You are on page 1of 6

FISMAQ

Professor José Química Geral na última camada cede todos os elétrons de valência. 1.4 EXERCÍCIOS 1º) Estabeleça a ligação entre 19K e Cl. F.
R → KCl
17

Ademílson

QUÍMICA GERAL – (V)
Professor José Ademílson

1. LIGAÇÕES QUÍMICAS
1.1 TEORIA DO OCTETO Um átomo torna-se mais estável quando possui 8 elétrons na última camada (camada de valência), ou 2 elétrons quando possui apenas a camada K. Essa teoria foi criada pelo cientista alemão Walter Kossel (1888 – 1956), em 1916. 1.2 LIGAÇÃO IÔNICA, ELETROVALENTE OU HETEROPOLAR Resulta da transferência de elétrons entre átomos. Ocorre entre metais e hidrogênio e metais e ametais. Para que haja ligação iônica é preciso que uma espécie química doe elétrons e a outra receba. 1.3 NOTAÇÃO DE LEWIS A notação de Lewis indica os elétrons da última camada acompanhando o símbolo do elemento. Exemplo: 19K → 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1 K* → indica que o potássio possui um elétron na última camada. 1s2 2 6 17Cl → 2s 2p 3s2 3p5

2º) Estabeleça a ligação entre
9

12

Mg e

R → MgF2

3º) Estabeleça a ligação entre alumínio Al e 8O. R → Al2O3 13 1.5 VALÊNCIA É a capacidade de combinação dos átomos. Corresponde ao número de elétrons que um átomo pode ganhar ou perder. 1.6 ELETROVALÊNCIA É a carga elétrica do íon. Obs.: Os elementos da família 4ª são anfóteros: podem perder ou ganhar elétrons. Mas, preferencialmente eles ganham elétrons. São, por isso, classificados como não-metais. À combinação de dois ou mais elementos por ligação iônica dá-se o nome de íon-fórmula. Exemplo: NaCl, MgO. 1.7 Energia DIAGRAMA DE ENERGIA dℓ
curva II curva I

: Cl : → indica os elétrons de ••
valência do cloro REGRA PARA A TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS Quem possui 8 ou 18 elétrons na penúltima camada e contém 5 ou mais elétrons na última camada recebe elétrons até completar 8 na camada de valência e quando possui 8 ou 18 elétrons na penúltima camada e contém 4 ou menos elétrons -1-

••

·
2

·
1

·

3

Curva I → essa curva representa a queda de energia devido à atração entre um cátion e um ânion. Essa curva é explicada pela equação:

FISMAQ

Professor José

Ademílson Química Geral 1.11 LIGAÇÃO COVALENTE Q Q E=− + − DATIVA, COORDENADA OU d SEMIPOLAR Onde: E = energia potencial de atração Q+ = carga do cátion Ocorre quando são cedidos par ou pares Q- = carga do ânion de elétrons por uma única espécie química. d = distância entre íons Exemplos: Estabeleça a ligação entre os Curva II → essa curva representa um brusco dois compostos abaixo utilizando o esquema aumento da energia. de Lewis. Dado: H (Z = 1); N (Z = 7); O (Z = 8); P (Z = 15); S (Z = 16). 1.8 EXERCÍCIOS a) HNO3 b) H2S2O7 1º) (ACAFE-SC) Num cristal de NaCl, a + c) H4P2O4 menor distância entre os núcleos dos íons Na e Cl sol: a) é 2,76 Ǻ, e a distância entre os dois íons cloreto que se encostam é 3,26 Ǻ. Portanto, o raio do íon sódio é: a) 2,76 Ǻ fórmula eletrônica b) 0,95 Ǻ ligação dativa c) 3,62 Ǻ O d) 0,86 Ǻ ↑ Η-O-N =O e) 6,38 Ǻ R→b
fórmula estrutural plana

1.9 LIGAÇÃO COVALENTE, MOLECULAR OU HOMOPOLAR Ligação que ocorre com o emparelhamento de fórmula estrutural plana elétrons entre dois átomos. notação de Lewis Exemplo: 1H e 8O → Hו O •×H → H – O – H → H2Ofórmula molecular 1.10 COVALÊNCIA Chama-se covalência o número de pares de elétrons compartilhados. FÓRMULAS MOLECULARES DO TIPO HxAnOy A ordem de ligação é a seguinte:  Os átomos de hidrogênio se ligam, de preferência, aos átomos de oxigênio;  Os conjuntos OH se ligam ao átomo A;  Os átomos de hidrogênio e de oxigênio excedentes se ligam ao átomo A.
•• ••

b)

fórmula eletrônica

O

O

ligação dativa

H -O- S-O- S-O-H ↓ ↓ O O plana fórmula estrutural c)

fórmula eletrônica ligação dativa

O

O

H - O - P- O - P- O - H | | O O | | H H fórmula estrutural plana 1.12 FÓRMULA MOLECULAR

-2-

FISMAQ

Professor José

Ademílson Química Geral Há uma maneira de se obter a fórmula entre dois átomos será sempre sigma. Toda molecular de substâncias moleculares binárias a ligação simples será obrigatoriamente do partir de suas valências. tipo σ. Exemplos: Dê a fórmula molecular do Ligação σ s-s  ocorre obrigatoriamente composto formado por P (Z = 15) e O (Z=8). entre orbitais do tipo s de ambos os átomos. sol: P tem valência -3 e O tem valência -2, Ligação σ s-p  ocorre entre um orbital assim: s e um orbital p. P-3O-2 → P2O3 Exemplo: HF. 1 2 2 5 1H → 1s 9F → 1s 2s 2p Utilizando-se da valência, descubra a fórmula 2s2 2p5 molecular dos compostos binários formados por: a) C (Z = 6) e S (Z = 16). R → CS px py pz b) N (Z = 7) e O (Z = 8). R→NO Representação dos orbitais 1.13 LIGAÇÃO COVALENTE EM NÍVEL DE ORBITAIS
2 2 3

