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– Farol de Alexandria

• 165 m de altura;
• Introdução • Por mais de 1500 anos orientou
os navegantes do Mediterrâneo
– Trata-se de um dos mais até ser destruído por um
antigos sistemas construtivos terremoto no Século XIII.
utilizados pelo homem. – Idade Média
– Existem citações de sua • Castelos e Catedrais são
construídos: paredes com 2 a 2,5
aplicação desde os primórdios m de espessura;
da civilização.
– Século XVIII
• Pirâmide de Quéops
• Euler demostra
– 150 m de altura; matematicamente a resistência de
– 2.300.000 blocos pesando uma coluna, determinando a
entre 2 e 6 toneladas. importância da esbeltez nos
projetos de alvenaria

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Prof. Anderson

– Século XX
• A alvenaria deixa de ser arte e
– Século XIX passa a ser atividade científica,
• Surgimento do cimento com princípios normativos
hidráulico, nova opção de estabelecidos;
elemento estrutural: bloco de – Década de 40
concreto maciço; • Arquitetos e engenheiros
• EUA: mistura de cal virgem, europeus estudam o uso de
areia e cimento, compactados e armaduras, resultando em
vibrados;
paredes de menor espessura;
• INGLATERRA: Água quente
para acelerar a pega – 1943
– 1866 • Construção de Edifícios de
9 pavimentos com paredes
•Surgimento do bloco vazado,
de 22 cm de espessura em
feito em moldes metálicos: incia-
Copenhagem, Dinamarca.
se da produção industrial.

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– NATIONAL CONCRETE
MASONRY ASSOCIATION
– Década de 50 • Blocos produzidos com
•Experiências isoladas tornam-se equipamentos adequados
mais numerosas na Inglaterra, alcançam resistência de 400
Alemanha e Suiça; kgf/cm2
• Estruturas são projetadas com • Estuda-se o comportamento
18 pavimentos, utilizando-se
da alvenaria, investigando-se:
paredes com espessura de
15 cm. – esbeltez;
– 1963 – excentricidade;
– resistência ao vento;
• Structural Clay Products
Institute, atual THE BRICK – cisalhamento;
INSTITUTE OF AMERICA, – cargas permanentes e
estabelece um programa acidentais; e
nacional de testes em alvenaria. – momento fletor.

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cálculo e execução • Fundações especiais. Inicia-se uma • 12 pavimentos. projeto. com o • Estrutura em 64 dias. pavimentos. • CUSTO DE ALGUMAS OBRAS: – 1966 – Hanaley: • Norte-Americanos • 8 pavimentos. projetam o HANALEY • Estrutura em 8 semanas. Surgem. nova fase. projetos mais racionais.Ilha Solteira 4 Prof. de obras em alvenaria – Hamada Inn estrutural. Anderson . com 8 • US$115m2. – Country Hotel então. UNESP . desenvolvimento de • US$148/m2. normas para • 10 pavimentos. •US$115/m2. • 141 dias. HOTEL.

sendo pouco conhecida habitacionais. UNESP .000 m2: – O surgimento de novas – Central Parque da Lapa e indústrias e a formação de Novo Pacaembu.Ilha Solteira 5 Prof. • HISTÓRICO NACIONAL • preconceito. Em 3 anos foram pela maioria dos engenheiros. • dificuldade de adaptação. de qualidade.. – Conjunto Bresser III. construídos cerca de 200. a alvenaria –1967 a 1968 estrutural é recente . etc. Anderson . em SP. –Cenário: • técnica construtiva deficiente.final dos • Construção de conjuntos anos 60 . mudar este panorama. Grupos de Pesquisa tendem a – Conjunto Jorge Nogueira. etc – 1952: – Edifício Muriti em SJ • chega o primeiro equipamento Campos. – No BRASIL. 18 pavimentos. 16 pavimentos. – Camélias I e Camélias II em para produzir blocos de concreto Bauru SP..

Anderson . etc. • Possibilidade de construir – Edifício Muriti. • Possibilidade de execução de • Área: 15. • Surgimento de novas técnicas e – Camelias I e II em Bauru-SP • 200 edifícios de 4 pavimentos materiais. aproveitamento do terreno.000 m2.Ilha Solteira 6 Prof. • CONCRETO ARMADO – Surgimento no início do • HISTÓRICO NACIONAL Século XX – Conjuto Jorge Nogueira • 4 torres de 12 pavimentos. pavimento. executado em alvenaria estrutural armada. SJ Campos edifícios mais altos. com • Estrutura armada de blocos maiores dimensões. arquitetura estruturais de concreto. • Execução em 180 dias. obras mais arrojadas. mais rebuscada. UNESP . • blocos de alta qualidade. com maior • 16 pavimentos. com respaldo com 4 apartamentos por tecnológico e científico.

– Em países como Austrália. Alemanha e EUA. qualidade. – Com certeza. – Apresenta a possibilidade de – Concreto protendido. Anderson . estruturas metálicas. UNESP . – Estruturas metálicas. incorporar facilmente os conceitos – Pré-moldados de concreto. utilizado e aceito pela população. de produtividade. apresentando – Surgimento do aço e das avanços consideráveis. racionalidade e – Argamassa armada. • Últimos 30 anos: • HISTÓRICO NACIONAL – Alvenaria é sem dúvida o sistema mais pesquisado. este Alvenaria fica relegada em sistema construtivo é o mais segundo plano. – Concreto armado.Ilha Solteira 7 Prof. é o sistema • O mercado começa a ficar mais competitivo: construtivo mais econômico. Inglaterra.

Ilha Solteira 8 Prof. • LITERATURA 161 pg. C.br UNESP . Dissertação de Mestrado. Escola de Engenharia da UFRS – ABCP (BT-108) Alvenaria armada de blocos de concreto: ABNT prática recomendada. Estrutural 83 páginas.ufsc. 27 NBR 8797 páginas Execução e controle de obras – HUMBERTO RAMOS em Alvenaria Estrutural de Blocos Vazados de Concreto ROMAN (1999) – Construindo em Alvenaria TAUIL. A. JEFFERSON CAMACHO. Anderson . Editora Alvenaria armada da UFSC – Florianópolis SC Projetos Editores Associados www.editora.

