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Fundada em 24 de Fevereiro de 2007 Registro na ABIM – 005 - JV

Editorial _______________________________________________________________________________________________

“Eduque as crianças e não será preciso castigar os homens !”


Pitágoras

O mês de agosto, para alguns, é agourento, de má sorte. Entendemos que, como


Iniciados, não nos podemos prender a crendices e superstições, pois já
irradiamos a Luz interna, ou, pelo menos, deveríamos tê-la despertada, para a
iluminação de nosso caminho na vereda iniciática.
Desde sua origem, não traz uma boa fama, de fato; no calendário romano,
chamava-se sextilius, passando a ser chamado de augustus, por determinação do
Imperador Augustus César, em homenagem a ele próprio, por explícito ciúme do seu
antecessor Júlio César, que havia trocado o nome do 5º mês do calendário romano –
quinquilius para Julius, também, como uma auto-homenagem. Não satisfeito, O
Imperador Augustus adicionou mais um dia para o recém-criado mês, a fim de não
ficar em “desvantagem” com seu antecessor, pois o mês de Julius tinha 31 dias. Razão
de termos hoje dois meses seguidos com 31 dias – julho e agosto.
“Vanitas vanitatum et omnia vanitas” (Vaidade das Vaidades e tudo é vaidade), como bem narra uns dos menores
livros bíblicos, o de Eclesiastes, o qual recomendamos como leitura diária a todo Maçom, um auxílio ao trabalho do Eterno
Aprendiz, o de “vencer as paixões e submeter as vontades”.
Maçonicamente, a história nos traz boas recordações, porém apontaremos, apenas, algumas, ainda que superficialmente:
a iniciação e a exaltação do Irmão Guatimozim – D. Pedro I - respectivamente, em 02 e 05 de agosto de 1822, na Loja Commércio
e Artes; em 05/ago/1827 – nascimento do Marechal Deodoro da Fonseca; em 19/ago/1849 – nascimento do abolicionista
Joaquim Nabuco; em 25/ago/1803 – nascimento de Luís Alves de Lima e Silva – Duque de Caxias; em 11/ago/1781 - o
nascimento de um dos maiores Maçons de todos os tempos, Joaquim Gonçalves Ledo, que abrilhanta nossa Coluna Destaques,
com a matéria, “O Discurso de Ledo e o Dia do Maçom”, elucidando nossos leitores quanto à grande confusão de datas e
calendários, utilizados nos primórdios do GOB.
Enfim, efemérides é o que não falta para ignorarmos essa crendice popular.
A matéria de autoria do meu querido Confrade Raimundo da Silva Pereira, “O Evoluir de Uma Idéia Luminosa”, retrata a
altruística criação da egrégia Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes do Estado do Rio de Janeiro, na qual,
orgulhosamente, como Membro Fundador, ocupamos a titularidade da Cadeira nº 11; a Coluna Informe Cultural, através da
matéria, “Até Porque Solidariedade é Fundamental!” apresenta o belíssimo trabalho maçônico-humanitário das Fundações
Hermon e São João, no Sul do país.
Já na Coluna Os Grandes Iniciados apresentamos uma compilação da Vida e Obra de Pitágoras, enquanto na Coluna Ritos
Maçônicos damos continuidade ao “R∴E∴A∴A∴, Parte II”.
Em Reflexões, a matéria, “Comece Consigo Mesmo”, uma colaboração do Irmão Dirceu Goulart, incansável articulista na
Internet, nos leva à introspecção e a entender que a mudança do mundo começa dentro de nós.
Por fim, agradecemos as inúmeras manifestações de carinho e incentivo com relação à nossa Revista, assim como as
críticas e considerações, que muito nos têm ajudado no caminho da busca da excelência de nosso trabalho.
Conscientes de que somos, apenas, uma espécie de canal, por onde fluem os excelsos ensinamentos dos
Mestres da Sabedoria, e de que isso, já por si só, nos atribui a enorme responsabilidade de bem
informar, conscientizar e fazer luz ao entendimento das entrelinhas de muitos “Mistérios”, nos
dedicamos, penhoradamente, a cada edição, a fim de merecer, sempre, a calorosa acolhida de nossos
respeitáveis leitores.
Revista Arte Real – tratando a cultura maçônica com a seriedade que merece!

 

Nesta Edição ______________________________________________________________________________________

Capa – Uma Frondosa Árvore de Sophia............................Capa Os Grandes Iniciados – Pitágoras..............................................7


Editorial.....................................................................................2 Ritos Maçônicos – O REAA – Parte II.................................9
Matéria da Capa - O Evoluir de Uma Idéia Luminosa..........3 Trabalhos – Especulação e Simbolismo.................................11
Informe Cultural – O Que Há Por Vir...............................4 - A Philotimia e os Maçons....................................12
Até Porque Solidariedade é Fundamental...5 Reflexões – Comece Consigo Mesmo....................................13
Destaque - O Discurso de Ledo e o Dia do Maçom............... .6 Boas Dicas – Sites /Indicação de Livros / Edições
Anteriores.............................................13
Matéria da Capa ______________________________________________________________________

