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ÍNDICE

Capa de Rom Freire


Índice e tira de Josi OM 2
Editorial de André Carim e tira de Josi OM 3
HQ: “Agente Laranja x Xandra”, Luiz Iório 4
HQ: “Guerra”, de Luiz Iório 12
Entrevista com Elinaudo Barbosa 17
HQ: “Invasão”, de Luiz Iório 28
Ilustração de Luiz Iório 34
Divulgação de Revistas e Alternativos 35
HQ: “Reencarnados”, de Glauco Torres Grayn 40
HQ: “Águia Dourada”, de Maurício Rosélli Augusto 51
HQ: “Um Crente, de Francisco Vilachã 61
Ilustração de Daiany Lima - Vampirella 62
HQ: “O Muro”, de Alex Moletta e Carlos Brandino 63
Ilustração de Luiz Iório 66
HQ: “Sozinha com sua Alma, de Francisco Vilachã 67
Ilustração de Pedro Ponzo 70
Ilustração de Luiz Iório: Adriana, a Agente Laranja 71
Contracapa: ilustração de Kléber Lira, Vampiras Isabela e Valquíria,
MÚLTIPLO – FANZINE DE HQs
e cores de Fito Cordeiro
Editor: André Carim de Oliveira
Periodicidade: Mensal – Nº 15 – janeiro de 2018 Fanzine Múltiplo e Adriana
Fanzine online que pode ser baixado em: Dee, a Agente Laranja, regis-
http://multiplozine.blogspot.com.br/ e https://www.fa-
cebook.com/groups/410201319362851/ trados na Biblioteca Nacio-
Ou solicitado pelo e-mail:andrecarim@outlook.com nal sob o número 83.569 em
19 de julho de 1993 – Autor
e criador: André Carim de
Oliveira.

Tira de Josi OM,


Castro, o Castor
No calor do verão mais um Múltiplo para refrescar a
alma...

Um novo ciclo se inicia, 2018 já é uma realidade para todos


nós, e o Projeto Múltiplo mais uma vez chega com um Fanzine re-
cheado de atrações.

Não poderia falta, claro, uma HQ da Agente Laranja, para


quem estava com saudades da Laranjinha, trago nesta edição uma
aventura dela roteirizada e ilustrado pelo mestre Luiz Iório, um
crossover com sua personagem “Xandra”. Alias, o mestre também
nos presenteia com algumas HQs e ilustrações.

Infelizmente, por motivos técnicos, a 4ª parte da minissérie


“O Olhar do Vampiro”, não ficou pronta a tempo, mas retornarei
com esta e com as partes finais tão logo seja possível. Isso dará um
tempo maior para quem quiser ser o criador da capa do último epi-
sódio se programar e enviar.

Para esse ano de 2018 muitas aventuras e projetos serão im-


plementados, e com o seu apoio e colaboração, chegaremos ao fi-
nal do ano com muito mais HQs nacionais. Boa leitura, amigos...

André Carim

Tira de Josi OM,


Castro, o Castor
ENTREVISTA COM

Elinaudo
barbosa
Entrevista com Elinaudo Barbosa

Nome, idade, local de nascimento.


Antonio Elinaudo Daniel Barbosa, 42, 30/junho/1975 em Forta-
leza-CE

Elinaudo e a esposa, Régia da Costa


Onde reside hoje?
Fortaleza-CE

Como começou a desenhar e o que curtia?


Eu morava no interior e na época
escola infantil era bem difícil, en-
tão meu pai contratou moças que
tinham algum estudo para serem
minhas primeiras professoras, lá
pelos 5, 6 anos de idade. Nessa
mesma época eu comecei a dese-
nhar. Não lembro quando exata-
mente, mas lembro bem que uma
dessas professoras, sabendo que
eu gostava de desenhar, passava
para eu copiar os textos e ilustrá-los com meus desenhos, o que
me deixava animado para fazer as tarefas. Daí então não parei
mais.

Quais foram as suas influências? Algum artista em especial?


