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PROFESSORES ORGANIZADORES

Língua Portuguesa Rodrigo Alves Patricio


Francisco José Pereira (Coordenador) Rogério dos Santos Andrade
Emanoel Pedro Martins Gomes Wendel Macedo Mendes
Esdras Pereira Antão
Eulidiane Morais da Silva Geografia
Francisco Roque Magalhães Neto Rejanny Mesquita Martins Rosa (Coordenadora)
Jefrei Almeida Rocha Naiana Paula Lucas dos Santos
Marcos Alberto Xavier Barros Robson Almeida Machado
Nathalia Barreto de Queiroz Washington Bezerra de Oliveira
Nathalia Mugnaro
Química
Língua Estrangeira Eveline Solon Barreira Cavalcanti (Coordenadora)
Maria Liduina dos Santos Rodrigues (Coordenadora) Alan Ibiapina de Andrade
Igor Augusto de Aquino Pereira Celso Pires de Araujo Junior
Ivana Roberta Siqueira Marreio Everardo Paulo de Oliveira Junior
Janaina Rodrigues Freitas João Rufino Bezerra Neto
Karoline Matos Monteiro Levy Bruno Correia Bezerra
Márcio Freitas de Alcântara Regina Amanda Franca Almeida
Wallysson Gomes Pereira
Matemática
Maria Ivonisa Alencar Moreno (Coordenadora) História
Artur Teixeira Pereira Rejanny Mesquita Martins Rosa (Coordenadora)
Anderson Douglas Freitas Pedrosa Flavio da Conceição
Francisco de Paula Rego Carvalho Jose René de Franca Silva
Hudson de Souza Felix Vicente Gregório O. M do Amaral
Redomarck Barreira Cunha Wendell Guedes da Silva
Rafael Pereira Eufrazio Waldejares Silva de Oliveira
Wesley Liberato Freire
Waldeglace Rodrigues Pereira Biologia
Eddie William de Pinho Santana (Coordenador)
Física André Luiz B..S. Brasilino
Maria Ivonisa Alencar Moreno (Coordenadora) Antonio Carlos Nogueira Sobrinho
Adriano Oliveira Alves Camylla Alves do Nascimento
Dimitry Barbosa Pessoa Donisethi Teixeira Lélis Júnior
Francisco de Assis Leandro Filho Karoline Soares Garcia
Paulo Vicente de Cassia L. Pimenta Maria da Conceição de Souza
Pedro Augusto Martins Sarnento Michael Robert Martins Rocha

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Universidade Estadual do Ceará – UECE, através do Convênio de Cooperação Técnica Científica nº 07/2009.

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SUMÁRIO

Gramática ....................................................................................................................................... 05

Literatura ........................................................................................................................................ 21

Redação ........................................................................................................................................... 39

Inglês ............................................................................................................................................... 53

Espanhol ......................................................................................................................................... 61

Geografia ......................................................................................................................................... 69

História Geral I .............................................................................................................................. 115

História Geral II ............................................................................................................................. 127

História do Brasil ............................................................................................................................ 149

Matemática I .................................................................................................................................... 167

Matemática II .................................................................................................................................. 199

Física I ............................................................................................................................................. 217

Física II ............................................................................................................................................ 233

Química Geral ................................................................................................................................ 247

Química Orgânica .......................................................................................................................... 265

Físico-Química ............................................................................................................................... 275

Biologia I ......................................................................................................................................... 287

Biologia II ....................................................................................................................................... 303

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P R É - V E S T i B U l A R

GRAMÁTICA

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GR A M Á T I C A

SinTAxE • Frases imperativas: o emissor expressa uma ordem, um


pedido, uma súplica ou um conselho. Vem acompanhada de
Parte da gramática que estabelece as relações de combinação um vocativo:
(ordenação, dependência e concordância) entre as palavras. Ex.: “Chiquinho, sai daí, peste!” (Mário de Andrade)

• Frases optativas: o emissor expressa um desejo, uma


Análise sintática
possibilidade:
Ex.: “Assim eu quereria o meu último poema!” (Manuel Bandeira)
Por que estudar análise sintática?
Para conhecer melhor como se estruturam e se articulam as • Frases imprecativas: o emissor expressa uma imprecação, isto
frases em nossa língua, para o aperfeiçoamento de nossa escrita e é, uma súplica insistente por meio de maldição:
para o estudo de outros assuntos gramaticais. Ex.: “Um raio que te parta, maldito! – Má lepra te consuma,
coisa ruim! – Uma cascavel que te morda a língua, cão danado!”
Conceitos essenciais (Bernardo Guimarães)
Em uma análise sintática podemos ter:
Oração
Frase É ideia que se organiza em torno de um verbo.
É a reunião de palavras que expressam uma ideia completa, Ex.: “Tudo começa com o pagamento da dívida.”
constitui o elemento fundamental da linguagem, não precisa ne-
cessariamente conter verbos. (Revista Vida Pessoal, 12/99, p.07)
Ex.: “Final de ano, início de tormento”. (Revista Nova Escola, 11/00)
diCA
Frase nominal O verbo pode estar elíptico (não aparece, mas existe pois está
É aquela que tem o seu núcleo significativo concentrado num subentendido no contexto)
nome (substantivo, adjetivo, numeral ou advérbio). Ela se carac- Ex.: “O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato fez tanto sucesso quanto
teriza por não apresentar verbo que indique movimento ou ação, (fizeram) os Fradinhos que Henfil lançou nas páginas do Pasquim”. 
pois traduz uma visão estática da realidade. No entanto, na frase (Revista Época, 24.05.99, p.06)
nominal, pode aparecer verbo de ligação, pois este apenas funcio-
na como um elo entre o sujeito e a qualificação ou estado dados Período
a ele. Observe os exemplos: É o conjunto de 2 ou mais orações. O período pode ser:
• simples – constituído por apenas uma oração.
Ex. 1: “A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a Ex.: “Macunaíma é o herói com muita preguiça e sem nenhum
aliança.”(Dalton Trevisan) caráter”. (Época, 24.05.99, p.7)
Ex. 2: “Em redor, tudo parado. Estático. No silêncio da madru-
gada, nem o piar de um pássaro” (Lygia Fagundes Telles) • composto – constituído por mais de uma oração.
Ex.: “Nós não podemos fingir /que as crianças não têm incons-
SAibA mAiS ciente”. (Nova Escola, 11/00)
São os verbos de ligação os que, na frase nominal exprimem
uma visão estática do ser. Os mais comuns são: ser, estar, tornar-
se, permanecer, continuar, ficar e parecer.

Frases verbais TERmOS DA ORAÇÃO


São aquelas que têm um núcleo significativo concentrado em
um verbo, que não é de ligação, ou em uma locução verbal. In- Sujeito
dicam movimento ou ação, pois traduzem uma visão dinâmica Leia: Um trecho da música “Esquadros”, de Adriana Calcanhoto
da realidade. Eu ando pelo mundo prestando atenção
Ex. 1: “Não volte sozinha para casa, de noite.” Em cores que eu não sei o nome
(Carlos Drummond de Andrade) (...)
Ex .2: “Todos caminhavam rumo aos fogos de artifício.” Eu presto atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula
As frases quanto ao sentido protetora
Observando os elementos que as constituem, já sabemos que Eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa
as frases podem ser nominais ou verbais, de acordo com seu nú- ( ...)
cleo de significação. Pela janela do quarto, pela janela do carro Pela tela, pela janela
Além dessa classificação, podemos ainda analisá-las a partir de (Quem é ela, quem é ela?)
seu sentido. De acordo com esse critério teremos: Eu vejo tudo enquadrado
• Frases declarativas: após a constatação de um fato, o emissor Remoto controle
ou autor do enunciado faz uma declaração: (...)
Ex.: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena.”(Fernando Pessoa)
No verso: “Eu ando pelo mundo prestando atenção”
• Frases interrogativas: o emissor formula uma pergunta. Quem anda? eu = sujeito.
Ex.: “Que bichos são estes?” (Menotti Del Pichia)
Chamamos de sujeito o termo a respeito do qual damos al-
• Frases exclamativas: o emissor revela um estado emotivo: guma informação. Seu núcleo (palavra mais importante) pode
Ex.: “Já é madrugada! Puxa, que pernada!” (Menotti Del Pichia) ser um substantivo, um numeral, um pronome ou uma palavra
substantivada. Outra maneira de se achar o sujeito é procurando

