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Impostos de Importação

Ambos são tributos extrafiscais, ou s eja, são criados principalmente para intervir em
situações sociais e econômicas. Aqui, é um funcionamento no comércio internacional. Sua
arrecadação não é o objetivo pr incipal. Muitas vezes, quand o aumenta o II , o Governo
sabe que a arrecadação vai cair. O objetivo é justamente que as pessoas importem
menos, protegendo-se a indústria nacional. O governo mexe nas alíquotas buscando um
impacto no funcionamento da economia. O IE é de cobrança rara. A polícia no mundo
inteiro é de desonerar exportações. F alar em exportação é falar em retirada de tributo,
não incidindo quase nada. Não há ICMS na expor tação (imunidade para quase tudo),
ISS sobre exportação, contribuição social sobre receitas de exportação ... senão, não
teríamos condições de concorrer no exterior com nossos tributos.

Tributa-se no mundo inteiro patrimônio, renda e consumo. O I CMS, o IPI são impostos
sobre CONSUMO. O normal é que esse tributo onere o consumidor lá em seu país. Tais
impostos são cobrados em países de destino. Quando a mercadoria vem do exterior pra cá,
o ICMS é pago aqui de ntro pelo importador. Nas importações, a regra sobre quem vai
pagar o tributo é invertida. Quem paga ICMS, IPI, COFINS, PIS é quem vende. Mas
quando você im por ta quem vende está no exterior , não temos como impor que a
empresa estrangeira pague imposto aqui dentro, então exigimos que o consumidor é quem
pague tais tributos. Quando você cons umidor está no Brasil e compra um produto que
vem da Alemanha, não podemos exigir que a empres a alemã inclua o ICMS no preço e
repasse para o Brasil. Então a empres a alemã irá vender o produto sem qualquer
imposto e o Brasil exigirá esse imposto aqui, do consumidor.

No mundo inteir o a idei a é de sonerar o que está saindo e on erar o que está
entrando. Nessa linha de raciocínio, o IE é cobrado de forma raríssima, já que sua
generalização é considerada nociva. Só iremos cobrá-lo pontualmente. Cobra-se o I E quando
não há interesse do país na saída do produto das nossas fronteiras. I magine que
estamos tendo uma crise no preço do trigo. O Brasil não é autossuficiente de trigo,
somos de pendentes da sua importação. Vamos imaginar que numa época os preços lá
fora estão muito caros, o que gera certo problema de abastecimento, enqua nto qu e os
pr odutores nacionais de trigo estão apenas de olho no mercado lá de fora, querendo
enviar toda a sua produçã o para outro país. Nessecenário, é razoável que o Gover no s
uba a alíquota do IE sobre o trigo, para fazer com que exportar a produção interna seja
mau negócio. Importar não significa um contrato de compra e venda; basta que a
merca doria estrangeira entre. Por exemplo, pode incidir II quando alguém no ex terior
manda um presente pra cá. O II é sobre a entrada de mercadoria es trangeira, não
importa se foi objeto de compra e venda. Criou-se uma ficção. Consta na lei do I I que o
f ato gerador s erá considerado ocorrido no dia do registro da declaração de
importação, para fins de cálculo do imposto. O momento do registro da declaração é
considerado o mom ento da ocorrência do fato gerador e, portanto, definirá qual a
legislação aplicável, inclusive a alíquota. Para efe ito de cálculo, é consider ado ocorrido o
fato gerador na data da declaração de importação. Trata-se de uma ficção, já que não
seria possível fiscalizar o exato momento em que os aviõe s cruzam o mar territorial
brasileiro, quanto efetivamente se dá a entrada da mercadoria estrangeira, o que
ensejaria vários problemas em relação a qual a alíquota aplicável na sucessão de legislação.

No IE, o fato gerador é a saída da mercadoria no território nacional. Não dá pra


alfândega ficar num barquinho ac ompanhando o avião ou navio pra ver quando ele sai
do país. Então o registro da importação serve como caracterização do fato gerador. O I
mposto de Importação incide sobre mercadoria es trangeira ou desnacionalizada. O IE
incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada. Se a mercadoria foi produzida pela
Alemanha, é estrangeira. Se entrar no Brasil e pagar os tributos, deixa de ser estrangeir a e
passa a ser nacionalizada, de vendo ser tratada como mercadoria nac ional. Portanto, se
você sair do país e entrar com ela de novo, não há um novo imposto de importação,
daí a importância de comprovar a regular importação. I gualmente, você deve guardar a
guia para não sofrer fiscalização dentro do Brasil e ser surpreendido com pena de pe
rdimento por acharem que a mercadoria está aqui ilegalmente. Se a mercador ia brasileira
é vendida para a F rança, lá ela será considerada nacionalizada e aqui passa a ser
considerada desn acionalizada, porque exportada regularmente e incorporada à economia
de outro país. Se essa mer cadoria voltar pro Brasil, pagará imposto de importação
porque agora é uma mercadoria desnacionalizada. Quando a mercadoria é internalizada à
economia de um país, ela é tratada como se pertencesse àquele país. Isso pode ocorrer
quando a mercadoria é nacionalizada (vem de lá pra cá regular mente) ou desnacionalizada
(vai daqui pra lá regularmente). Se você leva o seu notebook para uma viagem no exter ior, a
mercadori a não ficará naquele país. É que chamam de admissão temporária; ou seja,
pode ficar ali temporariamente, pelo tempo que você vai ficar. O notebook não deixa de
ser nacional pra gente e es trangeira praquele país. Como esse notebook não incorporou
à economia do outro país , ele não deixa de ser nacional para o Brasil.

Quem define a alíquota aplicável é a data do fato ger ador, que é fixado com base em
ficções: no I I, na data do registro da declaração do imposto de importação; no IE, na
data da declaração da exportação. Mas de regra não incide o imposto da exportação.

Biblioagrafia

Ricardo Alexandre
CURSO FÓRUM TV Carreiras Jurídicas 2015
DIREITO TRIBUTÁRIO CONSTITUCIONAL | Ricardo Alexandre