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UNIVERSIDADE TIRADENTES

ANA LUIZA OLIVEIRA MACEDO


BRENDA CORREIA LIMA

RETENTORES INTRARRADICULARES: REVISÃO DE


LITERATURA

Aracaju

2016
ANA LUIZA OLIVEIRA MACEDO
BRENDA CORREIA LIMA

RETENTORES INTRARRADICULARES: REVISÃO DE


LITERATURA

Trabalho de conclusão de curso


apresentado à Coordenação do Curso
de Odontologia da Universidade
Tiradentes como parte dos requisitos
para obtenção do grau de Bacharel em
odontologia.

PROFª. Dra GIULLIANA


PANFIGLIO SOARES

Aracaju

2016
ANA LUIZA OLIVEIRA MACEDO
BRENDA CORREIA LIMA

RETENTORES INTRARRADICULARES: REVISÃO DE


LITERATURA

Trabalho de conclusão de curso


apresentado à Coordenação do Curso
de Odontologia da Universidade
Tiradentes como parte dos requisitos
para obtenção do grau de Bacharel em
odontologia.

Aprovado em ____/____/____

Banca Examinadora

___________________________________________________

Profª. Giulliana Panfiglio Soares

___________________________________________________

1º Examinador:__________________________

___________________________________________________

2º Examinador:__________________________
AUTORIZAÇÃO PARA ENTREGA DO TCC

Eu, GIULLIANA PANFIGLIO SOARES orientadora das discentes ANA LUIZA


OLIVEIRA MACEDO e BRENDA CORREIA LIMA, atesto que o trabalho intitulado:
“RETENTORES INTRARRADICULARES: REVISÃO DE LITERATURA” está em
condições de ser entregue à Supervisão de Estágio e TCC, tendo sido realizado conforme as
atribuições designadas por mim e de acordo com os preceitos estabelecidos no Manual para
a Realização do Trabalho de Conclusão do Curso de Odontologia.

Atesto e subscrevo,

__________________________________

Giulliana Panfiglio Soares


"Que os vossos esforços desafiem as
impossibilidades, lembrai-vos de que as
grandes coisas do homem foram
conquistadas do que parecia
impossível."
Charles Chaplin
AGRADECIMENTOS

A graduação é um caminho árduo, cheio de obstáculos. Chegar ao fim dessa jornada é uma
conquista tão gratificante que nos mostra que somos mais fortes do que imaginamos. Além
da força que nos guiou até o fim desse caminho, também temos a fé, que nos permitiu não
abaixar a cabeça, mesmo nos momentos onde desistir parecia a melhor opção. Se chegamos
até aqui, é porque temos uma base firme, uma família que se fez presente e que tornou
possível a realização desse sonho. Agradecemos então a Deus, por nos permitir viver cada
momento dessa experiência. As nossas mães, pais, irmãs, avós, tias, tios, por nos abraçarem
e compartilharem desse sonho. Aos nossos amigos da vida, toda nossa gratidão por
acompanharem de perto todas as alegrias e sofrimentos desse curso. Aos amigos do curso,
que o destino não nos afaste pois estaremos sempre ligados pelo amor à odontologia. Aos
nossos mestres, por dividirem conosco seus conhecimentos, além de experiências clínicas e
de vida, com certeza tê-los em nosso caminho nos fez pessoas melhores e mais preparadas
para as adversidades, nosso muito obrigada. Agradecemos a nossa orientadora, Giulliana,
por toda a paciência, disponibilidade e atenção, escolhemos muito bem a pessoa que nos
direcionou no fim desse trajeto, você é maravilhosa em tudo que faz! Agradecemos também
a nossa banca pelo carinho com o nosso trabalho, que possamos ser metade dos
profissionais que vocês são! E por fim, muito obrigada a todos que compartilharam das
nossas alegrias, nosso desespero, preocupação, sorrisos e lágrimas no decorrer desse curso,
direta ou indiretamente, vocês foram essenciais.
1

RETENTORES INTRARRADICULARES: REVISÃO DE LITERATURA

Ana Luiza Oliveira Macedo¹; Brenda Correia Lima1; Domingos Alves dos Anjos Neto²;
Giulliana Panfiglio Soares3.
1
Graduanda em Odontologia- Universidade Tiradentes; ²Professor Adjunto I do curso de Odontologia-
Universidade Tiradentes; 3DDS, MSc, PhD, Professora Titular I do Curso de Odontologia- Universidade
Tiradentes.
_____________________________________________________________________________________

