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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
HIDROLOGIA APLICADA

DRENAGEM URBANA

Prof. Heber Martins de Paula

DRENAGEM URBANA 
Muitas cidades vem sofrendo com o crescimento desordenado e
rápido. Isso vem provocando um choque brusco nos sistemas de
drenagem urbana ou de captação das águas pluviais. 

Recentemente várias cidades sofram com a “força” das águas das
chuvas como, por exemplo, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia etc. 

As figuras a seguir mostram algumas imagens das cheias nessas
cidades.

São Paulo - 2010

DRENAGEM URBANA

Rio de Janeiro-
Janeiro- 2010

DRENAGEM URBANA

Catalão - 2010

até um desaguadouro natural como um córrego ou rio.  A rede de águas pluviais é composta por galerias.DRENAGEM URBANA  A Hidrologia Urbana é bastante ampla sendo que a Microdrenagem possui um papal importantíssimo na captação de águas pluviais e transporte por meio de galerias. bocas de lobo e poços de visita. BL BL BL BL CALÇADA BL BL BL GALERIA .TRECHO BL PV BL PV BL PV CALÇADA Figura 1 – Esquema da disposição dos elementos de uma rede de águas pluviais . conforme a Figura 1.

DRENAGEM URBANA  Os poços de visita são instalados nas mudanças de direção.  A porção entre dois poços de visita é denominado de Trecho. Trecho  Diversos são os critérios e parâmetros adotados para o dimensionamento de uma rede de águas pluviais. de declividade ou de diâmetro das galerias e servem para dar acesso à inspeção e limpeza das canalizações. podendo-se citar alguns deles como:  Tempo de concentração  Velocidade mínima e máxima  Tipo de escoamento considerado no cálculo  Remanso  Dentre outros .

DRENAGEM URBANA  Na Tabela 1 tem-se uma gama de parâmetros e critérios adotados por autores e instituições. mínima “Vmin”. recobrimento mínimo “rm”. tempo de concentração inicial “tci”. notando-se a variação de valores quanto à velocidade máxima “Vmax”. Variado”. . relação máxima da lâmina de água-diâmetro adotada “h/D” e o tipo de escoamento sendo uniforme “Unif” ou gradualmente variado “Grad.

Dep.85 Unif. Al. Seção Autor/ Vmín Vmáx tci rm Tipo de plena ou Remanso Instituição (m/s) (m/s) (min) (m) escoam. plena Unif. - (2007) . b – Fonte: Curso de Canais.00 0.90 Goiânia Costa et. Al. a – Valor citado. 0. .75 5. d – Valores adotados pela ASCE (1992) – American Cirilo (2003) 0. . h/Dc Unif. Considera 0. apud Azevedo 1. - (1980) Prefeitura 0. . Alcântara EE-UFMG. . Variado Netto (1969) c – Valor não fixado Porto (1999) Vmédia = 4 até 6b .70 Considera Hidráulica.00 10a 1. . 0. CETESB . Haestad.75 5.50 . .00 4.00 5 1.00 7 até 15 . Unif. Society of Civil Engenieers. porém. .60 4. Tabela 1 – Parâmetros utilizados em canais e/ou seção circular das galerias. 0.85 Grad.75 5.90 Araújo (1998) necessitando ser calculado Wilken (1978) 0. 0.00 . . . superestimado.90 0.82 Unif.90 (2003) Variado revestimento adequado DAEE . 0. e e – Pode-se adotar até 6 0. . Eng.75 3.50e 5 até 15 .00 Unif. Grad. (2004) Azevedo segundo o autor pode estar plena ou Netto e 0. 0.00 plena Unif. Unif. 0.75 Unif.85 até Municipal de 0. h/d Tucci et.60 5.60 até m/s se for previsto Durransd 4. em caso de dúvida. - 0. para o conduto.50 .00 5 1. .

