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OBRAS DE ABRIGO

PORTUÁRIAS
QUEBRA-MARES,
GUIAS-CORRENTES E
ESPIGÕES
AULA 05
1. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE AS OBRAS DE
ABRIGO

1.1 FUNÇÃO

A FUNÇÃO DAS OBRAS DE ABRIGO É A CRIAÇÃO DE


ÁREA PROTEGIDA CONTRA ONDAS DE GRAVIDADE
GERADAS PELO VENTO (QUEBRA-MARES, MOLHES OU
MOLHES GUIAS-CORRENTES) OU CORRENTES (ESPIGÕES).
1.2 FINALIDADES

AS FINALIDADES DE IMPLEMENTAÇÃO DE OBRAS DE


ABRIGO PODEM SER:
• CRIAÇÃO DE UMA BACIA PORTUÁRIA. OS QUEBRAS MARES
(ISOLADOS DA COSTA) E MOLHES (ENRAIZADOS NA COSTA)
ABRIGAM A BACIA PORTUÁRIA DA AGITAÇÃO
ONDULATÓRIA, ENQUANTO OS ESPIÕES SÃO OBRAS
CORTA-CORRENTES.
• PROTEÇÃO DO CANAL DE ACESSO DE PORTOS SITUADOS
EM EMBOCADURAS COSTEIRAS, QUANDO DENOMINAM-SE
DE MOLHES GUIAS-CORRENTES, POIS DESENVOLVEM-SE A
PARTIR DA COSTA ATE ATINGIR PROFUNDIDADAS
COMPATÍVEIS COM AS EXIGÊNCIAS DE NAVEGAÇÃO.
NESTES CASOS, PROVÊM:
ABRIGO DO CANAL DE ACESSO.
• MANUTENÇÃO DOS FUNDOS, POR MANTEREM
CORRENTES DE MARÉ COM COMPETÊNCIA PARA MANTER
AS PROFUNDIDADES, GARANTINDO MÍNIMAIS
NECESSIDADES DE DRAGAGEM .
• ESTABILIDADE DE ENBOCADURA POR INTERCEPTAREM O
TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DA ZONA DE
ARREBENTAÇÃO.
• DEFESA DO LITORAL CONTRA EROSÃO PROVOCADA PELAS
ONDAS (QUEBRA-MARES ISOLADOS E ESPIGÕES DE PRAIAS).

(A) Quebra-mar de talude


(B) Vista do enrocamento do cabeço
do molhe do porto de Suape.
2. TIPOS CONVENCIONAIS DE OBRAS DE ABRIGO
OS TIPOS CONVENCIONAIS DE OBRAS DE ABRIGO SÃO OS
MAIS USADOS NAS OBRAS DE MAIOR PORTE. É FEITA MENÇÃO Á
OBRA DE QUEBRA-MARES, OU MOLHES POR SEREM AS MAIS
COMPLEXAS, ENTRETANTO OS ESPIGÕES TAMBÉM SEGUEM
ESTRUTURAS SEMELHANTE.
• QUEBRA MAR DE TALUDE (FIG ANTERIOR)
– CARACTERÍSTICAS GERAIS
• FORMADO POR MACIÇO DE SEÇÃO TRANVERSAL TRAPEZOIDAL
CONSTITUÍDA POR BLOCOS DE ENROCAMENTO OU CONCRETO.
• É O MAIS TRADICIONAL E AINDA MUITO USADO.
• É DE FACIL CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO, SENDO EFICIENTE NO
AMORTECIMENTO DA ENEGIA DAS ONDAS.
– FUNCIONAMENTO HIDRÁULICO
• DISSIPAÇÃO DA ENERGIA DAS ONDAS SE DÁ POR TURBULÊNCIA
NA ARREBENTAÇÃO DAS ONDAS E POR ATRITO SOBRE O
TALUDE.
• A ARRECADAÇÃO OCORRE QUANDO A ONDA ATINGE
PROFUNDIDADES DE 1 A 1,5 VEZES A ALTURA DA ONDA.
• QUEBRA-MAR DE PAREDE VERTICAL (FIG. 2)

