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Mitos e Lendas: Jaguar

Judy Mays
Segundo a lenda, se a necessidade é grande o Jaguar virá, um jaguar
que pode se transformar em um homem. Estendida, atada e nua a necessidade de
Sanika é grande – e é respondida... por Balam, o jaguar enorme, negro que a resgata
e a traz a sua toca onde cuida de suas costas e saúde – e amor.
Nas quentes piscina borbulhantes e profundas escuridões da caverna
vulcânica de Balam, Sanika descobre as alegrias da intimidade física com um ser
elegante, ágil, um ser que é muito mais que humano. Desde o princípio, o suave
roçar da língua áspera contra a sua pele sensível, ela está perdida em uma sensual
dança do desejo.
Para Balam, sua união é muito mais profunda. Esta mulher bonita, sexy
aceita pelo que ele é - metade homem, metade besta. Tudo o que ele tem a fazer é
convencê-la a ficar.

CAPÍTULO 1

O rugido de um jaguar caçando despertou Balam de seu cochilo.


Erguendo sua cabeça, ele cheirou o vento. O grande gato estava indo para
longe da aldeia. Bom. Ele não queria confundir os habitantes com dois
jaguares.
Controlando seu próprio desejo de rugir - ao fazê-lo só traria o jaguar
para ver quem estava invadindo seu território - Balam girou sua cabeça em
direção ao sol poente. Hora de ir.
Levantando-se, ele se espreguiçou, estendendo cada membro, estirando
cada dedo do pé, desembainhando cada garra longa, afiada. Ele bocejou,
então passou sua língua na boca, sobre cada canino curvado. Olhando para
baixo, ele inspecionou o chão. O galho onde ele repousou ficava a três metros
e meio de altura - não muito para um salto.
Depois de uma última espreguiçada, ele pulou do ramo de árvore e
aterrissou levemente no mato. Uma mãe javali guinchou com medo e apressou
sua ninhada para longe.
Balam a ignorou. Ele tinha outras presas para caçar. Batendo o rabo no
chão, ele correu em direção à aldeia. O sacrifício do sacerdote não teria o
resultado que pretendia.
À medida que o sol se pôs, gritos raivosos de uma mulher reverberaram
pelas árvores.

***
- Libertem-me, seus filhos cabeludos de Takom! - Raspando seu traseiro
nu contra a pedra áspera do altar, Sanika se contorcia para se afastar dos
homens que tentavam segurar suas pernas. Ela puxou a corda, tranças
grossas que prendiam seus pulsos acima de sua cabeça. O calor das tochas e a
umidade pesada no ar encheram-na de gotas de suor na testa e entre os seios
nus.
O pungente odor de incenso pairava acima do topo da colina.
- Cadela. Você não arruinará meu sacrifício. - o sacerdote resmungou
entre dentes. Então, para o maior de seus assistentes: - Deite-se sobre ela, se
necessário. Mantenha-a quieta!
O corpo musculoso do assistente mais velho caiu sobre sua cintura, e o
fedor acre de homem sujo se misturou com o odor do incenso.
Dedos cruéis comprimiram a pele tenra na parte interna de sua coxa. -
Onde está a menina?
Nauseada, Sanika cuspiu. - Você nunca colocará suas mãos imundas
nela. Ela não ficará sujeita a suas perversões sanguinárias. Eu nunca direi a
você onde ela está.
Um rugido fraco ecoou por entre as árvores. Em algum lugar, um jaguar
caçava.
O seu olhar em direção à selva escura premiou o assistente mais jovem
com um golpe de calcanhar dela na parte carnuda de seu ombro. Fazendo
careta, ele esfregou e disse, - Ela fala a verdade, Dloto. Nós não vamos
conseguir preparar a menina a tempo agora. O que faremos? Os deuses
exigem um sacrifício.
A mão gorda do sacerdote esmagou a coxa de Sanika contra a pedra
bruta. -Prostituta da deusa. Você tomará o lugar da menina que você soltou.
Sanika o chutou, momentaneamente livrando seu pé. - Eu sou uma
sacerdotisa consagrada. As pessoas não permitirão isto.
Irônico, Dloto a beliscou novamente. - Você pensa que eles se
importarão? As chuvas não vieram. Suas colheitas são mais importantes para
eles do que você. Além disso, que sacrifício mais adequado do que o de uma
sacerdotisa?
Um alto oof saiu de boca do Dloto quando seu pé bateu na barriga mole
dele. O sacerdote gordo a liberou e dobrou-se. - Cadela. Guaar! Ruderr!
Amarrem essa mulher maldita.
O canto monótono da multidão que cercava a base subiu pela colina em
forma de cone. A batida funda, rítmica dos tambores juntou-se a ele.
O canto ficou mais alto enquanto Sanika sacudia as mãos contra sua
prisão. Se ela pudesse rolar pelo lado do altar, talvez ela pudesse se livrar.
Uma umidade pegajosa escorreu pelos seus braços.
Sangue.
Dedos malignos enfiaram-se por entre suas pernas e enterraram-se
dentro dela.
Chocada, ela congelou.
- Amarre-a agora! - Dloto comandou enquanto torcia seus dedos.
Os músculos internos de Sanika estremeceram quando uma unha raspou
sua carne delicada conforme ela tentava afastar seus quadris. Suas pernas
foram separadas e presas.
O sacerdote cravou mais fundo seus dedos.
Cerrando seus dentes contra o doloroso sondar de Dloto, ela o olhou com
desprezo: - Tire suas mãos de mim!
Olhando-a de soslaio, Dloto ignorou seu comando e empurrou um
terceiro dedo para dentro dela, torcendo, girando, bombeando: - Você gosta
disso? Você, que se dedicou aos prazeres do corpo. - ele cuspiu. - Você não
passa de uma prostituta, uma que tem enganado as pessoas com seus ensinos
falsos. As sacerdotisas da deusa abrem suas pernas para qualquer homem que
pede.
Dloto deslizou seus dedos de seu corpo e começou a massagear seu
clitóris.
Chocada com a mudança súbita, Sanika friccionou seus dentes contra um
gemido. O toque dele ficou gentil, sedutor.
O olhar malicioso de Dloto se transformou em uma risada má. - Você
gosta de ser fodida, Sacerdotisa? Você aprecia ter o pau de um homem
enterrado dentro de você. É para o que você foi treinada.
Contraindo os músculos do estômago, Sanika olhou para ele, recusando-
se a responder seus insultos.
- Você deve gostar de transar considerando que você abre suas pernas
para qualquer homem que entra no templo. - O sacerdote sorriu. - Você
morrerá como viveu, Sacerdotisa. Meus assistentes e eu a foderemos antes de
você ser sacrificada.
Fechando seus olhos, Sanika mordeu seu lábio. Os dedos do sacerdote
continuaram a acariciar e provocar. Ela sentiu gotas de umidade.
Não! Isto não podia ser! Seu corpo não podia traí-la, não com este...
este porco.
- Você está ficando molhada. - Rindo, Dloto alisou sua umidade junto sua
vulva sem pelo. - Seu corpo está tão bem treinado, respondendo a meu toque
mais leve. Diga-me, Sacerdotisa, você gosta de ser dominada, amarrada para
ser fodida? Ser prisioneira para os desejos dos homens? - Ele levantou sua
faca sacrificial de vidro vulcânico azul e arrastou o lado cego sobre o corpo de
Sanika. - Meu toque excita você. Seu corpo anseia meu pau. Você apreciará
ter meu pau em seu traseiro apertado?
Sanika cuspiu em seu rosto.
Os aldeãos na base da colina começaram a bater seus pés e balançar. O
tambor ficou mais alto.
Novamente, o rugido do jaguar ecoou na selva. Estava mais próximo.
Ignorando o cuspe em sua bochecha, Dloto envolveu os seios de Sanika
com as mãos. Muito suavemente, ele bateu no mamilo com o polegar.
Para seu desânimo, ele endureceu.
O sacerdote riu. - Tão bem treinada. Mesmo agora com sua morte se
aproximando, seu corpo se prepara para o sexo. - Ele apertou seu outro
mamilo. -Uma profunda coloração vermelha tem seus mamilos. Eles se
parecem com morangos maduros. - Ele se curvou e chupou. - Eles não têm
sabor tão doce. - Ele arrastou a mão para baixo através do estômago dela
enquanto se movia para a parte inferior do altar. - Nenhum pelo entre suas
pernas, como mulheres decentes, e seus lábios inferiores estão tingidos de
vermelho, também.
Sanika estremeceu quando ele deslizou seus dedos por entre seus lábios.
Curvado acima dela, ele parecia estar mais perto. – Eles tem sabor
diferente dos lábios de outra mulher?
Engolindo a bílis que subiu em sua garganta, Sanika fechou seus olhos e
enrijeceu seu corpo inteiro. O pensamento da boca de Dloto entre suas pernas
quase a fez enjoar.
Lábios úmidos desceram sobre ela. Uma língua começou a lamber.
Uma mão agarrou um punhado de cabelos e a sacudiu.
Silvando, ela abriu seus olhos e olhou fixamente no rosto do assistente
sênior. - Tire suas mãos de mim, porco.
Guaar empurrou sua cabeça. - Observe, prostituta, enquanto meu
mestre saboreia você, ou eu arrancarei todo o seu cabelo.
Lutando contra o prazer empoçando entre suas pernas, Sanika olhou
para baixo.
Uma rajada de vento soprou incenso acre em seu rosto e a visão da
cabeça gorda e careca do sacerdote subindo e descendo entre suas coxas fez
seu estômago embrulhar.
Endireitando-se, Dloto enxugou a boca com a parte de trás de sua mão.
- Você não em gosto diferente de que qualquer outra mulher. - Ele sorriu
maliciosamente. - Você gosta de pau grande? O pau do Guaar é maior que
qualquer eu já vi. E ele tem brinquedos que gosta de usar. - Ele movimentou a
cabeça para Guaar. - Mostre à sacerdotisa o presente que você tem para ela.
O assistente mais velho soltou seu cabelo, aproximou-se do seu mestre,
e removeu sua tanga. Sorrindo, ele deslizou um anel dourado sobre seu
membro espesso, colocando-o na base.
Sanika tentou fugir quando ele a agarrou, mas seus quadris só moveram
algumas polegadas.
Os dedos do assistente se enterraram e giraram entre suas coxas. Ele
retirou-os, agarrou seu membro, e bombeou-o.
Ele inchou depressa.
Sanika olhou fixamente como ele acariciava a si mesmo. Seu membro
ficou mais longo e mais grosso - muito longo e muito grosso. Ela engoliu. Sem
preparação adequada, uma mulher não podia tomar um membro daquele
tamanho dentro dela.
Abaixando as mãos, Dloto ergueu o membro do seu assistente. - Olhe
aqui, Sacerdotisa, o presente que Guaar traz para você. - Ele puxou Guaar
para frente pelo seu membro. - Olhe aqui.
O sangue fugiu do rosto de Sanika. Uma barra de ouro estava sobre a
cabeça espessa, purpúrea de seu membro, perfurando ambos os lados de seu
prepúcio. A barra tinha farpas.
Suspirando, Guaar fechou seus olhos e tremeu quando seu mestre o
acariciou. Ele empurrou seus quadris uma vez, duas vezes.
Dloto riu, mas manteve sua atenção focada em Sanika. - Imagine estas
farpas douradas entrando em você, cada punhalada cortando e rasgando, seu
sangue fluindo dentro e fora enquanto eu afago seu clitóris. Prazer e dor,
Sacerdotisa, prazer e dor. Eu sempre achei a dor mais agradável -
especialmente quando a provoco.
Para enfatizar sua declaração, ele soltou o membro de Guaar e passou a
ponta de sua faca no estômago dela.
Fogo imediatamente se espalhou através dos músculos de Sanika.
O sacerdote sorriu para ela. - A faca está coberta com seiva de
espirradeira.
O rugido do jaguar se tornou um guincho zangado.
Ruderr, o assistente mais jovem, olhava em direção à selva. Sua voz,
nervosa. - Aquele jaguar parece estar mais perto. Os rumores dizem que um
jaguar matou um sacerdote em outra aldeia.
Dloto deixou seus comentários de lado. - Tolice e rumores infundados.
Aquele jaguar somente está caçando. Veja, Guaar não está preocupado.
Sorrindo loucamente, Guaar bombeou e afagou seu membro, parando de
vez em quando para deslizar um dedo dentro da sacerdotisa e cobrir seu
membro com a umidade.
Enquanto o assistente cutucava e espetava, Dloto arrastava sua faca
pelo corpo dela, resmungando e rindo.
Sanika cerrou os dentes. Lágrimas perdidas rolaram por suas bochechas.
Dloto cutucou a jóia em seu umbigo. - Eu tomarei o jade que você usa
aqui e em seu nariz e orelhas para fazer um colar de ouro. Eu pensarei em
você quando usá-lo.
Olhando para o sacerdote, Sanika engoliu contra a dor que se espalhava
rapidamente. Ela iria morrer, mas não tinha que conversar com seu assassino
enquanto ele a torturava.
Dloto verificou o ângulo do sol. Estava na hora de começar o sacrifício.
- Ruderr, - ele disse enquanto se virava - você vai transar com ela
primeiro.
O jovem assistente olhou fixamente para a sacerdotisa, seu rosto pálido.
Sua tanga estava reta sobre os quadris. Ele não mostrava nenhuma evidência
de ereção.
Ruderr engoliu em seco. - Eu não posso.
Dloto xingou baixinho. Os assistentes jovens eram às vezes afetados por
tais coisas. Ele devia ter se lembrado e dopado o menino com as ervas
adequadas.
Inclinando-se, ele puxou a tanga de Ruderr de seus quadris e agarrou o
pênis flácido. Estava mole e macio. O saco com seus testículos pendurados
abaixo. Dloto rolou o membro do menino em sua mão. Ele segurou e
massageou suas bolas. Ignorando os rugidos do jaguar, Dloto se concentrou
em seu assistente, bombeando e acariciando o pênis flácido do menino. Ele se
aproximou e puxou o menino em sua direção.
Na base da colina, os cantos se transformaram em gritos. Os aldeãos
pararam de circular sobre a colina, e o estrondo baixo de incerteza e medo
derivou da multidão. Aqueles mais próximos as árvores correram em direção à
cidade, gritando em terror sobre um Balam1.
Liberando o pênis de semi ereto de Ruderr, Dloto recuou e olhou em
direção à selva.
Um jaguar preto, enorme passeava de um lado para outro em frente da
folhagem verde.
Gemendo, Ruderr caiu de seus joelhos e começou a se balançar para
frente e para trás, copiosas lágrimas rolando por suas bochechas. - Um jaguar
guardião veio pela sacerdotisa. Nós pecamos. Nós pecamos.
Olhando para os lados, Dloto fez sinal com a cabeça para Guaar. Ele
queria foder o traseiro da mulher ele mesmo, mas isso não era possível agora.
Se ele não controlasse a multidão, ele perderia a credibilidade perante todos
aqui, e, mais importante, com seus colegas sacerdotes nas outras aldeias. A
cerimônia tinha de continuar. O jaguar não era nenhuma ameaça. Estava
simplesmente curioso. Nenhum dos grandes gatos era valente o bastante para
atacar um grupo tão grande de pessoas. Logo desapareceria de volta na selva,
mas ele usaria seu aparecimento em seu próprio proveito. – Vejam! - ele
berrou. - O próprio deus jaguar veio para aceitar nosso oferecimento. Nós
somos favorecidos entre as cidades de nosso país.
Dloto levantou a faca sangrenta nos raios do sol poente - Aceite nosso
presente, grande Kinch Ahau. Traga-nos a chuva.
Uma única gota escarlate pingou sobre o altar próximo ao quadril da
sacerdotisa.
O jaguar rugiu mais uma vez e então pulou na direção ao altar.

