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PSICOLOGIA ESCOLAR

Nos dias atuais o Psicólogo Escolar/Educacional não atua somente


visando déficits de aprendizagem dos alunos, mas também na promoção de
saúde dos mesmos (Contini, 2000). Ele melhora a atuação do aluno e promove
a multiplicação de saberes.
Baseado nas idéias de Del Prette & Del Prette (2003) as habilidades
sociais é uma das ferramentas do Psicólogo Escolar/Educacional (PEE), pois
ele atua tanto através das interações como nas interações. Ela também serve
para se identificar onde se encontra o problema, pois a maioria dos problemas
escolares é causado por relações, seja ela entre aluno-professor, aluno - pais.
As habilidades sociais servem para se investigar os focos de intervenção.
As habilidades necessárias para um PEE (Del Prette & Del Prette, 1996)
são a capacidade analítica que consiste em um olhar reflexivo (teórico) as
demandas da escola. E também no enriquecimento teórico para identificação
de casos, pois os problemas podem ser iguais, porém sua causa e sua
resolução podem pedir um enfoque diferente do que foi seguido anteriormente.
E a segunda habilidade é a capacidade instrumental que consiste em o PEE
saber o que vai fazer e como fazer, de modo que interaja com todos os
envolvidos. Ai entra mais uma vez as necessidades das habilidades sociais.
As praticas do PEE na escola são: a anamnese que seria a coleta de
dados que se dá através de entrevistas, questionário, observações
sistemáticas e etc. Ela serve para o levantamento de dados a cerca da vida do
indivíduo. Vale salientar que por mais que o PEE faça a anamnese ele não
pode atender alguém da escola como um psicólogo clínico, tudo que for da
área da psicologia clinica, tem que ser encaminhada para a mesma. Outra
pratica é a investigação para se descobrir quais são as demandas da escola. A
diagnose que são as análises dos dados coletados e assim a identificação dos
focos no qual se necessita de intervenção. E por fim a intervenção no qual são
formuladas propostas de atuação sobre as demandas da escola.
Segundo Almeida (2001) um PEE necessita ter um posicionamento teórico
definido, mas não só definido como também ter total esclarecimento do
mesmo. Como veremos mais a frente, está parte constitui um dos problemas
para a atuação do PEE.
O PEE deve saber várias coisas além do seu foco, como a matemática,
geografia, filosofia, aprendizagem, pois só assim se terá uma boa atuação na
escola. Ele não ficará restrito somente aos assuntos relacionados a psicologia
educacional/escolar, mas também poderá intervir em fatores que apresentam
problemas, claro que se tiver o conhecimento a respeito do assunto. Vale
salientar que é de suma importância se ter o conhecimento sobre a filosofia da
educação, pois é ela que dá o sentido da prática educativa, ou seja, é uma
coisa indispensável para o PEE.
Existem várias dificuldades da atuação profissional do PEE segundo
Guzzo (2006) como o seu papel que ainda não foi totalmente esclarecido, ou
seja, o psicólogo escolar/educacional ainda não diz a que veio e a falta de
clareza quanto a pressupostos teóricos.
Segundo Almeida (2002) o psicólogo escolar/educacional por não terem
clareza e lucidez suficiente sobre os determinantes filosófico - ideológicos de
determinadas teorias psicológicas, acabam por adotar práticas de intervenção
que são contraditórias ao referencial teórico que os próprios psicólogos dizem
seguir. E ainda baseado nas idéias de Almeida (2002) o exercício de
determinadas práticas profissionais que procuram responder sem análise
crítica da demanda, às representações e expectativas do papel do profissional
na instituição escolar, que por sua vez são geralmente distorcidas ou
equivocadas. Ou seja, o psicólogo escolar/educacional ainda não tem
conhecimento do seu papel na escola.
Outro problema que Almeida (2002) também menciona é quanto ao
enfoque clínico. O posicionamento crítico com relação à aplicação do modelo
clínico – terapêutico, na escola, embora permaneça válido e legítimo, por
razões que todos conhecem, parece, no entanto, não ter oferecido aos
psicólogos escolares/educacionais um modelo teórico que subsidiasse a
prática profissional. Ser um psicólogo escolar “politicamente correto” passou a
significar renunciar tanto às técnicas e métodos identificados à psicologia
comportamental quanto renunciar à clínica. Como já vimos, o psicólogo
escolar/educacional atua diretamente nos problemas da escola, ou seja, um
aluno é visto no contexto social, no contexto escolar e não como um indivíduo
único e isolado, por está razão o modelo clínico é o menos indicado e também
pelo fato que ele restringe a atuação do psicólogo escolar.
Outro problema que Del Prette (2003) aponta é quanto ao novo texto da
LBD que não reconhece o PEE como um profissional essencial para educação.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é, em sua essência, o
instrumento que define os objetivos e prioridades bem como as condições ou
meios que devem reger a política educacional do país. Mais pertinente à
questão da profissionalização do psicólogo que atua na interface Psicologia –
Educação, pode ser destacado no artigo 71, que estabelece a definição de
“despesas educacionais”, e, em seu inciso IV, não apenas exclui o psicólogo,
mas situa os seus serviços entre “outras formas de assistência social”. Dentro
dessa visão equivocada e restritiva quanto às possibilidades de atuação em
Psicologia, não é de se admirar que tal atuação seja vista como despesa e não
como investimento educacional. A exclusão dos serviços psicológicos soa
estranha quando se considera a importância da Psicologia como um dos
fundamentos da Educação. Um dos resultados práticos desse artigo 71 é a
formalização da impossibilidade de se conceber a inserção do psicólogo no
quadro funcional da escola, restringindo o leque de alternativas de
profissionalização nessa área.
Saviani (2007) destaca vários pontos negativos do texto final da nova LDB,
entre os quais, a clara orientação liberal e tecnocrática (abertura à iniciativa
privada e às organizações não governamentais com a redução das
responsabilidades do Estado evidenciada no empenho em reduzir os gastos,
custos e encargos do setor público), a supressão do conceito de Sistema
Nacional de Educação e as lacunas quanto à forma de gerenciamento e
condução das diretrizes.
Muitas pessoas têm uma visão errônea quanto ao psicólogo, atribuindo a
ele poderes “mágicos”, com o psicólogo escolar/educacional não é diferente.
Isso tem o seu ponto positivo no que diz respeito a receptividade da escola,
pois ela abre as suas portas e acredita no trabalho do psicólogo, porém temos
o lado negativo, pois a escola passa a acreditar que o psicólogo
escolar/educacional irá resolver todos os problemas da escola e cobrará mais
do que é o serviço real do psicólogo, que está ali para atender a demanda da
escola. Também podemos citar como um fator negativo é o fato dos
funcionários, como os professores, podem transferir para o PEE, os seus
serviços, se eximindo da responsabilidade para com os alunos. A escola
espera que o PEE resolva todos os seus problemas num passe de mágica.

