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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO-UEMA

NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO-UEMANET


UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL-UAB

CURSO: Licenciatura em Música ANO: 2018


PROFESSOR: Daniel Lemos Cerqueira

IDENTIFICAÇÃO:
CARGA HORÁRIA:
DISCIPLINA: Métodos e Técnicas de Pesquisa em Música 60 horas

ATIVIDADE EXTRA

Os textos a seguir foram extraídos de monografias, dissertações e projetos de


pesquisa. Leia-os e tente detectar o problema da pesquisa, formulando uma pergunta
que represente a questão norteadora da pesquisa:

1) PEREIRA, Priscila. A influência midiática no gosto musical de um grupo de


adolescentes. In: SIMPÓSIO DE MÚSICA DA FAP, 3. Curitiba: FAP, 2007. Disponível
em
<http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/Arquivos2009/Pesquisa/Anais2007/IIISim
pdemusica/Artigos/A_influencia_da_musica_midiatica_no_gosto_musical_de_um_
grupo_de_adolescentes_Priscila_Pereira.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

A adolescência é caracterizada por diversas mudanças físicas. À medida que


ocorrem essas mudanças, o adolescente passa por transformações psíquicas que vêm
acompanhadas do anseio de se integrar de diferentes formas na sociedade. É certo
que vários fatores contribuem neste processo de integração do adolescente, como a
família, a comunidade, os amigos e a escola. No entanto, a tecnologia e a mídia fazem
parte do dia a dia do adolescente, seja no lazer ou estudo, e isso faz com que ele
receba diversas informações a todo tempo, provenientes de vários lugares do mundo.
Diante deste cenário, a música tem um papel crucial, visto que esta se faz presente na
TV, nos jogos eletrônicos, na Internet e no rádio, integrando o adolescente na
sociedade.
Todavia, é importante salientar que o adolescente não é um receptor passivo
da mídia, pois ele interage de diferentes formas com o seu conteúdo. Assim, fica
evidente a necessidade de focalizar o ponto de vista do adolescente. Subtil afirma que:
Esse processo tornou-se objeto da preocupação de inúmeros autores
latino-americanos na compreensão de que é preciso desviar o centro
da atenção da "emissão" unidirecional, hipodérmica para o polo da
"recepção" como espaço de autonomia e construção de sentidos
pelos sujeitos apesar dos apelos poderosos da mídia em geral
(SUBTIL, 2007, p. 7).

Não basta saber que a mídia influencia os adolescentes, mas é preciso


entender o lado do receptor, a fim de que os educadores saibam utilizar a música da
mídia como uma ferramenta auxiliar no processo de educação musical, enriquecendo
o aprendizado e proporcionando uma aula agradável para os adolescentes.

Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre a influência da mídia (e, em particular, da


música que circula nos veículos midiáticos) nos adolescentes hoje. Uma pergunta
possível seria: “como os educadores podem fazer uso da mídia para ensinar música?”

2) SILVA, Denise Gomes da. A importância da música no processo de aprendizagem da


criança na educação infantil: uma análise da literatura. Trabalho de Conclusão de
Curso (Licenciatura em Pedagogia). 41f. Londrina: UEL, 2010. Disponível em
<http://www.uel.br/ceca/pedagogia/pages/arquivos/DENISE%20GOMES%20DA%2
0SILVA.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

