suas próprias concepções e posturas de vida. no fundamental”. sem o objetivo de e ações de uma atividade determinada e promoção. Uma mudança nessa forma de observar va precisa da observação e esta implica a a criança é proposta por Hoffmann (2002. 20/12/96. no tre as dificuldades encontradas no pro- pular.. sultados das avaliações possibilitam o prescindível. sem sofrer a escrever. chutar. rotular ou mensurar também é fundamental para a psicomo. cesso avaliativo.2 O analisador vestibular ou do fase ou estágio seguinte. p. Mesmo Focando na Educação Infantil e re. assim como a identificação de equilibro estático. p. equilíbrio estático e dinâmico e.5. que persiga uma avaliação justa. 47) ressalta.. seção II no artigo 31. mente associado ao analisador cinestési. quando é im. Ele é o encarregado ção Infantil. sumindo. Ela é um importante instrumento influência direta das zonas corticais dos para o acompanhamento e registro do de- analisadores: visual. quão difícil é para o professor dar-se con- da motricidade que garanta a agilidade e ta de que o que ele acredita observar da a rapidez de reação. ele se denuncia ao avaliar pela Segundo Picq e Vayer (1988. possíveis dificuldades e avanços nessa zação da agilidade. arremessar. Não deve ser equilíbrio vista como classificatória ou com finali- O analisador vestibular ou do equilíbrio dade de comparar. os possíveis resultados obtidos com cada tricidade. ascender. Tomando com parâmetro a Educa- co ou coordenativo. avaliação”. a dificuldade de o pro- cender. den- a locomoção tanto no andar. influência de suas próprias concepções. fessor observar a criança. no processo avaliativo. des. contribuindo com o da criança. mas senvolvimento da criança no campo psico- fundamentalmente ele trabalha direta. a avaliação far-se-á me- parte central do corpo. riorizando os movimentos específicos que garantam a estabilidade. imparcial. O analisador vestibular é o “pai” do Percebe-se. A avaliação psicomotora não tem o objetivo de promover a criança para uma 5. auditivo e tátil. etc. sugerin- do que o professor deve ser provocado a As informações obtidas com os re- .233).47) através de uma indagação. p. “na Edu- quado percurso do centro de gravidade na cação Infantil. releitura própria do que vê.36 lação e a locomoção grosa. segundo a LDB nº 9394. motor. a manipulação e Hoffmann (2002. Ele é o “auxiliar principal” do acompanhamento do desenvolvimento analisador vestibular. Este analisador também recebe criança. dinâmico e a materiali. neutra. pois “toda ação educati. mesmo para o acesso ao ensi- fundamentalmente quando ela vai exte. a avaliação é fundamental para o traba- lho psicomotor. na medida em que diante acompanhamento e registro do uma pessoa vai executando as operações seu desenvolvimento. no correr. de de autocontrolar e autorregular o ade. cumprindo uma tarefa que a es- cola exija.