1
Balam – Palavra Maia para Jaguar.
CAPÍTULO 2

Lágrimas deslizavam pelas faces de Sanika enquanto ela lutava para


permanecer consciente, mas o veneno correndo por suas veias tinha se
tornado muito doloroso para se combater.
Com o rosto agora escondido atrás de uma máscara grotesca, Guaar se
posicionou na parte inferior do altar se colocando por entre as coxas dela, sua
ereção bulbosa balançando. As farpas douradas atadas em seu prepúcio
brilhando.
Sorrindo cruelmente, Dloto inclinou-se e levantou sua faca. - Você não
sentirá o mergulho da faca até o membro farpado de Guaar rasgar você.
Os últimos raios do sol poente deslizaram sobre seu rosto.
Guaar subiu sobre seu corpo, arranhando de propósito a pele suave da
dentro de sua coxa com as farpas.
Prendendo sua respiração, Sanika fechou os olhos. Seu corpo já estava
queimando por causa do veneno. Aquelas farpas adicionariam mais dor quando
a rasgassem de dentro para fora, mas pelo menos ela não sofreria por muito
tempo. E a criança, a criança não sofreria nada.
Um rugido como uma tosse explodiu à esquerda do altar, e um grande
peso aterrissou acima do corpo de Sanika. Pelo suave fez cócegas em seu
torso e um cheiro mofado a envolveu.
O pilar de pedra que apoiava uma tigela de pedra com incenso
incandescente tombou sobre Guaar quando ele saiu apressado de cima do
corpo dela.
Surpreendida pelo peso morno, pesado, Sanika forçou seus olhos a se
abrirem e olhou fixamente na cara raivosa de um jaguar negro - um jaguar
cujos dentes longos, afiados estavam a algumas polegadas de sua garganta.
Ela soluçou. Dloto estava certo? Os deuses estavam bravos porque ela roubou
a criança? O próprio Kinch Ahau tinha vindo buscá-la?
Ela engoliu. Assim seja. Ela não lamentava ter salvado a criança. Melhor
a mandíbula do deus que a faca sacrificial azul de um sacerdote corrupto. Um
tremor começou em seus dedões do pé subiu pelo seu corpo. Engolindo um
último sopro de ar, ela fechou os olhos, erguendo o queixo para cima, e
apresentando-lhe sua garganta.
Uma língua morna, abrasiva lambeu as lágrimas que cobriam seu rosto.
Com a face formigando, Sanika abriu os olhos e examinou o rosto do
jaguar.
Olhos verdes esmeralda olharam para ela - olhos cheios de misteriosa
inteligência
Inteligência? Ela engoliu em seco. - O que é você?
O jaguar esfregou o rosto peludo contra o dela e se virou para encarar o
sacerdote.
Segurando a faca trêmula diante dele, Dloto se afastou.
Com o rabo chicoteando, o rosnante e sibilante jaguar arqueou-se sobre
o corpo de Sanika, seus longos e brancos caninos brilhando no crepúsculo.
Garras estendidas, ergueu sua pata enorme e golpeou o sacerdote.
Dloto deu mais um passo para trás e estremeceu. Olhos verdes! A besta
tinha olhos verdes! Nenhum jaguar tinha olhos verdes! Os gatos tinham
enormes olhos amarelos. Podia ser um avatar dos deuses?
O jaguar rosnou novamente, e um estridente grito escapou da garganta
de Dloto. Eles tinham que se livrar desta fera e completar o sacrifício.
- Apunhale-o no olho! - Guaar gritou enquanto agarrava uma tigela de
pedra com incenso.
Depois de um olhar rápido a seu assistente, Dloto levantou a faca e se
aproximou.
Dando golpes com sua pata, o jaguar derrubou a faca da mão de Dloto.
Um segundo golpe o estripou.
Com as mãos segurando seus intestinos sangrentos, Dloto caiu de
joelhos e rolou sobre a extremidade da plataforma, gritando
O barulho de seu pescoço quebrando quando ele bateu no chão foi
audível até para Sanika. Apesar da dor que pulsava por suas veias, ela se
permitiu um pequeno sorriso. Sua vida podia estar terminando, mas com a
morte de Dloto, as crianças não sofreriam mais.
Através dos olhos nublados, Sanika observou como o jaguar se moveu
em suas patas traseiras para enfrentar o ataque de Guaar.
Uma garra afiada esfolou sua perna, e ela gemeu.
Desviando-se da tigela de pedra, o gato se lançou sobre Guaar,
afundando os dentes na garganta do assistente, lançando suas garras traseiras
sobre o abdômen do homem.
Mais sangue jorrou.
O jaguar agitou Guaar uma vez, soltou o corpo sem vida, e se voltou
para o assistente mais jovem.
Soluçando, Ruderr se amontoou na base do altar e enrolou-se aos pés do
gato.
O sangue gotejava das mandíbulas do gato quando ele cheirou Ruderr e
então se virou. Ele andou até a extremidade da plataforma e olhou para o
corpo do sacerdote. A multidão tinha ido embora, fugiram para suas casas
assim que ele saltou sobre o altar.
Sanika piscou, tentando focar seus olhos quando uma névoa escura
surgiu em torno do gato então lentamente dissipou-se.
Esboçado pelos últimos raios do sol poente, um homem estava em seu
lugar. Uma longa trança de cabelo preto cascateava sobre seus ombros largos
até o meio de suas costas. Sua cintura era estreita, seu traseiro firme, suas
pernas longas.
Sanika engoliu em seco. Um Balam. A deusa enviou um balam para
salvá-la. Pena que era tarde demais. Lutando contra a letargia que atacava seu
corpo, Sanika se remexeu tentando aliviar o entorpecimento em seus braços e
pernas e a dor ardente em seus cortes. Fixando sua atenção no homem nu, ela
lutou para permanecer consciente.
E perdeu sua batalha.
Enquanto o sol imergia no horizonte, sua consciência fugiu com ele.
***

Enxugando o sangue fresco de seu queixo com a parte de trás da mão,


Balam permaneceu no crepúsculo e olhou fixamente para o sacerdote morto. O
tolo. Ele realmente acreditou que ele teria permissão para continuar seus
costumes blasfemos? Torturando crianças para seu próprio prazer em nome
dos deuses? Seu sangue e morte terminariam com a seca.
Dobrando as mãos, Balam se virou para o assistente que ainda vivia.
Curvando-se, ele o agarrou pela garganta e o forçou a ficar de pé.
O acre odor de urina os cercou quando o menino fechou os olhos e
tentou arranhar o braço de Balam. - Por favor, - ele ofegou, - não faça isto...
não me mate. Por favor... senhor, não me mate. Eu disse a... eles... a
sacerdotisa era... sagrada, que ela... não devia ser o ... sacrifício, mas eles...
não me escutaram.
Enrugando seu nariz pelo fedor que emanava do menino, Balam
procurou pela verdade nas palavras do assistente. Ele sacudiu o menino. -
Olhe para mim.
O trêmulo menino abriu seus olhos.
Balam contemplou o assistente que agora pendia livremente de sua mão.
As lágrimas cobriam suas bochechas, mas seu olhar não oscilou. Ele disse a
verdade.
Repugnado, Balam soltou o assistente. Por que ele imaginava que sentia
saudade de passar tempo com os humanos? Praguejando baixo contra sua
própria tolice, ele se virou e caminhou até o altar. Lábios apertados, ele fechou
as mãos. A mulher estava deitada completamente quieta, seu torso, coxas, e
peitos cobertos com finos e sangrentos cortes. O pungente odor de
espirradeira estava no ar. Se o sacerdote já não estivesse morto, ele teria
grande prazer em estripá-lo novamente - muito mais lentamente.
Um grunhido escapou de sua garganta. - Sacerdote bastardo, que o deus
do mundo dos criminosos encha sua eternidade com dor e tortura pelo que
você infligiu a esta mulher.
Agarrando a faca que ele chutou da mão do sacerdote, ele rapidamente
cortou as cordas que a prendiam pelos pulsos e tornozelos sangrentos.
Enquanto ela deslizava do altar oblíquo, ele a pegou nos braços e a colocou no
chão.
Um pano de algodão se esfregou em seu tornozelo. Virando-se, ele
agarrou a descartada tanga e a imergiu na tigela de água próxima ao altar e
começou a limpar os cortes. Pelo menos ele poderia lavar algum veneno. Se
ela viveria ou não era outro assunto.
Quando os cortes estavam tão limpos quanto ele podia conseguir, Balam
finalmente se concentrou no rosto dela. Sua visão era diferente quando em sua
forma de jaguar, mas mesmo então, ele notou sua beleza. Os longos cabelos
pretos cobriam sua cabeça e ombros como uma nuvem de meia-noite. A linha
de minúsculas flores brancas e azuis tatuadas através de seu rosto de uma
orelha até a outra enfatizavam seu nariz reto, bochechas cheias, e a pele
marrom e morna. Uma bola pequena de jade verde perfurava sua narina
esquerda. As duas linhas azuis tatuadas verticalmente em cima de seu queixo
chamavam atenção para seus lábios cheios, vermelhos. Anteriormente, quando
ele olhou fixamente nos olhos dela, agora fechados, ele eram de um profundo
e escuro marrom de rico chocolate.
Ele traçou a linha de flores de um lado de seu rosto ao outro. - Você teve
a coragem para desafiar um sacerdote corrupto e salvar uma criança de uma
morte brutal sem pensar em sua própria segurança. Eu gostaria que pudesse
ter conhecido você antes.
Ele segurou o rosto dela e então deslizou um dedo para baixo em direção
da coluna firme de sua garganta para os ombros. Seriam seus ferimentos
somente as queimaduras da corda e os cortes? Um corte em sua clavícula
ainda sangrava, e, por alguns minutos, ele aplicou pressão com o polegar para
estancá-lo. Ele segurou um seio. Redondo e firme, era do tamanho perfeito
para sua mão.
De repente, sua alma de jaguar rugiu com vida. Minha. Minha
companheira. O desejo de sugar seus mamilos vermelhos quase o dominou -
quase.
Rosnando contra sua própria debilidade, Balam tirou o olhar dos seios e
continuou a explorar o corpo dela a procura de ferimentos. A miríade de cortes
sangrando lentamente na caixa torácica marcava uma pele antes sem
imperfeições. Cuidadosamente, ele acariciou a pedra de jade no umbigo. A
pedra lisa atraiu seus olhos para seus largos quadris, e ele arrastou seus dedos
mais para baixo - para a junção de suas coxas e seu monte lisinho. Ele não
tinha uma mulher a mais tempo do que podia se lembrar. E agora, quando ele
finalmente tinha uma em seus braços, ela estava morrendo.
Balam suspirou. Não só ela era uma das mulheres mais fisicamente
desejáveis que ele já vira, mas a coragem que esta sacerdotisa exibiu ganhou
seu respeito e admiração.
O jaguar em sua alma lutou para controlar de seu corpo. O desejo para
acasalar ficando mais forte.
Sua respiração se tornou mais difícil.
Com alguma dificuldade, ele recuperou o controle completo de sua
mente e corpo, e se surpreendeu um pouco pelo fato dos instintos do jaguar
lutar tão forte contra ele. Normalmente, a parte felina de sua alma ignorava
mulheres humanas.
Tirando uma mecha escura do rosto dela, Balam contemplou a mulher
em seus braços. Ele não podia deixá-la ficar aqui até que alguém a
encontrasse e lançasse seu corpo no fogo. Ela merecia mais do que isto. Ele a
levaria para a selva e a enterraria em um lugar secreto sagrado para a deusa.
Ela não merecia menos. Erguendo-a em seus braços, ele desceu rapidamente a
escada esculpida na encosta do morro.
Enquanto Balam carregava a sacerdotisa na direção da selva, ela gemeu.
Ele olhou no rosto avermelhado. Febre.
Ela gemeu novamente e murmurou algo incompreensível.
Seu coração pulou.
Talvez ela fosse forte o suficiente para sobreviver.
Balam a moveu em seus braços novamente, e os seios se esfregaram
contra seu tórax.
Ele forçou seu corpo a não reagir. Ele era um avatar dos deuses não um
homem tão desesperado por uma mulher que faria sexo com ela quando
estava morrendo. Mas se ela vivesse…
Balam cerrou seus dentes e forçou os pensamentos carnais a saírem de
sua mente. Esta mulher merecida mais dele do que isto. Ele a levaria na
viagem de volta para sua caverna e usaria suas habilidades curativas para
salvar sua vida. Se ela morresse a caminho, ele a honraria com um enterro
adequado. Mas ele também faria tudo em seu poder para ajudá-la a
sobreviver.

CAPÍTULO 3

Balam mediu a distância do chão até o galho espesso da árvore com um


olhar. Normalmente, saltar não seria um problema. Porém, a mulher em seus
braços era peso extra, então mais força era exigida para fazer o salto. Se ao
menos ele já não estivesse tão cansado. Esta viagem estava levando duas
vezes mais tempo do que o normal. Ele deveria ter chegado em casa pela
manhã. Ao invés disso, ele passaria outra noite em uma árvore segurando a
febril sacerdotisa em seus braços.
Mas ela ainda vivia.
Nos últimos dois dias, cada vez que se aproximava de um córrego, ele
forçava água pela garganta dela. Ela resistia, mas engolia. Ela não recuperou a
consciência, o que era provavelmente o melhor. Tentar explicar para ela por
que ele não a deixou aos cuidados dos aldeãos era algo que ele preferia fazer
em sua caverna.
Respirando fundo, Balam abaixou, então pulou e aterrissou sobre o galho
espesso e horizontal da árvore. Ele equilibrou-se cuidadosamente então se
acomodou no vértice de dois galhos, suas costas apoiadas contra o tronco da
árvore. Com um pouco de sorte, ele dormiria um pouco essa noite.