Anderson . – Alvenaria Estrutural – Alvenaria Estrutural Protendida: Recebe Armada: Recebe armadura ativa de aço. Recebe armadura de aço – Alvenaria Estrutural: por necessidade Alvenaria com função construtiva. coeso e rígido. por tijolos ou blocos. formado • compressão. – Alvenaria Estrutural unidos ou não por Parcialmente Armada: argamassa. estrutural. armadura de aço por UNESPnecessidade . – Alvenaria: Conjunto • Excentricidades. • Resistir esforços de tração.Ilha Solteira estrutural: 9 Prof. • CONCEITOS • Absorver tensões de E DEFINIÇÕES tração.

adotados por um operário na • Podem existir vários métodos construção civil. ou seja. significa chegar a um fim. empregadas na procedimentos a serem construção civil. serem adotados para executar algo. Fica ser entendida como o implícita a necessidade de conjunto de procedimentos a organização. construtivas. seqüência de operações para saber fazer. Anderson . Isto habilidade para a execução significa que deve haver uma de alguma tarefa. • MÉTODO CONSTRUTIVO • TÉCNICA CONSTRUTIVA – Méthodos. adequadamente portanto. Pode também se obter um resultado. significa caminho para se – Techné. é o conjunto de organizadas. UNESP . – Método construtivo é o conjunto das técnicas – Técnica construtiva. do grego. do grego. 10 Prof.Ilha Solteira para se construir um edifício.

elevado níveil de um único processo organização. Anderson integrada . podendo ser edifício. geralmente. – É uma modo definido e – Fica implícita a noção de organizado de construir um conjunto. . mas. Exemplo: comum. entendida como um conjunto – Caracteriza-se pelo seu de elementos combinados em particular conjunto de um todo. CONSTRUTIVO tem múltiplos sentidos.Ilha Solteira 11 se inter-relacionam de forma Prof. constituído por construtivo na construção de elementos e componentes que um UNESP edifício. do grego. Alvenaria Estrutural de Blocos Cerâmicos – Sistema Construtivo é um • Obs: Podem existir vários processo construtivo de métodos. organizados para métodos utilizado na atender a um objetivo construção civil. • SISTEMA CONSTRUTIVO • PROCESSO – A palavra systema.

produção e muito bem definido: difusão de bens e serviços. • TECNOLOGIA • SISTEMA CONSTRUTIVO – É um conjunto sistematizado de – É um processo construtivo conhecimentos empregados de superior complexidade e na criação. empregando teorias e conclusões da ciência. – É um conjunto de elementos – Tecnologia Construtiva é o da construção entre os quais conjunto de conhecimentos existe uma relação bem científicos pertinentes ao definida. Anderson . empregada na sua – Estudo dos materiais e criação. modo de construir um • TECNOLOGIA edifício. técnica. UNESP . produção e difusão processos utilizados pela do modo de construir.Ilha Solteira 12 Prof.

sensível na tecnologia • Processo contínuo do fluxo existente em termos de de produção. mercado constitui-se numa • Substituição de operações inovação tecnológica quando manuais por processos incorporar uma nova idéia e mecanizados. método. UNESP .Ilha Solteira 13 Prof. • Processo em que se transfere processo ou sistema as operações do canteiro para construtivo introduzido no instalações fixas (fábricas). o termo TECNOLÓGICA industrialização adquire múltiplas conotações: – Um novo produto. qualidade ou integrando os seus diferentes custo do edifício. ou em estágios. repetitivos. • INDUSTRIALIZAÇÃO • INOVAÇÃO – Na construção civil. padronizando e desempenho. representar um avanço fabricação em série. algumas de suas partes. Anderson .

havendo. totalmente pré. portanto. verdadeira indústria. produtiva. Significa diversos insucessos (inclusive transformar a mentalidade em ações governamentais) artesanal da empresa de pois é preciso garantir a construção para uma continuidade da produção. • INDUSTRIALIZAÇÃO • INDUSTRIALIZAÇÃO – Segundo SABATTINI (1989). novos sistemas. tirar a construção da sua um verdadeiro salto caótica desorganização tecnológico. Atitudes apressadas e mal – Isto implica em adotar pensadas conduzem. Anderson . na criação de produção. UNESP . incapazes de fabricados. uma nova construção têm conduzido a concepção. do dia sofisticados processos de para noite.Ilha Solteira 14 Prof. noções equivocadas do que – Industrialização é uma ação seja industrialização da organizacional.

quantidade de variáveis. escolaridade dos operários.Ilha Solteira problema. em prol da – Diferentes pessoas. materiais. construção em todas as suas como p. Existe uma imensa recursos humanos. – Pode-se entender como cuja responsabilidade é sendo o uso do raciocínio. encontram diferentes soluções para o mesmo UNESP . Anderson racional. A melhor é a mais 15 Prof. pois não é fácil encontrar soluções – É o conjunto de ações que ótimas para todos os objetivam otimizar o uso dos problemas. a razão. . ou governamental. utilizando produtividade. tecnológicos e muitas das quais extrapolam os financeiros disponíveis na limites dos canteiros de obra. energéticos.ex. • RACIONALIZAÇÃO • RACIONALIZAÇÃO – É um processo complexo. da razão. O nível de fases.

perfeitamente como ele será etc). no determinadas propriedades todo ou em partes. portanto. edifício tem para ser construído.Ilha Solteira tomadas Prof. Um – É a propriedade inerente a produto deve apresentar um projeto de edifício. é um produto e deve satisfazer – Um edifício terá elevado determinadas exigências. • DESEMPENHO • CONSTRUTIBILIDADE – Comportamento de um produto em utilização. construído. hotéis. que que o habilitam a cumprir suas exprime a aptidão que este funções. A falta de informações implica em que – Com base nas exigências dos decisões importantes sejam usuários são definidos os UNESP . residências. 16 . Anderson pelos construtores. ou grau construtibilidade se seu necessidades do usuário projeto detalhar (escolas. requisitos de desempenho. – O edifício.

e denominação qualidade para • Controle de qualidade. existindo de critérios de desempenho. são chamados empresas indústrias. aspectos mais gerais e UNESP . operacionais para satisfazer as necessidades específicas da • Avaliação do desempenho.Ilha Solteira abrangentes. reservando-se a • Normatização. • QUALIDADE DO PROJETO • DESEMPENHO – As idéias relacionadas à qualidade dos produtos – Os requisitos. Qualidade. depois de transcendem os limites das quantificados. qualidade. Anderson . com técnicas • Elaboração de projetos. 17 Prof. e em todos os setores da poderão compor as suas atividade humana. especificações técnicas. podendo ser aplicado em: – Com o passar do tempo surgiu • Desenvolvimento de a idéia de Controle de produtos.

