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Eletrônica básica

A eletrônica tornou-se fundamental na vida do homem moderno. Estando presente na maioria de nossas atividades, como aparelhos eletrodomésticos, maquinário industrial e em meios de transporte que é a nossa principal meta. O principio de toda eletrônica e a eletricidade que apesar de ser um produto dos tempos modernos vem sendo observada desde a antigüidade de antes de cristo. Quando o sábio grego Tales de Mileto (640 546 A.C) observou que, atritando-se uma substância resinosa denominada âmbar com um pedaço de lã, adquiria a propriedade de atrair pequenos corpos. A palavra grega para âmbar é eléctron derivando o termo eletricidade. Hoje o estudo da eletricidade tem sido aprofundado à Teoria Atômica. De acordo com esta teoria toda matéria é constituída de moléculas que caracterizam as substâncias, por sua vez as moléculas são constituídas de átomos que caracterizam os elementos da natureza.

Eletrônica básica A eletrônica tornou-se fundamental na vida do homem moderno. Estando presente na maioria de
Estrutura atômica O modelo atômico de Rutherford tem em seu meio núcleo formado de prótons e

Estrutura atômica

O modelo atômico de Rutherford tem em seu meio núcleo formado de prótons e nêutrons e na sua periferia (eletrosfera) com partículas de elétrons. Os prótons com carga positiva (+), os nêutrons com carga nula (Ø) e os elétrons cargas negativa (-).

ATA 1
ATA 1
Elétron Eletrosfera Núcleo O átomo de Silício (Si) é o material básico da maioria dos componentes

Elétron

Eletrosfera

Núcleo

O átomo de Silício (Si) é o material básico da maioria dos componentes eletrônicos possui 14 prótons no núcleo e em suas órbitas da eletrosfera 14 elétrons sendo a última com quatro elétrons.

Níveis de energia

A física já constatou que as regiões da eletrosfera mais distantes do núcleo os elétrons se encontram em maior atividade. Esta região denominada órbita e onde o nível de atividade é mais alto

R3

R2

R1

Elétron Eletrosfera Núcleo O átomo de Silício (Si) é o material básico da maioria dos componentes
Elétron Eletrosfera Núcleo O átomo de Silício (Si) é o material básico da maioria dos componentes
Elétron Eletrosfera Núcleo O átomo de Silício (Si) é o material básico da maioria dos componentes
Elétron Eletrosfera Núcleo O átomo de Silício (Si) é o material básico da maioria dos componentes
3o nível de energia 2o nível de energia 1o nível de energia Limete do núcleo
3o nível de energia
2o nível de energia
1o nível de energia
Limete do núcleo
e quanto maior for à órbita de um elétron maior o nível de energia. Quando um

e quanto maior for à órbita de um elétron maior o nível de energia.

Quando um átomo e exposto a uma energia externa seus elétrons carregam com esta energia, e sua atividade aumenta, aumentando o seu nível de energia. Isolando o átomo se Silício sua órbita de elétrons é controlada pelo próprio átomo. Mas na forma de cristais sofre influencia dos outros e sua órbita mais externa fica com a energia dos elétrons modificada. Com esta modificação dos elétrons que ficam com órbita e energia formam nuvens ou bandas de energia.

Cristais

Como

vimos um

átomo

de Silício

possui

quatro

elétrons na última camada, mas este fato faz com que ele fique

instável precisando de oito elétrons para se estabilizar-se. Isto só é possível combinando com outros átomos
instável precisando de oito elétrons para se estabilizar-se. Isto só é
possível combinando com outros átomos criando uma forma de
cristais. Esta combinação é denominada de ligação covalente.
ATA 3
Com o aumento do nível de energia o elétron se desprende deixando um lugar vazio denominado
Com
o
aumento
do
nível
de
energia
o
elétron
se
desprende deixando um lugar vazio denominado lacuna.
Outra
propriedade
do
Silício
e
que
estando
na

temperatura de zero absoluto os elétrons ficam fortemente coesos. Não liberando os elétrons e o material se torna isolante.

Com o aumento da temperatura a atividade e o nível de energia dos elétrons fazendo com que se desprenda tornando o material condutor.

Com o aumento do nível de energia o elétron se desprende deixando um lugar vazio denominado

Condutor

Com o aumento do nível de energia o elétron se desprende deixando um lugar vazio denominado

Isolante

Um material semicondutor é diferente de um material condutor, pois ele produz uma corrente elétrica e o simplesmente condutor não.

banda de condução banda de valência 2 banda 4 ATA 1 banda 0 20 40 60
banda de condução
banda de valência
2
banda
4 ATA
1
banda
0
20
40
60
80
100
Os semicondutores oferecem dois caminhos para a corrente elétrica uma através da banda de condução (órbita

Os semicondutores oferecem dois caminhos para a corrente elétrica uma através da banda de condução (órbita maior) e a outra através das bandas de valência (orbita menor). O cobre que é um material condutor a corrente elétrica tem caminho pela banda de condução. Isto é, um semicondutor oferece dois caminhos para a corrente elétrica, uma através da banda de condução (órbitas maiores) e outra através da banda de valência (órbitas menores). Em um fio de cobre (material condutor) a corrente elétrica tem seu caminho pela banda de condução. A corrente através da banda de valência é bem diferente. Pelo fato de haver lacunas nas órbitas de valência há um segundo percurso ao longo do qual os elétrons podem se mover dentro do cristal. Com uma pequena variação na energia, um elétron de valência pode se deslocar para uma lacuna. Quando isto ocorre à lacuna inicial desaparece e uma nova lacuna aparece no lugar do elétron. A seguir, o elétron pode se deslocar para uma nova lacuna e assim se movimenta no cristal.

O movimento dos elétrons de valência para a direita indica que as lacunas estão se deslocando para a esquerda. É comum considerar as lacunas como cargas positivas se deslocando para a esquerda.

6 ATA
6 ATA
1. Eu a) Eu b) Tu c) Ele d) Nós e) Vos 2. Tu a) eu
1. Eu a) Eu b) Tu c) Ele d) Nós e) Vos 2. Tu a) eu
  • 1. Eu

a)

Eu

b)

Tu

c)

Ele

d)

Nós

e)

Vos

  • 2. Tu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

  • 3. Ele

a)

Eu

b)

Tu

c)

Ele

d)

Nos

e)

Vos

Questionário

ATA 7
ATA 7
Dopagem O processo de dopagem consiste em introduzir átomos de impurezas num cristal, alterando o semicondutor.

Dopagem

O processo de dopagem consiste em introduzir átomos de impurezas num cristal, alterando o semicondutor.

Semicondutor tipo N Se misturarmos ao cristal de silício átomos de elementos penta valente como o arsênio, antimônio e o fósforo, um elétron de valência não se combinará, permanecendo livres e passando para a banda de condução. O fato de Ter elétrons livres no seu interior faz do cristal um elemento classificado como semicondutor do tipo N (negativo).

Dopagem O processo de dopagem consiste em introduzir átomos de impurezas num cristal, alterando o semicondutor.

0

20

40

60

80

100

banda de condução banda de valência
banda de condução
banda de valência
8 ATA
8 ATA
Semicondutor tipo P – Se misturarmos ao cristal de silício elementos trivalente como o alumínio, boro,

Semicondutor tipo P Se misturarmos ao cristal de silício elementos trivalente como o alumínio, boro, gálio, ocorrerá à falta de um elétron para completar a ligação. A falta desse elétron é chamada de lacuna. O fato de ter lacunas classifica o cristal como semicondutor do tipo P (positivo).

Semicondutor tipo P – Se misturarmos ao cristal de silício elementos trivalente como o alumínio, boro,
Semicondutor tipo P – Se misturarmos ao cristal de silício elementos trivalente como o alumínio, boro,

0

20

40

60

80

100

banda de condução banda de valência
banda de condução
banda de valência

Efeitos de dopagem Através do processo de dopagem é possível forçar o aparecimento de lacunas e elétrons livres, as lacunas também têm a propriedade de transportar as cargas elétricas em um corpo. Desta forma, à medida que a dopagem aumenta, a resistência do corpo diminui.

ATA 9
ATA 9
Questionário 1. Eu a) Eu b) Tu c) Ele d) Nós e) Vos 2. Tu a)
Questionário 1. Eu a) Eu b) Tu c) Ele d) Nós e) Vos 2. Tu a)

Questionário

1.

Eu

a)

Eu

b)

Tu

c)

Ele

d)

Nós

e)

Vos

2.

Tu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

3.

Ele

 

a)

Eu

b)

Tu

c)

Ele

d)

Nos

e)

Vos

10 ATA

10 ATA
Diodo O diodo é um cristal semicondutor dividido em duas regiões: uma formada por um cristal

Diodo

O diodo é um cristal semicondutor dividido em duas regiões: uma formada por um cristal do tipo N e outra formada por um cristal do tipo P. Devido à sua repulsão mútua, os elétrons livres do lado N espalham-se em todas as direções, sendo que alguns atravessam a junção.

Quando um elétron deixa a região N, sua saída cria um átomo carregado positivamente. Quando chega à região P, ele preenche uma lacuna, criando um átomo negativamente eletrizado. Cada vez que um elétron difunde-se na junção ele cria um par de íons. À medida que o número de íons aumenta a região próxima à junção fica totalmente esgotada de elétrons livres e lacunas, tornando-se uma região isolante. Esta região é chamada de camada de depleção. A partir de certo ponto, a camada de depleção age como uma barreira, impedindo a continuação da difusão dos elétrons livres através da junção. Se for dada ao elétron uma suficiente, ele pode romper

essa barreira e penetrar na região P. A diferença entre os pontos da

camada de depleção é chamada de potencial. A 25

º

C, esta barreira de

potencial é aproximadamente 0,7V para diodos de Si e 0,3V para diodos de Ge. ATA 11
potencial é aproximadamente 0,7V para diodos de Si e 0,3V para
diodos de Ge.
ATA 11
Polarização direta Se conectarmos uma fonte CC em um diodo, de modo que o terminal positivo

Polarização direta

Se conectarmos uma fonte CC em um diodo, de modo que o terminal positivo da fonte esteja ligado ao material tipo P, e o negativo ao material tipo N, haverá uma corrente I circulando por ele. Isto ocorre porque os elétrons do material N ganham energia externa, atravessando a barreira de potencial e deslocando-se até o terminal positivo da fonte através das lacunas. Para que isso ocorra, a D.D.P gerada pela fonte deve ser, no mínimo, igual à D.D.P da barreira de potencial do diodo (0,7V para Si e 0,3V para Ge).

