Crimes na Informática e Aspectos Legais

Disciplina na Modalidade a Distância

Alcantaro Corrêa Presidente do Sistema FIESC Sérgio Roberto Arruda Diretor Regional do SENAI/SC Antônio José Carradore Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC Marco Antônio Dociatti Diretor de Desenvolvimento Organizacional do SENAI/SC João Roberto Lorenzett Diretor SENAI/SC - Florianópolis Sandro Volpato Faria Diretor adjunto SENAI/SC - Florianópolis ___________________________________________________________ Jorge Lins Freire Presidente do Sistema FIEB Gustavo Leal Sales Filho Diretor Regional do SENAI/BA Ricardo Santos Lima Gerente do Núcleo de Educação a Distância do SENAI/BA Carlos Roberto Oliveira de Sousa Gerente da Unidade do SENAI/BA – CETIND

Confederação Nacional das Indústrias Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Crimes na Informática e Aspetos Legais
Disciplina na Modalidade a Distância
Claudine Aparecido Terra

Florianópolis 2009

É permitida a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou sistema desde que a fonte seja citada. EQUIPE TÉCNICA QUE PARTICIPOU DA ELABORAÇÃO DA OBRA Coordenação geral Beth Schirmer Valdeck Gomes de Oliveira Coordenação do curso Gislaine Parra Freund Marcelo Machado de Pinheiro Coordenação de EaD Maristela de Lourdes Alves Sueli Neide da Cunha Santos
Ficha catalográfica elaborada por Luciana Effting CRB 14/937- Biblioteca do SENAI/SC Florianópolis

Design instrucional/ Ilustração Capa/ Revisão ortográfica/ Projeto gráfico e diagramação Realiza - Soluções em Aprendizagem Impressão Post Mix Soluções Gráficas

T323c Terra, Claudine Aparecido. Crimes na informática e aspectos legais / Claudine Aparecido Terra. – Florianópolis : SENAI/SC, 2009. 235 p. : il; 28 cm. Inclui bibliografia 1. Direito e informática. I. SENAI. Departamento Regional de Santa Catarina. Florianópolis. II. SENAI. Departamento Regional da Bahia. III. Título. CDU: 347:004.056 SENAI/SC* – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL Departamento Regional de Santa Catarina Rodovia Admar Gonzaga, 2765 - Itacorubi CEP: 88034-001 - Florianópolis - SC Fone: (48) 3231-4290 - Fax: (48) 3234-5222 - www.sc.senai.br *Instituição credenciada conforme portaria MEC 4388, de 15/12/2005. SENAI/BA - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL CETIND - CENTRO DE TECNOLOGIA INDUSTRIAL PEDRO RIBEIRO Av. Luis Tarquino Pontes, 983 - Aracuí - Lauro de Freitas - Bahia Fone: (71) 3379-8200 - Fax. (71) 3379-8299 - www.fieb.org.br/senai

os talões de notas fiscais. Assim. hoje se encontra uma solução informatizada. cedeu lugar ao computador. . classificadas como passíveis de punição pela lei penal. para cuja prática utilizaram-se sistemas informatizados e/ou redes de comunicação interligadas. A disciplina a ser estudada sob o título “crimes de informática” enfatiza as relações sociais consideradas proibidas pela legislação brasileira. A bem da verdade constata-se pelo simples olhar em nossa volta que quase tudo hoje. a necessidade de troca de correspondência epistolar. Onde há pouco tempo se tinha equipamentos e técnicas manuais. a máquina de escrever. Assim. a ética e a moral. os cartões ou livro ponto dos funcionários. você poderá olhar o mundo das modernidades tecnológicas com uma preocupação crítica e efetiva com as relações sociais. se resolve. aborda-se a evolução tecnológica observada praticamente na totalidade das relações sociais e respectivas situações negociais. com a utilização do computador. como é o caso da Internet. dentre outros exemplos do dia a dia. Será uma grande honra trabalharmos juntos nesta disciplina. ou seja. conjuntamente com outras ciências e componentes sociais de igual importância: a sociedade e o poder. Por primeiro. A seguir. não se pode deixar de considerar que a calculadora.Apresentação da disciplina Caro aluno seja bem-vindo. na primeira unidade. com noções indispensáveis para defini-lo. Num primeiro momento. você passará ao estudo da Ciência Jurídica. a conceituação e caracterização do Direito.

você terá a oportunidade de analisar o estudo da ciência criminal como um todo. Bons estudos! Claudine Aparecido Terra. à Gestão de Segurança da Informação. ou seja. Por último. seja aproximar-se dos seus aspectos materiais. o enfoque está dirigido a você que não é operador do Direito (permita-me chamá-lo de leigo) com uma linguagem amena. Registro. que embora esta disciplina seja de índole técnicojurídica. com sua repercussão na vida social. você terá contato diretamente com o tema que dá título a disciplina. Desejo que você tenha um excelente e proveitoso estudo. . definidor de condutas criminosas. você estudará o direito eletrônico considerado um novo ramo autônomo do Direito. por meio do Direito Penal. Seu estudo é feito a partir de aspectos conceituais. ou seja. cujos exemplos estão ligados diretamente ao foco maior deste curso. cuja legislação ainda não é suficiente.Avançando na seara jurídica. por oportuno. mas. Após esta preparação. conseqüência do reconhecimento da evolução tecnológica e informática. isto por meio do Direito Processual Penal. sobretudo com a apresentação dos casos em que se reconhece a existência deste novo tipo penal. Culmina o estudo com a listagem de projetos no legislativo que afeta a informática. como também estudando os métodos e formas de se processar e punir tais situações apenadas. os crimes de informática.

Legislação e Jurisprudência correlata. A informática e a evolução tecnológica: influências nas relações humanas.Plano de estudos Carga horária de dedicação 30 horas de atividades: 26 horas a distância e 4 horas presenciais. Objetivos da disciplina Geral Compreender os reflexos da evolução tecnológica notadamente da informática nas relações humanas. em especial o Direito Penal. seus principais aspectos e fundamentos legais. Ementa O Direito Eletrônico. Analisar os crimes na informática. Crimes em ambientes computacionais. . sua interação com os demais ramos do conhecimento. Conhecer os principais conceitos do Direito Eletrônico e seus efeitos.

• Estudar os diplomas legais pertinentes. pois ele pode lhe auxiliar a obter sucesso nos estudos desta disciplina. Unidade 2: Direito e outros entes: noções indispensáveis. • Identificar os efeitos deste novo ramo da Ciência Jurídica.Específicos • Descrever os principais aspectos da evolução da informática com relação ao Direito. • Enunciar os principais conceitos do Direito Eletrônico. Unidades de estudos Unidade 1: Evolução tecnológica e relações sociais. primeiro conheça as datas e atividades a serem realizadas na disciplina. conforme o calendário acadêmico do curso disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem. . • Descrever os crimes informáticos. Unidade 4: Direito Penal: aspectos básicos. • Analisar a sua interação com a ciência criminal. Unidade 5: Direito processual penal. Quadro guia de estudo Preencha o quadro guia de estudo. • Para planejar e preenchê-lo. Unidade 3: Direito eletrônico: nova fronteira. Unidade 6: Crimes de informática.

Atividade de aprendizagem com questões reflexivas. Atividade de aprendizagem com questões reflexivas. Atividade de aprendizagem com questões reflexivas. Atividade de avaliação a partir do desenvolvimento de um relatório de análise de leitura. Atividade de avaliação por meio de participação em chat. agora é seguir as datas propostas para manter controle dos estudos que você acabou de programar: Evento Atividade Tempo de dedicação Data-chave Unidade 1 Atividade de aprendizagem por meio de questões reflexivas. Atividade de aprendizagem com questões reflexivas. . Pronto. 4h 5h Unidade 4 6h Unidade 5 6h Unidade 6 3h Encontro presencial e avaliação 4h .• Escreva nos espaços em branco estas informações.Avaliação presencial para o fechamento da disciplina. Participação no chat. 2h Unidade 2 Unidade 3 Atividade de aprendizagem por meio de questões reflexivas. Atividade de avaliação por meio de Estudo de casos (jurisprudência). Atividade de avaliação por meio de interação na ferramenta fórum.

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.................................................................................185 Comentários/respostas das atividades de aprendizagem......31 3..........193 ................................................. Evolução tecnológica e relações sociais...............................51 4..........................................................................................................................................179 Glossário.......................................................Sumário UNIDADES 1............................183 Referências...................................67 5....................187 Adendo.....................................13 2................... Direito e outros entes: noções indispensáveis..........................................................................111 6...........181 Sobre o professor conteudista............................................145 Para finalizar o estudo da disciplina................... Direito eletrônico: nova fronteira.................................................................................... Direito Penal: aspectos básicos........................................................ Crimes de informática........................................... Direito processual penal.........................................................................

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Seção 3: Novos paradigmas negociais e sociais. reconhecer algumas situações decorrentes da interação desta evolução na sociedade atual. Seções de estudo Acompanhe nesta unidade as seguintes seções. Seção 1: Computador: sua difusão e uso na sociedade moderna. descrever a influência da nova tecnologia nas relações sociais. notadamente da informática nas relações humanas. Seção 2: A Internet derrubando fronteiras.Unidade 1 Evolução tecnológica e relações sociais Objetivos de aprendizagem Ao final desta unidade você terá subsídios para: conhecer alguns reflexos da evolução tecnológica. • 13 .

porém sem o contato direto e intenso que ocorre hoje. sua influência nas relações sociais e a interação do humano com o tecnológico. É indiscutível que ocorreu uma evolução social. para controle de atividades militares. etc. observava-se que os computadores estavam presentes apenas em alguns locais específicos. Há pouco tempo. e-mail. bip. ressalte-se). Isto sem falar na avalanche de informações que pode ser acessada instantaneamente. pela constante evolução dos meios de comunicação (telefone. MSN. Internet. em grandes empresas.). orkut. preenchendo espaços outrora nunca imaginados.Para iniciar o estudo Não se pode negar que a informática chegou para ficar na vida moderna. intimamente ligada a utilização da tecnologia para a realização de tarefas outrora realizadas manualmente (e num lapso de tempo muito curto. fax. Você já deve ter observado que esta unidade traz importantes conceitos e idéias atinentes (referentes) a esta evolução tecnológica. Aproveite estes conhecimentos! 14 • . em bancos no processamento da movimentação financeiras dos clientes.

Não se pode. pensar o dia-a-dia da sociedade atual sem a utilização das modernas técnicas de processamento e difusão da informação. mas sim de pouquíssimas décadas. É importante que você compreenda que quanto ao elemento tempo a ser considerado neste raciocínio. resultando. O jornal impresso do dia parece já estar velho. desatualizado. Pois bem.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 1 Computador: sua difusão e uso na sociedade moderna Como seria a vida em sociedade sem o uso da informática? Sem a presença do computador no cotidiano das pessoas? A primeira questão importante para você refletir está intimamente ligada ao objetivo desta disciplina. neste sentido. de medo de se perder o trem da história. passam a ser feitas de modo informatizado. dado à velocidade da atualização das páginas de notícias na Internet. uma sensação de falta de atualização constante. até mesmo. Tudo muda e se atualiza numa velocidade assustadora. servindo. talvez até mesmo. mais e mais tarefas. Unidade 1 • 15 . se for lido à noite. alguns anos ou meses e. nem mesmo. para a compreensão dos rumos da sociedade atual. não resta dúvida que o uso da informática na vida moderna é algo indispensável e totalmente irreversível. que outrora eram realizadas manualmente. dias ou horas. até mesmo. automatizado. com o uso de técnicas e equipamentos inimagináveis há pouco tempo. não se trata de longínquas épocas ou mesmo séculos. A cada momento.

algumas inclusive de forma inusitada. o ingl. e de efetuar. [Nesta acepç. Vulgarmente informática significa tudo o relativo à tecnologia de computadores. sendo inimaginável a vida atual sem o seu uso. Não resta dúvida que ela apresenta uma infinidade de benefícios. de computar informações. softwares. 1998). etc. computer. v.] S. sendo enfrentadas e resolvidas. Computador eletrônico (q. para trad. Aquele que faz cômputos. redes que interligam computadores. com o objetivo de resolver problemas. Informática: ciência que estuda a informação (V. assim. [Do lat. não se pode negar que situações problemas apareceram e aparecem. • 16 . pop. Porém. Máquina capaz de receber. sobre estes. processando dados e fornecendo respostas. ] 3. armazenar e enviar dados. desde as calculadoras mais simplórias e remotas até o mais moderno processador atual. Mas o que é o computador? Como pode ser descrito? Aurélio (1999) apresenta a seguinte definição para o equipamento presente em quase todos os ambientes no mundo atual: Computador: (ô). 1. apesar de seus aspectos benéficos.). também esta situação de informatização acelerada e irreversível traz alentos e desalentos. no seu bojo.): cérebro eletrônico. se entende por informática a ciência que estuda a informação com o uso de equipamentos que processam os dados.). computatore. Sin. (desus. continuarão a surgir a cada instante e.. que calcula. m. computar os benefícios e estudar as dificuldades geradas por esta máquina.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Assim como toda novidade gera preocupações. recebendo. tem uma concepção de calcular. armazenando. O principal instrumento para materializar a informatização da sociedade e das tarefas antes manuais.). as quais devem ser úteis (de alguma forma) para o homem. é importante que você fique atento para a definição do termo informática.(SOIBELMAN. (Nota do atualizador: atualmente. conforme o conceito apresentado a seguir. seqüências previamente programadas de operações aritméticas (como cálculos) e lógicas (como comparações). Neste sentido. É preciso. Contudo. também. Inform. 2.

1999). você conhecer a definição de dados. o conceito de informática traz a idéia da tecnologia associada à comunicação destes dados. 8. informatique. também. v. nesta acepç. agregando a este elemento a utilização de equipamentos de processamento desta matéria prima. denominada também como dados. outrora processado artesanalmente. 9. Observe que ambas as fontes pesquisadas. 1. constitui-se no elemento sobre o qual vai ocorrer o processamento tecnológico. enquanto componente indissociável da idéia de informação. f. Oportuno.. 6. extrai-se o seguinte: dado: S. (AURÉLIO. o associa a ciência que trata a idéia de informação. não construído ou não elaborado. em forma apropriada para armazenamento. quanto a enciclopédia citada. por anal. etc. tão própria da informática. na busca da interação dos diversos instrumentos e fases na elaboração e processamento destes dados (redes. Elemento ou base para a formação dum juízo. ou representação de fatos ou de instruções. desta forma. O que se apresenta à consciência como imediato. ao definir o vocábulo informática. (AURÉLIO. sons. conforme já mencionado acima. por meio da informática. Princípio em que assenta uma discussão. fr. telecomunicação. m.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Informática: [Do fr. Do dicionário. fenômeno (7) e imediato (5). criado por Philippe Dreyfus. 1999). em 1962. informer. integrando culturas dos mais longínquos locais do planeta. Ciência que visa ao tratamento da informação através do uso de equipamentos e procedimentos da área de processamento de dados (q.] Inform. tanto o dicionário. a partir do rad. etc.. processamento ou transmissão por meios automáticos. facilitando a elaboração da vida quotidiana. Elemento de informação. Por outro viés. imagem.).] S. programas. com mathématique. que serve de base à resolução de um problema. [Cf.). Informação ou dado. ou seja. Assim a informática está intimamente ligada à idéia da evolução tecnológica como realidade presente no dia-a-dia de toda a humanidade. Unidade 1 • 17 . porém agora compilado de forma eletrônica. Filos. 7. do v. voc. já usado anteriormente. Elemento ou quantidade conhecida. électronique.

falando sobre a evolução da sociedade até o ambiente digital e virtual. quanto à transmissão desta mesma informação. Em que pesem os rústicos recursos utilizados para a comunicação nos tempos remotos. inerente a espécie humana. nesta rápida transcrição.). do código Morse à localização por Global Positioning System (GSP). 5-6). Observe que a autora. produzidas na Idade da Pedra e depois. ressalte-se). aos poucos. As ferramentas para a exteriorização das idéias e suas publicações eram diversas. Por outro lado. inteligentíssimas sem dúvida. instantâneas (e-mail.. dentre outros suportes a sustentar e dar forma aos registros da informação processada (mais recentemente a mídia digital). Em artigo publicado na revista eletrônica do Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico. do telegrama à videoconferência. até as transmissões on line. sendo rochas. televisão. casa a casa. apresenta uma visão sintética da evolução ocorrida. etc. 2007. madeiras e papéis (material desenvolvimento • 18 . da pena com tinta ao tipógrafo. Bem cita de início. rádio. houvesse possibilidade de compreensão. o uso do papel. formatando assim seus próprios sistemas de linguagem para que. da carta ao e-mail. com suas influências nas relações humanas Lopes (2007) enfoca os aspectos descritos abaixo.] a sociedade humana vive em constante mudança: mudamos da pedra talhada ao papel. enfatizando a velocidade das mudanças ocorridas. as quais foram consideradas essenciais para se ter chegado ao grau do desenvolvimento atual. ao vivo. as diferentes sociedades sempre se utilizaram de meios curiosos para suas criatividades. Na evolução humana. as sociedades convencionaram códigos e cifras.. não se pode deixar de mencionar os carteiros de outrora que entregavam apenas pessoalmente. desempenhando atividades árduas e importantes.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Falando sobre o tema pode-se destacar os seguintes aspectos da obra de Patrícia Peck Pinheiro: [. Se a velocidade com que os meios pelos quais essa informação circula e evolui também é espantosa (PINHEIRO. p. a correspondência epistolar (carta manuscrita. passando pelo telégrafo (Código Morse). as pinturas encontradas em cavernas.

com a existência de robôs realizando tarefas de criação intelectual — como já é possível ver-se em algumas partes do globo terrestre — deixou de ser mera ficção científica para tornar-se uma inquestionável realidade. O que não se imaginava é que a sociedade fosse projetar-se ao ambiente virtual e de forma tão rápida que nem as próprias leis pudessem segurála. cifras. acelerada. valores. fazendo uma ligação com a necessidade do Direito a tutelá-las enquanto instrumento de controle e busca da paz social. fazendo com que situações imaginárias. Como você pôde perceber o autor analisa o tema. O autor comenta a evolução tecnológica e social por que passam ou passaram as sociedades humanas. Foi então que nasceu o Direito. 35 para o rádio. Unidade 1 • 19 . A automação. 6 para a bomba atômica. na busca de métodos de solução dos seus problemas quotidianos. apenas na ficção científica passem a ser realidade numa velocidade indescritível. isto é. 56 para o telefone. surgindo códigos. quando se trata da permanência de sua utilização para os tempos vindouros). não será difícil observar-se que a progressão geométrica do desenvolvimento tecnológico é acompanhada pela efetiva diminuição do tempo que se interpõe entre uma descoberta científica e sua correspondente exploração industrial. até pouquíssimo tempo. com as constantes transformações. constatou-se a necessidade de se criar normas para disciplinar as relações sociais. partindo da premissa que o desenvolvimento tecnológico tem crescido numa progressão geométrica. Passados milhares de anos. Sabe-se que esse tempo foi de 112 anos para a fotografia. 5 para o transistor e de apenas 3 anos para o circuito integrado. Newton de Lucca (2000. 24) também comentando a evolução da sociedade em face da informatização da vida moderna escreveu o seguinte: Com efeito. 12 para a televisão. sistemas de linguagem. p. descortinando assim as primeiras leis capazes de impor limites a determinadas condutas. Com o advento da sociedade digital.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação posteriormente à utilização dos anteriores e que deixa muito a desejar. 15 para o radar. por outro lado. a velocidade das transformações tende a aumentar cada vez mais.

f. a Internet é. difícil conceber uma empresa ou um profissional ficar uma semana sem acessar a grande rede. cujos principais serviços oferecidos são o correio eletrônico (q.0 – Novembro/99 – Lexikon Informática Ltda. o chat (q.).) e a Web (q. talvez pela manhã ou mesmo a tarde. Patrícia Peck Pinheiro. as pessoas podem até se sentir como cidadãos do infinito num mundo globalizado e cada vez mais acessível. Avançando um pouco mais.] S. sem sombra de dúvidas. aquela de âmbito mundial. Por outro lado. podem já estar hoje. você estudará alguns aspectos sobre a presença da Internet na vida cotidiana. na obra já citada assim define internet. Já não se pode imaginar o dia a dia moderno mesmo das pessoas e situações mais simples. Abstraindo a possibilidade de se saber instantaneamente o que está ocorrendo do outro lado do mundo. Para tanto a Internet. 1. Na próxima seção.( Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI – versão 3. v. SEÇÃO 2 A Internet derrubando fronteiras É importante que se reflita por um momento. ou seja.). como. programas e possibilidades tecnológicas ainda não disponíveis ontem. fazendo com que muitas vezes as fronteiras físicas entre as nações desapareçam. • 20 . Vive-se a epopéia da atualização instantânea de tudo. agora alcançados pela via virtual. v. Internet: [Ingl. e que é constituída por um conjunto de redes de computadores interconectadas por roteadores que utilizam o protocolo de transmissão TCP/IP. a partir do acesso a locais nunca antes visitados. v. ex. p.. Inform.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Assim equipamentos. Qualquer conjunto de redes de computadores ligadas entre si por roteadores e gateways.) Pois bem. o maior fenômeno de comunicação e interação social e comunitária que já existiu. versões mais modernas de soluções consagradas surgem a cada minuto. sem o uso da Internet. descentralizada e de acesso público.

Isso significa profunda mudança na forma como o Direito deve encarar as relações entre esses Indivíduos. a mercê da chamada auto-regulação pelos membros da rede. mas. Não obstante as peculiaridades próprias de tais formas jurídicas. que abrange uma individualização não só de pessoas físicas como também de empresas. não se pode negar que a chamada revolução tecnológica traz consigo um grande impacto sobre as relações sociais. 118-119) ao examinar a questão em estudo. envolvendo precipuamente o elemento costumeiro. erigida em direito paralelo ao estatal para permitir respostas instantâneas a nova visão do mercado. principalmente. a Internet. na qual proliferam à revelia do poder púbico relações de consumo. com um número cada vez maior de transações. A Internet elimina definitivamente o conceito de corporação unidimensional. impessoal e massificada. 2007. porque estão inseridos em um conceito mais amplo. instituições e governos. dentre outros. inerente a globalização da economia. na insegurança própria da "síndrome de vazio jurídico". entenda-se aqui os grandes grupos empresariais de índole multinacional que a controlam. mas. rede internacional e descentralizada de telecomunicações. Indivíduos com letra maiúscula. 1-2). conforme assevera Ricardo Luiz Lorenzetti (1998. a grande difusão de forma instantânea das informações. Por outro lado. (PECK. acompanhe! Unidade 1 • 21 .Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação A Internet é mais um meio de comunicação eletrônica. principalmente. por uma rede mundial de Indivíduos. p. envolvendo contratos de compra e venda ou de prestação de serviços. Tais situações devem ser regulamentadas. marcados pela falta de regulamentação legal. p. a partir do seu mais poderoso instrumento de informação. comprova o primado da lex mercatoria. formada não apenas por uma rede mundial de computadores. cujo alcance aumenta a cada instante. nos seguintes termos.

nem jurídicos. ou se os fatos levaram na verdade a um retrocesso. p. para distinguir aquilo que é admissível do que constitui uma desonra à rede axiológica. A existência de fronteiras difusas. Desregular não significa apenas a ausência de normas legais. Todo progresso. atuando os limites como uma maneira de pôr em câmera lenta o as inovações em determinadas áreas onde as inseguranças são muitas. Neste sentido a opinião de Patrícia Peck Pinheiro (2007. o que pode levar a preocupação e questionamentos em relação a todos os demais países que se utilizam da grande rede. com isso. mas também admitir que estas possam ser deslocadas pelas regras instituídas pelos mais fortes. em áreas onde as inseguranças são muitas. a concentração de grandes grupos. constitui um retrocesso. que sugere o poder de fato exercido pelos grandes grupos econômicos diante do aviltamento dos poderes públicos. • 22 . pois o estabelecimento e a imposição de limites decorrem não só da necessidade de se direcionar o progresso. em princípio exige direção. e os riscos. e os riscos. nem éticos. suficientemente claros. Outra razão é que a ausência de limites conduz ao aviltamento dos débeis. Como conseqüência disso.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação O progresso carece de direção. Ocorrida a decadência das cosmovisões que esposavam uma concepção progressistas da história. e. o que nos facultou crer em alguma direção. bem como até mesmo no sentido de se avaliar se realmente existe um avanço. já não temos certezas. do ponto de vista axiológico. em médio prazo.Em virtude disso. grandes. tendo em conta especialmente a dignidade da pessoa humana e a busca de situações que lhe sejam mais favoráveis de sorte se evitar a sujeição dos mais fracos diante de uma desregulação. Não há critérios valorativos. grandes. ou se. de uma desregulação generalizada. permite o desenvolvimento livre das forças. os limites atuam como um modo de pôr em câmara lenta o progresso. 24). tampouco temos critérios para julgar se um avanço existe realmente. Outro aspecto que não pode ser deixado de lado é o fato de que a maioria dos servidores da internet estão localizados nos Estados Unidos.

há uma batalha pela governança na Internet. por outro lado. Não se pode deixar de destacar. Tal fato não significa que haja um controle do acesso a Internet. logicamente os servidores citados no texto acima estão dentro do território americano.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Os Estados Unidos têm sido o administrador da Internet desde que a web foi criado como um projeto militar nos anos 60. na Tunísia. O pequeno trecho transcrito traz uma série de informações relevantes. Contudo pode-se dizer que mesmo esta concentração não representa fielmente a realidade. a União Européia) está contestando o controle norte-americano sobre a Internet. Índia e. dentre eles. (Fonte: IDG Now!). conhecidos também como root-servers disponível em http://www.org/. Eles são o grande centro nevrálgico do acesso da web. que ela teve origem e se desenvolveu nos Estados Unidos. por isso. pois já existem espelhos desses servidores TLD na América latina. a qual traz diversos países envolvidos. as quais influenciam (ou pelo menos podem influenciar) todas as pessoas que fazem uso da grande rede para solução de seus problemas e facilitação de sua vida. Mas um grande número de paises (como Brasil. entre 16 e 18 de novembro de 2005. que aconteceu em Túnis. e desta forma. quando na verdade. Tal fato foi o tema principal durante a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação (Word Summit on the Information Society). a Internet não tem barreiras e restrições de acesso. Unidade 1 • 23 . China. mais recentemente. mas apenas uma concentração da propagação de algumas informações. nos dias atuais. Em tese. não pode ser controlada pelos Estados Unidos. os Estados Unidos têm o poder de tirar um país da Internet ou mesmo decidir sobre o que é chamado de TLD (top level domain).br. Ásia e Europa. incluindo-se o Brasil. pois sabem onde um computador tem de ir para achar o endereço de outra máquina. Em linguagem técnica. E não há nenhum organismo ao qual se possa reclamar das decisões ou vetos norte-americanos.rootservers. Nada obstante. Eles argumentam que a Internet transformou-se em ferramental global de comunicação e motor do crescimento econômico mundial e. Nos Estados Unidos estão localizados dez dos treze servidores-raiz (dois estão na Europa e um no Japão). Isto. como o . conforme pode ser verificado na lista destes TLD.

a partir da digitalização e informatização dos processos e métodos. Embora se possa dizer que se caminhe para uma sociedade digital. Neste sentido. XV e XVI) assina prefácio de importante obra sobre Direito e Informática. ao contrário deve ser o foco das condutas. p. um mundo perfeitamente regulado. no futuro. Os avanços nas áreas da informática. • 24 .Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Na próxima seção. levaram ao receio de que duas previsões saídas da ficção científica pudessem se concretizar. o controle seria atingido em cada parte da vida social e a velocidade com que tal se daria seria meramente uma questão de tempo. como um novo paradigma nas relações sociais e negociais. A primeira dava conta que. auxiliado por arquiteturas de computação distribuídas. SEÇÃO 3 Novos paradigmas negociais e sociais. E isso não é diferente quando se trata de tecnologias relacionadas à informação e à comunicação. Para tanto. especialmente se constituem avanços. veja: Os avanços científicos e tecnológicos só merecem receber o nome avanço se puderem proporcionar à humanidade mais dignidade e melhores condições vida. o elemento humano não pode ser deixado de lado. Nesse mundo . durante algum tempo. será abordada a chamada sociedade digital. A sociedade digital Uma situação muito importante a ser pensada e discutida são os rumos que a evolução tecnológica traz para a sociedade. a importância de que todo avanço leve necessariamente a busca de melhoria na condição de vida do ser humano. neste particular. seria alcançado. Não se pode perder de vista. Roberto Cid Bastos (2004. não se deve perder de vista a presença inequívoca da Internet nesta nova visão da vida cotidiana.

leva a idéia de uma sociedade digital. de qualquer lugar do mundo.] A segunda visão. teria uma fonte de controle diferente.] é inegável a presença de um novo paradigma: o da tecnologia da informação. Neste exato sentido.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação [. acompanhe: O avanço tecnológico na comunicação sempre perseguiu o objetivo de criar uma Aldeia Global. 13) comenta sobre o tema e assim escreve. embora similar. numa busca incessante de novos processos e procedimentos para a realização seja das tarefas mais simples e cotidianas.. [.. continua falando sobre a sociedade digital. alem de toda uma rede de Broadcast Digital para transmissões ao vivo e em tempo real. métodos revolucionários surgem. Tarifas e lucros cresceriam num mundo perfeitamente regulado.. a mesma autora (2007. Patrícia Peck Pinheiro (2007. enquanto elemento a nortear as condutas sociais na sociedade moderna. Unidade 1 • 25 . [. controlada pela informática. A força não viria dos chips mas da aliança estratégica entre o governo e comércio. O elemento físico que permite o tratamento dos dados e o alcance de informação é o computador. Esse paradigma oferece as bases da sociedade da informação. p. Neste sentido. Este é o princípio que orienta a criação de redes mundiais de telejornalismo. criando-se uma nova realidade que impregna todo o tecido social. Tem-se por definição mais comum que a informática é a ciência que estuda o tratamento automático e racional da informação. p. pois a cada instante novas técnicas. a construção de aplicações automáticas e a melhoria dos métodos e aplicações existentes...] Entre as funções da informática há o desenvolvimento de novas máquinas.. como a CNN. 21). observe: A informática nasceu da idéia de beneficiar e auxiliar o homem nos trabalhos do cotidiano e naqueles feitos repetitivamente. a criação de novos métodos de trabalho. permitindo que todas as pessoas do mundo ter acesso a um fato de modo simultâneo. seja dos processos industriais mais complexos. equipamentos. É importante destacar que a informática e os recursos a ela inerentes estão numa incessante evolução. A evolução tecnológica.

entre no ambiente on-line e envie-as para o tutor pela ferramenta tira dúvidas. Por outro lado. É preciso repensar os paradigmas de fechamento de negócios. Ora. não com as características até pouco tempo experimentadas. Um novo paradigma se apresenta a cada instante. pelo menos. cujas fronteiras estão superadas. Procure rever o que foi estudado e. deve ser considerado que esta mudança conceitual traz consigo importantes aspectos ligados à segurança da informação e das transações virtuais. se surgirem dúvidas. no processo de aprendizagem você não está sozinho! A seguir. Lembre-se. sem qualquer dificuldade. que tal aplicar um pouco do que aprendeu realizando a atividade de aprendizagem? • 26 . na interação e troca de informações já não existe mais. O conceito de espaço e de tempo. de controle social. especialmente da segurança dos dados envolvidos. a facilidade da comunicação e integração através da Internet proporciona uma agilidade em acessar informações críticas e muitas vezes. podem surgir (e surgem) novas formas para quebrá-lo. esta angústia deve ser enfrentada (e vencida). qual o prejuízo? Quem estará ao lado da pessoa no momento do acesso? A resposta a estes questionamentos devem ser respondidos a partir da consideração de técnicas e métodos de controle da Informação. Você termina aqui a primeira unidade. Não há dúvida. que existe uma grande rede mundial de comunicações.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Da leitura do trecho apresentado conclui-se. confidenciais. Como controlar entre acesso? Estas informações podem ser acessadas? Se acaso invadidas. pois a cada evolução do sistema de proteção.

Atividade de aprendizagem Agora coloque em prática o que você estudou nesta unidade. reflita sobre os conceitos apresentados e responda: a) quais as premissas básicas dos novos paradigmas sociais a partir da evolução dos meios tecnológicos? __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ b) qual a conseqüência imediata da presença da informática nas relações sociais? __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ • 27 .

Percebeu que o instrumento de suma importância nesta vertente é o computador. sociedade e poder e o paralelo entre direito e moral. é instantânea e de excelente qualidade. Não se pode negar. presente em todos os locais. Na próxima unidade você estudará sobre conceitos de direito. possibilitando o acesso a uma gama muito grande de dados. de novas técnicas e maneiras de se produzir riqueza. quanto às imagens. nem mesmo desconsiderar. que as pessoas interagem com as novas formas de se construir o progresso. presente na quase totalidade dos ambientes.Resumindo Nesta unidade você estudou importantes noções sobre a evolução dos meios tecnológicos. trata-se da Internet. não está presente apenas o desenvolvimento de equipamentos. num curto espaço de tempo. Contudo. a chancela passa a ser eletrônica. Assim. derruba e modifica paradigmas e conceitos solidificados ao longo de séculos: para contratar. durante o tempo todo. nas relações humanas. Mas também. ou seja. a preocupação com as fronteiras. que une países e povos distantes com uma facilidade impressionante. igualmente a fotografia. com suas repercussões na vida em sociedade. a informação está mais acessível. deixa de precisar do filme e da revelação. Pode-se enxergar o mundo todo em fração de segundos. 28 • . que aparece cada vez como indispensável. pelo menos neste contexto. ao mesmo tempo. com os métodos revolucionários de produção. permitindo que seja realizada uma infinidade de tarefas de forma mais tranqüila e simples para o executor. Não há. você descobriu que a rede mundial de computadores. não precisa mais assinar (com a caneta).

br/REVISTA/ Outros endereços eletrônicos.estadao.ibde.Saiba mais Abaixo você encontra algumas sugestões de leitura para aprofundar seu conhecimento.com.br/ • 29 .org.br/ http://conjur. Confira! REVISTA DE DIREITO ELETRÔNICO .icpbrasil. Nesta revista eletrônica você encontrará diversos artigos que podem enriquecer sua percepção da interação da informática na vida moderna.gov.INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO ELETRÔNICO. onde podem ser encontrados diversos artigos sobre os temas estudados: http://www. disponível em http:// www.

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Unidade 2 Direito e outros entes: noções indispensáveis Objetivos de aprendizagem Ao final desta unidade você terá subsídios para: conhecer conceitos elementares do Direito. analisar as relações do Direito com a moral e a ética. Seção 2: A sociedade: tecido onde se opera o Direito. • 31 . Seção 3: O poder: elemento de atuação do Direito. as seguintes seções. conhecer conceitos de outros entes (sociedade e poder) indispensáveis a compreensão do fenômeno jurídico e seus efeitos. Seção 4: Relações do Direito com a moral e a ética. Seção 1: O Direito: introdução ao estudo e conceitos elementares. nesta unidade. Seções de estudo Acompanhe.

Para iniciar o estudo O estudo desta unidade foi elaborado a partir de algumas premissas básicas. de forma muito rápida. sociedade e poder. 32 • . Você já parou pensar em quantos momentos de sua vida você interage com o Direito? De que forma são feitas tais inter-relações? Quais os efeitos delas em sua vida? Na de sua comunidade? Cidade? Estado? Em nosso país? E no próprio planeta em que vivemos? Para dar um rumo de pesquisa e alguns horizontes a estas questões. você estudará. Inicialmente. fará um paralelo entre direito e moral. para iniciá-lo no estudo do Direito. é que você se dedicará no estudo desta unidade. Num segundo momento. alguns conceitos de direito.

num inter-relacionamento intenso e contínuo. 9. O conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Complexo de normas não formuladas que regem o comportamento humano.. que as poderá exigir de outrem. 13) ensina que: “O direito é a ordem da convivência humana. que alguém possui. [. Aquilo que é justo. p. que é a forma criada para tal mister. da linguagem comum acompanhe o seguinte significado. de exigir de outrem a prática ou abstenção de certos atos. extraído do Dicionário Aurélio (FERREIRA. jus. sob a exigência da Justiça.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 1 O Direito: introdução ao estudo e conceitos elementares Não se pode negar que a sociedade precisou estabelecer regras para limitar e controlar o exercício do poder. com a organização e evolução da sociedade. pode extrair pontos importantes tais como a preocupação com aquilo que é reto e justo. surgindo. ou o respeito a situações que lhe aproveitam. 593): [Do lat. atribuindo prerrogativas a um indivíduo. Prerrogativa. sob os ditames da justiça. as normas jurídicas capazes de mostrar um horizonte a ser seguido. permeando a convivência entre seus membros.] S. por meio do Estado. Se você examinar o conceito transcrito. Desta forma.. 1986. ordem que numa determinada comunidade jurídica se sabe vinculante a cada momento”. 16. inicialmente. Fazendo uso.m. assim Karl Larenz (1989. de forma a permitir a resolução dos conflitos na forma mais pacífica possível. p. é de suma importância a existência de normas e regras para nortear a vida em sociedade. reto e conforme à lei. já que a civilização não permite que se faça justiça pelas próprias mãos. de sorte a movimentar e impulsionar a vida moderna. 10. regulando e disciplinando o comportamento social dos seus habitantes. Unidade 2 • 33 . conforme a norma vigente num determinando local e momento.] 15. Faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um ato. lei natural: direito universal. directu. Pois bem. cláss.

