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DOSAGEM – Método do ACI

DOSAGEM DE CONCRETO

■ Segundo Mehta e Monteiro (1994), o objetivo amplo


da dosagem do concreto pode ser resumido como a
escolha dos materiais adequados entre aqueles
disponíveis e a determinação da combinação mais
econômica destes que produza um concreto que
atenda a certas características de desempenho
mínimo.
DOSAGEM DE CONCRETO

■ Método do ACI
■ Para o cálculo da dosagem, são consideradas as
condições fundamentais: resistência mecânica,
condição de exposição (durabilidade) e execução de
obra (trabalhabilidade).
DOSAGEM DE CONCRETO
Trabalhabilidade
■ Conforme as condições de projeto e execução da
obra, adota-se o abatimento do tronco de cone:

Concreto convencional:

Concreto bombeado:

Concreto submerso :

Pavimentação:
DOSAGEM DE CONCRETO
Trabalhabilidade
■ A escolha da dimensão máxima característica do
agregado graúdo que irá constituir o concreto
deverá ser feita de acordo com as condições a
seguir, adotando-se o menor dos valores
determinados:

■ Dmáx ≤ 1/3 da espessura da laje;


■ Dmáx ≤ ¼ da distância entre as faces das fôrmas;
■ Dmáx ≤ 0,83 do espaçamento entre armaduras
horizontais;
■ Dmáx ≤ 2,0 do espaçamento entre armaduras
verticais;
■ Dmáx ≤ ¼ do diâmetro da tubulação de
bombeamento do concreto.
■ Cobrimento
DOSAGEM DE CONCRETO
■ Em função da dimensão máxima característica do
agregado graúdo e do abatimento adotado,
determina-se a quantidade aproximada de água por
metro cúbico de concreto:
DOSAGEM DE CONCRETO

■ A seguir, determina-se a relação água/cimento em


função da resistência de dosagem (Curva de
Abrams) e das condições de exposição e natureza
da obra,adotando-se o menor dos dois valores:
RESISTÊNCIA
•A resistência de dosagem deve atender às
condições de variabilidade prevalecentes durante
a construção.
•Esta variabilidade, medida pelo desvio-padrão
(Sd), serve de parâmetro para fixar a resistência
de dosagem.

f cj
• - resistência média do concreto à
compressão,
f prevista para a idade de j dias
ck
• - resistência característica do concreto à
compressão
•Sd - desvio-padrão da dosagem.
RESISTÊNCIA
Sd desconhecido
Sd = 4,0 MPa ( condição A)
Sd = 5,5 MPa (condição B)
Sd = 7,0 MPa (condição C)

Condição A
■ Aplicável às classes C 10 a C 80
■ O cimento e os agregados são medidos em
massa, a água de amassamento é medida em
massa ou volume com dispositivo dosador e
corrigida em função da umidade dos
agregados.
Condição B

■ Aplicáveis às classes C 10 até C 25


■ O cimento é medido em massa, a água de
amassamento é medida em volume mediante
dispositivo dosador e os agregados medidos em
massa combinada com volume.
Condição C
■ Aplicável apenas aos concretos de classe C10 a C15
■ O cimento é medido em massa, os agregados são
medidos em volume, a água de amassamento é
medida em volume e a sua quantidade é corrigida
em função da estimativa da umidade dos agregados
e da determinação da consistência do concreto.
DOSAGEM DE CONCRETO

A lei enunciada por Abrams foi fundamentada


com o ensaio de cerca de 50.000 corpos-de-prova
no Lewis Institute de Chicago, em 1908: “dentro
do campo dos concretos plásticos, a resistência
aos esforços mecânicos, bem como as demais
propriedades do concreto endurecido, variam na
razão inversa do fator água/cimento”
CURVA DE ABRAMS