Raios de luar atravessavam o dossel verde que estava acima de sua


cabeça quando Balam foi acordado por gemidos baixos. Imediatamente, seus
olhos se ajustaram para a escuridão. Balam sorriu. Um humano não poderia
ver muito mais do que a mão na frente de seu rosto. Ele não tinha qualquer
dificuldade em ver tudo.
A mulher em seus braços começou a lutar.
- Ahhhhhhh. Não! Deixe-me ir!
Ele afrouxou seu aperto só o suficiente para que ela não se sentisse tão
presa. Ela estava tão fraca que seus esforços não tiveram nenhum efeito
contra a força superior dele de qualquer maneira.
Calor irradiava de seu corpo. Ela ainda estava febril, mas seus olhos
estavam abertos.
Piscando, Sanika tentou enfocar o rosto acima dela, mas estava muito
escuro para ver mais que um esboço vago. Ela fechou os olhos novamente.
Engolindo, ela tentou conversar.
Nenhuma palavra deixou sua boca e ela soluçou em sua mente. Seu
corpo inteiro doía, e ela estava tão quente!
Uma lágrima rolou por seu rosto, e Sanika parou de lutar. Ela estava
morrendo. Por que lutar?
Braços fortes a puxaram contra um tórax firme.
- Shhhh, Sacerdotisa. Você está segura agora. Volte dormir.
Com sua consciência escapando, Sanika tentou abrir seus olhos mais
uma vez e concentrar-se na profunda voz do homem que a segurava. Ela
lambeu seus lábios. Desta vez, sua voz era fraca, mas audível.
- Eu estou segura?
-Mais segura que a maioria em nosso mundo, Sacerdotisa.
Relaxando, ela deixou sua cabeça cair contra o ombro dele e fechou seus
olhos.
- Sanika. Meu nome é Sanika.

***

Bocejando, Balam esticou-se até que trabalhou cada nó de cada


músculo. Então ele se deitou de lado e lambeu sua perna dolorida. Agradecia a
todos os deuses por estar finalmente em casa. Duas noites nos galhos de
árvores caídas, dormindo apenas levemente enquanto Sanika dormia irrequieta
em seus braços e constantemente em guarda contra possíveis predadores,
minaram sua resistência.
Descansando a cabeça sobre suas patas traseiras, Balam olhou
fixamente para a mulher onde ela dormia entre as gramíneas e as esteiras
soltas de sua cama. Muitas vezes durante o decorrer da viagem, ele pegou-se
admirando seu rosto e corpo.
Ela dissera que seu nome era Sanika, e ela era tão delicada quanto a flor
branca a quem homenageava. No entanto, seus peitos rechonchudos e quadris
cheios não deixavam nenhuma dúvida ela era uma mulher crescida.
Seu membro contraiu-se, e Balam se remexeu levemente. Ele não fazia
amor com uma mulher desde que se colocou a serviço da deusa - serviço que
estava finalmente terminando. Assim que o novo avatar chegasse, ele estaria
livre para retornar a sua aldeia e achar uma companheira.
Balam encarou Sanika. Ela era jovem e bonita, tão bonita quanto
qualquer mulher em sua tribo. Sua pele era suave e lisa, os seios cheios, seus
quadris largos o suficiente para embalar um homem confortavelmente quando
ele se deita sobre ela. Suas pernas eram longas, longas o suficiente para
envolverem-se ao redor de sua cintura quando ele mergulhasse nela.
Como ele continuasse a olhar fixamente para Sanika, o desejo para
montar e acasalar aumentou. Sua cauda começou a chicotear quando aquela
parte de sua alma que era jaguar rugiu. Ela é fêmea e está disponível. Acasale
com ela. Tenha filhotes com ela.
Lutando contra seus impulsos primitivos, Balam trocou para forma
humana. Sanika ainda estava febril, doente, e fraca. Ela precisava se curar.
Mas depois que ela estivesse bem…
Espreguiçando-se, ele se estirou mais uma vez então caminhou através
do chão de pedra. A caverna era fresca. Ela estava nua e ele precisava mantê-
la aquecida. Além disso, ele estava cansado e precisava descansar. Eles
estavam seguros aqui. Finalmente, ele podia dormir.
Depois de pentear-se com os dedos e tirar os cabelos embaraçados do
rosto, Balam deitou-se ao lado de Sanika e a puxou para os braços, as costas
dela contra seu peito. Deitando-se em conchinha, ele posicionou a cabeça dela
debaixo de seu queixo.
Pela primeira vez em três noites, ele relaxou e dormiu profundamente.

***

Cercada por calor masculino, Sanika despertou para a quase total


escuridão - só um brilho vermelho das brasas de um fogo agonizante fornecia
uma luz fraca. Um braço pesado estava em sua cintura, e uma mão grande
segurava seu seio. Um corpo duro enrolava-se ao redor do seu por trás.
Cabelos suaves, flexíveis faziam cócegas em seu corpo nu - e um membro
duro estava pressionado contra seu traseiro.
Piscando, ela tentou se localizar. Estava tão escuro, ela mal podia ver o
tapete em baixo de seu corpo.
O braço ao redor sua cintura apertou-se.
Sanika moveu seus quadris – para longe do homem que a segurava em
seus braços. Quem era ele? Franzindo a testa, ela procurou em sua memória.
O sacerdote, os cortes, o veneno, a dor - o jaguar de olhos verdes. Mais tarde,
na escuridão, um rosto obscuro, e braços fortes. Ela estava ainda viva.
Alguém, provavelmente este homem, a salvara e cuidara dela. Ela lhe devia
sua vida.
Respirando fundo, ela tentou sair de debaixo do braço musculoso.
Lentamente, ela se sentou, apoiando as mãos no chão com o ataque súbito de
vertigem. Balançando, ela lutou para permanecer em pé. Ela estava tão fraca.
Antes que ela percebesse que ele estava acordado, o homem deitado ao
seu lado se levantou.
- Fique onde você está. Eu acenderei alguma luz.
A voz era profunda e rica, quase um baixo, surdo rosnar. Algo nele lhe
era familiar. Passos suaves atravessaram o espaço vazio a sua frente. Pedra
raspando contra pedra e luz brilhante explodiu na escuridão.
Ofegante, Sanika cobriu seus olhos, piscando até que eles se ajustaram.
Ele falou novamente. - Eu sinto muito. Eu devia ter advertido você. Eu
não pensei que estaria tão tarde quando acordássemos.
Passos acolchoados atrás dela, e ela ouviu o sussurro de uma cortina de
tecido. Apoiando suas mãos contra o chão para se erguer, ela olhou para trás
por sobre seu ombro. Luz fraca penetrava por uma abertura do tamanho de
uma porta.
- A entrada para a caverna está em um ângulo para esta abertura em
que a luz não é forte. A outra abertura, porém, está em um ponto
relativamente estreito da parede da caverna. Quando o sol começa a se pôr,
entra luz solar direta por algumas horas. Eu normalmente mantenho o buraco
coberto. A penumbra da entrada e o fogo são suficientes para mim, mas seus
olhos não são tão bons quanto os meus.
Sanika girava a cabeça, seguindo a voz do homem até que ela encontrou
sua origem. Uma forma escura estava à direita da entrada. A voz profunda
movimentou sua memória. Ele era o homem que a segurou em seus braços e
disse a ela que estava segura.
- Quem é você?
- Balam.
A força a deixou. Tremendo, ela desmoronou. Balam. Um balam, um ser
metade homem metade jaguar, avatar dos deuses, a salvara. Ele era o jaguar
com os olhos verdes.
- Por quê? - Sanika engoliu a secura em sua garganta. - Por que você me
salvou?
Sua voz era um rugido estridente. - Tlazolteotl ordenou que eu o fizesse.
A voz de Sanika caiu para um sussurro. - A própria deusa?
- Sim.
- Por quê?
Ele encolheu os ombros. - Não era sua hora de morrer.
Cobrindo os olhos com o braço, ela piscou por causa das lágrimas. Ela
estava tão fraca, tão cansada, à mercê de um ser não completamente
humano. Mas ela ainda estava viva. Não importava a circunstância, viva era
melhor que morta.
Sanika sentiu, e não ouviu, ele se mover.
Ele se ajoelhou ao lado dela, deslizou o braço debaixo de seus ombros,
ergueu-a, e segurou uma tigela contra seu lábios.
Ela arregalou os olhos. - O que?
Ajustando um pé no chão atrás dela, ele inclinou as costas dela contra
sua coxa e ordenou: - Beba. É água. Você precisa substituir os fluidos que seu
corpo perdeu.
O calor de seu corpo a cercou.
Sanika enrugou seu nariz quando bebeu. O odor dele não era
desagradável, mas bastante limpo e masculino e algo mais - almiscarado,
como um gato.
Ela engasgou.
-Você está bem? - Ele a moveu e o cotovelo dela roçou a ponta de sua
masculinidade.
Sanika congelou. O que ele iria fazer com ela? - Por que eu estou aqui?
Por que você não me deixou com os aldeãos?
Ao invés de responder, ele segurou a tigela contra seus lábios
novamente.
- Engula tudo.
- Não. Eu preciso saber…
- Você vai beber isto agora. - Seu tom não admitia nenhuma recusa.
Irritada, Sanika engoliu. Se ela não o fizesse, ele poderia afogá-la
esvaziando a tigela por sua garganta abaixo. Depois que bebeu a água, ele
suavemente a deitou. Enquanto ela observava, ele se aproximou do fogo,
deslocou uma pedra quente do centro, e a colocou em outra tigela de madeira.
O silvar da evaporação encheu a caverna. Ele tirou a pedra fora com
duas varas bifurcadas e retornou ao lado dela.
Ela tentou se afastar. - O que é isto?
Ele a pegou novamente em seus braços como se ela fosse uma recém-
nascida impotente. - Caldo de carne. Você precisa recuperar sua força.
Depois de saboreá-lo ele mesmo, segurou a tigela contra seus lábios. -
Não está muito quente. Beba. Tudo.
Ela bebeu e engoliu. Bebeu uma segunda vez e virou a cabeça.
Ele usou a coxa para fazer virar a cabeça de volta para a tigela. - Você
vai beber tudo.
O odor almiscarado, masculino de sua virilha a cercou.
Sanika não teve a força para lutar contra ele.
Depois de cada gole, ele lhe dava uma chance de recuperar o fôlego,
então despejava mais caldo em sua boca.
Finalmente, exausta, ela terminou a última gota. Cuidadosamente, ele a
deitou novamente contra as peles e tapete de mato. - Durma agora.
O comando em sua voz a fez arregalar os olhos. Ela dormiria quando
estivesse pronta, não quando ele dissesse a ela. - Por que você não me levou
de volta para meu templo?
- Os aldeãos estavam dispostos a deixar você morrer uma vez. Eu não
podia dar a chance de eles fazerem isso novamente. - Ele colocou a tigela no
chão e tirou uma mecha de cabelo do rosto dela.
Ela estava muito fraca para se afastar. - O sacerdote…
Isso era um grunhido?
- Está morto.
- Você o matou?
Balam tinha o olhar intenso quando concordou com a cabeça. - Ele
mereceu morrer.
As pálpebras de Sanika começaram a fechar. - O que… o que você vai
fazer comigo?
O jaguar na alma de Balam rugiu. Fique com ela. Acasale com ela. Uma
onda de calor correu por suas veias.
Seu membro endureceu.
Ele a queria.
Seu pênis se mexeu.
Narinas se alargando, Balam lutou contra o desejo de se jogar sobre
Sanika e penetrar nela tão profundamente quanto podia. Ela estava ainda
muito doente para resistir a um acasalamento selvagem com ele. Mas mais
tarde… quando ela estivesse bem. Uma forte sensação de possessividade
envolveu Balam enquanto olhava fixamente para Sanika. Ele a manteria para
si.
Erguendo-se a sua altura máxima, ele cruzou os braços sobre o peito. -
Você é minha. Quando estiver bem, retornará comigo para minha aldeia como
minha companheira.
Sanika arregalou os olhos. Seu queixo caiu. Sua companheira! Ele não
era nem humano! Juntando todas as suas forças, ela se ergueu. - Você está
louco? - Imediatamente sua vista nublou. Ela balançou e caiu entre as
gramíneas, sem força para fazer qualquer outra coisa além de ficar lá.
Lágrimas escorreram sobre suas faces. Eu estou tão sob o controle dele,
quanto estava sob o de Dloto.
Antes de ele poder responder, o esgotamento a superou, e ela caiu em
um sono intranqüilo.
Balam olhou fixamente para Sanika enquanto ela murmurava inquieta.
Dizer a ela que ele a queria como sua companheira a chocou e assustou.
Impacientemente, ele ajuntou o cabelo atrás das orelhas então olhou para seu
membro ereto. Ele a queria, mais que podia se lembrar de querer outra
mulher.
Tudo que ele tinha a fazer era convencê-la que ela o queria.