– Segundo PICCHI (1992), a
ISO-9004 pode ser adaptada à
• QUALIDADE DO PROJETO
construção civil, abrangendo
– Com a necessidade crescente seis itens de exigência:
integração econômica • Projeto;
internacional, a ISO -
• Materiais;
international Organization for
• Execução;
Standardization - antecipou-se
• Uso e Manutenção;
nas normas de gerenciamento
e garantia de qualidade. Após • Recursos Humanos; e
a aprovação da série ISO-9000 • Organização.
iniciou-se um grande – A preocupação com a
movimento, considerado hoje qualidade, portanto, deve
um marco histórico no existir já na fase de concepção
comércio das economias do projeto.
mundiais.
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– Estas cinco ações podem ser
estendidas às cinco fases do
• QUALIDADE DO PROJETO
Processo Construtivo:
– A qualidade na requer cinco • Planejamento, Projeto,
ações: Materiais, Execução, Uso e
• Definição, o que envolve Manutenção.
algumas especificações;
– Um novo enfoque, portanto,
• Produção, o que requer deve ser dado ao projeto, que
procedimentos;
não deve mais ser uma coisa
• Comprovação, pressupõe-se isolada.
controle do que é produzido;
– Deve existir uma nova filosofia
• Demonstração, que exige
de projeto, para que ele seja
algum controle de recepção; e
considerado um produto, na
• Documentação, que significa
qual se tem associada a idéia
arquivar o que foi produzido.
de qualidade.
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– A motivação para a
implementação da Qualidade deve
• QUALIDADE DO PROJETO estar vinculada à redução de custos
– Significados da Qualidade: finais, com os seguintes reflexos:
• maior competitividade;
• Consiste nas características do
• diminuição de desperdícios no
produto que vão ao encontro das processo de produção;
necessidades do cliente; • diminuição de custos com
• Qualidade é a ausência de retrabalho; e
falhas. • diminuição de trabalhos de correções
pós-entrega.
– Na construção industrializada
existe maior facilidade para se – Segundo dados do Instituto de
implementar os conceitos da Engenharia SP, perdemos 1/3 do
PIB devido à falta de investimento
qualidade, o que não acontece
em qualidade. A Construção entra
na construção tradicional. Mas a com 9% do PIB.
sua implementação, embora não
seja total, pode trazer avanços
para a produção.
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Ilha Solteira 21 Prof.5 falta de qualidade Custos devidos a atrasos 1. Anderson . 6% dos quais devem-se a projetos não otimizados (PICCHI.5 Reparos em obras já entregues 5 UNESP . Origem Desperdício (%) Geração de entulho 5 Espessuras adicionais 5 de revestimentos Dosagens de argamassa 2 e concreto não otimizadas Reparos e Resserviços 2 Projetos não otimizados 6 Perda de produtividade por 3. 1993).• QUALIDADE DO PROJETO – Estima-se que 30% do custo de uma obra seja desperdiçado no Brasil.

Quality for building users throughout the world UNESP . Projeto Patologias na como: Construção Execução • modificações no transcorrer Materiais das obras. • detalhamento insuficiente Execução rápida do projeto. • não cumprimento das especificações Uso em obra.Ilha Solteira 22 Prof. 1989) diferentes projetos. • inexistência de coordenação entre (Motteu e Cnudde.• QUALIDADE DO PROJETO – Grande parcela das perdas é causada por problemas Origem das Concepção e relacionados ao projeto. Anderson .

UNESP .Custo dentro da empresa. mudar o • Interpretação equivocada das estratégias. programas dos diversos setores de não vale mais o conceito de que atuação na empresa. portanto. Anderson . • É preciso. Preço = Custo + Lucro • Conflito entre objetivos a médio e longo prazos. o que as torna implantação de programas de superficiais e pouco eficazes no qualidade ajudam a enfrentar as sentido de gerar a transformação novas situações.Ilha Solteira 23 Prof. A marketing. dos processos. – Dificuldades de Implantação da Qualidade: • QUALIDADE DO PROJETO • Possibilidade de oposição entre – Em economias competitivas. – O equacionamento deve ser: • Disputas de espaço e poder Lucro =Preço de Mercado . que podem ser vistas enfoque de mercado para se garantir apenas como instrumento de uma perspectiva de atuação.

• QUALIDADE DO PROJETO Marketing e pesquisa Projeto e – Ciclo da Qualidade e o Projeto especificações • A NB-9004 (ISO 9004): Disposição Gestão da Qualidade e após uso Aquisição Elementos do Sistema Utilização Planejamento da Qualidade: o ciclo Consumidor/ do processo da qualidade tem Cliente início na atividade Assitência Produtor/ de marketing e pesquisa técnica Fornecedor de mercado. Anderson . passando Produção pela engenharia de projeto Instalação e operação e especificação e demais fases Inspeção que passam a compor a cadeia e ensaio produtiva. distribuição Embalagem UNESP .Ilha Solteira 24 Prof. até atingir a Venda e disposição após uso.

mas sim o comercialização inter-relacionamento das atividades. do usuário tendo como ponto de partida as necessidades do usuário. este Uso/ operação ciclo pode abranger um Necessidades e manutenção número menor de aspectos.• QUALIDADE DO PROJETO Fabricação de – Ciclo da Qualidade e o Projeto materiais e • A idéia do ciclo não é componentes a de se estabelecer uma Projeto Distribuição e seqüência. Anderson . UNESP .Ilha Solteira 25 Prof. Planejamento Execução da obra – Considerando as peculiaridades da Construção Civil.

relatórios e manutenção de registros. UNESP . – Recursos humanos. Anderson . – Auditoria da qualidade • Segundo a ISO-9004 todos os • QUALIDADE DO PROJETO elementos relativos ao sistema de qualidade devem ser auditados e – As ações em busca da qualidade avaliados periodicamente. – Documentação. operações e funcionários. processos. responsável pela qualidade. segundo normas específicas. materiais e •Valorizar a capacidade criativa e equipamentos. as seguintes atividades: • Implantar a garantia de – Estrutura organizacional. de auto controle dos – Área de trabalho. • Treinar posturas ativas frente – Verificação de conformidades aos clientes. qualidade por todos e não apenas – Procedimentos em um setor ou grupo administrativos. devem: • É preciso que se estabeleçam • Adotar mecanismos gerenciais Planos de Auditoria que incluam participativos e descentralizados.Ilha Solteira 26 Prof.

etc . Anderson . Pré-Fabricação – Desenhos de difícil – idem. • 3. Construção Civil – Condições de segurança – Informações para processos inadequadas. idem confusas. • 4. idem interpretação. • 1. • 5.. Geral – Ausência de relação de • QUALIDADE DO PROJETO pendências ou sua identificação. Montagem – Informações excessivas e – idem.. UNESP . de construção ineficientes. • Etc. • 2.Ilha Solteira 27 Prof. – Exemplo de itens geralmente – Finalidade de ordens de constantes em Laudos de serviço incorretas ou Auditoria: inexistentes. – Informação para processos de construção incorretos. – Documentação insuficiente. Necessidade de melhoria – Projetos de difícil execução.