a res. construtora de conhecimento radas que a criança. 37 desenvolver um olhar sensível e reflexivo criança. um processo de avaliação uma ou outra criança poderá se destacar. 123). àqueles fornecidos pela avaliação psi. é vista como ca- A avaliação se baseia em atividades espe- paz. alguns momentos do desenvolvimento. Esse acompanha- mento constante da criança necessita de Sendo assim. auxiliam-no a compreender e fina). O tempo que o professor investe sensível e reflexivo sobre a criança que nesse processo de acompanhar as crian- gere uma verdadeira aproximação entre ças deve ser visto como um momento que ambos. Dessa forma. Os resultados das avaliações psicomo- Os conhecimentos do professor. observando. A avaliação contribui para o professor. ficas. que o leve a ser ainda mais curioso propicie novos conhecimentos a respei- sobre as ações e os pensamentos dela? to da criança. focalizado. nessa pesquisa. a avaliação psicomotora um olhar sensível e reflexivo do profes- assume esse caráter. O processo de avaliação não se A avaliação na EI. p. “os professores não devem se sentir na interação com a criança. quando o profes- sor. Esta é uma par- sor. de. organização espacial e organiza- que as crianças têm ritmos próprios.. 2007). [.48). a partir te vital de seu papel”. lateralidade. A se pode observar com o que se conhece a criança respeitada em sua individualida- respeito do desenvolvimento psicomotor.] precisa resgatar urgen.. em especial com o desenvol- prática. em determinado es- e cultura. cendo em sua sala de aula. direciona sua prática. acompanhar culpados do tempo que passam observan- sua evolução. se baseia na comparação entre aquilo que por estar à frente ou atrás das demais. em sua singularidade. Segundo Moyles (2002. que pode provocar do desenvolvimento psicomotor de cada . toras oferecem informações a respeito do peito do desenvolvimento infantil. no olhar sor utiliza os conhecimentos fornecidos compromissado com o desenvolvimento por esse instrumento para planejar sua da criança. Em ção temporal (IMAI. ativa. to do desenvolvimento diário da criança. criança na execução de atividades especí- temente o sentido essencial de acompa. p. seja capaz que interage com os demais. Ele se estende ao acompanhamen- nhamento do desenvolvimento infantil. A avaliação é diagnóstica e for- sobre a criança. de reflexão permanente sobre as crianças através da observação e da comparação em seu cotidiano como elo da continuida. mativa. na medida em que o professor no dia-a-dia acompanha a evolução de cada Como provocar o professor a um olhar criança. da avaliação. da desenvolvimento dos cinco principais ele- especificidade de cada criança. pertencente a um grupo social tágio de seu desenvolvimento. O profes. nesse processo de reflexão. coordenação motora (global comotora. de realizar. cução das atividades. planejando e do e refletindo sobre o que está aconte- registrando esses momentos. somados mentos psicomotores: esquema corporal. da evolução do seu desempenho na exe- de da ação pedagógica. segundo Hoffmann limita a observar o desempenho de uma (2002. refletir e acompanhar a evolução vimento psicomotor.

Nesses momentos. posteriormente. a sua cultura. vimento se processa. desenvolvimento em outras áreas rele- vantes para a criança. evolução cotidiana e na identificação das . como na realização da avaliação. inicialmente. Esses conheci- cadeiras e lida com as situações de confli- mentos são importantes para programar to entre as crianças. Es- cedimentos de avaliação é evidenciado sas práticas ocorrem em um ambiente fa- na capacidade de o professor observar e vorável. São eles: esquema corporal. O conhecimento dos pro- o desenvolvimento moral da criança. por reciprocidade. po e condições de analisar seus alunos: É almejado que o professor conheça e O professor. no emprego toras ofereçam condições favoráveis ao das sanções expiatórias. ao desenvolver uma prá- identifique esses elementos psicomoto- tica psicomotora na relação estabelecida res. Possibilita que acompa- dentre eles Kamii (1993) e Devries (1991). É desejável que o professor conheça psicológica. observe e identifique fessor e a criança pode contribuir para o possíveis dificuldades na execução das desenvolvimento da autonomia ou he- atividades e. elementos psicomotores que são funda- cimentos nessas áreas (IMAI. reflete a existência de um ambiente favorável ao desenvolvi- Sendo assim. é bom tra- timular ou oferecer as condições favorá- balhar com as questões das regras e limi- veis ao desenvolvimento psicomotor. ções cotidianas. está ocorrendo o 2007). identifique teronomia moral da criança. lateralidade. mentais para o desenvolvimento da crian- ça. É importante que o alguns conceitos a respeito dos principais professor também se aproprie de conhe. O conhecimento dos procedimentos de avaliação pelo professor permite que A relação estabelecida entre o pro- ele. no respeito à criança. as práticas psicomotoras que poderão es- antes de iniciar as atividades. pode estar refle- desenvolvimento psicomotor da criança. coorde- Algumas dicas úteis que podem ser re- nação motora (global e fina). Já a relação ba- contribuem para que práticas psicomo- seada no respeito unilateral.38 reflexões e consequentes mudanças nas na cooperação e no emprego das sanções práticas psicomotoras. nhe os progressos da criança na realiza- oferecem contribuições para o desenvol- ção das atividades e planeje suas práticas vimento de práticas que contribuem para psicomotoras. na sua A relação baseada no respeito mútuo. 2007). esses conhecimentos mento moral da criança. passadas pelo psicomotricista para o pro- organização espacial e organização tem- fessor da educação básica que tenha tem- poral. tindo a existência de um ambiente que re- Ao mesmo tempo em que esse desenvol- tarda o seu desenvolvimento moral (IMAI. interage. que deve ser pautado no respeito acompanhar o desenvolvimento psico- mútuo. no respeito motor da criança em diversas situações. motora. ao acompanhar o desenvolvimento com a criança. como neurológica. tes e certifica-se de que a criança compre- endeu essas explicações. participa das brin- psicomotor da criança. Os estudos algumas dificuldades na criança em situa- de Piaget (1994) e seus colaboradores.

