You are on page 1of 5

ACORDE.

Um acorde, na música, é qualquer conjunto harmônico de três ou


mais notas que se ouve como se estivessem soando
simultaneamente. Elas não precisam realmente ser tocadas
juntas: Arpejos e acordes quebrados podem, para muitos
propósitos práticos e teóricos, constituirem acordes. Os acordes
mais frequentes são as tríades, assim chamados porque eles
consistem de três notas distintas; notas ainda podem ser
adicionadas para formar acordes de sétima, acordes estendidos,
ou acordes com nota adicionada. Os acordes mais comuns são as
tríades maiores e menores e, em seguida, as tríades aumentadas
e diminutas. As descrições maior, menor, aumentado e diminuto
são muitas vezes referidos coletivamente como qualidades dos
acordes. Acordes também são comumente classificados pela sua
nota raiz, por exemplo, o acorde C pode ser descrito como uma
tríade de qualidade maior construída sobre a nota C. Acordes
também podem ser classificados por inversão, a ordem em que as
notas são empilhadas .
Uma série de acordes é chamado de uma progressão
harmônica. Apesar de todo o acorde poder, em princípio, ser
seguido por qualquer outro acorde, certos padrões de acordes
foram aceitos como chave estabelecida, na harmonia da prática
comum. Para descrever isso, os acordes são numerados com
algarismos romanos, (Veja função diatônica). Formas comuns de
notação ou representação de acordes na música ocidental que
não seja a notação convencional incluem algarismos romanos,
baixo cifrado (muito usado na era barroca), (às vezes utilizados na
musicologia moderna), e vários sistemas de cartas de acordes
tipicamente encontrados na música popular para demonstrar a
sequência de acordes para que o músico possa tocar acordes de
acompanhamento ou improvisar um solo.

A não notação da música no período anterior à Idade Média não


nos permite especular sobre a utilização dos acordes na música
dos povos antigos, mas as características de alguns instrumentos,
como a cítara, a qual permite a execução de várias notas juntas,
nos leva a pensar na possibilidade de seu uso. Na música
ocidental, os acordes aparecem com o surgimento da polifonia. No
entanto, apesar de ocorrerem naturalmente no encontro de notas
entre duas ou mais vozes, a música polifônica foi pensada muito
mais como uma sobreposição de linhas melódicas do que uma
formação harmônica. Nos primeiros motetos silábicos seria
pressentida a origem de uma organização vertical na música,
reforçado pelo movimento cadencial, que foi tomando importância
com o passar dos séculos. O estilo falso bordão inglês,
representado principalmente por Dunstable, pode ser considerado
uma primeira tentativa de organização vertical da música, pela
sobreposição de terças (Ver Terça maior e Terça menor) e sextas
no encontro de notas entre as vozes. Mas, apesar da crescente
conscientização das possibilidades harmônicas, só no Barroco,
com a funcionalização da harmonia, esta ocorreu de fato. A
escolha pelos modos maior e menor contribuiu para a teorização
das leis dos acordes, onde sua concatenação partirá do
pressuposto que todos os acordes baseados nas tríades
montadas sobre uma escala diatônica se relacionam com as
funções principais em uma música, isto é, funções de tônica,
dominante ou subdominante.

Os acordes podem ser classificados quanto à:


Posição
cerrada: não há espaço para a colocação de nenhuma nota
formadora do acorde entre as vozes de soprano e contralto ou as
vozes de contralto e tenor.
aberta: há espaço para a colocação de notas formadoras do
acorde entre as vozes de soprano e contralto ou as vozes de
contralto e tenor. Nota do soprano: define-se a posição de oitava,
de terça ou de quinta a partir do aparecimento dessas notas no
soprano.
Tríade formadora:
Perfeito maior: quando é formado sobre uma tríade maior.
Perfeito menor: quando é formado sobre uma tríade menor.
Imperfeito: quando é formado sobre uma tríade diminuta ou
aumentada.
Inversão:
Estado fundamental: a primeira nota formadora do acorde
(fundamental) aparece como base do acorde.
Primeira inversão: a segunda nota formadora do acorde (3ª)
aparece como base do acorde
Segunda inversão: a terceira nota formadora do acorde (5ª)
aparece como base do acorde

Inversão de acordes
Inversões de acordes são maneiras diferentes de se tocar um
mesmo acorde. Já aprendemos a montar tríades, tétrades e
todas as extensões possíveis no ramo dos acordes. Agora
vamos trabalhar um conceito novo, a chamada inversão. A
primeira nota ou grau do acorde (a nota mais grave) é quem
dá o nome ao acorde. Por exemplo, o acorde de Dó maior é
formado pelas notas Dó, Mi e Sol, onde Dó é o primeiro grau.
Inverter um acorde é fazer com que a nota mais grave (o
baixo) não seja o primeiro grau, e sim outro grau qualquer que
forma o acorde. Portanto, temos três inversões possíveis
(relacionadas às notas que formam a tétrade): podemos
colocar a terça, a quinta ou a sétima no baixo.

1ª inversão de acordes
A primeira inversão é fazer a terça ser a nota mais grave (o
baixo) do acorde. No acorde de Dó maior, a terça é a nota Mi.
Então a primeira inversão é o acorde de Dó com o baixo em
Mi. A notação mais utilizada nas cifras para se representar
inversões é uma barra. Por exemplo: C/E (Dó com baixo em
Mi).
2ª inversão de acordes
Na segunda inversão, a nota mais grave é a quinta.
No
acorde de Dó, a quinta é a nota Sol. Portanto, o acorde de Dó
na 2ª inversão é C/G.

3ª inversão de acordes
Na terceira inversão, a nota mais grave é o sétimo grau. Essa
inversão precisa de um cuidado especial quando a sétima for
maior (7M), pois ela se localiza meio tom abaixo da
fundamental (1º grau). Isso pode gerar um desconforto sonoro
devido a esse “cromatismo”, já que essa distância curta pode
passar a sensação de que estamos “errando” o baixo tocando a
tônica um semitom acima do que ela deveria ser. Quando a
sétima for menor, não há esse problema.