• A primeira visão. O autor italiano aborda o direito a partir de uma dualidade de funções.186). de facilitar a circulação dos bens e a recíproca utilização dos serviços. vale dizer o Direito é a ciência. de sorte a trazer a almejada paz social. numa posição estática. p. Luiz Edson Fachin (2000. observa-se a importância da sua integração com o mundo onde atua. ao contrário prevê e possibilita a renovação dos institutos jurídicos. No exemplo citado. no seguinte sentido: • 34 . por excelência. como escamas entrelaçadas a cobrir um peixe. nos ensina com singular sabedoria: Além da função. Assim. de índole dinâmica.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação A respeito da conceituação do Direito. • A segunda visão. p 13). pode-se citar os ensinamentos de Custódio da Piedade Ubaldino Miranda (1989. em si mesmo estática. no estudo destas relações do Direito na disciplina da convivência humana. regulador das relações e fatos mais cotidianos e diuturnos. em conformidade com as necessidades que vão surgindo sucessivamente. também a função dinâmica de lhe tornar possível a perene renovação. num local e momento histórico identificado. mediante a atribuição de direitos subjectivos aos presentes detentores. o italiano Emílio Betti (1969. Seguindo esta mesma linha de raciocínio. que regulamenta e permeia as condutas humanas. o que revela a impossibilidade de se estudar o Direito Civil sem que se conheça a sociedade na qual ele se integra. bem como a imbricação entre suas categorias e essa sociedade. regulando-lhes as condutas e funcionamento. ou ainda. Nesta linha de raciocínio. no sentido de conservação e manutenção da situação jurídica observada com determinada pessoa. o direito tem. escreve com muita propriedade o seguinte: O Direito é um fenômeno profundamente social. como telhas sobrepostas na formação de um telhado. abordando um dos ramos mais significativos da ciência jurídica (o chamado direito comum). facilitando e permitindo a mobilidade econômica e social dos bens tutelados pelo ordenamento. pode-se afirmar que o Direito exerce uma ampla interferência coercitiva sobre a sociedade e seus membros. p. 95). de proteger a actual distribuição.

enquanto sujeitos de direito. ainda que de passagem. não há nenhuma dúvida que a ciência jurídica tem como objetivo principal regular as relações jurídicas consideradas num determinado momento e numa determinada comunidade social. Vale ressaltar: A ciência jurídica tem sua importância e suas prerrogativas quando incidente no seio social. no âmbito do direito privado. Na próxima seção você estudará estas noções do Direito tendo em vista a sociedade em que ele é operado e que são produzidos os seus efeitos. Leia-se abaixo neste sentido. com sabedoria e propriedade uma das molas mestras deste conceito. na modalidade do contrato. Neste sentido.” O autor enfatiza. sem se preocupar com grandes aprofundamentos o conceito de sociedade se faz imprescindível. embora paulatinamente restringida a partir de interesses maiores da sociedade. a seguinte significação trazida pelo dicionário comum: Unidade 2 • 35 . de livremente regulamentar seus próprios interesses. ou seja. com uma margem considerável de liberdade. é o negócio jurídico. a função dinâmica do direito é realizada por meio da autonomia privada. do poder reconhecido aos particulares. através do qual se processa grande parte da vida social. isto é. SEÇÃO 2 A sociedade: tecido onde se opera o Direito Saiba que você não pode estudar o fenômeno jurídico. a seguir aspectos de sua interação social.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação “O instrumento do exercício desse poder de autonomia privada. Assim veja. inicialmente. sem situá-lo no tecido onde se costuram suas realidades. Assim estudar.

1986. p. leis e instituições necessárias à reprodução da sociedade como um todo. êle é o instrumento mais qualificado de contrôle social. interagindo com as mesmas. (FERREIRA. considerados relevantes. [. significando estrutura funcional. S. coletividade. porque detentor do poder de coação. atuando na normatização das condutas dos membros integrantes do tecido social. Nessa qualidade.]. decorre da necessidade de regular determinadas condutas e fatos sociais. Você estudará na próxima seção. atuando na sociedade com o poder de coação. que o acontecimento social a ser tutelado muitas vezes antecede as normas jurídicas.1602). com muita tranqüilidade que o Direito atua diretamente sobre o fenômeno social. a partir do pressuposto de que o fenômeno jurídico constitui um produto de fatores sociais..] Normalmente. A norma jurídica.. societate. assim. a partir do momento em que uma lei nasce e adquire força jurídica (com a sua promulgação. e obedientes a normas. 12. Importante ressaltar ainda. procura estabelecer um raciocínio interligando o fenômeno social ao direito. Pode-se afirmar. Neste sentido. ela passa a surtir os efeitos no grupamento social de sua abrangência. Acompanhe no texto do autor citado. o apresentado como um instrumento de controle social. ele atua poderosamente sôbre a conduta dos membros da sociedade. [Do lat. f. normatizando a conduta dos habitantes da região que a ela se submete. publicação e vigência). Franco Montoro (1987.. cujas condutas são necessariamente regradas e tuteladas por normas jurídicas.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Sociedade. desta forma. a forma principal como se operacionaliza • 36 . ou seja. o direito é “produto” de múlti¬plos fatôres sociais. com base na reunião de indivíduos que vivem sob determinado sistema econômico de produção. de uma parte. a partir do momento em que é pro¬mulgada e publicada. de outra. Uma rápida análise da definição transcrita dá a você uma importante idéia de “corpo orgânico”. neste momento do estudo.457). em função de sua natureza coativo-impositiva. Sociol. Corpo orgânico estruturado em todos os níveis da vida social. distribuição e consumo. a lei — ou qualquer outra norma jurídica — passa a atuar no seio da sociedade. de tal forma que as pessoas são reunidas e vivem sob a égide de uma organização econômica (produzindo e consumindo). sob um dado regime político. p. os seguintes trechos: Se.

Abordando a sociedade e relacionando-a diretamente a esta característica. Dallari (1995. 29) afirma que “o poder é um fenômeno social. *potere. intimamente ligado ao direito. pode-se delimitar seu significado com as seguintes palavras. potest e Unidade 2 • 37 . agindo na sociedade de forma inequívoca e o fazendo através do exercício do poder. fenômeno que se apresenta como um elemento norteador e limitador das condutas humanas. no que tange ao conceito de poder. pelo exercício do poder. o Direito é o principal elemento de interação e regulação das relações sociais. reafirma-se os conceitos até aqui estudados. sem dizer-lhe com todas as letras que: A atuação do direito na sociedade está intimamente ligada a noção e ao exercício do poder. Neste sentido. tendo em conta apenas fatores de ordem individual.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação o Direito. potes. ou seja. sob o título "O poder social". importante ressaltar que não se pode estudar o presente tema. calcado nas f. Não podendo ter o seu sentido esclarecido. SEÇÃO 3 O poder: elemento de atuação do Direito Entendidas as premissas acima enfocadas. nas suas diversas faces. Assim. ou seja. acompanhe: Poder. p. [Do lat. vulg. ligado a diversos fatores afetos ao inter-relacionamento dos indivíduos. jamais podendo ser explicado pela simples consideração de fatores individuais. é preciso analisar o contexto.” Dallari afirma o poder como sendo um fenômeno de índole social.

Lembre-se.. na concorrência de duas ou mais pessoas. potência exercida de modo difuso.]. siga determinações coativas emanadas de alguém ou de um grupo. que escrevendo sobre o poder. importa na possibilidade de determinar e dirigir o comportamento alheio.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação outras de posse. pelo conjunto das relações sociais sobre os indivíduos. isto é. própria do direito. impondo-lhes sua vontade dominante. com muita propriedade.). uma vez mais se pode citar o Professor Dallari (1995. sem medo de errar: para que haja manifestação de poder será necessário o predomínio de alguém e a submissão de outrem. no sentido de que o exercício do poder implica. necessariamente. 29). etc. aponta como uma de suas características importantes a bilateralidade. enfatiza a noção de relação bilateral. Filos. pode-se afirmar. conforme agora se lê: [.. Em síntese. para existir. interesses. Como você pode perceber o autor. e não necessariamente explícito. É importante que se tenha em conta que o poder. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI – versão 3. • 38 . neces¬sita da existência de vontades submetidas. p. de mobilizar recursos. na tomada de decisões que influenciam a sociedade. e que lhes impõe determinações que regulam seus modos de ser: comportamentos.0 – Novembro/99 – Lexikon Informática Ltda. o poder consiste em fazer com que uma outra pessoa obedeça. de sorte que uma delas prevalece em relação às demais.] indicando que o poder é sempre a correlação de duas ou mais vontades. Segundo algumas correntes filosóficas atuais. efetivamente. de ocupar espaços e amoldar situações. que o uso do poder. ideologias. Em breve síntese. havendo uma que predomina. Neste sentido.

nossa paz e defesa. de forma a que a soma das vontades e interesses individuais resulte na expressão de um só representante. (sic) Você pode perceber. eis que o poder e o estado têm sua base na noção de contrato social. com a condição de que transfiras a ele teu direito. a uma só vontade. em busca da segurança coletiva. possam alimentar-se e viver satisfeitos. ou antes – com toda reverência . de modo que é como se cada homem dissesse a cada homem: ´Cedo e transfiro meu direito de governar a mim mesmo a este homem ou a esta assembléia de homens. um dos expoentes da ciência política da era moderna. em latim ´civitas´. capaz de defender a comunidade das invasões dos estrangeiros e das injúrias dos próprios comuneiros. destaca-se a seguir como o referido autor descreve o nascimento do poder: A única forma de constituir um poder comum. Para tanto. a incumbência de representar a vontade individual de cada membro da sociedade. que possa reduzir suas diversas vontades. por pluralidade de votos. realizada por um pacto de cada homem com todos os homens. uma assembléia com representantes da comunidade). Todos devem submeter suas vontades à vontade do representante e suas decisões à sua decisão. reconhecido neste o poder e a capacidade para disciplinar e regular a vida de todos. considerando-se e reconhecendo-se cada um como autor de todos os atos que aquele que os representa praticar ou vier a realizar. pp. ao qual devemos.daquele deus mortal.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Ora. em suas principais características e conseqüências. mediante seu próprio trabalho e graças aos frutos da terra. é indispensável. Esta é a geração daquele enorme ´Leviatã´. a figura do Estado. Feito isso. autorizando de maneira semelhante todas as suas ações´. garantindo-lhes assim uma segurança suficiente para que. ou a uma assembléia de homens. Isso equivale a dizer: designar um homem ou uma assembléia de homens como representante deles próprios. pode-se usar as lições de Hobbes (2002. no estudo do tema. numa só e mesma pessoa. Unidade 2 • 39 . pois resume-se numa verdadeira unidade de todos eles. Isso é mais do que consentimento ou concórdia. à multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado. o fato inequívoco de que Hobbes reforça a necessidade de que sejam delegados a uma pessoa ou a um grupo específico (por exemplo. abaixo do Deus Imortal. 130-131). dessa forma. Neste sentido. é conferir toda a força e poder a um homem. Associa. situá-lo no conceito de poder. em tudo o que disser respeito à paz e segurança comuns.

Nasce. atribuindo-lhe o status de verdadeira unicidade. • 40 . Cf. a personificação do individual de cada um numa única pessoa. Assim nasce a autoridade civil. p. Vale dizer. referindo-se e atualizando o pensamento e as idéias de Hobbes. um deus mortal. junto dele a do Direito. por isso. motivo por que cada homem renuncia seus direitos em prol de uma entidade que fixa. quando atribui ao Estado a figura pacificadora. no amparo das lides encontradas no seio social: Por isto. proclama pela boca de um de seus personagens que “o homem é lobo para o homem” (homo homini lupus. o Estado. ao qual caberia o gerenciamento de toda a vida da sociedade. a busca da paz. II. surgindo a figura do Estado. que lhe foi transferido por todos os membros do tecido social. numa simbologia.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação O autor afirma que tal situação é bem mais que uma simples concordância. 139). ao encontro do bem maior. do progresso e da defesa dos interesses coletivos. nos seguintes termos. dotado do poder e legitimado a gerir os interesses coletivos. onde se observa a imperiosa necessidade de se entregar o controle da paz social a um ente despersonalizado. Pois bem. 4. transcreve-se importante opinião de Cretela Júnior (1999. quando numa de suas peças. 88). que renuncia a uma parcela de suas prerrogativas para o alcance da paz e prosperidade comum. deveres. assinalando o justo e o injusto. quando mais absoluta for a autoridade. Compulsando estas idéias. alheio as paixões individuais. a solução é criar o estado social que proporciona a paz. tinha razão Plauto. pode-se afirmar que cada membro da sociedade abdica de parte de sua liberdade individual na busca do bem comum. Pois bem. deveres. desse modo. a autoridade civil. a qual se pauta como fonte legítima de direitos. justiça e moralidade. Plauto. justiça e moralidade. Nesse sentido. a partir da premissa que ele terá a sua autoridade originariamente pautada na autoridade e liberdade individual de cada membro da coletividade. o autor faz referência ao caráter bélico normalmente considerado inerente ao ser humano. única fonte de direitos. Assinária. este exercendo o poder. Este ânimo bélico é insustentável e. a paz social em substituição ao instituto belicoso das tribos primitivas. sendo tanto mais perfeitos o estado social. define e defende os direitos dos particulares. qual seja. Hobbes usa a denominação leviatã para significar o ser supremo.

Unidade 2 • 41 . heroísmo. de forma muito saudável. TIPO RACIONAL. a partir do exercício do poder e aplicação do direito com base em princípios racionais. tal qual ocorre na repartição dos poderes do Estado moderno (legislativo. com caracteres de impessoalidade da autoridade detentora do mando. valor ou podêres de um chefe. Franco Montoro (1987. pp. E distinguiu três tipos básicos de sociedades globais: 1.que a fôrça do direito seja impessoal e os que exerçam autoridade sejam representantes dêsse direito. falando da tipologia de Max Weber. êste tipo. fundado na crença da santidade ou valor essencial das tradições e na legitimidade das autoridades estabelecidas por essa tradição. 2. no que tange aos tipos tradicional e carismático. que o poder tem o seu fundamento em elementos centrados em características pessoais de quem o exerce. . conforme prossegue a transcrição de Montoro (1987. que predomina nas sociedades modernas.. conforme você pode acompanhar nos trechos a seguir transcritos: Reconhecendo a impossibilidade de estabelecer uma linha evolutiva única para todos os sistemas jurídicos MAX WEBER tomou como base para sua classificação as características dos diversos modelos de poder.405): 3. executivo e judiciário). fundado em princípios objetivos cujo exercício prepondera nas sociedades modernas. da evolução dos dois primeiros tipos surge a idéia do tipo racional.que o direito corresponda a princípios racionais.que a hierarquia seja regulamentada com campos de competência delimitados. ..404-405) aborda os sistemas jurídicos das sociedades globais.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Porém o exercício do poder é feito de diversas formas. Eis que. TIPO CARISMÁTICO. que legitimam o poder dos que exercem a autoridade.”(sic) Ao examinar este trecho você observa noções mais objetivas. seja pelo fato de ser considerado como de origem divina ou atributos de santidade. tem como exigências: . carismático e racional. .(sic) O autor ensina. seja ele decorrente de conquistas heróicas e atributos de liderança. p. no tocante ao tema. ou guia. TIPO TRADICIONAL. apresentando uma tríplice classificação: tradicional. fundado nas qualidades. cuja atuação é delimitada por critérios e competências específicas. fundado em determinados princípios objetivos.

com a divisão do trabalho e da sociedade em classes – a dos proprietários e a daqueles que nada possuem dizendo que: [. notadamente utilizando-se dos instrumentos jurídicos disponíveis.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Modernamente. cuja função é essencialmente a de manter o domínio de uma classe sobre outra recorrendo inclusive à força. a partir da propriedade privada. implicando numa relação de subordinação e de imposição da vontade de um sobre o outro.74) considera o fenômeno do poder. pois ao se estabelecer a distinção entre proprietários e não proprietários. com ímpar precisão. na próxima unidade você estudará as relações do Direito com outras ciências que se ocupam da análise dos atos humanos. Norberto Bobbio (1997. os últimos dependendo dos primeiros (enquanto detentores dos meios de produção). com a ética e a moral. em seu raciocínio.. nas quais se observa o domínio de uma sobre as outras. e assim a de impedir que a sociedade dividida em classes se transforme num estado de permanente anarquia. que é apresentada como sendo um elemento necessário e útil a pacificar a sociedade. o filósofo associa a idéia de poder com a de Estado. justifica-se a figura do Estado. a partir do fenômeno da repartição dos indivíduos em classes sociais distintas. ciência capaz de dirimir os conflitos. dentro deste prisma de raciocínio. • 42 . considera a figura da propriedade privada como um instituto muito importante para tanto. Assim. Assim. por meio do uso do direito.] com a divisão da sociedade em classe nasce o poder político. ou seja. Bobbio. O exercício do poder é sem dúvida um dos aspectos mais relevantes e marcantes da atuação do Estado na vida das pessoas. p.. o Estado. Desta forma. mantendo o equilíbrio entre as diversas classes sociais.

1. é oportuno tecer alguma consideração sobre a necessária relação do binômio direito e moral. f..” Unidade 2 • 43 . pode ser entendida do ponto de vista do bem e do mal. 8-9) afirma que o homem “[. Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas. Caio Mário (2000. variando conforme o tempo. porque compreende as normas jurídicas e as normas morais.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 4 Relações do Direito com a moral e a ética Após o estudo desta breve abordagem sobre os conceitos de direito e de sociedade.] para viver em sociedade deve pautar a sua conduta pela ética. ethiké.. considerando a ética como parte deste contexto. Filos. o local ou o grupo humano considerado na sua aplicação. morale. seja de modo absoluto. p. [Do lat. quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar. a seguir se conceitua moral. dentro deste raciocínio. f. Para tanto. ethica < gr.] S. Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal. passando também pela breve e necessária noção de ética. conforme o Dicionário Aurélio Eletrônico. de zoneamento mais amplo do que o direito. Por outro lado. seja relativamente a determinada sociedade. seja de modo relativo ou absoluto.] S. 'relativo aos costumes'. 1. bem como da integração destes importantes fenômenos com o poder. quanto ao papel da ética. Sobre o assunto. quer para grupo ou pessoa determinada. o qual você pode conferir o seguinte: [Do lat. Filos. fazendo um comparativo entre o direito e a moral. Refletindo brevemente sobre as definições transcritas. observa-se que a moral deve ser encarada como um conjunto de regras e preceitos a delimitar e a nortear as condutas humanas.

o mesmo autor traça o seguinte paralelo entre direito e moral: Sendo ambos – moral e direito – normas de conduta. tais como a sua saúde. ou para a sua punição. a sua profissão. autoriza a mobilização do aparelho estatal. bem como de índole religiosa. quer quando proibidas). a ação jurídica condenável pelo direito. incidentes sobre as demais diversas etapas e situações de sua existência.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação O grande civilista afirma que o ser humano vive submetido a uma grande quantidade de normas e preceitos. quer em razão do campo de ação. o seu trabalho. com base nas normas jurídicas. Há ocasiões. o é também pela moral. em que o princípio moral envolve a norma jurídica. em havendo um desvio de conduta. porém. Dentro deste contexto. quer no tocante à intensidade da sanção que acompanha a norma. social. Se a ação implica inobservância da norma jurídica. ocorrendo uma sobreposição. Neste sentido. familiar. • 44 . quer no alcance ou nos efeitos desta. com a previsão da aplicação de sanção pelo ordenamento jurídico. as ações humanas interessam ao direito. Moral e direito distinguem-se em que a primeira atua no foro íntimo e o segundo no foro exterior. enfim engendradas nos mais diversos campos de sua atuação. os respectivos princípios se diferenciam. pois por ele tuteladas (quer quando impostas. Mas. encontra a reprovação na sua consciência. evidentemente têm um momento de incidência comum. analisados intrinsecamente. todavia deve ser ressaltado que a coincidência não é absoluta. Se a conduta do agente ofende apenas a regra moral. para a recondução do infrator a linha de observância do preceito. e pode atrair-lhe o desapreço dos seus concidadãos.

condutas pessoais e a sua própria existência. embora também traga consigo determinados aspectos de índole pessoal e íntima. enquanto o ordenamento jurídico acolhe os valores éticos. pois a última integra a primeira como um seu valor. tem em sua base a imperatividade da heterotutela. se preciso for. • O direito. que embora haja alguns pontos de coincidência no que se refere ao estudo das normas jurídicas e morais. concluindo o estudo da segunda unidade. A justiça e a ética encontram-se e entrelaçam-se. influenciando decisões. contudo sem a incidência de punição através de sanção efetiva pelo ordenamento. ao encerrar esta seção. a aplicação das sanções previstas para a conduta desaprovada e considerada ilícita. Assim. ao íntimo do indivíduo. não na sua acepção pura. por meio da busca em si mesmo. inclusive atuando contra a vontade do indivíduo. assim. não se pode esquecer que as últimas têm sua conformação apenas no íntimo do indivíduo. no caso de desobediência às normas jurídicas. vergonha. sem a presença do elemento coercitivo e sancionatório. caberá ao Estado. da autotutela. sua presença na vida das pessoas. Por outro lado. à exceção do foro íntimo. sentimento de culpa e até mesmo uma desaprovação de seus pares. você pode estudar diversos aspectos importantes inerentes ao estudo do Direito. Desta forma. mas pelo fato e enquanto os mesmos expressem valores jurídicos. por sua vez. por meio das normas de ordem pública e da coerção que lhe é própria. pelo processo respectivo. a distinção entre direito e moral pode ser estudada considerando-se dois prismas: • A moral tem um campo de ação mais ligado ao interior.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Observa-se. seu inadimplemento poderá gerar angústia. Unidade 2 • 45 .

Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Lembre-se que o componente jurídico (o Direito) deve ser estudado a partir de conceitos técnicos específicos. muito próximos da ciência jurídica. contudo existe uma interação muito importante. se surgirem dúvidas. no processo de aprendizagem você não está sozinho! A seguir. sem perder de vista os aspectos éticos e morais. Procure rever o que foi estudado e. entre no ambiente on-line e envie-as para o tutor. sendo feita através do exercício do poder. que tal aplicar um pouco do que aprendeu realizando a atividade de aprendizagem? • 46 . tal como a legislação e jurisprudência. Você termina aqui a segunda unidade. Lembrese. entre a sua atuação na sociedade em que é operado.

exemplifique. __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ • 47 . b) comente as diferenças entre moral e direito. sociedade e poder apresentados na unidade e aponte. de forma objetiva. para tanto responda: a) considere os conceitos de direito.Atividade de aprendizagem Chegou o momento. quais os principais aspectos que podem ser destacados. de praticar um pouco. refletindo sobre o que você estudou nesta unidade. apontadas no estudo.

organizando-se em sociedade. com a presença do Estado.Resumindo Nesta unidade você estudou alguns aspectos importantes da ação do Direito na vida cotidiana. Surge assim. a partir da evolução tecnológica. dotado de força coativa. dividido no Brasil em três esferas: legislativo. Acompanhe! 48 • . as leis surgem para permitir que a vida social transcorra na mais perfeita harmonia possível. sendo importante para tal objetivo a existência e percepção do poder. ente imaterial que surgiu para personificar a vontade coletiva de normatizar condutas. levando-se em consideração a evolução da sociedade e sua relação com outras fontes. como instrumento a lhe dar sustentação. os direitos e deveres inerentes a conduta de cada indivíduo precisam ser esclarecidos. está claro para você. tais como a moral e a ética. Neste sentido. será a matéria a ser estudada na seqüência. o qual surgiu a partir da consideração dos efeitos ocorridos na vida social. que não resta dúvida. O local de atuação do Direito na vida das pessoas é a própria sociedade. de sorte a possibilitar o equilíbrio social. ou seja. denominado direito eletrônico. Na próxima unidade você terá a oportunidade de conhecer alguns conceitos e informações básicas de um novo ramo do Direito. executivo e judiciário. Descobriu que desde que o homem deixou de viver de forma primitiva. estudados na unidade anterior. delimitando quais os espaços que são ocupados por cada pessoa. um novo ramo da ciência jurídica. ciência social com o escopo principal de regular a vida em sociedade. do uso do computador e dos meios informáticos. vale dizer. é o Direito. fez-se necessária a presença de normas regulamentando suas condutas.

br/publicacoes O Processo legislativo e o Fluxo constitucional. Congresso.gov. Brasil. disponíveis em: http://www2. 420 p.br/processolegislativo. Guias e manuais. Manual de Redação da Câmara dos Deputados. camara. onde você encontra textos. Coordenação de Publicações. Manual de redação. • 49 . — Brasília: Câmara dos Deputados. 2004. Câmara dos Deputados.camara. 17). disponível em http://www2. — (Série fontes de referência. n. gráfico e vídeo explicativos sobre a produção das leis (principal elemento do Direito).Saiba mais Abaixo você encontra algumas sugestões de leitura para aprofundar seu conhecimento.gov.

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analisar suas relações com outras áreas do conhecimento jurídico. Seções de estudo Acompanhe nesta unidade o estudo das seções seguintes. com seus reflexos jurídicos. Seção 1: Direito eletrônico: definição e noções básicas. conhecer os principais pontos decorrentes do uso da Internet para a realização das atividades sociais e negociais no mundo moderno. estudar os aspectos relevantes da informática na Ciência Jurídica.Unidade 3 Direito eletrônico: nova fronteira Objetivos de aprendizagem Ao final desta unidade você terá subsídios para: conhecer os principais conceitos do Direito Eletrônico. Seção 2: Direito eletrônico: relações com outras áreas. • 51 .

Neste sentido. enquanto componente tecnológico dos mais importantes. em ritmo acelerado. Pode-se afirmar que a grande rede apresenta-se. tanto quanto o próprio equipamento em si mesmo (o computador e seus acessórios). existentes dentro ou fora do ambiente virtual (Internet). no qual se busca considerar e estudar as inovações tecnológicas decorrente do uso da informática nas relações sociais. a Internet. bem como todos os demais que surgem a cada dia. 52 • . decorrente das inovações da informática. interessa saber quais as conseqüências protegidas pelo ordenamento jurídico decorrentes dos atos praticados com a utilização dos recursos tecnológicos. de vital efeito na consideração do direito eletrônico. Assim. numa comparação como sendo o terreno fecundo no qual serão cultivados e fertilizados os vínculos jurídicos a serem protegidos pelo Direito. notadamente. senão o principal deles. especial atenção deve se dar a Internet.Para iniciar o estudo Nesta unidade você conhecerá um novo ramo da Ciência Jurídica. Neste particular. com enfoque jurídico. vale dizer quais os efeitos protegidos pelo Direito que estão vinculados aos meios eletrônicos. você estudará na primeira seção desta unidade algumas noções e definições básicas do direito eletrônico.

por meio do uso dos meios eletrônicos. Se você pesquisar na própria Internet com certeza encontrará várias definições. "Direito Eletrônico" ou ainda "Direito Cibernético". pois a cada dia surgem outras formas para nominar esta novidade jurídica. tem maior efeito publicitário e menor aceitação na comunidade acadêmica. Não se pode desconhecer que como se trata de um assunto novo. porém. a produção de efeitos jurídicos. para se utilizar a acepção adotada no texto transcrito acima). sendo por isso. termos que. "Direito da Tecnologia da Informação". Cabe aqui citar uma delas para o chamado direito da informática. dentre outras. especialmente aqueles ligados a informática. que utilizamos como sinônimo de direito eletrônico. uma nova área do estudo do Direito. encontram-se muitas concepções para definilo. (WIKIPEDIA. com fundamentos no crescente desenvolvimento da Internet e na importância da tecnologia da informação e da informática nas relações jurídicas.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 1 Direito eletrônico: definição e noções básicas Quando se fala no estudo de um novo ramo do direito ligado as inovações tecnológicas. para os fins deste estudo: O Direito da informática é um campo do Direito que se propõe a estudar aspectos jurídicos do uso de computadores. direito da informática e. tais como: direito digital. direito eletrônico (que adotamos). especialmente. 2007) Assim. no campo de atuação do direito eletrônico (ou direito da informática. pode-se observar uma grande preocupação de normatizar as questões ligadas ao uso do computador na vida cotidiana e. não há uma convergência e coincidência nem mesmo na sua denominação. Unidade 3 • 53 . Há ainda os que designam esta área do Direito como "Direito Informático".

Estas são apenas algumas delas! Sendo um dos seus elementos preponderantes. vale dizer.. conforme você pode ler a seguir: • 54 . qual a garantia de que ela não está sendo clonada. possível de ser reconhecida em Cartório. na mesma linha de raciocínio ao se fazer uma transação eletrônica. em especial. quais os efeitos decorrentes de seu bom uso? E se a utilização for maléfica? Que providências tomar? Neste mesmo caso a utilização da senha secreta. com validade jurídica. Exemplo Quando firmamos um contrato. ao direito eletrônico. composto de caracteres reconhecidos pelo computador e respectivos sistemas como sendo emitida por alguém.. utilizamos nossa assinatura. porém agora dando um enfoque a ciência do direito e. em complemento aquelas já trazidas na unidade 1 desta disciplina.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Pode-se exemplificar tal situação de diversas formas.. Bem. você pode estar pensando neste momento. sem a presença física do outro contratante? São muitas questões a serem respondidas. Tratando-se da assinatura eletrônica. copiada? Ao celebrar o negócio à distância. veja. portanto. denominada de senha. uma assinatura especial deve ser utilizada. vale a pena destacar a seguinte definição da Internet. um código secreto..

todas as vezes que usar o termo “rede” como sinônimo de Internet. 28). e-mail (correio eletrônico). se relacionam. Quando se refere a palavra “internet”. em letras minúsculas. realizam negócios. somatório de várias outras redes. elementos estes já abordados na primeira unidade.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Internet é uma imensa Rede. 2006. A importância básica da Internet consiste na infinita gama de serviços e opções que oferece aos seus usuários. esta deve estar com a inicial com letra maiúscula: Rede ou Grande Rede. namoram. se divertem. pode-se dizer que a Internet está impregnando a sociedade. por tratar-se de nome próprio. e-commerce (comércio eletrônico). Há um mundo a parte. deve ser sempre citada com “Internet”. ou seja. recebem e enviam correspondências (e-mails). dentre elas. Unidade 3 • 55 . por exemplo). Estaduais e Municipais. como também aquelas mantidas pelos Governos Federal. estudam e. por meio de suas páginas oficiais assim agem. influenciando e agindo sobre todos. Assim. interligados. Inclusive o próprio poder público. o “virtual”. Conforme você pode acompanhar. referese a uma rede interna de determinada empresa. seja pelos órgãos governantes (Receita Federal. Rede das Redes. possibilitando que milhões de computadores no mundo inteiro estejam conectados. e-learning (ensino a distância) entre outras. no qual as pessoas “falam”. com suas declarações de imposto. porém utiliza-se ora com letra minúscula (rede local de uma empresa) ou com letra maiúscula (referindo-se a rede mundial de computadores como um todo). e-government (governo eletrônico). com a inicial em letra maiúscula. podendo citar. ( RESINA. Da mesma forma. expõe sentimentos. a autora faz comentários a respeito da definição de “internet”. Não se pode deixar de destacar o grande espaço ocupado pela educação na rede. Quando a intenção é falar sobre a “Grande Rede”. p. assim como o ar que se respira. sobretudo. com o objetivo de executar diversas funções.

• 56 . sua efetiva entrega ao jurisdicionado no menor lapso de tempo possível. no que concerne as fontes jurídicas pois atualmente. ou seja. O estudioso define a informática jurídica como sendo a ciência que estuda os instrumentais utilizados para a consecução do Direito em suas atividades cotidianas. vemos a necessidade de estabelecer conceitos que por mais que sejam falhos e inconclusos servem para estruturar a ciência e servir como ponto de referência para estudos futuros. àquela ciência que se preocupa do estudo dos mecanismos e dispositivos eletrônicos envolvidos na consecução das tarefas jurídicas. nem pode. trazendo assim a associação da tecnologia (computador) na busca do escopo maior da ciência jurídica. O mesmo autor continua discorrendo sobre o tema da seguinte forma: Em poucas palavras a informática jurídica pode ser considerada como “todo o instrumental viável e imprescindível na aplicação da alta tecnologia da informação no Direito”. donde surge o chamado direito eletrônico. Pode-se inclusive se falar em informática jurídica. a utilidade dos mesmos para a busca de uma justiça mais próxima da realidade e atualidade fornecendo bases físicas que proporcionem ao estudioso alcançar os instrumentos necessários para a proposição e composição de sua pretensão. podemos copilar através dos aparatos informáticos jurisprudência dos Tribunais estaduais e superiores. enviar petições. neste sentido Mário Antônio Lobato de Paiva (2003) em importante artigo sobre o “direito eletrônico” assim se manifesta: Para não fugir do ensino jurídico tradicional. sua aceleração. e tem um papel fundamental para todos os aplicadores do direito. Consideramos que a informática jurídica está localizada dentro da Ciência do Direito Eletrônico. ou seja.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Não se pode negar que a Internet permeia os mais diversos negócios jurídicos a partir do “mundo virtual”. Assim entendemos que informática jurídica se ocupa com o estudo dos mecanismos materiais eletrônicos aplicados na consecução do Direito. elaborar teses jurídicas com base em trabalhos extraídos de homepages voltadas para as questões jurídicas dentre uma infinidade de utilidades que trazem economia e rapidez na desenvoltura das atividades dos profissionais do direito. principalmente. porém com repercussão imediata no chamado “mundo real”. a justiça. ficar a margem destes acontecimentos. de forma que o Direito não poderia.

incluem-se o computador. difamação através do uso da Internet. Importa também estudar o novo ramo do direito na busca de sua incidência nas novas tecnologias de informação e sua interação na vida social. Para tanto. no envio de petições. seus periféricos e os programas que os alimentam. violação de senhas eletrônicas. resolvendo problemas como a invasão de privacidade. na elaboração de trabalhos. na busca de decisões e jurisprudências nos Tribunais. neste estudo utiliza-se a denominação Direito Eletrônico para definir referido ramo da ciência jurídica que se ocupa do estudo das modernizações tecnológicas decorrentes do uso da informática nas relações sociais.” Mário Antônio Lobato de Paiva (2007) no estudo já citado acima traz a seguinte definição do direito eletrônico: Unidade 3 • 57 . vale dizer. O autor descreve a aplicabilidade da informática jurídica na otimização da utilização dos recursos do computador no Direito. Desta forma a informática se coloca como um meio de consecução do direito. como também as relações decorrentes do uso deste arsenal. enquanto instrumento de primordial para a operação desta ciência. Na mesma enciclopédia eletrônica já citada encontra-se o seguinte: “Direito Eletrônico é um novo ramo do Direito que se dedica a estudar a aplicação do Direito às novas tecnologias da informação. Nesse ponto de vista.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação O enfoque considerado está relacionado diretamente à utilização do instrumental tecnológico disponível e operante. dentre outros dilemas.

o autor Ricardo Cantu (2002) cita os seguintes termos. doutrina. encontrando direcionamento para a consecução de fins peculiares. relações jurídicas. processos. “o ramo autônomo atípico da ciência jurídica que congrega as mais variadas normas e instituições jurídicas que almejam regulamentar as relações jurídicas estabelecidas no ambiente virtual”. desenvolvendo inicialmente a doutrina nacional. a Internet. ou seja. aplicações.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Ainda seguindo a linha dos conceitos partimos agora para a definição de Direito Eletrônico que é mais complexa pois envolve um âmbito ainda muito maior que abarca a informática jurídica e visa alcançar uma determinação complexa. Ainda é planejada a inclusão da matéria informática jurídica nos planos de estudo das faculdades de direito. foram estabelecidas no ambiente virtual. jurisprudência. por excelência. • 58 . visando sua proliferação e propagação dos avanços da informática. Falando sobre as tendências na conceituação do Direito eletrônico e. Importante salientar que o autor define o direito eletrônico com sendo um ramo autônomo da ciência jurídica. porém. como os seguintes: Evolução ordenada de produção tecnológica. Um outro nuance da definição apresentada é aquela resultante da do estudo das normas e demais atributos decorrentes da utilização e o desenvolvimento e avanço da informática. sua distinção entre informática jurídica. situação esta que tende ao infinito. Outro conceito mais complexo é o seguinte: “O Direito Eletrônico é um ramo do direito que consiste no estudo do conjunto de normas. coerente e abrangente. Portanto entendemos o Direito Eletrônico como. traduzido de forma atípica e preocupado com as regras e institutos da regulamentação das relações negociais e sociais que são protegidas pelo direito e. acompanhe: a) Tendência inicial básica: pouco avanço e desenvolvimento da informática jurídica e do Direito Eletrônico. devido a escassa importância dada a matéria pelos professores de direito das universidades e também pelos funcionários do governo. que surgem como conseqüência da utilização e desenvolvimento da informática.

por considerar mais completa esta definição. uma tendência final e atual. o autor apresenta. 2) Desenvolvimento e consolidação da legislação. já que alcançou importância e respeito na doutrina e jurisprudência. porém totalmente independentes um do outro). no desenvolvimento do estudo deste ramo. controvérsia de casos práticos nacionais e internacionais na Corte Suprema do país. na Europa recomenda-se aglutinar-se ambas as matérias sobre a concepção “informática e direito”. nota-se uma tendência de consolidação do direito eletrônico enquanto ciência. passando por uma fase de sensibilização. a partir do desinteresse no estudo da matéria. embora o caminho esteja sendo trilhado não é mesmo? Unidade 3 • 59 . • por último. normas específicas que regulem sua aplicação. d) Tendência culminante ou inovadora: 1) Avanços importantes no que diz respeito ao desenvolvimento da informática jurídica meta-documental ou decisória. • na seqüência procurou-se distinguir o direito eletrônico da informática jurídica. doutrina e jurisprudência nacional do Direito Eletrônico. desenvolvem teses de doutorado relativas a inteligência artificial e o direito. como a citada como fonte desta referência. falando-se inclusive em inteligência artificial e direito. Observe que o autor no texto transcrito faz uma análise das tendências do estudo do direito eletrônico. 2) Direito Eletrônico como ramo autônomo do direito (incluindo-se nos planos de estudo das principais faculdades de direito do país). já que os centros de investigação para a utilização de sistemas experts ou de inteligência artificial aplicados ao direito. surgindo projetos de legislação e textos científicos escritos a respeito do tema (doutrina. chegando a decisões nos tribunais. Contudo muito ainda se deve evoluir neste sentido. as quais dividiu em quatro espécies: • em primeiro lugar.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação b) Tendência crescente e progressiva: 1) Distinção clara entre informática jurídica e Direito Eletrônico (ramos relacionados. • depois. por exemplo). caracterizando-o como um ramo autônomo. c) Tendência avançada ou próspera: 1) Destaca a necessidade e importância de desenvolver um trabalho legislativo no que diz respeito ao Direito Eletrônico. de maneira separada a matéria de informática jurídica. observava-se à época uma pequena inclusão de seu estudo nos bancos escolares.

nesta linha de raciocínio está presente o direito eletrônico em íntima relação com o direito penal. não resta dúvida que o Direito eletrônico mesmo sendo considerado um ramo autônomo se relaciona com as demais áreas do Direito. mencionando o e-mail. vigentes no país em um determinado momento. embora existam divergências profundas quanto a sua própria nomenclatura. bem como fala na organização da estrutura do Estado. vez que diversas condutas consideradas como sendo criminosas são praticadas com o auxílio das novas tecnologias. observar-se-á as relações entre o direito eletrônico e as demais áreas da ciência jurídica. enquanto forma de correspondência. Como todo ramo do Direito. Como você já deve ter percebido. b) com o Direito penal. Portanto.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Nesta seção você estudou algumas noções elementares acerca da existência de um novo ramo no estudo da ciência jurídica. chamado de direito eletrônico. O autor referenciado cita o exemplo da proteção à privacidade conferida pelo Constituição. Faz-se necessário a busca de instrumentos a coibir os crimes de alta tecnológica. • 60 . Aspectos importantes foram apresentados de forma a distinguir e considerar a consideração jurídica decorrente das chamadas relações eletrônico-virtuais. cujas informações podem ser assim resumidas: a) com o Direito constitucional. nesta parte do estudo você conhecerá a parte da classificação e algumas informações adotadas por Lobato de Paiva (2003) no artigo já citado. especialmente em se considerando a Internet. Na próxima seção. SEÇÃO 2 Direito eletrônico: relações com outras áreas. também o eletrônico deve se colocar sob a mira e obediência dos ditames constitucionais. Neste caso o vínculo é incontestável.

especialmente no alcance de aspectos ligados a automação das empresas. Existe relação do direito eletrônico com este ramo da ciência jurídica que tutela as relações entre empregados e empregadores (patrões). de um singelo compromisso anual que chega a grande parte da população do país e que cada vez mais é feita com a utilização da Internet e seus recursos: a declaração anual de imposto de renda das pessoas físicas. g) com o Direito do consumidor: A relação do direito eletrônico decorre especialmente do florescimento do comércio eletrônico. nas fiscalizações. pode-se fazer menção. das relações jurídicas protegidas pelo direito do consumidor especialmente aquelas relações de consumo estabelecidas via Internet. a igualdade. em que inexistem limites de fronteiras. dentre outros. a guisa de exemplo. a forma de realização das tarefas (tele-trabalho). a dignidade). em última análise. Unidade 3 • 61 . Nas relações jurídicas com a administração pública é inegável a presença dos meios eletrônicos no funcionamento da máquina estatal. Neste particular as melhorias decorrentes do uso da informática poderia agilizar julgamentos. no acompanhamento da arrecadação. ou seja. Contudo. pode-se verificar inúmeros pontos de convergência materializados pelo direito contratual. d) com o Direito civil e comercial. f) com o Direito do trabalho. verificação de horários.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação c) com os Direitos humanos: Quando se fala em direitos humanos associa-se imediatamente a importância da defesa dos direitos fundamentais do homem (dentre os quais a vida. investigações e. obrigações e das relações mercantis e comerciais (o crédito por exemplo). evitar injustiças perpetradas pelo Estado contra cidadãos. e) com o Direito administrativo. Com estes ramos do Direito. especialmente a partir de transações realizadas através da Internet.

que tal aplicar um pouco do que aprendeu realizando a atividade de aprendizagem? • 62 . existindo já determinados processos judiciais totalmente eletrônicos. sem a utilização de papel na forma convencional. tendo em mente agora. Finalizando esta seção. Faz-se necessário. passando pelo registro dos candidatos. se surgirem dúvidas. Existem muitas outras áreas do Direito que sofrem influência do direito eletrônico. Contudo é possível conhecer outras na revista eletrônica citada no início desta seção e que você encontra também no saiba mais desta unidade. uma normatização da matéria.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação h) com o Direito eleitoral: A íntima relação do direito eletrônico com o processo eleitoral começa desde o início das candidaturas. sem a utilização de cédulas impressas. em que o eleitor deposita seu voto de forma eletrônica. qual seja. Não resta dúvida que o direito eletrônico permeia cada vez mais o direito processual. mas. você pode a partir do estudo das unidades anteriores. e ela está ocorrendo aos poucos. acompanhamento de pesquisas durante a campanha. contudo. seja com o aperfeiçoamento de formas de processamento das ações. a existência de um novo ramo da ciência jurídica. i) com o Direito processual. Você termina aqui o estudo de mais uma unidade. no processo de aprendizagem você não está sozinho! A seguir. o direito eletrônico. se situar sobre as inovações decorrentes da evolução tecnológica. Procure rever o que foi estudado e. na realização das eleições. sobretudo. referente algumas a áreas acima delineadas. entre no ambiente on-line e envie-as para o tutor pelo tira dúvidas. em paralelo com as noções básicas do direito. seja com a modernização dos equipamentos utilizados no Judiciário. chegando à apuração e proclamação dos vencedores. Lembre-se. Nesta unidade você realizou um breve estudo.

com. 1. e comente aspectos relevantes.Atividade de aprendizagem Chegou a hora de se aplicar um pouco daquilo que foi aprendido nesta unidade.br/static/text/51375?display_mode=print __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ • 63 . assim realize as seguintes atividades. você encontra o mesmo disponível em: http://conjur. de autoria de Omar Kaminski.estadao. Leia o artigo “Direito na rede Justiça e Legislativo deram novos rumos à Internet”.

