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HÁ 500 ANOS

Há cinco séculos, os portugueses chegaram ao litoral


brasileiro, dando início a um processo de migração que se
estenderia até o início do século XX, e paulatinamente
foram estabelecendo-se nas terras que eram ocupadas
pelos povos indígenas.

O processo de colonização levou à extinção muitas


sociedades indígenas que viviam no território dominado,
seja pela ação das armas, seja em decorrência do contágio
por doenças trazidas dos países distantes, ou, ainda, pela
aplicação de políticas visando à "assimilação" dos índios à
nova sociedade implantada, com forte influência européia.

Embora não se saiba exatamente quantas sociedades


indígenas existiam no Brasil à época da chegada dos
europeus, há estimativas sobre o número de habitantes
nativos naquele tempo, que variam de 1 a 10 milhões de
indivíduos.

Números que servem para dar uma idéia da imensa


quantidade de pessoas e sociedades indígenas inteiras
exterminadas ao longo desses 500 anos, como resultado
de um processo de colonização baseado no uso da força,
por meio das guerras e da política de assimilação.

A chegada do europeu
O impacto da conquista européia sobre as populações
nativas das Américas foi imenso e não existem números
precisos sobre a população existente à época da chegada
dos europeus, apenas estimativas. As referentes à
população indígena do território brasileiro em 1500 variam
entre 1 e 10 milhões de habitantes.

Estima-se que só na bacia amazônica existissem 5.600.000


habitantes. Também em termos estimativos, os lingüistas
têm aceito que cerca de 1.300 línguas diferentes eram
faladas pelas muitas sociedades indígenas então
existentes no território que corresponde aos atuais limites
do Brasil.

Dezenas de milhares de pessoas morreram em


conseqüência do contato direto e indireto com os europeus
e as doenças por eles trazidas. Doenças hoje banais, como
gripe, sarampo e coqueluche, e outras mais graves, como
tuberculose e varíola, vitimaram, muitas vezes, sociedades
indígenas inteiras, por não terem os índios imunidade
natural a estes males.

Em face da ruptura demográfica e social promovida pela


conquista européia, foi sugerido que os padrões de
organização social e de manejo dos recursos naturais das
populações indígenas que atualmente vivem no território
brasileiro não seriam representativos dos padrões das
sociedades pré-coloniais.

Esse é um ponto controvertido entre os pesquisadores,


pois ainda não há dados suficientes advindos de pesquisas
arqueológicas, bioantropológicas e de história indígena
enfocando o impacto do contato europeu sobre as
populações nativas para que se possa fazer tal afirmativa.
O atual estado de preservação das culturas e línguas
indígenas é conseqüência direta da história do contato das
diferentes sociedades indígenas com os europeus que
dominaram o território brasileiro desde 1500. Os primeiros
contatos se deram no litoral e só aos poucos houve um
movimento de interiorização por parte dos europeus.

O deslocamento da população
Quando se observa o mapa da distribuição das populações
indígenas no território brasileiro de hoje, podem-se ver
claramente os reflexos do movimento de expansão
político-econômica ocorrido historicamente.

Os povos que habitavam a costa leste, na maioria falantes


de línguas do Tronco Tupi, foram dizimados, dominados ou
refugiaram-se nas terras interioranas para evitar o contato.

Hoje, somente os Fulniô (de Pernambuco), os Maxakali (de


Minas Gerais) e os Xokleng (de Santa Catarina) conservam
suas línguas. Curiosamente, suas línguas não são Tupi,
mas pertencentes a três famílias diferentes ligadas ao
Tronco Macro-Jê.

Os Guarani, que vivem em diversos estados do Sul e


Sudeste brasileiro e que também conservam a sua língua,
migraram do Oeste em direção ao litoral em anos
relativamente recentes.

As demais sociedades indígenas que vivem no Nordeste e


Sudeste do País perderam suas línguas e só falam o
português, mantendo apenas, em alguns casos, palavras
esparsas, utilizadas em rituais e outras expressões
culturais.

A maior parte das sociedades indígenas que conseguiram


preservar suas línguas vive, atualmente, no Norte, Centro-
Oeste e Sul do Brasil. Nas outras regiões, elas foram sendo
expulsas à medida em que a urbanização avançava.

Trabalho de
Sociologia
Influência do Europeu sobre os indígenas.
João Marcos
Nº 20 Serie 2ºB
Prof. Ariele

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