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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

RESUMO

Tendo como objectivo fundamental descrever o primeiro contacto com o mundo do


trabalho, o presente documento está organizado de forma sistemática, procurando
esclarecer, com uma estrutura descritiva, o caminho de formação. Procurando descrever
a instituição representada, o trabalho realizado e as mais valias técnicas e profissionais
resultantes tanto da execução do trabalho e da interacção com os diversos profissionais.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos i


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos que me acompanharam, ajudaram, incentivaram e orientaram na


minha formação e integração no mercado de trabalho, através da sua disponibilidade,
compreensão ou amizade e que contribuíram de forma directa e indirecta para a
realização do estágio. No entanto, pela sua contribuição activa, destaco as seguintes
pessoas:

Um agradecimento muito especial à Professora Helena Simão ao Eng.º Fonseca Pereira,


aos meus amigos Sílvia Felizardo e Tiago Dias pelos conselhos pertinentes e pela
colaboração que sempre me deram durante o estágio.

Por último, mas não menos importante, agradeço à minha família cujo apoio é
incessante e incondicional.

Para todos muito Obrigada.

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

ÍNDICE GERAL

1. INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS ............................................................................................ 1


2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA.................................................................................. 3
2.1 Caracterização da empresa onde se realizou o estágio ............................................................ 3
2.2 Caracterização do grupo onde a BB Consulting se insere (BB SGPS) ................................... 6
2.3 Trabalhos realizados e em curso pela empresa BB Consulting............................................... 8
2.4 Trabalho desenvolvido na empresa ....................................................................................... 11
3. PROJECTO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS
DA ALDEIA DE MIGUEL CHOCO, CONCELHO DE TRANCOSO ................................ 13
3.1 Rede de Distribuição de Água ............................................................................................... 13
3.1.1 Memória Descritiva ............................................................................................................ 13
3.1.2 Memória Justificativa dos Cálculos ................................................................................... 17
3.1.3 Dimensionamento da Rede de Água Através do Cálculo Manual ..................................... 18
3.1.4 Cálculo da Cota de Soleira do Reservatório:...................................................................... 25
3.1.5 Dimensionamento da Rede de Água Através do Programa de Cálculo Automático
“Hidrocad”. ........................................................................................................................ 27
3.1.6 Dimensionamento do Reservatório .................................................................................... 30
3.2 Rede de Drenagem de Águas Residuais ................................................................................ 35
3.2.1 Memória Descritiva ............................................................................................................ 35
3.2.2 Cálculo Manual da Rede de Drenagem de Águas Residuais ............................................. 39
3.2.3 Dimensionamento da Rede de Drenagem de Águas Residuais .......................................... 40
3.2.4 Dimensionamento da Rede de Águas Residuais Através do Programa de Cálculo
Automático “Resicad”. ....................................................................................................... 57
3.2.5 Estação de Tratamento de Águas Residuais ....................................................................... 66
3.3 Cálculo dos Elementos de Betão Armado ............................................................................. 74
3.3.1 Reservatório de 150 m3...................................................................................................... 74
3.3.2 Fossa Séptica de 61,48 m3 de Capacidade ......................................................................... 86
4. CONCLUSÃO ............................................................................................................. 101
BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................... 103

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ÍNDICE DAS TABELAS

Tabela 1 - Cálculo Hidráulico da Rede Ramificada


Tabela 2 - Calculo Hidráulico da Rede Malhada – Metodo de Hardy Cross
Tabela 3 - Verificação das Pressões
Tabela 4 - Calculo Hidráulico da Rede de Distribuição de Água – Hidrocad
Tabela 5 - Diagrama de Consumos
Tabela 6 - Quadro de Consumos Acumulados – Adução
Tabela 7 - Cálculo dos Caudais de Dimensionamento
Tabela 8 - Determinação dos Diâmetros Comerciais Possiveis
Tabela 9 - Estudo das Inclinações dos Colectores
Tabela 10 - Determinação das Cotas Finais
Tabela 11 - Resultados de Cálculo - Resicad - Caixas de Visita
Tabela 12 - Resultados de Cálculo - Resicad - Inclinação, Velocidades e Tensão de
Arrastamento
Tabela 13 - Resultados de Cálculo - Resicad - Caudais
Tabela 14 - Dimensões da Fossa Séptica
Tabela 15 - Esforço Tangencial de Tracção (MII) (Reservatório)
Tabela 16 - Momento Flector (Reservatório)

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ÍNDICE DAS FIGURAS

Figura I - Organigrama da Empresa


Figura II - Desenho Esquemático da Rede de Distribuição de Água
Figura III - Diagrama de Consumos
Figura IV - Secção Meia Cheia (Rede de Águas Residuais)
Figura V - Desenho Esquemático da Rede de Distribuição de Águas Residuais
Figura VI - Esquema Geral do Reservatório de uma Célula de 150 m3
Figura VII - Esforços nas Paredes (Reservatório)
Figura VIII - Esforço Transverso (Reservatório)
Figura IX - Esquema Geral da Fossa Séptica
Figura X - Laje Apoiada nos Três Lados Sujeita a Acções de Distribuição Triangular
(fossa séptica)
Figura XI - Esquema da Laje de Fundo (fossa séptica)

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ÍNDICE DE ANEXOS

Anexo 1 Ábacos, tabelas e quadros utilizados no dimensionamento das redes e na


estação de tratamento de águas residuais
Anexo 2 Tabelas e ábacos necessários no cálculo de estabilidade
Anexo 3 Apresentação das peças desenhadas

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SIMBOLOGIA

São indicados nesta lista os símbolos utilizados na realização dos cálculos, para este
Relatório de Estágio.

Letras Latinas:
As – Área Total da Secção Transversal de uma Secção de Betão
b – Largura da Secção Transversal
C – Capitação (l/hab.dia)
d – Altura Útil de uma Secção Transversal
D – Diâmetro de uma Conduta
fp – Factor de Ponta da População
fcd – Valor de Cálculo da Tensão de Rotura do Betão à Compressão
fsyd – Valor de Cálculo da Tensão de Cedência ou da Tensão Limite Convencional de
Proporcionalidade a 0.2% em Tracção.
h – Altura total da Secção
i = Inclinação
J = Perda de Carga Unitária (m/m)
Ks – Coeficiente de Rugosidade do Material (m1/3/s)
l – Comprimento do Vão
Lacumulado – Somatório dos Comprimentos dos Colectores até ao Troço em Estudo
(Km)
li – Vão Equivalente da Lage
Ldistribuição – Comprimento Total de Distribuição da Rede
Lequivalente – Comprimento Equivalente do Troço
lo – Comprimento Efectivo de Encurvadura
Lreal – Comprimento Real do Troço
Pop – População
Qadução – Caudal de Adução
Qal – Caudal de Auto-Limpeza
Qdistribuição – Caudal de Distribuição da Rede
Qeq – Caudal Equivalente
Qinf – Caudal de Infiltração
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Qjus – caudal de Jusante do Troço


Qmax – Caudal Máximo
Qmed – Caudal Médio da População
Qmont – Caudal de Montante do Troço
Qpercurso – Caudal de Percurso
Qponta – Caudal de Ponta da População
qunitário – Caudal Unitário de Percurso
V – Velocidade Medida na Secção Transversal (m/s)
Vcd – Parcela do Valor de Cálculo do Esforço Transverso Resistente que Depende da
Resistência do Betão
Vmax – Velocidade Máxima
Vmin – Velocidade Mínima

Letras Gregas:
- Coeficiente que depende das condições de apoio da lage e cujo valor se obtém no
Quadro XV do REBAP
H – Perda de Carga
– Diâmetro
– Peso Específico do Material
– Coeficiente que consoante o tipo de aço toma os valores indicados no Artigo 89 do
REBAP
– Esbelteza

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1. INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS

O presente relatório refere-se a um período de estágio de duração de seis meses,


realizado na Empresa Bernardo & Bernardo Consulting, Arquitectura e Engenharia SA
(BB Consulting), localizada na Guarda.

O objectivo principal do estágio é facultar a inserção no mundo de trabalho, permitindo


colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante o tempo de frequência do
curso de Bacharelato em Engenharia Civil e avaliar as dificuldades sentidas para tentar
ultrapassá-las.

Pretende-se assim com este relatório fazer uma descrição da actividade desenvolvida
durante o estágio na referida empresa, relatório este que consta fundamentalmente na
elaboração de um projecto onde foi estudada a Rede de Distribuição de água, Drenagem
de Águas Residuais e Sistema de Tratamento de Águas Residuais da aldeia de Miguel
Choco, Concelho de Trancoso.

Neste primeiro capítulo é feita uma pequena descrição de todo o trabalho que se
desenvolve por cinco capítulos.

No segundo capítulo é feita uma apresentação da empresa referindo algumas


considerações gerais, trabalhos realizados e em curso e organigrama da empresa.

No terceiro capítulo descreve-se o trabalho desenvolvido no decorrer do estágio na


referida empresa. Este trabalho iniciou-se com uma formação nos programas de cálculo
automático Hidrocad e Resicad, para posterior aplicação destes conhecimentos na
execução do Projecto de Rede de Abastecimento de Água e Drenagem e Tratamento de
Águas Residuais.
Seguidamente foi elaborado um estudo preliminar “in situ” da rede de distribuição de
água e da rede de drenagem de águas residuais a projectar.

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São ainda apresentados, neste capítulo, todos os cálculos realizados no


dimensionamento das Redes.
Este dimensionamento é apresentado manualmente e através de programas de cálculo
automático, no caso das redes de distribuição de água foi usado o programa de cálculo
Hidrocad, e para as redes de drenagem de águas residuais o programa de cálculo
utilizado foi o Resicad, permitindo assim comparar os resultados obtidos.
Para o tratamento dos esgotos domésticos vai ser projectada uma fossa séptica,
complementada de tratamento secundário em leito de plantas macrófitas emergentes.
Fez-se ainda o cálculo dos elementos de betão armado nomeadamente do reservatório e
fossa séptica.

No quarto e ultimo capítulo resumem-se as conclusões de todo o trabalho realizado.

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2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

2.1 Caracterização da Empresa onde se realizou o estágio

A Bernardo e Bernardo Consulting, Arquitectura e Engenharia, SA. (BB Consulting),


corporiza mais de uma década de desenvolvimento de projectos e aconselhamento
técnico marcados pelos valores de excelência, rigor e compromisso, procurando exceder
as expectativas dos clientes e a sua satisfação total.

O perfil da empresa traduz uma herança directa do conhecimento operacional


acumulado nas áreas da Consultoria Técnica, Arquitectura, Paisagismo e Engenharias,
com o reconhecimento efectivo dado pelo mercado através das centenas de projectos
concretizados e da procura constante das suas soluções de qualidade total.

Acompanhando a evolução do mercado, procurando sempre a satisfação das


necessidades evidenciadas pelos clientes, a BB Consulting é já o resultado de uma
transformação e do explanar de uma capacidade de adaptação às necessidades dos novos
tempos, integrando um sólido grupo empresarial português com créditos firmados na
concepção, acompanhamento e fiscalização de obras estruturantes.

A evolução, a partir de uma empresa primordial, para o actual conjunto de unidades


operativas que constituem o Grupo BB foi motivada, em primeiro lugar, pela
necessidade sentida pelos agentes do mercado de terem acesso às competências já
reconhecidas de uma forma mais modular. Esta abordagem parcelar da oferta
proporciona aos clientes uma maior flexibilidade na utilização das valências do grupo,
com uma melhor adequação aos requisitos dos projectos concretos, possibilitando,
assim, aos clientes, uma ainda mais flexível e rigorosa gestão dos recursos disponíveis.

Paralelamente, esta resposta às necessidades dos clientes entroncou na ambição do


grupo e na sua própria necessidade de adaptar a sua estrutura operacional,
posicionando-se um passo à frente da realidade do mercado e dando-lhe uma plataforma

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flexível, que será a base de sustentação para a exportação de conhecimento e


competências e a implantação em pontos estratégicos do mercado global.

Corporizando o conhecimento acumulado pelo passado de sucesso, a BB Consulting


constitui a espinha dorsal operacional do grupo, o que transparece da própria
organização interna. A empresa é liderada por uma Direcção Executiva, que tem por
missão coordenar a Direcção-geral de Produção e a Direcção Comercial. Por sua vez, a
Direcção-geral de Produção integra um vasto leque de especialidades, da Arquitectura
pura e simples ao Saneamento Básico, Rede Viária e Estruturas passando pela
Hidráulica, Urbanismo e Infra-estruturas Especiais (Electricidade, Telecomunicações e
AVAC). Todos os colaboradores desta empresa têm um papel importante para que a sua
politica de qualidade seja implementada. O papel do membro estagiário é seguir com
todos os procedimentos e normas implementadas pela empresa, principalmente os
procedimentos que se aplicam a realização dos projectos.
Ainda na dependência da gestão encontram-se os departamentos Administrativo e
Financeiro e de Marketing, Comunicação e Imagem.

A Direcção Executiva da BB Consulting conta, ainda, com o departamento de


Qualidade, que evidencia a importância que a empresa e, em relação directa da sua
filosofia de actuação, o grupo, dão a este tema e o papel que lhe é conferido na dinâmica
de relações internas. Espelho desta política é a certificação com a norma ISO 9001, em
2005.

A identidade do Grupo BB baseia-se na recuperação da genética da arquitectura como


técnica de construção e na interpretação do papel do arquitecto no desenvolvimento
sustentável da economia e da sociedade contemporâneas.

A empresa onde se realizou o estágio, é uma Sociedade Anónima, constituída em 20 de


Abril de 1998, com um capital de 50.000,00 € (Cinquenta Mil Euros), com uma
facturação média anual de 3,5 M €. A empresa tem a sua sede na cidade da Guarda, na
Rua Avenida Rainha D. Amélia nº 74, 6300 – 749 Guarda. Telefone (s) 271227150,
Fax: 271205319 – E-mail: enghidráulica@bbconsulting.pt, Web:
www.bbconsultores.com.
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É de referir que a empresa, mantém contactos permanentes com técnicos de outras


empresas especializadas, estabelecendo, com estas, Consórcios Técnicos orientados
para a realização conjunta de projectos cuja natureza e complexidade assim o
justifiquem. A seguir é apresentado a estrutura organizacional da empresa.

Figura I – Organigrama da empresa

Para cada contrato de prestação de serviços é designado um Chefe de Projecto que,


integrado internamente numa Direcção de Projectos, fica responsável perante o Cliente
pelo cumprimento dos compromissos assumidos pela Empresa, nomeadamente em
relação à qualidade e ao prazo de execução dos serviços contratados.

O Chefe de Projecto assegura, também, a coordenação interna dos trabalhos


desenvolvidos pelo grupo de técnicos que é agregado para a realização dos serviços, de
forma a constituir uma eficiente equipa pluridisciplinar. O referido grupo é constituído
por técnicos do quadro da empresa e, se necessário, por especialistas e consultores
exteriores, de acordo com as características específicas dos serviços a prestar.

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A empresa encontra-se convenientemente equipada com modernos meios de apoio


informático em todos os seus sectores para fazer face às suas necessidades nas diversas
áreas de actividade, desde o cálculo científico à resolução dos problemas de gestão,
processamento de texto e desenho assistido por computador.

2.2 Caracterização do Grupo onde a BB Consulting se insere (BB SGPS)

A BB SGPS estrutura e lidera um sólido grupo empresarial português com créditos


firmados na concepção, acompanhamento e fiscalização de obras estruturantes.

O perfil da empresa corporiza os anos de experiência e tradição já reconhecidos pelo


mercado e provados nas dezenas de projectos concretizados em Portugal Continental,
onde beneficia de uma forte implantação, e no Arquipélago dos Açores. Este passado de
sucesso constitui, também, a espinha dorsal das empresas do grupo, a que a sociedade
gestora de participações sociais acrescenta a garantia de uma gestão rigorosa e de um
desempenho centrado no cliente.

A evolução, a partir de uma empresa primordial, para o actual conjunto de unidades


operativas que constituem o Grupo BB foi motivada, em primeiro lugar, pela
necessidade sentida pelos agentes do mercado de terem acesso às competências já
reconhecidas de uma forma mais modular. Esta abordagem parcelar da oferta
proporciona aos clientes uma maior flexibilidade na utilização das valências do grupo,
com uma melhor adequação aos quesitos dos projectos concretos, possibilitando, assim,
aos clientes, uma ainda mais flexível e rigorosa gestão dos recursos disponíveis.

Paralelamente, esta resposta às necessidades dos clientes entroncou na ambição do


grupo e na sua própria necessidade de adaptar a sua estrutura operacional,
posicionando-se um passo à frente da realidade do mercado e dando-lhe uma plataforma
flexível, que será a base de sustentação para a exportação de conhecimento e
competências e a implantação em pontos estratégicos do mercado global.

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A transformação acelerada da envolvente onde opera o Grupo BB, com a globalização a


forçar a alteração de paradigmas e a elevar a fasquia concorrencial, obriga todos os
sectores a melhorarem a sua capacidade competitiva, munindo-se de estruturas e
ferramentas que traduzam um acréscimo de valor para o cliente e uma vantagem face à
concorrência.

A orgânica do Grupo BB compreende uma sociedade gestora de participações sociais


(SGPS) – que garante o rigor de gestão e a coerência do desempenho das diversas
unidades produtivas; a BB Consulting – que opera na área da concepção de projectos
nas áreas da Arquitectura e Engenharia em Portugal Continental e é herdeira directa da
experiência acumulada nesta área; a BB Azores Consulting – que também opera na área
da concepção de projectos nas áreas da Arquitectura e Engenharia, mas focada no
arquipélago dos Açores, onde tem uma presença reconhecida e respeitada; e a BB Form
Consulting – que desenvolve a actividade de verificação de projectos e fiscalização de
obras. A actividade da BB Consulting e da BB Azores Consulting desenvolve-se,
também, com recurso a parcerias privilegiadas, com a Arqui300 e a M5 – Consultores
de Engenharia.

A BB SGPS tem uma estrutura orgânica composta por um Conselho Consultivo, com
competências no domínio da estratégia, um Conselho Económico e Financeiro e um
Departamento de Qualidade, dependentes directamente do conselho de administração.
Revela-se assim a preocupação do grupo em acrescentar valor à oferta anteriormente
existente de competência técnica e operacional. Pretende-se que a soma das partes seja
maior do que o todo, constituindo uma mais-valia para o cliente.

A identidade do Grupo BB baseia-se na recuperação da genética do que é a arquitectura,


de quem é o arquitecto e na interpretação de qual pode ser o seu papel e o seu contributo
para um desenvolvimento sustentável da economia e da sociedade contemporâneas.

É este caminho de cada projecto – da concepção à concretização – que o Grupo BB


oferece. Um percurso com qualidade reconhecida pela certificação, em Março de 2005,
da norma ISO 9001.

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Garantimos, assim, a coerência de todo o percurso e a excelência de cada etapa em si


mesma, porque, a soma das partes será sempre, no grupo, maior do que o todo.

2.3 Trabalhos realizados e em curso pela empresa BB Consulting

Apresenta-se a seguir discriminação de alguns trabalhos realizados nos últimos três


anos:

Na Especialidade de Arquitectura Paisagística

Projecto de Requalificação do Acesso / Apoio ao Forte de Beliche e Elaboração do


Projecto de Requalificação do Acesso ao Cabo de São Vicente – Câmara Municipal de
Vila do Bispo, 2008.

