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COMERCIAL DROGARIA NAKAMURA

R: MANOEL VITOR DE JESUS, 339ª - JD. NAKAMURA

MANUAL DE BOAS
PRÁTICAS
1. DEFINIÇÕES:

Dispensação: ato de fornecimento e orientação ao consumidor de medicamentos,


insumos farmacêuticos e correlatos a titulo remunerado ou não.

Especialidade Farmacêutica: produto oriundo da indústria farmacêutica com registro


no Ministério da Saúde e disponível no mercado.

Drogaria: estabelecimento de dispensação e comércio de medicamentos, insumo


farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais.

Responsável Técnico: profissional habilitado inscrito no Conselho Regional de


Farmácia, na forma da lei.

Sanitização: conjunto de procedimentos que visam a manutenção das condições de


higiene.

Produto: substância ou mistura de substâncias naturais (minerais, animais e vegetais)


ou síntese usada com finalidades terapêuticas, profiláticas ou de diagnóstico.

Medicamento: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com


finalidade: profilátia, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.

Medicamento de Referência: produto inovador registrado no órgão federal


responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país, cuja eficácia, segurança
e qualidade foram comprovados cientificamente junto ao órgão federal competente, por
ocasião do registro.

Medicamento Genérico: medicamento igual a um produto de referência ou inovador,


que se pretende ser por intercambiável, geralmente produzido após expiração ou
renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a

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sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB ou na sua ausência pela
DCI.

Medicamento similar: aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos,


apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e
indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstico, do medicamento de referência
registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir
somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade,
embalagem, rotulagem, excipiente, veículos e devendo ser identificado por nome
comercial ou marca.

Medicamento antomicrobiano: Os antimicrobianos são drogas que têm a capacidade


de inibir o crescimento de microorganismos, indicadas, portanto, apenas para o
tratamento de infecções microbianas sensíveis.

Correlato: é toda substância, produto, aparelho ou acessório, cujo uso ou aplicação


esteja ligado a defesa e proteção da saúde individual ou coletiva, a higiene pessoal ou
de ambientes, ou a fins diagnósticos e analíticos.

Armazenamento / estocagem: procedimento que possibilita o estoque ordenado e


racional de várias categorias de materiais e produtos.

Registro de produtos: ato privativo do órgão competente do ministério da Saúde,


destinado a comprovar o direito de fabricação do produto, submetido ao regime de
vigilância sanitária.

Número de lote: designação impressa na etiqueta de um medicamento e de produtos


submetidos ao regime de vigilância sanitária, que permita identificar o lote ou partida a
que pertença.

Produto descartável: qualquer produto de uso único.

Prazo de validade do produto: data limite para utilização de um produto.

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Embalagem: invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível
ou não, destinado a cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter especificamente ou
não, os produtos.

Rotulo: identificação impressa ou litografada, bem como dizeres pintados ou gravados


a fogo, pressão, ou decalco, aplicada diretamente sobre o recipiente, vasilhames,
invólucros, envoltórios ou qualquer outro protetor de embalagem.

Atenção Farmacêutica: é o compêndio das atitudes, dos comportamentos, dos


compromissos, das inquietações, dos valores éticos, das funções, dos conhecimentos,
das responsabilidades e das destrezas do farmacêutico na prestação da farmacoterapia,
com o objetivo de alcançar resultados terapêuticos definidos na saúde e na qualidade de
vida do paciente.

Receita: prescrição de medicamento, contendo orientação de uso para paciente,


efetuada por profissional legalmente habilitado.

Perfuro cortante: instrumento que perfura e corta ao mesmo tempo.

Anti-sepsia: emprego de substância capaz de impedir a ação dos microorganismos pela


inativação ou destruição.

Correlato: substância, produto, aparelho, cujo uso ou aplicação esteja ligada à defesa e
proteção da saúde individual ou coletiva.

Assistência Farmacêutica: é o conjunto de ações e serviços que visam assegurar a


assistência integral, a promoção, a proteção e a recuperação da saúde nos
estabelecimentos públicos ou privados, desempenhados pelo farmacêutico ou sob sua
supervisão.

