You are on page 1of 3

Instituto Evolução Professor: Evandro Soares

Nomes: Jéssica/ Simone

Taguatinga, Julho, 2008

Oximetria

A oximetria de pulso consiste em um método muito simples, e não invasivo, de se monitorar a porcentagem de hemoglobina que está saturada de oxigênio. Como se sabe, o sangue carrega oxigênio para o nosso corpo através da hemoglobina. Essa hemoglobina absorve o oxigênio no pulmão e através da corrente sangüínea, o transporta para todo o corpo onde ele é necessário. Monitorando-se a presença de oxigênio na hemoglobina é possível saber se um paciente está vivo, sendo esse portanto um dos sinais vitais usados nas UTIs para acompanhar o estado de um paciente crítico. Assim, nos casos em que a oxigenação do sangue de um paciente é instável, como após uma operação ou numa situação que exija um tratamento intensivo, o Oxímetro que mede essa oxigenação consiste em um equipamento importante. Mas, não é apenas nos hospitais e clínicas que a oximetria de pulso se revela um recurso importante para o monitoramento da oxigenação de uma pessoa. Em aeronaves, ela pode ser utilizada pelos pilotos para indicar um estado de despressurização, ou em qualquer outra situação em que alguém necessite de uma oxigenação suplementar. Durante uma cirurgia ela pode ser usada para monitorar a oxigenação durante a anestesia e no caso de ventilação artificial (para doenças respiratórias) serve para monitorar o estado do paciente. Mesmo no caso de uma endoscopia, esse equipamento pode detectar problemas associados a uma hipoxia (falta de oxigenação). Como funciona Uma maneira simples de se medir a oxigenação de uma pessoa é através da mudança da transparência do sangue pela presença da hemoglobina saturada de oxigênio. Uma alta prevalência de apnéia obstrutiva do sono (AOS) tem sido relatada em paciente com doença arterial coronária (DAC). Vários mecanismos relacionados à AOS, incluindo dessaturação da oxi-hemoglobina e aumento da demanda de oxigênio, aumento da atividade simpática bem como estado pro trombótico, podem ser perigosos nos pacientes com DAC. Entretanto, a AOS é pouco reconhecida e não é rotineiramente pesquisada nos pacientes admitidos em unidade de cuidados coronários (UCC) com DAC. O padrão ouro para o diagnóstico de AOS é a polissonografia noturna (PSG), método impraticável na UCC, pois implica no deslocamento do paciente para o laboratório de sono. OBJETIVOS: Construir e validar um monitor de oximetria para diagnóstico de AOS em pacientes admitidos na UCC com diagnóstico de DAC aguda. MÉTODOS: Foi inicialmente desenvolvido monitor de oximetria continua que registra os dados derivados dos monitores da UCC e permite a determinação do índice de dessaturação da oxi-hemoglobina (IDO) através de análise visual da curva de

oximetria. O monitor foi então utilizado em pacientes consecutivos admitidos na UCC com diagnóstico de DAC aguda. Uma amostra desta população foi também estudada através de PSG, num período máximo de três meses após a alta. RESULTADOS: Trinta e sete pacientes foram estudados através de monitorização de oximetria durante a noite na UCC. PSG foi também realizada em vinte pacientes. AOS, diagnosticada pelo monitor de oximetria contínua (IDO > 5/hora), estava presente em 43% dos pacientes. AOS foi diagnosticada em 45% dos pacientes estudados com PSG (índice de apnéia e hipopnéia > 15 eventos por hora). Houve um bom nível de concordância entre o diagnóstico de AOS pelo monitor de oximetria na UCC e pela polissonografia - kappa = 0.898; p < 0.0001. O IDO determinado pelo monitor se correlacionou de forma significativa com o índice de apnéia e hipopnéia (r = 0.737; p < 0.0001). O diagnóstico de AOS através do monitor demonstrou sensibilidade de 88,9% e especificidade de 100%. CONCLUSÃO: O monitor desenvolvido no presente trabalho, que permite o registro da oximetria contínua a partir de dados que já são habitualmente coletados na UCC, é um método simples e preciso para o diagnóstico de AOS na UCC.