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8388-(2) Diário da República, 1.a série — N.

o 239 — 14 de Dezembro de 2006

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA nas conservatórias do registo civil ou nos serviços con-
sulares portugueses, se tornam agora facultativos, sendo
criados meios alternativos para que os interessados pos-
Decreto-Lei n.o 237-A/2006 sam remeter as suas declarações directamente para a
de 14 de Dezembro
Conservatória dos Registos Centrais.
Trata-se, sem dúvida, de uma medida de grande
Pela Lei Orgânica n.o 2/2006, de 17 de Abril, foram impacte ao nível da facilitação da vida quotidiana de
introduzidas alterações à Lei n.o 37/81, de 3 de Outubro muitos cidadãos, neles se incluindo os emigrantes por-
(Lei da Nacionalidade), que modificaram substancial- tugueses e as respectivas famílias, que passam a dispor
mente os regimes da atribuição e da aquisição da nacio- da possibilidade de requerer actos de nacionalidade sem
nalidade portuguesa. ter de se deslocar a Portugal ou a um posto consular.
De entre essas alterações destaca-se, pela relevância
Além disso, prevê-se a criação de extensões da Con-
que assume, o reforço do princípio do ius soli, o que
constitui a concretização do objectivo, assumido no Pro- servatória dos Registos Centrais, disponibilizando-se,
grama do Governo, do reconhecimento de um estatuto assim, novos balcões de atendimento, com competência
de cidadania a quem tem fortes laços com Portugal. para a instrução dos pedidos de nacionalidade. Con-
Com efeito, as modificações demográficas, ocorridas sagra-se, ainda, a possibilidade de serem designadas enti-
nos últimos anos, determinaram que muitos descenden- dades públicas, associações ou outras entidades privadas
tes de imigrantes, embora sendo estrangeiros, nunca para prestar informações sobre o tratamento e a ins-
tenham conhecido outro país, além de Portugal, onde trução dos pedidos de atribuição, aquisição e perda da
nasceram. nacionalidade e encaminhar as respectivas declarações
Neste contexto, e revertendo como um importante e requerimentos para a Conservatória dos Registos
factor de combate à exclusão social, pela nova lei é Centrais.
atribuída a nacionalidade portuguesa de origem aos nas- No que se reporta à eliminação de actos inúteis, refe-
cidos no território português, filhos de estrangeiros, se re-se que os registos de nacionalidade, tradicionalmente
pelo menos um dos progenitores também aqui tiver nas- lavrados por assento, são, na maior parte dos casos,
cido e aqui tiver residência, independentemente de transformados em registos por mero averbamento e,
título, ao tempo do nascimento do filho, bem como aos
bem assim, é eliminada a publicação no Diário da Repú-
nascidos no território português, filhos de estrangeiros
que se não encontrem ao serviço do respectivo Estado, blica do despacho de concessão da nacionalidade por-
se declararem que querem ser portugueses, desde que, tuguesa, por naturalização.
no momento do nascimento, um dos progenitores aqui Salienta-se, ainda, o facto de os interessados estarem
resida legalmente há, pelo menos, cinco anos. genericamente dispensados de apresentar certidões de
Por sua vez, no domínio da aquisição da nacionalidade actos de registo civil nacional, que devam instruir os
foi consagrado um direito subjectivo à naturalização por pedidos de atribuição, aquisição e perda da naciona-
parte dos menores nascidos no território português, lidade, bem como de apresentar outros documentos,
filhos de estrangeiros, se, no momento do pedido, um designadamente o certificado do registo criminal por-
dos progenitores aqui residir legalmente há cinco anos tuguês e documentos comprovativos da residência legal
ou se o menor aqui tiver concluído o primeiro ciclo no território português, os quais se referem a informação
do ensino básico. de que a administração já dispõe e que passam a ser
A limitação da discricionariedade, através do reco- oficiosamente obtidos.
nhecimento, em diversas situações, de um direito sub- Por outro lado, atribuem-se novas competências aos
jectivo à naturalização, constitui, aliás, outra importante ajudantes e escriturários da Conservatória dos Registos
inovação, introduzida pela referida Lei Orgânica
Centrais promovendo, deste modo, a desconcentração
n.o 2/2006, de 17 de Abril.
Acresce que, de um modo geral, foram simultanea- de competências, o que permite uma capacidade de res-
mente diminuídas exigências, tendo sido introduzido, posta acrescida.
para efeitos de atribuição ou de aquisição da nacio- Adoptam-se, ainda, várias disposições destinadas a
nalidade, um novo conceito de residência legal no ter- permitir que os pedidos de atribuição, aquisição e perda
ritório português, cuja prova pode ser efectuada através da nacionalidade possam, no futuro, ser efectuados por
de qualquer título válido, e não apenas mediante auto- via electrónica.
rização de residência. Por último, uma vez que, em matéria do contencioso
Tais alterações determinariam, por si só, a necessi- da nacionalidade, a competência foi transferida para
dade de aprovar um novo Regulamento da Naciona- os tribunais administrativos e fiscais, são também intro-
lidade Portuguesa, adaptado aos princípios e normas duzidas novas regras quanto à tramitação dos processos
que enformam a Lei da Nacionalidade recentemente e quanto à impugnação das decisões do conservador
revista. dos Registos Centrais.
Todavia, o objectivo do presente decreto-lei não se Foram promovidas as diligências necessárias à audi-
circunscreveu à regulamentação da nova lei.
ção do Conselho Superior da Magistratura, do Conselho
Assim, aproveitou-se para simplificar procedimentos
relativos aos pedidos de nacionalidade e ao respectivo Superior do Ministério Público, da Ordem dos Advo-
registo e para eliminar actos inúteis, adoptando um con- gados, da Câmara dos Solicitadores e do Conselho dos
junto de medidas que tornam mais fácil para os cidadãos Oficiais de Justiça.
o exercício dos seus direitos. Foram ouvidos o Conselho Superior dos Tribunais
No domínio da simplificação de procedimentos, Administrativos e Fiscais, a Associação Nacional de
salienta-se que os autos de declarações para fins de atri- Municípios Portugueses e a Comissão Nacional de Pro-
buição, aquisição e perda da nacionalidade, lavrados tecção de Dados.

. .. . . . . n. . .. .. . .. . . . ... .. . . ... . . .. . bem como pelo auto de b) . . . . . . . . . .. .. . ...... . .. . .. . .. . . . . ..o da Lei n. . 9—. . . . ..... . . . .. de 8 de Julho. . .. . . . de 3 de Outubro. . . .o 1 do artigo 198. . . .. . .. . .. .. . . . . . . . . .. . ... .. . . . . . . . .. . . .. . . . . . . .. . . ... .. . . . .. .. . . . . .. para esse efeito. . . . . . . . . . . incluindo a emissão do boletim original sente decreto-lei. .. . . ... . . . . 76-A/2006. . ... . e 125/2006. .... pelos respectivos registos e documentos oficiosamente obti- 2 — Os artigos 10... . . . ... . . . . . . . .a série — N.. . . . . . . . . . . . . .. . . .. . .. . . .. . . . ....... . . . 3... . ... . . .. . j) Registo da declaração para aquisição da nacio. .... . .. . de custas.o t) Certidões.. . 178-A/2005. . . . . .... .. . . . .. . .. . . . . .. nos termos dos artigos referidos na alínea lumentos previstos nos números anteriores são devi- anterior. .. .o 37/81. .. . . .1 — Por cada procedimento de inscrição de nas- 3 — É gratuito o reconhecimento presencial de cimento ocorrido no estrangeiro ou de atribuição da assinatura efectuado em declarações ou requerimen. . . . . .... . .. . . s) . ... bem como pela redução a escrito da decla- h) . . .. ... . .. . .1.o 322-A/2001. .. .. .o do Regulamento Emo. . . ... .2.... . . . . que consta do anexo ao pre.. .. . . ... . . . . ... . . . . . . . . . . . .o. .. ... aprovado pelo x) . . . . 2—.... .. . ... . . . . . ... aprovado pelo 3.. . . . . . . . . . . de 29 de a) . . . .. . o) . . . . . ... . . . . ... ...... .... . . . . .. .. . .. .. lização referentes a incapaz. . . de 23 de Agosto. .. . .. .. .. . . .. de 23 de Maio. . .. . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . .. . . ... . . . Artigo 2. 3.. . .. . . de 29 de 3—. . .... .. .. ... . . . . . .. .. . . . . .. registo e documentos oficiosamente obtidos — E 120. . . . .. .. .. . . . . óbito ou morte fetal. . . . Março. . . . . .. ... .. . . pela Lei aa) . . lumentar dos Registos e Notariado. . m) . .. . . . . .. . . . . .. .. com as alterações introduzidas pelo z) . ...... . . .. . 85/2006.] mentos oficiosamente obtidos — E 175. . . . .. . .. .. . . . . . . .. .... . .. . .. . . .. . .. . . 8—..... .. . ..o. . . . . . . . . . . .. . .... . ... de 14 de Dezembro. .. . por adopção ou por naturalização referentes a maior... .. . . ração verbal prestada para esse efeito.. . . Junho. . . .. ...... . .. ... . b) . .o do Regulamento v) . . . . . . ... .. . . Decreto-Lei n.. . . . . . .... . . . . . . . . .. para uns e outros. . . . .. .. . . . . . .. .. . . . Artigo 1.. . nacionalidade portuguesa referentes a maior. . ... e os artigos 10. . . . . ..» verbais prestadas para esse efeito. .. . . 7—. . . .. . .. . . 53/2004...2 — Aquisição: Decreto-Lei n. .. e pelos Decretos-Leis ab) .... ... . . .1 — Por cada procedimento de aquisição da a ter a seguinte redacção: nacionalidade por efeito da vontade.. .... . . . . . . . .. casamento.o 14 de Dezembro. .. . . . . . . .. . 6—... .. como os procedimentos e documentos necessários 5—. . .. . . . ... . . .. de 27 de Dezembro. . . . 3... .... ... ... . . . . . . . . . . .. . .. .. . . .. . .. de 28 de Outubro. ... passa a ter a seguinte redacção: [. . .... . ... . . . de 18 de Agosto. 18. . .. . . de 18 de Março. Alteração ao Decreto-Lei n... . . . . .. .. .. . . .. .o 322-A/2001. .... . . . os emo- nalidade..o do Decreto-Lei n... 2—. . . oficiosamente obtidos — E 120. .. . .. Constituição. . . .. . .. . . . . pelo respectivo registo e docu- [. . . . . 3.. ... n.. e altera de nascimento. . .. .. . .... . ..1 — Atribuição: 2—. . . . bem tos para fins de atribuição. .. . . . . . . . . . . . .. .... .. . . .. bem 4—.. . .. . . . ... . . . . . . . artigo 33.. .. . .. Dezembro. . . .. .... . .o e 19. .. . . .. . . .] «Artigo 8. . . bem como pelo auto de redução a escrito das declarações verbais pres- «Artigo 10..... ... . . .. .. . . . .... Emolumentar dos Registos e Notariado.... .. . . . [. . .. . . .. .. . . . . .. .. . .. . .3 — Perda: f) . . . passam 3. ... . . . .. .. . ..o 4—. o artigo 8. . . . . . .. .. .. 111/2005. .3. . . . . . . . . .. .. .. . . . . . . . . . . . .. .. . . .. l) ... . . . .. . .. 199/2004. .. .. nalidade. . . . . . .. ... . redução a escrito das declarações verbais prestadas c) .. ... . .. ... . . .. . ... . Nos termos da alínea a) do n. . ..o 322-A/2001. . pelo respectivo i) .2. . .. . . . ... de 14 de u) . . . .. . .. . dos — E 175. . . .... . . . .. .. e registos oficiosos lavrados nos termos do dos na sua totalidade. . .. . . . . . .... . . . . ... . .. .. .. .. . .o e 19.. . . .. . .o do Decreto-Lei n.Diário da República.. . . ... . 3.o 315/2002... . . . .. . . . . .... . . .. .. 3. . . . .. . . .. . . .. . . . .. . . . .. ... . . .. . . . ..] 3 — Nacionalidade: 1—.. . . o Governo decreta o seguinte: r) .. . .. . . . .. . que dele faz parte integrante. de Artigo 18.. ..o 32-B/2002. . . . . .. .4 — Em caso de indeferimento liminar. . . . .. .. .. . .. e) .. ... . . . .. ..2 — Por cada procedimento de aquisição da 1 — São gratuitos os seguintes actos e processos: nacionalidade por efeito da vontade ou por natura- a) . .. .. . . de 14 de Dezembro 1 — O artigo 8.. . .. . . . .. . .. .. . . . . .. . . .o 1—.. .. .. . ..1 — Por cada procedimento de perda da nacio- g) . . . . . . ... . . ..... . .. .. . . . . . . ..os 194/2003. . ... . ...... . . aquisição ou perda da como pelos autos de redução a escrito das declarações nacionalidade portuguesa. de 30 de Dezembro.o da q) .... . . . . .. . .... . .. pelo respectivo registo e documentos d) .. . 10 — . . . .. fotocópias e comunicações que decor- ram do cumprimento de obrigações previstas no Objecto Código do Registo Civil e no Regulamento da Nacio- O presente decreto-lei aprova o Regulamento da nalidade Portuguesa e que não devam entrar em regra Nacionalidade Portuguesa.... .. . . . n) . . . . . .. . .. . . . . . . .... . . . . . 18. . .. .. . . . .. .. .. . ....o 322-A/2001. .. . .. . .. . . . . ..o tadas para esse efeito. . . .. .... . mesmo decreto-lei.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 8388-(3) Assim: p) . . . 1. . . . . ... . . . . .. ... . . .. ...

