You are on page 1of 6

A conquista de Jericó

Evidências... A conquista de jericó é, sem dúvida uma das mais conhecidas histórias da
Bíblia Sagrada <slide 1> A tremenda conquista liderada por Josué foi um dos mais
audaciosos feitos militares do Antigo Testamento <slide 2> esta história está registrada
em Josué capitulo 6 <slide 3> ali é dito como, sob a liderança de Josué, Israel
atravessou o Jordão para finalmente entrar em Canaã <slide 4> Jericó era um dos
primeiros desafios militares ao cruzarem os limites Terra prometida rumo ao
erguimento de seu país <volta para mim> A bíblia segue sua narrativa descrevendo a
cidade como um local bem protegido com muros e portões que ficavam rigorosamente
fechados <mudar de câmera> então o texto passa a mostrar a inusitada estratégia militar
de como Deus entregaria a fortaleza nas mãos de Josué e ela foi seguida à risca <slide
5> levando consigo trombetas e a arca da aliança os filhos de Israel rodearam a cidade
em silêncio por sete dias consecutivos <slide 6> no último dia, eles marcharam
sete vezes e na última volta gritaram o máximo que puderam, tocaram as
trombetas e as muralhas vieram abaixo <volta para mim> As trobetas que
Josué usou certamente não eram de metal, mas era feita de chifre de
animais, como esta que tenho aqui que os judeus chamam de chofar
<mudar de câmera> É claro que o evento não foi natural, é difícil imaginar
que uma trombeta desta tenha feito um som capaz de entrar em ressonância
com o muro e parti-lo, aquilo foi uma intervenção direta de Deus com a
participação simbólica de seres humanos. Ali cumpriu-se uma antiga
promessa que dizia <GC> “Pois o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar
por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar” Deut. 20:4. <volta para mim>
Mas em que pese a beleza e a inspiração religiosa do relato, tal episódio
levanta várias perguntas: algumas de cunho moral outras de cunho
histórico, ou seja, esse relato é realmente autêntico? Os hebreus
conquistaram a cidade de Jericó derribando seus muros por uma ação
miraculosa de Deus? <mudar de câmera> Começando pelos eventos de
ordem moral, a primeira dificuldade do texto está no capítulo 2 <slide 7 e
8> ali é dito que uma prostituta chamada Raabe deu abrigo a dois espiões
hebreus e por isso recebeu a promessa de que ela e sua família seriam
poupados da destruição. <volta para mim> Raabe de certa forma mentiu ao
seu próprio povo para salvar a vida daqueles homens inimigos. Seria ela
uma heroína ou uma traidora? Teria o deus dos hebreus premiado a mentira
de uma prostituta traidora de seu próprio povo? <mudar de câmera> Uma
vez um ex combatente da segunda guerra mundial, comentando a atitude de
Raabe, disse: uma pessoa que age assim contra seu próprio povo, mereceria
certamente ser fuzilada! Não condecorada como faz a Bíblia Sagrada.