O Evoluir de Uma Idéia Luminosa


Raimundo da Silva Pereira

T ranscorriam os últimos dias do mês de novembro do ano


de 2006, quando em plena reunião conjunta das Lojas
Maçônicas, jurisdicionadas à GLMERJ e componentes do
Condomínio Maçônico “Maurício Muzzi”, localizado no
próspero Bairro de Realengo, RJ, a idéia surgiu. Uma plêiade
de Filhos de Ísis, intelectuais com reconhecida capacidade e
invulgar brilhantismo cultural, lançou a luminosa idéia de
preparar o solo fértil, para semear, por intermédio de ilustres
cultores, o que viria a ser, hoje, nossa Academia Maçônica de
Letras, Ciências e Artes, que, sobre ser um Sodalício Cultural, é
local de reflexão e debate de problemas e assuntos
contemporâneos.
Esses abnegados idealistas, impregnados do mais puro
sentimento de divulgação do saber, trocaram idéias e
formularam hipóteses capazes de viabilizar a fundação de uma
Academia, apta a congregar diversos ramos da intelectualidade
existente na família maçônica da Zona Oeste do Rio de Janeiro,
após uma brilhante palestra do Confrade Rivayl dos Reis.
Participaram desse pioneiro evento, os Confrades: Luís O Indispensável elemento vital da maravilhosa seiva
Antonio Luciano dos Santos, Jorge Mandacary Pimentel, intelectual, imprescindível ao crescimento harmonioso e
Francisco Feitosa da Fonseca e Rivayl dos Reis, cujo espírito pujante dessa simbólica árvore da cultura, foi alcançado na
idealístico fez germinar o sentimento, que já pairava, de há pessoa do Sereníssimo Grão-Mestre da GLMERJ, Waldemar
muito, no imaginário de outros entusiastas, que compuseram o Zveiter, magistrado incorruptível, intransigente defensor da
quadro associativo inicial da Academia Maçônica de Letras, soberania do Brasil sobre a Amazônia legal. O Sereníssimo
Ciências e Artes do Estado do Rio de Janeiro. Grão-Mestre Waldemar Zveiter, possuidor de vasta e invejável
A idéia tomou impulso extraordinário, contaminando a cultura, grande entusiasta do estado de direito democrático e
intelectualidade em diferentes seguimentos do pensamento e Maçom por excelência, acedeu fraternal e afetivamente ao
do saber, acarretando a realização de diversas reuniões convite formulado pelo Grupo Precursor, para que participasse
preparatórias. e, de forma vitalícia, presidisse a novel Academia.
O Grupo Precursor foi, então, robustecido com as A aquiescência do Sereníssimo Grão-Mestre em
presenças de outros confrades e continuou no seu indômito afã de participar desse empreendimento deu nova dimensão ao
Fundar e Instalar a Academia Maçônica de Letras, Ciências e projeto inicial, circunscrito aos Filhos de Ísis, membros das
Artes do Estado do Rio de Janeiro, realizando reuniões mensais Lojas Maçônicas jurisdicionadas à GLMERJ e localizadas na
preparatórias, para formalizar esse Sodalício Maçônico nos Zona Oeste da Capital, tornando sua abrangência a todos os
moldes tradicionais da cultura brasileira, ocasionando a Maçons, componentes das Lojas Maçônicas sob os auspícios da
cerimônia inesquecível, em 25 de agosto de 2007. GLMERJ, em todo o nosso Estado.
Para que a semente já selecionada, finalmente plantada, A Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes,
medrasse e crescesse vigorosa, exuberante, bela e promissora, fundada na reunião de 03 de abril de 2007, teve sua Instalação
suas raízes primárias adentraram o manancial da intelectualidade com a investidura da Primeira Diretoria, no dia 25 de agosto de
consagrada, à procura da seiva nutricional, apropriada à formação 2007, em inesquecível Sessão Solene, realizada no Palácio
do raizame capaz de sustentar uma frondosa e superabundante Maçônico da Rua Mariz e Barros, nº 945, RJ. E, também,
árvore produtora e difusora da cultura brasileira, estribada na foram empossados os 31 Acadêmicos Fundadores.
harmonia, na paz e no amor fraternal.
Em reunião memorável, de 06 de novembro de 2007, o
Presidente Vitalício Waldemar Zveiter apresentou proposta,
aprovada por unanimidade, para que a ACAD-M-RJ mesclasse
sua composição, admitindo pessoas do sexo feminino, ligadas à
Maçonaria, fato de repercussão extraordinária em toda a
jurisdição da Grande Loja no Estado de Rio de Janeiro. Essa
inesquecível decisão proporcionou que a segunda Assembléia
Solene e esplendorosa da ACAD-M-RJ, também, no Palácio
Maçônico da Rua Mariz e Barros, empossasse 40 Acadêmicos
(Confrades e Confreiras), no dia 08 de março de 2008.
A Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes, em
seu primeiro ano de existência, demonstra pujança
incomparável, com um quadro social composto por 75
Acadêmicos, dos quais 17 são Confreiras, ligadas de alguma
forma à nossa Sublime Instituição. 
Informe Cultural ______________________________________________________________________

O Que Há Por Vir


Francisco Feitosa

N a edição nº 13, março/08, de nossa Revista, na Coluna


Destaques, apresentamos uma matéria com o título:
“Entusiasmo – o Combustível de um Eterno Aprendiz”, que
necessidade da crescente
região, decretou, através do
Decreto 007 – 2003/08, de
narrava a profícua trajetória da reativação da Excelsa Loja de 24 de julho de 2008, redividir
Perfeição Visconde do Rio Branco, fundada em 12 de janeiro de a 10ª R∴L∴, criando a 14ª
1960, ligada à 10ª Inspetoria Litúrgica de Minas Gerais, R∴L∴, que abrangerá 14
jurisdicionada ao Supremo Conselho do Grau 33º do cidades do Sul de Minas.
R∴E∴A∴A∴ da Maçonaria para a República Federativa do Nesse mesmo dia, o
Brasil. Sacro Colégio esteve reunido
Para ter acesso à matéria supra, clique no link abaixo: em sua Sede, no Oriente de
http://www.entreirmaos.net/arte/artereal13.pdf Jacarepaguá, RJ, em Sessão
Magna de Investidura de
Movido pelo entusiasmo de um Eterno Aprendiz, nos novos Irmãos ao Grau 33° -
foi possível, com o apoio imprescindível de vários Irmãos do Inspetor Geral da Ordem, em
RJ, BH, Juiz de Fora e do Sul de Minas, realizar o sonho dos uma belíssima cerimônia,
Irmãos da região, que estavam impedidos de progredir no cujo destaque foi a
estudo do R∴E∴A∴A∴por carência de Lojas dos Altos Graus, investidura do Grão-Mestre
em uma Região Litúrgica (10ª R∴L∴, MG, Sul de Minas), que, do Grande Oriente do Pará.
para o leitor ter uma idéia de tais dificuldades, é maior que
Na oportunidade, tivemos a honra e o privilégio de ser
todo o estado do Rio de Janeiro.
empossado pelo Soberano Grande Comendador no cargo de
Grande Inspetor Litúrgico, para a recém-criada 14ª Região
Litúrgica , MG.
Além do dia 1º de março, que marcou a reativação da
Excelsa Loja de Perfeição em São Lourenço, com seu
significado de “O que há por vir”, o dia 24 de julho desse
mesmo ano, também, entra no rol de efemérides a ser
comemorado.
Os Irmãos do Sul de Minas estão de parabéns e têm
motivos de sobra, para comemorarem a criação e o,
conseqüente, crescimento da Região. Um grande passo foi
dado para a fundação e/ou a reativação dos Corpos Filosóficos
nas 14 cidades dessa nova R∴L∴.
Reafirmamos que não mediremos esforços, para
proporcionar aos Irmãos o que lhes é de direito: a
possibilidade de evoluírem em sua caminhada maçônica,
através do estudo dos Altos Graus do R∴E∴A∴A∴.
Que o Pai Celestial, o Senhor dos Mundos, cubra de
A data, para sublimar tal evento, foi o “Dia das
bênçãos, com seu Sagrado Manto, essa nova Região Litúrgica,
Calendas” – dia 1º de março – como era conhecido o primeiro
que, altruisticamente, brota como uma Flor de Loto na Serra
dia do antigo calendário romano, com o significado de: “o que
da Mantiqueira.
há por vir”. Seu significado deixou a entender que tal intento
era, apenas, a ponta de um iceberg de realizações e progressos Maiores informações sobre essa matéria poderão ser
para a região. adquiridas através dos contatos: (35) 3331-1288; MSN entre-
A Excelsa Loja de Perfeição, a cada dia, encontra-se irmaos@hotmail.com ; E-mail feitosa@entreirmaos.net 
mais pujante, superando as expectativas. No dia 31 de julho
próximo passado foram investidos novos Irmãos no Grau de
Mestre Secreto, com a criação da turma II/2008. Hoje, a
Excelsa Loja se encontra com 46 Irmãos, ligados ao seu
quadro, em apenas 5 meses de trabalho.
Está em andamento a reativação do Capítulo Rosa-
Cruz Tufy Matuk (15º ao 18º) para receber os Irmãos ao final
dos Graus Inefáveis, e a próxima empreitada será a reativação
do Conselho de Cavaleiros Kadosh (19º ao 30º).
Dada as inúmeras dificuldades de se administrar uma
região tão extensa, embora tenha que ser louvado o belo e
hercúleo trabalho do Grande Inspetor Litúrgico dessa R∴L∴,
Poderoso Ir∴ Jorge Buttrós, 33º, o Supremo Conselho, na
pessoa do seu Soberano Grande Comendador, Poderoso Irmão
Luiz Fernando Rodrigues Torres, 33º, atendendo à
Informe Cultural ______________________________________________________________________

Até Porque Solidariedade é Fundamental!