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G R A M ÁTICA

a palavra ou expressão que concorda em número e em pessoa com AtenÇÃO


o verbo. Muitas vezes também, o sujeito é o ponto de partida para Os verbos indicadores de fenômeno da natureza, na ocorrên-
que ocorra a ação expressa pela verbo ao qual ele se refere. cia de sujeito inexistente, têm que estar no seu uso denotativo
Ex.: “O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato fez tanto sucesso quanto (literal, sentido primário). Caso contrário, a oração terá sujeito,
(fizeram) os Fradinhos que Henfil lançou nas páginas do Pas- como no exemplo abaixo:
quim.” (Revista Época, 24.05.99, p.06) Ex. Ontem, choveu canivete na festa. Sujeito: canivete
Sujeito da 1ª oração: O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato
Núcleo do sujeito: Jeca-Tatu (substantivo) • Fazer, ser, estar indicarem tempo cronológico.
Ex.: Faz meses que ele não aparece.
Tipos de sujeito Já é uma hora da tarde.
• Simples Está quente em São Paulo.
• Composto
• Oculto, elíptico ou desinencial ObS.:
• Indeterminado O verbo “ser”, impessoal, concorda com o predicativo, po-
• Inexistente ou sem sujeito dendo, assim, aparecer na 3ª pessoa do plural.
Ex: Já são três horas da tarde.
Sujeito Simples
Aquele que possui apenas um núcleo. • haver com sentido de existir, de ocorrer, e quando indicar
Ex.: “Livros ganham as prateleiras dos supermercados.” tempo decorrido.
(Época, 24.05.99, p.124) Ex.: Havia mulheres na sala.
Núcleo: livros Há três anos ele partiu.

Sujeito Composto • Ver outras ocorrências do sujeito inexistente em sala com


Aquele que possui mais de um núcleo. o professor.
Ex.: Jogadores e torcedores reclamaram da arbitragem.
Núcleo: Jogadores e torcedores AtenÇÃO
Os verbos impessoais sempre ficarão na 3ª pessoa do singular
Sujeito oculto, elíptico ou desinencial (havia, faz...) Observar que esses verbos impessoais também po-
Aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facil- dem aparecer conjugados, ou seja, com pessoas (1ª, 2ª ou 3ª/ sig.
mente identificado pela desinência do verbo. Ou pl.), mas nesses contextos eles passam a ter sujeito expresso.
Ex.: “Aonde vou, o que quero da vida?”
(Estado de Minas, 02.07.00, p.21)
E x E R C í C i O
Apesar de o sujeito não estar expresso, pode ser identificado
nas duas orações: eu. Nesse caso, recuperou-se o sujeito pela de- 01. “Um esparso tilintar de chocalhos e guizos morria pelas que-
sinência do verbo com o qual ele concorda. bradas.” Qual é o sujeito e o tipo de sujeito desta oração?
a) Um esparso tilintar de chocalhos e guizos / simples.
Sujeito indeterminado b) Um esparso tilintar de chocalhos e guizos / composto.
Aquele que não se quer ou não se pode determinar. c) Um esparso tilintar / simples.
Ex.: Vive-se melhor em uma cidade pequena. d) Um esparso tilintar / composto.
Absolveram o réu. e) Chocalhos e guizos / composto.
Falaram mal de você.
02. Marque a única opção em que o sujeito não é indeterminado.
Se tiver contexto nestes dois últimos exemplos, o sujeito po- a) Falaram mal daquela moça.
derá ser elíptico: eles. b) Mataram um guarda.
c) Vive-se bem aqui.
AtenÇÃO d) Precisa-se de professores.
O sujeito pode ser indeterminado em três situações: e) Vendem-se carros usados.
• verbo na terceira pessoa do plural sem sujeito expresso: Telefo-
naram por engano para minha casa. 03. Veja o texto:
• verbo na terceira pessoa do singular acompanhado do pronome Congresso internacional do medo
SE (índice de indeterminação do sujeito): Acredita-se na exis- Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou
tência de políticos honestos. mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo que, esteriliza
• Se o verbo for transitivo direto e o “se” for partícula apassiva- os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe
dora, o sujeito não será indeterminado, pois estará expresso na apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo gran-
oração. Ex. Aluga-se uma casa na praia. (Sujeito paciente - uma de dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o
casa na praia). medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos di-
tadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e
Sujeito inexistente ou oração sem sujeito o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre
A informação contida no predicado não se refere a sujeito nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
algum. Ocorre oração sem sujeito quando temos um verbo im- (Carlos Drummond de Andrade)
pessoal. O verbo é impessoal quando:
Marque V ou F caso as afirmativas sejam verdadeiras ou falsas.
• indica fenômenos da natureza (chover, nevar, amanhecer, etc.) a) ( ) O poeta utiliza várias vezes a forma verbal “cantaremos”,
Ex.: Anoiteceu muito cedo. que tem sujeito oculto nós.
Choveu muito no Rio de Janeiro este mês. b) ( ) Em “não cantaremos o ódio porque esse não existe”,

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temos o pronome “esse” como sujeito do verbo existe e “ o 09. (EEAR) “Como poderia haver relações entre o predador e o
ódio” como objeto direto desse mesmo verbo. consumidor, se não houvesse o comércio?”
c) ( ) O sujeito da frase “ existe apenas o medo” é classificado a) sujeito composto c) sujeitos inexistentes
como oculto ( ele ) e “apenas o medo” é o objeto direto do b) sujeito simples d) sujeitos compostos
verbo existir.
d) ( ) Em “depois morreremos de medo” o sujeito é a palavra 10. (EEAR) “O tique-taque do relógio diminui, os grilos come-
“depois” ( simples) que exerce a função de um substantivo, e çam a cantar. E madalena surge no lado de lá da mesa. Digo
“de medo” é o objeto indireto do verbo morrer. baixinho: - Madalena!” Há no texto:
e) ( )Flores amarelas e medrosas nascerão sobre nossos a) três sujeitos
túmulos é a ordem direta da oração “sobre nossos túmulos b) cinco sujeitos
nascerão flores amarelas e medrosas” que tem como sujeito c) quatro sujeitos
simples flores amarelas e medrosas. d) três sujeitos, sendo um oculto

04. Indique o tipo de sujeito de cada oração abaixo: 11. (EEAR) “Quando acabou o espetáculo, cada família entrou
a) Não choremos, amigos, a mocidade. no seu carro; as poucas que não tinham esperavam uma estiada”.
A função sintática das palavras sublinhadas, respectivamente, é:
a) sujeito – objeto direto
b) Corriam por aqueles dias boatos da revolução. b) sujeito – adjunto adverbial
c) sujeito – adjunto adnominal
d) adjunto adnominal – adjunto adverbial
c) O homem, a fera e o inseto, à sombra delas, vivem livres de
fome e fadigas. 12. (EEAR) Assinale a alternativa em que aparece oração sem
sujeito:
a) Esperanças haverá sempre.
b) Começaram cedo, as aulas este ano.
d) Não chores, meu filho. c) Não se brinca com facas e armas de fogo.
d) Inventaram um novo pára-quedas, os homens da aeronáutica.
e) A maioria das pessoas imagina que o importante, no 13. (EEAR) Em qual alternativa o sujeito se acha posposto ao
diálogo, é a palavra. verbo?
a) Dá muitas volta o mundo.
b) E tu crês na liberdade, filho?
05. (AMAN). As granadas explodindo entre os restolhos secos do c) Tu não viste no céu um negrume?
matagal, incendiavam-nos; ouviam-se lá dentro, de envolta com o d) Um casal meu amigo, convidou-me certa vez...
crepitar de queimadas sem labaredas, extintas nos brilhos da manhã
claríssima, brados de cólera e de dor; (...). O sujeito de ouviam-se é: 14. (PUC) “Nesse momento começaram a feri-lo nas mãos, a
a) “brados de cólera e de dor”. pau.” Nessa frase o sujeito do verbo é:
b) indeterminado. a) nas mãos
c) “o crepitar de queimadas”. b) indeterminado
d) “brilhos da manhã claríssima”. c) eles (determinado)
e) “os sertanejos”, oculto. d) inexistente ou eles: dependendo do contexto
e) n.d.a
06. (ENCE) Marque a opção que não apresenta sujeito indeter-
minado.
a) Precisa-se de funcionários competentes.
b) Come-se bem neste restaurante.
c) Morre-se de tuberculose ainda hoje. PREDiCADO
d) Deixaram a luz do pátio acesa.
e) Vendem-se pianos reformados. Leia:
Meu cavalo é minhas pernas
07. (ENCE) Assinale a alternativa em que o sujeito é inexistente. Meu arreio é meu assento
a) Nesta terra, faz muito calor. Meu capote é minha cama
b) Divulgaram-se notícias assustadoras. Meu perigo é meu sustento.
c) Necessita-se de roupas e mantimentos. (João Guimarães Rosa)
d) Caminhamos sob um sol ardente.
e) Alguém é responsável por tamanha desordem. No verso: “Meu cavalo é minhas pernas”, qual a informação
declarada sobre meu cavalo? É minhas pernas.
08. Assinale a alternativa em que o termo grifado não funciona Chamamos de predicado tudo aquilo que se informa sobre o
como sujeito. sujeito e é estruturado em torno de um verbo. Ele sempre con-
a) “O vento soprava forte.” corda em número e pessoa com o sujeito. Quando é um caso de
b) “Alguém esqueceu um chapeu na sala..” oração sem sujeito, o verbo do predicado fica na forma impessoal,
c) “Vossa Excelência governa o maior país deste continente.” 3ª pessoa do singular. O núcleo do predicado pode ser um verbo
d) “Fazem-se unhas à francesinha.” significativo, um nome ou ambos.
e) ”Chegaram às mãos do ministro da Defesa os projetos de lei Ex.: “Seu trabalho tem uma ligação muito forte com a psicanálise”. 
que mudam o Código Brasileiro de Aeronáutica.” (Revista
(Revista Nova Escola, 11/00)
Época, 06/12/99)