Polarização reversa

Se revertermos à polarização da fonte, o diodo fica reversamente polarizado. Esse tipo de polarização força os elétrons livres da região N a se afastarem da junção em direção ao terminal positivo da fonte. As lacunas também se deslocam para o terminal negativo. Portanto, a camada de depleção fica mais larga. A camada de depleção pára de aumentar quando a sua D.D.P se iguala à da fonte. Quando isso ocorre, os elétrons e as lacunas param seus movimentos. Dessa forma, não existe corrente elétrica quando polarizamos um diodo de forma reversa. Porém, se o valor da tensão aumentar muito, poderá atingir valores que o cristal não suportará, formado assim a corrente elétrica reversa. Esta tensão é chamada de tensão de ruptura (V r ), e varia de acordo com o tipo de diodo.

12 ATA
12 ATA
Curva característica do diodo Ao se aplicar a polarização direta, o diodo não conduz até que

Curva característica do diodo

Ao se aplicar a polarização direta, o diodo não conduz até que se ultrapasse a barreira de potencial. Quando se reverte a polarização do diodo, a corrente é praticamente zero. Se o valor da tensão aplicada supera a tensão de ruptura do diodo, haverá corrente reversa.

Diodos retificadores

Os diodos retificadores são otimizados para a retificação, ou seja, são construídos para suportar altas correntes elétricas e tem a sua tensão de ruptura em valores muito altos. Nos automóveis, são utilizados principalmente para transformar a corrente alternada produzida pelo alternador em corrente contínua. Retificador de meia onda Na semiciclo positivo, o diodo está polarizado diretamente. Isto produz aproximadamente uma meia onda senoidal na carga. Na metade negativa do ciclo, o diodo está com polarização reversa. A corrente cai a zero e assim, a tensão na carga é nula. Retificador de ponte Durante o semiciclo positivo, os diodos D 1 e D 4 estão com polarização direta e durante o semiciclo negativo, os diodos D 3 e D 2 estão com polarizados diretamente. Em qualquer dos dois semiciclos, a corrente na carga tem sempre o mesmo sentido.

ATA 13
ATA 13
Diodos emissor de luz (LED) Nos diodos comuns, a energia dissipada pelas cargas elétricas em movimento

Diodos emissor de luz (LED)

Nos diodos comuns, a energia dissipada pelas cargas

elétricas em movimento é transformada em calor. Utilizando elementos especiais como o gálio, o arsênio ou fósforo no processo de fabricação, consegue-se fabricar diodos capazes de erradia luz, em cores diferentes como vermelho, amarelo, verde, azul, laranja ou

infravermelho. Os LED’s que produzem radiação visível são

utilizados para sinalização. Os infravermelhos encontram aplicação em sistemas de alarmes, controle remoto etc.

Polarização do LED A tensão da barreira de potência dos LED’s depende da cor de cada um. Em geral, estes valores estão

entre 2V e 4V. Isto significa que é necessário liga-los a uma fonte de

tensão cuja D.D.P seja maior do que a sua barreira de potencial. Uma vez que a barreira de potencial de um diodo é rompida, a corrente tende a assumir valores muito altos. Desta forma, é necessária a ligação de um resistor de polarização em série com o LED, que tem como função limitar a corrente no diodo. Para o dimensionamento deste resistor, é preciso conhecer a corrente de funcionamento especificada para o LED.

14 ATA
14 ATA
Diodo Zener Variando-se o nível de dopagem em um diodo, pode-se produzir diodos com tensão de

Diodo Zener

Variando-se o nível de dopagem em um diodo, pode-se produzir diodos com tensão de ruptura de 2V até 200V.11/12/2013 Estes diodos podem funcionar em qualquer das regiões e são chamados de diodos Zener. Na região, um diodo Zener se comporta exatamente como um diodo retificador. Na região reversa, o diodo Zener conduz assim que for superada a sua tensão de ruptura, nesse caso, chamada de tensão de Zener (V z ). A curva característica do Zener é praticamente à do diodo retificador. A grande diferença está no fato de que a tensão V z é praticamente constante em toda região de ruptura.

ATA 15
ATA 15
Questionário 1. Eu a) eu b) tu c) ele d) nós e) vos 2. tu a)
Questionário 1. Eu a) eu b) tu c) ele d) nós e) vos 2. tu a)

Questionário

1.

Eu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nós

e)

vos

2.

tu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

3.

ele

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

16 ATA

16 ATA
Transistor Em 1951, Schockley inventou o primeiro transistor de junção. O impacto desse novo componente na

Transistor

Em 1951, Schockley inventou o primeiro transistor de junção. O impacto desse novo componente na eletrônica foi enorme. Além de iniciar a indústria dos semicondutores, o transistor contribuiu para todas as invenções relacionadas, como os circuitos integrados, componentes optoeletrônicos e microprocessadores. O transistor, basicamente, pode ser usado de duas formas: como uma chave eletrônica, aplicados em circuitos digitais ou como fonte de corrente, aplicado em circuitos analógicos ou lineares.

Construção

O transistor é construído a partir de duas junções de cristais semicondutores formando três regiões de emissor (E), base(B) , e coletor (C). As regiões de emissor e coletor são cristais do mesmo tipo e a base é um cristal deferente. Assim é possível obter dois tipos de transistores de junção. Pelo fato de possuir duas junções, uma entre coletor e base e outra entre base emissor, o transmissor se assemelha a dois diodos.

Esses diodos são chamados de diodos base-emissor e diodo base-condutor. Desta forma, a difusão dos elétrons livres por cada junção produz sua respectiva camada de depleção.

ATA 17
ATA 17
Funcionamento Em um transistor, é possível controlar a corrente elétrica que flui entre o coletor e

Funcionamento

Em um transistor, é possível controlar a corrente elétrica que flui entre o coletor e emissor através de uma pequena corrente aplicada na base. Para isso, é necessário polarizar a junção base- emissor diretamente e a junção base-coletor de forma reversa. No instante em que a polarização direta é aplicada na junção base-emissor, forma-se uma corrente I be . Estando a junção base-coletor reversamente polarizada, uma grande D.D.P V cb aparece, aumentando a barreira de potencial. O fato da região de base ser pequena e fracamente dopada faz com que praticamente toda a corrente de emissor seja absorvida pelo coletor. Isso ocorre ainda pelo forte campo elétrico existente entre o coletor e a base. Forma-se uma elevada corrente entre emissor e coletor, cuja intensidade depende diretamente da corrente base. A relação entre I c /I b é chamada de beta () ou ganho de corrente de um transistor.

18 ATA
18 ATA
O transistor como fonte de corrente Uma forma de visualizar o transistor como fonte de corrente

O transistor como fonte de corrente

Uma forma de visualizar o transistor como fonte de corrente é representá-lo segundo o modelo de Ebers Moll. Segundo ele, o circuito equivalente de um transistor é um diodo, representando a junção base-emissor, e uma fonte de corrente, representando o coletor. Pela primeira lei de Kirchhoff, temos:

I e =I b +I c

Como a corrente de base I b é muito pequena em relação às demais, temos:

I e =I c

Polarização Polarizando o transistor, temos:

I e =V re RE

V re =V i - V be

I i =V be RE

Como a tenção V be é praticamente constante (0,7V0 para os dispositivos de silício, a corrente de emissor depende somente da tensão V.

Sendo I e =I c , temos:

I c =V i - V be RE

ATA 19
ATA 19
É importante lembrar que, para uma corrente coletor, temos uma corrente I b beta vezes menor,
É importante lembrar que, para uma corrente
coletor, temos uma corrente I b beta vezes menor, assim:
I c
no

I b = I c

I b =V i - V be

. RE

O potencial elétrico V o no coletor dado por:

 

V o =V cc V rc V rc =I c .RC V o = V cc (I c .R c )

Todo

circuito

eletrônico

que

utiliza

o

transistor

trabalhando como fonte de corrente é chamado de circuito analógico ou linear.

Nesse exemplo, o transistor funciona como amplificador. A relação V o /V i representa o ganho de tensão (V) obtido:

V = V o V i

 
20 ATA
20 ATA
Transistor como chave Polarizando um transistor, temos uma corrente I que depende da tensão da fonte

Transistor como chave

Polarizando um transistor, temos uma corrente I c que depende da tensão da fonte V i . De fato, um transistor não cria nenhuma corrente, simplesmente o que acontece é uma variação da resistência entre coletor e emissor. Se a tensão aplicada na base for zero, consequentemente a corrente de base também é zero e não se tem corrente de coletor. Para esta situação, a resistência coletor- emissor é muito alta, como a de uma chave aberta. Se elevarmos o valor da tensão V i , uma corrente do coletor aparece devido a diminuição da resistência entre coletor-emissor. Se esta tensão se elevar muito, a resistência diminui demais, atingindo os valores mínimos. A partir deste ponto, a corrente de coletor não responde mais às variações de V i . Diz-se, então, que o transistor está saturado, sendo uma chave fechada entre coletor e emissor. Alguns circuitos eletrônicos trabalham com transistores somente operando em corte ou saturação. Este circuito são chamados de circuitos digitais.

Circuitos integrados

Um circuito integrado, também conhecido como CI, é um conjunto de circuitos eletrônicos com uma finalidade específica , montados em um único encapsulamento através de processos de miniaturização. São aplicados nos mais diversos circuitos e atuam como temporizadores, amplificados.

ATA 21
ATA 21
Questionário 1. Eu a) eu b) tu c) ele d) nós e) vos 2. tu a)
Questionário 1. Eu a) eu b) tu c) ele d) nós e) vos 2. tu a)

Questionário

1.

Eu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nós

e)

vos

2.

tu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

3.

ele

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

22 ATA

22 ATA
Fundamentos da eletrônica digital Sistemas de numeração O homem, através dos tempos, sentiu necessidade da utilização

Fundamentos da eletrônica digital

Sistemas de numeração

O homem, através dos tempos, sentiu necessidade da utilização de sistemas numéricos. Existem vários sistemas numéricos, dentre os quais se destacam: o sistema decimal, o binário, o octal e o hexadecimal. O sistema decimal é o mais importante dos sistemas numéricos. Trata-se de um sistema que tem dez algarismos, com os quais podemos formar qualquer número, através da lei de formação. Os sistema binário de numeração, o octal e hexadecimal são muito importantes na área de técnica digital e computação.