Francisco Feitosa

E ssa Coluna nasceu com o objetivo de divulgar


eventos culturais maçônicos e altruísticos projetos
da Maçonaria, ou de Irmãos Maçons, que, preocupados
A Fundação Hermon é uma instituição de direito
privado, sem fins lucrativos, instituída em 21 de abril de 2001,
com a manutenção dos verdadeiros valores morais e da pela Grande Loja de Santa Catarina, Grande Oriente de Santa
qualidade de vida do ser humano, doam recursos e/ou Catarina e Grande Oriente do Estado de Santa Catarina; é
parte de seu precioso tempo, em prol de ajudar o composta de 150 unidades, presentes em mais de 50
próximo. municípios catarinenses, potencializando a participação de
Descobrimos duas Fundações, que merecem nosso total apoio aproximadamente 4.000 associados voluntários, para atuar
e respeito, ambas localizadas na região Sul do país, sendo uma com ênfase nas áreas da educação, saúde e assistência social,
em Porto União, Santa Catarina – Fundação Hermon, e outra propiciando melhor condição de vida à sociedade catarinense
em Porto Alegre, Rio Grande do Sul – Fundação São João, pelo desenvolvimento de ações, tendentes a transformá-la
sobre cujo belíssimo trabalho realizado, mostrando a para melhor, através da qualidade, transparência e
preocupação da Maçonaria com os problemas de eficiência administrativa.
nossa sociedade, teceremos algumas A A Comunidade Terapêutica
considerações. Fundação Hermon dedica-se à
A Fundação São João de Apoio recuperação de toxicômanos e
ao Ensino, Pesquisa e Assistência alcoólatras, através de grupos de apoio e
Social tem como finalidade, de residência integral, buscando
basicamente, caráter sua recuperação e posterior
assistencial e beneficente, reinserção social.
sempre, com preferência aos Visando a
Irmãos: recuperação desses
·ações que beneficiem a dependentes químicos, a
Comunidade Maçônica e em Fundação utiliza-se de
geral, desenvolvendo projetos, profissionais responsáveis e
apoiando os já existentes e novos, técnicas de Terapia Ocupacional e
conforme critérios normais de Laborterapia, pelos quais os
aprovação; internos são instruídos,
participando de técnicas de
·ações para
produção de mudas de
arrecadar brinquedos,
essências florestais,
roupas, alimentos
nativas e exóticas,
não-perecíveis, prestando auxílio a creches, asilos e famílias
hortifrutigranjeiros, educação ambiental, oficinas terapêuticas,
carentes;
acompanhamento espiritual, psicológico e social.
·realizações de convênios e parcerias, para desenvolver
Para saber mais sobre a Fundação Hermon, cliquem no
projetos, promovendo programas de saúde e bem-estar social,
endereço, abaixo:
bem como ensino e aprendizagem;
http://www.comunidadehermon.com.br/fundacao.html
·prestação de consultorias, assessorias técnicas e
Somente seremos fortes se estivermos unidos! Até
científicas, formando recursos financeiros e humanos, com o
objetivo de auxiliar entidades e organizações carentes. porque, solidariedade é fundamental! 
A nossa realidade tem mostrado a carência de nosso
povo maçônico em vários segmentos de vida, bem como a
ineficiência do Estado Brasileiro no atendimento às
necessidades básicas de todo cidadão. Esta situação
proporcionou a abertura de uma nova atitude e maneira de
proceder, de um novo modelo de gestão, denominado
fundação, onde vamos priorizar ações, que visem, diretamente,
a beneficiar aos Irmãos das 3 Potências, GORGS, GLMERGS
e GOB-RS, concentrando esforços voluntários, integrando
ações e, fundamentalmente, criando uma população com
escala representativa, de forma que se obtenham, sempre,
prioritariamente, ganhos para todos os Irmãos, iniciando na
área de saúde (atendimento médico e odontológico), dando
mais opções a Irmãos e familiares.
Cliquem no endereço abaixo e saibam mais sobre a Fundação
São João: http://www.fundacaosaojoao.com.br
Destaques __________________________________________________________________________________