<mudar de câmera> Bem, em primeiro lugar, o fato da vida de Raabe ser poupada,
sendo ela uma prostituta e havendo mentido aos emissários do rei de Jericó, não
significa que Deus estivesse sancionando os pecados da mentira e do adultério
explicitamente condenados nos dez mandamentos <mudar de câmera> o que muitos
leitores precisam entender é que a Bíblia não endossa tudo aquilo que descreve. Ela
apenas descreve e para isso usa uma linguagem determinista (comum a outros tratados
da época) dando a impressão que deus ordena coisas que na verdade ele apenas tolera
temporariamente <mudar de câmera> Deixe-me explicar melhor essa questão de
linguagem determinista: na cultura do antigo oriente médio era comum as pessoas se
expressarem usando a divindade como autor de todo e qualquer acontecimento ocorrido
na história <slide 8> seria mais ou menos quando nós mesmos dizemos a um paciente
“se deus quiser, você logo ficará bom e terá alta” <volta para mim> Mas isso é apenas
uma expressão idiomática que não pode ser levada ao pé da letra. Se ele não ficar bom e
morrer no hospital isso não quer dizer que Deus desejou seu sofrimento. O senhor
apenas não impediu que ele morresse. Existe uma grande diferença entre “não impedir”
e desejar <mudar de câmera> Outro exemplo de linguagem determinativa é quando
dizemos a alguém que parte “vá com deus” como se Deus fosse junto e não
permanecesse com quem fica. Repetindo, essas são apenas expressões idiomáticas que
não podem ser tomadas ao pé da letra <mudar de câmera> assim, repetimos Deus não
mandou Raabe mentir, apenas teve misericórdia de uma mulher que era sincera de
coração <mudar de câmera> mas alguém pode argumentar: Bem, mas ela era uma
prostituta! <slide 9> ora não sabemos as razões sociais que levaram Raabe e milhares de
outras jovens ao mundo da prostituição <slide 10 e 11 > é claro que não podemos como
cristãos endossar essa prática pecaminosa, mas devemos ter a sensibilidade de saber que
nem todas as jovens se prostituem por problemas de caráter. <volta para mim> Muitas
são vítimas de abuso, estupro, sequestro e outras tantas violências sociais que as
encaminharam para essa vida. Elas tentam a todo custo sair deste mundo e por que não
supor que Raabe seria uma destas? <slide 12> Nesse incidente, Deus manifestou Sua
graça salvadora a uma vítima social possuída de uma fé genuína, com o propósito de
salvá-la de sua vida de pecado. <slide 13> O mesmo poder regenerador que atuaria na
vida da “mulher adúltera”, durante o ministério terrestre de Cristo, também transformou
a vida da prostituta de jericó. <slide 14> E o mesmo amor compassivo que perdoaria a
negação de Pedro também perdoou sua mentira. <volta para mim> A galeria dos heróis
da fé ( descrita em Hb 11 e da qual Raabe também faz parte), não é composta por
santos que nunca pecaram, <mudar de câmera> ela antes fala de pessoas bem humanas
que com suas falhas e defeitos alcançaram pela graça divina a vitória sobre o pecado.
<mudar de câmera> Um outro problema moral da história é aquele que dá a entender
que o ataque a jericó foi um bárbaro genocídio em nome de Deus Josué 6:21 reforça
ainda mais esse entendimento ali diz: <GC> Tudo quanto havia na cidade foi destruído
ao fio da espada, tanto os homens quanto as mulheres, tanto os meninos quanto os
velhos, também os bois, jumentas e ovelhas” <volta para mim> Bem, devemos entender
o texto em seu contexto histórico e literário para não interpretar erroneamente o que diz
a Bíblia Sagrada. <mudar de câmera> um estudo completo dos modos como deus age na
história humana nos ajuda a perceber que não se trata de um crime étnico o ataque dos
hebreus. Além de estarem estritamente sob obediência divina, os hebreus não
executaram os canaanitas sem que estes tivessem primeiramente um amplo tempo para
se arrependerem de seus delitos e mau comportamento <mudar de câmera> Genesis 15
mostra que deus tolerou por mais de 400 anos a impiedade dos Arorreus, na esperança
de que se arrependessem <mudar de câmera> Mas nos tempos de Josué, o povo estava
tão depravado que, só para você ter uma noção, o sacrifício de crianças em rituais
religiosos era algo comum para eles como seria para um protestante de hoje cantar um
