Camada de Rede – OSI 5.0.

1 Introdução Vimos como as aplicações e serviços de rede em um dispositivo final podem comunicar-se com aplicações e serviços em execução em outro dispositivo final. A seguir, conforme mostra a figura, vamos examinar como estes dados são passados adiante através da rede de maneira eficiente, do dispositivo final de origem (ou host) até o host de destino. Os protocolos da camada de Rede do modelo OSI especificam o endereçamento e processos que possibilitam que os dados da camada de transporte sejam empacotados e transportados. O encapsulamento da camada de rede permite que seus conteúdos sejam passados para o destino dentro de uma rede ou em uma outra rede com um mínimo de overhead. Este capítulo enfoca o papel da camada de rede, examinando como ela divide as redes em grupos de hosts para gerenciar o fluxo de pacotes de dados dentro de uma rede. Veremos também como se facilita a comunicação entre redes. Esta comunicação entre redes é chamada de roteamento. Objetivos Ao final deste capítulo, você será capaz de: Identificar o papel da camada de rede quando ela descreve a comunicação de um dispositivo final com outro dispositivo final. Analisar o protocolo mais comum da camada de rede, o Internet Protocol (IP), e seus recursos para proporcionar serviços melhores e sem conexão. Entender os princípios usados para orientar a divisão, ou agrupamento, dos dispositivos em redes. Entender o endereçamento hierárquico dos dispositivos e como isso possibilita a comunicação entre as redes. Entender os fundamentos das rotas, endereços de próximo salto e encaminhamento de pacotes a uma rede de destino. 5.1.1 Camada de Rede(IPv4) – Comunicação Host a Host A camada de rede, ou Camada 3 do OSI, fornece serviços para realizar trocas de fragmentos individuais de dados na rede entre dispositivos finais identificados. Para realizar este transporte de uma extremidade à outra, a camada 3 utiliza quatro processos básicos: • Endereçamento • Encapsulamento • Roteamento • Decapsulamento A animação da figura demonstra a troca de dados. Endereçamento Primeiro, a camada de rede precisa fornecer o mecanismo de endereçamento destes dispositivos finais. Se fragmentos individuais de dados precisam ser direcionados a um dispositivo final, este dispositivo precisa ter um endereço único. Em uma rede IPv4, quando este endereço é atribuído a um dispositivo, o dispositivo passa a ser chamado de host. Encapsulamento Em segundo lugar, a camada de rede precisa fornecer o encapsulamento. Além da necessidade dos dispositivos serem identificados com um endereço, os fragmentos individuais (as PDUs da camada de rede) também devem conter estes endereços. Durante o processo de encapsulamento, a camada 3 recebe a PDU da camada 4 e acrescenta um cabeçalho ou rótulo da camada 3 para criar uma PDU da camada 3. Ao fazer referência à camada de rede, chamamos esta PDU de pacote. Quando se cria um pacote, o cabeçalho deve conter, entre outras informações, o endereço do host para o qual ele está sendo enviado. Este endereço é chamado de endereço de destino. O cabeçalho da camada 3 também contém o endereço do host de origem. Este endereço é chamado de endereço de origem. Depois que a camada de rede completa seu processo de encapsulamento, o pacote é enviado para a camada de enlace de dados para ser preparado para o transporte através do meio físico. Roteamento

Nenhum cabeçalho é usado para garantir a entrega dos pacotes. o pacote pode ter que viajar através de muitas redes diferentes.1. Portanto. o pacote chega ao host de destino e é processado na camada 3. seu conteúdo (a PDU da camada de transporte) permanece intacto até a chegada ao host de destino. cada pacote precisa ser guiado através da rede para chegar a seu destino final. Os serviços oferecidos pelo IP. Atualmente. Cada rota que um pacote toma para chegar ao próximo dispositivo é chamada de salto. De fato. . Durante o roteamento através de uma rede. Decapsulamento Finalmente.Nenhuma conexão é estabelecida antes do envio dos pacotes de dados. Este processo é conhecido como roteamento. Estes serviços e estrutura de pacotes são usados para encapsular os datagramas UDP ou segmentos TCP para seu transporte através de uma conexão entre redes. a camada de rede precisa fornecer serviços para direcionar estes pacotes a seu host de destino. Este é o único protocolo da camada 3 usado para levar dados de usuários através da Internet e é o foco do CCNA. os protocolos de camada de rede especificam a estrutura e o processamento dos pacotes usados para carregar os dados de um host para outro. O host examina o endereço de destino para varificar se o pacote estava endereçado para este dispositivo. Os hosts de origem e de destino nem sempre estão conectados à mesma rede. Diferente da camada de transporte (camada 4 do OSI). Melhor Esforço (não confiável) . ele será o exemplo que usaremos para os protocolos da camada de rede neste curso. O IPv6 vai operar simultaneamente com o IPv4 e poderá substituí-lo no futuro. são especificados tanto pelo protocolo IPv4 quanto pelo IPv6. que gerencia o transporte de dados entre os processos em execução em cada host final. o pacote é desemcapsulado pela camada de rede e a PDU da camada 4 contida no pacote é passado para o serviço apropriado da camada de transporte. O entendimento destas características permitirá que você compreenda o funcionamento dos serviços descritos por este protocolo. Estas funções são realizadas por outros protocolos de outras camadas.2 O protocolo IPv4 – Exemplo de Protocolo de Camada de Rede O Papel do IPv4 Conforme mostra a figura. o pacote pode atravessar muitos dispositivos intermediários. Conforme o pacote é direcionado. O protocolo não foi elaborado para rastrear e gerenciar o fluxo dos pacotes.Opera independentemente do meio que transporta os dados. O Internet Protocol foi elaborado como um protocolo com baixo overhead. O papel do roteador é selecionar o caminho e direcionar os pacotes a seus destinos. a versão 4 do IP (IPv4) é a versão mais utilizada. O funcionamento sem consideração aos dados de aplicações carregadas em cada pacote permite que a camada da rede leve pacotes para diversos tipos de comunicações entre múltiplos hosts. A discussão de outros protocolos será mínima.Em seguida. Protocolos da Camada de Rede Os protocolos implementados na camada de rede que transportam os dados de usuários incluem: Internet Protocol version 4 (IPv4) Internet Protocol version 6 (IPv6) Novell Internetwork Packet Exchange (IPX) AppleTalk Connectionless Network Service (CLNS/DECNet) O Internet Protocol (IPv4 e IPv6) é o protocolo mais usado para transporte de dados da camada 3 e será o foco deste curso. A versão 6 do IP (IPv6) foi desenvolvida e está sendo implementada em algumas áreas. 5. os serviços da camada de rede implementados pelo conjunto des protocolos TCP/IP constituem o Internet Protocol (IP). Ele somente fornece as funções necessárias para enviar um pacote de uma origem a um destino por um sistema de redes. Características básicas do IPv4: Sem conexão . Ao longo do caminho. As características de cada protocolo são diferentes. Independente de Meios Físicos . Os dispositivos intermediários que conectam as redes são chamados roteadores. Se o endereço estiver correto. bem como a estrutura e o conteúdo dos cabeçalhos do pacote.