2. OBJETIVO DO MANUAL:

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 Estabelecer os requisitos gerais de Boas Práticas a serem observadas na
assistência farmacêutica aplicada a aquisição, armazenamento, conservação e
dispensação de produtos industrializados em farmácias e drogarias.

 Estabelecer critérios para orientar os pacientes sobre a correta utilização dos


medicamentos, garantindo assim a adesão e a eficácia da terapia
medicamentosa.

 Estabelecer critérios para garantir a integridade e a conservação dos produtos


comercializados, desde a recepção até a dispensação observando os prazos de
validade dos mesmos.

3. INFRA-ESTRUTURA FÍSICA E INSTALAÇÕEES DA DROGARIA:

 A drogaria possui infra-estrutura adequada as atividades realizadas.

 Possui um acesso (entrada única) com áreas separadas para dispensação e


aplicação de injetáveis

 O piso, paredes e teto são de material liso, resistente, impermeável e de cor


clara, local em boas condições de higiene.

 Os sistemas elétricos e hidráulicos estão em boas condições de funcionamento.

 A água utilizada para todos os procedimentos é proveniente da rede pública e


para o consumo é utilizada água mineral. O destino das águas servidas é a rede
de esgotos.

 Os equipamentos de combate a incêndio estão em local de fácil acesso, dentro


do prazo de validade.

 Trimestralmente é realizada a dedetização / desinsetização, do estabelecimento


através da empresa legalmente constituída e habilitada, mantendo-se os devidos
registros destes procedimentos.

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 O sanitário para uso dos funcionários possui sabão liquido, toalha descartável,
lixeira com tampa e pedal e saco plástico coletor, é limpo diariamente com
desinfetante e água sanitária.

4. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL:

4.1 Organograma

 O quadro organizacional é composto por 01(um) Responsável Legal, 01 (um)


Administrador, 01 (um) Farmacêutico, 01 (um ) Balconista e 01 (um) Repositor de
estoque.

RESPONSÁVEL LEGAL

ADMINISTRADOR

FARMACEUTICO

BALCONISTA REPOSITOR

4.2 RESPONSABILIDADES E ATRIBUIÇÕES:

4.2.1 As atribuições e responsabilidades individuais estão formalmente descritas e


perfeitamente compreendidas pelos envolvidos, que possuem conhecimentos suficientes
para desempenhá-las.

4.2.2 São atribuições do responsável legal:

 Prover os recursos financeiros, humanos e materiais necessários ao funcionamento


do estabelecimento;

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 Prover as condições necessárias para o cumprimento da RDC 44/2009, assim como
das demais normas sanitárias federais, estaduais e municipais vigentes e aplicáveis a
farmácias e drogarias.

 Assegurar as condições necessárias à promoção do uso racional de medicamentos


no estabelecimento.

 Prover as condições necessárias para capacitação e treinamento de todos os


profissionais envolvidos nas atividades do estabelecimento.

 Todos e quaisquer atos e documentação referente á abertura, andamento e


fechamento da empresa, perante os Órgãos competentes.

4.2.3 Administrador

 Estar comprometido com as atividades Boas Práticas de Dispensação, melhoria


contínua e garantia da qualidade.
 Favorecer e incentivar programas de educação continuada para todos os
envolvidos nas atividades realizadas na drogaria.

 Definir o perfil e atribuições de cada função necessária na drogaria.

 Selecionar e contratar pessoal qualificado.

 Assegurar condições para o cumprimento das atribuições gerais da equipe e dos


profissionais, visando prioritariamente a qualidade, eficácia e segurança dos
serviços prestados na drogaria.

4.2.4 Farmacêutica – Responsável Técnica

 É responsável pela supervisão pois conhece, interpreta e estabelece


condições para o cumprimento da legislação pertinente;
 Avaliar a prescrição médica e prestar assistência farmacêutica necessária ao
consumidor;

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 Assegurar condições adequadas de conservação e dispensação dos produtos;

 Informar a autoridade sanitária as suspeitas de reações adversas, queixas


técnicas, fraude ou falsificação de medicamentos e demais produtos de
interesse a saúde.

