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Três temas de Natal do ponto de vista místico

As luzes de Natal iluminando nosso interior

Em mais um fim de ano vemos a luz de Natal, iluminando nosso espírito interior.
Pois em Belém de Judá nasceria o rei dos reis, e assim teríamos em Cristo uma divisa
para a humanidade, que superaria a diferença de raças e pregaria o amor a cada criatura.
E vemos as luzes nas casas e nas árvores que nos anunciam esse espírito de paz as
nações, bem como de uma nova aliança, a que Jesus, cujo nome seria Yeshua,
reparando aquele pecado da árvore do conhecimento, a que Adão e Eva sucumbiram. Tal
reparação faria surgir o Novo Homem, ou uma humanidade centrada no amor que seria a
coluna da misericórdia, tão revelada pelos ensinamentos e práticas de Cristo. E o Verbo
encarnado nos mostrou a palavra de salvação, e cada dia nos aproxima mais de
conhecermos esse serviço desinteressado, a que podemos fazer em Nome Dele. A
caridade cresce nessa época, o perdão, a paz e mesmo o descanso. Se assemelha a um
Sábado, Shabat, em que é tempo dedicado a espiritualidade. Cada um constrói um
templo em seu corpo, e assim o culto é a vida, que se manifesta em sabedoria.

Cristo está entre nós na natureza

O espírito de Cristo está entre nós na natureza, em cada Páscoa é crucificado para
ressuscitar e no Natal nascer. Nasce assim a vida que vem a ensinar a substituir a Lei
pelo amor. O raio de Cristo Cósmico brilha e envolve todas as coisas. Yeshua que é um
partsuf, do ponto de vista cabalístico, um rosto de Deus, mostra um olhar de fogo, um
olhar que nos ilumina, uma lâmpada colocada ao alto, para que todos vejam, espalhando
o Evangelho de amor. O Natal faz com nasça em nós um pouco dessa caridade, pois os
últimos serão os primeiros, e quem julga será julgado. Assim as espiritualidades que
dividem dão lugar a fraternidade universal, e Cristo nos ensina a receber o samaritano, o
cobrador de impostos, a mulher condenada, os excluídos em amor. O verão trás a vida e
o inverno parece interromper a vida, e todas as coisas se mantém pelo espírito de Cristo
que as vivifica.

Pelo filho vemos o Pai

Mas pelo filho divino vemos o Pai, Pai Eterno que restaura Sua presença em
santidade. O Natal é mais que a comemoração do nascimento, mas é o cumprimento da
profecia e a verdade. Pois o filho é a verdade e a vida. E o Pai o primeiro e o último, o alfa
e o ômega. Nada melhor nesse tempo que se perdoar os pais, e mesmo perdoar os filhos,
a exemplo da parábola do filho pródigo. O afastamento da espiritualidade se redime na
espiritualidade que retorna. A oração e a fé são bálsamos perfumados. Cristo se sacrificou
por nós, e ele é o cordeiro pascal verdadeiro. Possamos no Natal lembrar do Pai nosso
que nos perdoa os pecados e aceita nosso retorno, em arrependimento (teshuvá).
Possamos investir em sabedoria e manifestar o conhecimento superior.