O significado de não confiável é simplesmente que o IP não possui a capacidade de gerenciar e recuperar pacotes não entregues ou corrompidos. Os pacotes IP são enviados sem notificar o host final de que eles estão chegando. O IP geralmente é considerado um protocolo não confiável. como os sinais ópticos nas fibras. Também não exite nenhuma forma de rastreamento de pacotes.4 O Protocolo IPv4 – Melhor esforço Serviço de Melhor Esforço (não confiável) O protocolo IP não onera o serviço IP ao proporcionar confiabilidade. Se a entrega de pacotes foi feita fora de ordem ou ocorreu a falta de pacotes. isso criará problemas para a aplicação que usará os dados. Isso quer dizer que o transporte de pacote IP não está limitado a nenhum meio físico particular. a entrega de pacotes sem conexão pode resultar na chegada dos pacotes ao destino fora de seqüência. 5.5 O Protocolo IPv4 – Independência do Meio Físico Independente do Meio Físico A camada de rede também não fica sobrecarregada com as características do meio físico em que os pacotes serão transportados. Esta característica é desejável para um protocolo da camada 3. ou sem fio como sinais de rádio.1. Conforme mostra a figura. Assim como com todo o isolamento de camadas proporcionado pelos modelos de rede. o cabeçalho IP é menor. Conforme mostra a figura. Se incluíssemos um cabeçalho de confiabilidade em nosso protocolo da camada 3. Esta responsabilidade é papel das camadas superiores. Entretanto. Não há controle de erros para os dados. Em razão do IP ser sem conexão. com base nas necessidades de comunicação. a camada de transporte pode escolher entre TCP ou UDP. As camadas superiores podem decidir se a comunicação entre serviços precisa de confiabilidade e se esta comunicação pode tolerar os requisitos de confiabilidade do overhead. e por isso não há possibilidade de retransmissão de pacotes. O transporte destes cabeçalhos menores requer menos overhead. O cabeçalho de um pacote IP não inclui campos necessários para uma entrega de dados confiável. ele não requer uma troca inicial de informações de controle para estabelecer uma conexão entre as extremidades antes do envio dos pacotes. Em comparação com um protocolo confiável. Este processo reduz muito o cabeçalho IP. deixar a decisão sobre confiabilidade para a camada de transporte torna o IP mais adaptável e fácil de se acomodar com diferentes tipos de comunicação. . nem requer campos adicionais no cabeçalho da PDU para manter esta conexão. O IPv4 e o IPv6 operam independentemente do meio físico que transporta os dados nas camadas inferiores da pilha de protocolo. os serviços das camadas superiores terão que resolver estas questões. o IP consegue funcionar com grande eficiência na camada de rede. Menos overhead significa menos atraso na entrega. No conjunto TCP/IP. Como os protocolos de outras camadas conseguem gerenciar a confiabilidade. conforme necessário. As comunicações de dados sem conexão funcionam sob o mesmo princípío. como o TCP. assim como campos adicionais no cabeçalho da PDU. 5. requerem que sejam trocados dados de controle para estabelecer a conexão.5. É responsabilidade da camada de Enlace de Dados do OSI pegar um pacote IP e prepará-lo para transmissão pelo meio físico de comunicação. não confiável não significa que o IP trabalhe adequadamente algumas vezes e não funcione bem outras vezes.3 O Protocolo IPv4 – Sem conexão Serviço Sem Conexão Um exemplo de comunicação sem conexão é enviar uma carta a alguém sem notificar o destinatário com antecedência. Não há confirmações da entrega de pacotes. o serviço de correios ainda recebe a carta e a entrega ao destinatário. Neste contexto. Os protocolos orientados a conexão. e ao mesmo tempo sobrecarregar a rede o menos possível. qualquer pacote IP individual pode ser passado eletricamente por cabo. Isso também não quer dizer que ele não seja adequado como protocolo de comunicação de dados. A camada 3 não tem preocupações nem ciência sobre o tipo de comunicação contida dentro de um pacote.1. A missão da camada 3 é transportar os pacotes entre os hosts.1. as comunicações que não requerem conexões ou confiabilidade seriam sobrecarregadas com o consumo de largura de banda e o atraso produzido por este cabeçalho.

Links RFC-791 http://www.org/rfc/rfc0791. ou por qualquer novo protocolo que venha a ser desenvolvido no futuro. a porção de dados do pacote (ou seja. Em todos os casos.1. Parte das comunicações de controle entre a camada de enlace de dados e a camada de rede é o estabelecimento de um tamanho máximo para o pacote. A camada de enlace de dados envia a MTU para cima para a camada de rede. Isso signfiica que os segmentos da camada de transporte podem ser imediatamente empacotados pelos protocolos existentes na camada de rede. Esta característica é chamada de Maximum Transmition Unit (MTU). um protocolo IPv4 define muitos campos diferentes no cabeçalho do pacote. A camada de rede determina então o tamanho de criação dos pacotes. Estes campos contêm valores binários que os serviços IPv4 usam como referência ao enviarem pacotes através da rede.ietf. O roteamento realizado por estes dispositivos intermediários considera somente os conteúdos do cabeçalho do pacote que encapsula o segmento. Tempo de Vida . Links RFC-791 http://www. um dispositivo intermediário (geralmente um roteador) precisará dividir o pacote ao enviá-lo de um meio físico para outro com uma MTU menor.txt 5.1. Endereços IP de Destino O Endereço IP de Destino contém um valor binário de 32 bits que representa o endereço do host de destino do pacote da camada 3. Clique nas etapas da figura para visualizar este processo. O processo de encapsulamento de dados pela camada possibilita que os serviços nas diferentes camadas se desenvolvam e escalem sem afetar outras camadas. como o IPv4 ou o IPv6.org/rfc/rfc0791. Endereço IP de Origem O Endereço IP de Origem contém um valor binário de 32 bits que representa o endereço do host de origem do pacote da camada 3. O encapsulamento IPv4 permanece no lugar desde o momento em que o pacote deixa a camada de rede do host de origem até que ele chegue à camada de rede do host de destino. Em alguns casos. Este cursos abrangerá estes 6 campos-chave: • Endereço IP de Origem • Endereços IP de Destino • Tempo de Vida ou Time-to-Live (TTL) • Tipo de Serviço ou Type-of-Service (ToS) • Protocolo • Deslocamento de Fragmento Campos-Chave do Cabeçalho IPv4 Passe por cada campo do gráfico para visualizar a sua finalidade. Este processo é chamado fragmentação do pacote ou fragmentação.6 Pacote IPv4 – Empacotando a PDU da Camada de Transporte O IPv4 encapsula ou empacota o segmento ou datagrama da camada de tranpsorte para que a rede possa entregá-lo ao host de destino.Porém. Os roteadores podem implementar estes diferentes protocolos de camada de rede para que operem simultaneamente em uma rede entre os mesmos hosts ou entre hosts diferentes.7 Cabeçalho de Pacote IPv4 Conforme mostra a figura.ietf.txt 5. existe uma característica de grande importância do meio físico que a camada de rede considera: o tamanho máximo da PDU que cada meio físico consegue transportar. a PDU encapsulada da camada de transporte) permanece inalterada durante os processos da camada de rede.