reverte para a Direcção-Geral dos Registos e do Notariado. Disposições comuns e 37/97. ou o pai se encontrava ao serviço do Estado Português. . . . . . naturalização. . pendentemente de título. à data do nascimento. na redacção anterior à tiver residência.o Norma revogatória SECÇÃO I São revogados: Atribuição da nacionalidade a) O Decreto-Lei n. . revertendo o restante para a Direcção-Geral ou a aquisição. . dos emolumentos cobrados 1 — A nacionalidade portuguesa pode ter como fun- pertencem ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras damento a atribuição. . da adopção plena dos Registos e do Notariado. . São portugueses de origem: 2 — Ao registo de aquisição da nacionalidade por a) Os indivíduos nascidos no território português. aquisição e perda da nacionalidade solicitados noutros serviços de registo. aplica-se o disposto no Regulamento Emolumen. . produz efeitos desde o nascimento. O Presidente da República. Artigo 2. . Atribuição. sempre que do assento de nas- Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 13 de cimento não conste menção que contrarie essas cir- Setembro de 2006. ANEXO 12 — . . se um dos progenitores aqui tiver nascido e aqui tar dos Registos e Notariado. Sousa — António Luís Santos Costa — Luís Filipe Mar. 253/94. de filhos apenas de não portugueses.o 2 — Em cada procedimento de aquisição da nacio. . . . .o TÍTULO I Destino da receita emolumentar Da nacionalidade portuguesa 1 — A receita emolumentar da Conservatória dos CAPÍTULO I Registos Centrais respeitante à prática dos actos pre- vistos no artigo anterior.o Nacionalidade originária por efeito da lei e às normas relativas à competência para a decisão dos pedidos de aquisição da nacionalidade portuguesa por Artigo 3. . sem prejuízo da validade das relações jurídicas ante- Artigo 4. c) Os indivíduos nascidos no território português de cujo assento de nascimento conste a menção especial Promulgado em 12 de Dezembro de 2006. 1. . Entrada em vigor 1 — O presente decreto-lei entra em vigor no dia SUBSECÇÃO II 15 de Dezembro de 2006 e aplica-se aos processos pen- dentes. 2 — A perda da nacionalidade portuguesa só pode ocorrer por efeito de declaração de vontade. . de 12 de Agosto. aquisição e perda da nacionalidade nalidade em que o Serviço de Estrangeiros e Fron- teiras preste informações. . Artigo 3. .a série — N. . . . ao tempo do nascimento do filho. salvo no que respeita ao disposto no artigo 2. . de 13 de Abril. .o b) O Decreto-Lei n. . A atribuição da nacionalidade portuguesa pode resul- tar de mero efeito da lei ou de declaração de vontade e. . que venha a ser concedida em processo filhos de mãe portuguesa ou de pai português. . . de 31 de Janeiro.» ou da naturalização. . . .o 33/99.8388-(4) Diário da República. . . de 20 de Outubro. . .o naturalização.o Menções especiais dos assentos de nascimentos ocorridos Referendado em 13 de Dezembro de 2006. . . Artigo 4. ritório português. .o riormente estabelecidas com base em outra naciona- lidade. por efeito da vontade. .o 322/82. Artigo 1. de 17 de Agosto. . bem como pendente à data de entrada em vigor do presente decre. . . . de 18 de Maio.o 135/2005. . . . . no território português O Primeiro-Ministro.os 117/93. e parcialmente revogado pela Lei n. . — José Sócrates Carvalho Pinto de cunstâncias. constantes do anexo ao presente decreto-lei. . . . . . REGULAMENTO DA NACIONALIDADE PORTUGUESA Artigo 19. . geiros. de que não possuem outra nacionalidade. . . . ainda que requeridos ou Atribuição. filhos de estran- to-lei. inde- introduzida pelo presente diploma. por efeito da lei ou da vontade. . . . que dele faz parte integrante. . ANÍBAL CAVACO SILVA. . .o 239 — 14 de Dezembro de 2006 11 — . . . . sem Nacionalidade originária prejuízo da sua aplicação aos processos pendentes no Ministério da Administração Interna. . . com SUBSECÇÃO I as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis n. os nascidos no território português. . . . Publique-se. bem como ao regime relativo à sua tra. b) Os indivíduos nascidos no estrangeiro de cujo ques Amado — Manuel Pedro Cunha da assento de nascimento conste a menção de que a mãe Silva Pereira — Alberto Bernardes Costa — Maria de Lur. des Reis Rodrigues. Atribuição da nacionalidade por efeito da lei mitação. . . . E 20. José Sócrates Carvalho Pinto de 1 — Nos assentos de nascimentos ocorridos no ter- Sousa.