Sistema binário de numeração

O sistema binário de numeração é aquele que utiliza apenas dois algarismos: o algarismo zero (0) e o algarismo um (1). Cada algarismo é chamado bit e um conjunto de oito bits é chamado byte. Para representar a quantidade zero, utiliza-se o algarismo 0 (zero). Para representar a quantidade um, utiliza-se o algarismo 1 (um).

Para representar a quantidade dois, utiliza-se o algarismo 1 (um) seguido do algarismo (zero). O algarismo 1 (um) significa que temos um grupo de dois elementos e o 0 (zero) um grupo de nenhuma unidade.

ATA 23
ATA 23
Conversão do sistema binário para decimal – Tomemos um número decimal qualquer, por exemplo, o número

Conversão

do

sistema

binário

para

decimal

Tomemos um número decimal qualquer, por exemplo, o número 52. Podemos representá-lo através de potências de dez:

(5X100)

+

(5X10)

+

(2X1)

=

552

Centena

Dezena

Unidade

5X10 2

+

5X10 1

+

2X10 0

=

552

Neste exemplo, pode-se perceber que o algarismo menos significativo multiplica a unidade (1 ou 10 o ), o segundo algarismo multiplica a dezena (10 ou 10 1 ), e o mais significativo multiplica a centena (100 ou 10 2 ). A soma dos resultados representa os números. É importante perceber que a base desse sistema é o número 10 (dez).

Utilizando

este

conceito

básico

de

formação

de

um

número, pode-se converter um número binário qualquer em seu

equivalente decimal.

Por exemplo, o número 1101 2 equivale a:

2

3

1

2 2

2 1 2 0

1

0

1

(1X2 3 ) + (1X2 2 ) + (0X2 1 ) + (1X2 0 )

8

+

4

+

0

+

1

=

13 10

O número 1101 na base 2 (binário) equivale ao número

  • 13 na base 13 (decimal).

24 ATA
24
ATA
Conversão do sistema decimal para binário – o método de conversão de decimal para binário consiste

Conversão do sistema decimal para binário o método de conversão de decimal para binário consiste em dividir sucessivamente o número que se deseja converter por dois (2). Por exemplo, o número 54 10 é, em binário:

 

54

2

 

º

1

resto

0

27

2

 

º

2

resto

1

13

2

 

º

3

resto

1

6

2

 
 

º

4

resto

0

3

2

 

º

5

resto

1

1

2

 

º

6

1

0

resto

 

Último quociente

 

O último quociente será o algarismo mais significativo e ficará colocado à esquerda. Os algarismos seguem na ordem até o primeiro resto. Assim:

  • 54 10 = 0110110 2

ATA 25
ATA 25
Sistema hexadecimal O enumerados: sistema hexadecimal tem 0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,A,B,C,D,E,F. 16 algarismos assim Nota-se que a letra A

Sistema hexadecimal

O

enumerados:

sistema

hexadecimal

tem

0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,A,B,C,D,E,F.

16

algarismos

assim

Nota-se que a letra A representa a quantidade dez (10), e assim sucede-se até F, que representa a quantidade quinze (15). Na tabela a seguir, temos a correspondência de alguns números em três sistemas:

Decimal

Binário

Hexadecimal

0

00000000

0

1

00000001

1

2

00000010

2

3

00000011

3

4

00000100

4

5

00000101

5

6

00000110

6

7

00000111

7

8

00001000

8

9

00001001

9

10

00001010

A

11

00001011

B

12

00001100

C

13

00001101

D

14

00001110

E

15

00001111

F

16

00010000

10

17

00010001

11

26 ATA
26 ATA
18 00010010 12 O sistema hexadecimal é muito utilizado em
18
00010010 12
O
sistema
hexadecimal
é
muito
utilizado
em

microprocessadores e também no mapeamento de memórias.

Conversão de hexadecimal para decimal A regra de conversão a outros sistemas:

Por exemplo, o número 4B é, em decimal:

16

1

4

16 0

B

(4X16 1 ) + (BX16 0 )

  • 24 10

(4X16 1 ) +(11X16 0 )

Conversão de hexadecimal para binário Para conversão de um número hexadecimal para binário, transforma-se cada algarismo em seu correspondente binário de quatro bits.

Por exemplo, o número C38 16 é, em binário:

C

3

8

C38 16 = 110000111000 2

1100

0011

1000

Conversão de binário para hexadecimal Para conversão de um número binário para hexadecimal, devemos agrupar os bits em grupos de quatro, da direita para esquerda, e representar seus equivalentes na base 16.

Por exemplo, o número 1111110 2 é, em hexadecimal:

  • 111 1110

111 1110 2 = 7E 16

7 E ATA 27
7
E
ATA 27
Conversão de decimal para hexadecimal – Utiliza-se o método da divisão sucessiva, neste caso, por 16.

Conversão de decimal para hexadecimal Utiliza-se o método da divisão sucessiva, neste caso, por 16.

Por exemplo, o número 1101 é, em hexadecimal:

 

1101

16

 
 

º

1

resto

13

68

16

 

º

2

resto

 

4

4

Último quociente

Como: 4 10 = 4, temos:

1101 10 = 44D 16

Funções lógicas básicas

Em meados do século passado, Boole desenvolveu um sistema matemático de análise lógica. Esse é conhecido pela álgebra por Boole.

Através da utilização de circuitos digitais,

pode-se

implementar todas as equações geradas pela álgebra de Boole,

conseguindo assim, solucionar problemas de eletrônica. Nas funções lógicas, temos apenas dois estados: um e zero. Esses algarismos permitem a representação de uma determinada situação (1) e o oposto dela (0).

28 ATA
28 ATA
Função E (And) A função E (And) é aquela que executa a multiplicação de duas ou

Função E (And)

A função E (And) é aquela que executa a multiplicação de duas ou mais variáveis. Sua representação algébrica é:

circuito.

S = A . B, onde lê-se: S = A and B

A função

E (And) pode ser representada através

de

Convencionando chave fechada como 1 (um) e chave aberta como 0 (zero) e ainda, lâmpada acesa como 1 (um) e lâmpada apagada como 0 (zero), temos a seguinte tabela verdade.

Tabela verdade

CH 1

CH 2

L

0

0

0

0

1

0

1

0

0

1

1

1

A tabela verdade indica somente quando as duas chaves estiverem fechadas, a luz estará acesa.

ATA 29
ATA 29
Porta lógica E (And) A função E (And). porta E (And) é um circuito digital que

Porta lógica E (And)

A função E (And).

porta E

(And) é

um

circuito digital que executa a

Tabela verdade

 

A

B

S

0

0

0

0

1

0

1

0

0

1

1

1

Função Ou (Or)

A função Ou (Or) é aquela que assume o valor 1 quando uma das variáveis de entrada for 1.

É representada algebricamente:

 

S = A + B, onde lê-se S = A ou B.

Pode ser representada por circuito.

Utilizando as mesmas convenções, tomos:

 

Tabela verdade

 

CH 1

CH 2

L

0

0

0

0

1

1

1

0

1

1

1

1

30 ATA
30 ATA
A tabela verdade indica que quando uma ou ambas as chaves estiverem fechadas a luz estará

A tabela verdade indica que quando uma ou ambas as chaves estiverem fechadas a luz estará acessa.

Porta lógica Ou (Or)

É a porta que executa a função Ou.

Tabela verdade

A

B

S

0

0

0

0

1

1

1

0

1

1

1

1

Função Não (Not)

A função variável de entrada.

Não

(Not) é

aquela que inverte o

estado da

É representada da seguinte forma:

 

S = A, onde lê-se: S = A barrado

 

Tabela verdade

A

 

S

0

 

1

1

 

0

A

porta

lógica

Não

(Not)

representada

com

sua

respectiva tabela acima, também é conhecida por inversor.

ATA 31
ATA 31
Função Não E (Nand) É uma junção da função E (And) e não (Not). É representa

Função Não E (Nand)

É

uma

junção

da

função

E

(And)

e

não

(Not).

É

representa por: S = (A .B), onde a barra significa a inversão de S. A porta lógica Nand e sua tabela verdade de sua função.

   

Tabela verdade

   

A

B

A+B

S=A-B

0

0

0

 

1

0

1

1

 

0

1

0

1

 

0

1

1

1

 

0

 

Função Não Ou (Nor)

 

É

a

junção

da

função

Ou

(Or) e

Não

(Not).

É

representada por S = (A+B).

 
   

Tabela verdade

   

A

B

A+B

S=A+B

0

0

0

 

1

0

1

1

 

0

1

0

1

 

0

1

1

1

 

0

Expressões booleanas geradas por circuito lógicos

É possível escrever a expressão gerada por qualquer circuito lógico.

A saída S do circuito é:

32 ATA
32 ATA
S= S + C Como: S = A . B Temos: S = (A . B)

S= S 1 + C

Como:

S 1 = A . B

Temos:

S = (A . B) + C

Circuito obtidos de expressões booleanas

É possível obter circuitos lógicos a partir de expressões.

S = (A + B) . C

Sendo, S 1 = (A + B), temos:

S = S 1 .C Interligando os dois blocos.

ATA 33
ATA 33
Expressões obtidas por tabela verdade Costuma-se, ao iniciar um circuito lógico, construir primeiro uma tabela verdade.

Expressões obtidas por tabela verdade

Costuma-se, ao iniciar um circuito lógico, construir primeiro uma tabela verdade. A tabela detalhada a operação exata do circuito digital. Para continuar o desenvolvimento, é necessário extrair a equação booleana desta tabela. Isto pode ser feito de duas formas:

Expressão da soma de produtos Considere a tabela verdade a seguir:

 

Tabela verdade

 

C

B

A

S

0

0

0

0

0

0

1

1

0

1

0

0

0

1

1

0

1

0

0

0

1

0

1

0

1

1

0

0

1

1

0

0

1

1

1

1

Observe que somente duas combinações geram o resultado 1(um). Utilizando o método da soma dos produtos, nestes casos, consegue-se uma equação mais simples. Para extrair a equação, deve-se fazer o seguinte.

 

º

1

passo Para cada combinação faz-se os produtos das

variáveis de entrada, representar as variáveis igual a zero sempre

barradas.