• CARACTERÍTICAS GERAIS
– FORMADO POR PAREDE VERTICAL, IMPERMEÁVEL,
CONSTITUÍDA POR CAIXÕES DE CONCRETO ARMADO
LASTREADOS DE AREIA, BLOCOS MACIÇOS DE CONCRETO OU
ESTACAS PRANCHA.
– A FUNDAÇÃO É CONSTITUÍDA POR UM MANTO DE
REGULARIZAÇÃO DE ENROCAMENTO.
– REDUZ AO MÍNIMO O VOLUME DA OBRA
– TEM A DESVANTAGEM DE SOFRER RUÍNA ABRUPTA SE
OS ESFORÇOS SOLICITANTES EXECEDEREM OS NÍVEIS
DE PROJETO.
– EXIGEM EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃO MAIS
SOFISTICADOS.
– AS MAIORES PROFUNDIDADES DE IMPLANTAÇÃO ESTÃO
EM TORNO DE 15m.
• FUNCIONAMENTO HIDRÁULICO
– PRODUZ A REFLEXÃO DA ONDA INICIDENTE CUJA
ENERGIA É ENVIADA PARA O LARGO, PRODUZINDO UMA
ONDA ESTACIONÁRIA (CLAPOTIS) Á FRENTE DA OBRA
PELA SOBREPOSIÇÃO DAS ONDAS INCIDENTES E
REFLETIDAS.
– O CLAPOTIS ARREBENTA A PARTIR DA PROFUDIDADE DE
2 A 2,5 VEZES A LATURA DA ONDA INCIDENTE.
– RECOMENDA-SE A ADOAÇÃO DESTE TIPO DE OBRA SOMENTE
EM PROFUNDIDADES SUPERIORES ÁS CITADAS PARA EVITAR
AS PRESSÕES DINÂNICAS DA ARREBENTAÇÃO SOBRE A
PAREDE (PRODUZINDO A COMPRESSÃO DE BOLSAS DE AR QUE
FORMAM JATOS D’ÁGUA DE GRANDE ALTURA - GIFLE) E A
EROSÃO DO MANTO DE REGULARIZAÇÃO NO PÉ DA
ESTRUTURA E O SEU DESCALÇAMENTO.
• QUEBRA–MAR MISTO

• CARACTERÍTICAS GERAIS
– É UM TIPO INTERMEDIÁRIO AOS ANTERIORES, COMPOSTO POR
UM MACIÇO DE ENCOAMENTO SUBMERSO SOBRE O QUAL É
ASSENTADA UMA PAREDE VERTICAL.
– PERMITE ESTENDER O QUEBRA-MAR DO TIPO DE PAREDE
VERTICAL A MAIORES PROFUNDIDADES OU EM TERRENO DE
MENOR RESISTÊNCIA (ARGILAS MARINHAS MOLES, POR
EXEMPLO).
– VIA DE REGRA SÃO DE MANUTENÇÃO DISPENDIOSA
• FUCIONAMENTO HIDRÁLICO
– DEPENDENDO DA ALTURA DA ONDA E DA MARÉ, PODEM
OCORRER OS FENÔMENOS DE REFLEXÃO, ARREBENTAÇÃO OU
OS DOIS.
– AS ONDAS SÃO REFLETIDAS PELA PAREDE VERTICAL NAS
PREMARES MAS ARREBENTAM CONTRA A PAREDE OU NO
TALUDE DE ENROCAMENTO NA BAIXA-MAR.
• QUEBRA-MAR DE ESTRUTURA MISTA (FIG ABAIXO) :
CONSISTE NUM QUEBRA-MAR DE TALUDE COM UMA
SUPERESTRUTURA DESTINADA A COMPLETAMENTAR A
PROTEÇÃO CONTRA O GALGAMENTO DAS ONDAS.
3. TIPOS NÃO CONVENCIONAIS DE OBRAS DE
ABRIGO