do averbamento de estabelecimento da filia. bem como da sua comunicação para averbamento ao assento de nascimento. ao conservador dos Registos interessado. um geiro de filhos de mãe portuguesa ou de pai português deles. excepto se algum dos podendo determinar as diligências prévias complemen- progenitores aqui tiver nascido e aqui tiver residência. pelo menos. vistas na alínea b) do n. 3 — A apresentação do documento referido no 4 — O documento previsto na parte final do número número anterior é dispensada sempre que o funcionário anterior pode ser dispensado. ritório português de indivíduos que provem não possuir 3 — As declarações necessárias à inscrição de nas- outra nacionalidade é especialmente mencionada esta cimento na Conservatória dos Registos Centrais são circunstância. em termos a fixar o oficial dos registos remete-a. formas: genitor estrangeiro nascido no território português e a) Declarar que querem ser portugueses. 2 — Nos casos em que o interessado. sempre que possível. ao tempo do nascimento 2 — O declarante deve apresentar documento com- do filho. mediante certidão do respectivo registo de nascimento. nascido no território português. não se identifique com documento bastante nascimento. ao tempo do nascimento do filho. tuguês. extensões da Conservatória dos Registos Centrais junto 2 — Coligida a prova de apatridia. desde que sejam invocados factos que justifiquem a impossibilidade 2 — A declaração ou o pedido de inscrição são ins- da sua apresentação. é exigida a intervenção de duas testemunhas Artigo 6. mediante averbamento autorizado nos termos tugueses e de conservatórias do registo civil. consoante o caso e sem prejuízo da dispensa a nascidos no estrangeiro de apresentação de documentos pelo interessado nos 1 — Os filhos de mãe portuguesa ou de pai português termos do artigo 37. tares que julgue necessárias. como elemento de identificação do interessado. prestadas por intermédio dos serviços consulares por- ressado. a naturalidade desse progenitor é comprovada provativo da circunstância referida no número anterior. excepto nos casos em que não haja dúvidas 1 — Nos assentos de nascimentos ocorridos no estran- sobre a nacionalidade portuguesa de.a série — N.o filiação de estrangeiro. como elemento de identificação do inte. como elemento de identificação do dos Registos Centrais. . podendo o conservador ou o oficial dos registos promover as diligências necessárias 1 — Nos assentos de nascimentos ocorridos no ter.o a menção da nacionalidade do progenitor português ou Inscrição de nascimento a menção da naturalidade do progenitor estrangeiro. nas condições pre- dência neste território. sendo capazes. for estabelecida. ao apuramento dos factos alegados. mas um deles aqui tiver nascido e aqui tiver residência.o: nascidos no estrangeiro que pretendam que lhes seja a) Com documento comprovativo da nacionalidade atribuída a nacionalidade portuguesa devem manifestar portuguesa do progenitor. com documento comprovativo da respectiva residência b) Inscrever o nascimento no registo civil português neste território. interessado.o SUBSECÇÃO III Estabelecimento da filiação de estrangeiros nascidos Nacionalidade originária por efeito da vontade no território português 1 — O acto ou processo destinado a estabelecer a Artigo 8. e da respectiva resi.o 1 do artigo anterior.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 8388-(5) deve mencionar-se. independentemente de título.o 2 — Os declarantes devem. do número anterior pode ser dispensado. que autoriza ou indefere o averbamento. independentemente de título. Artigo 5. Português é feita menção especial desta circunstância ros. Centrais.o e. passado pelo departamento a que o progenitor prestava devendo ser apresentado documento comprovativo da sua serviço no estrangeiro. ou em do número seguinte. com informação sobre por protocolo a celebrar entre essas entidades e a Direc- o seu mérito e acompanhada de certidão do assento ção-Geral dos Registos e do Notariado. como elemento de identificação do de nascimento respectivo. nascido no território português. Artigo 7. apre- sentar documento comprovativo da nacionalidade dos Progenitor ao serviço do Estado Português progenitores. 1 — A inscrição de nascimento. ao tempo do nascimento do filho. mediante declaração prestada pelos próprios. maior de ção. ou pelos seus legais representantes. igualmente. deve constar Artigo 9. a nacionalidade estrangeira dos progeni. a lavrar na sequência do respectivo assento de 14 anos. desde que sejam invocados tenha conhecimento oficial de que o progenitor se factos que justifiquem a impossibilidade da sua apre. residência no território português. e não apresente certidão do assento estrangeiro do seu nascimento. é efectuada 4 — As menções referidas no número anterior devem nos serviços consulares portugueses ou na Conservatória constar. o conservador ou de outras pessoas colectivas públicas. que ao tempo se encontrassem ao serviço do Estado 3 — Quando ambos os progenitores forem estrangei. a vontade de serem portugueses por uma das seguintes b) Com certidão do registo de nascimento do pro. 1. sendo 2 — O documento previsto na parte final da alínea b) incapazes. encontrava no estrangeiro ao serviço do Estado Por- sentação. deve ser exibido documento que comprove Apatridia a exactidão da declaração. tores ou o seu desconhecimento.Diário da República. se possível. Atribuição da nacionalidade por efeito da vontade é instruído. ao tempo do nascimento do filho. truídos com prova da nacionalidade portuguesa de um 3 — Da decisão judicial ou do acto em que a filiação dos progenitores.

à data do nascimento do filho. se também a quiserem pelo interessado nos termos do artigo 37. no território português 1 — Os indivíduos nascidos no território português.o sado. tendo a indicação do número. a qual é averbada ao Artigo 15. de um dos serviços com competência para a recepção 2 — Sempre que assim o pretendam. pres- tada há menos de três meses. quando demonstrada. con- a composição originária do seu nome. 3 — A declaração prevista no n. que confirme a manu- 1 — Ao nome dos indivíduos a quem seja atribuída tenção da união de facto.o em averiguações realizadas para o efeito. permanên- cia. se quiser adquirir a nacionalidade deve e Fronteiras comprovativo de que nenhum dos proge. ao abrigo de qualquer dos títulos. desde que. 1. a nacionalidade portuguesa são aplicáveis as regras 5 — A declaração prevista na parte final do número legais em vigor acerca da composição do nome.o assento de nascimento respectivo. sem anterior pode ser reduzida a auto perante funcionário prejuízo do disposto no número seguinte. 4 — No caso previsto no n. Aquisição mediante declaração de vontade após perda da nacionalidade durante a incapacidade 4 — Tratando-se de inscrição de nascimento atribu- tiva da nacionalidade ou de assento de nacionalidade. quando capazes. igualmente declará-lo. 2 — O estrangeiro que coabite com nacional portu- peia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. a adopção plena ou a naturalização e só produz Atribuição da nacionalidade por efeito da vontade a nascidos efeitos a partir da data do registo. podem declarar que querem ser portugueses. comprovativo de que.a série — N. na constância do matrimónio. 1 — Os filhos incapazes de mãe ou de pai que adquira mentos. 2 — A declaração é instruída com os seguintes docu. vistos ou Aquisição em caso de casamento ou união de facto mediante declaração de vontade autorizações previstos no regime de entrada. à data do nascimento. sem prejuízo da dispensa da sua apresentação a nacionalidade portuguesa.o assento de nascimento do nacional português. SUBSECÇÃO II filhos de estrangeiros que não se encontrem ao serviço Aquisição da nacionalidade por efeito da vontade do respectivo Estado. um dos Artigo 13. designadamente no âmbito da União Euro.o tinha residência legalmente estabelecida no território português.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 Artigo 10.o Aquisição por adopção plena Fundamento da aquisição da nacionalidade Adquirem a nacionalidade portuguesa. os adoptados plenamente por nacional como fundamento a declaração de vontade do interes. um dos progenitores Artigo 14. assento de nascimento do cônjuge português. a declaração é instruída com certidão da sentença judicial.o 2. se. sem pre- tir os documentos referidos nas alíneas b) e c) do número juízo da dispensa da sua apresentação pelo interessado anterior com base em elementos nele arquivados ou nos termos do artigo 37. .o 1 é instruída com certidão do assento de casamento e com certidão do 3 — O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras pode emi. incapacidade e quiserem adquiri-la. desde que tenha previamente nitores se encontrava no território português ao serviço obtido o reconhecimento judicial da situação de união do respectivo Estado estrangeiro. devem declarar. sem pre- juízo da dispensa da sua apresentação pelo interessado Composição do nome nos termos do artigo 37.8388-(6) Diário da República. há pelo menos cinco anos. aqueles a quem do pedido ou constar de documento assinado pelo mem- for atribuída a nacionalidade portuguesa podem manter bro da união de facto que seja nacional português. Aquisição da nacionalidade SUBSECÇÃO III SUBSECÇÃO I Aquisição da nacionalidade por efeito da adopção plena Disposições comuns Artigo 16. por mero A aquisição da nacionalidade portuguesa pode ter efeito da lei. 2 — Na declaração deve ser identificado o registo de SECÇÃO II perda da nacionalidade e ser feita prova da capacidade. 2 — Na declaração é identificado o registo de aqui- b) Documento emitido pelo Serviço de Estrangeiros sição da nacionalidade da mãe ou do pai. 1 — Os que tiverem perdido a nacionalidade portu- deve mencionar-se no texto o novo nome e averbar-se guesa por efeito de declaração prestada durante a sua a forma originária. devem declará-lo. já lavrado ou a lavrar por transcrição. por intermédio dos seus repre- sentantes legais.o. português. resultantes de tratados ou convenções de que Portugal quiser adquirir a nacionalidade. e Fronteiras. e com declaração deste. data e entidade emitente 3 — No caso de atribuição de nacionalidade mediante do respectivo bilhete de identidade. deve declará-lo. que pretendem ser portugueses. guês em condições análogas às dos cônjuges há mais c) Documento emitido pelo Serviço de Estrangeiros de três anos. declaração.o Artigo 12.o progenitores aqui resida legalmente há pelo menos cinco Aquisição por filhos incapazes mediante declaração de vontade anos. de facto. sempre que o nome seja alterado. saída e afastamento de estrangeiros e no regime 1 — O estrangeiro casado há mais de três anos com do direito de asilo ou ao abrigo de regimes especiais nacional português. o interessado deve indicar a composição que pretende adoptar para o nome. seja Parte. a) Certidão do assento de nascimento do interessado. com certidão do Artigo 11.o: adquirir.