Projecto de Arranjo Urbanístico da Zona Envolvente ao Convento de Cristo - Percurso


da Mata dos Sete Montes – Câmara Municipal de Tomar, 2009.

Projecto de arranjo Urbanístico da envolvente ao Convento de Cristo – Câmara


Municipal de Tomar, 2010.

Na Especialidade de Arquitectura e Engenharia

Projecto do Centro Escolar de Penude – Câmara Municipal de Lamego, 2008.

Projecto de Construção do Centro Escolar de Valpaços – Câmara Municipal de Lamego,


2008.

Projecto da Unidade de Cuidados Continuados Integrados – Lar Residencial d. Bárbara


Tavares da Silva, 2008.

Projecto do Centro Cívico e Largo do Mercado da Miuzela – Câmara Municipal de


Almeida, 2009.
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Projecto do Pavilhão Gimnodesportivo de Gouveia – Câmara Municipal de Gouveia,


2009.

Projecto do Silo-Auto de Ansião – Câmara Municipal de Ansião, 2009.

Projecto do Pavilhão Multi-usos de Vila Verde – MRG, 2010.

Projecto do Complexo Escolar de Pataias – Câmara Municipal de Alcobaça, 2010.

Projecto de Reabilitação do Convento de Santo António e Sua adaptação a Centro de


Ciência - Câmara Municipal de Estremoz, 2010.

Projecto da Unidade de Cuidados Continuados de Boticas – Câmara Municipal de


Boticas, 2010.

Na Especialidade de Urbanismo

Projecto de Ampliação do Loteamento Industrial de Vila Real – Merval, 2008.

Projecto do Loteamento Industrial de Trancoso – Câmara Municipal de Trancoso, 2008.

Projecto do Loteamento do Escoural – Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, 2009.

Projecto do Loteamento Industrial de Silvares - Infra-estruturas 1ª Fase – Câmara


Municipal do Fundão, 2009.

Projecto de Infra-estruturas do plano de pormenor do fundo da vila em Carrazeda de


Ansiães – Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, 2010.

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Na Especialidade de Hidráulica e Saneamento

Projecto de Abastecimento de Água e Saneamento de Quinta dos Açores, Quinta do


Rodão, Quinta das Lezírias, Quinta dos Matos e Mouções – Câmara Municipal de
Aguiar da Beira, 2008.

Projecto de Execução da Rede Intermunicipal de Drenagem de Águas Residuais


Domésticas das Povoações de Pinheirinho no Concelho de Santa Comba Dão e Ázere
no Concelho de Tábua – Câmara Municipal de Santa Comba Dão, 2008.

Projecto de Remodelação do Sistema Interceptor e de Tratamento de Águas Residuais e


Pluviais de Santa Comba Dão – Câmara Municipal de Santa Comba Dão, 2008.

Projecto de Saneamento da Aldeia de Moreira de Rei – Câmara Municipal de Trancoso,


2009.

Projecto de Infra-Estruturas de Saneamento Básico da Aldeia do Barrancão – Câmara


Municipal de Alcácer do Sal, 2009.

Projecto de Execução para a Empreitada de Saneamento do Emissário de Quinta de


Crestelo, Seia – Águas do Zêzere e Côa, 2009.

Projecto de Abastecimento de água para Consumo Público e drenagem de águas


residuais Açor, Descoberto e Malhada Velha – Câmara Municipal do Fundão, 2010.

Projecto de Águas/Esgotos da freguesia de Nazaré – Câmara Municipal da Nazaré,


2010.

Projecto de Saneamento da freguesia de Valado dos Frades – Câmara Municipal da


Nazaré, 2010.

Projecto de Abastecimento de Água, Drenagem e Tratamento de Águas Residuais da


aldeia de Miguel Choco – Câmara Municipal de Trancoso, 2010.

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Na Especialidade de Vias de Comunicação

Projecto de Requalificação da E.N. 2 desde o Escadório de Nª Sª dos Remédios até à


Escola de Penude de Baixo – Câmara Municipal de Lamego, 2008.

Projecto da Variante das Tílias no Concelho do Fundão – Câmara Municipal do Fundão,


2008.

Projecto de Reabilitação do Caminho Municipal 599 no troço Quinta dos Açores/Gradiz


– Câmara Municipal de Aguiar da Beira, 2009.

Projecto do troço Urbano da Estrada do Curral do Negro – Câmara Municipal de


Gouveia, 2009.

Projecto da Variante da Aldeia Nova do Cabo – Câmara Municipal do Fundão, 2010.

Projecto de Recuperação Da Estrada do Curral do Negro / Folgosinho / Covão da Ponte


– Câmara Municipal de Gouveia, 2010.

2.4 Trabalho desenvolvido na empresa

O trabalho desenvolvido, durante o estágio, foi inicialmente delineado o com o


objectivo de ser útil para a estagiária e para a empresa.

Os objectivos encontram-se resumidos nos seguintes tópicos:


Tomar conhecimento das várias fases que constituem o estudo dos projectos de redes de
água e drenagem de águas residuais;
Definição e traçado das redes;
Análise dos resultados de cálculo obtidos;
Requisitos regulamentares;
Registo de toda a informação relevante para o processo no Plano da Qualidade do
projecto.
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Foi proposta a participação na realização de um Projecto de Abastecimento de Água,


Drenagem e Tratamento de Águas Residuais da aldeia de Miguel Choco no concelho de
Trancoso.

Este projecto iniciou-se com uma visita à referida aldeia, onde foi elaborado um
trabalho de campo, com o objectivo de realizar um traçado base das redes de
abastecimento de água e drenagem de águas Residuais, sendo que, foi também
efectuada uma implantação inicial dos equipamentos em estudo, o reservatório e a
estação de tratamento de águas residuais.

Já em gabinete, foi estudado o traçado definitivo e posterior dimensionamento das redes


de abastecimento de água, e rede drenagem de águas Residuais, dimensionamento do
reservatório e da estação de tratamento de águas residuais.
Numa fase inicial, o estudo das redes foi feito através do programa de cálculo
automático Hidrocad e Resicad, onde foram obtidos resultados que puderam ser
comparados com os mesmos do posterior cálculo manual.

Este foi um resumo sucinto do trabalho desenvolvido no decorrer do estágio, sendo


apresentado nos capítulos seguintes, de modo mais detalhado.

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3 PROJECTO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DRENAGEM DE ÁGUAS


RESIDUAIS DA ALDEIA DE MIGUEL CHOCO, CONCELHO DE
TRANCOSO

3.1 Rede de Distribuição de Água

3.1.1 Memória Descritiva

3.1.1.1 Introdução

Neste projecto, faz-se o estudo da rede de distribuição de água da aldeia de Miguel


Choco, freguesia de Santa Maria, concelho de Trancoso.
Não se analisa a origem do abastecimento de água, nem o tratamento e adução ao
reservatório, porque são componentes a projectar num âmbito de abastecimento global
ao concelho.

Presentemente existe um abastecimento de água com origem em captação superficial,


com adução gravítica, após o que se processa a distribuição domiciliária; em época de
estiagem, o fornecimento de água é reforçado com uma adução a partir da captação de
Fiães.
Enquanto não estiver executada até à povoação em causa, a adução do sistema
concelhio, a captação actual será aproveitada para o abastecimento da nova rede de
distribuição.

Será então projectada uma rede de distribuição domiciliária de água, com um


reservatório de regularização de consumos de ponta.

Este projecto foi elaborado em conformidade com as prescrições do Regulamento Geral


dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas
Residuais, aprovado pelo Decreto Regulamentar nº 23/95, de 23 de Agosto.

3.1.1.2 População a Servir

Consultados os Censos Populacionais de 1970, 1981 e 1991 e 2001 os resultados dos


efectivos populacionais, famílias e alojamentos, são:
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1970 1981 1991 2001*


Hab. Fam. Aloj. Hab. Fam. Aloj. Hab. Fam. Aloj. Hab. Fam. Aloj.
79 25 52 93 32 45 49 19 38 1117 384 582

* Resultado apenas disponível por freguesia (freguesia de Santa Maria), estes resultados
com foram considerados como base para o cálculo.

O rácio de habitantes/família varia entre 3,16 e 2,58 e o de habitantes/alojamento, varia


entre 1,52 e 1,29, nos anos de 1970 a 1991 respectivamente, o que demonstra o
abandono do interior pela povoação e a presença maioritária de pessoas da 3ª idade.
Assim, o estudo da população a servir terá de se basear, essencialmente, no
conhecimento da realidade socioeconómica e na auscultação das características da
povoação, conseguida nas visitas efectuadas para a elaboração do projecto.
A aldeia está próximo da sede do concelho e demonstra uma requalificação urbana
interessante.
Apesar de não ser servida por qualquer via de comunicação importante, admite-se que a
melhoria das infra-estruturas possa proporcionar alguma fixação de habitantes. A
principal actividade produtiva está ligada à agricultura, pecuária e silvo-pastorícia, e não
se conhece qualquer razão que justifique um crescimento populacional inesperado;
admite-se que a aldeia tenha alguma afluência nos fins-de-semana e principalmente nas
férias de Verão, com a visita dos naturais, emigrados.
Assim, não se justifica fazer a previsão de uma evolução populacional para o período de
vida da obra, que é de 40 anos, julgando-se suficiente admitir uma meta de habitantes a
servir, também por se tratar de uma povoação pequena.
Considerando estes factos, admitindo a existência de 50 fogos habitáveis, admitindo um
rácio médio de 3,0 hab/fogo, equivale a prever uma população futura de 150 habitantes,
nesse ano e nos períodos de maior afluência de naturais da povoação, ou seja, nos meses
de Verão, e no horizonte do projecto.
Esta previsão é idêntica à população já verificada no ano de 1940, período em que a
população rural apresentava o maior valor de recenseamento.

3.1.1.3 Capitações, Factores de Ponta e Caudais Significativos

Pelas razões já apontadas no que se refere ao estudo da população a servir, julga-se


desnecessário a determinação da evolução de consumos de água, parecendo suficiente
apontar valores futuros.

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Sendo muito aleatória a adopção de um valor para a capitação de consumo de água,


porque ainda não existem registos concelhios dessa natureza, pode-se admitir, em
comparação com situações semelhantes, o valor futuro de 150 litros/habitante x dia.
Para a actualidade, julga-se suficiente o valor de 120 litros/habitante x dia.

Como factores de ponta, adoptam-se:


factor de ponta mensal - 1,3
factor de ponta diário - 1,5
factor de ponta instantâneo - 7,72 para a rede de distribuição de água

Com base nos pressupostos acima citados, determinam-se os caudais significativos para
o dimensionamento do sistema, tomando como ano 0 o de início de funcionamento e
ano 40 o de horizonte de eficácia da infra-estrutura.

Ano 0 Ano 40
População (hab) 150 150
Capitação (L/hab.dia) 120 150
Factor de Ponta Mensal 1,3 1,3
Factor de Ponta Diário 1,5 1,5
Caudal Médio Diário Rede Distrib. Água (m3/dia) 18,0 22,5
Factor de Ponta Instant. da Rede de Dist. de Água 7,72 7,72
Caudal de Ponta da Rede de Distribuição de Água (L/seg.) 1,61 2,01

3.1.1.4 Rede de Distribuição de Água

Como se referiu já, não é aqui estudada a origem, captação e tratamento da água, que
será aduzida transitoriamente da actual captação, admitindo-se que a médio prazo haja
reforço de adução com origem no sistema concelhio da albufeira da barragem da ribeira
Teja, mas que não é oportuno analisar neste estudo.

Projecta-se então uma rede de distribuição domiciliária com início no reservatório R, a


construir nas imediações da aldeia, cerca da cota 763,34 metros.
Relativamente a pressões de serviço, devem ser garantidas alturas piezométricas entre
18 e 60 mca, considerando o tipo de edifícios da povoação.

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

As velocidades de escoamento da água devem ser minimizadas, em função do diâmetro


do tubo utilizado, com o valor limite de 1,0 m/seg.
Com estas premissas, a conduta entre a saída do reservatório e o nó 2 deverá ser 75
mm, para um caudal de ponta de 2,01 L/seg., a restante rede terá 63 mm, para um
caudal mínimo de 1,0 L/seg.
Pela dimensão da povoação e proximidade ao reservatório, não se considerou o
diâmetro mínimo para escoamento do caudal do serviço de ataque a incêndios; a
povoação pode ser considerada com um grau de risco 1, a que corresponderia um caudal
de cálculo mínimo de 15 L/seg., valor muito superior ao necessário para o
abastecimento normal, pelo que o ataque a sinistros fica dependente do reservatório.
As condutas serão em PVC rígido, da classe de pressão 1,0 Mpa, dada a maior
resistência mecânica em diâmetros mais reduzidos, e ficarão instaladas nos arruamentos,
com um recobrimento mínimo de 1,0 metros acima do extradorso da tubagem, salvo nos
casos de ruas estreitas e de trânsito reduzido ou nulo, onde essa profundidade será
reduzida a 0,80 m ou 0,60 m, conforme as situações.
Prevê-se a colocação de uma ventosa num ponto alto da rede e de uma descarga de
fundo numa zona absolutamente baixa, junto à ribeira.
Estão previstas válvulas de seccionamento para maior comodidade de gestão do
abastecimento em caso de avarias, bocas-de-incêndio criteriosamente colocadas em
locais acessíveis a viaturas de pressurização e auto-tanques, e algumas das quais
funcionam como descargas em zonas baixas; junto da ETAR será colocada uma boca-
de-incêndio, para serviço de limpezas da instalação citada.

3.1.1.5 Reservatório

A capacidade de reserva deverá ser o somatório da capacidade de armazenamento para


flutuações de consumo C1, e da capacidade de reserva para incêndios C2 ou da reserva
para compensação de avarias C3; seguidamente apresenta-se o dimensionamento da
capacidade de reserva com base nestes pressupostos.

Capacidade reguladora de consumos.C1 - K=2x 150hab x 150 L/habxdia 45 m3


Capacidade de reserva para incêndios C2 - risco grau 1 75 m3

Capacidade de reserva para avarias C3* – 8horas x 3600seg x 0,43 L/seg. 12,4 m3
Capacidade de regularização mínima adoptada C1 + C2 120 m3

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

*caudal de adução = caudal máximo diário anual + 10% de fugas = 0,43 L/seg. (adução
gravítica)

Opta-se pela construção de um reservatório circular, apoiado, de 150 m3 de capacidade


(conforme justificado no ponto 3.1.6), com cobertura plana, numa zona alta a sul da
aldeia, com a soleira cerca da cota 763,34 metros.
Conforme se referiu antes, este reservatório (R) deverá ser aduzido a partir dos
reservatórios de Trancoso, pelo que a sua localização classifica-o como reservatório de
extremidade.

3.1.2 Memória Justificativa dos Cálculos

a) Estudo da Evolução Populacional

Para o dimensionamento da rede de distribuição de água, dado que os valores dos


censos se referem à população residente, admitiu-se uma população de 150 habitantes
na situação de maior afluência, não se prevendo qualquer evolução populacional, pelas
razões já referidas, (conforme descrito no ponto 3.1.1.2, deste documento).

b) Capitações

Ano Zero Ano 2010


Ano Horizonte de Projecto Ano 2050
C0 (capitação do ano zero) = 150 L/hab.dia
C40 (capitação do ano quarenta) = 150 L/hab.dia

c) Factores de Ponta

No que se refere ao consumo da população e na falta de elementos que permitam


estabelecer um valor mais adequado para o consumo máximo mensal e para o consumo
diário, devem adoptar-se os seguintes valores:
Factor de ponta mensal: 1,3
Factor de ponta diário: 1,5
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 16
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Factor de ponta instantâneo:


70
fp = 2,0
pop

70
fp = 2,0 +
150
fp = 7,72

Nota: Tratam-se de valores muito altos, dada a reduzida população a servir.

d) Factores de Perda

As fugas de água do sistema são compatibilizadas pelo factor de perdas, para o qual se
admitiu um valor de 10% do volume de água entrada no sistema.

3.1.3 Dimensionamento da Rede de Água Através do Cálculo Manual

3.1.3.1 Parâmetros de Dimensionamento

▪ Caudal médio da população:

pop cap 1,10


Qmédio =
3600 24
150 150 1,10
Qmédio =
3600 24
Qmédio = 0,286 L/s

▪ Caudal de ponta da população:

Qponta = Qméd x fp
Qponta = 0,286 x 7,72
Qponta = 2,208 L/s

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3.1.3.2 Dimensionamento da Rede de Abastecimento de Água

A seguir apresentam-se todos os cálculos necessários do dimensionamento da rede de


águas.

Qmédio = 0,286 L/s

Qponta = 2,208 L/s

▪ Caudal de distribuição:

Qdistribuição = 2,208 L/s

▪ Caudais unitários de percurso (de acordo com ”Sebenta de Saneamento Básico I”,
Instituto Politécnico da Guarda, Escola Superior de Tecnologia e Gestão):

1) Um critério utilizado para o cálculo do caudal unitário está ligado com o modo como
a rede foi concebida e aos tipos de ocupação existentes ou previstos no aglomerado.
Assim se o tipo de urbanização é sensivelmente uniforme em toda a área do projecto,
considera-se uma distribuição uniforme de caudal em toda a rede, o caudal unitário de
percurso (Qunitário), resultará então da divisão do caudal de ponta (Qponta) pelo somatório
dos comprimentos dos troços da rede que possuem distribuição de percurso. Sendo
assim:

Qdistribui ção
Qunitário =
Ldistribui ção
2,208
Qunitário =
1442,15
Qunitário = 0,001531 L/s

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

2) Um outro critério consiste em fazer também a distribuição do caudal de ponta pelos


troços da rede, segundo o seu comprimento fictício, sendo este comprimento obtido da
seguinte maneira:

- O comprimento fictício é igual ao comprimento real do troço, nas condutas com


serviço de percurso de ambos os lados. (Lequivalente=Lreal)
- O comprimento fictício é metade do comprimento real do troço, nas condutas com
1
serviço de percurso de um só lado. (Lequivalente= Lreal)
2
- O comprimento fictício é nulo para condutas sem serviço de percurso. (Lequivalente= 0)

Deste modo:

Qpercurso = Qunitário x Lequivalente

Nota: De acordo com a norma portuguesa NP 838, os caudais superior os 1 L/s devem
ser considerados como caudais concentrados, e como tal, excluídos dos caudais
unitários de percurso.

▪ Caudal equivalente:

O caudal equivalente é um caudal constante que supostamente se escoa e que substitui o


caudal variável nos cálculos hidráulicos.

Qequ= Qjus+0,55xQperc

▪ Perdas de carga unitárias:

As perdas de carga unitárias (J) para a rede ramificada são calculadas com recurso à
fórmula de Colebrook-White:

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2
vmédia 2 K 2,51
Jn 1 log
8 g D 3,7 D D 2 g D Jn

▪ Perdas de carga de percurso:

Perdas de carga de percurso são dadas pela expressão:

H J L real

▪ Velocidade:

A velocidade em cada troço é obtida, tendo em conta uma velocidade mínima de 0,5m/s
e uma velocidade máxima de 1.5m/s, a seguinte expressão:

Q V A ; A é a secção da conduta em estudo e Vmáx a velocidade máxima na


conduta também em estudo.