Martinez e Peñalver (2003). obser- vadas no seu acompanhamento no coti- diano. A prática psicomotora. O acompanhamento constante da criança exige do professor um “olhar sen- sível e reflexivo”.39 39 suas possíveis dificuldades. dos jogos e brincadeiras. ocorre em horário definido e ambiente previamente preparado. de acordo com Sanches. que em se tratando da psicomotricidade vai focar especialmente no desenvolvimento psicomotor da crian- ça. Esse “olhar” pode provocar reflexões sobre a prática e consequentes mudanças nas práticas psicomotoras. . dos resultados das avaliações psicomotoras e de dificuldades da criança. não esquecendo da utilização de materiais adequados às ati- vidades propostas que devem ser previa- mente preparados (IMAI. 2007). planejada pelo pro- fessor a partir de seus conhecimentos no campo psicomotor. A prática é realizada pelo emprego. de acordo com os objetivos propostos. no campo psicomotor. Ela é uma ação com intencionalidade.

e isso possibilitou a ele fissionais. anos (FONSECA. senvolveu um instrumento de avaliação Avalia o desempenho da criança numa psicomotora que visava detectar as difi- situação formal. educadores. quer em crianças com deficiên- cia ou dificuldades. normal. graduou. bom ou su- perior (FONSECA. sendo o reflexo das experi- Esse instrumento recebeu o nome de Ba- ências vivenciadas e da especificidade teria Psicomotora (BPM). é pos- destes fatores têm-se a possibilidade de sível retratar seu desenvolvimento di- desenhar um modelo psico-educacional nâmico por meio da aplicação de várias de reabilitação psicomotora. No entanto. entre eles. des e as dificuldades das crianças. 1971). ou seja. avaliações durante um período de tempo. 1995). e através Mas. psicó- elaborar em sua pesquisa de doutorado logos. não é usa- da para diagnosticar déficits neurológicos nem disfunções ou lesões cerebrais. segundo Fonseca (1995). Ainda segundo Fonseca (1995). mas possibilita identificar crianças com dificuldades de aprendizagem motora. “construção de um Modelo Neuropsico. dispráxico. classificando-as quanto ao tipo de perfil psicomotor em deficitário. o perfil psicomotor caracteriza as potencialida- . fora do contexto culdades de aprendizagens das crianças. durante 20 acompanhando assim. biológica. 1995). necessidades mais específicas da criança. Segundo Pereira (2005).Bateria psicomotora de ví- tor da fonseca Vítor da Fonseca. cada fase do de- anos Fonseca conviveu dinamicamente senvolvimento psicomotor da criança. suporte para identificar. terapeutas e outros.40 UNIDADE 6 . de. aplicado em esse instrumento de avaliação psicomo- crianças na faixa etária de quatro a doze tor. O BPM é um instrumento que caracte- riza o perfil psicomotor quer em crianças “normais”. diagnosticar e in- e em sua tese de doutorado. pois não fornece informações neurológicas e patológicas detalhadas. genética e endógena de cada São sete os fatores psicomotores que um. intitulada tervir nas dificuldades de aprendizagens. dando -se em Educação Física (Lisboa. compõem a BPM de Fonseca. português. com inúmeros casos clínicos em centros A BPM pode ser usada por vários pro- de observação. do dia-a-dia. a fim de progressivamente satisfazer as lógico de reabilitação Psicomotora”.

constituindo-se de 42 tarefas. p. . 107). Escala de pontos dos perfis psicomotores 1 Realização imperfeita. incompleta e descoordenada (fraco) Perfil apráxico 2 Realização com dificuldade de controle (satisfatório) Perfil despráxico 3 Realização adequada e controlada (bom) Perfil eupráxico 4 Realização perfeita. Dividindo o valor total obtido A tabela 1 apresenta a classificação do nos subfatores pelo número de tarefas perfil psicomotor. De acordo com o quadro abaixo. os fatores psicomotores são sete. harmoniosa e controlada (excelente) Perfil hiperpráxico Tabela 1 – Classificação dos perfis psicomotores Fonte: FONSECA (1995. a divisão é dos fatores e suas ramificações são as seguintes: FATORES SUBFATORES TAREFAS Tonicidade 04 06 Equilibração 03 14 Lateralização 01 04 Noção do Corpo 05 05 Estruturação Espaço-Temporal 04 04 Praxia global 06 06 Praxia fina 03 03 Cada tarefa aplicada é pontuada por valores que variam de um a quatro. 2005). 41 Segundo Pereira (2005). ao perfil psico- que cada ponto classifica o desempenho motor (PEREIRA. cor- uma escala de um a quatro pontos. detalhando cada um correspondentes a cada fator. obtêm-se deles. da criança. portanto. sendo respondendo. divididos em 26 sub- fatores.