 Manter atualizada a escrituração

 Prestar ou supervisionar a prestação de serviços farmacêuticos aos usuários;

 Executar e supervisionar a dispensação, a prestação de outros serviços


farmacêuticos e demais atividades realizadas no estabelecimento que
dependam da Assistência técnica.

4.2.5 Balconista

 Auxiliar a Responsável Técnica nas rotinas da drogaria, seguindo sempre


suas orientações de acordo com as legislações vigentes;
 Realizar a dispensação dos produtos com responsabilidade e sob
supervisão da Responsável Técnica.

 Receber as mercadorias e lançar as notas fiscais em sistema


informatizado;

 Verificar a validade dos produtos / medicamentos e retirá-los das


prateleiras quando necessários.

 Manter as condições de higiene do estabelecimento realizando a limpeza


periódica das prateleiras, chão, sala de aplicação, etc.

4.2.6 Repositor de estoque

 Auxiliar balconista a manter as condições de higiene do


estabelecimento realizando a limpeza periódica das prateleiras, chão.

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 Auxiliar a verificar a validade das perfumarias e correlatos e retirá-
los da prateleira quando necessário.

 Guardar perfumaria e correlatos nas prateleiras após lançada em


sistema informatizado.

5. FLUXOGRAMA

5.1.2 Aquisição: a drogaria adquire medicamentos / produtos de fornecedores


legalmente habilitado, mantendo-se o cadastro com o seguinte documento: Alvará
Sanitário de Funcionamento.

5.1.3 Recepção: Os medicamentos / produtos chegaram diariamente e são conferidas as


caixas de transporte (se estão e boas condições e lacradas), se o número de produtos
recebidos e lote/validade, confere com o da nota fiscal. Caso haja rejeição por qualquer
irregularidade, a mercadoria é devolvida aos fornecedores.

5.1.4 Os medicamentos / produtos são manuseados e armazenados de acordo com as


especificações dos fabricantes, de forma que a qualidade,a eficácia e a segurança dos
mesmos sejam mantidas por todo o prazo de validade.

5.1.5 Os medicamentos / produtos são devidamente armazenados, ou seja, são


protegidos da ação direta da luz solar, umidade e alta temperatura ( a temperatura é
controlada por termohigrometros). São dispostos em prateleiras, afastados do chão,
sendo que nenhum produto fica em contato direto com chão ou paredes.

5.1.6 Os medicamentos são dispostos em ordem alfabética nas prateleiras, separadas


dos cosméticos, perfumarias, produtos de higiene pessoal e produtos inflamáveis ( estes
são dispostos separadamente dos demais). A limpeza das prateleiras é realizada
mensalmente e a validade de todos os produtos é verificada mensalmente.

5.1.7 Os medicamentos antimicrobianos são dispostos em ordem alfabética nas


prateleiras, são separados por medicamento genérico, referência e similares, separado

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dos outros medicamentos. A limpeza das prateleiras é realizada mensalmente, e a
validade verificada também mensalmente.

5.1.8 Os medicamentos / produtos com data de próxima de seu vencimento ficam


expostos em áreas separadas e visíveis para todos os funcionários da drogaria.

5.1.9 O estoque de medicamentos / produtos é inspecionado com freqüência para


verificar qualquer degradação visível e o prazo de validade dos produtos.

5.1.10 Dispensação medicamento geral: os produtos são dispensados através de


prescrição que é conferida e avaliada pela responsável técnica que também presta as
informações necessárias quando se trata de medicamentos de venda livre.

 No ato da dispensação são dadas as seguintes orientações:


 Condições de conservação e transporte;

 Interação alimentares e medicamentosa (quando for o caso);

 Posologia;

 Duração do tratamento;

 Via de administração;

 Efeitos adversos e outras considerações necessárias (quando for o caso)

5.1.11 Dispensação de antimicrobiano: A receita é recebida pelo farmacêutico / balconista,


é avaliada se está de acordo com as exigências da RDC 44, quando é o balconista que
recebe a receita ele confere com o farmacêutico. Após a conferência da receita o
medicamento é separado em quantidades prescrita e dosagem (quando o medicamento é
referência o farmacêutico pode fazer a troca pelo genérico quando for necessário), preenche
a receita com os dados do paciente / comprador: sexo e idade (quando o médico não
informa), RG, endereço. Quando o comprador for diferente do paciente só preenche RG e
endereço.

