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Os medievais, árabes e judeus e reflexos em nosso pensamento

Filosofia medieval

Diferente da filosofia atual mais comentada, a filosofia medieval tinha o tema de Deus como de
suma relevância. Provas da existência de Deus. Muitas vezes somado a teologia, esse pensamento
foi fundamental a diversos campos de nosso pensamento e cultura. A Idade Média foi importante
em criação de universidades, hospitais e muitas outras coisas que nos beneficiamos até hoje. Há
historiador que disse que a Idade Média se estendeu até século 19, como Jacques Le Goff. O tema
da filosofia medieval bem marcante foi a questão da fé unida a razão. Também o pensamento da
época deu grande valor a Aristóteles, através de São Tomás de Aquino, bem como de Platão,
através, dentre outros, de Santo Agostinho de Hipona. Diferente do que se semeou muito com
renascentistas e iluministas, o pensamento medieval era importante de diversas formas, e possuía
um patrimônio muito rico. De forma alguma era apenas superstição ou crendice, e muito de lá foi
apenas aproveitado e ampliado com pensadores de tempos posteriores, não dando o devido crédito
ao pensamento medievo. Filósofos medievais foram Anselmo de Cantuária, Guilherme de Ockham,
Alberto Magno, São João da Cruz, Duns Scotus e outros.

Filosofia árabe

Também a cultura árabe produziu uma profunda e importante filosofia. Diferente do que se divulga
sobre a mesma, com relação a terrorismo, os árabes têm um modelo rico de pensamento filosófico,
e foram muito aproveitados em nosso pensamento filosófico. Os comentadores de Aristóteles, como
muito os chamam, como de Averróis, Avicena, bem como Al Kindi, Al Ghazali, dentre outros,
devem sempre ser lembrados com profunda admiração. Muitos desses filósofos árabes foram
médicos e juízes, mostrando a complexidade de atividades que misturavam poder e reflexão. Mas
também havia um choque com religiosos, e ciências proibidas como a matemática eram estudadas
por esses pensadores. Por lá há a figura religiosa do ulemá (sábio, erudito), que se trata de espécie
de conselheiro espiritual, especialista em direito e teólogo, que também entrou em choque com
certos filósofos. Um documentário da TV Escola abordou bem esse aspecto valioso da filosofia
árabe, e reflexos até em Descartes e outros. Havia um tempo em que cristãos, judeus e muçulmanos
trocavam sabedoria e se admiravam mutuamente. Muita coisa dos gregos só chegou antes a nós por
causa dos escritos de árabes.

Filosofia judaica

Igualmente se pode pensar na filosofia judaica, com relação a importância e amplitude. Grande
parte dos pensadores foi de ascendência judaica. A própria religião judaica, se lembrar do Talmude,
leva a reflexão e a comparação de argumentos, num tom reflexivo e crítico. Mas de pensadores
judeus é marcante a figura de Maimônides (também chamado de Maimon e Rambam), que escreveu
a obra “Guia dos Perplexos”. Maimônides também tem vários comentários teológicos sobre a Bíblia
Hebraica e sobre leis judaicas. Outro que marcou foi Baruch de Spinoza, com seu tom cartesiano e
iluminista. Apesar do fato de Spinoza ter sido excomungado, resulta mesmo assim que seu
pensamento parece mostrar uma cabala judaica, ou certo misticismo. Há também Moisés
Mendelssohn, que também segue uma linha reformista e iluminista, e Martin Buber, dentre tantos
outros. A maior parte dos pensadores tem origem judaica, como Marx, Freud, Einstein e muitos
outros. Não se pode assim, de maneira alguma, esquecer da influência e importância dessa cultura
em nosso pensamento.