Q
V
D2
4
▪ Velocidade máxima:

A velocidade máxima de cada troço obtém-se a partir da seguinte fórmula:

Vmáx 0,127 D 0, 4

Deste modo, são apresentados, já de seguida, um desenho esquemático da rede traçada


(figura II), bem como a tabela de cálculo hidráulico da rede ramificada (tabela 1) e
tabela de cálculo hidráulico da rede malhada (tabela 2).

Neste relatório não será apresentado o estudo de dimensionamento da rede de incêndio.

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Figura II – Desenho Esquemático da Rede de Distribuição de Água

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Tabela 1 - Cálculo Hidráulico da Rede Ramificada


DN(mm)
Troço Lreal(m) Lequi (m) Qperc(L/s ) Qmont (L/s) Qjus (L/s) Qeq (L/s) J (m/km) ∆H (m) V ( m/s ) Vmáx( m/s )
int ext
Res - 1 157,80 0,00 0,000 2,208 71,40 75,00 2,208 2,208 0,004630 0,73069 0,551 0,700
1 - 1A 13,04 6,52 0,010 0,010 71,40 75,00 0,000 1,000 0,001125 0,01468 0,002 0,700
1-2 51,23 51,23 0,078 2,198 71,400 75,00 2,120 2,163 0,004462 0,22860 0,549 0,700
3-3A 123,06 123,06 0,188 0,188 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,31941 0,067 0,653
4-4A 64,21 64,21 0,098 0,098 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,16666 0,035 0,653
5-5A 73,57 36,79 0,056 0,056 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,19096 0,020 0,653
6-12 5,66 0,00 0,000 0,618 60,00 63,00 0,618 1,000 0,002596 0,01469 0,219 0,653
7-7A 112,16 56,08 0,086 0,086 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,29112 0,030 0,653
8-8A 92,42 46,21 0,071 0,071 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,23989 0,025 0,653
9-10 4,07 2,04 0,003 0,076 60,00 63,00 0,073 1,000 0,002596 0,01056 0,027 0,653
10-10A 22,74 11,37 0,017 0,017 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,05902 0,006 0,653
10-11 12,91 6,46 0,010 0,055 60,00 63,00 0,046 1,000 0,002596 0,03351 0,020 0,653
11-11A 15,59 7,80 0,012 0,012 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,04047 0,004 0,653
11-11B 21,96 21,96 0,034 0,034 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,05700 0,012 0,653
12-12A 113,82 56,91 0,087 0,087 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,29543 0,031 0,653
12-13 433,39 216,70 0,332 0,531 60,00 63,00 0,199 1,000 0,002596 1,12491 0,188 0,653
13-13A 66,70 33,35 0,051 0,051 60,00 63,00 0,000 1,000 0,002596 0,17313 0,018 0,653
13-13B 193,19 96,60 0,148 0,148 60,00 63,00 0,000 1,00 0,002596 0,50144 0,052 0,653

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A malha I é calculada através de um método iterativo, Método de Hardy-Cross.


Nesta tabela é apresentada somente a última iteração onde a correcção de caudal ΔQ é igual a zero.

Tabela 2 - Cálculo Hidráulico da Rede Malhada - Método de Hardy-Cross


MALHA 1
Troço Lreal (m) Dint (mm) Qperc (L/s) Qmont (L/s) Qjus(L/s) Qeq(L/s) J (m/m) DH(m) DH/Qeq Qeq(L/s)
2-3 69,39 60,00 0,079 2,120 2,041 2,084 4,524 0,314 0,240 1,307
3-4 63,61 60,00 0,072 1,853 1,781 1,821 3,043 0,194 0,185 1,044
4-5 127,20 60,00 0,072 1,683 1,611 1,651 2,226 0,283 0,324 0,874
5-6 86,14 60,00 0,049 1,555 1,506 1,533 1,726 0,149 0,197 0,756
6-7 138,05 60,00 0,079 0,888 0,809 -0,852 -6,657 -0,919 0,564 -1,629
7-8 10,57 60,00 0,000 0,723 0,723 -0,723 -1,779 -0,019 0,024 -0,769
8-9 59,52 60,00 0,034 0,652 0,618 -0,637 -1,274 -0,076 0,119 -0,637
9-2 50,41 60,00 0,029 0,542 0,513 -0,529 -0,920 -0,046 0,088 -0,529
Σ∆H = 0,002
Malha 1 DQ1= 0,000
Σ∆H/Qeq = 1,534
Hi
Q
Hi
2
Qi
Com: (correcção do caudal na malha)

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3.1.4 Cálculo da cota de soleira do Reservatório:

Pressão mínima:

H=10+4*n n - número de pisos

Para n = 2

H = 18 m.c.a

Por aplicação do Teorema de Bernoulli entre a superfície livre do reservatório no seu


nível mínimo e o ponto mais desfavorável da rede (nó 1A, ponto mais alto), em que
neste caso será:

ZRmin = Zp1A + pmin + ΔH-

ZRmin = 744,61 + 18,0 + 0,7307

ZRmin = 763,34 m

De seguida é apresentada a tabela de cálculo para verificação das pressões (tabela 3).

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Tabela 3 - Verificação das Pressões


Cota Topográfica Cota Piezométrica
Pressões (m.c.a.)
Troço ∆H (m) (m) (m)
Montante Jusante Montante Jusante Montante Jusante
Res - 1 0,7307 763,34 743,46 763,340 762,609 0,00 19,15
1 - 1A 0,0147 743,46 744,61 762,609 762,595 19,15 17,98
1-2 0,2286 743,46 741,75 762,609 762,381 19,15 20,63
3-3A 0,3194 738,38 738,40 762,067 761,747 23,69 23,35
4-4A 0,1667 732,19 728,52 761,873 761,707 29,68 33,19
5-5A 0,1910 723,63 719,10 761,590 761,399 37,96 42,30
6-12 0,0147 725,03 724,78 761,441 761,427 36,41 36,65
7-7A 0,2911 734,56 729,49 762,360 762,069 27,80 32,58
8-8A 0,2399 735,23 737,27 762,379 762,1393 27,15 24,87
9-10 0,0106 739,06 739,24 762,455 762,4445 23,40 23,20
10-10A 0,0590 739,24 737,88 762,4445 762,3855 23,20 24,51
10-11 0,0335 739,24 740,66 762,4110 762,377 23,17 21,72
11-11A 0,0405 740,66 741,87 762,377 762,337 21,72 20,47
11-11B 0,0570 740,66 742,67 762,377 762,320 21,72 19,65
12-12A 0,2954 724,78 724,29 761,427 761,131 36,65 36,84
12-13 1,1249 724,78 700,60 761,427 760,302 36,65 59,70
13-13A 0,1731 700,60 701,63 760,302 760,129 59,70 58,50
13-13B 0,5014 700,60 707,16 760,302 759,8003 59,70 52,64
2-3 0,3139 741,75 738,38 762,381 762,0668 20,63 23,69
3-4 0,1936 738,38 732,19 762,0668 761,8732 23,69 29,68
4-5 0,2831 732,19 723,63 761,8732 761,590 29,68 37,96
5-6 0,1487 723,63 725,03 761,590 761,441 37,96 36,41
6-7 (-)0,9190 725,03 734,56 761,441 762,360 36,41 27,80
7-8 (-)0,0188 734,56 735,23 762,360 762,379 27,80 27,15
8-9 (-)0,0758 735,23 739,06 762,379 762,455 27,15 23,40
9-2 (-)0,0464 739,06 741,75 762,455 762,501 23,40 20,75

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3.1.5 Dimensionamento da Rede de Água Através do Programa de Cálculo


Automático “Hidrocad”.

O programa de cálculo automático utilizado foi: ”Hidrocad”, que foi desenvolvido para
o cálculo, desenho, verificação e dimensionamento de redes de água.

Durante o estágio houve possibilidade de executar o dimensionamento das redes de


abastecimento de água da povoação de Miguel Choco, utilizando o programa de cálculo
atrás referido, permitindo desta maneira a comparação com os resultados obtidos no
cálculo manual, sendo assim possível também avaliar as vantagens e desvantagens
destes dois métodos e também muito importante, adquirir conhecimentos que permitam
usufruir das novas técnicas de trabalho.

Ao comparar os resultados obtidos com os resultados do cálculo manual observa-se


que, para os mesmos parâmetros e considerações utilizadas são idênticos, o que pode
ser confirmado ao analisar as tabelas de cálculo apresentadas, (tabela 1, 2 e 3, para o
cálculo manual e tabela 4, para o cálculo automático).

De uma forma geral, após este estudo, pode concluir-se que existe uma grande
proximidade de resultados entre ambas as metodologias de cálculo; de qualquer
maneira, o objectivo da utilização do programa de cálculo é proporcionar uma maior
rapidez de execução do projecto, nunca desvalorizar a função do projectista, função
esta, preponderante na idealização da rede mais adequada e na análise rigorosa dos
resultados, de forma a obter o maior grau de segurança e economia possível, cumprindo
sempre as especificações regulamentares.

3.1.5.1 Avaliação da utilização do programa de cálculo

Vantagens:
Uma das grandes vantagens da utilização deste programa é, sem dúvida, a rapidez de
cálculo das redes.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 26


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Este programa fornece os resultados referentes a cada troço, dando uma visão global de
tudo o que foi feito e obtido, permitindo manipular os parâmetros obtidos para assim se
estudar e ser adoptada a solução mais optimizada.

O programa analisa os dados em memória alertando para possíveis erros, que devem ser
corrigidos para prosseguir o cálculo.

Desvantagens:
Como qualquer programa de cálculo, existem riscos inerentes à sua utilização, tais
como:

- Enganos na introdução de dados;


- Utilização indiscriminada e sem qualquer controlo, onde o projectista não tem
necessidade de intervir activamente nas diferentes fases do cálculo, pelo que deve
existir sempre uma análise por parte deste, dos resultados de cálculo.
Basicamente foram estas as desvantagens encontradas na utilização deste programa,
provavelmente surgirão oportunidades futuras de se encontrarem novas limitações, mas
também tirar o maior proveito possível das vantagens que proporciona.

De um modo geral, a avaliação do cálculo efectuado para a rede de distribuição de


águas da povoação de Miguel Choco através do programa de cálculo automático
”Hidrocad” é bastante positiva, incentivando a explorá-lo, para ser utilizado da maneira
mais correcta possível no futuro.

De seguida é apresentada a tabela com os resultados retirados do programa de cálculo


automático “Hidrocad”, com os resultados obtidos da rede de distribuição de Água
(tabela4).

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 27


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 4 – Cálculo Hidráulico da Rede de Distribuição de Água - Hidrocad


Cota Cota Cota Cota
Nó Pressão Caudal Veloc. Nó Pressão Caudal Veloc. Material Diâmetro Comp. Perda
Geom. Piez. Geom. Piez.
Inicio (m.c.a) [L/s] (m/s) Fim (m.c.a) [L/s] (m/s) (1Mpa) (mm) (m) de carga
(m) (m) (m) (m)
Reser. 763,34 763,34 0,00 2,01 0,51 1 743,46 762,63 19,17 1,86 0,47 PVC Ø75 168,58 0,7114
1 743,46 762,63 19,17 0,01 0,00 1a 744,70 762,63 17,93 0,00 0,00 PVC Ø63 13,04 0,000
1 743,46 762,63 19,17 1,85 0,47 2 741,77 762,43 20,67 1,80 0,46 PVC Ø75 51,52 0,194
2 741,77 762,43 20,67 0,86 0,31 3 738,38 762,29 23,91 0,79 0,29 PVC Ø63 68,83 0,147
3 738,38 762,29 23,91 0,11 0,04 3a 738,40 762,28 23,89 0,00 0,00 PVC Ø63 122,80 0,003
3 738,38 762,29 23,91 0,68 0,25 4 731,70 762,20 30,49 0,62 0,23 PVC Ø63 64,57 0,091
4 731,70 762,20 30,49 0,06 0,02 4a 728,36 762,20 33,84 0,00 0,00 PVC Ø63 63,61 0,000
4 731,70 762,20 30,49 0,57 0,21 5 723,76 762,08 38,32 0,45 0,16 PVC Ø63 128,05 0,116
5 723,76 762,08 38,32 0,06 0,02 5a 719,58 762,08 42,50 0,00 0,00 PVC Ø63 70,80 0,001
5 723,76 762,08 38,32 0,38 0,14 6 725,06 762,04 36,98 0,31 0,11 PVC Ø63 84,99 0,039
7 734,62 762,17 27,55 0,57 0,21 6 725,06 762,04 36,98 0,45 0,16 PVC Ø63 137,36 0,125
7 734,62 762,17 27,55 0,10 0,04 7a 729,49 762,16 32,67 0,00 0,00 PVC Ø63 113,67 0,002
9 739,34 762,31 22,96 0,83 0,30 8 735,23 762,18 26,96 0,77 0,28 PVC Ø63 61,44 0,125
9 739,34 762,31 22,96 0,07 0,03 10 739,13 762,31 23,17 0,07 0,02 PVC Ø63 4,07 0,000
10 739,13 762,31 23,17 0,02 0,01 10a 737,88 762,31 24,43 0,00 0,00 PVC Ø63 22,74 0,000
10 739,13 762,31 23,17 0,05 0,02 11 740,65 762,31 21,66 0,03 0,01 PVC Ø63 12,91 0,000
11 740,65 762,31 21,66 0,01 0,01 11a 741,87 762,31 20,44 0,00 0,00 PVC Ø63 15,59 0,000
11 740,65 762,31 21,66 0,02 0,01 11b 742,65 762,31 19,66 0,00 0,00 PVC Ø63 21,77 0,000
2 741,77 762,43 20,67 0,94 0,34 9 739,34 762,31 22,96 0,90 0,33 PVC Ø63 49,18 0,128
6 725,06 762,04 36,98 0,75 0,27 12 724,78 762,03 37,25 0,75 0,27 PVC Ø63 5,66 0,010
12 724,78 762,03 37,25 0,11 0,04 12a 724,14 762,03 37,89 0,00 0,00 PVC Ø63 116,02 0,002
12 724,78 762,03 37,25 0,64 0,23 13 700,58 761,70 61,12 0,25 0,09 PVC Ø63 434,84 0,331
13 700,58 761,70 61,12 0,06 0,02 13a 701,50 761,70 60,20 0,00 0,00 PVC Ø63 67,45 0,000
13 700,58 761,70 61,12 0,19 0,07 13b 707,55 761,69 54,14 0,00 0,00 PVC Ø63 204,98 0,010
8 735,23 762,18 26,96 0,68 0,25 7 734,62 762,17 27,55 0,67 0,24 PVC Ø63 10,57 0,016
8 735,23 762,18 26,96 0,09 0,03 8a 737,30 762,18 24,88 0,00 0,00 PVC Ø63 99,27 0,001

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

3.1.6 Dimensionamento do Reservatório

O dimensionamento do reservatório é efectuado para o dia de maior consumo do ano


horizonte projecto. Para a quantificação da capacidade de regularização que deverá
atender às variações horárias da distribuição no dia de maior consumo do ano,
considera-se diagramas de consumos que, embora idealizados, se aproximem da
realidade.
Adopta-se factores de ponta definidos pela especificação E-212 do LNEC. Estes
factores de ponta apresentam diagramas referentes ao dia de maior consumo, ou seja, o
volume de água correspondente a estes diagramas, equivalente à área subentendida
pelos mesmos, é igual ao consumo do dia de maior consumo do ano. Para um factor de
ponta igual a quatro, vem um caudal médio horário anual (A) do aglomerado para o
dimensionamento do reservatório:

4A
4A
3,5 A

3A
2,5 A

2A
1,5 A
1.5 A
1,0 A
1A
0,15 A 0,15 A
0A
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Horas

Figura III – Diagrama de consumos (factor de ponta 4)

População: 150 hab


Cap. = 150 L/dia/hab
150 150 1,10
Caudal médio diário = = 24,75 m3/dia
1000
70
Factor de ponta instantâneo = 2+ = 7,72
150

Caudal de ponta instantâneo = 24,75 7,72 = 191,07 m3/dia

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 29


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

150 150 1,10


Caudal médio horário (A) = = 1,03 m3/h
1000 24

Nota: A quantificação da capacidade deste tipo de reservatório é realizada conforme


preconiza a Norma Portuguesa NP 839.
Ou seja, no caso da alimentação se efectuar graviticamente em 24 h a capacidade teórica
será nula, pois o caudal que entra será igual ao caudal que sai.

Tabela 5 - Diagrama de Consumos


Caudal
Caudal Médio
Horas Consumido fp
Horário Anual
Horário Anual
0-1 0,155 1,031 0,15
1-2 0,155 1,031 0,15
2-3 0,155 1,031 0,15
3-4 0,155 1,031 0,15
4-5 0,155 1,031 0,15
5-6 0,155 1,031 0,15
6-7 4,125 1,031 4
7-8 4,125 1,031 4
8-9 4,125 1,031 4
9 - 10 1,547 1,031 1,5
10 - 11 1,547 1,031 1,5
11 - 12 2,578 1,031 2,5
12 - 13 2,578 1,031 2,5
13 - 14 1,031 1,031 1
14 - 15 1,031 1,031 1
15 - 16 1,031 1,031 1
16 - 17 1,031 1,031 1
17 - 18 3,609 1,031 3,5
18 - 19 3,609 1,031 3,5
19 - 20 3,609 1,031 3,5
20 - 21 0,155 1,031 0,15
21 - 22 0,155 1,031 0,15
22 - 23 0,155 1,031 0,15
23 - 24 0,155 1,031 0,15

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 30


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

A seguir é apresentado o gráfico de diagrama de consumos:

Para o cálculo da adução com avaria considera-se que a conduta adutora se localiza em
estrada transitável por veículos, o período máximo previsto da reparação da avaria será
assim de 8 horas, para a qual se determina o período mais desfavorável para a sua
ocorrência, situando-se assim entre as 7 horas e as 15 horas.

