You are on page 1of 2

Relatório Sobre Alunos com Deficiência Auditiva da Escola Estadual Augusto Severo

O presente relatório enforca questões atuais sobre o ensino para deficientes auditivos na Escola
Estadual Augusto Severo, refletindo e questionando sobre a atual conjuntura da educação regular,
especial e do surdo nesta escola.

Após esta visita feita a Escola Augusto Severo posso afirma que a convivência entre alunos
deficientes e não deficientes representa uma conquista não só para o deficiente, como também para
os demais alunos, que têm a possibilidade de aprender a conviver com as diferenças presentes na
coletividade.

Pela proposta inclusiva atual, pessoas com necessidades especiais auditivas com perda acima de 25
dB quando estão em idade escolar, não importando o nível de comprometimento, são matriculadas
nas classes comuns, sendo que muitas delas freqüentam em outro período a sala de recursos. Aqui
no nosso Estado (RN), a Escola Augusto Severo é a única intuição pública regular que possui
recursos pedagógicos, financiados pelo governo estadual, para atender os deficientes auditivos.

Investiguei as opiniões dos alunos deficientes auditivos, de alunos ouvintes, da

Escola Estadual Augusto Severo, de pais, que estavam presente na escola quando fui fazer este
relatório, e de professores sobre inclusão de alunos deficientes auditivos, verifiquei que a maioria dos
participantes é favorável à inclusão escolar, expressando que os deficientes auditivos devem estudar
em classe comum e podem trabalhar e ser bemsucedidos. Em contrapartida, fizemos outra pesquisa
na escola Estadual Anísio Teixeira, esta escola que fica próximo à escola Augusto Severo, é uma
escola publica regular que não possui alunos deficientes, a pesquisa que fiz lá mostrou resultado
diferente, ou seja, os alunos não deficientes manifestaram que os surdos poderiam ser mais bem
assistidos numa escola especial, e expressaram que eles não tinham o mesmo desempenho
mostrado pelos ouvintes.

Ao realizar este trabalho de pesquisa com os alunos deficientes auditivos dessa escola estadual,
constatei que esses alunos, ao serem integrados em classes comuns, eram normalmente
segregados em função do prejuízo que apresentavam em relação á comunicação oral, o que
dificultava a interação com alunos ouvintes. Para que essa segregação não ocorresse seria
necessário, que essas crianças incluídas cumprissem de fato e sistematicamente todas as atividades
da classe; incluindo as lições de casa, os exercícios de aula, as redações e as apresentações orais,
e engajarem-se nas atividades sociais e lúdicas no pátio durante o recreio e os intervalos, bem como
nas aulas de Educação Física e Artes. Para isso seria necessário um investimento por parte do
governo em computadores e equipamentos de alta tecnologia que digitalizem a voz do deficiente
auditivo, aumentando a sua autonomia e diminuindo o desvio entre a deficiência e a normalidade.
Mas, o que ocorre, é que esse investimento não tem sido feito, e normalmente esses alunos são
colocados nas classes comuns, sem nenhum suporte. E com isso tanto o professor da sala comum,
quanto o professor da sala de recursos, e os outros alunos tentam se comunicar com os alunos
deficientes auditivos através de métodos de comunicação alternativa. No entanto, os alunos
deficientes auditivos, da Escola Estadual Augusto Severo, incluídos nas classes comuns
normalmente se comunicam com as pessoas ouvintes através de mímicas, alfabeto digital e leitura
labial, e com a comunidade de surdos através das LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). O que não
tem sido suficiente, pois não tem promovido à inclusão total desses alunos junto à comunidade
escolar, principalmente no que se refere às relações interpessoais sem a presença do professor.

Observei que os alunos deficientes auditivos em sala de aula não conseguiam interagir com os
alunos não deficientes, e no horário do recreio, verifiquei que os estudantes deficientes interagiram
ainda menos com os seus colegas (ouvintes), sendo que, na maior parte do tempo, foram
observados brincando sozinhos ou interagindo com adultos (professores).
A Escola Estadual Augusto Severo tenta impor como escopo principal a habilitação, reabilitação e
educação das pessoas surdas, proporcionando oportunidades para o seu pleno desenvolvimento,
bem como a sua integração ou reintegração à sociedade, permitindo maior independência e
autonomia.