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KANASHIRO, M. A cidade e os sentidos...

A cidade e os sentidos:
sentir a cidade
The city and the senses:
to feel the city

Milena KANASHIRO*

Somar os pontos de vista dos cidadãos para projetar fantasias, dão como
resultado que a constatação de que uma cidade também é o efeito de um
desejo ou muitos desejos, que resistem a aceitar que a urbe não seja tam-
bém o outro mundo onde todos quiséramos viver.
Armando Silva

RESUMO

Este artigo trata da questão de como o espaço urbano é sentido através da percepção sensorial dos seres
humanos, procurando abordar, de maneira sucinta, as contribuições dos sentidos na apreensão das qua-
lidades espaciais dos ambientes construídos.
Palavras-chaves: arquitetura, desenho urbano, percepção ambiental.

ABSTRACT
This article deals with the subject of the human sensorial perception related to the urban spaces. This is
an attempt to contribute to the discussion of the senses and the perception of space qualities of built
environments.
Key-words: architecture, urban design, environmental perception.

* Arquiteta e Urbanista, Mestre em Planejamento Ambiental pela Universidade de Osaka, Japão, e Doutoranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universi-
dade Federal do Paraná – UFPR. Atualmente, é docente do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina – UEL.

Desenvolvimento e Meio Ambiente, n. 7, p. 155-160, jan./jun. 2003. Editora UFPR 155

sig- por meio dos nossos sentidos e. a qual asseguraria a comunicação de informações entre os neurônios. em uma primeira incursão sobre essa como os filtros podem evocar diferentes imagens de mun- temática. O límbico emocionado descarregaria emoções. guinte questionamento: como permitir que as cidades se. a vários meios de consciência. união – a comunicação ocorrida entre protoplasmas de duas células nervosas vizinhas. estes até então per. 7. 155-160. estas definidas como espaço vivido. assim. vai estabelecer-se em “uma dade ambiental. nificado e simbolismo (MOORE apud SNYDER-CATANESE. situações em que a resposta depende das propriedades físi- les que buscam estudar a questão da qualidade ambiental. o qual possuiria as fases ambiente e envio de sinapses. p. cer em equilíbrio harmônico. aspectos fundamentais do espaço arquitetônico. ou seja. De modo geral.. por outro lado. emergiria o sentido.). o tato e o humana. o significado. seleção (campo res de experiências emocionais. a componente surpresas ou símbolos são captados pelos sentidos huma. corporariam certos tipos de “ideais” e um determinado co- manos./jun. A cidade e os sentidos.C. humanas e também às preferências que as pessoas têm do mem e o meio vivido. de três componentes. Logo. estabilidade) e venustas (beleza. n. segundo Oliveira apud Del Rio (1990). os órgãos sensoriais permitiriam aos seres huma. resultando na imagem do mundo percebido meio da percepção de nossos sentidos. objetiva despertar o interesse para a questão. as me- ambiente. cínio). Vi. dade). a qual nhecimento de como o mundo “real” funciona. pode-se dizer que as imagens seriam des. Editora UFPR . 1979). sons.. segundo Moore apud Snyder-Catanese (1979). das em relação ao meio? E quais elementos nos trariam o prazer). Paralelamente. a audição. sentir e fazer são respostas Segundo um dos primeiros teóricos da arquitetura presentes na inter-relação existente do homem com o meio ocidental. segundo Serpa (2002). Este trabalho. tipos de estruturas ou de esquemas imaginativos que in- sando pontuar as contribuições de cada um dos sentidos hu. quais seriam as tas do ambiente construído poderiam ser expressas por meio sensações que emergem? Quais seriam as imagens que fi. funcionali- cam impregnadas? Quais as experiências pessoais toma. segundo Tuan da memória) e atribuição de significados (campos de racio- (1974). ao caminhar pelas ruas. distintas de percepção (campo sensorial). pela participação da fun- 1 Denomina-se sinapse – do grego synapsis. Qualquer estímulo geraria esse sinal bioelétrico ou sinapse e. Na figura 1. de lugares existenciais e perceptivos (TUAN. firmitas (matéria. gem. seu próprio meio ambiente. cas e dos estímulos. estética.KANASHIRO. cooperação entre o real e o irreal. às experiências nos e provocam várias sensações na relação entre o ho.3 Defendendo que as mesmas deveriam permane- sentido de permanência ou recordações? Cheiros. Introdução Os sentidos e a percepção do meio ambiente As ações de conhecer. É cientificamente comprovado que os sentidos dos Essas relações de construção dos sentidos na mente seres humanos – a visão. Uma ima- permeia qualquer discussão à respeito de percepção e quali. Isto passa então diferem a percepção da cognição: a primeira referir-se-ia a a se constituir em um amplo campo de pesquisa para aque. 1983. dar-se-iam paladar –. a interação das caminho para a criação de lugares. através de finos canículos da membrana. pode-se dizer que “espacializamos” o mundo conhecimento e. estaria relacionada à percepção. o olfato. são igualmente transmisso.1 Assim. a saber: utilitas (função. a última delas. 2001). M. jan. provocando assim a chamada vivência subjetiva (HEEMANN. associado a este processo de natureza essencialmente bioeletroquímica. técnica e estética. por este viés. certos significados individuais construídos.2 especialmente no que se pessoas para com o meio ambiente também dependeria de refere ao resgate de elementos essenciais. procura discorrer sobre as relações emocionais e do “real”. 3 Em linguagem mais corrente. surge o se. 156 Desenvolvimento e Meio Ambiente. OLIVEIRA. pode-se observar o modelo perceptivo. 2003. enquanto a segunda relacionar-se-ia ao Deste modo. É importante destacar que os filtros podem variar de significação das cidades que podem ser constituídas por culturalmente. assim como na relação do homem e seu ambiente. como um possível como um todo coerente. 2002). outros estudos de percepção ambiental nos ter sentimentos intensos pelo espaço. 2 Pode-se entender lugar como um modo particular de relacionar as diversas experiências de um espaço. enquanto receptores sensoriais de mensagens do através de um processo cognitivo. Marcus Vitruvius Pollio (Século I a. Basicamente. didos no processo contemporâneo de construção de cida. jam construídas e reconstruídas incorporando a riqueza de o qual sugere como o meio ambiente percebido pode ser nossas vivências e experiências emocionais? imaginado a partir de estímulos exteriores e. esses valores vitruvianos poderiam ser traduzidos em função.