org/assignments/protocol-numbers Outros Campos do Cabeçalho IPv4 Passe por cada campo do gráfico para visualizar a sua finalidade. O valor TTL diminui em pelo menos um a cada vez que o pacote é processado por um roteador (ou seja. A diminuição do valor de TTL a cada salto assegura que ele chegue a zero e que o pacote com um campo TTL expirado seja descartado. como os que carregam dados de voz para telefonia.Contém o número da versão IP (4). O bit da flag Mais Fragmentos é configurado. a fragmentação do pacote NÃO será permitida.O Tempo de Vida (TTL) é um valor binário de 8 bits que indica o "tempo de vida" restante do pacote. Um pacote não fragmentado possui todas as iformações de fragmentação iguais a zero (MF = 0. Este valor permite que um mecanismo de Qualidade de Serviço (QoS) seja aplicado aos pacotes com alta prioridade. a cada salto). incluindo o cabeçalho e os dados.iana. deslocamento de fragmentos = 0). o roteador descartará o pacote. ele designa este fragmento como a última parte do pacote reconstruído. o roteador descarta ou abandona o pacote e ele é removido do fluxo de dados da rede. Quando um host de destino recebe um quadro com MF = 0 e um valor diferente de zero no Deslocamento de Fragmentos.txt Para uma lista completa de valores do campo Número de Protocolo IP http://www. . Quando um host de destino vê um pacote chegar com MF = 1. Flag Mais Fragmentos A flag Mais Fragmentos (MF) é um único bit no campo Flag usado com o Deslocamento de Fragmentos na fragmentação e reconstrução de pacotes. Comprimento do Cabeçalho (IHL) . Links: RFC791 http://www. Versão . Protocolo O valor binário de 8 bits indica o tipo de payload de dados que o pacote está carregando.Este campo fornece o tamanho total do pacote em bytes. O campo Protocolo possibilita que a camada de rede passe os dados para o protocolo apropriado das camadas superiores.Especifica o tamanho do cabeçalho do pacote. um roteador pode precisar fragmentar um pacote ao encaminhá-lo de um meio físico para outro que tenha uma MTU menor. Quando o valor chega a zero. Flag Não Fragmentar A flag Não Fragmentar (DF) é um único bit no campo Flag que indica que a fragmentação do pacote não é permitida. ele examina o Deslocamento de Fragmentos para ver onde este fragmento deve ser colocado no pacote reconstruído. Este mecanismo evita que os pacotes que não conseguem chegar a seus destinos sejam encaminhados indefinidamente entre roteadores em um loop de roteamento. a rede ficaria congestionada com os pacotes de dados que nunca chegariam a seus destinos. Alguns exemplos de valores: • 01 ICMP • 06 TCP • 17 UDP Tipo de Serviço O campo Tipo de Serviço contém um valor binário de 8 bits que é usado para determinar a prioridade de cada pacote. Quando ocorre a fragmentação. o que significa que ele não é o último fragmento de um pacote. Deslocamento de Fragmento Conforme mencionado anteriormente. Se os loops de roteamento tivessem permissão para continuar. O roteador que processa os pacotes pode ser configurado para decidir qual pacote será encaminhado com base no valor do Tipo de Serviço. Se o bit da flag Não Fragmentar for configurado.ietf. Comprimento do Pacote . Se um roteador precisar fragmentar um pacote para permitir que ele passe para a camada de enlace de dados e o bit DF estiver definido como 1. o pacote IPv4 usa o campo Deslocamento de Fragmento e a flag MF no cabeçalho IP para reconstruir o pacote quando ele chega ao host de destino. O campo deslocamento de fragmento identifica a ordem na qual o fragmento do pacote deve ser colocado na reconstrução.org/rfc/rfc0791.

Conforme esta rede única cresceu. Deslocamento de Fragmento = 0. identificador do pacote original (necessário se ele for fragmentado mais tarde). significa o tempo de processamento da camada 3 em segundos antes do pacote ser descartado (reduzido em pelo menos 1 a cada vez que um dispositivo processa o cabeçalho do pacote). Clique no botão GEOGRÁFICO na figura. as redes podem ser agrupadas com base em fatores que incluem: • Localização geográfica • Finalidade • Propriedade Agrupando Hosts Geograficamente Podemos agrupar os hosts de uma rede. tamanho do cabeçalho em palavras de 32 bits (4 bytes). Para aliviar estes problemas. a grande rede foi separada em redes menores que foram interconectadas. Os profissionais da área de redes precisam equilibrar o número de hosts em uma rede com a quantidade de tráfego gerado pelos usuários. elas podem tornar-se grandes demais para serem gerenciadas como uma única rede. IHL = 5. O agrupamento de hosts de mesma localização. as redes baseadas em IP têm suas raízes em uma grande rede. versão IP. como cada edifício de um campus universitário ou cada andar de um edifício. Por exemplo. Identificação = 111. Pacote IP Típico A figura representa um pacote IP completo. denota que o pacote não está fragmentado atualmente (não há deslocamento). Estas redes menores geralmente são chamadas sub-redes. O volume do tráfego de dados na rede gerado por diferentes aplicações pode variar signficativamente. Tempo de Vida = 123. Quando planejamos a divisão da rede. ferramentas e possuem padrões comuns de tráfego. Checksum do Cabeçalho . A divisão de redes com base no uso facilita a alocação eficiente dos recursos de rede.Este campo é usado principalmente para identificar unicamente os fragmentos de um pacote IP original. precisamos agrupar os hosts com fatores comuns na mesma rede. mas eles raramente são utilizados. significa que os dados carregados por este pacote são um segmento TCP.Identificação . Opções .Há uma provisão para campos adicionais no cabeçalho IPv4 para oferecer outros serviços. podemos reduzir o tráfego necessário para o uso de softwares e ferramentas específicos colocando os recursos para suportá-los na rede que contém os usuários. com valores típicos de campos de cabeçalho. Comprimento Total = 472.1 Redes – Separado Hosts em Grupos Comuns Uma das principais funções da camada de rede é fornecer um mecanismo para o endereçamento de hosts. Versão = 4. é necessário um maior planejamento para gerenciar e fazer o endereçamento da rede. conforme nossas redes crescem. bem como o acesso autorizado a estes recursos. cresceram também os problemas associados a esse crescimento. Agrupando Hosts por Finalidades Específicas Os usuários que possuem tarefas semelhantes normalmente usam os mesmos softwares. precisamos dividir nossa rede. em redes separadas pode melhorar o gerenciamento e o funcionamento da rede. considere uma empresa que emprega designers gráficos que usam uma . Historicamente. 5. Protocolo = 6. tamanho do pacote (cabeçalho e dados) é de 472 bytes. o tamanho mínimo válido.O campo de checksum é usado para a verificação de erros no cabeçalho do pacote. Este cabeçalho é de 5*4 = 20 bytes. é mais prático e fácil gerenciar agrupando os hosts em redes específicas. Rede e sub-rede são termos geralmente usados alternadamente para denominar qualquer sistema de rede possível pelo compartilhamento de protocolos comuns de comunicação do modelo TCP/IP. denota um pacote que pode ser fragmentado se necessário. Neste momento. Conforme mostra a figura. Normalmente. Como o número de hosts da rede cresce. Do mesmo modo.2. Flag = 0. Dividindo Redes Em vez de ter todos os hosts conectados a uma vasta rede global.