Meu primeiro contato com quadrinhos foram as revistinhas Disney
que ganhei na infância e logo me pus a copiar os desenhos da
turma de Patópolis. Meus preferidos eram as aventuras criadas e
desenhadas por Carl Barks, o homem dos patos. Foram também
essas aventuras que me deram uma noção da extensão do mundo,
já que eu morava num lugar que não tinha nem luz elétrica. Depois
veio o Fantasma, o primeiro mascarado que vi nos quadrinhos, e
só na adolescência, já morando em Fortaleza, comecei a ver su-
per-heróis. George Pérez foi minha maior influência nesse perí-
odo e vejo essa influência hoje nos meus roteiros. Crise nas Infini-
tas Terras foi o quadrinho mais marcante e que me fez desejar ter
um universo de super-heróis próprio.
Qual o seu gê-
nero prefe-
rido?
Meu gênero
preferido para
ler ainda são as
aventuras clás-
sicas da Dis-
ney. Depois
disso vem os
Gata Púrpura, Brasiliana e Doutor do Tempo são alguns dos he-
super-heróis
róis criados por Elinaudo Barbosa pré-anos 1990.

Além de desenhista/roteirista, tem alguma outra profissão?


Sou ilustrador, infografista e designer gráfico há mais de 20 anos.
Já trabalhei em jornal e já fiz muita coisa para livros, revistas, in-
ternet etc. Fora isso tenho uma trajetória no movimento
socioambiental, onde até fundei uma ONG e também tenho atu-
ado como terapeuta holístico, consultor de ONGs, consultor para
pessoas etc. Eu sou o que se chama de multipotencial, sempre es-
tou fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo, quase sempre
em áreas distintas.

Sua arte é um hobby


ou uma profissão?
Como falei antes, o de-
senho e a arte gráfica
são profissão. Porém
os quadrinhos ainda
são um hobby que pre-
tendo transformar em
um negócio nos próxi-
Projeto "Amo Gatos" mos anos.

Algum fato inusitado marcou sua carreira?


Na parte dos quadrinhos tem algo inusitado. Na adolescência eu
criei e co-criei vários super-heróis e desejava já nessa época fazer
HQs desses personagens. Porém, nas primeiras experiências eu
achei extremamente maçante o processo de produção de quadri-
nhos e resolvi que não teria nunca paciência para aquilo. Então
abandonei os personagens e deixei para lá a ideia de virar quadri-
nista. Só em 2014, já com 39 anos, foi que isso mudou. E o inusi-
tado no inusitado é que não foram os quadrinhos que me fizeram
mudar de ideia, foram as séries de TV da DC. Assim que comecei
a acompanhar as séries do Arqueiro Verde e do Flash comecei a
relembrar do velho sonho de ter meu próprio universo de heróis.
Como eu tinha perdido todos os desenhos da adolescência, tive
que criar do zero. Aí comecei a rabiscar e a estudar o mercado na-
cional de quadrinhos, para ver o que vinha sendo publicado, quais
eram as perspectivas e se valia a pena investir nisso aqui, visto que
no mundo, super-heróis estavam em alta. Concluí que valia a pena
e no final de 2015 lancei minha primeira HQ.

Como vê o mercado de HQs no Brasil?


Ainda muito incipiente. Acredito que haja bastante espaço para
crescer, mas para que haja esse crescimento é necessário ter mais
gente com visão empreendedora de longo prazo atuando na área.
Na área específica onde estou atuando, que é a dos super-heróis,
eu vejo o mercado brasileiro parecido com o que era o mercado
estadunidense na chamada Era de Ouro. Muitos personagens sol-
tos e pequenos universos agindo de forma independente em his-
tórias independentes. E as tentativas que tem surgido de criar his-
tórias em crossovers e universos compartilhados poderão desem-
bocar em algumas fusões que, a meu ver, podem começar a pro-
fissionalizar o mercado e aí poderemos seguir para outros pata-
mares.

Que tipo de incentivo o


artista necessita para
vencer?
Acho que o maior incen-
tivo é pessoal, do artista
para consigo mesmo. Se
há autodeterminação e
autoconfiança, ele conse-
gue alcançar o sucesso.
Páginas da primeira HQ publicada (novembro de
O que a arte pode fazer 2015)
como transformação na
vida das pessoas?
A maior transformação que a arte pode trazer é ampliar os hori-
zontes, dar mais possibilidades para as pessoas pensarem livre-
mente.
Tem admiração por algum artista em especial?
Os primeiros são Carl Barks e Giorgio Cavazzano, dois dos grandes
mestres da Disney. Aí vem a dupla Jack Kirby /Stan Lee, pois, guar-
dadas as devidas proporções sou um pouco dos dois; Frank Miller,
de quem busquei imitar os quadrinhos sem traços de movimento;
George Pérez, que foi quem realmente me inspirou a criar um uni-
verso; e, aqui no Brasil, Maurício de Sousa, que embora não seja
da área dos heróis é o herói de todo quadrinista brasileiro que so-
nha em ter sua própria editora.

