You are on page 1of 5

História da odontología

De Wikipedia, a enciclopedia livre

A Odontología, apesar de sua juventude como carreira independente, se conhece a


existência desde tempos remotos, de experientes em problemas odontológicos,
especialmente na exodoncia dental ou extracção de peças dentarias, cujas patologias têm
afectado à humanidade desde suas mesmas origens. Por isso é importante para os
Odontólogos conhecer o caminho percorrido por sua profissão, para ser conscientes do
papel da mesma na História da humanidade. A História da Odontología ajuda a
conhecer factos ocorridos, nos que se manifesta o importante papel desenvolvido por
quem desempenham este oficio em ajuda do ser humano doente, e igualmente a História
ajuda a recordar figuras eminentes que desde diferentes culturas, têm destacado de
forma brilhante por seu trabalho, e têm contribuído sua inteligência e seus
conhecimentos fazendo avançar à Odontología.

Tabela de conteúdo
[ocultar]

• 1 Os começos da odontología: o Mundo Antigo


o 1.1 Grécia
o 1.2 Idade Média
o 1.3 Renacimiento
o 1.4 Idade Moderna
o 1.5 Séculos XVIII e XIX
o 1.6 Século XX

• 2 Bibliografía

Os começos da odontología: o Mundo Antigo


A Odontología iniciou-se no ano 3000 a. C. com os médicos egípcios que incrustaban
pedras preciosas no dentes. Três séculos depois, na China, utilizar-se-á a acupuntura
para tratar a dor associada à caries dental. A acupuntura se engloba dentro das
denominadas medicinas alternativas. Baseia-se na crença de que no corpo há uma
energia que flui através de doze canais que podem obstruirse, esta circunstância é a
responsável por que exista a doença. No 700 a. C., os etruscos e os fenicios utilizarão
bandas e alambres de ouro para a construção de prótesis dentalé. Nas bandas
colocavam-se dentes extraídos no lugar em que não tinha dentes e, com os alambres,
estes eram retidos na boca. Ademais, foram os primeiros em utilizar material para
implantes, tais como o marfil e as conchas de mar. Há que mencionar ao povo maya,
que utilizava incrustaciones de ouro, pedras preciosas ou minerales, para a restauração
de peças dentais, não só por estética senão também por ornamentación. Posteriormente,
os incas e o aztecas tomaram os métodos dos mayas para a reconstrução de peças
dentais.

Grécia
As primeiras escolas médicas surgiram no século VI a. C. Chegaram a ser
famosas as de Cirene, Rodas e Cos. No período helenístico destacou, entre
todas, a escola médica de Alejandría. Nestas primeiras escolas o ensino era livre
e remunerada, e estabeleciam-se laços estreitos entre discípulos e alunos; uma
mostra disso ficou refletida no Juramento Hipocrático. No entanto, não parece
que existisse um currículo estabelecido, nem procedimentos para dar por
concluídos os estudos. O povo grego desenvolveu uma nova maneira de pensar e
viver conhecida como o “milagre grego”. O sábio vai converter-se em poseedor
do conhecimento racional, deixando de ser um mago ou sacerdote mediador do
poder sobrenatural. As interpretações sobrenaturales da doença começaram a ser
substituídas por explicações naturais nas que tinha uma clara influência
filosófica. Desta forma, vai constituir-se a medicina científico-especulativa.
Hipócrates está considerado como o pai da medicina. Suas teorias sobre a
doença foram as primeiras ao respecto e baseavam-se na observação. Hipócrates
e Aristóteles escreveram sobre ungüentos e procedimentos de esterilização,
usando um alambre quente para tratar as doenças dos dentes e dos tecidos orales.
Também estudaram a extracção dental e o uso de alambres para estabilizar
fracturas maxilares e unir dentes perdidos.

Idade Média

Na Idade Média (séculos V a XV) distinguem-se dois períodos: o da medicina


monástica e o das universidades. A medicina monástica pregava-se nos
monasterios, onde se traduziram numerosos livros procedentes do mundo árabe.
Cabe destacar a Escola Médica de Salerno, fundada no século X, o primeiro
centro laico de ensino de medicina na Europa Ocidental: ali existia um corpo de
curanderos que davam um ensino reglada, com um programa e método docente.
Perduró até o aparecimento das primeiras universidades.
Neste período vão utilizar-se os hospitais com fins docentes. Alguns dos
primeiros hospitais, fundados no império bizantino, contaram com estudantes de
medicina e inclusive albergaram bibliotecas médicas. No entanto, foi no Império
Islâmico onde mais se desenvolveu este sistema. Nos hospitais árabes existiam
bibliotecas e salas de reunião onde se realizavam discussões e se animava aos
estudantes a ler textos médicos clássicos, filosóficos e literários. Enquanto, na
Europa Ocidental, os hospitais tinham um carácter religioso e estavam dedicados
ao cuidado de toda a classe de indigentes.
As primeiras universidades fundaram-se no final do século XII, entre elas
destacam a de Paris, Londres e Oxford. Costumavam estar compostas por quatro
faculdades: a menor de Artes e as maiores de Teología, Direito e Medicina. O
ensino da medicina nas universidades era muito teórica e centrava-se no estudo
de textos, mas não se ensinava a prática clínica.
Em relação à Odontología há que mencionar a: Bernardo de Gordon que
introduziu a teoria do aflojamiento dos dentes, a Guy de Chauliac que estimulou
a higiene dental e assinalou que a caries tinha três fases; produção de dor,
produção de dor sem estímulo externo e flemón, e a Giovanni Dá Vigo que foi
um dos primeiros em realizar obturaciones com folhas de ouro.