Não resta dúvida que a Internet está presente cada vez mais numa quantidade enorme de situações e locais. uma realidade virtual que se materializa num curso real. nesta onda de evolução tecnológica. sobretudo pela Internet. a normatização e a resolução de problemas relacionados com a utilização dos meios eletrônicos e manifestação da vontade e realização de negócios. portanto. A partir de tais constatações estudou a existência do direito eletrônico. Percebeu que a rede mundial de computadores aparece como a vedete de todos os mecanismos e instrumentos utilizados no dia a dia das pessoas.Resumindo Nesta unidade você estudou diversos aspectos atinentes à existência de um ramo do direito preocupado com o estudo. com conceitos próprios. protegido pelo direito. interagindo com os outros ramos “mais tradicionais” do Direito. 64 • . O próprio acesso a esse curso de pós-graduação a distância demonstra a verdade do que foi falado acima. complementando as idéias até aqui estudadas. Avançando nas próximas unidades serão abordados o direito penal e os crimes de informática.

org. Omar.br/REVISTA/. Primeiras Linhas em Direito Eletrônico..[S. Direito na rede.07.com/ • 65 . Revista Consultor Jurídico. Revista de direito eletrônico – REDE. n.Saiba mais Abaixo você encontra algumas sugestões de leitura para aprofundar seu conhecimento. http://conjur. Mário Antônio Lobato de.br/REVISTA/index_ arquivos/revistadedireitoeletronico1.ibde. Disponível em http://www. PAIVA. Acesso em 05.org. 2003.L]. ano 1.com.01. jun.2007.estadao.br http://www.alfa-redi.br/ http://buscalegis.ccj. 26 de dezembro de 2006. http://www. Justiça e Legislativo deram novos rumos à Internet.br/ http://www. KAMINSKI. – ago.ibde.direitonet.pdf .ufsc. SP.com.

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identificar os métodos de aplicação e vigência da lei penal. Seção 3: Fato típico: conceito. conduta. analisar a conceituação dos crimes. Seção 2: Crimes ou delitos. conceito e sujeitos e objeto. compreender a sistemática de aplicação as penas no direito penal brasileiro. elementos. características e espécies. Seções de estudo Acompanhe nesta unidade as seções seguintes. dolo e culpa. conhecer os seus aspectos básicos: histórico e conceito. fins. Seção 4: Penas: Conceito. antijuridicidade e culpabilidade. • 67 .Unidade 4 Direito Penal: aspectos básicos Objetivos de aprendizagem Ao final desta unidade você terá subsídios para: compreender os principais pontos do estudo do direito penal. contravenções. Seção 1: Direito penal: aspectos históricos e conceituais. a partir dos seus elementos formadores. espécies.

enquanto ciência e também no que tange à influência da informática na seara jurídica. destinado à proteção de valores inerentes à conduta humana. 68 • . Trata-se do DIREITO PENAL. a ser complementada na próxima unidade. criminosa. com o estudo do processo penal em si. Para otimizar o estudo. desde já. ou então. como proibida. possibilitando uma visão geral da matéria. você estudará agora este importante ramo do direito público. situando-a no contexto geral dentre as demais ciências humanas. de sorte a situá-lo no estudo dos crimes de informática. qualificando-a como permitida ou tolerada pela sociedade. sem a pretensão de esgotá-la. um dos pontos em que a sociedade moderna se equilibra. contudo apresentando uma rápida visão deste importante ramo da ciência jurídica. que se trata de estudo não aprofundado do tema. e assim punida pelo Estado. Esclarece-se. Ao final desta unidade você conhecerá conceitos básicos atinentes ao Direito Penal. Por certo muitas questões se apresentam neste momento.Para iniciar o estudo Após o estudo de aspectos básicos inerentes ao Direito. dirigido a estudiosos de outras áreas do conhecimento. esta unidade foi dividida em seções.

contrapondo-se a idéia do Direito Privado.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 1 Direito penal: aspectos históricos e conceituais Você sabe o que significa dizer DIREITO PENAL? Do que se ocupa este ramo? Você conhece quais seus principais aspectos? Estas perguntas serão respondidas nesta seção de estudos. Cabe você conhecer um outro conceito. Unidade 4 • 69 . Conceito de Direito Penal: Pode-se dizer que o Direito Penal é o ramo de Direito Público que define as infrações penais. mais sintético para que você compreenda melhor.] um conjunto de normas jurídicas que tem por objeto a determinação de infrações de natureza penal e suas sanções correspondentes – penas e medidas de segurança. por exemplo. Já o Direito Público. devidamente sistematizados. Esse conjunto de normas e princípios. 2) assim o define: [. que tutela interesses individuais. p. estabelecendo as penas e as medidas de segurança. Bitencourt (2006. é o ramo da ciência jurídica que cuida de questões relevantes ligadas ao interesse comum da sociedade. tem a finalidade de tornar possível a convivência humana. Por outro lado. observando rigorosos princípios de justiça. ganhando aplicação nos casos ocorrentes. é só você acompanhar... como no caso dos contratos.

veja: • trata-se de um conjunto de normas jurídicas. punindo-as.tuteladas pelo Ordenamento Jurídico. pode-se dizer que se trata do ramo do direito que vai tutelar as condutas humanas. Conheça a seguir leis penais brasileiras.” (Enciclopédia Jurídica Soibelman. Versão 2. daqueles ilícitos que atentam contra a ordem pública. denominadas penas ou medidas de segurança.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. ditas reprováveis. impõe-se a aplicação de medidas coercitivas e coativas. proibindo-as. É o estudo do aspecto jurídico do crime. 1998). • dentro desta ótica. • 70 . Faz-se importante conhecer a evolução histórica para compreender os rumos do futuro. prejudicando ou incompatibilizando a vida em sociedade. normatizando-as e. é o conjunto de normas jurídicas de combate às infrações penais (crimes ou contravenções). desde a época da colonização portuguesa. Leis Penais brasileiras: histórico A seguir você conhecerá um rápido retrospecto histórico das leis penais brasileiras. • tem por objeto o estudo das infrações penais. Do exame dos dois conceitos apresentados podem-se concluir os seguintes aspectos principais. • com a prática de atitudes e condutas reprováveis pelo ordenamento. vale dizer. na forma prevista pelo ordenamento. se necessário. seu histórico e importância para o desenvolvimento das idéias a serem desenvolvidas no presente estudo. isto é.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação “Direito penal ou direito criminal. especialmente neste curso onde se abordará os novos crimes informáticos. aplicando penas e medidas de segurança aos seus autores.

Primeiro Código completo de leis Dentre elas destacam-se as Ordenações Afonsinas. da Europa. Corresponde ao ponto alto do renascimento português. Por último. filho de D. inclusive no Brasil. Você pode ter se perguntado: qual o motivo em se estudar leis tão antigas? Qual a relação com os crimes informáticos? Unidade 4 • 71 . Assim foram colocadas em lugares públicos para se conhecer de todos os que no sentido de que se fizeram públicas e notórias. Registre-se que na época ainda não havia imprensa. mandando continuar sua aplicação. editadas entre 1446 e Constituiu. em grande parte. têm-se as Ordenações Filipinas. Representou uma consolidação 1447. com sua liberdade em relação ao domínio III de Espanha e de Portugal espanhol. ligadas ao nome do monarca que as ordenou. já após a descoberta da imprensa. inventada poucos anos depois. Um código de leis sancionado e Quando houve a restauração de Portugal em publicado em 1603 pelo rei Filipe 1640. surgiu a Lei da Confirmação. com o final da dominação espanhola em Portugal. Depois foram sucedidas pelas Ordenações Manuelinas. constituindo o primeiro Código de leis impresso. de 29 de Janeiro de 1643. as já referidas coleções de leis gerais. um dos grandes monumentos jurídicos do século XVI. resistindo a diversas mudanças políticas radicais como em 1640. quando Portugal era uma das grandes nações da Europa. com a Independência do Brasil. em 1822.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Legislação de Portugal incidente no Brasil Colônia Durante o período colonial vigoraram no país leis portuguesas. sob o reinado de Afonso V. coincidindo com a época da descoberta do Brasil. Duarte das leis extravagantes editadas anteriormente e reproduziram. as quais eram denominadas de Ordenações. na época. Perdurou mesmo após a Independência do Brasil.

Código Penal vigente Surgiu durante o Estado Novo.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação O registro histórico desta legislação do período colonial tem por objetivo demonstrar o incrível aumento da velocidade das mudanças que ocorrem com o advento da evolução tecnológica. • 72 . Código Criminal do Império (1830) A Constituição Imperial de 1824 determinava no seu artigo 179. sendo sancionado a partir do texto do Decreto Lei 2. O Código Criminal do Império foi sancionado pelo imperador D.12. Bitencourt (2006. passando a vigorar a partir de 1942 até os dias atuais. influenciando grandemente o Código Penal espanhol de 1848 e o Código Penal Português de 1852.848. abordando agora uma legislação já nacional. sem contudo se prender estritamente a qualquer um deles. Observe que a primeira grande novidade (a invenção da imprensa) já serviu de paradigma importante nas vigências destas legislações. editada após a independência de nosso país de Portugal. embora parcialmente reformado. o seguinte. brasileira. 57) ressalta os seguintes aspectos acerca deste Código: Com efeito. Pedro I.1940. foi apreciado por uma Comissão Revisora. quanto antes. de 07. cujo projeto apresentado por Alcântara Machado. concisão e apuro técnico. por sua clareza. vamos continuar. precisão. buscando inspiração no Código Penal francês de 1810. fundado nas sólidas bases da justiça e equidade”. nº. Neste sentido conhecer a história é importante. no Código da Baviera de 1813. um código civil e criminal. 18. constituindo-se no primeiro código autônomo da América Latina. no Código Napolitano de 1819 e no Projeto de Livingston de 1825. “organizar-se-á. p. Atualmente vive-se o período de mudanças online. o Código Criminal do Império surgiu como um dos mais bem elaborados. apresentado aspectos originais em relação a referidos paradigmas. em 1937.

Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação

O referido diploma legal sofreu alterações importantes através da Lei 6.416, de 24.05.1977, que procurou atualizar as sanções penais e, também da Lei 7.209, de 11.07.1984, que institui um novo texto para sua parte geral, com nítida influência finalista, humanizando as penas, adotando modalidades alternativas a pena de prisão, além de re-introduzir no Brasil o sistema de dias-multa.

Aplicação e vigência da lei penal
Caro aluno, não basta você conhecer o texto da lei penal, é necessário também estudar aspectos de sua aplicação, no tempo e no espaço. Este conhecimento será abordado na seqüência, acompanhe. a) Aplicação da lei penal Em princípio, aplica-se a lei brasileira no território nacional, conforme o princípio da territorialidade, conforme expressamente previsto no artigo 5º. do Código Penal.
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.

No que se refere à determinação do local onde o crime foi praticado, considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, Art. 6º - Considera-se praticado o crime no bem como onde se produziu ou deveria lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no produzir-se o resultado (lugar do crime), tal todo ou em parte, bem como onde se produziu situação está delimitada pelo artigo 6º. do ou deveria produzir-se o resultado. Código Penal. As embarcações e aeronaves brasileiras públicas ou a serviço do governo brasileiro são extensões do território nacional onde quer que se encontrem, e as de propriedade privada, respectivamente, quando em altomar ou sobrevoando o alto-mar. Esta disposição está amparada pelo contido no artigo 5º., § 1º., do referido Código Penal.

§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.

Unidade 4 • 73

Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação

O princípio da territorialidade não é único, admitindo a lei outros critérios, em várias hipóteses, arroladas no artigo 7º. do Código Penal, como, por exemplo, o critério da personalidade ou o critério da universalidade. Pelo critério da personalidade, pune-se o agente se ele brasileiro, mesmo que o fato tenha sido praticado no estrangeiro. Exemplo desta situação é o crime de genocídio previsto no artigo 7º., inciso I, alínea “d”, do Código Penal). Pelo critério da universalidade, punem-se todos os crimes que por tratado ou covenção o Brasil se obrigou a reprimir, mesmo que praticados fora do País, consoante disposição inscrita no artigo 7º., inciso II, alínea “a”, do Código Penal). b) Vigência e revogação da lei penal A lei penal, tal qual ocorre com as demais espécies legislativas , também começa a vigorar na data nela indicada, caso Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa contenha previsão expressa, ou, na omissão a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias deste dado, em 45 dias após a publicação, depois de oficialmente publicada. dentro do País, e em 3 meses no Exterior, consoante determina o artigo 1º. e seu § 1º. § 1o Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da Lei de Introdução ao Código Civi (LICC) da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada. l.
A doutrina chama de vacatio legis, isto é, vacância da lei, é o espaço de tempo compreendido entre a publicação da lei e sua entrada em vigor
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: I - os crimes: d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: II - os crimes: a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir.

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Por outro lado, o artigo 2º. da referida LICC estabelece regras atinentes à revogação de um diploma legal. Neste particular, diz que não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue, portanto não há revogação pelo simples desuso da lei.

Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

A revogação total denomina-se ab-rogação (abrogatio). A revogação parcial denomina-se derrogação (derogatio). A revogação é expressa quando a lei nova diz quais são os textos revogados. A revogação é tácita quando a lei nova é incompatível com a lei anterior, ou quando regula inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. c) A lei penal no tempo Constitui ensinamento básico e princípio geral, o fato de que a lei penal rege os fatos ocorridos na sua vigência (tempus regit actum). Entretanto, existem exceções, pois se a lei penal for modificada durante o transcorrer do processo penal ou durante a execução da pena, prevalecerá a norma mais favorável ao réu, não importa se a anterior ou a posterior (ultratividade ou retroatividade da norma mais benéfica). Igualmente, se a lei nova deixar de considerar o fato como crime (abolitio criminis), se aplicará esta última, por ser mais favorável ao réu. Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória consoante disposição inscrita no artigo 2º., caput, do Código Penal.
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.

Incumbe destacar, ainda, que a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado, conforme abordado no próximo item.

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Contudo, deve ser esclarecido que só se pode aplicar a lei anterior ou a lei posterior, não sendo admitida combinação ou mescla de leis, segundo o entendimento dominante. d) Irretroatividade da lei penal Importante conceito da aplicação da lei penal é aquele que ensina que ela não se aplica a fatos anteriores à sua vigência, sendo, portanto, irretroativa. Contudo, a lei poderá retroagir se for mais benéfica para o réu. A lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente, aplica- se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado, conforme situação está delineada no artigo 2º. parágrafo único, do Código Penal.
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.

Neste mesmo sentido, há fundamento constitucional informando que a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu, consoante se pode observar do artigo 5º., XL, da Constituição Federal. e) Tempo do crime

Em que momento ocorreu a prática do crime? Para responder tal questão pode-se utilizar três teorias: a da atividade (considera o momento da ação ou omissão), do resultado (interessa o momento em que se produz o resultado decorrente do crime) ou a teoria mista (considera tanto o momento de ação, quanto do resultado). O Código Penal brasileiro adotou a teoria da atividade, conforme preceituado no seu artigo 4º. Deve ser ressaltado que a fixação desse momento, referente ao tempo do crime, é muito importante e interessa para a aplicação de várias regras penais, como a determinação da lei aplicável ao fato, a menoridade ou não do agente ao tempo da ação etc.
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

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da Constitução Federal e o artigo 1º do Código Penal. No âmbito da legislação penal. segundo a legislação brasileira. penal deve definir exatamente e de modo bem delimitado qual é a conduta proibida. Unidade 4 • 77 .. numa configuração de um sistema de segurança de informações é indispensável conhecer quais as leis que o protegem ou amparam. nulla poena sine lege). XXXIX . neste ponto você já está apto para saber os principais aspectos da aplicação da lei penal. não há crime. Art 5º. pois é proibido o uso da analogia para a imposição de penas. É muito importante.Não há crime sem lei anterior que o defina. Caro aluno. quais seus componentes.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Princípio da legalidade: Trata-se de princípio básico de Direito Penal. nem pena. os crimes ou delitos e as contravenções penais. descrevendo-a perfeitamente. nem pena sem prévia cominação legal. Art. o qual você conhecerá conceitos que são indispensáveis as condutas tidas como reprováveis pelo ordenamento jurídico. Observe que os artigos legais citados estão apresentados nas notas de rodapé. requisitos. XXXIX. ou seja. Não há pena Deste modo. de forma que você não precise recorrer a outros livros. 5º. especialmente dado o princípio da legalidade a verificação e acompanhamento de quais dispositivos legais estão dando base a nossa sustentação. por exemplo. 1º . Assim. sem lei anterior que o defina e a estabeleça (nulium crimen. de que forma são aplicadas. conforme dispõe o artigo. abordaram-se acima os principais pontos a serem considerados. importante salienar que a lei sem prévia cominação legal. Continue seus estudos acompanhando a próxima seção. Neste fator reside uma das maiores dificuldades para a caracterização e punição dos crimes de informática.não há crime sem lei anterior que o defina.

você não deve deixar de considerar que no dia-a-dia de um gestor de segurança da informação.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 2 Crimes ou delitos e contravenções Você sabe quais são as espécies de condutas reprovadas ou punidas pelo Direito Penal? O que são crimes. Então. observa-se que um dos seus aspectos mais importantes é a regulação da conduta humana. acompanhe: • 78 . vale dizer que. esta lei está relacionada a situações .). seja na elaboração do seu projeto. em primeiro lugar. em um consagrado ponto de partida da linguagem comum. ou seja. caro aluno. Pois bem. trata-se da regulação de atitudes consideradas como inconvenientes a vida em sociedade. é indispensável que se tenha bem presente os conceitos de crimes e contravenções a seguir explanados. 498. Crimes ou delitos Para uma melhor compreensão sobre o conceito de crime buscou-se o seu significado. donde se chega à noção de crime e de contravenção penal. bem como quais as proibidas e punidas pela legislação. p. Neste sentido. aos estudos e mãos à obra. Do exame do conceito de Direito Penal. 1986. delitos e contravenções? Então acompanhe esta seção de estudos para conhecê-los. no dicionário Aurélio (FERREIRA. seja na operacionalização de suas atividades é muito importante que ele saiba e tenha presente quais as condutas permitidas.

) Em um sentido vulgar. isolada. crime é um ato que viola uma norma moral. Pen. Num sentido formal. (dir. No Brasil qualquer infração penal é chamada pelo povo de "crime". m. Versão 2. Sendo a culpabilidade um pressuposto da pena e a periculosidade um pressuposto da medida de segurança. alternativa ou cumulativamente com a pena de multa. [Do lat. delito. 4. crime é uma ação ou omissão que se proíbe e se procura evitar. porque constitui ofensa (dano ou perigo) a um bem jurídico individual ou coletivo. No conceito material.] S. 3. Segundo o conceito analítico. pen. violação culpável da lei penal. [. fato típico. ameaçando-a com pena. Crime é a infração penal a que a lei comina pena de reclusão ou detenção. crime é ação ou omissão típica e ilícita. A doutrina penal a seu turno traz as seguintes considerações sobre o conceito de crime. 2.Dir. Segundo o conceito substancial.Qualquer ato que suscita a reação organizada da sociedade.). (http:// pt.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Crime. 5. crime é uma violação da lei penal incriminadora. 1.org/wiki/Crime). Pen. as quais encaixam-se ao estudo proposto para você nesta seção: Unidade 4 • 79 . Como conceito analítico. Ainda pesquisando a mesma palavra.] Vulgarmente a palavra "crime" abrange também as contravenções.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. crimen.wikipedia. Para muitos adeptos da conceito analítico. ilícita e culpável.Ato digno de repreensão ou castigo. Segundo o conceito formal. crime é a ação ou omissão típica.Dir. Pen. buscou-se também o significado da mesma em uma enciclopédia jurídica os seguintes conceitos: Crime. ((ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN.. 1998.Dir.. antijurídico e culpável. ofensa de um bem jurídico tutelado pela lei penal.

a ciência jurídica atribui conceito hipotéticos a serem observados pelos membros de uma determinada sociedade. o crime num sentido mais amplo seria aquela conduta contrária a tal normatização e. (FRAGOSO. Com relação a segurança da informação é muito importante para o seu gestor ter conhecimento das condutas que podem ser punidas pelo direito penal.145) acima citado traz um conceito material e um conceito analítico de crime. situando-se na vasta categoria. 1990. num dado momento e território. (1990. Constitui o crime conduta contrária ao direito. dentro da ótica do dever ser próprio do Direito. Esta citação considera como um elemento estritamente jurídico. fato jurídico. provocando o nascimento. trata-se de um fato jurídico. a ação ou omissão que. a modificação ou a extinção de uma relação jurídica. p. contrasta violentamente com valores ou interesses do corpo social. situando-se na vasta categoria do ilícito jurídico em geral. em seu aspecto de fato estabelecido pelo direito. numa definição material. [. A essência do crime reside em sua juridicidade. p. no seu conceito mais amplo. tais como confidencialidade e integridade de seus componentes e dados. Fato jurídico é a designação genérica de todo acontecimento relevante para o direito.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Crime é essencialmente conceito jurídico. vale dizer.. Nesta perspectiva. de modificar relações jurídicas. veja: “Crime é. de cuja prática é punível pelo ordenamento. daí a condição de ilícito.] O crime é sem dúvida. ou seja. embora seja um fato tipicamente contrário a norma. ou seja.. enquadrando-se na teoria geral do direito. em última análise. especialmente aquelas ligadas a quebra dos paradigmas básicos da gestão em segurança da informação. Continuando o estudo. a juízo do legislador. Fragoso. assim.142-143). de modo a exigir seja proibida sob ameaça de pena” • 80 .

assim. o autor enfatiza seu aspecto de ser um conceito essencialmente jurídico. Omissão – abstenção da atividade que o agente podia e devia realizar. sendo-lhe exigível comportamento conforme ao direito. crimes relacionados à clonagem de dados. é imprescindível a existência de uma lei. Típica – correspondente a um tipo de delito. A seguir acompanhe a transcrição da mesma obra do autor sobre o aspecto analítico da definição de crime: Define-se. daí a expressão a juízo do legislador. por não existir qualquer permissão legal parar a conduta (legitima defesa.) Culpável – juízo de reprovação que recai sobre a conduta ilícita de imputável que tem ou pode ter consciência da ilicitude. disciplinar e punir determinada conduta como sendo criminosa. a um modelo legal de fato punível. antijurídica e culpável. invasão de sistemas. Contudo muitas destas condutas ainda não estão regulamentadas e dependem de legislação específica para que sejam punidas adequadamente. norma legal a definir. etc. vale dizer. contrária aos anseios sociais. Unidade 4 • 81 . Exemplo Pode-se exemplificar no que tange as práticas relacionadas com a gestão de segurança da informação. [..Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Assim. ou seja. cópia não autorizada de informações.] Ação – atividade consciente dirigida a um fim.. Antijurídica – contrária ao direito. estado de necessidade. o crime como ação ou omissão típica. sob a ênfase do aspecto substancial ou material da caracterização da conduta delituosa.

trata-se da prática de um ato (ação) ou da abstenção de sua prática (omissão). que como é público é notório: o fato de alguém tirar a vida de um semelhante se enquadra na situação em destaque. delimitada pela sociedade. Matar alguém: Pena . o qual agride o principal bem humano. será tida como antijurídica. pratica conduta prevista no artigo 121 do Código Penal. Culpável no sentido da consciência da ilicitude. através de seus representantes (legislador) num determinado diploma legal (lei) como sendo contrária e punível. Neste mesmo sentido. Você sabe dizer em qual situação anteriormente apresentada enquadra-se em que tipo de crime? Pelo Código Penal enquadra-se de “homicídio simples”. qual seja: a vida. observa-se que o autor apresentou os elementos constitutivos da conduta reprovável pelo Direito. o homem comum e normal está ciente de que a prática daquele ato é punido pelo direito. ou seja. sujeito a pena privativa de liberdade que pode chegar a vinte anos. 121. cominando punição a quem praticar. também pode ser enquadrado crimes com a utilização de recursos informáticos. Homicídio simples.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Conforme você pôde perceber no exame da análise do conceito apresentado. não o fazendo. considerada contrária ao Direito. ou seja. a sociedade não permite sua prática. Tal conduta deverá ainda estar tipificada. Art. não se pode deixar de dizer. de seis a vinte anos.reclusão. alguém que AGE (ação) ou NÃO SOCORRE (omissão) causando a morte de alguém. vale dizer. Vale dizer. por empregado detentor de confiança da mesma. • 82 . a proíbe. como o desvio de recursos de uma conta bancária através de fraude perpetrada pela Internet. bem como a violação de sistema informatizado de uma empresa. Se assim considerada. Exemplo Como exemplo mais corriqueiro. ou seja.

Abrange os seguintes aspectos: a) formal ou nominal. Em sentido amplo. e pen. b) material ou substancial. embora possa ser objeto de exame das mais variadas ciências. Conheça a seguir cada um desses aspectos. cabe destacar que também é utilizado o vocábulo delito como sinônimo de infração penal: “Delito. em dado momento histórico. considera que deve ser proibido pela lei penal. coletivo ou difuso.). b) Material: • diz respeito ao conteúdo do ilícito penal. designa qualquer infração penal (crime ou contravenção) ou ato ilícito (doloso ou culposo)”.) Delito designa uma construção fundamentalmente jurídico-penal. sociologia. Unidade 4 • 83 . • o que a lei penal vigente incrimina (sub specie juris). como por exemplo a criminologia. fixando seu campo de abrangência. • todo fato humano proibido pela lei penal.o que determinada sociedade. de caráter individual. • delito constitui lesão ou perigo de lesão a um bem jurídico-penal. ou seja.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Por outro lado. função de garantia (art. medicina legal. • plano ontológico (ser).0 Rio de Janeiro: Elfez Edições.1o do CP). a) Formal • ponto de vista do Direito positivo. • desvalor social . c) analítico ou dogmático. (dir. civ. Versão 2. 1998. • plano deontológico (dever-ser). político criminal. da regra posta. (ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN.

p. só está última pode ser ilícita e apenas quando ilícita tem a possibilidade de ser culpável. alternativa ou cumulativamente. visando a agrupá-las em uma ordem simultânea • delito vem a ser toda AÇÃO OU OMISSÃO TÍPICA. contraventio). Infração a que a lei comina. o conceito de CONTRAVENÇÃO PENAL. Dir. Contravenção penal Agora que você já realizou um breve estudo sobre CRIMES. Você pode considerar. circunscreve-se necessariamente à conduta humana possível. f. ou ambas.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação c) Analítico ou dogmático: • decompõe-se o delito em suas partes constitutivas . (lat. isto é. à justiça. ILÍCITA OU ANTIJURÍDICA E CULPÁVEL • esses elementos estão em uma seqüência lógica necessária. • 84 . criado fundamentalmente pela norma jurídica imperativa (mandatos e proibições). S. para fins didáticos e uso neste estudo. isoladamente. A rigor não existe diversidade ontológica entre crime e contravenção. (SIDOU.estruturadas axiologicamente em uma relação lógica (análise lógico-abstrata) • plano epistemológico: plano do conhecimento • a questão é metodológica: emprega-se o método analítico. 215). pena de prisão simples ou de multa. anão ser na brandura da penalidade. observe a seguir os conceitos apresentados: Contravenção. decomposição sucessiva de um todo em suas partes. é importante analisar também. enquanto principal figura do Direito Penal. Pen. 1999. pode-se dizer injusto. seja materialmente. seja idealmente. só uma ação ou omissão pode ser típica. a concepção do homem como ser responsável. quer dizer. Especificamente no que tange ao Direito Penal. o ordenamento punitivo traz a idéia do Injusto Penal. que aquilo contrário ao Direito. em decorrência de se vincular a uma estrutura lógico-objetiva fundamental.

você pode utilizar de um lado a própria definição legal. regulamento. A contravenção penal é assim definida por força de lei. A questão reside na quantidade da infração.. alternativa ou cumulativamente.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Contravenção.) Quanto à diferenciação do conceito de crimes e contravenções penais. a infração penal a que a lei comina. pelo que ensejam punição menos severa. Art.914.. não em sua substância. 1998. consoante se depreende da leitura do artigo 1º. 1º Considera-se crime a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção. de 09. em suma. contravenção. menos severa.. É o critério quantitativo. e isto ocorre por opção do legislador na formulação do dispositivo legal pertinente..] não há diferença intrínseca. citando a obra de Damásio de Jesus (1988. ontológica ou essencial .163. a partir do aspecto doutrinário e. assim. isoladamente. ou ambas. contrato. Conforme você pôde observar nos conceitos apresentados que nada obstante não existir diferença conceitual entre as duas figuras deste ramo do Direito (crime e contravenção penal).12.). Infração. Versão 2. p.1941. mas realidades que se distinguem pela sua maior ou menor gravidade. Transgressão a dispositivo de lei. apresentam menor gravidade. quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa. quer isoladamente. conforme você acompanha seguir: [. (ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN. pena de prisão simples ou de multa. dizer da seguinte diferenciação entre os crime e contravenção penal: Unidade 4 • 85 . tendo em conta um caráter mais brando da punição de uma conduta proibida de uma forma mais amena. Não são categorias que se distinguem pela sua natureza. Você pode ainda. do Decreto-Lei 3. abordar tal diferenciação. Falta. As contravenções são condutas que. Pode-se.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. que regula a Lei de introdução do Código Penal e da Lei das Contravenções Penais. comparadas com os crimes. julgado ou proibição da autoridade pública.

” (JESUS. 5º As penas principais são: I – prisão simples. utiliza várias denominações para indicar e descrever o sujeito ativo do delito. todos do Código Penal. não há propriamente uma diferenciação exata sobre a prática de contravenções. não punível sua tentativa e sendo sancionada com prisão simples e multa. II – multa. conhecido como Lei das Contravenções Penais. o qual a doutrina ensina o seguinte: sujeito ativo é quem pratica o fato descrito na norma pena incriminadora. Num primeiro momento quem o pratica. poderá ocorrer a prática de atos considerados contravenções com a utilização dos recursos de informática. • Contravenção penal: trata-se de conduta também contrária ao Direito. Tais condutas e punidas com penas privativas de liberdade. 19. porém considerada menos grave e perniciosa que o crime. as condutas que estão sendo catalogadas normalmente são punidas como crimes. conforme se pode observar artigos 14.688. p. entre as quais podem ser citadas as seguintes. 147).restritivas de direitos.] O sujeito ativo do delito não é seu pressuposto ou antecedente nem elemento do tipo. sendo por isso mesmo. 32 ..de multa. “[.As penas são: I . considerados mais graves que as contravenções. vale dizer. restritivas de direito e de multa. o sujeito ativo.privativas de liberdade. Art. por outro lado.. A legislação.10. do Decreto-lei 3. veja: a) agente: denominação genérica. conforme previsto no artigo 32 do Código Penal. 21. 4º Não é punível a tentativa de contravenção. parágrafo único. com a indicação do artigo legal correspondente. II . III . 63.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação • Crimes ou delitos: são condutas contrárias ao Direito. 1988. de 03. 15. II. Art. contudo. é importante se considerar os sujeitos envolvidos na sua prática. No que tange às atividades ligadas com a gestão e segurança de informações. • 86 . Sujeitos envolvidos: ativo e passivo Após a conceituação de crime. que agridem de forma mais intensa a sociedade. Art.1941. conforme previsto nos artigos 4º e 5º .

. quando.Diz-se o crime: [. 21 .. Art.Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. nesta hipótese. no País ou no estrangeiro.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art. Art. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 (dez) dias. só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. nas circunstâncias. 5º Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: [.] II .. 10. ou estiver preso preventivamente. iniciada a execução. ou os motivos de impossibilidade de o fazer. ou no prazo de 30 (trinta) dias. 14. Art.Pelo resultado que agrava especialmente a pena. e o indiciado poderão requerer qualquer diligência. a partir do dia em que se executar a ordem de prisão. depois de transitar em julgado a sentença que. isenta de pena. b. 19 . o tenha condenado por crime anterior. 10. ou não. contado o prazo. voluntariamente. ter ou atingir essa consciência. só responde pelos atos já praticados. conforme artigos 5º. todos do Código de Processo Pena.Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. 15 . desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza.O agente que.tentado. se evitável. ou seu representante legal. 63 . se o indiciado tiver sido preso em flagrante. quando lhe era possível. mediante fiança ou sem ela. Art.. § 1º. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. O ofendido. 14. Parágrafo único . Art.O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato. se inevitável. 14 . Art.] § 1o O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível: b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração. quando estiver solto. b) indiciado: denominação usada na fase de inquérito policial. a juízo da autoridade.. Art. Unidade 4 • 87 .. que será realizada.