CAPÍTULO 4

Uma pressão incessante em sua bexiga despertou Sanika. Nenhum calor


masculino a envolvia, e ela estremeceu no ar frio. Ela estava só.
Finalmente!
Respirando fundo, ela se sentou. Por três dias ela esteve nestas esteiras,
e agora iria se levantar e caminhar! Apoiando suas mãos contra o chão, ela
olhou em volta.
- Eu preciso urinar e eu vou fazer isto sozinha. - Um canto dela se
recordou das memórias nebulosas de Balam que a segurara em cima de uma
bacia grande. Embora ela estivesse só, calor subiu em seu rosto. Ele fez isso
por ela?
Depois de outra respiração profunda, Sanika se colocou de pé. Quase
imediatamente, seus joelhos fraquejaram e ela se abraçou a uma estalagmite
delgada para não cair.
O grito dele era mais do que um rugido. - O que você pensa que está
fazendo?
Mordendo o lábio, Sanika voltou seu rosto na direção de Balam.
Maldição, mas de onde ele veio?
Muito mais rapidamente do que devia ter sido possível, Balam estava ao
seu lado, seu braço ao redor de sua cintura. -Volte para a esteira de dormir.
Você ainda está muito fraca para caminhar.
Sanika rangeu seus dentes. - Eu não posso. Eu tenho que…
Sua voz mostrou uma medida de raiva. - Você não tem que fazer nada.
Agora deite-se.
Sua mão deslizou junto seu estômago, e a pressão em sua bexiga
intensificada. - Não, droga! Eu tenho que fazer xixi. Agora deixe-me em paz.
Seu braço apertou. - Eu sei.
Sua força se acabou e ela caiu contra ele. - Como? Como você pode
saber?
Sua risada era um estrondo profundo. - Eu posso sentir o cheiro. Quem
você pensa que cuidou de você enquanto estava febril e inconsciente?
Mais calor subiu para o rosto de Sanika. Ela não deixaria que ele a
segurasse sobre uma bacia novamente! - Por favor. Eu tenho que... fazer isto
eu mesma.
Balam olhou fixamente para o topo da cabeça dela. Trêmula, ela caiu em
seus braços ainda se recusando a reconhecer que precisava de sua ajuda. Ele
suspirou. Em sua posição, ele faria o mesmo. - Atrás daquele pedregulho. Mas
se eu ouvir você cair, eu vou buscar você.
Cuidadosamente, ele a soltou.
Lentamente, ela se afastou dele e tropeçou em direção ao canto escuro,
usando estalagmites, estalactites, e pedregulhos como apoio.
Balam observou até que ela desapareceu de sua visão. Ele sorriu. Ela era
como um filhote de jaguar com olhos recentemente abertos - muito fraco para
mover-se sozinho, mas insistente para fazê-lo.
Com suas costas apoiadas contra um pedregulho, Sanika se agachou e
suspirou. Suas pernas tremeram e sentiu como se fosse desmoronar ali
mesmo, mas se isso acontecesse, ele viria e a carregaria. Ela não seria
carregada novamente.
Ainda mais lentamente do que quando foi, Sanika voltou até a esteira de
dormir. Por todos os deuses, ela odiava estar impotente!
Tigela na mão, Balam estava esperando por ela. - Eu tenho mais caldo
para você.
Ela fez uma careta. - Eu estou cansada de seu caldo.
Seus dentes brancos brilharam na penumbra. - Não obstante, você o
beberá.
Como sempre, ele não lhe deu nenhuma escolha. Ele se sentou ao lado
dela, ergueu-a em seu colo, e despejou o líquido morno em sua boca até que
ela engolisse.
Quando ela terminou, ele a deitou novamente. Sanika fechou os olhos.
Insuportável, arrogante… homem-gato! Ele pairava sobre dela,
constantemente, nunca dando qualquer privacidade. Hoje foi o primeiro dia
que ela acordou só.
Suspirando, ela rolou para o lado e olhou para a parede. Ela estava tão
cansada. Sua viagem solitária para o outro lado da caverna a esgotou, mas
não estava sonolenta. Contudo ela não tinha nada mais para fazer - nada além
de dormir ou observá-lo.
O som de pedras deslizando através do chão chamou a atenção de
Sanika. Ela abriu seus olhos e se virou.
Balam estava sentado no chão de caverna rindo das travessuras de dois
filhotes meios crescido de jaguatirica. Ambos ouviram seu leve suspiro porque
congelaram e olharam fixamente em sua direção. Um deles sibilou quando ela
se sentou.
Pegando um debaixo de cada braço, Balam se levantou e os trouxe para
Sanika. - Vocês não têm de ter medo dela, - disse a eles. - Ela está mais fraca
que um filhote recém-nascido. - Ele os colocou no chão na frente dela.
Ambos os filhotes pararam e olharam fixamente para ela.
Prendendo a respiração, Sanika observou o estremecimento das narinas
deles quando inalaram seu cheiro. Um deles se aproximou, ainda cheirando.
Conforme Sanika se deslocava para trás, uma mecha de seu cabelo se mexeu.
O filhote atacou.
- Ai!
Não mais intimidado, o segundo filhote atacou seu irmão. Eles bricavam
através da esteira de dormir silvando e cuspindo.
Sanika puxou as pernas para fora do caminho. – Tire-os de cima de mim!
Agachando ao seu lado, Balam riu. - Por que? Eles não machucarão você.
Eles ainda são bebês.
Músculos ondularam em seu corpo nu.
Agarrando uma esteira, Sanika puxou-a para seu colo. - Você nunca
veste roupas?
Ele pegou um filhote que estava para se lançar sobre ela. - Não. Por que
deveria?
Sanika recostou-se contra uma pedra lisa. -Todo mundo veste roupas.
Ele colocou o filhote de costas e esfregou a pele suave, branca de sua
barriga. - Eu não.
Sanika afastou o olhar de seu peito largo. - O que você faz quando você
fica com frio?
Virando a cabeça, ele olhou fixamente nos olhos dela. - Eu mudo. Os
jaguares raramente ficam com frio.
Sanika engoliu. Por um momento, ela esqueceu o que ele era.
Ele a observava com um leve sorriso em seu rosto, seu jeito de olhar
desafiando-a a dizer algo mais.
Sanika nunca recusou um desafio. - Mas você não é um jaguar o tempo
todo. Você não pode ficar andando nu por aí.
Novamente seus dentes brilharam na penumbra da caverna. - Tenho
ficado em minha forma humana mais esta última semana do que eu nos
últimos cinco anos.
Sanika piscou. Antes de ela poder responder, o filhote atacou seu pé e
mordeu seu dedão.
Ela puxou o pé fora do caminho. - Ai! Eu pensei que você tinha dito que
eles não me machucariam.
Inclinando-se, Balam ergueu o filhote que se retorcia de cima das pernas
de Sanika. - Essa mordidinha não machucou você. - Mesmo assim, ele pegou
o outro filhote e os levou para a entrada. Ele fez um estranho som de tosse e
então disse, -Vão brincar lá fora.
Caindo e rolando, eles perseguiram um ao outro porta afora.
Fechando os olhos, ela abafou um bocejo. - Todos os animais escutam
você assim?
Balam retornou para a caverna e sentou-se em um tapete a poucos
metros de Sanika. – A caça seria muito mais fácil se eles o fizessem.
Ela manteve seus olhos afastados dele. Ele era tão... másculo! - E os
filhotes? Como eles entendem você?
Sua voz era um rugido macio. - Todos os gatos se entendem um ao
outro.
Sanika estremeceu e seus ombros caíram. Ele tinha que lembrá-la do
que era. – Por que eles não estão com a mãe?
- Enquanto ela bebia no rio, um jacaré a arrastou. Eu não podia deixá-los
morrer.
Sanika piscou, lutando para manter os olhos abertos. Os jaguares
machos não se importavam com os filhotes. Às vezes eles até os matavam.
Mas Balam adotou dois órfãos de outra espécie e os estava criando. Ele não
era completamente sem humanidade então.
Um bocejo escapou.
Suavemente, ele apertou seu ombro. - Durma. Você ainda está fraca.
Ela lutou para permanecer na posição vertical.
Outro bocejo.
Murmurando, Sanika deslizou sobre o tapete. - Durma, você diz. Tudo
que eu faço é dormir. Eu estou cansada de dormir. - Seus olhos se fecharam.
Após um suspiro fundo, ela perdeu a batalha.
Juntando os cabelos atrás das orelhas, Balam observou Sanika respirar
profundamente. Crostas cicatrizadas cobriam seus cortes e ela estava ficando
mais forte. Hora de lhe dar algo mais que caldo com uma poção do sono para
comer.

CAPÍTULO 5

Partículas de poeira subiam e giravam no raio de sol que dançava


subindo pelo corpo de Sanika. Quando alcançou seu rosto, ela enrugou seu
nariz e fechou os olhos mais firmemente. Ela estava tendo um sonho
maravilhoso…
Um menino de cabelos negros brincava a seu lado enquanto ela
amamentava outro em seu peito. Como parteira, ela assistiu ao nascimento de
muitas crianças, regozijando-se com todo nascimento saudável. No fundo de
seu coração, entretanto, ela sonhava em ter sua própria criança, algo que lhe
era negado como uma sacerdotisa. Estes sonhos de ter seus próprios filhos
eram poucos, e ela apreciava cada um.
Ela não queria acordar agora!
Quando Balam apareceu em seu sonho e pegou a ela e a criança que ela
amamentava em seus braços, ela despertou abruptamente.
Piscando por causa da claridade da luz solar em seus olhos, ela rolou
para o lado.
Ele se sentava a poucos metros de distância, cortando um pedaço de
madeira com uma faca.
Embrulhados em torno de si mesmos como uma bola grande, manchada,
os filhotes de jaguatirica dormiam ao seu lado.
- O que você está fazendo?
Ele levantou os olhos e sorriu. - Esculpindo.
- Por que?
Ele gesticulou na direção a ela. - Eu não teci o tapete em que você
dorme, nem fiz as tigelas que eu uso. Eu não posso entrar em uma aldeia para
negociar, então eu tomo o que eu preciso e deixo estas esculturas como
pagamento.
As lascas de madeira caiam no chão enquanto Sanika observava. Ao
longo dos anos, histórias chegaram até o templo sobre pequenas esculturas
deixada no lugar de possessões perdidas. Agora ela sabia sua origem.
Os músculos em seu tórax ondulavam enquanto ele trabalhava.
Ela se concentrou nas mãos dele.
- O que você está esculpindo agora?
- Um pente para você.
O olhar dela saltou para seu rosto. - Para mim? Por quê?
Ele encolheu os ombros. - Eu pensei que você gostaria de tomar banho e
poder pentear seu cabelo.
Sanika se sentou. - Um banho. Onde? Como? Você realmente disse isso?
Sorridente, ele movimentou a cabeça. - Outra caverna ligada a esta aqui
tem fontes termais e piscinas. Uma delas é funda e fria o suficiente para usar
como banheira.
Sanika se abraçou. Um banho! Apenas o pensamento de ficar livre da
sujeira e do fedor de seu corpo elevou seu espírito mais alto que tudo nesses
dias.
Apoiando a mão no pedregulho atrás dela, ela se colocou de pé.
- Mostre-me a piscina. Agora.
Ela deu um passo e oscilou.
Num piscar de olhos, Balam estava ao seu lado. Ele a segurou contra o
corpo - seu corpo morno, musculoso.
- Cuidado. Você está ainda fraca. Sente-se.
De olhos fechados, Sanika tentou recuperar o equilíbrio enquanto ele a
guiava para um rochedo baixo. Ela se sentou, vacilando ligeiramente quando
seu traseiro nu entrou em contato com a pedra fria.
- Aqui, beba isto. Estendeu uma tigela pequena e escura cheia de líquido.
Sanika segurou-a em suas mãos, ergueu-a para o nariz, e cheirou. -
Você misturou poção para dormir no caldo. Eu não beberei mais. Já dormi o
suficiente.
Seu sorriso reluziu. - Água.
Sanika bebeu. Era água - água fresca, fresca. Ela engoliu tudo.
Ela se levantou e oscilou novamente. - Eu quero meu banho, agora.
Sorrindo com o tom de comando dela, ele a segurou pelo cotovelo. -
Primeiro você come. Então pode tomar um banho.
Seu estômago escolheu aquele minuto para roncar. - Eu não beberei
mais caldo.
- Nenhum caldo. Carne. Aproximando-se do fogo agonizante, ele tirou a
tampa de uma travessa de madeira. Ele lhe entregou um espeto com pedaços
de carne.
Ela os devorou e agarrou outro espeto.
- Já era tempo de você me dar algo substancial para comer. Você tem
algumas tortillas? - Ela puxou outro pedaço de carne do espeto e o colocou na
boca.
Ele sacudiu a cabeça. - Apenas carne.
Ela bufou e murmurou algo sobre achar um pouco de fubá.
Balam recostou-se contra uma pedra grande e observou Sanika comer
até a travessa estar vazia. Inclinando-se, ele pegou o pente e o estendeu para
ela.
- Pronta para seu banho?
Depois de lamber os dedos, Sanika tomou o pente. - Sim.
Balam estendeu a mão, palma para cima. - Venha.
Sanika sacudiu a cabeça. - Eu seguirei você.
Enrugando a sobrancelha numa leve carranca, Balam negou com a
cabeça. - O caminho é escuro e rochoso. Eu não quero que você caia.
Sanika olhou fixamente para sua mão. Parecia humana - cinco dedos
com unhas, não garras.
Lentamente, ela estendeu a mão e a apertou.
A mão dele era morna e forte. Ele enlaçou seus dedos com os dela e a
colocou de pé. Esperou até que ela se firmasse, em seguida, virou-se e a levou
na direção de uma abertura escura atrás da caverna.
Respirando fundo, Sanika deixou que Balam a conduzisse, tropeçando
enquanto o seguia na escuridão.
Soltando sua mão, ele pegou pelo cotovelo e a estabilizou. - Você está
bem?
A sua esquerda, ela ouvia o barulho alegre da água espirrando em uma
rocha.
Ela piscou, esforçando-se para ver na penumbra. - Sim. Eu só não
consigo ver muito bem.
Ele deslizou o braço ao redor da cintura dela. - Há luz na próxima
caverna. Ele encurtou seu passo largo, usando os pés para tirar pedras soltas
do caminho para que ela não escorregasse nelas.
Enquanto caminhavam, sua coxa forte, flexível roçava a dela. Sanika
estremeceu. Sua pele era lisa, com músculos firmes. O braço enrolado ao
redor dela era forte.
Ela não tropeçou novamente. Uma luz ofuscante apareceu adiante. Ela
apertou os olhos. - O que é esta luz?
Balam gesticulou em direção ao teto com sua mão livre. - A caverna tem
furos no alto nas paredes e no telhado. A luz entra. O vapor sai.
- Vapor?
- Você verá.
Sanika rangeu seus dentes. Você verá. Maldito gato-homem ou homem-
gato ou o que quer que ele fosse. Por que não podia responder a uma
pergunta direta?
Novamente, seu quadril roçou o dela, e ela sentiu seus mamilos
endurecerem. Cerrando mais seus dentes, ela absorveu o gemido que brotou
do fundo de sua barriga. Amaldiçoou o corpo por reagir a sua masculinidade.
Sanika olhou Balam. Por hora, ele se parecia com um humano normal,
mas se comportava como um? Ele poderia querer montá-la como os jaguares
montavam suas fêmeas.
Estremecendo, ela imaginou Balam se curvando sobre ela, abrindo suas
coxas, e entrando nela por trás com as mãos segurando seus seios.
Seus mamilos se tornaram pontos tenros de dor. A umidade escorreu
entre suas coxas enquanto ela imaginava o quão profundamente ele seria
capaz de empurrar seu membro.
- Você está com frio?
Sanika arrancou a fantasia de sua mente. - Não! Eu… eu estou ainda um
pouco fraca.
Os lábios de Balam estremeceram e um brilho quente apareceu em seus
olhos. Ele a puxou contra seu corpo. - Eu não deixarei você cair. Venha. Nós
estamos quase lá.