Projeto Contratação Execução Uso e Manutenção Início Tempo Término UNESP . Anderson . •Construcion Industry Institute Capacidade de influênciar os custos Decisões tomadas no inicio têm Viabilidade maior capacidade de reduzir custos.Ilha Solteira 28 Prof.

Ilha Solteira 29 Prof. para ser mostrado a viabilização dos recursos aos clientes. para fazer financeiros. aguardando aprovações. pressão dos prazos. utilizado na execução das obras. com predomínio do – PROJETO: Dificuldades interesse pelo marketing. sendo este o foco das também na obtenção de fontes preocupações para se reduzir os de financiamento. – De modo geral. Anderson . UNESP . limita as arquitetura sofre grande possibilidades de intervenção. exceto na último. enfrentadas na obtenção da – O acabamento das obras. como instrumento a ser execução. se sobressai a preocupação com os aspectos • QUALIDADE DO PROJETO comerciais. – O detalhamento do projeto – O projeto serve para se obter fica em 2. ou por não se orçamentos. custos. permitir contratação considerar tal detalhamento e concorrência e apenas por importante. seja pelo – A contratação de projetistas é interesse em aprovação feita com base apenas no menor junto às prefeituras e preço. qualidade: personalizado em função da – A elaboração do projeto de vontade do comprador.o plano.

operação e manutenção. UNESP . que passa a ser • Relacionar as decisões do projeto entendido como instrumento com as informações advindas do fundamental para o aumento uso. através de um processo de retroalimentação que auxilie na integrando-se aos demais sistematização dos procedimentos processos que participam do de decisão. do projeto.Ilha Solteira 30 Prof. buscando iniciar o fabricantes e fornecedores de processo de modo se utilizar o materiais e componentes. • Estreitar as relações entre as • Compatibilizar projeto e atividades de projeto e as de suprimentos nas relações com planejamento. considerando-se as necessidades do – O Resultado deve ser uma usuário e reformulando as mudança estratégica no papel políticas de marketing. projeto de maneira estratégica. participante efetivo do ciclo da – Filosofia da Qualidade e qualidade. • Integrar projeto e execução. • Tratar o projetista como um • QUALIDADE DO PROJETO. estabelecendo procedimentos de acompanha-mento Projeto. ciclo da Qualidade. Anderson . da competitividade. É preciso: e controle dos projetos.

Ilha Solteira 31 Prof. devendo: – Equipe Multidisciplinar. compor a estrutura • conseguir o comprometimento organizacional. Anderson . devendo e decidir acerca da necessidade de ser baseada nos critérios voltados se contratar especialistas à qualidade. • saber usar a liderança em • É formada pelo elenco dos situações de impasse entre as especialistas envolvidos. experiência de projeto e também •A multidisplinaridade do de execução de obras. UNESP . PROJETO. mas flexível o trabalhos segundo um mesmo conjunto de diretrizes. processo requer orientação dos • deve ser crítico. de acordo bastante para avaliar a produção com os objetivos gerais. que irão áreas de interesse. cuja dos membros da equipe . pois isso pode condicionar o processo de qualidade. externos. configuração não deve ser • deve ser um profissional com estática nem padronizada... • É imprescindível que o coordenador da equipe possua • QUALIDADE DO características de liderança.

Ilha Solteira 32 Prof. uma equipe – Detalhamentos do produto e multidisciplinar e dos processos. –Metodologia de Desenvolvimento e Coordenação de Projetos: • QUALIDADE DO • O processo passa pelas seguintes PROJETO. projeto deve ser baseado – Análise dos Processos e no trabalho gerado por Formalização do Produto. etapas: – Resultado: – Idealização. profissional com – Entrega do Produto. – Concepção Inicial e Análise de • O desenvolvimento do viabilidade. UNESP . iterativa por um – Produção. adequada experiência em – Operação e Manutenção. projeto e execução. coordenada de forma – Planejamento. Anderson .

Prediais Orçamentista Estruturas Empreendedor Equipe Usuário Exigências Legais multidisciplinar ARQUITETO Eng.o de Eng. Anderson .o de Orçamentista Estruturas Eng.o Sistemas Prediais UNESP .Ilha Solteira 33 Prof. Empreendedor Usuário Exigências Legais ARQUITETO Arranjo tradicional Eng.o Sist.

esforços sinceros. Ela é resultado de propósitos elevados. Anderson . representando a escolha mais sábia dentre muitas alternativas.• QUALIDADE DO PROJETO A Qualidade não é acidental. liderança e comando inteligentes e execução competente.Ilha Solteira 34 Prof. UNESP .

experimentais de argamassa. tempo de pega. Anderson . • POZ: Pozolânico. • CPS: Comum sem adições. • Blocos e Tijolos. • Cal. são os seguintes: • AF: De Alto Forno. a Sulfatos. • CPE: Comum com Escória. • Encontram-se normatizadas as especificações mínimas a serem atendidas para cada tipo de cimento. • MRS: Moderada Resist. • Agregados. –Critérios para a escolha: • Argamassas. estabilidade. • Aço. • ARS: Alta Resistência a Sulfatos. • A melhor forma é efetuar dosagens • Grautes. retenção de água. e. • ARI: De Alta Resistência Inicial.Ilha Solteira 35 Prof. – Cimento Portland. UNESP . • Cimento. consistência. grautes e concretos. empregando os materiais da obra. como resistência. • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. – Os principais materiais utilizados • CPZ: Comum com Pozolana. etc.

como estabilidade. retenção de água. pois tem a superior a 6 meses. etc. mas também a procedência e a qualidade. procedimentos devem ser elabora-dos • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. • A cal proporciona melhores qualidade e condições de condições de trabalho para a armazenamento. para o recebimento da cal na obra no – CAL. sempre em local capacidade de proporcio-nar fluidez. ABPC. • É preciso. atendidas. contudo. escolher a cal de maneira criteriosa. – Assim como para o cimento.Ilha Solteira 36 Prof. que diz respeito à quanti-dade. – Assim como para o cimento. Anderson . evitando-se o coesão e retenção de água. argamassa enquanto esta ainda está – O prazo de estocagem não pode ser no seu estado fresco. módulo de número NBR-7175 e o selo da finura. UNESP . coberto e fechado. encontram-se normatizadas as – Não se deve considerar apenas especificações mínimas a serem o custo. capacidade de – A embalagem deve trazer o incorporação de areia. contato com superfícies úmidas.