hino ou um católico acender uma vela <mudar de câmera> as gerações mais novas, é
claro, já seguiam desde cedo o comportamento doentio dos mais velhos. Mas será que
não havia gente sincera entre eles? Claro que sim, Raabe é um exemplo e ela foi
poupada ademais, <slide 16>o teólogo e filósofo Paul Copan <slide 17> autor do livro
Is God a Moral Monster? Seria Deus um monstro moral? <volta para mim> levantou
recentemente uma tese que merece ser aventada: <mudar de camnera> partindo de
elementos históricos, literários e arqueológicos ele trabalha com a hipótese de que
Jericó não era um centro Urbano comum, mas um posto militar canaanita <muar de
câmera>, sendo assim, Raabe seria uma das mulheres contratadas como prostituta
comum para atender as tropas ou talvez uma prostituta ritualística, pois era comum os
exércitos terem consigo um sacerdote e uma prostituta religiosa que serviriam como
amuletos durante a batalha <mudar de cãmnera> fazendo uma comparação com outros
textos do antigo oriente médio que também usavam linguagem hiperbólica, isto é, de
extremo exagero militar, ele entende que Josué 6:21 poderia ser uma expressão
idiomática comum de relatos militares e não uma descrição literal do massacre de
mulheres e crianças. <slide 18> um dos exemplos citados por Copan é essa pedra
comemorativa do faraó Merneptah, filho de Ramsés II do Egito <volta para mim> ao
descrever as vitórias do faraó, o texto diz num determinado trecho <GC> “Israel foi
devastado, seus descendentes não mais existem” <volta para mim> ora, Israel continuou
existindo depois disso, a linguagem, portanto, seus descendentes, isto é, seus filhos não
mais existem deve ser entendida em termos literários, não literais. <slide19>
Senaqueribe, rei da Assíria, é outro exemplo: ao descrever a batalha contra os soldados
de Hirime, ele diz: <GC> “Cortei ao fio da espada os inimigos perigosos, nenhum deles
deixei escapar” <volta para mim> novamente, uma linguagem hiperbólica, uma
linguagem de exagero, semelhante a que usamos quando dizemos: todo mundo
compareceu à festa de meu primo, quando na verdade sabemos que apenas uma pequena
parte da população mundial, aliás, bem pequena esteve presente na comemoração
<mudar de câmera> Copan também aponta para o fato de que Jericó não tem evidências
de ser habitada por população civil mas predominantemente por um contingente militar.
Logo, o que temos é uma batalha semelhante àquelas travadas entre policiais e
traficantes e não um genocídio em massa de pessoas inocentes <mudar de câmera>Bem,
quer aceitemos ou não a hipótese de Copan, o fato é que Deus não ordenaria, de modo
algum uma barbárie sem sentido, isso não condiz com seu caráter nem com seu amor
<muar de câmera> E quanto à procedência da história bíblica relativa à batalha de
Josué? Tem a arqueologia oferecido alguma pista a esse respeito? <slide 20> esta é a
ruína de Tell-es-Sultan, provável local da antiga cidade de Jericó e <slide 21> esta é
uma imagem aérea do mesmo sítio. <volta para mim> A cronologia Bíblica tradicional,
entende que a batalha de Josué ocorreu por volta de 1407 a.C., talvez uns anos a mais ou
a menos mas não muito distante disso. <mudar de camera> Por causa de sua
importãncia no cenário da história bíblica, Jericó foi o segundo sítio, depois de
Jerusalém, a ser explorado na Terra Santa. <slide 22.> quem esteve à frente deste
empreendimento foi este homem, o explorador Charles Warren, um ex militar e pioneiro
da arqueologia na região. <volta para mim> ele escavou seus fossos verticais e três
trincheiras a fim de coletar informações de campo. Na ocasião ele concluiu: <GC> “De
um modo geral, os resultados de nossas escavações neste lugar nos permitem dizer que
esta montanha de entulhos resulta de um acúmulo de antigas fortalezas que existiram
neste lugar.” <volta para mim> Mais tarde em 1907 vieram algumas expedições austro-
alemãs que também exploraram o local de maneira extensiva, mas sem uma técnica de
datação muito apurada. À frente delas estavam os profs. Ernst Sellin e Carl Watzinger
<slide 22 a> Nestas expedições Foram postas a descoberto duas muralhas concêntricas,
sendo a interna ao redor da crista da colina. <slide 22 b > Tratava-se de uma obra-