O Trabalho do Psicólogo na Escola

Considerações Iniciais
A prática do psicólogo na escola é reconhecida como um modo de atuação
do psicólogo enquanto profissional, tendo como fins para o cumprimento de
seus objetivos, um olhar diferenciado para o aluno, a família, a instituição e a
sociedade.
O trabalho do psicólogo escolar deve ser apoiado em suportes psicológicos
a partir de uma articulação com as vertentes educacionais, para que assim,
atue no sentido de promover a disseminação de um processo educativo
pautado no compromisso social.
A amplitude e o fazer do psicólogo escolar justifica-se pela pluralidade de
situações, demandas e sujeitos que compõem o cenário escolar. Assim,
compete a esse profissional desenvolver trabalhos de orientação vocacional e
profissional com alunos; trabalhar no desenvolvimento de ações preventivas;
desenvolver ações com o corpo docente sobre temas pertinentes que merecem
atenção na escola; realizar trabalhos com familiares; participar da construção
do projeto político pedagógico da escola, dentre outros.
Na atualidade, um novo papel desempenhado para o psicólogo escolar é o
de agente de mudanças, isto é, ele deve se implicar nesse contexto a fim de
funcionar como um elemento catalizador de reflexões, no sentido de propiciar
uma conscientização dos papéis que compõem a instituição.
Desse modo, é necessário que seja feito um levantamento sobre a
realidade institucional, posteriormente caracterizar a instituição, detectar as
ideologias subjacentes da escola, para que seja feito um diagnóstico
institucional e, posteriormente, o planejamento das ações. Nesse caso, vale
ressaltar que o trabalho do psicólogo escolar estabelece intersecção com os
fazeres organizacional e clínico.