pois não • Massa Específica. – Características importantes: • Umidade. • Têm somente a função de • Forma dos grãos. • Inchamento. casos do cimento e da cal. • Materiais Pulverulentos. existem grautes e concretos. material aglomerante (cimento e cal). UNESP . preencher os vazios e economizar o • Absorção de água. Anderson . • Teoricamente. no entanto. são considerados como materiais inertes.Ilha Solteira 37 Prof. que a • Matéria Orgânica. • CA60 .500 MPa. –ACO. • Sabe-se. • CA50 . • Granulometria. participam das reações químicas.600 MPa. como nos características das argamassas. – AGREGADOS. • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. • Abrasão. qualidade do agregado pode influenciar na resistência e em outras OBS: Da mesma maneira. especificações a serem seguidas.

podendo levar a • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. – Concreto. – Retração. no caso de – Massa específica. Anderson . resistência estão associadas com quebras • Podem ser de: de cantos. • É um aspecto subjetivo. Podem ser consideradas também a – Cerâmicos. UNESP . discordâncias entre consumidores e – BLOCOS E TIJOLOS. fornecedores. tijolo. esquadro são bastante importantes. – Concreto Celular. inclusive do ponto de vista estrutural. e. – Aspecto Visual. assim como a planeza e o – Dimensões. – Absorção de Água. – Aspecto Visual. • As principais características são: – Dimensões.Ilha Solteira 38 Prof. blocos de concreto ou concreto celular autoclavado. • As dimensões. – Resistência à compressão. trincamentos e deformações. – Absorção de água. • Os blocos e tijolos são a própria • As falhas perceptíveis com reflexos na essência da alvenaria. • Propriedade importante. integridade das arestas e vértices como a textura da superfície e a cor do bloco ou – Sílico-Calcários.

• TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. ao perderem esta umidade certamente – Absorção de água. em – Massa Específica função das características (densidade). Anderson .Ilha Solteira 39 Prof. Materiais • Geralmente a massa específica está saturados sempre ficam mais sensíveis relacionada com resultados de à ruptura. condições de umidade excessiva. • Bloco de concreto celular: tem a ver • No caso de blocos de concreto é com o peso da parede satura-da. de ser aplicado na alvenaria. – Retração por Secagem. Em condições ambientais a massa específica é maior. seco em estufa. • Tijolos e blocos assentados em • BLOCOS E TIJOLOS. – Umidade. irão introduzir tensões indesejáveis • Bloco de concreto: tem a ver com a permeabilidade da parede. na alvenaria. e preciso garantir que o material deve ser desconsiderada no esteja suficientemente curado antes dimensionamento. Em alguns casos pode-se ensaios realizados com o material chegar a reduções da ordem de 30% e isto deve ser considerado. UNESP . • Pode haver variação da umidade. higrotérmicas a que os blocos ou tijolos ficam sujeitos.

deformações.Ilha Solteira 40 Prof. UNESP . existentes na alvenaria. Existe forte influência da forma como as cargas são aplicadas e também de – propriedades no estado outros fatores sobre a resistência do endurecido. atuando • É a principal característica na como agente de acomodação de resistência de uma alvenaria. – propriedades no estado fresco. conjunto. • O resultado do ensaio de um bloco • As propriedades importantes da ou tijolo será bem maior do que a da argamassa dividem-se em dois grupos: alvenaria feita com esses materiais. tijolos entre si. transmitindo os esforços • BLOCOS E TIJOLOS. Anderson . • Através da dosagem procura-se estabelecer um traço com o qual se espera obter as propriedades importantes tanto no estado fresco como no estado endurecido. monolítica e. • Têm a função de unir os blocos ou • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. ao mesmo tempo. tornando-a – Resistência à compressão. e. – ARGAMASSAS.

A aderência é que faz da parede um elemento monolítico. permitindo a estabelecendo-se a sua correlação absorção de tensões tangenciais com outras propriedades. Depende também das características do bloco ou tijolo.Ilha Solteira 41 Prof. determinação pode ser tomada – É a forte ligação entre a argamassa e como parâmetro de qualidade. sofrer ruptura. – Deformabilidade. como (cisalhamento) e normais (tração). – Não é a sua principal característica. Argamassas – Requisitos da argamassa com baixo módulo de elasticidade são endurecida: capazes de absorver movimentos causados por retração hidráulica ou térmica. – É a capacidade de deformar-se sem • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. UNESP . aderência e durabilidade. É inversamente • ARGAMASSAS. mas a sua – Aderência. fissuras nas juntas de assentamento. proporcional à resistência. como textura da face de assentamento e absorção inicial de água. o bloco ou tijolo. impedindo o surgimento de • Resistência à compressão. Anderson .

– Requisitos da argamassa fresca: • Se não houver retenção de água. sendo • Pode ser conseguida ou melhorada avaliada apenas pelos fatores que com o emprego de aditivos. – Plasticidade. • Propriedade de reter a água de amassamento. Anderson . • Esta propriedade está intimamente ligada à trabalhabilidade. UNESP . nela influenciam. • Trabalhabilidade. como consistência. alinhamento e nível desejado. • Tem influência no rendimento do trabalho de assentamento dos blocos. – Deve permitir facilidade e • Facilidade para se acomodar na rápidez no assentamento dos posição desejada. impedindo que haja • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS.Ilha Solteira 42 Prof. – Retenção de Água. – Velocidade de endurecimento. blocos e tijolos. perda acentuada por evaporação ou • ARGAMASSAS. – É a propriedade mais importante da argamassa no estado plástico. mantendo prumo. plasticidade e coesão. certamente haverá prejuízo para as propriedades da argamassa endurecida. – É de difícil mensuração. pela absorção dos blocos e tijolos.

35 0.80 40 . . • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS.Depende da função a ser exercida 0.Cimento.2 70 .Cal.8 100 100 • Escolha da Argamassa: 2. 0.Não existe um único tipo de argamassa que seja o melhor para todos as aplicações .Ilha Solteira 43 Prof.40 10 .100 1.100 .6 40 .Cimentos e aditivos.4 90 . . % que passa nas peneiras Abertura Nominal (mm) BS 1200 ASTM C-144 4.Cimentos de alvenaria.Cal e cimento (mistas) – Granulometria recomendada.75 pela argamassa.100 95 .3 5 . Peneira . Anderson .100 70 . • Tipos de Argamassas: . .10 2 -15 . • ARGAMASSAS.Não se deve utilizar argamassa de maior resistência que a especificada no projeto UNESP .15 0 .