O Discurso de Ledo e o Dia do Maçom


Francisco Feitosa

A baixo, transcrevemos o famoso e eloqüente


discurso do Irmão Joaquim Gonçalves Ledo,
realizado na 14ª Sessão – Assembléia do GOB, no 20°
minha indústria, para me conservares na mais triste
dependência da tua; desejavas, até, diminuir as fontes da
minha natural grandeza e não querias que eu conhecesse o
dia do 6° mês, quando, na oportunidade, como Primeiro Universo, senão o pequeno terreno, que tu ocupas. Eu acolhi
Grande Vigilante, exerceu mais uma vez o Grão- no meu seio os teus filhos, a cuja existência doirava, e tu me
Mestrado no impedimento do Grão-Mestre José mandavas em paga tiranos indomáveis, que me laceravam.
Bonifácio. Agora, é tempo de reempossar-me de minha
Liberdade; basta de oferecer-me em sacrifício às tuas
“SENHOR! A natureza, a razão e a humanidade, esse interessadas vistas. Assaz te conheci, demasiado te servi... –
feixe indissolúvel e sagrado, que nenhuma força humana pode os povos não são propriedade de ninguém.
quebrar, gravaram, no coração do homem, uma propensão Talvez, o Congresso de Lisboa, no devaneio de sua
irresistível para, por todos os meios e com todas as forças em fúria (e será uma nova inconseqüência), dê o nome rebelião
todas as épocas e em todos os lugares, ao passo heróico das províncias do Brasil
buscarem ou melhorarem o seu bem- à reassunção de sua soberania
estar. Este principio tão santo como a desprezada; mas, se o fizer, deverá,
sua origem, e de centuplicada força, primeiro, declarar rebelde a Razão, que
quando aplicado às nações, era de sobra prescreve aos homens não se deixarem
para o Brasil, essa porção preciosa do esmagar pelos outros homens, deverá
globo habitado, não aceder à inerte declarar rebelde a Natureza, que ensinou
expectação de sua futura sorte, tal qual aos filhos a se separarem dos seus pais,
fosse decretada longe de seus lugares e quando tocam a época de sua virilidade;
no meio de uma potência (Portugal), que é mister declarar rebelde a Justiça, que
deveria reconhecer inimiga de sua não autoriza usurpação, nem perfídias; é
glória, zelosa de sua grandeza, e que mister declarar rebelde o próprio
bastante deixava ver, pelo seu Manifesto Portugal, que encetou a marcha de sua
às nações, que queria firmar a sua monarquia, separando-se de Castela; é
ressurreição política sobre a morte do mister declarar-se rebelde a si mesmo
nascente Império Luso-Brasileiro, pois (esse Congresso), porque, se a força
baseava as razões de sua decadência irresistível das coisas prometia a futura
sobre a elevação gloriosa desse filho da desunião dos dois Reinos, os seus
América – o Brasil. procedimentos aceleraram essa época,
Se, a esta tão óbvia e justa sem dúvida fatal para outra parte da
consideração, quisesse juntar a sua nação que se queira engrandecer.
dolorosa experiência de trezentos e oito O Brasil, elevado à categoria de
anos, em que o Brasil só existira para Reino, reconhecido por todas as
Portugal, para pagar tributos, que potências e com todas as formalidades,
motivos não encontraria na cadeia tenebrosa de seus males, que fazem o direito público na Europa,
para chamar a atenção e vigilância de todos os seus filhos a tem inquestionavelmente jus de reempossar-se da porção de
usar da soberania, que lhe compete, e dos mesmos direitos, de soberania que lhe compete, porque o estabelecimento da
que usara Portugal, e por si mesmo tratar de sua existência e ordem constitucional é negócio privativo de cada povo.
representação política, da sua prosperidade e da sua A independência, Senhor, no sentido dos mais
constituição? Sim, o Brasil podia dizer a Portugal: “Desde que abalizados políticos, é inata nas colônias, como a separação
o sol abriu o seu túmulo e dele me fez saltar, para apresentar- das famílias o é na Humanidade.
se ao ditoso Cabral a minha fertilidade, a minha riqueza, a A natureza não formou satélites maiores que os seus
minha prosperidade, tudo te sacrifiquei, tudo te dei, e tu que planetas. A América deve pertencer à America, e Europa a
me deste? Escravidão e só escravidão. Cavavam o seio das Europa, porque não debalde o Grande Arquiteto do Universo
montanhas, penetravam o centro do meu solo, para te meteu entre elas o espaço imenso que as separa. O momento,
mandarem o ouro, com que pagavas às nações estrangeiras a para estabelecer-se um perdurável sistema e ligar todas as
tua conservação, e as obras, com que decoras a tua majestosa partes do nosso grande todo, é este...
capital; e tu, quando a sôfrega ambição devorou os tesouros,
que, sob mão, achavam-se nos meus terrenos, quiseste impor-
me o mais odioso dos tributos, a “capitação”. Mudavam o
curso dos meus caudalosos rios, para arrancarem de seus
leitos os diamantes que brilham na coroa do monarca;
despiam as minhas florestas, para enriquecerem a tua
grandeza, que, todavia, deixava cair das enfraquecidas mãos
... E tu que deste? Opressão e vilipêndio! Mandavas queimar
os filatórios e teares, onde minha nascente indústria
beneficiava o algodão, para vestir os meus filhos; negavas-
me a luz das ciências, para que não pudesse conhecer os meus
direitos nem figurar entre os povos cultos; acanhavas a
O Brasil, no meio das nações independentes, e que Além disso, existe outro documento oficial do GOB, na
falam com exemplo de felicidade, não pode conservar-se forma de Ato exarado, emitido em 1922, por ocasião do
colonialmente sujeito a uma nação remota e pequena, sem centenário de sua criação.
forças para defendê-lo e, ainda, para conquistá-lo. As nações A data, em que foi proferido esse fervoroso discurso de
do Universo têm os olhos sobre nós, brasileiros, e sobre ti, Ledo, foi sugerida e aprovada como o Dia do Maçom, na 5ª
Príncipe ! Reunião da CMSB, realizada em Belém, PA, em 1957, por
Cumpre aparecer entre elas como rebeldes, ou como sugestão da GLMMG, baseando-se na falsa interpretação do
homens livres e dignos de o ser. Tu já conheces os bens e os Barão do Rio Branco. Por isso, comemoramos o Dia do Maçom
males que te esperam e à tua posteridade. Queres ou não em 20 de agosto, quando, na verdade, esse discurso foi
queres? proferido no 20º dia do 6º mês (Elul), o que nos remete à data
Resolve, Senhor!” de 09 de setembro.
Como o objetivo de nossa Revista é tratar a Cultura
Cabe salientar que as datas, em que foram realizadas as com a seriedade, que ela merece, estamos apresentando esse
Sessões do GOB, em seus primórdios, vêm criando inúmeras tema com equilíbrio e ressaltando que a veracidade dos fatos
confusões graças à falsa interpretação do Barão do Rio Branco, não tira, de jeito e maneira, nosso direito de comemorarmos o
em notas de “História da Independência do Brasil”, de dia 20 de agosto como o Dia do Maçom.
Varnhagen, copiando Manoel Joaquim de Menezes, em um Em verdade, esse dia deve ser comemorado pelos
erro largamente divulgado, através de diversos compiladores, o verdadeiros Maçons todos os dias, através de uma postura
que gerou inúmeras controvérsias, inclusive, sobre a data de altruística, a exemplo de nossos Irmãos do passado que se
fundação do GOB, devido à confusão do calendário, utilizado souberam impor e derrubar as Bastilhas, assoladoras da
na época: o hebraico (iniciado em 21 de março), utilizado pelo sociedade brasileira.
Rito Adonhiramita, ou o antigo romano (iniciado em 1º de Muitas Bastilhas, ainda, existem, e precisamos,
março), utilizado pelo Rito Moderno. urgentemente, derrubá-las. Ressuscitemos nosso saudoso
Enfim, essa situação poderá ser bem elucidada através Irmão Ledo dentro de nós, através de uma conduta digna de
do livro “História do Grande Oriente do Brasil – A Maçonaria um verdadeiro Maçom. A sociedade exige uma Maçonaria mais
na História do Brasil”, de autoria do historiador maçônico José atuante. Por que não quebrarmos essa quase inércia desde já,
Castellani, editado pelo próprio GOB. Castellani se baseou em aproveitando esse ano eleitoral?
documentação do GOB, que poderá ser acessada na Biblioteca Feliz Dia do Maçom!
Nacional, no Rio de Janeiro, com o título: “Documentos para a * O texto do discurso proferido por Joaquim
História da Independência”, volume I, onde, no capítulo Gonçalves Ledo nos foi, gentilmente, cedido pelo
referente à Maçonaria e à Independência, consta a certidão das Valoroso Irmão Fernando Colacioppo (Coordenador da
Atas das Sessões do Grande Oriente, em 1822. Rede Colméia).

Os Grandes Iniciados _____________________________________________________________

Pitágoras
Francisco Feitosa

"Com ordem e com tempo, encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem."