Quais as parcerias que realizou durante sua trajetória?


Nos quadrinhos só tive um parceiro na adolescência, chamado Eri-
vando Costa, que hoje é tatuador, e com quem eu criava super-
heróis que nunca foram publicados. Depois disso tive esse longo
hiato que mencionei antes e por enquanto ainda estou em carreira
solo.
Qual o seu trabalho que mais marcou?
Ainda não publiquei tanta coisa para ter um preferido. Chegarei
lá.
Qual o impacto que espera que
seus personagens causem nas
pessoas?
Eu sou da terra de Luiz Severi-
ano Ribeiro, que foi dono de
muitas das mais belas salas de
cinema de rua do Brasil, e sem-
pre gostei do slogan dele: “ci-
nema é a maior diversão”. Acho
que a principal função do qua-
drinho, assim como do cinema,
é divertir. O resto é subtexto,
Para fazer grandes histórias é preciso apren-
que a gente pode botar em
der com os mestres quantas camadas quiser e con-
seguir. Então o que mais espero
é que as pessoas se divirtam com meus personagens e com minhas
histórias e que os guardem na memória como eu guardei tantos
que li até hoje de outros autores. Fora isso eu gostaria de poder
contribuir para eliminar de vez a ideia de que no Brasil não se
pode ter super-heróis, no máximo anti-heróis sem poderes. É uma
crença boba que desencoraja muitos autores de investir em suas
criações e ficarei feliz em poder mudar isso.

Alguma gratidão a alguém? Alguma mágoa?


Sem citar nomes, sou grato a todos que apoiam, incentivam e
leem meus quadrinhos. Mágoa, não tenho de ninguém.

Tem algum projeto futuro?


Transmídia. Quero levar meus personagens dos quadrinhos para
as diversas mídias, como a TV e os games.
O que deixaria para seus leitores?
Um universo de personagens nos quais eles possam se ver, se ins-
pirar e, claro, se divertir com as histórias.

O que o inspira na hora de criar?


Principalmente o cotidiano, os dramas pessoais, as diversas visões
que as pessoas têm do mundo. E às vezes fatos específicos, onde
posso filosofar de maneira sutil através das falas, ações e visões
dos personagens.

Gata Púrpura lendo a revista onde saiu sua primeira HQ

Qual personagem seu é o favorito?


A Gata Púrpura é meu xodó, mas os outros não precisam ficar en-
ciumados, pois eu me apaixono por cada história que estou cri-
ando. Tanto que atraso a finalização delas por causa do perfecci-
onismo.
Você tinha me falado que tinha um projeto especial para a “Brasi-
liana”, pode nos contar sobre?
Todas as HQs do meu universo de heróis, o Universo EB, seguem
uma cronologia que as integra, mesmo de personagens que atuam
num nicho específico, como a Gata Púrpura, cujo foco é a defesa
dos animais. Uma trama longa costura as principais histórias e irá
desembocar em batalhas envolvendo todos os personagens. O
arco de origem da Brasiliana, que estou fazendo em formato de
minissérie com 5 a 6 capítulos (a depender da roteirização do ar-
gumento) vai fornecer informações-chave dessa trama. Além
disso, suas histórias mexem num tema bem marcante no Brasil
atual, a corrupção na política. Brinquei um pouco com isso nas re-
des sociais quando comecei a divulgar a personagem e houve até
uns debates acalorados nos comentários das postagens. Acho que
a moça de verde e amarelo vai dar umas cutucadas nessa ferida.

E o Doutor do Tempo?
O Doutor é uma figura do pas-
sado, com cara de Raul Seixas,
que viaja pelo tempo há tanto
tempo que (ironicamente) não
consegue mais dizer exata-
mente que idade tem. Seu vi-
sual tem uma inspiração na es-
tética steampunk e ele usa um
misto de magia com tecnolo-
gia avançada, que chamo de
tecnomagia. Ele tem um papel
importante no Universo EB,
pois suas viagens pelo tempo e
pelas dimensões permitirá a
interligação de muitos ele-
Brasiliana irá lutar contra a corrupção na mentos da grande trama que
política em sua história de origem.
unifica as histórias dos meus personagens.