No presente trabalho analisamos literaturas especializadas em educação


relacionada à importância que a música tem no aprendizado de crianças que estão na
educação infantil.
A música é um fator muito importante na vida do indivíduo. Todos ouvem,
apreciam, compartilham, mas poucos sabem de sua importância e em que ela pode
contribuir. Ela nos traz alegria e tristeza, sensação de vitória, recordações e saudades,
é lazer. A música é algo que nos toca. É importante na vida dos seres humanos. Sendo
assim, a música possui um papel fundamental no processo de socialização.
Brito (2003, p. 31), nos fala que:
É difícil encontrar alguém que não se relacione com a música [...]:
escutando, cantando, dançando, tocando um instrumento, em
diferentes momentos e por diversas razões. [...] Surpreendemo-nos
cantando aquela canção que parece ter ‘cola’ e que não sai da nossa
cabeça e não resistimos a, pelo menos, reagindo a um ritmo
envolvente [...].
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Para tanto, não é mero acaso que a música é empregada nos diversos campos
da atuação humana. Ela está presente em filmes, anúncios públicos, telejornais,
desenhos animados, programas eletrônicos e novelas, dentre outros. E nos mais
variados eventos, do baile de carnaval ao velório. A música está nas ruas, praças, lojas,
repartições públicas e privadas, supermercados, academias, escolas, aeroportos, bares,
lanchonetes, restaurantes, consultórios médicos, igrejas, etc.
Diante disso, a escolha do problema de pesquisa foi relacionada ao uso da
música no âmbito educacional, visto que apresenta diversas indagações que precisam
ser esclarecidas. Meu ponto de partida para a pesquisa foi minha experiência
enquanto musicista, em saber um pouco mais sobre a atuação dos professores da/na
educação infantil com a música. Após entrar em contato com algumas bibliografias,
isto me possibilitou olhares diferentes sobre o que supunha que sabia, no que veio a
mudar alguns aspectos na realização da pesquisa. Neste contexto, o que a literatura
vem trazendo sobre a importância da música na aprendizagem da criança na educação
infantil passou a ser meu problema de pesquisa.

Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre como os professores da educação infantil


trabalham a música na escola. Uma questão possível seria: “como os professores da
educação infantil trabalham a música em suas aulas?”

3) VIDAL, Denis Tadeu Rajh. A Produção Musicológica de Clóvis de Oliveira. Dissertação


de Mestrado em Musicologia. 230f. São Paulo: PPGM/IA/USP, 2005. Disponível em
<http://www.ia.unesp.br/Home/Pos-graduacao/Stricto-
Musica/dissertacao_denis_vidal.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

Esta pesquisa está destinada a conhecer uma das figuras de destaque da


musicologia paulista anterior à década de 1960, com a catalogação e o estudo da
produção musicológica de Clóvis de Oliveira, professor de piano, crítico musical,
pesquisador e redator da revista Resenha Musical.
Clóvis de Oliveira (1910-1975) era graduado em piano pelo Conservatório
Dramático e Musical de São Paulo, no qual também lecionou como professor de
história da música e de piano. Fundou mais tarde a revista Resenha Musical (1938-
1945), nela atuando como crítico musical e redator, ao lado de sua esposa, Ondina de
Oliveira, pianista e co-redatora da revista. Era também advogado graduado pela
Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro e Fiscal do Conselho de Orientação
Artística do Estado de São Paulo, tendo sido requisitado para supervisionar as antigas
bancas examinadoras dos músicos recém-formados nos conservatórios da cidade.
Clóvis foi, também, correspondente do Ateneo Musical Mexicano (revista mexicana
especializada em crítica musical e em assuntos ligados à musicologia, nas décadas de
1930 e 1940), do Boletim Latino Americano de Música do Instituto Interamericano de
Musicologia, sediado em Montevidéu, co-fundador e colaborador da revista Eco
Musical de Buenos Aires, além de membro da Associação dos Artistas Brasileiros, da
Associação Paulista de Imprensa e do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e
Revistas do Estado de São Paulo, ex-presidente da Sociedade dos Estudantes de
Música de São Paulo (da qual foi fundador) e ainda assessor do Conselho Estadual de
Cultura em 1942.
Clóvis foi premiado, em 1946, no Concurso Municipal de Monografias, para o
qual elaborou a primeira biografia e compilação de obras de André da Silva Gomes
(quarto mestre da capela da catedral de São Paulo), material esse comentado em
trabalhos recentes como Música na Sé de São Paulo Colonial, de Régis Duprat, no qual
o autor afirma:
Justiça se faça ao excelente trabalho de pouquíssima divulgação, de
Clóvis de Oliveira, sobre André da Silva Gomes, o mestre-de-capela
da Sé de São Paulo, obra premiada em concurso de História
promovido em 1946 pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de
São Paulo e publicado em 1954 a expensas do próprio autor.
(DUPRAT, 1995, p. 12)

Esse trabalho de Clóvis de Oliveira sobre André da Silva Gomes foi o que
principalmente motivou a escolha do objeto de pesquisa, pois trata-se de um texto de
base para inúmeras pesquisas sobre esse mestre de capela, sendo seu autor
frequentemente citado como referência bibliográfica, mas muito pouco conhecido até
mesmo pelos atuais pesquisadores no campo da musicologia histórica. Com a
localização, em 2002, de dois textos inéditos de Clóvis e algumas cartas endereçadas a
Francisco Curt Lange, presentes no acervo Curt Lange da UFMG (Universidade Federal
de Minas Gerais), levantou-se a hipótese de que o mesmo deveria ter produzido uma
quantidade maior de trabalhos musicológicos do que o número então conhecido.

