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Até os 6 meses de idade, é indiscutível a importância do aleitamento materno exclusivo,

pois fornece todos os nutrientes importantes para o bebé, além de anticorpos e outras
substâncias fundamentais. Lembrando que não devemos oferecer nem água e chás neste
momento.

A partir dos 6 meses, a criança vai conhecendo e experimentando outros alimentos, na


chamada “Alimentação complementar”, sendo essencial que a mãe já comece a
incentivar uma alimentação equilibrada à criança.

No início o ideal é que os alimentos sejam preparados especialmente para a criança.


Eles devem ser inicialmente semi-sólidos e macios (sob a forma de purê), devendo ser
amassados e não liquidificados. A consistência da dieta deve ser aumentada
gradativamente, respeitando-se as habilidades da criança.

A partir dos 8 meses, a criança pode receber os alimentos consumidos pela família,
desde que amassados, desfiados ou cortados em pedaços pequenos. Aos 12 meses, a
maioria das crianças pode receber o mesmo tipo de alimento consumido pela família,
desde que com consistência adequada.

Entre 2 e 3 anos de idade, a alimentação deve ser capaz de suprir as demandas de macro
e micronutrientes. Nesta fase elas apresentam uma diminuição no crescimento e ganho
de peso, o que acarreta em uma redução do apetite. O apetite nesta fase é irregular e
pode variar de um dia para o outro. Assim, em um dia ela pode aceitar determinado
alimento e no outro recusá-lo.

Nesta fase, a criança está desenvolvendo sua coordenação motora, com destaque à
aquisição da capacidade de se alimentar sozinho. O estabelecimento de horários
regulares para as refeições e utensílios (copos, pratos e talheres) adequados para cada
idade são condições importantes para que a criança experimente e aceite melhor os
alimentos. Os lanches intermediários também devem ser saudáveis, já que nesta idade
os hábitos alimentares estão em formação.

Recomenda-se fazer a introdução de novos alimentos e preparações de forma gradual,


respeitando-se os interesses da criança e auxiliando no aprendizado do consumo de uma
dieta equilibrada. A criança, ao experimentar e aceitar o alimento, apresenta uma grande
chance de aprová-lo e incluí-lo em seus hábitos alimentares.

É importante respeitar horários e refeições a serem realizadas. A criança deve comer


cereais, verduras, legumes, carnes, leguminosas e frutas. Os pais não devem estimular o
consumo de guloseimas e alimentos de baixo valor nutricional. Lembre-se que os filhos
são o reflexo dos pais, e isso ocorre também na alimentação. Para desfrutar de uma vida
saudável, é importante que o indivíduo mantenha uma alimentação equilibrada desde a
infância. As crianças encontram dificuldades para fazer as refeições, isso porque elas
não apreciam o gosto dos alimentos que são realmente saudáveis.

Contudo, é preciso encarar o desafio e priorizar os bons hábitos alimentares do seu


filho. Quando ele começar a manifestar interesse por alimentos como legumes e frutas,
prepare os pratos de uma maneira mais criativa e colorida, para ele se mostrar mais
interessado. Substitua os alimentos de baixo valor nutricional por outros que possuam
uma maior quantidade de nutrientes, melhorando o sabor com novas receitas. A
criatividade do cuidador é fator fundamental para que as crianças tenham o hábito de
uma alimentação saudável.

As fases da vida pré-escolar e escolar e da adolescência são excelentes momentos para


uma orientação nutricional ativa e participativa, portanto, a alimentação deve ser
saudável e adequada a cada uma destas fases, respeitando-se as características
individuais.

Lembre-se sempre que a alimentação está diretamente relacionada às emoções e


sensações, é um ato de convívio social, no qual os alimentos são fortes representações
psicológicas. Essas experiências são conduzidas desde o nascimento, com o aleitamento
materno até a fase adulta.

Portanto, vamos ficar atentos à forma que alimentamos as crianças, já que estes hábitos
se estenderão por muito tempo. E se precisar de ajuda, consulte um nutricionista.