5 mm.5 6.0 11.Retração inicial.6 2. . A diferença está no iii 1 1 5a6 3.5 1.0 100% passando na # 12. Tipo Traço em Volume fa. UNESP .As principais propriedades no – Os ingleses utilizam traços estado fresco são: mantendo sempre a proporção 1:3 . espessura da parede).5 convencional.Consistência.É o material utilizado para • TECNOLOGIA DOS MATERIAIS. consoli- dando os blocos com a armadura. • GRAUTE . e entre aglomerante e agregado.5 4.5 tamanho do agregado graúdo: iv 1 2 8a9 1.É composto dos mesmos cimento cal areia laboratório obra i 1 0 a 1/4 3 16. .0 materiais utilizados no concreto ii 1 1/2 4 a 4. preencher os vazios dos blocos • ARGAMASSAS.Ilha Solteira 44 Prof. para aumentar a resistência da – Traços recomendados pela alvenaria (sem aumentar a Norma Britânica BS–1200.j aos 28 dias . Anderson .

Ensaios em diâmetro ou compactação manual.8 e 1. prismas cheios podem ser utilizados para verificar a sua ocorrência. bombeamento ou manualmente. • O adensamento pode ser feito – Pode ocorrer grande perda de água com vibradores de pequeno pelas paredes dos blocos. preferível que se trabalhe com fator • O transporte pode ser feito por a/c entre 0. É tempo superior a 5 minutos. • Retração. devendo situar-se 1 2a3 1a2 entre 17 a 20 cm para adensamento por apiloamento e entre 20 a 23 cm • A mistura deve ser feita por para adensamento com vibrador. laboratórios para se definir um traço adequado. Anderson . Materiais constituintes • Consistência. cimento areia brita 0 1 3a4 - – É medida pelo abatimento no tronco de cone – slump.Ilha Solteira 45 Prof. Para • OBS: É sempre recomendável a evitar o problema. pode-se aumentar o elaboração de dosagens em teor de cal ou do agregado graúdo. •Dosagem • GRAUTE. UNESP .1.

cimento portland. espessura da parede do bloco. – Dimensões acuradas. destinados à execução 140 190 190 M-15 de alvenarias internas ou de 140 90 190 140 90 390 alvenarias externas que recebem revestimento. . água.o diâmetro máximo do agregado – Textura e compacidade.Ilha Solteira 46 Prof. deve ser menor que ¼ da menor – Durabilidade. Tolerância: +3 mm UNESP . • Materiais componentes. Anderson . a resistência e isto seja comprovado em ensaios. . destinados a execução Designação Largura Altura Comprimento 190 190 390 de alvenarias externas e que não 190 190 190 M-20 recebem nenhum tipo de 190 90 390 revestimento. 190 90 190 140 190 390 – Classe B. • Dimensões Reais dos Blocos – Classe A. agregados e •BLOCO DE CONCRETO. Permite-se o uso de aditivos • Características desejáveis: desde que não haja prejuízo para – Resistência. • Classificação.

(A) (B) trincas. estar isentos de Designação Longit. bloco dividida pela • Os blocos devem ser comprimento do bloco. e curados por processos que assegurem homogeneidade e • Espessura mínima das compacidade.Ilha Solteira 47 Prof. • Fabricação. identificados pelo fabricante segundo a sua procedência. • O comprador deve indicar o • (B) Soma das espessuras de local de entrega. • Os blocos devem apresentar Unid (mm) Paredes Paredes transv. arestas vivas. dimensões e todas as paredes transversais do classes dos blocos. classe e resistência. para garantir boa aderência. • Os blocos devem ser fabricados •BLOCO DE CONCRETO. fraturas e outros defeitos que possam prejudicar o M-15 25 25 188 assentamento. Anderson . M-20 32 25 188 • Os blocos a serem revestidos •(A) média das medidas de 3 devem apresentar textura áspera blocos no ponto mais estreito. paredes dos blocos. UNESP .

constituírem a amostra de todo o lote para efeito de ensaios. . • Marcação • Para conjuntos até 10 mil blocos -Todos os blocos da amostra devem deve ser constituído somente 01 ser identificados remetidos ao lote.Para lotes com mais de 10 mil blocos com as mesmas blocos. – Lotes.Para lotes até 10 mil blocos a • Os blocos devem ser separados em lotes e submetidos ao controle de amostra deve ter no m~inimo 12 aceitação. UNESP . produzido sob as por 12 blocos mais 2 blocos para mesmas condições e com os cada 10 mil ou fração excedente mesmos materiais. • Amostragem . • O lote deve ser formado por . • Nenhum lote pode ter mais de 100 mil blocos. blocos. laboratório para ensaios. Anderson . a amostra deve ser composta características.Ilha Solteira 48 Prof.De cada lote devem ser retirados •BLOCO DE CONCRETO. ao acaso blocos inteiros para • Inspeção.

Se mais de 20% dos blocos forem n= número de exemplares da rejeitados pelo critério de amostra. Blocos Classe B fbk > 4. • Absorção fb= resist. umidade e Blocos Classe A fbk > 6 MPa determinação da área líquida. • Resistência à compressão. média dos blocos. • As dimensões estejam de acordo – Os ensaios devem ser executados de acordo com a NBR 7186. todo o lote deverá ser rejeitado UNESP . resistência ou umidade. • Inspeção visual estiver ok! • Ensaios. • Aceitação • O lote deve ser aceito sempre que: •BLOCO DE CONCRETO. com as normas. a < 10 % t= Coeficiente Student.Ilha Solteira 49 Prof. Característica (MPa).sd.5 MPa – Resistência Característica: • Umidade fbk=fb-t. • Resistência: • Absorção de água. u < 40% da absorção total fbk = resist. Anderson .

substituir até 20% do total dos blocos do lote e refazer os ensaios. • Os ensaios normais de aceitação correm por conta do comprador •Sendo necessários novos ensaios com substituição de 20% dos exemplares. Anderson . UNESP . – Se os resultados satisfizerem aos requisitos. – Se os novos resultados satisfizerem ás exigências.•BLOCO DE CONCRETO. às suas expensas. uma nova amostra com o dobro de exemplares deverá ser ensaiada. • Ensaios. o lote deverá ser aceito.Ilha Solteira 50 Prof. os custos ficam então por conta do vendedor. – O fabricante pode.