A Coluna “Os Grandes Iniciados” apresenta mais


um Mestre de Sabedoria que iluminou o mundo
com seus excelsos ensinamentos, sendo, até hoje, um
foi abençoado pelo Sumo Sacerdote.
Desde cedo, revelou tendência acentuada para os mais
árduos estudos, discutindo com os Sacerdotes de Samos
Farol a guiar os passos da humanidade. Através de um e com os filósofos da Jônia.
trabalho de compilação, apresentamos a Vida e Obra de Aos 18 anos, era discípulo de
Pitágoras. Hermodamas de Samos; aos 20, do grande
A Escola Itálica compreende o mais Pericydes, que, segundo Cícero, foi o
importante e, ao mesmo tempo, o mais primeiro filósofo grego a afirmar a
obscuro movimento filosófico na Grécia, imortalidade da alma; discutira até com
anterior a Sócrates. A filosofia emigra Thales e Anaximandro, em Mileto.
das costas da Jônia para a Itália e Embora todos esses Mestres lhe tenham
Cecília, ali constituindo a Escola Itálica, aberto novos horizontes para os estudos,
conforme a chamou Aristóteles. nenhum o satisfazia inteiramente.
O seu fundador foi Pitágoras cujo nome Sabe-se que o hierofante Adonai
significa o Anunciador Pítico (Pythios), talvez, a aconselhou-o a ir ao Egito, recomendado-o ao
mais incompreendida figura da antigüidade faraó Amom, onde, afirma-se, foi iniciado nos
clássica; nasceu em Samos, por volta de 580 a.C., e mistérios egípcios, nos santuários de Mênfis,
era filho de Mnesarcos, rico comerciante, e de uma Dióspolis e Heliópolis, por cerca de 22 anos.
mulher, chamada Parthemis ou Pythaia. Afirma-se, ademais, que realizou um retiro no
A Pitonisa de Delfos, consultada quando Monte Carmelo e na Caldéia, quando foi feito
os recém-casados estavam viajando, lhes prisioneiro pelas tropas de Cambísis, tendo sido,
prometera um "filho, que seria útil a todos os daí, conduzido para a Babilônia. Em sua viagem a
homens e em todos os tempos". Quando essa metrópole da Antiguidade, conheceu o
completou um ano, sua mãe, a conselho dos sacerdotes de pensamento das antigas religiões do Oriente e freqüentou as
Delfos, levou-o ao Templo de Adonai, no Vale do Líbano, onde aulas, ministradas por famosos mestres de então.
Viajou muito, para estudar em vários centros este só falava àqueles que estivessem preparados para receber
iniciáticos do Egito, Babilônia, Pérsia e Índia, sendo, ainda seus ensinamentos. Só então, é que ele recebia da boca de
hoje, conhecido neste último país com o nome de Pitágoras a doutrina áurea da Verdade. Pitágoras falava da
Yavanacharya. Regressou finalmente a sua Ilha natal, Causa sem Causa, da qual tudo emanou - o Um e o Todo. "O
abandonando-a depois, para instalar-se na Itália Meridional, corpo de Deus" - dizia - "é da substância da Luz". Afirmava que
onde encontrou clima favorável para as reformas que pretendia duas coisas fizera o Criador à sua Imagem e Semelhança: o
introduzir. Sistema Cósmico, com seus inúmeros sóis, luas e planetas, e o
Durante o período em que viveu em Samos, o tirano Homem, em cuja natureza existia todo o Universo em
Polícrates assumiu o governo da cidade, o que obrigou miniatura.
Pitágoras a emigrar para a colônia grega de Crotona, onde Ensinava, ainda, que a vida humana era, apenas, um
fundou uma escola filosófica-religiosa, da qual podiam elo de uma cadeia quase infinita de vidas, através das quais vai
participar homens e mulheres. a alma obtendo as experiências de
Antes de sua localização na Magna que necessita, para regressar à
Grécia, relata-se que esteve em Unidade de onde brotou. O
contato com os órficos, já em homem bom colhe frutos bons; o
decadência, no Peloponeso, tendo, mau semeador não pode esperar
então, conhecido a famosa senão por uma má colheita.
sacerdotiza Teocléia de Delfos. Aprendia, também, a conhecer os
Pitágoras era, então, Números, que, para Pitágoras,
possuidor de todas as ciências constituíam a própria essência das
profanas e sagradas. Era um coisas.
eminente matemático, autor de A matemática, que
importantíssimas descobertas estudava, era a geometria dos
astronômicas e criador da acústica. números; o Um é o ponto; o dois, a
Conhecia toda a filosofia, linha; o três, a superfície; o quatro,
todos os cânones da poesia. Por o corpo sólido. O número 10, soma
outro lado, iniciou-se em todos os dos quatro primeiros, é o número
mistérios antigos, conhecia todos chave e constitui a famosa
os arcanos, que eles zelosamente TETRACTIS. Também, para os
guardavam. Entretanto, como Cabalistas, o número 10 revestir-
relata Cícero, chamava-se a si se-ia de uma importância
próprio de "filósofo" (amigo da extraordinária, sendo, para eles,
sabedoria), repudiando o termo considerado o número perfeito; as
sábio. 10 Sephirots são as dez emanações
Os iniciantes à Iniciação da Suprema Deidade.
Pitagórica passavam por um Com os números,
estágio de dois a cinco anos, o relaciona-se a teoria da música,
estágio da preparação - Paraskeué. que se fundamenta na medida dos
O discípulo, denominado intervalos. No Cosmos, cada astro
“Acustecói”, devia render culto aos dá uma nota, e o conjunto constitui
deuses e aos Espíritos Superiores, a harmonia das esferas, a música
aprendendo a amar uma Lei celestial, que não ouvimos, por ser
Divina, que a tudo e a todos regia. constante.
Durante esse período, devia o discípulo observar em As descobertas matemáticas dos pitagóricos eram
silêncio absoluto, para que os turbilhões mentais serenassem e secretíssimas, e, severamente, punido o discípulo que as
ele pudesse, então, ver refletida em sua mente a luz puríssima revelasse. Muito adiantadas as suas concepções astronômicas,
da verdade. O aspirante devia possuir as 10 virtudes conhecendo, já, a rotação da Terra.
Pitagóricas, que correspondiam às que Manu prescrevera na O terceiro grau do discípulo pitagórico era o da
Índia e, também, às Paramithas Budistas. perfeição - Teleiótes. Os mais profundos conhecimentos
O segundo estágio era o da purificação - Katarsis. O ocultos eram, então, revelados aos já discípulos aceitos que,
discípulo devia praticar uma higiene muito rigorosa e uma tendo aprendido, deviam, agora, ensinar. Era preciso que
ginástica racional, para que pudesse desenvolver-se fossem, então, pelo mundo afora, para espalhar, por toda a
harmoniosamente, pois a Taça Sagrada, que contém o Espírito, humanidade, os fertilizantes raios da virtude e da justiça.
deve ser absolutamente pura, imaculada e suficientemente rija,
para que possa conter, durante todo o tempo necessário, a
evolução. "O corpo é uma tumba", diziam os pitagóricos; "deve
ser superado, mas não deve ser perdido".
A alimentação devia constar, apenas, de comidas puras
e, por isso, a carne, saturada de animalidade, devia ser
rejeitada. Aprendia a ser tolerante, sincero, nobre de
sentimentos e de aspirações. A música e a matemática
ocupavam, também, um lugar preponderante. Pitágoras
cultivava ardorosamente a música, que dizia ter a propriedade
de excitar ou acalmar as paixões. Descobriu que a altura dos
sons obedecia a regras numéricas. A essência do mundo -
concluiu - não era, pois, nenhum elemento, mas um Número,
uma Lei.
O discípulo, até então, ainda, não vira Pitágoras, pois
Estudava-se cosmogonia e psicologia esotéricas, que de natureza holística, na qual o conhecimento estava integrado
tocavam os mais profundos mistérios da vida e os segredos em um conjunto de princípios éticos, metafísicos e religiosos.
perigosos das ciências e das artes ocultas. Este conhecimento tinha, ainda, uma função gnosialógica (ação
A última etapa era a “Epifania”, estado no qual o em busca do conhecimento, da sabedoria) e existencial, tendo
Iniciado, tendo unido sua alma a Deus, contempla a Verdade influenciado o desenvolvimento de toda a filosofia posterior,
Integral. Nesse grau, Pitágoras contentava-se em ensinar aos particularmente, o pensamento de Platão, os humanistas do
seus fiéis a aplicação da doutrina: Renascimento, Paracelso e os alquimistas.
“A origem do bem e do mal é mistério incompreensível O seu famoso Instituto foi, finalmente, destruído em
para quem não se importa com o fim das coisas”. seu incêndio; segundo uns, pereceu Pitágoras, junto com os
“A liberdade não existe para os escravos das próprias seus mais amados discípulos, enquanto outros afirmam que
paixões, para os que não crêem em deus e para os que a vida conseguiu fugir, tomando um rumo, que permaneceu ignorado.
é apenas um clarão no meio de dois nadas”. Segundo as melhores fontes, Pitágoras deve ter falecido
“Os Versos Dourados”, de Lisis, ressaltam a essência do entre 510 e 480. A sociedade pitagórica continuou após a sua
sistema pitagórico, repleto de ética científica, capaz de formar morte, tendo desaparecido quando do famoso massacre de
uma sociedade de homens corretos, tão adaptáveis à religião da Metaponto, depois da derrota da liga crotoniata.
ciência quanto à ciência da religião. *Compilação de várias fontes, incluindo as Revistas
A filosofia de Pitágoras e todo o movimento, criado a Dhâranâ e Aquarius, órgãos de divulgação da
partir de seus ensinamentos, deram a base de uma ciência total, Sociedade Brasileira de Eubiose. 