Tabela 6 - Quadro de Consumos Acumulados - Aduções


Adução Adução
Consumo Acumulado Acumulado
Acumulado S/Avaria C/Avaria
Horas (A) (B) (C) (A) - (B) (A) - (C)
0-1 0,155 1,547 1,547 -1,392 -1,392
1-2 0,309 3,094 3,094 -2,784 -2,784
2-3 0,464 4,641 4,641 -4,177 -4,177
3-4 0,619 6,188 6,188 -5,569 -5,569
4-5 0,773 7,734 7,734 -6,961 -6,961
5-6 0,928 9,281 9,281 -8,353 -8,353
6-7 5,053 10,828 10,828 -5,775 -5,775
7-8 9,178 12,375 10,828 -3,197 -1,650
8-9 13,303 13,922 10,828 -0,619 2,475
9 - 10 14,850 15,469 10,828 -0,619 4,022
10 - 11 16,397 17,016 10,828 -0,619 5,569
11 - 12 18,975 18,563 10,828 0,412 8,147
12 - 13 21,553 20,109 10,828 1,444 10,725
13 - 14 22,584 21,656 10,828 0,928 11,756
14 - 15 23,616 23,203 10,828 0,412 12,788
15 - 16 24,647 24,750 12,375 -0,103 12,272

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 31


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 6 - Quadro de Consumos Acumulados – Aduções (continuação)


Adução Adução
Consumo Acumulado Acumulado
Acumulado S/Avaria C/Avaria
Horas (A) (B) (C) (A) - (B) (A) - (C)
16 - 17 25,678 26,297 13,922 -0,619 11,756
17 - 18 29,288 27,844 15,469 1,444 13,819
18 - 19 32,897 29,391 17,016 3,506 15,881
19 - 20 36,506 30,938 18,563 5,569 17,944
20 - 21 36,661 32,484 20,109 4,177 16,552
21 - 22 36,816 34,031 21,656 2,784 15,159
22 - 23 36,970 35,578 23,203 1,392 13,767
23 - 24 37,125 37,125 24,750 0,000 12,375

Caudal de adução:
Qadução = 37,125 m3/dia
Qadução = 1,547 m3//h
Qadução = 0,43 L/s

3.1.6.1 Capacidade do reservatório:

a) Cálculo do volume de regularização sem avaria:

VR S/avaria = Vfalta + Vexcesso, onde:

Vfalta = maior valor positivo


Vexcesso = maior valor negativo

Então:
VR S/avaria = 8,353 + 5,569
VR S/avaria = 13,922 m3

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 32


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

b) Cálculo do volume de reserva:

O reservatório deve possuir um volume de reserva além do volume de regularização


para situações de incêndio ou de avaria que possam eventualmente ocorrer, devendo ser
escolhido o maior dos caudais.

b.1) Volume de incêndio:

Para uma zona de grau de risco igual a 1, de acordo com o nº7 do artº70 do
RGSPPDADAR o volume de incêndio é de 75 m3.

b.2) Volume de avaria:

Vavaria = VRc/avaria – VRs/avaria


Vavaria = (17,944 + 8,353) – 13,922
Vavaria = 12,375 m3

c) Cálculo do volume de regularização:

A capacidade do reservatório será a soma do volume de regularização sem avaria com o


maior dos volumes de avaria ou de incêndio, neste caso fica:

VR total = VRs/avaria + VRavaria


ou
VR total = VRs/avaria + Vincêndio

Mas segundo RGSPPDADAR, independentemente das condições de alimentação do


reservatório, a capacidade de armazenamento deve ser:

V ≥ Qmed x K

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 33


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

em que:

Qmed ( Caudal médio diário anual) = 24,75 m3/dia

K = 2,0 (para aglomerados populacionais inferiores a 1000 hab)

então vem:

V ≥ 24,75 x 2,0

V ≥ 49,50 m3

Então o volume do reservatório será:

Vres = 49,50 + 75
Vres = 124,5 m3

Podemos então escolher uma capacidade regulamentar de 125 m3 , mas para garantir
alguma margem na reserva de água, o volume adoptado é de 150 m3.

3.2 Rede de Drenagem de Águas Residuais

3.2.1 Memória Descritiva

3.2.1.1 Introdução

Neste projecto, faz-se o estudo das redes de drenagem e tratamento de águas residuais
de Miguel Choco, freguesia de Santa Maria, concelho de Trancoso.

Presentemente não existe qualquer sistema de drenagem de esgotos. Quanto a sistemas


de tratamento, nada mais existe do que as fossas sépticas individuais, que serão
desactivadas, esvaziadas e demolidas.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 34


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Será então projectada uma rede de colectores de águas residuais, bem como uma estação
de tratamento.

Este projecto foi elaborado em conformidade com as prescrições do Regulamento Geral


dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas
Residuais, aprovado pelo Decreto Regulamentar nº 23/95, de 23 de Agosto.

3.2.1.2 População a Servir

Conforme apresentado na memória descritiva da rede de distribuição de água, o valor


adoptado para efeitos de cálculo da população para o ano horizonte de projecto é de 150
habitantes.

3.2.1.3 Capitações, Factores de Ponta e Caudais Significativos

O valor futuro a considerar para a capitação é de 150 litros/habitante x dia, para a


actualidade, julga-se suficiente o valor de 120 litros/habitante x dia, conforme descrito
na memória descritiva da rede de água.

Como factores de ponta, adoptam-se:


factor de ponta instantâneo - 6,40 para a rede de colectores de esgoto

O coeficiente de afluência à rede de colectores de esgoto, será de 0,8, considerando-se


também um caudal de infiltração igual a 50% do caudal médio diário, porque na época
de maior pluviosidade, a população residente é bastante inferior à que existe no Verão,
quando não chove; dada a localização da povoação e a constituição geológica do local,
não se prevê níveis freáticos superficiais de excepção.

Com base nos pressupostos acima citados, determinam-se os caudais significativos para
o dimensionamento do sistema, tomando como ano 0 o de início de funcionamento e
ano 40 o de horizonte de eficácia da infra-estrutura.

Ano 0 Ano 40
População (hab) 150 150
Capitação (L/hab.dia) 120 150
Factor de Afluência à Rede de Esgotos 0,8 0,8
3
Caudal Médio Diário Rede Dren. de Esgotos (m /dia) 14,4 18,0
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 35
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Caudal de Infiltração na Rede Dren. Esgotos (m3/dia) 7,2 9,0


Factor de Ponta Instant. da Rede de Dren. de Esgotos 6,40 6,40

Caudal de Ponta da Rede de Drenagem de Esgotos (L/seg.) 1,15 1,44


3
Caudal Máximo Afluente à ETAR (m /dia) 21,6 27,0

3.2.1.4 Rede de drenagem de águas residuais

A rede de esgotos domésticos é toda gravítica, e teve-se como principal premissa a


drenagem da totalidade da povoação.

O traçado da rede de colectores é feito pelos arruamentos, com a tubagem instalada a


uma profundidade média de 1,40 m, medida ao extradorso superior; este recobrimento
poderá ser inferior nos terrenos agrícolas ou quando se reconheça necessidade de
reduzir profundidades de caixas de visita localizadas em pontos altos.

As tubagens a aplicar serão o PVC ou PP corrugados SN6 para e caixas de visita em


betão, pré-fabricadas ou executadas “in situ”.

Deverá ser usado DN200mm, secção mínima regulamentar, com escoamento até ½
secção e velocidade máxima de 3 m/seg. A inclinação mínima adoptada em perfil, foi de
0,5%, e inclinação máxima de 15%. No início dos colectores foi adoptada uma
inclinação mínima de 1%.

São previstas caixas de visita no início e junção dos colectores, e nas mudanças de
direcção e/ou inclinação dos mesmos; quando a diferença entre as cotas de entrada e
saída da caixa de visita é superior a 0,50 m, utiliza-se o sistema de queda guiada, para
evitar a erosão da soleira de betão. Para ligação dos ramais domiciliários, são
intercaladas forquilhas em PVC ou PP corrugado DN200 x 125 mm, construindo-se
uma caixa de visita domiciliária junto à propriedade, com tampa em ferro fundido.

Foi calculada a suficiência da tensão de arrastamento para os caudais mínimos, tendo


em conta que nas cabeceiras dos colectores poderão ocorrer descargas da ordem dos 90
L/min, mas essa tensão de arrastamento mínima de 0,2 KN/m2 só existe para inclinações
iguais ou superiores a 1,35%, a uma velocidade de 0,8 m/seg.; igualmente se verifica
que, para a inclinação mínima de 0,5%, a tensão de arrastamento mínima só existe para
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 36
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

caudais iguais ou superiores a 8,97 L/seg., valor muito superior ao caudal de ponta da
rede em estudo. Assim, as condições de auto - limpeza do colector devem ser reforçadas
com descargas periódicas de caudais volumosos, o que só se consegue através de caixas

de corrente de varrer de comando manual nas cabeceiras dos colectores, de modo a que
a sua influência se estenda num percurso aproximado de 200 metros, nomeadamente no
início dos colectores de pouca inclinação.

Conforme já se disse, esta povoação é pequena e a secção mínima adoptada para a rede
de drenagem de esgotos permite o escoamento de caudais muito superiores ao previsto;
de qualquer modo pretende-se aferir as condições de funcionamento do troço final da
rede, pelo menos à chegada à fossa, com a maior concentração de caudal, propondo-se o
calculo a seguir demonstrado:

3.2.1.5 Estação de Tratamento de Águas Residuais

O decreto-lei nº 152/97, de 19 de Junho, impõe um tratamento apropriado para


povoações com equivalentes populacionais inferiores a 2000 hab.eq., desde que a
descarga se faça em águas doces e em áreas não sensíveis. No mesmo diploma, o art.º
4º, nº 3, admite a adopção de sistemas individuais de protecção ambiental, podendo
entender-se isso para o caso de pequenos aglomerados populacionais.

O efluente final a descarregar, deve ter as características definidas no anexo XVIII do


decreto-lei nº 236/98, nomeadamente no que se refere a CBO5, SST e pH.

Tendo em conta a dimensão da povoação e as características da mesma, julga-se


possível garantir um tratamento adequado do esgoto com um sistema de fossa séptica de
3 compartimentos, complementada de tratamento secundário em leito de plantas
macrófitas emergentes.

A localização da ETAR será feita em terreno com condições topográficas para a


construção do leito de macrófitas e suficientemente afastado da povoação de modo a
não haver problemas com eventuais cheiros; teve-se em atenção a aptidão do solo para
uso agrícola e a proximidade de pontos de descarga do efluente tratado, que será feita no
Rio Távora.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 37


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

O perímetro do terreno da ETAR deverá ser vedado com maciços em betão simples de
fixação de prumos com 0,60x0,60 m e 0,45 m de altura, e rede de arame galvanizado e
plastificado de malha de 50 mm, fixada a prumos de tubo de aço Ø60 mm, espaçados no

máximo de 3,0 metros; esta rede deve ser esticada com 3 fiadas de arame da mesma
característica da rede, entrelaçado a esta no topo, meio e junto ao soco, através de
ganchos de ferro chumbados no cimento.
Deve haver um portão com estrutura metálica com duas folhas plastificado, com altura
de 2,0 m e largura de 3,50 m, fixado a 2 pilares em betão armado com secção 0,30x0,30
m e altura de 2,1 m, com fundação.

O interior do recinto ficará desmatado e a superfície livre de equipamentos é tratada


com camada de “tout-venant” espessura mínima de 0,20 m após o recalque e uma
camada de gravilha compactada (3 a 5 mm), sobre terreno natural compactado.
O abastecimento de energia eléctrica situa-se a cerca de 70,0 m, tendo a rede de
abastecimento de água junto ao terreno.

3.2.2 Cálculo Manual da Rede de Drenagem de Águas Residuais

3.2.2.1 Parâmetros de Dimensionamento

Condições Máximas:

Velocidade Máxima = 3 m/s

Altura Máxima da Lâmina Líquida = 0,5 da altura total (D 500 mm)

Inclinação Máxima = 15 %

Condições Mínimas:

Velocidade Mínima = 0,6 m/s

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 38


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Inclinação Mínima = 0,3 %

Diâmetro Mínimo = 200 mm

Caudal Médio da População:

Qmédio diário = Pop Cap fa / (24 3600)


Qmédio diário = 150 150 0,8 / (24 3600)
Qmédio diário = 0,21 L/s

Caudal de Infiltração:

O caudal de infiltração segundo o RGSPPDADAR considera-se igual ao caudal médio


anual, nas redes de pequenos aglomerados com colectores a jusante até 300 mm.

Caudal Máximo:

O caudal máximo obtém-se pela fórmula:

Qmax = Qmed fp + Qinf


Qmax = 0,21 6,39 + 0,21
Qmax = 1,55 L/s

Caudal de Auto-Limpeza:

É o caudal mínimo de referência, que garante as condições de auto-limpeza, que vai ser
igual:

Qal = Qmed(0) fp (0) = Qponta da população

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 39


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

3.2.3 Dimensionamento da Rede de Drenagem de Águas Residuais

a) Diâmetros:

Considerando:

Ks (PVC) = 90 m1/3/s
imáxc = 15 %
iminc = 0,3 %

Onde:

- iminc e imáxc correspondem às inclinações mínima e máxima construtivas (ver Artº


133 do RGSPPDADAR).

b) Intervalo de diâmetros

b.1) Diâmetro Mínimo Permissível:

Considerando, no limite, uma secção meia cheia, tem-se =

D/2

D
0
D/2

Figura IV – Secção meia cheia

1
8 Qmáx 2
Dmin
Vmáx ( máx sen máx )

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 40


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco
3
2 8 1
3 4
8 4 Qmáx
Dmáx 5
Ks imáx c sen 8

b.2)) Diâmetro Máximo Economicamente Viável:

3
2 8 1
3 4
8 4 Qmáx
D 5
com = 2 arccos(1 2a) ,
Ks i min c sen 8

com a = 0,5

c) Limites de Inclinação:

Considerando :
Ks = 90 m1/3/s
Vmin = 0,6 m/s
Vmáx = 3 m/s (Artº 133 RGSPPDADAR)

Os valores da inclinação dos colectores devem estar compreendidos entre:

1) Em relação à inclinação mínima:

h
▪ implica uma inclinação mínima, pelo que i i min h ;
D máx

▪ Vmin implica uma inclinação mínima pelo que i  i min v ;

▪ i min c implica uma inclinação mínima (sendo de 0,3%) pelo que i i min c

Logo:

imin máximo (iminh;iminv; iminc)

2) Em relação à inclinação máxima:

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 41


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

▪ Vmáx implica uma inclinação máxima pelo que i imáx v ;

▪ imáxc implica uma inclinação máxima(sendo de 15 %) pelo que i imáx c

Logo:

imáx mínimo (imáxc;imáxv)

d) Inclinações Mínimas (fórmulas utilizadas):

Considerando imin c = 0,003, tem-se que:

2
2
2 3
Qmáx
imin h = 8 4 3 8 5
; com =
Ks D 3 sen 3

2
2
2 3
Qal 8 Qal
imin v = 8 4 3 ; com ( sen )
8 5
D 2 V min
Ks D 3 sen 3

e) Inclinações Máximas:

2
2
2 3
3
Qmáx 8 Qmáx
imax v = 8 4 ; com ( sen )
8
3 sen
5
3
D 2 Vmáx
Ks D

Para o dimensionamento da Rede de Drenagem de Águas Residuais, a população


equivalente por troço foi determinada através da relação:

Comprimento total → População total


Sandra Cristina Vaz Dos Santos 42
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Comprimento troço → População troço

Deste modo, são apresentados, já de seguida, um desenho esquemático da rede traçada


(figura V), bem como as tabelas de cálculo da rede de águas residuais (tabela 7 à tabela
10).

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 43


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Figura V – Desenho Esquemático da Rede de Drenagem de Águas Residuais

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 44


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 7 - Cálculo dos Caudais de Dimensionamento


População Capitação
Troços Pop. Pop. Ac. fp(troço) fa (L/dia. Qmed(L/s) Qp (L/s) L (m) Qinf (L/s) Qmax(L/s) Qal (L/s)
hab)
cv1-cv2 6,00 6,00 25,99 0,80 150 0,0083 0,22 20,15 0,00403 0,22 0,22
cv2-cv3 0,00 6,00 25,99 0,80 150 0,0083 0,22 17,86 0,0036 0,22 0,22
cv3-cv4 3,00 9,00 21,50 0,80 150 0,0125 0,27 51,89 0,0104 0,28 0,27
cv4-cv5 9,00 18,00 15,64 0,80 150 0,0250 0,39 24,75 0,0050 0,40 0,39
cv23-cv24 6,00 6,00 25,99 0,80 150 0,0083 0,22 16,83 0,0034 0,22 0,22
cv24-cv25 6,00 12,00 18,82 0,80 150 0,0167 0,31 23,11 0,0046 0,32 0,31
cv25-cv5 6,00 18,00 15,64 0,80 150 0,0250 0,39 14,25 0,0029 0,39 0,39
cv5-cv6 3,00 39,00 11,11 0,80 150 0,0542 0,60 15,23 0,0030 0,60 0,60
cv6-cv7 6,00 45,00 10,44 0,80 150 0,0625 0,65 27,38 0,0055 0,66 0,65
cv7-cv8 6,00 51,00 9,90 0,80 150 0,0708 0,70 23,81 0,0048 0,71 0,70
cv26-cv27 6,00 6,00 25,99 0,80 150 0,0083 0,22 25,26 0,0051 0,22 0,22
cv27-cv8 3,00 9,00 21,50 0,80 150 0,0125 0,27 18,39 0,0037 0,27 0,27
cv8-cv9 6,00 66,00 8,89 0,80 150 0,0917 0,81 24,49 0,0049 0,82 0,81
cv9-cv10 0,00 66,00 8,89 0,80 150 0,0917 0,81 44,46 0,0089 0,82 0,81
cv10-cv11 3,00 69,00 8,72 0,80 150 0,0958 0,84 51,85 0,0104 0,85 0,84
cv11-cv12 0,00 69,00 8,72 0,80 150 0,0958 0,84 47,94 0,0096 0,85 0,84
cv12-cv13 0,00 69,00 8,72 0,80 150 0,0958 0,84 56,38 0,0113 0,85 0,84
cv28-cv29 3,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 33,49 0,0067 0,16 0,15
cv29-cv30 3,00 6,00 25,99 0,80 150 0,0083 0,22 23,95 0,0048 0,22 0,22

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 7 - Cálculo dos Caudais de Dimensionamento (continuação)


População Capitação
fp
Troços Pop. Pop. Ac. (troço) fa (L/dia. Qmed(L/s) Qp (L/s) L (m) Qinf (L/s) Qmax(L/s) Qal (L/s)
hab)
cv41-cv30 6,00 6,00 25,99 0,80 150 0,0083 0,22 17,60 0,0035 0,22 0,22
cv30-cv31 3,00 15,00 16,99 0,80 150 0,0208 0,35 18,40 0,0037 0,36 0,35
cv31-cv32 3,00 18,00 15,64 0,80 150 0,0250 0,39 29,16 0,0058 0,40 0,39
cv32-cv33 9,00 27,00 13,05 0,80 150 0,0375 0,49 34,11 0,0068 0,50 0,49
cv33-cv34 6,00 33,00 11,94 0,80 150 0,0458 0,55 21,09 0,0042 0,55 0,55
cv42-cv43 6,00 6,00 25,99 0,80 150 0,0083 0,22 13,33 0,0027 0,22 0,22
cv43-cv44 3,00 9,00 21,50 0,80 150 0,0125 0,27 8,03 0,0016 0,27 0,27
cv45-cv44 3,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 10,46 0,0021 0,15 0,15
cv44-cv34 3,00 15,00 16,99 0,80 150 0,0208 0,35 13,15 0,0026 0,36 0,35
cv46-cv34 3,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 26,41 0,0053 0,16 0,15
cv34-cv35 0,00 51,00 9,90 0,80 150 0,0708 0,70 8,34 0,0017 0,70 0,70
cv35-cv36 6,00 57,00 9,45 0,80 150 0,0792 0,75 22,89 0,0046 0,75 0,75
cv36-cv37 0,00 57,00 9,45 0,80 150 0,0792 0,75 42,64 0,0085 0,76 0,75
cv47-cv48 3,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 14,24 0,0028 0,15 0,15
cv48-cv49 0,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 29,96 0,0060 0,16 0,15
cv49-cv37 0,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 45,03 0,0090 0,16 0,15
cv50-cv37 3,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 53,39 0,0107 0,16 0,15
cv37-cv38 0,00 63,00 9,06 0,80 150 0,0875 0,79 31,83 0,0064 0,80 0,79
cv38-cv39 3,00 66,00 8,89 0,80 150 0,0917 0,81 63,60 0,0127 0,83 0,81