0 m como recobrimento mínimo das tubulações. adotando 1.  Adotaremos os valores sugeridos por Costa et.  Construtivamente deve-se posicionar. Deve-se adotar o escoamento em regime permanente com as tubulações funcionando como condutos livres. é preciso analisar os critérios e fixá-los dentro de certas restrições para se dimensionar as galerias de águas pluviais. livres minimizando possíveis transtornos com sobrepressão nas tubulações.(2007)  Importante destacar o tipo de regime de escoamento. al. . de praxe.DRENAGEM URBANA  Tendo em vista a diversidade observada. às galerias de águas pluviais no eixo das vias.

DRENAGEM URBANA  O tempo de concentração inicial ou tempo de entrada nos poços de início de rede. em função do tamanho da área drenada. será tomado. como 5 minutos para áreas urbanizadas. principalmente para aquelas próximas ao deságüe da tubulação. e que possivelmente seriam afetadas pela variação do nível de algum curso de água de ordem superior. protejo há recomendações para se aplicar dois métodos para estimar a vazão de projeto. é há vários deles em um mesmo projeto. Método do hidrograma unitário para áreas acima de 2 km2 .  Sob o ponto de vista de protejo.  Método .  O remanso deverá ser levado em conta para áreas baixas. aqui.  Método racional para áreas até 2 km2 .

TRECHO BL PV BL PV BL PV CALÇADA . assim como para identificar o sentido do escoamento em cada rua ou lote.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS  As etapas e os conceitos necessários para o dimensionamento das galerias de águas pluviais são descritos a seguir. 1 – Delimitação da bacia de contribuição A presença de equipe topográfica in loco é fundamental para delimitação da bacia contribuinte. 675 690 665 650 BL BL BL BL CALÇADA BL BL BL GALERIA .

devem estar um pouco a montante por motivos de segurança necessária à travessia dos pedestres.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 2 – Boca de lobo e poços de visita Para loteamentos com esquinas sem chanfros. de acordo com a Prefeitura de BL BL Goiânia. não deve ultrapassar os 100 m. a fim de propiciar a limpeza das tubulações. possibilitando ligações dessas bocas de lobo ao poço de visita PV O espaçamento recomendado entre BL bocas de lobo é de 60 m. . enquanto que o espaçamento entre poços de visita. as bocas de lobo. devem-se locar as bocas de lobo junto aos vértices dos chanfros. Para loteamento com chanfros.

ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 3 – Mosaico Após o lançamento dos poços de visita e bocas de lobo. inicia-se a delimitação da BL bacia de contribuição para cada poço de 1 visita. BL 2 1 3 2 3 4 4 5 5 CÓRREGO CÓRREGO . conforme a figura a baixo. formando um mosaico de áreas de influência.

BL 1 2 3 4 5 CÓRREGO .

TRECHO Trecho 2-3 BL 1 BL 2 BL 3 CALÇADA .ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 4 – Trecho Corresponde à denominação dada à tubulação existente entre dois poços de visitas. O primeiro número corresponde ao elemento de montante e o segundo corresponde ao elemento de jusante. Por exemplo: 675 690 665 650 BL BL BL BL BL CALÇADA Trecho 1 -2 BL BL GALERIA .

ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 5 – Extensão da galeria (L) Refere-se à distância entre dois poços de visita. Havendo a caracterização do mais do que um tipo de solo e uso. + C . A C= 1 1 n n ∑A . denominada área total.. A + .... corresponde à soma da área local com toda a área drenada a montante. Uma refere-se à área contribuinte local a cada poço de visita. o valor de “C” adotado será o resultado de uma ponderação: C . Já a outra. 7 – Coeficiente de escoamento superficial ou de “runoff” runoff” (C) A estimativa do coeficiente de escoamento superficial das áreas de contribuição a um determinado PV pode ser feita utilizando os coeficientes já estudados. 6 – Área Há a necessidade de se considerar dois tipos de área para dimensionar as galerias.

PV Para os PV’s iniciais de uma rede de drenagem. minutos enquanto que para os demais PV’s os tempos de concentração correspondentes são obtidos acrescentado o tempo de percurso de cada trecho. adota-se um tempo de concentração de 5 minutos. concentração. Quando existirem mais de um trecho afluente a um PV. . adota- adota-se para este PV o maior valor de tempo de concentração dentre os trechos afluentes.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 8 – Tempo de concentração (tc) tc) Trata-se do tempo que uma gota de chuva demora a percorrer do ponto mais distante na bacia até um determinado PV. em conformidade com a definição de tempo de concentração.