185. de uso no ambiente profissional. condenado. conforme se pode ler nos artigos 185. pronunciá-lo-á. No que tange as atividades ligadas a segurança de informações o agente ativo. Desta forma.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação c) acusado. • 88 . 153). num sistema de gestão de informações. Art. sob o ponto de vista biopsíquico. preso. 195. 408. (JESUS. recluso ou detento: expressões cujo uso se destina para aqueles indivíduos que já receberam a sentença condenatória. será a pessoa que desrespeitar algumas das leis ou normas que regulam a matéria. todos do do Código de Processo Penal. Também importa definir a figura do sujeito passivo. Se o juiz se convencer da existência do crime e de indícios de que o réu seja o seu autor. interrogado ou réu: utilizadas durante o curso do processo criminal. após o curso do processo criminal. é agente que perpetra o crime e que deverá ser punido por isso. Para que seja encontrado é preciso indagar qual o interesse tutelado pela lei penal incriminadora. e ohmem é o seu titular. aproveitando-se desta condição. Art. Assim. aquela pessoa que pratica um crime pode ser também ser chamado de criminoso ou deliquente. p. Damásio assim o define: Sujeito passivo é o titular do interesse cuja ofensa constitui a essência do crime. e) ainda. 1988. Art. d) sentenciado.. constituído ou nomeado. Se não quiser assinar. o homem é o seu sujeito passivo. p. 195. que é a pessoa ou entidade que sofre os efeitos do delito. passa a desviar informações para um concorrente. ou seja. pode-se exemplificar. dando os motivos do seu convencimento. ex. § 1o Na sentença de pronúncia o juiz declarará o dispositivo legal em cuja sanção julgar incurso o réu. a situação do funcionário que detendo o acesso a uma senha secreta. no curso do processo penal. 408. No crime de homicídio. o bem protegido pela norma é o direito à vida. aquele que realiza a atividade criminosa. tal fato será consignado no termo. O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária. será qualificado e interrogado na presença de seu defensor. recomendá-lo-á na prisão em que se achar. ou expedirá as ordens necessárias para sua captura.

podendo tratar-se tanto de um bem material como de uma pessoa no sentido corporal. cuja ofensa é dirigida contra todos os cidadãos (crimes contra saúde pública.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação O sujeito passivo é aquela pessoa (física ou jurídica) atingida pelo crime. através sobretudo da legislação vigente num país. Trata-se do elemento jurídico que a sociedade. Existem. o cidadão que perdeu seus bens . Unidade 4 • 89 . embora quando da realização da conduta criminosa era mas tem lastro. indevido da senha funcional. por exemplo. quais os bens jurídico. situação na qual o sujeito passivo é a coletividade ou o corpo social. No homicídio. o dinheiro desviado. Como exemplos: No homicídio. No furto. o objeto jurídico são as informações funcionário. Ocupando-nos do mesmo exemplo citado acima. O objeto do crime Cumpre agora. o morto. em prol do equilíbrio social. confere uma proteção especial. aos regulamentos que protegem a vítima da conduta deliltuosa. o o objeto material é o numerário. a segurança de informação. No uso exemplo acima ciado. que apropriadas indevidamente pelo apenas dados informáticos. pode-se dizer que o sujeito passivo é a empresa. normalmente identificável com facilidade na apuração e investigação dos delitos. no isto é. No que tange aos delitos informáticos. o objeto jurídico é a vida. Ainda no exemplo de desvio de recursos de conta bancária. contudo. com a utilização de Objeto formal é a ofensa que se lança pelo ato delituoso contra o direito público subjetivo do Estado da busca da observância do preceito penal. material e formal que são agredidos com a prática de um delito. estudar um pouco o objeto do crime. Trata-se da vítima. crimes contra o corpo social ou sociedade. Objeto jurídico é o bem ou o interesse protegido pela norma penal. Objeto material é a coisa sobre a qual recai a ação do agente. do funcionário que apropria-se e utiliza indevidamente sua senha secreta. ligados fraude perpetrada pelo Internet. o patrimônio. No furto. pode se tornar moeda corrente. objeto formal é o desrespeito as normas. a organização que sofreu os prejuízos com tal conduta.

portanto. pela relação de causa e efeito entre a conduta e o resultado (relação de causalidade). enquanto conduta reprovável pela sociedade. como sendo o fato típico e antijurídico. ou seja. aos estudos e mãos a obra. OU SEJA. Para que exista o crime. porém o faz a partir de um novo prisma de consideração. com ênfase na sua caracterização. falando-se nos sujeitos envolvidos. uma conduta para ser considerada criminosa precisa ser tipificada pela lei. A próxima seção continua abordando o mesmo assunto. seja também culpável.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Nesta seção você estudou os principais aspectos para a caracterização do crime. Então. isto é. é necessário que o fato. Nos exemplos já citados envolvendo segurança de informações. por empregado que o fato típico consiste nesta conduta (APROPRIAR-SE COM O OBJETO DE CAUSAR PREJUÍZO A EMPRESA DE BEM DE SUA PROPRIEDADE. pode-se dizer no que tange a apropriação indevida de senha secreta. e também pela tipicidade. no objeto. SEÇÃO 3 Fato típico O conceito de fato típico está intimamente ligada a definição de crime ou delito conforme você já estudou. pelo análise do fato típico. pelo resultado (inerente à maioria dos crimes). basta que haja um fato típico e antijurídico. reprovável. porém. foram descritos diversos componentes para sua caracterização. o que leva a punição do criminoso. O fato típico é composto pela conduta (ação ou omissão). com abuso de confiança. o desvio de informações). • 90 . ou seja. Observe que há uma relação de causalidade entre a conduta e o resultado (o prejuízo. ou seja. Para a aplicação da pena. além de típico e antijurídico. A SENHA SECRETA).

Elementos objetivos ou descritivos do tipo: são elementos que se referem à materialidade do fato. é a ação indicada pelo verbo (matar. Esses elementos também são chamados de elementos subjetivos do injusto. Elementos subjetivos do tipo: são circunstâncias que se situam além do dolo. impedindo que seja considerado crime fatos que não estejam descritos na lei. Desta forma. Parágrafo único . Entre os elementos subjetivos do tipo está o dolo específico. O primeiro elemento do tipo. etc. aplica-se a pena em dobro. ao sujeito passivo etc. elementos subjetivos e elementos normativos.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Tipo Denomina-se tipo a descrição do fato criminoso. que serve de modelo para avaliar e dizer se uma determinada conduta está incriminada ou não. ao sujeito ativo. ou elementos subjetivos especiais. parágrafo único. feita pela lei. Acompanham vários complementos e circunstâncias. Neste sentido. aquilo que não se ajusta ao tipo não é considerado crime. não se pode esquecer que a idéia do tipo penal tem uma função precípua de garantia. Elementos do tipo O tipo penal abrange uma idéia de juízo de valor. ou o seu núcleo. referentes ao resultado. ou seja. ou uma fórmula.Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa. do Código Penal. como o fim de lucro (art. e se referem a um motivo. indicados através da simples constatação sensorial.). Desta forma o tipo penal é um esquema. percebidos a partir da percepção dos sentidos humanos. Assim existem no tipo elementos objetivos ou descritivos. 141. que indica um fim especial visado pelo agente. seduzir. a uma tendência. Unidade 4 • 91 . ou a algum dado intelectual ou psíquico do agente. subtrair.

que exigem uma avaliação do seu significado jurídico. “não prover a subsistencia do conjuge. sem justa causa. a Quanto a utilização indevida das senha secreta. 153 . podem ser citados como exemplos relativos ao rol dos elementos subjetivos do tipo certas características psíquicas do agente. causa prejuízo. receber. deve-se levar em conta características pessoais do funcionário que delinqüe. a perversidade. ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho. a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal. de boa-fé.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Pode-se. o motivo torpe. conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial. adquira. que decorrem necessariamente da natureza do crime. e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Art. Deixar. Ainda podem ser citados nesta categoria outro grupo de elementos subjetivos do tipo refere-se à ciência de certos detalhes. podem ser citadas as seguintes expressões dentre outras. 244. ou influir para que terceiro. Art. exemplo explorado acima. as tendências subjetivas da açáo. empregadas pela lei. sem justa causa. ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos. Por derradeiro.Constranger alguém. sendo necessário estabelecer um juízo de valor. deixar. como a crueldade.Adquirir. sem justa causa. Art. de prover a subsistência do cônjuge. observase a presença do elemento normativo. em proveito próprio ou alheio. e ainda certos motivos. de socorrer descendente ou ascendente. mediante violência ou grave ameaça. transportar. na receptação dolosa. isto é. previsto no artigo 180 do Código Penal. como saber que a coisa adquirida é produto de crime. fixada ou majorada. coisa que sabe ser produto de crime. Art. Como exemplos de elementos normativos. do exame do texto dos artigos citados. como o fim libidinoso. conduzir ou ocultar. Elementos normativos do tipo: são expressões. de que é destinatário ou detentor. é insuficiente desenvolver uma atividade estritamente cognitiva. gravemente enfermo: • 92 . o motivo fútil. 214 . com a indicação do artigo legal violado: “sem justa causa” utilizada nos artigos 153 e 244 do Código Penal. ou seja “divulgar sem justa causa”.Divulgar alguém. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. 214 do mesmo Código). receba ou oculte. 180 . dentre elas a ciência de que tal prática é proibida. ainda citar. no atentado violento ao pudor (art. sem justa causa”.

avaliado pelo Direito. Compreende a ação propriamente dita (abrangendo a omissão) e a intenção do agente. coma omissão.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação “documento”. ou alterar documento público verdadeiro. 1998. Versão 2.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. estrutura inteiramente distinta. uma e outra. como por exemplo “sem autorização do titular”. isto é. Para explicar a idéia. compreendendo a ação (atuação positiva) e a omissão. no todo ou em parte. Assim considerando o fato reprovável de utilizar senha de terceiro para a realização de operações bancárias. trangride-se uma ordem. p. um conceito genérico de ação. o elemento objetivo e o elemento subjetivo do crime. tendo. documento público. pen. tem-se o seguinte: Conduta criminosa. abrangendo tanto a ação propriamente dita como a omissão. É necessário que a ação seja voluntária e consciente.(ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN. Art. não se considerando ação o ato meramente reflexo ou inconsciente. que impõe um comportamento ativo (crime omissivo). acompanhe os ensinamentos de Fragoso. 297 .Falsificar. equivalente a comportamento punível. observe que o vocábulo “documento” é um complemento normativo do tipo falsificar. Não existe. Conduta Você estudará agora um dos principais pontos do estudo da ciência penal.) A conduta ou ação é o comportamento humano. a conduta. (dir. a palavra ação é empregada em sentido amplo. No Direito Penal. ou seja. 150) Unidade 4 • 93 . de forma que caso o titular tenha consentido a conduta deixa de ser reprovada. Com a ação transgride-se uma proibição (crime comissivo). no seu artigo 297. Usando definição de enciclopédia jurídica. no entanto. (FRAGOSO. pode-se agregar um elemento normativo. 1999.) Nome que se dá à ação ou omissão puníveis penalmente. o qual ensina o seguinte: A ação e a omissão constituem as formas básicas do fato punível.

embora isso não implique num conhecimento minucioso da lei penal. pen. os crimes dolosos são os crimes intencionais e podem ser assim definidos. Tanto se omite quem não faz nada (nihil facere) como quem se ocupa em coisa diversa (aliud agere). veja: Dolo. Dolo e Culpa Você sabia que o dolo consiste no propósito de praticar o fato descrito na lei penal? Sim. É costume distinguir o dolo da culpa. Duas escolas se digladiaram dezenas de anos para fazer prevalecer um desses fatores. a teoria normativa diz que sim. dizendo-se que o dolo é um defeito do sentimento.) Pequena palavra que tem provocado rios de tinta. Trata-se de uma fraude eletrônica. Na palavra intenção inclui-se a representação (previsão antecipada do resultado) e a vontade (querer o resultado). e desta forma. Outra divergência consiste em saber se basta querer o resultado ou é preciso que o agente tenha consciência de que o fato por ele querido é ilícito. mas hoje admite-se que os dois são necessários. Sua classificação também não é uniforme e muito menos sua terminologia. Os crimes comissivos consistem num fazer. Ainda há os que falam em teoria psicológico-normativa. admitindo elementos de uma e de outra. (dir. causando prejuízo ao seu titular. numa ação positiva. no que tange as condutas os crimes podem ser praticados por ação (crimes comissivos) ou por omissão (crimes omissivos). A conduta daquele mesmo fraudador pela internet foi a prática de atos que levaram ao desvio de valores depositados em uma conta bancária. Mas • 94 . bastando um conhecimento genérico. Dolo é a intenção de cometer um fato contrário à lei com conhecimento de sua ilicitude. Os crimes omissivos consistem na abstenção da ação devida. A teoria psicológica diz que não. a culpa um defeito da inteligência. Sua conceituação prende-se intimamente à concepções de cada autor em matéria de culpabilidade.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Neste sentido.

mas principalmente na consciência. embora não visado como fim específico. Art. o dolo consiste na vontade e na consciência de praticar o fato típico. a essência do dolo estaria não tanto na vontade. sendo uma das mais conhecidas delas a de Stoppato.Diz-se o crime: I . o texto do artigo 18. porém. Decorre de ação ou omissão.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação na verdade em ambos o que há é um defeito da vontade: no dolo. (dir. Já a culpa consiste na prática não intencional do delito.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. insiso I. A primeira se preocupa mais com o nexo causal entre a conduta do agente e o evento. 1998). só haverá culpa se o fato podia ser previsto e não o foi (culpa inconsciente). Interessante observar. para quem existe culpa sempre que o agente usa de meios contrários à idéia do direito. Manifesta-se no direito penal através da imprudência. na previsão do resultado. Uma definição de culpa pode ser considerada abaixo: Culpa. previsível ou não.) A culpa é um ato voluntário do agente que produz um resultado não pretendido nem previsto por ele. Haverá culpa sempre que o resultado. mas que era previsível. Pela teoria da representação. na culpa. foi causado voluntariamente pelo agente. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. do Código Penal. Pela teoria da vontade. ou seja. o ato é voluntário na sua causa e nos seus efeitos. 18 . Pela teoria do assentimento. o ato é voluntário na sua causa e involuntário nos seus efeitos. Há uma série de teorias sobre a fundamentação da culpa. o Código Penal adotou a primeira e a última: diz-se o crime doloso quando o agente quis o resultado (teoria da vontade) ou assumiu o risco de produzi-lo (teoria do assentimento). que se opõe à teoria subjetiva. negligência ou imperícia. a respeito. (ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN. ou foi previsto mas o agente acreditou que não ocorreria (culpa consciente). faltando. o resultado não pode ser atribuído ao agente.doloso. o agente a um dever de atenção e cuidado. Versão 2. coação ou acontecimento fortuito. Se em ambos o ato é não voluntário. Para a segunda. pen. Unidade 4 • 95 . Das teorias. É a chamada teoria objetiva da culpa. que coloca a essência da culpa na previsibilidade do agente. o dolo consistiria na aceitação do resultado. havendo no máximo um caso de força maior.

utilizada para transações pela Internet. falta de preparo teórico ou prático. Exemplo: dirigir um carro com excesso de velocidade. a imprudência e a imperícia. contituise uma displicência. de aptidão para o que vai fazer. ou seja. No caso da apropriação indevida de senha secreta por terceiro. por exemplo). Constitui-se na temeridade. falta de moderação. o seu titular pode ter agido com negligência. Desconhecer a forma como operar um sistema informatizado. Agir perigosamente. o relaxamento. Exemplo: como não observar a rua ao dirigir um carro. permitindo a prática de delitos pela rede. da conta bancária numa agenda cujo acesso não é contralado. não há culpa. ou seja. • 96 . Exemplo: não saber dirigir direito um carro. Imprudência é a conduta precipitada ou afoita. não cuidando de guardá-la a contento. a criação desnecessária de um perigo. deixando a empresa que o utiliza vulnerável a ação de delinqüentes informáticos (não utilizar um antivírus atualizado. Se o agente devia mas não podia prever as conseqüências de sua ação. Negligência é falta de cuidado.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação São modalidades da culpa: a negligência. a falta de atenção devida. Imperícia é a falta de habilidade técnica para certas atividades. Anotar a senha secreta. falta de conhecimento. A essência da culpa está na previsibilidade. na falta de precaução. inobservância de deveres.

Assim. a contrariedade a um padrão de comportamento previsto pela sociedade. dentro de sua capacidade ou possibilidade particular de previsão. (dir.). 1998). Formal é a contradição entre o fato e a norma. a contradição entre o fato e a norma. cujo desrespeito leva a punição. podem ser citados as seguintes espécies de justificativas que excluem a antijuridicidade: a legítima defesa. III . fez tudo aquilo que o tipo previsto na lei exige para que haja um homicídio. o ilícito jurídico-penal. ou seja. etc. (ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN.em legítima defesa. consoante preconizado pelo artigo 23 do Código Penal. pen. Distingue-se uma antijuridicidade formal e outra material. um indivíduo apunhala outro causando-lhe a morte. No que tange à ausência de uma causa de justificação. seja ilícita. 23 . Versão 2. Para que uma conduta seja considerada delituosa não basta que se tenha realizado na prática de acordo com a descrição que a lei faz do tipo. e a ausência de uma causa de justificação. mas. Antijuridicidade Dois itens caracterizam a antijuridicidade: a realização do fato típico. A previsibilidade objetiva é a que se refere ao homem comum ou médio.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. não há crime. por legítima defesa.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação A previsibilidade pode ser objetiva ou subjetiva.. toda conduta anti-social. o estado de necessidade. Art. É preciso ainda que esta conduta. o injusto. Unidade 4 • 97 . Ela pode ser assim conceituada: Antijuridicidade. estado de necessidade. II . o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito. feita sem direito. se o agente prova que agiu justificadamente.Não há crime quando o agente pratica o fato: I . Num primeiro aspecto a antijuridicidade consiste na prática da conduta tipificada como crime pelo ordenamento jurídico. além de ser típica. A previsibilidade subjetiva é a referente às condições pessoais do agente. Material é todo o ato que ponha em risco as condições de vida da sociedade.em estado de necessidade. à previsibilidade que se presume todos possam ter. É a violação da lei penal. Houve o fato descrito pelo tipo mas não houve a ilicitude.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. se por exemplo.

podem ainda ser citadas as seguintes situações em que se exclui a prática criminosa. II . (dir. na discussão da causa. a violação de domicílio. pen. Conduta antijurídica é a prática de um ato condenado pelo direito. II . § 3º. artística ou científica. o vínculo psíquico. Art. Duas teorias disputam o fundamento da culpabilidade. um juízo de censura por ter consciência de que falta ao dever conduzindo-se de forma contrária • 98 . salvo quando inequívoca. na prática de conduta antijurídica. quando algum como. Dificilmente pode-se falar que tal conduta tenha sido praticada em legítima defesa ou estado de necessidade. 142 .Não constituem injúria ou difamação punível: I . quando ali está sendo praticado um crime (artigo 150. 128 . por exemplo.. por força legal: ofensa irrogada em juízo na discussão da causa (artigo 142. inciso I) e.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. A teoria psicológica considera que ela decorre de uma vontade livremente dirigida à obtenção de um resultado ilícito. Culpabilidade A essência da culpabilidade é a reprovabilidade.Não se pune o aborto praticado por médico: I . Art. pela parte ou por seu procurador.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Na parte especial do Código Penal.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: . ou seja. de uma falta de previsão do dano ou perigo. É o elemento subjetivo que liga o fato ao seu autor. inciso I).a qualquer hora do dia ou da noite. A teoria normativa sustenta que não é a voluntariedade (dolo) ou involuntariedade (culpa) da ação que faz o agente incorrer em culpabilidade. aquele para salvar a vida da gestante (artigo 128.). bem como o aborto necessário. inciso II). pode ser conceituada da seguinte forma: Culpabilidade.. informações da empresa. manifestando-se pelo dolo e pela culpa.a ofensa irrogada em juízo. burlando o sistema de segurança. § 3º . da omissão de um dever de diligência. trata-se de um ato contrário àquilo que se espera do funcionário envolvido. mas sim quando o agente assim fazendo provoca uma reprovabilidade do direito.. o desvio de crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.a opinião desfavorável da crítica literária. também. para citar as excludentes mencionadas.

Neste ponto do estudo deve ser Art. se conduz de maneira contrária à que era exigível. Para tanto. Foram estudos conceitos como dolo. conforme o caso concreto. se 21 do Código Penal. 21 . poderá diminuí-la de um sexto a um terço. O erro considerado o contido no artigo sobre a ilicitude do fato. Na próxima seção o objeto do estudo será as penas. identificando as penalidades aplicáveis em cada caso concreto. se inevitável. (ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN. incorre na censura da ordem pública.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. isenta de pena. Versão 2. abordando os elementos para configurar e determinar o delito. depois.Considera-se evitável o erro se o agente em que a análise da culpabilidade atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. A conduta daquele que desviou as informações utilizando de forma indevida o sistema de segurança da empresa é reprovável pela legislação. disponível no “saiba mais”. Você estudou nesta seção importantes elementos sobre a caracterização do tipo criminal. no seu parágrafo único. nas circunstâncias.O desconhecimento da lei é inescusável. 1998). de atingir a consciência da ilicitude daquele fato. situação Parágrafo único . em especial evitável. Unidade 4 • 99 . culpa e conduta.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação à norma. agente não ter tido consciência de que faltava ao dever quando praticou o crime. e da reprovabilidade da conduta quando lhe era possível. Toda vez que o agente. no próprio texto do Código Penal. sendo capaz de entender a lei. o que se verificará é a possibilidade que o agente teria ou não. levar-se-ão em conta as circunstâncias específicas da ocasião do crime e as condições pessoais do agente. Perceba a importância de ter presente estes conceitos para a continuidade dos seus estudos. ou seja. ter ou atingir não estará exaurida pelo fato do essa consciência. consistindo na prática proibida. quais as punições que a lei reserva para a prática de delitos. você poderá consultar.

). 1998). (ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN. [. (dir. juntamente com a medida de segurança. Esse sistema opera através da mais grave sanção jurídica. fins. A incriminação de certos comportamentos destina-se a proteger detrminados bens e interesses. Você sabe como a pena pode ser definida? A seguir são apresentadas algumas definições da mesma: Ela pode ser definida da seguinte forma: Pena. A conduta delituosa é a mais grave forma de transgressão de normas. é importante.. • 100 . [. p. à defesa social na forma em que essa defesa é entendida pelos que têm o poder de fazer as leis. contrato ou regulamento administrativo. Punição..) É a sanção aplicada a quem cometeu uma infração criminal. sob as mais diversas formas (prisão. Versão 2. num primeiro momento. Assim. características e espécies A pena constitui a forma como a lei protege os interesses agredidos pelos criminosos. abordar o sistema repressivo do Estado. que é a pena. Sanção para o infrator de lei. sobre o qual Fragoso (1999. 275) ensina que: O sistema punitivo do Estado constitui o mais rigoroso instrumento de controle social. Sanção prevista em todos os ramos do direito. em casos especiais.. portanto.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 4 Penas: conceito. considerados de grande valor para a vida social. uma forma de pevensão e repressão. Trata-se de um remédio para sanar a doença social do crime.] O sistema punitivo do Estado destina-se.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições.] Pena. para quem infringe os seus mandamentos ou proibições. pen. multas.. perda de direitos etc.

342) “pena é uma sanção afllitiva imposta pelo Estado. como retribuição de seu ato iliícito. Trata-se da sanção característica do direito penal. Unidade 4 • 101 . A prevenção geral dirige-se a todos os membros da sociedade. decorrente do delito praticado. ao autor de uma infração (penal). é importante que você conheça a prevenção geral e especial. contra o autor de uma infração penal. consiste na perda de um bem jurídico (sua liberdade. NÃO VI ONDE ESTÁ INDICADO ISTO??) Fragoso (1999. impedindo-o de delinqüir novamente e procurando corrigi-lo. por exemplo). ela tem finalidade preventiva no sentido de se evitar a prática de novas infrações penais.279) ensina que “pena é a perda de bens jurídicos imposta pelo órgão a justiça a quem comete crime. caracterizando-se como uma sanção decorrente da prática da conduta proibida. o fim intimidativo da pena volta-se para todos os destinatários da norma penal.” (NÍVIA A CITAÇÃO DE SOLER É UM APUD DO LIVRO DO DAMÁSIO. ou seja de uma punição. Já a prevenção especial tem objetivo de procurar a recuperação do condenado pela prática de um crime. vale dizer. Sob o ponto de vista da prevenção. retira-se o autor de um delito do meio social. visa desestimular todos da prática criminosa. em sua essência retributiva. p.” Assim. de ameaça de um mal. e cujo fim é evitar novos delitos. num sentido também de sua recuperação e retorno ao seio social. equilibrando as relações sociais. por esta ótica. p. mediante ação penal. Vale dizer. a idéia de retribuição à sociedade. fazendo com que o mesmo não volte a delinqüir. consistente na diminuição de um bem jurídico.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Segundo Soler (1970. para retribuir a sociedade pelo mal praticado. Neste aspecto. Assim. pode-se dizer que a penalidade imposta ao criminoso. visando impedir a prática das condutas definidas como crimes. a praticar outros crimes. Fins da pena A pena apresenta como característica fundamental.

bem como proibindo aquelas que considera impraticável no ordenamento jurídico brasileiro. b) de caráter perpétuo. • 102 . b) a sua aplicação é disciplinada pela lei. d) deve ser proporcional ao crime praticado. dispositivos estes que trata de delimitar as suas espécies. e) cruéis. b) perda de bens. Por outro lado. também a suspensão ou interdição de direitos. isto é. c) é inderrogável. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. no sentido da certeza de sua aplicação.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Características da pena Podem ser apontadas como características principais das penas: a) são personalíssimas.a lei regulará a individualização da pena e No que tange às espécies de penas a Constituição Federal traz importantes elementos a nortear sua conceituação. c) de trabalhos forçados. adotará.não haverá penas: a) de morte. perda de bens (confisco). entre outras. XIX. a Constituição também proíbe o uso de algumas penas na legislação brasileira. salvo em caso de guerra declarada. Espécies da pena XLVI . XLVII . e) suspensão ou interdição de direitos. dentre as quais: de morte. só atingem o autor do crime. 84. de caráter perpétuo. nos termos do art. multa (pecuniária). c) multa. prestação social alternativa e. conforme o disposto nos incisos XLVI e XLVII do seu artigo 5º. Dessa forma a Constituição brasileira preconiza as seguintes espécies de penalidades para a punição dos crimes: privação ou restrição da liberdade (prisão). d) prestação social alternativa. d) de banimento. de trabalhos forçados e de banimento.

Unidade 4 • 103 . II . do Código Penal. A propósito deste tema. exemplo mais comum e típico de punição. b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. incisos I e IV. II – o réu não for reincidente em crime doloso. Art.Restritivas de direitos: Trata-se de penas alternativas as privativas de liberdade. quanto culposos). A de detenção. a lei a utiliza mais no sentido de criar um índice. 44. industrial ou estabelecimento similar. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. a reclusão é cumprida em regime fechado.Privativas de liberdade: é a pena de prisão. 33 . Art. semiaberto ou aberto. restritivas de direito (alternativas ou substitutivas à prisão) e a pena de multa. ou aberto. III – a culpabilidade. verificase o contido no artigo 33 do Código Penal. Assim. quando: I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou. Não há uma diferença essencial entre tais espécies. I . Neste sentido a redação do artigos 44 e 59. enfatizando que elas são dirigidas as pessoas físicas: privativas de liberdade (prisão).A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. salvo necessidade de transferência a regime fechado. em regime semiaberto. um critério de punição e fixação do regime do cumprimento da penalidade. a conduta social e a personalidade do condenado. c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. § 1º . os antecedentes. se o crime for culposo. Enquanto. a detenção é cumprida só nos regimes semi-aberto e aberto. semi-aberto ou aberto.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Agora você estudará de forma pormenorizada as diversas espécies de pena. numa visão de sanções mais modernas. estabelecendo-se duas espécies reclusão (destinada a crimes dolosos) e detenção (dirigida tanto a delitos dolosos.Considera-se: a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média. qualquer que seja a pena aplicada.

limitação de fim de semana. prestação de serviços á comunidade ou a entidades públicas.as penas aplicáveis dentre as cominadas. em favor do Fundo Penitenciário Nacional. a seus dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social. seus dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social.prestação de serviços á comunidade ou a entidades públicas: consistente na atribuição. 45. [. do artigo 45 do Código Penal. pelo juiz.a substituição da pena privativa da liberdade aplicada. IV .] § 1o A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art. ressalvada a legislação especial. . de tarefas gratuitas a serem prestadas pelo condenado.perda de bens e valores: trata-se da perda em favor do Fundo Penitenciário de bens e valores pertencentes ao condenado. às circunstâncias e conseqüências do crime.] § 3o A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á. sua previsão legal está no artigo 46 do Código Penal. 59 .O juiz. por outra espécie de pena. à personalidade do agente.. . conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: I . destacam-se as seguintes: prestação pecuniária.. de importância fixada pelo juiz. sua previsão legal está no § 3º. Art. aos motivos. a partir de valor fixado pelo juiz entre 1 e 360 salários mínimos. cumprida a uma hora de tarefa por dia de condenação. conforme suas aptidões. aos antecedentes. consistente no pagamento de importância em dinheiro à vítima.. se coincidentes os beneficiários.. . em conseqüência da prática do crime. e seu valor terá como teto – o que for maior – o montante do prejuízo causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro. à conduta social. Dentre as penas alternativas. • 104 . [. Art. estabelecerá. perda de bens e valores.prestação pecuniária. não inferior a 1 (um) salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. 45. atendendo à culpabilidade. interdição temporária de direitos. limitado ao montante do prejuízo causado ou do proveito obtido com a prática do crime. se cabível. bem como ao comportamento da vítima. do artigo 45 do Código Penal. prevista no § 1º. cabível quando a pena a ser substituída for superior a seis meses. O valor pago será deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação civil.

46.Durante a permanência poderão ser ministrados ao condenado cursos e palestras ou atribuídas atividades educativas. por 5 (cinco) horas diárias. III – Pena de multa: Consiste na obrigação imposta ao condenado de pagar ao Estado determinada soma em dinheiro. Parágrafo único . trata-se da imposição ao condenado da obrigação de permanecer. § 4o Se a pena substituída for superior a um ano. Art.proibição do exercício de profissão. função ou atividade pública. § 1o A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado. Há uma crítica em relação a esta pena. 47 . de licença ou autorização do poder público.limitação de fim de semana: regulada pelo artigo 48 do Código Penal. nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada.As penas de interdição temporária de direitos são: I . fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho. bem como de mandato eletivo.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art. escolas. em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado.suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo. Está regulamentada no artigo 47 do Código Penal. no sentido de que privativa de liberdade. atividade ou ofício que dependam de habilitação especial. 55). Art. aos sábados e domingos. tais como: proibição de profissão ou atividade. hospitais. III .proibição do exercício de cargo.A limitação de fim de semana consiste na obrigação de permanecer. é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva em menor tempo (art. suspensão da habilitação para dirigir veículo. proibição para frequentar determinados lugares. aos sábados e domingos por cinco horas diárias em locais pré-determinados. II .interdição temporária de direitos: trata-se da proibição do condenado em exercer determinas situações ou direitos decorrentes da condenação judicial. § 2o A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em entidades assistenciais. § 3o As tarefas a que se refere o § 1o serão atribuídas conforme as aptidões do condenado. . devendo ser cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações superiores a seis meses de privação da liberdade. Sua previsão legal está no artigo 49 do Código Penal. orfanatos e outros estabelecimentos congêneres. Unidade 4 • 105 . IV – proibição de freqüentar determinados lugares. 48 . . em programas comunitários ou estatais.

entre cifra que vai de 1/30 até cinco vezes o salário mínimo. Procure rever o que foi estudado e. 60 .O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato. no máximo. § 1º . nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. Será. quando da execução.Na fixação da pena de multa o juiz deve atender. 49 . se surgirem dúvidas. Para tanto o magistrado deve levar em consideração a situação econômica do réu. a própria informação.). pelos índices de correção monetária. É muito importante para todo cidadão brasileiro ter em mente tais noções. caso a situação econômica do réu. torne a aplicação da multa ineficaz (§ 1º. em virtude da situação econômica do réu. no mínimo. ou seja. • O segundo passo é fixar o valor de cada dia-multa. no processo de aprendizagem você não está sozinho! A seguir. à luz do que determina o artigo 60 do Código Penal (Art. não necessariamente. entre no ambiente on-line e envie-as para o tutor pela ferramenta tira dúvidas. e a punição de delitos e de condutas praticadas de forma contrária aquela preconizada pelo legislador insere-se exatamente nesta situação.O valor da multa será atualizado. se o juiz considerar que. à situação econômica do réu. Lembre-se. se muito avantajada. de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. mais ainda para um operador de sistemas de gestão em segurança de informações. de 10 (dez) e. • Um terceiro momento pode surgir. pois estará lidando com uma das matérias primas mais importantes e maior valor agregado no mundo moderno.A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias multa. § 2º . Não se pode deixar de considerar que o direito deve estar a serviço da paz social. é ineficaz. embora aplicada no máximo). em todas as situações. do referido artigo 60 .A multa pode ser aumentada até o triplo. que tal aplicar um pouco do que aprendeu realizando a atividade de aprendizagem? • 106 . O cálculo da multa se dá em duas ou em três etapas: • Em primeiro lugar o juiz determina a quantidade dias-multa (no mínimo 10 e no máximo 360). principalmente. Nesta unidade lhe foram passadas noções a respeito de um dos principais pilares sobre os quais a sociedade se alicerça.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art.

___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ 2. Comente sobre os sujeitos ativo e passivo. Quais as espécies de pena permitidas pela Constituição Brasileira? E quais são as proibidas pela mesma? ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ • 107 .Atividade de aprendizagem Chegou a hora de praticar um pouco das muitas noções teóricas apresentadas acima. envolvidos no estudo do direito penal. 1. para tanto realize as atividades seguintes.

enquanto instrumento prático de controle e prevenção e repressão social. você estudará a forma como se processar esta punição. bem como as contravenções penais. Lhe foi apresentado o conceito de crime ou delito. Por último você estudou as penas. Na seqüência. 108 • . seus elementos. contextualizando-o a sociedade moderna. A lei penal foi abordada levando-se em conta sua aplicação e vigência no tempo e no espaço. abordando-se os componentes que o formam: sujeitos ativo e passivo e objeto . como se realiza o processo penal. abordagem do dolo e da culpa. ainda estudando os crimes. a preocupação foi lhe ensinar noções do direito material (regras de punição). houve um aprofundamento sobre o tipo penal. Na próxima. numa forma de retribuição a sociedade pelo desequilibrio provocado pelos mesmos.Resumindo Nesta unidade você estudou os seguintes aspectos: conceituação e histórico do direito penal. nesta unidade.Na próxima unidade você estudará como se desenvolve a parte operacional do direito penal. Enfim. vale dizer. destinada a coibir a prática dos delitos.

gov. DE 3 DE OUTUBRO DE 1941.planalto.848. DECRETO-LEI Nº 3.688. Lei de introdução ao Código Penal.br/ ccivil_03/decreto-lei/Del3688. Código Penal.gov.Saiba mais Abaixo você encontra algumas sugestões de leitura para aprofundar seu conhecimento.htm DECRETO-LEI No 2. Disponível em https://www. DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940.914. Disponível em http://www. br/ccivil_03/decreto-lei/Del3914.gov.br/ccivil_03/DecretoLei/Del2848compilado.planalto.planalto.htm DECRETO-LEI Nº 3.htm • 109 . DE 9 DE DEZEMBRO DE 1941. Lei das Contravenções Penais. Disponível em https://www.

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Seção 2: Dos princípios do processo penal. • 111 . conhecer noções básicas sobre a investigação policial. Seção 4: Da ação penal. Seção 3: Inquérito policial.Unidade 5 Direito processual penal Objetivos de aprendizagem Ao final desta unidade você terá subsídios para: conhecer os aspectos mais relevantes sobre o processo penal. identificar os seus princípios norteadores. Seções de estudo Acompanhe nesta unidade o estudo das seções seguintes. compreender a ação penal propriamente dita. Seção 1: Direito processual penal: aspectos introdutórios.

enquanto porto seguro para a solução das demandas punitivas. especialmente os constitucionais. acompanhe a primeira seção. de um lado a fase investigatória (com o inquérito policial). Você terá uma visão geral sobre o direito processual penal. 112 • . de outro a ação penal em si mesma.Para iniciar o estudo Você continua nesta unidade o estudo sobre as normas jurídicas. Por último a unidade apresenta noções sobre os procedimentos judiciais em si mesmo. Mãos à obra. Na seqüência faz-se um estudo sobre os princípios. o conjunto de normas e princípios que conduzem a resolução das situações processuais decorrentes do direito penal. que regem o processo penal. ou seja. nela você terá a oportunidade de estudar pontos importantes para a introdução do estudo do processo penal. Num primeiro momento terá contato com aspectos introdutórios importantes desta ciência processual.

ou seja. por meio da aplicação do Direito Penal objetivo. pelo Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3. uma vez que não se dirige de forma específica contra uma detrminada pessoa. compete-lhe a busca da punição em relação ao crime praticado. é o titular exclusivo do direito de punir. p. titularizado pelo Estado é genérico e impessoal. 1): “Direito Processual Penal é o conjunto de princípios e normas que disciplinam a composição das lides penais. de sorte a regular a vida em sociedade. Unidade 5 • 113 . destina-se a toda coletividade. consistindo a bem da verdade esta prerrogativa num direito-dever. Deve ser destacado que o Estado é a única entidade dotada de poder soberano. mas tem eficácia erga omnes.689/41) e por leis especiais. neste sentido. Pode-se falar. num poder abstrato em punir qualquer um que cometa uma determinada atitude tipificada como criminosa pelo ordenamento jurídico. Tal poder-dever (o chamado jus puniendi). ou seja.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 1 Direito processual penal: aspectos introdutórios Para você compreender o que é direito processual penal. Ou seja.” Tal processo é regulamentado pela Constituição Federal. buscou-se a definição do mesmo a partir do conceito citado por Capez (2007.

bem como de prerrogativas decorrentes de situações pessoais de sujeitos envolvidos e. quando as leis especiais que os regulam não dispuserem de modo diverso. por este Código. cumulada ou não com multa. e 100). também. como. dos ministros de Estado. por exemplo. 61. nos crimes conexos com os do Presidente da República. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo. entretanto. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos. 122. (Redação dada pela Lei nº 11. ressalvados: I . No entanto.os processos por crimes de imprensa. 60. o Código de Processo Penal (CPP) aplica-se em todo o território nacional. a qual dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências. ressalvadas eventuais exceções decorrentes de tratados.os processos da competência da Justiça Militar. o julgamento e execução de infrações penais as quais se considera que agridam de forma menos intensa o tecido social. (Redação dada pela Lei nº 11. III . de 2006). art. a Lei 9. no território brasileiro.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Lei processual penal no espaço De acordo com o seu art.09. 86. O Juizado Especial Criminal. 1°. arts. tribunal especial e crimes de imprensa). além das contravenções penais.os tratados.os processos da competência do tribunal especial (Constituição. Para fins da aplicação deste dispositivo legal e remessa àquele Juizado.313. de 2006) Art. este Código aos processos referidos nos n°s.313. a lei considera os crimes apenados com pena de no máximo dois anos. também podem ser aplicadas regras atinentes a leis especiais.099. IV . tem competência para a conciliação. nos crimes de responsabilidade (Constituição. o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo. Art. A referida lei atribui a um Juizado. provido por juízes togados ou togados e leigos. consoante se depreende da leitura dos seus artigos 60 e 61. § 2o.as prerrogativas constitucionais do Presidente da República. no 17). Aplicar-se-á. convenções ou regras de Direito Internacional. respeitadas as regras de conexão e continência. de 26. as convenções e regras de direito internacional. cujo procedimento é mais simplificado e célere (pelo menos em tese). para os efeitos desta Lei. destinada a apuração de infrações de menor potencial ofensivo. II . 89.1995. V . Parágrafo único. de processos específicos (Justiça Mlitar. 1o O processo penal reger-se-á. e dos ministros do Supremo Tribunal Federal. IV e V. Art. em todo o território brasileiro. • 114 .

c) contra a administração pública. de 1984) I .Ficam sujeitos à lei brasileira. de empresa pública. (Redação dada pela Lei nº 7. que traz definição dos limites do território brasileiro para consideração da territorialidade para aplicação da legislação processual e penal. estendendo inclusive a embarcações e aeronaves brasileira. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. também o artigo correspondente ou em alto mar.209. Incisos I e II do mesmo 7. embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº 7. de 1984). bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. respectivamente. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. que se achem. o Brasil se obrigou a reprimir. b) praticados por brasileiro. por tratado ou convenção.Aplica-se a lei brasileira. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.os crimes: a) que.209. no espaço aéreo Por outro viés. (Incluído pela Lei nº 7.Para os efeitos penais. o contido no artigo 5º. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. de Município. de Território. de 1984) § 1º . (Redação dada pela Lei nº 7º. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. 7º .209.209. Art. Art. Código estabelece situações em que se aplica a legislação brasileira. ainda que o crime tenha praticado no exterior. sem prejuízo de convenções. de 1984) d) de genocídio. ao crime cometido no território nacional. mercantes ou de propriedade privada. II . b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. por quem está a seu serviço. do Distrito Federal. 5º . do Código Penal. sociedade de economia mista.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. § 1º.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Há de ser ressaltado ainda. Unidade 5 • 115 . mercantes ou de propriedade privada. de Estado. tratados e regras de direito internacional.