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G R A M ÁTICA

Tipos de predicado e) ( )Podemos considerar ( partículas expletivas / conectivos


• Verbal e agentes da passiva ) exercendo a função de objeto indireto
• Nominal do verbo transitivo indireto “declinava”.
• Verbo-nominal
02. (EFOMM) Assinale o período cujo predicado é nominal.
Predicado verbal a) Vi-o doente.
Aquele que tem como núcleo (palavra mais importante) um b) Encontrei-o muito doente.
verbo significativo. c) Vi o doente.
Ex.: Ministro anuncia reajuste de impostos. d) O aluno foi chamado ao quadro.
Núcleo: anuncia (verbo significativo) e) O jogador, após a falta, virou bicho.

diCA 03. (Escola Naval) Ocorre predicado verbo-nominal em:


O verbo significativo pode ser: transitivo direto (VTD), a) A tua resposta não é verdadeira.
transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou b) O cão vadio virou a lata de lixo.
intransitivo (VI). c) Viraram moda os jogos eletrônicos.
Ex.: O técnico comprou várias bolas. (VTD) d) Todos permaneçam em seus lugares.
O técnico gosta de bolas novas. (VTI) e) Pensativo e triste vinha o rapaz.
O técnico prefere melhores condições de trabalho a aumento de
salário. (VTDI) 04. Em “Sacou da arma”, a função sintática do termo sublinhado é:
O técnico viajou. (VI) a) Objeto direto preposicionado.
b) Objeto indireto.
Predicado nominal c) Adjunto adverbial de meio.
Aquele cujo núcleo é um nome (predicativo). Nesse o verbo é d) Objeto direto
de ligação. Serve de elo entre o sujeito e o predicativo. e) Complemento nominal.
Ex.: Todos estavam apressados.
Estavam: verbo de ligação (VL) 05. (UNIMEP) 
Núcleo: apressados (predicativo) I. Paulo está adoentado. 
II. Paulo está no hospital.
Predicado verbo-nominal
Aquele que possui dois núcleos: um verbo significativo e um a) O predicado é verbal em I e II
predicativo do sujeito ou do objeto. b) O predicado é nominal em I e I
Ex.: O juiz julgou o réu culpado. c) O predicado é verbo-nominal em I e II
Núcleos: julgou- verbo significativo d) O predicado é verbal em I e nominal em II
culpado- predicativo do objeto (o réu) e) O predicado é nominal em I e verbal em II

06. (FCMPA-MG) Assinale a alternativa em que apareça predi-


cado verbo- nominal:
E x E R C í C i O a) A chuva permanecia calma.
b) A tempestade assustou os habitantes da vila.
01. O assassino era o escriba
c) Paulo ficou satisfeito.
“Meu professor de análise sintática era o tipo de sujeito inexis-
d) Os meninos saíram do cinema calados.
tente. Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regula
e) Os alunos estavam preocupados.
como um paradigma da 1ª conjugação. Entre uma oração subor-
dinada e um adjunto adverbial, ele não tem dúvidas: sempre acha- 07. (TTN) Observe as duas orações abaixo:
va um sujeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou I. Os fiscais ficaram preocupados com o alto índice de
com uma regência. Foi infeliz. Era possessivo como um pronome. sonegação fiscal.
E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam II. Houve uma sensível queda na arrecadação do ICM em
um artigo indefinido em sua bagagem. A interjeição do bigode alguns Estados. Quanto ao predicado, elas classificam-se,
declinava partículas expletivas, conectivos e agente da passiva, o respectivamente, como:
tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.”
(Paulo Leminski) a) nominal e verbo-nominal
b) verbo-nominal e verbal          
Observe os itens abaixo e assinale V ou F c) nominal e verbal
a) ( ) Na primeira oração temos um verbo de ligação, um d) verbal e verbo-nominal
predicativo do objeto e um predicado verbo-nominal. e) verbal e nominal
b) ( ) “Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.”,
classificamos o sujeito como indeterminado, pois não há 08. (EEAR) Assinalar a alternativa em que há predicado nominal.
indícios de um sujeito claro e explícito nessa oração. Há a) A tropa continuava parada na trincheira.
também um verbo transitivo direto e um objeto direto b) Todo homem tem grandes sonhos na vida.
seguido de um adjunto adverbial de lugar. c) A ambição tornou-o avarento.
c) ( ) Em “... Era possessivo como um pronome. E ela d) Ouvi e conservei-me calado.
era bitransitiva.”, temos dois predicados nominais
respectivamente, pois existem dois verbos de ligação e dois Termos ligados ao nome
predicativos do sujeito respectivamente. Existem alguns termos que se ligam aos nomes. São eles:
d) ( ) Analisando o contexto, percebemos que ( tentou ir... / • Adjunto adnominal
não deu. ) possuem verbos considerados quanto à predicação • Complemento nominal
verbal como intransitivos porque não necessitam de um • Predicativo
complemento verbal. • Aposto

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GR A M Á T I C A

Adjunto adnominal “Depois de refletir, uma menina ergueu a mão”.