Resumo:
O presente artigo é uma revisão de literatura voltada para o uso de retentores intracanais, seus benefícios, materiais
utilizados para fabricação e cimentação destes retentores, além de indicação, vantagens e desvantagens de cada tipo de
pino. Quando determinado a necessidade do uso do pino intrarradicular, é de grande importância a avaliação da qualidade
e quantidade de remanescente dental, a fim de estabelecer o melhor tratamento para cada caso, sendo necessário
selecionar o retentor que mais se adapte a situação encontrada, priorizando o material que apresente características
compatíveis com o caso. Existe ampla escala de retentores intrarradiculares a disposição do cirurgião-dentista, são eles:
pinos metálicos, pinos cerâmicos, pinos de fibra de vidro, pinos anatômicos, pinos de fibra de carbono, pinos de fibra de
quartzo, pinos de fibra de dióxido de zircônia e pinos acessórios. O pino anatômico tem tido grande destaque devido a sua
característica de boa adaptação, menor custo, resistência a fratura, menor linha de cimentação e estética favorável.

Palavras-chaves: Pinos Dentários; Dente Desvitalizado; Cimentação; Restauração Dentária Permanente.

Abstract:
The present article is a revision of literature directed toward the use of post in endodontically treat teeth, its benefits,
materials used for manufacture and cimentation of them, beyond indication, advantages and disadvantages of each type of
pin. When it is necessary to use a posts, it is most important the evaluation of quality and quantity of residual tooth, in
order to establish the best treatment for each case, being necessary to select the most adaptable retainer to the situation,
prioritizing the material that presents compatible characteristics with the case. There is large scale of dental pins that are
disposal of the dentist: metallic pin, ceramic post, fibergalss post, anatomical post, carbon fiber post, quartz fiber post,
zirconium dioxide fiber post and accessories post. The anatomical post have had great prominence due its characteristic of
good adaptation, minor cost, fracture resistance, minor cimentation line and favorable aesthetic.

Keywords: Dental Pins; Nonvital Tooth; Cimentation; Permanent Dental Restoration.