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 7 - Cálculo dos Caudais de Dimensionamento (continuação)


População Capitação
fp
Troços Pop. Pop. Ac. (troço) fa (L/dia. Qmed(L/s) Qp (L/s) L (m) Qinf (L/s) Qmax(L/s) Qal (L/s)
hab)
cv39-cv40 0,00 66,00 8,89 0,80 150 0,0917 0,81 48,94 0,0098 0,82 0,81
cv51-cv40 3,00 3,00 36,14 0,80 150 0,0042 0,15 29,81 0,0060 0,16 0,15
cv40-cv13 0,00 69,00 8,72 0,80 150 0,0958 0,84 11,41 0,0023 0,84 0,84
cv13-cv14 3,00 141,00 6,55 0,80 150 0,1958 1,28 50,92 0,0102 1,29 1,28
cv14-cv15 3,00 144,00 6,50 0,80 150 0,2000 1,30 51,64 0,0103 1,31 1,30
cv15-cv16 0,00 144,00 6,50 0,80 150 0,2000 1,30 61,89 0,0124 1,31 1,30
cv16-cv17 3,00 147,00 6,45 0,80 150 0,2042 1,32 62,14 0,0124 1,33 1,32
cv17-cv18 0,00 147,00 6,45 0,80 150 0,2042 1,32 59,24 0,0118 1,33 1,32
cv18-cv19 0,00 147,00 6,45 0,80 150 0,2042 1,32 36,49 0,0073 1,32 1,32
cv19-cv20 3,00 150,00 6,40 0,80 150 0,2083 1,33 40,75 0,0082 1,34 1,33
cv20-cv21 0,00 150,00 6,40 0,80 150 0,2083 1,33 46,59 0,0093 1,34 1,33
cv21-cv22 0,00 150,00 6,40 0,80 150 0,2083 1,33 53,98 0,0108 1,34 1,33

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Tabela 8 - Determinação dos Diâmetros Comerciais Possíveis Diâmetros Comerciais Possíveis


Diâmetros Comerciais
Qmax Qal Vmax Vmin Dmin / D1 / D2 / Dmax [ Possíveis
Troço imax imin qmax Ks
(m3/s) (m3/s) (m/s) (m/s) (mm) (mm) (mm) (mm) min (D1;D2) [ D < Dmax
(mm)
cv1-cv2 0,00022 0,00022 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 14 23 47 200 a 200
cv2-cv3 0,00022 0,00022 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 14 23 47 200 a 200
cv3-cv4 0,00028 0,00027 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 15 25 51 200 a 200
cv4-cv5 0,00040 0,00039 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 18 28 58 200 a 200
cv23-cv24 0,00022 0,00022 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 14 23 47 200 a 200
cv24-cv25 0,00032 0,00031 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 16 26 54 200 a 200
cv25-cv5 0,00039 0,00039 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 18 28 58 200 a 200
cv5-cv6 0,00060 0,00060 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 23 33 69 200 a 200
cv6-cv7 0,00066 0,00065 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 24 34 71 200 a 200
cv7-cv8 0,00071 0,00070 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 24 35 73 200 a 200
cv26-cv27 0,00022 0,00022 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 14 23 47 200 a 200
cv27-cv8 0,00027 0,00027 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 15 24 51 200 a 200
cv8-cv9 0,00082 0,00081 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 26 37 77 200 a 200
cv9-cv10 0,00082 0,00081 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 26 37 77 200 a 200
cv10-cv11 0,00085 0,00084 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 27 37 78 200 a 200
cv11-cv12 0,00085 0,00084 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 27 37 78 200 a 200
cv12-cv13 0,00085 0,00084 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 27 37 78 200 a 200
cv28-cv29 0,00016 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 12 20 41 200 a 200

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Tabela 8 - Determinação dos Diâmetros Comerciais Possíveis (continuação) Diâmetros Comerciais Possíveis
Diâmetros Comerciais
Qmax Qal Vmax Vmin Dmin / D1 / D2 / Dmax [ Possíveis
Troço imax imin qmax Ks
(m3/s) (m3/s) (m/s) (m/s) (mm) (mm) (mm) (mm) min (D1;D2) [ D < Dmax
(mm)
cv29-cv30 0,00022 0,00022 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 14 23 47 200 a 200
cv41-cv30 0,00022 0,00022 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 14 23 47 200 a 200
cv30-cv31 0,00036 0,00035 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 17 27 56 200 a 200
cv31-cv32 0,00040 0,00039 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 18 28 59 200 a 200
cv32-cv33 0,00050 0,00049 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 21 31 64 200 a 200
cv33-cv34 0,00055 0,00055 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 22 32 66 200 a 200
cv42-cv43 0,00022 0,00022 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 14 23 47 200 a 200
cv43-cv44 0,00027 0,00027 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 15 24 51 200 a 200
cv45-cv44 0,00015 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 11 20 41 200 a 200
cv44-cv34 0,00036 0,00035 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 17 27 56 200 a 200
cv46-cv34 0,00016 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 12 20 41 200 a 200
cv34-cv35 0,00070 0,00070 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 24 35 73 200 a 200
cv35-cv36 0,00075 0,00075 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 25 36 74 200 a 200
cv36-cv37 0,00076 0,00075 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 25 36 75 200 a 200
cv47-cv48 0,00015 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 11 20 41 200 a 200
cv48-cv49 0,00016 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 12 20 41 200 a 200
cv49-cv37 0,00016 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 12 20 42 200 a 200
cv50-cv37 0,00016 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 12 20 42 200 a 200

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 49


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 8 - Determinação dos Diâmetros Comerciais Possíveis (continuação) Diâmetros Comerciais Possíveis
Diâmetros Comerciais
Qmax Qal Vmax Vmin Dmin / D1 / D2 / Dmax [ Possíveis
Troço imax imin qmax Ks
(m3/s) (m3/s) (m/s) (m/s) (mm) (mm) (mm) (mm) min (D1;D2) [ D < Dmax
(mm)
cv37-cv38 0,00080 0,00079 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 26 37 76 200 a 200
cv38-cv39 0,00083 0,00081 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 26 37 77 200 a 200
cv39-cv40 0,00082 0,00081 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 26 37 77 200 a 200
cv51-cv40 0,00016 0,00015 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 12 20 41 200 a 200
cv40-cv13 0,00084 0,00084 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 27 37 77 200 a 200
cv13-cv14 0,00129 0,00128 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 33 44 91 200 a 200
cv14-cv15 0,00131 0,00130 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 33 44 92 200 a 200
cv15-cv16 0,00131 0,00130 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 33 44 92 200 a 200
cv16-cv17 0,00133 0,00132 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 34 44 92 200 a 200
cv17-cv18 0,00133 0,00132 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 34 44 92 200 a 200
cv18-cv19 0,00132 0,00132 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 34 44 92 200 a 200
cv19-cv20 0,00134 0,00133 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 34 44 92 200 a 200
cv20-cv21 0,00134 0,00133 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 34 44 92 200 a 200
cv21-cv22 0,00134 0,00133 3,00 0,6 0,15 0,003 3,14 90 200 34 44 92 200 a 200

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 9 - Estudo das Inclinações dos Colectores

Diâmetros
Comerciais Qmax (Qt) Qalt Vmax Vmin Ө1 Ө2 Ө3 iminh iminv iminc imaxc imaxv imin imax
Troços Ks
Possíveis (m3/s) (m3/s) (m/s) (m/s) (iminh) (iminv) (imaxv) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m)
(mm)

cv1-cv2 200 0,00022 0,00022 90 3,00 0,6 3,14 0,072 0,015 0,0000013 0,00263 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv2-cv3 200 0,00022 0,00022 90 3,00 0,6 3,14 0,07 0,015 0,0000013 0,00232 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv3-cv4 200 0,00028 0,00027 90 3,00 0,6 3,14 0,09 0,019 0,0000021 0,00255 0,003 0,150 0,0664 0,003 0,066
cv4-cv5 200 0,00040 0,00039 90 3,00 0,6 3,14 0,13 0,026 0,0000043 0,00220 0,003 0,150 0,0687 0,003 0,069
cv23-cv24 200 0,00022 0,00022 90 3,00 0,6 3,14 0,07 0,015 0,0000013 0,00275 0,003 0,150 0,0617 0,003 0,062
cv24-cv25 200 0,00032 0,00031 90 3,00 0,6 3,14 0,10 0,021 0,0000028 0,00240 0,003 0,150 0,0601 0,003 0,060
cv25-cv5 200 0,00039 0,00039 90 3,00 0,6 3,14 0,13 0,026 0,0000042 0,00240 0,003 0,150 0,0601 0,003 0,060
cv5-cv6 200 0,00039 0,00039 90 3,00 0,6 3,14 0,13 0,026 0,0000042 0,00418 0,003 0,150 0,0675 0,004 0,068
cv6-cv7 200 0,00060 0,00060 90 3,00 0,6 3,14 0,20 0,040 0,0000100 0,00255 0,003 0,150 0,0672 0,003 0,067
cv7-cv8 200 0,00066 0,00065 90 3,00 0,6 3,14 0,22 0,044 0,0000118 0,00243 0,003 0,150 0,0625 0,003 0,063
cv26-cv27 200 0,00071 0,00070 90 3,00 0,6 3,14 0,23 0,047 0,0000136 0,00232 0,003 0,150 0,0580 0,003 0,058
cv27-cv8 200 0,00022 0,00022 90 3,00 0,6 3,14 0,07 0,015 0,0000013 0,00275 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv8-cv9 200 0,00027 0,00027 90 3,00 0,6 3,14 0,09 0,018 0,0000020 0,00240 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv9-cv10 200 0,00082 0,00081 90 3,00 0,6 3,14 0,27 0,055 0,0000183 0,00240 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv10-cv11 200 0,00082 0,00081 90 3,00 0,6 3,14 0,27 0,055 0,0000185 0,00240 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv11-cv12 200 0,00085 0,00084 90 3,00 0,6 3,14 0,28 0,056 0,0000195 0,00255 0,003 0,150 0,0623 0,003 0,062
cv12-cv13 200 0,00085 0,00084 90 3,00 0,6 3,14 0,28 0,056 0,0000195 0,00264 0,003 0,150 0,0650 0,003 0,065
cv28-cv29 200 0,00085 0,00084 90 3,00 0,6 3,14 0,28 0,056 0,0000196 0,00255 0,003 0,150 0,0649 0,003 0,065

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 9 - Estudo das Inclinações dos Colectores (Continuação)

Diâmetros
Comerciais Qmax (Qt) Qalt Vmax Vmin Ө1 Ө2 Ө3 iminh iminv iminc imaxc imaxv imin imax
Troços Ks
Possíveis (m3/s) (m3/s) (m/s) (m/s) (iminh) (iminv) (imaxv) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m)
(mm)

cv29-cv30 200 0,00016 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,010 0,0000007 0,00255 0,003 0,150 0,0614 0,003 0,061
cv41-cv30 200 0,00022 0,00022 90 3,00 0,6 3,14 0,07 0,015 0,0000013 0,00240 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv30-cv31 200 0,00036 0,00035 90 3,00 0,6 3,14 0,12 0,024 0,0000035 0,00241 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv31-cv32 200 0,00040 0,00039 90 3,00 0,6 3,14 0,13 0,026 0,0000043 0,00243 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv32-cv33 200 0,00050 0,00049 90 3,00 0,6 3,14 0,16 0,033 0,0000067 0,00245 0,003 0,150 0,0653 0,003 0,065
cv33-cv34 200 0,00055 0,00055 90 3,00 0,6 3,14 0,18 0,037 0,0000083 0,00255 0,003 0,150 0,0614 0,003 0,061
cv42-cv43 200 0,00022 0,00022 90 3,00 0,6 3,14 0,07 0,015 0,0000013 0,00028 0,003 0,150 0,0662 0,003 0,066
cv43-cv44 200 0,00027 0,00027 90 3,00 0,6 3,14 0,09 0,018 0,0000020 0,00024 0,003 0,150 0,0604 0,003 0,060
cv45-cv44 200 0,00015 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,010 0,0000006 0,00248 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv44-cv34 200 0,00036 0,00035 90 3,00 0,6 3,14 0,12 0,024 0,0000035 0,00255 0,003 0,150 0,0630 0,003 0,063
cv46-cv34 200 0,00016 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,010 0,0000007 0,00263 0,003 0,150 0,0704 0,003 0,070
cv34-cv35 200 0,00070 0,00070 90 3,00 0,6 3,14 0,23 0,047 0,0000135 0,00255 0,003 0,150 0,0656 0,003 0,066
cv35-cv36 200 0,00075 0,00075 90 3,00 0,6 3,14 0,25 0,050 0,0000154 0,00262 0,003 0,150 0,058 0,003 0,058
cv36-cv37 200 0,00076 0,00075 90 3,00 0,6 3,14 0,25 0,050 0,0000156 0,00250 0,003 0,150 0,077 0,003 0,077
cv47-cv48 200 0,00015 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,010 0,0000006 0,00255 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv48-cv49 200 0,00016 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,010 0,0000007 0,00228 0,003 0,150 0,0687 0,003 0,069
cv49-cv37 200 0,00016 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,011 0,0000007 0,00275 0,003 0,150 0,0662 0,003 0,066
cv50-cv37 200 0,00016 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,011 0,0000007 0,00232 0,003 0,150 0,0672 0,003 0,067

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 9 - Estudo das Inclinações dos Colectores (Continuação)

Diâmetros
Comerciais Qmax (Qt) Qalt Vmax Vmin Ө1 Ө2 Ө3 iminh iminv iminc imaxc imaxv imin imax
Troços Ks
Possíveis (m3/s) (m3/s) (m/s) (m/s) (iminh) (iminv) (imaxv) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m) (m/m)
(mm)

cv37-cv38 200 0,00080 0,00079 90 3,00 0,6 3,14 0,26 0,053 0,0000174 0,00232 0,003 0,150 0,0672 0,003 0,067
cv38-cv39 200 0,00083 0,00081 90 3,00 0,6 3,14 0,27 0,055 0,0000186 0,00243 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv39-cv40 200 0,00082 0,00081 90 3,00 0,6 3,14 0,27 0,055 0,0000185 0,00244 0,003 0,150 0,0611 0,003 0,061
cv51-cv40 200 0,00016 0,00015 90 3,00 0,6 3,14 0,05 0,010 0,0000007 0,00251 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv40-cv13 200 0,00084 0,00084 90 3,00 0,6 3,14 0,28 0,056 0,0000191 0,00251 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv13-cv14 200 0,00129 0,00128 90 3,00 0,6 3,14 0,43 0,086 0,0000456 0,00251 0,003 0,150 0,0630 0,003 0,063
cv14-cv15 200 0,00131 0,00130 90 3,00 0,6 3,14 0,43 0,087 0,0000468 0,00251 0,003 0,150 0,0607 0,003 0,061
cv15-cv16 200 0,00131 0,00130 90 3,00 0,6 3,14 0,43 0,087 0,0000469 0,00260 0,003 0,150 0,0634 0,003 0,063
cv16-cv17 200 0,00133 0,00132 90 3,00 0,6 3,14 0,44 0,089 0,0000481 0,00251 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv17-cv18 200 0,00133 0,00132 90 3,00 0,6 3,14 0,44 0,089 0,0000481 0,00251 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv18-cv19 200 0,00132 0,00132 90 3,00 0,6 3,14 0,44 0,088 0,0000477 0,00251 0,003 0,150 0,0639 0,003 0,064
cv19-cv20 200 0,00134 0,00133 90 3,00 0,6 3,14 0,44 0,089 0,0000490 0,00255 0,003 0,150 0,0635 0,003 0,064
cv20-cv21 200 0,00134 0,00133 90 3,00 0,6 3,14 0,44 0,089 0,0000491 0,00245 0,003 0,150 0,0635 0,003 0,064
cv21-cv22 200 0,00134 0,00133 90 3,00 0,6 3,14 0,44 0,090 0,0000492 0,00255 0,003 0,150 0,0635 0,003 0,0635

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 10 - Determinação das Cotas Finais Cotas Finais

Inclinação Inclinação
Cota Cota Diâmetro Cota impl. Cota
Cota Cota do do colector
Troços impl. impl. L (m) corresp. mont. impl. jus. imin (%) imax(%)
mont. jus. terreno implantado
mont. jus. (mm) final final
(%) (%)
738,10 737,45 736,50 735,85 20,15 3,23 3,23 200 736,3 735,7 0,30 6,39
cv1-cv2
737,45 736,98 735,85 735,38 17,86 2,63 2,63 200 735,7 735,2 0,30 6,39
cv2-cv3
736,98 737,24 735,38 735,22 51,89 -0,50 0,30 200 735,2 735,0 0,30 6,64
cv3-cv4
cv4-cv5 737,24 738,38 735,64 735,57 24,75 -4,61 0,30 200 735,4 735,4 0,30 6,87

cv23-cv24 742,00 741,88 740,40 740,28 16,83 0,71 0,71 200 740,2 740,1 0,30 6,17
741,88 740,62 740,28 739,02 23,11 5,45 5,45 200 740,1 738,8 0,30 6,01
cv24-cv25
740,62 738,38 739,02 736,78 14,25 15,72 15,72 200 738,8 736,6 0,42 6,75
cv25-cv5
738,38 736,30 736,78 734,70 15,23 13,66 13,66 200 736,6 734,5 0,30 6,72
cv5-cv6
736,30 733,94 734,70 732,34 27,38 8,62 8,62 200 734,5 732,1 0,30 6,25
cv6-cv7
733,94 732,01 732,34 730,41 23,81 8,11 8,11 200 732,1 730,2 0,30 5,80
cv7-cv8
cv26-cv27 729,66 730,58 728,06 727,98 25,26 -3,64 0,30 200 727,9 727,8 0,30 6,39
730,58 732,01 728,98 728,92 18,39 -7,78 0,30 200 728,8 730,2 0,30 6,39
cv27-cv8
732,01 731,97 730,41 730,34 24,49 0,16 0,30 200 730,2 730,1 0,30 6,39
cv8-cv9
731,97 726,86 730,37 725,26 44,46 11,49 11,49 200 730,2 725,1 0,30 6,39
cv9-cv10
726,86 723,87 725,26 722,27 51,85 5,77 5,77 200 725,1 722,1 0,30 6,23
cv10-cv11
cv11-cv12 723,87 723,61 722,27 722,01 47,94 0,54 0,54 200 722,1 721,8 0,30 6,50
723,61 724,33 722,01 721,84 56,38 -1,28 0,30 200 721,8 721,6 0,30 6,49
cv12-cv13
748,34 744,38 746,74 742,78 33,49 11,82 11,82 200 746,5 742,6 0,30 6,14
cv28-cv29

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 10 - Determinação das Cotas Finais (continuação) Cotas Finais