Renacimiento
Durante o Renacimiento (s.XVI) produziram-se dois acontecimentos que
transformaram a docencia. O Humanismo médico propiciou a recuperação dos
textos e ideias clássicas com todo seu vigor original. Ademais serviu pára
revitalizar e reinterpretar antigos métodos docentes, entre os que se encontravam
o contacto directo dos estudantes de anatomía com os doentes e com os
medicamentos. Também foi significativa a invenção da imprenta que permitiu
multiplicar e difundir os novos livros. Os antigos manuais medievales foram
substituídos em um primeiro momento por textos clássicos, impressos e
recuperados em sua pureza original. Já na segunda metade do XVI, começaram a
aparecer tratados médicos modernos que introduziam novidades não
contempladas pelos antigos. O primeiro texto referido à Odontología será de
Charles Allen: The Operator for Teeth.
Vesalio foi um dos primeiros em descrever e ilustrar todas as estruturas do corpo
humano, inclusive chegou a contradizer a Galeno. Elaborou uma anatomía de
tipo descritiva, contrária à estrutural, que em seu apartado dedicado a dentes e
ossos foi brilhante quanto às ilustrações odontológicas.

Idade Moderna

Nas universidades modernas chegou-se a produzir um verdadeiro estancamento.


A vanguardia da ciência moderna desenvolveu-se entre os cientistas que
trabalhavam independentemente da universidade, e nas academias científicas
que começaram a se fundar para promover a investigação, publicação de
resultados e a comunicação entre sábios. Estas academias desempenharam um
papel vital na revolução científica do XVII, destacam: a Royal Society e a
Académie dês Sciencies. Nelas também se constituíram em foros de opinião e
centros de elaboração de ideias importantes para a formação dos médicos.

Séculos XVIII e XIX

Durante estes séculos produziu-se um grande aumento e transformação dos


hospitais europeus, convertendo nas instituições mais especificamente médicas e
dedicadas ao cuidado dos doentes. Médicos e cirujanos encontraram nesses
hospitais novas oportunidades e estímulos para a aprendizagem. Apareceram
escolas públicas e privadas de cirurgia e medicina, muitas delas em relação com
hospitais e dispensarios. Surgiu assim um novo tipo de profissional médico que
mantinha uma relação mais estreita com os hospitais e com conhecimento dos
problemas quirúrgicos.
Fauchard é o autor mais importante da Odontología pelas repercussões
posteriores e inovações que introduziu. Era um cirujano menor que atingiu o
sucesso em Paris. Em sua obra Lhe Chirrurgien dentiste out dês dents, define
todas as doenças e casos clínicos, o instrumental quirúrgico, as operações a
realizar, prótesis, conselhos sobre higiene dental e doenças periodontales. Neste
livro aparece pela primeira vez o dentista tal e como o conhecemos hoje.
Fauchard está como considerado o pai da Odontología, ainda que neste período
destacam outros autores como: Pfapp que em 1756 descreveu um método para
impressões com cera que depois eram esvaziadas com yeso, Chamant que em
1792 utilizou um processo para fazer dentes de porcelana, Bunon que será o
primeiro em falar de Odontología na Universidade e definiu a doença que hoje
se conhece como hipoplasia do esmalte, Mouton que será o primeiro em utilizar
coroas metálicas de ouro, Bourdet que se dedicou à Ortodoncia e Heistel que
explicou a fisiología da masticación.
Em 1800 começaram-se a utilizar as incrustaciones de porcelana, em 1815
começaram-se a utilizar os fluoruros para a prevenção de caries e em 1844
começaram-se a fluorar águas potables para reduzir as caries. Mas não foi até o
século XIX, com a invenção dos princípios da amalgama, quando se começaram
a ter bases científicas sobre os materiais, principalmente porcelana e ouro.
Em 1815 Levi Spear Parmly reinventa e promove o uso da seda dental, graças a
que em humanos prehistóricos se tinham encontrados vestígios da mesma e de
palillos. Auguste Taveau, em 1816, desenvolveu a primeira amalgama
consistente em moedas de prata misturadas com mercurio. Vinte anos depois,
Charles Goodyear descobre o caucho vulcanizado. Esta descoberta converter-se-
á na base para as prótesis totais, que anteriormente se faziam em ouro, porque
eram mais económicas para a média da população. Em 1840 Horace Wells será
o primeiro em demonstrar o sucesso do óxido nitroso para a sedación, Thomas
Morton o uso da anestesia para a cirurgia, e Horace Hayden em colaboração
com Chapin Harris, inventa a Odontología moderna ao fundar a primeira escola
dental do mundo: The Baltimore College of Dental Surgery e o grau DDS ou
doutor em cirurgia dental. Ademais iniciaram a primeira sociedade dental do
mundo: The American Society of Dental Surgeons (ASDA) que posteriormente
se transformou na American Dental Association.
Em 1848 Giovanni D’Arcoli recomenda o recheado de cavidades com ouro e
1848 Waldo Hanchett patenta a cadeira odontológica. Em 1866 Lucy Hobbs será
a primeira mulher em obter o título DDS, no Ohio College of Dental Surgery.
Dois anos depois, colocam-se as primeiras incrustaciones em porcelana
cozinhada para rechear cavidades extensas. Em 1871 James Beall Morrison
patenta o primeiro taladro dental mecânico, que permitiu que a Odontología se
visse como uma profissão de vanguardia.
O Odontólogo americano Willoughby Miller descreveu, pela primeira vez, em
1890 as bases microbiológicas da caries dental, o que serviu para fazer um
telefonema de atenção sobre a prevenção dental e abriu o caminho às
companhias dedicadas ao cuidado oral para comerciar com produtos de cuidado
oral no lar. Pouco depois Wilhelm Roentgen descobre a radiación X., e G. V.
Black estandariza a preparação de cavidades e o processo de manufactura de
recheados em prata.