__________________________________________________________________________________________________

1 - INTRODUÇÃO

A odontologia tem apresentado consequência o enfraquecimento do


grandes avanços na área da dentística remanescente devido a grande perda de
restauradora, com a evolução de seus estrutura dentária e por isso, sua
materiais. Dessa forma, observa-se êxito restauração final deve ser feita de maneira
nas restaurações estéticas em dentes criteriosa para evitar futuras infiltrações
tratados endodonticamente, ou com (SARMENTO, CENCI, LUND, 2016;
grande perda de estrutura dentária, CLAVIJO et al., 2008; BARATIERI,
aumentando assim a qualidade, MONTEIRO, 2001). A fim de
resistência e previsibilidade estética do restabelecer a forma e função de tais
elemento dental (MACEDO, FARIA E dentes, técnicas de reconstrução coronária
SILVA, MARTINS, 2010). foram desenvolvidas, a exemplo da
A reabilitação de dentes tratados confecção de núcleos de preenchimento e
endodonticamente sempre foi um desafio retentores intra-radiculares em caso de
na odontologia, isso porque tal grande perda de estrutura dental (SMITH,
procedimento pode ter como SHUMAN, WASSON, 1998). É
importante ressaltar que antes de iniciar a elasticidade próximo aos tecidos dentários
confecção de uma restauração de um (CLAVIJO et al., 2008).
dente tratado endodonticamente, seja ela A utilização de um sistema de
por retentores intracanais ou não, deve-se pinos com propriedades físicas e
avaliar a qualidade do tratamento biológicas mais similares a estrutura
endodôntico, assegurando o bom dental perdida e que possam atuar como
selamento dos canais, evitando a dentina artificial é fundamental nesses
microinfiltração (HELING et al., 2002; casos de raízes fragilizadas e com pouco
RODRIGUES, 2013). remanescente dental (CLAVIJO et al.,
Os pinos intrarradiculares se 2008). Os pinos de fibra de vidro
tornaram uma opção de reabilitação em anatomizados apresentam rigidez muito
determinados casos, como por exemplo, semelhante à dentina, absorvendo, assim,
destruição coronária extensa, acesso as tensões geradas pelas forças
radicular com grande diâmetro, ou mastigatórias e protegendo o
quando o dente estiver sendo submetido a remanescente radicular, pois possibilitam
forças horizontais de cisalhamento a construção de uma unidade
(CLAVIJO et al., 2008; BARATIERI, mecanicamente homogênea
MONTEIRO, 2001). Existem no mercado (ASMUSSEN, PEUTZFELDT, SAHAFI,
pinos que variam de acordo com sua 2005).
forma, comprimento, diâmetro, e nos O pino anatômico tem como
tipos de materiais que são característica especial ser personalizável,
confeccionados. Podem ser citados os sendo modelado no conduto, obtendo
pinos metálicos fundidos confeccionados assim, uma perfeita adaptação no canal
por moldagem ou modelagem dos canais radicular e propiciando aplicação de uma
previamente preparados, os pinos pré linha fina e homogênea de cimentação,
fabricados que podem ser metálicos, favorecendo a retenção do pino
cerâmicos, de fibra de quartzo, de fibra de (CLAVIJO et al., 2008; CLAVIJO et al.,
vidro, de fibra de carbono e fibra de 2006). As técnicas de reembasamento do
dióxido de zircônia (STOCKTON LW, pino com resina composta na confecção
1999; SARMENTO, CENCI, LUND, do núcleo de preenchimento apresentam
2016). efetividade para melhorar o
Por muitos anos, os núcleos comportamento biomecânico de raízes
metálicos fundidos eram tidos como a fragilizadas (CLAVIJO et al., 2008).
melhor opção para a reabilitação de Os pinos acessórios, ou
dentes tratados endodonticamente com micropinos, também são uma ótima
pouca estrutura coronária. No entanto, opção na hora da seleção do retentor
além desse material não ser estético, intrarradicular. São utilizados geralmente
demanda um maior tempo clínico, custo e em canais alargados, associados a um
desgaste da estrutura dental, podendo pino pré fabricado que preencheu todo o
apresentar um maior risco de fraturas comprimento do dente. O uso dos pinos
(ALBALADEJO et al., 2008; acessórios diminui a quantidade
ANCHIETA et al., 2012; CEBALLOS et necessária do cimento resinoso utilizado
al., 2007). Sabendo disso, é necessário a na cimentação, reduzindo os efeitos da
escolha de um núcleo que possa se contração de polimerização (LIMA, 2010;
adaptar às paredes radiculares, CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO,
diminuindo a linha de cimentação PACHECO, 2007).