ve- situação de aprendizagem escolar (FON- rificando que estes jogos e brincadeiras SECA. Pereira. Pontos da BPM Tipo de perfil Déficit de aprendizagem 7a8 Deficitário Significativos (moderado ou severo) 9 a 13 Dispráxico Ligeiros (específico) 14 a 21 Normal - 22 a 26 Bom - 27 a 28 Superior - Tabela 2 – Classificação do perfil psicomotor geral Fonte: FONSECA (1995. 45) demonstra que eupráxico. pois ela não permite iden- tor geral (PEREIRA. realizada por meio de jogos pâncias evolutivas de muitas crianças em e brincadeiras. obtém-se uma se. tificar as discrepâncias que possam estar inseridas em algum dos fatores psicomo- A tabela 2 apresenta a classificação tores avaliados. permitindo classificar a nunca se pode analisar isoladamente essa criança quanto ao tipo de perfil psicomo. motor. 1995). 2005). tendo xão (2011) utilizando a BPM para análise sido constatadas a melhora na capacida. somando a pontua. ficiência visual com o intuito de mostrar- ficação do perfil dispráxico para o perfil . p. apresentaram relevância para o aprendi- zado e desenvolvimento infantil dessas crianças. de um grupo de alunos portadores de de- de de concentração e atenção e a modi. pré e pós-intervenção. bem estudos de Rodrigues e Carvalho (1998) como a detecção de sinais desviantes que que analisaram o efeito da intervenção possam ajudar a compreender as discre- psicomotora. p. a BPM é composta de tarefas objetivos distintos e que usaram a BPM que possibilitam identificar o grau de de Vítor da Fonseca e cita dentre eles. 2005) analisaram o dor de deficiência visual perfil psicomotor. geral das crianças quanto ao perfil psico- ção dos sete fatores. classificação. foram vários os estudos realizados com Enfim. 6. em crianças do Jardim I. maturidade psicomotora da criança.1 A utilização da BPM para Já Souza. Mas Pereira (2005) deixa claro que gunda pontuação. Rocha e Tudella um grupo de alunos porta- (2002 apud PEREIRA. Vamos apresentar alguns resultados de uma criança de 11 anos de idade com de um estudo realizado por Moreno e Pai- diagnóstico de déficit de atenção. 115) Pereira (2005.42 Na sequência.