dirigido ao Ministro da Justiça. 2 — O requerimento é instruído com os seguintes cialmente. por portaria do Ministro da Justiça.Diário da República. e. à conversão da adopção pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos.o. c) Conheçam suficientemente a língua portuguesa.o. aos estrangeiros quando satisfaçam da nacionalidade portuguesa do adoptante. além do fundamento do pedido e de outras circuns. cinco anos ou o menor aqui tenha concluído o primeiro bem como do representante legal ou do procurador.o. efectuar na sequência do assento de nascimento. b) Residam legalmente no território português há 2 — A menção a que se refere o número anterior pelo menos seis anos. nas condições que vierem a ser fixadas tido residência. abrigo de qualquer dos títulos. segundo a lei portuguesa.o. saída e nos seguintes serviços: afastamento de estrangeiros e no regime do direito de asilo ou ao abrigo de regimes especiais resultantes de a) Extensões da Conservatória dos Registos Centrais tratados ou convenções de que Portugal seja Parte. passaporte ou resida legalmente no território português há pelo menos documento de identificação equivalente do interessado. vistos ou autorizações pectivo requerimento.o pelo interessado. bem como dos países onde tenha via electrónica. caso o interessado seja incapaz. estado. comprovativo de que reside legalmente 1 — Aquele que pretenda adquirir a nacionalidade no território português há pelo menos seis anos. legais. deve igualmente constar. no artigo 25. tação pelo interessado nos termos do artigo 37. SUBSECÇÃO IV 2 — O requerimento é instruído com os seguintes documentos. c) Documento comprovativo de que conhece suficien- b) Conservatórias do registo civil. 4 — O requerimento é redigido em língua portuguesa 1 — O Governo concede a nacionalidade portuguesa. tâncias que o interessado considere relevantes. previstos no regime de entrada.a série — N. e a Direcção-Geral dos Registos e do Notariado. sendo Naturalização de menores nascidos no território português incapaz. à face da lei portuguesa. por si ou por procurador bastante. nacionalidade.o: petência para a recepção do requerimento. dência actual.o a) Certidão do registo de nascimento. do país da naturalidade reio para a Conservatória dos Registos Centrais. para a confirmação da assinatura. cientemente a língua portuguesa. segundo a lei portuguesa. data do nascimento. pela prática de crime punível com b) O nome completo e residência dos representantes pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos. aos menores. permanência. a nos termos do disposto no artigo 25. reconhecida presen. devendo a os seguintes requisitos: menção desta nacionalidade constar da decisão ou acto em que a filiação adoptiva vier a ser estabelecida. do averbamento de adopção. naturalidade. ou pelos seus representantes legais. se os houver. bem como a indicação dos países onde b) Não tenham sido condenados. bem a) Sejam maiores ou emancipados à face da lei como da comunicação desta para averbamento ao portuguesa. salvo se for feita na presença de funcionário documentos. data e entidade emitente c) No momento do pedido. restrita em adopção plena. . pode apresentar o res. 5 — Quando o procurador seja advogado ou solici. ser enviado por cor. julgado da sentença. nos termos do disposto a indicação do número da respectiva cédula profissional. d) Certificados do registo criminal emitidos pelos ser- 2 — O requerimento pode. ou por e da nacionalidade.o Artigo 19. temente a língua portuguesa. b) Documento comprovativo de que conhece sufi- tador. nos termos do disposto c) Serviços consulares portugueses. filhos de estrangeiros. 1. por naturalização. profissão e resi. cação do interessado. ao portuguesa por naturalização. deve con. com trânsito em 3 — O disposto nos números anteriores é aplicável. pela prática de crime punível com com as necessárias adaptações. ter os seguintes elementos: quando satisfaçam os seguintes requisitos: a) O nome completo. ciclo do ensino básico. ainda. junto de outras pessoas colectivas públicas. filiação. 3 — O requerimento para a naturalização é efectuado Artigo 20. sem prejuízo da dispensa da sua apresen- de um dos serviços ou posto de atendimento com com. em termos designadamente no âmbito da União Europeia e da a fixar por protocolo a celebrar entre essas entidades Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. julgado da sentença. como elemento de identifi. sem prejuízo da dispensa da sua apresen- Aquisição da nacionalidade por efeito da naturalização tação pelo interessado nos termos do artigo 37. nos termos do disposto no artigo 25. assento de nascimento. viços competentes portugueses.o: Artigo 18.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 8388-(7) Artigo 17. é suficiente. a) Certidão do registo de nascimento. um estrangeiro por português é instruída com prova por naturalização. a) Conheçam suficientemente a língua portuguesa. sendo capaz.o Prova da nacionalidade portuguesa do adoptante Naturalização de estrangeiros residentes no território português 1 — A petição do processo para adopção plena de 1 — O Governo concede a nacionalidade portuguesa. no artigo 25. c) A menção do número. nascidos no território português. d) Não tenham sido condenados. um dos progenitores do título ou autorização de residência. b) Documento emitido pelo Serviço de Estrangeiros Aquisição da nacionalidade por naturalização e Fronteiras. ou do procurador. com trânsito em tenha residido anteriormente. d) A assinatura do requerente.

bem como dos países onde tenha tido residência. comprovativo de que um dos progenitores tação pelo interessado nos termos do artigo 37. aos membros de comunidades de ascen- c) Não tenham sido condenados. viços competentes portugueses. pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos.o: ou tenha residência e do país da nacionalidade dos pro- genitores. do país da nacionali- 3 — No requerimento são indicadas as circunstâncias dade. segundo a lei portuguesa. b) Documento comprovativo de que conhece sufi- c) Certificados do registo criminal emitidos pelos ser. com trânsito em 2 — O requerimento é instruído com os seguintes julgado da sentença. saída e afastamento de estrangeiros e no dente do segundo grau da linha recta de nacionalidade regime do direito de asilo ou ao abrigo de regimes espe. pelo menos.o 1 — O Governo concede a nacionalidade portuguesa. ou autorizações previstos no regime de entrada. aos indivíduos nascidos no estran- geiro com. sem prejuízo da dispensa da sua apresen- e Fronteiras. a indivíduos nascidos no ter- tenham adquirido outra nacionalidade.o: segundo a lei portuguesa. que aqui çam os seguintes requisitos: tenham permanecido habitualmente nos 10 anos ime- a) Sejam maiores ou emancipados à face da lei diatamente anteriores ao pedido. do país da naturalidade e da nacionalidade. c) Documento comprovativo de que conhece suficien- tugal seja Parte. nos termos do disposto no artigo 25. de nacional português a frequência escolar. dos países onde tenha tido tação pelo interessado nos termos do artigo 37. pela prática de crime punível com portuguesa. nos termos do disposto Europeia e da Comunidade dos Países de Língua Por.o documentos que comprovem os descontos efectuados Naturalização de estrangeiros que sejam descendentes para a segurança social e para a administração fiscal. permaneceu habi- tualmente no território português. aos que forem havidos como descendentes de nos termos do disposto no artigo 25. designada.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 c) Certificados do registo criminal emitidos pelos ser. aos indivíduos que tenham tido a 1 — O Governo pode conceder a nacionalidade por- nacionalidade portuguesa e que. aos indivíduos que. 2 — O requerimento é instruído com os seguintes d) Documento emitido pelo Serviço de Estrangeiros documentos. sendo apátridas. ritório português. ao abrigo de qualquer dos títulos. segundo a lei portuguesa. e dos países onde tenha tido e tenha residência. pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos. quando satisfaçam os portuguesa. nos 10 anos imediatamente anteriores ao pedido. pela prática de crime punível com documentos. Naturalização de estrangeiros nascidos no território português por naturalização. ou documento comprovativo de que o menor d) Certificados do registo criminal emitidos pelos ser- aqui concluiu o primeiro ciclo do ensino básico. b) Certidões dos registos de nascimento do ascen- manência. tuguesa. ciais resultantes de tratados ou convenções de que Por. dade. vistos a) Certidão do registo de nascimento. tenham tido a nacionalidade portu- b) Conheçam suficientemente a língua portuguesa. por naturalização. c) Não tenham sido condenados. 1. quando satisfa. nos termos do disposto viços competentes portugueses. d) Documentos comprovativos de que. bem como dos países onde tenha tido e tenha residência. tação pelo interessado nos termos do artigo 37.o: reside legalmente no território português há pelo menos cinco anos. a) Certidão do registo de nascimento. filhos de estrangeiros. nacionalidade. nunca tuguesa. sem prejuízo da dispensa da sua apresen- mente do país de origem. portugueses.a série — N.o. bem como dos países onde tenha tido e tenha residência. guesa. documentos. que determinaram a perda da nacionalidade portuguesa. do país da naturalidade no artigo 25.o. por naturalização.8388-(8) Diário da República. comprovativos de que nunca adquiriu outra a) Certidão do registo de nascimento. designadamente Artigo 22. tendo-a perdido. b) Conheçam suficientemente a língua portuguesa. quando satisfaçam os Casos especiais em que pode ser concedida a naturalização seguintes requisitos: 1 — O Governo pode conceder a nacionalidade por- a) Sejam maiores ou emancipados à face da lei tuguesa.o.o Naturalização de indivíduos que tenham tido a nacionalidade portuguesa Artigo 23. um ascendente do segundo grau Artigo 24.o da linha recta de nacionalidade portuguesa e que não tenha perdido esta nacionalidade. per.o. b) Documentos emitidos pelas autoridades dos países 2 — O requerimento é instruído com os seguintes com os quais tenha conexões relevantes. não portuguesa. c) Certificados do registo criminal emitidos pelos ser- viços competentes portugueses. portuguesa e do progenitor que dele for descendente. com trânsito em dência portuguesa e aos estrangeiros que tenham pres- julgado da sentença. viços competentes portugueses. as condições de alojamento ou 1 — O Governo concede a nacionalidade portuguesa. no artigo 25. documento de viagem válido e reconhecido. seguintes requisitos: b) Não tenham sido condenados. do país da nacionali. cientemente a língua portuguesa. pela prática de crime punível com tado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes . sem prejuízo da dispensa da sua apresen- pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos. Artigo 21. por naturalização. designadamente no âmbito da União temente a língua portuguesa. com trânsito em a) Sejam maiores ou emancipados à face da lei julgado da sentença.