itrarradicular e criando um módulo de
Com base na literatura científica, alguns requisitos como: evitar
o presente artigo tem como objetivo contaminação bacteriana, realizar
demonstrar a importância de técnicas de recobrimento de cúspide em dentes
reabilitação de dentes tratados posteriores, preservar estrutura radicular e
endodonticamente, que possibilitem a coronal, quando necessário utilizar pinos
melhoria na estética, na função, e com resistência adequada e diâmetro
durabilidade da restauração, minimizando equivalente, fornecer comprimento
os efeitos negativos causados na estrutura adequado ao pino para retenção, além de
dentária. pinos que possam ser retirados facilmente
em casos onde seja necessário o
2 - REVISÃO DE LITERATURA E retratamento.
DISCUSSÃO Segundo Baratieri e Monteiro,
(2001), a reabilitação desses dentes deve
O planejamento do tratamento a proporcionar retenção adequada e
ser executado é peça chave no sucesso do preservação da estrutura remanescente
procedimento. A fim de restabelecer evitando falhas e perdas de estrutura
saúde, função e estética do paciente, é dental. Em casos onde há grande
importante avaliar a estrutura dental como destruição coronária, quando o dente
um todo, envolvendo tecidos moles e estiver sendo submetido a forças
duros (FRIEDMAN, MOR, 2004). O horizontais de cisalhamento ou quando o
dente tratado endodonticamente passa por acesso radicular enfraquecer o dente, é
alguns passos que modificam sua indicado o uso de pinos intrarradiculares
estrutura, como por exemplo: abertura (MCDONALD, KING, SETCHELL,
coronária, preparo biomecânico, irrigação 1990; ISIDOR, BRONDUN,
com agentes químicos e desidratação RAVNHOLT, 1999; CASAMASSA et al.,
dentinária devido a perda da irrigação 2015). Um pino ideal deveria apresentar
sanguínea (GUIOTTI et al., 2014; características como: biocompatibilidade,
CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO, BRAZ, facilidade de uso, preservar a dentina
2005). Com base nisso, Friedman e Mor radicular, evitar tensões demasiadas à
(2004), afirmaram que os dentes só raiz, prover união efetiva ao material
devem passar por tratamento endodôntico restaurador e de preenchimento, ser
quando apresentarem um bom resistente a corrosão, boa estética e boa
prognóstico restaurador e periodontal. relação custo benefício (BARATIERI,
Restaurar corretamente o elemento MONTEIRO, 2001; SARMENTO,
dental após o tratamento endodôntico tem CENCI, LUND, 2016).
grande importância no processo de cura Existe no mercado grande
dos tecidos perirradiculares, por isso, a variedade de pinos retentores, podendo
avaliação da estrutura remanescente deve englobar vários diâmetros, tamanhos,
ser suficientemente adequada para a formas e materiais. As indicações dos
possível confecção de uma restauração variados modelos de pinos dependem das
(FRIEDMAN, MOR, 2004; ZUOLO et características clínicas presentes.
al., 2009). Shwartz e Robbins (2004) (CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO,
constataram que a qualidade da PACHECO, 2007).
restauração está diretamente ligada ao Os pinos podem variar de acordo
prognóstico do dente, concluindo que com seu módulo de elasticidade, sendo
para obter maior êxito nos tratamentos rígido e flexível
endodônticos, a restauração deve respeitar
Rígido PACHECO, 2007; CLAVIJO et al., 2008;
Apresenta elevado módulo de NOVA et al., 2013 ).
elasticidade (210 GPa), a exemplo dos
pinos metálicos e cerâmicos Diretos
(CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO, São aqueles pré fabricados e são
PACHECO, 2007). Esta alta rigidez pode divididos em: cerâmicos, fibra de vidro e
aumentar a transmissão de estresse à fibra de carbono (CONCEIÇÃO,
estrutura dentária podendo causar fraturas CONCEIÇÃO, PACHECO, 2007).
ao elemento dental ou fraturas Quanto à confecção, podem ser:
longitudinais à sua raiz (JOTKOWITZ, anatômicos e pré fabricados.
SAMET, 2010; SARMENTO, LUND,
CENCI, 2016). Pinos anatômicos
A característica principal do pino
Flexível anatômico é ser personalizável, sendo
Apresenta módulo de elasticidade modelado diretamente no conduto para
em torno de 40 GPa, o que se aproxima obtenção perfeita da adaptação do canal
mais ao módulo de elasticidade da dentina (CASAMASSA et al., 2015). Dessa
(19 GPa) (SANTOS, 2016). Como forma, proporciona uma linha fina e
exemplo tem-se os pinos de fibra de homogênea de cimentação, favorecendo