Sobre o que fala a maioria de suas HQs? Algum outro personagem


seu que gostaria de falar sobre?
São histórias de super-heróis que se passam no Brasil ou que tem
o país como referência principal em um universo onde é conside-
rado natural pessoas nascerem com superpoderes, muito embora
elas ainda escondam isso do público atrás de máscaras e pseudô-
nimos. Uma característica marcante do meu universo é que tem
muitas protagonistas femininas. Resolvi pesar mais no gênero fe-
minino porque percebo que há uma predominância ainda de he-
róis masculinos. Além da Gata Púrpura e da Brasiliana, uma outra
personagem vai estar estreando ainda neste primeiro trimestre: a
Dama de Aço. É ela que o Doutor do Tempo está viajando para
ajudar no último quadrinho de Universo EB #1 (HQ que saiu aqui
no múltiplo, ed. 14). Em Universo EB #2 começa um arco de 3 HQs
que contará brevemente sua origem e também colocará mais ele-
mentos na grande trama que permeia minhas histórias.

Como vê o cenário independente


de HQs no Brasil?
Na mina visão tem dois tipos de
independentes, o underground,
aquele que é independente por
escolha própria e pretende conti-
nuar assim, e tem o independente
que está em busca de se tornar
profissional e vender para um
mercado maior e mais organi-
zado. É o cara que faz quadrinhos
por prazer, mas quer também ga-
nhar dinheiro com isso. Eu acre-
dito que haja espaço para se criar
Página da HQ publicada no Múltiplo 14 um bom mercado de quadrinhos
no Brasil, afinal somos mais de 200 milhões de pessoas vivendo
aqui. Mas para que isso aconteça nossos quadrinistas hoje inde-
pendentes precisam aprender (e se permitir) pensar como empre-
endedores, criando produtos
que possam ser vendidos e po-
pularizados e pensando formas
de fazer e vender quadrinhos
para além do que eu tenho cha-
mado de “Catarse Comics”.