a Conser- centro de avaliação de português. pode ser feita por uma das seguintes formas: b) Quando não seja acompanhado dos documentos a) Certificado de habilitação emitido por estabele. na sua falta. suficiente.o por via electrónica.o tridas. Dispensa de documentos naram a perda da nacionalidade. nos termos a fixar por portaria devem ser prestadas pela Polícia Judiciária e pelo Ser- conjunta dos Ministros da Justiça e da Educação. sempre que pos- geira. proferida decisão fundamentada pelo conservador ou d) Certificado em língua portuguesa como língua por oficial dos registos.o b) Certificado de aprovação em teste de diagnóstico realizado em qualquer dos estabelecimentos de ensino 3 — Se o conservador ou o oficial dos registos concluir previstos na alínea anterior. a prova do conhecimento da língua portuguesa pode ser feita por certificado de 2 — O requerimento é instruído com os seguintes habilitação emitido por esse estabelecimento de ensino. quando 4 — Tratando-se de menor de idade inferior a 10 anos satisfaçam os seguintes requisitos: ou de pessoa que não saiba ler ou escrever.o 4 do artigo 18. a Conservatória dos Registos Centrais deve tir o documento comprovativo da residência legal no analisar sumariamente o processo e proceder ao inde- território português com base nos elementos nele arqui. não poder valer como prova do conheci- mento. Polícia Judiciária. sem prejuízo do disposto nos cooperativo reconhecido nos termos legais. não sendo considerado tido e tenha residência. pode das sobre a verificação dos requisitos que esse docu- ser feita por outros meios que o Ministro da Justiça mento se destinava a comprovar. viço de Estrangeiros e Fronteiras no prazo de 30 dias. para prova do conhecimento da língua portuguesa. conhecimentos da mesma língua. cujos modelos são apro. serviços e forças de segurança. alíneas b) e c) do número anterior pode ser exigido 6 — As informações referidas no número anterior o pagamento de uma taxa. considere adequados.Diário da República. desde que não existam dúvi- respondentes registos de nascimento e. ser remetido à Con- servatória dos Registos Centrais. 4 — Após a recepção da pronúncia do interessado sulares portugueses. sob pena de. emitido mediante a realização de teste em 5 — Não ocorrendo indeferimento liminar. Tramitação do procedimento de naturalização dade nacional são provadas por documento emitido pelo departamento competente. estrangeira. no requerimento. sem prejuízo da dispensa da sua apresen- 6 — No caso previsto no número anterior. tenham tido a nacionalidade portuguesa. de língua oficial portuguesa. previsto na alínea anterior emitido pelos serviços con. como língua estran. as informações necessárias à mediante protocolo. a apresentação de qualquer documento que deva instruir dência portuguesa é feita mediante certidões dos cor. Em casos especiais. Artigo 26. o Ministro da Justiça pode dis- 4 — A prova de ser havido como descendente de por.os 4 a 7 do artigo 37.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 8388-(9) ao Estado português ou à comunidade nacional.o: dúvida sobre a suficiência do certificado apresentado a) Certidão do registo de nascimento. para o efeito. podendo ser enviado Artigo 25. são indi- cadas. no prazo c) Certificado de aprovação no teste de diagnóstico de 20 dias. reconhecido pelo Ministério da Educação sível por via electrónica. com trânsito em 5 — Tratando-se de pessoa que tenha frequentado julgado da sentença. 1. pela prática de crime punível com estabelecimento de ensino oficial ou de ensino particular pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos. prazo de quarenta e oito horas. que o requerimento deve ser liminarmente indeferido. o pedido de naturalização. 2 — No prazo de 30 dias contados a partir da data 1 — O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras pode emi. pensar. do país da naturalidade autoridades competentes do Ministério da Educação e da nacionalidade. vatória dos Registos Centrais solicita. bem como dos países onde tenha que se pronunciem. ferimento liminar do requerimento nos seguintes casos: vados ou em averiguações realizadas para o efeito.o serviços relevantes ao Estado Português ou à comuni. que. documentos. tugueses ou de ser membro de comunidades de ascen. a prova do conhecimento da língua portuguesa deve ser ade- a) Sejam maiores ou emancipados à face da lei quada à sua capacidade para adquirir ou demonstrar portuguesa. quando o interessado resida no ou o decurso do prazo previsto no número anterior é estrangeiro. no daqueles serviços. não sendo apá. necessários para comprovar os factos que constituem cimento de ensino oficial ou de ensino particular ou o fundamento do pedido. as circunstâncias que determi. a b) Certificados do registo criminal emitidos pelos ser. . ou cooperativo reconhecido nos termos legais em país segundo a lei portuguesa. pode consultar outras 3 — Pela realização do teste diagnóstico previsto nas entidades. b) Não tenham sido condenados. vados por portaria conjunta dos Ministros da Justiça notifica o interessado dos fundamentos que conduzem e da Educação. a requerimento fundamentado do interessado. 5 — As circunstâncias relacionadas com o facto de o requerente ter prestado ou ser chamado a prestar Artigo 27. n. em função da natureza 1 — Recebido o requerimento deve o processo. bem como ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. 3 — Tratando-se de indivíduos que.a série — N. ao indeferimento para que este se pronuncie. da recepção. nas condições que vierem a ser fixa- Prova da residência e do conhecimento da língua portuguesa das por portaria do Ministro da Justiça.o. havendo tação pelo interessado nos termos do artigo 37. Conservatória dos Registos Centrais pode solicitar às viços competentes portugueses. a) Quando não contenha os elementos previstos no 2 — A prova do conhecimento da língua portuguesa n.

sendo capazes. o processo é submetido a decisão do Ministro solicitador. se pronuncie. 9 — Realizadas as diligências. devendo 2 — A procuração com poderes especiais para fins dessa notificação constar a hora e o local onde o processo de atribuição. se possível por via electrónica. 3 — As declarações efectuadas nos termos previstos 1 — Quem.o prazo de 45 dias.o mediante inscrição de nascimento no registo civil por- Perda da nacionalidade tuguês. as declarações referidas no número anterior podem ainda constar de impresso. vontade. as competências que lhe são atribuídas no vatória dos Registos Centrais junto de outras pessoas âmbito da aquisição da nacionalidade portuguesa por colectivas públicas. por si ou por procurador bastante. e perda da nacionalidade tos Centrais. não qui. 2 — Salvo tratando-se de atribuição de nacionalidade Artigo 29. o processo é submetido a decisão do e postos de atendimento Ministro da Justiça. no prazo de 20 dias. salvo se for passada a advogado ou ressado. . nas con- Perda da nacionalidade dições que vierem a ser fixadas por portaria do Ministro da Justiça. a) Quando não constem do impresso de modelo apro- 3 — A declaração é instruída com documento com. assinado pelo repre- 13 — Se o pedido de naturalização for indeferido. 3 — No acto de inscrição de nascimento de indivíduo 12 — A decisão do Ministro da Justiça que conceda nascido do casamento dos pais. qualquer destes pode a naturalização é objecto de registo a lavrar oficiosa. anterior podem ser prestadas em extensões da Conser- delegação. declare que não quer ser português. para que.o 1 do artigo dos Registos e do Notariado.o a 22. de 30 dias. no número anterior só se consideram prestadas na data ser ser português pode declará-lo. e enviadas para a Conservatória dos Regis- tos Centrais. no prazo aos que adquirem outra nacionalidade. por prazo não superior a 90 dias. nacionalidade obedece à forma prevista no Código do e após ter sido analisada a eventual resposta do inte. para a mesma Conservatória. em conservatórias do registo civil e em serviços consulares portugueses. caso o parecer seja 1 — As declarações para fins de atribuição. de modelo a aprovar Perde a nacionalidade portuguesa quem. nos termos dos artigos 19. aquisição favorável à pretensão do interessado. nos termos previstos Declarações para fins de nacionalidade no artigo 26. data e entidade emitente do respectivo bilhete de identidade ou documento equivalente. SECÇÃO I sentação de qualquer documento. podendo ser apresentadas nas extensões da Con- servatória dos Registos Centrais ou enviadas. é emitido parecer. sendo nacio.o Artigo 32.8388-(10) Diário da República.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 excepto se existirem razões que justifiquem a sua pror. Artigo 30.o nas condições que vierem a ser fixadas por portaria do Declaração de perda da nacionalidade Ministro da Justiça. por adopção ou por naturalização e perda da 11 — Decorrido o prazo previsto no número anterior. CAPÍTULO I mação prestada. 2 — Subsiste a nacionalidade portuguesa em relação devendo ser objecto de indeferimento liminar. 7 — As entidades referidas no n. TÍTULO II rogação.o celebrar entre essas entidades e a Direcção-Geral dos Registos e do Notariado. ou por via electrónica. fazer-se representar pelo outro.o. sendo incapazes. ou pelos seus representantes do pedido. salvo se decla. 1. em termos a fixar por protocolo a naturalização. no Artigo 31. ou sejam omitidas menções ou provativo da nacionalidade estrangeira do interessado. a decisão do Ministro da Justiça. da sua recepção na Conservatória dos Registos Centrais. por cor- reio. nos seguintes casos: rarem o contrário. 8 — Caso tenha sido requerida a dispensa de apre.o Delegação de competências Forma das declarações O Ministro da Justiça pode delegar no director-geral 1 — As declarações a que se refere o n. sendo o processo submetido. sendo aí redu- SECÇÃO III zidas a auto. sendo nacional de outro Estado. da Justiça. por despacho do director-geral dos Registos e do Nota- nal de outro Estado. facto que deve ser comunicado à Conservatória dos Registos Disposições procedimentais comuns Centrais. número. aquisição da nacionalidade por efeito da pode ser consultado. formalidades nele previstas. mediante procuração mente na Conservatória dos Registos Centrais. com faculdade de sub. o interessado é notificado do seu conteúdo legais. com a indicação feita pelo signatário do decisão é notificada ao interessado. Artigo 28. riado. aquisição que devam ser comunicadas à Conservatória dos Regis.a série — N. sobre a verificação dos pressupostos Declarações para fins de nacionalidade do pedido.o 5 actualizam a infor. sempre que se verifiquem alterações Procedimentos comuns à atribuição. Registo Civil. de imediato. vado para esse efeito. e perda da nacionalidade portuguesa são prestadas pelas 10 — Se o parecer for no sentido do indeferimento pessoas a quem respeitam. a sentado. lavrada por documento particular.