CAPÍTULO 6

Balam guiou Sanika por outra entrada e a conduziu a um mundo de


névoa morna.
Ele soltou os braços e se afastou para o lado.
Segurando o pente em sua mão, Sanika inalou o ar rico, carregado de
minerais.
- Que lugar é este?
A resposta de Balam flutuou no vapor. - O vulcão aquece a água na
montanha, e ele borbulha para cima em buracos na pedra. - A mão dele
apareceu. -Cuidado onde pisa. Parte da água é quente o bastante para matar.
Sanika agarrou a mão de Balam e ficou perto de suas costas, pisando
onde ele pisava enquanto cruzavam a caverna. Ainda assim, o chão era
desconfortável em seus pés nus e ela os erguia depressa.
O ar ficava mais puro conforme Balam a levava mais fundo na caverna,
mas o ar ainda estava quente. Finalmente, ele parou próximo a uma piscina
bastante grande. - A água é fresca suficiente para tomar banho. Você se
sentirá melhor depois ter mergulhado nela.
Apoiando sua mão em uma pedra, Sanika abaixou sua perna na água até
que seu pé tocou a parte inferior.
Ele gesticulou para a esquerda. - Você pode se sentar na borda da pedra
ali.
Sanika o ignorou e afundou na água até ficar coberta até o pescoço.
Deslizando as mãos ao longo paredes de pedra na direção oposta a que ele
indicou, ela encontrou uma borda relativamente lisa. Com um suspiro, ela
inclinou a cabeça para trás contra a beira, fechou os olhos, e deixou a água
aliviar suas dores e ardências.
Balam olhava fixamente para Sanika à medida que ela relaxava. Ele já
usara esta mesma piscina em mais de uma ocasião e sabia o quão
reconfortante a água era. Deslocando seu peso, ele recostou-se contra uma
pedra e enxugou o suor de sua sobrancelha. Ele coçou sua coxa e se mexeu
novamente. Suor escorria por debaixo de suas bolas, e ele as coçou. Olhou
para Sanika novamente.
De olhos fechados, Sanika parecia muito relaxada e tranqüila. Ela
suspirou de satisfação e se mexeu. Um mamilo vermelho apareceu só para
desaparecer novamente.
O sangue inundou seu pênis. Ele a queria. Seus instintos de jaguar
rugiram para vida. Monte-a. Acasale-se com ela. Ela é minha.
Não ainda, ele disse a si mesmo. Como qualquer fêmea, jaguar ou
humana, ela devia ser cortejada primeiro.
Afastando-se da pedra, Balam entrou na piscina, afundou-se sobre uma
borda, e esticou as pernas. Seu pé roçou na coxa ela.
A água rodopiou quando ela se afastou rapidamente dele. Seus olhos
abrindo-se assustados. - O que pensa que está fazendo?
- Tomando banho. Há espaço suficiente para nós dois. - Respirando
fundo, ele afundou. O cabelo escuro rodou na superfície enquanto ele mexia a
cabeça para trás e para frente. Quando ele se levantou, gotas voaram em
todas as direções quando ele sacudiu a cabeça então afastou os cabelos dos
olhos. Depois de enxugar o rosto, ele se inclinou para trás e olhou para
Sanika.
Seus olhos estavam escuros - e famintos.
Escondidos debaixo da superfície, seus mamilos endureceram. - Você só
vai se sentar aí e ficar me olhando?
Ele movimentou a cabeça. - Sim.
- Por que?
- Você é bonita.
A água bateu contra os lados da piscina quando ela se mexeu. Ninguém
nunca lhe disse que era bela. - Eu não sou bonita.
Balam sorriu. - Você é mais bonita do que qualquer outra mulher que já
vi.
Ela virou a cabeça e murmurou, - Sim. Claro. Quando foi a última vez
que você olhou para uma mulher?
Balam deslocou seu olhar para baixo para onde a água batia contra seus
mamilos vermelhos. Seja qual for a tinta que ela usara, não saía. A memória
dos ricos lábios vermelhos entre suas pernas saltou a mente de Balam. Suas
bolas doíam. Ela estava a poucos metros de distância, ao alcance de seus
braços. O desejo de puxá-la para si e deslizá-la sobre seu membro rígido
intensificou-se.
Enrolando as pernas, Sanika olhou uma vez mais para Balam. Ele
realmente precisava pentear os cabelos. Estavam cheio de nós e
emaranhados. Bem, ele não poderia usar o pente dela. Agarrando seu pente,
ela começou a trabalhar nos nós e emaranhados em seus cabelos. Chegou em
um nó particularmente espesso, e ela fez uma careta.
Antes de ela perceber o que ele estava fazendo, Balam se sentou a seu
lado. Tomando o pente de suas mãos, ele a virou e começou passá-los pelos
emaranhados.
Sua voz era profunda e suave como rico chocolate. - Você está se
sentindo melhor?
Trabalhando em um nó de uma mecha de cabelo acima de seu seio,
Sanika concordou com a cabeça, incerta sobre o que devia dizer. Ele estava
muito próximo. Pentear seu cabelo era muito íntimo. Nenhum outro homem já
fizera isso. Era desconcertante. Ela deveria conversar com ele? Alguns homens
gostavam disso. Mas o que dizer para um homem que era metade jaguar?
Suas mãos eram gentis enquanto ele passava o pente por seu cabelo.
Inclinando os braços na beira da piscina, Sanika fechou os olhos.
Lentamente, a tensão deixou seu corpo. Ela relaxou e concentrou-se no
homem que salvara sua vida.
Balam era mais alto do que os homens de sua aldeia - quase uma cabeça
e os ombros. A maioria dos homens tinham cabelos pretos ou castanho escuro,
mas os dele pareciam mais pretos, quase azul nesta luz. Seu nariz era mais
aquilino do que os de seu povo, seus lábios mais cheios. Seu queixo era firme,
mas não pontudo. E, por seu rosto ser mais largo, seus olhos pareciam mais
distantes - olhos que eram do mais profundo tom de verde que ela já tinha
visto.
Seu olho interno deslizou por sobre a coluna forte do pescoço dele e para
seus ombros largos e peito sem pelos. Seu estômago era plano, seus quadris
estritos. Suas pernas eram longas e poderosas, e na sua conjuntura rico cabelo
preto enrolado. Do centro daquele ninho escuro, estava seu membro. Até em
seu estado flácido, parecia mais grosso e mais longo do que os dos homens
que normalmente adoravam no templo.
Ela suspirou.
Sorridente, Balam passou a mão ao longo dos cabelos não mais
emaranhados de Sanika.
Ele manteve sua voz baixa. - Sanika.
- Hum?
- Minha vez.
Tensa novamente, Sanika se endireitou. - O que?
O pente apareceu por cima de seu ombro. – Você, por favor, pentearia
meu cabelo?
Agarrando o pente antes que ele caísse na água, Sanika se virou.
Balam estava sentado de costas para ela, seu espesso cabelo preto sobre
seus ombros. Era tão macio quanto parecia?
Erguendo a mão livre, ela o tocou e então deslizou seus dedos por ele.
Espesso e sedoso, os cachos negros enrolaram-se ao redor de sua mão.
Um baixo grunhido saiu da garganta de Balam quando ele se inclinou
para trás.
Enquanto passava o pente pelos cabelos dele, a tensão novamente
deixou o corpo de Sanika. Balam se sentava diante dela, completamente
relaxado, aparentemente apreciando ter seu cabelo penteado. Ela sorriu. Que
cabelo maravilhoso ele tinha! Até molhado, era selvagem e indomado por sob
sua mão. Mal ela passava o pente por eles e os cachos incontroláveis caiam de
seus dedos.
Enquanto penteava os cabelos dele, Sanika permitiu que sua mente
vagasse. Que tipo de amante seria este homem-jaguar?
Fechando os olhos, Balam mantinha um rígido controle sobre suas
emoções. As mãos gentis de Sanika, porém, causavam estragos em seu
controle. Ele se mexeu, e ela se inclinou para frente, os seios roçando em suas
costas.
Ele gemeu.
- Eu sinto muito. Eu puxei muito forte?
Ele conseguiu pronunciar um sufocado “Não” quando a visão dos
mamilos duros e vermelhos apareceu em sua mente.
Ele reforçou seu controle sobre o jaguar furioso dentro dele quando seu
membro endureceu novamente.
Afastando-se dela, ele se virou. - Nós ficamos na água por tempo
suficiente. É hora de voltarmos para a outra caverna. - Água deslizou por seu
corpo quando ele se levantou. Descendo, ele estendeu sua mão. - Vamos
então.
A respiração de Sanika ficou presa em sua garganta. Balam olhava para
ela como nenhum outro homem jamais olhou. Não era luxúria por uma mulher
o que vislumbrou em seus olhos, era desejo, por ela, Sanika, e nenhuma outra
mulher.
Lentamente, ela põe a mão na dele.
Com facilidade, ele a puxou para cima e para fora. Muito brevemente,
seu corpo ficou grudado no dele. Ele era tão alto, sua cabeça chegava apenas
no queixo dele. A cabeça suave de seu pênis roçava contra seu estômago.
Um calafrio percorreu a espinha de Sanika, e seus mamilos ficaram
rígidos. O corpo dele era duro. Seu odor almiscarado a provocava.
Balam soltou sua mão e recuou. - Você consegue achar o caminho de
volta?
Piscando, Sanika tirou seus pensamentos das sensações de
formigamento em seu corpo. - O que?
- Você consegue encontrar o caminho de volta para a caverna?
Sanika olhou por cima do ombro. - Eu não sei.
Balam sorriu. - Vá na frente. Eu a seguirei para ter certeza de que seus
passos não se desviem.
Virando-se, Sanika olhou fixamente para vapor que rodopiava e deu um
passo hesitante para frente. Imediatamente, ela sentiu Balam atrás dela, seu
corpo quase tocando o dela. Engolindo sua incerteza, ela andou pelo vapor.
Balam não a deixaria cair.
CAPÍTULO 7