“Princípio”. momento em que algo tem origem. Sendo vigência da lei anterior. regra. Na próxima. os atos já praticados serão válidos. você identificará quais são os princípios do processo penal e sua importância a partir de uma abordagem constitucional. 2° do CPP dispõe que a lei processual penal Art. isso quer dizer. seja ou não benéfica ao acusado. uma lei processual que entra em vigor durante a tramitação de uma ação em que se está apurando uma infração penal ocorrida no passado será aplicada de imediato. Nesta primeira seção você estudou os conceitos teóricos atinentes ao direito processual penal em si mesmo e sua aplicação no tempo e no espaço. SEÇÃO 2 Os princípios do processo penal Trata-se de um aspecto muito importante que você deve considerar neste estudo. Já o “processo penal” é regido por diversos princípios. etimologicamente. elemento predominante na constituição de um corpo orgânico. assim.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Lei processual penal no tempo: O art. especialmente para se entender a dinâmica deste ramo do direito. significa “causa primária”. Trata-se do princípio da validade dos atos realizados sob a imediata aplicação da nova lei processual. preceito. fonte de uma ação. 2o A lei processual penal aplicaraplicar-se-á sem prejuízo dos atos realizados sob se-á desde logo. os quais informam o sistema utilizado no estudo e aplicação deste ramo do Direito. sem prejuízo da a vigência da lei anterior. • 116 . Entretanto.

o ônus da prova compete à acusação. não a defesa. transitado em julgado. CF LVII . até que seja considerado e declarado culpado por sentença condenatória definitiva. nos termos seguintes: Neste trabalho será utilizada a classificação dos Princípios do Processo Penal. para cuja quebra necessária se faz a prova do ilícito. você acompanhará quais as partes deste artigo (incisos) dão sustentação aos diversos princípios apresentados. à liberdade. páginas 33 a 46.1. Princípio da presunção de inocência: art. visto que o ser humano desde seu nascimento conserva um estado de inocência. 5º Todos são iguais perante a lei. Assim... 5º. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. da qual não caiba mais recurso.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. em especial pelo seu artigo 5º. no seu Código de Processo Penal Comentado. Art. à segurança e à propriedade. Princípios constitucionais atinentes a aspectos processuais explícitos 1.1. Pois bem. ou seja. Concernentes ao indivíduo 1. proposta por Guilherme de Souza Nucci. 1. sem distinção de qualquer natureza. à igualdade.1. através de processo judicial com decisão definitiva Unidade 5 • 117 .Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Sua principal fonte de inspiração é a Constituição Federal. conforme adiante aduzido. No estudo a seguir delineado. 2007. edição. Todo acusado é presumido inocente. o qual traz de forma analítica os principais direitos e garantias fundamentais reconhecidos a todos os brasileiros. 6ª. referidos incisos devem ser interpretados e considerados à luz do chamado caput (= cabeça) do artigo citado. enfatizando sempre a preocupação de se trazer a sua base legal e constitucional de sustentação. LVII.

contrapondo as imputações feitas contra si. XXXVIII. Parte do pressuposto de hipossuficiência do réu (particular) em relação ao Estado. pares do acusado.1. se for o caso. • a verificação. Princípio da plenitude de defesa: art. que no júri as decisões são tomadas por convicção pessoal dos jurados (leigos.. o mais próximo possível da perfeição. escolhidos dentre pessoas comuns da sociedade). Perceba a diferença entre as expressões: • ampla (= vasta. 1. a) a plenitude de defesa. razão maior para que a defesa possa ser a mais plena possível. perfeito cabal) Saiba.1. desta ser completa. da eficiência da defesa. pela acusação. LV . com prevalência da oralidade. “a”. abundante) e • plena (= repleto. no sentido. mas sim uma possibilidade de defesa plena. assegurados: Princípio aplicável ao tribunal do júri. LV. 5º.aos litigantes. em processo judicial ou administrativo.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação 1. larga. o direito a revisão criminal. completo. com a organização que lhe der a lei. sem qualquer fundamentação.3. podendo assim desconstituir o advogado do mesmo. como: • a possibilidade de autodefesa (o réu no interrogatório se defende em narrativa direta ao Juiz). a partir do qual se garante ao réu não apenas uma ampla defesa. Tal amplitude de defesa gera algumas prerrogativas importantes exclusivas do réu. com os meios e recursos a ela inerentes. pelo Juiz. o qual é sempre mais forte.é reconhecida a instituição do júri. 5º. Princípio da ampla defesa: art.2. • 118 . ainda. CF XXXVIII . CF Confere ao réu o direito de utilizar de amplos e extensos métodos para sua defesa. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. substituindo-o. sendo que a esta cabe provar o ilícito alegado..

LV.2. seja quem for o seu autor. 5º. assim ao juízo ou tribunal de exceção (que é expressamente proibido pela norma constitucional citada acima). LIII . 5º. vale dizer nomeação ou a constituição de um julgador. já mencionado acima. para impugnálo.1. Concernentes à relação processual 1. Princípio da publicidade: art. situação em que poderá não ocorrer a indispensável imparcialidade. CF Segundo o qual.2. LX e 93. XXXVII . cada argumento fático. 1. 5º.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. Princípio do Juiz natural: art. conforme o inciso LV do art.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação 1. é garantido ao seu adversário. Contrapõe-se.2.3. sem segredo ou sigilo. Princípio do contraditório: art. da CF. de sorte a permitir um perfeito equilíbrio na relação estabelecida entre a pretensão punitiva do Estado em confronto com o direito à liberdade e à manutenção do já citado estado de inocência do acusado. de forma a serem possíveis de acompanhamento por todos que assim queiram. cada com os meios e recursos a ela prova apresentada no transcorrer do processo por inerentes. XXXIII. Unidade 5 • 119 . especialmente para julgar o seu autor.3. o réu tem direito a ser julgado por juiz previamente determinado por lei. qual cada alegação. o direito inequívoco de se manifestar.. acarretando um julgamento imparcial. IX CF Os atos processuais devem ser realizados publicamente. e aos acusados em geral são assegurados Princípio de fundamental importância.. CF LV . após a prática do delito. possibilitando um maior controle social dos atos e decisões do Poder Judiciário.aos litigantes. LIII e XXXVII. em processo judicial ou administrativo.1. 5º. 1.3. ou seja. uma das partes. Concernentes à atuação do Estado: 1. competente para julgar as pessoas e os fatos sob sua jurisdição.. a partir do o contraditório e ampla defesa.não haverá juízo ou tribunal de exceção.

não se pode esquecer que o processo penal deve ser formado a partir de provas legais e legítimas.. Sendo assim.3. em que se pode restringir (porém jamais abolir) tal publicidade as partes envolvidas. podendo a lei limitar a presença. bem como. observados os seguintes princípios: [. no processo. 5º.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação XXXIII . O conceito de ilícito tem sua origem no latim “illicitus = il + licitus”. aos bons costumes e aos princípios gerais de direito. Art.são inadmissíveis. • 120 . sua restrição ou sigilo parcial.3.] IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. Lei complementar. CF LVI . em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. sem o indispensável equilíbrio entre os envolvidos. sob pena de nulidade. existem situações excepcionais. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. às próprias partes e a seus advogados. o segundo. constituem exceções. proibido por lei. Vale dizer jamais existirá processo acobertado pelo sigilo total. sob pena de macular todo o sistema jurídico processual. em homenagem a princípios de interesse público ou intimidade. e fundamentadas todas as decisões. Princípio da vedação de provas ilícitas: art. de 2004) Contudo. não se admitindo qualquer prova obtida por meio ilícito. contrário à moral.. ou de interesse coletivo ou geral. A publicidade deve ser a regra. 1. LX . ou somente a estes.. em determinados atos. agredindo as garantias constitucionais que lhe são próprias. As partes estão proibidas de produzir provas que não sejam autorizadas ou que sejam vedadas pelo ordenamento jurídico. as provas obtidas por meios ilícitos. possuindo dois sentidos: o primeiro. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. 93. que serão prestadas no prazo da lei.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. a seus advogados e ao promotor. aquelas que não respeitem as formalidades previstas para a sua formação. sob pena de responsabilidade. LVI.

de 2004). (Incluído pela Lei nº 11. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Emenda Constitucional nº 45.é reconhecida a instituição do júri. o presidente indagará dos jurados se estão habilitados a julgar ou se necessitam de outros esclarecimentos.5. de 2008) § 1o Concluídos os debates. sem duração do processo e os meios que garantam prejuízo da segurança jurídica. Sigilo das votações: art. (Incluído pela atos processuais no menor tempo possível. Princípio da economia processual: Art. 5º. 480. de 2008) § 2o Se houver dúvida sobre questão de fato. de 2008) Unidade 5 • 121 .689. Saliente-se que recente Reforma do Judiciário. LXXVIII. CF LXXVIII a todos. distinguiu a economia processual como um dogma constitucional. com tranqüilidade e possibilidade para reflexão. (Incluído pela Lei nº 11. através da Emenda 45/2004.. pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se encontra a peça por ele lida ou citada. a defesa e os jurados poderão.689. com a organização que lhe der a lei. o esclarecimento de fato por ele alegado. XXXVIII . defesa e funcionários do Judiciário. pelo mesmo meio. contando apenas com a presença da acusação.3. 5º.4. possibilitando uma resposta imediata à ação criminosa e poupando recursos e tempo das partes.689. permitida eventual consulta ao processo e perguntas ao magistrado. na busca da distribuição de justiça com celeridade. A acusação. aos jurados solicitar-lhe. assegurados: a) a plenitude de defesa. Princípios regentes do tribunal do júri 1.. o presidente prestará esclarecimentos à vista dos autos.1. são assegurados a razoável Compete ao Estado desenvolver. “b” CF Os jurados devem proferir seu veredicto em votação situada em sala especial (a chamada “sala secreta”). de 2008) § 3o Os jurados. 1. facultando-se. é feito sem a presença do público. procedendo-se consoante disposto nos artigos 480 a 483 do Código de Processo Penal. c) a soberania dos veredictos.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação 1. a qualquer momento e por intermédio do juiz presidente. no âmbito judicial e administrativo. terão acesso aos autos e aos instrumentos do crime se solicitarem ao juiz presidente. (Incluído pela Lei nº 11.3.5.689. Art. b) o sigilo das votações. sob a direção do Juiz. A resposta aos quesitos pelos jurados.3. ainda. todos os a celeridade de sua tramitação. nesta fase do procedimento. XXXVIII. ou seja. (Redação dada pela Lei nº 11.

no prazo de 5 (cinco) dias. (Redação dada pela Lei nº 11. Se a verificação de qualquer fato. Os quesitos serão formulados na seguinte ordem. Os quesitos serão redigidos em proposições afirmativas. de 2008) Parágrafo único. de 2008) Art. de mais de 3 (três) jurados.689. (Incluído pela Lei nº 11. facultando às partes também formulá-los e indicar assistentes técnicos. a qualquer dos quesitos referidos nos incisos I e II do caput deste artigo encerra a votação e implica a absolvição do acusado.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art. 482. de 2008) II – a autoria ou participação. de 2008) O jurado absolve o acusado? § 3o Decidindo os jurados pela condenação. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. nomeará perito e formulará quesitos. reconhecida como essencial para o julgamento da causa. (Redação dada pela Lei nº 11.689.689. de 2008) § 1o A resposta negativa. (Incluído pela Lei nº 11.689. Na sua elaboração. de 2008) Art. o presidente levará em conta os termos da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. Se a diligência consistir na produção de prova pericial. de 2008) IV – se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa. devendo ser formulados quesitos sobre: (Incluído pela Lei nº 11. ordenando a realização das diligências entendidas necessárias. de 2008) I – causa de diminuição de pena alegada pela defesa.689. (Incluído pela Lei nº 11.689. não puder ser realizada imediatamente. de 2008) § 2o Respondidos afirmativamente por mais de 3 (três) jurados os quesitos relativos aos incisos I e II do caput deste artigo será formulado quesito com a seguinte redação: (Incluído pela Lei nº 11.689. (Incluído pela Lei nº 11. de 2008) I – a materialidade do fato.689. de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e necessária precisão. de 2008) V – se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. de 2008) • 122 . O Conselho de Sentença será questionado sobre matéria de fato e se o acusado deve ser absolvido. de 2008) III – se o acusado deve ser absolvido. simples e distintas.689. o juiz presidente dissolverá o Conselho.689. (Incluído pela Lei nº 11. o julgamento prossegue.689. (Redação dada pela Lei nº 11. do interrogatório e das alegações das partes.689.689. (Incluído pela Lei nº 11. indagando sobre: (Redação dada pela Lei nº 11. 483.689. o juiz presidente. 481. desde logo. de 2008) Parágrafo único.

(Incluído pela Lei nº 11.reclusão. 121.689. para ser respondido após o 2o (segundo) ou 3o (terceiro) quesito.2.3.689. 125. 1.3. “d” CF O dispositivo constitucional apresenta a competência mínima do Tribunal do Júri: os crimes dolosos contra a vida. para ser respondido após o segundo quesito. Unidade 5 • 123 . Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida: art. os seguintes delitos: homicídio simples (art. sendo este da competência do Tribunal do Júri. 5º. instigação e auxílio ao suicídio (art.689. será formulado quesito a respeito. § 2º.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação II – circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena. de 2008) 1. Soberania dos veredictos: art. porém.3. de 2008) § 5o Sustentada a tese de ocorrência do crime na sua forma tentada ou havendo divergência sobre a tipificação do delito. CP).5.. Poderá ocorrer recurso. conforme o caso. determinando a realização de um novo julgamento. ou seja. novamente quem o fará. Matar alguém: Pena . Homicídio simples Art 121. qualificado (art. será o tribunal popular. de seis a vinte anos. 123) e as várias formas de aborto (arts. não há possibilidade da mesma ser simplesmente modificada pelo juiz técnico togado (Juiz de Direito). os quesitos serão formulados em séries distintas. apelação dirigida ao Tribunal o qual se provê-la. XXXVIII.5. (Incluído pela Lei nº 11. reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. o juiz formulará quesito acerca destas questões. “c” CF A decisão final. CP). 126 e 127). (Incluído pela Lei nº 11. infanticídio (art.. 122). quanto ao mérito da imputação. induzimento. 5º. 121. anulando o julgamento (caso a decisão dos jurados tenha afrontado prova dos autos). de 2008) § 6o Havendo mais de um crime ou mais de um acusado. (Incluído pela Lei nº 11.689. de 2008) § 4o Sustentada a desclassificação da infração para outra de competência do juiz singular. 124. XXXVIII. uma vez lançada pelo tribunal do Júri (composto de pessoas comuns da sociedade). § 1º. ou seja.

Infanticídio Art. 124 . 125 . de um a três anos. de um a três anos.Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena . fogo. IV . explosivo.reclusão. ou de que possa resultar perigo comum. o próprio filho. Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. Induzimento.à traição. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. Art. ou reclusão. de três a dez anos. de um a quatro anos. de dois a seis anos. grave ameaça ou violência • 124 . sem o consentimento da gestante: Pena . III .Provocar aborto.reclusão. de dois a seis anos. de doze a trinta anos. instigação ou auxílio a suicídio Art. 126 . se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.reclusão. sob a influência do estado puerperal. V . ou se o consentimento é obtido mediante fraude. de emboscada. Aplica-se a pena do artigo anterior.Matar. ou por outro motivo torpe. a ocultação.detenção. Aborto provocado por terceiro Art.com emprego de veneno.Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena . ou é alienada ou débil mental. Parágrafo único. durante o parto ou logo após: Pena . a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena .detenção.para assegurar a execução.mediante paga ou promessa de recompensa.reclusão. 123 . II . 122 . asfixia.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . se a gestante não é maior de quatorze anos. se o suicídio se consuma.por motivo fútil.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I .

serão observadas as seguintes regras: (Redação dada pela Lei nº 263.2. prevalecerá a competência do júri. Art. se. por várias pessoas reunidas.2. houverem sido praticadas. que equivalem a delitos dolosos contra a vida (art. Além deles. umas contra as outras. A competência será determinada pela conexão: I . de 23. ao mesmo tempo. ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Forma qualificada Art. aqueles que. Pode ser acrescentado. c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial. pelo tribunal do júri. por qualquer dessas causas.10. e são duplicadas. ocorrendo duas ou mais infrações. naturalmente. c e d da Lei 2. de 23. 127 . houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras. ou por várias pessoas. I. 51. § 1o. segunda parte. Na determinação da competência por conexão ou continência. II . 77 e 78. se.no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum. A competência será determinada pela continência quando: I . por força da atração exercida pelo júri (arts. étnico. a. grupo nacional. Art. 1º Quem. 76.se.no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo. II . 76. 78.(Redação dada pela Lei nº 263. no todo ou em parte. de 01.duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. ou por várias pessoas em concurso.889.1948) I . com a intenção de destruir.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. as formas de genocídio. vinculam-se os delitos conexos.quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração. em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo. Art. no mesmo caso.1948) Art. também. 1º. CPP) devem ser julgados. III . 53. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. racial ou religioso. ainda. e 54 do Código Penal.se.. 77. embora diverso o tempo e o lugar. lhe sobrevém a morte.1956). como tal: a) matar membros do grupo. Unidade 5 • 125 .

11. LXII. LXV. de 11. ou para assegurar a aplicação da lei penal. LXI . LVIII . caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz. definidos em lei. por conveniência da instrução criminal. LXIII . entre os quais o de permanecer calado. 1. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. 312. quando a lei admitir a liberdade provisória. LXVI . ou do querelante.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Contudo isto não impede que o legislador infraconstitucional a amplie para outros crimes.884. da ordem econômica. com ou sem fiança. (Redação dada pela Lei nº 8. LVIII. de sorte a se evitar arbitrariedades. Vale dizer.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. LXIII.3.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. LXIV .o preso será informado de seus direitos. LXIV.a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. ou mediante representação da autoridade policial. a requerimento do Ministério Público. ninguém será preso. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. salvo nas hipóteses previstas em lei. sem que se cumpram requisitos formais estritos. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública.ninguém será levado à prisão ou nela mantido. todos da CF.. para a prisão de alguém é indispensável a existência de ordem escrito de autoridade judicial competente. (Redação dada pela Lei nº 5. Legalidade estrita da prisão cautelar: art. Art. 311. de ofício.6. Sobre a prisão preventiva (cautelar) vide os artigos 311 a 313 do CPP. quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. de 3. Os dispositivos constitucionais mencionados corroboram a idéia de que no Brasil.1967) Art.6. LXVI. LXI. LXII .349.o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. LXV .1994) • 126 .a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. 5º.

nos termos da lei específica.punidos com detenção. • Materialmente.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art.punidos com reclusão. demonstrar. bem como ao órgão acusatório. de 2006) 2. vincula-se ao procedimento e à ampla possibilidade de o réu produzir provas. No topo de todos está o devido processo legal. liga-se ao Direito Penal. de 24.cuja abordagem pode ser estudadas por dois prismas: material e processual. abrangendo tanto o processo penal quanto o direito penal 2. ao juiz a as inocência.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. senão por crime previamente previsto e definido por lei.416. ligado a outros princípios penais. (Redação dada pela Lei nº 6.1977) IV . de convencer o magistrado. 313. 5º. significando que ninguém deve ser preso e processado.1977) III .5. Princípio constitucional geral. constituindo autênticas garantias contra acusações infundadas do Estado. ressalvado o disposto no parágrafo único do art.se o réu tiver sido condenado por outro crime doloso. representando a sociedade. LIV.5. de 24. previstas no artigo anterior. • Processualmente. Princípio do devido processo legal: art. (Incluído pela Lei nº 11. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. não fornecer ou não indicar elementos para esclarecê-la. da legitimidade da sua pretensão punitiva. será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos: (Redação dada pela Lei nº 6. de 24.1.5. apresentar alegações. havendo dúvida sobre a sua identidade.1977) I . CF LIV . Em qualquer das circunstâncias.340.1977) II .5. (Redação dada pela Lei nº 6. de 24.416. 46 do Código Penal. em sentença transitada em julgado. congregando todos os demais princípios.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. Unidade 5 • 127 .416. quando se apurar que o indiciado é vadio ou. pelos meios legais.. (Redação dada pela Lei nº 6. enfim.416.

Ora. O juiz absolverá o réu. impõe-se a prevalência do interesse do individuo. ampla defesa (art. Princípio segundo o qual ninguém está obrigado a produzir prova contra si mesmo (nemo tenetur se detegere) LVII . em caso de conflito entre a inocência do réu – e sua liberdade – e o direito-dever do Estado de punir. mencionando a causa na parte dispositiva. se houver dúvida no espírito do julgador. LVII. 386. Cabe ao Estado. in dúbio pro reo): art. 2. Concernentes ao indivíduo 2. LV) e direito ao silêncio (art. a exceção a essa regra é a culpa. em detrimento da sociedade ou do Estado. 5º. desde que reconheça: IV – estar provado que o réu não concorreu para a infração penal.2. razão pela qual o ônus da prova é do Estado-acusação. CF. produzir as provas necessárias para obter a condenação do réu. não sendo admissível que dependa do suspeito para apresentar elementos suficientes a sustentar sua pretensão punitiva. Para tanto é dotado de instrumentos e pessoal próprios. Neste sentido observa-se o mandamento do artigo 386..06. por questão de lógica.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Princípios constitucionais processuais (implícitos) 2.2. de 2008) Tal princípio. que reformulou o processo penal no concernente as provas a serem produzidas para o julgamento do réu. • 128 . enquanto acusador e parte mais forte na persecução penal. 5º. Princípio da prevalência do interesse do réu (favor rei. Art. incisos IV e V do CPP. LVII). com a nova redação dada pela Lei 11.2. (Redação dada pela Lei nº 11. Significa que. de 09.2008. neste sentido.. conforme a seguir transcrito. 5º. (Redação dada pela Lei nº 11.690.690. de 2008) V – não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal.2. todos da CF.. havendo dúvida razoável. favor inocentiae. 5º. decorre da conjugação dos princípios constitucionais da presunção de inocência (art.1.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. favor libertatis. que todos os seres humanos nascem em estado de inocência. LXIII). Saliente-se.690. deve o juiz decidir em favor do acusado.

5º. ainda.1. São funções institucionais do Ministério Público: I . deve ter direito. a ser apreciado por um órgão jurisdicional superior. Art. especialmente o condenado. Princípio do duplo grau de jurisdição A parte vencida tem o direito de buscar o reexame da causa. Concernentes à relação processual 2. a partir do qual.1. este tem o direito de ser julgado por um juiz imparcial.3. como regra inescusável. ou mesmo ao particular ofendido fazê-lo (art. I.3. Não se pode deixar de consignar. se esta não for intentada no prazo legal. em consonância com o equilíbrio do ordenamento jurídico. Ressalte-se. que o magistrado deve julgar o pedido nos estritos termos em que foi feito. CF). que a situação está ligada diretamente aos direitos humanos do condenado. caso não ocorra um aditamento a denúncia. para buscar o afastamento de Unidade 5 • 129 ..2. [.promover. LIX. enquanto elemento de proteção aos acusados. 129. Trata-se de principio processual básico. 5º. Concernentes à atuação do Estado 2. não lhe cabendo ampliar a acusação. Tal iniciativa cabe ao Ministério Público (art.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação 2. privativamente. a ação penal pública.4. através de recurso.. 129. 2. o Estado coloca a disposição dos interessados instrumentos processuais para discutir e afastar eventual parcialidade nos julgamentos. Trata-se das exceções de suspeição e de impedimento. CF). Princípio da iniciativa das partes Não cabe ao juiz agir de ofício para dar início a ação penal. Princípio do Juiz imparcial Ligado à idéia do juiz natural. Art.4.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. na forma da lei.3. 2.. razão pela qual. a uma reavaliação de seu caso.] LIX .

4. 153. I. fixado na forma do art.as seguintes garantias: a) vitaliciedade. 39. II.3. a obrigação de. previamente designado por lei. cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. e ressalvado o disposto nos arts. b) inamovibilidade. de 1998) 2. Princípio da oficialidade A persecução criminal é uma função primordial e obrigatória do Estado. as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público. CF.. 37. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. apresentar a denúncia. processar e punir o agente de um crime cabe aos órgãos constituídos do Estado: polícia judiciária.4. a autoridade policial deve investigar e. assegurada ampla defesa. § 5º. neste sentido as tarefas de investigar. salvo por motivo de interesse público. 150. Ministério Público • 130 . X e XI. indisponibilidade da ação penal Tanto o órgão acusatório. § 2º. não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. § 5º .Leis complementares da União e dos Estados. I.4. § 4º. após dois anos de exercício. ou seja. Princípio da obrigatoriedade da ação penal pública e. 153. quanto aquele encarregado da investigação. 2. observa-se a existência de garantias para o promotor de justiça. Neste sentido. 128.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação magistrado não isento. estabelecerão a organização. Assim. como conseqüência. pelo voto da maioria absoluta de seus membros. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. ocorrendo a infração penal que enseje ação pública incondicionada. 2. relativamente a seus membros: I . observadas. Neste sentido.4. buscando a punição do criminoso. conforme art.2. Princípio do Promotor natural e imparcial O indivíduo deve ser acusado por um órgão imparcial do Estado. tem-se a indisponibilidade da ação penal. em existindo elementos. cabe ao Ministério Público. uma vez ajuizada não pode o promotor de justiça dela desistir. sendo proibida a indicação de um acusador para atuar em caso específico. III. mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público. de 2004) c) irredutibilidade de subsídio. tem o dever de buscar a solução de um delito.

quando julgar necessário. com a verdade apenas formal. não se contentando apenas com aquilo que lhe é apresentado. Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação ou da defesa.1. Assim. não poderá ser submetido a novo processo pelo mesmo fato. cabe ao juiz buscar provas tanto quanto as partes. 234. independentemente de requerimento de qualquer das partes.6.Princípio da intranscendência A ação penal não transcende da pessoa a quem foi imputada a conduta criminosa. Art. 2. podem ser mencionados os exemplos contidos nos artigos 209. 234. 209. Princípio da vedação da dupla punição e do duplo processo pelo mesmo fato. 3. Princípio da busca da verdade real ou material O processo penal busca descobrir efetivamente como os fatos e demais elementos constantes dos autos ocorreram. se for o caso. providenciará.4.4. poderá ouvir outras testemunhas. 147 e 566. O juiz. Princípios meramente processuais 3.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (promotor de justiça) e Magistratura (juízes e tribunais). § 1o Se ao juiz parecer conveniente. além das indicadas pelas partes. 2. se possível. não se contentando. dispondo a parte para defesa neste sentido. Unidade 5 • 131 . todos do CPP. a exemplo do que ocorre com o processo civil.5. não admitindo assim ficções e presunções processuais. Concernentes à relação processual 3. para sua juntada aos autos. Art. do incidente de ilegitimidade de parte. Vale dizer o acusado já absolvido por sentença definitiva. serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se referirem.1. Neste particular.1.

1. Vale dizer a ação penal.3. Princípio da Indivisibilidade da ação penal privada: Nos casos em que o ofendido é o titular da ação. eis que a mesma destina-se a apuração da verdade dos fatos alegados. ou seja. 147. 3. 3. contribuindo para o melhor e correto julgamento da causa pelo Magistrado. • 132 . Art. imediatidade e identidade física do juiz) Tanto quanto possível a palavra oral deve prevalecer sobre a escrita. não há titular de uma prova. imediatidade (contato direto do Juiz com a prova produzida) e identidade física do juiz (julgamento da causa pelo magistrado que colheu a prova). Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa.2.4. inclusive a privada. pertence ao processo. O juiz poderá.1. 566. 3. deve fazê-lo contra todos os agressores envolvidos. em existindo mais de agressor. podendo fazer uso da queixa-crime. embora esta última circunstância não seja regra no processo penal brasileiro. na busca de punição de criminosos. podendo ser utilizada por todos os participantes da relação processual. situação esta perfeitamente observável no Tribunal do Júri. proceder à verificação da falsidade. O princípio visa dar ênfase a concentração (toda a colheita de prova numa única audiência ou no menor número possível). não pode eleger contra quem pretende agir. apenas seu proponente. ainda que produzida por apenas uma das partes. de ofício. Princípio da oralidade (conectado à concentração.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art.1. Princípio da Comunhão da prova: A prova. é indivisível. vale dizer.

Concernentes à atuação do Estado 3. não podendo o mesmo furtar-se em decidir. Bem como. não se pode negar. Observa-se neste particular o contido no artigo 251 do CPP. 251. inclusive requisitando para tanto força policial. Princípio do Impulso oficial Por este princípio.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação 3. 3. aspectos importantes do direito processual penal. se necessária. onde os jurados decidem sem apresentar sua motivação e razões. o próprio réu tem interesse no deslinde da ação penal. Unidade 5 • 133 . cabe ao magistrado movimenta-la até o seu final julgamento. Art. Ao juiz incumbirá prover à regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos. Na próxima seção você terá a oportunidade de conhecer a mecânica do inquérito policial. com amparo nos artigos da Constituição Federal e do Código de Processo Penal (CPP). interessando a sociedade que os processos não fiquem parados. especialmente se inocente. descoberta e solução de crimes das mais diversas espécies. tem-se que uma vez iniciada a ação penal. Nesta seção. meio que o Estado utiliza para a investigação.2.2.1. nada obstante ter a obrigação de fundamentar suas decisões. Princípio da Persuasão racional Pelo qual o juiz forma o seu convencimento de forma livre.2. na busca da punição aos criminosos. requisitar a força pública. para tal fim. você estudou de forma detalhada. podendo. de sorte a tirar-lhe uma espada de sua cabeça.2. que incumbe ao magistrado tomar providências para manutenção da regularidade e ordem no curso processual. exceção ao Tribunal do Júri.

o qual segundo Fernando Capez (2007. titular da ação penal privda (CPP.). art. • 134 . como destinatário mediato tem o juiz. 129. importante se faz conceituar a figura do inquérito policial. 4º. em determinados casos. p. mas também a colheita de provas urgentes.1. titular exclusivo da ação penal pública (CF.). 72): É o conjunto de diligências realizadas pela polícia judiciária parar apuração de uma infração penal e de sua autoria. que podem desaparecer . bem como a composição das indispensáveis provas préconstituídas que servem de base à vítima. Inquérito policial: De início.62. se já há elementos suficientes para propor a ação penal. conduzido pela polícia judiciária e voltado a colheita preliminar de provas para apurar a prática de uma infração penal e sua autoria. Trata-se de um procedimento persecutóro de caráter administrativo instaurado pela autoridade policial. será lavrado termo circunstanciado. art. Tratando-se de infração de menor potencial ofensivo.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 3 Inquérito Policial 1. Tem como destinatários imediatos o Ministério Público. 30). que se utilizará dos elementos de informação nele constantes. Seu objetivo prrecípuo pe a formação da convicção do representante do Ministério Público.] procedimento preparatório da ação penal. art. pois. e o ofendido.. a fim de que o titular da ação penal possa ingressar em juízo (CPP. sua instauração toma-se dispensável. conceitua o inquérito policial como sendo: [. Não é obrigatório. Guilherme de Souza Nucci (2007. Conceitos importantes 1. p. de caráter adminisrativo. Neste sentido pode-se afirmar tratar-se de um procedimento administrativoinformativo destinado à reunião de elementos sobre uma infração penal. por sua vez. I). após o cometimento de um crime. para a propositura da ação privada. paa o recebimento da peça inicial e para a formação do seu convencimento quanto à necessidade de decretação de medidas cautelares..

de índole preventiva).Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação 1. atuando naqueles casos em que a prática delituosa não foi evitada pela polícia administrativa (ou de segurança. Polícia judiciária Ao lado da idéia do inquérito. Assim. o inquérito somente poderá ser instaurado com a autorização expressa do ofendido ou de seu representante legal ou com a requisição do ministro da Justiça. neste caso. Unidade 5 • 135 . 9º do reduzidas a escrito ou datilografadas e. Código de Processo Penal. 9o Todas as peças do inquérito e rubricadas pela autoridade policial. a autoridade só poderá agir com o requerimento do ofendido ou seu representante legal. A notícia pode também ser levada ao conhecimento da autoridade pelo próprio ofendido ou seu representante. conforme se depreende do art. rubricadas pela autoridade.2. Tratando-se de crime de ação penal pública condicionada. Notitia criminis Notícia do crime é o conhecimento espontâneo ou provocado que a autoridade policial tem de um fato aparentemente criminoso. solicitando a abertura do inquérito. atua na condição de auxiliar à justiça (donde sua designação). Se a ocorrência versar sobre crime de ação penal privada. importante se faz definir o que seja a polícia judiciária. digitadas ou datilografadas Art. num só processado. 1. denominando-se então delatio criminis. Características principais do Inquérito Policial Referido procedimento administrativo tem as seguintes características que você acompanha a seguir: a) é um procedimento escrito: as peças processuais são reduzidas a escrito. citada na definição do inquérito policial: é aquela cuja finalidade é a apuração das infrações penais e de sua respectiva autoria. policial serão. 2.3.

e o indiciado atividades para o esclarecimento do fato poderão requerer qualquer diligência. do Ministério Público. c) dotado de autoritariedade. investigado e sua autoria. f) dotado de oficialidade. Caracterizase como inquisitivo pelo fato de que as atividades persecutórias concetrarem-ses nas mãos de uma única autoridade. A autoridade assegurará pelo interesse da sociedade. conforme art. ou seja. da Constituição Federal ele é presidido por uma autoridade pública. conforme §§ 4º. a autoridade policial nao poderá arquivá-lo. exceto no caso da ação penal pública condicionada e privada. 14. 17 do Código de Processo Penal. o inquérito policial constitui uma atividade investigatória realizada por órgãos oficiais. • 136 . conforme disposto no art. ou não. em que se apresentam acusação e defesa. Código de Processo Penal. em que a titularidade é do ofendido e não. o sigilo na apuração interesse da sociedade. 20 do Código de Processo elucidação do fato ou exigido pelo Penal. o qual comanda as investigações como achar melhor. do mesmo artigo.às polícias civis. Interessante que será realizada. 144. a autoridade assegurará ao procedimento o sigilo necessário a elucidação do fato ou exigido Art. ou seja. § 4º. presidindo todas as representante legal. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. resguardando-lhe o seu estado de inocência. Art. sendo obrigatóra diante da notícia de uma infração penal. não podendo ficar a cargo de particulares. determinante da obrigatoriedade da ação penal pública. à luz do que no inquérito o sigilo necessário à disciplina o art. O ofendido. o contido no art. 17. é discricionário. ressalvada a competência da União. as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais. g) oficiosidade: decorrente do princípio da legalidade. consulta aos interesses do investigado. e) é inquisitivo: não está sujeito ao princípio do contraditório. policial (delegado de polícia de carreira). dirigidas por delegados de polícia de carreira. a qual age de forma Art. d) é indisponível: após instauração do Inquérito Policial.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação b) é sigiloso. 5º. exceto as militares. e 5º. a juízo da neste particular. do Código de Processo Penal. 14 do autoridade. Além disso. § 4º . ou seu discricionária. Assim a instauração do inquérito policial não depende de provacação. I. incumbem. ou seja.. 20. vale dizer. mesmo nos casos de ação penal privada. vide neste sentido o art.

§ 3º Quando o acusado se recusar a assinar. a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. a hora. Aspectos importantes do Inquérito Policial 3.113. nos crimes de ação penal privada. também denominado ofício requisitório. não souber ou não puder fazê-lo. d) representação do ofendido ou requisição do ministro da Justiça. não poderá sem ela ser iniciado. mencionando o local. Formas de abertura a) portaria do delegado: a autoridade policial declara o conhecimento da prática de um fato com as características de crime. não souber ou não puder fazê-lo.de ofício. b) requerimento do ofendido ou de seu representante legal. § 5o Nos crimes de ação privada. (Redação dada pela Lei nº 11. Dispõe o § 3° do artigo 304 que quando o acusado se recusar a assinar o auto de prisão em flagrante. caso o delegado se negue a instaurar o Inquérito Policial. c) requisição do juiz ou do promotor. 3.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Art. e) auto de prisão em flagrante: quando o sujeito é preso em flagrante delito. caberá recurso inominado (administrativo) dirigido ao chefe de Polícia. nos crimes em que a lei exige expressamente essas condições. o auto será assinado por duas testemunhas que tenham ouvido sua leitura na presença deste. a pessoa que praticou e aquela que sofreu a ação. § 4o O inquérito. de 2005). 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: I . nos crimes em que a ação pública depender de representação. o dia. o auto de prisão em flagrante será assinado por duas testemunhas.1. Unidade 5 • 137 . que tenham ouvido sua leitura na presença deste.

c) se julgar necessárias novas diligências. como nos crimes de tóxicos (cinco dias para o indiciado preso. proceder a exame de corpo de delito e a quaisquer pericias. Há exceções. 30 dias para o indiciado solto) e nos crimes da competência da Justiça Federal (prazo de 15 dias para o indiciado preso). pelo interrogado e por duas testemunhas que tenham ouvido a leitura. remeterá os autos de inquérito ao procurador-geral da Justiça para o competente exame. Os prazos para o término são de dez dias para indiciado preso e de 30 dias para indiciado solto. requerer o arquivamento ao juiz.é a imputação a alguém no Inquérito Policial da prática de ilícito penal sempre que houver razoáveis indícios de sua autoria. Perícia e exames . mediante requerimento do promotor ou por determinação do procurador-geral da Justiça. no caso de crime de ação penal pública incondicionada. Interrogatório .deve ser assinado pelo delegado. Encerramento e andamento: A peça que encerra o Inquérito Policial é o relatório do delegado de polícia. Só o juiz pode arquivar o Inquérito Policial.2.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação 3. 3. contendo o motivo de sua prisão e o artigo que foi violado. que poderá tomar as seguintes providências: a) oferecer a denúncia. o estudo da ação penal em si.é a comunicação feita ao preso. requerer a devolução do inquérito à delegacia. Se o juiz concordar com o pedido. b) concluíndo que os fatos contidos no inquérito não traduzem a prática de um crime. Outros aspectos Nota de culpa . Nesta seção você estudou sobre inquérito policial acompanhe na próxima seção. se for o caso. determinará o arquivamento do inquérito.a autoridade policial deverá.3. O magistrado determinará a abertura de “vista” do inquérito ao promotor de Justiça. ou seja: o que é? Como se processa? • 138 . Caso discorde. o Inquérito Policial é remetido ao juízo. pelo escrivão. Depois de concluído. Indiciamento .