Ritos Maçônicos _____________________________________________________________________

Rito Escocês Antigo e Aceito – Parte I I


Ailton Pinto de Trindade Branco

O nome Rito Escocês Antigo e Aceito foi anunciado


para o mundo maçônico após a criação do primeiro
Supremo Conselho em Charleston, Estados Unidos, em
Grande Loja dos “Antigos” de Londres. A Grande Loja Geral
Escocesa de Paris uniu particularidades do Rito Antigo Aceito,
de origem operativa, praticado na Escócia, com a natureza
31 de maio de 1801. hebraica do Rito de Perfeição, e organizou um ritual para os
Em 4 de dezembro de 1802, uma Circular levou ao graus ditos simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito.
conhecimento dos maçons, principalmente europeus, a criação Assim como, no presente, associa-se naturalmente
do Conselho-Mãe em Charleston, na Supremo Conselho com Rito Escocês
Carolina do Sul, denominado Antigo e Aceito, pode-se considerar a
Supremo Conselho dos Soberanos mesma associação no passado, entre
Grandes Inspetores Gerais, 33º, e Maçonaria Azul e as Lojas-Mãe
último Grau do Rito Escocês Antigo e Escocesas. Na França, a primeira
Aceito. Loja-Mãe Escocesa foi a de Marselha,
Antes de 1801, fora fundado criada em 1751, coincidindo com a
pelo Conde de Grasse-Tilly um fundação da segunda Grande Loja,
Supremo Conselho nas Índias em Londres, que se declarou dos
Ocidentais Francesas, com 33 graus. “Antigos Maçons”. A segunda Loja-
Entretanto, esse Supremo Conselho Mãe, na França, foi a de Avinhão, e a
foi ignorado e abafado pelo Supremo terceira, a Grande Loja Geral
Conselho Norte-Americano, que Escocesa, já referida, criada em Paris,
conseguiu fazer-se constar como o em 1804, para organizar o ritual que
Supremo Conselho-Mãe do Mundo. serviu para os três graus básicos dos
Nos três primeiros anos de 33, da vertente latina do Rito Escocês
vida do Supremo Conselho Norte- Antigo e Aceito.
Americano, o Rito Escocês Antigo e O Supremo Conselho,
Aceito permaneceu sem ritual fundado em 1801, nos Estados
próprio. Os Altos Graus funcionaram Unidos, veio para organizar a
com os Graus de Perfeição do Rito de maçonaria, praticada nos chamados
Heredom, acrescentados dos oito Altos Graus, entre os quais estavam
novos graus, que totalizavam os 33. os do Rito de Heredom, criado a
Os novos graus não eram iniciáticos e partir de 1758 e usado como
ganharam conteúdo mais referência para a criação do Rito
administrativo que litúrgico. Os Escocês Antigo e Aceito. O novo Rito
Graus Simbólicos, na época, conhecidos como Maçonaria Azul, se constituiu literalmente de 33 graus. Na prática, dos 33
foram os da ritualística norte-americana. graus, o Supremo Conselho de Charleston interessou-se em
O segundo Supremo Conselho criado foi o da França, comandar do 4 ao 33, não se envolvendo com os três
em 1804, quando, também, foi confeccionado o primeiro ritual primeiros, para evitar conflito com a Maçonaria Norte-
dos graus simbólicos do Rito, o “Guide des Maçons Écossais”. Americana das Lojas Azuis. Desistiu de qualquer tipo de
Foi idealizado pelos maçons franceses, apelidados de ingerência nos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre do
“escoceses”, que fundaram, nesse mesmo ano, 1804, uma nova Rito Escocês Antigo e Aceito. E, com essa mesma concepção, o
Obediência Maçônica em Paris: a “Grande Loja Geral Rito chegou a França, em 1804, através do Supremo Conselho,
Escocesa”, mais uma Loja-Mãe do Rito Antigo Aceito, um fundado em Paris, dentro do Grande Oriente de França, que
modelo ritualístico, recebido dos maçons integrantes da tinha o Rito Moderno, ou Francês, como oficial.
Inicialmente, o Supremo Conselho da França manteve Lojas-Mãe Escocesas, que desapareceram nos anos seguintes.
o mesmo modelo de seu precursor americano: deixou os graus Quando o Grande Oriente da França assumiu os Graus
simbólicos para a Grande Loja Geral Escocesa, criada, Simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito e criou as Lojas
também, em 1804, para organizar os graus simbólicos do Rito Capitulares, estabeleceu um segundo modelo de
Escocês Antigo e Aceito, que funcionou, ao exemplo do funcionamento e jurisdição para o Rito. Os Altos Graus se
Supremo Conselho, dentro do Grande Oriente da França. A constituíram do 19º ao 33º sob a hegemonia do Supremo
partir de 1816, com o desaparecimento da Grande Loja Geral Conselho, e os graus abaixo desses ficaram sob a autoridade do
Escocesa, o Grande Oriente assumiu as atribuições do Grande Oriente. As divergências entre o Supremo Conselho da
simbolismo escocês antigo na França e, França, de um lado, e os Supremos
ao fazê-lo, diminuiu a autoridade do Conselhos dos Estados Unidos e da
Supremo Conselho sobre o número de Inglaterra, de outro, dividiram o Rito
graus, criando, sob sua jurisdição, as Escocês Antigo e Aceito em duas
Lojas Capitulares, que trabalham dos vertentes: uma ortodoxa, a anglo-
graus 1º ao 18º, do Rito Escocês Antigo saxônica, outra heterodoxa, latina, ou
e Aceito. Nessa ocasião, lançou um novo francesa. Foram alterados alguns
ritual para as Lojas Capitulares, em procedimentos ritualísticos, símbolos e
1820, implantando diversas alterações até a concepção interna do Templo.
no ritual de 1804. Uma das principais modificações foi a
O ritual de 1804, em linhas implantação de um desnível, que
gerais, reproduz os procedimentos passou a caracterizar o Oriente como
praticados pelos maçons da Grande uma região geográfica delimitada, e não
Loja dos “antigos” de Londres. Algumas mais constituída, apenas, pelo
diferenças foram inevitáveis, para Venerável Mestre. A cor igualmente foi
conciliarem a ritualística da Maçonaria trocada. O azul da Maçonaria Azul
Azul dos “antigos” com o simbolismo cedeu lugar para o vermelho do Grau
fundamental dos Altos Graus. Por isso, Rosa-Cruz, o mais elevado da Loja
o Primeiro Vigilante foi deslocado do Capitular, e os graus de Aprendiz,
centro do Ocidente, em frente ao Companheiro e Mestre passaram a fazer
Venerável Mestre, para junto da Coluna parte de uma denominação nova: o
do Norte, e o Segundo Vigilante trazido Simbolismo, que recebeu o vermelho. O
do meio da Coluna do Sul, para a ponta Simbolismo substituiu a Maçonaria
da mesma Coluna, ambos, lado a lado, Azul. Assim se formou a vertente latina
no Ocidente. A nova distribuição das do Rito Escocês Antigo e Aceito. Mais
Luzes no Templo compatibilizou-as tarde, os Supremos Conselhos do
com a encontrada nos graus acima do 3, os Graus de Perfeição, mundo inteiro reivindicaram o retorno para o sistema inicial,
recolhidos do Rito de Heredom. ou seja, com poderes sobre o conjunto de graus, a partir do 4º
e se estendendo até o 33º, ocasionando o desmantelamento
A idéia de um rito maçônico, originário do movimento
das Lojas Capitulares. No entanto, as cores permaneceram as
de criação dos Supremos Conselhos a partir dos Estados
duas, dependendo da vertente e da ritualística, também, pois o
Unidos da América, que ganhou o nome de Rito Escocês
simbolismo da vertente latina é diferente da vertente anglo-
Antigo e Aceito, se apoiou na certeza de que o importante, no
arcabouço do Rito, seriam os Altos Graus. A Maçonaria Azul saxã. 
teria o papel, apenas, de base do edifício, servindo de
arregimentadora de pretendentes. O primeiro Supremo
Conselho concebeu o Rito com 33 graus, mas deu aos três
primeiros importância mínima, não lhes revestindo da
roupagem própria do escocesismo. Aproveitou o que já existia
no país e, sobre eles, montou a estrutura principal do 4º ao
33º. Presentemente, considera-se que essa foi a vertente anglo-
saxã do Rito Escocês Antigo e Aceito, que permanece sem
rituais próprios para Aprendiz, Companheiro e Mestre. Nos
Estados Unidos, o Rito existe do grau 4º para cima. Não há
Loja especializada em trabalhos simbólicos do Rito Escocês
Antigo e Aceito.
A existência de duas influências ritualístico-
institucionais foi materializada após a chegada do Rito a
França. Até 1813, as Lojas-Mãe Escocesas lideraram a
Maçonaria Azul na França e mantiveram a ritualística sem
alterações. A fusão das duas Grandes Lojas inglesas, a dos
“modernos” e a dos “antigos”, na atual Grande Loja Unida da
Inglaterra, enfraqueceu a posição das Obediências, que
preservavam a ritualística dos “antigos”, como foi o caso das