3 )0 . Equações para Catalão Costa et al (2007). para Goiás e sul do Tocantins.1471 + T 0 . 845718 29 . ou para a localidade do Brasil por meio do trabalho de Pfafstetter (1982). 3749 * T 0 .1471 i= 8 ano < T < 100 anos (t + 16 . 0 . 845718 . 22 0 .ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 9 – Intensidade Pluviométrica (i) A intensidade da precipitação pode ser obtida com o emprego das equações de chuva já estudadas.3 )0 . 09  i=   1 ano < T < 8 anos (t + 16 . 6274 25 . 9435 *  T  0 .

. A Onde: Qloc – vazão superficial local (m3/s) C – coeficiente de escoamento superficial i – intensidade de chuva (m/s) A – área da bacia de contribuição local (m2) O emprego do Método Racional é recomendado para áreas até 2 km2.i . para áreas locais: Q loc = C .ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 10 – Vazão Superficial local (Qloc) Qloc) Seu cálculo é realizado por meio da Equação Racional. estima-se a vazão pelo Método do Hidrograma Unitário do NRCS. . Para áreas superiores a 2 km2 .

mm a praxe é de moldar a galeria in loco. mm Tubos com diâmetro comerciais de 300mm 300mm podem ser utilizados como ramais entre bocas de lobo e poços de visita. Acima de 2000mm 2000mm. 600. 800. também. tubos comerciais de 500mm 500mm para galerias.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 11 – Vazão Total Corresponde ao somatório de vazões afluentes ao PV que chegam através de galerias. 1000. 600. 1200 e 1500 mm. 12 – Diâmetro (D) A prefeitura de Goiânia adota os seguintes diâmetros comerciais para galerias: 400. 400. Esta vazão “Q” será utilizada no dimensionamento da galeria a jusante do PV. A prefeitura de Porto Alegre emprega. 1000. 800. além da vazão superficial local em estudo. .

e a extensão do trecho Equação 1. nas tampas dos PV’s.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 13 – Declividade do terreno no trecho (St) St) Representa a razão entre a diferença das cotas de montante e jusante. cm − cj St = (1) L Onde: St – declividade do terreno no trecho cm – cota do terreno no PV a montante (m) cj – cota do terreno no PV a jusante (m) L – extensão da galeria (m) .

Cim = cm − (rm + D ) (2) Onde: Cim – cota inferior da galeria a montante (m) cm – cota do terreno no PV a montante (m) rm – recobrimento mínimo (m) D – diâmetro (m) Cij = Cim − (Sg × L ) (3) Onde: Cij – cota inferior da galeria a jusante (m) Cim – cota inferior da galeria a montante (m) Sg = (Cim − Cij ) (4) L – extensão do trecho (m) L Sg – declividade da galeria (m/m) dada por: . São calculadas através da Equações 2.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 14 – Cotas inferiores da galeria Correspondem às cotas relativas à geratriz inferior da tubulação. 3 e 4.

L Cm St cj Pv1 Sg Sg=St Pv2 Cim Cij Cotas inferiores da galeria .ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS Levando-se em conta o custo de escavação. 3. St permitindo a resolução da Eq. arbitra-se inicialmente Sg= Sg=St.

ambas dedutíveis (Menezes Filho.θ 3 (θ − sen θ ) 3 8 1 − − D/2 k = Q . 0496062 . D 3 . 16 – Constante k Pode ser calculada em função do ângulo central. diâmetro e declividade.s) Características geométricas D – diâmetro (m) do conduto livre de seção circular Sg – declividade (m/m) . de acordo com as Equações 5 e 6. ou em função da vazão.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 15 – Profundidade da galeria Correspondem à soma do recobrimento mais o diâmetro da galeria. 2 − 5 k = 0 .n . coeficiente de Manning. Sg 2 θ/2 Onde: k – constante h θ – ângulo central (rad) Q – vazão (m3/s) n – coeficiente de Manning (m-1/3. como apresenta a figura abaixo. 2007).