Unidade 5 • 139 . com a consequente satisfação da pretensão punitiva. único titular do poder-dever de punir. 2.1. Neste sentido. através da ação penal. de pleitear ao Estado-Juiz a aplicação do direito penal objetivo. Classificação Levando em conta o sujeito que a promove. Prerrogativa esta atribuída precipuamente ao Estado-acusador ou a vítima (quando for o caso). mas dependerá. que é a petição inicial dessa ação. p. Trata-se do direito e dever que o ordenamento confere em se buscar a apuração e punição da infração penal. em favor de todos os membros da coletividade na busca do indispensável equilíbrio e paz social. Neste sentido o texto do artigo 24 do Código de Processo Penal. consistente numa conduta prevista pela sociedade como contrária ao Direito. de requisição do Ministro da Justiça. a ação penal pode ser pública ou privada. com o oferecimento da denúncia. esta será promovida por denúncia do Ministério Público. a sua consequente prática leva a pretensão punitiva do autor. 113) pode ser conceituada como: É o direito de pedir ao Estado-Juiz a aplicação do direito penal objetivo a um caso concreto. no sentido de se ter a tutela juridiscional das normas de direito penal ao caso concreto. 24. ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. Art. É tambem o direito público subjetivo do Estado-Administração. Nos crimes de ação pública.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 4 A ação penal Nesta seção você estudará sobre a ação penal que segundo Capez (2007. tendo em vista a existência de um direito abstrato. Ação penal pública É aquela promovida por membro do Ministério Público. quando a lei o exigir.

pen. conforme a seguir transcrito: Denúncia. Observar o contido no artigo 30 do tenha qualidade para representá-lo CPP.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Neste sentido importante ressaltar o conceito de denúncia. a classificação do crime e. É a forma pela qual se inicia a ação penal privada. A ação penal pública. 1998). todavia. isto é.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. prc. contendo a narração do fato criminoso com todas as suas circunstâncias. seu autor é a vítima ou seu representante legal. não necessita de requisição ou representação. dirigida ao juiz de direito da Art. (dir.). 30. prc. o seu exercício não depende de manifestação de vontade de quem quer que seja. queixar-se à autoridade de um fato criminoso ou dar a ela a notícia desse fato. contendo a narração do fato criminoso com todas as circunstâncias. ou seja. seria usar de queixa-crime somente nos casos de ação penal privada. Queixa-crime a seu turno pode ser assim definida: Queixa. mas vulgarmente fala-se em queixa-crime no sentido de "notitia criminis". o rol de testemunhas. Consiste em exposição feita pelo ofendido ou seu representante legal. a classificação do crime e o rol das testemunhas.2. A queixa deverá conter estes mesmos elementos. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. quando necessário. pode ser assim classificada: a) incondicionada: o promotor de justiça age de ofício. O certo. 2. (ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN. b) condicionada: quando a propositura da ação penal depende de uma manifestação de vontade. Tecnicamente queixa é apenas a forma de promover a ação penal privada. É neste sentido que os dicionários comuns do idioma falam em queixa-crime. Ao ofendido ou a quem Vara Criminal. Ação penal privada É aquela promovida pelo particular. caberá intentar a ação privada. esta se cristaliza em um ato que se chama representação do ofendido ou requisição do Ministro da Justiça. pen. Sua peça inicial chama-se queixa-crime oferecida pelo ofendido ou seu representante legal.) É a exposição feita pelo Ministério Público. • 140 . a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. (dir. Versão 2.

tendo identificado sua conceituação. ascendente. Nesta unidade você analisou os aspectos mais importantes do direito processual penal. ou seja.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação As modalidades de ação penal privada são: a) propriamente dita: somente pode ser exercida pela vítima. Procure rever o que foi estudado e. no caso de morte. no processo de aprendizagem você não está sozinho! A seguir. o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge. entre no ambiente on-line e envie-as para o tutor pela ferramenta tira dúvidas. quando. Lembre-se. que tal aplicar um pouco do que aprendeu realizando a atividade de aprendizagem? Unidade 5 • 141 . embora se trate de crime de ação pública. o inquérito policial (na apuração) e a ação penal (no processamento do mérito). Art. 31 do CPP. 31. seus princípios norteadores e os instrumentos pelos quais se busca tornar efetivo este processo. descendente ou irmão. o direito de queixa não se transmite para os sucessores. por quem legalmente a represente e. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial. c) personalíssima: seu exercício cabe apenas ao ofendido. b) subsidiária da pública: é promovida por meio de queixa. por qualquer uma das pessoas citadas no art. se surgirem dúvidas. houver inércia do promotor de Justiça em oferecer a denúncia.

___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ b) Comente os princípios da ampla defesa e da plenitude de defesa. diferenciando aspectos importantes das mesmas.Atividade de aprendizagem Agora coloque em prática o que você estudou . Aponte também. ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ 142 • . realizando a seguinte atividade: a) aponte as principais caracterísicas do inquérito policial. pontos relevantes do princípio da presunção de inocência.

br/ccivil_03/ Constituicao/Constituiçao_Compilado. com o intuito de levá-lo a refletir sobre estes temas e deixando o caminho articulado para você sobre o estudo dos crimes informáticos. Saiba mais Abaixo você encontra algumas sugestões de leitura para aprofundar seu conhecimento. Disponível em http://www.gov. foram estuados os princípios do processo penal.Resumindo Nesta unidade você estudou as principais características do direito processual penal.htm DECRETO-LEI Nº 3.htm • 143 .br/ccivil_03/ Decreto-Lei/Del3689Compilado. Na próxima unidade. Disponível em:http://www. os crimes e contravenções). DE 3 DE OUTUBRO DE 1941.689. Na sequência. o que o espera para o estudo são os chamados “crimes de informática”. em espécie.gov. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988. isto é. ou seja.planalto. Ao final estudou um apanhado de idéias sobre o inquérito policial e a ação penal propriamente dita. a partir da consideração de todos os conceitos estudados nas unidades precedentes. você estudará pontos específicos da ciência penal ligados intimamente com a evolução tecnológica abordada no início do curso. De início você pôde compreender a sua definição e aspectos decorrentes de sua vigência no tempo e no espaço. com base constitucional. Código de Processo Penal. você estudou um dos temas mais importantes para se alcançar os objetivos buscados nesta uniade.planalto. enquanto ramo do direito a dar sustentação e permitir sejam processados os delinquentes pela prática de atos socialmente reprováveis (ou seja.

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Seção 1: Conceito e classificação. identificar projetos legislativos tendentes a normatizar tais crimes. Seções de estudo Acompanhe nesta unidade o estudo das seções seguintes. os seus elementos formadores. os relacionados com a informática. Seção 4: Crimes de informática em espécie: legislação aplicável. já apresentadas anteriormente. identificar a partir das noções gerais do direito penal. Seção 2: Sujeito Ativo e Passivo. • 145 . Seção 3: Lugar do crime.Unidade 6 Crimes de informática Objetivos de aprendizagem Ao final desta unidade você terá subsídios para: conhecer os conceitos aplicáveis a uma nova categoria de crimes. analisar exemplos de situações que podem ser enquadradas como crimes de informática.

tal compilação de informações visa trazer neste estudo uma idéia geral do fluxo legislativo e posicionamento dos Tribunais sobre tão importante tema. a partir de noções dos tipos tradicionais já estudados. direito penal e processual penal). de sorte a se identificar os principais aspectos normativos e processuais desta nova categoria de ilícitos. como também específico (evolução tecnológica da sociedade e sua influência na ciência jurídica). Você encontrará na primeira seção. ou seja. ainda. Considerando.Para iniciar o estudo Nas unidades anteriores você estudou os diversos aspectos inerentes ao Direito. ainda não totalmente regulamentada pelo Direito pátrio. a partir das noções anteriormente apresentadas. Destaca-se. envolvendo aspectos ligados a um novo ramo seu (chamado de direito eletrônico/digital). projetos de lei em trâmite no Congresso Nacional que tratam do mesmo assunto. Nesta unidade você estudará os delitos relacionados de alguma forma com a informática e os meios digitais. dando-se enfoque as normas punitivas aplicáveis aos fatos considerados como repulsivos pela sociedade. Em frente! 146 • . ao final. especialmente. o fato incontestável da carência. neste sentido. aqueles relacionados aos crimes de informática. o trabalho traz ao final uma compilação de alguns dos principais diplomas legais vigentes que regulamentam a informática e as relações sociais e. inclusive para posicionar o leitor sobre tão importante ponto de discussão. senão quase ausência de regulamentação específica sobre a matéria. tanto sob o ponto de vista geral e tradicional (conceitos básicos. os crimes. muitas vezes. Sem a pretensão de esgotar a matéria. algumas informações sobre o conceito e classificação dos referidos crimes de informática.

. uma base de ataque ou como meio de crime. Neste sentido. situando-se na vasta categoria. Unidade 5 • 147 . O crime é sem dúvida. ou seja. cybercrime. fato jurídico.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 1 Conceito e classificação Nesta seção de estudos você estudará a definição e classificação do crime de informática. p142-143) O autor considera o crime como sendo um elemento de índole estritamente jurídica.. ressaltando-se o seguinte conceito: Crime é essencialmente conceito jurídico. situando-se na vasta categoria do ilícito jurídico em geral. e-crime. em seu aspecto de fato estabelecido pelo direito. provocando o nascimento. Fato jurídico é a designação genérica de todo acontecimento relevante para o direito. A essência do crime reside em sua juridicidade. oportuno você analisar alguns aspectos ligados a esta nova modalidade de crime informático. partindo de condutas comuns na vida em sociedade e chegando até as novas modalidades da prática criminosa. conforme já estudado na unidade quatro desta disciplina. dentre as quais especialmente aquelas ligadas aos meios informáticos. Constitui o crime conduta contrária ao direito. . Partindo-se do conceito tradicional de crime. a partir da essência da consideração “do dever ser” inerente à Ciência do Direito. crime hi-tech ou crimes eletrônicos geralmente se referem a toda a atividade onde um computador ou uma rede de computadores é utilizada como uma ferramenta. 1990. enquadrando-se na teoria geral do direito. a partir das seguintes considerações: Crime informático.” (FRAGOSO. a modificação ou a extinção de uma relação jurídica. enquanto conduta contrária às normas positivadas e protegidas pelo tecido social.

associando inicialmente duas idéias principais: atividades criminosas perpetradas com o uso do computador (ou equipamento similar) como o seu instrumento ou ferramenta de prática. chantagem.( (http://pt. para. desde que apresentem algumas características acima indicadas. deteriorização. apagamentos.wikipedia. Adicionalmente embora os termos crimes eletrônicos ou cybercrimes sejam mais apropriadamente utilizados para descrever atividades criminais que façam o uso de computadores ou de uma rede de computadores. na qual computadores ou rede de computadores são usados para facilitar as atividades ilícitas. deteriorização dos dados.org/wiki/Crime_ informatico. tais como fraudes. de forma a facilitar ou possibilitar sua prática de algum modo.wikipedia. o trecho transcrito traz diversas denominações sobre este tipo de crime. Depois. porém agora operacionalizados com a utilização da informática e dos meios a ela pertinentes. alteração ou supressão da dados de computador) interferência nos sistemas (interferência nos sistemas de computadores quanto a entrada de dados. transmissão. passa a considerar a conceituação de novas modalidades criminosas. • 148 . uso indevido de equipamentos. falsificação de IPs e fraude eletrônica.” (http://pt. estes termos também são utilizados para descrever crimes tradicionais. falsificação e apropriação indébita. Como você pode perceber. como também da prática de delitos tradicionais (descritos de longa data).org/wiki/Crime_ informatico.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Estas categorias não são exclusivas e muitas outras podem ser caracterizadas com tais. incluindo acesso ilegal (acesso não autorizado). interceptação ilegal (por meio de uso de técnicas de transmissão não públicas de dados de computador. A referida definição continua descrevendo os crimes informáticos. 2007). dando enfoque a outros aspectos inerentes a conduta criminosa ligada aos meios eletrônicos: De um modo geral crimes informáticos podem ser definidos como toda a atividade criminal que envolva o uso da infra-estrutura tecnológica da informática. alteração ou supressão de dados de computador). roubo. 2007). de ou fora do sistema de computadores) obstrução de dados (danos a dados de computador.

sendo esta um elemento de potencialização de sua prática. é lógico. ainda. E. compreendendo os crimes praticados contra o computador e seus acessórios e os perpetrados através do computador. Assim. Esta categoria de crimes muitas vezes. mas atingindo uma abrangência maior. p. conforme já dito neste estudo. Inclui-se neste conceito os delitos praticados através da Internet. muitas são as denominações utilizadas para caracterizar este tipo especial de crimes. invasão de computadores. alguns fatos e condutas específicas decorrentes do uso indefinido ou ilegal dos instrumentais eletrônicos. os crimes perpetrados com o auxílio da grande rede mundial. rompimento de dados) para o deslinde da conduta criminosa (instrumento de prática do delito. bem como aqueles praticados com o uso dos mesmos na formulação e processamento delituoso.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação A transcrição menciona inicialmente a mesma situação já descrita. ou seja. mas se utiliza dos meios eletrônicos para ter sustentação. Apresenta. 8) Os crimes de informática são aqueles ligados intimamente a todos os sistemas informatizados. os crimes praticados através da Internet são espécie dos crimes de informática. que grande maioria dos delitos informáticos já existem nas formas tradicionais. Desta forma. tendo este último uma área de abrangência maior. conforme você pode acompanhar a seguir: Preferimos chamá-los de Crimes de Informática. se reveste num crime de meio. Dentre elas a expressão “crimes informáticos” constitui-se numa forma que bem ilustra o assunto. também. Vale ressaltar. o crime ligado à informática não se constitui como um modelo criminoso específico. ou seja. não necessariamente apenas à Internet.Crime de Informática é aquele praticado contra o sistema de informática ou através deste. os crimes contra os equipamentos (computadores e periféricos). sem a tecnologia. uma vez que engloba todo o sistema de informática e não apenas a Internet. na prática do homicídio tradicional). tal qual o revólver ou a faca o são. Unidade 5 • 149 . 2003. (CASTRO. qual seja do uso dos meios e mecanismos informáticos (utilização indevida de senhas secretas. pois pressuposto para acessar a rede é a utilização de um computador. não constitui um crime-fim propriamente dito.

ou seja. por exemplo). aqueles que praticam o delito informático. o computador é o alvo da prática criminosa (contaminação por vírus. Sujeito Ativo Quanto aos sujeitos ativos. o sujeito ativo e passivo. muitas vezes. seja na qualidade de autores ou praticantes (os criminosos). Você estudou até aqui noções conceituais sobre os crimes de informática. oportuno trazer o pensamento de Gil Coutinho e Pedro Almeida. do qual se extrai os seguintes trechos. em outras oportunidades ele se constitui no mecanismo ou instrumento da prática delituosa (transferência fraudulenta de contas bancárias). SEÇÃO 2 Sujeito ativo e passivo Nesta seção de estudos é importante você conhecer os aspectos relacionados com os sujeitos envolvidos no processamento dos crimes informáticos. a saber: hackers. na próxima seção serão apresentados seus elementos subjetivos formadores. phreaking & pirating) enfocadas por cada um deles: • 150 . ou seja. p.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Assim. sob o título “A INTERNET E O CRIME INFORMÁTICO”. descrevendo também as atividades criminosas (hacking. disponível na internet. phreakers & pirates. seja na condição de vítima.249-250). o equipamento pode ser utilizado de forma incidental para a atividade criminosa (crimes contra a honra) ou associado como condição indispensável para tal atividade (pirataria de software). Conforme raciocínio de Robson Ferreira (apud PINHEIRO. Também. no qual os estuda classificando-os em três espécies. 2007.

redes X.. estes "criminosos" existiam mesmo antes e a Internet se popularizar a forma como fez nos últimos anos. Pirate .] HACKING. Phreaking Também sem tradução em Português.. pela sua longa e ativa permanência no meio. O termo engloba não só o ato. o termo “Phreaking” engloba as inúmeras atividades envolvidas no boicote aos mecanismos e cobrança das companhias telefônicas. "Hacking" significa ganhar acesso e explorar sistemas e redes de computadores. [. PHREAKING & PIRATING Tendo definido os três principais perfis de participação no Computer Underground. Unidade 5 • 151 . Hacking Sem tradução em Português.” [. etc..] O uso indiscriminado dos termos para referir as muitas e variadas formas não ortodoxas de uso de computadores tem sido contra-producente para a compreensão da extensão destas atividades.Indivíduo associado ao Computer Underground especializado em obter informação não autorizada sobre o sistema telefônico. PHREAKERS & PIRATES” Existe uma camada de "cybercriminosos" que.. convém-nos definir categoricamente cada um dos três grandes grupos que formam o Computer Underground: Hacker .25. mas também os métodos necessários para o realizar. torna-se necessário examinar cada uma das suas atividades separadamente.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação “HACKERS.. Independentemente do meio onde atuavam. obrigando normalmente o um árduo trabalho e exploração e experimentação para que se entenda e se possa efetivamente usar a informação nele existente. Uma vez que o sistema passa a ser utiliza o sem autorização.Indivíduo associado ao Computer Underground especializado em obter acesso não autorizado em sistemas e redes e computadores.Indivíduo associado ao Computer Underground especializado em reunir e distribuir software protegido por copyright.. merecem um estaque especial neste ensaio. é normalmente desconhecido para o hacker. estabelecendo as suas atividades em BBSs locais. este grupo e informáticos formavam e formam ainda o que se pode chamar de Computer Underground. loops. Para evitar este inconveniente. De fato. Phreaker .

br/arquivos/conceitos%20tipos. aos meios de telecomunicação e.htm. Também a realização de cópias não autorizadas. Nesta mesma linha de raciocínio. O conjunto norma-sanção é tão necessário no mundo digital quanto no real. Estas atividades centram-se em sites que se especializam em warez (termo vulgarmente utilizado para referir software pirateado). Acesso em 20. buscalegis. A pirataria informática é uma preocupação cada vez maior para os produtores de software. desviando valores de contas bancárias ou cartões de crédito.ufsc. pelo que nos referimos aos hackers. estas duas atividades (hacking e phreaking) passaram a estar intimamente relacionadas: de fato. ainda. trazendo prejuízos inegáveis aos seus autores e empresas que os titulam. pode ser destacado também a opinião de Patrícia Peck Pinheiro. pessoas que tendo acesso ao computador. • 152 . deve ser atribuída a duas situações específicas: agressões a companhias telefônicas (fonte importante de viabilização da informática). Essa postura existe porque a sociedade não sente que o meio é suficientemente vigiado e que seus crimes são adequadamente punidos. um submundo em que a ilegalidade impera.2007). Pirating A pirataria de software refere-se às atividades ilegais de cópia e distribuição de programas protegidos por direitos de cópia. (Disponível em http://www. ou seja. Ênfase especial. em muitas situações não podemos usar um termo separadamente do outro. praticando invasões. destruindo arquivos. em especial as redes (porém não necessariamente a Internet).Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Tipicamente os phone phreaks agiam por recurso a complica os aparelhos eletrônicos mas. isto é. O autor comenta definições sobre os agentes praticantes dos crimes informáticos. a transmissão de dados via informática. já que milhões e milhões e dólares são perdidos à conta esta atividade. desde que o controlo das telecomunicações passou a ser feito por computador. conforme você acompanha a seguir: O maior estímulo aos crimes virtuais é dado pela crença de que o meio digital é um ambiente marginal.07. clandestina de programas de computadores. apropriando-se de informações sigilosas e particulares. discorrendo sobre tais sujeitos que praticam delitos informáticos.

próprios de alguns programas de computador em acessos na Internet.. bem como é possível identificar-se os internautas. pela autora..Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação [. (PINHEIRO. 256) Continuando seu raciocínio. (PINHEIRO. Conceituando-os da mesma obra citada. qualificando-os como “pessoas que conseguem invadir sistemas de empresas e outros sistemas conectados à rede – uma modalidade criminosa criada com o surgimento de redes eletrônicas e não da Internet. ligado de forma direta a sensação de impunidade e anonimato. Nesta situação. por exemplo.” São classificados. que praticam atos ilegais na rede e sentem-se bastante seguros em fazê-lo. do grande número de adolescentes de classe média. visto que já existiam invasões antes da Internet . 256).. interessando-se pela prática delituosa virtual. 2007. embora tais conceitos não sejam necessariamente verdadeiros. fazendo-se alusão aos heróis e bandidos dos filmes de western americanos. Esse tipo de crime tem um traço cultural que se aproxima do vandalismo.] Muitas pessoas que não cometem crimes no mundo real por medo de serem pegas. os usados pelos segundos. eram de cor preta. a autora estuda o conceito de “hackers”.. veja: Os “White Hats” são os hackers que cometem o crime buscando invadir sistemas e posteriormente revelam ao proprietário do sistema as falhas que este possui. Conforme você pode observar a autora enfoca um aspecto de índole pessoal dos delinqüentes informáticos. vez que pode ocorrer punição. também no ambiente virtual. a idéia de ausência de punição apresenta-se como um incentivo a práticas anti-sociais. eis que os primeiros utilizavam chapéus brancos (white hat) e. de algum modo. pode ser transcrito o seguinte. p. acabam. É o caso. importante ressaltar. 2007. p. Unidade 5 • 153 . que assim como ocorre no mundo físico e “real”. em duas espécies distintas: os “white hats” e os “black hats”.

por excelência. além de ter acessibilidade remota (manter-se a distancia do alvo. dentre outras condutas reprováveis. otimizar decisões e dar logística não apenas para as empresas o mundo legal. você pode observar que os primeiros invasores. causando prejuízo ao proprietário. foi uma das primeiras organizações a perceber o imenso potencial das transações eletrônicas para a lavagem de dinheiro. • 154 . p.. 258-259). organizadas tal qual empresas. mas também parra as empresas do mundo ilegal.] Já os “Black Hats” são os “hackers” profissionais. A Máfia. (PINHEIRO. de redes de prostituição e pedofilia.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação [. assim escreve sobre o assunto: Questão curiosa é a que surge com o uso dos meios eletrônicos pelas corporações criminosas. Da leitura da classificação proposta. o dos “black hats” constituem os criminosos. Ainda com relação ao sujeito ativo dos crimes informáticos. como um meio para o roubo de informações secretas. Tal ocorre. importante citar o fato de que verdadeiras corporações criminosas podem surgir na Internet. muitas vezes podem até violar os sistemas.. Cartéis de tráfico de drogas usam as facilidades da rede para fechar negócios bilionários. sem a intenção declarada de delinqüir. com finalidade de lucro. é verdade) pertencente a terceiro. porém a conduta é punível em face da invasão ocorrida em espaço (virtual. (PINHEIRO. por exemplo. instantaneidade e facilidade de logística. mesmo para identificação de pontos falhos. assim como grupos terroristas já praticam o que e chama “Ciber-terrorismo”. a serviço de grupos terroristas. perfeitamente adequados ao tipo penal. cuja origem remonta às grandes corporações privadas e aos órgãos de espionagem governamental. Patrícia Peck. especialmente pela ocorrência da possibilidade do anonimato na grande rede. Quanto ao segundo grupo. da máfia. 2007. eis que o seu objetivo principal é apropriar-se de informação (bem pertencente a terceiro). 257). de sorte a possibilitar a criação de redes criminosas. já que é um meio efetivo para baixar custos. Seu aprimoramento é financiado pela espionagem entre países e pela espionagem industrial. da vítima). 2007. p.

O caminho do crime é mais curto. A preocupação com os insiders justifica-se pela facilidade de acesso e disponibilidade das informações que dispõe o agente criminoso dentro da empresa. pois com relação àqueles delinqüem através dos meios informáticos.) A definição não traz muitas novidades em relação aos demais invasores e criminosos informáticos. Por outro lado.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Analisando o pequeno trecho que você leu. em artigo disponível na internet. segundo Gil Coutinho e Pedro Almeida. a doutrina cita ainda uma outra figura. chamada de insider. também. a autora faz paralelo com tais aspectos. quais as pessoas e bens protegidos pelo Ordenamento Jurídico que são atingidos por tais práticas proibidas. assim definido: O insider é o hacker interno de uma empresa. 276. já citado. contudo o elemento confiança. aspecto igualmente negativo. é muito importante destacar. podendo ser salientado. Há de ressaltar. qual seja a da motivação do delito por vingança contra o empregador. é o próprio empregado que atua geralmente movido por sentimento de vingança do empregador ou de algum outro membro da empresa. inclusive pela Internet. conhecimento prévio das informações relevantes e dos caminhos a se percorrer dentro da empresa para acessá-las. importante ressaltar que os agentes já mencionados não esgotam o assunto. quem sofre os efeitos advindos dos crimes informáticos. Pois bem. concluindo que os grupos criminosos organizados passam a utilizar as facilidades da Internet para a prática das condutas reprovadas pelo Direito. identificam-se pelo menos três espécies de situações. busca de decisões apropriadas sobre negócios e aspectos inerentes à distribuição dos produtos vendidos. Neste sentido. Unidade 5 • 155 . inclusive o próprio terrorismo. ligados à internet e aos demais meios afins. 2002. p. verificam-se informações próprias da linguagem empresarial: redução de custos. Sujeito Passivo Quanto aos sujeitos passivos. (DAOUN. utilizados para a para a prática de crimes informáticos. se comparado aos ataques externos. ou seja.

são atingidos interesses de conotação econômica. espionagem industrial. atentada por meio de injúrias ou difamações. (Disponível em (http://www. especialmente nos tempo modernos em que a guarda de documentos e arquivos se faz cada vez mais de forma digitalizada. informações pejorativas.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação “Existem três tipos de alvos típicos tendo por base a Internet e a utilização de meios informáticos na perpetração de crimes. na próxima seção serão analisados aspectos relativos ao local em que se considera a prática do delito. atacados nos seus dados por furto ou outro tipo de danos. para sua realização. própria do uso atual da informática e dos meios de comunicação a ela associados. Um dos alvos típicos é a integridade moral dos indivíduos. com a invasão do ambiente virtual. Em suma podem ser citados ataques a integridade moral das pessoas que sofrem violência pela Internet. O segundo tipo de alvos são os que se constituem dada a natureza econômica do crime. falsificação de documentos e operações financeiras (cartão de crédito e contas correntes. Por último. Em segundo lugar.br/arquivos/conceitos%20tipos. trazendo prejuízo financeiro a alguém. o qual se constitui num prolongamento do ambiente físico das vítimas. abuso de cartão de crédito. Por último existem os alvos informáticos.2007) O primeiro alvo decorre da grande facilidade de disseminação da informação. o ataque aos insumos inerentes à própria atividade informática.ufsc. por exemplo). na busca de vantagens ilícitas. difamações.htm. Acesso em 20. Este tipo de alvos é normalmente sensível a burlas. etc. uma vez que com a utilização da Internet.07. • 156 . com desvio de valores. decorrente do furto ou apropriação indevida de dados e informações privadas. garantias individuais protegidas pelo própria Constituição. sendo necessário refletir sobre o lugar do crime. de sorte a prejudicar-lhe a essência de sua liberdade. buscalegis. as fronteiras físicas são derrubadas. sendo atingidas por injúrias. privacidade e respeito. Concluído a apresentação de informações atinentes aos sujeitos que pratica (ativo) e sofre (passivo) os efeitos dos crimes informáticos.

chegamos facilmente à conclusão de que a Internet. é oportuno você conhecer a opinião de Gil Coutinho e Pedro Almeida. Mas está também repleto de empresas. ao estabelecerem suas relações.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação SEÇÃO 3 Lugar do crime No que refere ao local da prática do delito informático. Neste mesmo sentido. mas que é um Ciberespaço. pode-se “de cara” afirmar na existência de um espaço social cibernético. assim como o conjunto de todos os computadores do mundo. em artigo já citado acima. é um espaço. negócios. Unidade 5 • 157 . [. cultura. regras etc. Esse espaço .está repleto de serviços os quais podemos usufruir e de produtos que podemos consumir. a existência de diversos ciberespaços criados pelo uso dos recursos tecnológicos próprios da grande rede.. 134. dentre muitos outros. ócio. pessoas. ainda. assim abordado pela doutrina: [. cultura..Portanto.o ciberespaço .." (GOIS JÚNIOR. culturas.. designando o termo o espaço construído dentro dos sistemas da cibernética. p. Um espaço aberto e disponível para todos (ou quase). ao chegar ao seu destino. as limitações temporais ou espaciais que limitam o contato no mundo físico. Nele a informação navega em forma de números numa altíssima velocidade indo se converter. pressuposto importante para o estudo do tema. prazer. Um terreno onde um indivíduo pode falar para todo o mundo enquanto que outro espalha mentiras por todo o lado. negócios. seria mais apropriado afirmar não que o espaço da rede é o Ciberespaço. em diversão.] a rede de computadores é um espaço cibernético típico uma vez que montado de modo a que seus usuários não sintam. comunidades.) José Caldas Gois Júnior destaca que a Internet constitui-se num espaço virtual ou cibernético disponível para a prática das transações eletrônicas na busca das mais variadas emoções e satisfação de necessidades humanas: diversão.. Menciona.. prazer.] A aldeia global é todo um novo terreno que pode ser fonte de produtividade paras uns ao mesmo tempo que um meio de terrorismo para outros. 2002. no qual são apresentados os seguintes pontos relevantes atinentes ao tema: Com um pequeno esforço e reflexão.

de regulamentar.2007.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Surge então a necessidade de legislar.) • 158 . essa legislação tem que ser compatível com regimes políticos diferentes. escrevendo sobre uma suposta internacionalização do crime. Assim.07. Seria tecnicamente possível efectuar controlo de conteúdos na recepção de informações mas tal esbarraria frontalmente contra o direito fundamental de liberdade de expressão e informação.ufsc. evite que pessoas que cometam crimes considerados graves escapem ilesas à justiça. pouco mais haverá a ser feito que não seja definir um conjunto de princípios básicos honrados por todo o mundo que.htm.br/arquivos/conceitos%20tipos. Por exemplo. permitindo a difusão de dados para milhões de localizações em simultâneo. em nível dos conteúdos e serviços proporcionados em sites criminosos nacionais podem facilmente transferir-se de localização para servi dores em estados mais permissivos e.ufsc.” (http://www.2007. não retirando os direitos fundamentais a ninguém. acesso em 20. Tal organização espacial não guarda relação com as fronteiras físicas das nações. com culturas diferentes. nada obstante persistirem os limites territoriais e legislativos de cada país.” (http://www. ligados numa rede mundial – a Internet -.br/arquivos/ conceitos%20tipos. de criar mecanismos jurídicos apropriados. No mesmo artigo. De fato. No entanto. conforme se pode observar no trecho a seguir destacado: Dada a natureza da Internet os crimes que dela fazem o seu meio de realização são atualmente e generalizadamente de cariz internacional.buscalegis. Surge desta forma a idéia da aldeia global. os autores continuaram o raciocínio.buscalegis. ligada a aspectos econômicos decorrentes da expansão do capitalismo e globalização da economia mundial. Tal fato é notório desde logo pela estrutura em rede existente. línguas diferentes e mesmo tecnologias diferentes.htm. nem tampouco faz distinção de nacionalidade das pessoas que interagem. é não é juridicamente contemplável o controlo de actividades em sites de servidores não nacionais. fazendo com que surjam espaços virtuais a serem ocupados pelos internautas. Acesso em 20. por outro lado.07. A Internet é ao mesmo tempo o elemento que aproxima o criminoso do seu alvo e que mais o distância do seu crime.) Considerando o trecho transcrito verifica-se que se destaca a união de um grupo de computadores. é tarefa de elevada complexidade reconstruir o percurso de uma comunicação.

observe que para facilitar o seu estudo os artigos do Código Penal estão listados a seguir. por meio da consideração de condutas praticadas em um espaço virtual. pode-se mencionar a opinião de José Caldas Góis Júnior. Considerando o local da prática do crime informático. a Internet derruba fronteiras e. bastando para tanto ter acesso à rede mundial. um micro espaço. surge exatamente no momento em que os limites da nacionalidade começam a flexibilizarem-se e vem. do qual participam e podem ter acesso pessoas de todo o planeta. p. sobre a existência de um espaço virtual compartilhado. O espaço cibernético. parecia estar adstrito a uma barreira quase que intransponível. entretanto. dentro do país. Corroborando esta idéia. era sempre. até agora. permite a aproximação de pessoas de diferentes locais. pode-se falar numa internacionalização do crime e dos criminosos. de forma que não necessariamente a realização dos negócios e do intercambio se de no âmbito do país em que reside o interlocutor. Acompanhe. por mais internacionalizada que fosse. e apresentando os princípios atinentes à lei penal no espaço. leia o trecho a seguir reproduzido da obra de Carla Rodrigues Araújo de Castro. 134). No que tange aos delitos praticados na grande rede. Unidade 5 • 159 . sendo feita de forma virtual. Qualquer associação. ao que parece. 2002. como protótipo perfeito do que poderá vir a ser um mundo sem fronteiras.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Como você já sabe. o qual assim se manifesta. O raciocínio aponta o rompimento da barreira da nacionalidade. a barreira da nacionalidade. uma segmentação do espaço nacional.” (GOIS JÚNIOR. o qual denominou como espaço social cibernético: ESPAÇO SOCIAL CIBERNÉTICO A verdade é que qualquer espaço social capaz de ensejar relações intersubjetivas.

d) de genocídio..] § 3º . I e § 3º. d) Princípio da Justiça Penal Universal. a lei do Estado é aplicável aos seus cidadãos onde quer que estejam.b) Princípio da Nacionalidade..” (CASTRO. mercantes ou de propriedade privada. 4) Princípio da Representação.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. da justiça universal (art. II. b) praticados por brasileiro. como exceções. 5º .Aplica-se a lei brasileira. se. quando realizado o crime no estrangeiro. 13-14). a lei do Estado é aplicável em razão da nacionalidade do bem jurídico tutelado. fato muito comum nos crimes de informática. independentemente da nacionalidade do agente. os princípios da defesa (art.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação “A soberania dos Estados impõe a aplicação da lei pena em todo o seu território. II . c). 7º. 7º . 7º. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. 7º. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição. Nosso CP adotou no art. de Estado. o princípio da territorialidade como regra e. • 160 . Ocorre que algumas vezes o crime ultrapassa a fronteira do Estado. a lei do Estado é aplicável a qualquer crime.. b) e da representação (art. Art. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. de Município. c) contra a administração pública.os crimes: a) que. do Distrito Federal. II. 7º. assim considerado: superfície.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. II a).). sem prejuízo de convenções. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. espaço aéreo e águas territoriais. 5º. sociedade de economia mista. da nacionalidade (art. através do qual aplia-se a lei do Estado aos fatos ocorridos dentro do território nacional. de empresa pública. p. por quem está a seu serviço. tratados e regras de direito internacional. 2003. ao crime cometido no território nacional. por tratado ou convenção.c) Princípio da Defesa. de Território. a Lei do Estado é aplicável em aeronaves e embarcações privadas. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.A lei penal no espaço é regida pelos seguintes princípios: a)Princípio da Territorialidade. Art. embora cometidos no estrangeiro: I . principalmente com a utilização da Internet.Ficam sujeitos à lei brasileira. o Brasil se obrigou a reprimir. do bem jurídico lesado e do local do fato. [.

os crimes próprios e os impróprios. Na realidade. com a indicação do tipo penal descrito na lei e as penas aplicáveis. conforme trechos a seguir transcritos: Os crimes de informática podem ser próprios ou impróprios. Você verá na próxima seção um breve estudo sobre os crimes de informática em espécie. Recomenda-se. Exemplo: violação de e-mail. apresentando diversos diplomas legais afetos ao tema. caso persistam dúvidas em relação às noções do direito penal e processual penal estudados na unidade anterior. segundo Carla Rodrigues Araújo de Castro. SEÇÃO 4 Crimes de informática em espécie. bem como os aspectos contidos na norma. em dois grandes grupos. não podem ser punidos. bem como a legislação aplicável. em face da escassa legislação existente. são tipos novos. Daí. citando os respectivos artigos extraídos do Código Penal brasileiro. retomar os conceitos lá apresentados para um melhor entendimento do estudo a seguir desenvolvido. porque. que agridem a informática como bem juridicamente protegido. alguns fatos são atípicos e. Legislação aplicável Nesta seção você estudará os crimes de informática em espécie. passando inicialmente. apresentam-se suas noções doutrinárias. apontando-se uma classificação para tais delitos.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Na discussão sobre os princípios norteadores da aplicação da lei penal. Os primeiros são aqueles que só podem ser praticados através da informática. Unidade 5 • 161 . sem ela é impossível a execução e consumação da infração. portanto. necessariamente por uma classificação de tais delitos: Classificação: Os crimes informáticos podem ser classificados. os crimes de informática próprios surgiram com a evolução desta Ciência.