às quais alguns designers tivessem acesso. Além das próprias comunicações de dados entre hosts.com/en/US/docs/internetworking/design/guide/nd2002. Em uma rede grande. empresas e organizações desenvolveram suas próprias redes IP que se conectam à Internet. é muito mais difícil definir e limitar a resposabilidade das pessoas nas redes.html 5.2. E em razão de alguns hosts precisarem processar o pacote de broadcast. conforme o crscimento das redes. departamento) para criar redes ajuda a controlar o acesso aos dispositivos e dados.2 Por que Hosts Divididos em Redes? – Desempenho Conforme mencionado anteriormente.2. bem como a administração das redes. Os broadcasts ficam contidos dentro de uma rede. Um contribuinte signficativo para este overhead pode ser os broadcast. serviços. uma rede também é conhecida como um domínio de broadcast. o gerenciamento da rede e o tráfego de controle (overhead) também aumentam com o número de hosts. Os dispositivos.cisco. Estes arquivos consomem a maior parte da largura de banda disponível em quase todo o dia de trabalho. Um broadcast é uma mensagem enviada de um host para todos os outros hosts da rede. A divisão dos hosts em redes separadas fornece um limite para o reforço e o gerenciamento da segurança de cada rede. Normalmente. Agrupando Hosts por Propriedade O uso de uma base organizacional (empresa. Neste cenário. Porém. elas apresentam problemas que podem ser pelo menos parcialmente aliviados com a divisão da rede em redes menores interconectadas. A situação mudou conforme indivíduos. Clique no botão FINALIDADE na figura. O broadcast é uma ferramenta necessária e útil usada pelos protocolos para habilitar a comunicação de dados nas redes. quando não sobrecarregar. e uma rede maior para que todos os vendedores usassem. grandes números de hosts geram grandes números de broadcast que consomem a largura de banda. Gerenciar o tamanho dos domínios de broadcast pela divisão de uma rede em sub-redes garante que o desempenho da rede e dos hosts não seja deteriorado em níveis inaceitáveis. Links: Projeto de redes http://www. Clique no botão PROPRIEDADE na figura. A empresa também emprega vendedores que apenas efetuam login uma vez por dia para registrar suas transações de venda. Neste contexto. . as outras funções produtivas que o host está executando também são interrompidas ou deterioradas. o que gera um mínimo de tráfego de rede.rede para compartilhar arquivos multimídia muito grandes. o melhor uso dos recursos de rede seria criar diversas redes pequenas. Os problemas comuns com grandes redes são: Deterioração do desempenho Problemas de segurança Gerenciamento de Endereços Melhorando o Desempenho Um maior número de hosts conectados a uma única rede pode produzir volumes de tráfego de dados que podem forçar. um host inicia um broadcast quando as informações sobre um outro host desconhecido são necessárias. Nesta pequena comunidade. a segurança não era um problema significativo. A divisão de grandes redes de modo que os hosts que precisam se comunicar sejam reunidos reduz o tráfego nas conexões de redes. comunicações e dados são propriedade destes proprietários de redes.3 Por que Hosts Divididos em Redes? – Segurança A rede baseada em IP que se transformou na Internet tinha originalmente um pequeno número de usuários confiáveis nas agências governamentais dos Estados Unidos e nas organizações de pesquisa por elas patrocinadas. os recursos de rede como a largura de banda e a capacidade de roteamento. Os dispositivos de rede de outras empresas e organizações não precisam conectar-se à sua rede. 5.

Nenhum outro detalhe do endereço ´recisaria ser processado neste nível. Links: segurança nas redes IP http://www. uma rede universitária pode ser dividida em sub-redes. Na chegada aos Estados Unidos. Para todos os outros destinos. cada um identificado por seu endereço único na camada de rede. precisamos do endereçamento hierárquico. O gateway é um roteador em uma rede que funciona como saída dessa rede. os endereços postais são grandes exemplos de endereços hierárquicos. a carta seria direcionada para San Jose.com/en/US/docs/internetworking/case/studies/cs003. Ele também possui níveis que auxiliam no encaminhamento de pacotes através de conexões de redes. Passe pelos botões Acesso Concedido e Acesso Negado na figura para visualizar diferentes níveis de segurança. Por exemplo. . A divisão de grandes redes de modo que os hosts que precisam se comunicar sejam reunidos reduz o overhead desnecessário de todos os hosts que precisam conhecer todos os endereços. A função de firewall realizada por este dispositivo permite que somente os dados confiáveis e conhecidos acessem a rede. 5. Na Califórnia. Considerem o caso do envio de uma carta do Japão para um funcionário que trabalha na Cisco Systems. a agência de correio olharia primeiro o estado.2. Lá. A segurança de redes é implementada em um dispositivo intermediário (um roteador ou aplicação de firewall) no perímetro da rede. A carta teria que ser endereçada: Nome do Funcionário Cisco Systems 170 West Tasman Drive San Jose. ao qual eles enviam pacotes para todos os outros endereços de destino. o portador do correio local seria usado para encaminhá-la a seu destino final.5 Por que Hosts Divididos em Redes? – Endereçamento Hierárquico Para conseguir dividir as redes. a rua e o nome da empresa não seriam examinados se a carta ainda precisasse ser encaminhada para o estado correto. uma de pesquisa e outra de estudantes. permitido ou monitorado. que deterioraria gravemente o seu desempenho. A divisão de uma rede com base no acesso dos usuários é um meio de assegurar as comunicações e os dados contra o acesso não autorizado de usuários tanto de dentro da organização quanto de fora dela.cisco.2. CA 95134 USA Se uma carta fosse postada no país de origem.html 5.4 Por que Hosts Divididos em Redes? – Gerenciamento de Endereços A Internet consiste em milhões de hosts. o que possibilita que uma rede seja dividia com base nesses níveis. Esperar que cada host conheça o endereço de todos os outros hosts seria impor uma sobrecarga de processamento a estes dispositivos de rede. os hosts precisam saber apenas o endereço de um dispositivo intermediário.A divisão de redes com base na propriedade significa que o acesso entre os recursos fora de cada rede pode ser proibido. O acesso à conexão de rede dentro de uma empresa ou organização pode ser garantido do mesmo modo. a autoridade postal olharia apenas para o país de destino e veria que a carta estaria destinada para os Estados Unidos. Califórnia. os esquemas de endereçamento da camada de rede são hierárquicos. Conforme mostra a figura. Para suportar as comunicações de dados nas conexões de redes. A cidade. Um endereço hierárquico identifica cada host de maneira única. Este dispositivo intermediário é chamado gateway.