SÃO NORMALMENTE MENOS ULTILIZADOS, SENDO


ENCONTRADOS EM OBRAS ESPECIAIS OU DE MENOR
VOLUME.
• QUEBRA-MAR COM DE NÚCLEO DE AREIA OU ARGILA
– PODEM SER UTILIZADOS QUANDO
• A AÇÃO DAS ONDAS FOR MODERADA;
• HOUVER INSUFICIÊNCIA DE ENROCAMENTO;
• O TERRENO DE FUNDAÇÃO FOR POUCO RESIDENTE E
CORRESPONDER A UMA GRANDE ESPESURA,
INVIABILIZANDO A SUA REMOÇÃO E SUBSTITUIÇÃO.
– TEM TALUDES REDUZIDÍSSIMOS (1:6) E SÃO REVESTIDOS
POR CAMADAS DE BERTUME OU CONCRETO.
• QUEBRA-MAR DESCONTÍNUO: PODE SER ESTAQUEADO OU
FLUTUANTE (FUNDEADO) (FIG.ABAIXO).
– TEM FUCIONAMENTO SEMELHANTE AO QUEBRA MAR DE
PAREDE VERTICAL, REFLETINDO AS ONDAS.
– A TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA DAS ONDAS SOB A
ESTRUTURA PROPORCIONA SOMENTE UM ABRIGO PARCIAL.
NO CASO DO FLUTUANTE A OCILAÇÃO DA PEÇA QUE O
CONSTITUE TRANSFORMA-O NUM GERADOR DE ONDAS
SECUDÁRIAS.
– O FLUTUANTE PODE SER USADO EM FAZENDAS DE PEIXES,
ABRIGOS PROVISÓRIOS DE OBRAS, MARINAS E ETC.
• QUEBRA–MAR DE PAREDE VERTICAL COM CAIXÕES DE
PAREDE FRONTAL PERFURADA (FIG. ABAIXO).
– BASEIA-SE NA DISSIPAÇÃO DE ENERGIA DAS ONDAS POR
JATOS DE ALTA VELOCIDADE GERADOS PELAS ONDAS
INCIDENTES NAS PERFURAÇÕES DO PARAMENTRO.
– A EFICIÊNCIA NA DISSIPAÇÃO DE ENERGIA DEPENDE DAS
DIMENSÕES E ESPAÇAMENTO DOS ORIFÍCIOS, DA DISTÂNCIA
DAS PAREDES E SEPARAÇÃO DAS CÉLULAS.
• QUEBRA-MAR PNEUMÁTICO (FIG. ABAIXO)
– PROPORCIONA PROTEÇÃO CONTRA ONDAS
RELATIVAMENTE CURTAS.
– CONSISTE NA EMISSÃO DE JATOS DE AR COMPRIMIDO
(OU LÍQUIDO) A PARTIR DE UM DUTO ASSENTADO NO
FUNDO DO MAR.
• QUEBRA MAR DE BERMA.
– O PROJETO DE QUEBRA-MARES DE ENROCAMENTO
PODE SER DESENVOLVIDO DE MANEIRA CONVENCIONAL
(VER FIG A SEGUIR), COM UMA ARMADURA OU
CARAPAÇA CONSTITUÍDO DE NO MÍNIMO POR DUAS
CAMADAS DE BLOCOS QUE NÃO SE DESLOQUEM POR
AÇÃO DAS ONDAS (QUEBRA-MAR DE TALUDE), OU DE
MANEIRA NÃO CONVENCIONAL, COM UM ENROCAMENTO
FORMANDO POR UMA BERMA COM BLOCOS DE
VARIADAS DIMENSÕES, CONSTITUINDO-SE NO QUEBRA-
MAR DE BERMA (FIG.9)
SEÇÃO TRANSVERSAL DE QUEBRA-MAR
DE TALUDE
– O QUEBRA-MAR DE BERMA CONSISTE NUMA MASSA POROSA
DE BLOCOS DE ENROCAMENTO, COM LARGURA SUFICIENTE
PARA PERMITIR A DISSIPAÇÃO DA ENERGIA DAS ONDAS. A
POROSIDADE MÉDIA DA BERMA É GRANDE POR UTILIZAR UMA
FAIXA GRANULOMÉTRICA BEM ESTENDIDA, PERMITINDO QUE A
ONDA INCIDENTE PERCOLE NA BERMA E PERCA SUA ENERGIA.
– OS BLOCOS DE ENROCAMENTO DO MACIÇO DA BERMA PODEM
SE MOVIMENTAR SOB A AÇÃO DAS ONDAS, PRODUZINDO A
ACOMODAÇÃO DO PERFIL DO LADO DO MAR, CONDUZINDO A
SEÇÃO TRANSVERSAL A UM PERFIL MAIS ESTÁVEL E
CONSOLIDADO.
– A Fig. 9 APRESENTA O ESQUEMA DE UMA SEÇÃO
TRANSVERSAL TÍPICA DE QUEBRA-MAR DE BERMA, COM O
PERFIL CONSTRUÍDO COM UMA LARGURA INICIAL DE BERMA, E
O PEFIL ACOMODADO, LOGO APÓS A AÇÃO DAS ONDAS DE
PROJETO, COM UMA LARGURA RESULTANTE MENOR.
FIG. 9
(a) Enrocamento do quebra-
mar de berma do Terminal
Portuário Inacío Barbosa
da CVRD em Barra dos
Coqueiros (SE);
(b) Seção transversal típica de
quebra-mar de berma.
– O QUEBRA-MAR DE BERMA POSSUI ESTABILIDADE
MAIOR DO QUE O QUEBRA-MAR DE TALUDE POIS A