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O farmacêutico presta as informações quanto a forma de uso e período de duração do
tratamento e outras informações quando necessário.

Após encerrar com o paciente / comprador o farmacêutico lança a receita no livro


informatizado (KSmgc da empresa interativa).

A transmissão do arquivo para ANVISA pelo sistema SNGPC é feita no dia posterior a
venda ou no final do dia.

5.1.12 Medicamentos / produtos vencidos, impróprios para consumo.

 Os medicamentos / produtos vencidos e impróprios para consumo são recolhidos


por veículos autorizados e encaminhados à Autoridade Sanitária competente.
 No caso de medicamentos recolhidos / retirados do mercado por ordem da ANVISA
ou do próprio laboratório, estes são retirados imediatamente do local de produtos
comercializáveis e separados em uma área própria segregada, até que seja
completada a operação, de acordo com as instruções do titular do registro do
produto ou determinadas pelas autoridades sanitárias competentes.

5.1.13 Armazenamento e conservação dos medicamentos:

 Os balcões e as prateleiras onde os medicamentos são armazenados possuem


espaço para o fluxo racional de pessoas e materiais, visando reduzir ao mínimo
o risco de quebras / contaminações.
 As caixas dos medicamentos não são colocadas diretamente no chão.

 São verificadas se as condições de transporte foram compatíveis com as


condições de armazenamento necessárias aos medicamentos e produtos.

6. MEDICAMENTOS GENÉRICOS

É dever da Responsável Técnica:

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 Esclarecer aos usuários de medicamentos sobre a existência do medicamento
genérico, substituindo, se for o caso, o medicamento prescrito exclusivamente
pelo genérico correspondente, salvo restrições expressas de próprio punho
consideradas no documento pelo profissional prescritor;
 Informar ao paciente e ao prescritor sobre a existência ou não de medicamento
genéricos, diferenciando-os dos similares.

7. PRODUTOS QUE NÃO SÃO DISPENSADOS NA DROGARIA

 Alimentos convencionais e bebidas em geral, “in natura” e/ou industrializados;

 Refrigerantes dietéticos

 leites pasteurizados, esterilizados, e outros derivados do leite na forma líquida;

8. PRODUTOS QUE SÃO DISPENSADOS NA DROGARIA ALÉM DE


MEDICAMENTOS:

1. CORRELATOS

Os correlatos vendidos na drogaria são:

 Artigos médicos e hospitalares: coletor descartável de fezes e urina, protetor


para seios, suspensório escrotal, ducha ginecológica, produtos para teste de
gravidez, termômetros, bolsa d’água, etc.
 Produtos de higiene pessoal: absorvente higiênico interno e externo, creme
dental, sabonete, talco, escova de dente, etc.

 Perfumaria: shampoo, esmaltes, condicionadores, tinturas de cabelo, etc.

 Produtos diversos: fraldas descartáveis para adulto e crianças, lenços


umedecidos, luvas de borracha, pente para cabelos, alicate de unha e
cutícula, cortador de unha, entre outros.

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2. PRODUTOS DE VENDA LIVRE:

Esses produtos não dependem de prescrição, alguns exemplos:

 Cotonetes
 Algodão

 Absorvente higiênico

 Esparadrapo

 Atadura

 Compressas

 Merthiolate

 Preservativos

 Analgésicos

 Antitérmico

 Antiácidos

9. SERVIÇOS FARMACÊUTICOS PRESTADOS:

9.1 Aplicação de injetáveis:

 As aplicações de injetáveis são realizadas somente mediante prescrição médica e


todas são descritas formulário numerados seqüencialmente de duas vias (1º via
da drogaria e 2º via paciente), devidamente autorizado pela Fiscalização
Sanitária. (modelo ANEXO 1)

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 Observa-se os seguintes itens da receita médica: nome e numero do CRM do
médico, nome do paciente, data, nome do medicamento, dosagem, via de
administração e concentração.