É o termo que se liga a um nome ou palavra substantivada (circunstância de tempo)
para qualificá-lo ou determiná-lo. É expresso geralmente por um Revista Nova Escola, 11/00
adjetivo, locução adjetiva, artigo, pronome ou numeral.
Ex.: “Neste Natal, estimule a criatividade de seus alunos”. É preciso ter em mente que o adjunto adverbial representa
(Revista Nova Escola, 11/00) uma ideia acessória à mensagem. Ele não deve ser confundido
com o objeto indireto nem com o complemento nominal, que
Complemento nominal são termos integrantes da frase, indispensáveis à compreensão da
É o termo da oração exigido como complementação de al- mensagem. 
guns nomes (substantivos, adjetivos ou advérbios). Geralmente é Os principais adjuntos adverbiais são:
regido de preposição. • tempo: Agora, o asfalto anda em Tabatinga.
Ex.: “A criança tinha necessidade de brincadeiras.” • Lugar: Aqui não tem ninguém com esse nome.
Os turistas tinham disposição para a caminhada. • modo: Acidentalmente, derrubou a bandeja de doces.
• negação: Devemos amar os animais, e não maltratá-los de jei-
Predicativo to nenhum.
É o termo da oração que qualifica, classifica ou expressa um • Afirmação: Sim eu poderia abrir as portas.
estado do núcleo do sujeito ou do núcleo do objeto. • dúvida: Talvez seja um maluco fingindo ser médico.
Ex.: Os torcedores saíram do estádio alegres. • intensidade: Eu já chorei bastante.
(predicativo do sujeito) • meio: Iremos de avião à Salvador.
• Causa: O país ficará em ruínas com a inflação.
AtenÇÃO • Companhia: Fomos ao cinema com papai.
O verbo aqui é intransitivo. Temos predicativo do sujeito por- • instrumento: A criança estragou a parede com o martelo.
que temos um verbo de ligação de fácil identificação pelo contex- • Finalidade: Haviam escrito um artigo novo para a edição da
to, o verbo estar. Assim temos: ... “e estavam”... tarde.
Ex.: Os torcedores consideraram o jogo fraco.
(predicativo do objeto) ObS.:
Os advérbios (classe de palavra invariável) já foram estudados
Aposto no módulo 2 de gramática.
É o termo da oração que resume, explica ou especifica um nome.
Ex.:”Graças ao pai da psicanálise, Sigmund Freud, a masturbação Agente da passiva
começou a ser entendida como um hábito saudável em qualquer É o termo da oração que se liga ao verbo para indicar o agente
idade, da infância à velhice.” (Revista Nova Escola, 11/00)  da ação verbal. Sempre vem precedido de preposição.
Ex.: O abaixo-assinado foi feito pelos alunos.
diCA Atenção para a identificação do agente da passiva.
O aposto geralmente vem marcado por algum tipo de pontu-
ação: vírgula, travessão, parênteses ou dois-pontos. diCA
Ex.: Algumas frutas- duas ou três- foram escolhidas para a exposição. O agente da passiva só existe quando a oração estiver na voz
passiva analítica.
Termo independente
Objeto direto
Vocativo É o termo da oração que completa o verbo transitivo direto
É o único termo isolado dentro da oração, pois não se liga ao (VTD) sem mediação de uma preposição.
verbo nem ao nome. Não faz parte do sujeito nem do predicado. Ex.:”A prática estimula a reflexão filosófica independentemente
A função do vocativo é chamar ou interpelar o elemento a que se da leitura”.
está dirigindo. É marcado por sinal de pontuação e admite ante- Revista Nova Escola, 11/00
posição de interjeição de chamamento.
Ex.: Pai, perdoai nossos pecados. diCA
Querida, obrigado pela surpresa. Você sabe o que é um objeto direto preposiciona-
do? Como não confundi-lo com um objeto indireto?
Termos ligados ao verbo O objeto direto preposicionado completa um verbo transitivo
Existem alguns termos que se ligam aos verbos. São eles: direto (VTD) enquanto um objeto indireto completa um verbo
• Adjunto adverbial transitivo indireto (VTI). Geralmente é usado para solucionar
• Agente da passiva casos de ambiguidade de oração ou por uma questão de estilo.  
• Objeto direto Ex.:”Amou a seu pai com a mais plena grandeza da alma”. (FEFASP)
• Objeto indireto amar (VTD); a seu pai (objeto direto preposicionado)
Adjunto adverbial O objeto direto também pode ser pleonástico, ou seja, quan-
É o termo da oração que se liga ao verbo, adjetivo ou advérbio do há a repetição do objeto direto e vem sempre representado por
para indicar uma circunstância ( tempo, lugar, modo, intensida- um pronome.
de, negação, finalidade...). Ex: O menino, não o vi.
AtenÇÃO Objeto indireto
Circunstância é uma particularidade que modifica um fato. É o termo que completa um verbo transitivo indireto (VTI)
Ex.: “Na escola, fala-se muito pouco sobre o que as crianças pen- com mediação de uma preposição.
sam espontaneamente”. (circunstância de lugar) Ex.: Na formatura, ele lembrou-se da faculdade.
Revista Nova Escola, 11/00

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d) predicativo do objeto direto


E x E R C í C i O e) objeto direto
01. (FMU) Em “Eu era, enfim, senhores, uma graça de aliena-
do.”, os termos da oração grifados são respectivamente, do ponto 07. (FGV) Em “Motoristas, mantenham à direita!”, há um erro
de vista sintático: no uso da crase, pois o termo direita é:
a) adjunto adnominal, vocativo, predicativo do sujeito a) objeto direto
b) adjunto adverbial, aposto, predicativo do objeto b) adjunto adverbial de lugar
c) adjunto adverbial, vocativo, predicativo do sujeito c) objeto indireto
d) adjunto adverbial, vocativo, objeto direto d) aposto do sujeito
e) adjunto adnominal, aposto, predicativo do sujeito e) adjunto adnominal

02. (MACK) “Não serei o poeta de um mundo caduco.”; “entre 08. (FGV) Leia atentamente: “O vigilante guarda-noturno e o
eles considero a enorme realidade.”; “Não serei o cantor de uma seu valente auxiliar, nunca esmoreceram no cumprimento do de-
mulher”; “O tempo é a minha matéria.” As expressões sublinha- ver.” No período acima, a vírgula está mal colocada, pois separa:
das nos versos do texto exercem, respectivamente, as funções de: a) o sujeito e o objeto direto
a) adjunto adnominal - adjunto adverbial - complemento b) o sujeito e o predicado
nominal - predicativo do sujeito c) a oração principal e a oração subordinada
b) complemento nominal - adjunto adverbial - complemento d) o sujeito e o seu adjunto adnominal
nominal - predicativo do sujeito e) o predicado e o objeto direto
c) predicativo do sujeito - núcleo do predicado - adjunto
adnominal - núcleo do predicativo do sujeito 09. (FGV) Leia atentamente: “A maior parte dos funcionários
d) predicativo do sujeito - núcleo do predicado - complemento classificados no último concurso, optou pelo regime de tempo
nominal - predicativo do sujeito integral.” Na frase acima, há um erro de pontuação, pois a vírgula
e) complemento nominal - adjunto adverbial - adjunto está separando de modo incorreto:
adnominal - núcleo do predicativo do sujeito a) o sujeito e o predicado
b) o aposto e o objeto direto
03. (PUC) No sintagma verbal: “... foi espantar as moscas1 do c) o adjunto adnominal e o predicativo do sujeito
rosto2 do anjinho3.”, temos três sintagmas nominais que funcio- d) o sujeito e o predicativo do objeto direto
nam respectivamente como: e) o objeto indireto e o complemento da agente da passiva.
a) objeto direto, objeto indireto, adjunto adnominal do objeto
indireto 10. (FGV) Leia atentamente: “O funcionário referiu o incidente
b) objeto direto, adjunto adverbial de lugar, complemento nominal a Diretoria. “Na frase acima, o termo a deve levar crase, pois
c) objeto indireto, complemento nominal, adjunto adnominal diretoria tem função de:
do complemento nominal a) adjunto adverbial de finalidade
d) objeto indireto, objeto indireto, complemento nominal b) objeto direto
e) objeto direto, adjunto adverbial de lugar, adjunto adnominal c) sujeito
do adjunto adverbial d) adjunto adnominal preposicionado
e) objeto indireto
04. (FUVEST) No texto: “Acho-me tranquilo - sem desejos, sem
esperanças. Não me preocupa o futuro”, os termos destacados 11. (FGV) Leia com atenção: “Infelizmente, vocês enviaram uma
são, respectivamente: carta ao diretor sem assinatura.” Na frase acima, há ambiguidade,
a) predicativo, objeto direto, sujeito pois a expressão sublinhada pode ser entendida como adjunto
b) predicativo, sujeito, objeto direto adnominal:
c) adjunto adnominal, objeto direto, objeto indireto a) do sujeito ou do objeto direto
d) predicativo, objeto direto, objeto indireto b) do adjunto adverbial de modo ou do objeto direto
e) adjunto adnominal, objeto indireto, objeto direto c) do objeto direto ou do aposto
d) do objeto direto ou do objeto indireto
05. (FUVEST) “No mar, tanta tormenta e tanto dano, / Tantas e) do sujeito ou do predicativo do objeto direto
vezes a morte apercebida; / Na terra, tanta guerra, tanto engano,
/ Tanta necessidade aborrecida! / Onde pode acolher-se um fraco 12. (PUCC) “Não revelou o que descobrira a ninguém.” Assinale
humano, / Onde terá segura a curta vida, / Que não se arme e se a alternativa em que se analisa a classe gramatical e a função sin-
indigne o Céu sereno / Contra um bicho da terra tão pequeno?” tática das palavras destacadas, respeitando a ordem em que elas
Na oração “Onde terá segura a curta vida...”: ocorrem:
a) o adjetivo segura é predicativo do objeto vida a) artigo, adjunto adnominal, conjunção integrante, conectivo
b) o adjetivo curta é adjunto adnominal do sujeito vida b) pronome demonstrativo, sujeito, conjunção integrante,
c) os dois adjetivos - segura e curta - são adjuntos do conectivo
substantivo vida c) artigo, adjunto adnominal, pronome relativo, sujeito
d) o adjetivo segura está empregado com valor de adjunto d) pronome demonstrativo, objeto direto, pronome relativo,
adverbial objeto direto
e) os adjetivos - segura e vida - são predicativos do sujeito vida e) artigo, adjunto adnominal, pronome relativo, objeto direto