A Construção do Enfoque no Contexto Escolar


A psicologia, assim como outras ciências humanas, nasceu sob o
imperativo de uma demanda da sociedade industrial, em meados do século
XIX, na Europa (JAPIASSÚ, 1995, apud SILVA, 2005).
Em sua constituição e desenvolvimento, tudo indica que a psicologia é instrumento e efeito
das necessidades, geradas nessa sociedade, de selecionar, orientar, adaptar e
racionalizar, visando, em última instância, a um aumento de produtividade. Nos primeiros
da psicologia científica tal afirmação parece especialmente verdadeira em duas de suas
áreas: a psicologia do trabalho e a psicologia escolar (Patto 1984, apud SILVA 2005).

O trabalho da psicologia baseado na pesquisa experimental e na


psicometria marcaram profundamente o início da psicologia escolar no Brasil,
de modo que as primeiras intervenções focalizaram a criança como objeto de
estudo, que, por não se enquadrar às normas e regras, era considerada “aluno-
problema”. O olhar do psicólogo via apenas a criança, que deveria ser ajustada
ao contexto escolar. Com o tempo, passou a tratar também dos professores,
sempre com um enfoque afetivo, visando ao aluno que, de alguma maneira,
não acompanhava os demais.
De acordo com Andrada (2005), o psicólogo atuava com base num modelo
clínico dentro da escola, diagnosticando e encaminhando alunos com desvios
de comportamento, problemas no foco de atenção e concentração, disciplina,
deficiência mental e intelectual, problemas de desestruturação familiar, dentre
outras causas que justificavam o fracasso escolar, tema central do trabalho
desse profissional
Ao contrário do que postula esse antigo paradigma, que limitava e distorcia
a prática do profissional de psicologia, a atuação contemporânea tem a
finalidade de problematizar algumas discussões focadas na Psicologia da
Educação, promovendo reflexões e modelos preventivos de atuação sobre as
circunstâncias emergidas no contexto escolar, assim como ampliar as
possibilidades de atuação do psicólogo escolar.

Novos Modelos em Psicologia Escolar


A Psicologia Educacional/Escolar tem buscado, nos últimos anos,
desmistificar o papel individualizante e psicologizante das práticas profissionais
do psicólogo inserido no contexto educacional. Nesse sentido, almeja-se uma
distância da práxis clínica tradicional, bem como uma aproximação de uma
visão mais institucionalizada dos problemas que acontecem na escola.
Em meio a estas práticas centrais, o psicólogo escolar tenta solidificar sua
atuação profissional e capacitar-se tecnicamente para atender as demandas
peculiares da escola. Torna-se imprescindível, então, que ele adentre o
universo dos mais variados diálogos da educação, bem como em temas
específicos, a exemplo das adaptações curriculares, projetos pedagógicos e
interdisciplinares, processos de aprendizagem, manejo e técnicas de grupo,
dentre outras propostas de trabalho que visem a uma ressignificação de
olhares sobre o aluno e à redução de rotulações e diagnósticos desprovidos de
análises e observações convincentes (Andrada, 2005).
Com essa nova perspectiva, os problemas unilaterais no contexto escolar
passam a ganhar diferentes conotações com maior amplitude, envolvem
fatores que vão além do “aluno-problema” ou de uma visão única dos
fenômenos psicológicos. Esse viés permite enxergar os problemas da escola a
partir de uma ótica que leva em consideração: contexto histórico-social, cultura,
escola, família, desenvolvimento infantil, mudanças hormonais e
comportamentais típicas da adolescência, entre outros.
Outras críticas aos modelos tradicionais (que usam intervenções clínicas e
modelos patologizantes no contexto escolar) já trazem uma visão sobre a
relação entre escola e os problemas de indisciplina.
Um exemplo disso é o trabalho desenvolvido pelo Serviço de Psicologia
Escolar do Instituto de Psicologia da USP. As pesquisas desenvolvidas por
esse grupo apontam a “escola enquanto universo de potencialidades e
realizações, mas também de deficiências no funcionamento que influem
decisivamente na existência de uma legião de alunos com dificuldades na
escolarização” (FRELLER et al, 2001, pág. 329).