prima de fortificação estratégica, feita de tijolos queimados ao sol <slide 22 c> veja essa
torre maciça. Que engenharia! <volta para mim> a cidade tinha ainda dois muros
paralelos três a quatro metros distantes um do outro. A muralha interna, que também era
particularmente maciça, media três metros e meio de espessura. <mjudar de câmera> O
cinturão externo que passa pelo fundo da colina consiste num muro de dois metros de
largura e de oito a dez metros de altura, com sólidos alicerces. Estas eram as grandes
muralhas de Jericó! <mudar de câmera> mas, como dissemos a datação local ainda
estava bastante primária Até que <slide 23, 24 e 25> em 1930 John Garstang iniciou
novas escavações no sítio retirando a terra e coletando a cerâmica local. <slide 26>
essas antigas fotos mostram fissuras indicando que a cidade fora destruída por algum
tipo de abalo sísmico que, segundo Garstang ocorrera por volta de 1400 a.C. uma data
impressionantemente equivalente à cronologia bíblica da conquista de Josué. <slide 27>
Até que em 1950 a srta. Kathleen Kenyon que aqui aparece em pé no centro desta foto,
conduziu novas escavações no local e discordou das interpretações de Garstang. <volta
para mim> A sra. Kenyon também encontrou evidências de que o sítio foi realmente
destruído com violência, o problema é que na época de Josué, era muito comum o uso
deste tipo de cerâmica, chamado cipriota e como Kenyon não a encontrou, deduziu que
a cidade e as muralhas não existiam nos dias de Josué, mas que que tinham sido
destruídas 150 anos antes por volta de 1550 a.C. <mudar de câmera> Mais recentemente
porém <slide 28> o arqueólogo Bryant Wood, analisou a cerâmica do próprio local
(cananita), que foi recolhida nas escavações em Jericó. <volta para mim> ele concluiu
que a destruição ocorreu o fim do período da idade do Bronze Antigo I por volta de
1400 a.C. o que coloca as evidências arqueológicas em perfeita harmonia com o registro
bíblico. <mudar de câmera> Agora ainda que alguns insistam em ficar com as
conclusões de Katleen Kenyon, uma coisa é tremendamente pacífica na análise das
descobertas: em que pese as discussões quanto à cronologia, o que encontramos em solo
é exatamente o que a bíblia descreve quanto à queda de Jericó. <mudar de câmera> veja
pela posição geográfica de Jericó, qualquer grupo que entrasse em canaã vindo do leste
teria que enfrentar Jericó e é exatamente isso que a bíblia diz em Josué 3:16. <mudar de
câmera> MAIS: <repetir slide 22 a ou usar o slide intitulado “muros de jericó” > como
você pode ver nesta reconstrução artística os muros estranhamente caíram de dentro
para fora excluindo a possibilidade de uma ação externa <slide 29> também não se pode
dizer que foi um terremoto pois os muros caíram apenas em parte e para a mesma
direção como se tivessem sido empurrados para fora <volta para mim> os muros caíram
na mesma época em que a cidade foi abandonada e depois da queda das muralhas um
grande incêndio devastou o local exatamente como lemos em Josué 6:24 <slide 30> os
grãos estranhamente não foram saqueados o que era de se esperar num ataque militar
<volta para mim> esse detalhe também confirma a ordem de Deus para os hebreus não
tomarem nada de Jericó para si, isto está em Josué 6:17-18<mudar de câmera> e não
somente isso. Os jarros estocados ainda contendo alimentos demonstram que o ataque
ou a destruição foram rápidos pois não deu tempo dos habitantes fugirem levando os
grãos. Isto é exatamente o que está em Josué 6:1. E o abandono imediato da cidade,
também verificado pela arqueologia também está de acordo com Josué 6:26. <mudar de
câmera> Evidências como estas reafirmam a certeza de que a Bíblia não é um livro de
fábulas escritas sem qualquer propósito histórico, ela é – antes de tudo – um relato real
da história antiga <mudar de câmera> uma história reveladora que descreve os atos
salvíficos de Deus em meio aos negócios da humanidade. <mudar de câmera> isso é
incrível, não é mesmo? Quer conhecer outros dados sensacionais como estes, então
fique ligado conosco que semana que vem temos mais um programa evidencias feito
especialmente pra você <mudar de câmera> te espero então semana que vem aqui na
TV novo tempo. Até lá!