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WESLEM SILVA DE SANTANA

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO MUSICAL III

Trabalho apresentado ao Curso de Extensão


em Música da FACESA como requisito
parcial para a aprovação da disciplina
fundamentos da educação musical III, sob a
orientação do Professora. Andrea Tavares.

Arapiraca/AL

2017
Relato do Vídeo breve história da educação musical no Brasil.

BREVE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO MUSICAL NO BRASIL. Disponível em:


<https://www.youtube.com/watch?v=OjNnPjuasLc> Acesso em: 12 de novembro de 2017.

A música no Brasil, tem início mesmo antes de seu descobrimento, pois o Índios que eram na
quantidade aproximada de cinco milhões, já se utilizavam de vário instrumentos musicais,
produzidos por eles com matérias da própria natureza, a exemplo de chocalhos, instrumentos
de percussão, instrumentos melódicos como a flauta de bambu. Para os índios a música tem
uma representação espiritual muito enraizada, contribuindo dessa forma com o
reconhecimento merecido da música na sua vida.

Foi em mil e quinhentos (1.500) com a chegada dos portugueses, estes trouxeram a música
ocidental, nascida na Grécia, pois para eles a música tinha um papel fundamental na educação
do indivíduo, mas que não poderia haver exageros para não tornar o ser muito sensível. Para
Protágoras a educação modelava o corpo e alma, sendo necessário inserir a criança neste
ambiente, foi Pitágoras que estudou a música referente a alma, para ele a música era um
remédio para as mentes inquietas. Este estudou profundamente as sequências de notas onde
cada um dos intervalos influencia a mente de cada um, de uma forma diferente.

Em 1549 com a chegada dos jesuítas, que acompanhava o primeiro governado Geral, Tomé
de Souza, estes foram os primeiros professores de música no Brasil, onde muitos dos
instrumentos que manipulavam, eram feitos palas mãos dos índios.

Em 1552 chega ao Brasil o Mestre de capela Francisco vaccas e o Bispo Dom Pedro Sardinha
para formar a primeira escola da companhia de Jesus, formada para atender os interesses da
Coroa e igreja Católica.

1555 Foi inaugurado o primeiro teatro, onde aconteceu a primeira peça intitulada, o alto da
pregação universal, sendo um musical realizado nos mesmo ano de sua inauguração.

No período de 1564 a 1605 foram realizados 21 autos no Brasil.

1759 Marques de pombal banil os Jesuítas do Brasil, sendo a capital transferida da Bahia para
o rio de janeiro, medidas que fez a educação dos jesuítas entrar em declínio, momento também
onde o Estado toma o controle da educação, padronizando o currículo da educação no Brasil

Foi em 1807 que Napoleão declarou guerra Portugal, por esse motivo, D. João VI desembarca
com sua comitiva, momento de prosperidade e desenvolvimento na arte, contribuindo com o
desenvolvimento do Rio de Janeiro.
Em 1818 Padre José Mauricio Nunes Garcia escreve o compêndio de música, e o livro com
o método para piano forte.

Havia na época uma separação na educação muito clara. Os filhos da nobreza tinham aulas
particulares em suas casas, já o escravos sendo a massa permanecia analfabetos.

1847 passa a primeira lei de ensino da música no brasil, com os seguintes conteúdos:
Princípios Básicos do Solfejo, voz, instrumentos de cordas, instrumentos de sopro e harmonia.
Com isso, o Brasil começa a fornecer diploma na área

Em 1851 D. Pedro II, aprova a lei 630 que estabelece o conteúdo de ensino de música nas
escolas primaria e secundária. Depois de um tempo de muitas conquistas, há uma estagnação
na educação na educação musical.

João Gomes Junior cria em 1912 o método analítico, sendo este um trabalho pioneiro na área
musical. Foi ele também quem deu início ao canto orfeônico ou canto coral livre, na educação
musical. Essa era uma atividade onde não exigia muita técnica ou até mesmo domínio dos
tipos de vozes, pois estes cantavam uníssono.

Anísio Teixeira na década de 20 propôs reformas na educação. Foi na era Vargas que este
pode colocar em prática seu plano.

O presidente Getúlio Vargas em 18 de abril de 1931, assina o Decreto 19.890 instituindo o


Canto Orfeônico, tornando a disciplina obrigatória no currículo escolar

Com a fundação a Superintendência de Educação Musical e Artística, (SEMA) o Secretário


de educação Anísio Teixeira convida Villa Lobos para o cargo de educador diretor, maestro e
pesquisador.

É criado pelo SEMA um curso de formação de professores especializados em música. O


objetivo do curso era estudar a música nos seus aspectos técnicos, sociais e artísticos sendo
composto de um currículo extenso, sendo estes: canto orfeônico, regência, orientação prática,
análise harmônica, teoria aplicada, solfejo, ditado rítmico, técnica vocal e fisiologia da voz,
história da música, estética musical, etnologia e folclore.

O canto orfeônico no Brasil se tornou o maior movimento de educação musical em massa,


sendo realizado o maior concerto com mais de doze mil vozes, formado por alunos das escolas
primarias e secundárias.
Com o Governo de Getúlio Vargas, ficou o questionamento se a educação musical estava para
atender um cunho Nacionalista, tendo como foco um olhar para a moral e cívica. Foi em
seguida que Villa Lobos lança seu guia prático, com extensão para o canto coral. Canto que
esteve presente até 1960, vindo a desaparecer do currículo escolar.

Foi em 1971 que ocorreu o agrupamento das arte, sendo chamada de polivalência na disciplina
de educação artística, que tinha como norte, os professores serem capazes de ensinar várias
disciplinas, a exemplo das artes visuais, dança, teatro e música.

Com a intitulada licenciatura curta na década de 70, não foi possível preparar os professores,
resultando numa pedagogia inéfica, e o desaparecimento de algumas artes no ambiente
escolar, ficando como principal as artes visuais, pelo pouco domínio nas outras áreas.

Em 20 de dezembro de 1996 com a promulgação da nova LDB DE Nº 9394, Vindo de uma


educação tecnicista e agora norteado pelo princípio de direito para todos, que proporciona
mais autonomia para os espaços de formação, descentralizando mais do MEC, Respeitando a
diversidade e o regionalismo. Mesmo assim a música ainda fica como uma disciplina de Artes
e complemento curricular.

Foi em 2008 com a alteração da lei 9.994 de 20 de dezembro de 1996, que se consegue uma
das maiores conquista na área de educação musical, esta é percebida como necessária nas
escolas, tornando-se obrigatória.

Diante de tudo o que foi exposto, fica claro a importância da música na formação da criança,
e o quanto esta contribui com o desenvolvimento da sociedade. Porém desde o pré-
descobrimento do Brasil, percebemos que esta tem passado por momento de reconhecimento
enquanto área de educação, como mudança social, como também sendo negligenciada por
vários líderes e instituições políticas.

Percebemos em nossa atual conjuntura política e educacional, uma desvalorização ou até


mesmo desconhecimento de como a música e fundante no desenvolvimento intelectual do
formando. Isso faz com que sejamos ameaçados por uma política onde não percebe a música
com um diferencial no ambiente escolar. Com isso é preciso que diariamente provemos a
necessidade de se ter a música como processo formativo. Porém isso será possível se nos
dedicarmos nos ambientes onde estamos atuando enquando professores e professoras de
música.