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MÓDULO 5: MODELO DE HARROD-DOMAR 1) O MODELO DE HARROD Hipóteses: 1.

O nível de poupança agregada (S) ex-ante é uma proporção constante da renda nacional: S = sY Sendo: s a propensão média a poupar 2. O número de trabalhadores em unidades de eficiência aumenta a uma taxa n’, implicando que: n’ = n + λ Sendo: n = taxa de crescimento da força de trabalho λ = taxa de crescimento do fator trabalho 3. Existe uma única combinação possível de capital (K) e trabalho (L) dentro da função de produção. 4. Capital é uma parcela do volume de produção existente K = vY Sendo: v = relação capital-produto O incremento de K é dado por: K = vmY Sendo que vm agora é a relação marginal capital-produto (o coeficiente do estoque de capital requerido pelas empresas tendo em conta o crescimento da renda). Desconsiderando a depreciação, temos que a taxa de variação do K seria igual ao nível de investimento.

I = vY
A condição de equilíbrio imposta é que I = S Assim: vY = sY Ou:

Y s = Y v

“equação fundamental”

Onde:

Y é a taxa de crescimento da renda nacional (G). Y

a relação marginal capital-produto. Ou b. v e n’ são determinados de forma independente e apenas por v vm coincidência essa condição poderia ser cumprida.vm Para que ambas as taxas coincidam alcançando um certo equilíbrio será necessário que v = vm. s.Que deve ser igual a relação que existe entre a propensão média a poupar e a relação capitã-produto. O nível de emprego Para ter crescimento com pleno emprego devemos cumpri G = n. O papel da tecnologia Se assumirmos que o progresso técnico cresce a um ritmo m. (não é) d. v. quando a produção aumenta segundo uma taxa garantida. c. será: Gn = n’ + m Assm: s/v = n’ + m Novamente temos que s. n’ e agora m. O problema da estabilidade Os desvios que surgem entre as taxas de crescimento efetiva e garantida podem ser cada vez maiores. O caráter fixo da relação capital-produto Se a relação capital-produto é fixa. Se ao invés de considerarmos v. então a taxa de juros r será constante. sem que mostrem uma tendência a desaparecer. .v = s = Gw. então a taxa natural de crescimento da força de trabalho (Gn). temos: Y s = Y vm Chamaremos s/vm de taxa de crescimento garantida ou Gw Assim: G. são variáveis chaves do modelo e determinadas exogenamente. incorporarmos vm. Desta maneira se consegue que o estoque de capital que se possua se ajuste ao desejado. Os Problemas do Modelo de Harrod a. Assim. G=Gw=Gn s s = = n' mas.

Y = σ ⋅ I sendo σ = produtividade média do investimento potencial. sempre que a totalidade da poupança disponível seja absorvida o produto real estará crescendo com uma taxa idêntica à expansão da capacidade produtiva. 5. O investimento pode gerar capacidade produtiva a um ritmo dado. . 3. A taxa garantida (necessária) mantém o sistema estável. Para HARROD: a acumulação de K existe porque as empresas realizam um permanente esforço para ajustar seus respectivos estoques de capital ao nível da procura. O investimento determina o nível efetivo da renda através do multiplicador Y= 1 ⋅I s s = propensão marginal a poupar 2. tendo em conta que σ e s são constantes. O emprego existente depende da relação entre a produção efetiva e a capacidade produtiva. A inversão se modifica através do comportamento dos empresários. O modelo se formula partindo da condição de pleno emprego: Y = Y ou σ ⋅ I = 1 I ⋅ I assim = σ ⋅ s s I Esta equação mostra qual deve ser a taxa de crescimento do investimento que faz com que a renda efetiva alcance o seu nível máximo de crescimento potencial. O investidor é capaz de aumentar o nível de renda potencial máximo mediante um estoque de capital maior. em uma situação de pleno emprego.2. PARADOXO: expansão dos investimentos cria insuficiência de capacidade produtiva e vice-versa. O MODELO DE DOMAR 1. 4. OBSERVAÇÔES FINAIS O modelo de Harrod nos diz (somente) que.

McGraw-Hill. MARTÍN. 1994. 4 ed. (2004) O Espetáculo do Crescimento. G. M. A. EASTERLY. (Capítulo 2) – Leitura Complementar. (Capítulos 5 e 6) – Leitura Obrigatória SOUZA. 10ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro.Bibliografia e leituras sugeridas para este módulo FURTADO. (2000). São Paulo: Atlas. (Capítulo 1) – Leitura Complementar . Crecimiento Economico: Principales Teorias desde Keynes. W. (Capítulo 5) Leitura Complementar. São Paulo: Paz e Terra. & MALGESINI. Teoria e Política do Desenvolvimento Econômico.J. C.(1999). G. Desenvolvimento Econômico. N.