 Não é realizada a mistura de medicamentos em uma mesma seringa sem que a


receita solicite ou sem conhecimento.

 As instalações para o desenvolvimento deste procedimento possuem condições


adequadas, sendo parcialmente azulejadas, pia com água corrente, local para
armazenamento de seringa / agulhas descartáveis e medicamentos injetáveis,
recipiente adequado para descarte de perfurocortantes, saboneteira com sabonete
liquido e toalha de papel descartável.

 O procedimento de aplicação é feito pela responsável técnica ou por


profissionais capacitado (supervisionado pela responsável técnica).

9.1.1 Técnica de lavagem das mãos

Sem tocar a pia, as mãos são umedecidas e ensaboadas:

 Palma com palma;


 Palma direita sobre o dorso da mão esquerda e vice versa;

 Palma com palma, entrelaçando-se os dedos;

 Parte posterior dos dedos em palma da mão oposta; polpas digitais direitas em
contato com as mão esquerda;

 Fricção rotativa do polegar direito com a palma esquerda e vice-versa;

 Fricção rotativa em sentido horário e anti-horário com os dedos da mão direita


unidos sobre a palma esquerda e vice-versa;

 Os pulsos também podem receber fricção rotativa;

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 As mãos são secas com papel toalha descartável;

 Fecha-se a torneira usando toalha descartável

9.1.2 PREPARO DA INJEÇÃO:

 Lava-se as mãos conforme descrito no item 9.1.1.


 Abre-se a embalagem da seringa utilizando o local correto de abertura, sempre
pelo lado do êmbolo da seringa, para diminuir o risco de contaminação.

 Conecto-se a agulha aplicando uma força e rotacionando-a para que ela fique
travada.

 Aspira-se o medicamento.

 Reencapa-se a agulha, tomando o cuidado para não tocar a ponta, evitando


contaminar-se ou se ferir.

 Retira-se o ar da seringa.

 Realiza-se anti-sepsia do local da aplicação com algodão e álcool 70%

9.1.3 AMPOLA:

 Utiliza-se uma proteção (algodão seco) para abrir a ampola;


 Aspira-se o conteúdo da ampola para a seringa;

 Retira-se as eventuais bolhas da seringa, expulsando o ar e deixando somente o


liquido;

 Despreza-se a ampola vazia no descarte apropriado;

9.1.4 FRASCO AMPOLA:

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 Retira-se o lacre do frasco ampola e faz-se a desinfecção da tampa de borracha com
algodão e álcool 70%;
 Homogeneíza-se bem o pó com o diluente colocando o frasco ampola entre as mãos
e realizando movimentos rotacionais;

 Aspira-se o conteúdo e retira-se as eventuais bolhas da seringa, expulsando o ar e


deixando somente a suspensão;

 Utiliza-se uma nova agulha para aplicação da medicação uma vez que a agulha pode
ter ficado “rombuda” dificultando a aplicação;

 Despreza-se o frasco ampola no descarte apropriado;

9.1.5 As aplicações realizadas na drogaria são: injeções intramusculares (IM) e injeções


subcutâneas (SC).

9.2 VERIFICAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL

A verificação de pressão arterial é realizada na sala de aplicação de injetáveis, pela


farmacêutica ou sob sua supervisão.

9.2.1 procedimento para verificação da pressão arterial:

 Colocar o individuo em local calmo com o braço apoiado a nível do coração e


deixando-o a vontade, permitindo 5 minutos de repouso;
 Localizar a artéria braquial ao longo da face interna superior do braço palpando-a;

 Envolver a braçadeira em torno do braço, centralizando o manquito sobre a artéria


braquial. Manter a margem inferior da braçadeira 2cm acima da dobra do cotovelo;

 Determinar o nível máximo de insuflação palpando o pulso radial até seu


desaparecimento mais 30mmHg;

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 Desinsuflar rapidamente o manguito e esperar de 15 a 30 segundo antes de insuflá-
lo de novo;

 Posicionar o estetoscópio sobre a artéria braquial palpada abaixo do manguito na


fossa antecubial. Deve ser aplicado com leve pressão assegurando o contato com a
pele em todos os pontos. As olivas devem estar voltadas para frente;

 Fechar a válvula da pêra e insuflar o manguito rapidamente até 30mmHg acima da


pressão sistólica registrada.