Problema: ______________________________________________________________
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO-UEMA
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre os poucos estudos sobre Clóvis de Oliveira
sob uma perspectiva da Musicologia Histórica. Uma pergunta possível seria: “quais os
trabalhos musicológicos realizados por Clóvis de Oliveira?”

4) RIBEIRO, Márcio Kley de Alencar. Da música na capoeira: ensino e aprendizagem


musical no Grupo Giramundo. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em
Música). 50f. São Luís: UFMA, 2015. Disponível em
<http://musica.ufma.br/ens/tcc/28_ribeiro.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

A Capoeira é uma manifestação cultural onde interagem diversas linguagens


artísticas e diferentes elementos. Cordeiro (2003, p. 10), deixa clara essa versatilidade:
“A Capoeira é uma prática de variadas facetas, de múltiplas utilidades, com muitas
divergências em sua definição: arte, luta, dança, jogo, desporto, folclore, cultura
popular e filosofia de vida”. Diante de tamanha abrangência, ela se revela um
importante meio para o trabalho integrado de aspectos físicos, cognitivos, culturais e
sociais. O ensino da Capoeira tradicionalmente privilegia essa integração.
Nesse sentido, a Música é apenas mais um dos seus elementos constitutivos.
É, sem dúvida, um dos aspectos mais relevantes e fundamentais no jogo, mas seu
ensino nas academias e escolas especializadas de Capoeira é feito em conjunto com
todos os outros. Faz-se necessário, portanto, estudar as especificidades dos aspectos
musicais envolvidos na capoeiragem, a fim de entender esse processo e otimizar seus
resultados.
Dessa forma, neste trabalho buscamos investigar o seguinte problema: como
se dá o ensino específico de música em uma academia de Capoeira, ou seja, como os
elementos eminentemente musicais envolvidos na prática da Capoeira são abordados
durante os encontros. Neste processo de pesquisa, o objetivo geral é averiguar junto
ao Grupo de Capoeira Giramundo, em atividade na cidade de São Luís, como se
desenvolve o processo de ensino e aprendizagem musical nesta instituição. Os
objetivos específicos são: identificar os elementos musicais presentes nos encontros;
descrever a metodologia de ensino empregada nas aulas; apontar as estratégias
utilizadas pelo professor; e relacionar a abordagem do grupo com o ensino tradicional
de música.
Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre como se trabalha a música em escolas de


capoeira, na perspectiva de um estudo de caso. Uma questão possível seria: “como se
dá o ensino de música no Grupo de Capoeira Giramundo?”

5) CAPODEFERRO, Renan Cacossi. Os distanciamentos e aproximações da música do


Quarteto Novo com o Jazz norte-americano. Monografia (Bacharelado em Música).
40f. São Paulo: Faculdade Souza Lima, 2014. Disponível em
<http://www.souzalima.com.br/faculdade/images/doc/tcc/TCC%20-
%20Renan.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