Ar espesso e úmido a abraçava enquanto Sanika deslizava cada pé ao


longo das pedras quentes certificando-se de que estavam bem firme antes dela
colocar seu peso sobre ele.
A mão de Balam acariciou seu quadril esquerdo. - Ande pela direita.
Ofegando, ela fez como ele instruiu.
A voz era tão espessa e rica quanto o néctar que goteja de um favo de
mel. -Bom. Agora, um pouco à esquerda. - Um único dedo deslizou sobre seu
braço direito.
Seus mamilos se ergueram novamente.
- A piscina a nossa frente é de água fervendo. Mova-se para a esquerda.
- A mão dele espalmou sobre suas costelas bem abaixo do seio direito.
O estômago de Sanika pareceu cair a seus pés, e ela tropeçou.
Mãos gentis agarraram seus ombros até que ela se estabilizasse. Aquelas
mesmas mãos deslizaram sobre as laterais de seus braços. Pequenos arrepios
percorreram os dois. Seus mamilos doíam.
- Para frente agora, cinco passos, então viramos para a esquerda. -
Dedos traçaram redemoinhos preguiçosos nas costas dela.
Lentamente, eles atravessaram a caverna de piscinas ferventes, uma
carícia leve, um roçar de seda, um gentil toque em várias partes de seu corpo
nu guiando Sanika. Sua respiração se tornou mais difícil. As carícias e toques
delicados que Balam usava para conduzir seus passos estavam provocando em
seu corpo um frenesi sensual.
Tropeçando novamente, Sanika gemeu.
Balam agarrou sua cintura com ambas as mãos e a puxou contra seu
corpo. -Você está bem? - Seu pênis completamente ereto a cutucou por trás.
Ele passou a língua na parte de trás do pescoço dela.
Sanika estremeceu e mordeu o lábio inferior. A língua dele não era lisa
como a de homem normal. Era mais áspera, ligeiramente abrasiva. Oh, ter
aquela língua em seus mamilos, e entre suas pernas.
A voz dele ressoou baixinha. - Nós estamos quase lá. Mais alguns passos
e estaremos fora desta caverna.
Ela estremeceu novamente e se recostou contra o peito dele. Não
importava que o homem atrás dela não fosse completamente humano. Suas
mãos a atormentavam ao ponto de ruptura. - Sim.
Com o desejo por satisfação sexual rapidamente nublando seu cérebro,
Balam deslizou suas mãos por sobre os seios e estômago dela e inalou
profundamente. O doce cheiro do desejo encheu suas narinas. Ela estava
pronta - mais do que pronta para acasalar.
- Eu quero você. - Depois de passar a conta de jade em seu umbigo, ele
deslizou a mão para baixo sobre seu estômago e enterrou um dedo entre os
lábios de sua feminilidade.
Uma punhalada de desejo atingiu a virilha de Sanika.
Umidade rapidamente cobriu seu dedo. Ele gemeu. Ela está pronta.
Acasale com ela.
Erguendo-a em seus braços, ele andou a passos largos pelos últimos
metros através do vapor. Ele estava a meio caminho de sua caverna quando
ela ergueu os braços, agarrou o cabelo dele, e puxou sua boca para a dela. A
língua dela deslizou entre seus lábios e acariciou o calor úmido.
Balam tropeçou e colocou Sanika no chão para não a derrubar.
Embrulhando os braços ao redor da cintura dela, ele a puxou com força contra
seu corpo. Com um gemido, ele abriu mais a boca e chupou a língua dela,
fundindo-as em uma dança sinuosa. Mel. Ela tinha gosto do mel mais doce.
Afastando a boca da dela, ele traçou um caminho descendo de seu pescoço até
o ombro - e a mordiscou. Quando ela estremeceu, ele golpeou seu ombro e
pescoço com a língua - novamente e novamente.
Dobrando os joelhos, Sanika gemeu. Apenas o forte aperto com que ele
a segurava pela cintura a impedia de derreter em uma poça de desejo aos pés
dele.
Ela cravou os dedos nos músculos dos braços dele. - Faça amor comigo.
Aqui! Agora!
A risada profunda provocou redemoinhos de desejo que dançavam por
seu corpo. Seus músculos do estômago tremeram. Gotas de umidade fluíram
na parte interna de suas coxas.
Ele arrastou a língua mágica atrás de seu pescoço até o lugar sensível
atrás de sua orelha. - O chão aqui é muito rochoso. Paciência. Minha caverna
está próxima.
Uma vez mais ele a pegou em seus braços. Seu passo largo estava mais
rápido agora, quase uma corrida. Em minutos, eles estavam na caverna
original, e ele a deitou nas esteiras de dormir. Os dedos dele afundados entre
suas coxas.
Arqueando, ela abriu as pernas. - Agora, Balam. Eu preciso de você
dentro de mim... agora. - Agarrando os quadris dele, Sanika tentou puxá-lo
para cima dela. Ela enrolou suas pernas com as dele e se esfregou contra os
pelos de sua perna, gemendo quando uma nova onda de sensação a sacudiu.
Um grunhido baixo rolou da garganta de Balam quando ele se afastou
dela.
- Não. Lentamente. - Uma mordida afiada onde o pescoço encontra o
ombro a chocou e excitou.
-Você me mordeu!
Ele lambeu onde a pele ardia. - E você gostou disto. - Ele a beijou
novamente, dessa vez chupando a língua dela para dentro de sua boca. Sua
mão deslizou pelo estômago dela, e ele esfregou o dedo em sua conta de jade.
Tremendo, Sanika gemeu contra a boca dele quando ele então traçava
círculos delicados na pele suave de seu sexo. Quando ele levantou sua cabeça,
ela respirava ofegante.
- Olhe para mim.
Abrindo os olhos, ela olhou fixamente para ele.
Ele envolveu as mãos entre suas pernas. - Eu gosto da maneira como
você é, tão macia e sem pelos. Sua pele lá é tão sensível quanto eu penso? -
Novamente, ele passou as pontas dos dedos em sua pele sem pelos.
Ele se inclinou e passou a língua junto a orelha dela.
- Oh, sim, - ela ofegou. - Minha pele lá é muito sensível. Quando você
me montar, seus pelos inflamarão meu prazer.
Rindo, ele mordiscou seu pescoço então ergueu a cabeça. Ele deslizou os
dedos em suas dobras úmidas, enterrando e girando. - Você se contorcerá
embaixo de minhas mãos antes de eu montar você. - Enquanto ele sugava o
mamilo em sua boca, ele esfregava seu clitóris.
Arqueando as costas, Sanika agarrou-se à grama e ergueu seus quadris.
Balam ergueu a cabeça do seu seio e olhou-a no rosto. Um grunhido
baixo saiu de sua garganta. - Você gosta disso? Você quer mais?
Sanika ergueu os quadris contra a mão dele. – Sim. Mais. Mais.
Ficando de joelhos, ele deslizou ambas as mãos entre suas pernas. Uma
massageava seu clitóris. Dois dedos da outra deslizaram para dentro dela. Ele
os deslizou para fora. - Você pode com mais? - Um terceiro dedo juntou-se os
primeiros dois.
Abrindo mais suas pernas, Sanika pegou o ritmo, erguendo os quadris ao
encontro dos dedos dele.
Ajoelhando-se entre as pernas dela, os joelhos afastando mais as coxas,
sua ereção sobressaindo-se das sombras mais escuras entre as coxas.
Enquanto ele manipulava seu corpo, seu pênis balançava, roçando em sua
coxa ou vagina, atormentando seu clitóris. Ela queria que ele se enterrasse tão
dentro dela quanto possível.
- Por favor, Balam, eu quero você.
Narinas inflando, ele sacudiu a cabeça. - Mais tarde. Primeiro eu a farei
gozar em minhas mãos.
Ela deu um gritinho.
A respiração dele ficou mais difícil. Ele parou de brincar com seu clitóris,
agarrou seu pau, e começou a bombeá-lo.
- Eu quero ver meu sêmen borrifando em seu corpo, seus seios, sua
barriga, cobrindo sua pele sem pelo. Então, antes de nós pararmos de tremer
devido a nosso primeiro orgasmo, eu me enterrarei em seu corpo e nos levarei
a completude novamente.
Ofegante, Sanika gemeu. Só essas palavras eram quase suficientes para
fazê-la gozar.
Balam girava e enfiava os dedos nela. Ele massageava seu clitóris com o
polegar. Seus quadris começaram a mexer enquanto ele acariciava seu
membro. Com o rosto tenso, sua voz grossa, ele fixou os olhos no rosto dela. –
Goze para mim, Sanika. Goze. Agora!
Com os músculos de estômago rodando e apertando, tremores por todo
seu corpo, ela explodiu em mil pedaços.
Quando ela finalmente conseguiu respirar, ela abriu os olhos.
Balam estava observando-a, seu rosto tenso, excitado. A paixão mais
selvagem que ela já viu dançava em seus olhos. Então ele jogou sua cabeça
para trás e rugiu. Sêmen jorrou de seu pênis, espirrando em seus seios, seu
estômago e vagina. Sacudindo, quando as gotas finais caíram na coxa dela,
Balam soltou seu membro e trouxe seu sêmen para baixo através do estômago
e misturado-o com os líquidos entre as pernas dela. Um grunhido irrompeu em
sua garganta. - Eu quero você. Eu vou enterrar meu pau tão profundamente
dentro de você que eu não saberei onde eu acabo e você começa.
Ele roçou os dedos contra seu inchado clitóris. Ela estremeceu e arqueou
contra a mão dele novamente. Alisando com as mãos no interior de suas
coxas, ele escancarou suas pernas. - Você me quer?
Sanika fechou os olhos. Ela não se importava com o que ele era. Ela
precisava dele dentro dela, enterrado nela, fodendo-a até que ela não mais
soubesse o nome dele ou dela. - Sim, eu quero você.
Ele abriu ainda mais suas pernas. Seu membro quente sondando entre
suas coxas.
Um grito felino ecoou ao redor da caverna.
Num momento, Balam estava se posicionando para sua primeira
investida dentro dela, no próximo ele se afastava de seu corpo e colocava-se
em pé.
-Nããããooo! - Ofegando em sua atenção dispersa, Sanika agarrou a
perna dele, cravando as unhas na panturrilha musculosa. - Você não pode
parar agora!
A perna dele desmaterializou-se sob sua mão em uma névoa negra.
Quando se dissipou, o jaguar preto estava ao seu lado.
Sanika recuou. O que ele estava fazendo? Com certeza ele não tentaria
se acasalar com ela agora, como um jaguar!
Balam rosnou e pulou em direção à abertura escurecida do outro lado da
caverna. Seu rugido ecoou pela caverna.
Os filhotes de jaguatirica apareceram, pularam sobre as esteiras de
dormir com ela, e tentaram se esconder debaixo de seu corpo. Ambos tremiam
de medo.
Com a razão voltando aos poucos, Sanika sacudiu a cabeça. O que
estava acontecendo? Ela deitou de bruços.
Do outro lado da caverna, um grande gato dourado gritou uma terceira
vez.
CAPÍTULO 8

Sanika deitou-se de barriga e olhou para o gato dourado. Sua voz ecoou
na caverna. - Um puma? Aqui? Agora? Por quê?
A resposta de Balam foi um rugido quando ele pulou para atacar.
O puma encontrou-o no ar.
Urrando e rosnando, os dois grandes gatos se chocaram um do outro,
caíram ao chão e atacaram novamente. Eles trocavam golpes com garras
afiadas enquanto Sanika se aconchegou no tapete. Ela nunca tinha visto um
puma tão grande. Mas, então, Balam era maior que qualquer jaguar que ela já
tinha visto antes.
Sanika sacudiu a cabeça, tentando se livrar da última nuvem sexual
envolvendo sua mente.
Grunhidos malignos reverberaram enquanto os dois gatos andavam em
volta um do outro. O puma entrou em um raio de luz solar. A luz brilhante
faiscou em seus olhos azuis.
Sanika olhou fixamente. Olhos azuis? Os pumas não tinham olhos azuis.
Ele não era um puma normal.
- Balam! Pare! Ele é um avatar. - Sem se preocupar com sua própria
segurança, Sanika se levantou, saltou para o lado do jaguar, e lançou os
braços ao redor de seu pescoço.
O gato preto ficou tenso, e – por um momento - Sanika pensou que ele a
atacaria. Ao invés disso, ele rosnou e se afastou do puma, puxando-a com ele.
Abaixando-se no chão da caverna, o puma rosnou, mas não atacou.
Sanika manteve os braços bem firmes ao redor do pescoço de Balam. -
Ele tem olhos azuis. Pense. Que puma normal tem olhos azuis? Ele está aqui
para servir a deusa.
Depois de mais um grunhido, Balam reassumiu sua forma humana.
Sanika se viu pendurada no pescoço dele.
Agarrando-a pela cintura, Balam a colocou no chão atrás dele. Seus
olhos nunca desviaram do outro gato. - Mostre a sua forma humana.
Uma névoa dourada cercou o puma, e logo um homem estava em seu
lugar.
O queixo de Sanika caiu. Ela nunca tinha visto um homem como ele. Ele
era dourado! Sua pele era um marrom mais claro que do humano normal.
Seus olhos eram tão azuis quanto um céu do verão sem nuvens. Ele não era
mais ou não menos bonito do que qualquer outro homem ela já vira, mas seus
cabelos eram diferentes, mas muito, muito diferente. Nenhum humano ela já
vira tinha cabelos da cor do seu. Longo e sedoso, caia em ondas douradas
sobre seus ombros.
Sanika desceu o seu olhar pelo corpo dele. Seus ombros eram largos,
sua cintura estreita. Cachos de um ouro mais escuro que os cabelos em sua
cabeça cobriam seu membro - e um arranhão longo, sangrento marcava sua
musculosa coxa.
Sanika saiu de detrás de Balam. - Ele está ferido.
Balam agarrou-a pelo braço antes de ela poder dar mais um passo. -
Fique aqui.
Ao invés da obediência imediata que Balam esperava, Sanika puxou o
braço para libertá-lo e o cercou. - Ele está ferido. É meu dever ajudá-lo.
A resposta de Balam veio em um grunhido. - Eu não confio nele.
O homem dourado cruzou os braços sobre seu peito. - E eu não confio
em você.
Sanika plantou os punhos em seus quadris e olhou de um para o outro.
-Vocês não confiam um no outro - dois avatares dos deuses? Vocês acreditam
honestamente que eles os deixarão matar um ao outro?
Balam cruzou os braços sobre o peito. - Não seria eu que morreria.
Rangendo os dentes, Sanika fechou as mãos com tanta força que até
tremeu. -Jaguar arrogante. Você não percebe que ele é pouco maior que um
menino?
Afastando o olhar do rosto bravo da Sanika, Balam olhou mais
atentamente o outro homem. Ele era flexível e alto, mas Sanika estava certa.
Ele era jovem, seus músculos ainda não tão desenvolvidos quanto seriam
quando ele amadurecesse.
-Por que você está aqui?
A resposta do outro homem veio em um grunhido.
- Eu vim para onde eu fui chamado. Não esperava encontrar outros aqui.
Balam encarou o homem mais jovem. Quando ele primeiro respondeu o
chamado da deusa, seu predecessor tinha estado aqui esperando por ele. O
homem mais velho ficou com ele alguns dias para explicar seus deveres. Então
o tocou na testa, assumiu sua forma de jaguar, e desapareceu. Balam apertou
os dedos em seus braços. Se ele não estivesse tão excitado e ávido para
acasalar com Sanika, ele teria se lembrado disto antes. Havia conhecimentos
que ele tinha de transferir para este puma.
Sanika estava ainda olhando feio para ele.
Balam olhou mais uma vez para outro homem. - Qual é seu nome?
- Karrak.
Balam cumprimentou com a cabeça. - Você é o próximo avatar?
Karrak acenou com a cabeça.
- Existem coisas que você tem de saber, coisas que só eu posso ensinar
a você, que só eu posso dar para você. Será necessário que eu o toque.
Karrak exibiu os dentes. – Antes disso eu cortarei sua garganta.
A raiva chamejou. - Escute, menino. Você não mais pertence a si
mesmo. A deusa exige que eu dê esse conhecimento a você. Explique a ela o
porquê de você não o querer. - Ele se afastou e apontou na direção da caverna
interna. - Siga o caminho à esquerda. Existe uma caverna muito pequena onde
você pode meditar.
- Ele ainda está sangrando, - Sanika interveio.
- E eu também. - rebateu Balam enquanto enxugava o sangue de seu
antebraço. - Ele não morrerá. Quanto mais cedo eu ensinar o que ele precisa
saber, mais cedo nós poderemos partir para minha aldeia.
Sanika se empertigou em toda sua altura. Ela mal lhe chegava ao
queixo. - Eu não disse que iria com você.
O grunhido dele afastou fios do cabelo dela do rosto. - Você é minha.
Ela o cutucou no peito com o dedo. - Eu pertenço a mim.
Balam deixou cair os braços ao lado do corpo e fechou as mãos em
punhos. Como era possível que esta pequena mulher pudesse sacudir suas
emoções como um furacão sacudia a terra! Ele olhou para o outro homem.
De braços cruzados sobre o peito, Karrak sorriu para ele. - Você não
consegue controlar sua mulher?
Antes que Balam pudesse replicar, Sanika se voltou para Karrak. – Sua
mulher? Sua mulher! Eu não sou mulher de nenhum homem, homem-gato. Eu
faço o que me agrada. Nenhum homem me comanda.
Resmungando para si mesma, Sanika saiu pisando duro através da
caverna até a esteira de dormir. - Arrogantes, egocêntricos, pomposos...
gatos! Não é de admirar que suas fêmeas não fiquem com eles. Nenhuma
fêmea viveria com tal prepotência! Quando Sanika alcançou o tapete, ela se
sentou e olhou para Balam. - E eu quero roupas. - Com aquelas palavras ela
virou as costas para os dois.
Choramingando, os filhotes de jaguatirica se aconchegaram contra o
estômago dela. Ela os puxou para seus braços.
Enquanto Sanika olhava fixamente para a luz que ainda entrava pelo
buraco na parede de caverna, seus ombros se inclinaram. Por todos os deuses,
ela estava cansada. Abraçando os filhotes contra seu peito, ela fechou os
olhos. Os suaves ronronar dos filhotes a embalaram no sono.
- Ela dorme?
Balam saiu de sua contemplação de Sanika e olhou em Karrak.
- Sanika não é preocupação sua.
Karrak encolheu os ombros, deslocou o peso, e estremeceu quando a dor
incômoda em sua coxa foi substituída por uma punhalada de dor.
Incrivelmente, o ferimento já parara de sangrar. - Eu só perguntei por que ela
me pareceu indisposta.
Balam deu as costas para Karrak e caminhou até Sanika.
- Eu cuido dela. Vá para a caverna. A deusa o espera.
Karrak olhou de Balam para a abertura que levava a caverna interna e
engoliu a trepidação que surgiu em seu estômago. Ele olhou mais uma vez
para Balam, mas o outro homem estava se ajoelhando próximo à mulher que
dormia.
Respirando fundo, Karrak cruzou a caverna e passou pela entrada. Ele
jurou vingar a morte de sua mãe - de alguma maneira.
Balam tirou o cabelo do rosto de Sanika. Como fez nas quatro noites
anteriores, Balam se deitou as lado dela e a puxou para seus braços.
Os filhotes se aconchegaram contra ambos.