Século XX

Com respeito à radiología, a radiología intraoral foi descoberta por Roetgen em


1895. Por isso recebeu o prêmio Nobel de física. Outros pioneiros em radiología
dental foram: Walkhof, que realizou a primeira radiografia dental da história;
Morton, que realizou a primeira radiografia dental em EEUU (em um cráneo);
Kells, que realizou a primeira radiografia dental em EEUU (em um paciente
vivo); e Rollins, que escreveu o primeiro texto sobre os perigos da radiación X.
Em 1913 Kodak comercializou o primeiro pacote de filme dental preenvuelta de
raios X. Em 1920 comercializaram-se os primeiros pacotes de filmes dentais
factos a máquina. Com respeito à equipa dental, Coolidge inventou o primeiro
tubo de raios catódicos em 1913. Em 1923 cria-se o primeiro aparelho dental de
raios X por Victor X-Ray Corporation. Em 1957 cria-se o primeiro aparelho
dental de raios X de kilovoltaje variable, por General Electric. Com respeito às
diferentes técnicas orales, em 1904 Price expôs a bisectriz. Em 1925 Raper
enunció a aleta de mordida. Kells criou a técnica do paralelismo, e em 1947
Fitzgerald melhorou-a realizando essa técnica com um cone longo.
Em 1907 Heinrich Braun introduz a novocaína nos consultorios odontológicos
americanos e William McTaggart inventa a máquina da cera perdida, que
permite aos Odontólogos realizar recheados precisos para as cavidades. Em
1919 produziu-se um grande avanço no conhecimento dos materiais porque a
armada estadounidense solicitou ao escritório nacional de normatividad a
avaliação e selecção das amalgamas, para ser usadas nos serviços odontológicos
federais. Em 1928, o Escritório Nacional de Normas integra-se na Associação
Dental Americana, isto permitiu a organização dos primeiros consensos sobre os
materiais dentais nos Estados Unidos, que repercutiriam em todo mundo. Desde
então a ADA, junto com as associações da cada país, comprometeu-se a
pesquisar as características físicas e químicas das substâncias que se usavam,
bem como os novos instrumentos e diferentes métodos de prova. Em 1929
inventa-se a penicilina; o que terá um grande impacto nos protocolos de
tratamento para infecções dentais.
Michael Buonocore inventa em 1955 os recheados alvos de resina. Também
descreveu o método de adesão da resina ao esmalte que permitia aos
odontólogos consertar os dentes anteriormente fracturados. Em 1957, John
Bordem inventa a peça de mão de alta velocidade de ar, incrementando a
potência de preparação das tradicionais, de 5000 rpm a 300000 rpm, o qual
acortaba o tempo de preparação dental para realizar recheados. Em um ano
depois introduz-se a primeira cadeira dental totalmente reclinable, que permitia
ao paciente maior comodidade. Em 1970 introduz-se o cepillo dental eléctrico
nos Estados Unidos. Ademais volta-se comum a prática de Odontología a quatro
mãos em posição sentada. Em 1980 Ingvar Branemark descreve a técnica para
implantes dentais.

Bibliografía
• Dr. Tafalga Verg & Comapany
• González Iglesias, J. História da Odonto-estomatología espanhola. Avanços.
Madri, 1994. 84-87922-08-2
• Sanz Serrulla, J. História Geral da Odontología Espanhola. Masson