no desenvolvi- (exce¬lente). sendo realizada através da mer e beber. no início das atividades das crianças no As crianças com deficiência visual mes. três a re- o nascimento acarreta uma alteração no alização controlada e adequada (bom) e desenvolvimento da percepção espacial e quatro a realização perfeita da atividade da identificação da forma. sendo um mento neuropsicomotor quando com¬pa- considerando uma realização imperfeita. que quando necessária foi . rado às crianças com visão normal (VEITZ- incompleta e descoordenada da ativida- MAN. dois a realização com dificul- deficiência visual quando presente desde dade de controle (satisfatório). Através dos resultados obti- mento do comportamento social (expres- dos nos subfatores. co- de cada fator. da linguagem e um meio para estabelecer relações emocionais (VEITZMAN. Isso se dá uma vez que a de (fraco). foi calculada a média são mímica. onde as tarefas o desenvolvimento motor. 43 -lhes como ela é importante para um diag. alcançando assim a média BPM que tem como finalidade essencial a de cada fator. Tra- terapia psicomotora promovendo o bom ta-se de uma bateria de observação que desenvolvimento destes sujeitos. mo quan¬do estimuladas precocemente. detecção e identificação de crianças com nóstico que leve a uma efetiva educação/ dificuldades motoras e cognitivas. o desenvolvimento neurop- colchonete. cronômetro dos estímulos encaminhados ao cérebro e fichas de avaliação. sendo re¬alizada ENUMO. em uma sala com aproximadamente da visão. mesa. bola de 5. fita métrica. em condições normais (CUNHA. 20 metros quadrados. comu¬nicação). valores foram divididos pela quantidade Moreno e Paixão (2011) utilizaram a de subfatores.0cm. investiga vários componentes do compor- tamento psi¬comotor da criança de uma A ausência de visão restringe o desen- forma estruturada e não estereotipada. 1996). po¬dendo ser considerado uma psicomotora da criança e detectar sinais importante ferramenta para a aquisição desviantes. Para aplicação da BPM foi necessário 30 minu¬tos com cada criança. sicomotor normal sofre gran¬des alte- goniômetro. 2003). Isso se dá porque cerca de 80% clipes de tama¬nho médio. acentua as ha- que a com¬põem dão oportunidades sufi- bilidades mentais e constroem conceitos cientes para avaliar o grau de maturidade espaciais. período vespertino. 10 rações. volvimen¬to da criança em inúmeros as- permitindo uma análise completa do per- pectos. e o em- Em crianças que apresentam defici- prego de materiais como: cadeira. contato através do olhar. Cada atividade proposta foi pontua- apresentam atrasos no seu desenvolvi- da com nota de um a quatro. assim como soma dos valores adquiridos na avaliação no desenvolvimento da habilidade motora dos subfatores de cada fator. 2003). ência visual. 2003). Foi rea¬lizada uma para a realização da aprendizagem e para observação de forma direta e individual o desenvolvimento da locomoção e da de cada criança por somente um avalia- mobilidade são provenientes dos órgãos dor. telefone de brinquedo. onde esses (SHEPHERD. uma vez que este sentido deflagra fil psicomotor da criança.

Em con- equilíbrio do que os com visão normal. foi constatado estático. Esse dade para realizar movimen¬tos rápidos. que avaliou o equilíbrio de crianças entre dois e cinco anos de idade com deficiên. o que indica que vas. poderá apresentar possíveis alterações onde puderam concluir que os indivíduos na sua tonicidade. outro. O fator praxia fina. do que as crianças com deficiência visual apresentam déficit de equilíbrio tanto No presente estudo. trapartida foi relatado em estudos que indiví¬duos com deficiência visual apre. em ati- que as crianças com deficiência visual vidades em que há emprego específico. Um estudo ainda relata. relataram que a deficiência visual é um obstáculo que interfere profundamente No presente estudo foi constatado al- em todos os sistemas des¬de os primei. através de um ques¬tionário. já que o organismo global entre as crianças com deficiência está estruturado para realizar contínuo visual. estudos que verificaram a teis possibilitam aos indivíduos com de- importância da psicomotricidade na vida ficiência visual. demonstrando que os indivíduos com a deficiência visual não interferiu na late- de-ficiência visual apresentam menor ralização das crianças avaliadas. Em apresentaram resultados estatisticamen- outro estudo pesquisaram a diferença te menores com¬parados com o grupo do equilíbrio estático entre 11 indivíduos controle.44 arredondada. que se essas crian¬ças forem estimuladas Foi constatado neste estudo que as precocemente e repetidamente podem crianças com deficiência visual apresen- ainda que lentamente desenvolver esse taram alteração no fator toni¬cidade. cativas entre as crianças com deficiência . com exceção do fator lateraliza- com deficiência visual e 11 com visão nor- ção que não apresentou diferença signi- mal e encontraram diferenças significati- ficativa entre os grupos. que exerce uma pesquisa realizada sobre a coordena- função reguladora do tônus mus-cular. ção motora geral de indivíduos com defici- Portanto. 2007. Tal resultado está de acordo com feedback através da visão. Em domí¬nio. a criança privada desse sentido ência visual. no presente estudo. onde foi constata. quan¬to dinâmico quando com- que as crianças com deficiência visual paradas às crianças com visão normal. ração significativa nas crianças com defi- 2007). uma vez que as sensações tá- concordância. ci¬ência visual. cia visual através da Escala de Equilíbrio e também apresentou alterações signifi- Mobilidade de Tinetti. com deficiência visual apresentam di- ficuldade na realização de movimentos No presente estu¬do constatou-se coordenados com o corpo inteiro. resultado está de acordo com um estudo amplos e em sequência. apresentam um grande déficit com rela- limitações de experiências e ainda dificul- ção ao equilíbrio estático e dinâmico. ALMEIDA. CARDOSO. No presente estudo foi constatado que sentam defasagens na sua lateralização o fator noção do corpo apre¬sentou alte- (SILVA ET AL. terações sig¬nificativas quanto a praxia ros momentos da vida. a vivência e a noção con- de crianças com deficiência visual para creta do seu próprio corpo e do corpo do seu desenvolvimento global e so¬cial.