Inclinação Inclinação
Cota Cota Diâmetro Cota impl. Cota
Cota Cota do do colector
Troços impl. impl. L (m) corresp. mont. impl. jus. imin (%) imax(%)
mont. jus. terreno implantado
mont. jus. (mm) final final
(%) (%)
744,38 743,21 742,78 741,61 23,95 4,89 4,89 200 742,6 741,4 0,30 6,39
cv29-cv30
743,86 743,21 742,26 741,61 17,60 3,69 3,69 200 742,1 741,4 0,30 6,39
cv41-cv30
743,21 742,39 741,61 740,79 18,40 4,46 4,46 200 741,4 740,6 0,30 6,39
cv30-cv31
cv31-cv32 742,39 741,82 740,79 740,22 29,16 1,95 1,95 200 740,6 740,0 0,30 6,53

cv32-cv33 741,82 740,69 740,22 739,09 34,11 3,31 3,31 200 740,0 738,9 0,30 6,14
740,69 739,14 739,09 737,54 21,09 7,35 7,35 200 738,9 737,3 0,30 6,62
cv33-cv34
742,66 741,52 741,06 739,92 13,33 8,55 8,55 200 740,9 739,7 0,30 6,04
cv42-cv43
741,52 740,65 739,92 739,05 8,03 10,83 10,83 200 739,7 738,9 0,30 6,39
cv43-cv44
741,86 740,65 740,26 739,05 10,46 11,57 11,57 200 740,1 738,9 0,30 6,30
cv45-cv44
740,65 739,14 739,05 737,54 13,15 11,48 11,48 200 738,9 737,3 0,30 7,04
cv44-cv34
cv46-cv34 737,46 739,14 735,86 735,78 26,41 -6,36 0,30 200 735,7 735,6 0,30 6,56
739,14 738,46 737,54 736,86 8,34 8,15 8,15 200 737,3 736,7 0,30 5,84
cv34-cv35
738,46 737,61 736,86 736,01 22,89 3,71 3,71 200 736,7 735,8 0,30 7,66
cv35-cv36
737,61 734,49 736,01 732,89 42,64 7,32 7,32 200 735,8 732,7 0,30 6,39
cv36-cv37
736,66 736,01 735,06 734,41 14,24 4,56 4,56 200 734,9 734,2 0,30 6,87
cv47-cv48
cv48-cv49 736,01 736,33 734,41 734,32 29,96 -1,07 0,30 200 734,2 734,1 0,30 6,62
736,33 734,49 734,73 732,89 45,03 4,09 4,09 200 734,5 732,7 0,30 6,72
cv49-cv37
733,08 734,49 731,48 731,32 53,39 -2,64 0,30 200 731,3 731,1 0,30 6,72
cv50-cv37

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 10 - Determinação das Cotas Finais (continuação) Cotas Finais

Inclinação Inclinação
Cota Cota Diâmetro Cota impl. Cota
Cota Cota do do colector
Troços impl. impl. L (m) corresp. mont. impl. jus. imin (%) imax(%)
mont. jus. terreno implantado
mont. jus. (mm) final final
(%) (%)
734,49 732,06 732,89 730,46 31,83 7,63 7,63 200 732,7 730,3 0,30 6,39
cv37-cv38
732,06 728,57 730,46 726,97 63,60 5,49 5,49 200 730,3 726,8 0,30 6,11
cv38-cv39
728,57 724,78 726,97 723,18 48,94 7,74 7,74 200 726,8 723,0 0,30 6,39
cv39-cv40
cv51-cv40 725,10 724,78 723,50 723,18 29,81 1,07 1,07 200 723,3 723,0 0,30 6,39

cv40-cv13 724,78 724,33 723,18 722,73 11,41 3,94 3,94 200 723,0 722,5 0,30 6,30
724,33 723,73 722,73 722,13 50,92 1,18 1,18 200 722,5 721,9 0,30 6,07
cv13-cv14
723,73 719,28 722,13 717,68 51,64 8,62 8,62 200 721,9 717,5 0,30 6,34
cv14-cv15
719,28 715,85 717,68 714,25 61,89 5,54 5,54 200 717,5 714,1 0,30 6,39
cv15-cv16
715,85 713,52 714,25 711,92 62,14 3,75 3,75 200 714,1 711,7 0,30 6,39
cv16-cv17
713,52 709,77 711,92 708,17 59,24 6,33 6,33 200 711,7 708,0 0,30 6,39
cv17-cv18
709,77 707,41 708,17 705,81 36,49 6,47 6,47 200 708,0 705,6 0,30 6,35
cv18-cv19
707,41 706,31 705,81 704,71 40,75 2,70 2,70 200 705,6 704,5 0,30 6,35
cv19-cv20
706,31 705,98 704,71 704,38 46,59 0,71 0,71 200 704,5 704,2 0,30 6,35
cv20-cv21
cv21-cv22 705,98 703,43 704,38 701,83 53,98 4,72 4,72 200 704,2 701,6 0,30 6,35

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

3.2.4 Dimensionamento da Rede de Águas Residuais Através do Programa de


Cálculo Automático “Resicad”.

O programa de cálculo automático utilizado foi o ”Resicad”, que foi desenvolvido para
o cálculo, desenho, verificação e dimensionamento de redes de saneamento.

Durante o estágio houve possibilidade de executar o dimensionamento das redes de


drenagem de águas residuais da povoação de Miguel Choco utilizando o programa de
cálculo atrás referido, permitindo desta forma a comparação com os resultados obtidos
no cálculo manual, sendo assim possível também avaliar as vantagens e desvantagens
destes dois métodos e também muito importante, adquirir conhecimentos que permitam
usufruir das novas técnicas de trabalho.

Se formos comparar os resultados obtidos com os resultados do cálculo manual


observa-se que, para os mesmos parâmetros e considerações utilizadas são idênticos, o
que pode ser confirmado ao analisar as tabelas de cálculo e as peças desenhadas (perfis
longitudinais).

De uma forma geral, após este estudo, pode concluir-se que existe uma grande
proximidade de resultados entre ambas as metodologias de cálculo; de qualquer
maneira, o objectivo da utilização do programa de cálculo é proporcionar uma maior
rapidez de execução do projecto, nunca desvalorizar a função do projectista, função
esta, preponderante na idealização da rede mais adequada e na análise rigorosa dos
resultados, de forma a obter o maior grau de segurança e economia possível, cumprindo
sempre as especificações regulamentares.

Avaliação da utilização do programa de cálculo

Vantagens:

Uma das grandes vantagens da utilização deste programa é, sem dúvida, a rapidez de
cálculo das redes.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 57


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Este programa fornece os resultados referentes a cada troço e as respectivas peças


desenhadas, dando uma visão global de tudo o que foi feito e obtido, permitindo
manipular os parâmetros obtidos para assim se estudar e ser adoptada a solução mais
adequada. Fornece também as medições detalhadas, com indicação do volume de
escavação, comprimento da tubagem e quantidade das caixas de visita.

Os perfis longitudinais da rede de drenagem de Águas Residuais saem completos, com


a indicação dos troços, indicando o comprimento e número de caixas de visita,
recobrimento, diâmetros, inclinações e cotas de soleira.

O programa analisa os dados em memória alertando para possíveis erros, que devem ser
corrigidos para prosseguir o cálculo.

Desvantagens:

Como qualquer programa de cálculo, existem riscos inerentes à sua utilização, tais
como:

- Enganos na introdução de dados;


- Utilização indiscriminada e sem qualquer controlo, onde o projectista não tem
necessidade de intervir activamente nas diferentes fases do cálculo, pelo que deve
existir sempre uma análise por parte deste, dos resultados do computador, sobretudo na
parte dos desenhos.
Basicamente foram estas as desvantagens encontradas numa primeira utilização deste
programa, provavelmente surgirão oportunidades futuras de se encontrarem novas
limitações, mas também tirar o maior proveito possível das vantagens que proporciona.

De um modo geral, a avaliação do cálculo efectuado para a rede de drenagem de águas


residuais domésticas da aldeia de Miguel Choco através do programa de cálculo
automático ”Resicad” é bastante positiva, incentivando a explorá-lo, para ser utilizado
da maneira mais correcta possível no futuro.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 58


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

De seguida é apresentada a tabela com os resultados retirados do programa de cálculo


automático “Resicad”, com os resultados obtidos da rede de distribuição de Água (da
tabela11 à tabela 13).

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 11 - Resultado de Cálculo - RESICAD

CAIXAS DE VISITA

C. V. Cota Soleira Q. Pop. Q. Inf. Q. Calc. População Profundidade Coordenada X Coordenada Y


1 736,50 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62684,85 121533,2
2 735,85 0,020 0,0026 0,020 2 1,60 62704,82 121535,87
3 735,38 0,040 0,0049 0,040 4 1,60 62720,95 121543,54
4 735,12 0,080 0,0116 0,090 9 2,12 62741,08 121591,37
5 735,00 0,140 0,0217 0,160 16 3,38 62753,03 121613,03
6 734,70 0,150 0,0237 0,170 17 1,60 62744,35 121625,63
7 732,34 0,180 0,0272 0,200 20 1,60 62733,88 121650,93
8 727,72 0,230 0,0359 0,270 26 4,29 62749,56 121668,86
9 727,60 0,250 0,0391 0,290 28 4,37 62768,16 121684,79
10 725,26 0,280 0,0448 0,330 32 1,60 62784,57 121726,11
11 722,27 0,330 0,0515 0,380 37 1,60 62797,2 121776,4
12 722,01 0,360 0,0576 0,420 41 1,60 62845,1 121778,07
13 721,73 0,950 0,1487 1,100 107 2,60 62892,92 121807,94
14 721,47 1,000 0,1553 1,150 112 2,26 62913,98 121854,31
15 717,68 1,040 0,1619 1,200 117 1,60 62946,79 121894,18
16 714,25 1,090 0,1699 1,260 123 1,60 62947,93 121956,07
17 711,92 1,150 0,1779 1,320 129 1,60 62962,71 122016,42
18 708,17 1,190 0,1855 1,380 134 1,60 62998,19 122063,86
19 705,81 1,220 0,1902 1,410 137 1,60 63033,79 122055,85
20 704,71 1,250 0,1955 1,450 141 1,60 63070,57 122038,29
21 704,38 1,290 0,2015 1,490 145 1,60 63116,17 122028,74
22 702,79 1,330 0,2083 1,540 150 0,64 63149,26 122070,39

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 11 - Resultado de Cálculo - RESICAD (continuação)

CAIXAS DE VISITA

C. V. Cota Soleira Q. Pop. Q. Inf. Q. Calc. População Profundidade Coordenada X Coordenada Y


23 740,40 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62804,2 121598,51
24 740,24 0,020 0,0022 0,020 2 1,64 62789,88 121607,34
25 738,91 0,040 0,0051 0,040 4 1,71 62767,01 121610,68
26 728,06 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62706,91 121675,51
27 727,81 0,020 0,0033 0,020 2 2,77 62732,17 121674,84
28 746,74 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62856,75 121508,7
29 742,78 0,030 0,0043 0,030 3 1,60 62848,06 121541,04
30 741,61 0,060 0,0097 0,070 7 1,60 62836,32 121561,92
31 740,79 0,080 0,0120 0,090 9 1,60 62839,66 121580,02
32 740,22 0,110 0,0158 0,120 12 1,60 62815,9 121596,93
33 739,09 0,130 0,0202 0,150 15 1,60 62847,48 121609,85
34 735,60 0,200 0,0321 0,240 23 3,54 62868,57 121609,35
35 735,56 0,210 0,0332 0,250 24 2,90 62868,58 121617,69
36 735,44 0,230 0,0361 0,270 26 2,17 62886,33 121632,16
37 730,95 0,380 0,0600 0,440 43 3,54 62915,9 121662,87
38 730,46 0,410 0,0641 0,470 46 1,60 62895,37 121687,2
39 726,97 0,460 0,0722 0,530 52 1,60 62880,77 121749,1
40 723,18 0,530 0,0824 0,620 60 1,60 62892,82 121796,53
41 742,26 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62835,58 121544,34
42 741,06 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62851,12 121582,77
43 739,92 0,010 0,0017 0,010 1 1,60 62856,17 121595,1
44 739,05 0,030 0,0041 0,030 3 1,60 62863,96 121597,03

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 11 - Resultado de Cálculo - RESICAD (continuação)

CAIXAS DE VISITA

C. V. Cota Soleira Q. Pop. Q. Inf. Q. Calc. População Profundidade Coordenada X Coordenada Y


45 740,26 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62869,46 121588,13
46 735,86 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62892,78 121598,81
47 735,06 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62905,4 121592,46
48 734,41 0,010 0,0018 0,010 1 1,60 62919,1 121588,56
49 734,26 0,040 0,0057 0,040 4 2,07 62913,14 121617,92
50 731,48 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62954,72 121699,51
51 723,50 0,000 0,0000 0,000 0 1,60 62922,18 121801,71

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 62


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 12 - Resultado de Cálculo - RESICAD

INCLINAÇÃO, VELOCIDADE E TENSÃO DE ARRASTAMENTO


Troço
Diam. Tensão
CV CV Cal Arr.
Ini. Fim Q.[L/S]. (mm) Inc.[%] V.[m/s] AlturaL.L.[mm] [Pa]
1 2 0,50 192 3,25 0,74 11,14 2,53
2 3 0,50 192 2,63 0,69 11,71 2,15
3 4 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
4 5 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
5 6 0,50 192 1,94 0,62 12,57 1,70
6 7 0,50 192 8,62 1,04 8,86 5,35
7 8 0,50 192 8,10 1,02 8,99 5,11
8 9 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
9 10 0,50 192 5,26 0,88 9,95 3,66
10 11 0,50 192 5,77 0,90 9,74 3,93
11 12 0,50 192 0,54 0,40 16,99 0,63
12 13 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
13 14 1,14 192 0,50 0,50 25,72 0,87
14 15 1,20 192 7,35 1,28 13,85 7,05
15 16 1,26 192 5,54 1,18 15,15 5,80
16 17 1,32 192 3,75 1,04 17,00 4,39
17 18 1,37 192 6,33 1,27 15,30 6,69
18 19 1,40 192 6,47 1,29 15,40 6,87
19 20 1,44 192 2,70 0,96 19,20 3,55
20 21 1,48 192 0,71 0,60 26,81 1,27
21 22 1,53 192 2,99 1,01 19,30 3,95
23 24 0,50 192 1,00 0,49 14,70 1,02
24 25 0,50 192 5,26 0,88 9,95 3,67
25 5 0,50 192 15,00 1,26 7,79 8,14
26 27 0,50 192 1,00 0,49 14,70 1,02
27 8 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
28 29 0,50 192 11,83 1,16 8,23 6,81
29 30 0,50 192 4,88 0,85 10,12 3,46
30 31 0,50 192 4,46 0,83 10,34 3,23
31 32 0,50 192 1,95 0,62 12,55 1,71
32 33 0,50 192 3,31 0,75 11,09 2,57
33 34 0,50 192 7,35 0,98 9,20 4,74
34 35 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
35 36 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
36 37 0,50 192 5,99 0,92 9,65 4,05
37 38 0,50 192 1,54 0,57 13,28 1,42
38 39 0,53 192 5,49 0,90 10,09 3,88
39 40 0,58 192 7,74 1,05 9,73 5,27
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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 12 - Resultado de Cálculo - RESICAD (continuação)

INCLINAÇÃO, VELOCIDADE E TENSÃO DE ARRASTAMENTO


Troço
Diam. Tensão
CV CV Cal Arr.
Ini. Fim Q.[L/S]. (mm) Inc.[%] V.[m/s] AlturaL.L.[mm] [Pa]
40 13 0,62 192 3,94 0,85 11,82 3,25
41 30 0,50 192 3,72 0,78 10,79 2,80
42 43 0,50 192 8,58 1,04 8,87 5,33
43 44 0,50 192 10,83 1,13 8,40 6,37
44 34 0,50 192 11,48 1,15 8,29 6,66
45 44 0,50 192 11,60 1,15 8,27 6,71
46 34 0,50 192 1,00 0,49 14,70 1,02
47 48 0,50 192 4,59 0,84 10,27 3,30
48 49 0,50 192 0,50 0,39 17,32 0,60
49 37 0,50 192 3,04 0,72 11,31 2,40
50 37 0,50 192 1,00 0,49 14,70 1,02
51 40 0,50 192 1,09 0,51 14,41 1,09

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 13 - Resultado de Cálculo - RESICAD

CAUDAIS
Troço
Q.
Q.Pop.
CV Ini. CV Fim Pop.Troço Pop.Acm. Infiltração Inf. Acm. Cálculo
[L/S]
(L/s)
1 2 2 2 0,02 0,0026 0,0030 0,50
2 3 2 4 0,04 0,0023 0,0050 0,50
3 4 5 9 0,08 0,0067 0,0120 0,50
4 5 2 11 0,10 0,0032 0,0150 0,50
5 6 1 17 0,15 0,0020 0,0240 0,50
6 7 3 20 0,18 0,0035 0,0270 0,50
7 8 2 22 0,20 0,0031 0,0300 0,50
8 9 2 28 0,25 0,0032 0,0390 0,50
9 10 4 32 0,28 0,0057 0,0450 0,50
10 11 5 37 0,33 0,0067 0,0510 0,50
11 12 4 41 0,36 0,0062 0,0580 0,50
12 13 5 46 0,41 0,0073 0,0650 0,50
13 14 5 112 1,00 0,0066 0,1550 1,14
14 15 5 117 1,04 0,0066 0,1620 1,20
15 16 6 123 1,09 0,0080 0,1700 1,26
16 17 6 129 1,15 0,0080 0,1780 1,32
17 18 5 134 1,19 0,0076 0,1860 1,37
18 19 3 137 1,22 0,0047 0,1900 1,40
19 20 4 141 1,25 0,0052 0,1950 1,44
20 21 4 145 1,29 0,0060 0,2010 1,48
21 22 5 150 1,33 0,0068 0,2080 1,53
23 24 2 2 0,02 0,0022 0,0020 0,50
24 25 2 4 0,04 0,0030 0,0050 0,50
25 5 1 5 0,04 0,0018 0,0070 0,50
26 27 2 2 0,02 0,0033 0,0030 0,50
27 8 2 4 0,04 0,0024 0,0060 0,50
28 29 3 3 0,03 0,0043 0,0040 0,50
29 30 2 5 0,04 0,0031 0,0070 0,50
30 31 2 9 0,08 0,0024 0,0120 0,50
31 32 3 12 0,11 0,0038 0,0160 0,50
32 33 3 15 0,13 0,0044 0,0200 0,50
33 34 2 17 0,15 0,0027 0,0230 0,50
34 35 1 24 0,21 0,0011 0,0330 0,50
35 36 2 26 0,23 0,0029 0,0360 0,50
36 37 4 30 0,27 0,0055 0,0420 0,50
37 38 3 46 0,41 0,0041 0,0640 0,50
38 39 6 52 0,46 0,0082 0,0720 0,53
39 40 5 57 0,51 0,0063 0,0790 0,58
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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tabela 13 - Resultado de Cálculo - RESICAD

CAUDAIS
Troço
Q.
Q.Pop.
CV Ini. CV Fim Pop.Troço Pop.Acm. Infiltração Inf. Acm. Cálculo
[L/S]
(L/s)
40 13 1 61 0,54 0,0015 0,0840 0,62
41 30 2 2 0,02 0,0023 0,0020 0,50
42 43 1 1 0,01 0,0017 0,0020 0,50
43 44 1 2 0,02 0,0010 0,0030 0,50
44 34 1 4 0,04 0,0017 0,0060 0,50
45 44 1 1 0,01 0,0013 0,0010 0,50
46 34 2 2 0,02 0,0034 0,0030 0,50
47 48 1 1 0,01 0,0018 0,0020 0,50
48 49 3 4 0,04 0,0039 0,0060 0,50
49 37 4 8 0,07 0,0058 0,0110 0,50
50 37 5 5 0,04 0,0069 0,0070 0,50
51 40 3 3 0,03 0,0038 0,0040 0,50

3.2.5 Estação de Tratamento de Águas Residuais

A estação de Tratamento de Águas Residuais da aldeia de Miguel Choco, é constituída


por fossa séptica com três compartimentos e Leito de Macrófitas.