“O discípulo evolui por seus próprios méritos,


e a si mesmo transformando, transforma o mundo.”
Professor Henrique José de Souza
Trabalhos __________________________________________________________________________________

Especulação e Simbolismo
Francisco de Assis de Góis

S egundo William Preston, a Maçonaria Especulativa


compreende a ordem oculta do Universo e das coisas
secretas, tanto terrenas como celestiais, e, mais
Isso equivale a dizer que é o nosso dever estudar e
aprender a interpretar o significado de nossos Símbolos e
Alegorias, pois, assim, estaremos mais aptos a interpretar a
particularmente, aquelas de natureza espiritual e grande alegoria da Natureza.
intelectual. Não devemos esquecer que, na composição da
A Maçonaria Operativa direcionou nossos trabalhos à Maçonaria, muitas diferentes tradições e linhas de
perfeição, enquanto a Especulativa nos remete à felicidade. ensinamento se misturaram no decorrer das gerações; e, assim
Uma nos direcionou ao discernimento e ao uso dos dons da sendo, é possível que um homem exponha uma linha de
Natureza, enquanto a outra nos interpretação, e outro tenha uma visão
possibilita investigar a ordem e o sistema um pouco diferente. É possível que
do Universo, adaptando às suas regras as ambos estejam certos e tudo tenha
nossas idéias e conceitos de justiça, o acontecido pelo fato de que um se tenha
único meio pelo qual o homem pode viver concentrado num aspecto e o outro, num
em paz, com conforto e felicidade, no segundo, sendo ambos verdadeiros.
mundo. No entanto, há algo que devemos
Conseguir um progresso diário na ter sempre em mente, ao estudarmos o
Maçonaria é um dever, que cabe a cada significado e a origem de todos os
um dos membros dessa Sociedade, e isso costumes, práticas ritualísticas e
é algo, expressamente exigido em nossas símbolos: com o passar do tempo, os
leis. Que propósito pode ser mais nobre homens são capazes de esquecer a
que a busca da virtude? Qual motivo pode verdadeira origem e significado,
ser mais atraente do que a prática da passando a inventar novas e ingênuas
justiça? Qual instrução pode ser mais explicações. Eles criam novas lendas ao
benéfica do que uma acurada elucidação redor de antigos costumes e tradições, ou
dos mistérios simbólicos, que proliferam as importam de alguma outra escola de
e enfeitam a mente humana? credo. Esse tipo de tendência pode ser
observado de muitas formas na
Tudo aquilo que os olhos
Maçonaria.
alcançam, mais rapidamente, desperta a
atenção e grava, na memória, aquelas Mais de um significado está
circunstâncias, que vêm acompanhadas oculto por trás de nossos silenciosos
de sérias verdades. Assim, os maçons emblemas, e, normalmente, a aparente
adotaram, universalmente, o método de explicação, dada no cerimonial, não é
inculcar os princípios de sua Ordem por meio de emblemas e nem o significado original, nem o
alegorias. Essa prática conseguiu evitar que seus mistérios profundo, a ele agregado.
chegassem ao alcance de todo noviço desatento e Trechos da obra "Leaves from Georgia Masonary" se
despreparado, de quem eles poderiam não receber a devida referem à questão geral acerca dos simbolismos e da
atenção. especulação:
Em seu livro "Uma Interpretação de Nossos Símbolos “O simbolismo é a chave de todos os mistérios, de todas
Maçônicos", J. S. M. Ward escreve: as religiões, modernas e antigas e de todo conhecimento
“Podemos sair da Loja e, ao apreciarmos a natureza, esotérico. Sem uma compreensão do significado dos símbolos,
perceber que tudo que nos cerca é algo que Deus está a nos jamais, conseguiremos apreciar a beleza da vida, ou entender
ensinar por intermédio de símbolos e alegorias. O Sol, que se aquilo que a nossa fé nos procura ensinar. Porém, assim que o
eleva no firmamento, não é uma nítida imagem de sua glória? conhecimento dos símbolos nos começa a chegar, cada vez
Ele ilustra o seu poder criativo, e, em seu nascente e seu mais, tornamo-nos livres e iniciados”.
poente, está uma alegoria de nossa existência: a vida e a morte
e, mais ainda, a ressurreição. A semente, plantada no solo, nos
mostra uma mesma mensagem, e até o mais humilde dos
animais, no campo, pode nos ensinar importantes lições”.
Todas as leis da natureza são as suas leis, e, quanto
mais as estudamos, mais compreendemos não se tratar de um
mero resultado do acaso, mas a prova de um profundo e
abrangente Intelecto, a cujo lado o intelecto do mais sábio dos
homens não passa de brincadeira de criança.
Seguramente, um dos principais objetivos de nossa
vida na Terra é o de podermos tentar compreender, embora de
forma tênue, o significado de Seus grandes símbolos.
Assim, existe um profundo significado na injunção
incumbida a cada maçom: "fazer avanços diários no
conhecimento maçônico".
“Palavras são inadequadas para transportar ou O estudante, que quiser aprender o que são esses
transmitir as verdades espirituais, pois todas elas têm origem princípios, deve estar disposto a vivenciá-los. Como já foi dito,
material e, conseqüentemente, um significado material. A a sabedoria é um crescimento da alma. Os princípios morais de
Maçonaria não emprega palavras para transmitir as mais nada valem, até que se tornem vivos e direcionados, pela
profundas verdades espirituais, ela utiliza símbolos. prática, aos mais profundos recônditos da alma.
Geralmente, são simples figuras cujos inícios se ocultam no A sabedoria é inútil a menos que possa ser posta em
passado místico e cujos primeiros usuários são prática.
desconhecidos”. Se você não estiver disposto a vivenciar a sua
“Estude seriamente os símbolos da Maçonaria e escave Maçonaria, não procure conhecer seus sagrados mistérios, pois
fundo no entulho do Templo, para encontrar as grandes esse conhecimento traz em si a responsabilidade do uso e da
verdades ali enterradas, pois os resultados recompensarão obediência, e é impossível esquivar-se dessa
essas buscas. Porém, o estudo dos símbolos, sem a responsabilidade.
aplicação prática na vida, não passará de um No entanto, a Maçonaria não detém
mero exercício intelectual, e, se você tentar, o monopólio da verdade, e nem toda a
simplesmente, entendê-lo, sem vivenciá-lo, o sabedoria dos antigos sábios. Na verdade, nem
resultado será mais problemas do que ela nem qualquer outra organização podem
proveitos”. avocar para si o monopólio dessas qualidades.
“Tão logo tenha aprendido o significado Essa sabedoria e as grandes verdades da vida
de um símbolo, torne-o parte de sua vida, estão encerradas dentro de nós, e precisamos
sorva-o como a água da mais pura das fontes, despertá-las. Em cada homem, essas
alimente sua alma com ele, faça com que ele verdades estão ocultas em seu coração, de
seja um dos guias do seu coração. Assim você estará forma que, ao se deparar com uma delas, ele não se
crescendo em conhecimento, enquanto a sua alma se surpreende, pois parece identificar um antigo e familiar
elevará ainda mais, chegando mais próximo das estrelas e da conhecimento.
sabedoria divina que eles encerram”. No entanto, as pessoas não conseguem enxergar essas
A sabedoria é um crescimento da alma, e esta verdades, quando levam suas vidas sob falsos padrões ou
recompensa não pode ser adquirida senão pelo igual valor em quando obscurecem o seu julgamento por meio de erros ou
sacrifício. Cada vez que você progride, se sentirá depositando, vícios.
no altar dos sacrifícios, algo que representou o trabalho de suas Elas estão encobertas nas alegorias do mundo e, até
mãos e do seu coração, retribuindo, assim, aos seus irmãos e à mesmo, nos contos de fadas, que contamos às crianças. Porém,
humanidade os benefícios que recebeu livre e gratuitamente. as pessoas não conseguem ouvir o significado espiritual, tão
O desígnio da Maçonaria é o de tornar o homem mais simples ao conhecedor, até que seus ouvidos estejam
sábio e melhor, e, conseqüentemente, mais feliz. Ela sintonizados com a harmonia do espírito.
estabelece, em suas instruções simbólicas, os princípios da Esses segredos de inestimável valor estão, claramente,
moralidade que têm inspirado as vidas verdadeiramente estampados no Livro da Natureza, aquela prodigiosa Obra,
grandiosas. Aquele que observa e cumpre os preceitos produzida e escrita pelo Próprio Grande Criador, mas que
maçônicos haverá de encontrar, dentro de si, um certeiro e somente os homens de valor têm a capacidade de decifrá-los e
infalível monitor, no qual poderá, sempre, confiar. entendê-los. 