bem como o respectivo número e ano.o 2 do artigo 32.o Artigo 37. genitores.o não produzem efeitos. b) A declaração sobre os factos susceptíveis de fun- Artigo 33. lidade portuguesa e com os demais documentos neces- b) Pela exibição do bilhete de identidade. registos ou do agente consular e a respectiva qualidade. 2 — Se a identidade for verificada nos termos da alí. naturalidade. aquisição ou perda da naciona- quem são prestadas as declarações. a) Os elementos previstos nas alíneas c).o 239 — 14 de Dezembro de 2006 8388-(11) b) Quando não sejam acompanhadas dos documentos o número. 5 — Em caso de indeferimento liminar. Artigo 36. designadamente dos países de origem e da mento contém as menções previstas no Código do última nacionalidade ou da nacionalidade dos pro- Registo Civil. o prazo para a dedu. título ou sários para a prática dos correspondentes actos de autorização de residência. para os fins do presente decre- nar. nhas oferecidas devem exibir um dos documentos de c) Quando não sejam apresentados os documentos identificação referidos na alínea b) do n.o damentarem a oposição à aquisição da nacionalidade portuguesa. o fim da declaração e o pedido Prova da apatridia do respectivo registo. por documentos emanados das autoridades dos países com os quais o interessado tenha conexões 2 — O auto de declarações para inscrição de nasci. do interessado.o Instrução das declarações e requerimentos Verificação da identidade nos autos de declarações 1 — A verificação da identidade do declarante pode 1 — As declarações e os requerimentos para efeitos ser feita: de nacionalidade são instruídos com os documentos necessários para a prova das circunstâncias de que a) Pelo conhecimento pessoal do funcionário perante dependa a atribuição. soas autorizadas pela lei geral. destinadas a instruir as declarações e . A apatridia prova-se. além das pes- que a declaração deve ser liminarmente indeferida noti. no prazo de 20 dias. bem como a indicação dos países onde e) A assinatura do declarante. Conteúdo das declarações constantes de impresso mentada por conservador ou por oficial dos registos. indeferimento para que este se pronuncie. e a do conservador. nacionalidade. que assinam depois do declarante e antes do funcionário.o. 3 — As certidões de actos de registo civil. a respectiva data e. nacional nea b) do número anterior. para receber a declaração. deve mencionar-se no auto ou estrangeiro. dispensada a apresentação de certidões desses registos.o.os 4 a 7 do artigo 37. salvo se for feita na presença de funcionário trate de declaração para fins de aquisição da nacio. de serviço ou posto de atendimento com competência nalidade. são acompanhados de tradução feita ou certificada. o fundamento do pedido. Artigo 34. 1.Diário da República. se souber e puder assi. advogado ou solicitador é suficiente. f) A menção da forma como foi verificada a identidade do declarante. 2 — Os documentos apresentados para instruir as c) Supletivamente. aquisição ção de oposição à aquisição da nacionalidade só começa e perda da nacionalidade portuguesa.o devem conter ou do trânsito em julgado da sentença que se tiver pro. os parentes ou os afins fica o interessado dos fundamentos que conduzem ao das partes e do próprio funcionário. a) A data e o lugar em que são lavrados. declarações e os requerimentos. do oficial dos servatória do registo civil onde se encontram arquivados.a série — N. oficial dos registos ou agente to-lei. pelos meios estabelecidos em convenção e. filiação e residência actual d) A relação dos documentos apresentados. de modelo aprovado 6 — Sendo o indeferimento objecto de recurso hie- rárquico ou de reacção contenciosa. e). na consular.o 3 do artigo 57. consideran. caso o interessado seja incapaz. se for do seu conhecimento. quando lavrado no registo civil português. obrigatoriamente: nunciado sobre esse acto de indeferimento. prestadas nos ter- a contar a partir da data da decisão do referido recurso mos previstos no n. relevantes. gua estrangeira. quando se cialmente. passaporte ou documento de registo civil obrigatório. reconhecida presen- tenha residido anteriormente e a profissão. pela abonação de duas testemu. e g) do do-o inválido ou inexistente. 1 — As declarações para fins de atribuição. data e entidade emitente do documento de necessários para comprovar os factos que constituem identificação. designadamente o local de nascimento ou de casamento.o. sempre que seja c) O nome completo. 4 — Se o conservador ou o oficial dos registos concluir 4 — Podem intervir como testemunhas. sendo proferida decisão funda.o 1 e ser iden- previstos no n. d) O número e ano do assento de nascimento do interessado e a indicação da conservatória em que se 2 — Quando as declarações forem prestadas por encontra. as testemu- n. cédula profissional. ou do procurador. nos termos previstos na lei. estado. sendo caso disso. tificadas no auto. sua falta. data do nascimento.o g) Os factos declarados. n. a con- b) O nome completo do conservador. para a confirmação e) O nome completo e residência do representante da assinatura. sem prejuízo do disposto nos 3 — No caso de abonação testemunhal. h) A assinatura do declarante. bem como não sejam para inscrição do nascimento devem conter: os registos que comprovam o fundamento do pedido. identificação equivalente do declarante. as declarações Artigo 35. Conteúdo dos autos de declarações c) A indicação dos elementos que permitam iden- 1 — Os autos de declarações de nacionalidade que tificar o registo de nascimento do interessado. quando escritos em lín- nhas idóneas. a indicação do número da respectiva legal.o 1 do artigo 33.

que permitam identificar os assentos. bem como as certidões de registos refe.o e dução. do Notariado podem ser criados postos de atendimento sempre que possível. se já tiver decisão. 9 — Em caso de dúvida sobre a autenticidade do con. no prazo de 20 dias. aquisição ou perda da português. quando os nalidade. desde que indiquem elementos ressado pode optar por um nome próprio português. menciona-se no texto o novo nome e averba-se órgãos do registo civil aos mesmos tiverem acesso.o Tramitação e decisão dos pedidos Transliteração 1 — A Conservatória dos Registos Centrais. quando da nacionalidade: escritos em caracteres não latinos. que constituem extensões da mesma entidade.o encontrarem arquivados na Conservatória dos Registos Centrais.o 3 do artigo 4. vés de sistema informático. a conformação do nome 2 — Concluída a instrução. gráfica e fonética. designadamente as recomenda. dispensada. pode ser solicitada às autoridades emitentes a confirmação da Tramitação dos procedimentos sua autenticidade. ou a adaptação se mostrar inadequada. aquisição ou perda a nacionalidade portuguesa ou que a adquiram. procede de acordo com o previsto na alínea anterior.8388-(12) Diário da República. ção. anterior respeita as regras geralmente observadas nas notifica o interessado para. se for do seu conhecimento. com nome diverso daquele que usa. caso o auto 2 — Na falta de disposição legal ou convenção sobre de declarações contenha deficiências ou não se mostre a matéria. cluir que vai ser indeferida a feitura do registo. são legalizadas nos termos previstos no Código de Pro- cesso Civil. a conservatória do um deles. notifica .o e.o 2 do artigo 10. as cer. 1 — Quem pretenda adquirir a nacionalidade portu.o. posições legais aplicáveis aos nascidos no território rações para fins de atribuição. lavrado ou a lavrar por transcrição e. sendo os encargos daí resultantes suportados pelos interessados. pela análise do processo. os quais são 1 — Por despacho do director-geral dos Registos e oficiosamente obtidos junto das entidades competentes.o Artigo 38. a respectiva tuguesa usar vários nomes completos deve optar por data e. SECÇÃO II teúdo de documentos emitidos no estrangeiro.o 2 do artigo 70. se os correspondentes actos de registo se Artigo 40.o exclusivamente para efeitos de prestação de informações sobre o tratamento e a instrução dos pedidos de atri- 8 — Sem prejuízo do que se encontre estabelecido buição. dades públicas. 3 — Se o aportuguesamento não for possível por tra- ridas no n. igualmente. aquisição ou perda da nacionalidade é do nome.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 os requerimentos são.a série — N. a adopção desse 3 — Se. se já são oficiosamente obtidas. Artigo 41. junto de outras pessoas a) Certificado do registo criminal português. destinados a comprovar a residência legal dos Registos e do Notariado podem ser designadas enti- no território português. colectivas públicas. se possível. Postos de atendimento 7 — Os interessados estão. de cópia integral e 2 — O aportuguesamento. a forma originária. à língua portuguesa dos nomes 4 — Os interessados estão dispensados de apresentar próprios de origem estrangeira deve obedecer às dis- as certidões de registos que devam instruir as decla. por tradução ou adapta- emitidas por fotocópia do assento. a) Analisa sumariamente o processo e.o. são transliterados de acordo com o alfabeto latino. a nova com- e o respectivo número e ano. as deficiências existentes. no prazo de 30 dias contados a partir da data da recepção das 1 — Os nomes dos indivíduos a quem seja atribuída declarações para fins de atribuição. registo civil português onde se encontram arquivados 5 — Sempre que o nome seja alterado. a transliteração a que se refere o número devidamente instruído com os documentos necessários.o 2 do Composição do nome em caso de aquisição artigo 32.o 1 do artigo 5. associações ou outras entidades privadas vista na alínea c) do n. suprir relações internacionais. 6 — Quando o registo de nacionalidade seja lavrado 6 — A apresentação de certidões de assentos que devam instruir declarações ou requerimentos para fins por averbamento. deve constar deste a nova composição de atribuição. b) Documentos emitidos pelo Serviço de Estrangeiros 2 — Por protocolo a celebrar com a Direcção-Geral e Fronteiras. autorizando a feitura do assento de nascimento lavrado no registo civil português registo. tratando-se de 5 — É dispensada a junção de certidão de registo ou assento a lavrar por inscrição ou de assento de nacio- de documento existentes em suporte digital. não sendo caso de indeferimento liminar. Artigo 39. caso em que essas certidões posição é averbada ao assento de nascimento. o conservador con- nome. atra. o inte- no n. bem como a circunstância pre. dispensados de apresentar os seguintes documentos. designadamente 4 — Se quem pretender adquirir a nacionalidade por- o local de nascimento ou de casamento. no n. nhamento das respectivas declarações ou requerimentos tidões de actos de registo civil emitidas no estrangeiro para a Conservatória dos Registos Centrais. por via electrónica: da Conservatória dos Registos Centrais. são.o b) Analisa sumariamente as declarações que tenham sido prestadas nos termos previstos no n. guesa pode requerer o aportuguesamento dos elementos constitutivos do nome próprio. sendo caso disso. bem como promove as dili- ções da Organização Internacional de Normalização gências que considere necessárias para proferir a deci- (ISO). 1. no prazo de 60 dias. nacionalidade. aquisição e perda da nacionalidade e encami- em convenções internacionais e leis especiais. o conservador profere completo com as regras legais portuguesas ou.