3.2.5.1 Dimensionamento da Fossa Séptica

O dimensionamento da fossa séptica é efectuado tomando por base o referido em


QUEIRÓS de MORAIS (1957) e em CAES (1978), ver anexo 1.

A capacidade mínima de uma fossa deverá ser tal que permita que o esgoto nela
lançado aí permaneça, mesmo durante as pontas mais acentuadas, tempo suficiente para
que se opere a sedimentação dos sólidos sedimentáveis, tendo em conta além disso, o
espaço necessário para as lamas e as escumas.
Assim, para a população da aldeia de Miguel Choco adopta-se uma fossa séptica de 3
compartimentos de forma rectangular.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 66


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

a) Elementos de Base para o Dimensionamento

Determinação do volume útil da fossa:


- Número de utentes
- Capitação máxima de esgoto efluente (0,8 150 = 120 L/hab.dia)
- Tempo de retenção

QUEIRÓS de MORAIS (1957), recomenda um tempo de retenção de 2 dias, para


populações superiores a 50 habitantes, na hipótese de fossas de pequena capacidade
unitária e supõe uma descarga de lamas de dois em dois anos, aproximadamente.

A capacidade da fossa foi determinada de acordo com o “Manual Tecnologias de


Saneamento Básico Apropriadas a Pequenos Aglomerados”, Direcção Geral da
Qualidade do Ambiente (1990), utilizando os valores de capitação de lamas frescas e
capitação de lamas digeridas sugeridos pela mesma.

V = V1 + V2 + V3
Clf Cld
V = Pop × Cesg× 1.5 × tr + Pop × Cld×( tl – td ) + (Pop × td× ( ) )× t
2

Em que :

V - Volume (m3)
Pop - População (hab.)
Cesg - Capitação de Águas Residuais (L/hab.dia)
Clf - Capitação de Lamas Frescas (0,45 L/hab.dia)
Cld - Capitação de Lamas Digeridas (0,11 L/hab.dia)
tr - Tempo de Retenção (1 a 3 dias)
tl - Tempo entre Limpezas (360 a 720 dias)
td - Tempo de digestão (60 dias)
Volume das Águas Residuais - V1 = Pop × Cesg × tr
Volume das Lamas Digeridas - V2 = Pop×Cld×( tl – td )

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 67


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

C lf C ld
Volume das Lamas em Digestão - V3 = (Pop × td× ( ) )× t
2

Então:
0,45 0,11
V = 150×120×1,5 ×2 + 150×0,11× (365-90) + (150×90× ( ) ) ×10-3
2
V = 60,83 m3

As dimensões interiores, comprimento, largura e altura da água, deverão obedecer a


determinadas proporções, assim:

Nas fossas multi-compartimentadas, que é o caso, a relação do comprimento para


largura poderá ir até 5/1. A altura da água dentro da fossa não deverá ser inferior a 1,20
m, nem superior a 2 m.

Neste tipo de fossas, de 3 compartimentos, o primeiro compartimento deverá ter um


volume igual a metade do volume total e o segundo e terceiro compartimentos poderão
ser iguais, com uma capacidade unitária de ¼ da capacidade total.

Conclui-se então que a capacidade da fossa é de 61,48 m3, o que corresponde a um


tanque com 3 compartimentos de comprimento 5,80 m e 2,90 m, respectivamente,
largura de 2,65 m e altura de líquido de 2,0 m.

Segundo estes critérios as dimensões principais da fossa séptica são:

Tabela 14 – Dimensões da Fossa Séptica


(de acordo com Manual Tecnologias de Saneamento Básico Apropriadas a Pequenos
Aglomerados, Direcção Geral da Qualidade do Ambiente).

Dimensões Principais
Capacidade
Nominal da Fossa C1 Altura
(m), C2 (m), C3 (m), Largura L
(litros) Liquida
1º comp 2º comp. 3º comp (m)
(H) (m)
61480 5,80 2,90 2,90 2,65 2,00

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 68


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

3.2.5.2 Dimensionamento do Leito de Macrófitas

Os leitos de macrófitas constituem um processo alternativo enquanto complemento de


tratamento do esgoto proveniente da fossa séptica.

São sistemas constituídos por pequenas depressões escavadas no terreno, com fundo
impermeabilizado, parcialmente cheio de material permeável (solo arenoso, areia
grossa, gravilha ou areão), podendo levar em toda a superfície uma estreita camada de
solo areável, na qual são plantadas espécies botânicas adaptadas à vida em terrenos
encharcados.

A tecnologia de depuração de águas residuais em leitos de macrófitas consiste num ou


mais leitos com meio filtrante constituído por solo, areia ou gravilha, no qual são
plantadas espécies vegetais, e onde ocorrem vários processos tais como sedimentação,
filtração, precipitação e adsorção na matriz do meio filtrante, bem como fenómenos
biológicos tais como degradação microbiológica e assimilação pelas plantas.
As plantas têm ainda a função adicional de protecção térmica no interior do leito, uma
vez que o rendimento de depuração global está directamente relacionado com a
temperatura, dado que o metabolismo dos microrganismos decresce com a diminuição
da temperatura.
O sistema é concebido e operado de forma a que a superfície do líquido esteja abaixo
da superfície do leito filtrante, configuração designada por leitos de macrófitas de fluxo
sub-superficial.

As espécies usualmente aplicadas nos sistemas de fluxo sub-superficial horizontal são


plantas emergentes do género: Scripus spp, Tipha spp, Phalaris arundinacea, Glyceria
maxima e Phragmites australis, sendo a última a mais utilizada. Estas espécies
apresentam elevadas taxas de crescimento, sendo bastante tolerantes a solos saturados.

Os leitos de macrófitas destinam-se a complementar o tratamento primário de uma água


residual doméstica por fossas sépticas colectivas abrangendo populações de projecto

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 69


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

que vão dos 10 a 500 habitantes equivalentes. É um sistema de tratamento de águas


residuais de baixa tecnologia e custos moderados.
Trata-se de meios porosos com razoável permeabilidade, constituindo um compromisso
entre um relativamente fácil escoamento hidráulico e uma significativa remoção de
microorganismos (António Machado Relvão, Eng.º Civil, Director dos Serviços da
Água da Direcção Regional do Ambiente e Recursos Naturais do Centro).

a) Critérios de dimensionamento

O dimensionamento foi baseado em apontamentos da APET (Associação Portuguesa de


Engenheiros Técnicos), ver anexo1.

É apresentado de seguida um conjunto de equações que foram desenvolvidas na


perspectiva da utilização dos leitos de macrófitas como órgão de tratamento secundário,
visando a obtenção de um efluente cumprindo as exigências, definidas nos Decretos-
Lei nº 152/97 de 19 de Junho, para a descarga de efluentes nos meios hídricos e
Decreto-Lei nº236/98 de 1 de Agosto para rendimentos de 70 a 90% e CBO5< 40 mg/L.

Método de cálculo aproximado que permite fixar as dimensões de um leito de


macrófitas:

Qmédio + Qinfiltração – 27 m3/dia


Concentração do afluente bruto (Ca) – 500 mg/L
Concentração do efluente à saída (Ce) – 25 mg/L
Rendimento admitido para o tratamento da fossa – 35%
Constante de temperatura a 20o (Kt) – 0,98
Temperatura média de funcionamento do leito (t) – 15o
Porosidade média do meio (n) – 0,42 m3 de vazio/m3 de leito
Altura média do leito, espessura (e) – 0,60 m
Gradiente hidráulico – 0,005 m/m
O volume do leito pode ser determinado arbitrando o tipo de material a empregar e a
espessura, pela expressão seguinte:

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

ln Ca ln Ce
V=
kt n

Onde:

V - volume do leito útil (m3)


n – porosidade do meio (m3de vazios/m3 de leito)

Kt = K20×1,06(t-20)
Kt = 0,98 ×1,06(15-20)
Kt = 0,73

ln 325 ln 40
V
0,73 0,42

V 6,83 m3

A área superficial do leito de macrófitas é obtida arbitrando a espessura do leito.

Q (ln Ca ln Ce)
As =
Kt e n
27,0 (ln 325 ln 40)
As =
0,73 0,60 0,42

As = 307,50 m2

As dimensões adoptadas para o leito de macrófitas são de 15,0 x 25,0 m2, e


configurado para se adaptar às condições topográfico local.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 71


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

3.2.5.3 Verificações regulamentares para a Estação de Tratamento das Águas


Residuais

a) Verificação do valor de Emissão de Concentração de CBO5 na descarga de águas


residuais no meio receptor

60
Concentração = = 500 mg/L
120

Sendo a concentração de afluente bruto de 500 mg/L, admitindo uma eficiência de


tratamento de 35% para a fossa (valor sugerido na bibliografia consultada), vem:

Concentração do afluente ao leito de macrófitas:

= 500×(1-0,35)
= 325 mgCBO5/L

Para a mesma concentração do afluente bruto (500 mgCBO5/L) e admitindo o valor


limite de emissão na descarga de águas residuais (Anexo XVIII do Decreto de Lei
nº236/98 de 1 de Agosto) de 40 mgCBO5/L, temos para o leito de macrófitas um
rendimento total de:

500 40
η =( )
40
η = 90%

Concentração do efluente do leito de macrófitas:

= 325×(1-0,9)
= 32,5 mgCBO5/L

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 72


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tendo em atenção o mesmo valor limite de emissão na descarga de águas residuais (40
mgCBO5/L), vem um rendimento para o leito de macrófitas deverá ser de:

100
η = 325-40
325
η = 87,7%  > 70 % (Decreto de Lei nº152/97 de 19 de Julho)

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

3.3 Cálculo dos Elementos de Betão Armado

3.3.1 Reservatório de 150 m3

Figura VI – Esquema Geral do Reservatório de 1 Célula de 150m3

a) Estudo das dimensões

O cálculo da parede foi efectuado pelo método desenvolvido por Montoya et al (1991),
Hormigón Armado, pelas tabelas técnicas e REBAP (ver anexo 2).

Para o uso dos ábacos inerentes ao método de cálculo, há que determinar o factor:

h
K 1,3 (1)
r e0

onde:

h – altura de água (m)


r – raio da célula (m)
e0 – espessura total da parede (m)

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2
1,3 h
De (1) : e 0 (2)
K r

Fixa-se K num valor padrão (optou-se por K=5), e calcula-se uma espessura de parede
e0 entre 0,10m e 0,15m, por uma questão de economia a altura do reservatório deverá
oscilar entre 2,5m e 3,0m, pelo que o raio da célula varia entre:

Para uma altura de 2,5m:

V
V= r2 h → r =
h

150
r=
2,5
r = 4,37 m

Para uma altura de 3,0m:

150
r=
3,0
r = 3,98 m

Substituindo valores em (2), verifica-se que para valores de K de 2 e 3, conduzem a


espessuras de parede pouco usuais e assim fixa-se K = 5, determinando-se deste modo o
valor da espessura e:

Para:

h = 2,50 m → r = 4,37 m → e0 = 0,096 m


h = 2,70 m → r = 4,20 m → e0 = 0,110 m
h = 2,90 m → r = 4,05 m → e0 = 0,140 m
h = 3,00 m → r = 3,98 m → e0 = 0,150 m

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 75


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

conclui-se então:

h = 3,00 m → r = 3,98 m → e0 = 0,150 m

b) Cálculo de esforços na parede

A parede do reservatório está sujeita a uma pressão hidrostática, função da altura e peso
específico do líquido que contém e também ao impulso exterior das terras de cobertura.

Neste caso, a solicitação exterior não existe pois o reservatório não é enterrado, nem se
prevê encosto de terras.
Pela acção da água, a parede fica sujeita a um esforço de anel, tangencial de tracção NII
,a momento flector MI, máximo no encastramento da parede com a laje de fundo e a
um esforço transverso Q.

R NII

MII

h MI
P
X
Q

Figura VII – Esforços nas paredes (reservatório)

b.1) Esforço tangencial de tracção (NII)

Este esforço foi calculado com recurso ao ábaco de esforço de tracção de Montoya et al
(1991), Hormigón Armado (fig. 24.33) e dividindo a parede em anéis calculando o
esforço máximo de cada um deles. (ver anexo 2).

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 76


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

r (raio) = 4,00 m
e0 (espessura) = 0,15 m
h (altura) = 3,0 m
K=5
(peso específico da água) = 10,0 kN/m3
X = dimensão em altura do anel
Tabela 15 - Esforço Tangencial de tracção (MII) (reservatório)
X/h 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9

Xi 0,250 0,500 0,750 1,000 1,250 1,500 1,750 2,000 2,250


MII
r h 0,144 0,354 0,500 0,554 0,523 0,440 0,335 0,221 0,110

MII (KN.m) 17,600 43,270 61,120 67,720 63,930 53,790 40,950 27,010 13,440

O esforço do anel é máximo a 1,00 m da base e deverá ser absorvido totalmente pela
armadura, não devendo a tensão de tracção de betão ser superior ao previsto no REBAP
(Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado).

Ou seja: NIImax = 0,554 r h

Para:

C25/30 → fcd = 16,7 MPa

S400 NR→ fsyd = 348 MPa

NIImax = 67,72 kN

1,5 67,72
As =
348 10 3
As = 2,91 cm2/m

O que corresponde a usar 6 8/m

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

A armadura horizontal mínima, segundo o Artº 126 do REBAP é dada por:

As min = 0,005xaxb
As min = 0,005x0,15x1,00 = 0,00075 m2 → 7,5 cm2 > 2,91 cm2

O que corresponde a usar 10//0,125 m

b.2) Momento Flector (MI)

Calculado com recurso a ábacos e dividindo a parede em anéis, da mesma forma que
foi feito o cálculo de NII (ver anexo 2).

=10 kN/m3
X = altura do anel (m)

Tabela 16 - Momento Flector (MI) (reservatório)

X/h 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1

Xi 0,235 0,470 0,705 0,940 1,175 1,410 1,645 1,880 2,115 2,35
MII
r h e
0,040 -0,045 -0,062 -0,050 -0,031 -0,015 -0,004 0,002 0,003 0,003

MI (kN.m) 0,360 -0,410 -0,560 -0,450 -0,280 -0,140 -0,040 0,020 0,030 0,03

O esforço máximo no encastramento da parede (hanel=0,235 m) com a laje de fundo,


será:

MI = 0,235 h r e
MI = 0,235 10 3,0 4,0 0,15
MI = 4,30 kN.m

Msd
b d 2 fcd

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 78


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1,5 4,30
1,0 0,10 2 16,7 10 3

0,038 0,039

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
8
As = 0,085 1,0 0,10
348
As = 1,87 cm2/m

A armadura vertical mínima, segundo o Artº 125 do REBAP é dada por:

As min 0,3 % da secção da parede


0,3
As min = 0,15 1,0
100
As min = 0,00045 m2 → 4,5 cm2

O que corresponde a usar 6//0,125 m

Nota: Armadura a colocar perpendicular à armadura principal de tracção em cada face,


o que verifica as secções mínimas e afastamentos máximos de aço. (segundo o Artº 125
do REBAP)

b.3) Esforço Transverso

NII

MII

MI

Figura VIII – Esforço transverso (reservatório)


Sandra Cristina Vaz Dos Santos 79
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

O esforço transverso máximo na parede obtém-se pela seguinte fórmula, em que o valor
de -2,647 é uma constante dependente de K e foi retirado da tabela 24.1 de Montoya et
al (1991), Hormigón Armado, que nos dá os valores máximos de MI e Q em depósitos
cilíndricos para uma espessura constante:

Q 2,647 r e

Q 2,647 10 4,0 0,15

Q = Vmáx = -16,18 kN/m

Admitindo que todo esforço será absorvido pelo betão, pois a parede não tem armadura
específica para este esforço.
Segundo o Artº 94 do REBAP, que nos remete para o Artº 53 do mesmo, e para betão
C12/15:

1 = 0,5 MPa

Vcd = 0,6 1,6 d 1 bw d

onde:

d = 10 cm (altura útil da secção)


bw = 150 cm (largura da alma da secção)

então:

Vcd = 0,6 1,6 0,10 0,5 10 3 1,0 0,15


Vcd = 67,5 kN/m > Vmáx

Não necessita de armadura para resistir ao esforço transverso.

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

c) Laje de Cobertura

c.1.1) A espessura mínima da laje, segundo o Artº 102 do REBAP, é dada por:

li
30
h

Em que:

h = espessura da laje
li = *l, onde :
l = vão teórico (no caso de lajes armadas em duas direcções deverá tomar-se para l o
menor vão).
= 0,7 coeficiente que depende do tipo de laje, neste caso, lajes simplesmente
apoiadas, armadas em duas direcções.
(para aço A400) = 1,0

Então:
0,7 8,0
h
30 1,0
h 0,19 m

Espessura a adoptar e=0,20 m.

Prevê-se o revestimento interior em reboco simples e o exterior com betonilha afagada


e hidrofugada, em camada de forma, seguida de tela asfáltica e granulada de brita.

c.1.2) Quantificação das acções actuantes na laje :

- Revestimentos:

Rebocos = (0,015+0,035) x 21 = 1,05 kN/m2 com = 21 kN/m3

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 81


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Tela = 0,05 K/m2


Brita = 0,05 x 15 = 0,75 kN/m2 com = 15 kN/m3
Rev. = 1,05+0,05+0,75 = 1,85 kN/m2

- Peso próprio:

Pp = 25 0,19 = 4 kN/m2 com betão= 25 kN/m3


Pp = 4,75 kN/m2

- Sobrecarga:

Sob. = 1,0 kN/m2 (Artº 34 , RSA)

Logo o esforço actuante na laje será:

Sd = 1,50 Cp + 1,35 Cv
Sd = 1,50 4,75+1,35 (1,0+1,85)
Sd = 10,68 kN/m2

Pelo ponto 23.28 para placas circulares de Montoya et al (1991), Hormigón Armado,
vem um momento para lajes apoiadas com carregamento uniforme de:

Q r2
Msd onde Q (carga total actuante)
6
10,68 4,0 2
Msd
6
1,5 10,68 4,0 2
Msd = 42,72 kN.m/m
6

Msd = 42,72 kN.m


b = 1,0 m

d = h - rec. - = 0,19 - 0,015 - 0,005 = 0,17 m


2
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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

C25/30 → fcd = 16,7 MPa

S400 NR→ fsyd = 348 MPa

Momento flector reduzido:

Msd
b d 2 fcd
42,72
1,0 0.17 2 16,7 10 3

0,088 0,091

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
16,7
As = 0,091 1,0 0,17
348
As = 7,42 cm2/m

O que corresponde a usar 10//0,125 m

d) Laje de Fundo

A laje de fundo do reservatório é uma laje circular com 8 m de diâmetro e 0,25 m de


espessura.