Trabalhos __________________________________________________________________________________

A Philotimia e os Maçons
Ernani Souza

P hilotimia – do grego: Amor à honra, apreço pela honra,


pela dignidade.
Honra - do latim: Princípio ético, que leva alguém a
humildade (aquela que abre todas as portas), bem que
“Philotimia” poderia ser sinônimo de “Maçom”, considerando
sua definição básica: “Ter amor e apreço pela honra e pela
ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite dignidade”.
gozar de bom conceito junto à sociedade. A bem querer, o ideal era todo Maçom ter a
Dignidade - do latim: Qualidade moral, que infunde “philotimia” (o amor à honra e à dignidade) dentro de si; dessa
respeito; consciência do próprio valor; honra, autoridade, forma, a ética maçônica seria melhor preservada, e os serviços
nobreza. humanitários e espirituais, prestados à humanidade, seriam de
De certa forma, conservando o bom senso da maior eficácia e pureza.
O objetivo principal do Maçom é melhorar a sociedade e a justiça entre os povos, procurando melhorar a condição de
em que vive, através de seu bom exemplo; para isso, tem que vida humana e espiritual de todo o planeta. Um
fazer uso da sua fraternidade, caridade e tolerância pessoal e comportamento philotímico do Maçom, com certeza, certifica e
ensinar a todos “o quão bom e suave é que os irmãos vivam solidifica mais os princípios fundamentais, que perpetuam a
em união”; tem que, em todo momento de sua vida, estar de pé existência da Maçonaria em nosso planeta através dos tempos.
e à ordem, para “levantar templos à virtude e cavar masmorras Todo o Maçom, em qualquer parte do mundo que esteja, tem o
aos vícios”, objetivando, com isso, combater as distorções de dever sagrado de manter e fazer evoluir, em sua alma, o amor à
comportamento, prejudiciais à evolução social e comunitária; honra e à dignidade (“philotimia”), defender os princípios
tem que ser livre e de bons costumes, para melhor difundir éticos da Maçonaria e servir de bom exemplo para o
seus conhecimentos e seu exemplo, levando meios igualitários aprimoramento social e espiritual da humanidade.
de prosperidade para todos; tem que combater o despotismo, a Observando por esse prisma, a “philotimia” e os
ignorância, os preconceitos e os erros, para glorificar a verdade Maçons são vinhos do mesmo Graal. 

Reflexões _____________________________________________________________________________________

Comece Consigo Mesmo

A s palavras a seguir foram escritas na


tumba de um bispo anglicano (1100
d.C.), nas criptas da abadia de Westminster:
numa última e desesperada tentativa, procurei
mudar, apenas, minha família, aqueles mais
próximos a mim, mas, ai de mim, eles não
“Quando era jovem e livre e minha mudaram. E, agora, deitado em meu leito de
imaginação não tinha limites, eu sonhava em morte, subitamente percebo:
mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais se eu tivesse, apenas, mudado a mim
sábio, descobri que o mundo não mudaria; e mesmo primeiro, então, pelo exemplo, eu teria
assim, reduzi um pouco os limites de meu ideal e mudado minha família. Com sua inspiração e
decidi mudar, apenas, meu país. Porém este, estímulo, eu poderia ter melhorado meu país e,
também, parecia imutável. quem sabe até, ter mudado o mundo”.
* Colaboração do valoroso Irmão Dirceu
À medida que chegava ao crepúsculo,
Goulart 

BoasDicas _____________________________________________________________________________________________

 Sites 
Conheça os sites: www.livrosmaconicos.com - Livros maçônicos e
www.entreirmaos.net - o site da Família Maçônica.
 Livros 
Indico o livro “Reflexões Maçônicas” de autoria do Irmão Jorge
Tavares Vicente, editado pela editora Marques Saraiva.
 Arte Real – Edições Anteriores 
Já se encontram disponíveis para download as edições anteriores
do Arte Real no site www.entreirmaos.net
Obrigado por prestigiar nosso trabalho. Temos um
encontro marcado na próxima edição!!! 

Arte Real __________________________________________________________________________________________________________

A rte Real é uma Revista maçônica virtual, de publicação mensal, que se apresenta
como mais um canal de informação, integração e incentivo à cultura maçônica,
sendo distribuída, diretamente, via Internet, para cerca de 11.000 e-mails de Irmãos
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