CAPÍTULO 9

Sanika despertou tremendo.


Esfregando os braços, ela se sentou e olhou em volta. Uma tocha acesa
estava firmada entre duas pedras, e um fogo queimava em uma cova próxima
à parede. Nem Balam, nem os filhotes estavam à vista. Uma parte pequena
dela se perguntou sobre Karrak, mas uma rajada de vento entrou pelo buraco
na parede, circulou o fogo e trouxe o rico odor de carne assada para ela.
Seu estômago roncou.
Ela se levantou e agarrou um dos espetos. Soprando a carne, ela se
voltou na direção da caverna exterior. Mordendo um pedaço, ela o rolou em
sua boca aberta enquanto chupava o ar para esfriar sua língua queimada,
então caminhou para a entrada de caverna, e saiu. O fresco ar matutino
arrepiou seus braços e pernas. Seus mamilos ficaram duros e ela estremeceu.
Pequenas pedras rolaram montanha abaixo, e ela olhou para cima.
Em uma saliência de pedra acima da entrada estava o jaguar negro.
Depois de um bocejo lento, ele se levantou, se espreguiçou, então saltou pela
borda. Uma névoa preta se formou e desceu a montanha. Em segundos Balam
estava diante dela.
- Você acordou. Bom. - Ele se agachou e ergueu um pedaço plano de
casca de árvore com frutas. – Pensei que você poderia gostar de algo além de
carne para comer.
Sorridente, ela se colocou ao lado dele. - Você tem papaia?
Balam movimentou a cabeça. - E manga e murici. - Ele estendeu uma
fruta ricamente colorida.
Sanika a agarrou e deu uma mordida. O suco gotejou por entre seus
lábios. -Ummmmmm. - Esticando a língua, ela lambeu o néctar do canto de
sua boca. Então ela fechou seus olhos quando chupou o doce líquido para sua
boca.
Quando língua rosa de Sanika saiu de sua boca, o estômago de Balam se
apertou. Quando ela começou a chupar o mamão maduro, seu pau se esticou e
começou a endurecer. Oh ter aquela língua rosa lambendo seu corpo!
- Mmmmmmm. Tão doce. Obrigada. - Sanika abriu seus olhos, limpou o
sumo de seu queixo, e chupou a doçura de seus dedos.
Um grunhido estrangulado de Balam atraiu sua atenção para ele. Ele
estava segurando a bandeja tão firmemente que suas juntas estavam
brancas.
Sanika ergueu seu olhar para o rosto dele.
Seus olhos brilhavam com um fogo verde.
Ele se mexeu, e Sanika desceu o olhar.
Seu pênis se sobressaía.
Pela primeira vez, ela conseguiu olhar bem para ele na luz de dia. Estava
coberto com saliências. - O que aconteceu com você? Você está com dor? - Ela
caiu de joelhos diante dele e estendeu a mão para tocá-lo. - Eu fui treinada no
uso de ervas para todos os tipos de enfermidades. Por favor, deixe-me ajudá-
lo.
Sanika acariciava o pênis dele, suavemente sondando uma saliência
depois da outra. Elas eram duras, não tinham pus. Aliviada, ela mentalmente
suspirou - nenhuma infecção. Mordidas de inseto? Ela debruçou-se sobre ele e
chegou mais perto.
Balam gemeu enquanto os dedos gentis o acariciavam. Quando a
respiração morna girou e dançou ao redor de seu membro, a bandeja de casca
caiu no chão. As frutas saltaram e rolaram para todas as direções quando ele
apoiou as mãos nos ombros dela. - Não tem nada de errado comigo. O órgão
sexual do jaguar é coberto com ganchos minúsculos para estimular a fêmea
quando ele a monta. Em minha forma humana, os ganchos se tornam estas
saliências.
Um calafrio percorreu a espinha de Sanika enquanto deslizava seus
dedos pela superfície áspera do seu pênis. Eram naturais? Seus mamilos
ficaram mais sensíveis, desta vez não pelo frio. Oh ter este membro enterrado
bem fundo nela, o roçar destas saliências contra sua pele tenra. Sua virilha
começou a esquentar.
As mãos dele apertavam seus ombros, e Sanika olhou para cima.
Os olhos do Balam estavam fechados, seu narinas alargando-se, seu
corpo rígido.
Lambendo o lábio inferior, Sanika deslizou seus dedos ao longo de seu
membro áspero até sua base. Suas bolas estavam penduradas contra seu
corpo, duras e apertadas.
Ela ficou úmida entre as coxas.
Uma gota brilhou na ponta de seu membro.
Sanika se inclinou para frente e lambeu a gota. Então ela abriu a boca,
fechou seus lábios em torno da cabeça inteira, e sugou o quanto pode dele
para dentro de sua boca.
Todo o ar deixou os pulmões de Balam de uma vez, e ela sorriu consigo
mesma. Ela lambeu o lado inferior de sua ereção, chupou as bolas em sua
boca uma de cada vez, e então lambeu do lado superior de seu membro até a
ponta. Abaixando-se, ela pegou o mamão que estava ao lado de seu joelho,
partiu-o, e esfregou a fruta suculenta por todo o pênis, então ela novamente o
chupou para sua boca.
- Ahhh. – Os quadris dele foram para frente e ele enterrou as mãos nos
cabelos dela.
Enquanto os dedos e a língua dela o acariciaram e giravam, suas bolas
se apertaram, atraindo-a muito mais para perto de seu corpo. Gemendo, ele a
agarrou pelos ombros e tirou seu membro da boca dela.
Surpreendida, ela olhou para cima. - Você não gosta…
Seu rosto estava tenso, seus dentes cerrados. – É demais. Se você me
chupar mais, eu acabarei gozando em sua boca.
Um sorriso lento, quente surgiu nos lábios de Sanika. - Eu prometo, vou
gostar tanto quanto você.
Ele sacudiu a cabeça e a puxou de pé. - Não. Não aqui. Lá dentro.
Sanika inclinou sua cabeça para o lado e sorriu. Se ele quisesse ir para
dentro, que fosse. A pedra em que estava ajoelhada era fria e dura. - Muito
bem. - Ela passou por ele na abertura da caverna. Parando, ela o olhou por
sobre o ombro. -Não se esqueça das frutas.
Balam focalizou os olhos nas nádegas rechonchudas. Seu membro pulou.
Ter aqueles globos firmes, redondos em suas mãos. Abri-los, massageá-los
quando entrasse nela por trás…
A voz dela penetrou em sua fantasia. - Balam?
Ele subiu o olhar para seu rosto.
- Não se esqueça dos mamãos e das mangas.
Ela desapareceu na caverna.
Sua mente lutou para compreender o que ela dissera. - O que? Você
quer fruta? Agora!
A voz dela flutuou para fora da caverna. - Sim.
- Por que?
O silêncio lhe respondeu.
Um rugido frustrado escapou de sua garganta quando ele se afastou para
achar os globos vermelhos e amarelos. Por que em todos os infernos ela queria
comida agora que ela o tinha provocado o suficiente para montá-la até que ela
gritasse seu orgasmo para o mundo? Agarrando as frutas que tinha encontrado
em seu peito, ele partiu atrás dela.
Dentro da caverna, Sanika se ajoelhou na esteira. Ela ouviu seu rugido.
Será que provocar um homem metade-jaguar era uma coisa inteligente a se
fazer?
A luz vermelha do fogo e tocha iluminaram o corpo tenso do Balam
quando ele caminhou pela caverna vindo a seu lado. Seu membro parecia
muito maior na pouca luz.
Suas palavras saíram como um grunhido. - Você queria isto? - Ele soltou
a fruta que apanhara sobre o tapete.
Os filhotes estavam enrolados em um canto dormindo. Seu grunhido os
fez sair correndo para fora.
Sanika engoliu uma vez. Ele soava bravo e frustrado. Um jaguar era um
animal perigoso. Ela estremeceu, mas… ele salvara sua vida, e ela sabia no
fundo de sua alma que ele nunca a machucaria. Sua respiração ficou presa.
Para moldar aquele perigo em paixão…
Riso dançou em sua voz. - Obrigada. - Erguendo uma manga, ela deu
uma mordida.
Balam transformou as mãos em punhos de forma que ele não a
agarrasse, a jogasse de costas, e entrasse dentro dela. Como podia ela tomá-
lo em sua boca daquela maneira e agora se sentar aqui e comer!
Um som suave chamou sua atenção de volta a Sanika. - Isto é muito
doce, Balam. Transmorfos comem frutas? - Enquanto ela falava, arrastou o
parcialmente comido mamão por seu seio e mamilo, que ela circundou -
lentamente. Então fez o mesmo no outro seio.
- Você gostará disto, Balam? - Ela deslizou a fruta abaixo através de seu
estômago, abaixo através de sua vulva, abaixo entre suas pernas. O tempo
todo, o olhar dela permanecia no rosto dele.
Enquanto Balam assistia, a mão dela se moveu por entre suas pernas, e
ela começou a se acariciar. Com um gemido baixo, ela inclinou sua cabeça
para trás e abriu mais as coxas. Seus quadris se mexendo, uma vez, duas
vezes. Ela gemeu novamente.
A respiração de Balam explodiu de seus pulmões. Com um grunhido
baixo, ele se abaixou ao lado dela. - Não pare. Eu quero assistir.
Sua respiração ficou presa na garganta. - Assista então. - Ficando de
joelhos, ela os abriu ainda mais, ligeiramente arqueando-se para trás, e
debruçando-se contra a pedra lisa atrás dela. - Assista-me. Assista-me a me
adocicar para você.
Enquanto Balam observava, ela esfregou e torceu e empurrou o mamão
entre suas pernas, pausando às vezes para deslizá-lo para cima de corpo sobre
seus mamilos. Seus suspiros e gemidos aumentaram. Seus quadris começaram
a girar devagar.
Com isso sua ereção se tornou mais dolorosamente dura e ele inspirou
profundamente. O odor do néctar açucarado misturado com o odor da
excitação dela.
Trancado em um frenesi sexual, o jaguar em sua alma rugiu e lutou para
assumir o controle de seu corpo.
Balam lutou contra o ataque e se concentrou na forma em que Sanika
deslizava a sua mão entre suas pernas. - Como está se sentindo?
-Hmmmmmm. Molhada. Escorregadia. - Ela segurou o seio. Seus
mamilos pareciam até mais vermelhos. Seus quadris começaram a se mexer
mais rápido. -Eu… não posso… esperar. Me coma… Balam. Lamba toda a…
doçura de… mim.
Partindo a ação, Balam ergueu Sanika só para lançá-la nas esteiras. Ele
puxou a fruta de sua mão e a lançou através da caverna. - Eu chuparei cada
gota de néctar de você. - Curvando-se entre suas coxas abertas, ele cobriu sua
vulva com a boca, chupando e lambendo, engolindo cada gota de suco que
encontrava.
Sanika gemeu. Seus mamilos doíam e o calor se espalhou em sua
barriga. Quando a língua áspera de Balam começou a lamber seu clitóris, ela
agarrou os cabelos dele e gritou. Então ele chupou seu clitóris em sua boca,
delicadamente esfregando o lado de um dente afiado contra ele.
Os músculos dele se apertaram.
Ele enfiou a língua bem no fundo dela e a girou ao redor.
- Ahh. Ahh. - Arqueando, ela empurrou seus lábios mais perto da boca
dele. Ele sabia tão bem como lamber com aquela língua abrasiva maravilhosa.
- Mais, mais. Oh, sim. Por favor, sim.
Enquanto ele girava seu tenro clitóris com sua língua áspera, Sanika
soltou seus cabelos, palmeou seus seios e apertou seus mamilos.
Ele massageava a abertura de seu ânus com um dedo escorregadio.
O calor queimava entre suas pernas, e sua umidade cobria o interior de
suas coxas. - Agora! Balam! Agora!
Ele golpeou sua língua áspera sobre a sensível protuberância de carne
entre as pernas dela uma última vez, e ela explodiu em um milhão de pedaços.
Suas narinas se alargaram enquanto ele sugava o odor de sua paixão,
Balam observou como Sanika se contorcia e gemia. Seu membro pulsava.
Suas bolas nunca doeram tanto. Ele tinha que entrar dentro dela. Antes de ela
parar de se agitar em seu orgasmo, ele abriu mais suas coxas com os joelhos
e esfregou sua ereção contra sua virilha molhada. Inclinando a cabeça, ele
lambeu o suco de seus mamilos. Nunca mais ele iria questionar o desejo dela
por fruta.
O primeiro bater da língua áspera de Balam em seus mamilos sensíveis
fez com que Sanika gemesse novamente. Ela abriu os olhos e observou como
ele lambia e sugava primeiro um mamilo depois o outro. Ela já experimentara
o orgasmo mais maravilhoso de sua vida, e o pênis dele não tinha sequer
entrado nela. Erguendo os braços acima de sua cabeça, ela arqueou seus
quadris contra os dele.
- Por favor. Eu preciso de seu pau dentro de mim. Bem no fundo.
Balam ergueu sua cabeça de seus seios e olhou fixamente nos olhos
nublados de paixão. - Você é mais bonita do que o jaguar mais suave, mais
bonita que qualquer outra mulher.
Enquanto as palavras dele penetravam em seu cérebro enevoado, Sanika
focalizou nas pálpebras pesadas, nos olhos muito verdes, muito humanos -
honestidade total misturada com paixão quente. Necessidade totalmente
misturada com esperança ávida. A alma dele estava nua para ela ver.
Lágrimas rolaram de seus olhos. Seu coração pareceu estremecer, em
seguida, derreter. Este era um homem que ela podia amar até a morte.
Abaixando a cabeça, ele capturou sua boca e a beijou, suavemente a
princípio, então mais urgentemente. Quando ele ergueu sua cabeça, ele a
olhou nos olhos. - Você me quer, Sanika? Você precisa de mim tanto como eu
preciso de você?
- Sim, Balam, sim. Por favor. Eu tenho que ter você dentro de mim.
Duro. Fundo.
Balam sentiu um aperto em seu peito. Ela o queria por ele mesmo? Ou
só pela satisfação que seu corpo podia lhe dar?
- Por quê?
Ela gemeu. - Você é o único homem que pode me fazer feliz.
Balam saudiu sua cabeça e tentou pensar, mas o jaguar em sua alma
estava agora firmemente no controle. Sua companheira deitada embaixo dele,
aberta, disposta. Seu membro e bolas queimando com necessidade. Ainda
assim, ele lutou contra seus instintos primitivos. Ele tinha de saber se Sanika
o aceitaria como ele era - não totalmente humano. Subindo com as mãos, ele
apertou ambos os pulsos dela em uma mão. A outra apoiava seu corpo acima
do dela. Ele passou sua língua em ambos os seios e então olhou para o rosto
dela. - Você me aceita como eu sou - metade-homem, metade-jaguar? Você
vai ter meus filhos, filhos que poderão mudar de forma assim como eu?
Alegria brotou em sua alma. Ele a queria, só a ela. E teriam crianças.
Gemendo, ela arqueou seus quadris contra ele e concordou com a
cabeça. -Por favor, Balam, eu queimo por você - só por você.
Gotas de suor brilharam em sua sobrancelha enquanto ele esfregava seu
pênis contra suas dobras sem pelos. Sua voz vibrava com emoção. - Diga.
Você tem de dizer.
Sanika se acalmou, piscou, focalizou.
Os olhos de Balam eram piscinas de fogo escuro, ousando, comandando,
exigindo que ela lhe respondesse. Ele tinha mais arrogância que qualquer
homem ela já encontrara. Ele era um homem como nenhum outro, e ela não
queria mais nenhum outro.
Das profundezas de seu coração, o calor subiu e a subjugou. O amor
floresceu. Sanika olhou profundamente nos olhos dele. Sem ele, sua vida era
incompleta.
- Sim, Balam, eu aceito você e quaisquer crianças que possamos ter, não
importa em que animal você se transforme.
Um rugido triunfante ecoou na caverna quando Balam se empalou
profundamente. Então, depois de dar o tempo para ela se ajustar a seu
tamanho, ele começou a se mover, lentamente a princípio então mais
rapidamente. Suas punhaladas eram longas então pequenas, suaves e em
seguida fortes. Ele girou os quadris primeiro de uma maneira então de outra.
O tempo todo, as saliências em seu membro rolaram e deslizaram contra ela,
roçando e massageando.
Gemendo, Sanika ergueu os quadris para encontrar cada uma de suas
investidas. Ela desejava envolver seus braços ao redor do pescoço dele e suas
pernas ao redor de sua cintura, mas ele segurava seus pulsos com as mãos e
suas coxas estavam presas pelas dele, seu corpo tenso embaixo do dele
enquanto ele montava seus quadris, implacavelmente bombeando em sua
carne disposta.
- O que você acha de meu pau, Sanika? Diga-me. - Ele lambeu seu
mamilo. -Satisfaz você?
- Sim. Você é tão duro. Tão grosso. - Ela estremeceu. Aquela língua. Que
língua maravilhosamente abrasiva.
Outro impulso. Outra torção de quadris.
- Eu satisfaço você?
- Sim, mais que qualquer outro homem jamais conseguiu. - Ela ergueu a
cabeça e esfregou sua boca. - Beije-me. Dê-me sua boca.
Liberando os pulsos dela, Balam segurou sua cabeça com suas mãos e
cobriu sua boca com a dele. Descansando a maior parte de seu peso em seus
antebraços, ele empurrou seu quadril mais forte, mais fundo.
Enquanto chupou a língua dele em sua boca, Sanika ergueu as pernas e
embrulhou-as ao redor de sua cintura. Ela estremeceu ao redor do membro,
primeiro prendendo depois liberando a superfície com nervuras.
Choramingando, ela fixou os quadris com mais força contra os dele.
Balam separou sua boca da de Sanika, curvou suas costas, e enterrou-se
dentro dela até onde podia. Lançando sua cabeça para trás, ele rugiu e
explodiu no calor derretido de Sanika. Embaixo dele ela estremeceu e gritou
seu prazer. Ela apertou seu membro, ordenhando e sugando até a última gota
de sêmen dele.
Ofegante, ele caiu ao lado dela, puxando-a para seus braços, segurando-
a firmemente.
Estremecendo, Sanika deitou sua cabeça sobre seu tórax firme, mais
satisfeita e relaxada que qualquer outra época de sua vida.
- Você já terminou com ele, Sacerdotisa? Eu muito preciso ser servido.
CAPÍTULO 10