conforme mostra a figura. No entanto. Nota: O capítulo 6 deste curso tratará do endereçamento de redes e sub-redes IPv4 em detalhes. (192. No momento em que o pacote chega à rede de destino. estado. Estes bits de host emprestados são usados depois como bits de rede para representar as diferentes sub-redes dentro do escopo da rede original. O endereço lógico IPv4 de 32 bits é hierárquico e é composto de duas partes.18). e ao mesmo tempo asseguram que cada host possua um único endereço. e o último octeto (57) identifica o host.168. Hierárquico Os endereços hierárquicos da camada de rede funcionam de maneira muito semelhante. Nos dispositivos em uma rede IPv4. se uma rede usa 24 bits para expressar a porção de rede de um endereço. o endereço de destino completo do host será usado para entregar o pacote.6 Dividindo as Redes – Redes de Redes Se uma grande rede precisa ser dividida em redes menores. sub-redes serão criadas resultando em um número menor de hosts em cada sub-rede.57 Neste exemplo.18. podem ser criadas camadas adicionais de endereços. podem ser criadas camadas adicionais de endereços. quando os bits de host são usados para dividir uma rede. a carta foi encaminhada para a direção geral até que o nome do funcionário fosse finalmente utilizado no destino. a porção de rede do endereço é estendida para usar bits da porção de host do endereço. O uso do endereçamento hierárquico significa que os níveis superiores de endereço são conservados.192.168. Os roteadores encaminham pacotes entre redes usando como referência apenas a parte do endereço da camada de rede que é necessário para direcionar o pacote à rede de destino. rua. Não há necessidade de que cada estágio de encaminhamento conheça a localização exata do destino. os administradores de rede têm a flexibilidade de dividir as redes para satisfazer diferentes necessidades. A primeira parte identifica a rede e a segunda parte identifica um host nesta rede. Cada octeto é convertido em seu valor decimal e o endereço completo é escrito como os quatro valores decimais separados por pontos. A extensão do comprimento do prefixo ou máscara de sub-rede possibilita a criação destas sub-redes. Os endereços da camada 3 fornecem a porção de rede do endereço. Considerando que o endereço Ipv4 é de 32 bits.A referência dirigida apenas ao nível relevante do endereço (país. independente do número de sub-redes criadas. a porção de rede do endereço de todos os hosts de uma rede é o mesmo. Deste modo. o prefixo é denominado /24. O número de bits de um endereço usado como porção de rede é chamado de tamanho do prefixo. cidade. Se uma grande rede precisa ser dividida em redes menores. Este é um endereçamento hierárquico porque a porção de rede indica a rede na qual cada endereço único de host se localiza. gerenciamento de desempenho de rede e segurança. com um nível de sub-rede e por último o nível de hosts. um número separado de 32 bits chamado máscara de sub-rede indica o prefixo. em vez de precisar saber a localização de cada host individualmente. os primeiros três octetos. Por questão de conveniência. o nível médio denota os endereços de rede (estado ou cidade) e o nível inferior os hosts individuais. identificam a porção de rede do endereço.2. Por exemplo . número e funcionário) em cada estágio do direcionamento da carta para o próximo salto torna este processo muito eficiente. como localização. Com o endereçamento hierárquico IPv4. 5. As duas partes são necessárias para um endereço IP completo. Os roteadores precisam saber apenas como alcançar cada rede. Por exemplo. Para dividir uma rede. todos os 32 bits são necessários para identificar um host individual. os endereços IPv4 são divididos em quatro grupos de oito bits (octetos). . O uso do esquema de endereçamento hierárquico significa que os níveis mais elevados de endereço (como o país no endereço postal) pode ser conservado.

Entretanto. Quando um host precisa se comunicar com outra rede. o pacote será encaminhado para um segundo roteador que será o roteador de próximo salto. Conforme isso ocorre. este endereço de gateway é o endereço da interface de um roteador que está conectado à mesma rede do host.ietf. Muitos roteadores ou saltos ao longo do caminho poderão processar o pacote antes da chegada ao destino. Se a comunicação for entre os hosts de redes diferentes. o pacote será encaminhado diretamente ao host. Clique nas etapas da figura para seguir o caminho do pacote IP.txt 5.txt 5.3. O roteador examina a porção de rede do endereço de destino do pacote e encaminha o pacote para a interface apropriada. Como parte de sua configuração. o pacote será entregue entre os dois hosts no meio físico local sem a necessidade de um roteador. o host usa o endereço deste gateway ou gateway padrão para encaminhar um pacote para fora de sua rede local.ietf.3.ietf.org/rfc/rfc0823. ele encaminhará o pacote para o roteador de próximo salto que oferece o caminho para a rede de destino. com o propósito de esclarecimento. Para comunicar-se com um dispositivo em outra rede. Se a rede de destino for diretamente conectada a este roteador. Links: Internet Assigned Numbers Authority http://www. Links: RFC791 http://www. desde o host de origem até o host de destino.iana. a função da camada de rede é transferir os dados do host que os originou para o host que os utilizará.2 Pacotes IP – Transportando dados de uma extremidade a outra Como você sabe.org/ 5. Conforme mostra a figura.No entanto. Durante o encapsulamento no host de origem. a rede local entregará o pacote desde a origem até seu roteador de gateway. um dispositivo intermediário ou roteador atua como gateway para a outra rede. se o host de destino e o host de origem não estiverem na mesma rede. Tenha em mente que não é possível para um host específico conhecer o endereço de todos os dispositivos da Internet com o qual ele poderá ter que se comunicar. Se uma rota estiver disponível para o roteador. as decisões de encaminhamento são baseadas nas informações do cabeçalho do pacote IP. O pacote e seu encapsulamento da camada de rede também permanecem basicamente intactos através de todo o processo.3.3 Gateway – A saída da nossa rede . Se a rede de destino não for diretamente conectada. Se o host de destino estiver na mesma rede do host de origem. as informações nele contidas não são alteradas por nenhum roteador quando as decisões de encaminhamento são tomadas. os hosts se comunicam uns com os outros sem necessidade de qualquer dispositivo intermediário da camada de rede. os primeiros 24 bits de um endereço IPv4 serão usados como a porção de rede neste capítulo. A cada salto. Então.org/rfc/rfc0791. Links: RFC823 http://www. O roteador também precisa de uma rota que defina para onde encaminhar o pacote logo em seguida.org/rfc/rfc0823. Isso é chamado de endereço de próximo salto.txt RFC823 http://www. o encaminhamento do pacote será responsabilidade deste segundo roteador. um pacote IP é construído na camada 3 para transportar a PDU da camada 4. um host possui um gateway padrão definido.1 Parametros de Dispositivos – Suportando a Comunicação Fora da Nossa Rede Dentro de uma rede ou sub-rede. o pacote poderá transportar uma PDU da camada de transporte através de muitas redes e muitos roteadores.