 

ª

 

1

combinação

C . B . A

 

34 ATA

34 ATA
ª 2 combinação C . B . A º 2 passo – Faz-se a soma dessas
ª
2
combinação
C . B . A
º
2
passo – Faz-se a soma dessas combinações:
S = (C .
B . A) + (C . B . A)

Expressão do produto das somas Considere a tabela

abaixo:

Tabela verdade

A

B

S

0

0

0

0

1

1

1

0

1

1

1

1

Observe que somente uma combinação gera o resultado zero, o que representa a minoria. Quando isso ocorrer, deve-se utilizar o método do produto das somas:

 

º

1

passo

Para cada combinação,

faz-se a soma

das

variáveis de entrada, representando as variáveis igual a um barradas.

Combinação A + B

 

º

2

passo Faz-se os produtos dessas combinações:

S = (A + B)

ATA 35
ATA 35
Circuito lógico seqüenciais O campo da eletrônica digital é dividido em duas áreas, a de lógica

Circuito lógico seqüenciais

O campo da eletrônica digital é dividido em duas áreas, a de lógica combinatória e a lógica seqüencial. Os circuitos combinatórios apresentam saídas dependentes somente das variáveis de entrada. Os circuitos formados somente por portas lógicas estão na área da lógica combinatória. Os circuitos seqüenciais dependem das variáveis da entrada e/ou seus estados anteriores.

Flip-Flop

O flip-flop é um dispositivo que podemos representar

basicamente como um bloco que tem duas saídas, Q e Q, entradas para as variáveis e uma entrada de controle (clock).

Os dois estados possíveis para as saídas são:

Q = 1

Q = 0

Q =0

Q = 1

36 ATA
36 ATA
Flip-Flop RS Para o flip-flop RS, temos o seguinte símbolo e sua
Flip-Flop RS
Para
o
flip-flop RS, temos o seguinte símbolo
e
sua

respectiva tabela verdade.

 

Tabela verdade

S

R

Q

 

Q

0

0

Valor anterior

Valor anterior

0

1

0

 

1

1

0

1

 

0

1

1

Permitido

Não permitido

Para o flip-flop RS, não é permitido que as duas entradas tenham simultaneamente o valor 1.

Flip-flop RS com comando de clock

Quando a entrada CLOCK assumir o valor 1, o circuito irá se comportar como um flip-flop RS básico. Quando a entrada CLOCK assumir valor 0, as saídas se mantêm inalteradas.

 

Tabela verdade

 

S

R

CK

Q

 

Q

0

0

0

Valor anterior

Valor anterior

1

0

0

Valor anterior

Valor anterior

1

0

1

1

 

0

0

1

1

0

 

1

1

1

1

Permitido

Não permitido

ATA 37
ATA 37
Flip-flop JK O fli-flop JK nada é do que um flip-flop RS adaptado para trabalhar também

Flip-flop JK

 

O fli-flop

JK

nada é

do que

um

flip-flop RS adaptado

para trabalhar também em qualquer situação das entradas

 
   

Tabela verdade

 

J

 

K

CK

 

Q

0

 

0

0 ou 1

 

Valor anterior

1

 

0

 

0

 

Valor anterior

1

 

0

 

1

 

1

0

 

1

 

0

 

Valor anterior

0

 

1

 

1

 

0

1

 

1

 

0

 

Valor anterior

1

 

1

 

1

Valor ant. barrado

Fli-flop JK com Clear (CLR) e Preset (PR)

O fli-flop JK poderá assumir valores Q

= 0

ou

Q

=

1

midiante a utilização das entradas CLR e PR. A simbologia destas entradas indica que as mesmas se atvam quando aplicado nível 0.

 

Tabela verdade

PR

CLR

Q

0

0

Não permitido

0

1

0

1

0

1

1

1

Funcion. normal

38 ATA
38 ATA
Flip-flop tipo T Este é um flip-flop JK com a particularidade de possuir as entradas JK

Flip-flop tipo T

Este é um flip-flop JK com a particularidade de possuir as entradas JK curto-circuito. A tabela verdade será, para CLOCK=1:

 

Tabela verdade

 

J

K

D

Q

0

0

0

Valor anterior

0

1

Não existe

-

1

0

Não existe

-

1

1

1

Valor ant. barrado

Flip-flop tipo D

Este flip-flop também é um flip-flop JK, porém com as entradas invertidas.

 

Tabela verdade

 

J

K

D

Q

0

0

Não existe

-

0

1

0

0

1

0

1

1

1

1

Não existe

Valor ant. barrado

ATA 39
ATA 39
Contadores de pulsos A principal característica de um contador de pulso é apresentar, nas saídas, o

Contadores de pulsos

A principal característica de um contador de pulso é apresentar, nas saídas, o código binário 8421 em seqüência. Para o correto funcionamento deste circuito, o CLOCK é ativo somente no período de transição de nível 1 para nível 0.

Vamos supor, inicialmente, que todas as saídas valem 0. Para o primeiro pulso de CLOCK, a saída Q 0 passa para nível 1. Com o segundo pulso, a saída Q 0 passa para nível 0, ativando o CLOCK do segundo flip-flop. A saída Q 1 passa então para nível lógico 1. No terceiro pulso de CLOCK, a saída Q 0 passa para nível 1 e Q 1 se mantém. No quarto pulso, Q 0 passa para nível 0, ativando o CLOCK do segundo flip-flop. Q 1 passa para nível 0, ativando assim o CLOCK do terceiro flip-flop. Q 2 passa para nível 1 e assim por diante, até que o ciclo volte a se repetir.

40 ATA
40 ATA
Pulsos Saídas Q 3 Q 2 Q 1 Q 0 1 0 0 0 0 2
Pulsos Saídas Q 3 Q 2 Q 1 Q 0 1 0 0 0 0 2
Pulsos
Saídas
Q 3
Q 2
Q 1
Q 0
1
0
0
0
0
2
0
0
0
1
3
0
0
1
0
4
0
0
1
1
5
0
1
0
0
6
0
1
0
1
7
0
1
1
0
8
0
1
1
1
9
1
0
0
0
10
1
0
0
1
11
1
0
1
0
12
1
0
1
1
13
1
1
0
0
14
1
1
0
1
15
1
1
1
0
16
1
1
0
1
17
0
0
0
0
Memórias
As
memórias
são
dispositivos
que
armazenam

informações. Essas informações neste caso, são dados codificados, digitalmente, por meio do código binário.

ATA 41
ATA 41
Classificação das memórias Acesso – As memórias armazenam dados em lugares denominados localidades de memória. Cada

Classificação das memórias

Acesso As memórias armazenam dados em lugares denominados localidades de memória. Cada localidade de memória tem um determinado número de bits de acordo com sua capacidade. Acesso às localidades de memória a classificam de duas

maneiras:

Acesso seqüencial;

Acesso aleatório.

As memórias de acesso seqüencial permitem o acesso a uma determinada localidade somente se passarmos pelas localidades intermediárias. Exemplo: fita magnética. As memórias que utilizam acesso aleatório permitem o acesso às localidades sem a necessidade de passar pelas localidades intermediárias. Exemplo: fita magnética. As memórias que utilizam acesso aleatório permitem o acesso às localidades sem a necessidade de passar pelas localidades intermediárias. São conhecidas por RAM (Random Access Memory). Volatilidade As memórias voláteis são aquelas que perdem as informações armazenadas quando lhes falta energia de alimentação. São, geralmente, feitas de semicondutores. Um exemplo típico é a memória RAM. As memórias não-voáteis são aquelas que, mesmo sem alimentação, continuam com as informações armazenadas. Dentre essas, destacam-se as memórias magnéticas e as eletrônicas ROM, PROM, EPROM e EEPROM.

Escrita/leitura ou apenas leitura As memórias de escrita/leitura são aquelas que permitem o acesso a uma localidade

42 ATA
42 ATA
qualquer, de modo que se possa realizar operação de escrita ou leitura de uma informação. As

qualquer, de modo que se possa realizar operação de escrita ou leitura de uma informação. As memórias apenas de leitura só permitem a leitura da informação. São chamadas de ROM (Read Only MemorY).

Memória RAM (Random Access Memory)

Esse tipo de memória apresenta como característica principal permitir a escrita e a leitura de informações binárias codificadas. Além disso, apresenta o acesso às localidades de memória de forma aleatória, sendo na maioria das vezes, do tipo volátil.

A entrada de endereço permite selecionar uma determinada localidade de memória interna no bloco. Como a entrada de endereço é de três bits, existem 2 3 localidades, ou seja, oito localidades de memória. Sendo a entrada de dados de apenas uma linha, este bloco memoriza um bit por localidade, estando este disponível para leitura na saída S do bloco. O controle de leitura ou escrita é feito pela entrada X alternando seu valor (1 ou0). A capacidade de memória e o número de bits que uma memória consegue armazenar. Neste caso, é de oito bits.

qualquer, de modo que se possa realizar operação de escrita ou leitura de uma informação. As
ATA 43
ATA 43
Memória ROM (Read Only Memory) Essas memórias apresentam como características principal permitir a leitura dos dados

Memória ROM (Read Only Memory)

Essas memórias apresentam como características principal permitir a leitura dos dados nela gravados. Assim, os valores dos bits armazenados são prefixados pelo fabricante durante o processo de sua construção. Na prática, encontram-se memórias ROM em circuitos integrados, obedecendo uma programação prefixada pelo fabricante, específica para o usuário. Para utilização em pequena escala, utilizam-se as ROMs programáveis PROM, EPROM e EEPROM.

PROM(Programable

ROM)

Essas memórias

permitem a gravação de informações uma única vez. Após essa

programação a PROM transforma-se numa ROM.

EPROM(Erasable Programable ROM) Com o avanço da tecnologia, foram criadas as memórias EPROM. Essas permitem a programação de dados semelhantes às memórias ROM, com a vantagem de poderem ser apagadas normalmente, mediante luz ultravioleta.

EEPROM(Eletrically Ereasable ROM) Essas memórias, após programadas, funcionam como as memórias ROM. Diferenciam na forma de se apagar, sendo apagáveis eletricamente e não a banho de luz ultravioleta. Quando montadas em um circuito, funcionam como uma RAM não-volátil.

44 ATA
44 ATA
Conversores Os conversores são circuitos eletrônicos dedicados à transformação de sinais elétricos do tipo analógico em

Conversores

Os conversores são circuitos eletrônicos dedicados à transformação de sinais elétricos do tipo analógico em sinais digitais e vice-versa.

Conversor AD (Analógico-digital)

Esse circuito é utilizado quando se deseja converter uma variável analógica em uma variável digital. Esse processo consiste, basicamente, em recolher uma informação analógica e gerar um código digital que represente essa informação.

