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A proposta de Emenda à Constituição (PEC 304/13) segue em andamento

para aprovação na Câmara dos Deputados, que visa extinguir o auxílio-reclusão e criar
benefício para a vítima do crime. Analisa-se que, pelo texto, o benefício só será pago à
pessoa vítima de crime que está afastada de atividade que garante seu sustento, não
poderá ser acumulado por vítimas que já estejam recebendo auxílio doença,
aposentadoria, invalidez ou pensão por morte.

Diante disso, apresentaria uma diminuição de custos para o governo e se,


houvesse complementações na PEC, como parte do valor para a vítima e a outra parte
para a educação. Desfrutaríamos de menores taxas de criminalidade e
consequentemente, uma queda de superlotação nas cadeia. Segundo Kalinca Léia
Becker, em pesquisa na Universidade de São Paulo (USP), afirma que, a cada 1% de
investimento na educação, 0,1 % do índice de criminalidade é reduzido. Da mesma
forma, Becker (2012, pag.12) cita que no caso das vítimas, os custos são os danos
físicos e emocionais que podem gerar a necessidade de serviços de saúde e
impossibilitar que este indivíduo desenvolva a sua capacidade produtiva temporária ou
definitivamente (CARVALHO et al., 2007). Já no caso dos agressores, o custo está
relacionado à possível punição deste comportamento, que envolve gastos judiciais e de
encarceramento (LEVITT, 1998).

Logo, o governo possui a responsabilidade do amparo à família dos presos,


onde encontraria solução oferecendo vagas de trabalhos para os que estão privados de
liberdade. Conforme a revista Veja (2016), apenas 16% dos presos trabalham dados de
2014 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado com o
Ministério da Justiça. Para a discrição do baixo índice, o fato é que apenas 78% dos
sistemas prisionais não possuem mecanismo de trabalho.

Se aprovada a PEC, o governo teria que buscar parcerias com empresas


privadas, capacitação profissional do presidiário que resultaria na reintegração e
ressocialização do indivíduo. Em 2012, por meio do Depen foram criados Projetos de
Capacitação Profissional e Implementação de Oficinas Permanentes (Procap’s).
Segundo, o Portal Brasil, visa realização de oficinas de artefatos de concreto, blocos e
tijolos ecológicos, corte e costura industrial, panificação e confeitaria, fabricação de
fraldas, manutenção de equipamentos de informática, serralheria e marcenaria. Bem
como foi criado o Portal de Oportunidades pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
em conformidade, diz que se trata de página na internet que reúne as vagas de trabalho e
cursos de capacitação oferecidos para presos e egressos do sistema carcerário. As
oportunidades são oferecidas tanto por instituições públicas como entidades privadas,
que são responsáveis por atualizar o Portal. Para Marcão:

“A execução penal deve objetivar a integração social do condenado ou do internado, já que


adotada a teoria mista ou eclética, segundo o qual a natureza retributiva da pena não busca
apenas a prevenção, mas também a humanização. Objetiva-se, por meio da execução, punir e
humanizar.” (2005, p.1)