Breve currículo e considerações


finais.
Desenhista autodidata, dese-
nho desde a infância e atuo pro-
Elinaudo Barbosa
fissionalmente como ilustrador
e designer há mais de 20 anos.
Em 2015 iniciei a produção de histórias em quadrinhos do Uni-
verso EB de super-heróis, com personagens e histórias criados por
mim e lançadas em formato digital.
Agradeço ao amigo André Carim pela oportunidade de falar de
meus personagens e das minhas ideias neste privilegiado espaço
que é o Múltiplo, do qual já tive o prazer de participar com minhas
HQs. Estou aberto a conversar sobre essas ideias que falei aqui na
entrevista, relativas ao mercado nacional de quadrinhos, em es-
pecial o de super-heróis, que é a minha praia e, poderia dizer mi-
nha paixão. E também estou aberto a parcerias que sejam interes-
santes para o crescimento dos meus personagens. Por fim, deixo
aos leitores do Múltiplo um forte abraço e desejos de um 2018
cheio de grandes
aventuras na nossa
nona arte.
Divulgando universos independentes,
edições e afins de quadrinhos
CABAL 7 - CLODOALDO CRUZ
Grata surpresa que a chuva trouxe: "CABAL 7", do
amigo Clodoaldo Cruz. Uma edição super especial,
mais uma vez com capa dupla e que veio para
aumentar a coleção... A verdade é que Clodoaldo vem
evoluindo sua publicação a cada nova edição e as
capas desta estão lindas. Primeira capa de Luiz Iório, o
entrevistado desta edição, que nos brinda com muito
conteúdo sobre sua trajetória no mundo dos
quadrinhos nacionais; a capa dois, de Romão, mantém
o padrão de seu trabalho, com qualidade e
diversificação. HQs de Cat's City ("O RESSARCIMENTO", de Fernando
Medalha e Nei Rodrigues; e "O ALVO", de Fernando Medalha e All Silva,
sempre presentes no Cabal, Completam essa bela edição "SUPER ZUMBI",
de Helcio Rogério, "THANA", de All Silva; "FANTASIAS PERIGOSAS",
de Airton Marcelino; "MIUDINS", de Sidney Falcão; "SENSIBILIDADE", de
Joacy James; "O MESSIAS", do grande Márcio Sennes; "A PRISIONEIRA", de
Luiz Iório. Ilustrações do mestre Julio Shimamoto, Carlos Reno e Luiz Iório no
expediente. E o meu agradecimento especial ao amigo não somente pela
edição de primeira, mas acima de tudo pela publicação da HQ "ENCONTRO
AO ACASO", da Agente Laranja, com roteiro meu e ilustrações do Claudiney
Dias. Meu amigo, parabéns pelo belo trabalho e votos de muitas outras
edições, valorizando o quadrinho nacional!!! Recomendo com louvor a
leitura... pedidos diretamente com o editor através do e-mail:
zinecabal@gmail.com.
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QUADRINHOS INDEPENDENTES 148 – EDGARD
GUIMARÃES
E as edições independentes e de qualidade continuam
chegando... agora é o QI (Quadrinhos Independentes)
editado pelo grande fanzineiro e grande amigo
EDGARD GUIMARÃES, que mais uma vez surpreende
com uma capa super interativa, cheia de imaginação e
mais um primor de encarte... a edição apresenta a
costumeira divulgação de edições independentes e o
fórum, ponto de encontro de grandes artistas nacionais
para um bate papo saudável e com novidades sobre o
universo de quadrinhos no Brasil! Obrigado mais uma vez ao amigo pelo
envio do informativo e parabéns pelo belo trabalho que realiza!
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45 ANOS DE VELTA – HOMENAGEM A
NAIARA, FILHA DO DRÁCULA
Está circulando o primeiro volume da
edição comemorativa Velta, de Emir
Ribeiro, assinalando os 45 anos de
criação da mais conhecida detetive dos
quadrinhos brasileiros. Editada pelo
próprio Emir Ribeiro, a publicação de
68 páginas traz uma aventura de Velta
ao lado de Naiara, a filha de Drácula,
personagem criada em 1967 por Rene
Barreto e Edmundo Rodrigues. A
história, carregada de sensualidade –
daí sua recomendação para adultos –,
tem desenhos de Emir Ribeiro e roteiro
do lendário R. F. Lucchetti, que dá um
valioso depoimento sobre a criação de
Naiara. A capa traz uma ilustração de
Paulo Nery. A edição pode ser
adquirida com o autor
pelo email emir.ribeiro@gmail.com.
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LAGARTO NEGRO – GABRIEL ROCHA
Chegando uma edição de luxo do Lagarto Negro,
lançamento da Editora Kimera. Ao voltar ao Brasil,
depois de dois anos de especialização em ações
táticas especiais de combate aproximado, o ex-
policial federal não identificado é recrutado por
uma ONG para combater o crime organizado nas
ruas do Rio de Janeiro, assumindo a identidade de
LAGARTO NEGRO. A revista, de ótima qualidade,
traz 3 HQs com o personagem, sendo uma em
parceria com o PENITENTE, criação de LORDE
LOBO E outra com o ESCORPIÃO DE PRATA,
criação de ELOYR PACHECO. Com certeza o que
não falta é aventura e muita ação. Edição de luxo
com o personagem de GABRIEL ROCHA, e pedidos
da revista com o criador do LAGARTO NEGRO em seu perfil do Facebook:
https://www.facebook.com/lagarto.negro.3.
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NINA E ARIEL – ED BENES
“Primeiro o homem, em sua arrogância, abusou
do presente divino. Então a natureza mostrou