carbono, fibra de vidro ou fibras de sua retenção. O pino anatômico é uma
carbono envolvidas por fibra de vidro. ótima opção quando se trata de canais
Por apresentarem menor rigidez, não com amplo diâmetro (CLAVIJO et al.,
transmitem todo o carregamento oclusal 2008; CLAVIJO et al., 2006; Casamassa
às paredes do canal radicular, assim, são et al., 2015). Sua forma de utilização
considerados como ideais para dar associa um pino pré fabricado à resina
resistência e retenção à restauração composta, permitindo a modelagem do
(CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO, conduto radicular e porção coronária do
PACHECO, 2007; GORACCI, dente (SARMENTO, LUND, CENCI,
FERRARI, 2011). 2016). A técnica para confecção deste
Os pinos podem também variar retentor pode ser de forma direta,
quanto à técnica de uso clínico, sendo semidireta e indireta. A direta consiste na
indireto, semidireto e direto. impermeabilização do canal com
clorexidina gel a 2% ou um lubrificante
Indiretos hidrossolúvel. É feita a higienização do
São aqueles que necessitam de pino com álcool a 70% e secagem com
duas sessões clínicas complementadas por jato de ar. Na superfície radicular do pino
uma etapa laboratorial. Podem ser aplica-se uma fina camada adesiva e em
metálicos, cerâmicos, de fibra de vidro ou seguida é feita a fotoativação.
anatômicos (CONCEIÇÃO, Posteriormente, coloca-se sobre o pino
CONCEIÇÃO, PACHECO, 2007). uma camada de resina composta e então o
mesmo é levado ao canal radicular,
Semidiretos inicialmente a fotopolimerização é feita
São feitos em fibra de vidro, em por apenas 5 segundos, apenas quando
uma única sessão clínica, porém retirado do conduto é que o pino pode
necessitam de uma modelagem do canal passar por fotopolimerização completa,
radicular acrescentando resina composta com 40 segundos cada face. Após essa
(CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO, fase de anatomização do pino, o mesmo
estará pronto para cimentação.
(CASAMASSA et al., 2015). Pinos metálicos
A técnica semi direta exige uma São confeccionados em liga de
moldagem prévia do canal radicular com aço inoxidável, titânio, ligas nobres ou
silicona de adição, onde o material leve alternativas (CONCEIÇÃO,
será inserido no interior do canal com a CONCEIÇÃO, PACHECO, 2007;
seringa de elastômero de ponta fina, já o CASAMASSA et al.,2015). Uma das
material pesado será posicionado na vantagens desse tipo de pino é a boa
moldeira a fim de copiar maior adaptação as paredes do canal, a técnica
quantidade de detalhes do remanescente e operatória e laboratorial bastante
dentes adjacentes. Depois disso, o molde conhecidas, facilidade de uso,
deve ser isolado com vaselina líquida e longevidade clínica, resistência a fratura e
moldado com silicona de adição, de baixo custo. Suas desvantagens são:
consistência média. Após a polimerização estética comprometida, necessidade de
do material, o modelo inicial de silicona maior número de sessões clínicas,
poderá ser removido, e é dada possibilidade de corrosão,
continuidade a modelagem do conduto de enfraquecimento da estrutura e a sua
acordo com a técnica direta supracitada principal desvantagem: módulo de
(SARMENTO, LUND, CENCI, 2016). elasticidade maior do que aquele da
A técnica indireta é semelhante a estrutura dentinária (SCOTTI et al., 2003;
semidireta, porém traz algumas CASAMASSA et al., 2015).
modificações. O modelo que seria vazado
em silicona, nessa técnica é vazado em Pinos cerâmicos
gesso e a partir daí, o pino anatômico é São confeccionados a base de
confeccionado (SARMENTO, LUND, óxido de zircônio e suas maiores
CENCI, 2016). vantagens são boa estética e resistência
mecânica. Porém apresentam algumas
Pré fabricados desvantagens como: elevado módulo de
Os pinos pré fabricados elasticidade, dificuldade de remoção,
apresentam corte circular, resultando em fraca adesão aos sistemas adesivos e
pequena resistência de forças rotacionais, resinosos e elevado custo (SARMENTO,
portanto não devem ser indicados na LUND, CENCI, 2016). Schilling et al.
ausência de remanescente coronário. (1999), afirmou que os pinos cerâmicos
Porém, a literatura mostra de forma suprem as necessidades estéticas porém
consensual, resultados positivos dos pinos são extremamente rígidos, provocando
quando associados a preenchimento de grandes tensões sobre a estrutura dental e
núcleo, com bom remanescente coronário remanescentes.