O Trabalho do Psicólogo na Escola: um agente de


mudanças
A atuação do psicólogo nos dias atuais dentro do foco educativo e de
promoção de saúde tem demonstrado, na sua concretude, uma crescente
preocupação com as questões ligadas à cidadania, estado de direito, exclusão
escolar, entendendo que não existe uma ação “neutra” e que toda ação é
sempre mediada pelas questões éticas e políticas. Esse profissional de
psicologia se propõe em atuar como um agente de mudanças.
Em nosso trabalho como psicólogos escolares, nessa perspectiva
de agente de mudanças, temo-nos voltado basicamente para a constituição de
grupos operativos com alunos, professores e equipe técnica, no sentido de
encaminhar uma reflexão crítica sobre a instituição, incluindo o processo de
ensino-aprendizagem, a relação professor-aluno, as mudanças sociais que
estão ocorrendo, evidenciando com isso, a defasagem cada vez maior que se
estabelece entre a escola e a vida. Dessa maneira, procuramos desfocar a
atenção sobre o aluno como única fonte de dificuldades, como o único
responsável e culpado pela crise geral pela qual a escola passa, propiciando
uma visão mais global e mais compreensiva desta crise, procurando considerar
todos os seus aspectos e, conjuntamente, encontrar formas alternativas de
enfrentá-la (ANDALÓ, 1984).
Desse modo, a atuação do psicólogo nas instituições educativas baseia-se
na perspectivas de promover saude, devendo ser como um interlocutor atento,
na postura de agentes de mudanças. Esse comportamento pressupõe
relacionamento, participação, comunicabilidade, aceitação e poder de fluência.
A especificidade do psicólogo escolar se dá na articulação da atitude
clínica e a sensibilidade da escuta dos processos subjetivos. Pretende-se que o
psicólogo escolar, ao exercitar a atividade complexa da escuta clínica
psicológica, possa reconhecer-se e capacitar-se como profissional que transita
pelo complexo, desafiante e difícil espaço de circulação dos fenômenos
subjetivos e intersubjetivos
Reger (1989) também afirma que, além de um profissional,
(...) o psicólogo escolar é um cientista, um engenheiro educacional ou projetista de planos
educacionais que usa das mais modernas metodologias e técnicas. À medida que busca
utilizar o sistema educacional tão efetivamente quanto possível para cada criança ou
grupos de crianças, tem muito em comum com o administrador educacional e com o
professor. Assim como os outros educadores, ele daria mais ênfase ao crescimento e
desenvolvimento da criança do que à ‘patologia’. Mas diferencia-se do administrador e do
professor conforme visa àaplicação mais consistente do método científico na resolução e
problemas

Considerações Finais
A principal contribuição desse trabalho foi sinalizar a importância de
reconhecer o papel do psicólogo escolar, a partir de suas especificidades.
Desse modo, foi possível elucidar de que modo esse profissional atua, como
faz e quais estratégias utiliza no cenário escolar. Ademais, é necessário o
entendimento de como se construiu essa prática e como ele se molda na
contemporaneidade. Nesse sentido, o trabalho do psicólogo na escola assume
uma postura de agente de mudanças, isto é, deseja atuar pautando-se na
promoção e prevenção da saúde, a partir de uma ação conjunta com todo o
contexto escolar. Nesse sentido, esse trabalho é relevante para aumentar o
arcabouço teórico da psicologia escolar e contribuir para a construção do saber
psicológico.

Qual a importância do trabalho do Psicólogo na


Educação?

Embora a formação do Psicólogo no Brasil esteja, na maioria das vezes, voltada


para uma perspectiva mais clínica e de saúde mental, a Psicologia tem muito a
contribuir para os processos educacionais. O Psicólogo é o profissional que
durante sua formação tem a possibilidade de aprender sobre o desenvolvimento
humano, relações interpessoais, e mecanismos e processos de aprendizagem de
modo mais aprofundado. Nesse sentido, é também o profissional que pode
contribuir de muitas maneiras para os processos de ensino e de aprendizagem.

Assim, o Psicólogo Educacional/Escolar pode contribuir com os demais


profissionais envolvidos em atividades educacionais (professores, diretores,
coordenadores, educadores) oferecendo contribuições da Psicologia (do
Desenvolvimento, Aprendizagem, Ensino, Social), para melhorias nos processos
de ensino e de aprendizagem.

O Psicólogo pode atuar em todos os segmentos do sistema educacional,


realizando diagnósticos e intervenções preventivas ou corretivas, em grupos ou
de forma individual. Em sua atuação, deve considerar não apenas os aspectos
individuais dos alunos, mas também aspectos do corpo docente, do currículo,
projetos políticos pedagógicos, métodos de ensino, políticas educacionais e
demais características institucionais.