que os maus tratos e o descaso trariam sérias
consequências...” – Assim inicia a edição de luxo
de Nina e Ariel, de Ed Benes, financiada no
catarse e que mostra ótimos desenhos e uma
história cativante, vislumbrando mais edições
das personagens, uma Ruiva e uma Loira. 42
páginas de muita sensualidade, beleza e ação. A
edição traz ainda alguns posters internos na
revista, capa dupla e ilustrações coloridas e
preto e branco. A classificação é 18 anos. Vale a
pena a leitura da aventura. Como disse, a revista
foi financiada e não sei se há exemplares ainda
para venda, mais informações através da página
do autor no Facebook: https://www.facebook.com/ed.benes.9.
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GLADIADORES & JUSTICEIROS - HENRIQUE
KIFER DA CRUZ, FÁBIO GUIZARRA DE SOUZA E
FRED MARINHO
Edição de luxo em formato americano com 40
páginas coloridas. Frutos de uma disputa
ancestral pelo domínio da magia, os Justiceiros
são ao mesmo tempo uma esperança e uma
ameaça a tudo que existe. Fadados desde o
ventre de suas mães a servirem às trevas, foram
recrutados e protegidos por Irkanna, a dama da
magia. Apesar dos sonhos de Raio, de transformar
os jovens em um grupo de superheróis, sua
origem acabou transformando-os em fugitivos.
Muita aventura nesta revista que, infelizmente,
não está mais em evidência, é um pouco antiga,
mas vale a pena a leitura. Quem quiser arriscar a
comprar a sua edição, pode fazê-lo através do Henrique Kiefer da Cruz, que,
com certeza, poderá dar informações se ainda há exemplares à venda.
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CARTILHA DE DIREITOS AUTORAIS – FLÁVIO
CALAZANS
Em dezembro de 1986, a AQC-ESP (Associação dos
Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São
Paulo) lançava a “Cartilha do Direito Autoral”. Com
400 exemplares, a redação e a pesquisa foram
realizadas por Flávio Calazans. A despretensiosa e
inspirada “Cartilha de Direito Autoral” cumpriu um
papel importante, quer pela defesa legal de direitos,
quer como fruto da organização de uma categoria
profissional que ansiava reconhecimento social.
Depois de trinta anos as condições sociais,
econômicas e políticas mudaram muito, os
quadrinhistas e caricaturistas pouco se organizam,
preferindo pequenos grupos de intervenção editorial, o isolamento ou a
competição num mercado cada vez mais diminuto. Mas o direito e a
utilização da obra editorial e artística continuam negligenciados e pouco
conhecidos. Novas gerações de artistas têm pouco entendimento das
possibilidades legais e editoriais e repetem os muitos erros de anos atrás. Por
isso surgiu a necessidade do lançamento da segunda edição, revisada e
atualizada da “Cartilha de Direito Autoral”. Flávio Calazans, além de
consagrado quadrinhista e editor de fanzines, é professor universitário e
advogado. Na “Cartilha de Direito Autoral”, Calazans desenvolve todos os
temas relacionados ao direito do autor, ao direito intelectual e ao direito
autoral. Também apresenta as formas de registro, de depósito legal, o
domínio público, a cessão de direitos, assim como o plágio e a contrafação.
A “Cartilha de Direito Autoral” é um guia para todo o autor de quadrinhos,
charges, cartuns, roteiros, tiras e todas as artes relacionadas que precisa
proteger sua criação e seu trabalho.
“Cartilha do Direito Autoral” (14 x 20,5 cm. 92 pgs., p&b, lombada quadrada,
R$ 23,00)
Os associados e os amigos da AQC-ESP têm um desconto especial: R$ 18,00.
Com frete grátis! Para adquirir um exemplar escreva para:
produtoraculturalwaz@yahoo.com.br.
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JUVENATRIX 192 – RENATO ROSATTI
Mais uma edição do fanzine eletrônico Juvenatrix chegando. Renato mantém
o pique das edições com artes em geral, com destaques para cinema,
quadrinhos com ênfase em Horror e Ficção Científica. Apresenta divulgação
de alternativos, resenhas de cinema e uma lista sugerida de filmes de horror,
ficção científica, suspense e fantasia. Traz um conto de Allan
Fear (Projeto K9) e resumos de cinema. Capa de Márcio
Rogério Silva. Mais um fanzine resistente, sendo publicado
desde 1991. Contatos com o editor através de suas redes
sociais:
Blogs: www.infernoticias.blogspot.com.br
& www.juvenatrix.blogspot.com.br
E-mail: renatorosatti@yahoo.com.br / Twitter:
www.twitter.com/juvenatrix
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QUADRANTE SUL 6, 7 e 8 – DENÍLSON ROSA DOS REIS
Três edições bacanudas enviadas pelo meu amigo Denílson dos Quadrante
Sul 6 ao 8. Agradeço, de coração, ao amigo pelo envio dos fanzines. Além
desses, alguns flyers e encartes de outras edições. Os fanzines podem ser
pedidos ao Denílson pelo e-mail: tchedenilson@gmail.com.

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MÚLTIPLO e FANZINE ILUSTRADO
Envios de colaborações para
andrecarim@outlook.com
Pedidos e distribuição dos PDF’s
também pelo e-mail acima ou download
em:
https://multiplozine.blogspot.com.br/

QUADRINHOS NACIONAIS É AQUI!!!

Tira de Josi OM, Castro, o Castor