favorável (PLOTINO et al., 2008;
PERDIGÃO et al., 2007). Esse tipo de Pino de fibra de carbono
pino pode ser encontrado em diferentes Material não metálico utilizado na
tamanhos, formatos e materiais, podendo fabricação de pinos, porém sua coloração
ser: metálicos, cerâmicos, de fibra de não é esteticamente agradável, sendo
vidro, de fibra de quartzo ou de fibra de assim substituído por outros materiais
carbono (CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO, (DURET, REYNAUD, DURET, 1990). O
PACHECO, 2007). pino de fibra de carbono foi muito
Os pinos pré fabricados podem ser utilizado na década de 90 por apresentar
classificados quanto a sua composição: algumas qualidades como: distribuição de
força de forma uniforme pela raiz, fácil e as forças mastigatórias são igualmente
remoção, menor índice de fratura, módulo dissipadas por toda a extensão da raiz,
de elasticidade próximo ao da dentina, evitando estresses e possíveis fraturas
maior resistência à flexão quando (MARTELLI, 2000). A grande
comparados aos de fibra de vidro, desvantagem desse pino é a necessidade
propriedades importantes em dentes de excesso de material cimentante em
posteriores que estão mais suscetíveis às casos de canais alargados (ASMUSSEN,
forças oclusas durante a mastigação PEUTZFELDT, SAHAFI, 2005;
(ASMUSSEN, PEUTXFELDT, CASAMASSA et al., 2015).
HEITMANN, 1999; SCHWARTZ, Os pinos intrarradiculares ainda
ROBBINS, 2004). podem ser classificados de acordo com
seu formato, podendo ser cilíndricos,
Pino de fibra de quartzo cônicos e acessórios. Porém, vale
Apresentam quase as mesmas ressaltar que o mais importante não é o
características dos pinos de fibra de formato do pino e sim a seleção de um
carbono, porém com a vantagem de serem retentor que melhor se adapte a anatomia
mais estéticos e translúcidos, além de do conduto (ALBUQUERQUE, DUTRA,
apresentarem menor custo VASCONCELLOS, 1998; CASAMASSA
(ALBUQUERQUE, DUTRA, et al., 2015).
VASCONCELLOS, 1998).
Cilíndricos ou paralelos
Pino de fibra de dióxido de zircônio Os pinos cilíndricos apresentam
Apresentam como vantagem: boa retenção se comparados aos pinos de
estética, radiopacidade, adesividade, não formato cônico, além de um potencial de
sofrem corrosão e alta rigidez. Sua distribuição de tensões mastigatórias de
desvantagem é seu elevado módulo de forma uniforme, gerando menos estresse
elasticidade, podendo ser maior que dos e reduzindo risco de fratura
pinos metálicos, dificuldade de remoção (ALBUQUERQUE, DUTRA,
do canal, além de serem bastante duros, VASCONCELLOS, 1998). Apesar de
dificultando sua secção (SCHWARTZ, suas qualidades, esse formato de pino
ROBBINS, 2004). Segundo pesquisa de causa maior tensão na região apical,
Maccari (2001), onde avaliou dentes pressionando o remanescente do material
tratados endodonticamente e restaurados obturador (ALBUQUERQUE, 1999).
com três tipos de pinos pré fabricados,
não houve fratura nos pinos de fibra de Cônicos
carbono revestidos por fibra de quartzo Apresentam como desvantagem
ou de vidro já nos casos de pinos de maior concentração de tensão quando
dióxido de zircônio, houve 100% de comparados aos cilíndricos, gerando
fratura de pinos. efeito de cunha responsável por fratura
radicular (ALBUQUERQUE, 1999).
Pino de fibra de vidro Porém, são mais anatômicos já que
Os pinos de fibra de vidro são acompanham a conicidade do canal,
compostos por um conjunto de fibras sendo assim mais conservadores
unidirecionais, alinhadas paralelamente e (CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO,
envolvidas por uma matriz resinosa PACHECO, 2007).
(HECK, MONTEIRO, 2007). Apresenta
módulo de elasticidade próximo a dentina Acessórios
São pinos pré fabricados, de restauração direta ou indireta
menor espessura, utilizados em canais (AQUILINO, CAPLAN, 2002). Esses
amplos e raízes fragilizadas (LASSILA et dentes são submetidos apenas por forças
al., 2004) Podem ser chamados também verticais durante a mastigação
de micropinos e tem por finalidade (predominantemente a força de
preencher o canal associado a outro pino, compressão), portanto na ausência do
geralmente o pino de fibra de vidro, tendo remanescente dental adequado, requerem
como consequência a diminuição da linha o uso de retentores apenas no canal mais
de cimentação (CONCEIÇÃO, amplo, representado pelo palatino nos
CONCEIÇÃO, BRAZ, 2005; LIMA, dentes superiores e, nos molares