T

Vi

A

B

C

D

t 0

0V

0

0

  • 0 0

 

t 1

1V

0

0

  • 0 1

 

t 2

2V

0

0

 
  • 1 0

t 3

3V

0

0

  • 1 1

 

t 4

4V

0

1

  • 0 0

 

t 5

5V

0

1

  • 0 1

 

t 6

6V

0

1

 
  • 1 0

t 7

5V

0

1

  • 0 1

 

t 8

4V

0

1

  • 0 0

 

t 9

3V

0

0

  • 1 1

 

t 10

2V

0

0

 
  • 1 0

t 11

1V

0

0

  • 0 1

 

t 12

0V

0

0

  • 0 0

 
ATA 45
ATA 45
Questionário 4. Eu f) eu g) tu h) ele i) nós j) vos 5. tu a)
Questionário 4. Eu f) eu g) tu h) ele i) nós j) vos 5. tu a)

Questionário

4.

Eu

f)

eu

g)

tu

h)

ele

i)

nós

j)

vos

5.

tu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

6.

ele

f)

eu

g)

tu

h)

ele

i)

nos

j)

vos

46 ATA

46 ATA
Conversor DA (digital-analógico) Circuito utilizado quando se deseja converter uma variável analógica em uma variável digital.

Conversor DA (digital-analógico)

Circuito utilizado quando se deseja converter uma variável analógica em uma variável digital. Esse processo consiste, basicamente, em gerar um sinal análogo de acordo com informações digitalizadas.

T

A

B

C

D

Vo

t 0

0

0

 
  • 0 0V

0

 

t 1

0

0

 
  • 0 1V

1

 

t 2

0

0

 
  • 1 2V

0

 

t 3

0

0

 
  • 1 3V

1

 

t 4

0

1

 
  • 0 4V

0

 

t 5

0

1

 
  • 0 5V

1

 

t 6

0

1

 
  • 1 6V

0

 

t 7

0

1

 
  • 0 7V

1

 

t 8

0

1

 
  • 0 8V

0

 

t 9

0

0

 
  • 1 9V

1

 

t 10

0

0

 
  • 1 10V

0

 

t 11

0

0

 
  • 0 11V

1

 

t 12

0

0

 
  • 0 12V

0

 
ATA 47
ATA 47
Microprocessadores Os microprocessadores são eletrônicos avançados que têm a capacidade de realizar operações lógicas e aritméticas

Microprocessadores

Os microprocessadores são eletrônicos avançados que têm a capacidade de realizar operações lógicas e aritméticas de acordo com uma série de instruções pré-programadas. Esse conjunto de instruções é chamado de programa ou software e, normalmente, são armazenadas pelos programadores em memórias do tipo ROM. De acordo com o programa, o microprocessador é capaz de realizar controles dos mais variados tipos, como, por exemplo, gerenciar o funcionamento de um motor de combustão interna, garantindo seu perfeito funcionamento.

Eletrônica básica

O curso de eletrônica básica é o próximo passo dado após o curso de eletrotécnica (módulo 1), sendo indispensável o conhecimento deste primeiro módulo para a compreensão da eletrônica básica (módulo 2) e da suporte para o desenvolvimento da eletrônica digital (módulo 3). O conteúdo do curso de eletrônica básica inicia em uma recapitulação dos conceitos de componentes elétricos como capacitor, indutor e solenóide e segue recapitulando a estrutura atômica. Inicia o estudo da eletrônica com os diodos, seguindo por transistores e termina em circuitos integrados, seguindo a seqüência:

1.

Capacitor (revisão).

Indutor (revisão)

Conceito e componentes de fabricação dos capacitores.

Tipos de capacitores.

Associação de capacitores.

2.

Conceito de indutores.

Associação de indutores

3.

Solenóide.

48 ATA
48 ATA
 Conceito. Revisão de estrutura atômicas Diodo.  Tipos de eletrováuvulas. 4.  Dopagem, semicondutor tipo

Conceito.

Revisão de estrutura atômicas

Diodo.

Tipos de eletrováuvulas.

4.

Dopagem, semicondutor tipo N e tipo P.

5.

Conceito.

Polarização direta.

Polarização reversa.

Curva característica do diodo.

Diodos retificadores.

Retificador de meia onda Retificador em ponte.

Diodo emissor de luz (LED).

Polarizador do LED.

Diodo Zener.

6.

Transistor.

Conceito (construção e funcionamento).

Simbologia.

Transistor como fonte de corrente.

Transistor como chave.

7.

Circuitos integrados.

ATA 49
ATA 49
Princípios da injeção eletrônica A injeção e ignição eletrônica são componentes comandados eletronicamente, utilizando sensores para

Princípios da injeção eletrônica

A injeção e ignição eletrônica são componentes comandados eletronicamente, utilizando sensores para leitura dos valores instantâneos do funcionamento do motor (parâmetros) que são enviados para uma central de comando eletrônica. A central eletrônica, por sua vez trabalha estes dados e envia comandos para os atuadores, de acordo com esta estratégia controla a mistura ar- combustível, como também o sincronismo e o avanço da ignição.

Princípios da injeção eletrônica A injeção e ignição eletrônica são componentes comandados eletronicamente, utilizando sensores para
50 ATA
50 ATA
O fato de ser comandado eletronicamente a injeção eletrônica supera os limites mecânicos do sistema carburado,

O fato de ser comandado eletronicamente a injeção eletrônica supera os limites mecânicos do sistema carburado, conseguindo uma precisão de leituras de inúmeros parâmetros com uma grande precisão. Obtendo grandes vantagens sobre aquele:

  • 1. Conformação com as normas anti-poluição vigente no país (CONAMA E PROCONVE). A medida que o homem conscientiza-se da necessidade de diminuir drasticamente a emissão de poluentes, os órgãos governamentais estabelecem metas gradativas para redução de emissão de gases tóxicos como exemplo: Monóxido de carbono (CO) e os hidro-carbonetos (HC) são resultados de uma queima incompleta de combustível. Uma grande redução desta emissão e obtida através de uma mistura ar-combustível muito próxima do ideal (relação esteiquiometrica) e a atomização do combustível pela injeção de combustível resulta em uma mistura mais homogênea, como também a precisão do mapeamento do ponto e avanço de ignição faz com que o combustível seja queimado no momento exato. Tudo isto resultando em uma queima quase completa do combustível. Além de todos estes dispositivos. A injeção eletrônica conta com analisadores de gases e dispositivos que reciclam estes.

  • 2. Óxido de Nitrogênio (NO x ) são muito mais prejudiciais do que o (CO) devido as altas temperaturas da câmara de combustível. Podem ser controladas usando dispositivos que esfrie a temperatura da queima como a recirculação dos gases.

ATA 51
ATA 51
 Esta em estudo a possibilidade de os Aldeidos
Esta
em
estudo
a
possibilidade
de
os
Aldeidos

provocarem tumores por exposição deste poluente. Poluente este gerado pela queima incompleta do álcool. Um problema que pode ser sanado da mesma forma que os motores à gasolina.

 Esta em estudo a possibilidade de os Aldeidos provocarem tumores por exposição deste poluente. Poluente
52 ATA
52 ATA
7. Eu k) eu l) tu m) ele n) nós o) vos 8. tu a) eu
7. Eu k) eu l) tu m) ele n) nós o) vos 8. tu a) eu
  • 7. Eu

k)

eu

l)

tu

m)

ele

n)

nós

o)

vos

  • 8. tu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

  • 9. ele

k)

eu

l)

tu

m)

ele

n)

nos

o)

vos

Questionário

ATA 53
ATA 53
Tipos de sistemas de injeção/ignição eletrônica Sistemas monoponto Single Point Os sistemas monopontos possui (um injetor

Tipos de sistemas de injeção/ignição eletrônica

Sistemas monoponto Single Point

Os sistemas monopontos possui (um injetor para todos os cilindros) e montado acima da borboleta de aceleração. É conhecida como injeção central de combustível e injeção no corpo de borboleta. A freqüência dos pulsos é determinado pela rotação do motor, um pulso para cada centelha de ignição (tipo síncrono), porem em algumas fases a injeção e do tipo assíncrono em freqüências superior ou inferior a do centelhamento em fases como partida, aceleração, desaceleração e plena potência.

Tipos de sistemas de injeção/ignição eletrônica Sistemas monoponto Single Point Os sistemas monopontos possui (um injetor
54 ATA
54 ATA
ATA 55
ATA 55
ATA 55
ATA 55
ATA 55
56 ATA
56 ATA
56 ATA
56 ATA
Sistemas multiponto Os sistemas multiponto possui um eletroinjetor independente para cada cilindro do motor localizados antes

Sistemas multiponto

Os sistemas multiponto possui um eletroinjetor independente para cada cilindro do motor localizados antes da válvula de admissão injetando combustível na base desta e em conseqüência depois da borboleta de aceleração e por estas características o sistema multiponto possui as seguintes vantagens sobre o monoponto:

Não ocorre condensação de combustível no coletor de admissão pois o combustível e injetado diretamente na base da válvula de admissão.

Oferece resposta mais

rápida

pois

o

fluxo

do

ar

combustível

no

coletor

de

admissão

permite

maior

enchimento dos cilindros em

todas

as

rotações

e

dependendo da sofisticação da abertura dos eletroinjetores, ainda pode oferecer um tempo de injeção diferenciado para cada cilindro. Sistema simultâneo ou Full-Group os eletroinjetores estão eletricamente ligados em paralelo geralmente de 2 pulsos injetores para cada giro da arvore de manivelas, A injeção ocorre simultaneamente para todos os cilindros. Em cada cilindro em um total de 4 injetadas até a abertura da válvula de admissão aspirar a sua mistura ar-combustível.

O sistema multiponto ainda se divide em:

Sistema seqüencial fasado

Semi-seqüencial

ATA 57
ATA 57
Sistema Seqüencial fasado Neste sistema o eletroinjetor é acionado de forma independentes para cada uma. Na

Sistema Seqüencial fasado

Neste sistema o eletroinjetor é acionado de forma independentes para cada uma. Na mesma seqüência da ignição do motor e no momento da abertura da respectiva válvula de admissão. Tem como vantagem sobre o simultâneo ao injetar o combustível somente na fase de abertura da válvula sendo aspirado imediatamente para dentro do cilindro.

Semi-seqüêncial

No sistema semi-seqüêncial de injeção são acionados aos pares reunindo características do sistema Full-Group para alguns cilindros e seqüencial fasado para outros. Os sistemas divididos por estratégias utilizam 2 métodos:

Métodos indiretos.