Este trabalho tem como objetivo analisar o grupo Quarteto Novo a fim de
verificar se existem e quais são os traços remanescentes do jazz norte-americano em
sua música. A partir de transcrições já feitas, pretende-se entender a questão
composicional e de improvisação do grupo e verificar se existe um hibridismo nessa
música. Gerolamo (2012) aponta algumas características que podem ser discutidas,
gerando a possibilidade de considerarmos a música do Quarteto Novo como
inauguradora de um estilo original brasileiro. Leva-se em consideração a questão
composicional e de improvisação. Pretende-se discutir se há um hibridismo e se os
músicos conseguiram eliminar qualquer rusga do jazz na música instrumental do
grupo.
O Quarteto Novo é um capítulo especial na história da música brasileira, pois
desenvolveu uma linguagem de improvisação e de composição até então nunca
praticados na música popular instrumental brasileira. Este trabalho pretende
complementar e discutir os poucos estudos que existem sobre este grupo que
influenciou decisivamente a música instrumental no Brasil.
O Quarteto Novo era formado por Heraldo do Monte, Hermeto Pascoal, Théo
de Barros e Airto Moreira. O grupo nasceu do Trio Novo, que acompanhou o cantor
Geraldo Vandré na segunda metade dos anos 1960. Estes anos foram marcados pela
dura repressão da Ditadura Militar. Muitos artistas passaram a pensar uma arte
engajada, que fosse capaz de influenciar as pessoas e ser combativa à condição em
que se encontrava o Estado brasileiro.
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Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre uma possível influência do jazz na música
do Quarteto Novo. Uma questão possível seria: “que características do jazz existem na
produção musical do Quarteto Novo?”

6) GEREMIA, Denize. Artes Visuais na infância: contribuições para o desenvolvimento


infantil. Monografia (Licenciatura em Pedagogia). 39f. Santa Rosa: UNIJUÍ, 2012.
Disponível em
<http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/2186/
monografia%20DENIZE.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

Apesar da oralidade e da escrita fazerem parte da prática pedagógica das


professoras de Educação Infantil, as linguagens artísticas expressivas nem sempre
estão presentes no cotidiano escolar das crianças. Ao brincar, dançar, desenhar, pintar
ou representar, as crianças comunicam, expressam ideias, emoções, sentimentos,
história e cultura. Essas linguagens cotidianas nem sempre são percebidas e
respeitadas pela professora, educadora infantil.
Mesmo fazendo parte do cotidiano escolar, as linguagens artísticas são, na
maioria dos casos, organizadas pelas professoras de maneira involuntária e/ou
mecânica, como algo já incorporado em seu trabalho e sobre o qual não é necessário
refletir, pensar e (re) pensar. A forma de ver e fazer arte na infância são uma rotina.
Professoras com formação no Curso de Pedagogia, cujo currículo oferece
poucas horas de estudo dedicado às linguagens expressivas - Música e Artes Visuais -,
vêm contribuindo para que as linguagens artísticas nas escolas não sejam concebidas
apenas como instrumentos de apoio para as demais áreas, como recreação ou
desenvolvimento da motricidade, apenas. No entanto, sente-se a dificuldade de ver a
arte como uma área de conhecimento que possui conteúdo e que tem peculiaridades,
pois a formação inicial foi insuficiente para a ampliação e efetivação da importância
das linguagens serem o foco das reflexões e articulações de situações de ensino e
aprendizagem no processo do desenvolvimento infantil criador e expressivo.
A falta de base teórica e da prática das professoras faz com que as mesmas
atuem de acordo com sua compreensão da arte e do seu ensino, construída ao longo
de histórias pessoais, ou ainda, muitas vezes, privadas do acesso ao repertório cultural
da arte, tanto na vivência de sua expressividade em atos artísticos quanto na
possibilidade de refletir sobre seus conteúdos na escola, fato que gera
empobrecimento de experiências sobre os sentidos que esses conteúdos e vivências
artísticas poderiam assumir na escola. Essa falta de conhecimento acerca da arte,
especialmente das artes visuais que é a mais explorada pelas escolas e professoras da
Educação Infantil, reflete-se nas ações das mesmas, principalmente nas escolhas e nos
encaminhamentos de situações de ensino em sala de aula que envolvam as artes
visuais.
Contudo, algumas escolas já vêm se propondo a pensar o lugar da arte no
currículo, adquirindo os documentos oficiais que oferecem orientação e apontam
diretrizes curriculares para o trabalho nas escolas infantis. Esses documentos são
importantes referências que podem nortear as ações dos professores na mudança de
postura e de ações das rotinas infantis, para valorizar o “ser criança”, respeitar a
infância e conhecer o desenvolvimento gráfico, para propor situações de estudos
coerentes com o que a criança pode dar, como percurso criador.
Neste sentido, o objetivo deste trabalho, voltado para a pesquisa em artes
visuais na Educação Infantil, é compreender qual a contribuição que elas têm dado à
escola na formação artística e estética da criança em seu desenvolvimento, quais são
as possibilidades de aprendizado diante das produções infantis pelo uso da imagem
como estratégia de ensino, quais os sentidos que são atribuídos às tarefas cotidianas
de desenhar, colar, pintar e modelar com argila ou massinha, na Educação Infantil,
qual a finalidade do emprego destas atividades, nas rotinas escolares da arte e,
especialmente, qual é a concepção de percurso criador dado por estas práticas.

Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre a superficialidade com que os


conhecimentos artísticos são trabalhados por professores formados em Pedagogia,
seja em sua formação ou em suas práticas pedagógicas. Uma questão possível seria:
“como os professores formados em Pedagogia tem trabalhado com as Artes Visuais na
educação infantil?”
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7) FELTES, Gisele. Musgos do Capão do Jardim Botânico Municipal, Curitiba, Paraná,


Brasil. Monografia (Bacharelado em Ciências Biológicas). 56f. Curitiba: UFPR, 1999.
Disponível em
<http://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/32701/Monografia%20Gisele
%20Feltes.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

Atualmente as briófitas estão distribuídas em três divisões: Anthocerotophyta


a qual inclui os antóceros; Hepatophyta que abrange as hepáticas e Bryophyta que
inclui os musgos. Estas plantas ocorrem em muitos ecossistemas, crescem em diversos
tipos de substratos e apresentam cores variadas.
Os musgos têm o maior número de espécies de todas as briófitas e, como
resultado, apresentam considerável diversidade morfológica.
Os musgos constituem um grupo muito interessante de plantas a ser
estudado devido à grande diversidade de gêneros e espécies. Soma-se a isto, sua
importância ecológica e a necessidade de levantamentos da flora briofítica, uma vez
que há escassez de trabalhos desenvolvidos nesta área no Brasil.
Considerando-se que o Brasil possui cinco grandes regiões, que compreendem
vários tipos ecossistemas, verifica-se que ainda há muito trabalho a ser realizado nessa
área. Levando-se em conta o desmatamento acelerado, que ocorre em todas as
regiões, esses estudos tornam-se urgentes.
A finalidade do presente trabalho é realizar o levantamento das espécies de
musgos que ocorrem no capão de mata nativa secundária do Jardim Botânico
Municipal de Curitiba, Paraná, visando contribuir para o conhecimento da flora
briofítica local e, consequentemente, da flora de briófitas brasileira.

Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre a falta de trabalhos que tratem sobre a
flora briofítica, sob uma abordagem de estudo de caso. Uma pergunta possível seria:
“que espécies de musgos existem no Jardim Botânico Municipal de Curitiba?”
8) DOMINGUES, Antonio José Soares Madeira. A Questão da Mecânica Quântica ou de
como se Sai um Físico quando É obrigado a filosofar. O que nos faz pensar, v. 2, n. 2,
p. 62-80, jan/1990. Disponível em <http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-
rio.br/index.php/oqnfp/article/view/21/20>. Acesso em 8 fev. 2018.