Especificações. das seguintes normas: • Durabilidade. e • Estabilidade dimensional. com produção elevada resistência à compressão. Anderson . mais simples. Alvenaria. Alvenaria: Formas e Dimensões. Na apresentando as seguintes características dúvida devem prevalecer as prescrições • Elevada resistência. acordo entre as partes interessadas. • Isolamento térmico e acústico • Podem ser produzidos por extrusão ou prensagem. – NBR 8042 – Bloco Cerâmico para • Precisão dimensional. em que se – Podem ser produzidos desde olarias trabalha com baixo teor de umidade. obtém-se produtos de baixa absorção e até as grandes fábricas. com fornos intermitentes. automatizada em fornos contínuos.Ilha Solteira 51 Prof. UNESP . – NBR 7171 – Bloco Cerâmico para • Baixa absorção inicial. – Blocos de Vedação Portantes • São fabricados com formas e • BLOCO CERÂMICO dimensões diversas. Neste caso. podendo chegar a mais de 1000 kg/cm2 em apenas alguns dias. As especificações – Os materiais cerâmicos são empregados podem ser elaboradas dependendo de em larga escala na construção.

20x20x10 20x20x20 190 190 190 190 90 190 estruturais e de vedação. sendo que o bloco cerâmico para Alvenaria Estrutural apresenta baixo índice quando comparado a outros materiais. 20x20x40 190 190 390 –Absorção Inicial • Mede o potencial do bloco de tirar água da argamassa durante o assentamento.Ilha Solteira 52 Prof. (cm) Largura Altura Comprimento podendo surgir fissuras que podem 10x20x10 90 190 90 comprometer a vedação da parede. UNESP . pois durante o • BLOCO CERÂMICO assentamento os blocos ficam com umidade elevada e depois se retraem na – Dimensões nominais – NBR 8042 secagem. introduzindo tensões na Tipo Dimensões Nominais (mm) interface entre o bloco e a argamassa. – Estabilidade Dimensional • Tem importância no desempenho da vedação da parede. utilizados no 20x20x30 190 190 290 Brasil. Anderson . 10x20x20 90 190 190 10x20x30 90 190 290 10x20x40 90 190 390 – Geometria dos Blocos 15x20x10 140 190 90 15x20x20 140 190 190 • Tem influência direta na resistência da 15x20x30 140 190 290 parede. Nas Figuras abaixo ilustram-se 15x20x40 140 190 390 alguns tipos de blocos cerâmicos.

UNESP . pois os blocos possuem dimensões exatas. –A alvenaria estrutural de BSC tem a vantagem de dispensar chapisco e emboço. pois – Trata-se de um bloco composto por uma apresenta elevada retração reversível na homogênea e adequadamente secagem. Anderson . mundiais são a Alemanha e a Rússia. o BSC requer •BLOCO SÍLICO CALCÁRIO tecnologia construtiva específica. – Na Figura abaixo são mostradas moldado por prensagem com cura feita a ilustrações de BSC para alvenaria estrutural vapor e alta pressão. proporcionada de cal e areia quartzosa. –Como desvantagem. Os maiores produtores produzidos no Brasil. –Em 1976 a PRENSIL S/A começou a produzir o BSC para utilização em alvenaria estrutural não armada. aplicar a massa final de acabamento. bastando apenas . cálculo e execução.Ilha Solteira 53 Prof. seguindo-se as prescrições da norma alemã DIN-1053 – Alvenaria.

Anderson .Ilha Solteira 54 Prof. UNESP .• BLOCO SÍLICO CALCÁRIO – Na Figura abaixo mostra-se alguns blocos e na Figura ao lado tem-se ilustrada a fachada de um edifício executado em BSC.

– l = largura buscando projetar – j = espessura da junta comprimentos e alturas – Dimensões modulares mais comuns modulares.5 x 24 Cerâmica. Anderson . sendo • Toda atenção deve ser dada – c = comprimento ao projeto de arquitetura. Sílico- racionalização da construção. modulares são de extrema Concreto importância para a 12.Ilha Solteira 55 Prof. – Para conseguir uma correta • DISPOSIÇÕES amarração entre paredes é necessário CONSTRUTIVAS que os blocos tenham a seguinte relação : – Coordenação modular • c = 2 x l + j . calcáreo 20 x 40 19 x 39 Concreto 15 x 40 14 x 39 Concreto UNESP . com valores múltiplos do comprimento e da Dimensão Dimensão Tipos altura dos blocos.5 x 25 11. modular nominal de materiais • Blocos com medidas 15 x 30 14 x 29 Cerâmica.

–Coordenação modular • Como neste casos o último bloco não • DISPOSIÇÕES obedece à modulação. – Coordenação modular sendo hoje mais utilizados os blocos de •Quando se utilizam blocos 14 x 34 e 14 x 54 . 15 ou 20 cm.5. Mas. que é o mais utilizado em edifícios. pode-se trabalhar com as quadrículas modulares 12. para o caso do bloco de 15 x 40 . modulares. foram criadas CONSTRUTIVAS diversas soluções com blocos de ajuste. Sempre haverá uma Múltiplo de 20 cm + 5 cm Múltiplo de 20 cm + 10 cm solução de amarração de paredes Múltiplo de 20 cm que atenda ao posicionamento pretendido. Anderson .Ilha Solteira 56 Prof. A dimensão final do ambiente depende da posição relativa dos blocos nos Bloco de 14 x 39 cm cantos da parede. •Posição dos blocos nos cantos UNESP . o problema é um pouco maior.

Anderson .Ilha Solteira 57 Prof. A partir de um certo nível de tensões. não podemos mais utilizar C . UNESP .Com o uso de bloco especial e pastilha verticais ( os "pilares" ) e de transferência de tensões entre uma parede e outra. São locais naturais de concentração das tensões B . amarradas com de ferro. • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Coordenação modular • Amarração das Paredes – Os encontros de paredes A . pois sua Bloco 14/39 Bloco 14/34 Pastilha 14/4 eficiência não chega a 50% da amarração com defasagem de blocos.Sem uso de bloco especial são pontos muito importantes Junta a prumo na alvenaria estrutural.Situação especial junta a prumo.