2003. como o patrimônio. No que tange aos delitos informáticos impróprios. De se notar que nesta categoria são enquadrados os delitos próprios e decorrentes da própria informática. 2003. 11).Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação pirataria de software. p. Nada obstante grande movimentação legislativa no Congresso. p. para cometer o delito. especialmente o computador e a Internet. calúnia. Lumen Juris. situação esta que leva muitas ocorrências a deixarem de ser punidas. pp.). apud CASTRO. dano em arquivos provocado pelo envio de vírus etc. (Crimes de informática e seus aspectos processuais. inclusive através da informática. a honra etc. ou seja. a violação de e-mail em relação a violação de correspondência. estelionato. pedofilia. como no caso da pichação de homepages. o sistema informático. porém com conotação tecnológica própria. 146-152. vandalismo na rede. pichação de homepages. Rio de Janeiro: Edi. de serem praticados a partir e com a utilização dos meios informáticos. agora cada vez mais comuns. em face do princípio da legalidade vigente. utiliza. Assim. a autora se manifesta da seguinte forma: Os crimes de informática impróprios são os que podem ser praticados de qualquer forma. Não se pode deixar de registrar que se tratam de condutas semelhantes àquelas praticadas no mundo real. aqueles crimes que só são possiveis de existir. São delitos que violam bens já protegidos por nossa legislação. a pichação de muros ou paredes físicas. Exemplo: ameaça. • 162 . um instrumento para a execução do crime. 2 ed. O computador é um meio. deve ser ressaltada uma carência muito grande de legislação destes delitos. eventualmente. (PIMENTEL. igualmente. o agente. com muitos Projetos de Lei tramitando para normatizar exemplos de condutas enquadráveis nesta categoria. e assim por diante. Novos diplomas legais precisam surgir ou mesmo se adaptar a nova realidade da demanda por condutas até pouquíssimo tempo atrás não disponíveis ou possíveis no cotidiano. equivalendo.

os atos são dirigidos contra o sistema de informática. (PIMENTEL. quanto pela transferência fraudulenta através de invasão em sua conta bancária. A importância desta classificação reside exatamente na forma como os atos do criminoso são considerados. Crimes de informática e espécie e legislação pertinente Nesta parte do estudo você conhecerá alguns exemplos de crimes informáticos. são aqueles crimes que podem ocorrer em qualquer ambiente (físico ou virtual). 2003. Ivette Senise Ferreira. encontram-se aquelas condutas que podem ser praticadas fora do circuito teconológico.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Nesta categoria de crimes. quanto da utilização da Internet. se tendentes ao equipamento. Na sua concepção o computador e os demais meios tecnológicos apresentam-se como instrumento útil para a execução. p. que pode tanto ocorrer através da retirada clandestina de cédulas de seu caixa. faz alusão a dividir tais crimes em duas categorias. Assim. citada na obra já referenciada acima. 11). Unidade 5 • 163 ... servindo apenas de ponto de partida para a continuidade dos estudos na busca de aprofundamento sobre o tema. divididos em atos contra o computador e atos contra os dados ou programas de computador.] na primeira. que podem ser contra o patrimônio. conforme você pode acompanhar a seguir: [. Na segunda categoria estão os atos cometidos por intermédio do sistema de informática. contudo não como elemento essencial. a pedofilia tanto pode ocorrer com o vendedor de doces na porta do colégio que usa deste ardil para corromper uma criança. pp. 146-152. contra a liberdade individual e contra a propriedade imaterial. Tais indicações não têm o escopo de esgotar a matéria. tal qual ocorre nos crimes informáticos próprios. ou então este constitua um instrumento para sua prática. apud CASTRO. vale dizer. O mesmo se diga do furto de dinheiro de uma empresa.

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I - CÓDIGO PENAL Em primeiro lugar a amostragem terá como pano de fundo o Código Penal Brasileiro, do qual podem ser pinçados os seguintes exemplos, veja: a) Crimes contra a honra: Nesta categoria encontram-se os crimes de calúnia, difamação e injúria: previsto nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, conforme abaixo indicado:
Calúnia Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. Difamação Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Injúria Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

Carla Rodrigues Araújo de Castro aborda a prática destes delitos pelos meios informáticos, o fazendo da seguinte forma:
[ ...] podemos afirmar que estes crimes podem ser praticados através de uma homepage ou em salas de bate-papo, nas conhecidas conversas on une. Exemplo: Renata constrói uma homepage e nela atribui a Tiago fato ofensivo à respectiva honra. Ora, a homepage pode ser visitada por qualquer pessoa conectada à Internet, sendo possível a qualquer internauta conhecer as ofensas. Sobre as conversas on line impõe-se uma distinção. Existem programas que permitem várias pessoas teclarem ao mesmo tempo ou duas privativamente. Nos canais do MIRO, por exemplo, dezenas de pessoas podem conversar juntas, mas também é possível que duas pessoas conversem privativamente, no Chat. O mesmo ocorre nas salas de conversas dos diversos provedores (UOL, AOL, SOL etc.), onde o usuário pode conversar “com todos” ou com alguém de forma particular.” (Crimes de informática e seus aspectos processuais. 2 ed. Rio de Janeiro: Edi.Lumen Juris, 2003. p. 10).

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A situação típica decorre do fato de que as ofensas e agressões contra a honra são praticadas sob a circunstância de uma comunicação virtual, do uso da Internet para que as condutas criminosas possam aflorar, seja a homepage como uma vitrine a oferecer as informações que dão forma ao delito, seja nas conversas on-line em que a ofensa se aperfeiçoa e concretiza. Pois bem, trata-se de delitos antigos com roupagem nova. b) Ameaça: Trata-se do delito tipificado pelo artigo 147 do Código Penal, na sua forma tradicional, cuja aplicabilidade também se impõe quando praticado com o uso de métodos ligados à informática:
Ameaça Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Parágrafo único - Somente se procede mediante representação.

Referido crime caracteriza-se pela intimidação ou ameaça a algum bem jurídico protegido da vítima. Não se exige conduta específica para tanto, podendo ser nas diversas formas (oral, por gestos, por carta) e, inclusive, pelo computador, seja utilizando e-mail, página pessoal ou qualquer outro meio ligado à informática. Trata-se de um tipo penal impróprio, sendo necessário o dolo (a vontade) de ameaçar e não apenas, uma brincadeira de mau gosto, por exemplo. c) Interceptação de e-mail: A Lei 6.538, de 22.06.1978, que dispõe sobre os serviços postais, estabelece a seguinte penalização no tocante à violação de correspondência epistolar:

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VIOLAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA Art. 40º - Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada dirigida a outrem: Pena: detenção, até seis meses, ou pagamento não excedente a vinte dias-multa. SONEGAÇÃO OU DESTRUIÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA. § 1º - Incorre nas mesmas penas quem se apossa indevidamente de correspondência alheia, embora não fechada, para sonegá-la ou destruí-la, no todo ou em parte. AUMENTO DE PENA § 2º - As penas aumentam-se da metade se há dano para outrem.

O dispositivo descreve os casos em que a violação de correspondência são punidos criminalmente. Por outro lado, compete destacar as disposições da Lei 9.296, de 24.07.1996, que regulamentou o artigo 5º. Inciso XII da Constituição Federal, o qual prescreve a inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, ressalvado quebra, por ordem judicial, nas hipóteses legais. O artigo 10 da referida Lei 9.296 tem a seguinte redação:
Art. 10. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

Em se considerando que e-mail constitui correspondência eletrônica, sua violação também significa a prática do delito tipificado. Trata-se de um crime impróprio, praticado mediante a interceptação ou violação de mensagens. d) Furto: Delito, dos mais comuns que existem, tipificado pelo artigo 155 do Código Penal, tem sua possibilidade de ser praticado através dos sistemas informáticos. De inicio leiase o que determina o texto legal citado:

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Furto Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. § 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. § 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. Furto qualificado § 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; III - com emprego de chave falsa; IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas. § 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996).

Pode ocorrer nas duas modalidades, pois se o autor rouba o computador ou sistema de informática, considera-se como um delito contra o sistema de informática (furto de bem móvel). Por outro lado, caso o equipamento seja utilizado como meio para furto de valores pertencentes a alguém, a informática é utilizada como instrumento de prática delituosa. e) Dano: O artigo 163 do Código Penal prescreve o seguinte:
Dano Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

A conduta criminosa resume-se em linhas gerais na destruição ou deterioração de coisa alheia. Neste particular, no âmbito dos crimes

Unidade 5 • 167

Tratam-se de delitos que podem ser praticados e potencializados com a utilização de recursos provenientes da rede de computadores. de três a seis meses. A venda de objetos pela Internet cuja entrega não corresponda ao bem comprado e pago. conforme a seguir destacado: Incitação ao crime Art. mediante artifício.detenção. 286 . e multa.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação informáticos. ou multa. por exemplo. Porquanto. Delito que pressupõe duas vertentes principais. tipificada pelo artigo 171 do Código Penal: Estelionato Art. constitui exemplo da conduta criminosa. face o grande alcance da Internet na divulgação de idéias e informações. a prática de crime: Pena . g) Incitação ao crime e apologia de crime ou criminoso: Condutas previstas nos artigos 286 e 287 do Código Penal. Inúmeras são as situações em que o crime de estelionato se caracteriza. vantagem ilícita. 287 .Fazer. ardil. seja virtual. a vantagem ilícita e o prejuízo alheio. f) Estelionato: Outra figura penal corriqueira e comum. para si ou para outrem.Obter. ainda que o bem não seja palpável.Incitar.detenção. há efetivamente a prática de uma conduta tipificada como criminosa (causar prejuízo ou destruição a coisa alheia). • 168 . ou qualquer outro meio fraudulento Pena . situação esta perpetrada com a existência de ardil ou qualquer outro meio fraudulento. em ambos as situações. publicamente. podem ser assim considerados o envio de vírus ou programas destrutivos pela Internet. induzindo ou mantendo alguém em erro. publicamente. de três a seis meses.reclusão. de um a cinco anos. ou multa. em prejuízo alheio. Com o uso do computador multiplicam-se as possibilidades da ocorrência de métodos ardilosos e fraudulentos na busca de vantagem indevida. mediante lesão a interesse de outrem. Apologia de crime ou criminoso Art. 171 . assim como a pichação de ambientes virtuais. apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena .

sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente.983. conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial. de 2000) § 1o-A. 313-B. e Artigo 313-B (modificação e alteração indevida de sistema e programa) Divulgação de segredo Art. contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: ( Pena – detenção. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. e multa. e multa. de um a seis meses.983/2000: Referido diploma legal. encontramos o seguinte comentário sobre a aludida lei: Unidade 5 • 169 .Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação h) Delitos informáticos incluídos/previstos pela Lei 9. § 1º Somente se procede mediante representação. sem justa causa. 313-A. incluindo como crimes ações de intrusão e mauuso em Sistemas do Governo Federal. e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena .Divulgar alguém. a qual alterou e acrescentou o Código Penal Brasileiro. o funcionário.2000. Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações Art. Divulgar. Artigo 313-A (inserção de dados falsos e alteração ou exclusão indevida). 153 . Inserção de dados falsos em sistema de informações Art. informações sigilosas ou reservadas. assim definidas em lei. a ação penal será incondicionada.detenção. de que é destinatário ou detentor. de 2000) § 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública. a inserção de dados falsos.983. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena – reclusão. Inserir ou facilitar. Modificar ou alterar. No artigo “Caçada cibernética: Legislação brasileira começa a fechar cerco aos hackers” escrito por Juliana Canha Abrusio e Renato Opice Blum. a saber: Artigo 153 (divulgação de informação sigilosa). onde se destacam três dispositivos principais. sem justa causa.07. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. datado de 14. ou multa. (Incluído pela Lei nº 9. o funcionário autorizado.

A lei introduziu a penalização de conduta típica de funcionário público que se utilizando dos sistemas informatizados afetos a sua atuação como servidor do Estado divulga informação privilegiada. II – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Pedofilia: Não resta a menor dúvida que a Internet apresenta-se como um canal de extravasamento de estímulos sexuais. o que podemos chamar de “peculato eletrônico”. 10).983/2000 introduziu. seja pela possibilidade de acesso de uma infinidade de informações. Crime dos mais odiosos.ufsc. seja a partir da possibilidade de acesso de imagens e vídeos com conteúdo erótico. no qual o indivíduo adulto sente desejo compulsivo por crianças ou pré-adolescentes. 2007). 313-A). para o qual a pena prevista é de reclusão de dois a doze anos e multa. ainda.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação A lei 9. sendo neste caso a pena de detenção de três meses a dois anos e multa. Na maior parte dos casos trata-se de homens. 2003.Lumen Juris. muitos deles casados. segundo Carla Rodrigues Araújo de Castro. ou mesmo.br/arquivos/ Caçada%20cibernética. Também será punido o funcionário público que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente (art. 2 ed. A partir de então poderá ser punido o funcionário público que praticar a inserção de dados falsos em sistemas de informações (art. podendo ter caráter homossexual ou heterossexual.buscalegis. • 170 . Rio de Janeiro: Ed. ao acrescentar no Código Penal os artigos 313-A e 313-B. Acesso em 20 jul. que se sentem incapazes de obter satisfação sexual com urna pessoa adulta. altera a verdade de dados e informações causando prejuízo. p. 313-B). (Crimes de informática e seus aspectos processuais. pode ser assim definido: A pedofilia consiste num distúrbio de conduta sexual.htm.” (Disponível em http://www. insere dado que comprometa ou possibilite vantagem ilícita.

de 12.assegura os meios ou serviços para o armazenamento das fotografias. que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador. o acesso. e multa. dispõe que criança.2003. divulgar ou publicar. 241. Foi regulamentada pelo DECRETO Nº 2. sua comercialização no País. Lei n.556.agencia. II . facilita ou. produzir.2003) I . II . O artigo legal traz a descrição de diversas condutas praticadas com o auxílio e graças à Internet.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Os direitos das crianças e adolescentes encontra tutela e proteção no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).11.609 . com a seguinte redação: Art. de 12.069/90.se o agente comete o crime prevalecendo-se do exercício de cargo ou função. dentre eles o artigo 241 que trata de condutas ligadas diretamente ao crime de pedofilia.2003) Pena .reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Apresentar.2003) I . alterou diversos dispositivos do ECA. na rede mundial de computadores ou internet. § 2o A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos: (Incluído pela Lei nº 10. intermedeia a participação de criança ou adolescente em produção referida neste artigo.764. § 1o Incorre na mesma pena quem: (Incluído pela Lei nº 10.LEI DO SOFTWARE Lei nº 9. cenas ou imagens produzidas na forma do caput deste artigo. para o estatuto. fornecer. atribuindo punições caso realizadas. cenas ou imagens produzidas na forma do caput deste artigo. é a pessoa até doze anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze e dezoito anos.11. III . vender. autoriza. III . e dá outras providências. de 12.assegura.764. inclusive rede mundial de computadores ou internet.se o agente comete o crime com o fim de obter para si ou para outrem vantagem patrimonial. por qualquer meio.764. de 19 de fevereiro de 1998. 8. de 12. sua comercialização no País. para a prática de pedofilia.11. DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 10.609. de qualquer modo. DE 20 DE ABRIL DE 1998 Regulamenta o registro previsto no art.764. A Lei 10. cujo artigo 2º.11. Unidade 5 • 171 . por qualquer meio de comunicação. 3º da Lei nº 9. das fotografias. e dá outras providências. que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador.

uma carência muito grande normas legislativas que abordem tanto o direito eletrônico. que permitiu o respaldo legal para o uso de tecnologia de segurança da informação baseada em certificados digitais c) Resolução nº 20 do Comitê Gestor da Infra-estrutura de chaves Pública . Nesta seção você acompanhou alguns dispositivos legais tradicionais com aplicabilidade quanto aos delitos de informática. quanto os crimes de informática. 12.505/2000 – que institui a Política de Segurança da Informação na Administração Pública Federal. p.200-2 (2001) – que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). Violar direitos de autor de programa de computador: Pena . no todo ou em parte. com domínio de tecnologia sensíveis e duais” b) Medida Provisória n º 2.Reclusão de um a quatro anos e multa.que ressalta a necessidade da Autoridade Certificadora Raiz (AC-Raiz) da ICP-Brasil utilize equipamentos de segurança da informação plenamente auditáveis [CG ICP-Brasil (2003. traz a tipificação da violação dos direitos autorais incidentes sobre programas de computador. IV – OUTROS DIPLOMAS LEGAIS APLICÁVEIS a) Decreto nº 3. para fins de comércio. § 1º Se a violação consistir na reprodução. V – PROJETOS DE LEI EM TRAMITAÇÃO Conforme já asseverado neste estudo. sem autorização expressa do autor ou de quem o represente: Pena .Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação O artigo 12 da referida lei 9. por qualquer meio. bem como outros específicos. de programa de computador.1)]. ainda. conforme a seguir apresentado: Art.609. existe. onde é destacado neste painel o pressuposto: “Uso soberano de mecanismos de segurança da Informação.Detenção de seis meses a dois anos ou multa. • 172 .

br/imprime_noticia. Download de filmes e livros para uso privado não é crime. Disponível em: http:// ultimainstancia.estadao. acesso em 20/08/2007 Justiça manda Google fornecer dados de quem criou perfil falso no Orkut. relacionadas com aquilo que foi estudado nesta unidade para análise e melhor compreensão do assunto: Acidente da TAM.estadao. para se evitar confusões entre a legislação aprovada e vigente (acima) e os projetos legislativos.Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Faz-se necessário. você finaliza os estudos desta disciplina. Disponível em http://conjur. contudo. Advogado do casal Cicarelli recebe ameaça de morte.br/static/text/58184?display_mode=print. sendo um guia para acompanhar as mudanças legislativas em curso.estadao.br/static/ text/51591?display_mode=print.com. Disponível em: http://conjur. Realizando a leitura deste adendo. agora.com.com.com. acesso em 20/08/2007 Crime pela internet. PF prende acusados de roubar senhas e falsificar cartões Disponível em http://conjur. embora não se esgote o tema.php?idNoticia=40290. por Manoel Almeida.br/static/text/58709?display_mode=print.uol. ao final deste livro. acesso em 27/7/2007 Novos desafios. com indicação do endereço eletrônico de cada um deles. referido estudo está apresentado num adendo. que você dê uma passada pelos projetos de lei em andamento.br/static/text/58735?display_mode=print.estadao.br/static/text/52077?display_mode=print. Responsabilidade por crime eletrônico chega às empresas por Paula Almeida Pisaneschi Speranzini.com. Polícia vai investigar vazamento de fotos da tragédia.estadao. por Priscyla Costa. Acesso em 21/08/2007 Unidade 5 • 173 . acesso em 21/08/2007 Efeito YouTube. Disponível em http:// conjur.com. VI – ALGUNS EXEMPLOS DE CASOS REAIS Caro estudante. que podem ou não vir a se tornar realidade. Disponível em http://conjur. você encontrará abaixo algumas situações destacadas da imprensa. acesso em 21/08/2007 Tabu pirata.

Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação Você termina aqui a última unidade da disciplina “Crimes na Informática e Aspectos Legais”. se surgirem dúvidas. Lembre-se. no processo de aprendizagem você não está sozinho! A seguir que tal aplicar um pouco do que aprendeu realizando a atividade de aprendizagem? • 174 . entre no ambiente on-line e envie-as para o tutor pela ferramenta tira dúvidas. procure rever o que foi estudado e.

Atividade de aprendizagem Escolha um dos casos reais. ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ • 175 . apontando os aspectos importantes relacionados com os crimes de informática. acima citados – item VI.

regulamentando diversas situações ligadas a utilização da informática e dentre elas os crimes informáticos. Observe que o tema foi desenvolvido a partir de noções gerais sobre ramos tradicionais do direito. listando-se os artigos legais pertinentes aos mesmos. inclusive com o enquadramento legal de tais condutas. dê uma passada pelas sugestões do saiba mais! 176 • . entre eles o direito penal e o processual penal. Antes de ir para o fechamento da disciplina.Resumindo Nesta unidade você estudou os aspectos mais importantes sobre os crimes de informática. permitindo-lhe que confronte a informação estritamente juridica com os dados colhidos do cotidiano. desenvolvidas nas unidades anteriores. os quais descrevem a sua tipificação (conduta vedada) e também as penas cominadas em cada situação. procurou-se apresentar conceitos e idéias específicas a esta nova espécie de crimes. No adendo a esta unidade. Ao final indicam-se diversos cases sobre o tema. A partir destas informações introdutórias. extraídos de sites de notícias. estão listados projetos de lei em andamento no Congresso Nacional.

por Leonardo Fuhrmann. Disponível em http://conjur. Disponível em: http://conjur. por Cláudio Julio Tognolli. acesso em 03/07/2007 Manipulação no futebol. estadao. estadao.estadao.br/static/text/15451?display_mode=print.1. Censura cega.Saiba mais Abaixo você encontra algumas sugestões de leitura para aprofundar seu conhecimento. Crime na internet ocorre por negligência de usuário. EUA assina acordo de combate a crimes pela internet. Crime na internet deve ser julgado onde ele gera efeitos.com. com. br/static/text/51722?display_mode=print.estadao. acesso em 31/08/2007 Risco assumido.com.estadao.com. Disponível em: http://conjur. por Omar Kaminski.br/static/text/47042. Desembargador paulista censura YouTube sem querer. Convenção lança Tratado Internacional sobre Cibercrimes. por Welder Oliveira de Almeida.br/ static/text/38250.br/static/text/56504?display_mode=print.com. acesso em 21/08/2007 • 177 . acesso em 21/08/2007 Combate aos hackers. por Priscyla Costa e Aline Pinheiro. acesso em 31/08/2007 Crimes na Internet. Disponível em: http://conjur. Disponível em: http://conjur.1.

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de forma mais adequada. Interessante. notadamente na identificação das situações de risco. existem muitas dúvidas e questionamentos neste momento. ao contrário. além de relacionar no adendo os principais projetos legislativos sobre o uso da informática e do direito eletrônico na vida cotidiana. Este conhecido. ligado a Gestão da Segurança da Informação. Em nenhum momento tivemos a pretensão de esgotar os assuntos. Desejo-lhe muito sucesso em sua carreira. pelo menos embrionário. Claudine Aparecido Terra • 179 . é necessário estar antenado às mudanças legislativas. Espero ter contribuído para o seu aprendizado. um conhecimento dos métodos e normas gerais do direito penal. enquanto sancionador de condutas consideradas delituosas. suas atividades relacionadas com a Gestão da Segurança da Informação. de forma que você possa explorar melhor os caminhos jurídicos.Para finalizar o estudo da disciplina Chegamos ao final da disciplina. vai lhe ajudar a operar. Não se pode deixar de considerar que o Direito é uma ciência cuja formatação terminológica e estrutural é bastante específica. contentamo-nos em ter deixado pistas do caminho das pedras. bem como do processo penal em si. puníveis pela legislação brasileira. Nada obstante o enfoque dado à disciplina foi eminentemente prático. Por certo. notadamente os chamados “crimes de informática”. de acordo ao exercício de sua atividade profissional. identificar as situações que podem ser enquadradas como sendo condutas criminosas. para tanto indicamos alguns textos e endereços eletrônicos sobre os assuntos estudados na disciplina. Por fim. Importa. assim. ainda.

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Bem como exerceu o cargo de professor de Direito Civil. • 181 . no ano de 2004. na UEL – Universidade Estadual de Londrina. tendo desenvolvido sua dissertação de Mestrado na análise da evolução da manifestação de vontade nos contratos civis. inscrito na OAB-PR desde 02. onde é funcionário concursado. Mestre em Direito pela FUNDINOP. Atuou como Professor da FUNDINOP. desde o ano 2000. atuando no Núcleo Jurídico – NUJUR Londrina (PR). no período de 2003/2004. dirigido a alunos da graduação. no período de 1997/2000. onde ministra também o Módulo Temático de Direito Eletrônico.1992. lecionando disciplinas de Direito Civil e Processual Civil (Prática).. é professor da PUC-PR – Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Campus Londrina. Lecionou como Professor convidado da Escola da Magistratura do Estado do Paraná. É advogado da área jurídica do Banco do Brasil S. advogado. Além da atividade docente indicada.Sobre o professor conteudista Claudine Aparecido Terra Graduado em Direito pela FUNDINOP – Faculdade de Direito do Norte Pioneiro. Atualmente.A. o autor desenvolve pesquisas relacionadas com o direito eletrônico. em 2003. desde 1982. ali atuando desde julho/2004. na advocacia contenciosa e preventiva. em Jacarezinho (PR).06. de Jacarezinho (PR).

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Elementos de teoria geral do Estado. São Paulo: Saraiva. Carla Rodrigues Araújo de. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Ricardo.2007. Fernando.0 – Novembro/99 – Lexikon Informática Ltda. 2006. Cezar Roberto. CANTU. Coordenação Demócrito Reinaldo Filho.br/ arquivos/conceitos%20tipos.ibde. Dalmo de Abreu. 2007. Saraiva: 1995 DAOUN. tradução de Fernando Miranda. COUTINHO. 19. Crimes de informática e seus aspectos processuais. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris.org. 2. CAPEZ.buscalegis. Gil. In Direito da informática: temas polêmicos. Governo. 2003. volume 1. Acesso em 05. Emílio. in Direito e Informática. S. BITENCOURT. Bauru. SP: Manole. José. São Paulo. ed. La Informática Jurídica en las Facultades de Derecho de América Latina.L.htm>. Pedro. 1997. Alexandre Jean.ufsc.07. 1999. DICIONÁRIO AURÉLIO ELETRÔNICO: Século XXI – versão 3. ed. BETTI. Disponível em: <http://www. ed. A internet e o crime informático. 1969. CASTRO. 2004. Sociedade: para uma teoria geral da política. Curso de processo penal. 10. 2002. Coimbra. Navegando nas águas da evolução: A Tecnologia da Informação e o Direito. Aires José Rover (organizador). Curso de Filosofia do Direito. Barueri. Teoria geral do negócio jurídico. ed. BASTOS. Disponível em http://www.Referências ALMEIDA. 14. Tratado de direito penal: parte geral. São Paulo: Saraiva. DALLARI. Acesso em 20 jul 2007. SP: EDIPRO. BOBBIO. • 183 . 2007.br/ REVISTA/. Roberto Cid. O Hacker Agente Criminoso Virtual. Rio de Janeiro: Forense. CRETELA JÚNIOR. Estado.

LORENZETTI. LOPES. 1989. Interpretação e integração dos negócios jurídicos. Coordenação Demócrito Reinaldo Filho. LARENZ. Direito e Transformação Social: Conseqüências sociais da revolução cibernética. ed.br/REVISTA/. GOIS JÚNIOR.ENCICLOPÉDIA JURÍDICA SOIBELMAN. Cláudio Heleno. Fundamentos do direito privado.org. In REVISTA DE DIREITO ELETRÔNICO – ISSN 1679-1045. Newton De. A internet como alvo das relações jurídicas. Karl. Tradução: Alex Marins. Damásio E. Direito Digital. Direito Penal. Versão 2. Leviatã ou matéria: . in MIRANDA. 1988. Thomas. Parte Geral. Ricardo Luis. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: RT. 1990. 13. SP: EDIPRO. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 208. Newton De Lucca e Adalberto Simão Filho (coordenadores) e outros. São Paulo: Martin Claret. Aurélio Buarque de Holanda. Rio de Janeiro: Renovar. O advento da informática e seu impacto no mundo jurídico. Volume. ANO I . forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. Custódio da Piedade Ubaldino.07. LUCCA. 184 • . 1986. ed. 2002. Leopoldo Fernandes da Silva. Bauru. 1998. Teoria crítica do direito civil.NÚMERO I. 2007. 1989. Custódio da Piedade Ubaldino. Internet. Acesso em 05. José Caldas. HOBBES. FRAGOSO. INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO ELETRÔNICO Junho a Agosto 2003. 2. Interpretação e integração dos negócios jurídicos.2007. São Paulo: Revista dos Tribunais. ed. Lições de Direito Penal. A Nova Parte Geral. JESUS. In Direito da informática: temas polêmicos. p. Rio de Janeiro: Forense. Bauru. In Direito & Internet – aspectos jurídicos relevantes. Metodologia da ciência do direito. FACHIN. MIRANDA. Luiz Edson. 2000.0 Rio de Janeiro: Elfez Edições. 2002. 12. Disponível em http://www. São Paulo: RT.ibde. 2000. São Paulo: Saraiva. Títulos e Contratos Eletrônicos. 1º. SP: EDIPRO. FERREIRA.

ANO I . 2.MONTORO. Damásio E. Dicionário jurídico. In Manual de Direito Eletrônico e Internet. Disponível em http:// www. ed. 6. WIKIPEDIA. Introdução á ciência do direito. 19. Buenos Aires. http://pt. Volume. Rio de Janeiro: Forense. 1º. Acesso em 05. Direito Penal.. 1970.org. Parte Geral. Primeiras Linhas em Direito Eletrônico. 342. 5. Caio Mário da Silva. São Paulo: Lex Editora. TEA. SIDOU. SOLER. Código de Processo Penal Comentado. Direito Digital. São Paulo: Saraiva. p. 2. Academia Brasileira de Letras Jurídicas. Desmistificação da Internet para Advogados. 11. In REVISTA DE DIREITO ELETRÔNICO – ISSN 1679-1045.br/REVISTA/. Acesso em 26/07/2007 • 185 . RESINA. ed. ed. 13. Guilherme de Souza. ed. INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO ELETRÔNICO Junho a Agosto 2003. 2006. In JESUS. 1999. Jane. Rio de Janeiro: Forense Universitária. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.ibde.org/wiki/Direito_da_ inform%C3%A1tica. Derecho penal argentino. 1988. Instituições de direito civil. Ed. São Paulo: Saraiva.NÚMERO I. v.wikipedia. M. André Franco. 2007. Mário Antonio Lobato de. Volume I. Patrícia. PEREIRA. 2007. 2000. J. NUCCI. ed.07. PAIVA. São Paulo: RT: 1987. Othon.2007 PECK PINHEIRO.

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Assim todos são obrigados a quebrar conceitos. Isto repercute na sua vida social. isto representa um ganho de produtividade muito importante. a esmagadora maioria das atividades humanas que antes eram realizadas de forma manual. gerando novos comportamentos e necessidades. profissional e pessoal. mudar condutas e adaptar-se as constantes mudanças tecnológicas. b) Deste modo. • 187 .Comentários/respostas das atividades de aprendizagem Unidade 1 Agora coloque em prática o que você estudou nesta unidade. com a facilitação de métodos e procedimentos. inclusive na busca da regulamentação normativa decorrente da legislação. reflita sobre os conceitos apresentados e responda: a) quais as premissas básicas dos novos paradigmas sociais a partir da evolução dos meios tecnológicos? b) qual a conseqüência imediata da presença da informática nas relações sociais? Comentário a) A premissa básica consiste na mudança de comportamentos decorrentes da maior informatização das atividades cotidianas das pessoas. inclusive no campo do direito. passam cada vez mais a depender da informática.

apontadas no estudo. é o poder. o direito é a ciência que se ocupa da regulação da vida em sociedade. Assim. tempo e regime político. quais os principais aspectos que podem ser destacados. estabelecendo normas e regras que devem ser cumpridas por todos. de praticar um pouco. embora tenham pontos de contato e convergência. pode-se afirmar que existe um elo de ligação muito forte entre eles. exemplifique. sendo que a penalidade dos infratores está centrado muito mais na reprovação de seus pares. b) Ambos são normas de conduta. A sociedade é como a organização dos indivíduos reunidos em um corpo orgânico num dado local. b) comente as diferenças entre moral e direito. de forma objetiva. sociedade e poder apresentados na unidade e aponte. refletindo sobre as noções que você estudou nesta unidade. na moral não ocorre tal coercitividade. muitas vezes. Enquanto no Direito há efetivamente uma sanção para o descumprimento de seus preceitos (pena). impondo condutas contrárias aos interesses das partes envolvidas. do que propriamente uma sanção punitiva jurídica. 188 • . Comentário a) No estudo dos três elementos indicados. Só é possível considerar a interação entre estes dois aspectos tendo em vista a existência de uma força que age sobre a vontade de todos.Unidade 2 Chegou o momento. para tanto responda: a) considere os conceitos de direito. se diferencia.

br/static/text/51375?display_ mode=print.Unidade 3 Chegou a hora de se testar um pouco daquilo que foi aprendido nesta unidade. face a constante evolução da informática. escrito em 2006. e comente aspectos relevantes. o autor traça diversos comentários sobre acontecimentos jurídicos relacionados com a Internet. mencionando ainda o “caso Cicarelli” . Você encontra o mesmo disponível em: http://conjur.estadao. • 189 . como a busca no cadastro da UOL em investigação de sabotagem eletrônico e episódios do Orkut e Google. citando dispositivos legais e casos concretos. Comentário a) no texto. de autoria de Omar Kaminski. a guisa de retrospectiva daquele ano. chamando a atenção para o futuro. Ao final o autor comenta o uso da Internet no aparelho da Justiça. assim realize as seguintes atividades: a) leia o artigo “Direito na rede Justiça e Legislativo deram novos rumos à Internet”.com.

Unidade 4
Chegou a hora de praticar um pouco das muitas noções teóricas apresentadas acima, para tanto apresenta-se a seguinte atividade: a) comente sobre os sujeitos ativo e passivo, envolvidos no estudo do direito penal. b) Quais as espécies de pena permitidas pela Constituição Brasileira? E quais são as proibidas pela mesma?

Comentário
a) Sujeito ativo é aquele que pratica o crime, produz a conduta tipificada como delituosa pela legislação aplicável ao fato, pode receber várias denominações, de acordo com o momento processual em que é enfocada a pessoa envolvida. Sujeito passivo é aquele titular do interesse ofendido, vale dizer, a vítima. É a pessoa física ou jurídica que é atingida pelo crime. b) são penas permitidas (dirigidas as pessoas físicas): privativas de liberdade (prisão), restritivas de direito (alternativas ou substitutivas à prisão), interdição ou suspensão de direitos) e a pena de multa. A Constituição Federal proibe penas de morte (a exceção de guerra declarada), penas de caráter perpétuo, de trabalho forçado e de banimento.

190 •

Unidade 5
Coloque em prática o que você estudou nesta unidade, realizando a seguinte atividade: a) aponte as principais caracterísicas do inquérito policial. b) Comente os princípios da ampla defesa e da plenitude de defesa, diferenciando aspectos importantes das mesmas. Aponte também, pontos relevantes do princípio da presunção de inocencia.

Comentário
a) é um procedimento escrito, sigiloso, dotado de autoritariedade, presidido por autoridade pública, tem caráter disponivel e inquisitivo, de curso obrigatório, vale dizer, dotado de oficialidade. b) Todos são princípios constitucionais de suma importância. O princípio da ampla defesa, garante ao réu o direito de utilizar de amplos e extensos métodos para sua defesa quando acusado. Parte do pressuposto de hipossuficiência do réu (particular) em relação ao Estado, o qual é sempre mais forte. Já o principio da plenitude de defesa, que é aplicável ao tribunal do júri, a partir do qual se garante ao réu não apenas uma defesa ampla (= vasta, larga, abundante), mas sim uma possibilidade de defesa plena (= repleto, completo, perfeito cabal), no sentido, desta ser completa, o mais próximo possível da perfeição. Com relação ao princípio da presunção de inocência, parte da premissa de que o acusado é presumido inocente, até que seja considerado e declarado culpado por sentença condenatória definitiva. Lembre-se que o ônus da prova compete à acusação, pois o ser humano desde seu nascimento conserva um estado de inocência.

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Unidade 6
Escolha um dos casos reais, acima citados – item VI, apontando os aspectos importantes relacionados com os crimes de informática.

Comentário
Esta atividade que está vinculada aos casos a serem escolhidos por você, e será abordada no momento oportuno, que o tutor informará.

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ADENDO

PROJETOS DE LEI EM TRAMITAÇÃO:
Nesta unidade, foram apresentados aspectos inerentes aos crimes de informática, constatando-se a falta de normas que os abordem de forma satisfatória, bem como para regulamentar o direito eletrônico. Neste adendo, apresentam-se informações sintéticas, extraídas da Internet sobre os projetos de lei em andamento, contudo. Preferiu-se a sua abordagem separada, para se evitar confusões com a legislação vigente, porquanto referidos projetos não necessariamente serão transformados em norma cogente. Existe, ainda, em cada um deles, a indicação do endereço eletrônico para facilitar a busca de maiores informações. Os projetos foram ordenados cronologicamente pela sua data de apresentação. Esta compilação não tem a pretensão de esgotar o tema, podendo existir outros projetos semelhantes em tramitação, não aqui abordados, entretanto, procurou-se destacar os mais relevantes.

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senha. administrador. divulgação. crime.Proposição: PL-1713/1996 Autor: CASSIO CUNHA LIMA . proibição. controle. rede de transmissão. definição. descumprimento.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. atividade comercial. responsabilidade. valor adicionado. sociedade. Indexação: Normas. informática.gov. cidadão. preservação. ligação. prestação de serviço. acesso. cartão magnético. sigilo. créditos. identificação. responsabilidade solidária. retificação. revelação. a responsabilidade e os crimes cometidos nas redes integradas de computadores e dá outras providências. filiação. ordem de pagamento. cadastramento. banco de dados. responsável. raça. disponibilidade. distribuição. autorização. computador. direito de privacidade. infra-estrutura. usuario. entidade. utilização. consumidor. transferência. religião. segurança. serviço. obrigatoriedade. direito a informação pessoal. Ementa: Dispõe sobre o acesso. equipamentos. armazenamento. exigência. fundos. ausência. garantia. comunicação de dados. informação.PMDB /PB Data de Apresentação: 27/03/1996 Apensado(a) ao(a): PL-1070/1995 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. Fonte: http://www. informações. liberdade. processamento de dados. política. meio eletrônico. pena de detenção. interessado. administrador. conhecimento. provedor. uso próprio. acesso em 24/07/2007 194 • . acesso. coleta. oferecimento. estruturação.camara. pessoa física. asp?id=17120. débitos. opinião. Explicação da Ementa: Estabelecendo que somente por ordem judicial poderá haver cruzamento de informações automatizadas com vistas a obtenção de dados sigilosos). terceiros. pena de reclusão.

rede de transmissão. da CCTCI. preservação. meio eletrônico. religião. liberdade. ordem de pagamento. direito de privacidade. crime. disponibilidade. cidadão. política. informática. Despacho: 13/11/1997 . 1713/96. fundos.Proposição: PL-2644/1996 Autor: Jovair Arantes . acesso em 24/07/2007 • 195 . sociedade. definição. raça. descumprimento. acesso. exigência. armazenamento. estruturação. controle. distribuição.Deferido of CCTCI-P/239/97. computador. senha. responsabilidade. administrador. uso próprio. responsabilidade solidária. cadastramento. responsável. usuario. sigilo. comunicação de dados. consumidor. débitos. valor adicionado. transferência. ligação. interessado. identificação.PSDB /GO Data de Apresentação: 11/12/1996 Apensado(a) ao(a): PL-1713/1996 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. revelação. autorização. créditos. conhecimento. asp?id=18428. infra-estrutura. retificação. direito a informação pessoal. informação. obrigatoriedade.camara. solicitando a apensação deste ao PL. coleta. processamento de dados. divulgação. Ementa: Dispõe sobre a elaboração. ausência. serviço. entidade. opinião. administrador. garantia. equipamentos. acesso. o arquivamento e o uso de documentos eletrônicos. provedor. utilização. oferecimento.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. banco de dados. filiação. pena de detenção. informações.gov. atividade comercial. Fonte: http://www. proibição. terceiros. pena de reclusão. cartão magnético. pessoa física. Indexação: Normas. segurança. prestação de serviço.

administração pública federal. meio eletrônico. autoridade local. ressalva. certidão. atendimento. banco de dados. prazo.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. infrator. 18/6/2001 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Recurso nº 152/01. normas. gravação. responsabilidade administrativa. comprovação. acervo documental. passando assim este este PL. sistema. administração direta. poder publico. deste. armazenagem.Sebastião Rocha . prescrição. documento. asp?id=19215 acesso em 20/07/2007 196 • . órgão publico. reprodução. administração municipal. autenticidade. segurança. empresa privada. solicitando que este Projeto seja apreciado pelo Plenário. sujeição. Indexação: Autorização. legislação. computador. união federal. documento sigiloso. indexação. garantia. proposição. responsabilidade civil.PDT /AP Data de Apresentação: 26/05/1997 Proposição Originária: PLS-22/1996 Situação: MESA: Aguardando Deliberação de Recurso. nível. Ementa: Dispõe sobre os documentos produzidos e os arquivados em meio eletrônico e dá outras providências. cumprimento. obrigatoriedade. manutenção. Arnaldo Madeira. determinando a desapensação do PL. utilização. do Dep. administração indireta. vigência. emissão. arquivamento. (3. imagem. dados. segredo de justiça. destruição.Proposição: PL-3173/1997 Autor: Senado Federal . critérios.camara. definição. responsabilidade penal. digitação. direito a informação.Decisão da presidência. Fonte: http://www.173/97) a tramitar isoladamente. documentação. requerimento. Despacho: 3/12/1999 . competência. 1. cidadão. aprovação. unidade administrativa. administração estadual. fundação publica. interessado.gov. acesso. fixação.713/96 e seus apensados.

meio eletrônico. descumprimento. penalidade. 1713/96. aplicação. Ementa: Dispõe sobre crimes perpetrados por meio de redes de informação.Apense-se ao PL. divulgação. infrator. normas. arma. acesso em 24/07/2007 • 197 .Proposição: PL-3258/1997 Autor: Osmânio Pereira . ensino. método. Explicação da Ementa: Caracterizando como crime a divulgação pela internet e demais redes de computadores: material pornográfico. instruções para fabricação de bombas caseiras e textos que incitam e facilitam o acesso a drogas ilegais. televisão. informação.PSDB /MG Data de Apresentação: 12/06/1997 Apensado(a) ao(a): PL-1713/1996 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. pena de detenção.camara. Indexação: Caracterização.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. utilização. violência. crime. radio. fabricação.(despacho inicial) Apensados PL 5468/2001 Fonte: http://www. Despacho: 23/7/1997 . meios de comunicação. pornografia. periódico. explosivos. tóxico. material de propaganda. asp?id=19359. computador. droga. vicio. incentivo.gov. (internet).