06. (FGV) Aponte a correta análise do termo destacado: “Ao fun- 13. (UF-PR) Na oração “O alvo foi atingido por uma bomba for-
do, as pedrinhas claras pareciam tesouros abandonados.” midável”, a locução por uma bomba formidável tem a função de:
a) predicativo do sujeito a) objeto direto d) complemento nominal
b) complemento nominal b) agente da passiva e) adjunto adnominal
c) adjunto adnominal c) adjunto adverbial

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14. (UNIMEP) Em “... as empregadas das casas saem apressa- PERíODO COmPOSTO
das, de latas e garrafas na mão, para a pequena fila do leite”, os
termos destacados são, respectivamente: É aquele formado por mais de uma oração.
a) adjunto adverbial de modo e adjunto adverbial de matéria • Oração absoluta: é aquela que constitui um período simples.
b) predicativo do sujeito e adjunto adnominal Ex.: Os filhos são um subproduto do amor. 
c) adjunto adnominal e complemento nominal
d) adjunto adverbial de modo e adjunto adnominal • Oração coordenada: é aquela que se junta a outra, mantendo
e) predicativo do sujeito e complemento nominal independência do ponto de vista sintático.
Ex.: O dono do armazém comprou a mercadoria /e a vendeu na
15. (UNESP) “De resto não é bem uma greve, é um lock-out, gre- mesma semana. 
ve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno.”; “Muitas
vezes lhe acontecera bater à campainha de uma casa e ser aten- • Oração subordinada: é aquela que se liga a outra, mantendo
dido por uma empregada ou por outra pessoa qualquer”; “E, às uma dependência sintática, ou seja, ela exerce uma função
vezes, me julgava importante.” Assinalar a alternativa em que os sintática com relação à oração principal.
termos em destaque aparecem corretamente analisados quanto à Ex.: O dono da imobiliária achava / que daria escândalo. 
função sintática:
a) predicativo, sujeito, objeto direto • Oração principal: é aquela da qual depende a oração
b) aposto, agente da passiva, predicativo subordinada.
c) objeto direto, objeto indireto, adjunto adverbial Ex.: A areia do chão não permitia que me segurasse em nada.
d) complemento nominal, adjunto adverbial, aposto
e) vocativo, adjunto adnominal, predicativo O período composto pode ser:

16. (UM-SP) Apesar de vistosa, a construção acelerada daquele Período composto por coordenação
edifício deixou-nos insatisfeitos novamente. Os termos em des-
taque no período são, respectivamente: Leia:
a) adjunto adnominal, objeto indireto, adjunto adverbial Ou isto ou aquilo?
b) complemento nominal, objeto direto, adjunto adverbial Ou se tem chuva e não se tem sol,
c) adjunto adnominal, objeto direto, predicativo do objeto Ou se tem sol e não se tem chuva!
d) complemento nominal, objeto direto, predicativo do objeto
e) adjunto adnominal, objeto indireto, adjunto adnominal Ou se calça a luva e não se põe o anel,
Ou se põe o anel e não se calça a luva!
17. (F. TIBIRIÇA-SP) Na oração “José de Alencar, romancista Ou guarda o dinheiro e não se compra doce
brasileiro, nasceu no Ceará”, o termo destacado exerce a função Ou compro o doce e gasto o dinheiro,
sintática de:
a) aposto      Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo...
b) vocativo          E vivo escolhendo o dia inteiro!
c) predicativo do objeto (Cecília Meireles)
d) complemento nominal
e) n.d.a No período: “ou se tem chuva e não se tem sol”, temos duas
orações coordenadas que se ligam pelo sentido, mas não existe
dependência sintática entre elas.
As orações coordenadas de subdividem em:
• Assindéticas – Não são introduzidas por conjunção.
18. (2003) No ano passado, o governo promoveu uma campanha Ex.: Trabalhou, sempre irá trabalhar.
a fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, um
jornal publicou a seguinte manchete: • Sindéticas – São introduzidas por conjunção. Esse tipo de
CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO oração se subdivide em:
DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE
Aditiva: ideia de adição, acréscimo. Principais conjunções
A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o entendi- usadas: e, nem, (não somente) ...como também.
mento. Considerando o objetivo da notícia, esse problema pode- Ex.: O professor não somente elaborou exercícios como também
ria ter sido evitado com a seguinte redação: uma extensa prova.
a) Campanha contra o governo do Estado e a violência entram
em nova fase. Adversativa: ideia de contraste, oposição. Principais conjun-
b) A violência do governo do Estado entra em nova fase de ções usadas: mas, contudo, entretanto, porém...
Campanha. Ex.: O professor elaborou um exercício simples, mas a prova foi
c) Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase bastante complexa.
de violência.
d) A violência da campanha do governo do Estado entra em Alternativa: ideia de alternativa, exclusão. Principais conjun-
nova fase. ções usadas: quer...quer, ora...ora, ou...ou.
e) Campanha do governo do Estado contra a violência entra Ex.: Ou o professor elabora o exercício/ ou desiste de aplicar a prova.
em nova fase.
Conclusiva: ideia de dedução, conclusão. Principais conjun-
ções usadas: portanto, pois, logo...
Ex.: O professor não elaborou a prova, logo não poderá aplicá-la
na data planejada. 

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Explicativa: ideia de explicação, motivo. Principais conjun- As orações subordinadas substantivas podem ser:
ções usadas: pois, porque.
Ex.: O professor não elaborou a prova, porque ficou doente. Orações subordinadas substantivas objetivas diretas
Exercem a função de objeto direto do verbo da oração principal.
ATENÇÃO Ex.: “Paulo José observa que o anti-heroísmo é uma característica
As conjunções coordenativas foram estudadas no módulo 2 forte dos personagens da cultura latino-americana. (em. 01.10.00)
de gramática.
Orações subordinadas substantivas objetivas indiretas
DICA Exercem a função de objeto indireto do verbo da oração
A conjunção pois pode introduzir orações conclusivas (pois, principal.
após o verbo) ou explicativas(pois, antes do verbo). Ex.: A nova máquina necessitava de que os funcionários supervi-
sionassem mais o trabalho.  
Período composto por subordinação
Orações subordinadas substantivas predicativas
Leia: Exercem a função de predicativo do sujeito da oração principal.
Ex.: Meu consolo era que o trabalho estava no fim.
Chega de saudade
Vai, minha tristeza Orações subordinadas substantivas subjetivas
E diz a ela Exercem a função de sujeito da oração principal.
Que sem ela não pode ser Ex.: É difícil que ele venha.
Diz-lhe uma prece
Que ela regresse DICA
Porque eu não posso mais sofrer O verbo da oração principal sempre estará na 3ª pessoa do
singular quando a oração subordinada for subjetiva.
Chega de saudade
A realidade é que sem ela Orações subordinadas substantivas completivas nominais
Não há paz, não há beleza Exercem a função de complemento nominal da oração
É só tristeza e a melancolia principal.
Que não sai de mim, não sai de mim Ex.: Sua falha trágica é a dificuldade de ser maleável em relação
Não sai (...) à realidade.
(Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes)
Orações subordinadas substantivas apositivas
No período: “E diz a ela / que sem ela não pode ser”, temos Exercem a função de aposto de algum nome da oração
duas orações. A 1ª: “E diz a ela” é a principal. A 2ª: “que sem principal.
ela não pode ser”, é a subordinada, pois completa o sentido da Ex.:Há nas escolas uma norma: que os alunos são respeitados.
principal.
No período subordinado, existem pelo menos uma oração DICA
principal e uma subordinada.A oração principal é sempre in- A oração apositiva sempre estará pontuada, ou entre vírgulas
completa, ou seja, alguma função sintática está faltando. As ora- ou depois de dois pontos.
ções subordinadas desempenham a função sintática que falta na
principal: objeto direto, indireto, sujeito, predicativo, comple- Orações subordinadas adjetivas
mento nominal...
Ex.: O rapaz gostava / de que todos olhassem para ele. Podem ser:

Oração principal: O rapaz gostava Restritivas


Oração subordinada: de que todos olhassem para ele. Exercem a função de adjunto adnominal da oração princi-
pal, restringem o nome ao qual se referem, não são separadas por
A oração principal está incompleta, falta objeto indireto para vírgulas.
o verbo gostar, o oração subordinada desempenha a função de Ex.: O trabalho que realizei ontem foi produtivo.
objeto indireto da principal.
As orações subordinadas se subdividem em: Substantivas, Explicativas
Adjetivas e Adverbiais Exercem a função de aposto da oração principal, explicam
o nome ao qual se referem, são sempre separadas por vírgulas.
Orações subordinadas substantivas Ex.: O computador, que é um meio rápido de comunicação, está
As orações subordinadas substantivas exercem funções especí- conquistando todas as famílias.
ficas do substantivo: sujeito, objeto, predicativo...
DICA
DICA As orações subordinadas adjetivas sempre serão introduzidas
As orações subordinadas substantivas desenvolvidas são intro- por pronomes relativos: que, o qual, a qual, as quais, quem, onde,
duzidas pelas conjunções integrantes se ou que e possuem verbos cujo(s), cuja(s), quanto etc.
conjugados. As orações subordinadas substantivas reduzidas não
são introduzidas por conjunções e possuem verbos nas formas Período composto subordinado adverbial
nominais (particípio, gerúndio ou infinitivo). Orações subordinadas adverbiais:
Ex.: É possível que eu fracasse. ( oração desenvolvida)
É possível fracassar. ( oração reduzida de infinitivo) Causais
Expressam a causa da consequência expressa na oração principal.

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Principais conjunções: porque, pois que, já que, porquanto... Adjetiva


Ex.: Chegou atrasado ao encontro, porque estava em uma reunião. “Encontrei as meninas dançando no meio da rua.” 

Consecutivas Adverbial
Expressam a consequência, o resultado da causa expressa na • Causal
oração principal. “não vendo o posto, colidiu com ele.”
Principais conjunções: (tão)...que, (tanto)...que, (tal)...que, “estando com medo do diretor, pediu demissão do cargo.”
de modo que...
Ex.: A reunião atrasou tanto que ele se atrasou para o encontro. • Concessiva
“Sendo rico, mentiu que era pobre.” (D. Trevisan)
Proporcionais
Expressam proporção. • Condicional
Principais conjunções: à media que, a proporção que, ao pas- “havendo demanda, haverá produção maior.” (Visão)
so que...
Ex.: À medida que a reunião avançava, ele se atrasava para o en- • modal
contro. “Por aqui passou Garrincha, inventando dribles e alegrias.”
(A. Nogueira)
Temporais
Expressam tempo.
Orações subordinadas reduzidas de particípio
Principais conjunções: quando, enquanto, logo que, até que...
Podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais:
Ex.: Logo que ele chegou, arrumou os trabalhos.
Adjetiva
Finais
“O bichinho subia pela roupa estendida no varal”
Expressam finalidade, objetivo.
Principais conjunções: para que, a fim de que, porque (=para
Adverbial
que)...
• temporal
Ex.: Professores, tenham mais argumentos para pedir aumento
“acabada a aula, fomos ao clube.”
salarial.
Causal
Condicionais
“amargurado, queria suicidar-se.”
Expressam condição, obstáculo.
Principais conjunções: se, caso, salvo, desde que, a menos que...
Concessiva
Ex.: Se ele partir, o projeto será cancelado.
“Advertido do perigo, continuava lutando.”
Comparativas
Condicional
Expressam comparação.
“aceitas as condições do contrato, estaríamos fracassados.”
Principais conjunções: que/ do que, como, assim como...
Ex.: Sua família é tão importante quanto seu trabalho.
Orações subordinadas reduzidas de infinitivo
Concessivas
Podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais:
Expressam uma concessão.
Subjetiva
Principais conjunções: embora, ainda que, posto que, (por
“Era difícil andar.”
mais) que...
“Era-lhe tão enfadonho escrever cartas compridas.” (M. Assis)
Ex.: Mesmo que trabalhe muito, não será recompensada.

Conformativas
• Objetiva direta
Expressa um acordo, uma conformidade. “Resolveu não mostrar o convite a ninguém.” (R. Queiroz)
Principais conjunções: conforme, como, consoante, segundo.
Ex.: Segundo havíamos combinado, o viagem será cancelada. • Objetiva indireta
“Ninguém pensa em cavalgar numa águia.” (Idem)
AtenÇÃO
As conjunções subordinativas foram estudadas no módulo 2 • Completiva nominal
de gramática. “Sentiu vontade de vomitar e de morrer.” (A. Prado)

SAibA mAiS • Predicativa


As orações desenvolvidas são aquelas nas quais o verbo “Vai, teu ofício é alegrar o homem.” (X. Marques)
está conjugado em algum tempo: presente, pretérito e futuro.
Ex.: Esperamos que passe de ano. • Apositiva
As orações reduzidas são aquelas nas quais uma oração subor- “Prometi-lhes apenas isto: esperá-los até às dez horas.”
dinada se apresenta sem conjunção ou pronome relativo e com
Adjetiva
o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos
que ela é uma oração reduzida, acrescentando-lhe o nome de
Adverbial
infinitivo, de particípio ou de gerúndio.
• Causal
“Morreu de tanto esperar.”
Orações subordinadas reduzidas de gerúndio “por serem apressados, fizeram um péssimo trabalho.”
Podem ser adjetivas ou adverbiais:

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• Concessiva III. “O fiscal deu o sinal. Os candidatos entregaram a prova.


“apesar de sentir medo, não fugiu.” Acabara o exame”.

• Condicional Nota-se que existe coordenação assindética em:


“Não saia sem pedir licença.” a) I apenas. d) I, II, III.
• Consecutiva b) II apenas. e) Nenhum deles.
“O exame foi difícil a ponto de provocar revolta nos alunos.” c) III apenas.

• 5) Final 07. (FES- SP) No período: “Paredes ficaram tortas, animais en-
“Maria Clara acordou de seu sonho para encarar a realidade.” louqueceram e as plantas caíram”, temos:
(B. Rocha)
a) duas orações coordenadas assindéticas e uma oração
subordinada substantiva.
• 6) temporal b) três subordinadas substantivas.
“ao começar o século, ainda éramos um satélite da França.” c) três orações coordenadas.
d) quatro orações coordenadas.
(Nosso Século) e) uma oração principal e duas orações subordinadas.