• Cruzamento de paredes os detalhes mais utilizados são : • Grampo vertical unindo dois furos com ferro e graute.é o detalhe B . Têm uma eficiência muito baixa. mas este é um detalhe trabalhoso. Bloco 14/39 A quantidade de fios da tela e a Bloco 14/34 argamassa penetrando entre eles Bloco 14/54 Pastilha 14/4 garante uma boa aderência. 1ª e 3ª fiadas 2ª fiada 4ª fiada • Tela de amarração .3 mm colocados entre as paredes na junta A . Anderson .Com blocos de 14/34 e 14/54 UNESP . Para melhorar adota-se as vezes um estribo deitado. C . Junta a prumo • Ferros de fiada 5 ou 6.Sem blocos especiais de argamassa.Com bloco de 14/34 mais recomendado nos dias de hoje.Ilha Solteira 58 Prof. • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Coordenação modular –Para amarração da junta a prumo.

Isto resolve a necessárias ao assentamento destes modulação mas deve ser feito elementos. Se for necessário alvenarias para pequenas diminuir alguma dimensão construções. o uso de tijolos em 5 cm. • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS • DISPOSIÇÕES – Coordenação modular CONSTRUTIVAS • Esquadrias – Blocos de ajuste • Nos encontros de alvenaria com • Existe ainda a possibilidade portas e janelas. pode-se projetar o de utilização dos blocos de uso de meio-bloco ou. deixando as folgas meio da parede. Anderson . UNESP . prevendo- substituição de um bloco de se ainda o correto posicionamento 40 cm por um de 35 cm no dos vãos. com cuidado pois estes blocos costumam ter um custo maior.Ilha Solteira 59 Prof. pode-se optar pela maciços de barro cozido. em ajuste.

Coordenação modular modular.5 87 220 90 120 100 127 107 140 110 211 92 213.5 97 220 100 120 120 127 127 140 130 211 62 203.Dimensões comerciais de janelas de madeira (NBR 8052) madeira do tipo veneziana dimensões folha da Porta dimensões externas internas do vão dimensões dimensões livre dimensões do do marco da porta comerciais das externas do marco vão livre altura largura altura largura altura largura janelas do caixilho (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) 211 62 213. altura.5 67 220 70 120 140 127 147 140 150 UNESP . .5 77 220 80 211 82 213.Dimensões padronizadas de portas de . espaço este destinado à com a quadricula modular colocação de uma verga com 10 cm de estabelecida para os blocos.Ilha Solteira 60 Prof. como venezianas. . A altura do marco.5 67 220 70 altura largura altura largura altura largura (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) 211 72 213. é 13 cm menor do que a dimensões padronizadas compatíveis do vão modular. Anderson . apresentam também • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS dimensões compatíveis com o reticulado .As janelas de madeira mais usuais. medida • Portas de madeira apresentam externamente.

necessita-se de uma • Coordenação modular folga de 1.0 cm entre o – Caixilhos de ferro ou alumínio. marco e o contorno do vão. altura largura altura largura altura largura (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) 40 60 37 57 40 a 41 60 a 61 40 60 57 57 60 a 61 60 a 61 60 80 57 77 60 a 61 80 a 81 80 120 77 117 80 a 81 120 a 121 100 120 97 117 100 a 101 120 a 121 120 160 117 157 120 a 121 160 a 161 120 200 117 197 120 a 121 200 a 201 UNESP .• DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS .Ilha Solteira 61 Prof. recomendando-se as dimensões devem possuir dimensões apresentadas na Tabela 9 múltiplas de 10 cm. Anderson . segundo a padronização brasileira. dimensões dimensões sendo portanto nominais dos externas do marco dimensões do vão livre compatíveis com caixilhos do caixilho alvenarias aparentes.5 a 2.No caso de alvenarias revestidas.

composto UNESP . Existem ainda junta a prumo em pé. sendo também muito utilizado ultimamente o padrão junta a prumo. dama. Anderson .• DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Padrões de assentamento • A maneira mais comum é a do tipo junta amarrada.Ilha Solteira 62 Prof.

Juntas côncavas em “U” ou em “V” são as mais indicadas. Na estética.• DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Acabamento das juntas • Desempenha papel importante. pois sua execução exigirá esforço no sentido de comprimir a massa contra as superfícies de contato no assentamento do bloco. resultando em maior compactação da massa. propiciando melhores condições de aderência e vedação da parede assim executada. UNESP .Ilha Solteira 63 Prof. Anderson . na durabilidade e também no desempenho das paredes.

UNESP .Ilha Solteira 64 Prof. principalmente em cantos de portas e janelas. Anderson . • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS • Vergas – As alvenarias são muito susceptíveis à concentração de tensões.

avançando no mínimo 30 cm de cada lado do vão. de cada lado do vão.3 mm. para vãos grandes. UNESP .• DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Recomenda-se. maior do que 20 cm. Anderson . as vergas podem ser armadas com 2 ferros de 6. o uso de vergas que sejam dimensionadas como vigas. com superfície de apoio. Para vãos pequenos.Ilha Solteira 65 Prof. A contraverga poderá ser feita com ferros corridos.

• Devem também ser previstas cintas intermediárias. como mostra a Figura ao lado. • Recomenda-se o uso de blocos especiais. UNESP . Anderson . ou seja. eliminando testeiras na laje.Ilha Solteira 66 Prof. além de propiciar estética com o efeito da continuidade da alvenaria na face externa da parede. • Devem ser colocadas de forma contínua no respaldo de todas as paredes. entre 1/3 e 2/3 do pé-direito. canaletas.• DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Cinta de amarração • Têm a finalidade de melhorar o trabalho conjunto das paredes. blocos “J”. pois trazem maior vantagem ao projeto. distribuir cargas concentradas e também possíveis concentrações de tensão.

Anderson . • No caso de junções em “L” ou “T”.Ilha Solteira 67 Prof.• DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Ligação entre paredes • Recomenda-se que a ligação entre paredes seja sempre feita no padrão juntas amarradas. existe a possibilidade de se executar juntas aprumadas por meio de armaduras construtivas. UNESP . • Nos encontros de parede em “L” ou em “T”. a ligação com juntas em amarração ajusta-se perfeitamente à modulação desde que os blocos tenha comprimento igual ao dobro da largura.

3 mm UNESP . Anderson .Usar φmin = 6. -Outros tipos de encontro de paredes • DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Grapa em bloco cerâmico .Ilha Solteira 68 Prof.

Encontro de alvenaria com painel de laje protendida. . Anderson . • Permite grande agilidade na • DISPOSIÇÕES execução da obra CONSTRUTIVAS – Encontro de laje com parede UNESP .Ilha Solteira 69 Prof.

• Bloco com furos verticais permitem o uso de tubulações embutidas.Ilha Solteira 70 Prof. As tubulações horizontais devem correr em canaletas previamente cdefinidas na elaboração do projeto UNESP .• DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS – Embutimento de tubulações para insta- lações hidráulicas e elétricas. Anderson .