2010). inferiores, o canal distal é eleito com mais
frequência (ZUOLO et al., 2009).
Princípios para a instalação dos
retentores Retenção e resistência
Schwartz e Robins (2004) Existem na literatura diversos
apontaram a existência de fatores a serem parâmetros com relação ao comprimento
seguidos para a utilização de retentores ideal do pino. Segundo Manning et al
intra-radiculares, como por exemplo, a (1995) e Shillingburg et al (1998), o
anatomia dentária. comprimento ideal do pino será igual o
comprimento da coroa clínica. Já
Dentes anteriores Pegoraro (1998) e Goodacre e Spolnick
Os dentes anteriores sofrem maior (1995), indicaram que o pino ideal
incidência de forças oblíquas e deveria ter o comprimento maior que o da
horizontais (cisalhamento), sendo, mais coroa clínica ou igual à metade da raiz
indicada, a utilização de pino anatômica. Outros autores indicam que o
intrarradicular com a intenção de dissipar pino ideal pode ser igual a quatro quintos
tais forças ao longo da extensão do dente, do comprimento da raiz ou ter metade do
prevenindo fraturas (CONCEIÇÃO, tamanho do pino como mínimo
CONCEIÇÃO, BRAZ, 2005). necessário, contando a partir da ponta da
crista óssea alveolar ao ápice radicular
Pré molares (GALHANO et al., 2005). Além dessas
Esses dentes apresentam câmera apresentações, o pino também pode ser
pulpar reduzida, colo cervical estreito em igual a dois terços do comprimento da
relação à coroa clínica e são submetidos a raiz anatômica, mantendo de 3 a 5 mm de
grandes forças laterais (cisalhamento) material obturador, não comprometendo
durante o processo de mastigação assim o selamento apical. Independente
(compressão) (GALHANO et al., 2005). do parâmetro escolhido para determinar o
Apresentam pequeno volume dentinário comprimento do pino, é importante
na porção proximal, portanto a confecção manter 4 mm de material obturador,
do pino deve ser feita com bastante evitando assim contaminação apical
cuidado, evitado acidentes (MANNING et al., 1995; GOODACR,
(SORRENTINO et al., 2007). SPOLNICK, 1995; ABOU-RASS,
DONOVAN, 1993).
Molares
Todos os molares que passarem Diâmetro do pino
pelo tratamento endodôntico necessitam De acordo com Pegoraro (1998), o
de proteção da cúspide, seja ela com diâmetro do pino é inversamente
proporcional a resistência da raiz, pois a realizada com brocas específicas e
medida que se aumenta o diâmetro do escolhidas de acordo com o diâmetro do
pino, ganha-se em resistência e retenção, pino intrarradicular. Quando as brocas
porém tem como consequência o forem escolhidas, a introdução deverá ter
enfraquecimento radicular. Por isso, é movimentos paralelos ao longo eixo do
indicado que o diâmetro do pino tenha um canal, com irrigação de água, evitando
terço do diâmetro da raiz, e em dentes movimento oscilatório de desgastes nas
anteriores, a espessura da raiz deve ser paredes laterais do canal. É importante
maior na face vestibular, devido a frisar que o comprimento do pino deve
incidência das forças. preencher preferencialmente 2/3 da
extensão do canal, porém em casos de
Anatomia Radicular pinos flexíveis, e dentes com raízes curtas
Dentes que apresentam canais e dilaceração apical, apenas será
muito volumosos, com forma de elipse ou necessário alcançar o comprimento do
com raízes divergentes, não são muito núcleo a ser confeccionado
indicados ao uso de pinos pré fabricados (CONCEIÇÃO, CONCEIÇÃO,
devido a grande linha de cimentação PACHECO, 2007).
necessária, nesses casos o mais indicado
seria a utilização de um pino anatômico Radiopacidade
(CARVALHO, 2004). A radiopacidade é uma das
características desejáveis nos pinos pré
Coroa clínica renascente fabricados. Soares et al., (2005)
Segundo Pegoraro (1998) e realizaram uma pesquisa para comparar,
Manning et al., (1995), quando os dentes através de radiografias digitais Digora, os
anteriores apresentarem a largura cervical níveis de radiodensidade de sete tipos de
do remanescente maior que a altura pinos, inseridos em canais de dentes
perdida, será necessário o uso de bovinos. Os pinos foram: um pino de
retentores intrarradiculares. Já em dentes zircônia, um de fibra de vidro, um de
posteriores, quando a perda for maior ou fibra de carbono, um de fibra de carbono
igual a 50% da estrutura coronária, porém coberto por quartzo e três tipos de pino
com a presença de duas paredes, poderá metálico. O resultado encontrado mostrou