chão. balão) crianças. com deficiência visual desse estudo apre- sentaram altera¬ções e/ou déficits no Futebol. fo- . a melhor contribuição que humano em tamanho natural. no desen¬volvimento global. o fator lateralização. a cinco metros de distância para que as tanto. e relatou que o senti. seu desenvolvimento psicomotor. usando papel. andar com a bola em Listamos abaixo uma série de ativida. cativas nessas crianças. a fisiotera¬pia pode prestar para essas Correr com fitas coloridas sem dei- crianças é através da esti¬mulação neu. por baixo das pernas. coordenação das atividades Coordenação motora global: manuais e pela relação do olhar e o mover Montar quebra-cabeça gigante no das mãos. para o alto e não deixá-las tocar o chão. ções sensório motoras já descritas ante. Fazer círculos de bambolê para as soal/social dessas crianças. Fazer no chão. mos que existem muitas outras que po- coce pode contribuir para a prevenção do dem ser trabalhadas em sala de aula. entre. crianças passarem por dentro. da cabeça.2 Atividades para o desen. médias e pequenas. nas atraso neuropsi¬comotor de crianças com disciplinas de artes. uma coordenação manual adequada. sentar em cima da bola e andar bilidades deslizando com ela. ropsicomotora. imagem do corpo Portanto. Paixão (2011) mostram que as crianças Amarelinha. dentre deficiência visual. um estudo inves. mas ressalta- tigou a forma pela qual a estimulação pre. Entrar em caixas de papelão gigan- riormente e essas alterações interferirão te. Assim. um balde. impli¬cando assim em altera. não apresen. nhas ou grãos que estão distantes. Em concordância. uma vez estando a criança privada desse Fazer um tabuleiro grande para jo- sentido ela sofrerá interferências para gar trilha com pessoas. Os resultados obtidos por Moreno e Rodar pneu de borracha. tinta ou sucata. des que auxiliam o desenvolvimento das Coordenação motora fina: diversas habilidades ou coordenação. 45 visual. matemática. do da visão é responsável pelo comando. cima da cabeça. crianças possam enchê-las pegando boli- tou diferenças estatisti¬camente signifi. Com bolas: passar a bola por cima 6. cando na educação física. xá-las tocar o chão. já que a ausência da vi- são leva à uma passividade por parte das Jogar bolas de ar (bexiga. consideran- do os aspectos psíquico. outras. estabelecen¬do assim a co. quando Colocar cartelas de ovos vazias comparadas às crianças videntes. cognitivo e pes. jogar a bola a três metros de distância dentro de volvimento das diversas ha. antecipação. ordenação viso-tátil-cinestésica.

cinco-ma. batendo dedo no peito. Morto-vivo. Basquete. Atividades para explorar o som do Moldar bolas de ar em formato de próprio corpo (usando os pés. Lateralidade: Tiro ao alvo. Cordas. Jogo de argolas. Corrida do ovo na colher. Dardos. Percepção espacial: Amarelinha. Pesca em barracas de festa junina. . dominós. Girar no carrossel. Blocos lógicos. Percepção corporal: Bexigas/balões. Cordas. Esconde-esconde. Argolas. Argolas. Bambolê. talando os dedos. Tênis de mesa ou pingue-pongue. Trilha. mãos. ela tem outras utilidades nobres). Corrida de ovo na colher. Pneu/ câmara de ar. palmas. Fazer um relógio de sol no pátio da Basquete. Cabra-cega. Atividades para movimentar-se a volve os olhos e as mãos ao mesmo partir de sons (a música não deve ser usa- tempo): da somente para fazer relaxamento. Percepção musical: rias. Pular corda.46 Bola de gude. separadamente ou em conjunto). Peteca. Bolas. Coordenação viso-motora (parte da coordenação motora fina que en. Pebolim/totó. a mudança da direção do sol e a passagem do tempo. Pular cordas. Dardos. escola para que as crianças acompanhem Corrida do ovo na colher. es- pessoas e animais. Percepção temporal: Morto-vivo.

Danças circulares. Danças de rua e danças livres (AL- MEIDA.47 47 Andar sobre cordas. . 2007).

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