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VIVER EM PORTUGUÊS
Módulo: “Portugal e a sua História”
UFCD 1.3

Portugal no século XX

- Portugal: da República à ditadura militar.


- Portugal: o autoritarismo e a luta contra o regime.
- Portugal democrático: a revolução do 25 de Abril e a
instauração do Estado Democrático.

Portugal: do fim da I República à ditadura Salazarista


Apesar de algumas medidas positivas, nomeadamente as implementadas nos domínios cultural
e mental, a 1.ª República não pôde evitar o descalabro económico. A instabilidade governativa
tornou inviável a realização de reformas continuadas e consistentes. Desta forma, foi com certa
naturalidade que o país assistiu ao golpe de 28 de maio de 1926. Desta data e até 1932,
Salazar vai impondo os seus pontos de vista e controlando todas as alavancas do poder.
Reconhecida a sua imprescindibilidade no governo devido aos bons êxitos financeiros obtidos,
Salazar começa a tornar-se o ideólogo do regime, dando a conhecer os seus fundamentos.
A 19 de Março de 1933 era aprovada a nova Constituição e com ela nascia oficialmente o
Estado Novo. O texto constitucional reforçava claramente os poderes do Presidente do
Governo, criava uma Câmara corporativa e diminuía os poderes parlamentares.
A ditadura salazarista apoiava-se em instrumentos que se vieram a revelar fundamentais na
manutenção e caracterização do próprio regime, sendo de destacar a União Nacional, a
P.V.D.E. (a futura P.I.D.E.), o Secretariado da Propaganda Nacional, a Mocidade Portuguesa e
a Legião Portuguesa.
Arrumada a casa, Salazar lança-se no cumprimento de um vasto plano de obras públicas:
construção de vias rodoviárias, desenvolvimento de rede elétrica nacional, edifícios escolares,
entre outros.

O longo Regime Salazarista


Apesar da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial, Salazar conseguiu manter a ditadura. Para
a longevidade do regime contribuiu o seu forte aparelho repressivo e, num clima de «Guerra
Fria», o receio das potências ocidentais de uma alteração de regime que lhes não fosse
favorável.
O problema mais grave do regime surgiu em 1961. porque se recusou a negociar a
independência das suas colónias, iniciou-se a Guerra Colonial, que se irá prolongar por treze
anos.

A economia portuguesa retirou benefícios da II Guerra Mundial. Todavia, terminada a guerra, a


preocupação excessiva pelo equilíbrio financeiro dificultou o investimento e a industrialização
do país. Porém, a partir do início da década de cinquenta, acentuou-se o esforço de
desenvolvimento económico e a crescente abertura da nossa economia ao comércio e ao
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investimento externo. O turismo e as remessas dos emigrantes permitiram a entrada de


importantes divisas estrangeiras.

Todavia, denotavam-se, já, algumas dificuldades com a guerra colonial e, depois, agravadas
pela crise petrolífera de 1973.
A distância relativamente aos países europeus mais próximos, acentuou-se. Os desequilíbrios
regionais agravaram-se e a agricultura não acompanhou o crescimento dos restantes setores
económicos.
O surto de emigração refletiu estas dificuldades, atingindo, nesta época, valores alarmantes,
tendo sido muito profundas as suas consequências para o país.

A oposição ao Regime Salazarista


A oposição era constituída, pelo conjunto das tendências políticas contrárias ao regime
salazarista. Impossibilitada de participar em eleições verdadeiramente livres, a sua ação contra
o regime foi, muitas vezes, clandestina, conseguindo apoios, sobretudo, nas camadas
intelectuais e académicas, assim como junto dos trabalhadores mais politizados, muitas vezes
ligados à difícil luta sindical.
Quando acabou a II Guerra mundial, Portugal detinha, ainda um extenso Império Colonial.
Contrariando o movimento de descolonização, que abrange as diversas zonas coloniais
europeias, o governo de Salazar recusa-se a negociar a descolonização.
Perante esta teimosa, os conflitos agudizam-se nas colónias. Nomeadamente nas colónias
africanas, surgem movimentos armados que lutam pela independência. Apoiados
internacionalmente, estes movimentos iriam impor a Portugal uma longa guerra, de graves
consequências para o país.
Incapaz de resolver militarmente a guerra, o governo recusa-se a encarar a sua solução
política. Internacionalmente, este impasse acentua o descontentamento. A guerra, em que o
regime tanto se tinha empenhado, acabou por contribuir, decisivamente, para a sua queda, em
Abril de 1974.

A Ânsia da Democratização

Em 25 de Abril de 1974, uma revolução põe fim a quarenta e oito anos de ditadura. Partiria
das forças armadas a iniciativa da queda do regime. Com esta revolução, Portugal restabelecia
a democracia e empreendia a descolonização, ao mesmo tempo que renasciam as esperanças
de um rápido progresso do país.
Nos dois anos que se seguiram, no «período revolucionário», o país experimentou grande
instabilidade social e política.
Os conflitos agravaram-se no «verão quente» de 1975. no dia 25 de Novembro de 1975,
depois de novo levantamento militar, as forças moderadas tomam o poder. Em Abril de 1976,
nas primeiras eleições legislativas, repetiram a maioria esmagadora, já conseguida nnas
eleições para a Assembleia Constituinte de 1975.
Estabilizado o regime, o «25 de Abril» conseguia concretizar um dos seus principais objetivos,
a democratização do país, conseguida com:

- o desmantelamento do aparelho repressivo da ditadura;


- a aprovação de uma Constituição democrática, em Abril de 1976;
- o estabelecimento de um regime democrático pluripartidário;
- a dinamização do poder autárquico democrático e a criação de regiões autónomas.