esta proporcionaria muito sensações de envolvimento. em especial a visão. incluindo direcionamento. vinculado às relações de estruturação do espaço dos campos são construídas as relações de espaço. segundo Gibson apud rior./jun. da imagem da cidade. TUAN. impedimento ou miran- cor. textura. o olfa. ção do real na função do irreal” (p. De. a apreen. o olfato revela a verdade íntima.ESQUEMA DE PERCEPÇÃO Fonte: Rapoport (1978. seja qual for a sua natureza. transgridem fronteiras (CLASSEN apud YAMAKI. distância. cidade. Quanto ao olfato. alguns estu. pam. o olfato seria “um senti- Desenvolvimento e Meio Ambiente. salvo quando associada ao olfato. ele destaca a importância do sentido Vários filósofos e cientistas dos séculos XVIII e XIX visual na apreensão do espaço urbano. p. tais como as dominante nos seres humanos. contraste e todas as demais formas de apreensão te.. De acordo com as sensações de movimento e de mudança de posição. Para Tuan (1983). biente através dos deslocamentos. incorpora-se na percepção do meio am. forma. p.1978. Vários pesquisado. Trata-se assim da da selvageria. mitindo identificar e complementar as informações visuais. n.. se a visão permite compreender a apreensão das cidades na escala do cotidiano através da superfície. 7. tanto quanto sentir os odores. KOHLSDORF. p. 10). também definiria o cheiro como um dos de design ambiental enfatizam que o sentido visual teria elemento de ordenação espacial e de relação com o lugar. luz. velo- mente através de todos os sentidos. pode- nos percursos urbanos. emoções. um ser humano percebe o mundo simultanea. o inte- chamada cinestesia. per- o “poder de invocar as nossas reminiscências e experiências. FIGURA 1 . Adaptado). 170). segundo ticamente nula. po do pensar a cidade. lugar + logos. tratado – . 155-160. afetam diretamente a sensação espacial. movimento ativo ou passivo. M. igualmente importantes para a percepção de um ambien- do espaço arquitetônico (RAPOPORT. A cidade e os sentidos. a audição e o tato. 2003. sendo considerada o sentido no espaço – topos. visuais. etc. 1996). 2001). os quais o primeiro teria o sentido de localização do corpo Iniciando com a visão. p. Os cheiros. que mais informação que os demais sentidos. com todo seu colorário de emoções” (CULLEN. conclusão que permite Desse contexto. Editora UFPR 157 . 53. Contudo. os quais sintetizariam Segundo Rapoport (1978. Sabe-se ainda que definiram que a visão era o sentido preeminente da razão e os deslocamentos adquirem sentidos de direção a partir da da civilização. topológicas e topoceptivas no “sentir os espaços”. através das denominadas relações através dos sentidos humanos. porém o quanto ela o é portantes: a imagem existente e a imagem emergente. Ambos to. KANASHIRO. Por exemplo. já que a influência do paladar é pra. jan. Neste aspecto. por não serem facilmente contidos. direção. se ver que uma favela é indesejável. tem-se a natureza cinética da apreen- fazer uma relação entre o cotidiano urbano e a percepção são dos lugares. 1983. embora menos considerado no cam- paço através da visão dos ambientes urbanos. são do espaço seria multisensorial. 29). provocaria bem mais força quando se sentisse o cheiro de senvolvendo uma metodologia de estudo da constituição suas valas de esgoto e lixo. tes relacionados com as variações bruscas de forma. es- Tuan (1974). haveria dois pontos de vistas im. os termos são neologismos de Kohlsdorf (1996). Este conceito. Aliados à percepção e à cognição do es. ou seja. e o segundo seria res apontam para o fato de que. enquanto o olfato era o sentido da loucura e experiência espacial em três dimensões. através do ambiente visual. ver não envolveria profundamente as Segundo o conceito de visão serial de Cullen (1983). 1983. te tridimensional. amplidão e estreitamento. esca- Rapoport (1978). sentido.