  Métodos diretos.

Sistema Seqüencial fasado Neste sistema o eletroinjetor é acionado de forma independentes para cada uma. Na
58 ATA
58 ATA
As vantagens do sistema multiponto são  Rendimento volumétrico  Mistura estequiométrica  Mistura homogenizada 

As vantagens do sistema multiponto são

Rendimento volumétrico

Mistura estequiométrica

Mistura homogenizada

Atomização

Taxa de compressão

Detonação

LDI Limite de detonação ideal

Taxa de compressão

Potência

Combustão completa

Síncrono

Assíncrono

Freqüência

Tempo básico de injeção

Rendimento volumétrico

ATA 59
ATA 59
Estratégia adotadas dos sistemas Os sistemas de injeção podem usar métodos diretos ou indiretos para definir

Estratégia adotadas dos sistemas

Os

sistemas

de injeção

podem

usar métodos

diretos

ou

indiretos para definir o tempo básico e são divididos em 4 grupos :

  • 1. Mapeamento ângulo X Rotação: o tempo básico de injeção utiliza um mapeamento que é delineado em ensaios de bancada e gerados na memória permanente do calculador. O mapeamento gráfico considera o ângulo da borboleta de aceleração e da rotação do motor básicos de injeção.

  • 2. Densidade X Rotação: usa um método indireto como estratégia para definição do tempo básico de injeção do fluxo da massa de ar admitida, que determina a leitura da rotação do motor, pelo volume de ar admitido nos rendimentos volumétricos cilindros e pela densidade do ar (determina através de parâmetros dos sensores de pressão do coletor de admissão e de temperatura do ar).

  • 3. Fluxo de ar: o tempo básico de injeção é calculado, diretamente em função da vazão de ar admitido por uma palheta de arraste sensor que move um potenciômetro de temperatura do ar (debímetro). O volume é corrigido em função do efeito da variação da temperatura e de pressão do ar admitido.

  • 4. Massa de ar: o tempo de injeção é calculado diretamente em função do medidor de massa de ar (sensor de fio quente ou térmico) montado na entrada do coletor de admissão, onde este sensor e aquecido a temperatura constante e a massa de ar que transpassa causa diminuição da temperatura medindo-a funcionamento já corrige automaticamente, as variações da pressão e até de umidade relativa do ar.

60 ATA
60 ATA
Sensor de rotação e P.M.S Sensor Indutivo O sensor de rotação e referência da posição angular

Sensor de rotação e P.M.S

Sensor Indutivo

O sensor de rotação e referência da posição angular do motor (identificação do P.M.S) pode estar fixo na tampa dianteira de distribuição, tomando referência na polia que possui roda fônica. Ou na carcaça da embreagem, tomando referência na roda fônica do volante do motor (quando por indutivo). Os sensores indutivos, também conhecidos por sensores magnéticos, são formados basicamente por uma bobina enrolada em um imã permanente e um disco dentado (roda fônica). A partir das primeiras rotações do motor, os dentes da roda fônica passam pelo sensor e o campo magnético sofre uma distorção, que produz uma tenção induzida na bobina. Monitorando o tempo necessário para o disco completar uma volta é possível determinar a velocidade do mesmo. O número de dentes varia de acordo com o fabricante, o disco de 4 dentes e utilizado no sistema I.A.W.P.8, da Mangnetti Marelli.

Sensor de rotação e P.M.S Sensor Indutivo O sensor de rotação e referência da posição angular
Sensor de rotação e P.M.S Sensor Indutivo O sensor de rotação e referência da posição angular
ATA 61
ATA 61
Desenho Fig. 1.22 – Pag30 – Eletrônica de veículos II. Já outro sensor possui 60-2 dentes

Desenho Fig. 1.22 Pag30 Eletrônica de veículos II.

Já outro sensor possui 60-2 dentes (58 dentes e uma falha referente a 2 dentes, utilizado pela Bosch e Mangnetti Marelli). A tensão de pico (tensão induzida) varia de poucos volts a baixa rotação a algumas dezenas de volts em altos giros. E a carreira de sinais analógicos do diagrama 13, produzidos pela F.E.M a cada 6grau (distância média entre dentes), são enviados para um circuito (conversor análogo) digital que os utiliza para:

O cálculo com

notável

precisão do n

de

rotação do

motor. O cálculo do avanço ideal (descrito sua estratégia mais adiante). Para o perfeito funcionamento do sensor é de extrema importância que a distância entre o núcleo do sensor e a extremidade do dente esteja entre 0,4 a 1,0 MV. O sensor é protegido dos distúrbios elétricos por uma adequada luva com malha. Uma segunda luva em P.V.C de cor branca o protege de altas temperaturas.

Desenho Fig.13 Pag 90 injeção SPI FIAT.

62 ATA
62 ATA
Sensor de efeito Hall Quando um semicondotor, percorrido por uma corrente elétrica é exposto a um

Sensor de efeito Hall

Quando um semicondotor, percorrido por uma corrente elétrica é exposto a um campo magnético, uma D.D.P aparecerá entre suas extremidades, este efeito é conhecido como efeito Hall. É amplificada por um circuito eletrônico e enviado para o calculador que determina a rotação e o P.M.S. O funcionamento de um sensor Hall será melhor descrito no sensor de fase. Inclusive está localizado no distribuidor onde uma define P.M.S e outra janela o P.M.S de um cilindro específico.

Sintomas de efeito

Motor não funciona

Testes de defeitos:

  • 1. Medir a resistência do elemento indutivo ou sinal de tensão gerada pelo sensor quando rotacionando a roda fônica (tipo induzido).

  • 2. Testar a continuidade dos cabos inclusive massa.

  • 3. Testar saída da alimentação do calculador de uma D.D.P para o senso (tipo Hall).

  • 4. Testar a freqüência do sinal alterado (quadro para o sensor Hall e pulsente para o sensor indutivo) onde através de um osciloscópio pode se observar cada transferência tensão X tempo (MS).

ATA 63
ATA 63
Sensor medidor de massa de ar Funcionamento: O rendimento de um sistema eletrônico de injeção depende

Sensor medidor de massa de ar

Funcionamento:

O rendimento de um sistema eletrônico de injeção depende fundamentalmente da exatidão da medida da quantidade de ar admitido pelo motor, pois as principais variáveis que determinam a duração da injeção são:

A quantidade de ar admitida pelo motor.

A velocidade do motor.

Um tipo de sistema de injeção muito usado é o que determina indiretamente a quantidade de ar aspirado através da informação recebida de um senso de pressão absoluta (descrita no sensor de pressão absoluta) e a velocidade do motor (descrita no sensor de rotação e P.M.S) que é corrigido por um sensor de temperatura que analisa a densidade do ar (descrito nos sensores de temperatura do

ar).

Na maioria dos sistemas de injeção multiponto a quantidade de ar admitido é medido diretamente por sensores de fluxo de ar mais um sensor de temperatura ou um outro sistema que mede a massa de ar através de um filme quente ou fio quente.

Sensor medidor de massa de ar Funcionamento: O rendimento de um sistema eletrônico de injeção depende
64 ATA
64 ATA
Sensor de fluxo de ar (debímetro) O ar que flui no sentido do corpo da borboleta

Sensor de fluxo de ar (debímetro)

O

ar

que

flui

no

sentido do corpo da borboleta passa

anteriormente por palhetas no formato de asa, fazendo-a girar a um ângulo , que será lido por um potenciômetro. O retorno da palheta é feito através de uma mola helicoidal. As desvantagens do sistema de medição por debímetro esta na utilidade de peças móveis.

Sensor por filme quente ou fio quente

O sensor utiliza como processo de leitura uma ponte Wheatstons aquecida (elemento de fio quente ou filme quente) onde uma de suas resistências esta em contato com o fluxo de ar com troca de calor, desequilibrando assim a ponte e gerando um sinal proporcional a quantidade de ar admitido, o sinal é ampliado e enviado a C.P.U.

Este tipo de sensor é classificado como “Dispositivo térmico de medida“ e todo ar que flui de forma quase irrestrita ao motor

passa por ele. Sua medida toma em conta a temperatura do ar, a pressão barométrica (em função da altitude) e a umidade, graças a seu princípio de funcionamento. Esta técnica já era usada na medição em anemômetros (aparelho que medem a velocidade dos ventos) igualmente em automobilística este dispositivo utiliza um fio fino aquecido que é um dos braços da ponte de Wheatstone. Este fio quente troca de calor com fluxo de ar, diminuindo sua resistência e desequilibrando a

ponte convertendo o calor perdido na dependência da velocidade do ar.

Desenho fig 6.3 Pag 6.4 EB561.

ATA 65
ATA 65
Em ambos os modos o fio é aquecido por uma corrente que passa por ele, no

Em ambos os modos o fio é aquecido por uma corrente que

passa por ele, no caso (). O circuito trabalha com uma fonte de corrente constante e neste caso o desequilíbrio da ponte produz uma saída de tensão ESAI.

Uma

resposta

mais

rápida

se

obtêm

com

o

circuito

apresentado em (), chamado de modo de temperatura constante, neste circuito o desequilíbrio da ponte aumenta a saída de um amplificador, medida com ESDI, até que o fio volte a sua temperatura original. Estes sensores trabalham em um tubo de seção conhecida, daí obtêm o fluxo de massa de ar.

Sintoma:

Funcionamento irregular do motor em todas as fases

Teste

Testar

o

sinal

de

saída

que

deve

ser

contínuo

e

proporcional

a

massa

de

ar

admitida

(acelerando

o

veículo). Se não apresentar sinal, verificar alimentação de um D.D.P.

66 ATA
66 ATA
Sensor de posição de borboleta Funcionamento: A informação sobre a posição do acelerador ou posição da

Sensor de posição de borboleta

Funcionamento:

A informação sobre a posição do acelerador ou posição da borboleta é uma das entradas mais importante enviadas ao calculador. Para controlar o combustível e outras saídas do calculador. A medida que se abre a borboleta um cursor desloca na pista do potenciômetro (única ou dupla) variando a resistência e a diferença de potencial de saída. Quando o potenciômetro possui duas pistas, a primeira age em pequenas aberturas angulares enquanto a segunda age em grandes aberturas, isto aumenta a precisão de leitura. O potenciômetro também sinaliza borboleta totalmente aberta e borboleta totalmente fechada.