Nossa dissertação de mestrado versa sobre a problemática conceitual em


fundamentos da mecânica quântica. Em primeiro lugar procuramos determinar
claramente qual a natureza das questões básicas, separando-as da simples confusão
conceitual. Estas aliás ocorrem na mecânica quântica, ou melhor, na interpretação da
mesma, de diversos modos, por vezes elementares, outras vezes mais sutis. Feito isso
prosseguimos nosso trabalho analisando criticamente as diversas interpretações
existentes.
Isso no tocante ao trabalho de pesquisa. No que se refere à dissertação,
decidimo-nos por uma tarefa que julgamos útil e oportuna, embora não trivial: a de
colocar, de maneira clara e acessível não somente a físicos em geral, mas também a
não físicos com interesse no assunto, a real natureza das questões centrais com que
nos deparamos quando procuramos interpretar o formalismo quântico de modo
coerente.
Assim, no primeiro capítulo reconstruímos as bases conceituais que
implicitamente utilizamos ao elaborar a física clássica, e à luz destas apresentamos o
conteúdo da teoria quântica, buscando tomar clara a maneira como esta se insere
naquele contexto. A abordagem utilizada aqui difere bastante das usualmente
encontradas na literatura.
No segundo capítulo passamos então a uma análise sistemática
(intencionalmente evitamos, por razões que ficarão claras, a abordagem histórica) das
possíveis interpretações do formalismo quântico. O uso em nossa análise do
ferrramental conceitual elaborado no capítulo anterior toma a sucessão de
alternativas quase natural.
Devido a sua enorme importância para a discussão aqui empreendida o
experimento de Berkeley (1986) é descrito no terceiro capítulo, onde também
comentamos a natureza das dificuldades experimentais envolvidas, bem como os
próximos passos a serem dados nesta área.
Nossa intenção foi a de prestar um serviço à comunidade, esclarecendo
questões e discussões notoriamente nebulosas. Procuramos, num primeiro momento,
conduzir a análise de um modo acessível também a filósofos, matemáticos e
engenheiros, o que implicou em uma certa prolixidade do texto do ponto de vista do
profissional de física. O resultado final, contudo, terminou por estar ao alcance não só
daqueles profissionais, mas também de leigos dotados de alguma tenacidade, a julgar
pelas reações dos que leram o manuscrito. Cremos, também, ter conseguido evitar
que o não uso explícito do formalismo matemático comprometesse o rigor ou a clareza
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do conteúdo. Esforçamo-nos ainda para que o texto fosse de leitura agradável, mas,
principalmente, acreditamos ter obtido sucesso em nosso objetivo de tornar límpido o
quadro conceitual, bem como as alternativas e desafios que nós físicos temos pela
frente. Com votos ao leitor de um agradável par de horas, encerramos aqui esta
apresentação.

Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre a dificuldade em abordar a mecânica


quântica através de uma linguagem menos técnica e mais acessível ao público em
geral e não somente a especialistas da área de Física. Uma pergunta possível seria: “é
possível tratar sobre a Mecânica Quântica através de uma linguagem não direcionada
a especialistas?”

9) FAIS, Gilson. A ordem jurídica sob a hipótese do contato extraterrestre. Monografia


(Bacharelado em Direito). 82f. Curitiba: UFPR, 2014. Disponível em
<http://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/37651/48.pdf>. Acesso em 8
fev. 2018.

Pleno de controvérsias, a hipótese em questão foi analisada por Carl Gustav


Jung em seu livro Um mito moderno sobre coisas vistas no céu editado originalmente
em 1958. Pela relevância, e na suposição do prévio perdão do leitor, reproduzimos o
prefácio na íntegra, ainda que extenso:
É difícil avaliar corretamente o alcance dos acontecimentos
contemporâneos, e é grande o perigo de que o julgamento se prenda
à subjetividade. Por isso, estou ciente do risco que corro, ao
empreender a tarefa de expressar minha opinião sobre certos
acontecimentos contemporâneos - que julgo serem de grande
importância - àqueles que tenham a paciência de me ouvir. Trata-se
daquela notícia que chega até nós de todos os cantos da Terra;
daquele boato sobre corpos redondos que percorrem a nossa
troposfera e estratosfera e são chamados ‘saucers, pratos,
soucoupes, discos, UFOs (Unidentified Flying Objects) e OVNIs
(Objetos Voadores Não Identificados)’. Como já disse, este boato ou a
existência física destes corpos parece-me tão importante, que
novamente me sinto na obrigação de dar um grito de alerta, como já
o fiz anteriormente, naquela época em que começavam a se
desenrolar os acontecimentos que iriam atingir em cheio a Europa.
Sei muito bem que, como então, a minha voz é muito fraca para ser
ouvida por muitos. Não é a presunção que me impele, mas sim a
minha consciência médica que me aconselha a cumprir com o meu
dever de preparar aqueles poucos que podem me ouvir para os
acontecimentos que estão reservados à humanidade, e que
significam o fim de um éon (era). [...] (JUNG, 2011)