fazer a escolha de núcleo de que a radiopacidade depende da
preenchimento com ou sem retentor composição do material do pino. Foram
intrarradicular. Nos casos onde houver encontradas grandes diferenças nos terços
perda igual ou maior que 50% da radiculares de todos os pinos testados.
estrutura coronária, com duas ou menos Entre os sistemas avaliados, os pinos de
cúspides remanescentes, deverá zircônia apresentaram-se mais
preferencialmente usar os núcleos radiodensos, logo em seguida os
fundidos ou cerâmicos (ABOU-RASS, metálicos, fibra de carbono, fibra de vidro
DONOVAN, 1993; FOLEY, e fibra de carbono coberto por quartzo.
SAUNDERS, SAUNDERS, 1997). Assim, conclui-se que os pinos que
apresentam comportamento biomecânico
Desobturação e preparo do canal favorável, apresentam baixos níveis de
radicular radiodensidade.
Passo de extrema importância para
retenção do pino, a remoção do material Cimentação
obturador deve, preferencialmente, ser
O objetivo da cimentação é vedar O cimento de fosfato de zinco tem
a área existente entre a peça e a estrutura longo histórico com relação a cimentação
dental, protegendo de produtos irritantes de peças, porém não é adesivo e não
de natureza física, química e bacteriana, possui propriedade anticariogênica.
impedindo a recidiva de cárie (SANTOS, Comparado aos cimentos de ionômero de
2009). As propriedades desejáveis para vidro e resinosos, apresentam maior risco
um cimento ideal são: adesividade, dupla de fratura ao dente (DIETSCHI,
ou alta polimerização, baixa viscosidade, ROMELLI, GORETTI, 1997; VIRE,
propriedades mecânicas compatíveis, 1991).
liberação de flúor e radiopacidade
(DIETSCHI, ROMELLI, GORETTI, Ionômero de vidro
1997; VIRE, 1991). Apresentam como vantagem a
Uma correta cimentação garante liberação e recarga de flúor, expansão
boa retenção e estabilidade da peça. térmica parecida a estrutura dentária e
Quanto menor for a espessura do cimento, adesão química ao substrato dentário
melhor será aproveitada a sua ação como (COUTINHO et al., 2007; NAVARRO,
agente cimentante (SANTOS, 2009), é PASCOTTO, 1998). Em contra partida,
desejável que o cimento absorva e dissipe estes apresentam desvantagens como:
as cargas geradas na mastigação, além de baixa resistência mecânica e baixa adesão
apresentar módulo de elasticidade a dentina (ALMUAMMAR,
semelhante ao da dentina (CAPUTO, SCHULMAN, SALAMA, 2001).
STANDLEE, 1987).
3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tipos de cimentos
A reabilitação de dentes com
Cimentos resinosos tratamento endodôntico e/ou com grande
Esses são divididos em perda de estrutura sempre foi um desafio
quimicamente ativados, na odontologia. Algumas técnicas
fotopolimerizáveis e os duais. Os restauradoras foram desenvolvidas e
quimicamente ativados podem ser aprimoradas com o passar dos anos, na
utilizados, porém diminuem o tempo de tentativa de devolver ao paciente função e
trabalho, dificultando assim uma correta estética perdida.
adesão do pino e posteriormente a Dentro dessas técnicas
remoção de excessos. Já os encontramos o uso dos retentores
fotopolimerizáveis apenas podem ser intrarradiculares, com sua vasta
utilizados quando os pinos são quantidade de materiais, que possibilitam
fototransmissores, porém, ainda existem um tratamento de prognóstico favorável.
questionamentos quanto a sua Os materiais mais utilizados para
polimerização em áreas mais profundas esse tipo de técnica são: pinos metálicos,
ou distantes da fonte de luz. O cimento pinos cerâmicos, pinos de fibra de vidro,
dual supre as necessidades dos cimentos pinos anatômicos, pinos de fibra de
já citados, pois apresenta bom tempo de carbono, pinos de fibra de quartzo, pinos
trabalho e mais segurança quanto a de fibra de dióxido de zircônia e pinos
polimerização (CONCEIÇÃO, 2004). acessórios.
Cada material possui suas
Fosfato de zinco peculiaridades, custos e se apresentam
favoráveis ou não a depender do caso
apresentado. Um material que tem grande suscetível a corrosões, maior durabilidade
destaque na maioria dos casos é o pino e necessidade de uma fina camada de
anatômico. Suas propriedades permitem cimentação, pois seu formato anatômico
uma modelagem do canal, tornando o permite melhor preenchimento do canal.
procedimento mais eficiente, barato, com
material mais estético, biocompatível,
resistente a compressão e tração, não
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