Através de interruptores

Sensor de posição de borboleta Funcionamento: A informação sobre a posição do acelerador ou posição da
ATA 67
ATA 67
O potenciômetro está conectado a um fios de 3. Os terminais externos do potenciômetro estão conectados

O potenciômetro está conectado a um fios de 3. Os terminais externos do potenciômetro estão conectados entre uma fonte de 5 V de tenção de referência e a massa. Quando o acelerador se encontra na posição de marcha lenta, o cursor do potenciômetro se encontra próximo a 5 V. Quando a válvula do acelerador estiver na posição totalmente aberta, o curso detectará uma tensão próxima a 5 V.

O potenciômetro está conectado a um fios de 3. Os terminais externos do potenciômetro estão conectados
O potenciômetro está conectado a um fios de 3. Os terminais externos do potenciômetro estão conectados

Desenho 7.1 Pag 7.2 EB561

O sensor envia ao calculador informação sobre a velocidade de marcha lenta e a aceleração permitindo ao calculador controlar o motor quando ha defeito em sensores ou componentes do sistema. Deste modo o motor funciona com dificuldade e é chamado de trabalho em modo de respaldo, que também usa de referência o sensor de rotação e o P.M.S, comparando suas informações com a de outros sensores. O calculador irá detectar falhas dos sensores, componentes defeituosos e determinará códigos de falhas como exemplo: Código 33 Sensor MAF. O código 33 aparecerá quando:

O motor está em marcha lenta (RPM baixas).

68 ATA
68 ATA
  TPS é 10% ou menos. Sinal do MAF indica que fluem mais de 150
TPS é 10% ou menos.
Sinal do MAF indica que fluem mais de 150 gramas de ar
por segundo (alta freqüência).

Interruptores de posição do acelerador

Os interruptores de posição da borboleta ou acelerador pode vir integrado a um sensor de potenciômetro ou sozinho. Também

pode vir sinalizando 2 posições do acelerador, “marcha lenta” e “carga máxima”. Quando a válvula do acelerador encontra-se na posição de marcha lenta (menos de 1.5 o da posição totalmente fechada) o interruptor de marcha lenta deverá estar fechado. Quando a válvula do acelerador se abre a 50 o ou 60 o a placa de comunicação de contorno fecha os contados de carga máxima. Os pontos de abertura e fechamento destes interruptores são críticos. Um mal ajuste no interruptor da posição do acelerador pode causar um mal funcionamento da injeção. Uma das funções do interruptor de marcha lenta, quando fechado é ativar o corte do excesso de combustível. Ao ativar os contatos de carga de máxima a mistura é

enriquecida e seu enriquecimento é denominado de “válvula do

acelerador aberto totalmente” ( WOT – Wide open Thrttle). Quando o sensor de posição da borboleta possui

potenciômetro e interruptores este terá 4 terminais conectados ao calculador.

Fig 7.3 Pag 7.5 EB561

Este dispositivo tem 2 conjunto de contatos deslizantes ligados ao eixo da válvula do acelerador e deslizam sobre pistas semicirculares quando o eixo é girando, o contato superior conecta o

ATA 69
ATA 69
sinal de marcha lenta (IDL) a primeiro terminal o contato deslizante inferior permite receber uma saída

sinal de marcha lenta (IDL) a primeiro terminal o contato deslizante inferior permite receber uma saída de tensão linear a partir do terminal VTA (3 o terminal), proporcional a posição do acelerador.

Desenho com texto Fig 7.4 Pag 7.6 EB561.

Através de interruptores.

Sintomas

Testes:

Testar a tensão de saída (entrada e faixa), a medida que

abre a borboleta a tensão aumenta. Se não há sinal que certifique a alimentação de D.D.P.

Pode-se medir a variação de resistência do sensor, variando a abertura da borboleta, quando houver pista dupla, testar nas 2 saídas, observando se a interrupção de sinal de totalmente fechada a totalmente aberta.

70 ATA
70 ATA
Sensor medidor de pressão em altitude Funcionamento: Ligado através de uma mangueira ao coletor de aspiração

Sensor medidor de pressão em altitude

Funcionamento:

Ligado através de uma mangueira ao coletor de aspiração fornece a informação de pressão absoluta ao calculador. Considerando o seu diagrama semi-condutor, que se deforma sobre ação da pressão e sua variação de resistência elétrica o sensor funciona assim:

Desenho Fig 1.18 - Pag 27 Eletrônica de veículos II.

A variação de pressão causa um desbalanceamento de uma ponte Wheatstone que estão serigrafados em um membrana o qual um de seus lados comunica com a pressão atmosférica e o outro com pressão de coletor de admissão, deformando os extensômetros da ponte.

O divisor de tensão formado por R1 e R2 produz uma tenção de referência Va que permanece constante. O divisor de tensão formado por R3 e pelo sensor SG produz uma tensão Vb que varia com a pressão aplicada. Uma diferença de potencial (D.D.P) Vab é então amplificada, gerando a tensão de saída do sensor e enviando a um conversor AD no calculador que irá transformar os sinais de tensão em código digitais. Esta informação é utilizada para calcular a massa de ar admitido e o avanço da ignição. Quando se liga a ignição sem entanto fazer funcionar o motor, o sensor fornece a pressão barométrica do local, assim o calculador estima a variação de altitude que influencia sensivelmente o funcionamento do motor.

ATA 71
ATA 71
Existe também sensores do tipo capacitativo, onde a
Existe
também
sensores
do
tipo
capacitativo,
onde
a

informação de pressão é transmitida em função da variação da

freqüência.

Sintoma:

Motor oscila em todos variação de aceleração.

os regimes, inclusive quando há

Teste.

Testar sinal de saída (deve ser continua, proporcional a pressão) com auxilio de uma bomba de vácuo ou com o motor em funcionamento.

Se

não

sinal, verificar se há uma alimentação de

D.D.P.

 
72 ATA
72 ATA
Sensor medidor de temperatura (ar e água) NTC Funcionamento: Composto por um terminal do tipo NTC

Sensor medidor de temperatura (ar e água) NTC

Funcionamento:

Composto por um terminal do tipo NTC montado no ponto de saída do liquido de arrefecimento do motor. Este sensor é uma resistência que a medida que se eleva a temperatura sua resistência diminui e consequentemente a D.D.P. O circuito para monitorização do sensor de temperatura de água e a sua curva praticamente iguais ao sensor de temperatura do ar e o sensor de temperatura da água fornece ao calculador informa para controle de funcionamento do motor na fase fria e quente, como rotação da marca lenta, quantidade de combustível a ser injeção e o avanço de ignição.

Desenho 1.11 Pag 23 Eletrônica de Veículos II.

Sensor medidor de temperatura (ar e água) NTC Funcionamento: Composto por um terminal do tipo NTC
Sensor medidor de temperatura (ar e água) NTC Funcionamento: Composto por um terminal do tipo NTC

O calculador monitor a variação de resistência do sensor através de um divisor de tensão. O conversor AD funciona como um voltímetro que transforma os sinais analógicos de tensão em sinais digitais (códigos binários) e através de tabelas ou mapas memorizados internamente, o

ATA 73
ATA 73
calculador reconhece instantaneamente a temperatura do ar e da água. O resisto RI é parte do

calculador reconhece instantaneamente a temperatura do ar e da água.

O resisto RI é parte do divisor de tensão, a fim de proteger o sistema contra curto circuito, limitando o corrente de saída. No caso do sensor de temperatura do ar as informações são utilizadas pelo calculador para determinar a massa de ar que esta sendo admitida e em alguns casos pode auxiliar na determinação do avanço de ignição.

Sintoma:

Motor oscila em todos

os

regimes

e

é verificado

maior

variação com o aumento de temperatura.

Testes:

Medir sua resistência.

Medir a variação de tensão mediante a variação de

temperatura.

calculador reconhece instantaneamente a temperatura do ar e da água. O resisto RI é parte do
calculador reconhece instantaneamente a temperatura do ar e da água. O resisto RI é parte do
74 ATA
74 ATA
Sonda Lambda Sonda Lambda tem a função de manter a relação ar- combustível perto da estequiométrica

Sonda Lambda

Sonda Lambda tem a função de manter a relação ar- combustível perto da estequiométrica através do sensoriamento da concentração de oxigênio nos gases de escape e está instalado no coletor de escape antes do catalizador (este depende deste controle, caso contrario se deterioraria com gases provenientes de uma mistura muito pobre ou muito rica).

Constituição e funcionamento.

O sensor consiste se um núcleo de cerâmica de dióxido de Zircônio ZRO 2 recoberto por eletrodos porosos de platina, onde o interior do núcleo esta em contato com o ar atmosférico que contém aproximadamente 21% de oxigênio e o externo está em contato com os gases aquecidos, já nestes gases estão presentes pequenas quantidades de oxigênio, que depende da relação ar-combustível da mistura rica o conteúdo do oxigênio de escape fica entre 0.1 % a

0.3%.

O eletrodo de platina atua como catalizador, fazendo com que os íons de oxigênio migrem do lado do ar livre até ao eletrodo de escape, participando do processo químico os íons deixam lá elétrons em excesso tornando o eletrodo sensor negativo (lado gases do escape) e o eletrodo de ao livre que entrega os elétrons se torna positivo, esta ionização cria uma D.D.P entre os eletrodos internos para o externo. Quando a mistura queimada esta pobre esta tensão e de aproximadamente 100MV, devido a grande porcentagem de oxigênio presente nos gases de escape (2% ou mais) que combinam com uma alta taxa de oxigênio que permanece na vizinhança do eletrodo negativo, mais a fraca migração para este eletrodo.

ATA 75
ATA 75
Quando a mistura queimada esta rica a tensão dos eletrodos pode chegar entre 80MV e 100MV,

Quando a mistura queimada esta rica a tensão dos eletrodos pode chegar entre 80MV e 100MV, onde a concentração dos gases de escape ficam entre 0.1% e 0.3%, esta alta tensão e provocada pelo elevado grau de oxidação catalítica, com um grande número de íons de oxigênio migrando para o eletrodo negativo. Um súbito aumento de tensão do sensor se faz na transição da mistura pobre para a rica. Um gráfico mostra a característica da tensão de um sensor de

O 2 em temperatura ideal de funcionamento entre 600 o C e 800 o C, onde a temperatura mínima de funcionamento é de aproximadamente

  • 350 o C.

O

eixo

horizontal

da figura

é

o

fator de

excesso

de

ar

representado pela letra grega (Lambda) que indica a razão de equivalência dado o fator.