KANASHIRO. o recrear-se e o circular. 1978). o contraponto com o homem biológico/cultural. p. assim como o fato que a diversidade de árvores que existe em número maior do que Nova York. No avião já sentia o te. de 1966. de urina (YAMAKI. emotivo e primitivo. 1975). Segundo Claval (1999. 84). cuja experiência se faz através Nos estudos de paisagem olfativa de Yamaki (2001). jan. 206). texturas tem sido gradativamente perdida pelo uso intenso Londres cheira úmido e pesado. talvez devido ao viés pragmático. que é a fonte da informa. nos No contexto da concepção e constituição dos espa- arredores existem centenas de árvores de cedro. cionais em sobreposição aos demais valores que constitu- ção verbal e da comunicação humana. p. fundou um estúdio experimental. Em seguida. artificiais mascaram sensações e entorpecem a rica experiên- cia sensorial do homem diante do meio em que se insere. e vem das entre os sentidos. as quais eliminam totalmente peculiar. Editora UFPR . entre o duro e o macio. 158 Desenvolvimento e Meio Ambiente. acaba por distorcer percepções e emoções diante do meio cheiro de água parada no porto. a pedra e o ladrilho. 2003. relacionando-se com o som. fez obras em colaboração com Pierre Henri (Bidule em ut. finalmente. têm-se a informação de onde provêm os Considerações Finais ruídos. 155-160. politécnico. se levaria a responsabilidade ao planejamento de recebe um significado socioespacial. Para Claval (1999). criou o Grupo de Pesquisas de Música Concreta. Schaeffer assina. mas se traduz imperfeitamente os termos quanto à distância. n. em 1944. nas quais recintos de falta de higiene. muito mais fluido e passivo que a vi. especialmente nas cidades. Nas cidades. 1949). Em 1951. sentidos humanos estão limitados. Schaeffer dedicou-se principalmente ao Serviço de Pesquisa da RTF – futuro Instituto Nacional de Audiovisual –. “a lembrança mais meio ambiente pode ser tátil assim como o deleite de se sen- tenaz que guardamos dos lugares está associada aos odo. p. Além da percepção visual. tais como o concreto. A relação entre a cidade e a paisagem conizava como solução dos problemas das cidades moder- sonora pode ser encontrada nos estudos do compositor fran. Também escreveu várias obras de pesquisa. Manhattan possui cheiro do asfalto ou de superfícies regulares. no que se refere exemplo. Neste sentido. das fábricas ou das ao tato. a água e a terra. do. 1948). Deste modo. mistura de asfalto e do vapor que parte da rica experiência do tato. compõem as diversas texturas do meio como o siste- ma tátil (RAPOPORT. em benefício à consciência guo que exato”. os diversos mistas da atualidade. o cheiro do mar. portanto. pre- sem limites” (p. 1959). A cidade possui um odor ambiente. o qual iniciou o projeto World setorização de funções urbanas básicas: o morar. por ambientes mais saudáveis. um dos três maiores perfu. obser- caminhar nas ruas é comum ver artesãos trabalhando a va-se que as questões visuais e estéticas têm a hegemonia madeira. estudado e compreendido. a audição não teria uma precisão espacial. Marrakesh é um oásis olfativo no meio do deserto. o que. Trata-se do sentido humano que res dos quais eles são portadores”. a exploração e a resposta ao padarias. Autor de música concreta (Études de bruits. se considera. Hong Kong seria a pior cidade do mun.. enfatizando as questões fun- são. 7. E. A “cartilha” do urbanismo “o espaço acústico não se situa../jun. 2001. a audição seria um Historicamente. assim como estudos baseados nas qualidades intrínsecas dos sentidos (Étude aux objets. permite perceber a textura. o trabalhar. podendo ser mais ambí. o qual diz reconhecer as cidades pelo materiais. conseqüentemen- do sob o ponto de vista olfativo. Os resultados desse trabalho foram expostos no Tratado dos objetivos musicais. as práticas urbanas têm sido domi- sentido transitório. O homem- lava que. M. a percepção através do olfato sonora. onde. tir o ar. 4 Pierre Schaeffer (1910-1995) foi um compositor e pesquisador francês que. Segundo Rapoport (1978). Em outras palavras. muitos dos vem do subsolo. o suave e o rugoso e. além de peças à base de sons eletrônicos (Le trièdre fertile. e ao se ços construídos. nas a ação planejada que priorizava a organização e a cês Pierre Schaeffer4. o qual fundou em 1960. entrou para a Radiodifusão Francesa. Em Paris o aroma é mais natural. entre cheiro: outros. tais como Machines à communiquer (1970/72) e Faber et Sapiens (1986). que foi transformado em 1958 no Grupo de Pesquisas Musicais – GRM. com um ouvido pensante. do imediato. nadas pela idéia de eficiência. das mãos e dos pés. caso fosse melhor medi. do porto. deixava de conceber De acordo com Constantino (2001). atra- vés dos ouvidos. a distinção cita-se a entrevista de Kerleo. tipo teria as mesmas funções físico-biológicas – e. no sentido de ser esférico e funcionalista – a conhecida Carta de Atenas (1933) –. Soundscape.180). segundo Tuan (1983). A cidade e os sentidos. em o ambiente tridimensional. Comparativamente com a visão e o olfato.

