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Matéria: Filosofia

Assunto: Respostas sobre o conceito de Liberdade.


Aluno: Ezequiel Schukes Quister

01 – Na definição do autor, o que é liberdade?

Segundo o autor, liberdade pode ser entendida como processos, ações, condições, ou
melhor, uma união de tudo isso e sua feliz consecução e consumação. Diz ele: “ninguém
nasce livre, torna-se livre (...) por isso a liberdade nunca é absoluta, nem infinita, nem
definitiva: somos mais ou menos livres e que se trata, é claro, de o sermos o mais
possível”. Por isso, penso que o autor recorreu aos fatores para fundamentar que a
liberdade é sempre dependente; uma união de condições que lhe permite existir.

02 – Apresente as quatro concepções de liberdade que o autor apresenta.

Liberdade de ação: consiste em poder realizar a maioria dos intentos do ser humano. Os
limites dessa ação nos dão a idéia de que realmente não somos totalmente livres, mas,
condicionados aos limites impostos pelas normas (leis). Como disse Hobbes:
“liberdade é a ausência de todos os impedimentos que se opõe a qualquer movimento...
(...) uma pessoa goza de maior ou menos liberdade conforme o espaço que lhe dão”.
Liberdade de vontade (querer): é o sentido mais problemático do termo, pois envolve
conceitos metafísicos, segundo o autor. O querer aparenta não encontrar limites, visto
que é algo intrínseco de cada um e seus limites são ditados por conceitos religiosos
(dogmas), educacionais, sociais, morais e éticos. Querer a mulher do outro, querer os
objetos do outros, são apenas um pequeno exemplo das considerações que se fazem a
respeito do querer. No sentido de liberdade, querer pode ser entendido como a vontade
em potência, algo sempre em suspensão e pronto para levar o homem à ação. É a
vontade e o querer que o move, segundo nos dia Schopenhauer 1 “Que a vontade como tal
seja livre, deriva do fato que, tal como a consideramos, ela é a coisa em si, a substância do
fenômeno”. Ele ainda nos apresenta um conceito diferente do exposto pelo autor quando
diz: “O conceito de liberdade é, portanto, um conceito negativo, porque contém,
unicamente, a negação da necessidade (...)”.
Liberdade de pensamento (razão): Este foi sem dúvida um dos conceitos que mais sofreu
no passado com a ignorância daqueles que detinham o poder. Quantos foram queimados nas
fogueiras da intolerância ou trancafiados nas masmorras por simplesmente expressarem
esse direito que hoje, aparenta ser tão básico e lógico. Sem considerar os conceitos
metafísicos que esse tipo de conceito abarca, limito-me a dizer que essa liberdade não é
maior e nem mais importante do que as várias formas de liberdade expressadas aqui. Mas,
não consigo deixar de citar a máxima do conceito: “penso, logo existo” (Descartes).
Livre-arbítrio: apresentada como uma forma de liberdade, ele encerra o conceito com a
máxima absorção e generalização, conforme apresenta o auto na citação de Macel Conche
“é o poder de se determinar a si mesmo sem ser determinado por nada”. Ou seja, é a plena
liberdade de decidir. Desconsidero aqui qualquer análise sobre o conceito religioso que ele
encerra.
1
Arthur Schopenhauer - O Mundo como Vontade e Representação.
03 – De acordo com o texto é possível uma liberdade absoluta? Por quê?

Não. O texto deixa isso claro. Argumenta que esse objetivo não pode ser totalmente
alcançado, porém, não nos impede de tender ou de nos aproximarmos dele. Penso que
como ideal, a liberdade seja figurada. É mais ou menos como Platão quando apresentou
suas considerações sobre o mundo das idéias. Ele diz que esse lugar existe, porém, que
na condição atual o homem não pode conhece-lo – é ininteligível em um estado de
imperfeições e limitações.

04 – A partir dessas concepções é possível afirmar que uma pessoa ética é uma pessoa
livre? Por quê?

Uma pessoa ética é livre enquanto consegue exercer a sua ética. As condições locais,
sociais, religiosas ou ideológicas podem lhe tosar os paradigmas. A ética é circunspeta
em relação à moral, pois precisa de condições e situações específicas para se manter.
Assim, qualquer coisa que fira seus princípios, a enfraquecem; oprime-a. Em
conseqüência, tira a liberdade daquele que a sustenta. A liberdade neste caso, consiste
em procurar nutrir os conceitos éticos evitando àquilo que possa lhe parecer prejudicial,
porém, como somos seres de interação, “animais políticos”, segundo Aristóteles,
convém que filtremos aquilo que nos chega ao intelecto, como também reflitamos sobre
nossos conceitos, pois como tudo na vida se transforma.