6.2. determina-se a área molhada: A= D 2 (θ − sen θ ) (7) 8 .113.k 5 − 5201. pode-se obter a relação altura da lâmina d’água-diâmetro “h/D” pela Equação 6.ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 17 – Ângulo central da superfície livre (θ) Utiliza-se a Equação 5.89. de acordo com Menezes Filho (2007) θ = 5915.k 4 + 1786.k 3 − 298.k + 1.8.k 2 + 32.1487 (5) 18 – Relação altura- altura-diâmetro (h/D) h/D) Conhecido o ângulo central da superfície livre “θ”. h 1   θ  (6) = 1 − cos    D 2  2  19 – Área molhada (A) em função do ângulo central Com o resultado da Equação 5.

ETAPAS E CONCEITOS PARA DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 20 – Velocidade do escoamento (V) Conhecida a vazão “Q” no trecho e a área molhada “A”. L tp = (8) V × 60 Onde: tp – tempo de percurso (min) L – extensão da galeria (m) V – velocidade do escoamento (m/s) . calcula-se a velocidade pela Equação 8: Q V = (7) Onde: A V – velocidade do escoamento (m/s) Q – vazão (m3/s) A – área molhada (m2) 21 – Tempo de percurso (tp) tp) É a razão entre a extensão e a velocidade do escoamento na galeria.

. parte-se para o preenchimento da planilha de cálculo. jus. Cota do PV no terreno i Qloc Q Trecho Ext (m) Área (m2) Tc (min) C D (mm) (m) (mm/min) (m3/s) (m3/s) Trecho Total mont. Após a delimitação da bacia em estudo e de sua divisão em sub-bacias com a locação de bocas de lobo e poços de visita como mencionado anteriormente.PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS Trata-se de um roteiro que utiliza um método recém desenvolvido que não mais adota tabelas de referência e sim equações para o cálculo da Velocidade “V” e da relação da altura da lâmina d’água-diâmetro “h/D”.

jus. jus.PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS PLANILHA DE CÁLCULO Cota inf. Galeria (m) tp (m) k θ (rad (rad) rad) h/D A (m2) V (m/s) (m/m) (m/m) (min) mont. . mont. Da galeria St Sg Prof.

A • Q = Qloc + demais vazões afluentes ao PV. transportadas pelas galerias de montante. .i. montante.PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS Roteiro 1 – Preenchimento das colunas da planilha cujos valores podem ser lançados previamente. • Qloc = C. independentemente da marcha de cálculo: • Trecho • Extensão • Área • Coeficiente de “runoff” – C • Cota da superfície do terreno em cada PV • Declividade do terreno “St” 2 – Determinação da vazão total “Q” • tc = 5 min (para início de rede) • intensidade pluviométrica “i” estimada por equação de chuva ou por relação i-d-f de Pfafstetter (1982).

PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS Roteiro 3 – Arbitra-se o menor diâmetro comercial “D” possível e faz-se a declividade da galeria “Sg Sg= Sg=St”. Sg 2 b) Obtém-se. o ângulo central: θ = 5915.89. a montante e a jusante. do coeficiente de Manning (n=0.k 4 + 1786.1487 .k + 1.2.k 2 + 32. 4 – Determinação da velocidade na tubulação a) De posse da vazão total “Q”.n .113.k 5 − 5201.6. St Preenchem-se as colunas referentes às cotas inferiores da galeria a montante e a jusante e profundidades da geratriz inferior da galeria. também. D 3 . calcula-se a constante “k” pela equação abaixo: 8 1 − − k = Q . então. do diâmetro “D” e da declividade da galeria “Sg”.8.015).k 3 − 298.