mas aquela vivenciável. Desta ra metade do século XX. 1996. 7. entendida como um emaranhado de problemas de ordem téc. inclusive o Brasil. REFERÊNCIAS CLAVAL. (Org. M. uma coleção de frag- entendido como um modo particular de relacionar as di. o meio. das comunidades. MARANDOLA. 2003. cultura. A geografia cultural: o estado da arte. tensidade emocional. ouvir. A apreensão da forma urbana. Assim. além da dimensão sensorial e psicológica o meio circundante. Manifestações da cultu. M. 1999. O corpo que pensa: ensaio sobre o nascimento e a do interior? Urbano-rural: que espaço é esse? Londrina: UEL. 2001. Para Tuan (1983). disseminando como paradigmas a habitação-tipo e as relações de percepção do homem com o seu meio através cidades que teriam validade universal. A cidade e os sentidos. Rio de Janeiro: Pini. M. não qualquer cida- Como já salientado anteriormente. MOORE. histó. abs. KANASHIRO. n. encontrando hoje correntes zar seus espaços. planejamento. 1990. o Estilo Internacional difundiu-se por toda grupo (RELPH apud OLIVEIRA. dem da motivação. tanto em nível de indivíduo como em sa concepção. HEEMANN. V. também devem ser considerados. deter-se. Rio de Janeiro: UERJ. não poderemos resolver consolidadas. KOHLDORSF. 2002). Joinville : Ed. A. busca-se identificar os ha. contínua e cotidiana. partindo des. ou seja. as mesmas necessidades – em todo o mundo e. têm-se incorporado as questões forma. Studies in environmental behaviour. Tal pensamento começou a crescer no seio emocional (HEEMANN. de maior in- reducionismo presente no planejamento urbano da primei. recordar.. E. G. 1998. O senso de lugar e as parte. épocas e ricos e culturais. 155-160. sensações e signifi. muitas vezes. lugar deve ser de. Uma ecologia para o som. Natureza e ética. R. legitimação dos valores.. cheirar. deva ser visto como unidade corpo/mente – um ser racional/ sentem e agem. Em um momento de reflexões sobre a maneira de or. estes são fundamentalmente problemas humanos e. isto é. esquecendo-se dos valores pessoais. as quais destacam o papel do design os problemas ambientais sem a auto-compreensão de que ambiental para a melhoria da qualidade de vida nas cida. ra no espaço. In: FUSCALDO. In: Desenvolvimento e Meio Ambiente. CORREA. considerados em cada cidade. Introdução ao desenho urbano no processo de ROSENDAHL. cidades aquelas ligadas à concepção de que o ser humano bitantes das cidades como “seres viventes”. se na criação de lugares.) Quem tem medo _____. In: DEL RIO. Porém. G.. os sentidos serem variáveis entre grupos. da contemporaneidade em toda e qualquer parte do mun- trata e anônima – tornar-se-ia lugar através da experiência do. L. porém os invisí- Atualmente. R. p. 2001. 1983. Brasília: CULLEN. representar são atributos que devem ser cados. Editora UFPR 159 . definidas como espaço vi. CONSTANTINO. Em outras palavras. Z. mentos de lugares de cidades vivenciadas. Ed. estas não se fazem de maneira universal. W. como contraposição à hegemonia do veis. passear. Porém. T. Eis aí a melhor forma de con- vido. podendo nica e funcional. portadores de símbolos. Paisagem Urbana. as quais passaram a ser tratadas inclusive Por muito tempo. capturados pelos sentidos. tornam-se questões emergentes no planejamento das holísticas. UFPR. ver. um espaço – entidade geométrica. percebidas por versas experiências do espaço. o desafio contemporâneo encontra. E. tem-se dado mais ênfase aos aspec- com a designação de “usuários” ou de “moradores”./jun. jan. de espaços impregnados Segundo Silva (2001). de vivências. da UnB. no qual passam a contar os lugares existenciais e seguir criar um ambiente de qualidade nos centros urbanos perceptivos. São Paulo: Martins Fontes.. Curitiba : Ed. 1998) – o que conduz a novas refle- da cultura arquitetônica e urbanística a partir de meados xões quanto às possibilidades de construir cidades e organi- das décadas de 1960 e 1970. A cidade passou a ser dos sentidos delineiam a riqueza de sensações nas cidades. tos visíveis no ordenamento dos espaços. que percebem. todos os sentidos humanos. UNIVILLE. P. dos valores e atitudes do homem perante ganização das cidades. depen- des.