Peso da água e Reacção = r 2 hliquido liquido

= 3,14 4.0 2 3,0 10


= 1507,2 kN

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 83


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Peso da Soleira = r 2 esp. betão

= 3,14 4.0 2 0,25 25


= 314,0 kN

1507,2 314,0
Sdlaje =
r2
1507,2 314,0
Sdlaje =
4,0 2
Sdlaje = 36,23 kN/m2

Obtém-se o momento máximo positivo para a laje de fundo por Montoya et al (1991),
Hormigón Armado, ponto 23.28:

Q r2
M , onde Q (peso da laje)
12
36,23 4 2
M = 48,30 kN.m
12

Msd = 48,30 kN.m


b = 1,0 m

d = h - rec. - = 0,25 - 0,015 - 0,005 = 0,23 m


2

C25/30 → fcd = 16,7 MPa


S400 NR→ fsyd = 348 MPa

Momento flector reduzido:

Msd
b d 2 fcd
48,30
1,0 0.232 16,7 10 3

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 84


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

0,054 0,056

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
16,7
As1 = 0,056 1,0 0,23
348
As1 = 6,18 cm2/m

O que corresponde a usar 12//0,125 m


e) Verificação ao estado limite de utilização para a laje de cobertura do reservatório

Estado limite de deformação:

Segundo o artº 72.3 do REBAP, foi feita a verificação da segurança em relação aos
estados limites de deformação, considerando-se satisfeita para as lajes do reservatório
uma vez que se cumpriram as condições expressas nos artos 102 e 113, do referido
regulamento.

li
30
h
Em que:

h = espessura da laje
li = *l

onde :

l = vão teórico (no caso de lajes armadas em duas direcções deverá tomar-se para l o
menor vão).
=0,7 coeficiente que depende do tipo de laje, neste caso, lajes simplesmente apoiadas,
armadas em duas direcções.
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 85
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

(para aço A400) = 1,0

Adoptando a espessura das lajes conveniente sob este ponto de vista.

Estado limite de fendilhação:

Pelo artº 70.3 do REBAP, a verificação da segurança em relação a este estado limite de
largura de fendas, considera-se satisfeita, para um ambiente moderadamente agressivo,
desde que o espaçamento máximo dos varões não exceda os seguintes valores:

S 1,5 hlaje

S 35cm

Para todas as lajes e paredes do reservatório, verifica-se a segurança ao estado limite de


largura de fendas.

3.3.2 Fossa Séptica de 61,48 m3 de Capacidade

Laje de Cobertura

m
30
5. Sd(kn/m2)

5.80m
5.30m

2.90m 2.90m

m
65
2.

m
65
2.
0.5m
2.0m

m
30
5.

5.80m

Figura IX – Esquema Geral da Fossa Séptica

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 86


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Dados Gerais

C20/25 → fcd = 13,3 Mpa

S400 NR→ fsyd = 348 Mpa

Tensão admissível → σ =0,50 Mpa


O terreno deverá ser escavado a uma profundidade mínima de acordo com as cotas
indicadas das fundações nas peças desenhadas e até se encontrar um solo de fundação
natural, com características resistentes necessárias.
Sendo assim, adopta-se uma fundação directa constituída por sapatas contínuas. Para a
tensão admissível do solo de fundação tomou-se como valor base uma tensão média de
0.50 Mpa.

Peso Específico do Esgoto = 10,4 kN/m3

Laje de Cobertura

Considera-se a laje de cobertura simplesmente apoiada, armada em duas direcções.

A espessura mínima da laje, segundo o Artº 102 do REBAP é dada por:

li
30
h

Em que:

h = espessura da laje
li = *l, onde :
l = vão teórico (no caso de lajes armadas em duas direcções deverá tomar-se para l o
menor vão).
= 0,7 coeficiente que depende do tipo de laje, neste caso, lajes simplesmente
apoiadas, armadas em duas direcções.
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 87
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

(para aço A400) = 1,0

Então:
0,7 5,3
h
30 1,0
h 0,124 m

Adopta-se assim, uma altura para a laje de 0,15 m.

Quantificação das acções e esforços actuantes na laje

Pp = 25 0,15 = 4 kN/m2
Rev = 0,70 kN/m2
Sob = 3 kN/m2

Sd = 1,35 Cp + 1,5 Cv
Sd = 1,35 (4+0.70) + 1,5 3
Sd = 10,84 kN/m2

Pela Tabela 9.2.1.2. (Tabelas Técnicas) para lajes apoiadas nos quatro lados, sujeitas a
acções uniformemente distribuídas vamos obter os valores de K1 e K2, que dependem
das dimensões l1 e l2: (ver anexo 2).

l1 = 5,30 m; l2 = 5,80 m

Relação entre vãos:

l2
= 1,1 K1 0,040; K 2 0,033
l1

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 88


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

O momento actuante no vão l1 será de:

Msdl1 = 0,040 5,80 5,30 10,84


Msdl1 = 13,33 kN.m/m

Momento flector reduzido:

Msd
b d 2 fcd
13,33
1 0,135 2 13,3 10 3

0,055 0,058

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
13,3
As = 0,058 1,0 0,135
348
As = 2,99 cm2

O que corresponde a usar 8//0,10 m

O cálculo será igual para l2, então a área da secção de armadura será:

As2 = 2,68 cm2

O que corresponde a usar 8//0,10 m

Paredes (espessura 0,15 m):

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 89


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Só é apresentado o cálculo da parede maior por se tratar assim da mais desfavorável.


Considera-se a parede encastrada em 3 lados, bordo livre, armada em duas direcções.

De acordo com a tabela 9.2.3.2 (Tabelas Técnicas): ver anexo 2.

g (acções actuantes de distribuição triangular) = líquido hlíquido


= 10,4 2
= 20,8 kN/m2

De acordo com a mesma tabela, para lajes encastradas nos três lados e sujeitas a acções
de distribuição triangular, vem:

Relação de vãos :

l 2 2,50
= =0,4
l1 5,80
K1 0,0058; K 2 0,0053; K 0 0,0120; K 0' 0,0331; K 3 0,0231; K 4 0,0429

F=g l1 l2

K1, K2, K0, K0’, K3 e K4, valores obtidos na tabela 9.2.3.2 para lajes apoiadas nos três
lados e sujeitas a acções de distribuição triangular, em “Tabelas Técnicas” (ver anexo
2).

M0' M0 M0'
I2=2.50m

M1-2 M1 M1-2

M2

M1-2

g I1=5.80m

Figura X – Laje apoiada nos três lados sujeita a acções de


distribuição triangular (fossa séptica)
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 90
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

MSd(M1) (meio vão, na direcção de l1) = K1 F


= 0,0058 5,80 2,50 1,5 20,8 = 2,62 kN.m

MSd(M2) (meio vão, na direcção l2) = K2 F


= 0,0053 5,80 2,50 1,5 20,8 = 2,40 kN.m

MSd(M0) (bordo livre ) = K0 F


= 0,0120 5,80 2,50 1,5 20,8 = 5,43 kN.m

MSd(M’0)(apoio encastrado na direcção l1) = K0’ F


= 0,0331 5,80 2,50 1,5 20,8 = 14,97 kN.m

MSd(M1-2)(apoio encastrado na direcção l2) = K3 F


= 0,0231 5,80 2,50 1,5 20,8 = 10,45 kN.m

MSd(M1-1)’(canto livre) = K4 F
= 0,0429 5,80 2,50 1,5 20,8 = 19,41 kN.m

Cálculo da armadura a meio vão na direcção de l1 :

Momento actuante:

Msd = 2,62 kN.m


b = 1,0 m
d = 0,135 m

Momento reduzido:

Msd = 0,0108 0,01196


b d 2 fcd

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 91


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Pelo artº 104 do REBAP, temos que a armadura principal mínima não deve ser inferior
a:

Para S400 NR 0,15

e sabe-se que :

As fsyd
bd fcd
0,15 348
min
100 13,3

min 0,0392

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
13,3
As2 = 0,0392 1,0 0,135
348
As2 = 2,03 cm2

O que corresponde a usar 8//0,125 m

Cálculo da armadura a meio vão na direcção de l2 semelhante ao cálculo na direcção de


l1:

Momento actuante:

Msd = 2,40 kN.m

O que corresponde a usar 8//0,125 m

Cálculo da armadura dos apoios encastrados na direcção de l1 :


Sandra Cristina Vaz Dos Santos 92
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Momento actuante:

Msd = 14,97 kN.m

b = 1,0 m
d = 0,135 m

Momento reduzido:

Msd
b d 2 fcd

0,062 0,066

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
13,3
As2 = 0,066 1,0 0,135
348
As2 = 3,40 cm2

O que corresponde a usar 8//0,125 m → armadura considerada 10//0,15 m

Cálculo análogo da armadura a meio dos lados encastrados na direcção de l2 :

Momento actuante:

Msd = 10,45 kN.m


b = 1,0 m
d = 0,135 m

Momento reduzido:

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Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Msd
b d 2 fcd

0,043 0,041

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
13,3
As3 = 0,041 1,0 0,135
348
As3 = 2,12 cm2

O que corresponde a usar 8//0.20 m → armadura considerada 10//0.15 m

Cálculo da armadura a meio vão, na direcção de l1, no bordo livre da laje:

Momento actuante:
Msd = 5,43 kN.m
b = 1,0 m
d = 0,135 m

Momento reduzido:

Msd
= 0,0224
b d 2 fcd

Pelo artº 104 do REBAP, temos que a armadura principal mínima não deve ser inferior
a:

Para S400 0,15

e sabe-se que :

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 94


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

As fsyd
bd fcd
0,15 348
min
100 13,3

min 0,0392

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
13,3
As2 = 0,0392 1,0 0,135
348
As2 = 2,03 cm2

O que corresponde a usar 8//0,125 m

Cálculo análogo para a armadura nos cantos livres:

Momento actuante:

Msd = 19,41 kN.m


b = 1,0 m
d = 0,135 m

Msd
b d 2 fcd
0,080 0,086

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 95


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

13,3
As2 = 0,086 1,0 0,135
348
As2 = 4,46 cm2

O que corresponde a usar 10//0,15 m

Laje de Fundo :

A laje de fundo da fossa séptica é uma laje com 0.25 m de espessura, apoiada no solo e
armada em duas direcções.
Laje de Fundo

L1

L2
m
30
5.

5.80m

Figura XI – Esquema de Laje de Fundo (fossa séptica)

Peso do líquido = 10,4 5,80 5,3 2,0 = 639,39 kN


Peso da soleira = 25 5,80 5,30 0.25 = 192,125 kN

639,392 192,125
Carga actuante na laje = = 27,05 kN/m2
5,80 5,30

Segundo o menor vão l1 = 5,30 m:

Carga actuante na laje segundo l1 = 0,50 27,05 = 13,525 kN/m2

O momento máximo negativo na parede da fossa que descarrega neste vão, foi
calculado através da tabela 9.2.1.2 (Tabelas Técnicas): ver anexo 2.

l1 = 5,30 m; l2 = 2,50 m ; F = g l1 l2

g = 20,8 kN/m2
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 96
Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Relação entre vãos:


l2
= 0,47 K1 = 0,036
l1

M(-)máx parede = 0,036 5,30 2,5 1,5 20,8


M(-)máx parede = 14,91 kN/m

Obtém-se então o valor do momento positivo a meio vão de l1:


M(+)máx laje = 47,32 kN/m

Cálculo da armadura a meio vão na direcção de l1 :

b = 1,0 m
d = 0,9 0,25 = 0,225 m

Momento reduzido:

Msd
b d 2 fcd
47,32
1,0 0,225 2 13,3 10 3

0,07 0,075

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
13,3
As2 = 0,068 1,0 0,225
348
As2 = 7,45 cm2

O que corresponde a usar 12//0,125 m

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 97


Projecto de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais da Aldeia de Miguel Choco

Segundo o maior vão, l2 = 5,80 m:

Carga actuante na laje segundo l2 = 0,50 27,05 = 13,525 kN/m2

O momento máximo negativo na parede da fossa que descarrega neste vão, foi
calculado através da tabela 9.2.1.2 (Tabelas Técnicas), ver anexo 2:

l1 = 5,80 m; l2 = 2,50 m ; F = g I1 I2

onde g = 20,8 kN/m2

Relação entre vãos:

I2
= 0,43 K1 = 0,036
I1

M(-)máx parede = 0,036 5,80 2,5 1,5 20,84

M(-)máx parede = 16,32 kN/m

Obtém-se então o valor do momento positivo a meio vão de l2:


M(+)máx laje = 49,45 kN/m

Cálculo da armadura a meio vão na direcção de l2 :

b = 1,0 m
d = 0,9 0,25 = 0,225 m

Momento reduzido:

Msd
b d 2 fcd

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 98


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49,45
1,0 0,225 2 13,3 10 3

0,073 0,078

Então a área da secção de armadura será:

fcd
As = b d
fsyd
13,3
As2 = 0,078 1,0 0,225
348
As2 = 6,71 cm2/m

O que corresponde a usar 12//0.125 m

Verificação da segurança em relação ao estado limite de utilização para a laje de


cobertura da fossa séptica

Estado limite de deformação:

Segundo o artº 72.3 do REBAP, foi feita a verificação da segurança em relação aos
estados limites de deformação, considerando-se satisfeita para as lajes da fossa séptica
uma vez que se cumpriram as condições expressas nos artos 102 e 103, do referido
regulamento.

li
30
h

Em que:

h = espessura da laje
li = *l

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 99


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onde :

l = vão teórico (no caso de lajes armadas em duas direcções deverá tomar-se para l o
menor vão).
=0.7 coeficiente que depende do tipo de laje, neste caso, lajes simplesmente apoiadas,
armadas em duas direcções.
(para aço A400) = 1.0

Adoptando a espessura das lajes conveniente sob este ponto de vista.

Estado limite de fendilhação:

Pelo artº 70.3 do REBAP, a verificação da segurança em relação a este estado limite
ultimo, considera-se satisfeita, para um ambiente pouco agressivo, desde que o
espaçamento máximo dos varões não exceda os seguintes valores:

S 1.5 hlaje

S 35cm

Para todas as lajes e paredes da fossa séptica, verifica-se a segurança ao estado limite
último de fendilhação.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 100


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4 CONCLUSÃO

O período de estágio é de uma enorme importância para a nossa formação contínua e


integração no mundo de trabalho.

Na elaboração deste relatório, e de um modo sucinto, tentou-se fazer a conjugação entre


os conhecimentos adquiridos durante a frequência do curso de Engenharia Civil, com a
actividade desenvolvida durante o estágio, tendo em especial atenção à legislação
aplicada a cada caso analisado.

O estágio assume um papel fundamental na nossa formação, pois permite-nos


aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso e pô-los em prática para,
também assim, nos apercebermos das dificuldades, aprendermos a superá-las e
consciencializar-nos da importância que tem o rigor e o conhecimento no exercício da
profissão.

Em projecto não se podem fazer simplificações, a vida real implica execução e isso
requer certezas. Assim, é um privilégio poder complementar uma boa capacidade de
aprendizagem inerente a um curso tirado no Instituto Politécnico da Guarda com um
estágio na equipa da. BB Consulting – Arquitectura e Engenharia S.A. Sendo esta uma
empresa já de dimensão considerável, da qual fazem parte Engenheiros com uma vasta
experiência nos vários sectores da engenharia, o que nos ensina a encarar um projecto,
e a ligação entre projecto, produção e execução em obra de uma forma abrangente.

Concluído o estágio posso dizer que sinto ter iniciado da melhor forma a actividade
profissional, tendo alcançado as metas que numa fase inicial se impõem. A aplicação
dos conhecimentos adquiridos no curso a par de uma consciencialização do mercado foi
uma constante. Os conhecimentos foram, então, aprofundados e alargados, mas o
grande acrescento foi a capacidade de integrar equipas de trabalho. Essa interacção é
fundamental quando se ambiciona maior produtividade, maior coordenação, maior
partilha de saberes.
A metodologia e organização do trabalho existente na empresa foi naturalmente
interiorizada e a inserção nas equipas é agora natural e genuína.
Sandra Cristina Vaz Dos Santos 101
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De realçar o espírito de grupo e de partilha de conhecimentos existente nas empresas e


que marcou também o meu estágio bem como a minha forma de abordar situações
semelhantes.
Outro dos pontos positivos do estágio que quero deixar recordado neste relatório é a
vastidão de projectos de características distintas em que participei, tendo integrado
equipas multidisciplinares. Com efeito, um bom estágio não seria a repetição mecânica
de tarefas mas sim a apreensão da maior quantidade de conhecimentos possível, nas
mais diversas áreas e especialidades.
Foram desenvolvidas actividades onde houve possibilidade de integração e participação
de forma activa, mais concretamente na elaboração de projectos de Hidráulica e
Saneamento Básico. Aprendendo a coordenar esses trabalhos, permitiu adquirir
experiência e responsabilidade na execução dos mesmos.
No início da actividade profissional devemos encarar o trabalho como uma continuação
da nossa formação. Através do estágio podemos consolidar todo o conhecimento
adquirido durante a formação académica amplifica-lo como meio de sucesso futuro.
Desta forma poderemos ver toda a restante vida profissional valorizada pela
comunidade e sobretudo por nós próprios.

Finalmente, sinto ter valido a pena todo o esforço despendido, e que todos os
conhecimentos adquiridos no decorrer da frequência do curso e do estágio possam
contribuir para um futuro profissional activo e com êxito.

Sandra Cristina Vaz Dos Santos 102


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BIBLIOGRAFIA

Durante a realização do Estágio e a elaboração do seu Relatório foi consultada a


seguinte bibliografia:

▪ RGSPPDADAR - Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de


Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais – Decreto-lei nº23/95,
de 23 de Agosto.

▪ Eng.º Viegas Carvalheira, Eng.º Eugénio Santiago, Sistema de Tratamento de


Efluentes, Aplicação de Macrófitas em Sistemas Depuradores de Pequenos
Aglomerados Urbanos, ANET 1999;

▪ Queirós de Morais, Depuração dos Esgotos Domésticos dos Pequenos


Aglomerados Populacionais e Habitacionais Isolados, Lisboa 1957;

▪ José Alfeu Almeida de Sá Marques e Joaquim Jos Hidráulica Urbana, Sistemas


de Abastecimento de Água e de Drenagem de Águas Residuais, Coimbra 2008;

▪ Sebentas de Saneamento Básico I e II do Curso de Engenharia Civil do IPG;

▪ Manual de Tecnologias de Saneamento Básico Apropriadas a Pequenos


Aglomerados, Direcção Geral da Qualidade do Ambiente;

▪ Tratamento de Águas Residuais de Pequenos Núcleos Urbanos –


Adequabilidade e Sustentabilidade, 8º Congresso da Água;

▪ J. D’ARGA E LIMA, VITOR MONTEIRO, MARY MUN (1999): Betão


Armado – Esforços Normais e de Flexão; LNEC – Laboratório Nacional de
Engenharia Civil, Lisboa;

▪ J.S. BRAZÃO FARINHA, A. CORREIA DOS REIS (1997): Tabelas


Técnicas, Edições Técnicas E.T.L., Lda;
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▪ RSA - Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e


Pontes – Decreto-lei nº235/83, de 31 de Maio;

▪ REBAP - Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado –


Decreto-lei nº349-C/83, de 30 de Julho.

▪ REBAP - Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado –


Decreto-lei nº349-C/83, de 30 de Julho.

▪ P. Jimenez Montoya, Hormigón armado.

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