10 (10%) e a 0.PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 4 – Determinação da velocidade na tubulação c) Determina-se a relação altura da lâmina d’água-diâmetro “h/D” que deverá estar na faixa de 0. determina-se a velocidade do escoamento na tubulação “V”: Q V = A . conforme a equação: h 1  θ  = 1 − cos   D 2 2  d) Calcula-se a área molhada “A” A= D 2 (θ − sen θ ) 8 e) Por fim.85 (85%).

tem- tem-se a solução mais econômica para o trecho.10 < h/D < 0. valores menores que 0. b) Cálculo do ângulo central para “h/D” correspondente a 10% ou 85% através da Equação abaixo. ou sejam.85 para valores maiores.10 < h/D < 0. com “θ” explicitado: −1  h  θ = 2 .10 para valores de “h/D” menores que esse ou fixação de “h/D” no valor máximo de 0.75 m/s < V < 5. deverão se avaliar as duas condições.   D  .85 (85%).85 e que 0.10 (10%) e valores superiores a 0.PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS ANÁLISE DOS RESULTADOS Verificando- Verificando-se que 0. cos 1 − 2.85 Caso a relação altura-diâmetro resulte em valores fora da faixa. a) Fixação de “h/D” em 0. 5 – Rotina para correção da relação “h/D” na faixa 0.0 m/s.

85 Cim = cij + (Sg × L ) Cij = Cim − (Sg × L ) .θ 3 (θ − sen θ ) 3 d) Cálculo da nova declividade da galeria “Sg”.85 c) Determinação da constante “k” pela Equação: 2 − 5 k = 0 .PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 5 – Rotina para correção da relação “h/D” na faixa 0.10 < h/D < 0.D  3 e) Encontra-se a nova cota seja ela de montante para h/D = 0. 0496062 .10 ou de jusante para h/D = 0. com emprego da Equação: 2   Sg =   Qn 8     k .

fixa-se a velocidade “V” no valor mínimo (0. pela equação: Q V = A b) Obtém-se a relação entre a área molhada “A” e a área da seção plena At = (π.75 m/s) ou máximo (5.0 m/s) e calcula-se a área molhada “A”.D2 )/4 )/4: A 4A = = cte At π .00 m/s Caso a velocidade esteja fora da faixa existem duas situações distintas com rotina semelhante de cálculo: a) Dada a vazão “Q” no trecho.D 2 .PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 6 – Rotina para correção da Velocidade “V” na faixa 0.75 m/s < V < 5..

que sintetizou a determinação do ângulo “θ”.  + 9.  + 0.248.821.θ 3 (θ − sen θ ) 3 e) Determina-se a declividade da galeria 2    Sg =  Qn  8     k .00 m/s c) Calcula-se então o ângulo central “θ” pela Equação desenvolvida por Menezes Filho (2007).PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 6 – Rotina para correção da Velocidade “V” na faixa 0. 0496062 .  − 23.D 3  .108.  + 44.75 m/s < V < 5.679. At independentemente do diâmetro da galeria: 5 4 3 2  A  A  A  A  A θ = 17.864  At   At   At   At   At  d) Calcula-se “k” 2 − 5 k = 0 .524. em função da relação A/At A/At.  − 43.

PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS 6 – Rotina para correção da Velocidade “V” na faixa 0.75 m/s < V < 5. Cij = Cim − (Sg × L ) Cim = Cij + (Sg × L ) .00 m/s f) Encontra-se a nova cota seja ela de jusante para a velocidade mínima ou de montante para a velocidade máxima.

85  chuvas com período de retorno T = 5 anos  Cidade: Goiânia 690m  Desaguadouro (canal): distância 100 metros. XV de Novembro  velocidade mínima = 0.0 m/s Rua 12  0.75 m/s  velocidade máxima = 5. cota 680. atentando aos seguintes critérios:  C = 0.65  tempo de concentração inicial tc = 5 min 695m  recobrimento mínimo = 1 m  profundidade máxima da galeria = 4 m  diâmetro mínimo = 400mm Av.00 m no leito do canal.EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DA GALERIA DE ÁGUAS PLUVIAIS Visam-se dimensionar galerias de águas pluviais para a área mostrada na Figura abaixo.00m na tampa do PV junto ao canal e cota 676. 685m Rua 1 .10 < h/D < 0.