Antes de Sanika perceber que eles não estavam sós, Balam estava de
pé, seu rugido ecoando ao redor da caverna.
Braços cruzados sobre o peito, Karrak estava encostado em uma
estalagmite espessa.
Balam mostrou seus dentes. - Saia.
Sanika se colocou de pé.
A luz da tocha refletiu no rico cabelo dourado de Karrak quando ele
caminhou em direção a eles. Ele apontou com a cabeça na direção dela. -
Pergunte a ela. Ela é uma sacerdotisa dedicada ao prazer de todo homem. -
Ele se aproximou, seu membro sobressaindo perante ele.
Sanika olhou para o pênis dele. Como o de Balam, era coberto com
saliências minúsculas. Involuntariamente, ela estremeceu. O membro de
Karrak não era tão longo como o de Balam, mas era mais grosso. E aquelas
saliências... Balam ensinou-a exatamente o que eles poderiam fazer.
Karrak riu e uma sugestão de escárnio deslizado em sua voz. - Olhe para
ela. Ela não consegue tirar os olhos de mim.
Balam desviou o olhar para ela, uma pergunta em seus olhos.
Sanika balançou sua cabeça. - Você é jovem e bonito, Karrak, mas eu
escolhi Balam.
Seu sorriso era provocante. - E os seus votos? Você jurou servir até a
morte. É seu dever servir a qualquer homem que pedir, instruí-lo nas artes do
amor. - Ele se aproximou mais até que estar diretamente na frente deles.
Fechando os olhos, Sanika sacudiu a cabeça novamente. Ela sabia quais
eram seus deveres como sacerdotisa, mas ensinar homens sobre sexo era só
um deles. Ela era uma curandeira, também. Seguramente depois do que
passou, ela podia desistir de partes de sua vida passada.
- E você, Jaguar, - Karrak zombou, - você entende a importância de
manter seus votos.
Incerta, Sanika olhou para Balam. Por que ele parecia tão bravo?
Karrak se inclinou para frente, agarrou as mãos dela, e as colocou em
seu membro, segurando-a no lugar com a seu própria. - Eu vi você,
Sacerdotisa, como você esfregou o sumo do mamão em seus mamilos e entre
suas coxas. Eu vi como ele a limpou lambendo-a com sua língua. Você gostou
disto. Eu posso fazer isto também.
Enquanto Karrak conversava, ele esfregava as mãos dela para frente e
para trás em seu pau.
Um grunhido nervoso saiu da garganta de Balam. - Cumpra seu dever.
Eu não me importo.
As pedras estalaram no chão quando ele as empurrou do topo de um
pedregulho plano. Sanika assustou e virou, mas Balam desapareceu na outra
caverna antes dela poder dizer qualquer coisa.
- Deixe-o ir, Sacerdotisa. Ele retornará. – A voz de Karrak estava presa
em sua garganta. Ele ergueu uma mão e segurou seu seio.
Sanika observou os dedos dourados provocarem e beliscarem seu
mamilo. Ela observou a mão descer por seu estômago. Sentiu os dedos
deslizarem entre suas coxas e examinarem superficialmente a sua umidade. A
outra mão segurou seu seio. Ela estremeceu. Desde que ela atingiu a
maioridade, ela honrou seu juramento de ensinar aos homens as artes do
prazer.
Ela fechou os olhos contra as lágrimas que se acumulavam neles. Ela não
queria mais honrar esse voto.
Karrak investiu contra ela, empurrando suas costas contra a parede. Ele
raspou os dentes junto a seu pescoço.
O corpo de Sanika estremeceu, mas seu cérebro estava completamente
desvinculado do ato de amor de Karrak. Sua vida em sua antiga aldeia estava
terminada. A menos que ela fosse para sul para os Incas, sua vida como uma
sacerdotisa estava terminada. Além disso, ela não queria mais ser uma
sacerdotisa. Ela queria uma nova vida, com um marido e crianças. Ela queria o
amor de só um homem, não de muitos. Ela queria Balam.
Erguendo as mãos, Sanika colocou-as contra o peito de Karrak e o
empurrou. - Não.
Com os olhos nublados de paixão, ele sacudiu sua cabeça. - Não! Você
fez um voto. Você tem de me servir.
Ela agitou a cabeça. - Sanika a sacerdotisa morreu no altar de um
sacerdote corrupto. Eu não sou mais aquela mulher.
Desconforto apareceu na voz do Karrak. - Não. Você pertence aqui.
Comigo.
Erguendo as mãos, Sanika segurou o rosto dele. - Eu não posso ficar
aqui. Aqui não é meu lugar. Apenas os avatares dos deuses residem aqui. Meu
lugar é com Balam.
Medo verdadeiro apareceu em seus olhos e voz. - Não, você não pode
me deixar aqui. Não sozinho. Por favor. Você tem de ficar. - Ele caiu de
joelhos, envolvendo seus braços ao redor da cintura dela, enterrando seu rosto
contra o estômago.
Pela primeira vez, Sanika percebeu quão verdadeiramente jovem Karrak
era. Ela acariciou seu cabelo suavemente. - Não tenha medo, Karrak. É uma
grande honra servir os deuses.
Rosnando, ele se afastou dela. - Vá então. Vá para seu Jaguar e me
deixe com minha solidão.
- Karrak. Espere.
Ele a ignorou. Pondo-se de pé, ele mudou para sua forma de puma,
correu através da caverna, e desapareceu pela abertura.
Com um suspiro, Sanika afastou seu cabelo de sua testa. Karrak estava
além de sua ajuda. Ele teria que resolver as coisas por si mesmo. Balam, por
outro lado, precisava ela.
Depois de respirar profundamente, ela pegou o caminho em direção à
caverna de piscinas. Parando na abertura, ela olhou fixamente a névoa quente.
- Eu espero que não me perca. – Depois de outra respiração profunda, ela
mergulhou no vapor.

***

Balam recostava-se contra o lado de pedra lisa da piscina e contemplava


a névoa ondulando e girando. Dentro dele, sua alma de jaguar andava de um
lado a outro, roncando e rosnando. Sanika era sua companheira. Ela pertencia
a ele. O puma não tinha nenhum direito sobre ela.
Fechando os olhos, ele cerrou os dentes contra o desejo para pular fora
da água, encontrar Karrak, e rasgá-lo membro a membro. A vida como um
jaguar era muito mais fácil do que a de um ser humano. Encontre uma
companheira, acasale com ela, lute para mantê-la se necessário.
A vida humana era muito mais complicada. Estes votos de Sanika, ele
podia entender sua necessidade de honrá-los. Ele honrara seus próprios votos
por mais anos que ela tem de vida.
Mas isso significava que Sanika estaria disponível para outros homens.
Ele conseguiria viver sabendo que outros homens a montariam?
Uma imagem de Sanika gemendo e se contorcendo com prazer debaixo
de Karrak apareceu em sua mente, e sua raiva novamente chamejou. Ele
bateu na água. Não! Ele não a compartilharia. Nem mesmo a deusa esperaria
que ele negasse sua própria natureza.
O jaguar em sua alma rugiu em um grito de possessão. Sanika era sua!
Nenhum outro homem ou gato a teriam. - Eu não farei isto!
A voz de Sanika flutuou no vapor. - Não fará o que?
Os olhos de Balam procuraram até encontrar a figura obscura à medida
que se aproximava. Por mais que tentasse, ele não conseguiu manter o ciúme
de sua voz. - Você terminou?
Conforme ela se aproximava da piscina, seus olhos afiados examinaram
seu corpo. Ela não parecia diferente, entretanto por que pareceria? Ele desviou
o olhar.
Sanika entrou na piscina e afundou abaixo no ponto oposto de borda em
que ele se sentava. - Eu não fiz amor com ele. Eu não pude. Eu não sou mais
uma sacerdotisa. Ela morreu naquele altar. Você me deu uma nova vida,
Balam, e eu quero essa nova vida com você, só você.
O som da água borbulhante encheu a caverna. O silêncio entre eles se
esticou.
Sanika abriu sua boca então fechou isto. Ela não tinha nada mais para
dizer.
A voz dele era baixa. – Você tem certeza?
Ela concordou com a cabeça.
O vapor silvou.
Balam continuou a olhar fixamente.
Um sentimento desconfortável se instalou na boca do estômago da
Sanika, e ela se mexeu. E se ele realmente não a quisesse? Seu passado não
era algo que muitos homens poderiam aturar.
As lágrimas começaram a rolar, e ela piscou. Assim seja.
Sanika levantou-se.
Num piscar de olhos, Balam deslizou para o lado dela da piscina, agarrou
seu pulso, e a puxou para seu colo. - Você não partirá.
A esperança brilhou dentro dela:
- Por que?
Narinas se alargando, ele engoliu. - Eu não quero viver sem você.
A alegria explodiu pelo corpo dela. Segurando o rosto dele em suas
mãos, ela o beijou. Afastando-se ela olhou profundamente nas profundezas
verdes de seus olhos até que ela pode ver o jaguar em sua alma. - Eu amo
você.
Gemendo, Balam a puxou para seus braços e cobriu sua boca com a
dele. Seus lábios se moviam sobre os dela, lentamente, possessivamente.
Quando ele levantou a cabeça, olhou fixamente em seus olhos. - Você é
minha.
Ela levantou sua cabeça e sorriu. - E você é meu.
Sua ereção roçou a coxa dela. Erguendo-a, ele a posicionou sobre seu
membro e enterrou-se bem no fundo nela. - Eu sou seu, Sanika. Eu amarei
você para sempre.
Arqueando-se, Sanika deslizou para cima em seu membro então para
baixo novamente. - Para sempre, Balam. Para sempre.

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