GRANDE MASSA POROSA DA BERMA DE ENROCAMENTO
PERMITE A PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DENTRO DA
MESMA, DISSIPANDO MAIS ENERGIA DO QUE NO
QUEBRA-MAR DE TALUDE, EM QUE O FLUXO É RESTRITO,
DEVIDO À REDUZIDA PERMEABILIDADE DA ARMADURA.
ALÉM DISSO, A AÇÃO DAS ONDAS TAMBÉM FAZ COM
QUE A ESTABILIDADE DA SEÇÃO TRANSVERSAL DO
QUEBRA-MAR DE BERMA AUMENTE, COM UM PERFIL
ESTABILIZADO DESENVOLVIDO SOB A AÇÃO DAS
ONDAS, MAIS CONSOLIDADO, E COM UM
INTERTRAVAMENTO ENTRE OS BLOCOS MAXIMIZADO.
– NOS QUEBRA-MARES DE BERMA PODEM SER
UTILIZADOS BLOCOS MAIS LEVES E COM UMA
MAXIMIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DA PEDREIRA LOCAL,
SENDO A PRODUÇÃO DA PEDREIRA SEPARADA EM
MENOR NÚMERO DE CATEGORIAS.
4. ESCOLHA DO TIPO DE OBRA
FUNDAMENTALMENTE A ESCOLHA DO TIPO DE OBRA
DE ABRIGO DEPENDE DE:
• DISPONIBILIDADE DE ENROCAMENTO;
• PROFUNDIDADE;
• ONDA DE PROJETO;
• CONDIÇÃO DE FUNDAÇÃO. CAMADAS DE ARGILA MARINHA
MOLE COSTUMAM ESTAR PRESENTES, POIS HÁ 18.000 ANOS
O N.M.M. ESTEVE MAIS DE 100 m ABAIXO DO ATUAL,
FAZENDO COM QUE AS PLANÍCIES ALUVINARES
ESTIVESSEM MAIS AVANÇADAS NA PLATAFORMA
CONTINENTAL. O QUEBRA-MAR DE SERGIPE, POR EXEMPLO,
EM SUA CONCEPÇÃO ORIGINAL ROMPEU O SOLO EM ÁREA
COM ARTESIANISMO.
ALÉM DISSO, O DIMENSIONAMENTO DAS OBRAS
DE ABRIGO DAS ONDAS, COMO OS MOLHES (VER FIG. 10)
DIFERE DAS OBRAS DE ABRIGO DAS CORRENTES, COMO OS
ESPIGÕES EM ÁREA DE FORTES CORRENTES (VER FIG. 11).
DEVE-SE TAMBÉM CONSIDERAR A
POSSIBILIDADE DE NOS TRECHOS MAIS SOLICITADOS DAS
OBRAS OCORRER A SUBSTITUIÇÃO DOS BLOCOS NATURAIS
POR BLOCOS DE CONCRETO DE FORMAS MAIS
COMPLEXAS, DE MODO A TER-SE MENOR PESO UNITÁRIO,
MAS MAIOR EFICIÊNCIA UNITÁRIA DE ABSORÇÃO DE
ENERGIA PELO SEU EMBRICAMENTO. AS OBRAS MARÍTIMAS
NECESSITAM DE MANUTENÇÃO, COMO QUALQUER OUTRA
OBRA CIVIL, SOB PENA DE DETERIORAREM-SE E PERDEREM
SUA FUNCIONALIDADE (VER FIG. 12a A 12e).
FIG. 10
Planta do arranjo geral dos
molhes do Porto de Luís
Correia (PI).
Fig. 11
Arranjo geral do Terminal
Marítimo da Ponta da
Madeira da CVRD em
São Luís (MA).
Fig. 12.12
(a) Blocos de formas compexas.
Vistas de quadrípodos,
tetrápodos, dolos e tribares
usados como unidades de
armaduras;
(b) Tetrápodos utilizados no reforço
de cabeço das guias-correntes
em Torres (RS);
(c) e (d) Arranjo do stetrápodos do
cabeço do molhe sul das guias-
correntes do Porto de Itajaí
(SC);
(e) Deterioração do enrocamento
de proteção da Praia Mansa de
Caiobá (PR), após 25 anos de
construção.
ENSAIOS EM
MODELOS FÍSICOS CONSTITUEM-
SE NA PRINCIPAL FERRAMENTA
PARA A DETERMINAÇÃO DAS
CARACTERISTICAS E DIMENSÕES
DOS QUEBRA-MARES NOS
PROJETOS BÁSICOS E
EXECUTIVOS DESTAS
ESTRUTURAS.
O MÉTODO
CONSTRUTIVO TAMBÉM DEVE
SER CUIDADOSAMENTE
AVALIADO NO PROJETO DE UMA
OBRA DE ABRIGO. COMO
EXEMPLO APRESENTA-SE NA
FIG. AO LADO, UM PROCESSO
CONSTRUTIVO PARA UM MACIÇO
EM TALUDE.
NA FIG. AO LADO
APRESENTAM-SE ASPECTOS DAS
OBRAS NOS MACIÇOS DE
ENROCAMENTO DOS ESPIGÕES
DE ABRIGO DO COMPLEXO
PORTUÁRIO DE PONTA DA
MADEIRA DA CVRD (1980-1987) EM
SÃO LUÍS (MA).