o pacote não poderá ser encaminhado. o roteador precisa saber para onde enviá-lo. As redes remotas são redes que não estão diretamente conectadas ao roteador. Se a porção de rede do endereço de destino do pacote for diferente da rede do host de origem.mspx Confirmando o Gateway e a Rota Conforme mostra a figura. Os hosts são configurados para reconhecer este endereço como o gateway.4 Uma rota – O caminho para uma rede Uma rota para pacotes para destinos remotos é acrescentada com o uso do endereço do gateway padrão como o próximo salto. As rotas para essas redes podem ser configuradas manualmente no roteador pelo administrador da rede.microsoft. conforme apropriado. Um host precisa encaminhar um pacote para o host na rede local ou para o gateway. o endereço IP do gateway padrão de um host pode ser visualizado pela execução dos comandos ipconfig ou route na linha de comando de um computador Windows. se for o caso) de seus respectivos endereços. A interface do gateway possui um endereço da camada de rede que corresponde ao endereço de rede dos hosts. Para encaminhar os pacotes. a interface torna-se parte dessa rede. e não o roteador final. também conhecido como gateway padrão.O gateway.com/technet/community/columns/cableguy/cg0903. Configuração do gateway do host http://www. Para encaminhar um pacote para uma rede de destino. as ferramentas Propriedades do Internet Protocol (TCP/IP) são usadas para inserir o endereço IPv4 do gateway padrão. é necessário para enviar um pacote para fora da rede local. o roteador requer uma rota para essa rede. Tanto o endereço IPv4 do host quanto o endereço do gateway devem possuir a mesma porção de rede (ou sub-rede. A rede de destino pode estar a alguns roteadores ou saltos de distância do gateway. Esta informação está disponível na forma de rotas em uma tabela de roteamento. O comando route também é usado em um host Linux ou UNIX. o pacote é enviado para o gateway. e então encaminhar o pacote para o endereço deste próximo salto. O processo de roteamento usa uma rota para mapear o endereço da rede de destino para o próximo salto.ietf. . a tabela de roteamento inclui essa rede como uma rede diretamente conectada. o dispositivo precisa ter uma rota para identificar para onde encaminhar o pacote. Se não existir uma rota para a rede de destino. Nenhum pacote pode ser encaminhado sem uma rota. Clique no gráfico para visualizar as Propriedades Windows. Este gateway é a interface de um roteador conectado à rede local. Embora isso não seja feito geralmente. Um roteador toma uma decisão de encaminhamento para cada pacote que chega à interface de gateway. Este processo de encaminhamento é chamado de roteamento. um host também pode ter suas rotas acrescentadas manualmente por meio de configurações. Em um computador Windows. os roteadores também adicionam rotas para redes conectadas à sua tabela de roteamento. As redes conectadas estão diretamente ligadas a uma das interfaces do roteador. Para que isso ocorra.3. Estas interfaces são os gateways para os hosts em diferentes redes locais. A tabela de roteamento armazena informações sobre redes conectadas e remotas. o host precisa ter rotas que representem estes destinos. Gateway Padrão O gateway padrão é configurado em um host. ou então aprendidas automaticamente com o uso de protocolos de roteamento.org/rfc/rfc0823. Quer o pacote tenha origem em um host ou esteja sendo encaminhado por um dispositivo intermediário. Porém. todas as outras rotas precisam ser configuradas ou adquiridas por meio de um protocolo de roteamento. o pacote terá que ser roteado para fora da rede original. Para encaminhar um pacote. Quando a interface de um roteador é configurada com um endereço IP e uma máscara de sub-rede. Links: RFC823 http://www. A rota para essa rede indicaria somente o roteador de próximo salto para o qual o pacote deve ser encaminhado.txt 5. Agora. Assim como os dispositivos finais.

e encaminha o pacote para o roteador de próximo salto especificado por essa rota. Am algumas circunstâncias.txt 5. a tabela de roteamento de um roteador Cisco pode ser verificada com o comando show ip route. A rota correspondente pode ser uma rota para uma rede diretamente conectada ou uma rota para uma rede remota.3. Diferente da tabela de roteamento de um roteador. Os hosts acrescentam automaticamente todas as redes conectadas às rotas. o pacote será descartado (ou seja. A configuração do endereço do gateway padrão no host cria a rota padrão local. Você pode usar as seguintes opções para o comando route para modificar o conteúdo da tabela de roteamento: route ADD route DELETE route CHANGE Links: RFC823 http://www. você poderá querer indicar rotas mais específicas de um host. Estas rotas derivam da rede conectada e da configuração do gateway padrão. Os hosts também requerem uma tabela de roteamento local para assegurar que os pacotes da camada de rede sejam direcionados para a rede de destino correta. os pacotes não podem ser encaminhados pelo roteador sem uma rota. Ao encaminhar um pacote. representa uma série de endereços de hosts e. Nota: O processo de roteamento e a função da métrica são o assunto de um curso posterior. Estas rotas para as redes locais permitem que os pacotes sejam entregues aos hosts conectados a estas redes. O roteador também pode usar uma rota padrão para encaminhar o pacote. Se houver duas ou mais rotas possíveis para o mesmo destino.5 A rede de destino Entradas da Tabela de Roteamento A rede de destino mostrada em uma entrada da tabela de roteamento. .org/rfc/rfc0823. Como vocês sabem.ietf. algumas vezes. A natureza hierárquica do endereçamento da camada 3 signfiica que uma entrada de rota pode referir-se a uma grande rede geral e outra entrada pode referir-se a uma sub-rede dessa mesma rede. A rota padrão é usada quando a rota de destino não está representada por qualquer outra rota na tabela de roteamento. a tabela do host normalmente contém sua conexão ou conexões diretas com a rede e sua própria rota padrão para o gateway.As rotas da tabela de roteamento possuem três atributos principais: Rede de destino Próximo salto Métrica O roteador associa o endereço de destino do cabeçalho do pacote à rede de destino de uma rota da tabela de roteamento. o roteador selecionará a rota mais específica. a métrica´será utilizada para decidir qual rota aparecerá na tabela de roteamento. que contém tanto rotas locais quanto remotas. Tabela de Roteamento dos Hosts Um host cria as rotas usadas para encaminhar os pacotes que gera. não será encaminhado). Conforme mostra a figura. Conforme mostra a figura. ou route PRINT . no qual serão explorados em detalhes. netstat-r. a tabela de roteamento de um computador host pode ser verificada na linha de comando pela execução dos comandos route. uma série de endereços de redes e hosts. chamada de rota. Se uma rota que representa a rede de destino não estiver na tabela de roteamento.