 Desinsuflar o manguito de modo que a pressão caia 2 a 3mmHg por segundo;

 Identificar a pressão sistólica (máxima) em mmHg, observando no manômetro o


ponto correspondente ao primeiro batimento regular audível (sons de Korotkoff);

 Identificar a pressão a diastólica (mínima) em mmHg, observando no manômetro o


ponto correspondente ao último batimento regular audível. Desinsuflar totalmente o
aparelho com atenção voltada ao completo desaparecimento dos batimentos;

 Registrar valores de pressão arterial sistólica e diastólica encontrados em mmHg em


formulários numerados seqüencialmente de duas vias (1º via drogaria e 2º via
paciente) (modelo ANEXO 2). Retirar o aparelho do braço e guardá-lo
cuidadosamente a fim de evitar danos;

9.3 Verificação de Temperatura:

9.3.1 os procedimentos para a verificação de temperatura ocorrem da seguinte forma:

 o paciente é acomodado em uma banco e é solicitado ao mesmo que esteja com traje
leve no corpo, evitando-se assim o aumento da temperatura.
 Introduz-se o bulbo do termômetro na axila do usuário e deixa-o por um período de
3 a 5 minutos, após esse período o mesmo é retirado e anota-se a temperatura obtida
em formulário numerado seqüencialmente de duas vias (1º via drogaria e 2º via
paciente. (modelo ANEXO 3)

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9.3.1 no caso de observação de qualquer alteração da temperatura corporal, o usuário é
aconselhado a procurar a devida assistência médica, para que tal alteração seja
estabilizada.

9.4 Colocação de Brincos:

9.4.1 os brincos são colocados com o aparelho especifico e os brincos utilizados estão
devidamente acondicionados em embalagens estéreis, visando á proteção do usuário.

9.4.2 a colocação de brincos é feita pela farmacêutica e por profissionais qualificados


para tal serviços e os dados marcados em formulário numerados seqüencialmente de
duas vias (1º drogaria e 2º paciente). (modelo ANEXO 4)

9.5 Aparelhos Utilizados:

9.5.1 para aferir pressão arterial, utilizamos um esfigmomanômetro e estetoscópio;

9.5.2 para verificação da temperatura utilizamos termômetro de mercúrio;

9.5.3 para colocação de brincos utiliza-se uma pistola apropriada;

9.5.4 os aparelhos utilizados que necessitam de calibração, são calibrados


periodicamente (semestralmente);

10. GERENCIAMENTO DE RESIDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RDC


306/04 ANVISA)

Os resíduos comuns são condicionados em recipiente com tampa (lixeira), forrado com
saco plástico.

10.1 critérios para acondicionamento de resíduos infectantes:

 Material biológico: acondicionado em saco plástico, impermeável e resistente,


de cor branca leitosa;

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 Material perfurocortante: são reencapados novamente com a tampa plástica da
agulha e acondicionados em saco plástico de cor branca leitosa para facilidade
de transporte e identificação;

 As agulhas não são destacadas das seringas com as mãos, a fim de evitar
contaminação do pessoal e garantir a segurança do manipulador.

10. DOCUMENTAÇÃO:

Os documentos abaixo relacionados, estão arquivados ordenadamente, á disposição da


fiscalização e de quem mais possa interessar.

 Formulário numerado de registro de aplicação de injetáveis


 Alvará de funcionamento (SIVISA)

 Certificado de regularidade CRF

 Documentos referentes a detetização e limpeza da caixa d’água

 Fichas e formulários de atendimento

11. ANEXOS: modelos

1.1.0. Declaração de serviços farmacêuticos – Administração de medicamento injetáveis

1.1.1 Declaração de serviços farmacêuticos – Aferição de Pressão Arterial

1.1.2 Declaração de serviços farmacêuticos – Aferição de Temperatura Corporal

1.1.3 Declaração de serviços farmacêuticos – Aferição de Glicemia Capilar

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