Inegável provocação teórica, farta-se de metáforas dado o caráter do objeto


que intenta definir. Envolvido está um poder além dos conceitos tradicionais da
Ciência Política, da Física ou do Direito. Mas, por certo, não está fora do alcance da
análise crítica, de livre expressão metodologicamente orientada, condição básica da
fruição intelectual.
Esta análise pretende sugerir que há razões de natureza fática para invocação
de tutela estatal para lidar com o assunto; contudo, pelo estranhamento quase
instintivo que provoca, move-se a análise por meio de um tratamento jurídico de
caráter metodológico aproximativo do tema, sem pretensão, por ora, de ser tese de
fartas provas.
A consideração, por exemplo, da questão da prova material, neste tema
específico, impulsiona o foco da análise para os possíveis impactos do contato
extraterrestre, sob hipótese, na ordem jurídica que se impõe. O desenvolvimento do
tema se dá em um contexto de exercício de devaneio hermenêutico poético,
livremente articulada com a fenomenologia da abdução extraterrestre. O filósofo
francês Gaston Bachelard nos ensinou que todo conhecimento é polêmico e o
devaneio é um recurso de cognição; e que o raciocínio elaborado por meio de imagens
e metáforas é integrante da própria saúde do ser. E sintetiza: "tudo seria mais simples,
parece, se seguíssemos os bons métodos do psicólogo, que descreve aquilo que
observa, mede níveis, classifica tipos - que vê nascer a imaginação nas crianças sem
nunca, a bem dizer, examinar como ela morre na generalidade dos homens"
(BACHELARD, 2010, p. 33).
Neste breve estudo analítico-crítico propomos abordar o tema da ordem
jurídica, sob a hipótese do contato extraterrestre, dissertando sobre seus reflexos em
institutos da Teoria do Direito, como o de fato jurídico e pessoa humana. A hipótese é
fundada, por exemplo, no evento extraordinário transcorrido em 1956 com o
advogado João de Freitas Guimarães, depois juiz, professor de Direito Romano,
homenageado pela Seção OAB de Santos, litoral de São Paulo. Curiosamente, dois anos
antes da publicação dos estudos de Jung sobre essas “coisas vistas no céu”.
E, finalmente, a hipótese do contato entre um ser humano e um ser
extraterrestre é uma excelente oportunidade para darmos a devida atenção para o
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valor intrínseco da pessoa humana, por vezes inexistente na eficácia dos direitos,
como se, por ironia, pessoa extraterrestre fosse.

Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre a inexistência de uma legislação específica


para o caso de invasão extraterrestre. Uma questão possível seria: “como a ordem
jurídica poderia ser estabelecida em caso de invasão extraterrestre?”

10) FREITAS, Alan Robert Resende de. Música Evolutiva: Uma Abordagem
Computacional para Composição Algorítmica. Dissertação de Mestrado em Ciência
da Computação. 128f. Ouro Preto: PPGCC/UFOP, 2011. Disponível em
<http://www.repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/2166/1/DISSERTAÇÃO_Mú
sicaEvolutivaAbordagem.pdf>. Acesso em 8 fev. 2018.

Esta dissertação descreve uma pesquisa sobre aspectos da utilização de


Computação Evolutiva para Composição Algorítmica. São propostos algoritmos para a
geração de melodias e harmonias. Como toda pesquisa interdisciplinar, nem todos os
leitores podem estar habituados com as terminologias específicas. Os capítulos 2 e 3
dão definições de termos importantes para compreensão total dos conceitos e
argumentos. Para mais detalhes relativos à terminologia musical, Kennedy & Bourne
(2004) podem prover uma boa referência.
Inicialmente, é definida a proposta do trabalho, com sua devida justificativa e
objetivos. Uma revisão bibliográfica descreve abordagens utilizadas anteriormente e
suas diferentes implicações. Métodos mais antigos de composição algorítmica eram
normalmente fundamentados em algoritmos baseados em regras enquanto neste
trabalho descreve-se uma abordagem baseada em Inteligência Artificial através de
Algoritmos Genéticos, que são métodos estocásticos para a resolução de problemas.
Neste ponto, problemas da utilização de Computação Evolutiva para criação musical
são brevemente analisados, descrevendo soluções já propostas para solucioná-los.

Problema: ______________________________________________________________
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Questão norteadora: _____________________________________________________


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Chave de correção: O problema trata sobre a falta de trabalhos que abordem a


composição algorítmica através da inteligência artificial, e não por meio de “regras”.
Uma pergunta possível seria: “é possível aplicar a Computação Evolutiva na
Composição Algorítmica?”