Artigo 43. 1 — Pelos actos relativos à atribuição. 1 — Os certificados de nacionalidade são passados 2 — Caso se verifique estar pendente acção de que pela Conservatória dos Registos Centrais a requeri- dependa a validade do facto que serve de fundamento mento dos interessados. excepto no que Artigo 44. portuguesa e em pena ou penas que. 2 — Aos emolumentos previstos no número anterior Diligências oficiosas acrescem as despesas previstas no n. Actos sujeitos a registo obrigatório no domínio do direito anterior. 3 — Se não existir registo de nacionalidade. é aplicável. artigo 37. das declarações para atribuição.a série — N. Certificados de nacionalidade sárias para proferir a decisão. o disposto no Código do momento da decisão final. por adopção ou por estrangeiros. Registo central da nacionalidade suspende-se também a contagem do prazo para a dedu- ção da oposição à aquisição da nacionalidade. o reque- ticidade de documentos emitidos no estrangeiro ou se rimento é instruído com certidão do registo de nasci- encontrem pendentes diligências oficiosamente promo.o 6 — Exceptua-se do disposto no n. sendo nulos os actos praticados enquanto a suspensão se mantiver. b) Às representações consulares ou a outras auto- 5 — Nos casos de aquisição da nacionalidade.o ferimento do pedido para. Encargos dos actos e certificados de nacionalidade nalidade. de igual modo. 8 — A verificação dos requisitos de que depende a Registo da nacionalidade aquisição da nacionalidade portuguesa por efeito da O registo da nacionalidade pode ser efectuado em vontade. caso Emolumentos em que se aplica subsidiariamente o Código do Pro- cedimento Administrativo. ultrapassem um ano de prisão. isolada ou cumu- lativamente.o 4 a aquisição da nacionalidade por parte daqueles que a tenham perdido. aos processos de atribuição da nacionalidade. ser sustado o procedimento tificado é passado com base no assento de nascimento de atribuição ou aquisição da nacionalidade portuguesa do interessado. os registos de perda res. ou convenção internacional que o imponha. bem como da naturalização de portuguesa por efeito da vontade. por forma a não ser prejudicado o direito de oposição. Registo Civil.os 4 a 6 do vidas pelo conservador. na Conservatória dos Registos ou da aquisição voluntária de nacionalidade estrangeira. a) Ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. . se incluindo a inscrição de nascimento no registo civil SECÇÃO III português. portuguesa por efeito da vontade.o aquisição ou perda da nacionalidade. víduos residentes no território português.o 9 do artigo 37. o cer- 3 — Pode. à nacionalidade que se pretende registar. o disposto nos núme. rações de nacionalidade que registar referentes a indi- ressado. até que seja apresentada certidão da é passado com base no respectivo registo. Centrais. por efeito do casamento É obrigatório o registo. sendo aplicável.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 8388-(13) o interessado dos fundamentos que conduzem ao inde. com as necessárias adaptações. no prazo de 30 dias. que condene o interessado por crime previsto na lei no certificado é mencionada essa circunstância. mento. por ridades estrangeiras. CAPÍTULO II 5 — Com a suspensão prevista no número anterior.o e Notariado. neles da nacionalidade. sentença judicial com trânsito em julgado.o se refere à contagem dos prazos e sua dilação. aquisição e perda da nacionalidade são cobrados os emolumentos previstos no Regulamento Emolumentar dos Registos Artigo 42. 1. sendo aplicável o disposto nos n. este Comunicações dizer o que se lhe oferecer. pode o conser- vador determinar as diligências que considere neces. com objecto de diligências para a sua confirmação até ao as necessárias adaptações. Artigo 45. sempre que se suscitem dúvidas fundadas sobre a auten. autorizando ou indeferindo a feitura do registo.Diário da República. aquisição e 7 — Ao procedimento de aquisição da nacionalidade perda da nacionalidade. o certificado feitura do registo. por adopção ou por 6 — Sempre que o registo de nascimento ou de nacio- naturalização suspende-se durante o prazo de cinco anos nalidade enferme de irregularidade ou deficiência. o registo de alterações de nacio- efeito da vontade ou por adopção.o do Artigo 47. sempre que possível por via electrónica: 4 — Decorrido o prazo previsto no número anterior. naturalização é aplicável o disposto no artigo 31.o 1 — Sempre que tenha sido requerida a atribuição. bem como de aquisição da nacionalidade por efeito da vontade ou por adopção e de perda da nacio. por adopção ou por naturalização pode ser livro ou em suporte informático. o conservador profere decisão fundamentada. c) Aos serviços competentes em matéria de identi- 6 — Sem prejuízo do disposto nos números anterio.o 5 — Nos certificados é feita expressa referência à 4 — O procedimento de aquisição da nacionalidade natureza do registo em face do qual são passados. ficação civil e do processo eleitoral.o Código do Procedimento Administrativo. é sustada a 2 — Havendo registo de nacionalidade. que possa afectar a prova da nacionalidade. com as necessárias adaptações. as alte- e após ter sido analisada a eventual resposta do inte. ainda a contar da data do trânsito em julgado de sentença não sanada. o disposto no Código do Registo Civil. devendo dessa notificação constar a hora e o local onde o processo pode ser A Conservatória dos Registos Centrais comunica. 4 — No caso previsto no número anterior. consultado. Artigo 46. nalidade dos respectivos nacionais quando existir acordo ros anteriores é aplicável.

é transcrita tos se suscitem dúvidas quanto à identidade do titular. mediante inscrição de nascimento no registo civil por- tuguês.8388-(14) Diário da República. os ralização. quando sejam diversos.o cimento no registo civil português ou à aquisição Averbamentos ao assento de nascimento mediante adopção. pela prática de crime punível com pena de prisão a) O facto registado. data do nascimento. por efeito da lei. são obrigato.o da nacionalidade. bem como ao seu cancelamento são sub- Artigo 50. seguidamente.o sidiariamente aplicáveis as disposições contidas no Transcrição e inscrição do registo de nascimento Código do Registo Civil. à sua rectificação. ainda que atributivos da nacionalidade e os registos de nacionalidade são assi. os registos o de nacionalidade são averbados na sequência do assento Artigo 49. a certidão do seu registo estrangeiro de nascimento. sem- 3 — Além do registo de nascimento. declaração de inexistência ou de nulidade. anterior e posterior à alteração Artigo 56. por efeito da vontade ou Artigo 52. são competentes os tribunais administrativos e fiscais. por natu- 2 — Fora do caso previsto no número anterior. Sempre que sejam lavrados por assento. com trânsito em julgado da sen- de nacionalidade contêm: tença. 1. nos termos do declaração. o seu fundamento legal e os da data do facto de que depende a aquisição da seus efeitos. é objecto de reacção contenciosa para pode requerer a inscrição do seu nascimento mediante os tribunais administrativos e fiscais.o o registo de nascimento seja simultaneamente lavrado na Conservatória dos Registos Centrais ou aí se encontre Menções dos registos em caso de naturalização arquivado.a série — N. aquisição ou perda da naciona. nacionalidade são efectuados por averbamento quando Artigo 53. 2 — Quando no âmbito da rectificação. os registos b) A condenação. c) A categoria do funcionário que os subscreve e a 1 — Os registos de atribuição. de inexistência ou de nulidade e cancelamento dos regis- ressado já conste do registo civil português. Código de Processo nos Tribunais Administrativos. Artigo 54. de justificação. dia. naturalidade e nacionalidade anterior do inte- ressado. Oposição à aquisição da nacionalidade por efeito Artigo 51. se conhecida. Assentos de nacionalidade Artigo 55. 1 — Aos registos de nacionalidade. seja efectuado o registo sempre que esteja em causa a nacionalidade do inte- da nacionalidade. por efeito da encontra. e) A categoria do funcionário que os subscreve e a 2 — Constituem fundamento de oposição à aquisição sua assinatura. 3 — O disposto nos números anteriores não se aplica à atribuição da nacionalidade mediante inscrição de nas. riamente transcritos no registo civil português todos os actos de estado civil lavrados no estrangeiro e referentes a indivíduos a quem tenha sido atribuída a nacionalidade TÍTULO III portuguesa ou que a tenham adquirido. Fundamento. ainda que nados por conservador ou por oficial dos registos. bem como a designação da conservatória. b) O nome completo. de nascimento. da nacionalidade portuguesa. o seu fundamento legal e os de máximo igual ou superior a três anos.o 1 — Os assentos de nacionalidade são lavrados por Rectificação. a fim de que. proferida em processo obter a certidão a que se refere o número anterior.o da vontade ou da adopção Requisitos dos assentos e contencioso da nacionalidade O texto dos assentos de nacionalidade contém: CAPÍTULO I a) Número de ordem. Quando forem lavrados por averbamento. aquisição e perda da sua assinatura. lei portuguesa. e cancelamento dos registos 2 — Os registos de nascimento.o da adopção: Requisitos dos averbamentos a) A inexistência de ligação efectiva à comunidade nacional. quando lavrado no registo civil português. 1 — O Ministério Público promove nos tribunais c) O número e ano do assento de nascimento do administrativos e fiscais a acção judicial para efeito de interessado e a indicação da conservatória em que se oposição à aquisição da nacionalidade. quando diversos. legitimidade e prazo filiação. segundo a seus efeitos. nacionalidade. declaração 1 — Excepto nos casos em que o nascimento do inte. lidade são lavrados por assento. sem intervenção dos interessados. ressado. declaração de inexistência ou de nulidade transcrição. . é mencionada a decisão que tenha concedido registos de atribuição. mês e ano em que são Oposição à aquisição da nacionalidade lavrados. pre que esteja em causa a nacionalidade do interessado. Nos registos de aquisição da nacionalidade. 2 — Se aquele que adquirir a nacionalidade não puder 3 — A decisão do conservador.o b) O nome completo anterior ou posterior à alteração Forma de lavrar os registos da nacionalidade.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 Artigo 48. vontade ou por adopção. a nacionalidade e a respectiva data. no prazo de um ano a contar d) O facto registado.