Por que os Psicólogos não estão presentes em todas


as escolas?

O psicólogo pode contribuir muito para a educação, mas como bem sabemos nem
todas as escolas (principalmente as públicas) contam com um psicólogo
atualmente. Esse fato que vem sendo tema recorrente de discussões políticas e
acadêmicas tem origens históricas. Aliás, historicamente, a profissão de
psicólogo surge no Brasil por razões educacionais. Os primeiros laboratórios de
Psicologia no Brasil foram criados por pedagogos nas Escolas Normais com fins
de pesquisas em Psicologia Educacional no começo do século XX.

No entanto, com o passar dos anos e algumas questões que merecem melhor
discussão em outros artigos, a psicologia, no Brasil, foi se afastando aos poucos e
cada vez mais da Educação, deixando vago um espaço em que poderia contribuir
de muitos modos. Uma das críticas que a Psicologia recebeu com relação ao seu
trabalho nas escolas e que fez com que muitos psicólogos se afastassem deste
campo de atuação nos anos 1970 em 1980 foi a de uma prática individualizante e
que culpabilizava exclusivamente os próprios alunos (e suas famílias) por suas
dificuldades de aprendizagem, sem levar em consideração todas as demais
variáveis escolares (como professores e métodos de ensino).

Todas essas críticas foram culminando em muitas mudanças na forma de


compreensão dos problemas escolares e das dificuldades de aprendizagem.
Atualmente a prática em Psicologia Escolar e Educacional é muito diferente
daquela utilizada durante os anos 1970 e 1980. No entanto, a atuação de
psicólogos na área de educação ainda carece de espaço, uma vez que são poucos
os psicólogos escolares em escolas públicas, e mesmo nas escolas particulares
ainda são escassos os espaços para esses profissionais.
É importante ressaltar que o psicólogo pode trabalhar não só com crianças com
dificuldades de aprendizagem, mas também pode auxiliar na formação
continuada de professores, contribuindo, por exemplo, com os conhecimentos de
psicologia da aprendizagem e do ensino, psicologia do desenvolvimento e
psicologia cognitiva para melhorar os processos educacionais.

Os psicólogos em escolas não devem realizar uma prática clínica, isto é, de


tratamento de problemas emocionais, familiares, distúrbios etc., mas devem se
ocupar de uma análise mais macroscópica que busque compreender os processos
educacionais que levam a algumas crianças apresentar dificuldades enquanto
outras não apresentam dificuldades. Essas questões podem ser em virtude de
problemas das crianças sim, mas também podem ser (e na maioria das vezes são)
problemas relacionados a métodos de ensino, professores ou demais condições da
escola.

Um bom psicólogo escolar/educacional pode auxiliar na identificação dessas


características e então fornecer alternativas coerentes com a situação escolar
como, por exemplo, realizar horários de orientações com os professores, planejar
e executar projetos educacionais, analisar e orientar sobre métodos de ensino e
propostas pedagógicas, realizar atividades de grupo com as crianças, ou em casos
que sejam necessários realizar atendimento individualizado das crianças.

Dentre as várias possibilidades de atuação de Psicólogos escolares, eles podem


contribuir para:

 Melhorar o desempenho escolar, a motivação e o engajamento de alunos;


 Realizar avaliações psicológicas e acadêmicas;
 Monitorar o progresso dos alunos;
 Diminuir os encaminhamentos inadequados para a educação especial;
 Avaliar as necessidades emocionais e comportamentais de estudantes;
 Promover a resolução de problemas e conflitos;
 Planejar programas de educação individualizada apropriadas para alunos com
deficiência;
 Modificar e adaptar currículos e formas de instrução;
 Ajustar as salas de aula e rotinas para melhorar o engajamento dos alunos e a
aprendizagem;
 Comunicar de forma eficaz com os pais sobre o progresso do aluno e orientá-los
sobre questões educacionais;
 Prevenir o bullying e outras formas de violência;
 Avaliar o clima da escola e melhorar a conectividade na escola entre equipe
escolar, alunos e família;
 Reforçar as parcerias Família-Escola;
 Ajudar as famílias a entender as necessidades de aprendizagem e saúde mental
de seus filhos.

Como você pode ver a Psicologia pode ajudar e muito nos processos
educacionais, sejam dentro ou fora da escola. O que você achou deste artigo?
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