08. (Mack- SP) Embora todas as conjunções sejam aditivas, uma


E x E R C í C i O oração apresenta ideia adversária, identifique-a:
a) Não achou os documentos e nem as fotocópias.
01. “ Apressa-te, que tempo é pouco” / “Leve-lhe flores, que ela b) Queria estar atento à palestra e o sono chegou.
aniversaria amanhã.” A conjunção “que” presente nas duas ora- c) Não só aprecio a Medicina como também a Odontologia.
ções estabelece, respectivamente, o sentido de: d) Escutei o réu e lhe dei razão.
a) explicação e adição.
b) explicação e explicação. 09. (UFMS-RS) Identifique a alternativa que expressa a ideia
c) conclusão e explicação. correta da segunda oração, considerando a conjunção que a in-
d) conclusão e conclusão. troduz: “A torcida incentivou os jogadores; esses, contudo, não
e) explicação e conclusão. conseguiram vencer”.
a) proporção. d) oposição.
02. “ Conquanto os salários dos brasileiros são baixos, ainda b) conclusão. e) concessão.
conseguem sentir-se felizes.” A conjunção em destaque pode ser c) explicação.
classificada como:
a) consecutiva. d) comparativa. 10. (Fuvest- SP) “Podem acusar-me: estou com a consciência
b) causal. e) conformativa. tranquila”.
c) concessiva. Os dois pontos(:) do período acima poderiam ser substituí-
dos por vírgula, explicando-se o nexo entre as duas orações pela
03. Há uma ideia comparativa no item: conjunção:
a) Célia,embora fosse rica, não tinha luxo. a) portanto. d) embora.
b) Como já lhes contei aqui, de vez em quando digo que não b) e. e) pois.
vou ler mais jornal algum. c) como.
c) Os soldados respondiam à medida que eram chamados.
d) E pia tal qual a caça procurada. 11. (FEI- SP) A oração destacada “ Não viole a lei. Portanto, não
e) Não podem ver brinquedo que não queiram comprar. será julgado” é:
a) explicativa. d) aditiva.
04. No período: b) alternativa. e) adversativa.
“ Minha mãe hesitou um pouco, mas acabou cedendo, depois c) conclusiva.
que o padre Cabral, tendo consultado o bispo, voltou a dizer-lhe
que sim, que poderia ser.” 12. (UFC) Existe oração coordenada sindética explicativa em:
A expressão depois que, morfologicamente, é: a) Não só deves regar as plantas, mas também aduba-las.
a) locução prepositiva. b) Acordamos tarde, mas ainda nos sentíamos cansados.
b) advérbio de tempo. c) Calvin chorava, ora se conformava com a perda do seu
c) locução conjuntiva. ursinho.
d) advérbio de modo. d) Mandou parar o ônibus que estava se sentindo mal.
e) explicativo. e) Ele vive mentindo; logo, não nenhum crédito de nossa
parte.
05. Em: “Orai porque não entreis em tentação”, o sentido da
conjunção do período é de : 13. (UECE-CE) Aponte afirmação correta quanto às coordena-
a) causa. d) explicação. das explicativas:
b) condição. e) finalidade. a) Jamais a conjunção e pode representar valor explicativo.
c) conformidade. b) Em “ O médico disse que ele morreria” a oração destacada
é coordenada explicativa.
06. (FMSC–SP) Por definição, oração coordenada que seja des- c) É comum encontrarmos um verbo no imperativo na oração
provida de conectivo é denominada assindética. Observando-se coordenada assindética relacionada à coordenada sindética
os períodos seguintes: explicativa.
I. “ Não caía um galho, não balançava uma folha”. d) Toda oração coordenada explicativa apresenta apenas o
II. “ O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou”. conectivo pois.

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14. (UFRJ) Leia as informações e marque o que for correto: 22. (Fac. Méd Pouso Alegre – MG) Assinale o item em que há
I. As orações coordenadas sindéticas são dependentes das oração subordinada adverbial condicional reduzida de particípio.
coordenadas assindéticas. a) Feita a partilha, o leão tomou a palavra.
II. Uma oração coordenada sindética pode ter valor semântico. b) Armado com tais provas, até eu o enfrentaria.
III. Uma oração coordenada pode representar o papel de oração c) A tropa, acampada às margens do Iguaçu, foi surpreendida.
principal num período composto por subordinação. d) Ernestina estava certa de ser a escolhida.
e) Transpondo o rio, seguimos viagem.
a) Apenas o item I. d) I, II, III.
b) Apenas o item II. e) I e III.
c) II e III.

15. (Univ. Est. Ponta Grossa – PR) Em: “É possível que comuni-
23. Leia os textos abaixo:
cassem sobre política”, a segunda oração é:
i - A situação de um trabalhador
a) Subordinada substantiva subjetiva.
Paulo Henrique de Jesus está há quatro meses desempregado.
b) Subordinada substantiva predicativa.
Com o Ensino Médio completo, ou seja, 11 anos de estudo, ele
c) Subordinada substantiva apositiva.
perdeu a vaga que preenchia há oito anos de encarregado numa
d) Principal.
transportadora de valores, ganhando R$800,00. Desde então, e
e) Subordinada substantiva objetiva direta.
com 50 currículos já distribuídos, só encontra oferta para ganhar
16. (UECE) Em: Não sei onde pegou meu pé, na barriga tal- R$300,00, um salário mínimo. Ele aceitou trabalhar por esse va-
vez...”, a oração destacada classifica-se como subordinada: lor, sem carteira assinada, como garçom numa casa de festas para
a) Substantiva objetiva direta. fazer frente às despesas.
b) Adjetiva restritiva. (O Globo, 20/07/2005.)
c) Substantiva predicativa.
d) Substantiva adjetiva. ii - Uma interpretação sobre o acesso ao mercado de trabalho
Atualmente, a baixa qualificação da mão-de-obra é um dos
17. (Univ. Fed. Acre) Assinale a alternativa cuja oração é predicativa: responsáveis pelo desemprego no Brasil.
a) É claro que eles não virão. A relação que se estabelece entre a situação (I) e a interpretação
b) Acontece que ela mentiu. (II) e a razão para essa relação aparece em:
c) Sabe-seque a notícia não é verdadeira. a) ii explica i - Nos níveis de escolaridade mais baixos há
d) Parece que tudo mudou. dificuldade de acesso ao mercado de trabalho.
e) O certo foi que mudou. b) i reforça ii - Os avanços tecnológicos da Terceira Revolução
Industrial garantem somente o acesso ao trabalho para
18. (UEBA) Meu pai, que havia arrancado três dentes, não pôde
aqueles de formação em nível superior.
viajar naquele dia.
c) i desmente ii - O mundo globalizado promoveu desemprego
A oração destacada classifica-se como:
especialmente para pessoas entre 10 e 15 anos de estudo.
a) Adverbial temporal.
d) ii justifica i - O desemprego estrutural leva a exclusão de
b) Substantiva predicativa.
trabalhadores com escolaridade de nível médio incompleto.
c) Adjetiva restritiva.
e) ii complementa i - O longo período de baixo crescimento
d) Substantiva apositiva.
econômico acirrou a competição, e pessoas de maior
e) Adjetiva explicativa.
escolaridade passam a aceitar funções que não correspondem
19. (Univ. Fed. Santa Maria – RS) Leia, com atenção, os períodos a sua formação.
abaixo:
I. Caso haja justiça social, haverá paz. 24. A gentileza é algo difícil de ser ensinado e vai muito além da
II. Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela não palavra educação. Ela é difícil de ser encontrada, mas fácil de ser
fornece uma reprodução fiel da realidade. identificada, e acompanha pessoas generosas e desprendidas, que
III. Como todas aquelas pessoas estavam concentradas, não se se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade.
escutou um único ruído. É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações coti-
dianas e das maneiras mais prosaicas.
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as circuns- SIMURRO, S. A. B. Ser gentil é ser saudável. Disponível em: http://www.abqv.
tâncias indicadas pelas orações destacadas: org.br. Acesso em: 22 jun. 2006 (adaptado).
a) tempo, concessão, comparação.
b) tempo, causa, concessão. No texto, menciona-se que a gentileza extrapola as regras de boa
c) condição, consequência, comparação. educação. A argumentação construída:
d) condição, concessão, causa. a) apresenta fatos que estabelecem entre si relações de causa e
e) concessão, causa, conformidade. de consequência.
b) descreve condições para a ocorrência de atitudes educadas.
20. (UFMA) A oração é adjetiva na opção: c) indica a finalidade pela qual a gentileza pode ser praticada.
a) Cão que late não morde. d) enumera fatos sucessivos em uma relação temporal.
b) Espere, que já estou cansado. e) mostra oposição e acrescenta ideias.
c) O pescador disse que voltaria logo.
d) É bom que saibas essas coisas. 25. Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e suma-
renta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados,
21. (UECE) Em: “Ao me deitar, eu tinha posto uma caixa de instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa,
fósforos num tamborete...” a oração destacada é reduzida: o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no aparta-
a) causal c) temporal mento que estavam aos poucos pagando. mas o vento batendo
b) final d) concessiva. nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse

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G R A M ÁTICA

podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como 02. Leia o período e indique a alternativa que classifica correta-
um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não mente suas orações.
outras, mas essas apenas. “Era assim que falava, a princípio, para excitar o entusiasmo,
LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. espertar os indiferentes, congregar, em suma as multidões ao pé
de si.” (Machado de Assis)
A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apre- a) oração principal, oração subordinada substantiva objetiva
sentado. Observando aspectos da organização, estruturação e funcio- direta, oração subordinada adverbial consecutiva, oração
nalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo mas: coordenada assindética, oração coordenada sindética
a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que conclusiva.
aparece no texto. b) oração principal, oração subordinada substantiva subjetiva,
b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se oração subordinada adverbial final, oração coordenada
usado no início da frase. assindética, oração subordinada sindética conclusiva.
c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da c) oração subordinada substantiva objetiva direta, oração
frase. principal, oração subordinada adverbial final, oração
d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a subordinada adverbial final, oração coordenada sindética
conclusão do leitor. conclusiva.
e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de d) oração principal, oração subordinada substantiva subjetiva,
uso. oração subordinada adverbial final, oração subordinada
adverbial final, oração subordinada adverbial final.
e) oração principal, oração subordinada adverbial final, oração
subordinada substantiva objetiva, oração coordenada
Exercícios Complementares sindética conclusiva, oração coordenada sindética conclusiva.