Logo. 10. seria utilizado. o pacote será encaminhado para o roteador de próximo salto para essa rede.55 seria: 1. um pacote endereçado a uma sub-rede diferente dentro da mesma rede maior seria roteado com o uso de uma entrada mais geral.0.1. mas houver uma rota disponível para 10.0. Porém. para outra carta em que o número do edifício fosse desconhecido. o roteador encaminhará o pacote a um roteador de próximo salto associado a uma rota para a rede 10.0 2. Algumas rotas podem ter múltiplos próximos saltos. Links: RFC823 http://www. o endereço de próximo salto para essa rota é usado para encaminhar o pacote a seu destino.0. Então. Descartado Rota Padrão Um roteador pode ser configurado para ter uma rota padrão.0 3. California USA.ietf. Os pacotes com um endereço de rede de destino que não corresponde a uma rota mais específica na tabela de roteamento são encaminhados para o próximo salto associado à rota padrão. California USA" ou "170 West Tasman Drive San Jose.1. Isso indica que existem múltiplos caminhos para a mesma rede de destino. o endereço da rede de destino é examinado e comparado com as rotas da tabela de roteamento.55. a precedência da seleção de rota para o pacote que vai para 10. Da mesma maneira. As redes diretamente conectadas a um roteador não possuem endereço de próximo salto porque não existe um dispositivo intermediário entre o roteador e essa rede. se configurada) 5. Quando uma rota correspondente é determinada. O roteador de próximo salto é o gateway para redes além daquele destino intermediário.ietf.1. Conforme cada pacote chega a um roteador.1. California USA"? O quarto endereço.0.3.3.0 é usado com esta finalidade. cada rota lista um próximo salto para cada endereço de destino que fizer parte da rota. Nas redes IPv4.0.1. Uma rota padrão é uma rota que corresponderá a todas as redes de destino.0.0 (Rota padrão. 10.7 Encaminhamento de Pacotes – Levando o Pacote a seu destino . o mais específico. Se uma rota para 10.1. Estas são rotas paralelas que o roteador pode usar para encaminhar pacotes.0.org/rfc/rfc0823. um pacote destinado à uma sub-rede de uma rede maior seria roteado com o uso da rota para a sub-rede. 10.1. Links: RFC823 http://www.6 O próximo Salto – Para Onde o Pacote Vai em Seguida O próximo salto é o endereço do dispositivo que processará o pacote em seguida. A rota padrão é usada para encaminhar pacotes para os quais não há entrada na tabela de roteamento para a rede de destino. considerem enviar a mesma carta do Japão para o endereço 170 West Tasman Drive San Jose.1.0 4. o roteador encaminha o pacote pela interface na qual o roteador de próximo salto está conectado. 0.1.txt 5.1.0. Para um host em uma rede.0. Conforme mostra a figura.org/rfc/rfc0823. Na tabela de roteamento de um roteador.0. Entretanto. o endereço 0.Retornando ao exemplo anterior do endereçamento postal. o endereço do gateway padrão (interface do roteador) é o próximo salto para todos os pacotes destinados a uma outra rede. Qual endereço você usaria: "USA" ou "San Jose California USA" ou "West Tasman Drive San Jose. O roteador pode encaminhar pacotes diretamente pela interface dessa rede em direção ao host de destino. a terceira opção forneceria a melhor opção de endereço.0 não estiver listada no roteamento.1. se um pacote chegar a um roteador com o endereço de destino 10.1.txt 5.

e encaminhar pacotes posteriores para próximos saltos diferentes. Porém. o pacote precisa primeiro ser reencapsulado pelo protocolo da camada 2. o pacote será descartado nesse salto. o pacote será encaminhado para a interface indicada. o pacote será encaminhado para a interface com a qual a rede está conectada.ietf. Neste caso. encapsulado pelo protocolo da camada 2 e enviado para o endereço do próximo salto. e depois encaminhado pela interface. o pacote será descartado. As rotas padrão são importantes porque o roteador de gateway provavelmente não possui uma rota para todas as redes possíveis na Internet. Para ser inserido na rede conectada. conhece somente o endereço do próximo salto. Este processo pode ocorrer algumas vezes até que o pacote chegue a sua rede de destino. A rota padrão também é conhecida como o Gateway de Último Recurso. ele deverá eventualmente chegar a um roteador que possui uma rota para a rede de destino. Ele só precisa conhecer o próximo salto do caminho para a rede de destino do pacote. A cada salto. Cada pacote é tratado independentemente em cada roteador ao longo do caminho.1 Protocolos de Roteamento – Compartilhamento de Rotas O roteamento requer que todos os saltos ou roteadores ao longo do caminho para o destino de um pacote tenham uma rota para encaminhar o pacote.O roteamento é feito pacote por pacote e salto a salto. todos os roteadores necessitam de uma rota para encaminhar um pacote. este roteador encaminhará o pacote para a rede local até o host de destino. Se uma rota correspondente na tabela de roteamento mostrar que a rede de destino está diretamente conectada ao roteador. é examinado o endereço de destino no cabeçalho do pacote. nem todos os pacotes que vão para o mesmo destino serão encaminhados para o próximo salto em cada roteador. Conforme mostra a figura. São utilizados outros protocolos para reportar estes erros. Como o pacote passa através dos saltos na conexão entre redes. o pacote será encapsulado pelo protocolo da camada 2 e enviado para o roteador de próximo salto. Além disso. Se o pacote for encaminhado com o uso de uma rota padrão. Neste caso. Se a rota que corresponde à rede de destino de um pacote for uma rede remota.txt 5. O roteador fará uma destas três coisas com o pacote: Encaminhá-lo para o roteador de próximo salto Encaminhá-lo para o host de destino Descartá-lo Verificação do Pacote Como dispositivo intermediário. o roteador examina o endereço IP de destino de cada pacote e então checa a tabela de roteamento procurando as informações de encaminhamento. O roteador. os pacotes que chegam às interfaces do roteador estão encapsulados como PDUs da Camada de Enlace de Dados (camada 2). o roteador primeiro descarta o encapsulamento da camada 2 para que o pacote possa ser examinado. Usando a Rota Padrão Conforme mostra a figura. O IP não possui meios para devolver um pacote ao roteador anterior se um roteador específico não tiver para onde enviar o pacote. Se em qualquer roteador não for encontrada uma rota para a rede de destino na tabela de roteamento e não houver uma rota padrão.4. Cada roteador no caminho não precisa de uma rota para todas as redes. Este roteador pode ser o roteador ao qual esta rede está conectada. se houver uma. Os roteadores ao longo do caminho podem aprender novas rotas enquanto ocorre a comunicação. Nesta interface.org/rfc/rfc0823. ele não conhece os detalhes do caminho para o host de destino remoto. Seleção do Próximo Salto No roteador. a cada salto. o pacote será encaminhado para a interface indicada por uma rota padrão. Links: RFC823 http://www. Esta função prejudicaria a eficiência do protocolo e os baixos overhead. se uma tabela de roteamento não possuir uma entrada para uma rota mais específica para um pacote que chega. Do contrário. . não há próximo salto. o roteador processa o pacote na camada de rede.