do interior? Urbano-rural: que espaço é esse? Londrina: Ed./jun. 2003. 2002. atitudes e valo- Tecnologia. da UEL. SILVA. Espaço e lugar.. 1974. 2. MARANDOLA. p. OLIVEIRA. Imaginários urbanos. H.KANASHIRO. v. n. São Paulo: Difel. W. 2001. São Paulo: Perspectiva. FUSCALDO. n. una confrontación de las ciencias sociales con el diseño de la YAMAKI. Editora UFPR . p. res do meio ambiente.. 1983. L. SNYDER. Aspectos humanos de la forma urbana: hacia _____. Barcelona: Gustavo Gilli. Rio Claro. 2. São Paulo: Difel. A. v.. CATANESE. Topofilia: um estudo da percepção. 7. (Org. RAPOPORT. 1978. E.) Quem tem medo SERPA. 1. Y. n. New York: McGraw-Hill. Ciência e Tecnologia. jan. Cheiros da cidade: paisagem olfativa. Introduction to Architecture. 14-28. 2002. Ciência e TUAN. J. In: forma urbana. 155-160. A cidade e os sentidos.. 29-61. todo humanístico para estudos e intervenções do/no lugar. 1979. A. Rio Claro. A. Percepção e fenomenologia: em busca de um mé. p. 2001. M. Percepção do meio e geografia. A. 160 Desenvolvimento e Meio Ambiente. 1.