Linus Pauling propôs, por volta de 1960, um modelo que explica a ligação covalente por meio de orbitais atômicos (AO). Os orbitais atômicos se deformam na ligação dando origem aos orbitais moleculares (OM). Exemplo: Molécula de hidrogênio. Cada hidrogênio tem um orbital atômico. Assim, temos: 1H → 1s1 1 1
1s 1s

OA

OA

OM OA OA OM Ligação σ p-p  ocorre entre átomos que apresentam pelo menos um orbital p incompleto. Exemplo: F2.

OA + OA = OM

1.14 LIGAÇÃO SIGMA (σ) É a interpenetração de orbitais atômicos ao longo de um mesmo eixo. Toda primeira ligação -3-

Ligação π  ocorre entre moléculas que apresentam duplas ou triplas ligações. É a interpenetração de orbitais p de ambos os átomos contidos em eixos paralelos. Exemplo: O2.

FISMAQ

Professor José Química Geral Ponto 3 → nesse ponto há um equilíbrio entre as forças de atração e de repulsão. A energia nesse ponto é denominada de energia de ligação (EL). A energia de ligação é a energia necessária para quebrar 1 mol de ligações. 1.16 HIBRIDIZAÇÃO É a interação de orbitais atômicos incompletos, originando novos orbitais, em igual número. Esses novos orbitais são denominados orbitais híbridos.
1.16.1 HIBRIDIZAÇÃO DO TIPO sp3

Ademílson

1.15 ENERGIA NA LIGAÇÃO COVALENTE Em 1927, Heitler e London, baseados na mecânica quântica explicaram a ligação covalente do ponto de vista energético em função da distância entre dois átomos. Representação gráfica:

Um exemplo ocorre com a molécula CH4. Fazendo a distribuição do C e do H, temos:

GRÁFICO DA ENERGIA VERSUS DISTÂNCIA INTERNUCLEAR
Energia

Daí um orbital s interage com três orbitais p. resultando em quatro orbitais híbridos sp3. Observe: 1 orbital s + 3 orbitais p = 4 orbitais híbridos sp3.

dℓ

distância internuclear

E

·
2

·

1

·
Ponto 1 → a distância tende a infinito e a energia é máxima. Situação instável. Ponto 2 → a distância vai diminuindo e a energia também. -43

Dessa maneira são possíveis as quatro ligações realizadas pelo carbono. As quatro ligações do carbono com o hidrogênio são

FISMAQ

Professor José Química Geral

Ademílson do tipo σ s −sp3 . Apresenta geometria tetraédrica. Esses orbitais apresentam ângulos adjacentes de 109º28’.
1.16.2 HIBRIDIZAÇÃO DO TIPO sp2

A molécula do formol (CH2O) é um bom exemplo. Portanto, a hibridização do B é sp2. Isso explica a existência da molécula BF3 onde ocorrem ligações idênticas do tipo σ s −sp 2 . Apresenta ângulos de 120º. HIBRIDIZAÇÃO DO BELÍRIO

Observe que nessa molécula existem três ligações σ e uma π. A ligação πocorre entre orbitais p “puros”. Assim, temos:

1 orbital s + 2 orbitais p = 3 orbitais híbridos sp2. Esses orbitais híbridos apresentam ângulos adjacentes de 120º. Apresentam geometria trigonal.
1.16.3 HIBRIDIZAÇÃO DO TIPO sp

Isso explica a formação da molécula BeH2. Apresenta ângulos adjacentes de 180º. Obs.: Há, ainda, outros tipos de hibridização:  sp3d  explica a formação de moléculas como PCl5 e SF4.  Sp3d2  explica a formação de moléculas como SF6, XeF4. 1.17 LIGAÇÃO METÁLICA É a interação entre átomos metálicos.

Vamos analisar, como exemplo, a molécula do HCN.

1 orbital s + 1 orbital p = 2 orbitais híbridos sp. Esses orbitais híbridos apresentam ângulos adjacentes de 180º. Apresentam geometria linear. Obs.: Grafite → apresenta hibridização sp2. Diamante → apresenta hibridização sp3. HIBRIDIZAÇÃO DO BORO -5-

TEORIA DA “NUVEM” OU DO “MAR” DE ELÉTRONS Esta teoria representa a ligação metálica como sendo aglomerados de átomos neutros e cátions mergulhados numa “nuvem” ou num “mar” de elétrons.

FISMAQ

Professor José Química Geral

Ademílson 1.18 TEORIA DAS BANDAS ELETRÔNICAS As bandas eletrônicas classificam-se em permitidas e proibidas. Vamos tomar como exemplo o átomo de sódio (11Na). 2 2 6 1 11Na → configuração eletrônica: 1s 2s 2p 3s REPRESENTAÇÃO DAS BANDAS NO SÓDIO

Se tivermos um número x de átomos de sódio consequentemente teremos x níveis ou bandas 3s permitidos:

Considerando que os elétrons de valência, nos metais, têm baixo potencial de ionização concluise que eles têm facilidade para “pular” da banda de valência para a banda de condução onde se deslocam com maior liberdade.

-6-