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A Kraft Foods vai começar a produzir sucos Tang e chocolates em uma nova planta de US$ 50 milhões no Brasil no ano

que vem, dando gás à sua expansão em mercados emergentes com altas taxas de crescimento. Hoje a Kraft obtém cerca de um quarto de seus quase US$ 50 bilhões em receita de mercados emergentes graças à compra da Cadbury, negócio que a transformou na maior fabricante de doces do mundo. A nova fábrica é parte da estratégia da presidente da empresa, Irene Rosenfeld, de usar a força da Cadbury nessas regiões e provar para investidores que a fusão foi uma boa ideia. "Definimos uma estratégia há quatro anos para recuperar a companhia e a Cadbury é a última peça nesse quebra-cabeças," disse Rosenfeld em entrevista na semana passada na sede da Kraft, em Northfield, Illinois. "O foco de nossos investimentos vai ser desproporcional em mercados emergentes." A fábrica brasileira, no estado de Pernambuco, vai empregar 600 pessoas e poderá no futuro produzir os chicletes Trident, uma marca da Cadbury, cujas vendas aumentaram 30% neste ano, disse Marcos Grasso, presidente da Kraft Brasil. Grasso, que antes chefiava as operações da Cadbury na América do Sul, está expandindo a capacidade de manufatura e distribuição da Kraft no Brasil, começando com a nova fábrica, que produzirá o suco em pó Tang. As vendas da marca aumentaram 40% neste ano no Brasil, seu principal mercado, disse Grasso. "O Tang no Brasil está pegando fogo," disse Rosenfeld. No último trimestre, as vendas orgânicas da Kraft na América do Norte - que excluem receitas com aquisições, vendas de ativos e flutuações cambiais, caíram 1,3%. Essa foi a única região que registrou declínio. As vendas em mercados emergentes aumentaram 8,1%, mais que o dobro do ritmo obtido na Europa.