Proposição: PL-3692/1997 -> Íntegra disponível em formato doc Autor: VICENTE ANDRE GOMES . Despacho: 15/12/1997 . provedor. comunicações. cobrança. Ementa: Dispõe sobre a publicação das listas de assinantes da Internet.PSB /PE Data de Apresentação: 02/10/1997 Apensado(a) ao(a): PL-1713/1996 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. rede eletrônica. 1713/96. DCD 16 12 97 pag. utilização. atividade profissional. interessado. Indexação: Normas. restrição. publicação. Fonte: http://www. meios de comunicação.camara.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. pessoas. assinante. facilitação. nome. da CCTCI. produto. acesso em 24/07/2007 198 • . 01. (INTERNET). taxas. sistema de computação. solicitando a apensação deste ao PL. divulgação. conteúdo. possibilidade.gov. relação. acesso. objetivo. direitos. 41924 col. empresa privada. usuario. empresa publica. publicação. propaganda. endereço. classe profissional.Deferido of P/284/97. asp?id=20056.

conhecimento. violação. terceiros.Remessa ao Senado Federal. liberdade. Indexação: Normas. Caracterização. suas penalidades e dá outras providências. em especial as alterações de "home pages" e a utilização indevida de senhas. privacidade. preservação. ausência. fraude. obrigatoriedade. uso próprio. informação. acesso. Administração Pública. infrator. meio eletrônico. crime. invasão. senha. proibição. direito à informação. religião. programa . destruição. criminoso. revelação. retificação.Proposição: PL-84/1999 Data de Apresentação: 24/02/1999 Ementa: Dispõe sobre os crimes cometidos na área de informática. responsabilidade. agravação penal. pornografia. opinião.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. consumidor. informática. meio eletrônico. divulgação. coleta. difusão. informações. alteração. computador. cadastro. autorização. banco de dados. identificação. prestação de serviço. sexo. vírus. Fonte: http://www. exercício profissional. interessado.Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) . pessoa física. (INTERNET). pessoa jurídica.gov. política. asp?id=15028 acesso em 20/07/2007 • 199 . processamento de dados. Explicação da Ementa: Caracterizando como crime informático ou virtual os ataques praticados por "hackers" e "crackers". pessoal. utilização. disponibilidade. pena de detenção. cadastramento. acesso. (INTERNET). armazenamento. danos. através do Of PS-GSE/1031/03.camara. estruturação. sigilo. banco de dados. vantagens. Última Ação: 12/11/2003 . multa. banco de dados.

manipulação ou transferência de dados eletrônicos. (despacho inicial) Fonte: http://www2. senha. inclusão. Despacho: 18/11/1999 . armazenagem.br/internet/sileg/prop_lista. televisão via cabo. html?link=http://www. acesso.gov. sistema.camara.848. 3173/97 (passando este a ser de competência do plenário). combate.gov.Apense-se ao PL. pirataria. crime. Explicação da Ementa: Alterando o decreto-lei nº 2. transferência. (TVA). acesso. de 1940. (INTERNET). duplicidade. banco de dados. meios de comunicação.Proposição: PL-1806/1999 -> Íntegra disponível em formato doc Autor: Freire Júnior . dados.camara. serviço de comunicações.PMDB /TO Data de Apresentação: 05/10/1999 Situação: MESA: Arquivada. manipulação. furto. Indexação: Alteração. código penal. Ementa: Altera dispositivo do Código Penal para incluir no crime de furto o acesso aos serviços de comunicação e acesso aos sistemas de armazenamento. furto.asp?f Mode=1&btnPesquisar=OK&Ano=1999&Numero=1806&sigla=PL acesso em 20/07/2007 200 • .br/proposicoes/loadFrame.

documentação. comércio eletrônico. certificado digital. assinatura eletrônica. Hélio .PDT /SP Data de Apresentação: 12/08/1999 Apensado(a) ao(a): PL-4906/2001 Situação: PLEN: Tramitando em Conjunto.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. Ementa: Institui a fatura eletrônica e a assinatura digital nas transações de "comércio" eletrônico. asp?id=16792 acesso em 20/07/2007 • 201 . Fonte: http://www.Proposição: PL-1483/1999 Autor: Dr.camara.906/01. cadastro.Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei 1483. (INTERNET). Última Ação: 25/6/2001 . fatura. que "institui a fatura eletrônica e a assinatura digital nas transações de comércio eletrônico" (PL148399) . cartório de registro civil.gov. órgão público. atividade comercial. documento eletrônico. transação. Indexação: Criação. autenticação.Apense-se este ao PL 4. de 1999.

cartório de registro civil. Judiciário. penalidade. penalidade administrativa. _ Competência.Proposição: PL-1589/1999 Autor: Luciano Pizzatto . inexistência. cópia autenticada. e dá outras providências. oferta.PFL /PR Data de Apresentação: 31/08/1999 Apensado(a) ao(a): PL-1483/1999 Situação: PLEN: Tramitando em Conjunto. validade. transmissor. ex officio. crime de falsificação. material criptográfico. perdas e danos. assinatura eletrônica. cartório de títulos e documentos. adquirente. entidade certificadora. contravenção penal.APENSE-SE AO PL 1483/99. documento publico. aplicação.Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) . informação sigilosa. assinatura eletrônica. parecer. Ementa: Dispõe sobre o comércio eletrônico. certificado. falsidade.(DESPACHO INICIAL) Fonte: http://www. impressão digital. autenticação. validade. defesa do consumidor. inclusão. dados. (INTERNET). intermediário. ausência. validação. serviço. expedição. fiscalização. comércio armazenador. arquivo público. certidão. autorização. destinatário. autor. contrato. informações. atividade. proteção. chave. titular. documento original. responsabilidade civil. chave. emissão. arquivo. crime. fiscalização. (MCT). registro.camara. impressão digital. comércio eletrônico. rede eletrônica. tabelião. (CGC). asp?id=16943 acesso em 20/07/2007 202 • . segurança. sistema. arquivo privado. aplicação. acesso.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. natureza jurídica. transcrição. documentação. interrupção. notariado. bens. Código Penal. autoridade. conhecimento. desnecessidade. notariado. a validade jurídica do documento eletrônico e a assinatura digital. contratação. revogação. transação. responsabilidade. nome. conteúdo. Indexação: Normas. Última Ação: 24/9/1999 . tabelião. caracterização. documento eletrônico. autorização. Judiciario. infração.gov. estrangeiro. pedido. certificado.

pornografia. pena.SF PLS 00076 / 2000 de 27/03/2000 Autor SENADOR . pessoa física. e dá outras providências. verdade. fato jurídico. segurança nacional. abuso. destruição. crime contra a liberdade individual. informação. radiodifusão. consentimento. utilização. dados pessoais. dados. obrigações. supressão. artefatos. tipicidade. definição. falsificação. municípios. hipótese. contestação.senado. ativação. aumento. explosivos. Justiça e Cidadania Situação: Pronto para a pauta na comissão.asp?p_ cod_mate=43555 acesso em 31/08/2007 • 203 . criminoso por tendência. pena de detenção. Última Ação: 23/08/2007 CCJ . adulteração. infrator. sistema. inexistência. indução. aplicação. cidadão. prejuízo.Renan Calheiros Ementa Define e tipifica os delitos informáticos. sistema. união federal. órgão público. crime. dispositivos. controle. ampliação. direitos. privacidade. administração direta.gov.Comissão de Constituição. constituição federal. intervenção. imagem visual. ativo financeiro. atentado. soberania nacional. ato ilícito. valor. correlação. violação. danos pessoais. conta bancária. objetivo. computador. Indexação: Regulamentação. administração indireta. informática. material. dados. divulgação. banco de dados. aumento. transferência financeira. comunicação. direitos e garantias fundamentais. crime.br/sf/atividade/Materia/detalhes. vítima. alteração. Fonte: http://www. estados.

infração. conclusão. divulgação. origem. instituição de pesquisa. arquivamento. cadastro. proibição. manutenção. telefone. sistema de computador. órgão publico.Apense-se ao PL-5403/2001. Fonte: http://www. Despacho: 29/10/2001 . inclusive a Internet. uso público. nome. usuario.camara. (Novo Despacho). endereço. razão social. inclusão.Proposição: PL-3016/2000 -> Íntegra disponível em formato doc Autor: Antonio Carlos Pannunzio . informações. administração publica. Ementa: Dispõe sobre o registro de transações de acesso a redes de computadores destinados ao uso público. definição. (INTERNET). Indexação: Normas. acesso. (CPF).Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se ao PL-5403/2001.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. horário. obrigatoriedade. destinatário. inicio. (CGC). provedor. quantidade. preservação. autoridade judiciária. identificação. prazo. estabelecimento de ensino.PSDB /SP Data de Apresentação: 16/05/2000 Apensado(a) ao(a): PL-5403/2001 Situação: PLEN: Tramitando em Conjunto. dados. (Novo Despacho). registro. Apensados PL 3303/2000 PL 3891/2000 PL 4972/2001 PL 5977/2001 PL 7461/2002 PL 480/2003 PL 1256/2003 PL 2196/2003 PL 4562/2004 PL 5009/2005 Última Ação: 29/10/2001 .gov. multa. asp?id=18973 acesso em 20/07/2007 204 • . requerimento.

Proposição: PL-3303/2000 -> Íntegra disponível em formato doc Autor: Antonio Feijão - PST /AP Data de Apresentação: 27/06/2000 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. Ementa: Dispõe sobre normas de operação e uso da Internet no Brasil. Indexação: Normas, operação, (INTERNET), definição, provedor, pessoa jurídica, direito privado, prestação de serviço, sistema, telecomunicação, valor adicionado, competência, garantia, segurança, proteção, dados, identificação, ato ilícito, cadastro, usuario, garantia, direito autoral, propriedade intelectual, restrição, pirataria, uso próprio, pseudônimo, manutenção, arquivo, informações, conexão, acesso, responsabilidade solidária, danos, extravio, informação sigilosa, comercialização, utilização, assinatura, eletrônica, cartão de credito, conta bancaria, senha, classificação, fornecedor, código de defesa do consumidor, proibição, divulgação, publicação, incentivo, trafico, utilização, droga, pornografia, prostituição, corrupção de menores, comercialização, contrabando, descaminho, medicamentos, arma de fogo, animal nativo, violência, discriminação racial, terrorismo, registro, nome, domínio, marca, endereço, convite, gestor, (INPI), pagamento, anuidade, cancelamento, criação, conselho, ética. Despacho: 29/6/2000 - Apense-se ao PL. 3016/00.(despacho inicial). DCD 30 06 00 PAG 36338 COL 02. Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. asp?id=19443 acesso em 20/07/2007

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Proposição: PL-4906/2001 Autor: Senado Federal - LUCIO ALCANTARA - PSDB /CE Data de Apresentação: 21/06/2001 Proposição Originária: PLS-672/1999 Ementa: Dispõe sobre o comércio eletrônico. Indexação: Regulamentação, comércio eletrônico, informação, mensagem eletrônica, (INTERNET), atividade comercial, telegrama, telex, fax, intercâmbio, comunicação de dados, transferência, informações, computador, remetente, destinatário, correspondência eletrônica, intermediário, sistema de informação, reconhecimento, efeito jurídico, validade, eficácia, exigência, assinatura eletrônica, método, identificação, pessoas, indicação, aprovação, manutenção, documento original, garantia, preservação, integridade, conservação, forma, acesso, consulta, possibilidade, determinação, origem, destino, data, hora, alteração, comunicação, contrato, procedência, aviso, recebimento, prazo, notificação, local, tempo, expedição, entrada, sistema, usuário, aplicação, dispositivos, Código Civil. Última Ação: 25/6/2002 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se a este o PL-6965/2002. 26/8/2002 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se a este o PL-7093/2002. Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. asp?id=29955 acesso em 20/07/2007

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Proposição: PL-4972/2001 Autor: José Carlos Coutinho - PFL /RJ Data de Apresentação: 01/08/2001 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. Ementa: Dispõe sobre o acesso à informação da internet, e dá outras providências. Explicação da Ementa: Exigindo que os provedores de acesso a Internet realizem o cadastro das contas dos usuários, de forma a permitir a identificação e definir a política de uso do serviço prestado. Indexação: Critérios, provedor, acesso, (INTERNET), registro, horário, conexão, prazo determinado, requisitos, (ANATEL), autorização, empresa de telecomunicações, telefone, exigência, cadastro, identificação, usuário, carteira de identidade, (CPF), endereço, possibilidade, pedido, divulgação, informação, objetivo, segurança, privacidade, redução, ato ilícito, computador, informática. Última Ação: 3/8/2001 - Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) - Apense-se ao PL-3016/2000. Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. asp?id=31406 acesso em 21/07/2007

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Proposição: PL-5403/2001 Data de Apresentação: 24/09/2001 Regime de tramitação: Urgência art. 155 RICD Proposição Originária: PLS-151/2000 Situação: PL540301: Aguardando Devolução - Saída de Membro da Comissão. Ementa: Dispõe sobre o acesso a informações da Internet, e dá outras providências. Indexação: Normas, acesso, informações, (INTERNET),manutenção, registro, conexão, ligação, usuário, data, horário, período, ano, empresa de telecomunicações, telefonia, liberação, linha de transmissão, provedor, comprovação, capacidade técnica, atualização, cadastro, cliente, (CPF), (CNPJ), informação, ordem judicial. Despacho: 27/5/2004 - Ato da Presidência : Cria Comissão Especial, nos termos do inciso II e § 1º do art. 34 do Regimento Interno (em virtude da apensação do PL 3301/04 a este). Substitutivos - CCTCI (CIÊNCIA E TECNOLOGIA) Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. asp?id=34462, acesso em 20/07/2007

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artefatos. Indexação: Proibição. pena de reclusão.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. asp?id=34373.camara.gov.Proposição: PL-5468/2001 Autor: Nilson Mourão .(DESPACHO INICIAL) Fonte: http://www. processo eletrônico. (INTERNET). infrator. bomba.Apense-se ao PL-3258/1997. crime. fabricação. Ementa: Proíbe a veiculação de informações sobre a fabricação de bombas caseiras na Internet. divulgação.PT /AC Data de Apresentação: 02/10/2001 Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de tramitação: Ordinária Apensado(a) ao(a): PL-3258/1997 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. penalidade. Despacho: 29/10/2001 . explosivos. informação. acesso em 24/07/2007 • 209 .

órgão público. acesso.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.PST /AL Data de Apresentação: 18/12/2001 Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de tramitação: Urgência art. 155 RICD Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. serviço. estabelecimento de ensino.camara. disciplinamento.Apense-se ao PL-3016/2000.(DESPACHO INICIAL) Fonte: http://www. (INTERNET). utilização. Ementa: Dispõe sobre a disciplina de acesso e uso dos serviços da INTERNET pelos estabelecimentos de ensino e órgãos públicos em geral.Proposição: PL-5977/2001 Autor: Divaldo Suruagy . Indexação: Obrigatoriedade. asp?id=42264 acesso em 21/07/2007 210 • . Despacho: 13/3/2002 .

Proposição: PL-6210/2002 Autor: Ivan Paixão/SE Data de Apresentação: 05/03/2002 Situação: MESA: Arquivada. remessa. infrator. rede eletrônica. endereço. oferta. destinatário. bloqueio. requerimento. provedor. meio eletrônico. Despacho: 1/4/2002 . Indexação: Limitação.camara. recebimento. inexistência. penalidade. bens. serviço. divulgação. usuário. transmissão.gov. asp?id=45250 acesso em 20/07/2007 • 211 . Última Ação: 31/1/2003 . solicitação. mensagem. empresa. Ementa: Limita o envio de mensagem eletrônica não solicitada ("spam") por meio da Internet.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. II.Despacho à CCTCI e CCJR (Artigo 54 do RI) .Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno Fonte: http://www. (INTERNET). produto. mercadoria. autorização. marca.Artigo 24.

apelido. provedor. Ementa: Estabelece obrigatoriedade de identificação para participantes com acesso a salas de encontros virtuais e troca de imagens na Rede Mundial de Computadores. carteira de identidade. Internet. acesso em 20/07/2007 212 • . Indexação: Obrigatoriedade. inscrição. combate. assunto sigiloso. senha. divulgação. (INTERNET). infrator. pedofilia.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. assinante. Explicação da Ementa: Identificação dos usuários das salas de "chat". distribuição. menor. exigência. bate-papo ou encontro virtual e troca de imagens na INTERNET.(DESPACHO INICIAL) Fonte: http://www. Poder Público. pessoal. asp?id=49033. ato ilícito. expulsão. identificação. acesso.gov. dados pessoais. imagem. moderação. troca. usuário.camara. Despacho: 23/4/2002 . pessoas.Apense-se ao PL-3891/2000. sala de bate papo. notificação. penalidade.PL /SP Data de Apresentação: 16/04/2002 Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de tramitação: Urgência art.Proposição: PL-6557/2002 Autor: Valdemar Costa Neto . encontro. 155 RICD Apensado(a) ao(a): PL-3891/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. violência. endereço. autorização.

fiscalização.(DESPACHO INICIAL) Fonte: http://www. provedor. penalidade. caracterização. infrator. recusa. cadastro. banco de dados. multa.asp?id=64064 acesso em 20/07/2007 • 213 . proibição. Poder Público.Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se ao PL-4906/2001. remetente. crime. identificação. mensagem. publicidade. receptor. garantia. Última Ação: 26/8/2002 .PPS /SE Data de Apresentação: 06/08/2002 Apensado(a) ao(a): PL-4906/2001 Situação: PLEN: Tramitando em Conjunto. propaganda comercial. obrigatoriedade. (INTERNET). comércio eletrônico. recebimento. falsidade.gov. liberdade de expressão. exigência. pena de reclusão. Indexação: Normas. atividade comercial. e dá outras providências. endereço eletrônico.camara. correspondência eletrônica. usuário. transmissão. Ementa: Esta lei dispõe sobre a correspondência eletrônica comercial. informações. comercialização.br/Sileg/Prop_Detalhe. autorização.Proposição: PL-7093/2002 Autor: Ivan Paixão .

utilização. terceiros.Proposição: PL-7461/2002 Autor: Eni Voltolini . transação. conexão. telefone. provedor. identificação. exceção. proibição. registro.camara. dados pessoais. penalidade. razão social. (CGC). decisão judicial. Despacho: 17/12/2002 . número. (CPF).PPB /SC Data de Apresentação: 11/12/2002 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. acesso. cadastramento. empresa. cadastro. Secretaria da Receita Federal." Indexação: Obrigatoriedade. Ementa: "Dispõe sobre a obrigatoriedade dos provedores de acesso a Internet manterem cadastro de usuários e registro de transações. crime. infra-estrutura. nome. acesso em 21/07/2007 214 • . requisitos. informação confidencial.(DESPACHO INICIAL) Fonte: http://www. asp?id=101782. divulgação.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.Apense-se ao PL-3016/2000.gov. usuário. horário. (INTERNET). infrator.

manutenção. (CPF). Despacho: 11/3/2003 . registro civil. omissão. público.camara.PT /SP Data de Apresentação: 18/02/2003 Apensado(a) ao(a): PL-5403/2001 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. (INTERNET). página. DCD 18 03 03 PÁG 7163 COL 02. endereço. (CNPJ).Apense-se ao PL 5403/01. interessado. informações.gov. acesso. nome. obrigatoriedade. endereço eletrônico. cadastro. Ementa: Veda o anonimato dos responsáveis por páginas na Internet e endereços eletrônicos registrados no País.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. pessoa jurídica. identificação. Fonte: http://www. asp?id=104340 acesso em 20/07/2007 • 215 . Indexação: Proibição. provedor. usuário. responsável.Proposição: PL-18/2003 Autor: Iara Bernardi .

endereço eletrônico.camara. cadastramento. (INTERNET). acesso em 21/07/2007 216 • .br/internet/sileg/Prop_Detalhe. disponibilidade. Despacho: 11/4/2003 . Fonte: http://www. pena de detenção. empresa.Proposição: PL-480/2003 Autor: Pompeo de Mattos . asp?id=107806. dados. solicitação.Apense-se ao PL-3016/2000. acesso. Ementa: Dispõe sobre o cadastramento dos usuários de serviços de Internet e disponibilização de dados à autoridade policial e dá outras providências. infrator. usuário. autoridade policial. penalidade. Indexação: Obrigatoriedade.PDT /RS Data de Apresentação: 25/03/2003 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto.gov. provedor.

identificação.gov. nome. pedofilia. troca. a identificação para participantes com acesso a salas de encontros virtuais de conteúdo sexual e restringe a veiculação e troca de imagens de conteúdo sexual. conteúdo. assinante. Poder Público. pessoal. notificação.Proposição: PL-1256/2003 Autor: Takayama . acesso em 21/07/2007 • 217 . Ementa: Estabelece obrigatoriedade aos provedores da rede internet que operam no Brasil. crime. Fonte: http://www. divulgação. sexo. senha.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. restrição.PSB /PR Data de Apresentação: 12/06/2003 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto.camara. sala especial. presença. Última Ação: 25/6/2003 . pessoas. contravenção. exploração sexual. penalidade. asp?id=119929. imagem. infrator. usuário. (CPF). menor. transmissão. dados pessoais.Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se este ao PL-3016/2000. (INTERNET). ato ilícito. encontro. expulsão. acesso. Indexação: Obrigatoriedade. exigência. apelido. moderação. provedor. exigência. inscrição. combate.

serviço. recebimento.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. usuário. Despacho: 8/6/2007 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se a este o PL-1227/2007. mensagem eletrônica. endereço. assinante. utilização. crime. empresa. provedor. meio eletrônico. caracterização. inexistência. bens. Ementa: Dispõe sobre o envio de mensagem não solicitada por meio de redes de computadores destinadas ao uso do público. destinatário. requerimento. Indexação: Limitação. solicitação. bloqueio. propaganda. Explicação da Ementa: Regulamentando o uso de "spam". produto. marca. asp?id=136751 acesso em 20/07/2007 218 • . propaganda. terceiros. divulgação.gov. endereço. infrator.Proposição: PL-2186/2003 Autor: Ronaldo Vasconcellos . (INTERNET). mercadoria. penalidade. autorização. transmissão. Fonte: http://www. correio eletrônico. oferta.PTB /MG Data de Apresentação: 08/10/2003 Situação: CCJC: Aguardando Designação de Relator. remessa.camara.

titular.PMDB /MS Data de Apresentação: 09/10/2003 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto.camara.Proposição: PL-2196/2003 Autor: Waldemir Moka . Ementa: Dispõe sobre a divulgação de mensagens pelos usuários de provedores na Internet e demais redes de computadores abertas ao uso do público. divulgação. aces-so em 21/07/2007 • 219 . possibilidade. relação. participante. debate. retirada. identidade. Última Ação: 17/10/2003 . conteúdo. resultado. provedor. mensagem. debate em salas de "chat" e votação será co . asp?id=136951. metodologia. uso público. identificação. obrigatoriedade. transmissão. exigência. infrator. responsável. inexistência.gov. Explicação da Ementa: Estabelecendo que o provedor hospedeiro ou titular de lista aberta de discussão.responsável pelo conteúdo da mensagem veiculada. pesquisa. votação. descrição. restrição. Indexação: Limitação. restringindo as mensagens que considerar inoportunas ou cujo autor não possa ser identificado. discussão. responsabilidade. podendo exercer o papel de moderador.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. penalidade. (INTERNET). assunto.Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se este ao PL-3016/2000. autor. usuário. participação. Fonte: http://www.

exigência.asp?f Mode=1&btnPesquisar=OK&Ano=2003&Numero=2423&sigla=PL acesso em 20/07/2007 220 • . infrator. opção. Ementa: Dispõe sobre procedimentos de invasão de computadores e envio de mensagem eletrônica não solicitada ("spam"). provedor. pagamento. multa. inexistência.Apense-se este ao PL-2186/2003. mensagem eletrônica.br/proposicoes/loadFrame. caracterização. remetente. dados. informática. computador. Despacho: 14/11/2003 . bloqueio. identificação. recebimento. pena de reclusão. endereço eletrônico.Proposição: PL-2423/2003 Autor: Chico da Princesa .camara. html?link=http://www. por meio da Internet. crime. limitação. Fonte: http://www2. usuário. recusa. Indexação: Normas.PL /PR Data de Apresentação: 05/11/2003 Apensado(a) ao(a): PL-2186/2003 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. requerimento. solicitação. invasão. (INTERNET). remessa. reencaminhamento. equipamentos. destinatário.br/internet/sileg/prop_lista. transmissão.gov.gov.camara. penalidade. autorização. proibição.

restrição. equipamento eletrônico. Fonte: http://www. assinante. tráfico.Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) . responsabilidade.Proposição: PL-3301/2004 Autor: Marcos Abramo . drogas. órgão público. violência. provedor. Indexação: Normas. empresa privada. incentivo. Última Ação: 7/4/2004 . pedofilia.Apense-se este ao PL-3303/2000. segurança. conteúdo. fiscalização. estabelecimento comercial. Ementa: Dispõe sobre normas de acesso à Internet. identificação. pornografia. penalidade. data. crime. critérios. utilização. dados pessoais. conduta.gov. escola particular.PFL /SP Data de Apresentação: 01/04/2004 Apensado(a) ao(a): PL-3303/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. atentado ao pudor. usuário. pena de detenção. página. computador. acesso. acesso em 20/07/2007 • 221 . terrorismo.camara. escola pública. rede de transmissão. hora. legislação. atualização. (INTERNET).br/internet/sileg/Prop_Detalhe. conexão. infrator. imagem. endereço eletrônico. registro. descumprimento. ato ilícito. lei federal. adolescente. visita. elaboração. asp?id=159508. cadastramento. informações. instalação. menor. controle. órgão gestor. apresentação. bloqueio. criança. cadastro. sistema de computador. informática. empresa de prestação de serviço. multa. senha. dispositivos.

medicamentos. autor. solicitação. pena de detenção. requerimento. requisitos. Despacho: 18/6/2004 .Proposição: PL-3731/2004 Autor: Takayama . pornografia. mensagem. infrator. (INTERNET). identificação. empresa. mensagem eletrônica. divulgação. meio eletrônico. exigência. definição. natureza comercial. inexistência. Indexação: Limitação. multa. asp?id=257172 acesso em 20/07/2007 222 • .PMDB /PR Data de Apresentação: 08/06/2004 Regime de tramitação: Ordinária Apensado(a) ao(a): PL-2186/2003 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto.gov. produto. Fonte: http://www. autorização. bloqueio. remessa.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. usuário. oferta. Ementa: Limita e define o envio de mensagens eletrônicas comerciais não solicitadas "spam" por meio da internet. marca.Apense-se este ao PL-2186/2003.camara. mercadoria.

limitação. penalidade. opção. Explicação da Ementa: Estabelecendo critérios para o envio de mensagem eletrônica não solicitada ("spam"). Fonte: http://www.Apense-se este ao PL-2186/2003. proibição. autorização. mensagem eletrônica. identificação. requerimento. transmissão. Indexação: Normas.PSDB /RJ Data de Apresentação: 29/06/2004 Apensado(a) ao(a): PL-2186/2003 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. dados. computador. inexistência. infração.Proposição: PL-3872/2004 – Autor: Eduardo Paes . recusa. correio eletrônico. Ementa: Dispõe sobre o envio de mensagens comerciais por rede de computadores para uso do público. remetente.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. infrator. reencaminhamento.camara. usuário. bloqueio. solicitação. (INTERNET). Despacho: 9/7/2004 . exigência. caracterização. endereço eletrônico. remessa. asp?id=259363 acesso em 20/07/2007 • 223 . crime. destinatário.gov. recebimento. provedor.

guarda. criança. investigação policial. em meio eletrônico. fotografia.PFL /SP Data de Apresentação: 15/09/2004 Apensado(a) ao(a): PL-5403/2001 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. órgão público. acesso. assistência. país estrangeiro. Explicação da Ementa: Tipificando o crime informático. autorização. DCD 05 11 04 PAG 46874 COL 01.848. Ementa: Altera a Lei nº 8. prazo determinado. técnico. Código Penal. autorizando as autoridades a interceptarem dados dos provedores e prevendo a pena de reclusão para quem armazena. meio eletrônico. instrução processual.Proposição: PL-4144/2004 Autor: Marcos Abramo . fornecimento. normas. serviço. investigação criminal. prestação de serviço.Apense-se a(o) PL-5403/2001. criação. Marcos Abramo. autorização. pena de reclusão. tipicidade. crime. provedor. informações. tráfego. cadastro. e dá outras providências. acesso. _ Alteração. conteúdo. infrator. e o Decreto-Lei nº 2. interceptação. usuário. adolescente. dados. pedofilia. Deferido Requerimento nº 2224/04. fraude. obrigatoriedade. lei federal. escuta telefônica. a Lei nº 9. imagem. armazenagem. informática. (INTERNET). de 13 de julho de 1990. menor. posse. Executivo. solicitação. falsidade e fraude informática. Estatuto da Criança e do Adolescente. material pornográfico. Despacho: 8/11/2004 . _ Alteração. provedor. programa de computador. autoridade. envolvendo criança e adolescente. sexo. dados. de 7 de dezembro de 1940. assinante. incluindo os crimes de sabotagem.069. âmbito internacional. identificação. 224 • . (INTERNET). falsidade. autoridade policial. fixação. registro. identidade. pena de detenção. do Dep. (INTERNET). remessa. solicitação. sabotagem. Indexação: _ Alteração. acesso. pornografia. solicitando esta apensação.296. praticado por "hackers". de 24 de julho de 1996.

inclusão.Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) Apense-se a(o) PL-3016/2000 Fonte: http://www. informações. destinatário. concessão. asp?id=264659. asp?id=272126. data. sistema de computador. gratuidade.camara. carteira de identidade. título de eleitor. usuário. Explicação da Ementa: Criando mecanismos para coibir o SPAM. hora. correio eletrônico. Indexação: Obrigatoriedade.gov. assinante.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. provedor. mensagens não solicitadas. infrator. pagamento. penalidade. mensagem eletrônica. endereço. acesso em 20/07/2007 Proposição: PL-4562/2004 -> Íntegra disponível em formato pdf Autor: Silas Brasileiro . cadastro.Apensados PL 6024/2005 PL 6931/2006 Fonte: http://www. multa. rede de transmissão. dados pessoais.camara. empresa privada. número. (INTERNET). identificação. empresa de prestação de serviço. nome. inclusive a Internet.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. manutenção. Apensados: PL 169/2007 Última Ação: 15/12/2004 . coleta. (CNPJ). prazo determinado.gov. aces-so em 21/07/2007 • 225 . endereço eletrônico.PMDB /MG Data de Apresentação: 06/12/2004 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Ementa: Dispõe sobre a identificação de assinantes de serviços de correio eletrônico em redes de computadores destinadas ao uso público. registro.

computador. jogo eletrônico. rede de transmissão.house". recursos financeiros. coleta. asp?id=280666.gov. cadastro. usuário. terminal. Ministério Público. autoridade policial.camara.PMDB /MG Data de Apresentação: 05/04/2005 Apensado(a) ao(a): PL-3016/2000 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto.cafe" ou "lan . infrator.Proposição: PL-5009/2005 Autor: Cabo Júlio . Despacho: 15/4/2005 . aces-so em 21/07/2007 226 • . Justiça. público. (INTERNET). Fundo Nacional de Segurança Pública. dados pessoais. disponibilidade. autoridade judiciária. Ementa: Obriga as empresas de locação de terminais de computadores a manter cadastro de seus usuários e dá outras providências. Indexação: Obrigatoriedade. empresa privada. penalidade.Apense-se a(o) PL-3016/2000 Fonte: http://www. informações. locação. solicitação. Explicação da Ementa: Disciplinando o funcionamento dos chamados "cyber . identificação. acesso. atualização. programa. destinação. manutenção.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. multa.

de 1940. crime.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.848.Proposição: PL-6024/2005 Autor: Antonio Carlos Mendes Thame . Fonte: http://www. computador. computador.gov. danos. órgão público. necessidade. Explicação da Ementa: Alterando o Decreto-Lei nº 2. tipicidade. inclusão.camara. instituição financeira. agravação penal. acesso. resultado. alterando o Código Penal e regulando a disponibilidade dos arquivos dos provedores. infrator. bancos. arquivo. asp?id=302629 acesso em 20/07/2007 • 227 . usuário. Ementa: Dispõe sobre crimes informáticos. banco de dados. dados pessoais. aumento. Código Penal. Indexação: _ Alteração. penalidade. crime culposo. cadastro. registro. Despacho: 20/10/2005 . sistema de informação. multa. informática. Obrigatoriedade. (Internet). pessoa física.PSDB /SP Data de Apresentação: 06/10/2005 Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de tramitação: Urgência art. inserção. pena de reclusão. rede bancária. invasão. exclusão. provedor. pessoa jurídica. 155 RICD Apensado(a) ao(a): PL-4144/2004 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. dados. manutenção.Apense-se à(ao) PL-4144/2004. navegação. representação. pena.

848.gov.Apense-se à(ao) PL-4144/2004. informática. programa de computador. menor. Fonte: http://www. ilegitimidade.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. interferência. dados. Código Penal. prejuízo. crime.Proposição: PL-6931/2006 Autor: João Batista . utilização. de 1940. usuário. pena de detenção. comunicação. domínio.camara. (INTERNET). objeto obsceno. nome. Explicação da Ementa: Tipifica o "crime informático". falsidade. correspondência eletrônica. conteúdo.PP /SP Data de Apresentação: 20/04/2006 Apensado(a) ao(a): PL-4144/2004 Situação: PL540301: Tramitando em Conjunto. acesso. multa. informações. pornografia. Altera o Decreto-Lei nº 2. Ementa: Dispõe sobre tipificação criminal de condutas na Internet. interceptação. infrator. asp?id=321388. penalidade. Despacho: 27/4/2006 . meio eletrônico. ilicitude. imagem. manipulação. Indexação: Alteração. acesso em 20/07/2007 228 • . tipicidade.

gov. tipicidade. assinante. provedor. asp?id=340825. correio eletrônico. marca.Apense-se à(ao) PL-4562/2004. autorização. pena de detenção. oferta. aces-so em 21/07/2007 • 229 . infrator.uso de "Spam".camara. divulgação.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.Proposição: PL-169/2007 -> Íntegra disponível em formato pdf Autor: Professora Raquel Teixeira . propaganda. crime. (Internet). cadastro. multa. bens. empresa. remessa. titular.PSDB /GO Data de Apresentação: 14/02/2007 Apensado(a) ao(a): PL-4562/2004 Situação: PLEN: Tramitando em Conjunto. usuário. Fonte: http://www. inexistência. Ementa: Dispõe sobre o envio de mensagem não solicitada por meio de redes de computadores destinadas ao uso do público Explicação da Ementa: Dispõe sobre as limitações ao envio de mensagem não solicitada . Indexação: Limitação. produto. Despacho: 1/3/2007 . serviço. endereço eletrônico. solicitação. mercadoria. mensagem eletrônica.

(Internet). recusa. infrator. endereço eletrônico. Indexação: Normas. requerimento. opção. Ementa: Dispõe sobre o envio de mensagens comerciais por rede de computadores para uso do público. Fonte: http://www. usuário. crime. recebimento.PSDB /TO Data de Apresentação: 31/05/2007 Apensado(a) ao(a): PL-2186/2003 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto. bloqueio. caracterização. penalidade. identificação. infração.camara. provedor. asp?id=353975 acesso em 20/07/2007 230 • . exigência.br/internet/sileg/Prop_Detalhe. Explicação da Ementa: Estabelece critérios para o envio de e-mail não solicitados ("spam"). Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de Tramitação: Ordinária Última Ação: 14/6/2007 . remessa.Proposição: PL-1227/2007 Autor: Eduardo Gomes . inexistência.Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) Recebimento pela CCJC.Apense-se à(ao) PL-2186/2003. mensagem eletrônica.gov. limitação. Despacho: 8/6/2007 . dados. remetente. autorização. solicitação. computador. destinatário. transmissão. proibição. reencaminhamento.

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