trativos. excepto se o juiz ou relator tuguesa por efeito do casamento. o interessado deve: 1 — Têm legitimidade para reagir contenciosamente contra os actos e omissões praticadas no âmbito dos a) Apresentar certificados do registo criminal. TÍTULO IV petente tribunal administrativo e fiscal. Público. do registo criminal português sem prejuízo da dispensa Artigo 62.o 6 — A Conservatória dos Registos Centrais deve soli- citar as informações necessárias às entidades referidas Poderes de pronúncia do tribunal no n. reza das funções públicas ou do serviço militar prestados 2 — O indeferimento liminar pode ser objecto de a Estado estrangeiro. regu- junção.o 3. o réu legislação anterior.o ticipação prevista no número anterior. dispensar a sua segue os termos da acção administrativa especial. excepto no que respeita à reacção contenciosa b) Apresentar documentos que comprovem a natu. nalidade que resulte de registo de nascimento ou de 7 — Sempre que o conservador dos Registos Centrais nacionalidade deve ordenar o cancelamento ou a rec- ou qualquer outra entidade tiver conhecimento de factos tificação do registo.Diário da República. sem sujeição a prazo. sendo caso disso.o da sua apresentação pelo interessado nos termos do n. Artigo 63.o Artigo 60. prevista no Código de Processo nos pronunciar-se sobre a existência de ligação efectiva à Tribunais Administrativos.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 8388-(15) c) O exercício de funções públicas sem carácter pre. anteriores. sendo aplicável o disposto nos Sempre que o tribunal decida em contrário da nacio- n. em conformidade com a Apresentada a petição pelo Ministério Público. ção.o 37/81. dade.o indivíduos nascidos em território português ou sob admi- Tramitação nistração portuguesa antes da entrada em vigor da Lei n.o estrangeira. a reacção mediante requerimento do interessado. Nascimentos ocorridos no domínio da lei anterior Mantém-se a presunção de que são portugueses os Artigo 58. por efeito do casamento ou da aquisição voluntária de nacionalidade Artigo 61.o 2 do artigo anterior. não havendo lugar a mais arti. por efeito da vontade ou por adopção. que esses documentos se destinavam a comprovar. é o processo. comunidade nacional e sobre o disposto nas alíneas b) e c) do n. sem mais. deve nistrativa especial. deve declará-lo. por efeito da vontade ou por adopção. emi. nascimento não contenha a menção de qualquer cir- culados ou alegações escritas. instruída com certificado bunais Administrativos.o. Legitimidade e prazo 3 — Para efeitos do disposto no n. de 3 de Outubro.o Decisão Aquisição em caso de perda por efeito do casamento 1 — Findos os articulados.o Meio processual 5 — O conservador ou o oficial dos registos pode. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior. ordena-se o cancelamento do registo da nacio- tar não obrigatório a Estado estrangeiro. aquisição ou perda da nacionalidade portuguesa mentos referidos na alínea a) do n. nalidade. desde que o respectivo registo de é citado para contestar.o Artigo 65.o 5 do artigo 27. . Artigo 57. bem como dos países onde tenha titular de um interesse directo e pessoal e o Ministério tido e tenha residência. anterior. aquisição ou perda da tidos pelos serviços competentes do país da naturalidade nacionalidade. e quiser adquiri-la. caso tenha sido lavrado.o 7 do artigo 37. a oposição segue os termos da acção admi- tuguesa. nos termos do Código de Processo nos Tri- 4 — A declaração é. desde que não existam indícios da verificação lada no Código de Processo nos Tribunais Adminis- do fundamento de oposição à aquisição da nacionali. nos termos da lei aplicável. contra o indeferimento liminar. Disposições transitórias 8 — O Ministério Público deve deduzir oposição nos tribunais administrativos e fiscais quando receba a par. 2 — Concluindo-se pela procedência da oposição dominantemente técnico ou a prestação de serviço mili. conforme o caso. 1 — A mulher que tiver perdido a nacionalidade por- submetido a julgamento. reacção contenciosa para os tribunais administrativos e fiscais.o Declarações e documentos relativos aos factos que constituem Meio processual fundamento de oposição Em tudo o que não se achar regulado nos artigos 1 — Quem requeira a aquisição da nacionalidade por. no domínio do direito anterior. CAPÍTULO II 2 — Exceptua-se do disposto no número anterior a aquisição da nacionalidade por parte de quem a tenha Contencioso da nacionalidade perdido. procedimentos de atribuição. remetendo-lhe todos os elementos de que dispuser. junto do com. contrarie essa presunção.a série — N.o 1. quem alegue ser e da nacionalidade. ainda. Artigo 59. cunstância que. Artigo 64. deduzida. fundamentado contenciosa contra quaisquer actos relativos à atribui- na impossibilidade prática de apresentação dos docu. 1. no domínio do direito determinar a realização de quaisquer diligências. susceptíveis de fundamentarem a oposição à aquisição da nacionalidade.os 6 e 7 do mesmo artigo. deve participá-los ao Ministério Público.

parecer. o disposto nos artigos 59. 5 — Findo o prazo e não tendo sido deduzida opo- sição. o oficial dos registos promove a notificação do inte- 2 — A declaração é instruída com certidão do assento ressado para.o 37/81.pt Correio electrónico: dre@incm. e legislação precedente. no prazo de 30 dias. de nacionalidade por efeito de casamento ou por aqui- sição de nacionalidade estrangeira em conformidade Artigo 66. nos termos da Registos Centrais. acompanhada de de 1959.pt • Linha azul: 808 200 110 • Fax: 21 394 5750 Toda a correspondência sobre assinaturas deverá ser dirigida para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda. 1 — No caso de ser requerido o registo de alteração mento averbado. última parte da alínea a) do artigo 3. S. da Lei n. as necessárias adaptações. com base na inexistência do seu fundamento legal. a oposição conta-se a partir da data da última diligência tuguesa do adoptante. em vigor da Lei n.o 6 — Se tiver sido deduzida oposição ou se a conversão Aquisição da nacionalidade em caso de registo de perda por aquisição do registo tiver sido efectuada sem prévia notificação voluntária de nacionalidade estrangeira e for requerido o cancelamento do registo. e quiser ser português. ao Tribunal Central Administrativo Sul. independentemente de título. de nascimento do adoptado. 1099-002 Lisboa . devem os requerentes instruir o pedido com os documentos necessários ao registo. o registo é convertido em definitivo. a naturalidade do progenitor nascido no território por- documentos que lhe respeitem. tenha perdido a nacio. Francisco Manuel de Melo. estrangeiros. é lavrado provisoriamente. o qual é apresentado na Conservatória dos nalidade portuguesa do interessado. nos termos da Lei n.o e 60. o conservador solicita tuguês é comprovada mediante certidão do respectivo informação ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. adquire-a mediante decla. de 3 de Outubro.o ração. por efeito de aquisição voluntária 7 — Ao processo. filhos de tiver adquirido outra nacionalidade. na fase judicial.o 239 — 14 de Dezembro de 2006 2 — Se não tiver sido lavrado registo de perda da Artigo 69. 3 — Lavrado o registo provisório. após a data da entrada 1 — O português que. Artigo 67. imposta e quiser manter a nacionalidade portuguesa ao tempo do nascimento. com as factos que justifiquem a impossibilidade da sua apre- adaptações necessárias. 5. da nacionalidade estrangeira dos progenitores ou do seu em requerimento instruído com os elementos de que desconhecimento.o com a lei anterior. de 3 de Outubro. à data anterior e efectuadas as diligências que se mostrem do nascimento do filho. 1. devendo ser apresentado docu- 3 — Obtida a informação a que se refere o número mento comprovativo da residência do mesmo.o 2 — Recebido o requerimento. Departamento Comercial. com de nacionalidade estrangeira.º 8814/85 ISSN 0870-9963 Diário da República Electrónico: Endereço Internet: http://dre. acompanhado dos 2 — Para efeitos do disposto no número anterior.o Artigo 68. com o 3 — O documento previsto na parte final do número seu parecer. deduzir oposição.o nacionalidade. desde que sejam invocados 4 — Na fase judicial é aplicável ao processo. se um dos progenitores aqui tiver nascido lização que lhe tenha sido directa ou indirectamente e aqui tivesse residência.o perda. o conservador Quem. documento legalmente 4 — Não sendo possível a notificação.o 2098. necessárias. a declaração é instruída com documento Alteração de nacionalidade por efeito da lei anterior comprovativo da aquisição da nacionalidade estrangeira e com certidão do assento de nascimento. e oficioso.8388-(16) Diário da República. Sector de Publicações Oficiais. o conservador ou deve declará-lo. Aquisição em caso de adopção no domínio da lei anterior 2 — Quando o registo for de perda da nacionalidade 1 — O estrangeiro que tiver sido adoptado plena. Artigo 70. de 29 de Julho remete certidão de todo o processo. devendo a Con- mente por nacional português antes da entrada em vigor servatória dos Registos Centrais requisitar os documen- tos que sejam necessários.o 37/81.96 DA REPÚBLICA Depósito legal n. no domínio da lei anterior. aos tribunais administrativos e fiscais.. mediante natura. com o casa. nalidade portuguesa. por forma a que daí resulte a nacio- dispuser. o disposto nos artigos 59. efectuada. deve ser eliminada a menção deve requerê-lo ao Tribunal Central Administrativo Sul. quando tenha sido lavrado registo definitivo da e 60. anterior pode ser dispensado.o Eliminação da menção da nacionalidade estrangeira dos progenitores Aquisição da nacionalidade em caso de naturalização directa ou indirectamente imposta 1 — Nos assentos de nascimento de indivíduos nas- cidos no território português.a série — N. o conservador remete o processo. é aplicável. o prazo para comprovativo da adopção e prova da nacionalidade por. I SÉRIE Preço deste número (IVA incluído 5%) DIÁRIO G 0. Rua de D.o sentação. registo de nascimento. A.