28 dias

7 dias

Relação Água/Cimento
DURABILIDADE

■ A durabilidade do concreto é função da relação água


/ cimento e do consumo de cimento. Deste modo, a
NBR 12655 da ABNT apresenta as seguintes tabelas:
Tabela 1– Classe de agressividade
ambiental

Classificação geral do
Classe de agressividade Risco de deterioração da
Agressividade tipo de ambiente para
ambiental estrutura
efeito de projeto

Rural
I Fraca Insignificante
Submersa
II Moderada Urbana 1),2) Pequeno
Marinha 1)
III Forte Grande
Industrial 1), 2)
Industrial1), 3)
IV Muito forte Elevado
Respingo de maré
1)
Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (um nível acima) para
ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de apartamentos
residenciais e conjuntos comerciais ou ambientais com concreto revestido com argamassa e pintura).
2)
Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda ( um nível acima) em obras em regiões de clima
seco, com umidade relativa do ar menor ou igual a 65%, partes da estrutura protegidas de chuvas em
ambientes predominantemente secos, ou regiões onde chove raramente.
3)
Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indústrias de
celulose e papel, armazéns de fertilizantes e indústrias químicas.
Tabela 2 - Correspondência entre classe de
agressividade e qualidade do concreto

Classe de agressividade ambiental


Concreto Tipo
I II III IV

Relação CA ≤0,65 ≤0,60 ≤0,55 ≤0,45


água/cimento, em
massa ≤0,60 ≤0,55 ≤0,50 ≤0,45
CP

CA ≥C20 ≥C25 ≥C30 ≥C40


Classe de concreto
(NBR 8953)
CP ≥C25 ≥C30 ≥C35 ≥C40

Consumo de cimento
por m3 de concreto CA E CP ≥260 ≥280 ≥320 ≥360
(kg/m3)

CA – componentes e elementos estruturais de concreto armado; CP – componentes e elementos estruturais de


concreto protendido.
Tabela 3 – Requisitos para o concreto, em condições
especiais de exposição
Condições de exposição Máxima relação Mínimo valor de fck (para
água/cimento, em massa, concreto com agregado
para concreto com agregado normal ou leve) MPa
normal

Condições em que é
necessário um concreto de 0,50 35
baixa permeabilidade à
água

Exposição a processos de
congelamento e
descongelamento em 0,45 40
condições de umidade ou
agentes químicos de
degelo

Exposição a cloretos
provenientes de agentes
de degelo, sais, água 0,40 45
salgada, água do mar, ou
respingos ou borrifação
desses agentes
Tabela 4 – Requisitos para concreto exposto a soluções
contendo sulfatos

Condições de Sulfato solúvel Sulfato solúvel Máxima relação Mínima fck (para
exposições em em água (SO4) em água (SO4) água/cimento, concreto com
função da presente no solo presente na em massa, para agregado
agressividade (% em massa) água concreto com normal ou leve)
agregado (MPa)
normal *

Fraca 0,00 a 0,10 0 a 150 -- --

Moderada** 0,10 a 0,20 150 a 1500 0,50 35

Severa *** Acima de 0,20 Acima de 1500 0,45 40

* Baixa relação água/cimento ou elevada resistência podem ser necessárias para a obtenção
de baixa permeabilidade do concreto ou proteção contra a corrosão da armadura ou
proteção a processos de congelamento e degelo.
** Água do mar.
*** Para condições severas de agressividade, devem ser obrigatoriamente usados cimentos
resistentes a sulfatos.
DOSAGEM DE CONCRETO
Calcula-se o consumo de cimento
O volume aparente do agregado graúdo a ser usado, por
metro cúbico de concreto, é determinado em função do
módulo de finura da areia a ser empregada
No caso de usar dois agregados graúdos, recomendam-
se as seguintes proporções:
M
µ =
V
DOSAGEM DE CONCRETO

O consumo do agregado miúdo pode ser


calculado pelo método volumétrico

c a b
Vc = + + + x = 1000
ρc ρa ρb