Texto 03. Leia o texto abaixo e depois responda as questões referentes


O homem velho a ele.
O homem velho deixa vida e morte para trás Necrológio dos desiludidos do amor
Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais Os desiludidos do amor
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os sinais. estão desfechando tiros no peito.
O homem velho é o rei dos animais Do meu quarto ouço a fuzilaria.
A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol As amadas torcem-se de gozo.
As linhas do destino nas mãos a mão apagou Oh quanta matéria para os jornais.
Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock’n roll (.....)
As coisas migram e ele serve de farol. (Carlos Drummond de Andrade, Brejo das Almas)
A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas a) Quantas frases há no texto?
A brisa leve traz o olor fugaz
Do sexo das meninas.
Luz fria, seus cabelos têm tristeza de néon b) Aponte uma frase sem verbo.
Belezas, dores e alegrias passam sem um som
Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de
Hebron c) Aponte uma oração com locução verbal.
E a seu olhar tudo que é cor muda de tom.
Os filhos, filmes, livros, ditos como um vendaval
Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal
Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual d) Na oração: “Os desiludidos do amor estão desfechando tiros
Já tem coragem de saber que é imortal. no peito”,aponte o sujeito e diga qual é o seu núcleo.
(Caetano Veloso)
e) Na oração: “Do meu quarto ouço a fuzilaria” , aponte e classi-
01. Observe os itens abaixo e dê a soma das afirmativas corretas. fique o sujeito e diga que tipo de predicado ocorre.
01. Em “O homem velho deixa vida e morte para trás”, as partes
grifadas exercem a função sintática de predicativo do sujeito.
04. Em “As linhas do destino nas mãos a mão apagou”, temos
como sujeito a palavra “linhas” que, se a frase estivesse em 04. Nos períodos a seguir, as orações em negrito são todas subor-
ordem direta seria: “A linha do destino apagou a mão nas dinadas adverbiais. Classifique-as
mãos.” de acordo com a ideia que transmitem.
08. Nas passagens “Ele já tem a alma saturada de poesia...” e “ a) Como estava com as mãos ocupadas, o rapaz não pôde
O homem é o rei dos animais.” , temos um predicado verbal ajudá-la.
com verbo transitivo direto e um predicado nominal com b) À medida que o tempo passava, mais ficávamos impacientes.
verbo de ligação. c) O elevador enguiçou quando estávamos no terceiro andar.
16. “Migram, arde, cai, passam, rindo, dói e brilha” podem ser d) Se cobrarem ágio, não trocaremos o carro.
classificados como verbos intransitivos dentro do contexto. e) O documento foi entregue ao presidente do júri para que
32. No trecho “ Os filhos, filmes, livros, ditos como um vendaval todos comprovassem a sua autenticidade.
/ Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal”, temos o pro- f ) À medida que o tempo passa, as nossas ilusões desaparecem.
nome oblíquo “no” exercendo a função sintática de objeto direto g) Trabalho como um escravo.
que se refere à passagem “ao homem velho”. h) Foi tão enfadonha a palestra que muitos cochilavam.

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GR A M Á T I C A

05. Classifique as orações destacadas em negrito dos períodos REFERÊnCiAS BiBliOGRÁFiCAS


abaixo:
a) Deus, que é nosso pai, é onipotente. BECHARA, Evanildo – Gramática escolar da Língua
b) Não saí de casa; logo, não fui ao jogo. Portuguesa – 1 ed. 4 reimp. – Rio de Janeiro: Lucena, 2004.
c) Não vi o carro que bateu no poste.
d) Saia daqui antes que o Rui chegue. CEREJA, Willian Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar.
e) Tirei o paletó e pendurei-o no cabide. Gramática Reflexiva: texto semântica e interação – São Paulo:
Atual, 1999.

COMISSÃO COORDENADORA DO VESTIBULAR(CCV)


G A B A R i T O – www.ufc.br.
Análise sintática ou sintaxe COMISSÃO EXECUTIVA DO VESTIBULAR(CEV) – www.
01. * 02. e 03. * 04. * 05. a uece.br.
06. e 07. a 08. e 09. c 10. c
CUNHA, Celso & SINTRA, Luís. F. Lindley. nova Gramática
11. a 12. a 13. a 14. c
do Português Contemporâneo – 3 ed. – Rio de Janeiro:
01. Um esparso tilintar de chocalhos e guisos. Sujeito Simples Lexikon Informática, 2007.
03. a) v, b) f, c) f, d) f, e) v
04. a) sujeito oculto (nós) d) sujeito oculto (tu) DIONÍSIO, A. P. et alii. O livro didático de português. Rio
b) sujeito simples e) sujeito simples de Janeiro: Ed. Lucerna, 2001.
c) sujeito composto
FARACO & MOURA. Gramática – 18 ed. – Ática. São Paulo,
Predicado 1999.
01. * 02. e 03. e 04. a 05. e
06. d 07. c 08. a 01. a)f, b)v, c)v, d)f, e)f FERREIRA, Mauro. Aprender e praticar gramática: teoria,
síntese das unidades, atividades práticas, exercícios de
Termos ligados ao nome e ao verbo vestibulares: 2 grau – São Paulo, FTD, 1992.
01. c 02. b 03. e 04. a 05. a 06. a MARCUSCHI, Luiz Antonio. Concepção de língua falada
07. a 08. b 09. a 10. e 11. d 12. d nos manuais de português de 1º e 2º graus: uma visão
13. b 14. b 15. b 16. d 17. a crítica. Trabalhos em Lingüística Aplicada, 1997, 30: 39-79
Período composto _________. A gramática e o ensino de língua no contexto da
01. b 02. c 03. d 04. c 05. e investigação lingüística. In:
06. d 07. c 08. b 09. d 10. e
MEC - Ministério da Educação e Cultura – INEP – Instituto
11. c 12. d 13. c 14. c 15. a
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira –
16. a 17. e 18. e 19. d 20. a Matrizes de Referência para o ENEM
21. c 22. b 23. e 24. e 25. e
MATTOS E SILVA, Rosa V. Contradições no ensino de
Exercícios Complementares português. São Paulo: Contexto, 1995.
01. Soma: 01+08+32 = 41
02. d MIRA MATEUS, M.H. et alii. Gramática da língua
portuguesa. 5a ed. Rev. Aum. Lisboa: Caminho, 2003
03.a) quatro
b) Oh quanta matéria para os jornais. MONTEIRO, José Lemos – morfologia portuguesa. 4 ed.
c) Os desiludidos do amor estão desfechando tiros no peito. Pontes, 2002
d) Sujeito: Os desiludidos do amor. Núcleo: desiludidos.
e) Sujeito Oculto(Eu). Predicado: Verbal PERINI, Mário. A – Gramática descritiva do português. 4 ed.
04. a) Oração S. Adv. Causal 6 reimp. – Ática, 2003.
b) Oração S. Proporcional
c) Oração S. Adv. Temporal SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos – 2 ed. – São
d) Oração S. Adv. Condicional Paulo: Moderna, 2005.
e) Oração S. Adv. Final
f ) Oração S. Adv. Proporcional SILVA, Thaís Cristófaro – Fonética e fonologia do português.
g) Oração S. Adv. Comparativa 7 ed. Contexto, São Paulo, 2003. www.brasilescola.com/
h) Oração S. Adv. Consecutiva novoacordoortografico.
05. a) Oração S. Adj. Explicativa
b) Oração C. S. Conclusiva TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma
c) Oração S. Adj. Restritiva proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. São
d) Oração S. Adv. Temporal Paulo: Cortez, 1996.
e) Oração C. S. Aditiva
www.brasilescola.com/novaortografia

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