O preenchimento da planilha de cálculo segue o roteiro proposto anteriormente. Figura C encontram-se as magnitudes das áreas 2 e as extensões das galerias. Numeração dos PV’s. 6. Para diâmetro de início de rede. Delimitação da área de contribuição de cada PV compondo o mosaico (Figura B) 4. ordem lógica 1 3. 3 5. arbitra-se o 690m menor valor de diâmetro que é D = 400 mm. 4 685m 5 Figura A .EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DA GALERIA DE ÁGUAS PLUVIAIS Solução: Solução: 1. BL 2. Lançamento das bocas de lobo poços de visita e 695m galerias pluviais (Figura A).

23m A2= A3=7544. A1=10758.14m 49.82m 2 A4 3 3 691.50m A5 36.25m 685m 685m 5 5 100m 680.91m² 690.0m 65.26m 49.00m .34m² A2 2 A4=9431.19m² A1 695m 695m BL BL 1 1 A3 693.19m² 3862.93m 690m 690m 4 4 687.37m² 684.66m A5=10984.

25 678.338 1.0664 2-3 65.00 0.340 0.234 0.01 0.688 600 690.60 0.122 0.65 2.368 0.27 690.76 0.74 0.175 689.00 0.68 0.0645 0.32 0.14 690.82 3862. mont.0464 0.0727 4.0622 1.01732 1.340 400 693.50 0.87 688.0580 0.160302 3.63 5.05007 1.96 0.122 400 691.380 0.72 5.4 685.128 682.65 2.309 1000 684.80 1.canal 100.00 0.65 2.180216 3. jus.56 0.416 .00 10984. Galeria (m) Sg (m/m) k θ (rad) θ (°) h/D A (m2) V (m/s) tp (min) mont.EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DA GALERIA DE ÁGUAS PLUVIAIS Trecho Ext (m) Área (m2) Tc (min) C i (mm/min) Qloc (m3/s) Q (m3/s) D (mm) Cota do PV no terreno (m) St (m/m) Trecho Total mont.559 688.40 1.92 0.066423 1.0887 5 .178 685.095225 2.23 10758.85 0.976 800 687.19 5.60 0.00 0.0173 3-4 49.93 7544.90 0.0425 Cota inf.17 0.0425 6.45 0.2049 4.7 682.70 0.00 0.08914 2. jus.25 680.546 0.50 684.61 0.00 5.37 42581.637 0.00 2. jus.91 31596.34 5.291 0.34 3862.60 0.00 0.506 0.19 10758.92 0.0455 0.40 1.1470 4.3264 4. 1-3 49.74 688.0501 4-5 36.60 0.66 9431.60 0.25 0.68 0.088652 1.40 0.40 0.0553 0.89 0.84 0.66 0.65 2. 691.87 0.19 22164.65 2.60 1.00 687.228003 3. galeria (m) Prof.

Mantendo o D= 600mm para o trecho 4-5. assim como preservou-se a menor escavação ao confirmar Sg = St. constata-se que o Diâmetro D = 400 mm foi satisfatório. .85 para os diâmetros D = 400 mm e 500 mm. 9.EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DA GALERIA DE ÁGUAS PLUVIAIS Solução: Solução: 7.0 m/s. No entanto. metros A alternativa encontrada foi aumentar o diâmetro. 8. Uma alternativa seria manter o diâmetro “D” e aumentar a declividade da galeria “Sg”. a única alternativa encontrada foi aumentar o diâmetro visto que não observância dos limites estabelecidos tanto para a relação “h/D” quanto para velocidade “V”.85. Para os trechos 1-3 e 2-3. No trecho 3-4 encontrou-se uma relação “h/D” > 0. obteve-se como nova cota a jusante um valor superior à profundidade máxima de 4 metros. St. 10. mantida a mesma declividade do terreno. No trecho 5-canal. verificou-se que o valor para a velocidade de escoamento ultrapassa ao estabelecido de 5. ao proceder deste modo fixando a relação “h/D” em 0.

Evidentemente há outros custos envolvidos. dentre outros. mão- mão-de- de-obra. eleva-se consideravelmente o custo da rede. rede. . equipamentos. como escavação.EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DA GALERIA DE ÁGUAS PLUVIAIS Observação: Observação: A título de observação geral. outros. escoramento. eleva. quando se aumenta o diâmetro D.