Massa atual de ar admitido

=

ar teoricamente necessário

Este fator de excesso de ar indica

=1

  • Mistura estequiométrica

<1

  • Mistura rica

>1

  • Mistura pobre

Como demostrado a zona de transição da mistura rica para a pobre fica entre 400MV e 500MV.

Desenho Fig 14.5 Pag 14.6 EB561

76 ATA
76 ATA
Os sensores pelo fato de trabalharem somente com uma temperatura elevada muitos possuem um elemento de

Os sensores pelo fato de trabalharem somente com uma temperatura elevada muitos possuem um elemento de calefação (uma resistência seja atingida rapidamente onde a temperatura de aquecimento é atingida de 20 a 30 segundos dependendo do modelo da sonda, esta pode conter 1 (sinal), 2 (sinal, aterramento), 3 (sinal, aterramento e alinhamento) e 4 (sinal, aterramento, alinhamento e resistência).

Quando o sensor ainda não atingiu a temperatura mínima de

funcionamento o sistema de injeção trabalha do modo “laço aberto”, ou

seja não efetua correções baseadas no teor de oxigênio dos gases de

escape.

Os sensores pelo fato de trabalharem somente com uma temperatura elevada muitos possuem um elemento de
Os sensores pelo fato de trabalharem somente com uma temperatura elevada muitos possuem um elemento de
ATA 77
ATA 77
Processo de controle de laço fechado. Sempre que o sistema trabalha em função da resposta gerada

Processo de controle de laço fechado.

Sempre que o sistema trabalha em função da resposta gerada pela sonda Lambda diz-se que ele está no modo de operação em circuito fechado (Closed Loop).

Processo de controle de laço fechado. Sempre que o sistema trabalha em função da resposta gerada
78 ATA
78 ATA
Um circulo monitor do sensor inabilita o sensor em situações que o enriquecimento ou empobrecimento da

Um circulo monitor do sensor inabilita o sensor em situações que o enriquecimento ou empobrecimento da mistura, onde o fator Lambda é desconhecido pelo módulo, o sistema opera em circuitos aberto (Open Loop), exemplo:

Ao ligar o motor.

40C.

Durante enriquecimento posterior ao motor ligado,

Quando e sensor está em baixa temperatura de trabalha.

Quando a temperatura do refrigerante está abaixo de

Durante o enriquecimento por carga máxima.

Durante o corte por excesso de combustível.

Quando o sensor ou seu circuito tenham falhado.

O

ciclo

de controle

se repete

8

ou mais

vazes cada 10

segundos. As flutuações de tensão UNo ciclo de controle são indicadas com uma base de tempos, a tensão se desloca por cima e por baixo de uma linha estequiométrica de 0.5V, esta tensão é injetada no comparador do calculador que usa a referência de 0.5V. O comparador modifica sua saída de 0 a 12V, no momento que a tensão cruza a linha de 0.5V da zona rica para zona pobre. A saída do comparador carrega um condensador em circuito integrado, sua tensão sobe moderadamente quando a

tensão cruza a linha de 0.5V no sentido “rico “, a saída do comparador cai para zero e as tensões de correção, são baseadas na tensão do integrador, assim as alternações da relação ar combustível não abruptas, o que faria a tendência do automóvel “pular”.

ATA 79
ATA 79
Sintomas: Motor oscila, inclusive na marcha lenta Testes:  Quando a sonda atingir temperatura de funcionamento

Sintomas:

Motor oscila, inclusive na marcha lenta

Testes:

Quando a sonda atingir temperatura de funcionamento gerará um sinal de tensão que irá variar de 0mv a 950mv, variando de acordo com a relação estequiométrica, acelerando o motor, O sinal deve variar.

Valores

fixos

podem

indicar

falhas

da sonda

ou

do

aquecimento da sonda,

mas

o

valor da sonda

pode ser

confundidas por falhas de outros sensores ou defeito do

motor comoção de sinal de totalmente fechada e totalmente aberta. Velas inadequadas ou desgastadas. Excesso de pressão na linha de combustível (defeitos diversos). Combustível adulterado. Consumo de óleo elevado. Catalizador obstruído. Silencioso obstruído. Falsa entrada de ar. Baixa compressão do motor. Mangueira do sensor de pressão furada ou obstruída. Eletro-injetor sujo.

80 ATA
80 ATA
Sensor de velocidade Funcionamento: O funcionamento é similar ao sensor de fase ou de rotação, tipo

Sensor de velocidade

Funcionamento:

O funcionamento é similar ao sensor de fase ou de rotação, tipo Hall também podem usar sensores do tipo indicado e o do tipo Led Foto-transistor. O led que é um diodo emissor de luz, quando alimenta corrente, luz pela qual é captada armadura por um foto-transistor gerando sinal de saída, uma com janela, obstrui a passagem de luz para o foto-transistor e a janela deixa o sinal ser emitido para o foto- transistor.

Sintomas:

Motor oscila em todos os regimes.

Sensor de velocidade Funcionamento: O funcionamento é similar ao sensor de fase ou de rotação, tipo
Sensor de velocidade Funcionamento: O funcionamento é similar ao sensor de fase ou de rotação, tipo
ATA 81
ATA 81
Testes: (o mesmo do sensor Hall)  O mecanismo de rotação pode estar partido. Acionado pelo

Testes: (o mesmo do sensor Hall) O mecanismo de rotação pode estar partido. Acionado pelo diferencial, este sensor gera um sinal elétrico, cuja freqüência depende da velocidade do veículo, reconhece as condições do veículo parado ou em movimento e a marcha engatada no momento, identificado da necessidade de enriquecimento, empobrecimento da mistura ou corte de combustível e correções na rotação de marcha lenta.

Sensor de detonação

Funcionamento:

Este sensor esta aparafusado diretamente no bloco do motor (através de um pequeno torque) de 1.5 a 2 KFFM, e do tipo prezo- elétrico que produz tensão elétrica quando recebe alguma vibração mecânica, este sinal é trabalhado no calculador por um conversor AD que transforma o sinal analógico em digital. O pulso gerado pela detonação, faz com que o cristal descrito gere um sinal de saída indicando que o calculador deve processar uma estratégia de atraso de ignição. Como não é possível determinar o limite da detonação (descrita no rendimento do motor no limite de detonação inferior sem que aconteça realmente) o sensor de detonação permite que o avanço de ignição trabalhe neste limite. Através de uma detonação esporádica o sensor transforma-os em sinais para o calculador que comandará a próxima ignição com um através de 2.8(valor utilizado como exemplo, fazendo uma contagem de ignições, de 40 a 120) dependendo da condição de trabalho do motor, começa a corrigir o ângulo inicial e se ocorrer

82 ATA
82 ATA
uma nova detonação a unidade continuará a atrasar a ignição até o máximo 14  .

uma nova detonação a unidade continuará a atrasar a ignição até o máximo 14. Este tipo de controle possibilita que um motor projetado para combustível extra (premium) possa trabalhar com combustível normal, no funcionamento do motor portanto haverá maior número de detonações e para que seja evitado e gravado no calculador um mapa específico de avanço para este 2 tipos de combustível que é reconhecido pelo calculador pelo nde ocorrências de detonação mudando de mapa específico, esta mudança não é percebida porque o ajuste do avanço se faz antes que a detonação seja audível; somente haverá leve perda de potência e aumento do consumo do combustível.

uma nova detonação a unidade continuará a atrasar a ignição até o máximo 14  .
ATA 83
ATA 83
Questionário 1. Eu a) eu b) tu c) ele d) nós e) vos 2. tu a)
Questionário 1. Eu a) eu b) tu c) ele d) nós e) vos 2. tu a)

Questionário

1.

Eu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nós

e)

vos

2.

tu

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

3.

ele

a)

eu

b)

tu

c)

ele

d)

nos

e)

vos

84 ATA

84 ATA
Rendimento do motor no limite de detonação inferior (LDI) Sabendo que a taxa de compressão e

Rendimento do motor no limite de detonação inferior (LDI)

Sabendo que a taxa de compressão e o avanço de ignição influenciam na ocorrência do fenômeno da detonação e estes dois fatores também influenciam no rendimento e na temperatura máxima dos gases de combustão, o motor poderá ser projetado de maneira que retire o máximo de potência com o mínimo de poluentes se a detonação for controlada dinamicamente pelo sistema de injeção.

Fig. A e B pag 24 Curso de injeção eletrônica (Fábio RVG).

A figura A, mostra o comportamento do motor (potência em função do avanço de ignição () para cada regime do motor existe um avanço ideal (i) que retira a potência máxima do motor e existe também, um avanço limite (LDI Limite de Detonação Inferior) acima do qual poderá provocar o fenômeno da detonação. A figuraB, mostra o mesmo comportamento em um motor com taxa de compressão elevada (i) com o limite de detonação inferior (LDI). Como os sistemas de ignição digital, apresenta a possibilidade de controlar o avanço de ignição muito próximo ao LDI, não se dispensa o ganho de potência (P) que pode ser tirado do motor. Já a temperatura dos gases de combustão tem influencia direta na formação de gases nocivos, esta influência será explicada posteriormente.

ATA 85
ATA 85
Funcionamento: Injetores Recebem o combustível do tubo de distribuição a uma pressão constante 1 bar (Injeção

Funcionamento:

Injetores

Recebem o combustível do tubo de distribuição a uma pressão constante 1 bar (Injeção monoponto) de 2,5 a 3,5 (Injeção multiponto) e os injetores atuam como válvulas operadas por solenóides onde a precisão da dosagem do combustível injetado será estipulado pelo calculador através do tempo de injeção (TI), onde a quantidade de combustível dosado depende o tempo de abertura do injetor.

O seu funcionamento é realizado através da chamada uma carga cíclica (duty-cicle) estipulada pelo calculador que energizará a bobina do solenóide que abrirá a válvula de agulha (presa a este por um pistão e normalmente fechada n f em sua sede através de uma mola helicoidal) por volta de 0,1 mm de sua sede, fazendo com, que o combustível pressurizado seja injetado através do orifício anular onde uma tubeira especialmente retificada que sobressai a válvula de agulha atomiza, o combustível. Os injetores multiponto são instalados no coletor de admissão onde assegure uma boa distribuição do combustível, com o mínimo de perda por condensação e são presos ao coletor por 2 O rings de borracha, onde o superior sela os injetores as conexões do trilho de combustível, interior serve:

Para evitar fugas do ar em direção ao coletor de admissão. Como isolante térmico, que evita formação de bolhas de vapor e melhorar as características do motor ligado a quente. Para evitar vibrações do motor.

86 ATA