são usadas combinações de rotas estáticas. Primeiro. que consome a largura de banda da rede. as informações de rotas que um roteador recebe são processadas intensivamente por protocolos como EIGRP e OSPF. Em razão dos pacotes serem encaminhados a cada salto. O custo do roteamento estático é administrativo: a configuração e manutenção manuais da tabela de roteamento asseguram um roteamento eficiente. Isso é conhecido como roteamento estático. Em muitas conexões de redes. é requerido o conhecimento da estrutura da conexão entre redes.2 Roteamento Estático As rotas para redes remotas com os próximos saltos associados podem ser configuradas manualmente no roteador. causando atrasos ou perda de pacotes. e será explorado intensivamente em um curso posterior. 5. a troca de informações de rotas adiciona overhead. cada rede de destino conhecida precisa ter uma rota ou uma rota padrão configurada. por sua vez. todos os roteadores devem ser configurados com rotas estáticas para os próximos saltos que reflitam sua localização na conexão entre redes. A desatualização das informações de roteamento implica na impossibilidade de encaminhar os pacotes para o próximo salto mais apropriado. 5.A tabela de roteamento contém as informações que o roteador usa em suas decisões de encaminhamento de pacotes. Se o roteador está conectado a outros roteadores. passa essas informações para outros roteadores. são utilizados os protocolos de roteamento dinâmico. Este overhead pode ser um problema. a tabela de roteamento precisa descrever o estado mais preciso dos caminhos de rede que o roteador pode acessar. Quando um roteador recebe informações sobre novas rotas ou alteração de rotas.3 Roteamento Dinâmico Embora seja essencial para todos os roteadores ter um conhecimento abrangente das rotas. a rede associada a cada interface será instalada na tabela de roteamento como uma rota diretamente conectada. Isso significa que os roteadores que empregam estes protocolos precisam ter capacidade de processamento suficiente tanto para implementar os algoritmos dos protocolos como para realizar em tempo hábil o roteamento e o encaminhamento dos pacotes. existem custos. Além disso. O roteamento estático não produz nenhum overhead na rede e insere as entradas diretamente na tabela de roteamento. as informações de roteamento podem ficar incompletas ou imprecisas. A figura mostra um exemplo de um roteador compartilhando rotas. a manutenção da tabela de roteamento por configuração estática manual nem sempre é possível. como a estrutura da conexão entre redes muda com a dipsonibilidade de novas redes. Uma rota padrão também pode ser configurada estaticamente. Depois que as interfaces de um roteador estiverem configuradas e operando. Para as decisões de roteamento. ele atualiza sua própria tabela de roteamento e. dinâmicas e padrão para fornecer as rotas necessárias. Se a atualização não for realizada a tempo. para criar as entradas n tabela de roteamento. estas informações são passadas para outros roteadores. não requer nenhum processamento por parte do roteador. ou aprendem as alterações nos links entre os roteadores. Conforme os roteadores aprendem as alterações ocorridas nas rede nas quais atuam como gateways. Links: .4. especialmente para os links de baixa largura de banda entre os roteadores. Portanto. Em segundo lugar. estas mudanças terão que ser inseridas por atualização manual em todos os roteadores. Desse modo. Estas informações de rotas podem ser configuradas manualmente no roteador ou aprendidas dinamicamente através de outros roteadores da mesma rede. Para assegurar que os pacotes sejam roteados para os melhores próximos saltos possíveis. resultando am atrasos e possíveis perdas de pacotes. todos os roteadores possuem tabelas de roteamento precisas que são atualizadas dinamicamente e podem aprender rotas para redes remotas que se localizam a muitos saltos de distância. Os protocolos de roteamento são o conjunto de regras pelas quais os roteadores compartilham dinamicamente suas informações de roteamento.4. A configuração de protocolos de roteamento nos roteadores é um componente essencial do CCNA. Os protocolos de roteamento comuns são: Routing Information Protocol (RIP) Enhanced Interior Gateway Routing Protocol (EIGRP) Protocolo OSPF Embora os protocolos de roteamento forneçam tabelas de roteamento atualizadas aos roteadores.

cisco.1 Resumo O protocolo mais importante da camada de rede (camada 3 do OSI) é o Internet Protocol (IP).txt Elementos básicos de roteamento http://www. facilita a divisão das redes em subredes e possibilita que o endereço de rede seja usado para o encaminhamento dos pacotes a seus destinos em vez de usar cada endereço individual de host. o roteador encaminhará o pacote para uma rede conectada ou para o Gateway de próximo salto. Se não houver uma entrada de roteamento. mas as camadas superiores precisam fornecer mecanismos para garantir a entrega dos dados. Se o endereço de destino não estiver na mesma rede do host de origem. A versão 4 do IP (IPv4) é o protocolo da camada de rede que será usada como exemplo ao longo deste curso.org/rfc/rfc0823. o roteador poderá encaminhar o pacote para uma rota padrão ou descartá-lo. se necessário. A função da camada de rede é transportar dados de um host para outro. Esta comunicação sem conexão e não confiável é rápida e flexível.ietf. ou os roteadores podem trocar dinamicamente as informações de rotas entre si usando um protocolo de roteamento. Se a rede de destino for uma entrada em sua tabela de roteamento. com porções de rede e de host. sem considerar o tipo de dado. Os dados são encapsulados em um pacote. O cabeçalho do pacote possui campos que incluem o endereço de destino do pacote. o pacote é passado para o Gateway padrão para o encaminhamento à rede de destino. O endereçamento hierárquico da camada de rede. As entradas da tabela de roteamento podem ser configuradas manualmente em cada roteador para proporcionar um roteamento estático. O roteamento IP da camada 3 não garante uma entrega confiável nem estabelece uma conexão antes da transmissão dos dados.RFC823 http://www.6. . O Gateway é uma interface de um roteador que verifica o endereço de destino.html 5.com/en/US/docs/internetworking/technology/handbook/RoutingBasics.

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